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HOR�RIO DE VER�O
Com o prefeito de sa�da de Pietrammare, Gaetano Patan�.
Ent�o prefeito, em poucas palavras...
Por que os cidad�os devem reelege-lo?
O meu � o voto da continuidade.
A pol�tica para mim � um sacrif�cio...
e deu os resultados que todos sonh�vamos.
Caros amigos, fizemos muitas estradas...
mas sei que juntos vamos fazer ainda mais!
Ao cidad�o eu digo: fique tranquilo...
mesmo porque o que fizemos eu e meu partido...
em Pietrammare, est� � vista de todos,
e garanto a voc�s que n�o � por nossa sorte...
mas sim pelo resultado de nossos esfor�os.
Que vergonha, que vergonha!
Al�m disso, lhes direi caros amigos,
que nosso maravilhoso porto...
Feito com enorme sacrif�cio e tornando-se o eixo...
do Mar Mediterr�neo.
E o nosso carro-chefe, criamos empregos,
e o fizemos respeitando o meio ambiente.
e combatendo todas as formas de contamina��o.
Em suma, � bonito ver que voltou o sorriso...
aos rostos de nossos cidad�os!
Chega com a velha pol�tica,
chega com a arrog�ncia e com o clientelismo...
Deixe como quiser, sem problemas...
Bom dia... deixe-me a chave e um euro.
E n�o se esque�a, � uma vou comer. Vamos, venha!
Bom dia, Anto.
Bom dia. Olha, este estacionou dentro do meu neg�cio.
Esta cidade ficou nojenta.
Porque a pol�cia est� toda aquartelada, esses cornudos.
Vergonha! Boa jornada, Anto.
De quem � esta porcaria?
Cidad�os votem na mudan�a, votem Natoli!
Mais energia, Betti.
Cidad�os de Pietrammare!
Demais... menos...
- Cidad�os de Pietrammare! - Desculpem o transtorno...
Tio!
Vote Patan�, sem perguntar o porqu�!
Chega com a velha pol�tica, chega com a arrog�ncia...
com o clientelismo, com a m� educa��o...
Somos todos Patan�!
Vote Patan�!
- V� isto? - Onde vai?
Onde vai? N�o v� que eu entrei primeiro!
- � m�o �nica. - E quem se importa.
Onde vai tio? � contram�o!
Marcha r�!
Est� na contram�o, volte!
Respeito, voltem!
Volte voc�! Est� na contram�o!
Voltem imediatamente e n�o vai acontecer nada!
Deve voltar, est� cometendo infra��o!
E quem disse isso?
Como quem disse, n�o viu as placas?
Ou dirijo ou olho as placas e acidentes acontecem.
Isto � loucura!
Voltem imediatamente e ningu�m estar� errado!
Mas o que � isso... est� bem, vamos dar marcha r�...
Por favor, podem voltar...
Voltem... isto, obrigado...
Somos todos Patan�!
Vote Patan� sem perguntar o porqu�!
Eu sempre disse que voc� devia ter apenas um tio, n�o dois, um.
Vamos, vamos, para tr�s... vamos...
Obrigado, n�o precisa piscar os far�is, isto...
Se seu pai soubesse que este faz campanha para Patan�.
Um �ltimo esfor�o.
Para tr�s... vamos, devagar,
obrigado... obrigado senhora, obrigado...
um pouco mais para tr�s...
Mas o que voc� quer?
Quem lhe deu a carta de motorista?
Somos todos Patan�! Vote Patan�!
Senhora, sinto muito...
As coisas nesta cidade devem mudar.
O lixo est� nos enterrando vivos.
E o trafego, n�o d� para andar.
E os recomendados? S�o sempre os mesmos.
T�m raz�o, absolutamente t�m raz�o.
As coisas n�o podem avan�ar assim.
Devemos dar esperan�a a esta cidade.
Devemos dar esperan�a a nossos filhos.
Por isso quero lhes dar uma alternativa.
Muito bem, Pierpaolo. Estamos com voc�!
Professor?
- Diga... - Desculpe se me intrometo.
Professor, acho que se algu�m � eleito
muda como todos os outros.
Poderia ser... e agora lhes pe�o uma coisa...
Coloquem-me � prova.
Massimo, ent�o?
Seu pai fez um belo discurso.
Papai?
Como est� indo?
Bem! As pessoas est�o cansadas
e querem mudan�a. Est�o todos com voc�.
Ver�o que vamos gerenciar esta cidade.
Vote Patan�!
Eu lhe recomendo, senhora, vote em mim!
Vote Patan� sem perguntar o porqu�!
Bravo, Gaspare.
Eu me chamo Salvo, n�o Gaspare. Mas n�o importa
o que conta � que se lembre do quiosque, quiosque.
Conversamos depois da elei��o, Gaspare.
Vote Patan�! Aqui estamos.
Votem em mim, Patan�! PA TA N�!
Bom dia. Votem Natoli, votem na mudan�a.
Podemos... Sra. Giovanna. Bom dia...
Bom dia.
Este � nosso programa eleitoral.
Obrigada, mas eu conhe�o, conhe�o o professor.
- Bom dia. - Bom dia.
Eu voto, mas vou guardar isto,
assim controlo se cumpre as promessas.
Para n�s, promessa � d�vida, Sra. Giovanna.
Sim, s� que at� agora eles fizeram as promessas...
e n�s pagamos as d�vidas.
At� logo e boa sorte.
- Obrigado. - Que v� tudo bem.
Entreguem isto aos seus pais e falem para votar em Patan�.
Patan�... sen�o a professora vai reprovar.
Sabem quantas vezes fui reprovado
porque errava ao votar!
Mas o que faz? Campanha eleitoral aqui.
Ainda mais deste delinquente que comeu metade da cidade?
Nem tanto, ficou a outra metade.
N�o se fa�a simp�tico, � melhor cuidar de seu filho...
que apenas tirou 4 nas tarefas de matem�tica.
Nicolino, � verdade o que disse a professora?
Papai, copiei do meu colega de carteira
como voc� disse para fazer.
Certo!
Se ele � retardado, o que posso fazer?
Mas professora, se o senta junto com um retardado...
Fa�a-o chegar ao suficiente, de homem para homem.
- Desculpe, amor. - Isso s�o horas?
- Sinto muito! - Como est� indo, qual o clima?
�timo, quando seu irm�o fala encanta a todos.
Bem, assim espero.
Isto � para eles, pediram suco de frutas,
e tenho a cafeteira para limpar.
Agora escapo porque estou indo para o trabalho. Nos vemos...
Mas em casa mando eu.
Estamos todos no mesmo barco, Valenti.
Me disse "morro sereno porque Patan� vencer�".
- Meus p�sames. - Obrigado.
N�o tem vergonha? Tamb�m com um morto?
A vi�va vota!
O que faz isto de novo aqui?
Dissemos que este era era territ�rio neutro,
n�o se faz campanha para ningu�m.
N�o fui eu quem colocou.
- E quem colocou? - Eu n�o. Voc� n�o tem vergonha?
Fazer campanha para Patan�?
- Eu fa�o por voc�. - Por mim?
Claro! Patan� prometeu que assim que for eleito
nos autoriza a construir o quiosque.
E tiramos este toldo velho.
S�o anos que estamos atr�s.
Salvo, ainda acredita em f�bulas!
Agora � diferente, h� uma rela��o
entre mim e Patan� de f� m�tua,
de colabora��o, ele me tem estima.
Ele nem lembrava o seu nome. Como te chamou hoje?
Gaspare. Que � um lindo nome,
um dos reis magos, nenhum pastorzinho.
