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Original subtitles

DURANTE S�CULOS, O LAR DOS FE�RICOS ERA M�TICO E LEND�RIO.

AT� � CHEGADA DOS MUITOS IMP�RIOS HUMANOS QUE LUTARAM PELO CONTROLO DAS RIQUEZAS.

H� SETE ANOS, ESTA GRANDE GUERRA ACABOU

QUANDO A REP�BLICA DE BURGUE SE RETIROU...

...ABANDONANDO AS FADAS AO PUNHO DE FERRO DOS RIVAIS, O PACTO.

AGORA, A TERRA DOS FE�RICOS � O INFERNO DO QUAL ANSEIAM ESCAPAR...

Fujam!

ANOUN OCUPADO PELO PACTO TIRNANOC

Depressa!

Vai!

Abatam-na!

J� te disse. Recebes a tua parte depois de eu receber a minha.

- Bate as asas. - N�o. Desta vez, tamb�m vou.

O tanas. Precisamos de ti aqui. �s o nosso �ltimo gavi�o.

Acabou-se. Arranje outra Fada que lhe traga passageiros.

Vou para Burgue.

Sabes como funciona.

Se n�o podes pagar,

leva esse rabo escanzelado de volta a terra.

Com todo o respeito, n�o saio daqui.

Sai do meu barco antes que te atire borda fora.

Experimente.

Vim daquela rocha onde os seus homens nem p�em os p�s

e desfiz coisas mais duras nos �ltimos cinco minutos.

� a defesa costeira!

Que se lixe. Mete-a no por�o. Vamos embora daqui, rapazes.

Obrigada.

Desculpe?

Desculpe, menina?

S� lhe queria agradecer o que fez.

Dizem que foi a menina que tratou da passagem.

Por favor, n�o me agrade�as. Ter�s de lhes pagar.

Ou de trabalhar para lhes pagar em Burgue.

Eu n�o fiz nada.

Foi tudo.

Deu-nos uma hip�tese de uma vida melhor.

Espero que sim.

� um soldado de Burgue?

Sim. Algu�m que conheci na guerra.

A menina e ele eram...

N�o � vergonha nenhuma.

Eu tive um caso com um fuzileiro de Burgue.

Foi sobretudo por curiosidade, mas ele at� era simp�tico.

Foi mais do que isso para mim.

Vai para Burgue para estar com ele?

N�o.

Ele morreu no �ltimo avan�o do Pacto.

Lamento.

Ol�!

Qual � a pressa, querido? Vem visitar-me.

N�o podes vender esta porcaria na Row.

S� com licen�a.

E � o teu dia de sorte,

podemos vender-ta.

Tenho de falar com o meu pai.

Ele n�o est� c�.

Era um m�dico importante na terra dele.

A s�rio? E agora vende isto.

V�. Tira esta merda daqui.

N�o podes estar aqui.

Vai apanhar aquilo?

O que disse?

- Thatch, n�o! - Est� tudo bem.

Pareceu-me que queria uma li��o de civismo.

N�o quer fazer isso.

Porque n�o?

� melhor mudar de cal�as.

N�o. Recua. Para!

Desculpe, inspetor. Ele � novo c�.

Est�s louco? Sabes quem ele �?

Obrigada, inspetor.

Como est� o teu pai?

Bem. O que o traz � Row esta manh�?

Um caso.

Acordou ontem � noite.

Est� l�cida? Fala?

Sim. Louvada seja Titania.

Magrite, meu amor,

� o inspetor Philostrate.

Pode chamar-me Philo.

� pol�cia?

Sou.

Compete-me encontrar o respons�vel por estes ataques.

O Jack Unseelie.

� o que lhe t�m chamado.

Refere-se a n�s, as criaturas.

O Jack nunca usaria o martelo em voc�s.

Podes falar com ele, Mags.

� um dos bons.

Falei com alguns dos outros.

Os que podem falar.

