All language subtitles for The Green Glove (1952) -portg

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Original subtitles

* A LUVA DE FERRO *

Esta � a hist�ria de Michael Blake, ex-paraquedista.

Um entre muitos soldados que voltam aos lugares

que conheceram durante a guerra

procurando algum estremecimento emocional,

mas sem encontrar.

Mas a de Blake, era uma hist�ria estranha,

diferente da maioria.

Talvez a tenham ouvido, bem, pelo menos o final.

Foi manchete dos jornais na �poca.

Mas agora estamos numa aldeia,

nas montanhas escarpadas do sul da Fran�a.

No ver�o, os dias amanhecem calmos

nesta aldeia, situada � beira do precip�cio.

O Padre Goron, sempre o primeiro a se levantar,

estava a caminho da igreja quando de repente. . .

os sinos soaram.

Sinos que estavam em sil�ncio desde o desaparecimento

da luva de S�o Elizario.

A famosa luva verde que fez daquela aldeia

local de peregrina��o para doentes, deficientes e crentes

por quase mil anos.

Para o Padre Goron este evento indicava que a luva havia sido devolvida,

porque foi prometido que os sinos n�o tocariam novamente

at� o seu retorno.

Mas n�o estava na urna, vazia fazia muito tempo.

Por que os sinos soavam ent�o?

E quem os faziam soar?

A luva!

Voltou para casa!

Quem trouxe, Padre?

Ningu�m!

Estava l�!

S� h�. . . um homem morto!

Devemos crer que ele tocou os sinos para anunciar o retorno da luva?

Caiu morto aqui. Ningu�m estava l� em cima.

Los Angeles. . . California. � americano.

Estava l�.

O milagre da luva que havia voltado para casa, sem ningu�m trazer.

Os sinos que tocavam sem que tivesse um homem vivo para faz�-los.

E claro, o mist�rio do homem morto.

Este � o final da hist�ria.

Mas esta hist�ria come�ou muitos anos antes.

Agosto. . . 1944.

Os aliados libertaram o Sul da Fran�a.

Um sobrevivente alcan�a o solo atr�s das linhas alem�s.

Pare a�!

Venha!

Venha com cuidado.

Vire-se.

O que tem a�?

S�o os meus desenhos.

Sou correspondente de um jornal. Escrevo para a imprensa

cenas de batalha, impress�es. Me chamo Paul Rona.

Vejo que o seu nome � Blake, Tenente Blake.

Como voc� fala ingl�s, sem sotaque alem�o?

Eu n�o disse que era.

Troquei de passaporte tantas vezes, que nem me lembro.

Fui educado na Inglaterra. Minha m�e era tcheca, meu pai, polon�s.

Naqueles tempos os poloneses eram russos e tchecos, austr�acos.

Me esclare�a voc�.

Os americanos est�o perdendo muita muni��o.

V�o precisar quando os alem�es contra atacarem ao amanhecer.

V�o empurr�-los para o mar.

Ah, �? Ent�o dir� aos da intelig�ncia. Vamos.

Eu disse que vamos!

� um homem teimoso.

Posso pegar a minha pasta?

Abra-a.

Eu disse que fa�o desenhos.

Espere um pouco.

O que mais tem a�?

� a "Luva Verde". � muito valiosa.

Senhor Blake. Pode fazer uma boa escolha.

Se ficar, pode se tornar rico pelo resto da sua vida.

Ham?

Olha que j�ias!

Os meus desenhos s�o apenas um passatempo.

Em tempos de paz, sou vendedor de arte e antiguidades.

Tenho lojas em Londres, Paris e Nova York.

Deve conhecer a "Rona", perto da "Tiffany".

Nunca vi.

Blake, esta luva vale uma fortuna. Qualquer colecionador daria. . .

Vamos, andando!

N�o atire, somos amigos!

Estavamos procurando-o.

Todos vimos quando se lan�ou do avi�o.

N�o se preocupe. Ajudamos muitos antes de voc�.

Havia um alem�o, aonde est�?

N�o havia ningu�m, Senhor.

Deve ter escapado.

D� o aviso, por favor, r�pido!

Espere um pouco.

Os alem�es v�o contra atacar logo. Tenho que enviar uma mensagem.

Sua mensagem sair� imediatamente.

Promete?

Eu prometo.

Claro, n�o se preocupe com isso agora.

Pierre, ajude-o.

- Champanha senhora? - Ah, obrigada.

Senhor!

Por voc�, querida.

Para que vivamos em paz.

Querido. . .

Sei que est� t�o feliz quanto eu.

Por Robert.

O americano, senhora!

Deveria estar na cama, Senhor.

Deve ter enviado a mensagem como prometeu. . .

Ele n�o sabe. N�o v�o atacar.

Como n�o? Est�o fazendo agora.

N�o, n�o. Nem agora, nem nunca. Os alem�es se retiraram.

Por isso brindamos. S�o canh�es americanos.

Pierre, champanha para o Senhor.

Brindemos. Brindemos por voc�.

Nosso primeiro americano desde que a guerra come�ou.

E brindemos pelos ingleses e pelos franceses.

E. . . por Robert, meu marido.

Ou�a a m�sica.

O Robert preferia esta.

� triste e alegre ao mesmo tempo.

A tocavamos juntos, antes da guerra.

� cativante, n�o �?

Lembram dessa can��o parisiense que o Robert gostava tanto?

O que. . . o que foi?

N�o!

O encontramos al�m das defesas alem�s.

Acho que deveria estar na cama.

Ainda podia falar quando o encontramos.

Disse que prometeu a um americano que a mensagem chegaria �s suas linhas.

Est� morto.

Pensava que estava fazendo algo pelo seu pa�s. Morreu por nada.

Aquele homem jurou que os alem�es atacariam.

Ele mentiu.

As palavras n�o s�o ajuda, Senhor.

Sim, eu sei.

Est� pronto, Senhor?

Condessa!

Condessa!

Condessa!

N�o fala desde o outro dia. Perdeu a mem�ria.

Vamos indo. Esquece a sua pasta, Senhor.

Voc�s acharam? Sim, entre as ru�nas.

O caminho � dif�cil. � melhor n�o levar nada.

