Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
O homem escolhido por uma mulher,
n�o � o que parece mais atraente,
mas aquele que a repugna menos. Charles Darwin
Todos em fila. Perfeito!
Claro, falaremos em ingl�s.
Como n�o? Sim, claro, fazemos em ingl�s. Prontos?
N�mero... 16.
GUERRA DOS SEXOS 2
12.
N�mero... 4!
Dois a um para as meninas!
9!
N�mero...
N�mero... 18!
Levanta, sen�o v�o zombar de n�s.
Que horas s�o? Ou, qual � a hora?
Quem vai tentar? Lorenzo.
- Que horas s�o? - S�o 16:40.
Por que n�o tocou a campainha?
Muito bem! Por que n�o tocou a campainha?
Por que n�o tocou a campainha?
E por que n�o tocou a campainha?
Eu sei porqu�. Crian�as, saiam, acabou a aula.
Toca imediatamente!
A campainha! Estou mortificado.
Quero saber o que estava fazendo.
Uma pesquisa na Wikip�dia para um aluno que me...
Uma pesquisa no Futebol Virtual.
Tive que enviar a forma��o, sen�o me
davam uma derrota por 3-0 no torneio.
- Era important�ssimo. - Rocco...
- Eu fa�o demiti-lo, est� claro? - N�o exagere, amor.
Falaremos mais tarde em casa.
Vamos, aqui n�o h� nada para ver!
Rocco, faz 6 anos que te suporto.
Quando crescer�?
J� come�amos com essa hist�ria de Peter Pan?
Ent�o me explica como chama a um cara de quase 40 anos...
que nos recreios troca figurinhas com as crian�as.
Isso n�o � verdade. J� abandonei essa de figurinhas.
Deve acreditar em minha palavra, n�o precisa...
- Olha! O que � isto? - Figurinhas. Quem foi que p�s?
- Aqui entra todo mundo. - Nada, nada.
- Tchau. - Fora!
- Esta o que �? - Esta �...
Barcelona, campeonato espanhol 96-97.
Ronaldo... magro.
- Uma figurinha rar�ssima. - Rar�ssima.
- N�o, n�o! Amor, eu te imploro! - Devo continuar?
- As outras gavetas? - Chega, chega.
Entretanto, a hist�ria � que voc� ou joga ou dorme
porque fica at� tarde com os amigos
fazendo palha�adas.
N�o, n�o, n�o! N�o vou permitir isso.
Permito zombar das figurinhas, permito zombar dos soldadinhos,
mas n�o permito zombar disso!
N�s quatro revolucionamos a hist�ria do rock 'n roll!
Obrigado!
- Estou aqui. - Oi, cara!
Obrigado por tudo. Parab�ns, boa m�sica.
S�o todas de voc�s?
- Sim, originais. - S�o �timas!
Ent�o dissemos: 4 latas de azeite bom,
4 garrafas de vinho,
uma da minha cidade, que � um espet�culo,
4 vidros de picles e 3 lindas "scamorze".
Desculpe, mas como � permitido?
Olha, somos profissionais! As "scamorze" eram quatro.
Eu sei que eram quatro,
mas voc�s fazem m�sica americana,
e eu n�o entendo ingl�s, estava entediado e comi uma.
Fez mal em com�-la.
N�o entendo, fiz mal em comer a "scamorze"?
Bem, bem, bem, bem!
Sou testemunha, eram 4 "scamorze".
- E agora s�o 3! - Agora est� confessando!
- Por que s�o 3 agora? - Por que comi uma, e da�?
E ent�o... est� certo! 4 menos uma que comeu, s�o 3!
Tem raz�o. A matem�tica n�o � uma opini�o.
Desculpe-o, a matem�tica n�o � o forte dele.
Hist�ria, geografia, essas coisas...
- Certo. - O que se pode fazer?
Quem me mete nestas situa��es,
que se eu n�o... talvez ele te...?
D� a minha parte que eu tenho que ir,
- Val�ria grudou no pesco�o. - Outra vez com Val�ria?
� homem ou n�o �? Outra vez o problema da Valeria?
O que devo fazer? Voltar para casa e mat�-la?
- Volto para casa e a mato. - Acabe com ela!
N�o sabe que estamos na It�lia?
Infelizmente, na It�lia � proibido matar a companheira.
� um delito. Eu j� me informei, n�o pode.
Tem que ser macho, fazer como eu fiz.
Fica na frente da Valeria e diz:
"Meu amor, eu gosto de tocar, voc� goste ou n�o".
- Oi, cachorrinho. - Oi, querida.
- Como foi o encontro? - Muito bem. Ainda acordada?
- Que horas s�o? - Cedo, apenas uma.
Sabe que quando a gente trabalha, o tempo voa.
E depois, nem te conto,
cumprimentar todos, o bis, os aplausos...
Os bis?
Os artigos bis. 2 bis, 3 bis, 4 bis.
O diretor queria ler todos.
E o que tem a ver os aplausos?
Que...
Leu t�o bem, que at� fizeram a "ola" no escrit�rio.
Boa, meu amor. Se penso que h� 5 anos...
voc� e seu amigo tinham a ideia fixa dos Beatles.
Olha onde chegou sem aquele idiota.
Todo m�rito � seu, amor.
Sabe que ele continua? Olha, se o imagino...
na idade dele, com a peruca para tocar,
me d� uma tristeza.
Vamos dormir, amanh� tenho uma reuni�o com a Diretoria.
- Boa noite, amor. - Boa noite.
A It�lia � um pa�s civilizado, com leis e normas...
- que voc�s devem respeitar. - E voc�?
E o que n�s temos que ver? Nascemos aqui.
Voc�s s�o os convidados. Sou eu um convidado?
Voc� tamb�m veio de Puglia, ao norte.
O que tem a ver? Todos n�s falamos italiano.
Antes t�nhamos diferen�as. Norte, sul, dialetos.
Agora n�o, estamos mesclados.
Se vou a Turim, as pessoas pensam que sou de Turim,
n�o percebem de onde venho.
Est� bem, termine de comer.
Que n�o se diga que n�o somos tolerantes.
Bom dia, Sra. Brancale.
Estou de volta com a reserva, Piero.
Estou pronto para preench�-la.
Poderia ser antes das 14:30?
Sabe, a pausa dura apenas uma hora.
Sem problemas, deixo a cargo do "Paquist�o".
Paquist�o, atende o "self-service"
e ganha o "kebab"!
Sim, Sr. Piero!
- Vamos ao lugar de costume? - Corre que queima!
Italianos.
- Est� pronto? - "Est� pronto", "est� pronto".
N�o sabe dizer outra coisa quando chega em casa.
- Oi. - Oi.
Piero, para de contaminar o molho!
Com essas m�os todas sujas, com �leo sob as unhas,
a gasolina, os canos de escapamento, vamos!
E o que eu devo dizer?
� urologista, pega em sacos e test�culos todo o dia
e est� amassando os agnolottis. Sempre a mesma exagerada.
Exagerada, uma ova! V� lavar as m�os!
Papai, precisa assinar o boletim.
Sim, mas cuidado para n�o manchar com o molho.
Cale a boca.
5 em italiano? 5 em italiano?
Boa, tesouro, como seu pai.
Tudo bem se eu fizer peru amanh� � noite?
- Por que, � Natal? - Anivers�rio da minha irm�.
- Convidamos alguns amigos. - Eu n�o convidei ningu�m.
Amanh� � a final da "Champions League".
Por favor!
N�o venha com conversa fiada, sabe disso faz 15 dias.
Anna, n�o estou com conversa fiada.
N�o brinque com meus sentimentos mais sagrados!
Comparar sua irm� com a final da "Champions"?
- Fale alguma coisa tamb�m. - N�o sei o que dizer, grave!
Gravar? Amanh� � noite posso ver ao vivo!
Partida no "prime time" e jantar �s 23:00.
Anna, � a final. A pr�pria palavra diz, h� uma por ano.
E quantos anivers�rios h� em um ano? Um!
Outra vez com esta merda de anivers�rio!
No ano passado perdi o cl�ssico para os 80 anos de sua m�e,
que agora est� morta.
E pela festa da escola n�o vi It�lia-Brasil...
e agora querem me negar a final.
Entende que sua m�e n�o quer deixar ver a final?
- N�o � "n�o n�s", � "n�o voc�". - N�o, "n�o n�s" aos dois.
- N�o, "n�o voc�". - Disse aos dois.
Se eu n�o vejo, ningu�m v�!
E n�o grite com seu pai!
V� estudar, bobo!
Entende com que gente eu vivo, Alex?
- Vou pegar a sobremesa. - Amor, eu vou buscar o bolo.
O que estou fazendo, n�o?
Melhorou? Ele est� fazendo tudo.
- Al�? - Como est� a partida?
Bel�ssima! Correm todos para um lado e todos para outro.
Est�o todos nervosos, no entanto.
Um trope�ou no outro na �rea...
e o �rbitro se irritou e deu um daqueles chutes
que o jogador fica na frente do goleiro.
- Um p�nalti? - Sim, um p�nalti.
Renato, por favor, passa para algu�m mais competente.
Est� bem, mas calma. � o Piero.
Meu amigo, grande jogo.
Zero a zero e o Juventus perdeu um p�nalti.
Mas, puta que...!
- Parecia estranho. - N�o fui eu, caiu sozinho.
Sim! Poltergeist.
- Estudaram o dossi� que mandei? - Sim.
Ent�o, vamos rever.
Lorenzo, onde estivemos na P�scoa?
- Cruzeiro no Nilo. - Muito bem.
- E no Natal, Flavia? - 15 dias em Bora Bora. - Brava.
E para a mam�e uma pergunta mais dif�cil.
O que fizemos de especial durante as f�rias em Ibiza?
- Snorkel? - N�o, era uma pegadinha!
Nunca estivemos em lbiza. Concentre-se, por favor.
Este � o presente. N�o pergunte o que �,
minha secret�ria comprou.
