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EM MEM�RIA DOS GUERREIROS AUSTR�ACOS, RUSSOS E FRANCESES...
QUE PERECERAM NA BATALHA DE AUSTERLITZ.
2 DE DEZEMBRO DE 1805.
�A BATALHA DE AUSTERLITZ�
QUERO SER MINHA POSTERIDADE...
PARA VER O QUE O POETA ME FAR� PENSAR, SENTIR E DIZER.
NAPOLE�O
TENTEI SER ESSE POETA E TOMEI DE VAN EYCK O MOTE...
�FIZ O MELHOR QUE PUDE�. ABEL GANCE.
- Que horas s�o? - Sete horas.
- Como est� o tempo? - Bonito e frio.
03 DE NOVEMBRO DE 1801
- Estou feliz! - Que bom, General.
Por que esse ar de enterro?
� seu novo chap�u...
E ent�o? Voc� s� tem de alarg�-lo para mim.
Vinte e duas polegadas de circunfer�ncia.
Minha cabe�a � sens�vel.
Mais dois dias de supl�cio...
e poderei us�-lo.
Quanto hoje?
A mesma. Cinco p�s e duas polegadas.
Olhe melhor, imbecil!
Duas polegadas a mais?
O senhor trapaceia sempre...
Constant...
quando escrever suas mem�rias, acrescente duas polegadas.
Cinco p�s e quatro polegadas.
Ser� o �nico no mundo a saber minha altura real.
O que contou o chapeleiro?
A alegria era geral na loja. Pareciam loucos!
Diziam que se o tratado fosse assinado...
seu nome seria o maior da Hist�ria.
N�o preciso da opini�o de Pouppard sobre pol�tica.
N�S O ESPERAMOS. G. QUANTO COBROU PELOS CHAP�US?
Sessenta francos cada.
N�o deu desconto pelos quatro?
N�o, cidad�o General. O tamanho da cabe�a, ele disse.
- Todos quiseram tocar os chap�us! - No m�ximo quarenta francos!
Resolva isto com ele ou iremos ao Dermore.
Malandro!
Ladr�o!
Por que anda como um pato?
Estou alargando seus sapatos tamb�m.
Minha cabe�a � como a sua mas meus p�s s�o bem maiores.
- Salta aos olhos! - Tome. Para seus p�s.
Chap�u.
- Terminou, Sr. Duplan? - Quase, senhora.
Meu marido desconfia dos homens que me cercam.
Obrigado.
Deixem-me, senhores.
- O pequeno Lignet terminar�. - Sim, senhora.
Ele � ciumento como meu marido.
Ele o mordeu!
- Sim, senhora. - � um ponto a seu favor.
Ele s� morde a quem me ama.
- Ent�o ele defende minha causa. - N�o t�o bem quanto o senhor.
O chapeleiro da senhora.
Um segundo.
Volte sozinho pela manh�.
Ande, v�.
Talleyrand, tem a entrada livre, por que traz esses grit�es?
General, a noticia � importante.
Lorde Cornwallis correu a noite toda...
precedendo o Ministro Fox e milh�es de ingleses...
para lhe trazer o Tratado de Amiens...
assinado por Arlington, e por Joseph, seu irm�o.
- Todos assinaram? - Todos.
Inglaterra, R�ssia, Espanha, Portugal...
Marrocos, Tunis, Argel, Turquia e a Baviera.
H� meses eu trabalho...
perd�o, n�s trabalhamos por essa uni�o na Europa!
Est�o quebrando tudo. � maravilhoso.
Posso dizer que por esse Tratado...
mas sem ainda sab�-lo...
a Europa toda lhe oferece seu trono.
Enfim.
Viva o povo!
Obrigado, senhores. Viva a Inglaterra...
e a reconcilia��o dos povos da Europa...
com a rep�blica francesa.
N�o. Est�o me sufocando, senhores!
N�o. Corro contar � minha esposa!
- � um levante? - Sim. De alegria!
� o entusiasmo de Paris pela paz com a Inglaterra.
- Est� mesmo assinada? - Sim.
Desde ontem � noite.
Meu amor.
� quase o trono. Lembra-se...
da previs�o da maga na Martinica?
Era verdadeira.
Meu destino ser� bom.
- � como voc� diz. - Serei rainha?
Melhor ainda...
Mais que rainha?
Agora tudo � poss�vel
Ent�o? N�o est� feliz?
Voc� gosta de outra!
- Fala de quem? - Da sua italiana.
- A Grassini? - Ela voltou a Paris.
- Eu sei, voc� a ama. - Sua voz, sim.
Mas admiro apenas sua garganta.
N�o fale mais dela.
Feche a janela. Puxe as cortinas.
Calem-se, comadres! Carlos Magno teria feito melhor?
- Quatro da manh�! - Ele nos convocou � meia-noite.
Esta � a melhor noite da vida dele.
�. E com damas... no plural!
� noite ele vai encontrar a dama de companhia.
- Sra. de Vaudey? - E sem falar da Grassini!
Ebert, Josephine est� mesmo furiosa?
Deixe-nos dormir!
Senhores, acordem!
� o povo que paga seus sal�rios!
A Suas Majestades, o Rei da Inglaterra...
o Imperador da R�ssia...
Selim III, Sult�o da Turquia...
o X� da P�rsia, o Rei da Baviera e ao senhor de Argel.
Eu disse X� da P�rsia e n�o ch� da �ndia.
Como se escreve X�?
Com �x�, General.
Bem, continue.
Elevei a Fran�a acima de todos os povos do ocidente...
e, pelo Tratado de Amiens, fechei para sempre o templo da guerra.
Ebert, que Talleyrand prepare um tratado com a Su��a...
para que ela nos ceda o Valais.
Para evitar qualquer discuss�o...
nota a Berthier...
para que o General Ney concentre na fronteira Su��a...
um corpo de 30 mil homens.
Anote.
A Fran�a jamais esquecer�, Majestade...
que a Inglaterra...
dando-nos...
pela primeira vez a liberdade nos mares, pelo Tratado...
nos permitir� uma concorr�ncia pac�fica. Ponto.
Ao Regente turco.
Nada tema, Grande Sult�o...
pelo Tratado de Amiens, a Fran�a e a Inglaterra...
decidiram sair do Egito.
E ao senhor de Argel...
N�o.
N�o.
Sair do Egito poderia complicar as coisas.
Pedirei a Talleyrand que responda.
Ele saber� se sair melhor que eu. Continue.
Sra. Caroline Duras e General Duras, Governador de Paris...
Senhores C�nsules Cambacer�s e Lebrun.
Senhorita Elisa Bonaparte.
Senhores Joseph e Louis Bonaparte.
Senhor Benjamin Constant.
Senhor Talmas. Senhorita Georges.
O General Bernadotte.
O General Lannes.
Senhora de Sta�l.
O General Angereau.
Que fam�lia! E n�o acabou!
Senhora Pauline Leclerc.
Bom dia.
- Sente-se. - N�o aqui, senhora.
Esta poltrona n�o combina com meu vestido!
N�o entendo por que detesta minha irm�!
Voc� sabe muito bem!
Lembra-se daquela noite, h� quatro meses?
O que tem?
Talvez...
Um filho! Um filho!
Josephine, d�-me um filho!
Sua Excel�ncia, Charles Fox e Lorde Cornwallis.
Fox. Bonaparte.
Minha admira��o pelo General n�o se exprime em palavras.
O senhor disse que depois da tomada da Bastilha...
este era o maior evento da Hist�ria?
Disse, e ainda penso assim, General.
Ent�o a paz de Amiens � o segundo maior evento da Hist�ria...
- entre nossos povos. - E gl�rias lhe sejam dadas!
Vim a Paris por pouco tempo para saudar...
agradecer e abra�ar, em nome da Inglaterra...
o maior homem, do mais inteligente dos pa�ses.
Meus pesados deveres o exigem. Parto agora.
Venha. Devo falar-lhe.
Sabe o que se cantarola por Paris?
�Reconhe�a seu novo vencedor e curve sua fronte d�cil...
Pauline toma os cora��es como Bonaparte toma as cidades�.
Por que diz sim a todos os homens?
Fa�o como voc� com as mulheres. Mas eu n�o sou hip�crita!
Toda Paris tagarela!
Comprei-lhe um hotel, na rua Courselle...
e um castelo, a Villa de Cotray.
Dei mais j�ias a voc� que a minha mulher.
Para me agradecer...
com seu marido � morte, voc� dorme com Laffond...
- um atorzinho imbecil! - Bravo! Est� com ci�mes.
E tenho o direito de dizer que voc� gasta loucamente!
Como? Estimulo o com�rcio!
- Fa�o funcionar as f�bricas. - Ora, por favor.
Deixe que falem.
Pe�a-me o que quiser.
N�o me importo com ningu�m. S� com voc�.
Quando precisar de um amor sincero...
sabe onde ach�-lo.
Voc� � a mulher mais linda do mundo.
- N�o tem mais nada a dizer-me? - N�o. Sim.
Voc� vai voltar para seu marido.
- N�o mesmo! - Eu exijo!
Aqui todas as mulheres a invejam.
- V�. - N�o.
� uma ordem!
Bem. Partirei, pois � sua mulher que quer.
Ele hesita.
- � preciso empurr�-lo - � o momento de agir.
- A coroa est� ao seu alcance! - N�o poderei voltar � C�rsega!
- Eu juro! - Eu tamb�m!
Jos�. Voc� � o chefe da fam�lia.
- Voc� deve obrig�-lo. - Um momento. Falarei com ele.
Talleyrand trabalha para n�s.
Meu caro Carnot!
- Estou feliz por v�-lo. - Por que permanece na oposi��o?
N�o sou t�o republicano quanto o senhor?
Receio que n�o seja por muito tempo.
N�o se v� um homem de Estado que governa desde 1789.
Governar a Fran�a...
ap�s doze anos de fatos t�o extraordin�rios...
n�o � coisa f�cil.
Sim. Mas o senhor ficou militar.
Essa � sua desculpa...
para confundir governar com comandar.
Esquece que acabei de trazer a paz � Terra?
Que obtive dos ingleses a liberdade dos mares...
salvando, assim, a ind�stria francesa.
Assinei a anistia de 140 mil imigrados...
criei o C�digo Civil, esquece disso?
N�o.
Mas n�o esque�o que est� aqui gra�as � revolu��o.
A Rep�blica buscava um chefe.
Militar?
Militar, sim! E o encontrou.
O povo sempre prefere a for�a ap�s a desordem.
Ningu�m o impediu de usar a sua.
Era mais c�lebre do que eu.
A revolu��o n�o gosta que a usem.
A revolu��o terminou!
Culpei os excessos dela, n�o seus princ�pios.
N�o mudei as cores de sua bandeira.
- Deve-se respeito � Constitui��o! - As Constitui��es sempre mudam!
Sempre foram subordinadas aos homens e �s circunst�ncias.
Nome e forma de governo n�o significam nada...
desde que os cidad�os sejam iguais em direito...
e que a Justi�a seja feita.
Percebo a� a grande sinceridade de seu amor pela Fran�a...
e espero que n�o use de desculpas...
perante a Hist�ria.
Precisarei cada vez mais de for�a e poder.
Carregar a Europa nos ombros...
eis a verdadeira raz�o que me leva a um tipo de...
como dizer...
absolutismo.
Eu sei.
E � por isso, General...
que quero retirar-me de uma vida pol�tica...
que vai contra meus princ�pios.
O que quer que aconte�a serei sempre seu amigo.
Como queira, Carnot.
Isto aqui est� sinistro!
Quero que se divirtam at� a loucura!
- Que express�o de raiva! - Com tantas preocupa��es...
