All language subtitles for Mogliamante_-_Marco_Vicario_1977_SatRip_ITA_.avi-port

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Original subtitles

Socialismo utop�stico, cient�fico... vitalismo, mecanicismo...

Estamos discutindo h� horas... Para mim...

...� tudo bobagem... O que conta � a lei da selva!

Como estrat�gia seria melhor admitir a exist�ncia de Deus...

...para poder culp�-lo de todos os males...

...e de todas as desgra�as.

N�o, n�o, Deus n�o existe!

Queria ter certeza...

Est� bem... Eu vou desafi�-lo...

Se h� algu�m l� em cima, tem dez segundos...

...para nos fulminar com um raio!

Mijaram nas cal�as, hem?

� sempre assim quando bebe...

L� est� ela com a mania dos trens.

Com licen�a, vou visitar aquela louca.

�timo, est� melhor...

Agora tem que esfor�ar-se para caminhar.

N�o posso...

Coragem e vamos caminhar!

N�o atormente, � uma paralisia progressiva!

Mas quem disse?

Foi a cartomante quem disse!

Deixe de besteiras!

Est� doente da cabe�a, n�o das pernas!

Inventou isso para irritar o marido dela!

Ele nunca fica em casa.

Agora deu para viajar... Viena, Budapeste,

com o pretexto de comprar vinhos... E eu aqui!

H� meses n�o sai de casa.

Veja o que me trouxe de Paris...

Um disco com barulho de trens! Assim � que eu viajo!

Levante-se e saia! V� ver suas camponesas trabalhando.

Elas n�o podem inventar doen�as,

como certas mulheres ricas e viciadas.

Socialista!

Isso n�o me ofende!

N�o passa de um lavrador!

Est� ouvindo?

N�o � o patr�o...

Bem, eu vou dormir...

N�o, espere... N�o me deixe s�, estou com medo...

A senhorita Clara j� vai chegar... Vai fazer companhia. Boa noite!

Seus malditos! Veja s�...

Subversivos!

Porcos sem-vergonha!

Anarquistas!

D�-me o incenso!

N�o sabe escrever, seu idiota?

Baile tem "i", como imbecil!

Trouxe-lhe do correio a correspond�ncia do seu marido

Tem duas registradas.

De onde vem essa m�sica?

Da cooperativa. O padre quer proibir o baile.

Est� furioso...

Como de costume.

N�o diga isso... � um homem bom.

Sabe o que me disse, em confiss�o?

Que peguei tifo por castigo.

Posso tomar?

� amargo...

Eu gosto.

Por que n�o foi ao baile?

Voc� conhece as ideias do meu noivo.

Para ele dan�ar � escandaloso.

E agora que � Presidente da Liga Cat�lica...

Aqui pelo menos posso fumar...

Ei, Senhor Luigi!

Sr. Luigi, j� chegou!

Viajou a noite toda?

D�-lhe comida.

Bem-vindo, Sr. Luigi!

Desculpe... Algu�m esteve ontem � noite no escrit�rio...

Achei as gavetas abertas, papeis fora do lugar. Venha ver.

Achei um grampo de cabelos... N�o � a primeira vez que sua esposa...

Minha esposa n�o desce as escadas h� meses!

Ladr�es roubam... Aqui n�o falta nada.

E a janela estava fechada.

Falaremos depois.

Bom dia! Quer que prepare o caf�?

Ou talvez prefira descansar?

N�o estou cansado.

Minha esposa se levantou nesses dias?

N�o... nunca.

E meus pav�es?

Eu cuidei... A senhora n�o gosta deles!

Queria at� que os envenenasse...

Voc� me assustou.

Onde esteve esses dias?

Visitando clientes...

Recebendo pagamentos.

Andei por toda a regi�o...

Esteve nas fazendas?

Sim, vi seus empregados, a situa��o est� desesperadora

E quando vai partir de novo?

Eu n�o sei. Daqui a uns dias, talvez...

Gostaria de ficar aqui.

Ficamos juntos t�o pouco tempo...

Eu sou culpada, por acaso?

Falei com um especialista. Deu-me um novo tranquilizante eficaz.

Vai lhe fazer bem, seguramente...

Para que eu n�o brigue...

Para SUA tranquilidade.

Quero que fique boa!

Se for verdade, tire-me deste quarto.

Quero ir com voc� na sua viagem.

Antonia voc� est� doente... n�o insista!

N�o estou doente e voc� sabe!

Enche-me de calmantes para que fique quieta, seu covarde!

Isso � o que voc� �!

Quanto estiver mais calma falaremos.

Vou levar as cartas para D. Antonia. Espere aqui.

V� depressa!

Volto logo.

Trouxe-lhe somente o jornal...

Henrique me espera l� em baixo.

Tire a roupa!

N�o � necess�rio...

Que houve?

Desculpe, o Sr. Luigi voltou...