Marci, lhe pe�o,
faz 5 anos que fazemos este teatro, j� chega.
Est� doente do cora��o, n�o podemos dar problemas.
Gente, por favor, ao menos hoje, sejamos uma fam�lia de verdade.
Que grande f�rias tiveram! Vamos, contem-me algo.
Por exemplo, como � este famoso Bora Bora?
- Mais ou menos. - Fant�stico.
� que tem duas caras. A primeira ilha, Bora,
- � realmente fant�stica, um para�so. - Sim.
Em troca, a outra ilha, Bora, como
disse Paola, n�o � nada do outro mundo.
Muita polui��o, pr�dios, tr�nsito.
Ent�o s�o duas ilhas que se chamam as duas Bora?
Sim, exato, mas a Bora Boreal a reconhece...
porque uma est� acima e a outra abaixo.
- Como Bergamo alto e baixo. - Muito bem, exato.
Al�m disso, a paisagem � muito semelhante,
�s vezes... como de Bergamo alta.
Sim. Vamos dar o presente da vov�.
Certo, em nome de todos.
- Obrigada! - Parab�ns, mam�e. - Obrigada, mas que lindo.
N�o sabem o quanto quero voc�s.
De verdade, s�o uma fam�lia maravilhosa.
- N�o � f�cil nos dias de hoje. - Eu sei, mam�e.
Por que n�o veem aqui tamb�m para o Natal?
Depois vemos. Talvez nos organizamos.
Desculpe, mas, me deram uma calcinha e um suti�?
N�o, parecem. Em vez disso s�o...
Isto �...
� uma... e uma peneira de farinha, v�? Tamb�m tem al�as.
- Deve agitar assim. - Que coisa!
E esta... � uma presilha moderna
para n�o queimar-se com as panelas.
Alta tecnologia.
Claro, voc� que inventa tudo.
Pelo menos eu tento.
- Oi! - Oi, amor.
- Oi, pessoal. Como foi? - Como de costume.
Acreditou por milagre.
- J� comeu? - N�o, n�o comi nada.
Eu, sem voc�, meu amor, me deixo morrer de fome.
Escuta isto. Lembra dos Bortolazzi...
que brigam pela posse do chihuahua?
Na sua opini�o, o que a mam�e viu no Roberto?
N�o sei, h� dois anos que me pergunto.
Olha, Paquist�o...
A It�lia � um pa�s diferente.
Por exemplo, para cada trabalho...
onde bastaria uma pessoa, na It�lia se necessitam dois:
um trabalha e o outro � um parasita.
Como eu e voc�?
Voc� � o parasita e eu trabalho.
Aqui n�o somos como voc�s, Paquist�o.
Sr. Piero!
Aqui est�. Como est�?
O doutor disse Sr. Piero trauma cerebral. Talvez grave.
Talvez grave? Como grave?
O que aconteceu, posso saber?
Ele bateu a cabe�a para salvar
um c�o que estava debaixo do carro.
Como "c�o debaixo de carro"? Ele detesta c�es!
Era... c�o com uma cara muito humana.
Basta por hoje, rapazes. Bom, muito bom.
Irm�os besouros, muito bem.
Fiz as contas, faltam 43 dias para Beatlemania.
Eu sinto, este ano vamos ganhar.
- O qu�? - Faz 10 anos que participamos.
- E da�? - Nem nas finais chegamos.
Rapazes, este ano temos algo que outros anos nunca tivemos.
A...?
- Atitude. - A atitude.
A...?
- A atitude, atitude. - A atitude!
A atitude, a atitude, sim.
- A atitude! - A atitude, a atitude!
- J� entendemos! - Isso, perfeito.
E nas asas deste entusiasmo,
sa�do voc�s. Tchau, "my brothers".
- Amor. - Amor, o que voc� quer?
Uma coisa absurda!
A chave, tentei e tentei e n�o abre.
Pensa um pouco! Troquei a fechadura, cretino.
Claro, por isso.
Claro, trocou a fechadura, n�o poderia abrir.
Por que est� vestida assim?
Eu poderia fazer a mesma pergunta, sabe?
Realmente voc� n�o tem rem�dio!
N�o esquece nunca de suas idiotices com seus amigos.
Quando, no entanto, se trata de algo
importante para n�s dois...
"N�s dois" quem? O que quer dizer exatamente?
Saia da minha vida, cretino!
John, venha que temos um presente para voc�.
Isto... � seu, n�o?
- Estavam na lixeira. - Obrigado.
Isto tamb�m, acredito.
Estes s�o restos arqueol�gicos em vinil.
Obrigado.
- "Sgt. Pepper's", onde est�? - Mas quem � voc�, "Rain Man"?
Igual Rocco, n�o se preocupe. Essas coisas acontecem, certo?
Minha m�e expulsou meu pai h� um m�s.
- E como terminou depois? - Est� com outro e muito feliz.
Tinha ca�do... para fora.
Se quiser, pode comer conosco esta noite.
Vamos, fa�o um bom peixe � minha moda.
N�o, obrigado, rapazes. J� � dif�cil assim.
"Voil�"!
Quanta gordura tiramos at� agora... de Moby Dick?
- E quem � Moby Dick? - Uma baleia. Uma met�fora.
- E da�? - Te explico depois.
- A prop�sito, obrigado pelo presente � minha m�e. - De nada.
- Excelente escolha. - Sabia que ela gostaria.
� meu celular, pode atender?
Teria escolhido melhor, mas... Vou lhe presentear umas iguais.
Sim? Mam�e, estou no trabalho, estou...
Como? Quando foi isso, desculpe?
Ligou para o cardiologista?
Muito bem. Calma, chego em meia hora.
N�o se agite, sim? Tchau.
� minha m�e, teve um ataque card�aco.
Continuem voc�s. Cortem aqui, fa�am hemostasia...
e vejam o que pode ser feito.
- Bom dia. - Senhora...
- Como est�? - Fora de perigo.
Gra�as a Deus.
Mas, infelizmente, o trauma causou-lhe uma grave amn�sia.
�... grave, quanto? N�o se lembra de nada?
- N�o, n�o, lembra quase tudo. - Menos mal.
Quase tudo feito antes dos exames finais do ensino m�dio.
- Depois... o vazio. - O vazio.
Venha, j� acordou.
Um de cada vez.
Piero, como est�?
Anna.
Viu? N�o se esqueceu de mim.
O que voc� fez? Envelheceu horrivelmente.
Tamb�m a sensibilidade � a mesma de antes.
- N�dia est� com voc�? - Quem?
Voc� n�o � a companheira de banco de N�dia Ravelli?
Sim. S� que N�dia Ravelli n�o est� e eu estou.
- Que pena. - Que pena.
- Por qu�? Por qu�? - �, por qu�?
Como N�dia Ravelli nunca lhe deu bola,
depois de alguns anos voc� se casou comigo.
15 setembro de 1990. A data n�o � certa,
mas n�o vai se lembrar de qualquer maneira.
Em 1990? No futuro.
Em que divis�o lhe puseram?
Bem, agora � melhor deix�-lo repousar.
Eu nunca tinha visto uma amnesia similar.
Na verdade, � muito rara.
Senhora, agora voc� tem a cust�dia do passado dele.
Use todos os meios para ajud�-lo
a reconstruir a antiga identidade,
fotos, v�deos, hist�rias, amigos. Tudo.
� como se... tivesse que formatar seu marido.
Formatar...
Gostei.
Formatar.
Mam�e, onde est�? Mam�e!
Mam�e!
- Bom dia, doutor. - Bom dia.
- Como est�? - Melhor, acabo de fazer o eletrocardiograma.
- Mas e o Dr. Ventriglia? - Est� de f�rias, eu substituo.
Muito prazer, Pandolfelli. Sou vice-diretor na Policl�nica.
Rovere, muito prazer.
Obrigado por sua chegada r�pida, doutor.
Eu tamb�m sou m�dico. Sou cirurgi�o.
Ent�o, que quadro temos?
Vendo que somos colegas,
posso falar em particular dois minutos?
Digo sem rodeios. A situa��o � grave.
Sua m�e tem uma fibrila��o auricular muito acentuada.
Vi os antecedentes cl�nicos
de outros problemas que sofreu e...
E...?
Se tivesse 10 anos menos, recomendaria
uma nova opera��o urgente,
mas nessa idade, o cora��o t�o desgastado,
nenhum anestesista daria permiss�o.
- O que sugere que eu fa�a? - Fa�a que fique tranquila.
Com uma vida sem tens�es de qualquer tipo,
nessas condi��es pode sobreviver at� um m�s.
Como um m�s?
Minha m�e tem um m�s de vida?
Sabe que n�o � uma ci�ncia exata,
poderiam ser 10 dias ou 40,
depende da fibra da senhora.
Sinto muito.
Mam�e, o que faz de p�?
O que o doutor disse? Por que esse mist�rio?
- Estou mal? - Mal? Mas que mal!
Disse que voc� � uma fera. Nunca viu uma octogen�ria assim.
Viu os exames. Seu cora��o se recuperou bem das opera��es.
Hoje foi s� uma queda de press�o.
Poderia correr a maratona de Nova York.
Marcello, se h� uma coisa que voc� nunca soube fazer,
� contar mentiras. Vamos, o que eu tenho?
- Eis aqui... - Quanto me resta?
Bem, de acordo com o m�dico, um m�s, mas n�o � assim,
talvez o seu corpo reaja bem e vive mais 20 anos.
- Terminou? - Sim.
Pensei pega aquela cuidadora que voc� nunca quis.
- N�o vou deix�-la s�. Cuidarei de tudo. - N�o.
- Tenho uma �tima ideia. - Fale. - Vou com voc�.
Quero viver estes �ltimos dias
que me restam, com minha fam�lia.
- Com... sua fam�lia? - Sim.
- N�s? - Sim! Voc�, Paola, Flavia e Lorenzo.
- Os quatro! - Os quatro.
- E se n�s viermos aqui revezando? - N�o, n�o, n�o.