Temo n�o ter chegado muito longe.

Esperava que me pudesse dizer mais.

Ajude-me a levar este homem, se lhe podemos chamar isso,

� justi�a.

Trazes-me um ch�?

Claro.

� de Anoun.

Passei algum tempo nas terras altas de Tirnanoc durante a guerra.

Estive num mimast�rio,

um dos locais mais belos que j� vi,

com algumas das pessoas mais corajosas.

Por vezes, sinto que deixei l� o meu cora��o.

Eu tamb�m.

Detesto pedir-lhe que reviva isto. Sei que � doloroso.

Mas este homem anda � solta, � ca�a de fe�ricos inocentes.

A cada tr�s semanas, outro.

Atacou-a h� tr�s semanas. Vai faz�-lo outra vez.

Temos de o travar.

Preciso da sua ajuda.

Por favor.

Ouvi-o...

...antes de o ver.

Chamou-me Fada rameira.

Disse que as cheirava em mim.

As trevas.

Lembra-se do aspeto dele?

Tinha a cabe�a rapada,

exceto dos lados do rosto.

Patilhas.

Tinha uma tatuagem no antebra�o.

De qu�?

De uma cobra, acho eu.

Mais alguma coisa?

O m�nimo pormenor pode levar � deten��o dele.

Ele usava farda.

Farda?

Que tipo de farda?

Da pol�cia?

Militar?

Sabe?

N�o estou c� h� muito tempo.

N�o.

Claro que n�o.

Obrigado.

Foi muito prest�vel e corajosa. Nota-se que � das terras altas.

Sr. Philo,

vejo que � um homem bom.

Espero que encontre o que perdeu l�.

Igualmente.

Cuidado, Franny! T�o perto, n�o, Peter!

Ouviste a ama. Volta imediatamente!

N�o ligues �quela velha tonta!

Pelo M�rtir, olha!

Um naufr�gio!

Corram para casa.

Chamem um pol�cia. Depressa!

As criaturas est�o a invadir a cidade.

BALEFIRE HALL REP�BLICA DE BURGUE

Mudam a ess�ncia da sociedade.

E n�o � para melhor.

Trazem v�cios, devassid�o,

o flagelo do v�cio das drogas,

a venera��o de deuses estranhos.

As ruas j� n�o s�o seguras.

Bairros inteiros est�o interditos a cidad�os decentes.

O povo pede aux�lio ao chanceler.

Mas o que encontra?

Uma maioria que prefere n�o fazer nada!

Parece que o bom Proctor Longerbane se esqueceu

do motivo que levou os fe�ricos a fugir da sua terra!

Porque o partido que ele lidera escolheu

deixar Tirnanoc cair nas m�os do Pacto!

N�o esque�amos que partido

nos arrastou para a aventura disparatada da cria��o de um imp�rio.

Pod�amos ter vencido a guerra.

Dev�amos t�-la vencido!

Vejam como ele se esquiva � quest�o em causa!

Os habitantes de Burgue n�o arranjam trabalho

porque as criaturas trabalham por uma ninharia!

Se Proctor Longerbane pretende mandar os fe�ricos para de onde vieram,

que angarie a maioria dos votos para o fazer.

Legislar � a responsabilidade

desta c�mara solene.

A minha � apenas garantir que essas leis s�o devidamente aplicadas!

Ent�o, isso n�o inclui a lei contra a conviv�ncia com Fadas meretrizes.

A aud�cia!

Questionar a minha honra familiar!

Questionar? Como?

As cal�nias dele n�o importam.

O nome Breakspear � irrepreens�vel.

Ainda assim, teres de tolerar tamanho desplante

quando det�ns a maioria.

Sim, mas por pouco.

O menor passo em falso pode custar-me a chancelaria.

Jonah!

Bom dia, pai.

Ol�, m�e.

Irrepreens�vel.

Deveras, marido.

Onde estiveste?

Sa� com amigos.

Toda a noite?