S� que ele levava a mirra e voc� o saco de panfletos.
Rapazes... desencontro do poder.
Professor Natoli, minhas homenagens.
Soube que ser� meu advers�rio.
Dou simplesmente voz para aqueles
que n�o pensam como voc�.
E faz bem. Isto se chama democracia.
S� que depois vem as elei��es.
Mas n�o ser�o somente estas as elei��es.
- N�o? - Antes ou depois o vento muda!
Est� vindo o vento?
Pessoal, temos que ir comprar um bom casaco.
Professor... minha homenagem novamente.
Boa jornada.
Caro cunhado estamos com voc�! Sinto que venceremos!
Obrigado Salv�, mas acho muito dif�cil.
Voc� que sabe tocar, conhece aquela que faz papap� papap�?
Tio, mas � um viol�o, n�o � um piano.
E isto lhes ensinam no conservat�rio?
Chegaram os tios.
Nicolino, lave as m�os, que j� vamos comer.
- Finalmente! - Oi, Salvo!
Vou estacionar e j� venho.
Por que? Ponha ali!
Mas � o lugar de deficientes!
E o que tem? Sempre estaciono ali.
E se chegar algu�m?
Quando ele chega buzina. Pinuccio
est� acostumado, sabe que sou eu.
Fa�a-me este favor... encontro estacionamento e venho.
Est� bem, mas anda logo, as crian�as est�o com fome.
Um minuto e volto.
Lucio, come, para n�o ficar no banco de reserva...
tem que consumir calorias!
N�o � educado, espero o meu pai.
Muito bem. V� como est� bem educado seu primo?
N�o se come se n�o come�aram todos...
Mas voc� est� comendo!
� verdade, se ele come o que fa�o, deixo-o comer sozinho?
Fa�o companhia. Me fez brigar com sua m�e?
O que fa�o com voc�?
O segundo prato tenho que tirar do forno, se secar...
E o que fazemos, esperamos?
Por mim n�o tem problema, esperamos. O que voc� fez?
Alcachofras e batatas.
- Deixa eu provar... - Salvo! - Uma...
Finalmente!
Desculpe, mas estacionar � um problema...
- Conseguiu? - Por sorte em casa!
- Boa! - N�o, em minha casa.
C�modo, j� est� estacionado para amanh�.
De qualquer maneira, rapazes, podiam come�ar sem mim...
N�o, n�o � educado, se n�o estamos todos.
Vamos brindar agora que estamos todos juntos?
- Sim! - Claro!
- Por voc�, papai. - Ao novo prefeito!
Obrigado Salvo, mas isso � dif�cil.
Basta para mim que estejam comigo.
Parab�ns!
Antes de terminar, lembramos que esta noite
entra em vigor o hor�rio de ver�o.
N�o se esque�am de adiantar o ponteiro.
O que faz? O ponteiro para frente, n�o para tr�s!
Em vez de falar por que n�o segura a escada para n�o cair?
Tomara que caia, cara.
Rapazes, o hor�rio muda esta noite �s duas, n�o agora.
Sim, voc� vem adiantar o ponteiro esta noite �s duas?
Tamb�m est� no carro.
Mas o que querem que eu fale,
ser� uma simples ca�a ao tesouro.
Comandante... e o que se ganha?
Uma linda viagem em nosso carro.
Sim!
- Deve nos seguir. - Depois de voc�.
Vamos por favor.
Est� bem.
H� poucos minutos soubemos que o prefeito de Pietrammare,
Gaetano Patan�, e todo o Conselho
Municipal est�o sendo alvo
da Pol�cia Federal. Acusados de comiss�es falsas
convocadas a fim de arrecadar o jeton de presen�a,
abuso de autoridade, corrup��o, aquisi��es forjadas e peculato,
al�m de propinas. A Procuradoria n�o exclui que a investiga��o
possa levar a um total descontrole.
Este, infelizmente, � o d�cimo esc�ndalo
- desta administra��o. - Vergonha. � o fim!
N�o, n�o, isto � o inicio.
Mas o que, rapazes, isto � um fogo de palha.
Amanh� ningu�m acorda na cidade.
Est�o brincando, senhores? S�o bandidos...
� uma vergonha!
N�o. A vergonha � que at� hoje s�o votados.
Votaram? Por que voc� n�o votou?
Sim. Quer ver que por quinze anos se votou sozinho?
N�o pode mais! Tem raz�o...
Palha�os! Palha�os!
Ladr�es! Ladr�es!
Esses coitados que perderam a dignidade.
Na pr�tica do suborno, n�o se leva o dinheiro ganho...
se leva a falta de dignidade. Oramos por eles.
- Mudan�a! - Mudan�a!
Sr. Prefeito...
teme por sua reelei��o?
Senhorita, as pessoas me amam, ganho sob pris�o domiciliar...
mesmo que me deem quarenta e um bis. Est� claro?
Tchau, tchau! Paz para todos.
Parab�ns, obrigado.
Democracia leva-me daqui, sen�o me sinto mal
H� uma avalanche, uma folha de grama e um funeral
H� coisas ditas e outras somente escritas. H� vazio de edif�cios
Mas este � o pre�o... mudam as casas... mudam as coisas,
Mudam as ma��s e ficam deliciosas, muda esta vida,
em que n�o se sabe. Muda o ar ao redor, mudam as rosas
Muda at� o hino nacional, muda a dist�ncia
entre o que foi e tudo o que ser�
Entre a ilus�o e a minha serenidade
Democracia que quer que seja, n�o fique chateado
se quem te exporta a todo o mundo � um militar
que enfrenta o medo por esta ditadura, tem uma fam�lia
que o espera e sente pena,
muda a minha dor, muda o meu respeito,
muda a ilus�o de meu signo maldito,
muda esta vida, mesmo no desconhecido
Muda o ar ao redor, mudam as rosas
Muda at� o hino nacional,
muda a dist�ncia entre o que foi e tudo o que ser�
Pierpaolo Natoli desafiava Gaetano
Patan�, hist�rico prefeito da cidade.
Natoli ganhou no primeiro turno e claramente venceu Patan�.
Mam�e estaria orgulhosa de voc�.
Natoli! Natoli!
Merda... e o quiosque?
Natoli! Natoli!
Aqui est� o prefeito.
Vencemos... Conseguimos.
Meu cunhado.
Cidad�os, italianos, esta noite voltar�o
para casa e encontrar�o seus filhos...
acaricie-os e digam que as car�cias quem manda...
� o cunhado do prefeito.
Natoli! Natoli!... vamos, fale... fale, vamos.
Obrigado...
Hoje todos juntos come�amos uma nova hist�ria.
Bravo, papai!
Obrigado, amor...
Com seu voto demonstraram que a mudan�a � poss�vel.
Sim!
Natoli! Natoli!
Meu cunhado!
Conseguimos!
Tio, voc� subiu no carro do vencedor?
Eu n�o subo no carro, eu dirijo!
Viva Pietrammare!
Desculpe, podemos tirar uma foto?
Amigos... amigos...
chegou a hora de retomar o que � nosso.
Viva Pietrammare!
Espero estar � altura desse dever.
E lhes pe�o, tratem bem meu substituto.
Sentirei saudades, rapazes.
Finalmente ar novo... Bem-vindo, aquela � a sua sala!
Ganhamos!
Obrigado... obrigado!
- Obrigado! - Ganhamos!
Obrigado... obrigado!
Mas voc� n�o tem dignidade.
Eu sei, � um dom natural. Obrigado, muito obrigado!
Este � um dia bel�ssimo para nossa martirizada Sic�lia.
"Yes we can"!
