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Original subtitles

Sincroniza��o: FMGRM

Os meus pais morreram quando eu era muito nova.

Fui mandada para viver na casa da minha tia, a Sra Reed

e os seus filhos em Gateshead hall.

Por dez anos, eu suportei a sua maldade e crueldade.

Eles n�o gostavam de mim e, eu n�o conseguia gostar deles.

N�o tens dinheiro... Devias implorar... Porque devias tu ficar aqui e comer as mesmas refei��es que n�s?

E est�s vestida �s custas da nossa m�e.

- Ficar� aqui at� de manh� - Tia, eu n�o vou aguentar!

Vai fazer o que estou a mandar!

N�o!

O Reverendo Brocklehurst est� aqui madame.

John.

Boa tarde, Sr. Brocklehurst.

Sra. Reed.

Venha por aqui.

Estes s�o os meus filhos.

Encantadores.

- Ch�? - Sim, desta vez.

Por favor, sente-se.

John, querido,

Poderia ir buscar aquela

deplor�vel menina e traz�-la para baixo? Sim, mam�e.

Esta tem sido, uma

decis�o dif�cil, Sr. Brocklehurst.

- Vamos! - Ela vai-se embora!

- Viva! Ela n�o vai gostar disto. - N�o posso acreditar!

A m�e dela...

era a irm� do meu marido.

Casou se com um cl�rigo, sem dinheiro.

Ent�o ambos morreram

de tifo quando ela tinha apenas alguns meses.

� a �nica parente dela?

Existe...

um tio.

Irm�o do pai dela.

Mas vive no exterior..

Madeira, do qual n�o sei nada.

Ande.

Tenho feito o que posso

pela crian�a,

mas ela tem

uma natureza obstinada.

Ah, aqui est� ela.

Esta � Jane Eyre.

Jane, este � o Sr. Brocklehurst da Escola de Lowood.

Como est� Sr. ?

Soube que � uma crian�a m�, Jane Eyre.

Deixe me examin�-la.

Sabe para onde v�o as pessoas m�s depois da morte?

Para o inferno.

O que � inferno?

Pode me dizer?

Um po�o cheio de fogo.

E gostaria de cair dentro do po�o e

queimar l�, eternamente?

N�o, Sr.

O que deve fazer

Para evitar isso?

Cuidar-me bem para ser saud�vel e n�o morrer.

Como eu disse.

Deve alertar os professores

para manter os olhos nela

e se precaver contra seu pior defeito,

Sua tend�ncia a falsidade

Falsidade?

N�o toleramos isso em Lowood.

Por isso Ihe escrevi.

Quero que ela tenha uma educa��o

compat�vel com a posi��o e perspectivas

Para ser �til e humilde.

E... nas f�rias...

Eu preferiria...

se ela as passasse...

com voc�s

� claro.

Venha.

Falsidade � pecado.

Como o falso testemunho.

E todos mentirosos devem passar a eternidade,

queimando no fogo do inferno.

- N�o sou falsa - O que disse?

N�o sou falsa,

e n�o sou mentirosa.

Se eu fosse Eu diria que a amo.

Eu n�o amo voc�,

Eu detesto voc�, mais que qualquer pessoa no mundo...

exceto seu filho.

Suas malas, Jane Eyre.

Voc� viu.

Que crian�a m�, ela �?

N�o tenha medo, Sra. Reed,

em Lowood n�s domaremos seu esp�rito rebelde.

O banco.

Coloque esta crian�a em cima.

Est�o vendo isto...

esta garota?

O nome dela � Jane Eyre.

Tenham cuidado com ela.

Evitem a sua companhia.

mantenham-na fora das vossas conversas.

Esta garota, d�em uma boa olhada nela,

ela � mentirosa.

Que fique l� em p� a� o dia todo.

N�o dever� ter comida.

E ningu�m deve falar com ela.

Alice.

Preste aten��o.

De volta para as li��es.

Perdoe- me, Senhor, por teu querido filho,

pelo mal que fiz este dia.

Que com o mundo, comigo

e contigo, e quando eu dormir, que seja em paz.

Deixe a cantar connosco.

Que minha alma repouse em ti,

e com um doce sono

minhas p�lpebras se fechem.

Um sono que possa

me dar mais vigor

para servir meu Deus

quando eu acordar.

Jane. Jane.

O que �?

Um pouco de p�o e queijo.

Obrigada.

Como se chama?

Helen Burns.

Obrigada, Helen. Deus te aben�oe.

E a voc� tamb�m, Jane.

Boa noite.

M�os.

Touca.

Sapatos.

M�os.

Touca

Touca, Jones!

Burns, teus sapatos est�o de lado

Pontas para fora. Agora.

O seu queixo est� para cima!

Olhe para a frente!

N�o a quero dessa maneira desalinhada.

Cubra a boca!

Garota suja e desagrad�vel.

N�o tem limpado tuas unhas.

A �gua estava gelada.

Isso n�o � desculpa.

Traga me a palmat�ria.

Garota obstinada.

Nada te corrigir�

dos teus

p�ssimos h�bitos.

Desculpe, Sra Scatcherd.

Leve embora.

Limpeza...

� proximidade de Deus.

Hora das li��es.

V� se sentar A verei em um minuto.

- Quem Ihe ensinou a desenhar? - Aprendi sozinha.

Vendo os livros da biblioteca de minha tia

e copiando as figuras.

- Voc� desenha muito bem. - Muito bem n�o.

Sim. Voc� tem um dom. Tem sorte.

Helen.

- Posso desenhar um retrato teu? - Meu?

Sim.

Tire a touca, Os teus cabelos s�o t�o lindos.

.. parece que querem nos incomodar de novo.

Quem � aquela garota

de cabelos vermelhos?

Burns, Sr. Helen Burns.

Burns, venha aqui.

Vaidade.

V�m essa vaidade?

Longos cabelos cacheados, muitas ondas vermelhas.

Um desafio aos princ�pios da nossa escola

voc� sabe disso tanto quanto eu.