Parece que sim.

N�o em Carnival Row, presumo.

Claro que n�o.

Foram bem claros quanto aos limites das minhas idas e vindas.

�s filho do chanceler, Jonah.

N�o podes dar muni��es aos inimigos do teu pai.

Preferia morrer

do que me tornar um embara�o para o meu querido pai.

� o teu futuro que me preocupa, Jonah.

N�o se preocupe.

Tudo indica que o meu futuro � risonho.

Companheiros de Burgue,

a cidade est� em estado de s�tio.

Mas n�o est�o s�s.

Fa�am ouvir a vossa voz.

The Burgue Today TEMPESTADE DESTR�I EMBARCA��O MIGRANTE

Cem Almas Perdidas!

J� o apanharam?

Tourmaline.

Passaram tr�s semanas.

Ele ca�ar� esta noite, certo?

Tamb�m � bom ver-te.

S� queria saber se devo

recolher-me antes de o sol se p�r?

J� o teria apanhado

se mais v�timas tivessem falado.

Um tipo com um distintivo a bater-lhes � porta

n�o � bom aug�rio na terra delas.

O que foi?

Admito que os pol�cias n�o s�o anjos,

mas n�o somos o Pacto.

Mas deixaram-nos � merc� deles, tal como � do Jack.

� o que dizem.

Certo.

Qu�o grave �? Devo temer revoltas?

Est� tenso.

Um racista com um martelo ataca-nos

e n�o h� muitos de v�s a preocuparem-se.

Querem sarilhos?

J� n�o est�s na Terra do Rebanho, maldito trot�o.

Esta cidade � nossa! Lembrem-se disso.

Quanto ao Jack, posso dizer-te onde procuraria...

Est�s aqui para isso.

A �ltima v�tima disse que ele tinha patilhas.

Vejam s�.

Est�s a ver?

Outro naufr�gio.

Vinha de Anoun.

H� sobreviventes?

Alguma vez h�?

Ela foi encontrada na costa, junto ao Cabo Tairn.

A cidade precisa mesmo de outra Fada para alimentar.

Acorda.

Nome.

Nome?

Vignette. Vignette Stonemoss.

N�o � o teu, idiota. Do barco que se afundou.

Deliverance, acho eu.

E onde embarcaste?

Perto de Anoun. Junto � costa.

Os contrabandistas s�o espertos,

navegam pela costa ao largo dos canh�es do Pacto, certo?

Mas n�o se afastam das borrascas de inverno, pois n�o?

Os outros?

Morreram todos, menos tu.

N�o nos deixaram sair do por�o quando o barco

- meteu �gua. - Levanta-te.

Se sa�sses e voasses para terra,

serias in�til para eles, certo?

Quem te contratou?

N�o sei. Trabalhei dois anos pela passagem.

Est� bem. Trata dos procedimentos.

Descobre a quem pertencia o barco

e ela que v� para onde deve.

Aqui tem. Este.

Quem ser� ele?

� a melhor casa de Crossing. Deve ser muito abastado.

Teria de ser.

Mandou o advogado ao leil�o e comprou a casa sem a ver,

pelo que sei.

Sem a ver?

Deve ser mesmo muito abastado.

Esperas algu�m, cara irm�?

N�o.

Sim? Posso ajudar?

Procuro o Sr. Ezra Spurnrose.

Podes ir, Afissa.

Sou Ezra Spurnrose.

� o dono do barco Deliverance?

De que se trata?

Perdeu-se no mar.

Decerto conhecia os riscos?

Parece que n�o.

Apliquei grande parte dos bens da fam�lia

neste neg�cio.

Fui abordado para financiar a compra e apetrechos do...

...Deliverance,

em troca de uma parte dos lucros do transporte desses...

...miser�veis desesperados at� c�.

E n�o � ilegal.

- �? - N�o.

Mas devia ser.

J� temos criaturas mais do que suficientes c�,

muito obrigado.