Venha Nicolino, venha.
A partir de hoje este � seu lugar,
junto ao primeiro da classe.
Dia oi ao seu pai.
Vamos, vamos, vamos... menino, para o campo!
E d� um oi para o seu tio!
Cara senhora, todos os peixes que quiser.
Temos lagosta, peixe-espada, dourado, lula...
Obrigada, tem robalo?
Claro que sim!
Pelo menos isto posso presente�-la.
Logo agora que meu pai � prefeito?
Parece errado. Fa�amos como sempre e pago.
Valentino, meu filho precisa de trabalho.
Agora que voc� � cunhado do prefeito n�o pode fazer nada?
Acha que aqui � uma ag�ncia de empregos, Marcello?
- N�o �? - N�o!
O pr�ximo, fa�a as contas d�cimo terceiro sobre d�cimo quarto
assegurado... vamos. Desculpe. Bom dia.
H� quinze anos espero uma concess�o para constru��o.
Patan�, n�o me dava, favorecia seus amigos.
Era uma vergonha com o velho prefeito.
Se n�o fosse parente ou amigo, nunca favorecia.
Agora � tudo melhor, agora e o meu cunhado!
- Eu cuido! At� logo. - Nos vemos.
Nos vemos.
O pr�ximo.
Bom dia, tenho que renovar o documento.
Nome e sobrenome?
A minha casa est� sem �gua h� quinze dias.
Tenho que casar... quero fazer os convites.
Quero uma casa popular.
Meu marido morreu h� tr�s anos, precisamos sepult�-lo.
Quero um Playstation novo.
Quero ser conselheiro.
Ent�o este miser�vel nunca me perdoou um centavo,
e agora quer me dar de presente as cordas do viol�o.
Absurdo!
Eu... fui � peixaria...
e queria me dar um robalo de presente.
Absurdo!
Na f�brica me receberam como se fosse a rainha da Inglaterra.
Absurdo!
E aqueles que fizeram campanha para Patan�...
e subiram ao carro vencedor, o que pensam?
Absurdo.
Mas serei o prefeito de todos,
tamb�m dos que n�o votaram em mim.
Bem, vou fazer caf�, o que acham?
- Eu quero. - Franci, me ajuda?
Sim, vou ajudar.
Pierpaolo, a prop�sito desta coisa que voc� disse
que � o prefeito de todos, n�o se arrepende, certo?
Temos o quiosque na pra�a, que felizmente...
no ver�o trabalhamos muito.
No entanto no inverno, com o frio...
n�o para ningu�m, precisamos um lindo quiosque de inverno.
- Que ele quer acima de tudo. - N�o!
Porque eu n�o... Eu gosto do ver�o.
N�o... n�o � que eu queira...
Libere, libere o que quer dizer, � seu cunhado, entende?
N�o, no sentido de que seria justo t�-lo, mas
s� que n�o tem nada a ver com ele.
Para ter este quiosque,
� preciso autoriza��o do munic�pio.
O que voc� acha?
Est� bem, rapazes, apresentem o projeto regularmente e veremos.
Papai, a sobremesa.
- O que ele disse? - Para apresentarmos o projeto.
N�o, projeto entendi, mas o que significa regular?
Esse � Pinuccio!
Pinuccio, Pinuccio... por que a buzina?
Por acaso � m�sico que toca assim?
Deve parar com este v�cio, Salvo.
Este lugar est� reservado para mim.
Entendo, mas est� na hora do almo�o.
Ou vem antes ou depois, tem que respeitar as pessoas.
- Fala s�rio! - Est� bem, tomo caf� e des�o.
Anda logo!
Bem, pelo menos n�o fa�o voc� esperar em p�...
Confie em mim, olha que projeto bonito.
N�o sei Salvo, parece exagerado.
O que tem de exagerado?
O novo quiosque, dez mesas, menos de 40 metros.
Qual � a sua hoje?
- Salvo, � muito 40 metros para um quiosque. - Acha? - Sim.
E se veem para uma formatura, um batismo, uma conven��o,
onde os enfio?
Quer fazer um sal�o de festas, Salvo?
Se podem aproveitar os eventos, fazemos um belo teto coberto.
Podemos at� fazer uma varanda.
� muito grande, n�o podemos fazer aqui.
H� �rvores, o que fazemos com as �rvores?
Falamos para Pierpaolo derrub�-las.
Derrub�-las?
Elas t�m trezentos anos, quando uma �rvore deve morrer?
Eu n�o morro, as �rvores devem morrer.
N�o sei Salvo, tamb�m estas
colunas d�ricas n�o me convencem.
Isto � beleza, a coluna d�rica � renascimento.
Que renascimento Salvo? N�o sei se pode fazer.
N�o me pe�a mais.
Fale a verdade, o quiosque, quer fazer ou n�o?
Parece que procura desculpas.
Eu quero fazer, mas Pierpaolo foi claro...
disse que o projeto deve ser regular.
Est� bem, mas ele usa regular para intercalar.
Sacou? Como usamos "merda" ele usa "regular".
Espero que n�o fale isso na frente das crian�as.
Mas...
Merda, os vigilantes.
Papai, o que s�o os vigilantes?
Mas o que �, uma astronave?
Deveria ser um carro blindado, vi um anos atr�s, em Palermo.
Vamos rapazes, que a prefeitura est� controlando...
os cart�es e presen�a dos empregados.
- Sai fora. - � verdade.
Os copos!
Tudo que deve trazer, assim fazemos limpeza.
E viva Natoli!
Viva.
Michele, vestido assim n�o tinha reconhecido voc�.
Eu sei.
Peppino, voc� tem permiss�o de ocupa��o de espa�o p�blico?
Espa�o p�blico? Estamos em nosso neg�cio, por qu�?
Permiss�o, precisa de permiss�o.
Mas qual permiss�o?
E sua permiss�o para vender frutas e verduras, quem lhe deu?
Meu pai.
Ent�o segundo voc� tenho que recolher o coc� do cachorro?
Desculpe, s�o ordens superiores.
Por qu�? Quando eu cago ele recolhe a merda?
Estou com problemas, vamos, nome e sobrenome?
Eu sou seu tio!
Lamento...
A nova portaria diz que o lixo
pode ser jogado fora s� depois das 19hs.
Mas eu n�o estava jogando fora,
colocava para tomar ar.
Um euro, obrigado, antes da uma n�o se esque�a.
Bom dia Gianni, o que faz vestido para o carnaval?
Vittorio, � um problema para mim...
mas voc� tem que ir.
Aqui n�o pode ficar mais.
Mas o que est� falando, Gianni?
Ordens superiores.
Posso saber onde v�o tr�s sem capacete?
Vou buscar meu filho na escola.
E Michele levou uma multa de 250 euros...
porque n�o usava luvas.
Desculpe, mas se n�o estava na regra
n�o podem fingir de distra�dos.
N�o votamos nele para nos multar.
Salvo, voc� nem votou nele, quantas vezes tenho que dizer...
Eu sim votei neste cretino e agora olhem isto.
O que houve, Marc�?
Duplicou meu IPTU, porque disse que
a minha casa tem dois andares.
Marcello, mas sua casa tem dois andares.
Sim, mas oficialmente n�o podem saber...
porque n�o declarei o segundo andar.
Isto � viola��o de privacidade!
Exatamente.
Estas notifica��es est�o chegando a todos, olhe aqui.
Era uma noite de s�bado,
iluminada por um clar�o de lua especial,
como em nosso anivers�rio,
e para festejar peguei emprestado...
uma caixa de lagostas frescas, capturadas na mesma manh�.