Ent�o vou guard�-la. E vir� busc�-la depois da guerra.

Sim, Pierre. Guarde-a.

Obrigado.

Mas isso foi apenas o come�o.

Se internaram no bosque.

Mas a hist�ria se interrompeu por v�rios anos.

Continua novamente numa agrad�vel manh� de agosto, em Paris.

Aqueles anos foram dif�ceis para Michael Blake.

Havia dado tudo errado.

Foi por isso que Michael voltou.

Porque em algum lugar, no Sul da Fran�a,

tinha uma luva que valia uma fortuna.

Mas algu�m estava esperando o retorno de Michael Blake.

A plataforma que estamos, est� a 58 metros do solo.

A altura total da estrutura � de 300 metros.

E agora, se me seguirem at� aquela varanda l�,

Desfrutar�o de uma bela vista do Sena e todas as suas pontes.

Por aqui. . .

Obrigada!

Olhe para tr�s e me diga o que faz o homem de terno cinza.

Por favor.

Est� vindo para c�?

Sim, est�.

Vou pegar o elevador. Se me seguir detenha-o.

Pergunte as horas, mas impe�a-o.

Quem � voc�? Obrigado!

Ah, por favor, por favor. Pode me dizer as horas?

Ah, sim, s�o 11:50 hs.

Lamento que o perdeu.

Talvez possa poupar tempo.

Desculpem-me, por favor. Sinto muito.

Todos j� viram o rio Sena, que atravessa Paris.

Se olharem para a esquerda ver�o o famoso Arco do Triunfo. . .

Da m�o dela, Jimmy, n�o toma o suficiente.

Ou toma a s�rio, ou n�o toma nada.

- Quero tomar outro drinque. - Com quatro n�o est� pronto?

Cinco � igual a quatro. Me sirva outra bebida, Willy.

- Como queira. - Ah, Jimmy!

A bourbon com �gua.

Bourbon com �gua!

Jack, meu velho amigo Jack!

Mike.

� verdade, Mike. Te falei sobre o Mike. Fomos juntos para Yale.

Mike, ela � Chris, Chris Kenneth.

A senhorita que hoje me fez um grande favor.

Desculpem.

Voc�s j� se conhecem?

Ei. . . um bourbon com �gua. S�o 3,50.

Ei, Mike. . .

N�o terminou a sua bebida.

Linda m�sica, heim?

- Quer dan�ar? - Com prazer.

Se cuida.

Ol�!

Ol�!

Por que tanta pressa para sair?

Porque sei que perguntaria coisas que n�o quero responder.

Isso � verdade.

O que aconteceu esta manh�, por que aquele homem o perseguia?

Eu n�o sei.

O que vai fazer amanh�, heim?

Mostrar pinturas de Paris aos turistas.

Eu sou um estranho aqui, por que n�o me mostra a cidade?

- Oficialmente, ou n�o oficialmente? - N�o oficialmente.

Mas antes tem que me contar um pouco mais do homem que o seguia.

N�o saberia o que te contar.

Sabe de uma coisa? N�o acredito.

Olha, n�o roubei um banco, n�o matei ningu�m e n�o sou um espi�o internacional.

Acredita em mim?

Vou tentar.

Dan�a muito bem.

Muitas vezes me trouxe problemas.

Ei. . . foi para casa. Ainda estava de p�.

Sirva-se.

Disse que seu amigo. . . Michael a poderia levar e se foi.

Ah, obrigada, Willy.

Obrigado.

Bem. . .

Ah. . . ar fresco!

Quando estivermos velhos contratarei um guitarrista

para tocar para n�s o dia todo.

Para n�s? � uma oferta s�ria?

Sempre prometo essas coisas �s duas da manh�.

Nunca tem testemunha quando fa�o.

Nunca te disseram que � muito atraente?

Como � que n�o se casou ainda?

Como � que voc� n�o fez? Heim?

- Essas coisas acontecem. - Sim, eu acredito.

A verei todas as noites esta semana, pode ser, heim?

Pode ser.

Claro que ter� que ir a Monte Carlo.

- Vai para Monte Carlo? - Sim, no trem de amanh� �s 9:00hs.

Bem, parece uma descortesia, depois de ter lhe mostrado a minha Paris. . .

Venha comigo!

L� est� o problema.

L� conheci o seu amigo Jimmy e comprei o bilhete.

Por que me disseram que estudaram juntos?

Eu n�o fui para universidade.

Bem. . . !

� isso. Aparentemente passamos a noite juntos sob falsos pretextos.

Obrigada por salvar minha vida.

De nada, foi um prazer.

- Senhor Michael Blake? - Sim.

- O porteiro disse que o acharia aqui. - O que voc� quer?

Quer fazer o favor de nos acompanhar ao seu hotel?

Por qu�?

O que foi?

Sou o Inspetor Faubert, do Departamento de Homic�dios.

Quero que me d� informa��es sobre o homem que est� morto no seu quarto.

Por favor.

Conhece este homem?

Sim, j� o vi antes. Esta tarde na Torre Eiffel.

Por que lembra de t�-lo visto?

Garanto que n�o me lembro.

E eu garanto que ser� melhor voc� se lembrar.

E voc�, senhorita, me diga o que sabe sobre isso.

Havia visto o falecido antes?

Uma vez.

- Na Torre Eiffel tamb�m? - Sim, esta tarde.

Nem sei dizer porque me lembro.

- Est� dizendo a verdade, senhorita? - Sim.

Sabe que mentir para encobrir um crime a torna c�mplice?

N�o me chame de criminoso. Ela n�o mente.

Talvez tenha ouvido mal. Eu n�o disse que mentia.

Ent�o n�o conseguem se lembrar porque olharam para esse homem.

Talvez foi a casualidade que os fez coincidir.

O m�dico disse que est� morto de duas a seis horas.

Aonde estiveram durante esse tempo?

Numa boate rua abaixo.

N�o sei o nome do lugar. "Gato dormindo" ou algo assim.

- E antes disso? - Estava aqui.

Espero que tenha dito a verdade. Sabe que h� testemunhas para provar.

O que est� fazendo na Fran�a, Senhor?

Gastando o meu dinheiro. Tem alguma obje��o?

Nenhuma, se este for o motivo da sua visita.