Tive que ajud�-lo...

� assim que as almas se perdem...

Deixando-se envolver pelo maligno...

Chamando de "modernismo" o que s�o corrup��o e degenera��o...

...entregando nossos jovens...

...a dan�as selvagens e pecaminosas.

E pior ainda...

induzindo-os � mentira e ao v�cio!

Mas ai de quem provoca a ira de Deus!

Eu disse para n�o vir aqui nunca!

Prenderam os irm�os Bonetti. Denunciar� voc� tamb�m!

Eu sei.

Com as provas que ele tem,

pode mand�-lo processar por financiar a fuga de Fulvio.

Se ele guardou os documentos.

O comandante est� a par do processo.

Demonstrar� que estamos comprometidos com a sa�da de Fulvio.

Quero resolver logo.

� o que eu lhe disse!

Tamb�m estou metido nisso!

e com esses argumentos n�o quero acabar minha vida na cadeia.

Ou�a-me Luigi, Sandro � um animal!

Nem um minuto a mais. Temos que agir j�.

Sim, n�o se preocupe!

N�o h� tempo a perder.

Agora v�!

Ele j� foi?

Parece que um s�cio est� para falir e ele pode ser envolvido.

Gostaria que acabasse na mis�ria! Perderia sua arrog�ncia!

A senhora tem as propriedades que seu pai lhe deixou...

Saiu sem se despedir...

N�o foi para evitar outra briga?

Eu vi tudo!

O qu�?

Eu vi, estava l� atr�s... Voc� o matou!

Matou com o casti�al.

N�o fui eu!

Claro que foi voc�! Matou com o casti�al!

Eu vi! Suas m�os est�o sujas de sangue!

Ele o matou!

Com o casti�al! Ele o matou, eu vi!

A pol�cia est� investigando um prov�vel financiador...

...mas nenhum nome foi revelado.

Sabia quem denunciou seus amigos?

Sim, � um cliente meu.

Ajudei-o a conseguir um empr�stimo.

Foi assassinado h� uma hora,

Atingido na cabe�a por com um casti�al.

E como voc� sabe?

Fui l� para apanhar uns documentos.

Ent�o seus amigos acabar�o falando...

e chegar�o a voc�.

N�o � certo... Mas muito prov�vel.

Algu�m o viu, por acaso?

Sim, a sobrinha dele.

� uma menina. N�o sabe quem sou.

Peguei os papeis e fugi...

Mas se a pol�cia fizer uma acarea��o?

O que faria? Diga a verdade...

Voc� sabe quem � o assassino?

N�o sei e n�o o diria.

Acho melhor

...voc� se esconder, por enquanto...

Posso ficar aqui?

N�o, seria perigoso.

N�o na casa do seu advogado...

Encontre outro esconderijo seguro.

- Que tem a�? - Feno.

V� pra casa, v�!

Onde est� o patr�o?

N�o tem ningu�m dentro!

O que aconteceu?

E o senhor Luigi?

Est� vazia!

Entre!

O advogado lhe explicou?

Sim... vai se esconder no celeiro.

� o lugar mais seguro.

Como vai a ferida?

N�o, � s� um arranh�o.

Vou fechar a loja e volto.

Conhece o caminho, n�o �?

Deixei o lampi�o aceso.

Esconder-se t�o perto de sua casa...

n�o � um erro?

N�o tinha escolha...

Talvez seja o �nico lugar...

onde n�o me procurar�o.

Devo avisar a Antonia?

N�o... Nunca entenderia como me meti nessa encrenca.

E se a interrogarem, seria capaz de se trair...

E n�o ficar� preocupada?

S� fica preocupada com ela mesma...

Se n�o precisar mais de mim...

N�s dois...

nunca fomos muito ligados...

Obrigado.

Cuidado...

N�o deixe que vejam luz l� fora... boa noite.

A pasta estava aberta e vazia... Foi assassinado.

O cavalo j� voltou sozinho antes...

Desta vez � diferente...

Sinto que meu marido est� morto!

N�o podemos afirm�-lo. Vamos aguardar as provas.

Ele teria escrito.

N�o adianta querer me iludir. Ele morreu!

Assim... bem devagar...

�timo!

Viu como ela anda?

Nunca tive d�vidas.

Todo dia chegam cartas de clientes...

...encomendas, reclama��es...

Seu marido desapareceu, mas...

...n�o podemos continuar assim!

Temos contar a cobrar...

Que precisa fazer?

Contratar um representante... algu�m qualificado...

...para substituir o seu marido.

Aqui tem uma lista de pessoas de toda a confian�a.

Um outro homem no lugar dele...?

Trouxe-lhe papel... a faca e o jornal.

Que diz?

Nada de novo... Precisa de algo?

Vou abrir a loja.

N�o adianta me consultar, se faz o que bem entende.

N�o dizia que estou boa?

