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Foda-se.
Merda…
Por favor, não digas o que costumas dizer quando bebo demasiado.
Valeu a pena?
Cabrão.
- Caramba! - Pois.
- Caramba. Certo. - "Caramba", mesmo. Fizemos sexo.
- Somos horríveis. - Bolas, somos uns porcos ordinários.
Então, em que estás a pensar?
Algo como: "O que diria a Tia?"
Se ela não gostava de me emprestar o vosso jardineiro,
ia odiar emprestar-me a tua pila.
Não a pediste emprestada, Gaby. Eu ofereci-ta
como um doce no Dia das Bruxas.
Se começas a oferecer pilas no Dia das Bruxas, vais preso.
Não olhes para aqui. O meu sutiã?
Sutiã. Certo.
Deve estar aqui algures. Sutiã. Onde está? Sutiã.
Encontrei! Encontrei o teu sutiã! Encontrei-o!
- Merda. Obrigada. Sabes uma coisa? - Encontrei-o.
Sei o que aconteceu.
Só precisava de provar que a minha vagina funcionava.
Bem, funciona, Gaby. É uma máquina bem oleada.
A sério?
Sim, é húmida e hospitaleira como… Como a Florida.
A minha vagina pode ser qualquer estado, mas nunca a Florida, ouviste?
É justo.
Olha o teu vestido! Vamos vesti-lo.
- Vamos vesti-lo. - Eu visto o meu robe.
- Adoro. - E tudo será normal.
Que lado do robe é para cima, porra?
- É essa parte. - Pronto.
- Muito bem. - Isto é normal.
- Nós lidamos com isto. - Sim.
- Vamos descontrair. Somos adultos. - Pois somos.
Pai, vais descer?
Saio pela janela?
Sim.
Olá.
Não estou nada preocupada por me teres tentado beijar ontem.
É estranho por seres muito mais velho do que eu,
mas estou bem. Na boa.
- Ouve, Alice, eu não… - Meu, na boa.
Por favor, podemos nunca, mas nunca mesmo voltar a falar disto?
Está bem. Eu alinho.
Olá. Muito bem. Olá, Alice, estás na cozinha.
A Alice está na cozinha.
- Olá. - Gaby.
- A Gaby está na cozinha. - O quê? Dormiste em minha casa?
- No quarto das visitas. - Adoro esse quarto.
- É bonito. - Estão ambos estranhos.
- Queres café? - Sim.
- Por favor. Muitas natas para mim. - Por favor. Força.
- Obrigada. - Sim, claro.
Também quero um. Sem nada.
Certo, vou sair.
Fiz panquecas, se quiserem.
- Adeus. - Que simpático.
Foda-se, eu quero panquecas.
Paul. Olá, bom dia.
- Bom dia. - Olá.
As gomas maléficas da Liz apanharam-me bem.
A minha filha vem mais cedo do que pensei. Levas-me a casa?
- Claro. Sim. - Vou andando.
- Certo. - Até logo.
- A minha fofinha. - Cheiras a más decisões.
Por favor. Cheiramos todos.
Eu vou fingir que as minhas nunca aconteceram. Adeus.
Então, eu vou andando. Obrigada.
- Adeus, Gab. - Adeus.
Então, como foi o sexo?
Foda-se! Achas que mais alguém sabe?
Eu não sabia. Estava a brincar.
Raios partam! Esta festa foi um desastre de tantas maneiras, Paul.
Sim, pois foi. Tens muita porcaria para limpar.
Mas não é um problema meu.
Quanto tempo vai demorar até a Gaby perceber que me deixou?
Se a tua boleia se vai embora sem ti, grita!
O Paul sabe que nós fizemos sexo.
Fantástico.
Meu, queria ser eu a dizer-lhe.
TERAPIA SEM FILTROS
Bem, seja como for, queria pedir desculpa por estragar a tua grande noite.
Estás a falar do quê?
O Charlie aceitou
e, agora, tenho a melhor história sobre o pedido de casamento.