Foi minha culpa, Sr.

Fui eu que pedi que tirasse a touca.

N�o quero saber da touca. � o cabelo dela, os seus cachos a sua vaidade.

N�o � vaidade, Sr. Brocklehurst

o cabelo � encaracolado naturalmente.

E n�o peca naturalmente, tamb�m?

Estou aqui para disciplinar.

Para corrigir a natureza, assim como voc�, Srta Temple.

Me encarrego para que isso n�o o ofenda.

Ofender me n�o � a quest�o.

A vaidade � que deve ser corrigida.

Remova, para longe de mim

vaidade e mentiras.

Prov�rbios. Cap. 30, vers. 8.

- Os cabelos dela dever�o ser cortados. - N�o!

Quem se atreveu a falou?

N�o deve puni-la pelo modo que Deus fez o cabelo dela.

Traga a tesoura.

Voc�, Jane Eyre.

Voc� ouviu?

N�o Ihe pedirei novamente.

Seus cabelos crescer�o novamente.

Se cortarem de novo, crescer� novamente.

E ser� ainda mais lindo que antes.

D�i quando tosse? �s vezes.

Venha, para a cama.

Sei que sentem pena de si mesmas.

Sei que todas

invejam outras garotas aben�oadas com vidas mais felizes

Mas voc�s...

foram aben�oadas com intelig�ncia.

Intelig�ncia e boa educa��o

dar�o a voc�s um esp�rito independente,

a maior ben��o de todas.

A �nica coisa que importa, nas vossas vidas

� estar em harmonia com Deus.

- O que � isso? - Venham, para cama.

V�o para cama!

Imediatamente Todas voc�s!

Srta Temple!

Me preocupo com Helen Burns.

- A tosse dela est� pior. - A maioria tem tosse.

Devemos chamar o m�dico

S� o Sr. Brocklehurst pode fazer isso.

Ent�o devo falar com ele.

N�o, Srta Temple. Eu irei.

Helen?

Jane?

� voc�?

O que est� fazendo aqui?

Passa das onze.

N�o podia dormir, at� te ver.

Est� descal�a.

Deite-se.

Cubra-se com minha manta.

Me abrace

N�o chore.

N�o deve chorar.

Por favor n�o me deixe.

Ficaremos juntas novamente.

Quando?

Onde?

No para�so.

para sempre.

Iremos?

- N�o acredita nisso? - Eu n�o sei

Deve acreditar, Jane. Deve acreditar...

Deus tomar� conta de n�s.

Boa noite,

querida Jane.

Helen?

Sr. Brocklehurst Sr. Brocklehurst

eu a encontrei, Sr.

Burns Burns.

Me ocuparei disto.

N�o fique triste Jane.

Ela partiu para um lugar melhor.

Que Deus tenha piedade da alma dela.

Venha, Jane.

Jane. Jane

depressa, a carruagem est� aqui.

Espero que n�o pense que sou ingrata.

Ingrata? Por que?

Desde que vim a Lowood, tem sido minha �nica amiga.

Exceto Helen.

- Sinto estar te abandonando. - N�o, n�o.

N�o deve pensar assim.

N�o. � bom

e normal para voc� come�ar uma nova vida.

Gostaria que voc� pudesse vir.

Obrigada.

Mas...

Acredito ser a vontade de Deus eu estar aqui.

N�o posso ir.

Deus te aben�oe.

- Quanto falta? - Cerca de 18 km.

" Se a Srta Eyre "

" que anunciou no Yorkshire Herald na ultima quinta-feira "

" tem possibilidade de dar boas refer�ncias "

" quanto ao car�ter e compet�ncia "

" um cargo pode ser oferecido a ela. "

"Trata-se de uma aluna,

" uma garotinha com dez anos de idade "

" O sal�rio anual � de 30 libras "

" Pedimos a Srta Eyre que envie refer�ncias "

" e demais detalhes para Srta. Fairfax, Thornfield. "

Thornfield!

Seria bom esticar as pernas

- Adeus, Srta. - Adeus.

Entre Srta.

Entre.

Leah! Leah!

� a nova governanta.

Poderia me seguir Srta?

Srta. Fairfax.

Srta. Farfax, Srta Eyre.

Como vai, minha querida?

� uma viagem tediosa. Deve estar congelada.

Deixe-me ajud�-la.

- N�o se incomode - N�o � inc�modo.

As m�os devem estar dormentes. venha perto do fogo

e se aque�a.

Aqui. E me atrevo a dizer que,

uma bebida quente seria bem vinda tamb�m.

- A��car? - N�o, obrigada.

Leah, faz um ou dois sandu�ches.

- Sente-se. - Obrigada.

A chave.

- O que? - A chave, Srta. Fairfax.

Aqui.

Se Adele, ainda estiver acordada, diga a ela para descer.

Sim, Srta. Fairfax.

A crian�a tem um hor�rio imposs�vel.

Imagino que a m�e dela

devia deix�-la acordada a noite toda.

Ela n�o � sua filha?

Oh n�o. N�o.

O nome dela � Varens

Adele Varens.

N�o. Eu n�o tenho fam�lia

estou feliz, muito feliz

que voc� veio.

A gente se sente isolada aqui, especialmente no inverno.

Seria muito bom ter algu�m para conversar

em termos de igualdade.

Claro, fique certa

John e a esposa Leah s�o pessoas muito decentes.

Aqui est� tua tarefa

venha, Adele.

Essa Srta ser� tua professora

e um dia far� de voc� uma mulher inteligente.

Minha governanta?

Isto, minha pequena, Pode me chamar Srta Eyre.

Fala franc�s! Podemos falar em franc�s?

Sim, Adele mas estamos com a Srta. Fairfax agora,

� mais educado falarmos em ingl�s

Voc� entede-a quando ela fala assim? Oh sim.

Devo cantar? Mam�e me ensinou a cantar.

Onde est� sua m�e?