E quando voltei para casa, encontrei minha mulher desolada.
Eu perguntei o que estava acontecendo,
e ela... ela me disse...
que chegou tamb�m para n�s um aumento do IPTU.
Senhor policial, senhores, calma, � uma coisa passageira...
A euforia dos primeiros dias,
Pierpaolo breve voltar� � normalidade,
eu o conhe�o, � uma boa pessoa.
Mas todos aqui votamos nele, isso n�o se faz.
T�m que faz�-lo raciocinar.
Desculpe, mas Pierpaolo ajustou o imposto no valor de cadastro.
Agora se todos declararam casas menores das que t�m...
n�o � culpa dele.
Mas o que est� dizendo?
Como pensa essas coisas...
Senhores, desculpem, Valentino tem raz�o,
e agora temos que dizer,
que tamb�m para n�s duplicou o IPTU.
Aquele corno!
Calma, por favor?
Cara, realmente aumentou o meu IPTU.
Na verdade voc� nunca pagou IPTU.
E n�o � aumento? De zero a cem � aumento!
Tem que respeitar as regras.
Ent�o as regras se ajustam,
n�o podemos mudar as regras.
Segure-se, segure-se ao papai, que podem ser os vigilantes!
Agora vou explicar para ele como funcionam as coisas aqui.
Nesta cidade nunca funcionou nada.
E sempre estivemos bem.
Bom dia.
- Onde v�o? - Falar com o prefeito.
N�o, lamento, n�o posso deix�-los entrar.
Tem que respeitar a vez.
A vez? O que voc� diz Gino, sou cunhado do prefeito.
� o cunhado mesmo, eu o conhe�o.
Desculpe Salvo, mas voc� quer falar com o prefeito...
como cunhado ou prefeito?
Como um corno porque duplicou o IPTU.
Ent�o para a fila!
Talvez n�o tenha entendido... ele � cunhado do prefeito.
Eu sei, mas o prefeito deu ordens...
de que todos fa�am fila.
Sem distin��o de amizade ou parentesco.
Sou cunhado do prefeito, mas tenho de esperar na fila...
com estes quatro cretinos aqui?
Tem raz�o! Mas cunhados tamb�m fazem fila.
Onde iremos parar.
Sou primo de Patan�, quando Patan� era prefeito...
at� a chave do munic�pio tinha, imagina.
Vamos, fale que est� gravida e assim entra.
Fale que est� gravida e assim entra.
Gr�vidos os dois?
Senhores, desculpem, estou na fila desde a manh�,
e eu n�o reclamei. Se chegarmos ao ponto...
de que at� o cunhado tem que ficar na fila como qualquer um,
chamo a pol�cia.
Calma!
Salvo, Valentino, t�m raz�o...
mas n�o posso perder o emprego por sua causa.
Temos que encontrar uma solu��o.
Mas que n�o seja para salvar a apar�ncia.
Devagar, calma, mais devagar... assim... minha orelha.
Entendo, mas isto me colocou nesta posi��o.
- Obrigado, rapazes. - Por favor, n�o dissemos nada.
Certo, voc� tem raz�o, mas n�o posso ajudar.
Em suma, fui para roubar e me prenderam...
vendia cigarros de contrabando e me apreenderam tudo.
Agora n�o posso cobrar para vigiar carros.
O que devo fazer para sobreviver,
tenho que trabalhar?
Desculpe, mas temos outros projetos para a pra�a.
Projetos? Mas o que est� fazendo, televis�o?
E pensar que votei de gra�a em voc�.
O que posso dizer...
Sab�amos que ia ficar dif�cil. For�a.
O importante � seguir em frente.
Pierpaolo? Desculpe se incomodamos...
Entrem, entrem. Terminem isto r�pido, rapazes.
Caro Pierpaolo...
N�o, estou confuso, aqui todos se queixam,
um reclama uma coisa, outro reclama de outra, por qu�?
O fato, Pierpaolo, � que est�o confusos, entende?
Est� acontecendo de tudo e tudo ao mesmo tempo.
Mas todas justas, todas justas, isto quer dizer Salvo.
Digamos todas justas, mas Pierpaolo, os tempos,
digo eu, uma coisa atr�s da outra.
Eu sei, mas somos poucos e h� tanta coisa para corrigir.
Mas o que � isto?
Pensem que descobrimos que a maior parte
dos funcion�rios da Prefeitura
faziam jornada de trabalho no bar.
De fato antes os bares estavam cheios, Pierpaolo.
Todos emboscados, vigilantes urbanos,
operadores ecol�gicos, jardineiros.
Por que n�o os florestais?
Os florestais.
O papai vai voltar?
Vai, mas n�o antes das sete.
J� vou.
Mas preparei o caf� da manh�.
Sei, mas estou atrasada, desculpe...
Por que essa cara?
- Que cara? - A sua.
Nada, � que �s vezes a gente quer fazer a coisa certa
e talvez acaba errando tudo.
N�o est� errando nada,
est� fazendo tudo certo, confio em voc�.
Espero.
Voc� � duro, n�o? Mam�e estava certa
quando lhe chamou de Pierpall.
Como est� o conservat�rio?
- Legal, tchau. - Tchau.
Tem �gua?
�gua... �gua.
Como voc� pensou nessa guarda de prote��o florestal?
Salvo, desculpe, esqueci que voc� era guarda florestal.
Nem eu me lembrava,
mas quando esque�o alguma coisa deixo como problema meu.
Acho que os meus p�s cresceram.
Padre Raffaele.
Que prazer. Obrigado, o dia todo em p�...
Queria contar uma hist�ria.
Era uma vez na Sic�lia,
uma pequena cidade onde todos viviam...
serenos, felizes e tranquilos,
no meio da pra�a havia uma igreja.
E esta igreja era cuidada por um homem de Deus,
um padre...
Este padre em quest�o,
este padre tinha um abrigo noturno.
Porque as ovelhas de Deus, um teto
onde se refugiar, um quarto...
devem encontrar, n�o? As ovelhas de Deus...
a fazemos dormir no meio da rua?
N�o, claro que n�o.
Por este motivo, o bravo padre...
fez o abrigo noturno.
Certo, � mais, � um abrigo lind�ssimo.
Agora acontece que em certo momento chega um prefeito.
Um novo prefeito que...
decide o que ningu�m decidiu antes
e ele faz.
Decide que este abrigo pague IPTU.
Desculpe, n�o � com a desculpa
da igreja que voc� n�o quer pagar o IPTU?
Por favor, cuide das suas coisas!
- Digo isso por... - Me d�, padre, n�s resolvemos.
Eu lhe dou, por favor, � uma coisa importante,
depois passo para ver o que foi feito.
Uma coisa consignada � uma coisa bem guardada.
Benditos sejam!
Voc� e seu cunhado est�o me enlouquecendo.
O que voc� est� fazendo?
Papel com papel, pl�stico com pl�stico, molhado com molhado.
Mas o que significa?
Pierpaolo introduziu a seletiva.
E o prato de pl�stico?
Primeiro lava, depois joga fora.
Jogo molhado ou seco?
Esta fralda com xixi, onde jogo?
Vou saber? Talvez o xixi no molhado e a fralda no papel?
Come a fruta que faz bem.
N�o mam�e, depois n�o sei onde jogar o caro�o.
� molhado ou seco?
- O que est� fazendo? - � moda antiga, como meu pai ensinou.
Tenha orgulho de mim, papai!
Entendi. Em Mil�o, os guardanapos
de papel sujos, onde jogam?
Amor, sujos de carne ou peixe?
- De peixe. - De peixe.
Para o menino, ele gosta de figos da �ndia.