O grande Carnot foi muito severo.
Talvez tenha raz�o.
N�o se deixe abater por seu humor est�ril.
E minha fam�lia...
que me exorta a subir ao trono, tem raz�o tamb�m?
Hoje, minha felicidade pessoal...
seria renunciar � vida p�blica.
Se os Bourbon o ouvissem, voltariam amanh� mesmo.
- E voc� seria enforcado, Fouch�! - E o senhor tamb�m, General.
Ent�o, meus amigos...
Ent�o, n�o ter total autoridade pol�tica � uma falha.
Como a instabilidade do sistema de tr�s C�nsules.
Deve tornar-se C�nsul vital�cio o quanto antes...
para alcan�ar o trono.
- Acredita nisso? - Sim.
Com raz�o.
A Europa negociar� mais facilmente com um Imp�rio...
que com uma Rep�blica, cansada e inquieta.
Sua habilidade e coragem em controlar a anarquia...
o tornam o soberano que ela mais deseja.
Pensa mesmo isso, Talleyrand?
� o Ministro das Rela��es Exteriores quem lhe fala.
- Deve ter poder absoluto... - E de direito divino...
para conciliar a Europa, que, afinal, s� admira a for�a.
Napole�o.
Sabe o que nosso pai disse de voc� antes de morrer?
�Ele me salvaria a vida, se viesse!
Ele, que far� tremer reis. Ele, que mudar� a face do mundo!�
Em nome da fam�lia Bonaparte, obede�a ao nosso pai!
O trono vazio � para voc�!
- Tome a coroa. - Ser� base para sua nova nobreza.
- O que acha, Murat? - Os soldados chorar�o de alegria!
N�o sei.
O Imp�rio.
O Imp�rio.
Voc�s acham que devo ao povo um novo sacrif�cio?
Paderay!
Organize um referendo urgente para o Consulado vital�cio.
- Conhece a senhora de Sta�l? - Demais!
Grassini me escreveu. Ela lhe manda lembran�as.
- Disseram-me que era bela. - E me disseram que era educado.
De que falavam?
Cit�vamos Corneille, a respeito da instabilidade pol�tica.
A pol�tica tem o brilho do vidro e a mesma fragilidade.
Comigo ela n�o � de vidro! � de diamante!
Dizem que divide seus favores entre Moreau e meu irm�o Lucien.
Divido com eles a preocupa��o por suas ambi��es.
Eu poderia mand�-la a um belo ex�lio...
para apaziguar suas preocupa��es.
� t�o boa atriz quanto Talmas.
- Est� louca, Juliette! - Talvez.
Mas menos que todos aqui!
Hip�crita! Eu o vi com a senhora Recamier...
- E da�? - Vou contar a sua velha esposa.
Obrigado, estava sufocando.
Est�o todos atr�s de mim, como formigas.
Carnot, minha fam�lia...
- Constant... - Sim?
Voc�, n�o. O Benjamin.
N�o entendi...
Idiota...
- Voc� me v� Imperador? - Como qualquer outro.
Mas com saltos altos.
- A senhora est� s�? - Sim.
Nem a morte poder� mudar
Leio no c�u
Cheio de estrelas
A alegria
O encanto
De meu amor por ti
Estranho.
Ao subir pela escada...
pensei que um violino a acompanhava.
Voc� sonhou, meu pequeno corso...
Voc� ainda me ama?
O que est� esperando para fechar a janela?
Meu bem
� doce sonhar
� doce cantar
Quando a vida
� amor
REFERENDO
O POVO FRANC�S RESPONDEU � PERGUNTA...
NAPOLE�O BONAPARTE SER� C�NSUL VITAL�CIO?
POR 3.577.259 SIM CONTRA 8.400 N�O...
O POVO FRANC�S NOMEIA E O SENADO PROCLAMA...
NAPOLE�O BONAPARTE C�NSUL VITAL�CIO.
Voc� � o errado, Joseph!
Prometeu entregar a espada ao pr�prio Latour.
Sim. Mas tive de fazer o que fiz para apagar qualquer lembran�a!
- Mesmo de gratid�o? - Sim.
Tudo para enfrentar a oposi��o!
Voc� fala como Saint-Juste, mas age como C�sar.
E esse lixo an�nimo, comparando C�sar e Bonaparte.
- Foi voc� quem escreveu? - Sim.
� verdade que voc� me imita num teatro, com Elisa...
- que se exibe em colante rosa? - Sim.
- Por que me provoca? - Para que voc� tenha vergonha!
Voc� trata sua fam�lia como escrava!
- N�o devo nada a ningu�m! - Deve tudo desde 18 de novembro!
Ent�o, voc� n�o � o Ministro do Interior?
Um ministro vazio.
Seus ministros s�o bonecos sem poder de a��o.
Voc� sabe que suprimindo a liberdade...
eliminou a palavra mais bonita da l�ngua francesa.
E eu o elimino da minha vida! E do governo!
- Estou horrorizada. - Saia daqui!
Venha, Mam�e. � um louco!
Deixe-me falar com ele, meu filho.
Mam�e Let�cia, havia jurado n�o vir ao pal�cio.
Gostaria de tir�-lo daqui! Tremo por voc�.
Este cen�rio teatral me assusta.
- Voc� treme mais por Lucien... - N�o...
� dele que a senhora gosta mais.
Sim. Porque � o mais infeliz...
Quem n�o se alinha comigo n�o � da minha fam�lia.
Acalme-se. Acalme-se!
Est� bem.
- Eu o nomeio Embaixador em Madri. - Obrigada.
Ficou vaidoso!
Um espelho sobre a mesa.
Foi Josephine que o esqueceu.
Sou parecido com a senhora.
Mam�e Let�cia, por que n�o gosta do meu pal�cio?
Veja suas filhas. Elas gastam 5 milh�es por ano!
Mesmo? Ent�o farei como elas, desde que voc� me d� duas!
- Tomara que isto dure! - Sim. Durar�, Mam�e.
Por que p�e a m�o sempre assim?
N�o sei. Talvez para impedir meu tique...
de puxar a manga esquerda com a m�o direita.
N�o tem dor no est�mago? Lembro-me que seu pai...
M�e...
eu nunca teria pensado nisso.
Talvez tenha raz�o. N�o se preocupe, mam�e.
Meu pequeno Napole�o!
� cl�usula do Tratado de Amiens! N�o pode desonrar sua assinatura!
Aten��o, Sr. Fox.
Nunca pensei que fosse um traidor dos compromissos do pa�s!
O ch� est� servido.
Grite o quanto quiser, Sr. Fox. N�o mudar� minha decis�o.
Sua admira��o por esse pequeno e ambicioso corso...
o deixa cego.
Ele quer o Mediterr�neo para ele!
N�o devolverei Malta!
Mas n�s assinamos!
O senhor envolveu os ingleses num tratado equivocado.
N�o quero mais isso.
As manufaturas de Bonaparte est�o nos arruinando.
Foi um erro dar-lhe a liberdade nos mares!
O senhor disse que era nosso ponto fraco.
Mas eu o fortaleci!
Estes decretos permitir�o inspecionar...
os navios franceses.
Nelson se encarregar� de reparar esse crime...
esse erro que o senhor cometeu.
- A Hist�ria o julgar�! - Mas salvarei nossas col�nias.
N�o entende? Ele � muito impulsivo...
e sua hostilidade pode lev�-lo a invadir a Inglaterra!
N�o enquanto eu for vivo, Sr. Fox.
Imbecis! Est�o arruinando o pa�s!
Tolos!
Acalme-o, Nelson.
Ele o admira tanto quanto a Bonaparte.
Precisamos abater esse corso. Ele se toma por C�sar.
Ele � nossa maior amea�a.
Conhe�o o homem certo. O chefe da Vend�ia, Cadoudal.
- O homem da m�quina infernal? - Sim. Ele � amigo de Pichegru.
Dei a Cadoudal poder e dinheiro para agir em grande escala...
explodir arsenais, matar Bonaparte...
e preparar o retorno de outro pr�ncipe franc�s...
o Duque de Enghien, por exemplo.
Eu n�o ouvi isso. Lavem a roupa suja entre voc�s...
desde que ela fique branca como a bandeira Bourbon.
Vamos abrir os olhos da Pr�ssia, da �ustria e da R�ssia.
Temos programas de assist�ncia �s na��es aliadas.
Tenho m�s not�cias de Londres e de S�o Petersburgo.
Felizmente tomei precau��es.
Para a Inglaterra e para a R�ssia o senhor representa a Rep�blica.
S�o as id�ias da revolu��o que eles odeiam.
A tormenta se dissipar� quando ascender ao trono.
Acha? H� pouco Fouch� dizia o contr�rio.
Fouch�? Estava mal informado.
Eu sei.
Tenho a inten��o de dispens�-lo.
� uma pedra no sapato de todos, mesmo nos seus.
J� tenho os p�s bem apertados, com tudo que o senhor diz de mim.
Seu tipo de humor me exaspera, Tailerand...
Tailerand n�o. Talleyrand, com dois �eles�.
Com dois �eles�? N�o parece.
O bom gosto � seu aliado pessoal, General.
Mas teria se desfeito dele h� muito tempo, se pudesse.
O senhor � um ladr�o. Um covarde.
Um homem sem f�.
- N�o cr� em Deus. - O senhor tamb�m n�o.
Isto � problema meu!
N�o creio em Deus, mas creio em Napole�o...
quando ele n�o est� irado.
Sempre volta a mim, n�o?
O senhor tem raz�o. Fouch� n�o � seguro.
Ele est� cego de �dio por Moreau...
e n�o entende que a Inglaterra est� por toda parte...
e que � uma inimiga mortal.
Moreau e Fouch�, sim. Eu suspeitava.
A partir de agora...
Fouch� n�o � mais o Ministro da Pol�cia.
Nomeio Rehal para seu lugar. E Reignier...
para a Justi�a.
N�o imite Talleyrand, idiota!
Com dois �eles�, General?
Tire-os.
J� devem estar bons agora.
Vou passear no terra�o.
O General sabe que nunca devo deix�-lo s�.
V� dormir!
O que � isso? Chamem os guardas de S�gur!
Um homem com um punhal. Ali na entrada do parque. Atirem.
Cadoudal!
Obrigado, Constant.
Voc� me salvou a vida.
V� dormir.
Deixe-me s�.
- Voc� me assustou. - Ouvi tiros, General.
Quero falar com voc�.
V� repor sua roupa de cont�nuo.
N�o quero que vejam seu rosto verdadeiro.
S� alguns instantes.
Ouviu? Era Cadoudal.
O senhor � alvo tanto dos monarquistas...
quanto dos jacobinos.
Mas � a Inglaterra que manipula tudo.
Todos os compl�s partem de Londres.
- Voc� poderia localizar a fonte? - Sim.
Precisamos captar a confian�a do chefe da contra-espionagem...
Sir Amon.
N�o � coisa f�cil.
De La Touche, o espi�o deles?
Est� trancafiado. Trocou sua vida por estas credenciais...
e pela chave do c�digo deles.
Agora posso ter acesso ao servi�o secreto deles.
Magn�fico!
O que pensa de minha id�ia?
- Um plano feito pelo senhor? - Sim.
Plano para invadir a Inglaterra, mas pela Irlanda.
Falsos, claro.
Eu os fiz para que comprem de voc�.
- �timo, General! - Diga-lhes que s� voc�, Frioul...
cont�nuo de meu gabinete privado, sabe onde escondo os planos.
Guarde isto.
E que voc� vender� meus planos militares muito caro!
Informe-se tamb�m sobre um compl� do General Moreau...
mencionado por Talleyrand.