Olha, certo. Vim aqui. . . Vim aqui para matar um cara,

deixei o corpo no meu quarto para encontrarem.

V� em frente, me prenda!

N�o posso prend�-lo sem provas suficientes!

Mas o mudaremos para outro quarto. Um dos meus homens o vigiar�.

- Chamaremos de "cust�dia protetora". - Muito obrigado, muito generoso.

Olha, h� tr�s elementos a seu favor. . .

O primeiro e, � claro, o mais forte, � a declara��o desta jovem

confirmando o seu �libi.

O segundo, passou a noite se divertindo em vez de se desfazer do corpo.

O terceiro, parece uma pessoa razoavelmente inteligente.

Se tivesse matado esse homem, acho que teria destru�do este desenho.

Estava no bolso do falecido.

Penso, senhor, que n�o pode identific�-lo, porque ele precisava te identificar.

Mas deve haver alguma rela��o entre sua presen�a na Fran�a e a morte dele.

Est� bem feito, n�o?

Tenente americano, Infantaria Aerotransportada.

Seu caf�, Senhor.

S� trouxe um. N�o traria outro ao meu amigo de fora?

Senhor?

Meu c�o de guarda. O policial que est� postado l� fora.

A� n�o h� nenhum policial, Senhor.

Ah, sim, ele est� a�.

Tem raz�o, ele se foi.

� tudo, Senhor?

- Ah, sim, sim, obrigado. - Obrigado, Senhor.

Com o Departamento de Pol�cia, por favor.

Com o Inspetor Faubert.

- "Quem fala?" - O senhor Blake.

"Sou o secret�rio do Sr. Flaubert".

"Desculpe, mas o Inspetor estar� ausente por cinco dias".

Espera um pouco. Acha que vou esperar 5 dias at� ele voltar?

"Lamento, Senhor, mas pode ligar na semana que vem".

Na semana que vem?

Ei. . . sim. . . sim, eu ligo.

"A qualquer hora, a partir de ter�a-feira. Tchau".

Tchau. . .

CARO INSPETOR -

SE ACHA QUE VOU ESPERAR UMA SEMANA, EST� LOUCO!

AT� NOS VERMOS NOVAMENTE -

SE NOS VOLTARMOS A VER -

MICHAEL BLAKE

- Taxi, Senhor? - N�o.

- Desculpa. - Desculpa voc�, senhor. Desculpa.

Ah!

O que diz a�?

Ei. . . n�o fumar. N�o falo muito ingl�s.

N�o fala muito, n�o. . .

Falava bem quando trope�amos esta manh�.

Quem o contratou para me seguir?

Segui-lo, Senhor?

Sim, voc� e o homem que mataram, t�m o mesmo chefe?

N�o sei do que est� falando. Vou � Saint Denis. N�o o conhe�o.

Ficamos assim, heim? Voc� vai � Saint Denis e eu, � Calais.

Para Calais?

Isso mesmo, para a Inglaterra. Diga a seu chefe.

Conhe�o Calais. A m�e da minha esposa tem um hotel l�.

Tem um nome ingl�s, "Hotel Flame". Como � americano n�o deve conhecer.

Ou n�o �? De qualquer forma, se for ao hotel da m�e da minha esposa. . .

Eu des�o aqui. N�o vai saltar.

Tchau, senhor!

- Boa tarde. - Boa tarde.

64, compartimento 8.

- Deixou suas malas com o rapaz? - Viajo sem bagagem.

� claro, eu esqueci.

- O que esqueceu? - Que viaja sem bagagem.

Seu lugar � ao lado da senhora.

A senhora tamb�m n�o tem bagagem.

O que est� fazendo aqui?

- Mike. - O qu�?

Des�a do trem, sen�o teremos problemas.

� muito bom que veio se despedir, mas o trem est� prestes a sair.

Fui ao hotel e vi a nota que deixou ao Faubert.

- Ent�o l� o meu correio. - Disse para n�o se mover.

- Ele se foi. - N�o acredito.

Sim, e o c�o de guarda que colocou na minha porta, tamb�m se foi.

Michael, n�o brinque e n�o me deixe com tudo isso.

N�o pode ir sem me dizer o que acontecce. Tenho medo.

N�o tem nada a temer e n�o h� nada para contar.

Por que n�o volta para o hotel. . . ?

Esta noite, quando voltei ao meu quarto. . .

algu�m tinha ido revistar e destruiu tudo.

- Ei. . . desculpa, fala ingl�s? - N�o, Senhor.

- Por que fizeram isso? - Quero que voc� me diga.

Me meteu nessa bagun�a. Tinha uma vida normal e calma at� conhecer voc�.

N�o, desculpa, n�o sei quem fez isso.

Tamb�m n�o sei quem era o cara que apareceu morto no meu quarto.

- N�o sabe nada, mas acontece algo. - Eu. . .

Alguma coisa deve ter.

Aparece um corpo no seu quarto, com seu retrato no bolso.

- N�o sei. . . - Garanto que tamb�m n�o sabe

o que fazia com aquele desenho.

Senhora, o bilhete.

A senhorita n�o tem.

- N�o tem bilhete? - N�o, n�o tem.

Sabe que n�o pode viajar sem bilhete.

"Qualquer um que estiver no trem sem bilhete,

ser� multado pela soma de cinco mil. . ."

- A senhorita n�o viaja para nenhum lugar. - N�o pode fazer isso.

- Chris. . . - "Por n�o ter bilhete,

deve pagar uma multa de 5.799 francos".

Estou dizendo que a senhorita vai descer do trem agora!

N�o � isso?

� tarde demais e n�o tem bilhete!

Aonde est� o freio de emerg�ncia?

Se puxar o freio ter� que pagar uma multa de 5.000 francos!

- Em dinheiro! Diz aqui. � uma norma. . . - Est� bem.

- 5.700 francos. - E 99 francos!

E 99 francos, cobre. . . e fique com o troco.

Ah, obrigado, senhor. Vou comprar novos �culos.

Muito obrigado, vou trazer o bilhete.

Tudo bem.

Enquanto isso, o que posso fazer com voc�?

O que aconteceu com o policial que o vigiava?

Tinha um encontro ou algo assim, como vou saber?