Houve lágrimas, houve vómito, a Bernadette Peters apareceu.
Já nem tens de nos dar uma prenda de casamento.
Obviamente, devias fazê-lo. Estou muito zangado.
Não vou olhar a gastos.
Está bem.
Ouve, tenho de prosseguir com a jornada das desculpas.
Está bem. Diverte-te.
Mando por e-mail umas ideias que não estão na lista de prendas.
Falamos em breve.
E se concordarmos que aceito as tuas desculpas,
e esquecemos tudo o que aconteceu ontem à noite?
Não queres uma prenda cara como o Brian?
Cometeste um erro. Toda a gente comete erros, caramba.
Já passou. Céus!
Toda a gente tem de perdoar, esquecer e seguir em frente, porra.
Certo.
Desculpa. Tenho muitas merdas minhas com as quais lidar.
Está bem. Posso ajudar?
Sim. Senta-te.
És mesmo a pessoa com quem eu gostava de falar.
Está bem.
Não percebeste o sarcasmo?
Não, não percebi.
Mas era uma conversa tão estranha que pensei que isto ia acontecer.
Mas se quiseres falar sobre algo…
Acabou o tempo.
Mas que merda?
- Olá. - Olá, pai.
- Olá, querida. Entra. - Olá.
- Eu levo a tua mala. - Não, eu levo-a.
O que foi? Querida, não faças isso.
- Não me examines. Estou bem. - O quê? Não é isso.
Está bem.
Vem, vamos instalar-te.
Vou buscar café. Queres? Tenho leite gordo.
Na verdade, já não bebo leite.
- Tento ser vegana. Não critiques. - Vai ser difícil.
Bem, queres alguma coisa?
Alguma coisa com soja?
Pai, quero falar de umas coisas antes de irmos ao neurologista, está bem?
Está bem. Mas posso dizer uma coisa primeiro?
Claro.
Tenho pensado muito em nós, na nossa relação,
e… - Não temos de fazer isso, pai.
Só digo que, caso haja algo sobre o que falarmos,
algo que esteja por dizer, não te acanhes porque eu aguento.
Pai, o que passou, passou.
Perdoei e esqueci e estou feliz por estar aqui.
Estou feliz por cá estares.
- Certo. - Mas tenho de ir buscar café.
Ontem à noite, fiquei bêbedo e pedrado.
- Entraste numa república? - Não, foi uma festa de noivado gay.
É quase o mesmo.
Querida, temos uma serra?
Escondi-a depois de tentares arranjar o deque.
Porque não foste trabalhar?
- Tirei o dia. - Reformas-te daqui a uma semana.
E então? Vão despedir-me? Quero fazer-te uma prateleira para as especiarias.
Não preciso. Guardo as especiarias na despensa.
Eu sei. As minhas bolachas sabem a estragão.
Sabes que mais? Isto até é bom.
Preciso de falar contigo. Senta-te.
Certo. Preciso de saber que, quando te reformares,
vais arranjar formas de sair de casa
pois preciso do meu espaço.
Caso contrário, e digo-te isto com amor, eu vou assassinar-te.
Mas com amor.
- Tanto amor. - Exato.
Sabes como toda a gente acha que jogas golfe, só de olharem para ti?
- Sim. - Podias aprender a jogar.
Ouve…
- Entendo que te estejas a passar. - Sim.
Afinal, estamos casados há quase 30 anos.
- De loucos. - E demorei algum tempo, mas conheço-te.
- Precisas do teu espaço. - Sim.
E é isso que faz o casamento resultar.
- Sim. - Pois.
Mas…
… eu tenho trabalhado sem parar há imenso tempo.
É a minha vez de ficar em casa. Mereço isso.
Se não queres que nos atrapalhemos, muito bem.
Tens de arranjar alguma coisa para fazer.
Está bem?
Estás mesmo a falar a sério, porra?
Sim. Mas com amor.
Meu Deus!
Tia, amiga, temos de conversar.
Olá.
- Olá… Olá. - Olá.
Deviam pôr isso mais para cima,
para não teres de te agachar assim.
Não tem mal. Faz bem ao meu centro.
E é bom para saltar sem parar, entendes o que digo?
- Credo, Gaby. - Tem calma, meu.
- Para de te preocupar. - Sim?
Falei com a Tia e ela não se importa.
Como assim? Falaste com a Tia?
Tivemos uma conversa sincera e eu expliquei-lhe,
tu sabes, que eu estava frágil por causa daquilo do Nico,
que havia muita bebida
e que, além disso, tu és uma pila segura…
Pila segura? Nós nunca nos vamos apaixonar,
portanto, tens a chamada "pila segura".
Não sei quanto ao "segura".
Gosto de pensar que o meu pénis é rebelde.
Como o Neil Diamond.
Achas que o teu pénis é rebelde como o Neil Diamond?
Escolhi o homem errado.
A verdade é que a Tia perdoou-me,
e ela disse que percebia que éramos humanos.
E é importante não nos arrependermos destas cenas.
- Eu não me arrependo. - Eu arrependo-me.
É só… Merda, as coisas entre nós estão estranhas agora, sabes?
Vejo que se passa algo com a Alice.
Ela não fala comigo.
Ela falaria contigo, mas é estranho…
Então? Sabes que te ajudo sempre com a Alice. Eu falo com ela.
Já agora, foi muito bom voltar a falar com a Tia.
- Devias experimentar. - Ainda me sinto,
acho eu, um bocadinho culpado. Mas obrigado por me apoiares.
Na boa. Obrigada por regares o meu jardim.
- Dá cá cinco. - A sério?
Certo. Talvez seja altura de pedirmos outra eletromiografia.
Tens estado de bom humor?
Estou sempre de bom humor.
Já começaste a alucinar.
- E os bloqueios? - O que são os bloqueios?
Às vezes, quando estou de pé, quero dar um passo e não consigo.
Isso parece horrível.
Não tanto como ser vegana.
Como posso ajudar?
Por agora, os medicamentos estão a resultar bem.
Vão perder eficácia com o tempo, mas ele tem feito os exercícios e…
Tem estado melhor na questão da hidratação?
- Ele diz… - Ele está aqui.
E ele faz chichi a toda a hora.
- Parabéns. - Obrigado.
A enfermeira já vem para te tirar sangue.
Ela deverá estar nervosa porque és tu.
- Meg, foi um prazer. - Igualmente, doutora.
- Obrigada. - Paul, até daqui a um mês.
Querias.
Gostas dela.
Tu é que gostas.
Olá! Outra entrevista de emprego? Que tal?
O tipo apontou para mim e disse: "Não." Vamos fazer figas.
Bem, eu ia de bicicleta buscar gelado.
Podes usar o meu skate e agarras-te aqui atrás.
Parece uma boa forma de morrer.
Vá lá! O gelado vai animar-te.
Sim, olha, eu…
Certo. Nunca mais podemos passar tempo juntos
porque está tudo estranho e lixado. Já percebi.
- Alice. - Adeus!
- Espera. - Olá, Liz.
Olá.
O que foi? Tudo bem?
Tens um cão novo? E o Ratazana Merdosa?
Foi adotado por uma família de Encino. Chamaram-lhe "Cooper".
- São brancos? - Sim.
Mas este é um lindo menino. Sim.
- Que nome lhe deste? - Este é o Papa-Tampões.
- Papa-Tampões? - Isso mesmo.
Queres dar uma volta connosco?
- Sim. - Boa.
Queres tirar o fato? Pareces um totó.
- Bem visto. - Pois.
Andas à procura de um tampão?
São tão saborosos. Eu sei, são tão bons.
Eu vou lá.
- Olá, miúda. - Olá.
- O que se passa? - Estava aqui perto
porque fui comprar gelado. - Trouxeste para mim?
Não sabia que querias.
Claro, é gelado. A resposta é sempre sim.
Posso entrar?
Ouve, Alice, esta é…
Esta é a minha Fortaleza da Solidão.