- Sabe que n�o quero incomodar. - Exatamente.
Voc�s t�m suas vidas, vou ficar com voc�s.
Que boa ideia!
Ana, se precisar de ajuda, n�o fa�a elogios.
Est� bem. Tchau, obrigado.
Renato, este � o logotipo da nova marca.
- Definitivo? - Definitivo. - Boa.
Michele! Micheluccio, ajuda!
Valeria me deixou. Ajuda.
Acho que voc�s t�m assuntos pessoais para tratar.
- Desculpe, Renato. - Por nada. - Obrigado.
Mas o que faz, vai embora? Eu gostava dela!
O que voc� quer?
Valeria me p�s fora de casa!
Estou desesperado, n�o sei para onde ir.
Pensei em ficar com voc�. Temporariamente!
De jeito nenhum! N�o!
Eu n�o tenho quarto de h�spedes.
Certo, estou acostumado com a sala do zelador,
me p�e em qualquer lugar.
- Onde ponho, na varanda? - Na varanda, n�o! - Justamente.
- Me ponha na sala. - N�o.
Me ponha no sof�-cama, n�o vou decepcionar.
- Al�m disso, aquilo n�o � um sof�-cama. - Sim.
- N�o, � um sof�-sof�. - N�o, � um sof�-cama.
- N�o, � sof�-sof�. - Sof�-cama.
Tenho certeza, eu que dei de presente.
Ent�o foi um presente premeditado.
Intencional.
De qualquer forma, n�o posso ajudar.
Em nome de nossa velha amizade.
Precisamente por isso, n�o posso ajudar.
�? Mas olha s� para voc�,
quando precisava de ajuda, eu estava l�, n�o?
Lembra que salvei sua vida aquela vez na canoa.
- Tem uma d�vida comigo. - Quanto deve durar esta d�vida?
Que a cobra a cada tr�s meses como se fosse uma promiss�ria.
Al�m disso a �gua era rasa, meio metro,
e principalmente, voc� me empurrou.
Tem prova do que est� dizendo?
N�o.
De qualquer forma, desculpe, n�o posso hosped�-lo.
- N�o? - N�o.
- Tchau. - Onde vai?
Ver a sua esposa. Contar para ela
que em vez de fazer horas extras,
� tarde p�e a peruca de Paul McCartney...
e vem cantar comigo.
Venha... venha aqui um momento. Venha que damos um jeito.
N�o precisa fazer isso.
O que � isto, chantagem?
- Sim. - Por que n�o me disse antes?
- � que mostrava a amizade. - Que amizade?
- Damos import�ncia a isso? - Eu sei, eu sei.
Acha que volta a viver conosco, com sua m�e junto?
N�o ser� por muito tempo, infelizmente. Voc� sabe.
E ao Roberto, o que digo?
"Desculpe amor, vai morar um m�s em um apart hotel,
meu marido voltar� a morar conosco".
Se ele te ama, como diz, entender�.
Sim, entender�.
Eu juro, � o �ltimo favor que pe�o.
Se n�o fizer por mim, fa�a por minha m�e.
No fundo, voc� sempre teve uma boa rela��o com ela, n�o?
Vamos, n�o pode impedir uma av� passar seus �ltimos dias
com seus netos, com sua fam�lia.
Voc� � realmente incorrig�vel.
Bem, me d� tempo para falar com Roberto.
Obrigado.
Voc� � uma mulher sens�vel, inteligente, e tamb�m evolu�da.
Uma mulher sens�vel, inteligente, e tamb�m evolu�da,
nunca teria casado com voc�.
Sim, o "teste" de gravidez n�o � seguro,
fiz tamb�m o exame.
Sim, totalmente gr�vida.
N�o vejo a hora de contar para Michele.
Chegou. Te ligo amanh�. Sim, tchau, tchau.
- Oi, cachorrinho. - Oi, amor.
- Amor, tenho que falar algo. - Eu primeiro.
- Em breve seremos tr�s. - Voc� j� sabe?
Bem, se eu que n�o sei...
- Descobri recentemente. - Como?
Na realidade, j� sentia faz um tempo.
"Sexto sentido feminino".
- E est� feliz? - Um pouco agitada.
- Mas feliz. - S�rio?
Bem, estou feliz tamb�m, ent�o.
Sim, amor, mas temos que organizar
as coisas um pouco.
Temos que organizar.
Por exemplo, n�o temos um quartinho.
Colocamos para dormir no sof�.
Como no sof�? N�o, tem que comprar uma cama.
Al�m disso, temos que comprar outras coisas, roupas.
Deve viver nas nossas costas? N�o, qual �, exagerada.
- Amor... - Sim?
Pensa que lindo ser� quando dormir
na cama no meio da gente.
Se ele tentar, lhe dou duas bofetadas!
N�o seja ciumento.
Entre n�s n�o vai mudar nada, certo?
- Com ele no meio? - Sim.
Est� bem, voc� est� feliz.
Desculpe.
Sim, eu queria falar sobre a reuni�o desta manh�.
- Rocco! - Finalmente! Estou ficando velho aqui.
Tudo bem, parece feliz!. Vai entender as mulheres.
- Eu j� desisti. - Vou abrir para voc�.
Desculpe, minha cachorrinha.
- Estou t�o feliz. - Eu tamb�m.
Depois temos que decidir como cham�-lo.
Bem, eu o chamaria normalmente: Rocco.
Ficou louco?
Com tantos nomes, escolher Rocco,
como o idiota do seu amigo?
Ent�o agora... quando falava de...
n�o se referia a... se referia a...
Eu vou.
Amorzinho! N�o fa�a isso.
- O qu�? - N�o abra essa porta.
- � burro? � a minha m�e. - Ent�o, abre?
- N�o � nenhuma surpresa. - Deixo-a l� fora?
Aqui estou!
Diana, obrigado, me recebe em sua casa como um filho.
Obrigado, obrigado.
Obrigado.
� lindo aqui!
Diga-me que n�o � o que penso.
- Esse vai ficar aqui? - �...
Amor, mas voc� est� gr�vida! Sou o homem mais feliz do mundo.
Gr�vida?
Pressentimento e amizade! "Peace and love".
Obrigado!
Pessoal, andem logo, � tarde!
Lorenzo, pendura meu diploma na parede.
Flavia, controla todos os sapatos, por favor.
Tudo do Roberto deve sumir,
deixa tudo como quando eu estava.
- Devemos bagun�ar tudo? - Muito engra�ada.
Acha que eu teria livros t�o velhos?
A sua av� me conhece bem.
Desculpe, mais cuidado,
esta � a minha cole��o de livros antigos.
Al�m disso � muito cara.
Calma, estou dando um toque pessoal � casa.
Tiro os livros antigos e volto
a por minha cole��o de "Quatro Rodas".
Quer ajuda para levar a bagagem ao apart hotel?
- Padano. - Sim. - Desculpe uma coisa.
Que fique claro que tudo isto, fa�o pelo amor de Paola.
Porque se for verdade somente a metade
das coisas que me disse de voc�...
- Eu mudei desde ent�o. - Assim espero por voc�.
Porque se encostar nela, ainda que seja
apenas um dedo, lhe quebro a cara.
Vou buscar mam�e. Arrume as "Quatro Rodas".
Classificadas por ano.
Flavia, esconde as fotos de Roberto.
Vou buscar a vov�. J� volto.
Aqui estamos!
Esta � a nossa casa. Venha.
- Fa�a como se fosse sua casa. - Obrigado.
- Aqui estamos. Oi! - Com licen�a.
- Oi, papai. Bem-vindo. Como vai? - Bem.
- Alberto. - Alberto.
O chamamos como Alberto Sordi?
N�o, Alberto como seu pai, como o vov�.
Como meu pai?
- E como est� o meu pai? - E quem sabe? Est� morto.
- Meu pai est� morto? - Sim, infelizmente.
- E a mam�e? - Tamb�m.
- Minha m�e tamb�m morreu? - Olha, � um massacre.
- Mas faz 9 anos, sabe? - Entendo, mas soube agora.
� �rf�o, vamos. Olha aqui, como �ramos lindos.
O dia do casamento. Voc� gosta muito desta foto.
- Colocamos aqui porque... - Nos am�vamos tanto.
- Certo, Alberto? - Sim, sim.
E tudo isto �...
- E todos esses livros? - S�o seus.
S�o seus, sim. Porque voc� adora ler.
Adoro ler?
Principalmente escritores franceses,
Flaubert, Baudelaire e inclusive
"Em Busca do Tempo Perdido" de Proust.
Esse voc� l� continuamente.
Talvez convenha anotar algo.
Arrumei um gravador. Aperta REC.
- Gravo tudo. - Sim, grava.
Meu filho se chama Alberto, como meu pai, que est� morto.
Tente, sim?
- Tenho uma casa e gosto de ler. - Sim.
Muito, muito, principalmente aqueles que escrevem em franc�s.
- Sim, escritores franceses. - Franceses.
- Principalmente... - Flora... Flore...
- Flaubert. - Flaubert.
- Colbert... - Robespierre! Baudelaire.
Baudelaire e...
um que perdeu um pouco de tempo, e tem que ajud�-lo a encontrar.
- Proust. - Proust.
Vamos, vamos.
- E esta � a cozinha. - Esta � a cozinha.
Pela manh� voc� me preparava suco,
depois sa�a para comprar "croissants"...
- e depois lavava os pratos... - Lavar os pratos.
- me acompanhava ao hospital. - Acompanhar ao hospital.
E ent�o voc� ia trabalhar, voltando � noite para cozinhar.
Enquanto eu descansava no sof�.
Claro, depois de um dia assim, dar uma for�a.
Boa, muito bem, amor.
- Resumindo, as roupas delicadas a 30�. - N�o, eu sei.
- Roupa branca a 60�. - Voc� � muito bom. � �timo!
Ver� que logo voltar� a ser como antes.
- Anna, eu n�o tinha amigos? - N�o.