- Isso � rid�culo. - Certo, tamb�m o matei.

- Ter� entendido? - N�o sei, mas � melhor que n�o.

Posso ver o seu bilhete, Senhor?

- A pol�cia me deixou sozinho. - N�o pode fugir assim.

Te pegar�o em dois dias.

Em dois dias? Em dois dias estarei fora da Fran�a.

Vai embora? O que quer dizer?

Significa que n�o � problema seu. N�o quero que continue me ajudando.

N�o te ofere�o ajuda. N�o percebe que estou metida nisto como voc�?

- Ah, n�o. - Se for embora, me colocam na cadeia.

N�o. . . !

Ou�a isto!

Vou continuar com voc�, at� saber o que � isso tudo.

Fa�o isso em leg�tima defesa.

Estarei ao seu lado dia e noite.

Aha! N�o posso me queixar.

- Michael. . . ! - N�o fale mais.

� o homem mais est�pido. . . !

� o amor, sempre o amor!

- Bem-vindo, Michael, acorda. - Heim?

Aonde estamos?

- No Sul da Fran�a. - No sul da Fran�a?

Devia ter desciddo antes. . .

N�o vou fazer. Matou aquele homem?

- Matar o que. . . - Diga-me, diga-me.

N�o matei homem nenhum. O que � todo esse interrogat�rio?

H� policiais no trem.

- Policiais? - Sim.

H� um � dois compartimentos daqui.

O que estava com o Faubert quando sa� esta noite.

N�o escapou, te deixaram ir. Temos que fazer alguma coisa.

Passarei em frente a sua janela. Tente descer enquanto isso.

Vai me ajudar? Acabaremos presos, se n�o fizer.

Se n�o me seguirem, nos vemos no armazem, em frente a esta��o.

Boa sorte, Mike.

Ei? Me chamou de Mike.

Que n�o te suba � cabe�a.

Sente-se!

O detetive n�o percebeu nada. Ser� que dormiu?

Por enquanto n�o fa�o id�ia.

- Chris, obrigado por tudo. - Ah, espero que sirva para algo.

Que seja melhor para o que queremos.

Tem um bar, acha que podemos tomar um caf�?

N�o, mas vamos.

- Bem, foi um bom desjejum. - Tudo muito fresco.

Bem. O que fazemos agora?

� melhor me dizer. Cedo ou tarde vou saber.

Vou te dizer.

Estou tentando encontrar. . . umas ru�nas perto de um castelo.

� num campo em forma de bumerangue.

Pelo menos, � como se v� do ar.

- De um avi�o? - Isso mesmo, tive que saltar.

Estavamos em guerra, lembra?

E volta para procurar as ru�nas?

Acha que l� encontrar� o assassino?

N�o estou procurando o assassino.

- Ah, n�o? - N�o.

Se quiser chamar a pol�cia. . .

N�o, acho que n�o entendo mais nada.

Mas algu�m sabe.

Por que te seguiram em Paris? Por que mataram aquele homem?

E tenho a impress�o que sabe quem est� por tr�s disso.

- Achei que o cara estava morto. - De quem fala?

A falso alem�o que falava muito.

Um comerciante de arte.

Pelo menos me disse que era.

Bom dia, Senhor Paul.

- A� est�. - Ah?

- Ah. . . ! - Huhu!

Estranho!

O americano saiu ontem de Paris no trem das seis.

Pep� tamb�m pegou o mesmo trem.

Este trem chega em Monte Carlo, �s 11:00hs.

Ol�, querido.

Gaby!

- Bom dia, Joseph. - Minha querida.

Bom dia.

- Paul. . . - Ei, compramos o quadro,

- feche o neg�cio. - Certo.

Paul, acabo de ver a Nina Howard.

Por que n�o vamos � sua festa esta noite? O Senhor Pierre estar� l�.

- Tenho trabalho, Gaby. - � muito importante para mim.

Se posso ser parte de seus planos. . .

Ah, mas este neg�cio pode me render mais de 100.000 d�lares.

Mas. . . livre de impostos.

Bem, isso � melhor.

Prometo que ver� o senhor Carand antes de ir embora.

- Voc� � maravilhoso, Paul. - Vamos?

Sim.

- Ainda quer que te leve � Nice? - N�o, mudei de id�ia.

- Quero ir para S�o Elizario. - Quem � S�o Elizario?

- � um santo. - Um santo?

- Bem, tamb�m um povoado. - Aonde fica?

A uns 30 kms. . . A uns mil anos no passado.

- Querido, n�o entendo nada. - Claro que n�o.

Fica a uns 30 quil�metros.

- O povoado fica acima. - Quer subir at� l�?

Vamos l�.

Este � um lugar muito famoso e tem a sua lenda.

Se chama a ponta afiada.

O afiada pode ver o por que.

Aqui foi onde Elizario derrotou os mouros.

- Achei que disse que era um santo. - E �. Um muito feroz.

Mas isso � passado.

Os mouros atacaram por esse caminho que se v� l� em cima.

� o �nico caminho de acesso ao povoado.

Mas S�o Elizario atacou os mouros por tr�s.

Fez seus homens descerem a este ponto,

porque a outra rota era uma bocaina imposs�vel de passar.

Bem, esse foi o fim dos mouros.

L� pode ver a bocaina.

Parte do povoado se espalha encosta abaixo, num curso muito perigoso.

A bocaina se v� claramente atrav�s do vale e vai serpenteando

num terreno muito acidentado, at� chegar ao ponto onde os mouros estavam.

E volta a subir novamente.

De l� para cima, acima, acima, at� este ponto.

Mas o que h� nessa vila, afinal?

N�o � o que h� agora, � o que j� houve.

H� muito tempo?

Bem. . .

no passado.

Aqui est�.

Este � o t�mulo dele.

- � o seu retrato? - Sim, com sua espada e sua luva.

O que � isso?

A� guardavam a luva, antes de ter sido roubada.

Bom dia, Padre.

Posso ajudar em alguma coisa?

- Bom dia, Padre. - Bom dia.

- � uma bela capela. - Agora est� muito calma.

Claro que nem sempre foi assim.

As pessoas vinham aqui �s centenas.