Sabe que corre risco de morte.
� pouco para conservar a sua, General.
Podem falar livremente diante do Sr. Frioul...
cujas credenciais est�o assinadas por nossos agentes em Paris.
O Sr. Frioul � o cont�nuo privado do gabinete de Bonaparte.
Ele furtou os planos de invas�o de nosso pa�s atrav�s da Irlanda.
Est�o escritos pelo pr�prio Bonaparte.
Obrigado, cavalheiros.
A Inglaterra jamais esquecer� este servi�o, Sr. Frioul.
Eis um primeiro pagamento de 50 mil libras.
Receber� tr�s vezes este valor...
quando trouxer os planos militares completos.
Em ouro, por favor, Secret�rio de Estado.
Pegue as 50 mil libras. Voc� as ganhou.
Os documentos s�o impressionantes.
- Quantos conjurados? - Cinq�enta.
O mais perigoso � Cadoudal.
Grupos se formaram para mat�-lo e restaurar os Bourbon.
Um pr�ncipe franc�s deve vir pela costa...
ou pelo Reno.
Nenhum bando de assassinos destruir� o que eu comecei.
Darei minhas ordens � policia secreta.
Obrigado, Frioul.
Duroc!
Sente-se e escreva.
Cerquem Paris com postos de vigias.
Atirem em quem tentar sair. Guarni��es em p� de guerra.
Barcos policiais dia e noite sobre o Sena.
Um ex�rcito de vigil�ncia nas costas da Normandia.
Prepare as carruagens, parto para Boulogne. Duroc!
A Sra. de Vaudey vai tamb�m. Inc�gnita.
Sentem-se, senhores.
De fato...
decidi n�o aceitar da Inglaterra outro tratado que o de Amiens.
E jamais aceitarei bases inglesas no Mediterr�neo.
Eu j� concordei com 2.200 barcos e 9 canhoneiras.
Sim, trata-se de fazer passar 150 mil homens e 10 mil cavalos.
- Em que ponto est�? - Vou mostrar-lhe. Por favor.
A frota est� em constru��o em todos os seus arsenais...
dia e noite, de Brest at� Antu�rpia.
Felicita��es, senhor.
H� mil anos de ultrajes a vingar! Tem dois meses para terminar.
Eis o relat�rio sobre Santa Helena.
Meus navios em S�o Domingos tomar�o esta ilha o quanto antes.
E j� que est�o tomando meus navios...
escreva, La Rue:
�Eu decreto...
voz de pris�o a todos os ingleses residentes na Fran�a.
Minha frota se dividir� em oito esquadras...
duas a duas, Le Fournais. � mesa, senhores.
Dois: montar a linha de frente e a reserva...
e fazer as nomea��es com base no crit�rio da Legi�o de Honra.
Cartier, inspe��o amanh� na aurora.
Dormir�amos juntos
Esta espera me mata!
Venha.
Voc� mant�m a aposta com Eug�ne?
� para dar o troco a sua esposa! Meu amor...
- Aqui estarei mais tranq�ilo. - Sim.
O que � isto?
� o resto de meu traje de banho. Os generais o tomaram de mim.
O qu�? Ent�o eles a viram...
Mas eu os despistei! N�o viram nosso ninho de amor.
- Sua conduta � escandalosa! - Mas... o esc�ndalo n�o alimenta.
Se fosse mais generoso, eu n�o precisaria...
Onde est�o as faturas?
Sob seu travesseiro.
- N�o. - Sim.
Eu estou com pressa.
Voc� as ler� enquanto...
Enquanto isso na cama
Enquanto isso na cama
Posso dar-lhe meia hora!
A alegria vem
Do fundo de nossa alma
A luz est�
Estamos prontos para partir...
mas um inventor americano quer uma audi�ncia.
Dechivert, n�o tenho tempo!
Desculpe, senhor.
Espero ser recebido h� seis semanas.
Quem lhe permitiu?
Preciso mostrar-lhe algo.
� o �nico homem, hoje, que pode compreender-me.
Venho da parte de Livingstone que assinou com o senhor...
o tratado de venda...
- da Luisi�nia. - Sim, presenteada por 14 milh�es.
Sim, realmente.
Os americanos apreciaram a nova estrela na bandeira.
Por isso, ali�s...
- n�o quis dar isto aos ingleses. - Que tipo de barco � este?
Um meio de conquistar a Inglaterra.
J� tenho centenas! Veja. De bal�o. Sob a Mancha.
Planos loucos.
- Ut�picos. - Mas isto aqui funciona!
E os ventos contr�rios, os navios de Nelson...
- quem pode venc�-los? - Isto.
Sim? Onde est�o as velas?
Est� vendo velas?
N�o h� velas.
- Remos? - N�o h� remos.
Funciona por obra do Esp�rito Santo?
Do vapor.
Vapor?
Meu navio avan�a em qualquer tempo...
tr�s vezes mais depressa. Todo de metal, General.
Levarei sua inven��o � Academia.
Se ela vingar, pode mudar a face do mundo.
Sim. Mudar� a face do mundo.
Seu nome?
Robert Fulton.
Voc� ama a Fran�a, eu amo seu pa�s. Este � um bom meio...
- de consolidar nossa amizade. - Obrigado, senhor!
- O vapor. - Sim, senhor.
O vapor.
Obrigado. At� breve.
E por que n�o?
Cuidado com este pacote. � um barco a vapor.
Lamento trazer-lhe m�s not�cias, mas isto chegou agora.
� um bilhete manuscrito do Ministro ingl�s Drake...
ao Duque de Enghien.
N�o importa por quem o animal seja abatido...
basta que todos estejam prontos para ca�ar.
O Duque de Enghien?
O senhor Fouch�.
A� vem seu compadre Fouch� querendo recuperar seu cargo.
O senhor parece contrariado, Sr. Fouch�.
O ar est� repleto de punhais contra o senhor.
Constato que enxerga melhor?
O General Pichegru est� se escondendo.
Ele se encontrou esta noite com Moreau na rua Montmartre.
Prossiga.
Quanto a Cadoudal, desaparecido...
sei que prepara uma emboscada...
para apunhal�-lo ele mesmo, amanh�, em Malmaison.
Como n�o sou mais Ministro...
preveni meu sucessor.
N�o sou um c�o que se possa abater na rua.
Eu me permitirei de agir amanh� de forma particular...
e Cadoudal n�o escapar�!
Outra not�cia � um relat�rio da pol�cia de Estrasburgo.
O Duque de Enghien, residente em Etenheim...
reuniu ali muitos emigrados, entre eles o General Du Maurrier.
Du Maurrier!
Pichegru!
Moreau!
Tr�s traidores republicanos a servi�o da Inglaterra.
Todos meus amigos. Antigos condisc�pulos.
Que ironia!
Atacam-me.
Pois bem.
Pagarei na mesma moeda.
Srs. Rehal, Ministro da Pol�cia, e Reignier, Ministro da Justi�a.
Detivemos um dom�stico de Cadoudal, chamado Hidant.
Ele confessou que um jovem, muito respeitado...
estava para aderir aos conjurados em Paris.
O Duque de Enghien.
� ele.
O Duque vive perto da fronteira e conhece perfeitamente Drake!
Talvez seja o principal suspeito.
Pode us�-lo como ref�m para garantir sua tranq�ilidade.
Mendal!
Ponha fim a esses atentados!
Ele n�o � neto de Cond�? E dessa fam�lia Bourbon...
que acha o sangue deles melhor que o seu?
Escreva!
O Conselho, aqui reunido...
em 19 de dezembro do ano 12...
com Talleyrand, Rehal e Reignier, ministro interino, decide:
ordenar Colin, Covert, e Donner a entrar no Ducado de B�le...
com 300 drag�es...
cercar a cidade de Etenheim...
- e raptar o Duque de Enghien. - A��o em solo germ�nico?
O senhor est� seguro de que ele seja um conjurado?
Espere que esteja em solo franc�s...
- para poder aplicar a lei. - � ele.
Eu sinto.
Se n�o for ele, pagar� pelos outros.
Levarei o terror...
at� dentro de Londres.
Sr. Fouch�...
vai trabalhar com o Sr. Rehal...
at� quando eu lhe devolver seu minist�rio...
pois para mim, apesar de tudo...
� o homem mais bem informado da Fran�a.
A sess�o est� encerrada.
� grave. Releia. Est� bem leg�vel?
Interrogue o Duque de Enghien sobre a pretensa conspira��o...
com Cadoudal e Pichegru.
Se houver qualquer d�vida favor�vel ao acusado...
ordeno a suspens�o da execu��o.
Leve isto a Rehal j�! E mantenha-me informado.
Xeque ao rei.
Deixe-me!
Chegamos tarde demais!
Rehal proibiu que o acordassem...
- e ao ver a carta sob a porta... - Chegaram tarde demais!
E esse drama porque meu Ministro da Pol�cia queria dormir?
Tinham de arrombar a porta! Idiotas!
Que o tribunal tenha condenado...
Enghien ao confessar, n�o me surpreende...
mas...
esse julgamento s� deveria ter acontecido...
ap�s Rehal t�-lo interrogado...
sobre um ponto chave.
Eis um crime que n�o leva a nada.
Mais que um crime. � um erro.
- O senhor me aconselhou! - A faz�-lo ref�m...
- assustar os Bourbon, sem matar. - Cale-se!
Sou um joguete da fatalidade.
Eu quis salv�-lo.
Por que n�o escreveu antes?
Ele escreveu, General.
Mas achei inoportuno, ap�s o julgamento.
Por que n�o me deu esta carta antes da execu��o?
Suas ordens foram terminar tudo at� �s quatro da manh�...
H� o que eu digo...
e o que deve ser feito em certos momentos!
Se eu tivesse recebido a carta...
teria perdoado o Duque.
Savary, voc� carregar� o peso por essa morte!
Fora!
Imbecis!
Um Ministro da Pol�cia que n�o quer ser acordado...
� esc�ria!
H� erros em pol�tica...
que s� se resolvem com outros erros.
Os quatro diretores de jornais esperam. Receba-os.
Senhores...
os conspiradores quiseram matar a revolu��o na minha pessoa.
Tive de defend�-la.
O Duque de Enghien conspirava como os outros.
Como? Pensei...
Derramei sangue.
Talvez derramarei mais.
Mas sem grande pena...
pois a sangria faz parte...
do tratamento pol�tico!
Pronto. Obrigado, senhores.
Entrem em acordo! Est� me queimando!
- O que querem que eu fa�a? - Fa�a-se sagrar Imperador agora!
Que a hereditariedade assegure seu sucessor...
e n�o haver� mais atentados contra o senhor.
N�o, Fouch�!
Ditadura a pretexto de prote��o n�o se sustenta.
A forma de C�nsul vital�cio basta para fazer o que deve ser feito.
Fizemos a guerra na Europa pela rep�blica...
e n�o para a monarquia.
Novas monarquias seriam absurdas.
Em pol�tica, absurdos n�o s�o obst�culos.
Entendo que defendam seus cargos de C�nsul a meu lado...
mas a Fran�a tomar� um Bourbon se lhe recusarem um Bonaparte.
Imperador? Com for�as armadas republicanas?
Deixe que Soult responda!
Represento o Ex�rcito junto ao senhor.
Estamos prontos a proclam�-lo rei ou imperador.
Cremos que esta � a solu��o para salvar a revolu��o.
- N�o � poss�vel. - Permita-me...
Obrigado, senhores.
N�o acha isto incr�vel? Veja esta, por favor.
Essas caricaturas v�o arrasar Bonaparte...
mais que nossa Armada!
Eu matarei o usurpador, com isto!
