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Original subtitles

No sistema de justi�a criminal, o povo � representado

por 2 grupos distintos, e igualmente importantes:

a pol�cia, que investiga os crimes

e os promotores que acusam os criminosos.

Estas s�o suas hist�rias.

Carlos, arrume algu�m para ajudar voc�!

Voc� � o respons�vel aqui? No momento, sim.

Eu moro no pr�dio do outro lado da rua e...

precisam para de usar a britadeira �s 2h da manh�.

Est� bem, darei o recado.

Ajude-o com os sacos. Pode deixar.

Tenho certeza de que vai dar o recado.

O que posso fazer? Ele disse que ia dar o recado.

Disse isso para se livrar de mim.

Puxa. Por que ser�? Como � que �?

Foi uma brincadeira. Uma brincadeira boba...

N�o, Rob, n�o foi s�...

Meu Deus, o guindaste!

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Ele se chamava Carlos. Carlos Lazaro.

Estava operando o guindaste? N�o.

N�o tinha ningu�m no guindaste. Ele devia estar passando.

E os familiares do Carlos?

A esposa est� hospitalizada. O resto, eu n�o sei.

Ele � da Rep�blica Dominicana.

Sr. Hardy, o que pensou quando soube do acidente?

� a maior trag�dia que j� aconteceu na Organiza��o Hardy.

Todos na Hardy prezam pela seguran�a, e esta obra n�o era exce��o.

Sou Wayne Hardy. Este projeto � meu.

Sou o detetive Lupo.

Este � o detetive Bernard. Homic�dios da 27�.

Homic�dios? Precisamos de detetives dos Homic�dios?

Voc�, n�o, mas ele precisa. At� sabermos o que houve, senhor,

isto � um local de crime.

L&O x 19E04 Falling Ricardo.inet

Este tipo de coisa nunca aconteceu na Hardy.

Eu construo condom�nios de luxo. Material de primeira,

m�o-de-obra altamente qualificada.

J� vi seus an�ncios. Quem era o respons�vel pela obra?

J� falaram com ele. Gary Talbot, contramestre.

Sr. Nolan, est� escrito na proposta desta obra

que um guindaste T65 seria utilizado.

Isso mesmo.

Aquele ali parece ser um T35.

� bem menor, n�o �? T35. Ele tem raz�o.

A obra acabou exigindo um guindaste menor.

E cobramos o certo, Sr. Hardy. Pode ver as faturas.

N�o preciso ver as faturas. � o meu 5� projeto com o Carl.

� o nosso 1�.

Ent�o, se n�o se importa, queremos as faturas.

Eu uso os T35 o tempo todo. Esse a� era 100% seguro.

N�o precisam acreditar em mim. O fiscal pode confirmar.

SECRETARIA de OBRAS de NY TER�A, 7 de OUTUBRO.

Eu fiscalizo obras nesta cidade h� 23 anos.

Nunca aconteceu nada de grave e, agora, isso.

Para piorar, detetives dos Homic�dios. Procedimento de praxe, Sr. O�Connor.

Aquele guindaste estava bom. Tenho toda papelada.

Calma, n�o vamos a nenhum lugar.

A prefeitura recebeu muita reclama��es desta obra,

mas voc� mal verificou. Era sempre a mesma coisa!

Vizinhos reclamando do barulho da obra durante a noite.

Eu emiti 3 multas distintas.

E as queixas continuaram. N�o achou estranho?

N�o havia problemas de seguran�a naquela obra.

Foi um acidente ins�lito.

O guindaste estava ancorado com cabos de a�o

nos 6�, 9�, 12� e 15� andares.

Os cabos falharam, e o guindaste desabou.

Qual foi o cabo que falhou primeiro?

Este aqui, do 9� andar. Foi o ponto de maior press�o.

Quando cedeu, os outros se soltaram como bot�es.

Por que este falhou? Isto aqui deve explicar.

A capacidade de carga do T35 � de 6 toneladas por i�amento.

Os registros mostraram i�amentos de at� 8 toneladas?

A m�dia � de 7,9 toneladas por i�amento.

Depois de um tempo... Alguma coisa acaba cedendo.

Guindastes sobrecarregados, obras durante a noite.

Parece que estavam com pressa de terminar o pr�dio.

Tempo � dinheiro.

Vai ver estavam pagando algu�m para fazer vista grossa.

O contador forense est� ansioso para falar com voc�s.

Ap�s uma manh� de engenharia forense, nada como contabilidade forense.

O que conseguiu? Senhores, preparem-se.

Os recibos da caixa menor n�o batem.

Um fundo em esp�cie, fica guardado em um cofre local.

Na semana passada, faltavam US$ 3.660.

Na semana anterior, US$ 5.700.

Podem ter pagado propina com esse dinheiro.

Quem � o respons�vel pela caixa menor?

� o contramestre Gary Talbot.

APT� de GARY TALBOT TER�A, 7 de OUTUBRO.