Se foi. Ela voou

para a Virgem Santa.

Ela me ensinou a cantar e dan�ar.

Devo cantar pra voc�?

Pela manh�, Adele agora � tarde.

J� era para voc� estar na cama. Vamos.

Vamos subir e fazer as preces.

Por aqui querida

venha Srta

Thornfield � um belo casar�o, talvez meio abandonado.

Mas isso pode ser remediado se o Sr. Rochester ficasse.

Quem � Sr. Rochester?

Oh, � o Sr desta casa

Mas voc� n�o o ver�. Ele nunca vem.

Claro que vem, as vezes.

Ele a trouxe, n�o?

Mas � verdade, normalmente, ele est� fora.

Srta

Seremos felizes?

Devemos nos esfor�ar e ficaremos contentes.

- Boa noite Adele, fa�a a prece. - Boa noite Srta Eyre.

Boa noite, Srta. Fairfax.

Boa noite, Adele.

N�o a manterei acordada a noite toda.

Estou certa que quer se retirar cedo.

E teu quarto � logo aqui perto de Adele.

� pequeno, mas pensei que voc� acharia melhor

que o da frente.

Ele � maior, mas t�o solit�rio. Ningu�m nunca dormiu neles.

Alguns at� dizem

que se existisse fantasma em Thornfield, estaria l�

Aqui est� teu quarto.

Isto � para mim?

Porque, algum problema?

Amanh� descobrirei que isto � um sonho

do qual devo acordar.

Somos reais,

e voc�, � muito bem vinda, muito bem vinda.

- Boa noite, durma bem. - Obrigada Srta. Fairfax.

Aqui em cima

� a galeria principal.

Que belo lugar.

Deixo a janela aberta para o ar entrar

o ar invade tudo

mesmo os quartos trancados por dentro.

Deixa te mostrar o resto da casa,

este � o quarto do patr�o.

Aquele � o Sr. Rochester?

Oh, n�o

o pai dele.

Porque o Sr Rochester o mant�m aqui t�o escondido,

eu n�o sei. Um dos mist�rios dele.

O pai e o irm�o

eram muito �speros com ele,

allguns diriam b�rbaros.

Ele era o ca�ula, imagine

e o que esperavam dele �

que sacrificasse tudo pela fam�lia.

Somente herdou Thornfield H� nove anos.

Quando ele era crian�a, era um garoto gentil.

Ele certamente n�o � um b�rbaro se cuida de Adele.

Oh, n�o.

N�o, Sr. Rochester aceita suas responsabilidades.

� um senhor justo e liberal para seus servi�ais

� um homem viajado

e muito inteligente

Mas quando fala com voc�, nunca se sabe

se � s�rio ou brincadeira.

Se est� satisfeito ou contrariado

n�o � um homem feliz.

Oh meu Deus, essas flores!

Sempre digo a Leah que todos os quartos devem estar perfeitos.

As visitas do Sr. Rochester s�o raras,

mas temos que estar prevenidos.

Que foi isso?

Uma servi�al, mais prov�vel, Grace Poole.

Voc� ouviu?

Oh, sim.

As vezes ou�o isso

ela costura em um desses quartos.

Grace!

Muito barulho! Grace.

Lembre-se das instru��es.

Podemos voltar por aqui.

Sua matem�tica n�o � muito boa, Adele

� chato, n�o ligo pra isso.

- Podemos fazer outra coisa? - Estou aqui para educ�-la.

Matem�tica � uma parte importante.

Mam�e disse ser importante dan�ar e cantar.

Isso n�o � chato.

Se voc� se sair bem, Ihe ensinarei a tocar piano.

Ir�?

- Quando? - Talvez amanh�.

- Porque n�o agora? - Matem�tica agora, piano amanh�.

Vou caminhar, e quando eu voltar,

quero ver quantas dessas somas

voc� acertou

- Mas s�o t�o dif�ceis. - Voc� consegue, sei que pode.

Est� ferido?

Posso fazer algo?

Pode sair do caminho.

Se est� ferido posso buscar ajuda.

Obrigada N�o quebrei nenhum osso.

Pode ir.

N�o posso deix�-lo Sr at� ver que pode montar.

Voc� deveria estar em casa.

De onde est� vindo?

De l�.

Aquela casa com as guaritas?

Sim, Sr.

A quem ela pertence?

Sr. Rochester.

Conhece Sr. Rochester?

Nunca o vi.

O que faz l�?

Sou governanta.

A governanta.

Terei mesmo que Ihe pedir ajuda.

poderia segurar meu cavalo pelo arreio

e tr�-lo at� mim?

N�o est� com medo?

N�o Sr.

Se a montanha n�o pode ir at� Maom�,

ter� que ajudar Maom� a ir � montanha.

Poderia vir aqui por favor?

Com licen�a.

A necessidade me obriga a us�-la.

Obrigado. Poderia me alcan�ar o chap�u?

e meu bast�o.

Obrigada pela ajuda.

Agora...

volte para casa o mais r�pido

que puder.

De quem � esse c�o?

Ele veio com o patr�o.

- Com quem? - O patr�o.

Sr. Rochester.

Acabou de chegar.

Esta � a Srta Eyre, Sr.

A perna est� confort�vel?

O m�dico vir� pela manh�.

Deixe a Srta Eyre sentar-se.

Olhe o que Sr. Rochester me trouxe.

Trouxe um presente para a Srta tamb�m?

Esperava um presente?

Voc� gosta de presentes?

Dificilmente saberia Sr.

Tenho pouca experi�ncia deles.

Parecem ser agrad�veis.

Geralmente s�o.

Mas o que voc� acha?

Um presente tem muitas faces, n�o � assim?

Quanto tempo est� em minha casa?

Quatro meses.

E veio de?

Escola Lowood, Lancashire.

Lowood!

Quanto tempo esteve l�?

Dez anos

oito como aluna,

dois como professora.

Deve ser persistente para ter sobrevivido tanto tempo l�.