N�o para viajar sozinha, com um cavalo que nem conhece.

Quanto solteira era melhor que muitos homens...

Cuidado, senhora!

Saia da frente!

Ande... Vamos!

Vamos embora daqui! Vamos!

Que deu em voc�?

Por que parou?

Est� cansado?

Mova-se!

� in�til...

Se n�o entrar aqui primeiro, o cavalo n�o sai

Coragem!

Entre!

H� anos que esse cavalo p�ra aqui.

Seu marido era meu fornecedor. Pode ver pelas faturas.

H� uma, ali�s...

...que ele nunca cobrou.

Esta � a garrafa pessoal do seu marido...

Nunca sa�a sem tomar um trago.

Eu n�o bebo...

Se n�o beber... O cavalo n�o partir�!

Posso fingir...

N�o creia nas apar�ncias, n�o � f�cil engan�-lo.

� como um sexto sentido.

H� quatro anos meu marido foi preso e disseram que era por uma noite.

Por qual motivo?

� anarquista.

Pelo retrato de Bakunin.

Sente-se quanto ele � importante.

Mas Fulvio n�o ficou na pris�o.

Algu�m o ajudou a fugir.

Deixou o pa�s.

- Tem filhos? - Levarei para v�-los.

Se n�o fosse o Sr. Luigi, aquela pobre criatura...

Olhe! Todas s�o meninas!

Seu marido vinha sempre aqui...

Seu lugar era ali... Sentava na cabeceira da mesa...

Depois do jantar ajudava-as nos trabalhos de casa...

...e brincava com elas at� dormirem.

�s vezes dormia aqui.

Quer ver o quarto dele?

In�s, v� com ela!

Isto � do seu marido. Se quiser levar...

Dormia muitas vezes aqui...

Duas vezes por m�s... Sempre neste quarto.

E por que neste quarto?

Gostava daquela janelinha...

A JANELA EM FRENTE AO MOINHO

PORQUE SOU ATEU

- Dormiu bem? - Mais ou menos.

Trouxe-lhe alguns agasalhos.

Vamos fazer um curativo.

N�o se preocupe...

Uma infec��o pode p�r tudo a perder.

Deixe-me ver.

Not�cias de Antonia?

N�o. Ainda n�o voltou.

Est� inchado! D�i?

Vou chamar um m�dico.

� muito arriscado... Mude a atadura.

Estou preocupado...

Sobre o qu�?

Ela partiu h� uma semana...

Deve estar visitando clientes, como voc� fazia.

N�o tem porque se preocupar.

N�o ia tudo bem com voc�?

� meu trabalho... e depois eu sou homem.

Antonia � infantil... � como uma menina!

Por culpa sua...

Por qu�?

...se n�o amadureceu.

Acredite que tentei tudo...

At� na cama nosso casamento fracassou.

Desde a primeira noite.

Educa��es diferentes... muita coisa errada...

Fracassei...

...e procurei novos interesses.

Arenque vai ajud�-la a beber.

Assim... olhe! como se faz!

� mesmo necess�rio?

No seu trabalho, �...

Se quiser classificar o vinho...

Quanto mais cedo come�ar, mais r�pido terminar�.

Permita-me um conselho.

Esque�a o cheiro, s� o gosto importa.

Que tal um queijo com vermes?

Tira o gosto do sal...

N�o... j� chega o peixe...

Seu marido me enganou...

Em cada dez garrafas, tr�s s�o imprest�veis.

Ent�o em dez mil, recusa tr�s mil...

Certo!

E assim eu n�o pago!

Aproveita-se que sou uma mulher.

Homem ou mulher n�o importa. A senhora escolheu as garrafas...

...n�o foi isso?

Prove uma por uma! Ver� que eu tenho raz�o.

Provar todas? Eu n�o bebo!

Se n�o bebe e n�o prova... ent�o mude de profiss�o!

Seu marido provava at� cem garrafas em um dia!

Est� bem!

Este � bom.

Este est� bom.

Este tamb�m.

Este tamb�m.

Senhora, � melhor dormir aqui. N�o pode viajar assim!

- Minha bolsa? Meu dinheiro? - Est�o aqui. N�o somos ladr�es!

Por que esse cavalo parou?

� inteligente... Quer a lanterna acesa...

Veja a senhora... Est� cheia de sono...

Est� cheia de vinho!

S� vai acordar amanh�!

Quem �?

O gerente, senhora.

Entre!

Boa noite, senhora...

Est� na hora do jantar.

Desculpe... n�o sei onde estou...

N�o se lembra?

Ontem � noite seu cavalo parou bem em frente do nosso c�rculo.

� um c�rculo de ca�a.

Estava dormindo e n�o conseguimos acord�-la.

Ent�o resolvemos p�-la na cama.

E quem me despiu?

A camareira e eu... Com todo respeito.

� a caligrafia do meu marido.