Agora, quanto a esta Fada,

ela foi contratada pelo valor da passagem,

cinquenta florins.

Pode vender o contrato a algu�m ou pode mant�-la como criada,

a escolha � sua.

Uma criada pessoal!

Ezra! N�o tinha uma desde a morte do pap�.

Est� na altura de corrigirmos essa situa��o intoler�vel.

Obrigada.

E pe�o desculpa.

Pelo qu�, querida?

Por duvidar de ti e dos teus neg�cios misteriosos.

Tens sido muito h�bil com os nossos assuntos.

Como te chamas?

Vignette.

Anda da�, vamos limpar-te.

Ainda temos a farda da rapariga anterior.

Folgas ao Cisningo.

Trata dos teus assuntos nesse dia e n�o durante a semana.

Desculpe.

A �ltima rapariga... Leite.

A �ltima rapariga tinha um monte de familiares

que apareciam l� em baixo... Chega.

A todas as horas. Era terrivelmente irritante.

N�o se preocupe, menina.

N�o tenho fam�lia.

Est�o todos em Tirnanoc?

Morreram todos.

Acho terr�vel que Burgue tenha abandonado Tirnanoc

aos ataques do Pacto.

Acolher uma desafortunada como tu � o m�nimo que podemos fazer.

Limpa as unhas antes de me voltares a servir ch�.

Sim, menina.

N�o admira que te sirva.

Todas as fadas s�o franzinas e de ossos estreitos.

- N�o sei se esta tran�a... - N�o.

Pe�o imensa desculpa.

Perdoe-me. Eu s�... N�o me resta muita coisa.

As tran�as dizem quem sou.

Que pitoresco.

Lembra-me algu�m que perdi.

Espero que n�o causes problemas.

Podes ir.

Esta cidade � nossa.

Pertence ao povo de Burgue!

Basta ver o inferno

que estas ra�as animalescas de merda causaram nas pr�prias terras

para saber o que est� em jogo c�!

Se Absalom Breakspear n�o consegue travar

a vaga de criaturas que invade a nossa costa,

que ceda o lugar a um homem que consegue.

Longerbane!

VOTEM

Longerbane!

� uma vergonha.

Estes bairros eram respeit�veis.

Sargento, que raio faz aqui?

Pelo que sei, n�o � ilegal estar com pessoas que pensam como eu.

Nem com pessoas que gostariam

de enterrar um martelo em cr�nios fe�ricos?

Ainda com isso?

Quanto tempo insistir�?

At� o encontrar. E encontrarei.

N�o entre estes cavalheiros.

N�o sei. Acho que ele pode estar perto.

Muito perto.

O que est� a insinuar?

S� que a �ltima v�tima disse que ele pode ser um dos Patilhas.

Careca.

Que usa farda, sargento.

Estas malditas criaturas

dizem de tudo para chamar a aten��o, n�o �, rapazes?

- Certo. - Isso mesmo.

Ent�o, mostre-me o seu bra�o.

N�o tenho de lhe mostrar nada.

Jurei proteger o povo desta cidade, tal como o inspetor.

E, como os seus amigos,

isso inclui fe�ricos?

Porque se importa tanto?

Que afinidade estranha � essa por eles?

Servi com os fe�ricos na guerra.

Arriscaram a vida, tal como n�s, e n�o sei

se gosto de como esta cidade lhes paga.

Certo. Ouvi dizer que aconteceu muita coisa por l�.

Ouviu dizer?

N�o culparia ningu�m por se tornar algo pag�o.

Sem mulheres a s�rio por perto, s� aquelas fadas miser�veis,

prontas a abrir as pernas por qualquer ninharia de Burgue.

� simples.

Basta fechar os olhos e pensar na amada c�.

Ouvi dizer que � como enfiar a pila num balde de fur�es gordurosos.

� verdade?

Levante-se e arrepender-se-�.

N�o pense que n�o apresento queixa!