N�o admira que quando a vi n�o parecia deste mundo.

Quando a vi, pensei que vinha de um conto de fadas

pensei em perguntar se enfeiti�ou meu cavalo.

N�o estou certo ainda, se n�o foi ela

a respons�vel pela minha queda.

Havia gelo na estrada Sr.

foi isso que fez o cavalo cair.

Talvez.

Ainda n�o estou certo,

muito bem Srta Eyre

Ihe desejo boa noite.

Adele.

Observe e escute.

Quer dizer, assim?

Observei Adele.

Fez grandes avan�os com ela.

Ela n�o � brilhante, nem tem um talento especial,

ainda assim tem aprendido muito.

- Ela se esfor�a - Est� ensinando piano a ela?

- Sim Sr. - � apreciadora de m�sica?

Voc� toca bem?

Aprecio muito a m�sica.

Toco um pouco.

Como qualquer outra inglesa na escola.

Talvez melhor que algumas, mas n�o..

Adele mostrou-me alguns esbo�os,

disse que eram seus.

N�o sei se os fez sozinha ou

talvez algum mestre a ajudou?

Ningu�m me ajudou Sr.

Isso feriu teu orgulho.

Essa pinturas devem ter levado muito tempo.

Quando as fez?

Nas minhas ultimas f�rias em Lowood.

Voc� as copiou?

Vieram de minha cabe�a.

Essa cabe�a que vejo em seus ombros?

Sim.

Existe algo mais do mesmo tipo?

Acho que devo ter,

melhores, espero.

Estava feliz quando os pintou?

N�o pude pintar como estavam em minha imagina��o.

Sempre quis fazer melhor.

Talvez n�o tenha suficiente t�cnica...

Mas as id�ias, s�o m�gicas.

Nove horas.

- Adele est� na cama? - Ainda n�o Sr.

Deveria estar. N�o aprovo esses hor�rios t�o tardes.

Cuide disso, Srta Eyre.

Eu faria as bordas mais escuras.

A perna dele est� melhor,

logo ir� embora.

� possivel.

Isso vai partir meu cora��o.

� este aqui.

Poderia pint�-lo para mim?

Para t�-lo sempre aqui, comigo.

Muito obrigado Sr., parto imediatamente.

Me observava Srta Eyre?

Me acha atraente?

N�o Sr.

Tem algo de �nico em si. Algo de freira,

antiquada, quieta, simples Mas quando Ihe pergunto algo

que � obrigada a responder, sua resposta � direta.

Foi um pouco brusca, o que quis dizer com isso?

Fui muito direta. Me perdoe.

Deveria ter dito que os gostos diferem

que a beleza n�o importa. Algo assim.

Suportar� meu mau g�nio sem se ferir.

Poucos senhores se importariam em perguntar

se seus empregados se ofenderam.

Nunca sorri Srta Eyre?

N�o importa.

Deixe-me ver o que minha empregada tem desenhado no seu caderno de esbo�o.

Posso?

Me capturou perfeitamente.

N�o, � meu.

Venha comigo Srta Eyre.

Adele, continue com o trabalho e lembre-se...

sombras s�o t�o importantes quanto a luz.

- Acredita nisso? - Em que Sr?

Que sombras importam tanto quanto a luz?

Acredito que ningu�m � perfeito,

sem faltas a esconder.

N�o � naturalmente mais austera do que eu sou cruel.

J� tive um cora��o cheio de ternura.

Mas a fortuna me deu um grande golpe

Agora sou t�o duro quanto uma rocha.

Existe esperan�a pra mim?

Esperan�a para que Sr?

Pra me transformar de volta em carne e osso.

Vem, Pilot.

Est� tudo bem querida?

Que homem estranho,

uma mudan�a t�o brusca.

Acredito que me acostumei a isso.

- Algu�m tem que ser compreensivo. - Por que?

Em parte porque � a natureza dele,

e nenhum de n�s pode mudar a natureza

e em parte... Por problemas familiares.

Ele n�o tem fam�lia.

Existem lembran�as dolorosas,

que na verdade seria melhor esquecer.

Muito bem, Adele.

Era assim que a mam�e dan�ava para si Sr?

Precisamente...

Exatamente...

Agora...

Para a cama. Srta Fairfax, leve-a.

Deixe me ficar um pouco mais.

- Deixe-me dan�ar de novo. - Voc� ouviu o que eu disse.

Por favor!

N�o discuta,

fa�a o que mandei.

Venha, Adele.

Venha.

Ent�o?

Me trate como quiser, mas n�o devia tratar uma crian�a assim.

A trato como achar melhor.

Quando olho para a Adele

vejo a m�e, em miniatura.

A mesma beleza,

mesmo charme impiedoso.

Ela era uma dan�arina da �pera

n�o fui o primeiro a am�-la,

mas ela me disse que

eu era o pai de Adele.

Na �poca eu quis acreditar nisso

mas uma noite encontrei-a nos bra�os de um visconde imbecil.

Deixei uma bala em seu bra�o,

dei dinheiro a ela e a mandei embora.

Ent�o...

quem sabe pensar� diferente sobre a crian�a.

E me diga que preciso de uma nova governanta.

Ela n�o � respons�vel pelos erros da m�e.

- Ou os seus. - Os meus?

O que fiz fora bancar o idiota da vez?

Voc� fez Adele sentir-se indesejada e rejeitada.

Por que voc� n�o a deixou em Paris onde era feliz?

Porque...

A m�e a abandonou.

Quando me dei conta eu era tudo o que ela tinha.

Eu honro minhas obriga��es

sejam quais forem.

Ningu�m pode negar isso.

Boa noite, Srta Eyre.

Sr. Rochester!

Sr. Rochester, acorde!

Acorde, por favor, Sr !

Uma inunda��o?

Ajude-me Sr.

Mais �gua.

O que aconteceu?

Eu n�o sei,

ouvi uma gargalhada estranha.

Grace.

Aonde vai?

Fique aqui, n�o se mexa,

cubra-se com meu casaco.