N�o, voc� sempre foi um homem muito solit�rio.
Um homem muito solit�rio.
E "hobbies"? Esportes, tipo futebol?
N�o! Futebol n�o!
Futebol n�o!
Gostava muito de m�sica cl�ssica e tamb�m de �pera, como eu.
Perfeito. Gosto muito de m�sica cl�ssica, �pera...
e futebol me d� nojo, nunca vejo.
Boa.
Escuta amor, desculpe falar,
mas voc� perdeu aquele lindo ritmo piemont�s que tinha.
- Eu tinha um ritmo piemont�s? - Sim, deve praticar.
Pratica, extravagante.
Vou ao hospital.
Praticar o ritmo pie...
Praticar o ritmo piemont�s.
Amor, desculpe se n�o festejei o suficiente.
� que a not�cia foi inesperada.
- Mas estou feliz. - Eu sei, cachorrinho.
Ser� um pai fant�stico.
Estabele�o contato.
� o papai que fala.
O que disse ao papai? O que disse ao papai?
Mas � idiota? Michele, vai dar um jeito nele.
Calma, deixa comigo.
Eu queria saber o que voc� tem na cabe�a!
Amanh� n�s temos que trabalhar!
Deixe-me ouvir os acordes, que n�o estavam mal.
Mas suave, suave.
Voc� � hospedado aqui...!
Eu toco suave e voc� grita!
- Falta algo. - Tenta com um sol que � mais melanc�lico.
O que voc� disse...
- Belo! - Perfeito!
Esta � a sua morte. Suave, sen�o se torna a minha.
- Claro. - Nos vemos amanh�.
- E � a �ltima vez que... - O volume!
Esta � a �ltima vez que falo para voc�!
- Michele, obrigado. - Por favor!
Amor, loucura!. Sabe o que ele teve a coragem de me dizer?
Vamos, vamos, vamos!
Vamos, que voc� errou.
Vamos de novo.
Cara, se ganhar, lhe dou o campeonato de Palermo.
�? E se voc� ganhar, lhe dou
Trezeguet, Camoranesi, Buffon e Cassano.
Vamos.
Vamos, vamos, vamos!
Sim!
Se quiser, lhe dou tamb�m a figurinha de Giada, da 5� F!
- Como? - Como, como?
Cara, "amor a primeira vista"?
J� se declarou?
N�o, est� sempre com outras meninas.
- Muito bem. - Cara, sei que um dia me casarei com ela.
- E voc� ser� minha testemunha. - Bom.
Ent�o � melhor completarmos o �lbum antes da cerimonia.
Aten��o classe, a recrea��o acabou! Vamos!
E a pr�xima vez que pegar voc�s jogando, vou furar a bola!
Que maravilha! Est� tudo como da �ltima vez que estive aqui.
Mas voc�, sempre o mesmo desorganizado.
Sim, estou cansada de pegar no p� dele.
Bem-vinda ao lar, m�e. Mostrarei seu quarto.
Depois. Sabe, estou t�o feliz de estar com voc�s!
Estamos felizes tamb�m, vov�.
- Desculpe, come�ou a fumar? - N�o, por qu�?
N�o sente o cheiro de charuto?
N�o, � um novo perfumador de ambiente cubano!
� a �ltima moda, se chama "Una noche con Fidel".
Boa ideia.
Que belos!
E este quem �?
Mam�e, voc� tem catarata, mas n�o te escapa nada.
- Mas quem �? - Quem?
- Esse. - Paola.
- Sim, ela eu sei. - Ele �... quem �?
� meu primo Roberto, voc� n�o o conheceu.
- Lindo primo! - Certo, n�o?
N�o conseguiremos nunca.
Adoro fazer massagens em Ana
com �leo de b�tula anticelulite.
Adoro fazer uma hora de carinhos em Ana.
Depois dos carinhos, se ela quiser, fazemos sexo.
N�o, n�o se diz "sexo", se diz "fazer amor".
Antes de fazer amor, adoro me lavar
e perfumar as partes �ntimas.
- Terminou? - N�o, amor, ainda faltam duas.
- Ainda faltam duas camisas, depois termino. - Boa.
Est� pronta para uma boa massagem "sushi"?
- "Shiatsu". O "sushi" � peixe cru. - "Shiatsu".
"Shiatsu", se diz "shiatsu", n�o "sushi".
De qualquer forma, eu te espero.
Tem que lavar os pratos, tamb�m.
- J� est� feito, amor. - � meu belo ratin.
Verificar o que significa "ratin".
Obrigada, Paula. H� muito tempo que...
- n�o era feliz como hoje. - Eu tamb�m.
- Tchau, pessoal. Boa noite e at� amanh�. - Tchau.
- Boa noite. - Boa noite.
� verdade que estava feliz hoje?
N�o, foi uma mentirinha para a av�.
Isso.
- Onde vai? - Desculpe, for�a do h�bito.
Preparei sua cama no quartinho.
Que horas Flavietta volta? � quase uma.
- Posso lhe dar um conselho? - Claro.
Continue sem se animar como sempre fez. Boa noite.
Boa noite.
Sabe vov�, n�o estamos
acostumados a tomar caf� da manh� juntos.
� muito importante.
Tem que levantar 10 minutos antes.
J� correm o dia todo.
A prop�sito, pelo menos durante a noite,
se re�nem � mesa todos os quatro juntos?
Sim, quase sempre.
Bom dia! Que maravilha! Fez a torta de cerejas?
Sim, levantei uma hora antes.
Eu devo descansar, fa�o um
trabalho de grande responsabilidade.
Mudou? N�o faz mais as tetas das velhas?
Que jeito de falar � esse?
N�o se diz "tetas", se diz "seios",
e n�o se diz "velha", se diz "n�o mais jovem".
A prop�sito, por que n�o d�o um presente...
a esta senhora "n�o mais jovem"
e me fazem ver qualquer noite dessas...
o filme que fizeram nas f�rias, no ver�o passado?
- Que filme? - Do Egito, n�o lembra?
Aquele filme das pir�mides, onde...!
- Que mem�ria, mam�e! - Sabe o que fazemos?
Fazemos uma noite de filmes.
Me fazem ver todos os filmes de suas f�rias.
Do Egito, de Bora Bora, que parece B�rgamo, sabe?
- Estou curios�ssima. - Nem me diga!
- Quer simular Bora Bora aqui? - E o que precisa?
Basta enquadrar bem perto, montagem veloz e muita m�sica.
Fique tranquila, chamei minha assistente para dar uma m�o.
- Estamos aqui. - Oi!
- Tudo bem, ent�o. Crian�as! - Vamos l�.
Muito obrigado, bom trabalho. Uma semana a mais de f�rias,
n�o na alta temporada,
presente de Natal, talvez um jantarzinho.
Lembra dos meus filhos, minha ex-mulher?
- Oi, ex fam�lia de Marcello. - Oi. - Oi. - Oi.
- Tudo pronto? - Sim, tudo pronto.
- Sempre sonhei fazer cinema. - Ent�o, m�os � obra.
Bora Bora, tomada 1! C�mera, a��o... claquete!
- Bem-vindo! - Bem-vindos.
Beijos a todas.
Ol�!
- Mas, vai a mer... - Mam�e, oi!
- Sim, mam�e, oi! Fora! - Que bom!
Venham. V�o ver.
Vamos tirar isto!
- Oi, mam�e! - Oi!
Calma, n�o vou machucar. Vamos!
Oscar de melhor filme! O vencedor �... Bora Bora!
Vamos! Restam s� duas horas para fazer Egito. R�pido.
Mas, que Egito! J� fizemos isto, � suficiente.
Onde vai fazer Egito, aqui?
- Mulher de pouca f�. - O qu�? Devagar!
Est� vendo?
Eu me rendo.
Isto me faz rir.
Lindo, n�o?
- Digam oi para a vov�. Oi, vov�! - Oi, vov�!
Aqui est�vamos no Saara, na parte mais selvagem.
Estranho, parece que tem o mar ao fundo.
- � o Nilo! - O Nilo com ondas?
� uma caracter�stica do Nilo. As ondas... as ondas eg�pcias.
E aqui, onde estavam?
Aqui... no "suk", o t�pico "suk".
Est�vamos comprando... compramos v�rias especiarias.
Muito estranho. � igual ao mercado de Piazza Dante.
Verdade, percebi tamb�m. A globaliza��o faz...
que todos os lugares se pare�am: Egito, Bora Bora, Castellabate.
Mas aquela ruiva al�, n�o estava com voc� em Bora Bora?
- O que faz, segue voc�s? - Verdade.
� assim, os lugares s�o iguais e os italianos s�o os mesmos
que v�o sempre aos mesmos lugares.
Deveriam ficar em casa.
Quem filmava, se estavam sempre os quatro juntos?
Mam�e, aprecie o v�deo! Quem se importa quem...
- Quem estava filmando? - Um animador. - Isso!
� um pacote tudo inclu�do: alojamento, comida e filmagem.
Entendo. Que grande noite, pessoal!
Mas por que n�o me fazem ver o filme...
- que fizeram h� dois anos em Las Vegas? - N�o!
- Estava no computador e perdeu. Sinto muito. - � uma pena.
Devagar, crian�as, n�o se machuquem.
- Valeria, Valeria, amor! - Sra. professora!
Sra. professora, est� bem.
Por favor, n�o podemos continuar nos evitando a vida toda!
Devo ir de joelhos sob a janela da nossa casa?
Vamos! Me d� outra oportunidade. J� disse John Lennon:
- "Give Peace a Chance". - Na verdade, foi baleado.
Eu imploro, vamos! Eu mudei, n�o sou mais aquele de antes.
Fiz uma fogueira com os �lbuns de figurinhas.
At� com o do Mundial de 74, que era rar�ssimo.
Est� bem, entendi. Quer isto?
Tot� Schillaci, temporada 90-91, ningu�m tem.
V�?
N�o me provoca nenhuma dor.
Desculpe, senhor zelador, tenho aula. Com licen�a.
Cara, era rar�ssima.
Cara, era um xerox colorido.
As mulheres n�o entendem nada de figurinhas.
- Como voc� est�? - Mal.
- Por qu�? - J� v�o acabar as aulas...
e talvez n�o estaremos mais com Giada.
Ent�o v�, declara-se.
Se fa�o isso na frente de todos, v�o rir de mim.
Escreve uma carta, darei para ela
quando ningu�m nos v�.
- N�o sei o que escrever. - Voc� tem sorte.
Deixa que escrevo no recreio. Sou um especialista.
Nasci escritor de cartas de amor.
Melhor come�ar com a data. Escreve a data de hoje.
Cara, n�o sei se vou entregar hoje.
Deixe em branco, fazemos p�s-datada, tipo cheque.
N�o � crime, pode fazer, confia em mim.
Ent�o come�amos...
"Egr�gia Giada..." Mas egr�gia...
Querida! "Querida Giada".
"Querida Giada", � bom.
Estava aqui? As crian�as j� est�o na sala de provas.
Esqueceu que hoje tinha meio dia livre.
Tirei. Estou escrevendo uma carta de amor para meu amigo.
- 5 minutos e j� vamos. - Est� bem, eu ajudo. Levanta.
Depois voc� copia.
2 minutos. Com ele fazemos rapidinho.
- Ent�o, Giada? - Sim, Giada. A menina se chama Giada.
- "Querida Giada". - J� est� escrito.
"A presente � unicamente para inform�-la da..."
O que foi?
- Est� fazendo uma solicita��o de passaporte? - N�o, j� tenho.
- Est� dizendo que � muito formal? - Claro.
Por que essa ironia? Escreve. Continua.
- "Querida Giada". - "Querida Giada,
o amor � uma coisa que n�o se pode explicar".
"Ent�o, como posso lhe explicar?"
- Como explica? - N�o se pode explicar.
Ent�o, o que escreve depois disso que disse?
Encerrou! Em uma linha e meia, encerrou!
N�o h� nada mais a dizer.
"Record", uma linha e meia e encerrou.
H� algo que gostou do que eu pensei?
- "Querida Giada" � lindo. - Bem, recome�a da�.
- Ent�o, "Querida Giada". - "Querida Giada,
quanto te vejo, meu cora��o bate forte,
come�o a suar, perco o f�lego,
e as pernas ficam pesadas".
"Que n�o � porque joguei futebol".
- Certo. - Evitemos. "Que n�o �...
porque joguei futebol". "Que � um esporte nobre".
"Que � um esporte nobre,
que voc�s mulheres n�o entendem nada de futebol...
Boa.
assim como n�o entendem nada
de figurinhas e videogame".
- " e de m�sica". - "e de m�sica". - Boa.
- "Que voc�s s� conseguem ver San Remo". - Boa.
- Esta � uma pol�mica que eu gosto. - "ver..."
"N�s, homens, temos muitas paix�es".
"Homens" escrevo com mai�scula.
Claro, � nome pr�prio nosso, de pessoa.
"N�s, homens, temos muitas paix�es",
mas isto n�o significa...
que n�o te amo".
"Na verdade, com voc� quero fazer um monte de filhos,
inclusive 11, todos homens".
- O que, uma escola de futebol? - Minha paix�o.
N�o � um pouco prematuro? Por ele, digo, � pequeno.
- Escreve: "mas n�o agora, depois... " - Depois. - Depois.
Ponha sublinhado, assim entende-se
que � uma mem�ria futura, uma promessa.
"assim...
n�o pode me acusar...
que n�o te dedico tanto tempo".
Cara, mas ela n�o me acusa de nada.
Te acusar�, te acusar�, sempre te acus...
As mulheres, cedo ou tarde te acusam sempre.
As mulheres nasceram para acusar.
- Como elas s�o? - Acusadoras.
Est� vendo? N�o � que concordamos.
- Confia! - Confia!
Com esta carta, voc� vai arrebentar.
Agora fa�a duas c�pias. Quando entregar,
fa�a assinar uma c�pia, ent�o um dia ela te diz:
"Mas voc�... as figurinhas".
"N�o, querida, eu escrevi para voc�". Canta, canta.
- O que voc� acha? - Boa.
O �nico problema � que d� para ver
que n�o foi escrito por um menino.
Pensamentos muito profundos, de adultos.
� a nossa idade, n�o podemos esconder.
Vamos fazer uma coisa. Escreve, escreve.
"Esta carta saiu do meu cora��o...
e ningu�m me ajudou...
- nem Rocco... - Boa.
- nem seu amigo, Michele". - Perfeito.
- "se quiser, fale com eles, que podem confirmar". - Boa.
N�s, sabendo, dizemos: "E quem o conhece?".
"Lorenzo, quem?".
Eu digo: "Lorenzo, quem?" Voc�: "Quem o conhece?".
- Est� bem. - Depois copia. Pronto.
- Tome. - Obrigado, cara.
- Vamos, nos esperam. - Tchau, muito obrigado.
- Vamos, nos esperam. - Toque a campainha para mim!
Devagar, devagar, est� exercitando o piano.
No piano? Piero?
Ele insistiu em se inscrever no conservat�rio.
Conservat�rio? Mas ele odeia m�sica.
Est� muito mudado. Esta manh� poliu toda a lou�a.
- Como a lou�a? � uma loucura. - Estou muito preocupado.
Deve ter sido uma les�o grav�ssima.
- E o que podemos fazer? - Nada, nada.
O m�dico disse que tem que ir
passo a passo com os novos conhecimentos.
- Ver dos juntos, seria um "choque". - Claro.
- E ent�o? - Ent�o, nada.
Eu perceberei quando chegar a hora.
Certamente, muito tempo. Muito tempo. Vamos.
- Vamos, Walter. - Cumprimente.
- Tchau. - Vamos.
- Ele estava bem. - N�o est� morto, est� vivo.
- E depois... - Nada. V�.
Parece que est� dormindo.
"Et voil�"!
Ele � Michele, meu marido.
O Diretor Geral, Park-Lin-Nang e sua mulher Sun-Li.
Uanan cuan ci chen lai... tamb�m para ela.
Obrigado pelo convite, Diana.
- Tomamos a liberdade de trazer um licor t�pico. - Obrigada.
- Ikebana, lindo. - Aquele ikeb...
- Ikebana. - Ikebana, preparamos em sua homenagem.
Muito obrigado.
Mas ikebana � japon�s, eu sou coreano.
- Coreia do Sul tem muitas vezes guerras com o Jap�o. - �timo.
E t�m feito muito bem. Porque os japoneses...
N�o vamos esquecer que os Beatles, se separaram...
- por culpa de uma japonesa. - Minha mulher � japonesa.
Mas n�o era ela.
Uma ta�a de espumante, pessoal?
N�o, obrigada.
- Com este "mil-folhas" voc� se superou. - Obrigado.
� um dos meus cavalos de batalha.
- � mesmo? - Desde quando?
Digamos que, desde que Piero
teve o acidente, me estraga um pouco.
- Amor. - Ratin.
Ratinho.
Estou ensinando piemont�s para ele.
Ele fala bem.
O que estava dizendo, o que fazem nos fins de semana?
Me leva para passear. Vamos �s termas. Massagens,
- e sexo extremo. - Tamb�m?
Entenderam?
- Extremo, como? Sado-maso? - Eu patroa, ele escravo.
- Querem um "limoncello" caseiro? - N�o!
Agora tamb�m faz "limoncello" caseiro?
Um litro de �lcool, um de �gua sem g�s,
10 lim�es de Sorrento, meio quilo de a��car granulado.
Lavo cuidadosamente os lim�es, descasco-os,
depois pego as cascas e ponho em infus�o.
- Certo, acreditamos. Obrigada. - O que fa�o, sirvo?
N�o, eu sou intolerante.
- Ao "limoncello"? - Um pouco a tudo, esta noite.
Sua ideia, Diana, � muito interessante.
Devemos conversar melhor, no entanto.
O financiamento � muito grande.
Sim, eu sei. Na verdade, esta noite
tenho todo o material necess�rio para mostrar-lhe o projeto.
Acredito que ser� suficiente no m�ximo
2 a 3 meses, para conhecer a situa��o...
- Mas aquele, quem �? - Aquele?
Aquele � um h�spede do meu marido.
� um amigo que, infelizmente, foi abandonado pela mulher.
Por�m, injustamente. Um caso humanit�rio.
Coitadinho, nota-se que est� sofrendo.
Agora, talvez.
Em breve vai entender a sorte que teve.
Vou pegar o licor. Amor, vem comigo?
Claro, tesouro.
Sayonara. Sayonara.
- Vov�! - Sim, tesouro? Fala, bonitinho.
- Quer ler a carta de amor que escrevi para Giada? - Claro.
"Querida Giada, quanto te vejo, meu cora��o bate forte,
come�o a suar, perco o f�lego, e as pernas ficam pesadas".
- Quem escreveu isso? - Eu escrevi.
N�o, n�o posso acreditar, voc� n�o escreveu.
- Fale a verdade, quem escreveu? - O zelador Rocco e o seu amigo.
Achei mesmo. N�o, assim n�o est� legal.
Tem que escrever de novo.
- Me ajuda? - Claro que ajudarei.
Depois voc� copia. Venha.
Se aquele vagabundo estragar a minha noite,
n�o ser� o �nico que ir� embora desta casa, fui clara?
- Sim, amor. - �timo.
- Agora vamos l� e sorria. - Estou sorrindo.
- Aqui estamos. - Um bom brinde para a Coreia!
Para onde eles foram?
Esqueci uma coisa l�. Espere aqui um momento.
Pessoal, eu j� tentei.
Espero por ela, telefono, mas nada.
N�o adianta nada.
Tenta n�o procur�-la mais.
Ver� que voltar�, como um c�o abandonado.
Que nada! N�o lhe d� ouvidos.
As mulheres gostam de homens que entendem seus pr�prios erros.
Rocco, se valoriza sua vida, mande-a tomar naquele lugar.
Muito bem! Assim fica sozinho. Velho e sozinho.
Pelo menos fez o que queria.
Michele, ou ele ou eu. Est� claro?
Amor, n�o pode mais continuar assim.
- J� passou quase um m�s. - Eu sei.
Mas acho isso excitante.
Vir encontr�-lo aqui de noite, em segredo.
Excitante, sim. Mas considere
que tenho todas as coisas em casa.
Aqui estou com duas malas.
Voc� disse que n�o ia me culpar.
E voc� me disse que era por alguns dias.
S� pe�o um pouco de paci�ncia.
- E voc�, em troca, o que me d�? - Vamos, acabamos de fazer.
Por que, duas est� proibido?
N�o, mas amanh� de manh� come�o tudo de novo!
Est� bem, tchau.
- E n�o fale assim do seu pai. - Aquele?
Aquele n�o � meu pai.
Meu pai, o verdadeiro, esta noite...
faria voc� passar um papel�o com suas amigas.
Voc� ficaria com raiva e ele teria dormido no sof�.
Em vez disso, saiu tudo perfeito.
- N�o est� feliz? - N�o, n�o!
Eu n�o preciso do mordomo do Batman.
Eu preciso de um pai.
Se eu fa�o tudo isto, fa�o tamb�m para o bem dele.
Seu modo de am�-lo, � zo�-lo. Parab�ns.
N�o estou zoando. Estou apenas... melhorando ele.
Amor, quando terminar de arrumar,
vou te preparar um banho quente com patchoul�.
Sim, "puchunin"!
N�o percebe?
Voc� criou um monstro. Bom patchoul�.
- Obrigado. - N�o consegue dormir?
N�o me resigno � ideia que a minha m�e est� indo.
Sabe, quando voc� faz 50 anos e sua m�e est� bem,
come�a a pensar que � imortal.
Sabe que nunca pensei nela como uma sogra?
Eu sei. Ela tamb�m te ama.
Se considerarmos que Flavia e Lorenzo
me tratam como um estranho.
N�o se preocupe, eles est�o crescendo.
Tem raz�o.
Eu sempre ausente e agora, o que pretendo?
Sabe que no fundo sou um idiota.
N�o, na frente tamb�m.
- Obrigado. - Por favor.
- V� � merda. - Voc� tamb�m.
- V� quantas meninas bonitas? - Estou triste por dentro.
Tem certeza que Valeria vem a este lugar?
Claro, vem aqui h� 15 anos. Est� vendo ela? Est� ali!
Abaixa o bra�o, ela vai ver.
N�o tenho certeza dessa estrat�gia que voc� bolou.
- N�o acho que funcione. - Funciona, confie em mim!
E John Lennon, o que ele dizia?: "N�o h� problemas, h� solu��es".
Mas Lennon n�o conhecia Valeria.
Fase A do plano.
- Fase A. - Encontramos duas meninas bonitas e convidamos
para jogar "v�lei de praia" com a gente. Valeria nos v�
e quando uma mulher fica com ci�mes, o que ela faz?
Imediatamente tenta recuperar o homem dela, que � voc�.
Se entendi bem, quer fazer que a f�mea alfa fique com ci�mes...
do macho alfa e o recupera.
Claro, porque � macho dominador.
Verdade, sou macho dominador.
Sou macho dominador, mas voc� � inteligente, um g�nio.
- Est� bem. - Outra de Shakespeare!
- Como se chama isso? - Fase A - Fase A.
Vamos.
- Olha que mar! - Lindo e que tempo.
- Bom dia! - O�, meninas.
- Italianas? - Sim. - Italianas.
Desculpe se incomodamos, mas eu e meu amigo Alfa...
queremos esticar um pouco.
Querem jogar uma partidinha de "v�lei de praia"?
Se n�o sabem jogar, eu ensino. Sou macho dominador!
- O que acha, Fra? - Por mim est� bem.
Vamos fazer duplas, fica mais equilibrado.
N�o.
- Mulheres contra homens. - N�o, n�o, n�o, meninas.
- Vamos lhes dar o prazer. - N�o, n�o.
Tudo bem, pegamos leve.
O campo est� ali.
Chegam sempre na bola!
Vai! Minha!
- A bola! - Fica daquele lado!
Sua!
- N�o, para fora! - N�o foi para fora!
N�o, n�o. Foi mal.
- Viu a bola? - Passou por aqui.
Vamos, vamos!
Cara, tem uma fase B?
- Qual � o seu nome mesmo? - N�o te disse.
- Nunca me disse seu nome? - N�o.
- Nunca me perguntou. - Pergunto agora.
Ahmed. Estou contente.
Voc�, em dois anos, s� me chamou por "Paquist�o".
Por acaso, era um pouco racista, antes?
"Um pouco"?
Sempre disse que o negro e o branco podem ficar juntos...
- s� com a camiseta da Juventus. - Imposs�vel.
Minha mulher me disse que eu odeio futebol.
Deixa, eu vou.
Bom dia, senhora, completamos?
Sim, deixa o Paquist�o e vamos, tenho s� uma hora.
- "Vamos" onde, desculpe? - Para minha casa, como sempre.
N�o entendo. Completamos... sim ou n�o?
- Por que fala como um idiota? - Turin�s.
Por que voc� despareceu?
Celular desligado, distribuidor fechado.
- Se queria cortar, poderia ter falado. - Cortar o qu�?
O Sr. Piero teve um incidente, perdeu a mem�ria.
Est� bem. Na pr�xima vez inventa outra. Tchau.
- A conhecia? - Muito bem.
Sua amante h� 3 anos.
Isso, minha mulher nunca me disse.
- Voc� a conheceu na cervejaria do Diego. - Quem � Diego?
Amigo com quem vai ao est�dio.
Imposs�vel. Eu odeio futebol.
- Pode ser que minha mulher...? - Te ferrou direitinho.
Ent�o meninas, um coquetel ou espumante gelado?
- Para mim suco de abacaxi. - Suco de abacaxi.
- Laranja. - Eu um suco de pera.
Michele guarde bem: um suco de abacaxi,
um de laranja e um suco de pera.
- Suco de pera tamb�m para mim. V� voc�. - Eu?
V� voc�. O plano � meu. V� voc�.
O plano � dele, eu vou.
Volto num instante.
"Please, don't go".
- De que plano est� falando? - N�o se trata de um plano.
- Precisam nos fazer um favor. - Tipo, ensinar a jogar v�lei?
N�o. Seria dar ci�mes em uma mulher.
Bom dia. Um suco de abacaxi, um de laranja e dois de pera.
� pra j�.
- Oi. Uma garrafa natural grande. - Amor!
Amor? O que faz aqui, gostaria de saber, homem in�til?
Uma coincid�ncia, a mesma praia, o mesmo mar.
Por favor, faz 15 anos que a gente vem aqui, voc� sabe bem!
Obrigada.
- Posso oferecer uma bebida? - Sim, ele paga.
- Est� claro? - Sim. - Certo.
Ent�o vamos l�. Vou procur�-lo, porque n�o sei onde est�.
Vai, vai. Onde ele foi?
Amor!
O que faz aqui?
N�o tinha reuni�o com o diretor?
Felizmente, foi adiada e estava aqui sozinho.
- Estava ficando entediado. - O�, Diana.
Eu senti que n�o podia faltar o parasita.
- E estes coquet�is, para quem seriam? - Nossos.
Claro, s�o nossos. E de quem deveriam ser?
S�o quatro.
"Happy hour", paga tr�s e leva quatro.
- O que quer, que deixe? - O que fazemos?
Michi, Michi! Estamos te esperando!
Venha Rocchino, vamos.
- Estava sozinho, n�o �? - Amor, posso explicar tudo.
Vamos dar um mergulho!
- Vamos para casa. - Amor, devagar.
- Calma, que est� gr�vida. - Sim, de um deficiente!
J� lhe disseram que � um menino?
O deficiente � voc�!
Sou eu! Desculpe, n�o tinha entendido, amor.
A fase B era perfeita, n�o?
Ent�o eu n�o ca� do galinheiro...
- no terceiro ato de "Tosca"? - N�o! - N�o! - N�o!
Olhava o traseiro de uma e trombou no poste.
O Paquist�o contou.
N�o gosto de m�sica cl�ssica?
Outra vez?
Se encontra Pl�cido Domingo, passa por cima com o carro.
Em compensa��o, viu todos os jogos de futebol na TV...
- desde 1970 at� hoje. - E pelo menos mil no est�dio.
Juve, Juve! "Bianconero" da cabe�a aos p�s,
plateia fixa na curva Scirea.
- Certo, mas lia Proust. - Prost.
Enchia para Prost quando corria na Ferrari.
Tem ainda uma cole��o da "Le ore",
anos 80, edi��o "Gold", a melhor.
At� hoje, o �nico livro que voc� leu
foi o manual da autoescola,
aos 18 anos e voc� me disse que n�o entendeu muito bem.
� um pouco... o Umberto Eco do posto de gasolina.
E essa hist�ria de que fazia massagens na minha mulher?
Vamos, chega! Antes disso simulava um infarto.
- Est� bem, mas... - Mas, o qu�? - O qu�?
N�o, quero dizer, se depois... faz�amos amor.
N�o viu a sua mulher?
Convido uma rodada para todo mundo,
porque esta foi a melhor piada da noite.
- Outro duplo. - Vai.
O �ltimo acasalamento, se bem me lembro, foi em 2000.
Semifinais do Campeonato Europeu contra a Holanda.
Quando batiam os p�naltis, n�o?
Sim, mas estava muito, muito b�bado.
- Muito. - O amor!
Rapazes.
N�o h� o que fazer...
- minha mulher � uma vadia. - Vamos!
- � o que quer�amos! - Vamos!
Ri, palha�o
Palha�o quem? Do que est� rindo?
- Amor, � voc�? - N�o, sou eu.
- Piero, tenho que falar. - Sim? Eu tamb�m.