Apresente! Quero mesmo dizer onde o encontrei!

ALUGAM-SE QUARTOS

Boa noite.

Boa noite.

- Sra. Fyfe. - Sr. Philostrate.

Mantive o prato quente.

Muito grato.

Devia estar.

O jantar � servido entre as 18:00 e as 19:00, regras da casa.

V�, Sr. Bagstock,

podemos tolerar 20 minutos de atraso,

j� que ele passa os dias a manter as ruas seguras.

� favoritismo. N�o pense que n�o reparei.

Nunca me contaste como isto aconteceu.

Certamente contei.

Foi na guerra.

Sim, mas nunca me contaste como aconteceu.

N�o creio que queiras saber mais.

Porque n�o?

Porque nem todos voltaram.

Referes-te ao meu marido?

Passaram sete anos. Mais.

Por vezes, as feridas antigas doem mais.

J� aceitei a minha dor.

� a tua que me deixa curiosa.

Era uma guerra. Foi dif�cil e...

...tenho arrependimentos.

Decerto n�o � s� isso.

E se for?

Porque achas que h� uma hist�ria?

Porque vale a pena conhecer-te.

Homens como tu s�o feitos de hist�rias. Conta-me uma.

Noutra altura. � tarde.

Certo.

Sim.

Eu devia ir.

Boa noite, Sr. Philostrate.

Boa noite, Sra. Fyfe.

Isto � mesmo necess�rio?

N�o podes andar a voar a meio do dia, pois n�o?

Amarra isso.

Podes ir aonde quiseres no teu tempo livre,

mas lembra-te de que representas sempre esta casa.

Sabe de algum comboio

para os lados do Hotel Tetterby?

O que sabes desse s�tio?

Uma amiga minha veio para c� h� uns tempos.

Pode estar l� hospedada.

O Tetterby tem m� fama, rapariga.

Em Carnival Row.

Ent�o, devo estar enganada.

Trata de estar.

Ouve, rapariga,

estarei de olho em ti.

Tenho a barriga cheia e um teto gra�as a esta fam�lia

e, nesta cidade, isso � um feito.

Por isso, comporta-te.

Vignette!

Est�s a acabar aqui?

Sim, senhora.

Far-me-�s um recado.

Posso contar com a tua discri��o?

Sim, senhora.

Preciso que v�s � Row encher isto.

�leo Tamphus?

Com raiz de Calder e sei l� mais o qu�.

Uma gota atr�s de cada orelha e os homens reparam em n�s.

Pode ser simples, mas n�o tenho ilus�es.

Sim, � bastante caro.

O meu irm�o n�o aprovaria tal despesa.

Mas ele n�o est� prestes a fazer 23 anos

com poucas perspetivas de casamento, pois n�o?

Podes ir.

Dizem que o novo vizinho chega hoje

e decerto que a Louisa Pembroke j� escolheu um vestido novo

para se pavonear diante dele.

Vai l�.

Encontrei-os na margem, em bom estado.

Valem um florim cada, pelo menos.

Dois florins por todos. Pegar ou largar.

- Desculpe, menina. - Perd�o, senhora.

Tourmaline!

Vini!

Como me encontraste?

Paguei a um marinheiro para te localizar.

Gastei o que me restava.

E descobres que a tua amiga � uma pega.

Fazemos o que temos de fazer.

Diz quem ajudava refugiados a fugir ao Pacto.

Diz antes, vendia refugiados para serem escravos.

Por favor.

N�o foi hero�smo. Era um trabalho.

Pagavam-me, tal como a ti.

Sim, mas n�o era por isso que o fazias.

N�o? Ent�o, era pelo qu�?

Porque as pessoas precisavam de ajuda e era a tua forma de ajudar.

Conhe�o-te e sei que nunca desistes.

Por�m, aqui estou eu.

As coisas devem estar m�s.

Nunca pensei que deixasses Tirnanoc.

N�o planeava deixar.

