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Original subtitles

S�BADO TR�GICO Tradu��o de Cjamango

BANCO DE BRANDENVILLE

Ol�.

Ol�.

- � um prazer t�-lo de volta. - Obrigado. Espero vender mais.

Tenha paci�ncia. � s� a sua segunda viagem.

Diga isso ao meu patr�o.

Sim, � verdade... mas a joalharia deve vender bem agora,

h� mais pessoas a trabalhar.

Abriu uma f�brica nova na semana passada.

Pijamas para homens.

O que torna Bradenville uma cidade cheia de recursos.

Agricultura, cobre e pijamas.

Tenho de me lembrar de contar isso � minha mulher.

Ela ficou louca com os brincos que voc� me deu.

Ainda bem que ela gostou. � um bom artigo.

E esta tamb�m.

- Bom dia. - Bom dia.

Quarto 307. � a Miss Sherman, a nova enfermeira das minas.

Uma silhueta fant�stica Para uma enfermeira.

Quem me dera levar mercadoria como aquela.

Muito boa. A minha mulher vai gostar.

216, um bom quarto duplo com ventila��o natural.

�ptimo.

Senhor, antes que me esque�a,

tenho dois vendedores ma�aricos que chegam no pr�ximo comboio.

Devo ensin�-los a vender.

Acha que pode arranjar-nos dois quartos com liga��o?

- Vou reservar o 214. - �ptimo.

Bradenville! Pr�xima paragem: Bradenville.

Tenho de apanhar ar.

Suponho que isto � teu.

Obrigado, vizinho.

De nada.

Acha que as crian�as gostariam de uma pequena sobremesa depois do almo�o?

Obrigada.

Obrigada.

Quer partilhar connosco?

Obrigado.

Porque est�o vestidos assim, para um baile de m�scaras?

S�o Amish.

Vestem-se assim desde a �poca da B�blia, acho eu.

Porqu�?

Faz parte da religi�o deles. S�o boa gente.

T�m as melhores quintas do estado, e nunca usaram maquinaria.

S� usam o arado puxado pelo cavalo e as pr�prias m�os.

Muito interessante.

Bilhetes, por favor.

- Ol�, Sra. Philips. - Ol�, Miss, Sherman. Como est�?

Sr. Reeves! Sr. Reeves!

O temporizador j� clicou.

Obrigado, pois.

Desculpe, senhor.

- S� estava a tentar... - Desaparece.

"BRIGADA DE TR�NSITO ESTADUAL POSTO POLICIAL DE BRADENVILLE"

"Cara Miss Braden...

A menos que a �ltima presta��o seja paga neste s�bado antes de fechar,

seremos for�ados a penhorar o seu sal�rio na biblioteca.

Atenciosamente, Harry Reeves. "

Tem alguma coisa sobre os comportamentos das aves, Elsie?

Tenho de dar uma palestra na Liga das Senhoras na pr�xima semana.

No �ndice de ficheiros, debaixo de "Ornitologia".

Obrigada.

Volto daqui a alguns minutos, Dorothy.

Parem com isso, rapazes!

Deixem- me passar, vamos l�, rapazes. Vamos embora. Parem com isso.

Deixem-me passar.

Vamos l�, rapazes. Parem com isso.

J� chega, rapazes. Digamos que foi um empate.

Est�s bem? Est�s bem?

- Um deles � o seu filho, Sr. Martin. - Muito obrigado, Bart.

Tudo bem. Vamos, Georgie.

- Vamos embora, rapazes. - O que foi isto, Stevie?

Estavas a lutar como o Georgie, o teu melhor amigo! Porqu�?

- Bati-lhe primeiro. - Queres dizer-me porqu�?

N�o, senhor.

Est� bem, Stevie. Tu � que sabes.

Vai para casa e lava-te antes que a tua m�e te veja.

Est� bem, pai.

Os comboios atrasaram-se de novo, Gus. Por que n�o colocas mais cami�es?

A oficina tem oito cami�es retidos.

Logo que os libertem, coloco-os a trabalhar.

Carro 03!

- Responda, carro 03! - 03, escuto.

O Sr. Martin est� a�? Escuto.

O que foi, Howie? Escuto.

O Sr. Fairchild pai chama-o. Escuto.

J� vou para a�. Termino.

Vou passar pela oficina para ver se consigo apress�-los.

Repreenda-os por mim enquanto l� estiver.

Lamento t�-lo feito esperar.

N�o fez mal. Mudei para um voo mais tarde.

Estarei no Hotel Prince Edward caso precises de mim.

As coisas estar�o tranquilas por aqui durante algum tempo.

N�o foi por isso que esperei por ti, Shelley.

Queria pedir-te para ficares de olho no Boyd.

N�o se preocupe com ele. Ele est� bem.

N�o, n�o est�.

Sabes disso t�o bem como eu.

Regressarei na pr�xima sexta-feira.

Tenha uma boa viagem.

- Novidades, Carol? - Pouca coisa.

O novo delegado sindical esteve aqui para falar consigo.

- Problemas? - N�o h� problemas.

S� queria apresentar-se,. Ele voltar� a ligar segunda-feira.

A Sra. Martin ligou-lhe para o senhor levar mais papa infantil.

Ela deve estar a banhar-se em papa infantil.

A "International Metals" telefonou e disse que o pedido deles est� tr�s dias atrasado.

Por que me telefonaram?

O Sr. Fairchild transferiu a chamada para aqui.