Um mundo governado pelas regras...
N�o disse que est� pronto para ser a casa de Deus.
Sempre criticamos as pessoas porque escolheram Barrab�s...
ladr�o, criminoso.
Temos certeza que erraram?
Vamos pedir perd�o a nosso Senhor...
Meu Deus, me arrependo e lamento com o cora��o meus pecados...
pecando mere�o seu castigo...
principalmente porque tenho lhe ofendido, infinitamente bom...
e digno de ser amado sobre todas as coisas...
N�o entendo por que tem que chegar a este ponto.
Amigos, esta f�brica contamina o meio ambiente h� anos...
e o mar onde nadamos.
Mas vai fechar uma f�brica,
onde milhares de pessoas trabalham.
Entende ou n�o? S� da minha cidade s�o mais de 50 fam�lias.
Minha irm� tamb�m trabalha aqui,
e alguns parentes deste rapaz...
Mas se n�o adequarem �s normas que t�m uma vida,
n�o posso fazer nada.
Sim, Pierpaolo, vamos pensar bem antes de tomar uma decis�o.
Rapazes, sabemos que a taxa de mortalidade local...
� a mais alta da regi�o.
Amigo, fa�a como seus antecessores.
Antes de tudo, faz vista grossa.
N�o, basta. Fizemos vista grossa por muito tempo.
Procedam!
Amigo, perder� o consenso e nunca vai ser reeleito.
Quer dizer que voltarei a ser professor. Bom dia.
Devolva-me 3,80 euros. Por que fez essa cara?
N�o sabia que n�o iria obter aprova��o?
E voc�, por que est� feliz? Queria ou n�o este quiosque?
Claro que queria! Se voc� tivesse
apresentado um projeto normal...
Pierpaolo provavelmente teria aprovado.
Voc� nem sequer viu o projeto.
Justamente porque ele viu n�o aprovou, entende?
Desculpem, onde podemos descarregar?
Encomendou os materiais para o quiosque, sem me dizer nada?
Nunca esperava que rejeitaria o projeto.
O que voc� queria fazer? Uma embaixada grega?
E quem paga isto agora?
N�o se preocupe, est� pago.
Voc� pagou com dinheiro do bar?
E com o que eu pago, dinheiro do "Banco Imobili�rio"?
- � minha grana tamb�m, Salvo! - Sim, e da�?
N�o tinha que pedir um quiosque, tinha que pedir um c�rebro.
Descarrega, quando pedirmos c�rebros, descarrega c�rebros.
Por enquanto descarrega isto.
E por este motivo � que o primeiro cidad�o de Pietrammare
assinou um decreto urgente que determina
o fechamento da petroqu�mica.
Devo defender a sa�de dos cidad�os, declarou...
Agradece ao seu irm�o.
- Bom dia. - Desculpe.
Queria tr�s postas de peixe-espada.
- N�o temos. - N�o? E isso o que �?
- Triglia. - Bem, v� 3 postas de triglia.
Est� reservado. Est�o todos reservados.
V� para a �ltima carteira! V�!
Bem, vamos marcar esse gol. Vamos, vamos.
O que est�o fazendo, rapazes?
O que dev�amos fazer antes. Vamos.
Doutor, bom dia. O caf� de sempre?
Viu como nos odeiam? Por causa de Pierpaolo
e tudo o que est� fazendo.
S�o as leis, eu respeito as leis e durmo em paz � noite.
Rocky, aguenta que j� chegamos em casa.
Onde vai?
Trabalhar, gra�as ao seu cunhado estamos de plant�o.
Basta, n�o chore. Eu tamb�m fiquei sem amigos,
desde que aplico as multas.
Somos homens.
Natoli... antes ou depois passar�.
Sim, mas a culpa � da fam�lia, eles sabiam.
N�o avisaram que este era honesto de verdade.
Nicolino n�o teve problemas,
estava acostumado � ultima carteira.
Talvez seja melhor assim.
O marido da minha irm� que n�o me autorizou o quiosque.
Salvo, escuta quando falo?
Se minha irm� vivesse sabe o que diria para ele.
Amor, mas � a lei.
Basta, voc� tamb�m com as leis, qual �!
Salvo onde voc� vai? Salvo?
As leis... as leis...
A disputa teria come�ado devido a falta de
respeito pelas regras do condom�nio.
Regras que o agredido parece n�o ter respeitado.
O impedimento � uma regra escrita
para regular a partida de futebol.
Para uma barba regular use a l�mina...
Regulou amor, mas n�o regulou as regras do cora��o.
As regras do amor regulam amores regulares.
Sempre tivemos um acordo regular...
Amor, o que faz, n�o gostou?
N�o, estou cansado e quero dormir.
Est� preocupado porque me despediram?
Fique tranquilo, encontraremos o caminho.
Al�m disso, � voc� quem tem trabalho.
Trabalho? Amor, que trabalho?
Desde que seu irm�o come�ou n�o passa ningu�m no quiosque.
As pessoas est�o com raiva, todos nos odeiam.
Mas Pierpaolo est� fazendo a coisa certa.
Eu sei, mas seu irm�o est� exagerando um pouco.
Como exagerando?
Acha que devemos voltar a ser como era antes?
Amor, por que essa raiva?
Ningu�m quer voltar a como era antes.
Amor, eu n�o poderia viver sem regras, me faltaria o ar.
Eu juro.
S�o 120 euros, por n�o separar o lixo.
� a lei.
Por que me trata de senhor?
Michele, somos conhecidos h� tempos. Miche...
85 euros, estacionar na faixa de pedestres.
Eu juro, rapazes, ontem � noite deixei o carro l�.
Deve ter sonambulismo.
Divertiram-se ontem � noite, n�o?
Michele, � um erro.
Um? Est� cheio de erros.
N�o podia escrever nos chifres?
Digo, voc� Michele est� cometendo um erro.
O �nico erro que cometi foi votar no seu cunhado.
Fa�a seu trabalho, meu irm�o est� fazendo o dele.
- Estou fazendo o meu trabalho. - Calma.
Ou quer que fa�a vista grossa? Vamos!
Olha s� que mal educado.
Seu irm�o acirra os �nimos.
Valentino, s�o as regras.
N�o, s�o outros 300 euros a pagar.
Todos sujaram nesta cidade.
S� o coc� do meu cachorro incomoda.
Viu? Melhorei bastante.
Quase tanto como seu cunhado.
Meu amigo! Finalmente voc� se curou!
Senti sua falta!
Eu tamb�m de voc�, Salvo! Muita mudan�a, Salvo!
Muita. O que fez voc� mudar de ideia, meu amigo?
As pessoas me odeiam,
n�o sabe o que fazem comigo � noite...
Posso imaginar.
Mexem no meu carro, jogam lixo...
Agora sou eu, n�o vai acontecer mais nada, meu amigo, prometo.
� seu, n�o?
Sim, apenas apoiei, j� vou juntar.
Basta, n�o aguento mais...
Valentino, pe�o desculpas por todas as multas que lhe dei.
Basta, j� superei, Mich�, j� superei.
Eu devo me desculpar com toda a cidade.
Em trinta anos jamais dei uma multa, jogava fora.
Verdade, verdade. Somos uma fam�lia
de policiais de tr�s gera��es.
Eu sei.
Hoje meu filho disse: "Papai, tamb�m quero ser policial."
Eu disse para ele: "N�o, Gemi, fuja,
esta cidade n�o te merece".
Mas o que � aquilo, uma manifesta��o?
- Onde? - N�o estava prevista.
Est� bem, onde voc� vai?
Onde voc�s v�o? Fiquem chorando mais cinco minutos.