Soube que um grupo estava escondido no bosque,

� espera de um barco.

Tinham escapado de um acampamento.

S� mulheres e raparigas.

Meninas.

O Pacto perseguia-as e tentei ajudar, mas...

...mataram-nas a todas.

N�o escapou uma.

A brigada, eram tantos e...

Eu sabia que n�o conseguia voltar e fui para o barco,

o barco delas,

o barco que lhes arranjara

e que elas nunca viram.

Mas agora est�s aqui.

Isto � uma tran�a de vi�va?

C�us! N�o sabes, pois n�o?

Sei o qu�?

Vignette...

O Philo est� vivo.

E acha que o sargento Dombey � o tal...

- O que lhe chamam? - Jack Unseelie.

Unseelie?

Significa "odioso" na l�ngua delas.

N�o posso descartar o Dombey.

E isto n�o � pelo seu desagrado

pela pol�tica dele?

S� por a pol�tica dele estar em linha com a do Jack Unseelie

e de ele corresponder � descri��o feita pela �ltima v�tima,

at� quanto � farda.

Ainda assim, n�o pode atacar os seus colegas.

Estes homens n�o s�o seus inimigos.

N�o me compete decidir quem s�o os meus inimigos. Nem a eles.

Justi�a � justi�a.

Quando folgou?

N�o preciso de folga.

Qual � a pressa?

Qual � a pressa?

A cada tr�s semanas, este lun�tico usa o martelo.

H� sempre um viciado morto,

um mesti�o

ou um Corvo Negro esfaqueado numa rixa.

A Row � um s�tio feio.

N�o s�o criminosos. A �ltima v�tima foi uma criada.

Antes, um pescador.

N�o os pode salvar a todos, Philo!

Raios, posso salvar um!

Deixe-me seguir o Dombey.

Nem pensar!

Quer que mande vigiar um dos nossos?

Apresente-me mais do que um maldito palpite.

� mais do que isso.

Philo, v� para casa!

Descanse. Volte fresco amanh�.

- Garanto-lhe... - Philo!

N�o era um pedido.

O que disse ele?

Quer que deixe o Dombey em paz. Diz que � pessoal para mim.

Novidades?

O desenhador j� falou com a v�tima.

Certo.

� melhor isto ficar entre n�s.

Ouve, Cuppins.

Agora isto � a academia naval?

A porra do Basilisk est� no porto.

O Basilisk?

Coura�ado. De longo curso.

Mant�m-nos naquela lata semanas, at� quase enlouquecerem

e, depois, voltam para desanuviar.

- Parece um pesadelo. - � mesmo.

Meu. A cada tr�s semanas.

Mexe-te!

A cada tr�s semanas?

O Jack n�o usa farda de pol�cia. � um maldito marinheiro.

Eu devia ter percebido.

Tinhas raz�o.

Os homens de Burgue s�o todos iguais.

Chegam com promessas, tiram-nos tudo

e quando n�o resta mais nada, partem.

� uma hist�ria comum.

A hist�ria da porra da nossa terra.

Ent�o, avan�amos.

Contamos uma hist�ria melhor.

N�o.

Ainda n�o.

Vignette, acalma-te. Para um pouco e ouve-me.

Ainda n�o terminei.

Ele saber� o que me fez.

Olhar-me-� nos olhos e saber�.

Porra!

Uma carruagem.

Das boas.

� ele. Tem de ser.

Est� tudo bem?

O novo vizinho.

Vamos dar-lhe as boas-vindas?

Imogen.

O que foi? � cordial.

N�o � adequado.

N�o sejas t�o antiquado. Estamos no s�culo VII.

Imogen.

Afinal, vens.

Algu�m tinha de te impedir de fazer m� figura.

- Posso ajudar? - Boa tarde.

O dono da casa est�?

Quem anuncio?

- � Ezra... - Ezra Spurnrose e irm�.

Viemos ser vizinhos hospitaleiros.

Deixa-os entrar, Fergus.

Obrigado.

Spurnrose.

Ouvi dizer que o vosso pai era o melhor relojoeiro de Burgue.

Gost�vamos de achar que sim.

O dono da casa est�?

Eu sou o dono.

Eu n�o devia ter dito nada.

Ela sobreviveu sete anos em Tirnanoc ocupado pelo Pacto.

Decerto sobrevive uma noite em Burgue.

Concordo. Mas n�o sei se sobrevive o tipo com quem est� zangada.

N�o � o mi�do outra vez, �?

� a segunda vez esta semana.

O filho do chanceler

a entrar num bordel fe�rico

como se nada fosse.

L� se vai a minha noite.

Est� bem, eu avan�o.

A s�rio?

Sim. Porque n�o? A distra��o � bem-vinda.

Jonah.

Bem-vindo, senhor.

Ol�, Moira, querida.

Que tipo de companhia quer para esta noite?

Fleury.

Tenho de mijar.

Alguma sorte no cais?

Mostrei o esbo�o ao contramestre.

Se o reconheceu, n�o disse.

Temia isso.

Ent�o, o que fazemos aqui?

Como se costuma dizer:

"Se o peixe que procuras n�o est� no mar...

"...procura no aqu�rio."

Estes tipos n�o v�o denunciar um companheiro facilmente.

N�o lhes pediremos isso.

Todas as v�timas foram atingidas do lado direito da cabe�a.

Ou seja, o nosso homem � canhoto.

A �ltima v�tima disse que ele tinha uma tatuagem no antebra�o.

Vai pedir-lhes que lhe mostrem o bra�o?

Mais ou menos.

N�o me ralo, porra!

Eu disse-vos, aquele cabr�o!

� um maldito idiota.

Aonde vai com isso?

Com licen�a.

Desculpe, amigo.

Porra! Que merda!

Raios!

Porra!

Inspetor!

� ele. � o Jack. V� � volta!

M�os � vista! Acabou!

Acabou?

Apenas come�ou.

Eu tinha de os travar.

Tinha mesmo.

N�o sabe o mal que andam a fazer.

Afaste-se da�.

N�o s�o filhos do nosso deus.

V�m de um lugar sombrio.

E n�o vieram sozinhos. Trouxeram algo com eles,

algo que acabar� connosco.

Vi-o com os meus pr�prios olhos.

Acha-me louco?

Conhe�o as trevas.

Fui at� aos confins do mundo

e desenterrei coisas profundas

que lhe fariam gelar o sangue, mas nada...

...como o que vi nas trevas sob os nossos p�s.

Est� mal preparado para os problemas que se avizinham.

H� mais aqui do que pode imaginar.

E enquanto vive a sua vidinha,

t�o seguro de que este mundo ainda � seu,

um deus sombrio desperta.

Sa�mos de l� o mais r�pido poss�vel.

Imagina s�.

Um Trasgo a viver em Finistere Crossing.

Ao que chegou esta cidade?

O meu robe.

� tudo, Vignette. Quero o ch� no meu quarto �s 7:00.

Boa noite, menina.

Sr. Philostrate? O que faz aqui?

J� n�o � o meu quarto?

Pensei em surpreender-te no teu anivers�rio.

N�o � o meu anivers�rio.

Vieste para c� h� um ano. J� me escapou pelo menos um anivers�rio.

O que aconteceu � m�o?

E � cabe�a? Philo.

Atiraram-me um martelo. Sabes como �.

O qu�? Deixa-me ver.

Devias ir ao m�dico.

Podes precisar de pontos.

- Nada de m�dicos. - Um traumatismo.

Eu disse...

Nada de m�dicos.

Desculpa.

Foi uma noite dif�cil.

Tenho muito em que pensar.

Podes falar disso.

Sabes isso, certo?

N�o � in�dito quem partilha a cama

tamb�m partilhar pensamentos.

- