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Me diga o que você quer este ano
Só quero você
Um presente de Natal que vá alegrar você
Só quero você
- Embrulho pra você, querido - Mas só quero você
- Para o Natal - Para o Natal
Vou encher sua meia até a borda
Mas só quero você
- Com muitas coisas reluzentes - Isso seria bom também
Um carro novo, vamos dar uma volta
- Eu adoraria isso para o Natal - Para o Natal
Que tal um suéter novinho?
Ainda nem usei o do ano passado
Uma caneca para chá E chocolate, é melhor?
Um anel seria legal
Eu não negaria
- Um nove perfume ou colônia doce - Mas só quero você
- Uma viagem para Paris ou Roma - Mas só quero você
Nada de carro ou diamante
Seriam suficientes
Porque para o Natal
Eu só quero você
Apesar de que, sabe? Um diamante de 5 quilates não é má ideia.
Um barco também não é.
Bom, tem sempre o ano que vem...
VÉSPERA DE NATAL, 1985
Boa tarde, pessoal.
Bem-vindos a bordo do trem das 15h05 de St. Pancas a Nottingham.
Quero dar as boas-vindas
e desejar a todos um feliz Natal.
Não, não. Por aí, não. Por aí, não. É por aqui.
Bom dia. Bom dia.
Quer um champanhe? Sue, venha!
Vamos tomar champanhe.
- Servem champanhe aqui? - Servem para Tony Towers.
Aqui, amor. Pode nos dar uma mãozinha? Você gosta de ir a boates?
- O quê? - Qualquer noite de semana.
Leve este cartão e diga que Tony Towers que mandou você.
Certo. Pessoal!
Quem quer tomar champanhe? Todos são bem-vindos.
- Eu quero? - Quantos?
- Um, três, quatro, cinco... - Tony.
- O que foi? - Tony.
Vamos beber champanhe. Vamos ouvir...
O que é isto? "Now That's What I Call Music 5".
- Tony, para! - O que foi? Estamos comemorando.
- Desculpem. Ele está animado. - Calma, não vamos fazer barulho.
- Ei! Sai fora. - Sue!
Vamos começar a festa!
- Tony, aonde vai? Eles já vão entrar. - Volto antes de Luton.
Mas estou nervosa, Tony.
Sue.
Querida... Nervosa por quê?
Depois do que Roger fez comigo, ele que devia estar nervoso.
Escute aqui, não se preocupe com isso.
Está bem.
- Escute só... - O quê?
Eu e você podemos dar uma olhada na Tiffany's quando voltarmos.
- É demais. - Está bem, na Ratners.
- Não preciso de mais presentes. - Não gosta deles?
Às vezes, parece que você está em exibindo.
E qual é o problema? Você é linda.
E vai ser a mais nova Sra. Tony Towers. As pessoas se interessam pelo que eu faço.
- Mas vamos ter uma família. - Vamos o quê?
Não agora...
Meu Deus do Céu!
Achei que fôssemos.
É que agora não é o momento perfeito. O que foi?
Sabe que quero ter dez filhos.
- Credo! É uma família ou um time? - E quero morar em Norfolk.
É meio longe.
Quero que a gente use suéteres fofos, tomando sopa.
Isso dá para fazer.
Só dois minutos.
Prometo que não vou a lugar algum.
Estarei aqui.
Sue, perdão. Se importa de se sentar aqui?
É que eu... Não gosto de andar pra trás.
Claro. Só por você.
Certo. Champanhe pra todo mundo!
- Beleza! - Feliz Natal!
- Sua passagem. - Só estou indo ao bufê.
- Ótimo. A sua passagem? - Sério?
Eu vou ser... O quê?
Eu... Estava...
- Deve estar com a minha noiva. - Ah, a sua noiva.
- Vamos nos casar em junho. - Parabéns.
Olha, eu...
- Sou Tony Towers. - Ótimo. Cadê a sua passagem?
- Eu sou famoso. - É mesmo, é?
Diga a ele quem eu sou.
- O quê? - Ela vai dizer.
- Eu te reconheço, sim. - Viu?
- Você não é instalador de carpete? - O quê?
Não, você vende roupa usada na feira!
Não! Eu... Eu sou Tony Towers!
- Do Astoria em Nottingham! - De onde?
Qual é a expressão?
"Você só é famoso se alguém sabe quem você é."
Bom, não sabemos quem você é.
É a maior danceteria da região.
Onde é mesmo?
Escuta, você gosta de música... Morris. Que tipo de música gosta?
Gosto de metal.
- Você toca metal lá? - Não muito.
Próxima parada: Luton.
- Próxima parada: Luton. - Ela está me esperando. Só tenho que...
Olha, a minha noiva não conhece o meu irmão e a minha cunhada.
Ela está nervosa. Só preciso de 2min para ir ao bufê.
Ora, Morris. Você é um cara razoável. Tem até uma decoração de Natal.
- A passagem inteira é 18,90 libras. - Sério? Vai fazer isso mesmo?
Feliz Natal.
- As passagens não estavam na carteira? - São eles?
- É o Roger? - Não, ele é ruivo.
- Não encontro. - Ruivo? Como assim?
São eles.
Como eles sabiam que tinham que parar ali?
Bom, Roger é assim.
Não posso ir ao bufê sem as passagens.
- Tony, estou tremendo. - Está tudo bem. Onde estão?
- Na sua carteira? - Não, eu já olhei.
Estão na sua bolsa?
Não vai acreditar, Sue. Tem uma garota no próximo vagão,
que não me conhece. Que loucura!
- Preciso delas para a champanhe. - Tony, esqueça essa bobagem!
- Estou apavorada. - Sinto muito. Sinto muito. Está tudo bem.
Está tudo bem?
- Como assim? - Presumo que essa seja a Sue.
- Eu ia apresentar... - Meio lerdo, não é, Tony?
- Sou Paula. - Olá.
- Roger está atrás disso aí. - Me desculpe.
Quem foi que te comprou isso?
- Não comece. Prazer. - Não vou pôr junto ao presente da tia Vi.
- Lá vamos nós. - Espere. Não dá. Já guardei.
Está bem no fundo da minha mala.
- Sabia disso? - Não.
Tone parece achar que a nossa tia Vi sempre me deu presentes melhores.
- Isso nunca... - "Parece achar"?
Num ano, ele ganhou uma guitarra. E eu ganhei um abacaxi.
Era difícil encontrar abacaxis na época.
- Vocês não vão se sentar? - Um abacaxi!
Já se passaram 30 anos e ele ainda pensa nisso.
- Perdão, Paula. Mas vou me sentar aí. - Não, Tone.
- Não gosto de andar pra trás. - Sente-se.
Nossa...
Já gostei dela.
- Lindas joias. - Obrigada.
- Anda gastando, Tone? - Bom, as coisas têm ido bem.
Vou abrir mais seis danceterias.
Seis?
- Mais seis danceterias. - Devemos ser ambiciosos.
Sempre disse isso.
- Seis? - E a de Nottingham vai mudar de lugar.
Serão 930m² e a 5min do centro da cidade.
E a do Gary De Courcey?
Já era.
- O quê? - Incêndio.
- Está brincando. - Não estou.
E qual é a graça?
Bom, discotecas nunca pegam fogo.
- É sempre lance de seguradora. - Sempre.
Bom, mesmo com Gary fora de jogo, ainda acho muito, Tone.
Se você me implorar...
posso deixar você voltar.
Ah, não. Isso não vai acontecer, Tony.
Estou muito feliz.
Ele vai dizer que está no showbiz.
- Sou do ramo da música. - Não mesmo.