- Ent�o podemos fazer par ou impar. - N�o, eu come�o.
Vou dizer apenas tr�s palavras.
- "Amor do cora��o"? - N�o: "�s uma merda".
�pera l�rica, "quiche lorraine", massagem de b�tula...
e toda a merda que me contou.
Sim, eu sei, tem raz�o.
- Eu ia lhe dizer agora. - Voc� fez uma coisa horr�vel.
Me substituiu! Fez entrar outro em meu lugar. Percebe?
O que aconteceu, n�o gostava mais do Piero de antes?
Queria outro Piero?
N�o, n�o, eu n�o queria outro Piero.
Sim! Sim!
- Eu te queria diferente e ent�o... - Ent�o o qu�?
Visto que gosta de tantas mudan�as,
acostume-se � sua nova equipe porque eu n�o jogo mais.
Eu me retiro, vou embora!
N�o, Piero. Por favor, vamos conversar.
Talvez possamos encontrar uma solu��o.
Eu j� encontrei a solu��o. Tchau.
Tchau.
Acordem, acordem! Ajuda, ajuda, um ladr�o!
- Mam�e, voc� est� bem? - Sim, muito bem.
Procure r�pido uma corda e voc�, Paola, chame a Pol�cia.
- Como pode entrar? - Pela porta.
� um profissional, na minha opini�o.
Sim! Al�, Pol�cia? Sim, descobrimos...
- Roberto. - Roberto.
N�o! Desculpe, � um erro. Boa noite. O que voc� disse?
- � seu primo Roberto. - O que voc� fez?
Acertei nele. Desculpe, mas o que estava fazendo aqui � noite?
- O que Roberto estava fazendo? - Porque Roberto � um...
ele rega, porque � jardineiro...
- De noite? - Sim.
Mam�e, se rega � noite, as plantas,
porque de dia, evapora a �gua. Se n�o sabe, n�o...
Que batida! Que batida!
- Foi voc�? - N�o.
A senhora de amarelo, Jessica Fletcher.
� que a vov� n�o te reconheceu.
Tinha visto s� uma foto com sua prima Paola.
- Prima Paola? - Paola, de primeiro grau, eu.
Pe�o desculpas, mas eu n�o sabia...
que voc� vem aqui� � noite para regar.
- Regar o qu�? - Como "o qu�"? As plantas.
Est� em choque, coitado. Est� confuso.
N�o que normalmente nunca brilhou.
Eu lhe pe�o desculpas, n�o sabia.
Pediu desculpas.
- Melhor contar tudo. - Pomos um pouco de gelo?
V�o dormir, amanh� tem aula.
Mam�e, v� deitar que est� cansada.
Por favor, me perdoe. Boa noite.
Vamos dormir, crian�as.
O que veio fazer aqui de noite?
Nada. Um fasc�culo que esqueci...
N�o, eu gostaria de destacar...
que n�o � uma coisa estranha que
"eu" esteja aqui, mas sim que esteja "ele".
Bravo! Brav�ssimo, rapazes! Soamos como deuses.
E o seu Paul diz que amanh� estaremos �timos.
Como n�o!
Rocco, quero te ver animado, n�o deprimido.
Amanh� � a grande chance. Chega de pensar em Valeria.
Parece f�cil.
- Diana dar� folga amanh�? - Claro.
Disse que vou a uma conven��o.
Rocco, vamos pegar o touro pelos chifres.
Falo com sua esposa.
Relaxa, Rocco, come�a a Fase C.
- Preocupado? - No alfabeto
s�o 21 letras, fizemos s� duas e estou vivo por milagre.
Quem �?
� o Piero.
- Oi. - Oi.
Pensava... pensava...
O que eu fa�o, entro?
- Venha, vamos, bobo. - Obrigado, obrigado.
- Boa noite. - Boa noite.
- Sinto muito por Roberto. - Incr�vel!
� a primeira vez que te ou�o dizer "sinto muito".
Est� bem, v� para a cama.
"�LTIMO DIA DE ESCOLA"
Quem �? Quem �?
Mam�e! Sim, levo para voc�. Quarta gaveta, j� me disse.
Te levo tudo, sim. N�o, n�o posso entrar.
Estou perto de sua casa, como algo aqui.
Nos vemos depois. Tchau, um beijo.
Bom dia. Me v� um croquete, um "suppl�" e um peda�o de...
Dr. Pandolfelli?
Bom Dia. Disse um croquete, um "suppl�" e...?
Desculpe, tamb�m tem rotisseria?
"Part time". Sabe como �, a crise.
N�o! Me contaram uma mentira?
Minha m�e organizou tudo?
Conhece a senhora Clara, n�o pode dizer n�o para ela.
- Ent�o n�o est� mal? - N�o, n�o.
O cora��o dela est� um pouco murcho,
mas sem exagero.
Voc� est� louco! � um delinquen...
S�o piadas para fazer?
Olha, n�o � uma piada.
Sua m�e disse que voc� passa
para v�-la talvez duas vezes por ano.
Ou seja, vai ver sua m�e, doente do cora��o, duas vezes por ano?
N�o!
Quero dizer, sim. Inclusive tr�s.
Desculpe se me permito?
- Deveria ter vergonha. - Mas telefono muitas vezes.
- Muitas vezes, quanto? - At� uma vez por m�s.
Uma vez por m�s! Ouviram? Uma vez por m�s!
Bravo, parab�ns! Uma vez por m�s!
N�o, � uma vez... Cuide do seu nariz.
Eu conhe�o bem a sua m�e, � cliente h� mais de 20 anos...
� por culpa destas coisas fritas que est� doente!
Acredito que est� doente por causa da solid�o.
Eu n�o aguento mais.
Se voc� n�o contar a verdade, eu vou contar.
- Vamos, sem brincadeira. - Mas quem est� brincando?
J� n�o nos vemos mais. Sempre est� ocupada.
Nunca tem tempo para mim.
Eu sei, mas, infelizmente, se trata de uns poucos dias mais.
Poucos dias, o cacete.
Primeiro eram duas semanas, depois se tornou em um m�s,
agora s�o quase dois meses.
Paola, quando vai morrer esta velha?
O que est� fazendo, bateu em mim?
Sabe qual � o verdadeiro problema de Rocco?
As prioridades.
Eu me pergunto, todas as besteiras em
que ele perde tempo todos os dias...
onde encontra energia
para as figurinhas, futebol virtual, os solda...?
Os soldadinhos! Na idade dele!
Fazem ele perder a no��o do que realmente � importante na vida.
- Quer dizer? - Ou seja, as pri... pri pri...
- Prioridades. - Prioridades.
- Oi, Rocco. - Oi, crian�as.
Pensar em um filho, o casal,
as necessidades e desejos da companheira, que sou eu.
Ele, basta por uma peruca e o resto do mundo desaparece.
Basta que v� fazer as palha�adas e eu j� n�o existo mais.
- Sim, mas... - Por que estou lhe dizendo, que � pior que ele?
Mas que liberdade � essa? Como voc� diz isso?
Com quem viveu todos esses anos? Com Rocco ou com um estranho?
Ele sempre me diz que quer um monte de filhos com voc�,
que te ama, que � a mulher mais importante da vida dele.
E n�o diga que n�o sabe, porque n�o creio.
Em troca, o que voc� fez todos esses anos? O que fez?
- Tentou mud�-lo. - Eu? - Sim, senhora, voc�.
E sabe por qu�? Porque o quer igual a voc�. Quer ele triste.
Triste e seco como voc�. Falei.
- Oi, Rocco. Os da 5� F j� sa�ram? - Ainda n�o.
- O que olha? - O que olho? N�o v�?
- O que fazem, brigam? - Calma, cara.
� siciliano, gesticula.
Se tivesse vindo pelo menos uma vez para nos ver tocar,
se percebesse que a peruca n�o � um jogo,
� um sonho que Rocco levou
adiante, apesar de pessoas como voc�,
que deveriam querer o seu bem e sua felicidade.
Sabe o que eu te digo? Rocco fez muito bem em deix�-la.
Na verdade, eu o deixei.
Est� bem, trocando a parcela o resultado � sempre o mesmo.
� triste e seca, � o que voc� �.
Ali est�.
A prop�sito, j� entregou a carta, sim ou n�o?
Ainda n�o consegui.
Ainda! O que significa "n�o consegui"?
- Cara, tem que ter coragem. - Agora n�o posso, est�o todos.
Se Giada te ouvisse dizer estas coisas,
o que deveria pensar?
- � ou n�o um homem? - Sim - Ent�o, v�, coragem!
Deve conquistar as coisas, sen�o n�o t�m nenhum valor.
Vai, cara.
Toma, isto � para voc�.
Obrigada.
- Oi. - Oi, encontrou tudo?
Sim, at� coisas que n�o pensava encontrar.
Podemos falar um pouco, cara mam�e "muito doente"?
Com prazer, mas depois. Agora venha, tem uma bela surpresa.
Mais uma?
- Oi, papai. J� viu? - Voc� que fez? N�o acredito.
Vov� me ensinou ontem, uma primeira experi�ncia.
Afinal, n�o � dif�cil.
A cara da experi�ncia! � boa.
Oi, pessoal.
- Vov�, entreguei a carta. - Muito bem, Lorenzo.
Oi, Paola!
Tudo bem?
- Ficar� feliz, agora. - Por qu�?
Roberto e eu terminamos.
- Sinto muito. - "Sinto muito", "sinto muito".
Desde que aprendeu, s� consegue dizer isso.
Mas, sabe qual � o problema? N�o estou sentindo nada.
Mas, n�o estava apaixonada por Roberto?
N�o sei.
Sabe a �nica coisa que sei? Nunca vou entender os homens.
N�o h� nada para entender. Esse � o truque.
Cara, n�o me disse verdade? O que disse exatamente Valeria?
Rocco, somos amigos?
Se voc� diz isso, as coisas est�o mal.
- Responde, somos amigos ou n�o? - Depende. Certo, quero saber.
Se um amigo lhe diz algo, diz para o seu bem?
- Sim, acredito. - Ent�o, Rocco, seu amigo Michele te diz:
"Ponha uma l�pide em cima".
Eu colocaria sobre voc�, a l�pide!
Voc� me disse: "Eu falo e resolvo tudo!".
Eu tentei, mas n�o havia nada a fazer.
Rocco, esque�a-a.
- Mas como "esque�a-a"? - Esque�a-a. - N�o, n�o posso.
- Rocco, olhe para voc�. - N�o. - Olhe!
Rocco, � um homem lindo.
Interessante.
Sabe quanto tempo algu�m como
voc� precisa para achar outra mulher?
Uma? Dez, voc� encontra! Que dez, cem.
- N�o �, pessoal? - Falou!
Mas o que � este funeral?
Logo subiremos no palco para a Beatlemania.
Este � o motivo pelo qual o ano passado fizemos uma...
Cuidado!
Ent�o, John, garra!
- Tem raz�o, garra. - Garra!
- Garra! - Garra! - Garra! - Garra! J� entendi, garra!
Tem raz�o, cara, se temos garra,
temos que ir l� e vencer todo mundo, rapazes!
- Garra! Garra! - Garra! - Garra!
Vamos!
- S� tem uma coisa que quero perguntar. - Fala.
O que disse exatamente Valeria?
Rocco, somos amigos?
Se voc� diz isso, as coisas est�o mal.
- Responde, somos amigos ou n�o? - Depende. Certo, quero saber.
Se um amigo lhe diz algo, diz para o seu bem?
- Sim, acredito. - Ent�o, Rocco, seu amigo Michele te diz:
"Ponha uma l�pide em cima".
Na verdade, eu dizia que era mentira que n�o voltava.
Mas um que do dia para a noite aprende a fazer
"crocante a la castelhana" e massagens ayurv�dicas!
J� entendi, eu errei. Paci�ncia!
E agora?
E agora, voc� fez algo irrepar�vel.
De queixa-crime.
Privar um homem de seu direito sagrado � detest�vel...
� algo que eu nunca teria feito.
N�o digo com Renatino, que � um amor,
mas na minha opini�o, com aquele idiota do seu ex.
Em alguns casos � essencial, mas se n�o gosta de um homem,
deixe-o, n�o formate-o.
Sabe, na verdade, gostava dessa maneira, defeituoso,
- s� que percebi depois. - Ent�o fala para ele.
- Sim, eu sei, eu falo. - Agora! - Um momento!
Muita ansiedade.
- O pr�ncipe azul, onde foi? - Acho que est� no banheiro.
- Oi! - Poderia dar uma m�o?
Mam�e, e se n�o gosto?
Sei que gosta, sen�o n�o viria.
� ela!
- Oi. - Oi.
Vamos, entra.
Aqui est�o.
Os meus, minha av�, minha irm�.
- Oi, a todos. - Oi. - Oi.
Vamos ao meu quarto, antes de comer?
Sim, vamos.
Vou terminar de preparar.
Voc� viu? Z�c, ao seu quarto! Saiu igual ao pai.
Em sua opini�o, quanto dura a "love story"?
- � junho? - Em agosto termina.
Mas n�o vamos falar, sen�o que gra�a tem?
Vov�!
- Vov� Clara! - Mam�e!
Vamos.
"Come on".
"Peace and love"!
Oi!
Perdoem a intrus�o.
Rapazes, parab�ns! Est�o na final
e com a nota mais alta. Bravo!
Eu sabia, eu sabia! Fomos muito bem!
Se fizermos bem "Sgt. Pepper's" j� era, o pr�mio � nosso.
O que foi?
Me falta Yoko Ono. Me falta Yoko Ono!
� maravilhoso. Minha primeira vez no est�dio!
Voc� veio um monte de vezes, s� que n�o se lembra.
E minha esposa queria me esconder tudo isso.
Se a encontrar, arranco um olho.
Piero! Piero, tesouro.
- N�o � a Anna? - Prepare um dedo dos grandes.
Sei que este � o �ltimo lugar em que voc� pensaria me ver,
as pessoas compram este espa�o para anunciar,
mas eu comprei para lhe pedir desculpas.
Mas est� louca? Que papel�o.
N�o fa�am gestos, que ningu�m saiba que � para mim.
Acredite, fiz pelos dois, porque queria que recome��ssemos
a nos amar como antes.
Nos �ltimos anos nos ignor�vamos,
n�o t�nhamos desejos de ficar juntos.
Nem mesmo voc� estava interessado em sexo.
Sexo com ela!
Lembrava do meu Piero, que me cortejava no mar,
aquele que me pedia em casamento
cantando "De joelhos diante de voc�",
aquele que me levou de lua de mel para Londres,
e que depois descobri
que era para ver a final da Copa da Inglaterra em Wembley.
Eu realmente fiz isso?
Eu... Eu s� queria que voc� saiba o quanto eu te amo.
Se quiser, nos vemos esta noite no lugar de sempre.
Sei que isto voc� n�o esqueceu.
Meu amigo, gola�o de Anna justo no canto.
Piero! Piero! Piero!
- Agora o que eu fa�o? - O gol de empate!
- Dr. Rovere? - Sim.
Sua m�e est� acordada, mas tem uma forte arritmia.
- Ent�o? - N�o posso fazer nada por ela.
Sinto muito.
- Posso? - Por favor.
Venha voc� tamb�m.
Crian�as, esperem aqui.
- Mam�e... - Meu amor, voc� est� aqui?
Me sinto como uma porcaria.
Eu sei, o cara da rotisseria me disse.
Faz frituras assassinas, mas � simp�tico.
Voc� sabia que est�vamos separados.
N�o sou mais jovem, mas n�o estou acabada.
N�o falamos para voc� para n�o faz�-la se sentir mal.
Sim, voc�s foram muito divertidos.
O melhor momento foi o dos filmes falsos.
Me diverti tanto, que por momentos quase me sujo toda.
- Como voc� descobriu? - Eu disse para voc�,
n�o sabe contar mentiras.
Marcello, v�-lo crescer
foi o espet�culo mais bonito da minha vida,
mesmo que �s vezes parecia um idiota.
- Obrigado, mam�e. - Imagina, meu amor.
Mas voc�s dois, realmente v�o ficar juntos de novo?
Sim, agora descansa.
Amanh� estar� melhor e a levaremos para casa.
Pensei em amanh� para o jantar comprar os...
Como se chamam? Os...
- Vamos para casa. - Que casa, papai?
Nossa casa.
Oi "everybody"!
- "Peace and love"! - "Peace and love"!
Quer�amos agradecer a voc�s
e aos jurados que votaram em n�s...
e que nos...
Merda, Yoko Ono!
- Valeria est� a�. - Onde? - L�. N�o � ela?
Sim, vamos, vamos l�! Um momento e come�amos!
Fazemos os arranjos finais e come�amos.
Estamos come�ando...
Come�amos.
Como dizia o velho John:
"N�o h� problemas, mas solu��es".
E esta � a solu��o. Sigam-me, rapazes.
H� uma mulher que faz o que diz
Para quem devo tudo o que tenho
� uma mulher que me faz feliz
� minha mulher e hoje vou te dizer
N�o suporta quando estou com meu amigo
Mas a m�sica � meu sonho de sempre
Depois sorri quando digo para ela
Quer um filho? Vamos, n�o diga que n�o
� minha mulher e logo me casarei
Despeda�ou o meu cora��o e agora, o que faz?
Voc� me diz: "N�o cresce mais, desapare�a!"
Eu digo: "Desculpe, vou mudar", mas voc�, o que faz?
Me deixa sozinho e se vai
"You and me"
"You and me"
"You and me"
"You and me"
Me disse: "Fora!", na verdade, estou aqui
- Durmo no sof� - O meu!
Com dor nas costas me ajoelho aos seus p�s
Eu disse adeus a Peter Pan
"You and me"
"You and me"
"You and me"
"You...
and me"
Essa � a est�tua de Moloch, foi utilizada em "Cabiria".
Fazia voc� rir, porque dizia que era igual ao seu professor.
Sim, de latim.
Chamava-se Martinelli, um bastardo.
Lembro-me muito bem disso, antes de terminar o colegial.
Lembro que tamb�m me trouxe aqui...
quando comemoramos 10 anos de casamento.
Jogaram Juve-Lazio, 3-2.
Estou feliz por voc� estar aqui.
Tinha algo para lhe contar.
Em suma, n�o tenho a consci�ncia tranquila.
Descobri que eu te tra�a. Mas eu n�o sabia de nada, juro.
Lisa Brancale, chamada por todos de "benfeitora".
Corso Cairoli 14, segundo andar.
Estive com ela ontem � noite, mas apenas dormimos.
Onde voc� pensa ir hoje � noite?
Eu... pensava voltar para casa...
mas se voc� cozinhar.
- Sim. - Certo. - Feito.
Voc� tamb�m poderia continuar...
- lavando-se com essa assiduidade comovedora? - Claro.
- Se acha que devo fazer isso. - Eu acho.
Eu queria perguntar uma coisa. Quando me expulsou de casa,
o que foi que eu tinha esquecido?
N�o importa, n�o me lembro tamb�m.
Talvez... eu v�...
comprar... aquela coisa.
Sempre tem algo para comprar, n�o?
- Se foi? - Sim. - Finalmente!
Sen�o, como fazemos para trabalhar nesse menino, n�o?
Totalmente de acordo com voc�.
- Mas logo o seu amigo se vai, n�o? - Claro.
J� tenho um plano cient�fico. Ali�s, como dizia Ringo Starr...
- Ringo falava? - Garotinha!
N�o fale mal de Ringo, o maior baterista de todos os tempos!
Mas o que tenho que explicar,
de "rock 'n' roll" n�o entende nada?
E voc�, nada de mulheres...
"John"!
GUERRA DOS SEXOS 2 legendas @drcaio
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.