Lord William Pitt!
Estou admirado por n�o v�-los em seus uniformes de soldado.
Ser� amanh�. Eis o decreto.
Gra�as ao Sr. Harmonn Drake...
nos tornamos motivo de riso na Europa!
Fouch� divulgou seus m�todos canhestros.
Cadoulal e Moreau est�o presos. Pichegru enforcou-se.
Belo trabalho, Sr. Drake!
O uniforme militar lhe cair� bem!
V� vesti-lo.
A Sua Majestade o Imperador da R�ssia.
A Sua Majestade o Imperador da �ustria...
General, os Embaixadores chegaram para a audi�ncia.
J� vou.
- Que pap�is s�o esses? - S�o sem import�ncia.
Sem segredos, Fouch�!
- Ent�o querem a guerra? - General, de que nos acusa?
Das m�ltiplas tentativas de assassinar-me...
de comprar meus generais...
do desrespeito constante de seus jornais.
Os ventos que v�m da Inglaterra s� trazem �dio e ultrajes!
Querem ou n�o executar o Tratado de Amiens?
Suas tropas ainda ocupam Malta e Alexandria!
Querem a paz ou a guerra?
Se quiserem guerra, voc�s a ter�o...
at� a ru�na de uma das na��es.
Desconfia de mim sobre o Egito? Tranq�ilize-se.
Sim. Pensei muito no Egito.
Mas n�o comprometerei a paz...
para reconquistar essa regi�o.
Isto n�o � tudo, Milord!
O rochedo de Malta...
tem grande import�ncia para voc�s mas para mim maior ainda.
Ao mant�-lo...
violam um tratado solene assinado entre n�s. Por mim...
prefiro v�-los em Montmartre do que de Malta.
Pensam que podem intimidar o povo franc�s com suas armas?
Podem matar o povo, Milord? Intimid�-lo? Jamais!
Apenas queremos viver em bom acordo.
Ent�o respeitem os Tratados ao p� da letra...
ou terei que ignorar o de Amiens!
No mesmo local...
de onde expulsou o povo...
onde Henrique III foi morto...
e Henriette da Inglaterra foi envenenada...
o senhor acaba de fazer grave afronta a meu pa�s.
Pior para quem n�o respeita os tratados!
Sr. Dedouville, venha reportar-me o que sofreu na corte da R�ssia.
Telegrafe ao Almirante Villeneuve em Toulon.
Sente-se!
Nelson pensa que tenho ambi��es no Egito!
Que ingenuidade!
Aparelhe-se na dire��o sul.
Depois, corra a Arras, na Mancha.
Se dominarmos o estreito por seis horas...
seremos senhores do mundo!
Sua Excel�ncia, Conde Dedouville, Embaixador da Fran�a.
- Todos vestiam negro? - Todos.
O Czar Alexandre...
fez sua corte receb�-lo de luto por Enghien?
Sim, General.
- Uma falta de polidez! - E um sil�ncio glacial.
Ele se arroga a justi�a!
Esse filho...
que deixou o pai ser assassinado por seus conselheiros atuais!
Mais grave, General!
O Czar assinou um tratado militar secreto com a Pr�ssia...
para nos obrigar a dividir for�as entre Inglaterra e o continente.
Duroc!
Sente-se.
Escreva.
Majestade.
O luto da corte da R�ssia � um insulto ao tribunal...
que condenou o Duque de Enghien.
Eu teria motivos bem mais fortes para portar luto por meu amigo...
seu pai!
Ningu�m � mais pacifico do que eu!
Se quiser a guerra, deve diz�-lo francamente.
Palavras finais... as mais secas poss�veis.
Napole�o. Marca mais!
Serei eu o primeiro a trat�-lo por Majestade?
Sim.
Imperador?
O posto est� vago desde Carlos Magno.
�timo! A Constitui��o imperial e a lei org�nica est�o prontas.
O senhor sabia...
que o titulo de Imperador j� estava na boca de todos...
esperando pelo sinal que veio agora?
Oferece-me um ninho de rosas, Talleyrand.
O senhor mesmo o preparou, Majestade.
Com Cambacer�s, Fouch� e seu irm�o Joseph...
apenas aparamos os espinhos.
Eles viram que � in�til procurar dragonas na guerra...
quando se pode obt�-las em pal�cio.
Mande entrar!
Vejo que j� sabem...
n�o �, Fouch�?
Duroc!
Meus irm�os e irm�s ser�o pr�ncipes e princesas...
e ter�o dota��o anual de 1 milh�o.
Meus bens vir�o do produto dos dom�nios da coroa...
e de um rendimento anual de 25 milh�es.
Fouch�...
voc� retoma a Pol�cia.
Duroc...
eu o nomeio Gr�o Marechal do pal�cio.
Estabele�a este decreto imediatamente.
Encarregue-se de apresentar amanh� ao Senado...
o relat�rio que Talleyrand est� terminando...
de modo que � tarde...
minha nomea��o como Napole�o l, Imperador dos franceses...
- esteja pronta. - Meu General...
isto �, Sire... isto � imposs�vel!
Na Fran�a, s� admiramos o imposs�vel.
E voc�, Joseph...
v� ver nosso tio, o Cardeal F�che.
Diga-lhe que o nomeio Gr�o Capel�o do Imp�rio.
Que v� ver o Papa...
e o conven�a a vir sagrar-me em Notre Dame, com a Imperatriz.
Est� louco, Napole�o...
perd�o... Majestade.
H� dezoito s�culos um Papa n�o sai da Cidade Eterna...
- E Carlos Magno em pessoa... - O Papa coroou Pepino o Breve...
Pio VII...
vir� a Paris para a sagra��o, por sedu��o, ou por temor...
nem que eu mesmo v� busc�-lo com meus soldados.
Mas voc� n�o � casado na Igreja.
Ele n�o sabe.
E se ficar sabendo, a Igreja � cordata.
Calcem suas botas de sete l�guas!
Cada hora perdida pode resultar em desgra�a.
Constant!
- O que � isso? - � para a proclama��o...
Sire... Majestade...
N�o fa�a salamaleques. Deixe ver...
N�o.
Vestirei esta fantasia amanh�.
Ap�s a sagra��o...
voc� vai me mandar fazer uma sobrecasaca.
Muito simples, sem ornamentos.
Perto dos bordados, das plumas e do ouro de seus generais...
� para n�o virar um alvo?
N�o. N�o pensei nisso.
Mas...
- a dedu��o est� certa. - E a cor da sobrecasaca ser�...
Cinza, naturalmente.
Agora que vai tornar-se Imperador...
n�o fica bem eu continuar como dama de companhia.
Que tal...
- primeira dama da Imperatriz? - J� est� assinado.
Vai dispensar a Srta. Davrillon, n�o �?
Naturalmente.
Ia esquecendo minhas pequenas despesas...
Pequenas?
Sala de compras das Tulherias, em Auteuil:
-150 mil francos. - Loucura, mas deslumbrante!
- Quatro damas de companhia... - Economizei tr�s...
- Nove dom�sticos... - � uma casa grande...
- Uma leitora. - � para adormecer-me � noite.
- Tr�s cocheiros. - Tr�s?
� verdade.
Voc� custa mais que minhas irm�s.
Mas menos que Josephine.
Pago suas contas pela �ltima vez, porque pago caro demais...
o que posso obter por bem menos.
Voc� sabe que isto n�o tem pre�o. Abra...
Vamos, depressa.
E n�o adiante o rel�gio como da outra vez
Eu?
Abram!
Abram ou fa�o uma loucura!
O que deu em voc�?
Cansei de espionagem, entendeu?
Perfume!
Ou�a! Eu fico ouvindo quando recebe suas amigas?
Decidi seguir os conselhos de minha fam�lia.
Quero divorciar-me! Entendeu?
O qu�? Divorciar?
Por favor!
Escute. Se voc� me obedecer...
sabe que nunca a obrigarei a deixar-me.
Estou resignado com voc�. Resigne-se tamb�m!
Evite-me o constrangimento desse tipo de situa��o.
Sim. Obedecerei.
- Em tudo? - Sim.
Mesmo que a Sra. de Vaudey seja sua primeira dama?
Sim.
Ou�a. Em algumas semanas ser� Imperatriz.
A partir de ent�o...
n�o nos deixaremos mais.
Eu a amo.
Nada do que faz me escapa.
Hoje voc� se trocou cinco vezes, s� para me agradar.
- Voc� viu as faturas! - Sim.
� verdade.
Eu eliminei seu maior fornecedor. N�o dava descontos.
Voc�, pelo menos...
atrasa os rel�gios.
- O que quer dizer? - Nada.
Nada.
Not�cia grave. O embaixador da Inglaterra saiu de Paris.
O Tratado de Amiens n�o existe mais.
A Inglaterra nos for�a a dar o primeiro passo.
N�s o daremos.
Talvez nos tomem algumas col�nias...
mas levarei o terror a Londres...
e derramar�o l�grimas de sangue!
Sua Santidade Pio VIII saiu de Namours.
Enfim.
Devo ir encontr�-lo em Fontainebleau.
Ent�o � a guerra?
A sagra��o primeiro.
Desculpe, Santo Padre... Conhe�o mal a etiqueta da Igreja.
E eu menos ainda a etiqueta militar.
H� algo...
que me incomoda.
Consentiu sagrar-me Imperador como se fosse for�ado.
Toma um ar de m�rtir...
oferecendo sua dor ao c�u!
Mas n�o � meu prisioneiro!
� livre como o ar.
Um comediante.
Comediante, eu?
Eu o farei chorar com algumas pe�as.
Meu teatro � o mundo!
E meu papel � o de maestro e de autor.
O ator os domina a todos... Papa, rei, povo.
Se eu pudesse, o senhor seria apenas um pobre padre.
Saiba de uma coisa, senhor Chiaramonte.
Seu h�bito branco n�o me impressiona!
E se continuar assim...
- eu o rasgarei sem respeito! - Um ator dram�tico!
Nada estar� pronto! Ser� um desastre!
Nunca poderei andar com isso tudo!
Napole�o! Napole�o!
Quero uma cauda igual � da Imperatriz!
Imposs�vel. O protocolo � claro: um metro a menos.
- Mude o protocolo. - Napole�o.
- N�o levarei a cauda do manto. - Nem eu.
Diremos que o manto �ser� segurado�.
Mas nosso manto tamb�m dever� ser levado.
Por nossos camaristas.
Muito bem.
Sire, eis os emblemas do poder.
Voc� quer dizer...
os acess�rios do poder.
Kellerman levar� a coroa, P�rignon, o cetro...
Lef�vre, a espada; Berthier, o globo...
e Talleyrand, a cesta com o manto.
Sr. de S�gur, reveja os detalhes da coroa��o...
e escreva um protocolo formal. Outra coisa.
Estaremos todos em Notre Dame...
e seu filho dever� montar guarda no pal�cio.
Isabey, fa�a-me sete maquetes com os detalhes da sagra��o.
Roupas, acomoda��es, tudo isso.
- Para quando, Majestade? - Parto para Boulogne...
e volto em cinco dias. Tudo dever� estar pronto.
Sire, n�o � poss�vel...
Farei o melhor poss�vel.
Majestade...
h� rumores que sua m�e n�o assistir� � sagra��o.
Sim. Mas inclua-a nas maquetes.
Ap�s a cerim�nia, quero que David fa�a o maior quadro que existe.
Maior que �As bodas de Cana�, de Veronese. Que seja magn�fico!
Sr. Remujat, avise meu tio F�che...
que prepare meu casamento hoje, na capela das Tulherias...
com Talleyrand e Berthier por testemunhas.
Para a cavalgada...
compre catorze cavalos a 2 mil francos cada um.