- O pai? - O filho.

- Eu disse que o senhor ligaria para ele. - Est� bem.

Se precisares de mim, estarei no gabinete do Boyd.

Penso que o "Superintendente das Minas" est� prestes a perguntar-me

por que n�o atendi a chamada da "International Metals".

Est� bem, diz-me porqu�.

Hoje n�o falo com ningu�m.

Fala comigo.

- Que diferen�a faz uma encomenda? - A quest�o n�o � esta.

Sabes?

�s um homem de sorte, Shell...

mas nunca percebi porqu�.

Por que n�o me dizes? Devem haver muitas raz�es.

N�o, basicamente uma.

O teu pai foi um falhado.

Um fracasso financeiro. Por isso �s um sucesso.

E vice versa.

Aritm�tica simples.

O fracasso gera sucesso. O sucesso gera fracasso.

Escuta, Boyd.

Por que n�o deixas de sentir pena de ti mesmo?

A Sra. Fairchild n�o est� em casa.

- Disseram quando ela voltava? - N�o, senhor.

- Tenta localiz�-la. - Onde, Sr. Fairchild?

- Tenta no sal�o de beleza ou no clube. - Sim, senhor.

� mais uma raz�o, Shell. Porque �s um homem de sorte.

Sabes sempre onde encontrar a tua mulher.

Grande anedota.

Nunca percebi por que te incomodas a jogar golfe.

- N�o gostas do jogo. - Fico bem de camisola.

Estar no relvado verde, com um carregador de tacos a segurar a hasta

e a bandeirinha vermelha a esvoa�ar na brisa. Cria uma cena muito elegante.

Protagonizado por Emily Warren Fairchild.

Certo.

- � melhor baixares as pernas. - Porqu�?

As pessoas passam por aqui, sabes disso.

Para um homem que � suposto ser o l�der da alcateia da zona,

�s vezes pareces um puritano, um pregador pac�vio.

Uma chamada do escrit�rio do seu marido, Sra. Fairchild.

- Diga-lhes que dela est� a jogar. - Sim, senhor.

- Empregado. - Sim, senhora.

A telefonista que diga ao meu marido que venha jantar comigo aqui.

- Sim, senhora. - Obrigada.

- Pensavas que ias jantar comigo. - Nunca mais fa�as isso, Gil.

- O qu�? - Rotular-me como vadia em p�blico.

N�o era essa a minha inten��o. Aonde vais?

Disseste que eu estava a jogar, n�o foi?

- Sra. Fairchild. - Ol�.

- Vai at� ao buraco 18? - S� at� ao 5 ou ao 6.

- Queres companhia? - Como quiseres.

Ainda est�s zangada?

Sabes o que se passa contigo, Gil?

�s rico, um bom partido e gostas de ti mesmo.

E porque as empregadas bonitinhas

do outro lado da cidade acham que �s uma brasa, tu acreditas.

Pois, n�o �s.

Tu �s tudo e nada.

Obrigado.

Por que n�o desistes?

Arranja uma mulher

e deixa de tentar fazer amor com as mulheres dos outros.

Aqui � a entrada do banco. Aqui � o interior.

Os guich�s, a secret�ria do gerente e a recepcionista.

As placas identificadoras. Uma � o Sr. Reeves e a outra a Miss Shirley.

- Os nomes n�o importam - Contei seis pessoas a trabalhar.

Oxal� as mulheres n�o estejam l�. �s vezes come�am a gritar.

J� viste algum banco sem uma mulher?

- N�o, n�o. - Ent�o est� bem.

� um dos riscos num golpe como este.

Escolhi este lugar porque os riscos s�o menores.

Banco sem seguran�a e s� dois pol�cias para despistar antes do assalto.

Que te pareceu o cofre, Chappie?

Bom, Harp...

� um cofre normal com bloqueio de 120 horas, quatro pontos de fecho.

Mas est� programado para abrir a cada 15 minutos.

Fant�stico. Podemos ser presos em 15 minutos.

Sim, se as coisas derem para o torto.

Por isso vamos entrar cinco minutos antes do encerramento.

Baixamos os estores e sofremos um pouco.

Ningu�m no exterior suspeitar�.

Para eles, o banco estar� fechado.

Pensar�o que t�m os rel�gios atrasados.

- N�o vi porta dos fundos. - N�o. Sairemos por onde entramos.

- Est� a ficar cada vez mais complicado. - Calma, calma.

O importante � lembrarmo-nos que temos

de estar dentro do banco cinco minutos antes do encerramento.

Se nos atrasarmos, acabaremos de m�os vazias,

porque ao meio-dia em ponto, trancar�o o cofre...

e s� o abrir�o na segunda-feira de manh�.

- Percebido? - Sim.

Vou arranjar um lugar para o Slick se encontrar connosco.

Mais tarde, reveremos o plano mais algumas vezes.

E o carro para nos levar at� ao Stick depois do golpe?

N�o h� problema. Tenho tudo planeado.

Como?

Quando eu voltar.

D�-me uma boleia, pai.

Ol�, Bobby.

Como v�o as coisas?

- Onde est� a tua m�e? - L� atr�s.

- Ol�, querido. - Ol�, querida.

Como est� o pequenote, h�?

O que se passa contigo?

- Fresquinha. - Troca justa.

� melhor levar o beb� para dentro, Millie. Est� a ficar um pouco ventoso.

V� l�, querido.