Por que apenas cinco minutos?
Porque termina o plant�o e vamos para casa.
Aconteceu na segunda-feira de manh�,
um belo dia ensolarado,
estacionei em fila dupla para comprar cigarros.
Deixei apenas uma hora, uma hora e meia,
o tempo para saudar os amigos.
Quando voltei encontrei uma multa,
porque deixei o carro estacionado em fila dupla.
Agrade�a que o carro n�o caga.
Senhores, est� arruinando uma cidade.
Plantou flores por todo lado...
Est�o todos com alergia!
E essas faixas de pedestres que colocou em cada esquina?
Para que servem?
Tem que nos dizer onde atravessar a rua?
Senhores. Ele parou todos os contratos.
Porque competiam em licita��es falsas.
� um absurdo. Como pode pensar isso?
Desculpem se me intrometo, mas eu acho que...
com este prefeito a cidade est� mais bonita e melhor.
Senhor prefeito, ajude-nos.
� mesmo? Senhor prefeito?
Ex-prefeito!
Eu lhe fiz entrar no Munic�pio, n�o?
Eu lhe dei a concess�o para constru��o.
Eu lhe dei a licen�a...
N�o dormia de noite para encontrar solu��es para todos.
Ajudei a todos... todos.
E no final, decidiram que eu fosse um cidad�o comum.
Eu, um cidad�o comum,
estou aqui hoje porque me chegou o IPTU para pagar.
E isso e aquilo.
Tem raz�o. Est� arruinando a cidade, precisamos expuls�-lo.
Bem, calma, por favor, calma.
Parem! N�o vamos perder a lucidez...
Vamos mat�-lo.
Senhores, desculpem, estou h� algum tempo...
e ainda n�o disse nada...
mas se n�o encontrarmos uma sa�da...
eu chamo a pol�cia.
Calma, o que acontece esta noite? Calma, um momento.
Antes de decidir o que todos j� sabemos...
convido-os a escutar um senhor que vem de Roma,
intencionalmente de Roma, para nos encontrar.
Vim para dizer que n�o h� tempo a perder...
"Este v�rus da honestidade deve acabar".
No minist�rio est�o muito preocupados,
e nervosos... os chefes querem me despedir.
Por isso, vamos ser claros.
Se o que aconteceu aqui se expande estamos arruinados.
A It�lia, com esta crise, a honestidade n�o ser� permitida.
E voc�s, do sul, que est�o acostumados �s crises...
como conseguiram votar em uma pessoa honesta?
- Que linda surpresa. - Devagar.
Olha quem veio nos encontrar.
N�o � que... pass�vamos por acaso,
mas se incomodamos, vamos embora.
N�o, n�o, entrem, acomodem-se.
For�a, for�a, vamos.
� in�til contarmos o que todos sabemos.
H� um problema, e o problema deve ser resolvido.
Porque seu cunhado faz muito mal, muito mal.
O problema n�o � o mal que fez, mas o que ainda vai fazer.
Desculpe, mas como sabe o que ele vai fazer?
Porque este � o programa eleitoral dele.
Desculpe, mas nunca se viu um pol�tico que cumpre
o que diz na campanha eleitoral.
N�o?
Realiza��o de �rea para pedestres na pra�a.
Cumpriu.
Coleta seletiva.
Fechamento da f�brica.
E...
demoli��o de constru��es ilegais nas margens do mar.
Calma... calados. O que � isso?
A coisa que uniu nossa comunidade durante anos...
� o respeito. E voc�s dois perderam o respeito.
H� apenas uma maneira de reconquist�-lo.
Devemos nos livrar dele.
- Sim, mas na verdade... - Agora mesmo!
Al�?
Voc� vai acabar mal, entende?
Vamos esquartej�-lo e jogar as tripas e os ossos
na coleta seletiva, entende?
Mas o que voc� fez, uma amea�a sustent�vel?
N�o posso perder o h�bito, Salvo.
Delinquentes, desonestos. Tem que nos dizer...
onde construir nossas casas, delinquentes.
O mar � de todos, e agora onde passo as f�rias?
Corno e todos seus parentes.
Salvo, temos que deter Pierpaolo.
- Tem raz�o. - Agora.
N�o, antes.
Por que escreveu pen�ltima advert�ncia?
Porque agora temos que fazer a �ltima amea�a,
a mais terr�vel de todas, como nos filmes de m�fia.
E qual �?
Colocamos uma cabe�a de cavalo na cama.
Acho que n�o, Salvo, o cavalo � um animal muito nobre.
N�o posso, Salvo.
E se eu der anestesia?
Est� quente aqui, n�o?
Muito calor, por que n�o p�e um lindo toldo, Pierpaolo?
- Gostar�amos. - Ficaria �timo.
Sim, t�m raz�o, mas n�o tenho tempo
e existem coisas mais importantes...
em que pensar. Desculpem se os fiz vir at� aqui...
mas est�o acontecendo coisas em casa...
O que aconteceu, Pierpaolo? Parece nervoso.
Devo dizer uma coisa importante.
Sei que est�o com raiva por causa do quiosque...
Qual quiosque?
Lembra que quer�amos fazer um quiosque...
e ele n�o autorizou?
Quem pensa nisso. S�o coisas velhas,
Pierpaolo, nem me lembrava.
Superado.
Fala.
Devemos separar todas as nossas diferen�as, todas.
Certo.
Somos uma fam�lia unida ou n�o?
Certo.
Ent�o temos que demonstrar isso.
Certo.
Precisam saber que esta noite encontrei
em minha cama a cabe�a de um peixe-espada.
Sabem o que quer dizer?
N�o, Pierpaolo, como poder�amos saber?
N�o assistimos filmes de m�fia.
N�o sabemos Pierpaolo, diga o que significa.
Significa que querem que eu renuncie.
Covardes!
- Covardes! - Covardes!
Mas Pierpaolo sair� de cabe�a erguida.
� o que tinha que fazer e voc� fez, entende...
afinal fica aquela placa
de que foi prefeito... uma lembran�a.
Se pensam que meu pai pode acovardar assim,
est�o muito equivocados.
Betti, v� para cozinha tocar o viol�o por favor,
que seu pai est� nervoso com essa hist�ria de renunciar.
Ele faz bem em renunciar...
Certo, por acaso ele � her�i?
Mas n�o tenho nenhuma inten��o de renunciar.
- N�o? - N�o.
Desculpe Pierpaolo, mas por que nos chamou?
Para dizer que essas pessoas s�o m�s,
e apenas entendem que comigo n�o adianta,
ent�o amea�ar�o voc�s.
Temos que permanecer unidos e n�o devemos ter medo.
Temos que seguir em frente.
E comeremos o peixe-espada todo. Na cara deles.
Bravo, Betti.
- Como est�? - �timo.
50 euros o quilo.
Me larguem, me larguem...
Me larguem, ou chamo a pol�cia.
Sara, sinto muito, mas aqui � tudo ilegal.
E seu marido agindo assim est� complicando as coisas.
Sara, n�o me largam, chame a pol�cia.
Mas amor, s�o eles.
Chame a pol�cia!
Rapazes, o que acontece?
Acontece que n�o vamos tocar esta noite. Fecharam o pub.
Betti, seu pai est� exagerando.
Desculpe. Mas n�o est� pago o uso de solo p�blico.
Se fosse apenas isso...
N�o pagaram nem a taxa de concess�o.
E da�?
Veja onde vive.
Esta � a lei, Salvo, por favor.
Me devolvam o bar... o cabelo n�o. Sem essa!
- N�o cuspa. - Onde voc� vai? Solte-me!