Desculpa. Devia ter ligado
em vez de aparecer. Desculpa. - Não faz mal. Estás bem?
Pode esperar por amanhã?
Sim. Sinceramente… Céus, adorava não ter de pensar nisto hoje.
- Certo. - Certo. Adeus.
Adeus. Chocolate com nozes.
- É o gelado que queres? - Sim.
Ela já tirou as coisas boas da casa.
Adeus.
Era uma paciente?
Mais ou menos. Lembra-me de ti naquela idade.
Eu não era tão gira.
Claro que eras. Queres comer alguma coisa? Mandamos vir?
Sim. Estava a pensar numa salada, uma coisa muito saudável.
E eis que começa.
Então, eu queria falar contigo sobre… Não!
Olha!
Imagino que ainda lhe seja difícil olhar diretamente para mim.
Sim. Nem acredito que tentei beijá-lo.
É do tipo, quem faz essas coisas estúpidas?
Toda a gente.
Wally, ajudava se lhe dissesse que, recentemente, cometi um erro
com uma amiga que foi bastante pior?
Quero os dois olhos.
- Porquê a cara triste? - É uma cara normal.
Bem, tentou curtir com a sua psicoterapeuta?
Uma psicoterapeuta. Mas o que quero dizer
é que ela viu que eu me estava a recriminar,
fez umas piadas e disse-me que somos todos humanos.
Ela fez-me sentir melhor, apesar de estar a passar pela mesma merda.
- Ela parece fixe. - Sim.
Como é que a fez sentir-se melhor?
Não fiz. Eu só pensei em mim.
Acho que já o esqueci. É demasiado egoísta.
Acabou o tempo, Wally.
Ouve isto. Encontrei-o um dia destes.
Quando tu tinhas uns seis anos, acho eu,
tinhas dificuldade em dormir.
Punhas os pés em cima dos meus e dançávamos até teres sono.
Lembras-te disso?
Infelizmente, não.
A casa da Pam racista. Espera.
Segura nele.
Ela adora as flores brancas.
Sim.
- Feito. A Pam que se foda. - Sim, a Pam que se foda.
Lamento pela entrevista merdosa.
Sabes como é difícil arranjar trabalho se tivermos cadastro?
Não me aceitaram numa loja de conveniência,
no meu melhor fato e com este sorriso.
Somos pessoas bonitas, Sean. Ninguém nos apoia.
Não pedi para ser tão bonito.
Não.
Não te preocupes com um trabalho que não queres.
O que gostas de fazer?
Não sei. Gosto de cozinhar.
No exército, fartávamo-nos das refeições pré-preparadas,
portanto, eu fazia alguma coisa e os meus camaradas adoravam.
Isso deixava-me feliz.
Ser feliz é importante.
Parece que tenho de arranjar alguma coisa que me faça feliz fora de nossa casa.
- O que gostas de fazer? - De dizer aos outros como devem viver.
Achas que me pagariam por isso?
Não, sabemos que fazes isso à borla.
Sim.
Posso falar contigo sobre uma coisa? É sobre a Alice.
Ela tentou beijar-me.
Agora, está tudo estranho.
Eu nem sequer fiz nada e ela está zangada comigo.
Acho que ela não está zangada contigo, Sean.
Acho que ela só tem medo de ser abandonada.
- Outra vez. - Sim.
Eu entendo.
Vamos.
Porque está a sair um fio do rabo do teu cão?
Lembra-te do nome dele, Sean. Lembra-te do nome dele.
Caramba!
"E, se estiver mentalmente incapacitado,
peço que não me mantenham vivo por meios artificiais
ou medidas heroicas."
Podes crer.
Se eu não estiver lá, mentalmente, ela pode matar-me com uma almofada.
A sério? Qual é o teu problema?
Nenhum. Gostava de morrer assim.
A última coisa que veria seria o belo rosto da minha filha.
Assina essa porcaria.
- Está bem. Onde é que… - Aí mesmo.
Pronto!