- O que você faz? - Aqueles fones que quebraram rápido...
- Trabalho pra Saisho. - Pergunte de qual parte do Japão é.
- Pertence ao grupo Dixon. - Stevenage.
- O famoso bairro de Tóquio. - Escute, Tony.
Quando ele parar de vender 5 milhões de aparelhos de som por ano,
ele liga para você, certo?
Que ótimo, Sue!
Ah, foi engraçado!
Gostei muito dela.
- Vou pegar a champanhe. - O quê?
- Ele quer comemorar o nosso noivado. - Se eu achasse...
as passagens.
- Está sem grana, Tony? - Estou ótimo, Paula.
- Não dê dinheiro pra ele de novo. - Eu tenho!
Não sei como dizer isso, Sue.
Mas Tony gosta de passar a perna das pessoas.
Paula, dá para...
O quê?
- Está com problemas? - Por quê?
- Pediu para ele voltar. - Não.
- Seis danceterias é loucura. - Se ele implorasse.
- Quanto pegou emprestado? - Seriam 8.
- Apo furado. - Sei que é difícil de aceitar, Roger.
Mas estou indo muito bem sem você.
- Só estou preocupado. - Não preciso de sua preocupação.
Eu mantive a danceteria muito bem, apesar de você ter me deixado na pior.
Muito bem. Champanhe.
Meu Deus, é o Tony Towers.
Não é. É ele?
Parece um mendigo.
Tudo bem, meninas?
Tchauzinho.
O que foi?
- Fale com ele. Eu, não. - Eu, não! Deus me livre!
O vagão do bufê, o bar, é aquele ali?
Ele já não bebeu demais?
Não sejam tímidas. Eu não mordo.
- Tony é um pervertido! - Ei! Ora, sejam boazinhas.
- Certo. Eu sou o Tony. - Nós sabemos.
Isso me acontece sempre. Eu entendo. Sei que é empolgante.
O que foi?
Ela te reconheceu. Eu não te reconheço. Ela é bem mais velha do que eu.
Vai se ferrar! Só são três anos de diferença.
Olha o que me fez fazer, idiota.
Já estão na edição 32?
Está bem. Tudo bem. Escutem as duas, espero que tenham uma boa noite.
Bedford. Próxima estação: Bedford.
Alô? Sim, tudo bem.
Nottingham.
Sim, tudo bem.
Cinco. Cinco horas.
Sim, tudo bem.
Cinco. Está certo. Tchau.
Meu Deus, você está bem?
Amigo, você está bem?
Ele está com a cara da morte.
Está tudo bem, Tony. Só estávamos brincando.
Não estávamos falando sério.
Ele estava certo.
- Quem estava certo? - Roger.
- Elas todas faliram. - Olha, escuta só...
Afastem-se, está bem?
Vamos dar espaço a ele.
Você vai ficar bem?
Tudo bem. Tudo bem. Tudo bem.
Vai com calma, Tony. Vai com calma.
Certo.
Raciocine um pouco.
Cara, venha se sentar.
Isso é brincadeira?
Estamos nos divertindo?
Transformar Tony Towers num fracassado? Ah, hilário.
Quer saber?
Isso não vai acontecer.
Tony Towers não fracassa.
- Tony! Você conseguiu! - O que eu disse? Champanhe para todos!
Toma aqui. Toma.
Aproveitem. Feliz Natal!
Não sou um homem de palavra? Tome. Pegue a caixa.
Escute, Tony.
Sinto muito, não falei por mal.
- Falei mal. - Volte.
- O quê? - Você tem razão. Seis é burrice.
- Eu saí fora, Tony. - É de você que eu preciso.
Você é o meu Phil Spector. É o meu Tony Visconti.
- É gentileza sua... - Agora vai ser diferente. Onde eu errei?
- Quer mesmo saber? - Quero.
Pra começar, você nunca me deu crédito.
Chamava de Astoria do Tony Towers,
mas combinamos que seria Os Grandes Towers.
E você disse que seria meio a meio.
Que tal 60/40?
O ramo está diferente agora, Tony.
Festas de espuma, camiseta molhada... Não é para mim.
Se as danceterias não derem certo, já era.
Perco a casa, tudo.
Escute, não vamos nos enganar.
- Isso sempre foi o seu lance... - É sério, Rodge.
Com você junto, dá certo.
- Dê uma olhada no plano de negócios. - Claro.
- Mas posso dizer agora o que vou dizer. - O quê?
Só abra uma danceteria nova. Está bem?
Aonde você vai?
Volto em um segundo.
Anthony?
Tia Vi!
Vem cá, meu querido.
Que bom ver você!
A sua mãe disse que talvez você viesse para o Natal.
E como você está?
Estou bem.
Fiquei tão triste por você quando eu soube.
- Ficou? - Deve estar arrasado.
Claro.
Qual parte...
a senhora sabe?
A sua mãe me contou tudo.
- Contou? - Sim.
O que ela contou?
Ela disse que você estava indo de acordo com o esperado.
Bom...
tem sido...
- difícil. - Sim.
Você tem falado com...?
Com...?
Alguém?
Tipo quem?
Alguém que pudesse ouvir você.
Na verdade, não.
Mas deveria.
Eu vou.
Eu passei em frente, semana passada.
- É mesmo? - De táxi.
E como está?
Horrível, Anthony.
Pois é.
- Todo trabalho que você teve. - Pois é.
- E com a recessão e tudo mais. - Certo.
E tudo acabou.
Acabou.
Encontraram a causa?
- A causa? - Foi elétrica ou...?
Ou?
Espero que não tenham feito de propósito.
O incêndio.
Que desperdício...
Qual era a chance das duas danceterias pegarem fogo?
Poucas. Verdade.
Essa coisa está bipando.
CADÊ O MEU CHEQUE?
Você não merecia, Anthony. Além de tudo mais.
Tudo mais?
Você sabe, com a Sue.
Sue?
Aquilo foi muito injusto.
Ela parecia tão legal.
Mas acho que ela tinha tudo planejado.
É mesmo?
Algumas pessoas não deixam passar uma oportunidade.
Você não deve querer ouvir isso, Anthony,
mas sempre achei que você confiava demais nas pessoas.
As pessoas pegam o que querem e simplesmente desaparecem.
Simples assim.
Você tem que pensar em você, Tony.
Sobre o que você quer.
Porque ninguém mais vai fazer isso.
Vou fazer isso.
Sempre disse isso ao seu irmão.
Agora estou dizendo a você.
Espere. Roger está no trem?
- Duvido. - Por quê?
- Ele não anda mais de trem. - Não?
- Não tem tempo. - Claro.
- Ele viaja de... - Helicóptero.
- Helicóptero. - Geralmente.
Claro que sim.
- A Sony o mantém muito ocupado. - Imagino que sim.
Vou chutar alto agora: aquele presente é para ele?
Como assim?
Não, é que...
É uma piada idiota que eu e Roger fazíamos.
Sempre achei que a senhora dava presentes melhores para ele.
Não deve ser nada. Não sei se se lembra, mas...
A senhora me deu um abacaxi...
Tia, o que foi?
Nunca fui boa nisso, Anthony.
- Eu não era a sua mãe. - Foi só um presente.
- Não era eu. - Está tudo bem. Eu amo abacaxi!
- Tome um lencinho. - Sinto muito.
Eu tinha medo demais.
Tia! Tia Vi!
Medo de quê?
Ele não tem voz. As músicas tinham que ser simples.
Eu o chamava de "Tony Desafinado"
Tony, você não me contou que tinham uma banda.
Isso foi há muito tempo.
- Sue, podemos conver... - Vejam o que encontrei.