O Xerife.
- Rapazes. - Pierpaolo, como pode pensar
fazer algo assim contra sua fam�lia?
Ser uma fam�lia, Valentino,
n�o significa tratamento preferencial.
Pierpaolo, sabe que nos jogou no meio da rua, n�o?
Rapazes, me digam uma coisa, o que acham que � honestidade?
O que �? Quando Patan� era prefeito, os outros mandavam...
e agora que temos um cunhado prefeito
honestamente mandamos n�s.
Bonita ideia t�m da honestidade.
Como acha, Pierpaolo, esta honestidade...
quanto nos deve custar?
Deve custar o mesmo que a todos.
E se n�o est�o em ordem, a culpa n�o � minha, � de voc�s.
�! Pierpaolo... v� � merda.
Mas v� devagar, sen�o vai ter que multar sozinho.
Esse cara � incr�vel, n�o tem esqueletos no arm�rio,
n�o comete infra��es, n�o toma uma multa,
paga todos os impostos.
Olha aqui, olha em que condi��es ficou a cidade.
Um nojo, cara. N�o tem nem cheiro
- Nada. - Mas o que as pessoas comem?
- Hoje em dia comem ar. - Bravo... bravo.
Vou para casa.
- Vai subir assim? - Ent�o?
Este cabrito vai ficar at� quando aqui?
Amor, prometo que tiro daqui em breve.
Por qu�? Te incomoda?
Eu diria que sim.
O que voc� disse?
Um amigo de f�rias n�o sabia onde deixar
e deixou comigo.
- Bom. - Mas s� esta semana, na pr�xima fica com voc�.
- Eu? - Sim, senhor.
Posso por no congelador.
Salvo, ache uma solu��o.
- Est� subindo? - Sim, senhor.
Pense sobre o que temos que fazer.
Esse cara n�o guarda esqueletos no arm�rio.
N�o h� nenhuma prova que o comprometa.
Como podemos faz�-lo renunciar?
- Salvo, voc� � um g�nio. - Por qu�?
Disse que n�o h� provas comprometedoras.
Faz duas horas que estou dizendo...
Sim, mas se n�o h� provas, o que se faz?
Se fabricam.
Bem... parece uma grande ideia.
Naturalmente quem n�o concorda, que fale agora.
Ou cale para sempre.
N�o � que depois nos arrependemos, n�o? N�o.
Desculpem se me intrometo.
Acho que o que v�o fazer n�o � uma coisa justa.
Porque Natoli � uma boa pessoa.
Bem... calma...
- Procedemos? - Sim.
Invocando a ben��o de Nosso Senhor Jesus Cristo...
para Salvo e Valentino.
Em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo. Am�m.
Amor? Amor, vou pescar.
Depois me conta como surgiu essa paix�o pela pesca.
Salvo quer companhia, eu o deixo sozinho. At� logo, amor.
N�o vai me dar um beijo?
Certo.
Ent�o, amor, eu vou pescar.
Eu sei.
Qualquer coisa que pescar, devem pagar para aquele cretino.
Tchau, amor.
Ainda est� bravo com Pierpaolo?
N�o, o amor � que importa,
se o quiosque estava ilegal n�o � culpa dele.
Tchau, amor.
Bons sonhos...
Felizmente n�o joguei fora as coisas de pesca.
Vamos, vamos.
Certo! Basta, basta.
Para que nossos irm�os Salvo e Valentino consigam...
esta noite o que todos esperamos.
Ou�a-nos, Senhor...
Temos nosso carro em frente � casa de Natoli,
se ele sair, n�s avisamos.
Amanh� cedo, quando terminarem �s 9 em ponto,
fa�am uma chamada an�nima para a delegacia...
em 10 minutos fazemos o esc�ndalo.
Mas o esc�ndalo deve ser aquele esc�ndalo, sim?
A irm� do diretor da TV tinha uma casinha de mar aqui perto...
- E da�? - Demoliram h� 2 dias.
Em suma, a imprensa est� conosco.
Senhores, n�o disse nada at� agora...
mas se amanh� �s 9 n�o estiver tudo arrumado...
Chame a pol�cia.
Para que o mandato do nosso irm�o Pierpaolo...
possa terminar o mais r�pido poss�vel.
Ou�a-nos, Senhor...
Para que nosso irm�o Pierpaolo
pode voltar logo ao seu antigo emprego.
Ou�a-nos, Senhor...
Papai, tocaram o interfone.
Pensei que fosse o despertador.
Quem �?
Quem �? Quem �?
Quem �?
Quem era?
N�o sei, ou estavam errados ou era algu�m para intimidar.
Volte para a cama.
Para que a igreja volte a ser a casa de Deus...
e o ref�gio das ovelhas desgarradas.
Oremos!
Ou�a-nos, Senhor...
Ou�a-nos, Senhor...
Para que nossos irm�os Salvo e...
Ou�a-nos, Senhor...
Para que a serenidade volte logo.
Ou�a-nos, Senhor...
Para que a vida de cada um possa recome�ar.
Ou�a-nos, Senhor...
Para que o sol volte a iluminar.
- Ou�a-nos, Senhor... - Oremos.
Ou�a-nos, Senhor...
Ou�a-nos, Senhor...
Grave, podem ser eles. Al�?
Pol�cia de Pietrammare?
Sim.
Queria dizer que constru�mos uma varanda irregular na casa...
N�o podem dizer que voc�s constru�ram!
� um telefonema an�nimo.
Certo. Claro.
Cancela.
Al�?
Al�? Pol�cia de Pietrammare?
Sim.
Queria avisar que meu cunhado construiu uma varanda...
N�o pode dizer que � seu cunhado.
Sen�o sabe que foram voc�s.
Certo.
Cancela.
Al�?
- Pol�cia de Pietrammare? - Sim.
Queria dizer que o prefeito construiu...
uma varanda irregular na casa de praia.
E fechou o quiosque que temos em frente da cidade!
O que fa�o, cancelo?
Claro. Por que, queria manter?
Al�? Pol�cia de Pietrammare?
Este � um telefonema an�nimo,
nem n�s sabemos quem somos.
Parece a antiga Gr�cia.
Olhem que o prefeito n�o poupou nenhum gasto
para sua varanda sem permiss�o, at� colunas d�ricas
Nesta parte um aqu�rio...
A hist�ria de sempre, homens sem escr�pulos...
que aprisionam animais por divers�o.
Terminou aqui na casa do horror. N�o.
H� tamb�m uma lareira, que chamaria monumental.
N�o resta mais que esperar o sucesso da investiga��o,
que o Minist�rio P�blico j� come�ou.
� uma piada, uma piada.
Quem pode acreditar que eu tenha feito algo assim?
N�o sei o que dizer, olha...
Vamos, toma o caf� e depois vai.
Posso ficar um pouco, n�o � que posso ficar.
Amor?
Oi, France, que prazer... N�o me esperava...
O que faz aqui?
Vi que o caf� estava pronto, n�o sei como soube.
Ent�o vamos tomar caf�, o que acha?
Certo.
- E vamos para casa. - Sim. - Onde estiveram?
Como assim? Fomos pescar, eu te disse, amor.
�? Onde est� o que pecaram?
Comemos. A noite toda no barco...
Fizemos sushi.
Claro, sushi. E por que a sujeira?
Pesquei um peixe pincel que salpicou por todos os lados.
Um peixe pincel.
� in�til dar voltas.
Todos sabem o que fizeram.
Escuta, France, sinceramente,
seu irm�o nos jogou para o meio da rua.
Exato Salvo, est� falando de meu irm�o, seu cunhado.
Mas esqueceu que era meu cunhado
quando fechou nosso neg�cio.
Fica quieto. Sei que voc� n�o � capaz de fazer certas coisas.
Essas ideias quem d� � este cretino.
N�o, Franc�, agora est� exagerando.
Eu te escutei a manh� inteira e at� agora fiquei calada,
mas devo lhe dizer que foi seu irm�o que nos ferrou.
- Maria, est� brincando? - N�o, quando for preciso.
Sei, mas...
S� est� trabalhando e da melhor maneira.
Voc�s n�o o merecem.
Ele se intitulou o paladino da legalidade...
Como se n�o tivesse esqueletos no arm�rio...
Esqueletos no arm�rio... At� esqueletos!
Esque�a, Franc�.
N�o, n�o, n�o, agora fala.
Vamos ouvir a en�sima acusa��o falsa.
Vamos, vamos rir.
Eu disse que � melhor n�o.
Verdade, Maria n�o tem o que dizer.
Ent�o voc� esqueceu quando recomendou Betti...
para entrar no conservat�rio?
Betti? Betti!
Tem que responder �s falsas acusa��es.
E mais, se renunciar s�o eles que ganham.
A cidade quer voc�.
Exato, explique tudo em uma coletiva de imprensa.
Certo, vamos fazer esta coletiva de imprensa.
E explicarei tudo.
Oi, Francesca. N�o acredita nestes absurdos, n�o?
N�o estou aqui por isso,
preciso falar uma coisa, mas n�o aqui.
Deixem-nos a s�s um pouco, por favor.
Vamos ent�o, obrigado.
O que foi?
Betti? Betti?
Pierpaolo. Estamos te esperando.
O que aconteceu?
Betti desapareceu. N�o dormiu em casa.
Telefonei e n�o responde.
Ningu�m sabe onde est�. O que devo fazer?
Vamos ajud�-lo a procur�-la. Vamos, Franc�.
E agora o que fazemos?
Voc� sabe onde ela est�, fala.
N�o posso dizer. Fiz uma promessa.
O que me importam suas promessas, tem que me dizer.
Fala, Rapunzel.
Emprestei a chave da casa de campo dos meus pais.
Bravo, e use xampu, vamos.
Pinuccio, o que voc� fez?
Era seu? Desculpe, n�o sabia.
Mas voc� tinha que deixar a�,
n�o v� que � para deficientes?
N�o encontrava estacionamento...
E agora o que fazemos?
Tira essa m�sica.
� para lhe dar coragem...
Que coragem?
- � essa estrada? - Sim...
O musgo cresce ao sul, o sol nasce no oeste.
Vamos bem. Deixa comigo, sou guarda florestal.
- Salvo. - O que foi?
Definitivamente estamos perdidos.
N�o estamos perdidos, deixa que tenho uma ideia.
O que est� fazendo?
Fa�o-o sentir o cheiro da roupa da Betti,
com o cheiro come�a procurar.
Ent�o acha que cavalo � um c�o de ca�a?
O c�o com um nariz pequeno consegue, este que
tem um nariz muito maior n�o vai conseguir?
Deixa comigo... vamos, cheira, cheira... ele se recusa.
Voc� deu a volta ao mundo.
Ainda bem que � guarda florestal.
Sou guarda florestal por hobby
por sua culpa tornou-se um trabalho...
Com que moral vieram aqui,
depois do que fizeram?
Betti, n�o quer�amos.
Constru�ram uma varanda sem querer?
- Sim. - � mesmo?
Ele colocou um tijolo, eu coloquei outro,
sabe como s�o os tijolos, s�o como as cerejas.
Tornam-se cachos, especialmente na Sic�lia.
Tanto faz, para casa eu n�o volto.
Betti, seu pai est� muito preocupado.
N�o disseram que eu estava aqui, n�o?
N�o, mas seu pai pensa mil coisas na cabe�a.
Mas mentiu para mim. Toda minha vida baseada em uma mentira.
Sim, Betti mas fez por voc�.
N�o me fale isso.
Ele quis dizer que de qualquer maneira
seu pai continua a ser uma boa pessoa.
Por um pedido especial...
E isso significa, ent�o, que temos que recomendar todos?
Que foi que eu disse?
Seu tio quis dizer que qualquer um pode cometer um erro.
Ele n�o estava pensando...
Deveria ter pensado!
Desacelera, n�o pode ir a 120,
que este � o tradutor.
Quem �?
Quem �?
Betti, voc� me assustou.
Papai, como pode jogar com o meu futuro?
Como pode jogar com os meus sonhos?
Olha para mim, papai...
tudo o que v� que eu sou... n�o � real.
Porque eu n�o merecia, entende?
Sei que eu errei, Betti, eu sei, n�o tenho desculpas...
e n�o � meu �nico erro, cometi muitos.
Mas aprendendo com os erros...
me tornei o que sou hoje.
Nunca vai mudar nada, n�o �, papai?
Ren�ncia, ren�ncia, ren�ncia!
Ren�ncia, ren�ncia, ren�ncia!
Aqui est�, claro que estamos tristes por sua ren�ncia...
mas o esc�ndalo da varanda foi muito grande.
Ren�ncia, ren�ncia, ren�ncia!
Ren�ncia, ren�ncia, ren�ncia!
Sil�ncio, por favor, um segundo de sil�ncio.
Obrigado, obrigado pela aten��o.
� bonito v�-los apaixonados.
Alguns meses atr�s, estavam todos aqui
dando coragem ao meu pai.
E hoje com a mesma for�a gritam por sua ren�ncia.
Embora todo mundo saiba que n�o construiu nenhuma varanda,
e o sabem muito bem.
Meu pai n�o � apenas um bom pai,
mas tamb�m � um bom prefeito.
E ele me ensinou que a honestidade � uma viagem...
que nunca � tarde para iniciar.
Se hoje renunciar, seria um erro...
e seria o primeiro desde que � prefeito.
Papai, pare de fazer coisas para mim.
Erraria novamente.
Fui eleito porque queriam uma mudan�a.
E eu fiz...
isso implica sacrif�cios, eu sei, �s vezes grandes.
Todos renunciamos a algo,
eu por exemplo renunciei ao carinho de voc�s.
A honestidade n�o � s� uma bela palavra.
A honestidade n�o devemos s� exigi-la de nosso vizinho.
A honestidade devemos exigi-la sobretudo de n�s mesmos.
Olhem Pietrammare como se tornou mais bonita.
Eu n�o a fiz bonita.
Eu s� limpei a porcaria que a haviam colocado.
E n�o se trata de aplicar a lei.
Se trata de ser razo�vel.
Mas sozinho n�o posso fazer.
Cidad�os de Pietrammare,
voc�s que queriam a mudan�a, est�o dispostos a mudar?
Voc� deve ir para casa!
Ren�ncia, ren�ncia, ren�ncia!
Bravo. Senhor prefeito... o quiosque de inverno, nosso.
N�o se preocupe, Giuseppe.
Voc� tamb�m, Salvo... bravo.
Eu sabia, eu sabia.
Conseguimos.
Conseguimos.
Eu sabia, eu sabia.
E agora vamos retomar aquilo que � nosso.
Antes de encerrar lembramos
que esta noite termina o hor�rio de ver�o.
E entrar� em vigor o hor�rio oficial.
N�o se esque�am de voltar atr�s uma hora os rel�gios.
Melancia, mel�o, senhora.
Vamos, vamos...
HOR�RIO DE VER�O
E com este o que fazemos?
N�o se agite!
N�o � que somos maus. Somos necess�rios.
legendas @drcaio
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