� imposs�vel controlar cada centavo em uma obra de milh�es.

De qualquer modo, n�o sou o �nico com acesso ao cofre.

Tem o contramestre da noite.

Voc�s estavam fazendo muitas horas extras

al�m dos turnos da noite.

Muita press�o para terminar a obra?

Sempre h� press�o.

E quanto �s cargas de 7 a 8 toneladas no T35?

Eu n�o cuido dos guindastes,

s� sei que tudo que fizemos ali foi aprovado pelo fiscal da obra.

Onde est�o essas autoriza��es? Aqui. Guardo c�pias de tudo.

No neg�cio de constru��es reina o "jogo de empurra".

Amor, me ajude com a Lacy? Claro.

� minha filha. Tudo bem.

Ele est� certo.

Faxes do fiscal aprovando turnos da noite e cargas mais pesadas.

Veja isto.

O n�mero de origem do fax n�o � o mesmo a capa.

C�digo de �rea 631.

Um fiscal de obra envia faxes dos Hamptons

de tarde, no meio da semana. Queria essa mamata para mim.

Precisa de ajuda? N�o, est� tranquilo.

Entre e fique com a sua m�e. V�.

Um amigo nosso nos emprestou esta casa por uma semana,

mas est� na hora de voltar para a realidade.

Esse amigo seria, por acaso, a Loca��es Hudson River?

Disseram que sua mulher alugou a casa, por 3 meses por US$ 15 mil por m�s.

Tem um belo carro.

Sua filha estuda em um internato de ricos.

Eu e meu parceiro achamos que estamos no emprego p�blico errado.

Qual �, pessoal. Podemos fazer isto amanh�?

N�o. Vire-se.

Faz 20 anos que vejo caras aceitando suborno

e sendo promovidos mesmo assim!

N�o � o meu caso!

Certo, voc� � o cara que aceita suborno mas nunca foi promovido.

Eddie, fez despesas no valor de US$ 200 mil

que podem ser rastreadas at� voc�, mas sua renda n�o d� para isso.

E agora h� um corpo.

Eu s� queria...

N�o tive inten��o de... Remorso � bom, Eddie.

Remorso com confiss�o � melhor ainda.

Ou ser� culpado pelo lance do guindaste.

Nolan, o empreiteiro, foi o 1� a pedir autoriza��es

para usar guindastes menores e carga maiores.

Quem fazia os pagamentos? O contramestre.

Talbot?

N�o, o contramestre da noite. O Talbot n�o sabia de nada.

Quem mais sabia? O chef�o, Wayne Hardy.

Ele prometeu me p�r no pr�ximo projeto se este sa�sse no prazo.

O que diz das acusa��es? Um grande erro da justi�a!

Coitados dos colegas de cela. Tem algo errado.

Pensamos que o suborno vinha da caixa menor,

mas o contramestre disse que a grana vinha do Nolan.

Vai ver estavam subornando outra pessoa.

Bom, os dois t�m que ser pronunciados amanh�,

e sabem que o promotor odeia surpresas.

"Matem�tica para qu�"? Eu dizia aos professores.

"Eu vou ser policial".

N�o se sinta mal, eu dizia o mesmo sobre Biologia.

Hoje passo metade da vida vendo aut�psias.

Tomem.

O conte�do dos bolsos da v�tima do guindaste.

Carlos Lazaro.

Estou tentando localizar o parente mais pr�ximo, mas vou te dizer.

O servi�o de informa��es da Rep�blica Dominicana � ruim como o daqui.

A mulher n�o est� em um hospital no Queens?

Sim, mas � um vegetal. Teve uma esp�cie de coma.

Eu me identifiquei. Minha mulher tamb�m � um vegetal.

Boa noite, pessoal.

Se eu come�ar a falar assim, me mate.

Lupo, a conta do hospital da mulher do Sr. Lazaro.

Veja o hist�ricos de pagamentos.

Um no valor de US$ 3.600, e outro no valor de US$ 5.700.

A diferen�a que deu na caixa menor.

Dinheiro que estava no cofre do escrit�rio da obra.

Um oper�rio como o Carlos n�o teria acesso a ele.

Ent�o, foi o contramestre, Gary Talbot?

Dava uma de Robin Hood para ajudar o Carlos?

N�o, ningu�m � legal a esse ponto, nem mesmo Robin Hood.

HOSPITAL SAINT PAUL SEXTA, 10 de OUTUBRO.

Ela est� assim desde que a trouxeram, 4 semanas atr�s.

Achei que tivesse sido overdose, mas o toxicol�gico n�o deu nada.

Ent�o, como a Sr� Lazaro entrou em coma?

Havia cloro no tecido do seu pulm�o, ent�o, pode ter se afogado.

Tem certeza? Segundo o atendimento de Emerg�ncia,

o marido a encontrou desmaiada na sala.

Foi um afogamento seco.

� basicamente um afogamento de rea��o retardada.

O paciente bebe �gua e n�o morre imediatamente.