- Onde est� o Stevie? - Mandei-lhe ir para o quarto.

Esteve a lutar com o Georgie, logo com ele.

Eu sei, cheguei mesmo no final.

Ele disse-te o motivo?

N�o.

Tal pai, tal filho. Dois casmurros.

Por isso nos amas tanto.

Stevie!

Eu deixava-lhe a matutar mais um pouco.

N�o, querida, acho que j� chega.

Ele agora est� na fase em que precisa de um amigo.

Fiz uma reserva para n�s no clube. �s 07h00.

Estarei pronta a tempo.

- Pois! Pois! Pois! - Sim! Sim! Sim!

- Ol�, Stevie. - Ol�, pai.

Soube que as trutas est�o a morder como loucas em Reinertown Creek.

Que dizes a tu e o Georgie enterrarem o machado

e domingo de manh� vamos at� l� e pescamos o m�ximo permitido.

- Que tal? - N�o, obrigado.

Ouve.

O teu problema n�o pode ser assim t�o grande, pois n�o?

- N�o vais espanc�-lo, Shell. - Claro que n�o.

Mas n�o percebo.

Ele e o Georgie eram como g�meos desde muito pequeninos.

Veja isto, pap�.

Como foi que isto aconteceu?

ESTADOS UNIDOS DA AM�RICA CERTIFICADO DE M�RITO

O Stevie tirou-o da parede do escrit�rio e partiu-o.

Penso que eu e o teu filho vamos ter uma conversinha.

- Deixa para l�, querida. - N�o, Shell.

Ele n�o pode andar a destruir coisas, sejam do pai ou de outro qualquer.

Agora n�o, querida.

Por que faria ele algo assim, Shell?

- N�o parece dele. - Tudo se encaixa.

O pai do Georgie ganhou uma medalha em Iwo Jima...

... e eu ganhei uma moldura.

� simples.

Ol�.

Ol�.

- Sim, vizinho? - Queria saber se me pode ajudar.

O meu carro avariou numa das vossas vias secund�rias.

Deve estar a cerca de um km e meio.

Posso usar o seu telefone para pedir ajuda?

Somos Amish, vizinho. N�o h� telefone.

Bem. A que dist�ncia fica o autocarro mais pr�ximo?

Vou atrelar a parelha e levo-o at� � estrada.

- Martha! - N�o quero tir�-lo do seu trabalho.

Por favor, n�o se preocupe, vizinho.

Vem c� de uma vez, Martha.

Como est�?

Este cavalheiro fez uma grande caminhada e est� com sede.

Traz um pouco de leitelho enquanto atrelo a parelha.

- Por favor, espere aqui, vizinho. - Est� bem.

- N�o demoro. - N�o h� pressa.

Obrigado, � muito am�vel.

� uma grande quinta para uma fam�lia explorar sozinha.

O Senhor na sua bondade concedeu-no-la.

Sim, ele... ele faz isso.

- Como est�s? - Com sono.

S� quero agradecer-te por me teres defendido esta tarde.

O Georgie contou-lhe?

- Ele contou? - N�o.

Percebi quando vi a moldura.

- Desculpe t�-la partido. - N�o tem import�ncia.

Mas porque o fizeste, importa.

N�o sei, pai.

- N�o sei. - Escuta, Stevie.

S� te quero mostrar que...

n�o tens motivo para estar envergonhado com nada que fiz durante a guerra.

Sabes, Stevie.

Nem todos podemos ganhar medalhas.

H� muitas formas diferentes para combater uma guerra.

O Departamento de Guerra n�o me deu alternativa.

Mandaram-me continuar com o meu trabalho

e garantir que os meus homens continuassem a extrair cobre.

N�o percebes, Stevie? Tudo o que algu�m como eu

pode dizer ao filho � a verdade.

E esperar com todas as for�as...

... que ele entenda.

Olha para mim, Stevie.

Todos os pais querem ser um her�i para o filho.

Alguns de n�s n�o conseguem, s� isso.

- Boa noite, Stevie. - Boa noite, pap�.

Tens que manter a tampa da lente aberta.

Perpectiva e dimens�o.

As coisas mais importantes para tirar boas fotografias.

- Sim, senhor. - A fotografia � um bom passatempo.

Um homem tem de ter um passatempo, Gus.

O meu nome � Roy, Sr. Fairchild.

Claro.

Sabes de mais algum lugar onde possa procurar a minha mulher?

N�o, senhor.

Ele n�o foi ter comigo ao clube.

Disse que ia, mas n�o foi.

Eu disse-te isso, Gus?

- � Roy. - Sim, j� me disseste.

- Ol�. - Como est�?

Gus!

Roy!

Sabes, um homem tem de ter alguma coisa.

Uma fam�lia, uma mulher, alguma coisa.

Eu tenho um passatempo.

Perspectiva e dimens�o, Gus.

- Os melhores resultados. - Barman, u�sque com soda.

- Sim, senhor. - Ol�, Sr. Fairchild.

Ol�, Roy! Senta-te aqui.

Sou o Harry. O Harry Reeves, Sr. Fairchild.

Viste a minha mulher?

Obrigado. N�o, senhor, n�o a vi.

Primeiro ela diz, "vem ter comigo".

Depois deixa-me um recado no clube a dizer, "n�o venhas ter comigo".

- O que foi que ela te disse, Roy? - Harry.

Harry Reeves. Do banco.