- Só precisava disto. Obrigado, Meg. - Obrigada.
Espero que aproveites o resto da tua estadia.
E lembra-te, o teu pai
é bastante incrível, apesar de todas as coisas
que ficarás a saber durante a tua visita.
Adeus, Kevin.
Sou eu. O Kevin.
É uma piada privada que odeio, secretamente.
Quer dizer que ele gosta de ti.
- Foi isso que eu disse. - Adeus, Kevin.
- Certo, vamos lá. Adeus. - Adeus.
- Estou muito orgulhoso de ti. Adeus. - Adeus.
Tramado.
- Estás bem? - Sim, é só muita coisa.
Todas as coisas legais e a informação médica
da médica sensual com quem queres fazer sexo.
Desculpa, é muita coisa.
- Não peças desculpa. - Meg, diverti-me muito contigo.
Sim, eu também, pai.
Ouve, tenho uma coisa que acho que nos vai animar aos dois.
Falei com o Dave, e ambos concordámos
que está na hora de tirar a mãe dele da casa de hóspedes.
- Para onde vai ela? - Não sei. Volta para casa
ou para um centro de fisioterapia para lesões imaginárias no pé.
E nós adoraríamos que tu…
- Que fosses para a casa de hóspedes. - A sério?
Sim, a sério.
Tens a tua própria casa de banho, cozinha e um pequeno escritório.
Eu e o Dave podemos levar-te aonde precisares
e passarás tempo de qualidade com o Mason. Ele pode conhecer o avô.
São tão generosos.
Fala-se no diabo… É o Mason.
Deixa-me… Falo num instante com ele e depois vocês podem…
- Não… - Olá, querido. Tudo bem?
A sério? Não.
Não me quero mudar para vossa casa.
O quê?
Sim, foi tão merdoso.
Ele nem conseguia estar na mesma divisão do que eu.
- Deve achar-me foleira. - Céus!
Ele não te acha foleira, está bem?
Sabes porquê? Porque és uma brasa e tens muito estilo.
- Dizes isso por dizer. - Nada disso.
Jamais mentiria sobre isso. Tens os homens que quiseres.
Por isso é que o teu pai anda sempre sobressaltado.
Achei mesmo que o Sean sentia alguma coisa.
Quem sabe? Talvez até sinta, sabes?
Mas é complicado para ele.
Vive em casa do teu pai, tem as merdas todas dele,
e, no final de contas, menina, só tens 17 anos.
Menina, tenho quase 18. E ele só tem 22.
Que idade tinha o teu tipo mais velho?
- Tinha 50, mas eu era mais velha. - Que idade tinhas?
Dezanove, está bem? Mas foi diferente. O Sr. Posley era amigo do meu pai
e eu estava furiosa com o meu pai. - Meu Deus!
Estou só a dizer que estas merdas acontecem a toda a hora, está bem?
Seduzimos a pessoa errada, dormimos com quem não devemos.
Mas garanto-te uma coisa. Se tu e o Sean são amigos,
e eu acho que são, isto tudo vai acabar por desaparecer.
- Gostava que não tivesse acontecido! - Pois, entendo isso.
Essa merda parece embaraçosa.
No entanto, estou orgulhosa de ti porque mostraste o que sentias,
apesar de poderes sair magoada. Quer dizer que estás a recuperar.
Sim.
Olá. Olá, meninas. Tudo bem?
- Gaby, podemos falar? - Ainda não acabámos.
Não? Está bem.
Já acabámos.
Ele foi um autêntico idiota na festa
e tenho de torturá-lo mais um pouco. - Claro.
Espera uns anos e poderás papar um amigo dele.
O Sr. Posley era giro?
Não, mas era importante para o meu pai.
Meg.
Se me despachar, apanho um voo esta noite e, assim…
- Espera. - … ainda vejo
o jogo do Mason amanhã, o que é bom.
- Não tens de ir. - Não, está tudo bem.
Explicaste e eu percebi.
Não podes mudar-te, de repente.