Est� encharcada.

Grace!

Abra a porta, Grace.

Era o que suspeitava.

- Grace Poole, Sr? - Exato.

Deveria mand�-la embora.

N�o diga nada sobre isso,

eu assumo a responsabilidade.

Pode voltar para o seu quarto, n�o h� mais nada a temer.

Boa noite Sr.

O que?

Est� me deixando?

Me mandou ir.

N�o dessa forma r�pida e seca. N�o sem...

despedir-se.

Ao menos,

apertarmos as m�os.

As rosas tinham espinhos.

Salvou minha vida,

estou em divida para consigo.

N�o h� divida,

nem obriga��o.

Sabia que iria me fazer bem algum dia.

Vi isso em teus olhos quando a vi a primeira vez.

Estou feliz de acontecer de eu estar acordada.

Qual o problema? Est� tremendo.

Estou com frio.

Frio?

Tem frio?

Sim Sr.

Ent�o v�, Jane.

Volte para cama.

Chama isso de limpo?

Vou ter uma conversa contigo l� embaixo.

Bom dia, Srta Eyre.

O que aconteceu?

O patr�o estava lendo a noite passada.

Adormeceu com a vela acesa e a cortina pegou fogo.

Por sorte ele acordou a tempo de apagar as chamas.

Aqui est�. Pega.

Ningu�m ouviu nada?

Ningu�m acordou?

Talvez voc� ouviu algo?

Sim Grace... ouvi.

Ouvi uma gargalhada.

Se eu fosse voc�, Srta

teria o h�bito de trancar a porta, quando me fosse deitar � noite.

Leah, pegue um, dois...

Bom dia

Oh, Srta Eyre!

Ouviu sobre o acidente?

Foi sorte ele n�o se queimar

na cama. Leah!

- Ele est� bem? - O suficiente...

para sair, antes do caf� da manh�.

Ir? Ir onde?

A casa de Lord Ingram, do outro lado de Millcote.

Ter� uma grande festa por l�. Travesseiros.

O espera de volta esta noite?

N�o, n�o

nem mesmo amanh� a noite.

Quando essas pessoas elegantes se encontram, n�o h� pressa.

Devem ir a Londres ou para a Europa.

Sr. Rochester pode n�o voltar por um ano.

� o favorito das damas nas festas,

Srta Blanche tem mostrado interesse por ele, h� v�rios anos.

Srta Blanche?

a filha de Lord Ingram a mais linda do condado.

Ela �, Srta.

O patr�o gosta dela?

Sim!

Ele � diferente quando est� com ela.

T�o divertido e vivo nem o reconheceria.

Venha querida. E Leah...

Voc� � uma tola.

Vamos eu ajudo-te com esse len�ol.

R�pido. Chegar�o logo.

James, apresse-se e leve os para a sala de jantar. Sim Srta.

Do meu canto para o teu canto.

Srta Fairfax tem algo onde eu possa guardar um sapo dentro?

- Como? - Um sapo.

Querida, N�o tenho tempo para sapos..

Sr. Rochester chegar� a qualquer minuto

e v�rios amigos de Lord Ingrams com ele.

Ele nunca me fez isso antes

todas as donzelas trar�o as suas criadas e todos os cavalheiros os seus criados.

Antes mal esperava para deixar Thornfield,

agora parece querer encher a casa com convidados.

- Est�o vindo! - O que?

- Est�o vindo! - Devagar, devagar...

Mademoiselle, as lindas senhoras est�o chegando!

Lady Ingram.

E Lady Eshton.

Sim, e Lady Lynn.

E aquela � claro

� a Srta Blanche.

O Sr. Rochester ama a Srta Ingram?

N�o devia fazer tal pergunta.

Porque n�o?

N�o � da nossa conta.

Ser� se eles se casarem.

Adele, pare com esta conversa.

Volte a sua li��o.

Espero que n�o se case com ela

uma dama disse a Leah que ela s� quer o dinheiro dele.

Ela disse que ele trouxe muitas riquezas da Jamaica.

Adele!

Srta Eyre!

Sr. Rochester pede que leve a Adele para a festa,

e quer que voc�s fiquem

at� h� hora dela ir para a cama.

Certamente ele n�o quer que eu fique.

Oh, sim.

Se ela n�o quiser, diga

que � meu desejo particular

essas foram as palavras dele.

Que bonequinha!

Deve ser a protegida do Sr. Rochester

a francesinha de que ele falava.

- Como se chama, crian�a? - Adele.

T�o linda, que querida!

Edward, eu pensei que n�o gostasse de crian�as.

N�o gosto.

E o que o convenceu a cuidar da criaturinha?

De onde a tirou?

N�o a tirei. Foi deixada, comigo.

Devia mand�-la para uma escola.

N�o pude fazer isso, escolas s�o caras.

N�o me vai dizer que � voc� mesmo a educa?

Temos uma governanta

Governanta. Sim, pensei ter visto algu�m

Com ela, agora a pouco

� f�cil reconhec�-las de longe.

S�o simples

de um modo especial

N�o � mesmo, mam�e?

S�o o que, como?

Governantas

N�o fale comigo sobre governantas

S� a palavra me faz tremer de raiva.

sofri um mart�rio

com a incompet�ncia delas

O que?

Nada.

Disse algo errado?

Ela est� sentada bem atr�s de voc�.

Quem?

A governanta.

N�o importa. Vai-lhe fazer bem ouvir a verdade.

Muito bem, hora de dan�ar. Esperei muito por isso.

Bianca, poderia me dar

a grande honra?

Rochester n�o sabia que dan�ava.

Ele s� dan�a comigo.

Com quem mais eu quereria dan�ar?

Sr. Bennet, poderia tocar para n�s?

Jane?

Parece p�lida.

A minha dan�a foi assim t�o m�?

N�o, Sr.

Volte, � muito cedo para ir pra cama.

Estou cansada Sr.

e um pouco deprimida.

Com o que? Diga-me.

- Nada, Sr. n�o estou deprimida. - Mas voc� est�.

Mais algumas poucas palavras trariam lagrimas a seus olhos.

- Estou vendo-as agora. - Com licen�a Sr.

- Estou muito cansada. - Muito bem.

Te desculpo essa noite

mas enquanto as visitas ficarem,

gostaria que ficasse na sala de estar.

� meu desejo, Jane, N�o ignore.

Posso ajud�-lo Sr?

Eu...

Quero ver o Sr. Rochester.

Temos convidados,

Sr. Rochester e eu, somos velhos..

velhos amigos, e estou muito cansado.

Fiz uma longa viagem para v�-lo vim da Jamaica.

Pode me dizer seu nome Sr?

Mason...

Richard Mason.

Peter.

Leve esse cavalheiro para o quarto de h�spedes.

Como voc� � sortudo, Dent!

Algo mais Sr?

N�o, obrigado

Jane

Preciso da sua ajuda. O que se passa?

Venha comigo

Sente-se mal quando v� sangue?

Acho que n�o.

D�-me a a sua m�o.

N�o quero correr o risco que voc� desmaie.

Aqui, Jane.

H� uma esponja no lavat�rio.

Tente parar o sangramento

Vou buscar o m�dico. N�o demoro

Dou-lhe meia hora

para ligar a ferida e leva-lo daqui.

Porque voc� veio, por que?

Pensei Que poderia fazer algo bom

Voc� pensou

Voc� pensou.

Ela me disse que iria

drenar meu cora��o

Mantenha-no em tua casa at� que ele esteja bem, irei em um ou dois dias.

Tenha piedade dela

Trate-a com carinho

Sim. Sim.

Fa�o o melhor poss�vel

E continuarei fazendo

- N�o � culpa dela. - Eu sei disso.

Se algu�m tem culpa, � voc�.

V�.

�s de espadas.

Voc� tem uma sorte dos diabos.

Sabe o que dizem. sorte no jogo, azar no amor.

Penny, v� ver os outros convidados.

Estou entediada com esse jogo.

Porque n�o jogamos outra coisa?

O que gostaria de jogar?

Lord Brancaster tem uma mesa de bilhar. Compre uma.

Adoro bilhar.

S�o muito caras.

N�o sei se posso comprar uma.

Aquela pessoa te procura?

Algo errado?

Posso falar com o Sr?

Sete cartas?

O que �?

Recebi uma carta esta manh�

Precisarei me ausentar

Por que?

- Uma senhora est� doente. - Que senhora?

O nome � Sra. Reed. Ela � minha tia.

- Pensei que n�o tivesse fam�lia. - Ningu�m que se importasse.

Ela me expulsou quando eu era crian�a.

- Ent�o porque ir� v�-la? - Ela est� morrendo.

N�o posso ignorar seu �ltimo desejo

N�o pode ser persuadida a ficar?

N�o Sr

Voltarei a Thornfield.

Ent�o devemos dizer adeus

Sim Sr

Como se faz isso? Pode me ensinar?

Dizem at� mais. Ou o que preferir.

At� mais, Srta Eyre.

Por enquanto

Isso � tudo?

Sim, Sr.

Porque n�o apertamos as m�os?

Lembre-se de sua promessa

Sr. Rivers?

Srta Eyre est� aqui

Srta Eyre.

St. John Rivers, Reitor de Gateshead. Como est�?

Por favor, entre

Escrevi-lhe porque a sua tia est� ansiosa para a ver.

Sua fam�lia est� com problemas.

John Reed, seu primo, morreu m�s passado em Londres.

Morreu? Como?

Arruinou a sa�de com m�s companhias.

Isso s� piorou a doen�a de sua tia.

Minha irm�, Mary

Mary, levarei Srta Eyre para ver a tia.

Voltarei, logo.

Voc� se parece...

Porque, se parece... com a Jane Eyre.

Sou Jane Eyre.

Estou muito doente.

Minha cabe�a est� muito perturbada

por dois erros que cometi para contigo.

O primeiro,

foi quebrar a promessa que fiz ao meu marido

de cuidar de ti como se fosses minha.

A outra...

Vai at� a escrivaninha

e tira a carta que l� vais encontrar.

Leia a carta.

Madame, poderia ter a bondade de me enviar o endere�o de minha sobrinha,

Jane Eyre,

e me dizer, como ela est�.

� minha inten��o escrever-lhe brevemente e pedir-lhe que ela venha ter comigo � Madeira.

Como sou solteiro e n�o tenho filhos

desejo adopt�-la enquanto estou vivo

e benefici�-la ap�s minha morte

de tudo que eu tiver para deixar.

Tem a data de h� tr�s anos atr�s.

Porque � que ele nunca me escreveu?

Eu escrevi-lhe.

Disse que n�o sabia nada de voc�

Agora fa�a como achar melhor...

Escreva a ele...

diga que menti.

Voc� nasceu para ser meu tormento.

N�o sou vingativa.

Sejamos amigas.

Me ame ou odeie, como quiser.

Tem meu sincero e total perd�o.

Desejava que ela voltasse.

Mademoiselle!

- Pensei que havia me abandonado. - Te disse que voltaria.

Voc� falou uma semana. E faz quase um m�s.

Perdoe me, Adele.

Sr. Rochester vai mandar-me para uma escola.

Tinha medo de ir, e nunca mais a ver

- Para a escola? Em Paris.

Uma escola de meninas.

Adele.

Diga a cozinheira que a Srta Eyre voltou.

Precisamos de mais um lugar � mesa.

Vou pedir a ela para fazer um bolo.

Ent�o voltou finalmente?

Como prometi.

Como prometeu.

Est� muito quieta esta noite.

O que est� a pensar?

Muitas coisas Sr.

A morte de minha tia.

Ter voltado a Thornfield.

E?

Adele disse me que vai envi�-la para a escola.

Sim

� uma boa id�ia n�o acha? Paris � sua casa.

Posso perguntar porque Sr?

Pensei que tivesse adivinhado

Talvez...

talvez porque vai casar-se.

Exatamente.

Precisamente.

Com sua ast�cia, acertou na mosca.

Vou casar-me.

Isto significa que Adele ir� para a escola.

E voc� precisar� de outro emprego.

- Vou colocar um anuncio, directamente. - N�o, n�o ir�.

Soube de algo que serve para voc�

Governanta para 5 filhas

de uma fam�lia na Irlanda.

� um longo caminho.

Para uma mo�a como voc� a viagem n�o � nada.

N�o � a viagem, � a dist�ncia.

e o mar � uma barreira t�o grande...

para a separar do qu�, Jane?

da Inglaterra, Sr.

e de Thornfield.

e...

As vezes tenho um estranho sentimento sobre voc�...

Principalmente quando voc� est� perto, como agora.

A sensa��o de ter um cord�o,

apertando minha costela junto ao cora��o.

e fortemente presa em voc� de um modo similar.

e quando voc� for para Irlanda

com toda essa dist�ncia entre n�s,

temo que a corda quebre

e eu sangrarei por dentro.

Mas voc� � sens�vel.

- Voc� esquecer�. - Nunca, nunca esquecerei!

Desejei nunca ter nascido.

Gostaria de nunca ter vindo a Thornfield.

Existem outras casas.

Como pode ser t�o est�pido?

Como pode ser t�o cruel?

Posso ser pobre e simples, Mas n�o sou insens�vel.

N�o � a casa, Mas a vida aqui.

N�o fui pisada.

Nem exclu�da.

Fui tratada como uma igual.

E voc� �, Jane.

Voc� �..

Voc� �...

Sim, sou.

Mas ainda n�o sendo, voc� � um homem casado.

Ou, como se fosse.

- Deixe-me ir. - Fica.

N�o lute. Parece um p�ssaro na gaiola.

N�o sou um p�ssaro engaiolado, sou um ser humano, livre.

independente e com vontade pr�pria.

Ent�o fique.

Fique e case comigo.

Como se atreve a brincar comigo? - Falo s�rio.

Fique em Thornfield. Seja minha esposa.

E a Srta Ingram?

N�o a amo nem ela me ama.

Jane, �s um ser estranho, quase irreal.

Amo-te como a mim mesmo.

Te imploro, case comigo.

Diga Edward, d�-me o meu nome.

Diga Edward, eu caso contigo.

Sim.

Sim, Edward.

Nem sei o que dizer.

Estou at�nita, � como se estivesse a sonhar.

Pensei que o Sr. Rochester tivesse entrado aqui

e disse...

que em um m�s voc� ser� esposa dele.

Ele disse-me o mesmo a mim.

Sabe o quanto gosto de voc�.

Jane, mas...

voc� � t�o jovem

e sabe pouco dos homens.

Eu percebi que o

Sr. Rochester tinha interesse particular em voc�.

Eu quis muitas vezes

para seu bem,

que se resguardasse.

Por que?

H� um velho ditado...

"Nem tudo que reluz � ouro".

E nesse caso receio

que acontecer�

algo diferente...

do que voc� ou eu esperamos.

Acha imposs�vel que o Sr.. Rochester

tenha sincera afei��o por mim?

N�o, n�o.

N�o � isso querida � que...

ele � um homem orgulhoso.

Todos os Rochesters s�o orgulhosos.

E cavalheiros como ele

n�o costumam casar-se com governantas.

Agora ent�o...

vamos tentar o xale, que acha?

Aqui... Vire-se.

Vire-se, querida.

Como est� bonita.

- Esteve na capela? - Sim, o padre chegou.

- A Carruagem? - Os cavalos j� est�o preparados.

- Vou-me embora assim que o casamento terminar.

- Jane! - Sim, estou aqui.

Algum arrependimento?

Adele est� longe. Ela adoraria ver-me nesse vestido.

Mandarei fazer um retrato

e mandar a ela.

Assim, na luz da manh�.

Estamos aqui reunidos na presen�a de Deus,

para unir este homem e esta mulher,

no sagrado matrim�nio.

os que porventura n�o se unirem

de acordo com a palavra de Deus

n�o ser�o unidos por ele

O casamento n�o pode continuar.

Declaro que existe um impedimento.

- Continue. - N�o posso.

Qual a natureza desse impedimento?

Sr. Rochester

� um homem casado.

- Quem � voc�? - Meu nome � Briggs.

Sou advogado.

Estou aqui pelos direitos

de sua esposa.

N�o existe esposa!

Afirmo e posso provar que em 20 de outubro de 1829,

Edward Fairfax Rochester de Thornfield, se casou

com minha irm�, Bertha Antoinetta.

Uma c�pia da certid�o de casamento

est� comigo agora.

Assinado, Richard Mason.

Prova que fui casado, n�o que ela ainda vive.

Estava viva, h� tr�s meses. Tenho uma testemunha.

Mostre-a, maldito seja!

N�o se esque�a, que est� em um lugar sagrado.

Tenha a bondade de vir aqui Sr.

Mason!

Feche o seu livro.

N�o haver� casamento.

O que esse homem diz, � verdade.

Fui casado

e a mulher ainda vive.

Venham a minha casa, todos voc�s

e conhe�am a paciente de Grace Poole

Minha esposa!

Saia do caminho, Grace.

Tenha cuidado Sr.

Ela est� um pouco irritada.

Ela o viu Sr, melhor que saia.

- Melhor sairmos. - Voc� fique aqui!

Esta � minha esposa.

Sua irm�, Mason.

Olhe pra ela. � louca.

Assim como a sua m�e.

Assim como a sua av�.

Tr�s gera��es de lun�ticas violentas.

N�o fui avisado

sobre isso, fui Mason?

Tudo que me disseram foi que meu pai

tinha me arranjado um �timo casamento

que aumentaria sua fortuna e daria a tua fam�lia

o nome dos Rochesters.