Mas, h� uma rea��o em cadeia no pulm�o que,

sem interven��o m�dica, pode resultar em morte.

Ou, no caso da Sr� Lazaro em coma persistente.

Quais s�o as condi��es da pessoa antes do coma?

Fica andando por a� normalmente?

Andando, sim, mas normalmente n�o.

Seu comportamento se torna mais err�tico at� perder a consci�ncia.

Pode determinar quando ela ingeriu a �gua com cloro?

Eu diria 10 ou 12 horas antes de ela chegar no pronto-socorro.

Dr. Graber, o Dr. Kellen est� � sua procura.

Boa sorte. Est� bem, obrigado.

Triste o que aconteceu com o marido dela.

Ele vinha todo dia depois do trabalho. Todo dia.

Ele comentou sobre o afogamento dela?

N�o. Algum amigo vinha visit�-la?

Na 1� semana, os vizinhos vieram. Depois, s� o marido.

�s vezes, vinha um cara, Gary.

Gary? Com que frequ�ncia?

Uma vez por semana, toda quinta. E tarde.

Dizia ser um amigo da fam�lia. � uma pena, a Amelia � t�o bonita!

As despesas do hospital eram pagas nas quintas-feiras.

Robin Hood ou Robin Esquisito.

Se o Talbot roubava para pagar as despesas,

pode ser o respons�vel pelo estado dela.

A culpa faz as pessoas agirem de forma extraordin�ria.

Tenente, por mais legal que voc� seja,

n�o roubaria para pagar o hospital da minha esposa.

Se eu tivesse uma esposa. Quem disse que eu sou legal?

Qual � a suspeita? O Talbot est� envolvido no afogamento?

Vai ver eram mais pr�ximos do que pensamos.

O Talbot e a mulher do Carlos tinham um caso?

Quem sabe estavam numa hidromassagem no motel

quando ela decidiu fazer planos para o futuro.

A coisa ficou feia.

A Amelia acabou no hospital com o pulm�o cheio de �gua,

e o Talbot acabou com o cora��o cheio de remorso.

Ent�o, a morte do Carlos n�o tem nada a ver com isto?

Se o Talbot n�o jogou o guindaste nele,

s�o dois crimes independentes.

Mas um deles parece ter sido um acidente.

O Talbot � uma testemunha importante contra o fiscal,

e nossa interfer�ncia n�o vai agradar ao promotor.

Devemos ignorar isto? Iniciem uma nova investiga��o.

Comecem com uma busca na resid�ncia do Lazaro.

APT� de CARLOS LAZARO SEXTA, 10 de OUTUBRO.

Nunca vi a Amelia com outro homem a n�o ser o Carlos.

Nunca. Ela o amava.

Voc� a viu no dia em que ela ficou doente?

Sim, no elevador. Achei que estivesse b�bada,

pois n�o lembrava qual era o seu andar.

Disse que se sentia mal, e sugeri que fosse ao m�dico.

A Amelia nadava?

N�o. Acho que ela tinha medo de �gua.

Por qu�?

Tem uma piscina aqui no parque.

N�o � funda para crian�as.

Mas, uma vez, o vento jogou o chap�u dela na �gua.

Ela ficou com medo e pediu ao meu filho para pegar.

Preciso ir.

Lupo,

tem o telefone do Talbot? � o celular da Amelia?

Um celular pr�-pago, sem identifica��o, com dois n�meros na agenda:

um � do Carlos e... o outro � do Talbot.

Que simp�tico.

N�o sei do dinheiro que sumiu. Deve ter ido para o fiscal.

N�o, sabemos para onde ele foi. Tudo se encaixa.

O dinheiro que sumiu e as contas do hospital que voc� pagou.

Que eu paguei? As enfermeiras o reconheceram.

Eu...

O Carlos estava com problemas, queriam deportar a Amelia...

N�o gaste sua saliva.

Achamos este ador�vel celular na bolsa da Amelia.

� pr�-pago, sem identifica��o, imposs�vel de rastrear.

Perfeito para casos extraconjugais. N�o, eu amo a minha esposa.

J� chega, n�o vou mais falar com voc�s.

Se as duas partes envolvidas est�o mortas ou em coma,

e se o Talbot apagou seus rastros,

vai ser dif�cil provar que tinham um caso.

Podemos falar com a mulher do Talbot.

Toda manh� � igual: o Talbot me ajuda com a Lacy.

Mas como vou me lembrar de um dia 4 semanas atr�s?

Foi o dia em que a esposa de um dos oper�rios foi encontrada em coma.

Amelia Lazaro. O nome lhe diz alguma coisa?

Amelia Lazaro? Por que perguntam?

Porque o telefone do seu marido estava no celular dela.

Eu dei um celular para ela com o nosso n�mero.

Por que fez isso?

Ela trabalhava aqui nos ajudando com a Lacy.

Por que seu marido n�o nos contou isso?

A Amelia � ilegal. Pag�vamos a ela por baixo dos panos.