- Bela institui��o - Obrigado.

Somos clientes.

Sim, eu sei. S�o o nosso maior cliente.

Trabalhas para n�s, Roy?

Harry. Sou o gerente do banco.

- �s o sujeito que conta o dinheiro. - Exacto, Sr. Fairchild.

Harry. Chama-me Harry.

� este o teu passatempo? Contar dinheiro.

Pode-se dizer que sim.

E uma esposa, Roy?

Sabes contar esposas?

Primeiro tu parte-las aos pedacinhos.

Pedacinhos muito pequeninos.

Depois contas todos os pedacinhos.

Cada peda�o repugnante e reles.

N�o destrua o estabelecimento, est� bem, Sr. Fairchild?

Desculpa. S� estava a dar um exemplo.

Sabes o que �s, Roy?

�s um baboso!

� o tipo de coisa que te mete em apuros.

Primeiro babas-te e depois casas com elas.

Sou casado, Sr. Fairchild.

- Ol�, Linda! - Ol�.

Boa rapariga. Voc�s est�o juntos, Roy?

N�o diga estas coisas, Sr. Fairchild. Sou um homem casado.

- Nem sequer a conhe�o. - Vou resolver isto j�, v� l�.

N�o, por favor, n�o me envolva. Por favor, n�o.

Bom, eu...

respeito a tua vontade, Roy.

Por que n�o dan�a com ela, Sr. Fairchild?

Queres dan�ar com a Linda? � isso que tu queres?

N�o, n�o, n�o. N�o sei dan�ar.

S� pensei que pudesse gostar de lhe fazer companhia.

Gosto de ver as pessoas a dan�ar.

Claro. Sou um bom dan�arino.

- Parece que est� safar-se bem, Boyd. - Harry. Chama-me Harry.

- Queres dan�ar? - Acha que pode negociar?

Est�s a brincar? Eu fui o melhor negociador em Princeton.

Olha s� para o banqueiro faminto.

N�o o censuro. Ela mexe-se como um rel�gio su��o.

Cuidado, rapaz. Sabes que enjoas facilmente no comboio.

- Voc� � realmente bom. - O melhor.

Bebe sempre tanto assim?

� s� um v�cio. S� um v�cio.

� um homem muito infeliz, n�o �?

S�o os da pior esp�cie.

Onde est� a sua esposa?

A Emily? Ele tem um passatempo.

Dois ou tr�s passatempos por ano.

Que tal seres o meu passatempo?

N�o gosto de propostas.

Pe�o desculpa. Sinceramente.

Tudo bem, est� esquecido.

N�o o entendo.

Com o dinheiro que tem podia escolher as raparigas que quisesse nesta cidade.

�s a minha escolha.

Obrigada. Muito obrigada.

N�o fales assim.

Fazes-me parecer um caixeiro-viajante no engate.

Ent�o, pe�o desculpa.

Um u�sque com soda.

- Sabes uma coisa? - O qu�?

�s muito simp�tica.

Agora tenho receio de dizer obrigado.

Onde estavas h� 10 anos?

Na formatura do liceu, no Milwaukee.

- Quem me dera ter estado l�. - Porqu�?

Porque foi quando eu casei.

J� choraste sobre o leite derramado, Linda?

N�o choram todos?

Acho que sim.

Mesmo sobre o leite desnatado.

- Linda. - Sim?

Que tal n�s...?

Desculpa. Esqueci-me.

- N�o gostas de propostas. - Como por exemplo?

Como sairmos os dois juntos.

Est� mais b�bedo do que eu pensava.

N�o. Ponderei profundamente nisto.

Porqu� eu?

Serias boa para mim.

Que faria se eu aceitasse?

Podemos ir embora imediatamente.

Para qualquer s�tio que queiras ir.

Vamos dan�ar um bocado sobre o assunto.

Vamos.

- Sim? - Somos n�s.

- Como correu, Harp? - Sentem-se.

O lugar que escolhi � canja.

Um religioso exc�ntrico, a mulher e tr�s filhos.

N�o h� ningu�m perto da quinta num raio de quil�metros.

Por que escolheste um lugar com gente?

O Slick n�o pode esperar por n�s numa estrada?

Claro, � vista onde as pessoas podem ver o cami�o e identific�-lo � pol�cia.

N�o, foi a melhor op��o que j� tiveste.

Sem telefone, sem carro, sem qualquer tipo de aparelho mec�nico.

� contra a religi�o deles.

- As crian�as enervam-me. - P�ra de reclamar.

- Disseste ao Slick? - H� cerca de uma hora.

Ele vai conduzir um cami�o carregado de palha para n�o dar nas vistas.

Eis o nosso plano.

Entre as 10h30 e as 10h40 arranjamos um carro na cidade.

- Algum que saibamos funciona bem. - Sim.

�s 11h00 em ponto encontr�mo-nos com o slick e vamos para a quinta.

�s 11h45 voltamos para cidade, para perto do banco.

Depois, Chappie, telefonas para a pol�cia.

Comunicas um grande acidente rodovi�rio no outro lado da estrada.

Depois dos pol�cias partirem, entramos no banco.

Muito bem.

- 90.000 d�lares. - Livre de impostos.

Deixemos as celebra��es para depois e vamos rever isto mais um pouco.

Chegou mais cedo do que eu esperava.

- Posso perguntar quem � voc�? - Linda Sherman.

E o que est� a fazer aqui?