N�o! A 1.500 cada um.
Mostrem-me os doze pajens e o vestido de Josephine.
Incrustem a palavra �regente� na minha espada...
e que o vestido de Josephine tenha as melhores j�ias do pa�s!
Coloque a�, onde puder. Os c�modos est�o repletos!
Aqui no sal�o ser� o lugar dos artistas. Isabey...
Chegaram!
� maravilhoso!
Que boa id�ia!
Estou ali!
Aquele sou eu?
T�o pequeno?
E tem cabelos vermelhos!
E eu, n�o estou!
Estou certa que � Josephine!
- Senhora, eu n�o faria... - � escandaloso! Ela zomba de mim!
Algu�m me roubou.
N�o suportarei mais tais insultos.
- Isabey, onde est� o boneco? - Estava aqui ainda agora.
- N�o entendo, mandei faz�-lo... - N�o irei � sagra��o!
- Agora basta! - Por favor!
- Encontrei a Princesa. - V�?
- Sua mulher quebrou meu rosto. - Mais respeito!
- Por que quebraria um fantoche? - Agora me trata de fantoche.
N�o se preocupe, Princesa. Refarei seu rosto.
Meus amigos...
neste momento...
a carruagem deles chega a Notre Dame.
Vestindo p�rpura e ouro, cetro � m�o, o Imperador desce.
A Imperatriz, ofuscante em cetim branco e pedrarias...
sorridente, parece ter 25 anos.
N�o se incomode, Sr. de S�gur. Continue.
O Imperador e a Imperatriz entram na catedral.
Cem mil pessoas gritam.
O Papa desce de sua c�tedra...
e entoa o �Veni Creator�.
O Imperador toca com as m�os...
o Evangelho que o Gr�o Capel�o lhe apresenta...
e responde: �Profiteor�.
Com a m�o sobre o Evangelho, o Imperador fala.
Todos se ajoelham.
Juro...
manter a integridade do territ�rio da Rep�blica...
respeitar as leis da Concordata...
manter a Legi�o de Honra, e de governar...
para a felicidade do povo franc�s.
Agora, a un��o sagrada.
O Papa aben�oa os ornamentos e os d� ao Imperador.
Primeiro, coloca o anel no dedo.
Depois, o manto...
a m�o da Justi�a...
e a coroa.
O Papa a coloca na cabe�a do Imperador.
O Imperador tira a coroa de sua cabe�a...
e a pousa sobre a cabe�a da Imperatriz.
Sete horas de cavalgada...
- era hora que acabasse! - E que frieza em Notre Dame!
Friot, feche a porta.
Recebi graves not�cias.
Os ex�rcitos austro-russos marcham sobre a Fran�a...
margeiam a Dige, amea�am a Baviera...
est�o � beira da Floresta Negra.
Os agentes s�o claros.
Se o Imperador n�o desembarcar na Inglaterra em 2 semanas...
a situa��o ser� pavorosa!
Talvez o tenhamos sagrado cedo demais.
- Vamos preveni-lo j�. - N�o.
Deixe-o saborear seu triunfo. Isto nos dar� algum tempo.
E preciso refletir.
Estamos congelando! Frioul, o fogo!
Sumiu de novo, o pregui�oso!
Vamos. Vamos encontr�-los.
Nenhuma palavra de tudo isto!
Voc�s viram o bom partido que tirei do Papa?
A festa da Igreja e do Ex�rcito!
Que dia!
Pior que uma batalha, mas acho que esta eu ganhei.
Que bela representa��o eu lhes dei, n�o?
Pronto! A cortina cai!
A mim deve todo seu charme, senhora.
Pauline, voc� viu a cerim�nia? Viu a express�o do Papa...
quando lhe tirei a coroa e a pus eu mesmo sobre minha cabe�a?
Deus me deu a coroa. Ai de quem a tocar!
Mam�e! Pena que n�o veio.
Que belo teatro!
Se me tivesse visto vestido. Eu parecia um boneco chin�s.
Parecia uma �pera.
Joseph...
- se nosso pai estivesse aqui. - Tomara...
Sim, eu sei, mam�e!
Durar�.
Nunca me senti t�o cansado. Dormirei bem esta noite.
Duroc! Berthier! S�gur!
Preparem as carruagens. Partimos para Boulogne.
- Decray... - Sire?
Releia o despacho que mandei a Villeneuve.
�Vice-Almirante, espero que tenha chegado a Brest.
N�o perca um instante e entre com os navios pela Mancha.
A Inglaterra � nossa! Estamos prontos, tudo foi embarcado.
- Tudo terminar� em 24 horas. - Quando saiu esse despacho?
- H� duas semanas. - E desde ent�o?
Esperamos ver os navios a qualquer minuto.
O tempo est� bom, n�o deve demorar, n�o �, Bernadotte?
Soult, o que pensa disso?
- O senhor Robert Fulton. - Entre, Fulton.
Majestade.
Sinto, mas navio afundou na escola experimental em Paris.
E o relat�rio foi desfavor�vel.
Sim, mas fiz um novo barco e...
ele avan�a contra a corrente a 1,6 metros por segundo.
Carnot e Bougainville poder�o atestar!
Suas id�ias s�o boas, mas a Academia as rejeita...
como ut�picas e te�ricas!
Portanto...
Mas, Majestade...
concebi tamb�m o Nautilus.
Eu mesmo desci na �gua com ele.
Fiquei cinco horas na �gua, e andei seis l�guas assim.
E o torpedo...
Eis o modelo de meu torpedo. Deixe-me mostrar-lhe o modelo.
Posso explodir um navio de 60 p�s.
- Fiz experi�ncias em Brest... - Sim, mas sem resultado.
Os navios ingleses n�o ousam chegar perto da costa.
O gatilho, amarrado com uma corda a esta caixa com explosivos...
Este � s� um modelo experimental...
- mas se me der um tempinho. - N�o.
S� o que n�o tenho � tempo! N�o posso usar seus dispositivos!
Frioul! Chap�u!
Majestade...
vim at� o senhor por confian�a no maior homem da Europa!
Enganei-me. Sinto muito.
Gostaria de desejar que...
Sua Majestade n�o se arrependa.
Nunca me arrependo de nada! Adeus, senhor.
Majestade, trago not�cias...
por um agente que atravessou toda a Espanha e a Fran�a...
sem descanso.
Os navios de Villeneuve...
ficaram retidos e ancorados em Cadiz, por medo de Nelson.
O que est� dizendo, Darue?
O in�til Villeneuve est� em Cadiz!
Ele vai ser bloqueado!
Que Marinha!
Que Almirante!
Isso n�o tem nome!
Miser�vel!
Sacrificaria tudo para salvar-se!
Que diabos posso fazer com gente assim!
Dois anos de prepara��o!
150 mil homens mobilizados!
Todo este sacrif�cio...
para nada!
Em Cadiz!
E n�s, olhando pela luneta em Boulogne!
J� que temos de renunciar � batalha...
assistiremos � missa da meia-noite em Viena.
Berthier, escreva.
Meus 150 mil homens...
acantonados de Brest a Ambleteuse...
partir�o imediatamente.
Eles v�o, secretamente...
atravessar a Fran�a e a Alemanha...
em tr�s semanas, em dire��o a Viena.
-500 l�guas a p�? - Sim! Sim!
Sapatos!
Sapatos! Ocupe-se disso j�, Darue!
Muita aten��o!
As for�as de Hannover, com Marmont...
chegar�o a G�rzburg em 29 de setembro...
atr�s de Ulm.
Voc�, Soult...
chegar� ao Reno em 24 de setembro...
com seus 40 mil homens...
precedido pelos 22 mil cavalos de Murat...
encontrar� os 22 mil homens de Dabout...
os 18 mil de Lannes...
os 24 mil de Ney...
os 14 mil de Angereau...
com minha guarda imperial...
e minha pessoa.
Frioul...
o mapa de Ulm. Chamaremos o conjunto de nossas forma��es...
de O Grande Ex�rcito. Partida para Paris em uma hora.
Atravessamos acampamentos austr�acos sem um tiro!
Sim, belo trabalho.
Aonde nos leva agora o soldadinho?
Passar o Reveillon em Viena!
Para a felicidade
E teus canh�es ver�o as flores
Enquanto isso, soldado
Prepara-te para a luta
V� ao combate, lute E retome a vida
Do combate vamos sair Do sangue inimigo vamos rir
Voltaremos cantando Pela lama e pelo sangue
Senhores generais, devo falar com Sua Majestade.
- Nada de minha esposa? - N�o, Sire.
Depressa, Berthier. Tenho uma decis�o a tomar.
Paris. Situa��o sombria. Rea��es por derrota de Trafalgar.
Mal-estar econ�mico e financeiro exige sucesso militar r�pido.
Pr�ximo.
O povo em p�nico vai aos bancos retirar seu dinheiro.
- Estado exato do ex�rcito? - Frio e fome.
As deser��es aumentam, os hospitais est�o lotados...
um quarto do efetivo est� desaparecido.
� grave, tudo isto.
A posi��o do Grande Ex�rcito � muito arriscada.
Estamos a 300 l�guas de nossas bases...
e dezenas de milhares de homens est�o alocados h� muito tempo.
Uma campanha de inverno n�o � poss�vel. Agiremos j�!
Despacho, Sr. Marechal.
� de seu enviado secreto � Pr�ssia.
O que espera? Leia.
A mobiliza��o imediata...
de 180 mil homens foi decretada pelo Rei Frederico Guilherme.
Partiremos j� para Br�nn.
Mas na Mor�via j� h� 30 mil homens de Kutuzov...
e mais 70 mil russos em Olm�tz.
- Quantos somos? - 40 mil.
Contra 100 mil? Nenhuma hesita��o!
Sire! 180 mil prussianos v�o chegar em duas semanas.
Raz�o maior para passar � ofensiva...
- antes de uma retirada russa. - Uma retirada dos russos?
Voc� n�o entende nada!
Os russos n�o s�o loucos de enfrentar minha ofensiva...
sem esperar refor�os.
Se o Ex�rcito soubesse das m�s not�cias de Paris...
ele se desfaria!
O senhor deve se proteger de todos os lados.
Se quiser atacar, a vit�ria francesa ser� dif�cil!
Que palavras, Berthier!
Sabe que at� agora s� me defendi...
mesmo parecendo atacar sempre.
S�gur, escreva.
Cara Josephine...
S�gur...
Quem � a pequena perua emplumada?
Maria Luisa, a filha do Imperador da �ustria.
Pobre do imbecil que a desposar! O que eu dizia?
- Cara Josephine... - Nem uma carta sua...
n�o � am�vel nem terno.
Des�a de sua grandeza e cuide de seu escravo...
e...
bem, arrume um final.
Senhores...
preparem-se. Partimos para Br�nn.
General!
Fa�a subir este mont�culo pelo lado do inimigo.
E fortifique-o ao m�ximo.
N�s o chamaremos o Centon.
Fa�a demolir esta quinta.
As vigas servir�o para fortalecer o Centon.
Berthier...
diga ao Gen. Saint-Laurent que avance sua artilharia...
at� Sannowitz.
Vejam bem esta �rea, senhores.
Ser� seu campo de batalha.
Lebrun...
traga-me a topografia exata em uma hora.
O que voc� anota a�?
Tudo o que vejo e tudo o que diz, Sire.
Para que n�o se deturpe a verdade...
Ter� muito o que escrever em 48 horas.
General Maresco...
cave buracos cobertos com grama, como armadilha � cavalaria.
Que castelo � aquele, Soult?
� onde instalei nosso quartel-general, Sire.
� o castelo de Austerlitz.
- O vilarejo tem o mesmo nome. - Como? Repita!
O castelo de Austerlitz. Por qu�?
Foi aqui que eu estabeleci, em Boulogne...
o centro do meu plano.
- Que plano? - O senhor ver�.
Retirada! Depressa! Eles s�o meus!
Mas disse que � nosso campo de batalha!
Mudei de id�ia, e n�o lhe devo explica��es.
- Que horas s�o? - Dez horas, Sire.
Soult, mande evacuar o castelo de Austerlitz j�!
Evacuar?
O local � muito exposto e j� ou�o o inimigo em Austerlitz.
- Como, ouve? - Na minha cabe�a, por Deus!
QUARTEL-GENERAL DO IMPERADOR DA R�SSIA
O Czar receber� o General Kutuzov em alguns minutos.
Kutuzov... sempre ele!
Esque�a esse nome de uma vez.
- Ele est� a�... - Que me ou�a! N�o me preocupa.
Ele j� foi um grande homem.
General de museu!
O General Weirother...
chefe do Estado Maior das For�as Armadas russas e austr�acas...
e o Marechal Buxh�ewden.
Creio que estamos de acordo em pedir ao Imperador...
que assuma o comando das tropas.
E daremos a Kutuzov o papel de simples guarda costas...
para aplicar ao p� da letra os planos geniais de Weirother...
n�o �, senhores?
Geniais, n�o.
Mas de grande l�gica...
pois meu plano d� seq��ncia...
� teoria da ordem obl�qua do grande Frederico...
tomando por modelo a estrat�gia de Bonaparte em Castiglione.
- Estamos ouvindo, General. - Ap�s um falso ataque frontal...
farei o que Bonaparte faria...
atacarei um flanco para obrig�-lo a lutar em duas frentes...
cortar o caminho para Viena...
recha��-lo para a Boemia, derrotado...
e separ�-lo de suas for�as na �ustria e na It�lia.
Magn�fico!
Sua Majestade espera o pr�ncipe Dolgorukov e seu estado-maior!
Ao trabalho!
Avaliemos as for�as de carga...
Aceito o comando do ex�rcito!
Sua Majestade Francisco II, Imperador da �ustria.
Decidimos que Weirother far� os planos de batalha...
e, se n�o vir obst�culos...
comandarei nossos ex�rcitos.
O senhor estar� perto de mim.
Escreva depressa:
aqui est� a cavalaria de Liechtenstein...
O General Kutuzov!
O tempo � curto, senhores.
Sua Majestade Francisco II e eu mesmo...
queremos saber sua opini�o sobre uma ofensiva imediata.
Aconselho a trocar Olm�tz por um lugar mais forte...
e recuar as tropas 20 l�guas.
E por que essa fuga, General?
N�o � uma fuga. � um recuo para esperar o refor�o...
de 300 mil homens do Rei da Pr�ssia.
E se Napole�o nos perseguir?
Ele n�o ousar� sair do centro de sua base.
Ele � ardiloso demais.
Ele ser� prudente. Tem apenas 40 mil homens.
- E n�s, quantos? - Pouco mais de 100 mil homens.
Mais de dois para um!
O senhor n�o o conhece! Por que arriscar uma derrota?
N�o se riam do maior homem de guerra que temos!
Sua Majestade corre grande risco aqui.
Deveria estar em S�o Petersburgo junto ao seu povo.
As propostas do pr�ncipe Bragation...
s�o indignas da coragem do nosso Czar!
Minha decis�o est� tomada!
E � definitiva!
Permita-me provar, Majestade, que fez bem ao confiar em n�s...
deixando-me atacar amanh�, com 3 mil cavalos...
a cavalaria do Marechal Soult, em Wischau.
Assistiremos com prazer a esse...
pr�logo de nossas opera��es, n�o �, Francisco?
Savary. O Imperador perdeu a cabe�a?
Ele sabe que em Wischau h� apenas um batalh�o de Soult...
e o deixa sem refor�os e sem ordem de retirada...
atacados pelos 3 mil cavalos desse pretensioso Dolgorukov.
Sire, veja Soult. Ele chora de raiva.
N�o permita que esmaguem todo o batalh�o!
S�o meus homens! N�o o reconhe�o!
H� tempo de contra-atacar com minha artilharia.
500 cavaleiros. Com isto levarei todos � Sib�ria de ambul�ncia.
- Mas penso que... - Eu pedi conselhos?
A batalha n�o come�ou. N�o me envolvo nas preliminares.
Calem-se!
S�o duas crian�as.
Meu bravo amigo!
Eu apenas quis mostrar...
que basta n�o temer Napole�o para derrot�-lo!
Se havia qualquer d�vida sobre um ataque imediato...
o senhor acabou com ela!
Majestade.
Devo anunciar a capitula��o de suas tropas em Wischau.
- Quantos mortos? - Cerca de 200.
Quantos prisioneiros?
Quatro oficias e uma centena de cavaleiros.
Nunca vi tanta indiferen�a pelos soldados!
Ent�o...
- quer retirar nossas linhas? - Sim.
Nossa retirada � indispens�vel.
Dabout e Bernadotte ainda est�o longe demais.
Savary, escreva � Sua Majestade Alexandre l.
Envio o General Savary para cumpriment�-lo...
e pedir o favor de uma entrevista para um eventual armist�cio.
Pe�o a Deus, etc...
Ele deve estar doente!
� insensato. Fale com o m�dico dele.
General Laurent...
Tesoureiro geral...
Intendente geral, Marechal Bessi�res...
Diretor geral do correio...
O que � isso? Nada de guardanapos na guerra!
Essa agora!
General Savary!
Tirem a venda!
N�o. N�o concedo entrevista pessoal a seu chefe, General.
Mas enviarei algu�m de confian�a, o pr�ncipe Dolgorukov.
General Kutuzov...
N�o disse que quando Napole�o tivesse medo, estaria perdido?
Ou ele aceita nossas condi��es ou n�s atacaremos.
N�o percamos a ocasi�o.
Sire.
Os dois imperadores ocuparam o castelo de Austerlitz.
Soult o evacuou sem perdas.
Murat!
Espalhe centenas de mamelucos � frente de nossas linhas.
Quando a cavalaria russa vier...
recolha-os, fingindo terror. Deixe que caiam prisioneiros.
- Mas os mamelucos v�o fugir, - Ora, fa�a o que quiser...
mas trate de semear o p�nico em nossas tropas.
Quero que pensem que preparo minha retirada.
Sire.
Sua Majestade Alexandre prefere n�o v�-lo...
e pede que encontre, em Pozoritz, o pr�ncipe Dolgorukov.
Irei.
� al�m do alcance de nossos canh�es.
Vai expor sua vida para falar com esse janota arrogante?
Quero aumentar a presun��o com minha solicitude.
Que me creia pronto a tudo por um armist�cio!
General Ethelmance!
Acompanhar� o Imperador. Responder� por sua vida.
Responderei. Com a minha.
Berthier.
Acompanhe com a luneta.
Se ao final da conversa eu erguer o bra�o...
espalhe a todas as tropas minha proclama��o...
e que Dolgorukov a diga a seus Imperadores.
Qual proclama��o?
Savary, escreva.
Soldados...
o ex�rcito russo...
vem para vingar a capitula��o dos austr�acos de Ulm.
Mas...
as posi��es que ocupamos s�o formid�veis...
e quando marcharem para a direita...
- eles apresentar�o o flanco. - Expor o plano antes da batalha?
Quer que o inimigo o conhe�a?
Voc� n�o � psic�logo, Lannes.
Pelo fato mesmo de divulg�-lo...
far�o o oposto do que deveriam.
Admir�vel!
Soldados...
essa vit�ria selar� a campanha...
e a paz que assinarei ser� digna de voc�s...
de meu povo.
J� que � credenciado de Alexandre l...
quais s�o as condi��es russas para a paz?
O equil�brio europeu...
n�o pode acontecer consigo, General.
- Sou Imperador, senhor. - N�o sou senhor. Sou pr�ncipe...
e conselheiro privado de Sua Majestade Alexandre l...
Czar de todas as R�ssias.
De todas as R�ssias!
Ele tem tr�s e eu poderia tomar-lhe algumas.
Para a paz imediata...
deve deixar a It�lia, a B�lgica, Sav�ia, Piemonte...
para que coloquemos pontos de defesa...
Voc�s � que t�m de sair!
Chega de encena��o!
N�o tem tato nem medidas! Como ousa falar assim?
Se as propostas dos Imperadores s�o t�o tolas...
debateremos nossas diferen�as em outro lugar.
Dist�ncia, por favor!
Assim.
Savary. Acompanhe-o ao longo de nossa primeira linha.
Ser� esclarecedor, senhor.
Soldados...
o ex�rcito russo...
vem para vingar a capitula��o dos austr�acos de Ulm.
Mas as posi��es que ocupamos s�o formid�veis...
e quando marcharem para a direita...
eles apresentar�o o flanco.
Soberbo presun�oso!
Seu Imperador revela de v�spera seu plano de batalha!
Ele pensa que somos imbecis para mudar os nossos?
Que ingenuidade!
Separemo-nos!
Viva o Imperador!
O que � que ele pensa, que vai nos engolir?
Vai ficar atravessado!
N�o sabe que deve apresentar armas?
A� est�. Pode levar. Est� enferrujado.
Eu n�o ag�ento mais.
J� deveria estar aposentado. O que faz aqui?
Eu o observo.
Mas j� n�o ag�ento mais.
- Voc� me observa? - Sim.
Por qu�?
Para saber at� onde suas id�ias v�o nos levar.
Homem engra�ado.
- Ent�o me observa... - Sim.
- Mas o senhor nunca me observou! - O qu�?
Sim. Eu j� era veterano em Arcole.
Mas nunca reparou em Alboise de Pontoise, de Seine-et-Oise!
N�o parece um nome importante?
Decidi que na primeira ocasi�o...
lhe diria que o observo, o pequeno tosado.
- Pequeno tosado? - Sim. Foi assim que o batizei.
Todos resmungam �s suas costas, n�o t�m coragem de dizer nada...
mas n�s o chamamos de pequeno tosado.
Que seja!
Mas quero saber de que me censura, Melboise.
N�o. Alboise de Pontoise, de Seine-et-Oise.
E o que lhe censuro � que n�s, veteranos, n�o fazemos mais nada!
Arcole e Rivoli eram trabalho, mas depois...
Vai voltar para casa. � muito velho.
N�o me insulte, Majestade! N�o h� idade para seus soldados!
- Voc� � um resmung�o! - O qu�?
Um chor�o e um resmung�o.
� boa, essa.
T�o boa quanto o pequeno tosado.
N�o a procure, General. Eu a perdi em Marango.
Voc� conseguiu me enternecer.
Nomeio-o Sargento.
S�gur...
lembre-se dos pontos de fuma�a das camuflagens at� os lagos.
- Sim, senhor. - Est� claro? Falsas camuflagens!
Kutuzov est� concentrando tropas no plat� de Pratzen.
- Eu sei. - E por que n�o toma esse local?
Porque para mim seria uma vit�ria comum.
Deixando-lhes o local, eu os tento.
Se ousarem descer para envolver-me pela direita...
est�o perdidos de antem�o, nem que sejam 300 mil.
Voc� est� sempre certo! De todo modo, eu...
Um mau General l�der vale mais que dois bons.
Pronto!
Est�o reduzindo as posi��es de frente.
- Movimento est�pido! - Ca�ram na sua armadilha.
V�o bancar o gato que quer ca�ar o rato num espelho!
At� amanh� � noite...
eles ser�o meus!
Anote isto, meu pequeno.