A nossa primeira e única gravação.
- Vocês tinham um single. - Mais ou menos.
Era uma cabine.
Tinham na estação Waterlooo.
Você tinha 65 segundos para gravar o que quisesse.
- Podemos dizer que é uma edição limitada. - Limitada a uma.
- Nos considerávamos uma banda skiffle. - Não sei o que é.
Não éramos ótimos. Só éramos entusiasmados.
- Fale por você. - E só quatro músicas.
- Quatro músicas boas. - Aquelas que tentou cantar?
- Como assim "tentei"? - Não curte a música dele?
- Gosto de algumas. - Ah, que incentivo.
- Gosto da música da minha gera... - Não diga!
- Gosto de música pop. - Tenho que lidar com isto.
Não é o que chamo de música.
Sue, podemos conversar?
Claro.
O que houve?
Sue, por que... Por que gosta de mim?
O que quer dizer, Tony?
- Do que gosta em mim? - De tudo.
Não, falo sério. É o quê?
Sou divertido? Bem-sucedido?
- Quer elogios? - Não, não.
Se as coisas fossem diferentes, se mudassem...
- Se eu mudasse... - O que houve?
Se eu perdesse tudo isso? Digamos que eu não tivesse nada.
- Quer saber se sou superficial? - Não mesmo.
- Acha que só ligo pras joias e casacos? - Só quero saber o que quer.
- É o que pensa? - Eu mal conheço você.
Tony, como pode dizer isso? Vamos nos casar.
- Sabe o que significa? - Já me casei antes.
Fez essas perguntas à Linda?
Não, porque nunca devíamos ter nos casado.
Casamos por necessidade.
Ela pôs meu filho contra mim. Não o vejo há 5 anos.
- Não o vê há 5 anos? - Sei que ele está com raiva.
- Não sei o que ela falou pra ele. - Ela mentiu para ele?
Bom, ela... Ela, sabe...
Ela deve ter aumentado um pouco.
Aumentado o quê?
Quando... Sabe como eu sou.
- O que quer dizer com isso? - Como eu era! Era!
Eu trabalhava em danceterias. As coisas eram...
O quê?
Empolgantes.
Você ainda trabalha.
Estou sendo sincero. Acha que quero que se repita?
Não sei. Você me diga, Tony. Vai abrir mais seis delas.
- Será empolgante? - Elas vão falir.
- O quê? - Todas elas.
Você vai acabar casada com um fracassado, velho e falido. Então vou perguntar:
- por que gosta de mim? - Tony...
- Não culparia você, Sue. - Tone.
- E se eu fracassar? - Eu amo você.
Quero me casar com você. E toda essa bobagem...
Não quero nada disso. Venda. Eu não me importo.
E você não é um fracassado.
E ficarei contigo de qualquer forma.
Seja você um sucesso ou não.
Mas tem que me prometer uma coisa.
O quê?
Toda empolgação de que você precisa está aqui.
Vão pra um quarto.
Agora, faça com que as danceterias tenham sucesso.
Mas preciso do Roger.
- Convença-o. - Tarde demais.
- Já tentei. - Tente mais.
Deve haver um jeito.
Não gosto de voltar pra trás.
O quê?
Tony, aonde você vai?
Meninas...
Pai, é a sua vez.
Este jogo está durando mais do que a guerra.
- Onde você estava? - Até nazistas fazem xixi, Linda.
Pai, você não vai jogar?
- Roger, podemos conversar? - Estou jogando.
Nossa, Tony. Ele está chateado. Só role os dados.
Sete.
Tony, essa é a minha peça. Não toque.
Meninas, joguem por mim.
- Roger, só um segundo. - Não. Anda!
- Não estraga, pai! - Não queremos jogar!
- Por favor, pai. - Ele vai chorar. Anda logo.
Está bem. Está bem.
- Pai, está fazendo errado. - Caramba! O que há com você?
- Tony! - Não, pai!
- O que foi? - Você o colocou na solitária!
- Sério? - Ele só tem 10 anos.
- Podia ter me atacado. - Tem sempre que ganhar?
Esse jogo é idiota!
- Ah, Sean... - Eu só estava...
- Seguindo ordens? - Está tudo bem, querido.
- Vamos jogar de novo. - Não sei por que está assim.
Vamos botar tudo de volta no lugar.
Não, não dá pra botar de volta. Já era.
Sinto muito, querido.
Eu não percebi. Sério. Eu cometi um erro.
- Posso ter isso assinado? - Quer um doce?
Quer chocolate?
Quer? Frutas e nozes?
Marathon?
Uma barra de Wispa?
O que é barra de Wispa?
Está bem. Do que você gosta?
Ele gosta de chocolate Aztec, Tony.
Mas você não saberia disso.
Pode me ajudar a pegar o resto dos seguranças alemães, Tone?
Veja só.
Podíamos ter uns desses na danceteria.
Aos fins de semana, rola muito dinheiro.
Vamos nessa.
- Sério? - Vai fundo.
Não é o seu estilo.
Quero que você tenha mais controle, Rodge.
- O quê? - O quê?
- O que o fez pensar assim? - Nada.
A danceteria está bem. O mérito também é dele.
Podemos ser os novos Tramps a qualquer momento.
Está na hora de esclarecermos umas coisas.
Quero que as pessoas conheçam o nome do Roger.
Meninas, querem que o seu pai seja famoso?
Tony, o que está fazendo?
Será Os Grandes Towers, Rodge.
O que acha?
- É sério? - Tudo meio a meio. Sério.
Podemos fechar acordo agora.
Na frente de todos.
Vamos logo antes que ele mude de ideia.
Está bem.
Meio a meio.
É isso aí.
O que está tramando, Tony?
Vamos pegar a barra Aztec!
Vocês servem pães?
Só pode ser brincadeira!
Servem, sim. Servem em Southwest.
E bolovo?
- O quê? - Olha, cara. Eu não comi nada.
E trocado para o telefone. Quero testar. Diga que serei o primeiro.
Foi projetado para aquele trem chique, mas o projeto foi um fracasso.
Mesmo se tivéssemos esse trem, não faria diferença para mim.
Como se fosse chegar a Nottingham!
Nottingham?
Você é de Nottingham?
Você tira o cara de Sneinton, mas não tira...
Que danceterias têm em Nottingham?
- O quê? - Aquelas grandes.
Não é o meu lance, cara.
- Tem a de Gary De Courcey... - Não. O Astoria?
Roger Towers.
O Astoria de Roger Towers?
O Grande Ta-ta-ta... Comercial engraçado.
Eu nunca fui. Mas é um lugar enorme.
- É um lugar tradicio... - E o Tony?
- Quem? - Tony Towers!
O irmão dele.
Ele tem irmão?
Próxima estação: Wellingborough. Wellingborough é a próxima parada.
Vou querer as bolachinhas de queijo.
Me dá o troco em moedas de dez?
Alô!
- O quê? - Tenho que ligar pra minha esposa.
A sua esposa?
Bom, não quero ligar pra ela. Só quero usar o telefone novo.
- O quê? - Isto.
- Isso! Quero tantas quantas você tiver. - Segure.
Achei que eu ia...
Você tem que ficar abastecendo.
- Depois posso ligar? - Claro. Preparado?
- Estou. - 0-1-8-11-8-0-5-5.
- Vai! Alô. - Alô?
- Alô? Está me ouvindo? - Alô?
- Alô - É a Sra. Taylor?
Um segundo. Não pare! Sra. Taylor?
- Alô? - É o Tony.
- Quem? - Tony Towers.
- Sue está aí? - Quem?