Sabia que seu marido a visitava no hospital?

Por que n�o? Ela trabalhava para n�s.

O seu marido pagou a conta do hospital com o dinheiro que roubou da firma.

Na nossa experi�ncia,

raramente algu�m faria isso para um empregado,

a n�o ser que houvesse algo mais entre eles.

N�o sei o que quer dizer.

Ela nos ajudava com nossa filha, s� isso.

Se n�o se importam, preciso levar a Lucy ao m�dico.

Veja s�...

� uma b�ia de bra�o. Muito bonitinha.

Leva a sua filha para nadar? � hidroterapia.

Hidroterapia. Ent�o, os Talbot tinham acesso a uma piscina.

A �gua com cloro no pulm�o da Amelia pode ter vindo de l�.

S� que o Talbot tem �libi

para as horas que antecederam o coma da Amelia.

Fazia jornada dupla nas luxuosas minas de sal de Wayne Hardy.

Resta a Sr� Talbot.

Ela pode ter discutido com a Amelia

ao suspeitar que eles tinham um caso.

E pode n�o ter sido a 1� vez.

O Talbot pediu div�rcio no ano passado.

Voltou atr�s alguns meses depois.

Ele queria o fim do casamento. E a Sandra sabia bem o motivo.

Podemos provar que a Sandra estava com a Amelia

no dia em que ela entrou em coma? Podemos fazer melhor.

9h26m. Sandra comprou dois cart�es do metr� na esta��o perto de casa.

Dois cart�es: um para ela e a Lacy, outro para a Amelia.

Meia hora depois, foram a uma delicatessen na Union Square.

90 minutos depois, � farm�cia na esquina da 18 com a Park.

Uma hora e meia em um rio de 3 quadras.

Tem uma piscina por l�? Vamos ver.

Os aspirantes a Michael Phelps saem �s 10 horas.

A Sr� Talbot podia trazer a filha entre 10h e 11h,

quando n�o havia ningu�m para reclamar dos gritos da menina.

E quanto a esta mulher? Ela vinha com elas?

Com certeza. Era a bab�, a ajudante, sei l�.

Ela n�o gostava de �gua, ent�o, ficava na beira.

Dava toalhas para a Sr� Talbot, ajudava com a cadeira de rodas.

Lembra-se da �ltima vez que vieram? Talvez h� umas 4 semanas?

Com certeza. A ajudante caiu na piscina.

Como aconteceu?

Eu n�o vi. Eu estava aqui, ouvi gritos e o barulho de �gua.

Sobre o que discutiam?

N�o d� para ouvir nada, os azulejos geram muito eco.

O barulho da �gua. Pode ter sido a menina ou a Sr� Talbot?

Acho que sim, mas quando vim at� a piscina, as duas estavam secas,

e a ajudante estava encharcada, chorando. Ent�o, me digam voc�s.

Ningu�m viu Sandra Talbot empurr�-la na piscina.

H� provas circunstanciais: barulho na �gua, Amelia encharcada.

Ela tinha medo de �gua, n�o ia mergulhar simplesmente.

Mesmo que tenha sido empurrada, ela se levantou e foi embora.

N�o importa. Se n�o tivesse sido empurrada, n�o estaria em coma.

� tentativa de homic�dio.

Est� presa por homic�dio. Ela n�o fez nada!

Gary! Temos que ir.

Amor, eu cuido disso!

Lacy, a mam�e j� volta. Sr. Talbot, afaste-se.

N�o! Sr. Talbot!

Ela n�o fez nada! Eu j� volto, querida!

Eu cuido dela, amor, pode deixar! N�o se preocupe!

Est� tudo bem, querida.

Processo n�mero 42.641, o Povo contra Sandra Talbot.

Tentativa de homic�dio e les�o corporal.

Inocente. E pedimos que aguarde em liberdade.

Em um caso de homic�dio? A mo�a escorregou e caiu.

O Dr. Goodwin pode dizer isso ao j�ri.

Excel�ncia, a filha da minha cliente tem encefalopatia est�tica.

Ela n�o anda, n�o come e n�o vai ao banheiro sem ajuda.

O marido precisa trabalhar para sustentar a fam�lia.

S�o s� eles. Minha cliente precisa ficar em casa.

Ela causou o coma da ajudante

e agora quer piedade por n�o ter ajudante?

Voc�s dois extrapolaram, doutores.

A fian�a � de US$ 200 mil. Pr�ximo.

Sabe que eles n�o t�m US$ 200 mil. Reduza seus honor�rios.

Voc�s n�o t�m testemunhas oculares, um motivo que possam provar,

nem uma liga��o do suposto ato ao coma da v�tima.

� fic��o cient�fica, n�o uma ocorr�ncia m�dica.

O que voc� quer?

Les�o corporal e suspens�o da pena!

S� aceito se ela cumprir 5 anos.

O objetivo do acordo � manter a Sr� Talbot com a filha.

Nosso objetivo � fazer justi�a para Am�lia Lazaro.

Sua cliente tentou afogar a amante do marido.

Ela tem que pagar por isso.

Nossa peti��o com rela��o � publica��o compuls�ria.

Todas as provas coletadas pela pol�cia na piscina.

At� mais.

Um acidente de guindaste virou uma esposa ciumenta.

A pol�cia foi investigar e descobriu isso.

Um crime sem testemunhas e sem provas?

N�o exatamente.

A defesa pediu o tubo de resgate da piscina.

Havia digitais da Sandra em uma ponta do tubo

e digitais da Amelia na outra.

A defesa vai alegar

que ela tentou salvar a Amelia depois de empurr�-la.

� um atenuante.

� pior. V�o alegar arrependimento eficaz.

Sandra Talbot mudou de id�ia ap�s tentar afogar a Amelia.

Ela pode acabar se safando.

Arrependimento eficaz n�o � defesa

se motivado por medo de ser pego.

A Amelia n�o afundou imediatamente.

Sandra, temendo que algu�m entrasse, ajudou-a a subir.

Quero ver voc� provar isso.

Gary Talbot � testemunha-chave no caso do guindaste.

Tente n�o atrapalhar.

Refa�a os passos de Sandra e Amelia ap�s a sa�da do gin�sio.

e descubra com quem elas falaram.

J� falei tudo o que sabia para a pol�cia.

Falamos com outras testemunhas.

Um funcion�rio do metr� disse que ela n�o conseguia respirar.

Ela estava doente, como eu disse � pol�cia.

E voc� sugeriu que ela fosse ao m�dico.

Isso. Era o que ela devia ter feito.

� isso que eu n�o entendo. Por que ela n�o o fez?

Eu n�o sei, ela estava confusa.

Ent�o, viu que ela estava passando mal

e quis ligar para a Emerg�ncia, certo?

Ela n�o quis ajuda.

E concordou, mesmo vendo que ela estava confusa?

O patr�o dela a aconselhou a n�o ir a um m�dico.

O patr�o dela disse: "Olha a Imigra��o"!

Ent�o, eu n�o insisti. Acho que foi um erro.

A Sandra a resgatou da piscina. Arrependimento eficaz.

Artigo 4010: "O arrependimento eficaz deve ser absoluto".

� simples, Sr� Talbot:

n�o podem alegar arrependimento eficaz

se convenceram a Amelia a n�o ir ao m�dico.

Fiquei arrasada pela Amelia.

Se eu soubesse que ela precisava de um m�dico...

A Sandra n�o pode ser presa. Por favor!

E se... a minha cliente estiver protegendo algu�m?

Estou ouvindo. A menina sofre de espasmos,

mas n�o tinha tomado o rem�dio naquela manh�.

Ela teve um espasmo e chutou a Amelia na piscina.

Um acidente? Por que esconder, ent�o?

Eles recebem ajuda financeira do governo para a Lucy.

O incidente podia levar � suspens�o do benef�cio.

Eles teriam que intern�-la e... Pare agora mesmo!

A Lacy j� sofreu demais. N�o vou us�-la para me defender.

Ou falam a verdade agora, ou tentem a sorte com o j�ri.

Eu e Amelia discutimos. Por causa do Gary.

Eu fiquei com raiva e a empurrei,

mas juro que n�o pretendia mat�-la, eu s�...

Se eu pudesse voltar atr�s...

A minha filha � doente e precisa da m�e.

N�o me separem dela. Por favor, eu imploro!

Les�o corporal. Senten�a suspensa.

Contanto que parte do sal�rio do Gary

se destine ao tratamento da Amelia.

E a Sr� Talbot ter� que confessar.

Acho que � uma proposta aceit�vel.

Senten�a suspensa? Cora��o mole.

CONFISS�O SUPREMA CORTE TER�A, 14 de OUTUBRO.

Fui tirar satisfa��es com a Amelia por causa do Gary.

N�s come�amos a discutir.

Ela admitiu que estava tendo um caso com ele.

Eu perdi a cabe�a e a empurrei na piscina.

Sabendo que ela n�o sabia nadar? Sim. Ela ficou se debatendo na �gua.

Eu fiquei com medo e a resgatei. E o que a senhora fez?

Disse para ela deixar meu marido e minha fam�lia em paz.

Muito bem.

Dr. Cutter, � satisfat�rio para a Promotoria?

Dr. Cutter?

Excel�ncia, permiss�o para inquirir?

Sr� Talbot, como soube do romance?

A Amelia...

A Amelia estava dando banho na Lacy.

Ela tinha esquecido o celular na cozinha e ele tocou.

Eu vi que era o Gary. Ele deixou um recado.

Eu mesma tinha programado o celular, ent�o, sabia a senha.

Ent�o... ouvi a mensagem. Ele queria v�-la ap�s o trabalho.

E foi tirar satisfa��es com ela nesse dia?

N�o. No dia seguinte?

Foi tirar satisfa��es com ela no dia seguinte?

Sim. Quando levou a Lacy para a piscina?

Sim.

Excel�ncia, esse questionamento � necess�rio...

Excel�ncia, o Povo retira a proposta de acordo e procede com o julgamento.

Mas temos um acordo! Tinham um acordo, Dr. Goodwin.

� uma prerrogativa do promotor de justi�a.

Marque a data, Freddie.

Cora��o mole, uma ova.

Retirou o acordo no meio da confiss�o?

Pode ter desistido de um jogo ganho.

Checamos o celular da Amelia.

N�o houve nenhuma liga��o do Gary naquele dia

ou em qualquer outro dia.

Mas, na noite em que a Amelia se afogou, ela ligou para o

Dr. Lucas Ziering, um endocrinolosta. Uma liga��o de um minuto.

Ele n�o estava mais e ela deixou um recado. E da�?

Na manh� seguinte, o Dr. Ziering telefonou para a Sandra Talbot.

Ficaram no telefone durante 20 minutos.

Uma hora depois, ela empurrou Amelia na piscina.

E acha que esta liga��o perturbou a Sandra?

Ela n�o tentou matar a Amelia por causa do marido.

Achei um registro de ocorr�ncia do Dr. Ziering

sobre amea�as an�nimas deixadas no seu correio de voz.

Duas semanas antes de Amelia ser empurrada na piscina.

Vai ver Amelia ligou para isso, para deixar outra amea�a.

Amea�a de qu�? Um p�ssaro na m�o, Mike.

Da pr�xima vez que uma r� quiser confessar, deixe-a.

CONSULT�RIO do DR. LUCAS ZIERING QUARTA, 15 de OUTUBRO.

� um recado para o Dr. Ziering!

O que est� fazendo com a Lacy � contra os planos de Deus!

N�o pode mudar sua natureza! � diab�lico!

E vai queimar no inferno se fizer isso!

A m�e da Lacy reconheceu a voz da ajudante.

Eu disse � Sandra que, se isto continuasse,

eu n�o trataria mais a filha.

Ela disse que ia falar com a ajudante.

O que ela quis dizer com "mudando a natureza da Lacy"?

Como est� tratando dela?

Os Talbot querem impedir o desenvolvimento f�sico da filha.

Como assim? Tratamento com estrog�nio.

Para interromper em car�ter permanente o crescimento dela.

E querem a remo��o dos bot�es mam�rios, do �tero e ov�rios,

para que seus �rg�os sexuais nunca amadure�am.

Cirurgia e drogas para mant�-la crian�a?

Esse tratamento � ilegal? � bastante pol�mico.

Na verdade, n�o sou o 1� m�dico que os Talbot procuraram.

Est�o aflitos de preocupa��o com o bem-estar da filha.

Eu pedi que fossem discretos,

ou ser�amos... atormentados por malucos assim.

O que fez ao receber outra amea�a?

Eu disse a Sr� Talbot que n�o ia mais tratar da Lacy.

Como ela reagiu? Implorou para eu reconsiderar,

mas eu n�o podia me expor daquele jeito.

Ela ficou furiosa, come�ou a gritar, e eu desliguei.

Eu... esperava que ela entendesse.

N�o se preocupe, ela descontou a raiva em outra pessoa.

N�o tenho nada para falar com voc�s.

Agora precisamos que escute.

J� falamos...

O caso nunca existiu, o motivo foi sua filha.

A Amelia interferiu, amea�ou seu m�dico.

N�o quero falar sobre isso.

Se esperam alguma leni�ncia, � melhor algu�m falar conosco.

Para afugentarem outro m�dico disposto a nos ajudar?

Minha garotinha nunca vai andar.

Nem falar.

Se crescer nestas condi��es...

Eu sei que ela � um anjo.

Ela � nosso anjinho.

N�o podemos imaginar pelo que voc�s passam,

a tens�o que deve causar no seu casamento.

Sabemos que pediu div�rcio no ano passado.

�. N�o conseguia ver a luz no final do t�nel.

E tudo ia piorar com a idade.

Eu n�o aguentei a press�o.

Mas conseguimos superar.

Foi quando tiveram a id�ia deste tratamento?

Para mant�-la crian�a?

� melhor voc�s irem agora. Sr. Talbot...

N�o precisamos da sua censura nem de qualquer outra pessoa!

� assunto particular, n�o se metam!

Antes da pris�o da Sandra, os Talbot pegaram outro m�dico.

O Dr. Connor Dunning, do Hospital Infantil Emmanuel.

Conseguiram outro m�dico para operar a filha.

Isso explica por que a Sr� Talbot mentiu um ju�zo.

O 1� m�dico ficou com medo. Ela n�o queria assustar este.

Entrarei com uma liminar contra a cirurgia.

Baseado em qu�?

� uma agress�o. A uma crian�a deficiente.

Eu n�o sei se iria t�o longe.

E desfigurar esta pobre crian�a, seria o qu�?

Arrancar seu �tero,

injetar horm�nios nas suas veias para impedir seu crescimento?

Escutem, eu li sobre isso, conversei com m�dicos.

Ningu�m sabe quais s�o os efeitos a longo prazo!

Suponho que a Lacy viva at� l�,

pois um co�gulo de sangue pode se formar e mat�-la!

N�o � uma cirurgia necess�ria sob o ponto de vista m�dico.

� conveniente aos pais que querem salvar o casamento.

O que isso tem a ver com nosso processo contra Sandra Talbot?

Um crime para esconder outro. Desta vez, contra uma crian�a.

Tudo faz parte da mesma conduta criminosa!

� muito arriscado. Ela estava confessando!

Sob falso fundamento! Est� perdendo tempo.

N�o temos o dever de buscar a verdade?

O tratamento de Lacy Talbot n�o � da nossa conta!

N�s temos uma v�tima, Amelia Lazaro!

Se a Sr� Talbot n�o quer falar a verdade, convoque um j�ri.

Mas aqui, n�s nos concentramos em crimes j� estabelecidos.

Vamos solicitar que incluam na den�ncia

associa��o criminosa para ferir Lacy Talbot.

C�mplice n�o-indiciado: Gary Talbot.

Ato not�rio: pagamento da cirurgia.

Mike, n�o ouviu o Jack dizer

para focarmos nos crimes estabelecidos?

Se o juiz concordar que a opera��o � um crime,

o Jack n�o vai ter do que reclamar.

Sua inten��o � impedir que eles operem a filha.

N�o tenho filhos e n�o estou no lugar deles,

mas n�o estou convencida.

Me observe.

O Dr. Cutter desistiu do acordo, mas descobriu que n�o vai vencer.

Ent�o, inventou a acusa��o

de que a Sr� Talbot quer ferir a filha!

� uma acusa��o leg�tima baseada em novos fatos.

Esses fatos n�o chegam perto de estabelecer les�o corporal!

Eles estabelecem que existe um plano

para causar s�rios danos a uma crian�a.

Dr. Cutter, a cirurgia � eticamente question�vel.

N�o significa que seja um crime.

Mas lhe darei uma chance de me convencer.

AUDI�NCIA da SUPREMA CORTE QUINTA, 16 de OUTUBRO.

A cirurgia n�o foi testada.

Seus benef�cios s�o altamente especulativos.

� uma cirurgia dolorosa, e a recupera��o � lenta.

E o tratamento com estrog�nio pode trazer complica��es.

Dr� Peller, h� alguma outra raz�o

para a comiss�o de �tica do seu hospital

n�o ter sancionado esta cirurgia?

� um terreno escorregadio.

Pode ser mais f�cil cuidar da Lacy enquanto � crian�a,

mas, ent�o, por que n�o amputar suas pernas

para torn�-la mais "port�til"?

Ou remover sua laringe para ela parar de gritar?

Est� dizendo que o conforto dos pais

n�o deve ser um fator relevante?

Na minha opini�o...

� menos importante do que a preserva��o da dignidade.

Especialmente a de uma crian�a deficiente.

Ela precisa de amor, n�o de cirurgia.

Antes de aceitar fazer a cirurgia,

observei a intera��o dos Talbot com a Lacy durante horas.

Seu amor e seu compromisso com o bem-estar dela s�o �bvios.

Mas a remo��o de mamas, �tero e ov�rios parece...

injustificado, n�o? Na verdade, n�o.

A Lacy nunca ter� filhos, nunca amamentar� ou far� sexo.

Ent�o, estes �rg�os s�o desnecess�rios.

E a remo��o deles elimina os riscos de c�ncer

e transtornos emocionais.

Dr. Dunning, diria que o papel da Medicina

� curar doen�as? � uma defini��o.

Mas n�o � o que esta cirurgia faz, certo?

N�o h� nada de errado com os �rg�os sexuais da Lacy

que exija sua remo��o.

N�o h� nenhum perigo intr�nseco em deix�-la se tornar adulta.

A cirurgia n�o se qualifica nesta defini��o simpl�ria,

mas... Obrigado.

O dinheiro � curto, s� podemos pagar ajudantes em meio expediente.

E n�o temos dinheiro o bastante para pagar pessoal qualificado.

Quanto gastam por m�s com o tratamento da sua filha?

Quase US$ 6 mil.

O governo nos d� US$ 2 mil por ano,

ou ter�amos que mant�-la internada em alguma institui��o.

Pensam em fazer isso? De jeito nenhum.

Somos uma fam�lia, e uma fam�lia sempre permanece unida.

E eu sei que...

sem os nossos cuidados, ela n�o vai sobreviver.

A senhora faria algum mal � Lacy intencionalmente?

N�o.

Eu morreria pela minha filha.

Se tivesse US$ 1 milh�o para pagar os ajudantes,

ainda pensaria nesta cirurgia para a Lacy?

Sim, vai melhorar a vida dela. E a sua tamb�m, certo?