Tenho… Tenho responsabilidades com os pacientes.
Sim, os pacientes. Sei que são importantes.
Eles até… Até aparecem em tua casa.
- Estás a falar da Alice? - Não sei.
Querida, é a filha do Jimmy. Só a tento ajudar.
Isso é perfeito.
Arranjaste finalmente tempo para alguém que não é teu paciente.
Sabes o que é mais idiota? Sempre achei que seria eu.
Espera. Isto está a correr mal.
Estou muito grato por aquilo que tentas fazer por mim.
Como é que não entendes, pai? Tens 73 anos e estás doente.
Vais passar o resto da tua vida sem corrigir as coisas comigo?
Passei a infância a ouvir as pessoas dizerem que eras incrível.
E pensava: "De quem estarão a falar?
Ele nunca está presente para mim."
Podemos resolver isto sem eu me mudar para o outro lado do país.
Não estou pronto para isso.
Ainda não.
Ainda não. Entendo.
Então, acabarás por nos conceder o prazer da tua companhia
quando já não conseguires comer sozinho ou falar! Que sorte a nossa!
Meg. Para! Por favor.
Mando beijinhos teus ao Mason.
Foda-se! Credo.
- Bem, falei com a Alice. Ela está bem. - Sim.
Quero ver se te lembras daquilo que deves fazer.
Diz-me.
- Nada. - Exato, acertaste. Está bem?
Obrigado, mas não era sobre isso que eu queria conversar.
Percebi hoje numa sessão que sou muito bom a cuidar dos meus pacientes,
mas ao longo do último ano, ganhei o hábito
de deixar os meus amigos cuidarem de mim.
Especialmente, tu, mas eu… eu não… Não retribuo.
Estás a perguntar se eu tive um orgasmo?
- Não. Tiveste? - Sim, tive.
- Ótimas notícias. Mais do que um? - Aceita e segue.
Certo.
Foste simpática e disseste que não te arrependias.
- Eu devia ter dito o mesmo. - Não, não faz mal.
Gaby, devia ter dito o mesmo porque é a verdade.
Ouve, não estou preparado para nada remotamente real,
como podes reparar.
- E entendo que seja uma pila segura. - És mesmo.
Mas fizeste-me ter esperança de um dia vir a estar preparado.
Eu… Não sei. Estou grato por isso.
Bem, era o que queria dizer.
- Abraço de amigos? - Sim. Ia adorar isso.
Certo, o teu pénis mexeu-se.
Foi mais mudar de lugar do que mexer-se.
Olá.
- Olá. - Olá.
- Desculpa. - Sim.
- Fazemos um churrasco? - Churrasco? Sim.
- Sim, adorava mais carne. - Caramba, Gaby!
Em cheio.
Não estou preocupado.
Devias estar preocupado. Estás a ameaçar-me?
- Olá. O Derek? - Olá. Obrigada. Não lhe disse.
Obrigado.
A comida está quase pronta. Preciso de um sous-chef.
Alice? Queres ajudar-me?
Está bem, para de me dar ordens.
- Olá, idiota. - Olá, idiota.
Cheira-me a hambúrgueres de queijo?
Querido, nós adoramos-te. Vem cá.
Está bem. Estou esfomeado.
- Para mim? - Para ti.
Obrigado.
- A comida está pronta. - Boa.
Vamos.
Hambúrgueres.
Chá gelado. Limonada.
Olá.
Olá.
Sei que a Gaby falou contigo.
Eu estava bêbedo.
Eu peço desculpa.
Sei que pode parecer merdoso,
mas sinto que também me deves um pedido de desculpas…
… por morreres.
Não me interpretes mal, deve ser uma treta estar morta…
… mas acho que ficaste com a parte mais fácil.
Caramba!
Tenho tantas saudades tuas.
E a minha vida toda parece arruinada.
E deve ter sido por isso que fiz sexo com a tua melhor amiga.
Olá.
Eu… Eu estou a falar com a tua mãe.
Legendas: Cláudia Nobre
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