Sue. Sue Taylor. A minha noiva.
- Rápido. - Já se foram 3 libras!
- Ah, a Sue! - Sue Taylor!
Ela não é mais Sue Taylor. Agora é Sue Pryce.
Quem é?
Alô?
Alô?
Quem é?
Acabou?
Devo parar?
Ela não estava em casa, não é?
Eu a perdi.
Nunca nos conhecemos.
Está louco? Não faça isso!
Você ficou louco!
Só vou levar o salgadinho.
- Eu não queria essa. - Ele não pode. Tem rum.
É verdade?
Eu queria uma Aztec.
Ele só te pediu uma coisa.
- Vou ver o que tenho na bolsa. - Eu como se ninguém quiser.
Alguém quer?
- Compre o seu! - Tony!
Desculpa. Não sabia que você queria.
Tony, o que há com você?
- Pai! - Pare com isso!
- E isto é meu também! - Tony!
- Roger, sinto muito. - Tem mais algo meu que você quer?
- Você está cansado. Teve um dia pesado. - Não estou cansado!
Não preciso da sua ajuda.
- Não íamos ser sócios. - Você não é nada, Roger. Nada sem mim!
É um parasita que suga as minhas boas ideias.
Eu sou Tony Towers!
Você, não! Eu sou Tony Towers!
- Tony, veja o que está fazendo! - Vá vender seus fones de ouvido!
O que é isso? Que papo é esse?
- O que eu fiz? - Nada. Mas vai.
O que isso significa?
Vamos nos sentar em outro lugar, meninas.
Não, Paula. O Tony que deve ir.
- É o que você quer. - O quê?
- Nunca vai me dar outra chance, vai? - Não, se agir dessa forma.
- Certo. Vamos. - Não importa como eu vá agir.
Não importa o que eu diga.
Não vai mudar sua ideia sobre mim.
- De quem é a culpa? - Sean...
Você que complicou tudo, Tony.
Fez de tudo para estragar. Acha que eu queria isso?
Nunca quis nada disso, Tony!
Mas o fato é que as coisas estão assim agora.
E não temos como mudar.
Quer apostar?
Aí está você.
Onde se meteu?
O quê?
O que foi?
Você merece uma vida mais feliz, Linda.
Tony?
Tony?
Tony, o que está fazendo?
OS GRANDES TOWERS
- Sabia que tinha levado isso com você. - Não larga nunca.
- Não pode tocar no banheiro. - Mas é o lugar disso aí.
- Não pense que o seu avó vai tocar. - Guarde isso, filho.
Imagina se descobrem que gastou o seu salário num disco que nem pode tocar.
Era um estágio muito bom, Anthony.
- Nunca mais vai conseguir algo assim. - Duas libras por semana.
Ele quer ser cantor.
O quê? Quer ser o quê?
Você tem talentos, mas não é um Mario Lanza.
- Música não é trabalho! - Ache uma profissão.
Então por que ele ganhou um violão?
Quem? Quem ganhou o quê?
Por que Roger ganhou um violão da tia Vi?
Não estrague a surpresa.
- Não é um mistério. - Ele só tem 10 anos!
Ele estragou tudo, mãe!
- Você o está aborrecendo, Anthony. - Deixa pra lá.
Junto com sei lá o que é aquilo.
Sei que foi um presente difícil de encontrar.
Sim, ela até chorou.
O quê?
Do que está falando?
Ela chorou quando eu perguntei.
Disse que teve medo.
- Ela fez o quê? - Quando viu a tia Vi?
O que perguntou a ela?
Por que ela dava presentes melhores para Roger.
Nunca perguntou isso a ela.
Quando foi isso?
Por que ela chorou?
O que foi?
O quê?
- Arthur, não. - O que está acontecendo?
- Ele tem 10 anos. - É jovem demais, Arthur.
- O que é? - Fique quieto.
- Que história é essa? - Você vai ver só!
Mãe, o que é?
Roger, querido.
Tem coisas, coisas de adulto,
que vamos conversar quando você for mais crescido.
Está bem?
- Quando? - Quando for mais velho.
15, 16 anos.
Sobre a tia Vi?
Talvez, mas conversaremos depois.
Sobre por que ela me compra bons presentes?
Bom, isso é uma parte.
Como eu disse. Você tem que esperar.
- Não posso. - Mas vai. A conversa acabou!
- Mas, mãe... - Roger, a conversa acabou! Ponto final!
Acho que está na hora, Celia.
Anthony, espere no corredor um minuto, por favor.
Kettering! Próxima estação: Kettering!
Kettering!
Isso foi ótimo!
Espere.
Certo. Espere aí. Volte ao começo.
Na rua
Mova os seus...
Eu tenho o desejo
Continue.
Gaivotas do amor... no céu
- Gaivotas no céu... - Espere. Espere.
Me dá isso aqui.
Não está... Não está ruim.
Vamos lá.
Eu vejo você na rua
Movendo os pés
Tenho o desejo
Então não apague o fogo
Por que você chora
Quando olha para o céu?
Talvez a gente tenha encontrado
Uma quebra nas nuvens
Gaivota...
Espere aí!
É melhor "águias"? Águias do amor.
- "Águias do..." Sim, claro. - Isso, "Águias do amor".
Águias do amor
Voando no céu
Águias do amor
- Isso foi incrível. - Quem compôs?
Ele. Não, nós dois.
- Foi lindo. - Incrível.
Eu compus a letra. Querem se juntar a nós?
- Podemos ficar aqui? - Claro que não.
- Este é... - Sou Ray Davis.
- E eu sou Marc Bolan. - Quem?
Venham se sentar.
- Obrigada. - Imagina. Vejam só isso. Vejam.
Melhor do que no restaurante do Soho.
- Vamos precisar de mais bebida. Esperem. - Já estão bêbados.
- O que ele está fazendo? - Vai quebrar essas malas.
Roger, o que está fazendo?
Ei, isso pertence a alguém! Roger!
Ei, guarde isso, sim?
Vamos ser expulsos!
Quem liga? Achei! Vamos lá, meninas.
- Roger, não pode fazer isso. - Faço o que eu quiser. Aperitivo, madame?
Tony, já terminou? Preciso de uma ajuda.
- Perdão, Valerie. Quer se juntar a nós? - Não, obrigada, Roger.
- Nos empolgamos um pouco. - Estou vendo.
- É legal aqui. - É tipo Chelsea.
Tony, estou sozinha. Tenho que ir ao banheiro
e Jenny perdeu Perky.
Imagino que gostem de música, certo?
Quem são essas moças?
Boa pergunta, Jenny. Todos queremos saber.
- São amigas do Roger. Sabe como ele é. - Sei como você é...
Tomem um pouco disto.
Mãe!
Vai procurar o brinquedo dela?
Vem cá.
Olha, eu vou... Eu vou...
- Eu já volto. - Ah, que lástima!
Como vou entreter essas duas sozinho?
Você dará um jeito.
Escutem...
- Era o que estava cantando? - O tio Roger vem?
Só estávamos cantarolando...
Não, ele está ocupado.
Eu te vejo pelas ruas
Movendo os pés
Tenho o desejo
Não apague
Querido, aquele cara... Eu não gosto do tipinho dele.
Essa entrevista não será boa pra você.
Não fale com ele, querido. Vou me livrar dele.
Você pode ir embora!
Mude de trem.
- Mal começamos. - Você não fará a entrevista.
- Não gostou do single. - Não é sobre o que eu gosto.
- Você achou uma porcaria! - Eu gostei de algumas partes.
Por que nos comparou com os malditos Vumbers?
- Vumbers? - Vumbers?
- Vumbers. O que são Vumbers? - Vumbers. Vumbers.
- Vumbers? - Vumbers? Perdão...
Você se lembra bem!
Ah, Wombles?
- Isso! Vumbers! - Acha que sou um Womble?
- Eu nunca disse isso! - Mas escreveu. Posso verificar!
- Não escrevo o jornal inteiro. - Não sou dessa banda, cara!
Eu sei. Sei que quer ser levado a sério.
- Mas não fez tanto sucesso ainda. - Vendemos o dobro do que os Vumbers!
Se quer credibilidade, vai ter que falar com a imprensa da música.
- Mas você distorce tudo! - Não vou distorcer!
Só quero respostas que façam sentido.
Não posso usar uma palavra que foi dita ainda.
- Tony é um gênio. - Tudo bem.
Então me mostre.
Tony.
Está bem.
Você tem 20min.
Ótimo.
Comece me ajudando a decifrar algumas letras de música.
Vamos começar pelo sucesso.
O sucesso?
"Águias do Amor".
Certo. Bom...
Bom, originalmente se chamava "Gaivotas..." Ai!
Na mosca!
Caramba.
Roger! O que é isso?
- Que mentiras ele está te contando? - Quase machucou minha cabeça!
Teve a sorte de não matá-lo!
Ah, não esquenta, Astrid. Ele está bem.
Não fale assim com ela.
Roger, vá para o outro vagão. Tony vai dar uma entrevista.
Não, ele já recebe crédito demais.
- Como assim? - Como se não soubesse.
Tony não fala pela banda?
Claro que não!
- Isso está ligado? - Está.
Cuidado.
- Roger, pare com isso... - O que é isso, Roger?
O que foi? Está nervoso, Tony? Teme que seu segredo seja exposto?
Opa! Ah, Roger danadinho! Tapinha na mão dele.
- Vá ficar de castigo! - Vamos fazer isso depois.
- Gostaria disso, não? - Roger, cara...
Não sei do que está falando.
- Vai agir assim, é? - Roger, não estou fazendo nada.
É! É exatamente esse o problema!
- Não estou entendendo - Acertou em cheio!
Está dizendo que Tony não se envolve muito na criatividade?
Esse babaca não toca nem campainha!
- Pare a entrevista agora. - Não, não. Tudo bem. Quero ouvir.
Seja qual for o problema, Roger, podemos resolver.
Não com um gravador rodando!
- É meu terapeuta? - Está chateado. Estou vendo.
O que foi?
Quer mesmo abrir essa caixa de Pandora, Tone?
Você sabe o que tem dentro.
O quê?
Outra caixa...
irmão.
Eu só...
Só quero que dê tudo certo, Roger.
É só o que eu quero.
Está bem. Ótimo.
Vamos nessa!
Vamos começar. Primeiro, precisamos de champanhe.
Não, Roger, chega de bebida.
- Ei, meu velho! Champanhe para o vagão! - Isso já é demais, Rodge.
Viu como ele fica nervoso quando vê dinheiro?
Pergunte por que ele mora em Guernsey.
- Eu moro em Guernsey? - Eu pago 90 por cento!
Esse aí não paga nem 2 libras!
- Conversamos outro dia. Depois do Natal. - Não, Astrid!
Vamos fazer agora!
Isso é grosseria, Rodge. Ora, você não é assim!
Esse não é você.
Você não sabe nada de como eu sou.
Tem alguma pergunta, chefia?
Bom, já ouvi boatos na verdade...
sobre a banda, quanto às apresentações.
Vocês já aparecerem muito na TV: "Top of the Pops", "Crackerjack"...
"Crackerjack". É.
Mas nunca teve uma menção sobre a banda...
cantar ao vivo.
Por que será mesmo?
Por que acha que isso acontece, Tone?
- A voz de Tony é muito delicada. - Ah, é verdade.
É verdade! A voz do Tony é muito delicada. Anote aí.
É muito especial ter o estilo do Tony,
o carisma de Tony,
e linda voz de Tony, tudo num só pacote.
Imagine se eu pudesse cantar, por exemplo. Não funcionaria, não é?
Quem quer ouvir um babaca chato como eu?
- Está bem. Já chega... - Mas o Tony...
Tony tem tudo.
Vamos lá, Tony.
Cante uma música!
Todos queremos ouvir.
Não pode fazer isso!
Tudo bem, Astrid. Ele não vai usar a fita.
- Claro que vou. - Acredite, não vai.
Como você sabe?
Aonde ele vai?
- Ele está dizendo o que acho que está? - Com certeza, não.
Bom, o que acha que ele está dizendo?
Suponho...
que ele esteja sugerindo...
que não é você que está cantando.
Champanhe para todo mundo!
E...?
Tony, está conosco?
- Oi? - Algo errado?
Eu...
- Vamos começar do começo. - Do quê?
Você diz: "Eu fiz uma viagem maravilhosa."
Bom, eu tive uma viagem maravilhosa.
Excelente!
Venha caminhando.
Continue.
E, graças ao design exclusivo do Trem Avançado de Passageiros...
Mexa na maquete.
O quê?
Estamos viajando a uma velocidade média de 160km/h.
Agora à mesa do café da manhã.
Sente-se.
Mas a minha xícara de café não derramou nem uma gota.
E você vai tomar um gole. Mas não tome um gole.
- O quê? - É. Basicamente é isso.
Tristan, o short do Tony não é curto demais?
Tony, vamos ter que fazer uma mudança.
Bernard!
Não sei quem teve a ideia de te sentar diante dessa mulher.
Venha comigo, querida. Achei o lugar perfeito para você.
Acho que você não tem esse problema no rádio.
Acho que vai ficar satisfeito com a substituta.
Estou muito animada!
- Eu também... - Eu só ia assistir. Juro.
- Tudo bem. - Estou tremendo.
- Segure a minha mão. - Calma. Vai dar tudo certo.
O que faremos depois daqui?
- Como assim? - Todos estão falando de ir à sua boate.
- Claro. - Então vou para casa.
Por quê?
- Não vai me deixar entrar, vai? - Claro que vou.
- Sério? - Sim.
- Sério? - Sim.
Obrigada! Muito obrigada!
Tony. Será que esse short não é curto demais?
Não sei. Você gosta dele?
Me parece curto demais.
Acho que está ótimo.
- Está bem. - Acha mesmo?
É melhor do que o short do seu outro comercial.
Olha, Tony, precisamos mudar o roteiro só um tiquinho.
A parte do trem ir mais rápido do que o dobro do limite de um carro na estrada.
Sandy disse que pode não ser apropriado por conta dos eventos recentes.
- Eventos? - E como o tribunal já tem data,
é melhor evitar qualquer associação em potencial.
Como assim?
Claro que desejamos o melhor ao seu irmão...
- Roger... - Não podemos, de forma alguma,
associar essa campanha com o acontecido. Sei que vai entender.
Vamos tirar essa parte, sim?
- Está bem. - O que aconteceu?
A próxima estação Market Harborough.
Próxima estação: Market Harborough.
Você está bem?
Estou bem. Tudo bem.
Você está lidando bem com tudo.
Não sei o que está acontecendo.
Ninguém sabe.
Eu amo você.
O quê?
Eu amo você, pai!
Tony...
- Tem algo de errado? - Ouvi dizer que ele era difícil.
Ei, performista...
- O quê? - Sabe que isso é papo furado, não?
Tomara que te paguem bem. Você parece um imbecil, Tone.
Lamento, mas é verdade.
Você é um artista sério, cara.
Não é um paspalho qualquer.
Temos que voltar e lançar o material antigo.
Gravamos joias naquela época.