N�o fale assim comigo, Sra. Fairchild. N�o gosto.

S� perguntei o que faz aqui.

N�o teria de perguntar se estivesse junto dele.

- Saia. - � melhor.

S� fiquei caso o Boyd acordasse e precisasse de mim.

Sou capaz de cuidar dele.

Ora, ora. Isto � uma novidade.

Especialmente depois de 10 anos a mat�-lo por dentro.

Saia daqui j�. Imediatamente.

N�o abuse, Sra. Fairchild.

Eu n�o tinha de o trazer a casa, sabe.

T�nhamos outros planos. Mas s� falamos deles.

Talvez na pr�xima vez sejamos mais concretos.

Que que mande expuls�-la?

Por que n�o fica furiosa o suficiente para tentar?

S� quero uma desculpa para puxar o cabelo da sua cabe�a est�pida.

Acho que n�o tem coragem.

� melhor agarrar-se a ele, querida.

B�bado ou s�brio,

ele � o tipo de homem que sempre sonhei ter.

Harp? Est�s acordado?

Sim.

N�o sei, devo estar com os nervos em franja. N�o consigo dormir.

� natural na noite antes de um grande golpe.

N�o aquele ali, t�o seguro de si. Dorme como um beb� rec�m-nascido.

� preciso ser um bom homem para fazer aquilo.

Sim, suponho que sim.

O problema � que ele � mesmo mau. Muito mau.

Que diferen�a faz? Ele est� do nosso lado.

Por falar em ser mau,

n�o h� nada pior no mundo do que uma mulher m�.

Sabes, quando n�o consigo dormir, come�o a pensar em tudo

o que me aconteceu por causa das mulheres.

Caramba, elas conseguem acabar contigo.

Vamos dormir um pouco, h�?

Lembras-te da tipa com quem casei em Detroit?

Sim.

Foi maravilhoso para ti.

Quando casei com ela, pensava que tinha ganho a lotaria.

Um pouco magra, mas sempre foi a minha inclina��o.

Mulheres sem curvas, s� pele e osso.

Por que ser� que s� gosto de mulheres magras?

Parmalee.

Era o nome dela. Lembras-te dela, Harp?

Sim, lembro-me.

Deixou-me por um cangalheiro. Um miser�vel cangalheiro.

Para ser sincero, quase fiquei contente por ela me ter deixado.

Ele tinha muitos h�bitos p�ssimos. Dava-me cabo dos nervos.

Ela costumava andar o dia todo pelo apartamento...

vestida com um roup�o chin�s. Praticamente vivia nele.

- E h�bitos esquisitos como esse. - Sim.

E estava constipada durante o inverno todo.

Caramba, ela era a campe� do mundo a apanhar constipa��es.

E a cada duas semanas apanhava uma constipa��o dela.

Aposto que apanhei mais do que 50 constipa��es dela.

Foi o que me causou isto. Caramba, ela...

Vamos acabar a conversa e dormir um pouco, sim?

Vai ser um dia complicado.

Est� bem.

Harp!

Est� algu�m l� em baixo a vigiar o edif�cio.

� s� um tipo a passear o c�o.

- Mas ele... - Boa noite.

S� estava a prestar aten��o.

Est� bem, � um tipo a passear o c�o.

S� estava a prestar aten��o. Queres que eu esteja atento, n�o �?

N�o precisas de falar assim comigo.

Cruzes credo. Boa noite.

Elsie?

Roubaste isto, n�o foi?

N�o precisas de responder, sei que roubaste.

S� porque �s o gerente do banco e podes confiscar os sal�rios,

n�o te d� o privil�gio de fazer acusa��es.

Preferes que eu v� � pol�cia?

Desafio-te a ir � pol�cia.

Desafio-te!

Enquanto a tua mulher dorme em casa, sais para ver aquela rapariga despida.

- N�o. - �s nojento.

A� tens, Sr. Mirone.

Desafio-te a ir � pol�cia.

Boyd!

Boyd, acorda.

Boyd, escuta-me.

Quero falar contigo. Trouxe-te caf�.

- Por favor, Boyd, acorda. - Est� bem, est� bem. Estou acordado.

Apanhei uma grande bebedeira, n�o foi?

Onde est� a Linda?

S�o quatro da manh�. Ela foi-se embora.

Foi muito simp�tica em trazer-me a casa.

Ela n�o se importou. Ela deseja-te.

Pena, n�o desejo.

Ela est� interessada em ti. Ela disse-o.

Terei isso em mente.

- Vou levar isto para o meu quarto. - Boyd, n�o podes beber aqui?

Quero falar contigo.

O que � desta vez?

- Bebi demais para o meu pr�prio bem? - N�o, Boyd, n�o.

A conversa rotineira do div�rcio? Queres ser uma mulher livre?

N�o que n�o sejas livre.

E digo isto na mais pura acep��o da palavra.

Boyd, n�o vamos discutir esta noite. Vamos falar de coisas importantes.

Vamos tentar conversar como faz�amos quando casamos.

Quando eu n�o bebia e pensava que estavas realmente apaixonada por mim.

Estava.

E ainda estou.

Em fins-de-semana alternados.

Da maneira que est�s a falar agora, deves ter-te metido em sarilhos esta noite.

Boyd...

deixaste de me amar?

N�o, receio que n�o.

Um tolo como eu continua a amar-te, quer esteja s�brio ou podre de b�bado.

Se servir de consolo para o teu orgulho

tentei comportar-me aqui em casa. - Foi uma boa luta, senhora, mas perdi.

Disse que tentei, nada disse mais do que isso.

- Obrigado pela tua considera��o. - Que adianta?

Enquanto dormias, pensei em tantas coisas que te queria dizer.

Queria implorar o teu perd�o.

Queria uma oportunidade de irmos embora juntos.

Come�ar de novo.

Partir daqui. Deixar esta cidade, a mina.

N�o serviria de nada. N�o resultaria.

N�o podemos mudar. N�s n�o.

�s um alco�lico...

... e eu sou uma vadia.

Para onde podemos ir?

Para onde, Em?

Estava s� a falar.

N�o importa onde estamos...

n�o podemos ficar sempre na escurid�o.

Algum dia ter�amos de enfrentar a luz do dia.

E ver-te-ia a olhar para mim e a duvidar.

Temos de tentar, Em.

Temos mesmo. Sem ti nada existe.

Sempre foi assim. Um terr�vel sentimento dentro de mim.

Quando n�o est�s,

s� penso onde est�s e com quem est�s.

N�o consigo respirar.

Esta noite, depois da rapariga sair,

fui l� para cima e sentei-me no escuro.

No escuro dizemos a verdade a n�s pr�prios.

Lembrei-me de todas coisas que tenho vergonha de me lembrar em pleno dia.

Por que fiz estas coisas, Boyd?

Que se passa comigo? Estou doente?

- Devia estar internada? - N�o. N�o.

Li sobre pessoas como eu. S�o doentes.

N�o deviam conviver com gente decente.

N�o digas essas coisas, Em.

Vamos falar de partir daqui. Tu e eu.

- Podemos, Boyd? Podemos? - Claro que podemos.

Por que n�o?

N�o h� nada que nos prenda aqui. Nada.

- Amo-te, Em. - Amo-te, Boyd.

Tenho sido reles e m�...

... mas nunca deixei de te amar.

Nunca. Nunca.

Montaremos a ca�adeira depois de nos encontrarmos com o Slick.

Oxal� este golpe n�o parecesse t�o f�cil.

Temos 12 minutos.

Vejam se n�o deixam impress�es digitais.

Muito bem!

N�o h� nada como estar todo janota para um assalto.

Est�s � espera de qu�? Que rebente uma guerra?

Quantas vezes estiveste na pris�o, espertinho?

- Demasiadas. - Estive preso tr�s vezes.

E uma delas porque n�o tinha muni��es para sair de uma porta girat�ria.

Nunca mais.

- A que horas te venho buscar? - Entre as 14h00 e as 14h30.

- Porta-te bem, Bobby. - Est� bem, pap�.

- Ol�, Sr. Martin. - Ol�, Bart.

Comprei novo equipamento. Vou pescar amanh�.

Os rapazes j� fizeram as pazes?

- Ainda n�o. - Mas v�o fazer.

Espero ir pescar mais o Stan antes do final da temporada.

Tamb�m espero. Boa sorte, Bart.

Importa-se de me dar boleia?

Lamento. S� vou descer dois quarteir�es.

Fa�a o que eu mando e n�o se magoar�.

S� quero o carro.

Vire � esquerda e depois v� em frente.

Pare na esquina para recolher aqueles dois tipos.

Por que n�o leva o carro e deixa-me sair?

N�o me ensine o meu of�cio, senhor.

Certo. Vamos.

Em frente e depois vire � direita na rua principal.

Importa-se de me dizer o que se passa?

Acontece que precisamos de um carro.

Voc� tirou o n�mero da sorte.

Por que me escolheu? H� muitos outros carros estacionados.

- N�o o queremos dado como roubado... - Bico calado.

Mantenha-se nos 50, n�o acima disso.

Saia e v� l� pra tr�s.

Entre.

- Venda-lhe os olhos. - Com certeza.

Mesmo a tempo. Com est�o as coisas na cidade?

Muito bem. A quinta fica a cerca de 800 metros, n�s vamos � frente.

Vamos deixar o agricultor, a mulher e este camp�nio no s�t�o do celeiro.

Assim s� ter�s uma sa�da para vigiar at� regressarmos.

- Certo. - Vamos l� a isto.

Todos para dentro do celeiro.

Vamos l�, entrem.

O que se passa, Sr. Reeves? N�o se sente bem?

N�o, n�o. � s� uma ligeira dor de cabe�a. N�o � nada.

- Vou tomar uma aspirina. - Tenho algumas na minha secret�ria.

N�o, n�o, obrigado, Miss Shirley.

Vou buscar � loja. Preciso de ar fresco.

Obrigada.

- Ol�. - Ol�.

Bom dia.

D�-me, por favor, dois ma�os daqueles cigarros.

Sim, senhor.

- Ol�. - Ol�.

Parece muito animado para o dia seguinte.

� a primeira vez em anos em que achei o sol bonito.

A prop�sito, obrigado por teres levado a minha carca�a para casa ontem � noite.

Quer que os embrulhe, Sr. Fairchild?

N�o se incomode, v�o estar algum tempo dentro da mala.

- Vai viajar? - Sim, senhora.

Eu e a Emily achamos que dever�amos deixar a cidade.

- Para mim � s�, obrigado. - Para onde v�o?

Brigada de Tr�nsito.

Queria participar um acidente, senhor.

Sim, receio que seja muito grave.

A cerca de 30 km a norte de Bradenville.

Na auto-estrada. Sim, senhor.

Ficaremos um dia ou dois em Nova Iorque e depois vamos para Londres.

- Sr. Reeves. - Bom dia, como est�?

A minha mulher est� � espera no banco para levantar cheques de viagem.

J� vou. Sim, senhor.

Com licen�a.

� melhor dar-me mais um ma�o.

- Ol�. - Ol�.

Bem, ainda temos dois minutos de espera.

Avisa o Dill e depois ronda por a�.

- Ficarei perto da entrada. - Certo.

- Emily. - Ol�, Gil.

Que tal uma partida de golfe amanh�?

Lamento. Vou sair da cidade.

- Deixar a cidade? - Sim, numa longa viagem.

- Com o meu marido. - Percebo.

Fico feliz por ti, Emily.

- Feliz por ambos. - Obrigada.

Adeus.

- Desculpe. - N�o faz mal.

Perd�o, Sra. Fairchild.. Lamento t�-la feito esperar tanto.

N�o faz mal. S� quero alguns cheques de viagem.

- Com certeza. Quanto? - 5.000 d�lares.

Parece que a senhora e o seu marido v�o correr o mundo inteiro.

N�o, s� vamos descobrir como podemos renascer.

Desculpe?

N�o � importante. Como fa�o para pagar?

- Pode ser em dinheiro vivo. - Com licen�a.

Tenho recebido muitas cartas irritantes sobre uma presta��o atrasada.

Isto encerrar� a minha conta e evita que eu fa�a mais neg�cios com este banco.

Miss Braden, eu n�o trato disto. A Sra. Dowd, no segundo...

Preferia a sua aten��o pessoal.

Esta carta insolente foi enviada por si.

Assino toda a correspond�ncia do banco, Miss Braden.

� um homem com muitos talentos escondidos, n�o �, Sr. Reeves?

Desculpe, mas est� quase na hora de fechar.

Com certeza. Miss Dowd, no segundo guich�, Miss Braden.

- Obrigado. - Com licen�a.

O valor nominal de 100 d�lares ser� satisfat�rio?

- Acho que sim. - �ptimo.

Desculpe.

Por acaso reparou para onde foi o homem que conduzia este carro?

- N�o, n�o vi. Lamento. - Vamos procurar o pap�.

Depois de descontar um cheque.

Bom dia, Sra. Martin. Ol�, Bobby.

Quero um recibo assinalando, "pago na totalidade".

Ningu�m se mexe.

- Isto � um assalto. - Sente-se.

Fa�am o que mandamos e ningu�m se magoar�.

Vamos, saiam dos guich�s

e mantenham as m�os onde possamos v�-las. Mexam-se.

Temos dois minutos antes do cofre abrir.

- V� l�, senhora! - O dinheiro � meu! D�-mo!

- Quieta! Bico calado! - Deixa-a em paz.

Sente-se, senhor. Mato-o num instante.

- Bang! Bang! Est�s morto. - Bobby!

Largue-o.

Vem c�, mi�do. Vem c�!

Enfia-os na boca, volta para l� e chupa-os.

- Obrigado. - De nada.

Bobby, n�o fa�as isso.

O cofre est� aberto.

� melhor contentarmo-nos com o que temos.

S� mais alguns segundos.

J� temos o suficiente. Vamos.

- Deitamos a m�o a tudo. - Desimpede a entrada.

Vamos, saiam daqui!

Arranca!

N�o me conhece. O meu nome � Martin. Vivo Bradenville.

Obrigaram-me a traz�-los no meu carro.

Consegui arrancar a fita adesiva.

H� alguma coisa aqui em cima com a qual eu consiga soltar as m�os?

L� em baixo?

Eles tiraram a escada.

Um deles est� l� fora com uma ca�adeira.

Afaste os p�s.

Voc� a� fora! Socorro!

Quem foi? Qual de voc�s gritou?

Vou descer. Logo que me soltar, virei buscar-vos.

Obrigado, vizinho.

- Aquele homem est� morto? - Sim.

- Que Deus lhe perdoe. - Era ele ou n�s.

A vingan�a a Deus pertence.

Discutiremos isso depois, vizinho.

Entretanto, os amigos dele podem estar a voltar para c�.

� melhor levarmos o cami�o deles e sair daqui enquanto podemos.

- N�o deixaremos a nossa casa, vizinho. - Deixemo-nos de serm�es, amigo.

Vamos concentrar-nos em tirar a sua fam�lia daqui.

Mantenha a sua fam�lia longe da porta.

- Como foi que ele saiu do celeiro? - H� algo que n�o bate certo aqui.

- Onde est� o Slick? - Talvez esteja no cami�o.

- Vou dar uma olhada. - Est� bem.

Verifique se ele tem mais cartuchos nos bolsos.

Perdoe-me, vizinho, mas n�o posso recorrer � viol�ncia.

Quer que eles entrem aqui e matem a sua fam�lia?

Deus proteger-nos-�.

Ele n�o est� no cami�o.

- A chave da igni��o tamb�m desapareceu. - A coisa n�o est� nada boa.

Um momento.

Voc� a� dentro, est� a ouvir-me?

Sim, estou a ouvi-lo.

O que aconteceu ao homem que deixamos aqui?

Por que n�o vem c� dentro e descobre pessoalmente?

- Parece que ele tem a ca�adeira. - E a chave da igni��o.

� melhor partirmos no carro dele?

Est�s louco? J� deve estar difundido.

V�o reconhecer o carro em todos os estados.

- Tem de ser o cami�o ou nada. - Como recuperamos a chave?

Primeiro, descobrimos se ele tem a ca�adeira.

Est� bem, eu vou descobrir.

Agora sabemos.

A� dentro, est� a ouvir-me?

Sem, e tamb�m o vejo.

Est� bem. N�o procuramos problemas adicionais.

Atire a chave do cami�o c� para fora e vamos embora.

N�o seja her�i, senhor.

H� mais alguma forma de entrar aqui?

- N�o. - �ptimo.

Come�a a mudar os sacos para o cami�o.

Vai buscar o resto que est� no banco da frente.

Dois minutos, senhor.

� tudo o que tem para pensar bem antes de incendiarmos o celeiro.

Vizinho.

N�o deve atender � amea�a de homens malvados.

Ouviu o que eles disseram?

V�o incendiar o celeiro e obrigar-nos a sair para campo aberto.

S� se for esta a vontade de Deus.

Est� a dizer que vai fazer finca-p�?

Se "finca-p�" significa resistir ao mal,

ent�o sim, vizinho, desejamos fazer finca-p�.

O tempo acabou! O que � que diz?

Vamos, Chappie. Traz l� isto.

Para tr�s! Bem l� para tr�s!

Baixem-se e n�o levantem!

- Tenho de chegar ao carro. Cobre-me. - Est� bem.

Empurre.

Martha, sacas de serapilheira! Apaga o fogo!

David!

- D�-mo. - Parece que foi no ombro.

Que Deus misericordioso me perdoe.

Seria melhor ajudarmos a sua fam�lia, amigo.

Vai ficar bem, Sr. Reeves.

- Quer dormir mais um pouco? - N�o.

Assim fica mais confort�vel.

Fique quieto. N�o se mexa.

- Vou sobreviver? - Claro.

Vai para casa amanh� ou segunda-feira.

Agora vou chamar a sua mulher.

- Ela est� na sala de espera. - N�o, por favor.

- H� algo que lhe quero dizer. - Isso pode esperar.

N�o, Miss Sherman. N�o pode.

Tenho de lhe dizer agora enquanto tenho coragem.

Se esperar, vou estar demasiado envergonhado.

� sobre a maneira como tenho agido.

Consigo, refiro-me.

Sobre observar-me na loja, na rua,

no banco e a dan�ar? Esque�a.

Est� a dizer que sabia?

N�o seria mulher se n�o soubesse.

Agora que confessou,

pode descansar em paz. - Mas isso n�o � tudo.

Tenho de lhe contar das noites.

Costumava levar o c�o a passear vezes sem conta.

Esperava at� a senhora chegar a casa.

E ficava ali parado a observ�-la.

At� as luzes se apagarem.

N�o sabia disso.

Tentava n�o fazer. Tentava mesmo.

Bom, j� acabou, Sr. Reeves.

E ambos aprendemos uma boa li��o.

Doravante, baixarei o estores.

Ela estava horr�vel, n�o estava?

Como se ela nunca estivesse estado viva.

Nunca.

Anda, Boyd, fala sobre isto. Desabafa.

S� que � t�o estranho.

Ainda h� t�o pouco tempo, est�vamos sentados na sala

a falar da nossa viagem.

Lembro-me que a Emily estava a beber caf�,

sentada no sof�, viva... e saud�vel.

Incomoda-te se eu continuar a falar disso?

N�o.

� s� porque procuro uma esp�cie de explica��o.

� t�o est�pido e sem sentido estar vivo de manh� e morto � tarde.

Tudo o que pensaste ou planeaste...

ficam simplesmente suspensos no ar.

Todos os assuntos pendentes da tua vida ficam suspensos.

Desfeitos e suspensos.

Sabes?

A Emily sempre receou ter um beb�.

Era uma das coisas que est�vamos a planear.

Ir embora e ter uma fam�lia.

Fal�mos disto esta manh�.

Ela disse que j� n�o tinha receio.

Ela n�o sabia que s� tinha mais quatro horas de vida.

Fiz as contas.

Ela s� teve mais quatro horas na Terra.

Eu levo-te a casa.

Vai-te embora, Linda, por um instante, por favor.

N�o quero que me vejas a chorar.

Ol�, Stevie.

Ol�, pap�. Tenho estado � espera para lhe ver.

Caramba, eles feriram-no, n�o foi, pap�?

Nem por isso. Se calhar teremos de adiar a nossa pescaria por uns dias.

Claro, isso n�o � nada. J� contei ao Georgie.

Caramba, deu cabo deles todos, n�o foi, pap�?

Escuta, Stevie.

� melhor que coisas como essa nunca te aconte�am.

Mas, o pai � o �nico na cidade inteira,

se calhar no mundo inteiro, que poderia ter feito isso.

At� mesmo o pai do Georgie teria ficado com medo.

Por que achas que eu n�o estava com medo?

- Eu estava cheio de medo. - N�o.

Stevie, ter medo � normal e humano.

Ningu�m jamais � 100 por cento her�i.

- Excepto o senhor. - Pois.

Pap�, permite que o Georgie o veja, permite?

Claro. Onde � que ele est�?

Pronto, rapazes.

Entrem.

- Como v�o as coisas? - Bem.

Caramba!

FIM

:: Re-sincroniza��o ferneiva ::

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