O Senhor Luigi era um dos s�cios mais frequentadores.

Este quarto estava reservado para ele o ano todo,

para ca�ar com os amigos.

Veja as espingardas dele...

N�o sabia que ia ca�ar.

Talvez fosse um pretexto apenas.

�s vezes ficava aqui trancado dias inteiros...

...lendo, escrevendo...

Posso guardar estes manuscritos?

Claro! Tudo aqui era dele...

Armas, livros... e as roupas tamb�m.

Mas n�o s�o roupas de mulher?

Pode usar... se quiser...

Boa noite, Senhora De Angelis...

Permita que me apresente, sou o Conde Brandini,

presidente deste C�rculo da Ca�a.

Prazer em conhec�-lo

Era grande amigo de seu marido.

� uma honra receb�-la entre n�s... em nossa reuni�o...

O Sr. Carminati... O Sr. Granzotto...

O Prof. Cenigo... Sr. Bernadetti...

O Marqu�s Don�... o Senador Calvani...

O pintor Galassi...

E finalmente a Doutora Pagano. A Senhora De Angelis.

Antonia de Angelis?

Seu marido dizia que estava doente...

Paralisia progressiva ou algo assim...

Como v�, fiquei boa.

A Dra. Pagano a primeira mulher m�dica de nossa prov�ncia.

Deixo-a em boa companhia.

N�o se sente acanhada no meio de tantos homens?

De jeito nenhum!

Exerce mesmo a profiss�o de m�dica?

E como � que os outros a julgam?

Como uma piranha.

At� que enfim! � maravilhosa quando ri!

N�o exagere, professor!

Nada de m�o boba!

Vou dizer a sua mulher que � um porco.

Ela sabe!

Reparou como os homens s�o audazes em grupo?

� que j� a conhecem bem...

N�o... eles t�m mais coragem em grupo.

Que energia!

Por isso o seu marido sumiu de repente.

Ent�o?

Nada. Ningu�m sabe dela.

Desapareceu.

Houve alguma coisa entre voc� e o meu marido?

Sim... logo depois que me formei.

Uma noite de inverno, depois de uma tempestade...

...fui chamada a um hotel para ver um doente.

Era seu marido.

J� o conhecia?

Sim, conhecemo-nos aqui no C�rculo da Ca�a.

Que tinha ele?

Nada, estava na cama... fumando tranquilamente...

E que lhe disse quando entrou no quarto?

"Tranque a porta com a chave".

Assim, sem mais nem menos?

Mandou-me sentar na cama...

E com o ar de um velho pai...

...preocupado, disse: "Voc� n�o est� bem".

E eu comecei a chorar,

Por qu�?

Porque era verdade.

Mas era um truque dele...

Talvez. Mas precisava dele e ele de mim...

Minha doen�a era histerismo...

...e ele me curou.

J� tinha tido outras rela��es?

S� com jovens inexperientes...

Foram amantes durante muito tempo?

Mais que amantes... �ramos principalmente amigos.

Est�vamos bem juntos... na cama ou fora dela.

Encontr�vamo-nos todo s�bado, na tipografia dele.

N�o sabia que tinha tipografia.

Era a paix�o dele!

Luigi era mercador de vinhos...

...s� para poder viajar para o exterior...

Mas sua verdadeira atividade era outra.

Publicava documentos pol�ticos e sociais...

de autores da Fran�a e da Inglaterra.

Descobri que gostava de escrever...

Sim, sobre assuntos sociais e religiosos...

...que assinava com um pseud�nimo:

Ulisses.

Por que me escondeu tudo isso?

Acaso lhe perguntou?

Fica bem com meus vestidos.

Pode ficar com eles.

Posso lhe dizer uma coisa?

Imaginava-a bem diferente.

Eu tamb�m.

Gosto de voc�!

Sua conta, senhora.

E estas s�o as do seu marido...

...pagava de seis em seis meses.

"Jantar para doze pessoas".

"Jantar para quinze pessoas".

"Banquete para vinte duas pessoas". Pagava para todos.

Era um homem de grande generosidade...

Mais umas continhas... e o total...

- Quero conferir. - � o seu direito.

"Senhorita Clara Visentin"... "Jantar e quarto".

"Jantar e quarto".

"Jantar e quarto".

Por que devo pagar?

Tem a assinatura de seu marido!

Agora que ele morreu...

Finalmente! Gra�as a Deus ela voltou!

Est�vamos t�o preocupados!

Tudo bem?

Andou ca�ando?

Sabia que ele era s�cio de um C�rculo?

C�rculo? O que � c�rculo?

Nada importante.

Eu paguei suas contas e e quero saber de tudo!

Com�amos em mesas separadas, como n�o nos conhec�ssemos.

e depois eu ia at� o quarto dele.

Para qu�?

Para rezar � que n�o era!

N�o admito que ria de mim!

N�o queria ofend�-la...

...e n�o grite!

N�o � poss�vel, n�o acredito!

� verdade... Eu vi...

Era uma tarde fria... O encontro era no "Pav�o".

Era um hotel?

Sim, Hotel Pav�o.

Estava nevando e eu cheguei tarde...

Ele j� estava na cama com outra...

Disse simplesmente:

Acontece com quem chega atrasado.

Depois mandou que eu tirasse a roupa...

...e fosse para a cama com eles.

Os tr�s em uma s� cama?

A cama era grande... dava para todos...

- Depois... continue... - Fizemos amor.

Como era ela?

Tinha um corpo esquisito...

...mas excitante...

...com os quadris delineados.

O ventre era escavado como de um garoto.

O que mais me impressionou foi o umbigo...

Redondo, perfeito!

Tinha seios pequenos que a faziam parecer bem jovem...

J� a conhecia?

N�o. Chamava-se Paula.

Dissecava cad�veres na universidade.

Isso n�o a impressionava... Mas n�o gostava de homens...

E de Luigi?

N�o acredito. Considerava-se uma anormal...

J� havia tentado o suic�dio.

Que fizeram naquela noite?

N�o posso contar tudo...

Era meu marido. Quero saber at� os detalhes!

Ele a beijava ternamente... Na boca...

No nariz... no pesco�o.

Ela ficava insens�vel em tudo. As pernas juntas e tremendo...

Com l�grimas nos olhos...

Olhos azuis, estupendos...

...mas as l�grimas lhe desciam pelas t�mporas e pelos cabelos...

E ele?

Ele dava pena...

...ajoelhado perto dela...

...paciente...

De repente sussurrou algo no ouvido dela...

O qu� lhe disse?

N�o ouvi.

S� sei que enquanto falava...

...ela afastava os joelhos devagar...

...e seu corpo lentamente se relaxou.

Voc� ficou l�?

Sim. Fiquei... e tomei parte at� o fim...

...como se tivesse feito sempre.

N�o ficou chocada?

N�o. Foi tudo t�o terno... Gostei!

Tudo que Luigi queria de mim, nunca me pareceu...

...sujo ou vulgar.

O que n�o entendo... Como p�de vencer seu pudor?

Especialmente voc�...

Cheiramos �ter.

Deixe-me ver!

Voc� inventou tudo!

Voc� � uma mentirosa!

H� outro frasco no escrit�rio de seu marido.

Esteve l� onde me proibiu de entrar?

Sim. Fizemos at� amor no sof�.

Por que � t�o cruel?

Quero que engane seu homem como eu tra� o meu...

EMANCIPA��O DA MULHER

Cuidado! Afaste-se! Vai se queimar!

Come�ava a gostar desse neg�cio...

N�o... Antes, vamos tomar ch� em mesas separadas.

E posso saber por que tanta cerim�nia?

� assim que meu marido me tra�a.

Sou um instrumento de vingan�a...

N�o leve a mal... Ser� uma linda vingan�a...

Viu quem est� a�? No fundo do sal�o...

Que sem-vergonha!

E pensar que o coitado do marido a idolatrava!

J� lhe disseram que � fr�gida?

Pecadoras!

Taradas! Escravas do dem�nio!

� noite saem de suas covas como animais...

...ou pulam das janelas segurando os sapatos como ladr�es...

...e desaparecem nas sombras.

Para passar a noite...

...com homens que nunca viram antes.

Corpos contra corpos.

Entre eles, s� o suor... em abra�os pecaminosos.

E dizer que certos homens...

...que corrompem criaturas inocentes?

E de certas senhoras...

...que em suas carruagens v�o procurar o prazer...

...em mans�es escondidas...

...ou nas cidades, onde pensam que n�o ser�o vistas...

...e se abandonam � lux�ria...

...em hoteis de luxo?

Mas n�o fugir�o � vigil�ncia de Deus!

E muito menos ao seu castigo!

Mandou retirar de casa todas as imagens sacras...

Santos, Nossa Senhora, Papas, tudo...

Mandou botar no por�o.

Isso � muito grave...

Conhecendo-o como ateu, pensei que gostaria de saber...

Para renunciar � f� aos santos...

...� preciso ter outros interesses, cultura e outros ideais.

� uma for�a que Antonia n�o tem.

Quando casou com ela n�o era t�o religiosa...

Acha que eu a meti na igreja?

Se n�o a meteu, deixou-a ir...

Era c�modo ter uma mulher toda dom�stica e beata...

...que o esperava tranquila enquanto...

...voc� andava com suas prostitutas!

Todos sabem que a traiu desde o come�o!

Cruelmente...

Cobrindo-a de rid�culo...

Sua vida era um mist�rio s� para ela.

Era um mist�rio...

Agora ela sabe e est� se vingando!

Como vai, senhora?

Achei outros manuscritos de meu marido...

que vale a pena publicar.

Falam das condi��es da mulher...

...e da liberdade sexual. Muito interessantes.

Publicamos com o nome de "Ulisses"?

N�o... pelo seu verdadeiro nome.

Fica conosco hoje?

N�o, esta tarde n�o posso.

Senhora, desculpe...

Pode dar carona ao m�dico?

S� n�o posso esperar muito.

Ele j� vem logo!

Doutor, uma carruagem parou!

Mas a senhora tem pressa.

Desculpe faz�-la esperar.

N�o importa.

Chamo-me Dario Tavella.

T�o jovem e j� � m�dico em exerc�cio...

Muitos se recusam a viver aqui...

� uma regi�o muito pobre...

N�o podem pagar ao m�dico.

Ent�o me chamam e aqui estou.

Que estavam enterrando no cemit�rio?

Tive que amputar uma perna.

A perna de um homem?

Uma infec��o com gangrena.

Vai sobreviver?

N�o.

Deixa filhos?

Quatro filhos, a mulher e o pai.

E como ir�o viver os coitados?

Depender� do patr�o.

Que � o patr�o?

Morreu. Chamava-se Martinelli.

Era advogado.

A filha dele herdou as terras...

mas n�o liga para nada.

As casas desmoronam, n�o t�m �gua...

Os lavradores vivem como animais...

E as crian�as...

...todas raqu�ticas, da primeira � �ltima!

Eu sou a filha do advogado Matinelli.

N�o disse que seu nome � De Angelis?

Era o nome do meu marido.

Nunca foi ver como vivem seus lavradores...

Estive doente... por muito tempo.

N�o podia mandar algu�m?

N�o importava nada?

Aonde quer chegar?

Aquele homem est� morrendo...

Se o levassem para o hospital talvez...

talvez n�o acabasse assim...

...mas faltam estradas.

Se meu pai n�o tivesse morrido existiriam estradas.

Com a morte de meu pai todos os projetos pararam.

Ele tinha feito esse projeto para construir casas, estradas ,aquedutos...

Mas eu s� descobri agora.

At� meu marido escondeu isso de mim.

Vinha quando crian�a. Por isso quis come�ar por aqui...

Encontrou o projeto detalhado?

Sim, completo.

Posso v�-lo.

Meu marido mandou revis�-lo h� dois anos.

E depois?

Nada fez, como sempre.

Casas novas, estradas, currais, celeiros, irriga��o.

At� uma rede el�trica.

Um projeto ambicioso demais?

Talvez, mas n�o me satisfa�o com sonhos!

Ent�o? Fale!

Mandou come�ar os trabalhos...

com cinquenta oper�rios.

Est�o abrindo estradas, aquedutos, canais...

� loucura!

Mas era um projeto seu!

Mas o dinheiro?

Tirou do banco. Vendeu as a��es do pai.

E este m�dico?

� um sabido, um oportunista?

N�o... um rapaz s�rio...

...progressista.

Abriram at� um ambulat�rio...

...curativo, preventivo e para crian�as pobres.

Casas, estradas, consult�rios, canais... que caridade toda � essa?

A verdade: O que h� entre os dois, hem?

N�o sei...

S�o amigos...

Amigos...

� casado?

N�o... Parece que � um rapaz meio esquisito...

Como assim?

T�mido, introvertido...

Com certas tend�ncias, dizem...

Homossexual?

Parece... Sofreu at� um processo.

Um processo n�o prova nada.

Sinto muito pela Antonia... Sinceramente.

� justo que ela encontre uma sa�da...

Bancando o papai?

Um rapaz de 16 anos...

...de fam�lia muito pobre,

...que sofria de perturba��es mentais.

Suspeitei que seus dist�rbios fossem causados...

...por um complexo de culpa de pr�ticas sexuais...

...normais num rapaz na idade dele.

Quis interrog�-lo sobre o assunto.

Por isso foi acusado!

Acusaram-me de usar minha profiss�o...

...para satisfazer certos desejos pessoais.

N�o entendo.

- De que o acusavam? - Homossexualidade.

Com que base o acusaram?

Pelo fato de que eu o tratava sem cobrar nada dele.

E que mais?

Cal�nia.

Que eu o levei a praticar a masturba��o...

E a verdade?

A cretina da tia o assustou, dizendo que acabaria no manic�mio.

Eu disse a ele que n�o era verdade.

...que n�o devia sentir-se culpado por algo t�o normal.

O sentir-se culpado � pior que a pr�pria culpa?

Voc� esteve num col�gio de freiras na adolesc�ncia.

Penso que devia saber.

Por "culpa" entendo n�o sentir prazer com o marido...

...e procur�-lo num sonho, ou fantasia... quando sozinha.

Acontece com muitas mulheres.

At� simples camponesas, casadas, com dez filhos...

...ao perceber que est�o sendo usadas, como objetos...