Eu conheço um cara que se chama Alan.
Hoje, ele trabalha como encanador, mas é cheio da grana.
Eu falei pra ele da nossa música e ele disse que talvez lançaria.
É só mandar as fitas pra ele.
Enfim, o negócio é o seguinte: Alan não vai nos levar a sério
se você se meter com drogas como esta.
O que é isso na sua perna?
Ah, isto?
É um aborrecimento.
Por que tem que ser tão feio?
A Pattie fez uma capa pra ela, escrito: "É difícil seguir esse cara".
Mas o cara da condicional disse que interferia com o sinal.
A mamãe instalou uma estação base no Natal.
É mais uma coisa que a está perturbando. Ele já está velha, Tone.
Não precisa disso.
Ela está bem?
Claro que não. Com todas essas bobagens que dizem... Ela não precisa disso.
- Tipo o quê? - Que fiz reabilitação.
E daí?
É um porre, todo mundo faz reabilitação hoje em dia.
Eu fui sozinho e me tratei.
Pattie também. 18 meses, moleza. Chega, acabou. E agora?
- Enfim, soube do festival? - De quê?
Vamos fazer um festival neste verão ou no próximo.
Enfim, nós já selecionamos os artistas, você não vai acreditar.
Então... quantos anos Hendrix tinha quando morreu?
Vinte e sete.
Exatamente. Joplin?
Brian Jones.
Jim Morrison.
- Buddy Holly. - Não acho que Buddy Holly tivesse...
Kurt Cobain.
- Quem? - Pegamos bandas...
Bandas boas. Bandas que gostamos, para fingirem que têm 27 anos de novo,
e fazemos um show como fariam na época.
Rick Wakeman com uma capa dourada.
Peter Gabriel vestido de narciso.
- Bom, era um girassol. - Exatamente.
Eu pagaria para ver isso. Você, não?
Era o que eu queria conversar com você, Tone.
- Você anda por esses círculos? - Ando?
É você nesta foto.
Todos tinham esses penteados.
Quer que eu peça ao Peter Gabriel para se vestir de girassol?
Olha, se ele não tivesse feito isso antes, seria estranho, claro.
Mas ele ainda deve ter isso no armário.
Eu vou a esse tipo de festa?
Claro que sim. Olha.
Este sou eu com Christopher Biggins, Roger.
Ele não é Bob Dylan.
Biggins talvez conheça Dylan. Quem sabe?
Mas a gente fala com essas pessoas,
eles escutam a ideia e adoram.
- Mas, bom... - O quê?
Não está sugerindo que...
- O quê? - Bom...
Não está dizendo que eles deveriam ter morrido aos 27 anos?
Está bem.
- Não me ajude então, Tone. - Roger.
Não faça isso. Não me ajude. Fique aí, no topo do mundo.
- Calma, olha... - Só quero agitar as coisas.
- Tive uns anos difíceis, Tone. Notou? - Sinto muito.
- Nem posso contar com a família. - Está bem.
A verdade é que não estou fazendo isso por mim.
Mas pela nossa mãe, bom... a sua.
- Não diga isso! - Mas é verdade.
Tudo bem. Eu faço. Eu faço. Faço o que você precisar.
Viu?
Pronto.
Espere só, Tone. Este é só o começo.
Quer saber, vou assistir essa droga depois do Natal.
Combinado?
Combinado.
Sabe? Você pode pedir uma bebida. Não se importe conosco.
- É vou fazer isso. - É!
Vá fundo...
Primo.
Pai?
Pai? O senhor está bem?
Tenho que me lembrar de checar o seguro do carro.
SEGURADORA COLISEUM
É, essa provavelmente é uma boa ideia.
PORTILLO ENCAMINHADO PARA SEGUNDO MANDATO
FUNERAL
Vá com calma, cara.
Esse é o chapéu?
O quê?
O chapéu mesmo.
Assistimos todos os episódios.
- Você teria vencido. - Com certeza.
Vão deixar você voltar?
Claro que não vão deixar.
Mas e todo o trabalho que ele fez?
- Tiraram 20 anos de você. - Mas ninguém vai ver.
Você me surpreendeu, pai.
- É mesmo? - É.
Foi um sacrifício enorme. E você lutou muito.
Não teríamos ligado se você tivesse ficado na Austrália.
Como é Abi Titmuss?
- Quem? - Como se você não tivesse notado.
Podemos rir, mãe?
Claro, querido. É um momento para lembranças felizes também.
Você colocou na sua página.
David fez um perfil no MySpace.
O que achou?
Não está carregando direito.
É legal, não é?
É maravilhoso.
O que será que ela acharia disso?
Ela?
A minha mãe. A vovó.
- Pergunte a ela você mesmo. - O quê?
O que achou da página de David na internet?
O quê?
Ele fez uma página na internet para o Roger.
Bom, não vai adiantar nada agora.
Não, é sobre o Roger.
Essas coisas irritam os meus olhos.
Pode escrever uma mensagem.
TIO ROGER
E por que eu faria isso?
- Ele se esforçou na página. - Nos esforçamos com Roger.
Fizemos tudo que podíamos. Talvez pudéssemos ter feito mais.
Não, eu estou falando da página na internet.
Talvez tenhamos errado.
- Eu não sei. - Vamos, Celia.
Vá se sentar com o Arthur.
Vou ter que viver com isso para sempre.
Descanse.
Vou ficar aqui do lado se precisar de alguma coisa.
Nunca devíamos ter contado.
Mas Arthur não quis.
Obrigada, querida.
- Não sei por que ela se culpa. - Ela cismou.
Ainda acha que Roger não bebia.
O quê?
Disse que eram mentiras.
Sim, e bebia vodca numa garrafa d'água na cara dela. Cara de pau.
- Não. - Pattie que me enganou.
Eu a achava ótima.
Ela era tão ruim quanto ele...
Ela apareceu no meu trabalho
falando que o Roger tinha batido nela.
- Mentira. - Dei 60 libras pra ela.
Roger estava no saguão. Eles foram comprar bebida.
Você foi gentil demais.
Ela era péssima, mas quando se separaram...
- Foi um erro. - Do começo ao fim.
- Ele nunca superou. - "Pattie isso, Pattie aquilo".
Ele cismou que ela estava em Portsmouth.
- Era para lá que ele estava andando? - Sim, bem no meio da M27.
- Ah, desculpa. - Cleo.
Foi horrível.
- Eu devia ter feito algo. - Ninguém poderia detê-lo.
Ele só dá ouvidos a mim.
Éramos os Grandes Towers.
Não é mais um grande nome.
Tia Vi.
Eles correm na rua.
Quem pode ficar de olho neles 24h por dia?
Eu não sou Celia.
Não sou eu.
Eu tive medo demais.
Tia.
FUNERAL - ROGER TOWERS
Não. Não.
Vamos, Tony, seu besta.
Escuta, esse sujeito de "Gladiadores", ele deve conhecer as pessoas.
Aquele show é enorme.
Me arrume 10min com Wolf, me deixe falar com ele.
Me deixe explicar o conceito e... O que está fazendo?
- Chega disso, Roger! - Devolva!
Se quiser água, eu trago água.
Próxima parada: Leicester.
Está bem. Me pegou. Quer uma medalha?
Só quero que me diga algo que não seja um monte de porcaria, Roger.
18 meses? Foram 18 minutos, no máximo!
Eu gosto de beber e daí? Pattie e você também.
Todos bebemos um pouco. Só socialmente.
Por que escondeu na garrafa d'água?
- Não quero beber a droga que vendem aqui. - Por favor, Roger! Pare!
- Sou eu. Sou Tony! - Não finja que se importa.
- Claro que ligo. Sou seu irmão. - Isso não é verdade, é?
- É para mim. - Vamos embora, Pattie.
- Aonde você vai? - Parece que para Leicester.
E os nossos pais? Amanhã é Natal!
Para você, talvez. Nunca foi Natal de fato para mim!
Roger, o que é isso? Por favor!
Eu sei no que isso vai dar.
Não termina bem!
O que isso quer dizer?
Roger, por favor, me deixe ajudar você.
- Ah, claro. É o que você quer... - O quê?
Quer ser o herói da história.
- Como sempre. - Não, não, Roger.
Você nunca ligou a mínima para mim.
- Você não entende... - Só pensa em como você vai sair na fita!
- Está fazendo isso agora. - O quê?
"Tony salva Roger," "Tony, o herói."
Adivinha só, Tony?
Eu não preciso ser salvo.
- Roger, por favor! Por favor! - Tire as mãos de mim!
- Você não está me entendendo, cara! - Me larga!
O que está fazendo? O que está fazendo?
- Vamos, me larga! - Rodge, não!
Pattie, por favor, fale com ele!
Vá se ferrar, Tony.
O quê?
Roger!
Rodge!
Rodge! Roger!
OS GRANDES TOWERS CANTAM: "ROCK ISLAND LINE"
Tony! Tony...
Escuta, o tempo está acabando, amigo. Nós precisamos correr.
Onde está Jenny?
Tony, o trem chega em Nottingham em meia hora!
- Jenny! - Está bem. Dois minutos.
- Tudo bem, pai? - Jenny, me escute com atenção.
Vou fazer umas perguntas. Responda como se eu não soubesse de nada.
- Para quê? - Por favor. Apenas finja. Entendeu?
- Acho que sim. - Está bem.
Onde Roger está?
Esperando julgamento.
Por quê?
- Velocidade... Você sabe disso. - O que eu disse? Vamos.
É só por isso?
- Alguém se feriu? - Não, não.
- Não é um crime. - Não era o carro dele.
- Era do contador dele. - Certo.
- Que o Roger atacou. - Certo.
E por que ele fez isso?
Ele acha que ele roubou 80 mil,
mas você me disse que ele gastou numa fazenda de porcos,
mas ele não cuida dos animais e um comeu a jaqueta dele.
A prateada que o Mick Ronson emprestou.
Ele jogou o porco do penhasco e está sendo investigado.
Jesus Cristo.
Foi por isso que você fez a conta para mim.
- Sempre poupo 1/3 do que ganho. - Muito bem.
Temos que continuar. Sinto muito. Conversamos um pouco
e bolamos uma coisa que achamos que vai ser bem melhor.
"O APT é tão suave
que o único agito que eu vou sentir é com isto aqui.”
E você segura isto.
Será que algum famoso estaria disponível?
Roger, por favor, tem criança no trem!
Sr. Towers! Vista as calças de novo!
Tony, onde você se meteu?
Roger, você está maluco!
Ah, Roger...
Roger? Vista a calça, cara.
Sr. Towers.
Parece que conseguiu a sua matéria.
Só encontrei isto.
- Chamei a polícia. - Acho que devo ir.
Não, não. Me dê aqui.
Tenho uma ideia. Pode abrir aqui?
- Está fedendo lá. - Só um segundo.
- Preparado? - Vai! Vai!
Não é exatamente champanhe da boa.
Eu sei.
Contanto que seja molhada...
Ainda está com raiva de mim?
Certo, olha, Roger.
A banda está péssima.
O que a gravadora sugeriu, não nós devíamos ter ouvido.
Como assim "nós"?
Está bem. Eu. Eu não devia.
Seja lá o que eu concordei...
foi burrice.
Está vendo o estado dessa gente.
O importante são as músicas, Tone.
Eu sei.
Quer tentar de novo?
Vamos fazer do nosso jeito desta vez.
Estamos velhos demais.
- Sabe com que idade Jim Morrison morreu? - 27 anos. Eu sei.
- E Hendrix. - Tem menos concorrência!
Quem liga pra nossa idade? Ei! Leonard Cohen.
Ele era ancião até alguém dar bola.
O que importa é que você faz agora, Rodge.
As decisões que toma hoje...
É isso o que importa.
Fala sério?
Claro que falo.
Você é o vocalista.
Eu toco maracas... sei lá.
Mas tem que me prometer uma coisa.
O quê?
Você vir morar em Guernsey.
- O quê? - Dão 90 centavos para cada libra!
Agora vai me dar conselhos financeiros?
Está bem, mas vamos fazer isso.
Certo?
- Claro. - Ótimo.
Certo. Agora me deixe resolver essa zona.
- Que diabos está acontecendo, Tony? - Espere!
- Ele vai dar a entrevista? - Eu posso ir?
Todos esperem dois minutos. Vem cá.
Escute...
Morris, certo?
- Sim. - Há quanto tempo trabalha aqui?
Duas semanas.
Está bem. Escuta: sabe quem eu sou? Sabe quem ele é?
Acho que sim.
- Gosta da nossa música. - Não.
Você gosta de metal, não é?
- Rock pesado. - Como sabe?
- Gosta de Sabbath? - Claro.
Perfeito. Tem alguma ideia o quanto trabalharam para compor?
Conhece a agonia artística que Ozzy Osbourne passou
para escrever "Sabbath Bloody Sabbath"?
Foi escrever numa masmorra para ter inspiração. Quase morreu.
Nossa, a luta...
A dor.
Alguns não aguentam.
Nick Drake.
Ian Curtis.
Quem?
Aquilo ali é essa luta.
Bem ali.
Você soube lidar bem com isso. Foi brilhante.
Se você fizer tudo direito, vai se dar muito bem.
Mas lembre-se, você não consegue "Children of The Grave",
sem aquilo.
- Amo essa música. - Claro que ama. Agora...
você quer apoiar novas músicas.
Quer outro disco do Sabbath,
aquele ali é um Ozzy.
Então, que tal deixá-lo sair na próxima estação? Entende?
Não precisamos envolver a polícia.
Você vai apoiar a arte.
Está fazendo pela música, pelo Ozzy.
"Paranoid". "Wheels of Confusion". "Hand of Doom".
"Electric Funeral".
"Rat Salad".
Pessoal, quero que todos vão para o fundo.
- O que é que foi isso? - Deu certo, não deu?
Continuem.
Loughborough é a próxima estação. Próxima estação: Loughborough.
Por que não está na primeira classe?
Você é Tony Towers.
Não devia estar aqui.
- Posso perguntar uma coisa? - Tudo bem.
As meninas no seu programa. Sabe? As que ficam segurando o chá...
Como conseguiram o trabalho? Não me parece difícil.
Eu não sei.
Mas posso descobrir.
- Sério? Pode fazer isso por mim? - Sim.
Que ótimo! Trabalhar em loja é legal, as pessoas são gentis,
mas não quero ficar lá pra sempre.
Ah, me desculpe. Eu sou Sue, aliás.
Então não nos conhecemos antes?
Não de fato. Mas você fez uma piada sobre mim na plateia uma vez.
Mas poderia ter sido sobre a Elaine.
- A luz era forte. Não sei dizer. - Quando foi isso?
Fomos um dia para assistir ao show.
Tem muita espera, não é mesmo?
Eu não estava entediada nem nada.
É que não é igual na TV.
Você deve ter gritado “podem vir" umas duzentas vezes.
Então é por isso que sou conhecido?
- Como assim? - Não sou conhecido pela música?
Música? Que tipo de música?
"Águias do Amor"?