Vamos! Vamos embora!
Buxh�ewden!
Os dois Imperadores querem a batalha ao amanhecer...
e como conhe�o o terreno...
E Napole�o, voc� o conhece?
Ele foi mais r�pido que n�s.
Ser� imposs�vel concentrar tropas sobre o plat�...
se ele atacar!
Meu caro, a idade o tornou medroso.
Eu previ essa eventualidade.
Ele n�o atacar�...
respondo por isso!
Uma vez concentradas as tropas, o senhor sair� do plat�...
e dirigir� seus 32 mil homens at� os lagos.
Abandonar o plat�?
� insensato! Recuso-me a fazer isso!
Jamais! Jamais farei isto!
General, este � o meu plano.
- Quem vai l�? - Arcole! Rivoli!
Brincaremos amanh� com o mapa da Europa.
Berthier, anote minhas ordens.
Por que marcou Austerlitz, que evacuamos de manh�?
Porque gra�as a voc�, Soult, espero dormir l� amanh�!
Anote isso, meu pequeno!
Eles t�m l�...
90 mil homens.
Temos 60 mil. Est�o derrotados de antem�o!
Parto do princ�pio...
que os austro-russos querem capturar o Grande Ex�rcito...
cortando as linhas de fuga para Viena. Para incit�-los...
a executar o plano deles...
e para que me ataquem � direita, ao sul...
perto dos lagos gelados...
desguarneci exageradamente minha direita...
para vir�-la.
Os imperadores v�o ter de enfraquecer o plat� de Pratzen...
de onde deve descer Kutuzov com todas as colunas.
O plat� se tornar� vulner�vel...
e sobre ele concentraremos esfor�os...
para cortar o ex�rcito deles pelo centro.
Que Caffarelli se ponha em marcha �s duas da manh�...
e que saiba que haver� uma grande batalha.
Sabe que a cavalaria de Murat n�o bastar�. O que me d� a mais?
Os escudeiros de Hautpoul e de Nansouty...
os drag�es de Beaumont e de Walther...
os ca�adores de Milhaud e de Kellerman.
- E esse lugar � plano? - Vi o terreno...
� prop�cio ao grande movimento de cavalaria. Suas divis�es...
as de Vandamme e de Saint-Hilaire...
atravessar�o por aqui...
por este riacho...
pelas vilas de...
Gerkowitz e de Puntowitz.
Mudaremos esses nomes que arranham a l�ngua!
E tomam o plat� de Pratzen a qualquer custo. Mas aten��o!
S� � minha ordem!
Perd�o. Eu n�o entendo russo.
E eu n�o entendo alem�o!
Sabem que sou franc�s. N�o entendo alem�o nem russo.
Ent�o, espero que todos entendam o franc�s.
Notamos movimentos por aqui, � esquerda dos inimigos.
Deduzo que o corso...
enfraquece o centro para refor�ar o flanco esquerdo.
A grande massa do nosso ex�rcito e a coluna de Kutuzov...
que j� ter� descido do plat�...
v�o envolver o flanco franc�s para cortar o caminho de Viena.
Repito, senhores. O grosso do ex�rcito...
com a coluna de Kutuzov, descida do plat�...
virar� � direita dos franceses...
e avan�ar� para sua retaguarda pelos lagos...
para cortar o acesso a Viena.
Tudo est� bem, General.
Mas, se o inimigo nos surpreender descendo do Pratzen...
o que faremos?
Esse fato n�o est� previsto, mas n�o pense nisso.
Audaz como �...
caso quisesse, Bonaparte teria passado � ofensiva hoje!
Neste caso, ele est� perdido.
Acho-o h�bil demais para ser imprudente.
Ele deve estar se retirando...
ou mudando de posi��o.
Mesmo neste caso, os planos de nossos ex�rcitos...
n�o mudam.
Penso que todos entenderam...
que meu plano � uma c�pia do de Bonaparte em Castiglione.
Kobenitz.
Ao redor desse castelo estabelecer� a Terceira Divis�o...
com o refor�o de dois batalh�es de atiradores...
e de cavalaria ligeira, sob comando do Gen. Margaron.
Essa Divis�o s� tem o Terceiro de Linha e os ca�adores corsos.
Ent�o que se concentrem mais em Tednitz...
o ponto mais pr�ximo aos lagos.
Devem dissimular-se nas partes baixas, entre os cani�os...
e cuidado com a neblina, para n�o atirar uns nos outros.
- Ouviu, Berthier? - Sim, Sire.
A Terceira Divis�o esperar� minhas ordens...
atentos aos sinais combinados de tambor e de corneta.
Acima de tudo, que n�o atravessem os lagos gelados.
O qu�?
A armadilha � t�o vis�vel?
N�o. Mas pensamos que queria atirar os russos nos lagos...
quando examinou a espessura do gelo com sua espada.
O Estado Maior receber� detalhes das opera��es antes do amanhecer.
Senhores, essa batalha...
deve marcar o fim do reino de Napole�o.
E depois da vit�ria...
nos encontraremos nos muros Br�nn.
Faremos o melhor contra a for�a que resta a Bonaparte.
Que for�a � essa?
A lembran�a dos soldados de sua vit�ria republicana.
A Rep�blica!
Ele j� a mutilou bastante! Hoje, acabaremos com o restante.
Conte comigo. Estou aqui para isso.
Kutuzov.
Alto!
Quem vai l�?
N�o ouviu as �ltimas instru��es. Estava dormindo.
Eu ouvi.
Saiba que o urso russo dorme com um olho s�!
Para que intervir contra quem quer imitar o inimit�vel?
Se eu tivesse as m�os livres...
Obtive de meus espi�es...
- isto. - O que �?
� um c�digo franc�s para corneta, como sinal de reconhecimento.
Quer que lhe diga, Langeron?
N�o gosto que seja um franc�s que me diga isso.
Pudesse eu matar o tirano com minhas m�os, eu o faria!
Se eu fosse um oficial franc�s como voc�...
e pudesse servir a um chefe como ele, estaria do outro lado!
Onde est� meu ordenan�a? Foi dormir!
Langeron, por favor, meu casaco.
Vamos, venha.
- Berthier. - Sire.
Mande a ordem ao General Friant que pare em Grossriegen.
Suas tropas j� est�o l�.
Friant percorreu as 36 l�guas de Viena...
- at� Grossriegen em 48 horas? - Muitos ficaram pelo caminho...
mas a maioria chegou.
O General Friant, Sire.
� magn�fico...
vir nos socorrer sem ordens. � um bravo.
- Que soldado! Que chefe! - N�s o amamos, Sire.
Traz consigo cinco regimentos de Infantaria e...
Seis de drag�es. � o que resta.
Ao todo 7 a 8 mil homens.
Ficar� em Grossregalu...
esperando...
com Ledelay...
pronto a atacar Sokolnitz...
� a� que os espero.
Tem uma bela responsabilidade...
e a merece!
Dabout.
Ajude esse homem com todas as suas Divis�es.
Ele ter� pela frente grande parte das armas inimigas.
Conte comigo, Sire. Mas com essas limita��es...
ser� dif�cil mant�-lo vivo.
Rapp!
Com seus mamelucos e ca�adores...
com apoio de Bessi�res, se precisar, fique alerta...
para apoiar os pontos comprometidos.
E cuidado com os cavaleiros guardas de Alexandre.
Murat, com seus 11 mil cavalos, encontre a brecha...
para deslocar os 82 esquadr�es do pr�ncipe de Lieschtenstein.
Sabe que a cavalaria austr�aca � a melhor do mundo!
Vou encontrar Oudinot, com o granadeiro Pitts.
Com Lejeune, prepararemos a batalha.
Para magnetizar multid�es deve-se impressionar...
pela boa apar�ncia.
Partamos senhores, e atentos ao inimigo camuflado.
Todas as minhas previs�es est�o certas!
Quem vai l�?
Arcole!
Encontro �s 6 horas, senhores.
As tochas sinalizadoras est�o prontas?
Todas. Em tr�s horas tudo funcionar�.
Lentos, esses sinais.
Volta deveria estudar sinais el�tricos. Chapp...
passe minhas ordens ao amanhecer. Berthier...
duplique tudo por estafeta, em c�digo. Dominil! lvan!
A cavalo, senhores.
Caffarelli, Oudinot, Borland, Rapp.
N�o estamos nos aproximando de Pratzen?
Sim. O senhor corre grande perigo.
- O General Langeron p�s cossacos. - N�o gosto de conselhos. Siga-me.
- General Langeron. - Sim.
Ou � uma alucina��o ou Napole�o est� aqui, em pessoa.
Avance sobre esse grupo! Traga o Imperador, vivo ou morto!
Vamos!
Peguem-no!
Desatole os cavalos, Ivan. Vou entrar no acampamento.
- Mas Sire, vai se desgarrar. - N�o.
Seu bugre, idiota!
N�o v� onde p�e os p�s? Espere...
que eu veja sua cara!
Droga!
Perd�o, meu General. Mas eu...
- estava dormindo. - Alboise de Pontoise...
Perd�o, de Seine-et-Oise.
Ent�o, est� de servi�o e continua resmung�o...
Quando n�o me chutam...
- Alboise de Seine-et-Oise... - N�o. De Pontoise.
Viva o Imperador! Viva o Imperador!
Majestade, o inimigo queima seus acampamentos.
Veja!
Viva o Imperador!
Por aqui! Por aqui!
Viva o Imperador!
Sire!
N�s o procuramos por toda parte.
N�o o incomoda que todo este fogo...
- revele suas posi��es? - N�o.
Eles v�o crer que queimamos os acampamentos...
para cobrir nossa retirada.
Viva o Imperador! Viva o Imperador!
Rapp...
� a mais bela noite de minha vida.
Estou preocupado!
Com�dia, Majestade!
Ele quer nos impressionar fazendo declara��es bomb�sticas!
Voc� n�o cr� no que ele diz?
- Ele n�o � t�o ing�nuo! - E esses milhares de fogos?
S�o para mascarar sua retirada. Est�o prontos a partir!
E queimam seus acampamentos, como eu previ.
Posso saber...
� a ordem para Kutuzov descer do plat�, e em sil�ncio.
- A concentra��o come�ou agora... - Eu sei, mas quero que des�am...
� medida que chegarem, para cortar...
e...
se a neblina ajudar...
eu prometo, Majestade, capturar todo o ex�rcito!
Maravilhoso, Francisco!
Vejam! Vejam a estrela!
� a mesma que vimos em Marengo e em Rivoli.
O c�u fala comigo.
� a vit�ria...
Pontoise!
Os marechais estar�o aqui �s 6 horas.
Conforme o movimento do inimigo durante a noite...
darei minhas �ltimas ordens.
- Acorde-me em uma hora. - Sim, Sire.
- Quem vai l�? - Arcole! Rivoli!
A neblina est� se espessando no vale.
� um dom do c�u.
A neblina nos favorece.
Os franceses est�o perdidos.
Vamos, chegou a hora.
Partida geral, todos os escal�es!
E a ordem do General Weirother?
Quem comanda a ala direita, ele ou eu?
Eu me recuso!
Langeron e Pribytchevsky n�o receberam as ordens.
Todos querem comandar.
Ordens sem liga��o.
Esses dois jovens n�o acabam...
de polir as unhas e de se contradizer!
Perderemos a batalha...
se eu n�o quebrar o centro deles.
Ademais, se descer, vai haver uma grande confus�o.
Ficaremos aqui no plat�, e os salvaremos!
Muito obrigado.
Suas Majestades ordenam o come�o da descida.
De acordo. Vamos...
j� que � uma ordem.
Mas eles n�o sabem o que fazem!
Preparem a descida!
Lannes!
Ele chegou...
Obrigado.
Uma neblina cerrada esta manh�...
- E o Imperador? - Dorme ainda.
Quais as �ltimas not�cias?
V� acord�-lo.
� hora, vou acord�-lo.
Sire!
Sire!
As �ltimas not�cias da noite.
Sire, estou desonrado!
Todos os seus chefes-de-campo chegaram.
Agora, senhores...
vamos iniciar um grande dia.
Pitts...
eternize este dia em seus desenhos.
As imagens tamb�m vencem, a seu modo.
Tudo o que previ se verifica.
O inimigo se atira em massa sobre nossa direita.
Que erro!
T�m mais gente, poderiam ter atacado...
mas querem cortar a rota de Viena e capturar o ex�rcito inteiro!
Acham-me bem ing�nuo!
Nada muda nos meus planos.
Vou confundir o orgulho deles...
e terminar essa guerra como um rel�mpago!
� preciso que em meia hora...
toda a linha esteja em fogo...
e que �s quatro da tarde...
o ex�rcito inimigo esteja destru�do!
Senhores...
eu os observo!
Viva o Imperador!
Caffarelli, por aqui...
Vamos!
Agrupem-se!
- Que horas s�o? - Sete horas.
Veja! Os altos do plat� se esvaziam.
Seus inimigos descem em massa...
em dire��o � neblina que esconde suas tropas. � hora.
N�o se deve interromper um falso movimento do inimigo.
Em quanto tempo...
- subiria ao plat� de Pratzen? - Menos de 20 minutos.
Prepare-se para o melhor trabalho de sua vida, mas volte aqui!
Quero que parta � minha ordem!
O Imperador!
Aten��o!
Companhia, alto!
Apresentar armas!
Soldados!
Esta campanha deve terminar...
com um golpe fulminante!
O barulho de cavalos � grande � direita, do lado dos lagos.
S�o as primeiras colunas russas que se suicidam!
Antes que o dia acabe...
terei ganho esse ex�rcito!
Anote isso, S�gur.
Chapp! Podem ver seus sinais a 800 metros?
Sim, Majestade.
Passe ao Centon...
que Clapparette abra fogo com seus 18 canh�es...
- em um minuto. - Sim, Majestade.
Veja, Sire! As duas divis�es de Lannes!
Ali, a Divis�o de Suchet nos contrafortes.
Aqui, Caffarelli...
protegido por Kellerman!
E ao longe, l�...
a massa enorme de inimigos.
Os 82 esquadr�es austro-russos.
Uma batalha de tit�s se prepara...
� t�o bonito, t�o grandioso!
Vivo minutos t�o intensos...
que queria encontrar o t�tulo do cap�tulo de 2 de dezembro.
A� est� o seu t�tulo.
�O sol de Austerlitz!�
Diabos, vamos ficar aqui plantados como bonecos...
para ganhar a batalha s� com os olhos!
Ele queria o plat� de Pretzen como sobremesa...
vamos oferecer-lhe o plat� como entrada!
Vamos!
Eric! Chenaud!
M�sica no batalh�o!
Vamos ninar os planos deles! Adiante com a m�sica!
Sire! Sire!
Um batalh�o da velha guarda...
partiu ao assalto sem ordem!
Que coragem! Ser�o mortos!
Os resmung�es n�o t�m senso de rid�culo!
Marechal Berthier!
Para morrer por mim? N�o!
- Amboise... - de Pontoise...
Ela se foi!
Assim ele n�o vai poder pux�-la!
Alto! Posi��o de combate!
Alto!
Os franceses est�o a 100 passos.
Diga...
- v� algo se mexer? - Sim, meu capit�o.
� o 108 de linha...
camuflado no p�ntano e nos procurando.
Assim que chegarem, arrase esse p�ntano!
Cornetas!
Decifre isto.
Toquem.
� o 108. Respondam.
Armas no ombro! Nada a temer!
Marchem!
Vamos, preparem as baionetas!
Meu capit�o!
Vamos!
Avan�ar!
Agrupar! Fomos tra�dos!
Agrupar!
- O capit�o foi morto! - Meia companhia tamb�m!
Fujamos para um abrigo!
Agrupar!
Salve-se quem puder!
Salve-se quem puder!
Os soldados do 108 em fuga v�o levar o p�nico...
aproveitemos para tomar o vilarejo!
J� est�o sobre Sokolnitz!
Fogo!
- �s suas ordens, General. - Alerta.
Toque de retirada...
e re�na-se ao 14.
Preparem a retirada e fa�am fronts de todos os lados.
Que beleza!
Murat!
Se Sokolnitz cair, toda a direita estar� perdida.
Pode deixar. Ataque Bragation! Estou indo!
Majestade.
Pelo estratagema de um traidor n�o pudemos tomar Sokolnitz...
o que permitiu ao inimigo passar o rio e tomar Telnitz.
Friant est� a caminho. Quest�o de minutos!
Nossas linhas foram esmagadas por Dokturov, com Kermeyer...
e a coluna de Pribytchewsky envolve sua direita para romp�-la.
Nada de grave.
Aplicam o plano deles e nem comecei o meu. Berthier!
Recue os soldados at� os lagos de Sokolnitz...
enquanto Friant n�o chega.
Duplique tudo.
- Toda a direita cair�? - N�o.
Recuar n�o � render-se!
Friant se juntar� ao Terceiro de Linha...
e contra-atacar� at� o �ltimo homem.
Mas Sire! Restam 8 mil infantes e 3 mil cavaleiros extenuados...
contra 50 mil homens! Esse efetivo n�o resistir�!
N�o fale assim de Friant! N�o pe�o que ele avance...
pe�o que ele ag�ente...
at� o refor�o de Davout e os 6 regimentos de Bourcier.
V�, senhor. Davout teria vergonha de v�-lo aqui!
Manobrou como uma ostra!
A Ledelay.
- Est� claro, Sire? - N�o.
Espero que Murat e Lannes aliviem a esquerda.
Bragation e Langeron poderiam ajudar Kutuzov.
- Eu vou! - Ainda n�o!
Espero que Lannes...
- Murat! - Sim.
- O Imperador me manda! - � sua vez, Murat!
Com seus 11 mil cavalos perto da estrada de Br�nn...
dever� empurrar Bragation diretamente at� Austerlitz!
Agora cortemos as linhas russas! Vamos!
Nansouty. Vamos ganhar!
Estamos perdidos.
Temos de impedir os franceses de tomar o plat�.
Os 15 minutos passaram!
Soult! N�o esque�a...
que a tomada de Pratzen definir� a sorte da batalha.
Parece que seus planos est�o comprometidos...
e que ao obrigar Kutuzov a descer suas colunas...
desguarneceu prematuramente o plat�.
N�o se alarme, Majestade.
Em uma hora estar�o com a direita cortada e prisioneiros.
Dokturov e Langeron j� os cercaram.
Parem a descida e avisem Liechtenstein...
que me tire deste vespeiro! Intensifiquem o fogo!
Oficiais, sigam-me!
Kutuzov pode recuar, mas nunca durante a batalha!
- Napole�o n�o refor�ou a direita? - Est�o cercados de tr�s lados!
O que est� fazendo Kutuzov com 50 mil homens parados?
Ele est� saindo do plat� com Sua Majestade.
- Vou embora! - Est�o com medo! Covardes!
Soult avan�a para o plat�.
Soult no plat�! Meu Deus! Meu Deus!
Vamos ficar isolados de Dokturov!
Que a infantaria austr�aca nos socorra!
Preparem-se para atirar!
Enfim, no plat� de Pretzen!
Obrigado, Soult!
� o primeiro manobreiro da Europa!
A alian�a russa foi esmagada! Os austr�acos foram aniquilados!
- D�-me not�cias da ala direita. - Eles n�o ag�entam mais!
- Eles v�o cair! - Estou indo.
Soult e todo seu corpo armado...
Oudinot e seus 10 batalh�es...
40 canh�es, e eu mesmo...
desceremos rumos aos lagos. Bernadotte...
fique aqui em Pretzen. Atire nos inimigos...
assim que os vir sobre os lagos gelados.
Est� bem, Sire.
Esperava o sucesso de sua coluna. O que quer mais?
Estamos perdidos e imobiliza 29 batalh�es e canh�es...
- Voc� s� v� os inimigos - E voc� n�o pode ver nada!
Eu o pro�bo...
Toque de retirada!
J� vi batalhas perdidas...
mas n�o fazia id�ia de derrota t�o terr�vel.
- Que horas s�o? - Cinco horas.
- O inimigo est� derrotado! - A batalha est� ganha!
Em cinco horas vencemos a Europa!
A alian�a russa foi esmagada, a cavalaria austr�aca foge...
e as colunas foram aniquiladas.
Anote!
Voc�s todos e meus soldados...
ultrapassaram minhas expectativas!
Estou orgulhoso de voc�s!
Prepare um decreto.
O Estado adota os filhos de franceses mortos em Austerlitz.
Seis mil francos de pens�o �s vi�vas.
Sim. A outra.
Voc� me desobedeceu.
- Voc� me desobedeceu! - Sim.
E se enterrarem minha orelha com os mortos de hoje...
o que contar�o os que gritavam �Viva o Imperador�?
Talvez as reflex�es deles n�o sejam f�ceis de ouvir.
Que gritos s�o esses?
S�o russos nos lagos, que n�o podemos salvar.
Sire! O que fazer com tantos feridos?
As ambul�ncias est�o repletas.
Acendam fogo enquanto n�o chega ajuda.
� horr�vel!
Tirem o casaco dos mortos para cobrir os feridos.
Fa�am sil�ncio...
para que ao menos aqui ou�amos os que podemos salvar.
Alboise! Venha beber!
Eu o vi.
Ele falou comigo.
Queria puxar-me a outra orelha!
CASTELO DE AUSTERLITZ
QG DE SUA MAJESTADE IMPERADOR DA FRAN�A
E vou lhes dizer mais!
Quando ele voltar, voc�s v�o se levantar...
e gritar como loucos: viva o Imperador!
Viva o Imperador!
E ser�o os primeiros a segui-lo!
Viva o Imperador!
Viva o Imperador!
Vit�ria total, Majestade! Os dois Imperadores...
sozinhos e abandonados pelas tropas fogem pela rota da Hungria.
Sire! O General Friant!
Eu lhe trago as 45 bandeiras arrancadas ao inimigo...
para o anivers�rio de sua sagra��o
Veja, Sire...
os gritos de alegria e entusiasmo de seus soldados!
Majestade...
se desse a ordem de tocar a Marselhesa?
- H� quase tr�s anos... - Tr�s anos hoje.
Seria adequado.
- Situa��o, Berthier? - Tivemos duas mil baixas.
O inimigo deixa 4 mil mortos, 30 mil prisioneiros...
186 canh�es, que est�o indo para a Fran�a.
- Nunca se viu vit�ria igual! - Libere todos os prisioneiros.
S� quero ver homens livres.
Construiremos em Paris uma ponte chamada Austerlitz...
e dois arcos do triunfo.
Um na pra�a do Carroussel...
e o outro, no alto dos Champs-Elys�es.
Com o bronze dos canh�es, erigiremos a mim uma coluna.
- Em que lugar? - Pra�a Vend�me.
Soldados!
Hoje em Austerlitz...
conquistaram uma vit�ria imortal!
Um ex�rcito de 100 mil homens, comandado por dois Imperadores...
em menos de 5 horas foi dispersado...
ou afogado nos lagos.
Meu povo os receber� com alegria!
E bastar� dizer...
que estiveram na batalha de Austerlitz...
para que todos digam...
�Eis um bravo!�
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