Vai reduzir sua carga de trabalho.

Ser� mais f�cil transport�-la, aliment�-la.

Queremos que a nossa filhinha fique em casa,

no seio da fam�lia que a ama. Mantendo-a pequena.

Mas, quando ela crescer e se tornar uma jovem mulher,

voc�s ter�o que se preocupar com outros inconvenientes.

Sua menstrua��o, sua sexualidade...

N�o, n�o tem a ver com isso.

Ela n�o ser� mais t�o fofinha e bonitinha.

N�o tem nada a ver com isso!

N�o poderemos cuidar dela em casa,

n�o poderemos lev�-la aos lugares conosco,

inclu�-la...

V�o precisar de mais ajudantes, de equipamento especial,

de uma casa maior. Sim.

Seria muito caro. Sim, n�o ter�amos como.

Mas n�o ia querer que ela crescesse

mesmo que tivesse todo dinheiro do mundo.

Ainda a submeteriam a esta cirurgia. Foi o que disse h� pouco.

Seus sentimentos por ela se transformariam

se ela crescesse, n�o �

� mais f�cil am�-la agora,

enquanto ela � pequena, como uma boneca,

n�o � verdade?

Eu a amo!

Eu a amo verdadeiramente!

Meu anjinho...

Sr� Talbot est� dispensada.

N�o duvido que a motiva��o dos Talbot

venha do seu amor e da sua dedica��o � Lacy.

Por outro lado, o Dr. Cutter demonstrou

que a quest�o n�o se encerra nas inten��es dos pais.

No c�mputo geral,

os elementos de les�o corporal contra a crian�a

n�o foram estabelecidos.

A peti��o para retifica��o da pron�ncia est� negada.

Espero que agora as partes consigam entrar em um acordo.

O Goodwin aceitou conversar.

Mike, eu acho que o juiz tomou a decis�o certa.

Desde que ela empurrou a Amelia na piscina,

Sandra Talbot s� mentiu e tentou nos confundir.

E foi recompensada com o aval para mutilar a filha.

Isso n�o nos diz mais respeito.

Al�m disso, ningu�m � santo aqui.

�s vezes, � dif�cil saber onde est� a justi�a,

mas � preciso tomar uma atitude.

Tentar salvar o que d�.

Les�o corporal, pena suspensa, 5 anos sob condicional.

Mesmas exig�ncias para o tratamento da Amelia.

E tem mais.

Ela precisa concordar em desistir da cirurgia da filha.

De jeito nenhum! Ele pode fazer isso?

N�o! Dr. Cutter, que palha�ada � essa? � pegar ou largar, Sr� Talbot.

Ou ser� julgada e ir� para a pris�o.

Querida...

N�o posso ficar longe dela.

O que significa isto?

Parece que voc� j� sabe.

Nem cirurgia, nem tratamento hormonal.

Voc� estipulou uma condi��o legal ao acordo!

Est� violando os direitos da Sr� Talbot!

O juiz vai repudiar este acordo.

Posso convenc�-lo. Eu vou repudiar o acordo!

Voc� passou totalmente dos limites! Aprendi com o mestre.

O Povo contra Willach, o caso da s�ndrome de Munchausen!

Voc� imp�s esteriliza��o como condi��o

para uma mulher que matava os filhos!

Eu me lembro!

Tamb�m me lembro que o juiz arrasou comigo! Com raz�o!

Voc� seguiu seu instinto e eu segui o meu!

� para isso que somos pagos!

Voc� � pago para obedecer ordens!

O juiz n�o aceitou o argumento

de que os Talbot est�o fazendo mal a filha!

� hora de virar a p�gina, Mike.

O acordo j� foi assinado. e vou seguir em frente.

Assuma o caso se quiser.

CONFISS�O, SUPREMA CORTE SEXTA, 17 de OUTUBRO.

Tenho obje��es �s condi��es estipuladas, Dr. Cutter.

A autonomia dos pais na cria��o dos filhos

� um direito protegido pela 14� Emenda.

Este direito n�o � absoluto.

Pode ser suplantado pelo interesse do Estado.

Em proteger um menor, por exemplo.

J� tomei minha decis�o a respeito, Dr. Cutter.

Que a cirurgia n�o � crime.

Isso n�o tira o direito do Estado de continuar tentando impedi-la.

Dr. McCoy? Permiss�o para me aproximar?

Acabei de tomar ci�ncia da subst�ncia deste acordo.

Ent�o, sabe que uma condi��o question�vel foi imposta.

A Promotoria n�o aprova tal condi��o e vamos retir�-la.

Eu pe�o desculpas � corte e a Sr� Talbot por esta falha.

Com a retirada da condi��o estipulada, o acordo � v�lido.

Podemos prosseguir com a confiss�o.

Eu passei dos limites no caso Willach.

Um dia, voc� vai me agradecer por ter puxado sua coleira, Mike.

Eu gostaria que algu�m tivesse puxado a minha.

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