Fiz o que me foi dito!

E Bertha

foi mantida longe de mim

at� o casamento foi planejado inteligentemente.

Todos conseguiram o que queriam

Exceto eu.

Mesmo

ela, est� melhor aqui que em um hosp�cio

mas passei os �ltimos 15 anos em tormento.

E isto � o que eu desejo ter.

Essa jovem que silenciosa e quieta, enfrenta o inferno.

Esta � a diferen�a.

Ent�o julguem-me!

Padre com seu evangelho e homem com sua lei

E lembrem-se com que lei julgarem ser�o tamb�m julgados.

- Bertha! - N�o Sra!

Segurem-na!

Segure-a, Grace.

Acalme-se Saiam todos!

Eu amo-te.

Diga que me ama.

Amo-te mais que nunca.

Mas esta ser� a �ltima vez que Ihe digo isto.

Devo deix�-lo.

N�o me deixe Jane!

O cavalo!

Sr. Rochester!

Sr. Rochester! A casa!

Onde est� a Grace? N�o! N�o!

Confie em mim Bertha, confie em mim.

John, onde est� o Sr. Rochester?

Sr. Rochester, me ajude!

Algu�m me ajude!

Bertha.

Bertha, venha pra perto de mim, n�o tenha medo.

Venha at� mim.

Me d� a m�o.

Bertha, venha comigo. N�o.

Eu nunca Ihe faria mal.

N�o tenha medo. Venha.

Por favor.

Venha, venha.

N�o!

Sem rumo e sem futuro, viajei muitos dias

Enfim, guiada pelas lembran�as, eu voltei para a casa do pastor

Sr Rivers, que uma vez tinha sido bom para mim.

E isto � para voc�

Obrigada, bom dia.

Srta Eyre?

Lembra-se de mim? Sou Mary Rivers, Irm� do p�roco.

Est� doente?

- Como est� ela? - Ela dormiu bem.

Agora seria uma boa hora para falar com ela.

- Como se sente? - Me parece melhor.

O doutor disse que

que em breve voc� estar� bem e poder� descer daqui a uns dias.

Estou aqui h� quase um m�s.

N�o posso ficar mais.

Tenho que achar trabalho e um lugar para morar.

N�o se agite, fique calma.

Fique o tempo que quiser.

N�o a fa�a falar mais.

Diga a ela.

Srta Eyre.

N�o quero te perturbar, mas tenho not�cias surpreendentes.

Um cavalheiro esteve aqui a sua procura.

Um advogado.

Me dispus a falar em seu nome.

Um advogado.

O que queria?

Parece que seu tio em Madeira, John Eyre, faleceu

e a deixou como herdeira.

Ele sempre acreditou que estava viva e que seria encontrada.

Voc� � a �nica parente viva.

Voc� se tornou uma mulher rica.

Estes s�o os pap�is que pertenciam a seu tio

relativos a fortuna que herdou.

Este � seu tio, John Eyre.

E seu pai

o pai que nunca conheceu.

Como se parecia jovem.

E bondoso.

Ele era bondoso.

Junto com os pap�is tem uma carta que ele escreveu

para seu tio, anunciando seu nascimento.

Voc� foi muito amada.

Por favor me perdoe.

N�o h� o que perdoar.

Sei que voc� sofreu muito.

Mas o passado n�o pode mais mago�-la.

Est� em seguran�a, agora.

Os meses foram passando, e eu recuperei a minha sa�de.

E a minha for�a voltou.

Quanto mais os conhecia, mais gostava deles.

Mas apesar da generosidade deles,

Os meus pensamentos voltavam sempre para o passado

Para lugares e pessoas que eu n�o conseguia esquecer

Jane!

A Srta est� connosco h� quase seis meses

e neste tempo passei a admirar e respeit�-la muito.

N�o espero que voc� me ame, agora.

mas sem d�vida o amor vir�...

com um casamento correto na sua opini�o.

Tudo que estou pedindo � seu carinho, afei��o e amizade.

Voc� tem todas estas coisas.

O que ofere�o a voc� � bom e confi�vel, � real e duradouro

Estou sensibilizada com isto, mas n�o posso decidir agora

Voc� precisa me dar tempo para pensar

Claro!

Mas n�o importa o que eu decidir, vou dar parte da minha heran�a

para as crian�as da Escola Lowood

E por favor, quero que voc� fique com a remunera��o para a sua miss�o.

Faria isso por mim?

Srta. Fairfax?

Pilot.

Ol�, Pilot.

Pilot!

Chega de barulho.

Srta Eyre!

Srta. Fairfax,

traga-me um copo de �gua.

Quem est� a�?

Quem �?

Pilot reconheceu-me.

O meu c�rebro, vai estourar.

Que ilus�o � esta?

Que doce loucura.

Estes dedos.

Estes mesmos dedos.

Jane Eyre.

Quantas vezes sonhei com este momento.

E o sonho acaba e desapareces.

Sonho gentil. Beije me, antes de partir.

Nunca o deixarei.

Ficar�s comigo?

Como?

Serei tua amiga, tua enfermeira, tua companheira.

N�o ficar�s sozinho enquanto eu viver.

N�o sou melhor que uma �rvore arruinada. Que o rel�mpago atingiu e ficou decadente.

N�o � uma ru�na, Sr.

� vigoroso e cheio de vida.

Plantas crescer�o a sua volta,

pois sua for�a, oferece prote��o.

Ent�o casei-me com ele.

Devagar, mas surpreendentemente

Edward come�ou a recuperar a vis�o.

Quando o nosso primeiro filho foi colocado nos seus bra�os,

ele pode ver que o menino tinha os mesmos olhos

que ele um dia teve,

grandes, brilhantes

e cheios de vida.

Mand�mos buscar Adele, e agora ela vive connosco,

� amada como se fosse nossa filha.

Nos amamos, meu Edward e eu.

Os nossos cora��es batem como um s�.

A nossa felicidade � completa.

Legendas por: Lucile_7

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