- Vinham pela luva. - Voc� sabe o que aconteceu. . .

- Costumava estar a�. - Noite e dia.

Ningu�m imaginava que algu�m poderia lev�-la.

Voc� sabe o que aconteceu durante a guerra.

Pinturas e pe�as de valor foram roubadas.

O mundo ainda pensa que est�o perdidas.

Sei de um colecionador que pagaria doze milh�o de francos por um veronese.

Pela luva, pagaria cem mil d�lares.

Cem mil d�lares!

Talvez o Padre n�o est� interessado em comprar, ou, talvez, sim?

Tenho f� que algum dia. . . voltar� para casa.

- Ent�o os sinos soar�o. - Tamb�m sabe sobre os sinos.

Os sinos que nunca mais tocaram desde o dia em que foi roubada

e nunca mais tocar�o at� voltar.

Sim, eu li em algum lugar. Bem, obrigado Padre.

Tchau, querida.

- Me liga depois. - Sim.

Inspetor Faubert, n�o esperava v�-lo em Monte Carlo!

Cheguei esta manh�.

Os policiais tamb�m podem combinar o trabalho com prazer.

Trabalho?

Um trabalho muito s�rio, mas garanto que nos veremos no cassino.

Ser� um prazer.

Senhor Paul! Chegou um telegrama de Pep� para voc�.

J� decodifiquei.

"Blake desceu do trem. As circunst�ncias me for�aram

tomar medidas que o favoreceram".

"Tive que matar um policial parisiense".

"Detalhes mais tarde. Pep�".

Senhora, com esta s�o 14 ru�nas que vimos desde o meio-dia.

Eu sou um homem compreensivo, mas minha esposa,

que � quem me prepara o jantar, nem tanto.

Eu sei, eu sei.

Mas tenho a impress�o que � esta.

Senhora. . . !

L� est�.

Mike, espera!

Me espera!

O castelo tamb�m perdeu.

Era o �nico que restava.

Voc� percebe que s� trago azar?

Est� provado.

Ah, n�o Mike.

� culpa sua que destruiram este lugar durante a guerra?

Certo Mike, n�o devia voltar sem estar preparado para enfrentar isso.

Eu estou. N�o h� nada para enfrentar.

Quando sa� por aquela porta, as coisas foram de mal a pior.

Pensei que. . . se voltasse e encontrasse a luva, me ajudaria.

N�o sei, talvez para alguma coisa. O azar �s vezes muda.

N�o se v�!

Gostaria de falar com voc�.

Fiz seu retrato de mem�ria.

Muito bom.

Nos vimos antes, sou o Conde Paul Rona.

� um t�tulo polon�s.

Venham!

Durante todos esses anos o segui por todos os lugares

para esclarecer esta quest�o.

Tenho que dizer que demorei um pouco.

Por que mataram aquele homem no quarto do Michael?

Ah, sim, sim. Eu li no jornal. Conrad Vernot, morto numa surra.

Acho que soube o que voc� tinha e decidiu trair algu�m.

� por isso que veio?

Talvez quis fazer um acordo pelas costas de algu�m.

Ent�o voc� o matou.

Minha cara senhorita. N�o matei ningu�m na minha vida,

nem mesmo durante a guerra.

Alem�es e ingleses me tinha como colaborador,

enquanto os franceses achavam que era um de seus espi�es.

- Um arranjo muito conveniente. - Esse � o ponto.

� tarde e veio � Fran�a para recuperar a luva.

Ainda est� aqui.

Aonde est�?

Seria mais inteligente me dizer, Blake.

Est� ouvindo?

N�o toquem nele!

Ainda n�o.

Foi uma idiotice, Blake.

Mas n�o � a primeira vez que derramam sangue pela luva de S�o Elizario.

- O qu�? - A luva verde. . . de S�o Elizario.

- Vamos! - Chegar� tarde sem a minha ajuda.

- Sua ajuda? - H� ordem de pris�o para voc�

e a senhorita Kenneth, por assassinato.

A pol�cia acha que matei aquele homem, em Paris.

E o detetive no trem.

Foi baleado quando voc�s fugiam. Bobeira do Pep�. . .

Ele me atacou. . . A pol�cia nunca esquece

o assassinato de um deles.

Mas acham que foi voc� e � voc� que perseguem.

Caiu em sua pr�pria armadilha. Oportunidade, m�vel e fuga.

E outra surpresa.

O Inspetor Faubert est� te esperando em Monte Carlo, agora.

Mas n�o se preocupe, vou tir�-lo da Fran�a.

Lhe dou 5.000 d�lares pela luva. Venha aqui!

Este � Pep�, campe�o de boxe h� tempo. Um homem duro.

Saia do meu caminho!

Vamos!

Mike, Mike!

Mike!

- O Pep� caiu! - Cale-se! Pep� � o melhor.

Mike!

Michael!

- Mike! - N�o o mate!

Vamos!

Eram a garota e o americano. Encontre-os.

Voc�, v� com dois homens pela direita.

- Qual �? - � ele.

Senhor Inspetor. O que quer?

� o indicado, heim?

- Eu fiz o meu trabalho. - Sim, sim, fez muito bem.

Eu conhe�o seu rosto.

Que jovem mais louco!

Pode ser que voc� tenha se metido nesse po�o?

Ah, sim. Ou talvez seja uma apari��o?

Ou talvez seja voc�?

Pierre!

Mike!

Estava aqui. . . a pol�cia.

Como escapou?

O homem que a retinha fugiu quando viu Pierre e eu.

Eu disse que n�o precisava fugir de um velho e de uma mulher louca.

Venha ao povoado comigo. � um povoado pequeno, s� 50 habitantes,

incluindo um gato.

Vamos, Mike.

Sim.

Esta � a minha nova casa, � pobre, mas um bom lugar para esperar.

At� arrumarem o castelo?

O castelo, minha filha, n�o tem conserto, n�o.

Estou esperando o meu filho voltar.

- O seu filho? - Sim.

Foi levar uma mensagem atrav�s das linhas alem�s.

Deve estar de volta agora. Sabe, sei tudo que acontece pelo seu rosto.

A vida tem sido dif�cil para ela, senhor. Acha que o seu filho Armand est� vivo.

Temos que sair daqui.

N�o, disse que estava pronto para afrontar as coisas.

Ela diz que sabe o que aconteceu.

Devemos nos apressar, o Armand voltar� logo,

n�o creio que demore muito.

Se surpreender� ao ver os ferimentos no seu rosto.

� o Armand! N�o lhe disse que viria?

Po a�, por a�, r�pido!

Desculpa incomod�-los, madame, mas vimos a luz.

Procuramos um homem acusado de assassinato.

Pode me dizer quem est� aqui?

- Estamos, Pierre, meu mordomo. . . - E a senhora,

mais ningu�m.

Muito bem. � tarde para estarem acordados.

Boa noite, senhora. Senhor. . .

Boa noite.

Demora muito!

N�o disse � pol�cia que tinhamos companhia.

N�s ouvimos, n�o disse nada. Ningu�m sabe que estamos aqui.

A pol�cia se foi.

Eu sei. Acho que devemos ir tamb�m.

- Nos ensina o caminho? - Sim.

Senhor.

Me esquecia de uma coisa.

Temos aqui a sua pasta.

- Pasta? - Sim, o Pierre prometeu guardar.

- Prometi que a guardaria. - Obrigado, pode me dar, heim?

O que � que tem, Senhor?

Deve ser algo muito valioso, j� que veio de t�o longe.

Nada.

N�o gosto que mintam para mim. Com certeza � algo muito importante.

Acho que tem o direito de ver, Mike. Voc� deve.

N�o h� nada importante, s� alguns desenhos. . .

Uma luva verde. . .

Quer falar de S�o Elizario, Pierre?

S�o Elizario � um povoado da montanha atr�s de Monte Carlo,

muito pequeno.

� muito famoso, � claro, pela luva.

Dizem que pode curar os doentes. E. . .

A luva de S�o Elizario!

� isso. . . ? Isso � poss�vel?

A luva. . .

de S�o Elizario!

Olha, Mike.

Antes da guerra. . . quando ia � antiga capela com o Armand. . .

Os peregrinos. . . vinham aos milhares. . . para tocar a luva.

S� para tocar!

R�pido, me ajudem!

Eu me lembro. . .

Voc� estava aqui quando o Armand morreu.

Mas agora eu sei. . . que ele nunca voltar�. Nunca mais!

- N�o h� ningu�m por perto. - Seria melhor pela outra rota.

Quer ajudar a pol�cia?

Enquanto n�o tivermos um plano, n�o h� o que fazer.

Se n�o descansar minhas pernas agora, n�o poderei dar mais um passo.

- Est� cansada, heim? - Ufa! Cansada?

Tente andar 25 kms com saltos.

Olha aquelas nuvens, parece que vai chover. Vamos.

Para onde, Marselha, Paris?

Porque � poss�vel nos pegarem qualquer dia.

Talvez, porque os milagres acontecem, sabe?

Milagres. . .

Embora agora come�o acreditar em milagres.

Quando ela tocou a luva, algo estranho aconteceu.

Escorregou e bateu a cabe�a. Foi isso, Chris.

- Acha que vai chorar de novo? - Prefiro n�o pensar nisso.

Voc� sabia o significado da luva.

N�o deve ter voltado s� pelo dinheiro.

Sabe Mike? H� tr�s noites estava apaixonada por voc�.

Inclusive, queria me casar.

Mas agora, n�o.

N�o, vendo como voc� �.

N�o me lembro de ter pedido.

Olha!

Parece uma pousada.

H�spedes.

- Boa noite. - Boa noite, Senhor, Senhora!

Est�o ensopados, aparecem peixes.

- Venham perto da lareira e sequem-se. - Obrigado.

- Tome Jack. - Sim, mam�e.

- Pegarei suas coisas do carro. - N�s n�o temos carro.

N�s. . . n�s queremos ir para S�o Rafael.

Achamos que aqui poderiamos esperar o �nibus.

Mas, n�o tem �nibus at� amanh�.

Tenho um quarto e suas roupas podem secar, enquanto dormem.

� uma cama muito confort�vel. . . Eu recomendo.

- Acha que somos casados. - E n�s somos.

- O qu�? - Somos o Senhor e a Senhora Smith.

- A Senhora e o Senhor John Smith. - Por qu�?

Por qu�? Pela pol�cia, por eles.

O registro, Senhor.

Ei, sim, bem. . . quer assinar, querida?

- Mike. . . - Assine Senhora Smith, n�o discuta.

- � rid�culo. - Senhora Smith. . .

Uma bata para a Senhora.

- E meu robe para o Senhor. - Obrigado.

J� podem ir para o vosso quarto e tirarem essas roupas molhadas.

Ah, minha esposa � um pouco t�mida. Vejam, nos casamos hoje.

Hoje?, Ah. . . Ah, eu entendo. N�o. . . � bom!

- Traga-lhes um conhaque. - Sim, mam�e.

Para n�o resfriarem.

Pode se trocar na cozinha, venha.

At� logo, mam�e.

Mam�e?

J� estamos aqui.

Por acaso o Senhor e a Senhora passaram a lua de mel andando pelo bosque?

Sim!

� um pouco estranho, heim?

Pensei que s� os ingleses faziam coisas assim.

Servirei o jantar ao lado da lareira. Nosso melhor vinho lhes aquecer� o corpo.

- N�o acho que � preciso. - Tenho certeza disso.

E o meu marido jantar� embaixo.

Pequena, se acalme. Logo se acostumar�.

- Precisar� de outro travesseiro. - Um � suficiente.

- Vou dar a chave ao seu marido. - N�o!

Fica comigo. Obrigada.

O pobre est� bebendo para se encorajar a subir.

Quer outra garrafa de conhaque, Senhor?

� bom para acalmar os nervos, heim?

- Meus nervos est�o tranquilos. - Bem, lhe animar� um pouco.

- O que foi, pare�o deprimido? - Ah, de jeito nenhum, Senhor, n�o.

Aqui est�. Minha senhora disse que sua esposa j� est� na cama.

� verdade? Nem me deu um beijo de boa noite.

Alphonse!

Jack, bom amigo! Como vai?

- Achei que estava em Saint Francis. - Voltei, faz uma noite de c�es.