...submetem-se ao pr�prio homem...

...sem conseguir o orgasmo.

� a primeira vez que algu�m me trata como adulta.

Desde mo�a, quis discutir este problema...

...mas ningu�m deixou tocar no assunto.

Nem o seu marido?

Pensei que fosse moderno... liberal...

Sim, com as outras... e no que escreve... mas n�o comigo.

Talvez evitasse esse assunto com medo...

...de provocar em mim certos desejos...

...pondo em risco a felicidade conjugal.

As palavras t�m tamanho poder sobre voc�?

� muito dif�cil ser sincera.

Como assim?

Se lhe disser que sua presen�a...

...e a nossa conversa deixaram-me excitada...

...seria minimizar a coisa,...

...a emo��o que sinto dentro de mim.

O cavalo parou.

Talvez tenham dois quartos...

N�o, eu n�o posso...

Amanh� o levarei...

N�o, acredite...

Parece que estava acostumado a parar aqui.

Conhe�o este lugar... � uma esp�cie de casa de encontros.

N�o me importa.

Que tempo horr�vel!

Venha, senhora!

Toni, Toni, as bagagens... R�pido!

� a Senhora De Angelis?

Reconheci o cavalo.

Seu marido era nosso cliente. Uma pessoa extraordin�ria.

Vou lhe dar um quarto com varanda...

O que o seu marido preferia.

Para o senhor, um no mesmo andar.

Aquela senhora � uma prostituta, n�o �?

George Sand dormiu aqui quando estava apaixonada por Chopin.

Esta noite quero dormir com voc�!

Vamos at� o meu quarto, por favor!

Advogado!

Meu primo o espera.

N�o h� mais perigo. Encontraram o assassino.

Ele confessou. Pode sair daqui.

Precisa de cuidados!

Est� t�o p�lido!

N�o est� contente?

N�o vai querer continuar como um ermit�o.

Sua mulher est� assinando promiss�rias vendendo a��es...

Aumentou a tipografia, publicou seus manuscritos...

E depois...

...aquele jovem m�dico...

Mudemos de assunto...

Voltando de P�dua, noutro dia, parei...

...naquele hotel, esp�cie de bordel, lembra-se?

Descendo a escada, vi algu�m...

...escondido na sombra...

...um homem e uma mulher abra�ados.

Ele a apertava contra a parede, a beijava... a tocava.

Ela quase desmaiava.

...incapaz de controlar o seu desejo...

"Vamos para o meu quarto", disse.

...com tanta paix�o em sua voz...

...que fiquei chocado.

Quem era?

Estava muito escuro, mas...

Na manh� seguinte, fui pagar a conta e vi, no sal�o...

... sua mulher, que jogava cartas com uma prostituta.

Qual das duas estava nas escadas?

N�o era Antonia.

� incapaz de se excitar assim!

A frigidez dela foi o nosso drama.

N�o sou apenas seu advogado...

...sou seu amigo.

Antonia e aquele m�dico est�o l� h� uma semana.

Na cama dia e noite.

Naquele quarto que voc� bem conhece.

Descem apenas para comer.

Ela est� apaixonada.

Descobriu algo que a fez nascer de novo.

Saia daqui antes que seja tarde!

Fez boa viagem?

Levo-o para a cocheira?

D�-lhe de comer...

N�o sabia que tinha voltado...

Desde quando est� fumando?

H� uns meses...

A velhice traz v�cios...

Os mesmos cigarros de sempre?

N�o est� passando bem, senhora?

N�o devia...

...ter ido comprar cigarros l�.

Por que se preocupa?

N�o ouviu o seu advogado?

Antonia compreendeu tudo...

Que significo eu para ela?

Um peso. Um obst�culo.

Tem medo que ela o denuncie para livrar-se de voc�?

Antes o fizesse!

Assim me livraria desta janela...

e de ter que assistir � sua total corrup��o!

Voc� n�o se considera corrupto, n�o �?

N�o � o mesmo!

Tra� Antonia com prostitutas...

...e voc� sabe por qu�.

Mas por dentro, conservei minha dignidade.

E ela n�o?

A mulher � diferente...

Mas por que a defende?

Ainda a ama depois de tantos anos?

Sempre tive admira��o por voc�.

Ainda a ama...

Por isso me evitou esses anos todos.

Admira��o pelo que dizia...

e escrevia.

Agora sei que eram apenas palavras para aliviar...

...sua consci�ncia.

Ainda ama Antonia...

Amei-a mais...

...do que pode imaginar.

Entre na fila. Seu dia chegar�...

Estas noites de ins�nia s�o horr�veis.

Impressionadas com a imagem...

...de minha mulher nos bra�os de outro homem...

...num m�sero quarto de hotel...

...alugado � hora.

Pare de se atormentar!

D�-me o term�metro...

Minha mulher sabe...

...meu advogado sabe...