O que é isso?
É uma música, um sucesso.
Recentemente?
Não está aqui.
Foi um sucesso, eu acho.
Quando foi isso?
Ah, 1974 ou 1975.
Ah, eu devia conhecer. Eu assistia "Top of the Pops" depois da escola.
- Caramba... - Como era?
- Quer que eu cante? - Sim.
Eu não sabia que Tony Towers cantava.
Está bem.
Águias do amor
Voando no céu
Pode cantar comigo!
Águias... Todo mundo! Todos juntos agora!
Está tirando sarro de mim!
Não estou. Não estou.
Não quero ser grosseira, mas você não é um bom cantor.
E não quis ser grosseira?
Bom, foi o meu irmão...
O meu primo, que era o cantor.
Acho que deu mais certo para você.
É, acho que sim.
- Mas eu preferiria estar numa banda. - Todo mundo quer isso.
Sim, mas... tínhamos algo especial.
O meu primo... tinha algo especial.
Onde ele está?
Não sei.
Ah, é assim, é?
Ele...
Ele é meio problemático.
- Bom... - Eu não o reconheço mais.
Ele vendia isto.
Ele tinha uma esposa, duas lindas filhas. Gêmeas.
Acho que não existem mais.
Sinto muito. Isso é terrível.
Acho que a esposa existe, mas...
não da mesma forma.
É tudo muito confuso.
É, bem, famílias são complicadas.
Nem queira saber da minha. Tenho horror desta viagem todo ano.
Chega por volta das 23h no dia de Natal e as brigas começam.
Agora só fico calada. Não digo nada.
A minha nova regra é: deixe as pessoas viverem suas vidas.
Não é responsabilidade minha.
Isso parece cruel?
Acho que não.
Eles podem contar comigo, claro, se precisarem de mim.
É a minha família, mas... vão ter que pedir.
Só ajudo se me pedirem.
Enquanto isso, eu sigo a minha vida.
Que tal isto?
Serve para o teste?
Ah, muito bom. Muito bom.
Eu vou anotar o meu telefone.
Ainda moro com a minha mãe até ir morar sozinha.
Mas. se eu não estiver, ela anota o recado.
Não vou pegar isto, Sue.
O quê?
Conheça alguém legal e mude-se para Norfolk.
Como assim?
- Tenha 10 filhos. - O quê?
Use suéteres fofos.
Tome sopa.
Como você...?
Posso falar com ele. Me dê 5 minutos!
Ei, o que houve, Morris?
Eu tentei, Sr. Tower, mas ele não saiu.
Não vai conseguir isto de David Essex.
Roger!
- Roger! - Não adianta.
Você tentou ajudá-lo, mas não dá para desfazer essa bagunça.
Ei, cuidado! Isto aqui não é programa policial, não.
Ai! Caramba!
Doeu!
Me larga!
Vocês o pegaram?
Feliz Natal para você, idiota!
Os sucessos de Natal continuam...
Você fez tudo que pôde por ele.
Mas não pode cuidar dele para sempre. Tem que viver a sua vida, Tony.
Vamos.
Grama sussurrante
As árvores não precisam saber
Não, não
Por que contar todos os seus segredos?
Quem se beijou lá há um tempo atrás?
Grama sussurrante
As árvores não precisam saber
Não conte à brisa
Porque ela vai contar às aves e às abelhas
E todos vão saber
Porque você contou às árvores tagarelas
Sim, você já contou para elas
Não é segredo
Não mais
Por que contar a elas as coisas do passado?
Estão enterradas na neve
Grama sussurrante
Não conte às árvores
Porque as árvores não precisam saber
Não conte à brisa
Porque ela vai contar aos pássaros e às abelhas
E todos vão saber
Porque você contou às árvores tagarelas
Ah, sim, você contou
Uma vez
E não é mais segredo
Não mais
Não quero fofoca nesta floresta
Por que contar a elas As coisas do passado?
Elas estão enterradas na neve
Grama sussurrante
Não conte às árvores
Porque as árvores
Não precisam saber
- Mãe, preciso falar com você. - Ainda não, Anthony!
- Mas preciso... - Fique aí fora!
Não vou pedir de novo.
Mas ele insiste, sabe? Não deu em nada.
Ele disse que levaria por vinte libras.
“Vinte libras? Está de palhaçada?” Como se a economia estivesse normal.
Uma moça ter compromisso com um sujeito é uma coisa,
mas com muitos é baixaria.
Precisam nos dar uma casa já, pré-fabricada ou não.
Disseram que precisamos de mais 60 pontos.
Foi uma ação diabólica, na minha opinião.
Não entendendo por que não checaram o campo antes da partida.
E você não é de criar caso à toa.
Pensei até que fosse alguma brincadeira.
Não tem graça nenhuma parar uma partida.
Só tem uma mamadeira?
Só uma, sim.
Eu disse para o rapaz do outro time: “Tenha espírito esportivo.
Vamos pelo menos finalizar o jogo.” E sabe o que ele fez?
Ele teve a audácia de rir na minha cara.
Tem certeza de que não quer ficar conosco, Vi?
Fique só para o Natal.
Não, é melhor voltar logo.
Vamos fechar o vagão do restaurante, senhores.
Tome aqui, querida.
Obrigada.
Eu disse: "Não entendo o que pode ser tão engraçado.
Mas ele me ignorou e disse: “Suma daqui antes que isso exploda.”
E eu: “É mesmo? Está me dizendo que tem uma bomba debaixo de nós?”
E você via o campo?
Claro. Bem na minha frente.
Sei que vou deixá-lo cair, perdê-lo ou fazer algo errado.
- Claro que não! - Não consigo!
Olha, é para o bem dele.
- Então fui até lá. - E fez muito bem.
E disse: “Eu não encarei a guerra para agora ter medo disso.”
E o que aconteceu?
Era só provocação.
Se não fosse por Henderson, só Deus sabe no que daria.
- Estaríamos na delegacia, sem dúvida. - Aquela é a estação Trent.
Vamos chegar em 10min.
Talvez seja melhor eu pegá-lo para nos aprontarmos.
NÃO FAÇA ISSO
- Que lindo, querido. - Anthony, não incomode a sua tia.
- Dick Pollard já teria acertado a bomba. - Claro.
Se alguma coisa ali vai explodir...
Anthony! O que está fazendo? Sai daqui. Não seja bobo!
Oi, Roger.
EM CASO DE EMERGÊNCIA, PUXE A CORRENTE
Estação final: Nottingham Victoria.
Anthony!
Ei, o que está fazendo? Saia daí!
Volte aqui!
Ei, pare!
Pare!
Anthony!
Ele está vivo?
Está acordando.
Por que fez aquilo? Seu menino bobo! Por que fez aquilo?
Nunca mais faça isso de novo!
Eu sinto muito. Sinto muito.
A mamãe sente muito.
Está a salvo agora.
Está a salvo. A mamãe está com você. A mamãe está com você.
Temos que olhar essa perna.
Tem espaço para ele deitar no vagão. Vamos, filho.
Use a perna boa.
Pois é, eu sei.
Eu sei.
- Pode ligar estes pontos. - Eu sei, pai.
Pois é, incrível.
Que bom ver vocês!
Não. Não. Mas não importa agora.
PORTILLO, ESTÁ NA HORA DE IR
Ah, não! É por isso que eu adoro!
Este é o seu destino final.
Estação Nottingham, onde o serviço será encerrado.
TONY TOWERS CANTA "ROCK ISLAND LINE"
- Oi! - Oi, que bom te ver!
Feliz Natal!
Feliz Natal.
Tradução: Marianna Tavares
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