A estrada parece um rio. Est� imposs�vel.

Como voc� est�? Como voc� est�?

- Um copo grande de conhaque. - Um conhaque para o Alphonse.

Tome do meu!

N�o h� nada como o conhaque para. . . para. . . animar o esp�rito.

Obrigado, senhor.

Ah, Alphonse, tinha que te dizer uma coisa.

A Senhora Vetto perguntou de voc� esta noite.

Sabe que ela te v� com bons olhos. Mas � uma amiga da fam�lia.

- Mas � muito bonita. - Te dou um conselho, Alphonse.

- Essa � a mulher para voc�. - N�o. . .

Jack, � um t�mido incur�vel.

Igual voc�, na nossa noite de n�pcias.

N�o pode dormir aqui!

A� tem uma cadeira.

Olha, bem no meio da primeira p�gina.

Mas, Mike!

E a bela morena se chama Christine Kenneth.

- Est� b�bado! - Um pouco. . .

O que fazemos?

Vou pegar o primeiro �nibus que passar aqui.

- Voc� vai. . . ? - Sim, vou queimar isso.

Estar� segura aqui.

E ent�o voc� ir� com a luva!

E aonde est�?

Vai acordar todo mundo!

- S� vim para dizer tchau. - Voc� deixou muito claro.

Tchau. . . tchau minha. . . minha esposa.

Sabe de uma coisa? Gostaria que fosse minha esposa.

Ou�a, v� para o outro quarto e leve sua pasta.

Eu n�o quero.

Vai precisar quando sair do pa�s.

N�o penso fugir do pa�s.

E por que me deixa at� que esteja seguro?

At� que voc� esteja segura.

N�o v� que penso te deixar a pasta?

- N�o precisarei aonde vou. - Aonde vai?

A Monte Carlo, fazer um acordo.

- Com o Conde? - Com Faubert.

Me prender�o, mas voc� ficar� livre.

Est� louco.

Estou b�bado.

N�o �, exatamente, a mesma coisa.

Mike!

Heim?

Volte aqui.

Se tem que me dizer algo importante, aproxime-se e diga.

- Se importa se te beijar? - O qu�?

N�o vou dizer duas vezes.

Ei, n�o consigo respirar.

Mike. . . sente-se.

Vamos ver se podemos falar com sabedoria.

- Por que me beijou? - Queria me ajudar.

- E vou fazer. - N�o, Mike, n�o � sua maneira.

N�o pode confessar algo que n�o fez.

- Antes terei que provar. - N�o sei se poder� fazer.

Temos que pensar numa solu��o, antes que se torne pior.

Eu n�o consigo mais pensar.

Vai fazer, depois de dormir um pouco.

Sim.

- Aonde vai? - Descer.

Para pegar a garrafa de novo? J� bebeu muito!

Ah, por favor.

Est� fechada, Mike. N�o pode sair.

Sabe? � a primeira vez que uma mulher me tranca no meu quarto.

A vida � cheia de surpresas. Durma bem. . . l�.

Agarrre-a!

Mike!

Acho que ambos devemos ir � Monte Carlo.

Fique aqui. Posso lidar sozinho com o Faubert.

N�o vou ficar. Devemos tentar evit�-lo

at� podermos pensar em como pegar o culpado.

Podemos ir ao seu encontro, nos separar e nos encontrar em Monte Carlo.

O que voc� acha?

Isso � bom.

Mike!

N�o diz nada.

A� est� o �nibus. Vir� outro dentro de meia hora, pegue-o.

Certo.

Lembre-se que o nome do hotel em Monte Carlo � "Vocellas".

Ocuparemos quartos vizinhos. Entraremos em contato pela manh�.

Para que precisa de um guia?

- Me informo sobre S�o Elizario. - O qu� diz?

Fala sobre a luva, entre outras coisas.

Esse � o �nibus.

Ou�a, querida. Ei. . . compre um vestido novo.

Sinto falta.

E arrume os cabelos.

Chris, pense em mim, heim? E cruze os dedos.

- At� logo. - N�o se esque�a que o seu sobrenome � Smith.

Al�?

"H� uma chamada para voc�, Senhora".

- Al�? - "Al�".

- Mike, est� no seu quarto? - N�o, numa oficina em Letovi.

Uma aldeia de montanha, na Borgonha.

- Quando vem para c�? - Quero que fa�a uma coisa, r�pido.

Vou devolver a luva para S�o Elizario, agora.

Voc�, o qu�. . . ?

Quero que voc� engane o Conde para me seguir.

Mike, e como fa�o?

Eu verifiquei tudo.

Esta noite o Conde ir� ao cabar� do cassino.

Quero que voc� v�, Chris. Que perceba voc�, que se interesse.

Entretenha-o at� �s tr�s.

Por que at� �s tr�s?

Isso � o mais importante, at� �s tr�s. N�o se esque�a, �s tr�s.

Diga-lhe para onde estou indo.

- Mas, Mike, ent�o te seguir�o. - Sim, essa � a id�ia.

Depois chama o Inspetor Faubert e diga-lhe para trazer seus homens

ao povoado �s cinco horas.

A estrada de S�o Elizario n�o tem sa�da, ent�o pegar� o Conde

e todos os seus rapazes com a luva em suas m�os.

- E se a pol�cia chegar tarde? - Chegar�o a tempo, entendeu?

Vou fazer assim:

No cabar� do cassino. Para o Conde digo �s tr�s.

Para a pol�cia, �s cinco.

Mas, Mike, acho que deveriamos discutir antes.

N�o h� tempo.

Tchau, Chris.

Espera um pouco, Mike. Mike! Mi. . . !

Senhora, tem acompanhante? Como se chama?

Meu acompanhante � John Smith. Vou esper�-lo no bar.

Siga-me, por favor.

Senhora?

- Um "Quantum", por favor. - Muito bem.

Seu "Quantum", senhora.

- Rona est�, esta noite? - Claro, quer enviar uma nota?

N�o, n�o, h� tempo suficiente.

Ah, mas olha, est� saindo agora.

Senhorita Saunders. . .

obrigado pela festa.

Boa noite.

- Linda festa. - Tchau!

Um ma�o de cigarros americanos, por favor.

Certo.

- Seguirei voc�s daqui a pouco. - Certo.

- Um conhaque, Philip, por favor. - Sim, Senhor.

Est� bem?

Talvez seja porque nos conhecemos no escuro.

- Sabe, voc�. . . � muito atraente. - Obrigada.

N�o est� se arriscando?

Voc� e seu amigo s�o procurados em todos os lugares, continuamente.

Por isso me arrisco.

Obrigado, Philip.

Aonde est� o Blake, apostando o seu dinheiro, ou n�o � t�o ousado?

Por que pergunta, continua interessado na luva?

Pela luva? Acredite se digo isso. . .

seria tolice desistir agora. Mas a quest�o ficou. . .

muito quente.

- Vou para Paris esta noite. - Esta noite?

�s vezes, tem que saber se retirar a tempo.

- O que ser� do Mike? - Mike? O que acontece com o Mike?

Voc� sabe que o procuram por algo que n�o fez.

Realmente? Quem � o culpado?

Se n�o tivesse saido de Paris. Sim posso ajudar em algo. . .

- Diga a ele que sinto muito. - Voc� pode. Voc� o meteu nisto.

Acha isso? Como? A verdade � que n�o me ocorre nada.

- Foi um prazer. - Conde Rona!

- Meu nome � Paul. - Paul, isso � tudo o que vai dizer?

- O que mais posso dizer? - N�o quer saber aonde est�?

- N�o tenho nenhuma id�ia. - Mas, com certeza. . .

Ah, bem, bem. Aonde est� o pobre homem?

- Se perdeu? - Contarei, se ficar mais um pouco.

Tome outro conhaque.

Ah, n�o, obrigado, meu trem sai �s duas e meia

e francamente, n�o me interessa mais. Ent�o, tchau.

Nem mesmo quer falar com ele?

Por que n�o? Que esteja na esta��o dentro de dez minutos.

N�o pode, ter� que ir aonde ele est�.

Parece ter muito interesse.

- Voc� sabe por qu�. - Ah, por que discutir.

Devo pegar um trem que est� me esperando e eu devo ir. . .

Est� a caminho. . . de S�o Elizario para devolver a luva.

Vai devolver a luva de S�o Elizario?

Ah, isso � maravilhoso!

N�o me importo com o que fa�a e sua atual situa��o com a pol�cia.

Mas. . . d�-lhe meus cumprimentos, Senhorita Kenneth. Tchau!

Senhorita, voc� est� bem?

O Con. . . o Conde, realmente pegar� esse trem?

- Se n�o mudar de id�ia. . . - E se mudar, como posso saber?

Veja voc� mesma. O trem sai em dez minutos.

Mas. . . mas o Conde Rona j� pagou, Senhora!

- Por favor, este trem para em Nice? - Claro, Senhora, em 50 minutos.

- Ah, tudo bem! - O que est� bem, Senhora?

Senhorita Janfleet!

Ei, se lembra de mim, Senhorita Janfleet?

Sim, sim, claro. Meu amigo, o Senhor Pogany.

Como voc� est�? � um dramaturgo muito famoso.

Tenho um papel na sua nova obra.

Desculpa Senhorita Janfleet, o Paul est� no trem?

Paul? De onde o conhece?

Nos conhecemos no "Caf� de Paris". N�o � que nos conhecemos bem. . .

Estava um pouco cansado. Acaba de se deitar.

Me desculpem!

Eu, eu esqueci o n� do compartimento. � vizinho ao do Conde Rona.

- � Bebe Sundells? - Isso mesmo.

� ao lado ao do Conde, o n� 7.

Estava esperando-a, Senhora.

- Aonde est� o Conde Rona? - Ele desceu do trem.

Talvez. . . foi procurar o Mike?

O Senhor Blake j� viveu muito para o meu gosto.

Voc�, tamb�m.

Cale-se!

O Blake ter� se adiantado. O ru�do do carro o colocou em alerta.

Voc�s tr�s v�o a p� at� a vila.

Vou esperar o Conde aqui.

Luis e os outros dois seguiram o americano a p� at� a vila.

Bom.

Quem est� a�?

Quem est� a�?

- Se v� algo no fundo do precip�cio. - Na bocaina.

- Uma cabra? - Ou um homem.

Suba e estacione na entrada da vila. Continue o caminho a p�.

Avise os outros que o americano pode estar subindo pela bocaina.

Que vigiem das muralhas do velho castelo.

Voc� seguir� no carro?

N�o, irei pela bocaina. Para fechar a armadilha.

Blake!

Blake!

Quero fazer um neg�cio!

S� quero a luva!

Blake, seja razo�vel! Conhe�o essas montanhas!

J� subi por aqui antes!

Conhe�o um atalho!

� melhor desistir, Blake!

Me jogue a pasta!

Farei um sinal para os meus homens n�o atirarem.

Vou tir�-lo da Fran�a!

Voc� me traiu, Blake!

Que escalada, heim Blake?

Quer fazer aquele neg�cio?

Que tipo de neg�cio?

A luva, primeiro. Me mostre.

Venha buscar.

Quer um terceiro assassinato?

Aonde est� Chris?

Agora no trem para Paris, com Pep�, "o caranguejo".

Est� mentindo.

Pense o que quiser.

Dois dos meus homens est�o chegando.

L� v�m eles.

N�o tem como escapar!

Voc� tamb�m.

O que est� pensando?

A luva!

Ela voltou para casa.

Quem a trouxe, Padre?

N�o h� ningu�m aqui.

N�o h� ningu�m aqui!

Ningu�m, exceto. . . um homem morto.

Chris!

A pol�cia me seguiu no trem e me encontraram com o Pep�.

Ah, Mike, est� bem!

H� outro assassinato na torre.

Pode me culpar deste tamb�m.

Mas voc� n�o fez, amigo. Nem todos os outros.

N�s capturamos todos os homens na vila.

Um deles confessou tudo.

A luva voltou para casa.

Na vila dizem que � um milagre.

�.

O milagre � que a luva voltou para casa.

N�o, como chegou at� aqui.

Bem, boa sorte para os dois.

LEGENDAS : Laercio GRUPO ALLIED FORCE Tradu��o da legenda em Espanhol

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