...e agora o doutor tamb�m sabe que estou aqui.

Tive que cham�-lo. Delirou a noite toda.

N�o me admiro, com essa infec��o...

Logo que o tratar, estar� bem... N�o � nada grave...

Agora fique tranquilo... calmo...

Logo vai adormecer...

...e n�o sentir� nada.

Doutor... o homem que mataram...

Eu estava l�...

Pode me denunciar, se quiser...

Nada mais me importa.

Tranquilize-se. N�o ouvi nada do que disse...

Est� com febre... est� delirando...

Dev�amos lev�-lo para o hospital...

O que n�o entendo...

...� porque se esconde, j� que n�o h� mais perigo...

Est� com medo � de viver!

Assino, mas n�o sei o qu�...

N�o se preocupe...

Temos que admitir.

Quando uma mulher quer algo � mais determinada que os homens!

� apenas o come�o...

Que recep��o � aquela?

Est� colhendo assinaturas para construir...

...um centro de assist�ncia, ou algo assim, n�o sei bem.

� incr�vel!

Est� usando meus amigos, minhas mulheres...

Est� me apagando da vida dela com se eu tivesse existido...

Finalmente! S� faltam suas assinaturas!

Quem �?

- O noivo de Clara... - O outro...

� ele...

O m�dico... O amigo de Antonia.

Achei a recep��o um tanto chata.

Dario...

Fique...

Que tem a� escrito?

Nada... � s� um cart�o de visita...

Quero ver!

Largue... Solte-me!

N�o � mais minha e esposa, � outra mulher.

Eu devia sair daqui...

...mas algo me det�m! Ela est� a�, livre, viva, apaixonada...

� esta a Antonia que quero conhecer.

N�o � uma curiosidade m�rbida que me impede.

N�o consigo aceitar que ela tenha se realizado como mulher sem mim...

Agora eu vivo, atrav�s de seus amantes...

...aquilo que antes...

...nunca consegui viver com ela!

Por isso n�o posso sair deste lugar...

Quero chegar at� o fim!

Entender tudo... ver tudo...

E depois...

Por que me trouxe aqui?

Queria que soubesse que escolhi o meu caminho...

...e vou fundo.

N�o pensei que viria...

Quero viver todas as experi�ncias do meu marido.

Paola me contou de seus encontros...

...mas saber n�o significa compreender.

As mulheres complicam tudo...

...primeiro com o sentimento, depois com a raz�o.

At� o sexo precisa ser dissecado, explicado...

E n�o � justo?

N�o sei... o que eu quero � gozar a vida.

E Luigi, que queria?

Esquecer...

Esconder-se atr�s de uma imagem que ele pudesse amar...

Por que n�o admite que ele enganou todos n�s?

Embora todos os lembrem, o defendam, at� o amem!

S� eu n�o consigo perdo�-lo.

N�o sou capaz...

� esquisito...

Fala dele como ele estivesse vivo...

Queria que estivesse para pagar todo o mal que me fez!

...e continua fazendo.

Seu �dio prova que ainda o ama.

De quem voc� est� apaixonada?

- Por qu�? - Assim � mais bonito...

Tenho pouco tempo, lembre-se...

Entrem, venham!

Trouxemos o correio e o convite.

Ent�o v�o casar, finalmente...

Sim, amanh� de manh�.

Estou feliz...

N�o viemos s� para isso...

...quero pedir-lhe um presente...

Venha at� a igreja amanh�...

Sei que nunca mais foi l�.

Estarei presente igualmente...

...com o meu cora��o.

Concordo que os valores espirituais...

...s�o os que contam...

Quais, por exemplo?

Honestidade... sinceridade...

...e a pureza.

Precisa saber o que entende por essa palavra...

O mundo � t�o material que a pureza �s vezes � um estorvo.

Eu creio que seja uma grande for�a.

E diante da senhora, que tem a coragem de suas opini�es...

...quero dizer a Clara o que nunca disse a ela:

Clara deve saber que nunca estive com uma mulher antes.

Para honrar sua pureza...

...eu cheguei ao casamento virgem.

Com licen�a, querida, preciso ir. Boa noite, senhora.

Felicidades, Enrico.

Que dir� a ele, quando descobrir que n�o � virgem?

Direi o que me disse seu marido:

"Acontece que chegou tarde demais".

Por que me traiu?

Acontece...

Quero que v� morar comigo... para sempre...

Preciso de voc�!

Preciso saber que � s� minha...

Nunca mais serei de algu�m.

Agora estamos quites...

Por qu�?

Pegue. Mandaram-me entregar-lhe isso... Foi a Sra. Antonia.

LUIGI DE ANGELIS CONTINUA DESAPARECIDO

POR QU�?

- Esta noite prepare para dois. - Para dois?

Estou esperando uma visita.

Extra��o, adi��o, corre��o e edi��o de legendas srt - PARENTE - BRASIL

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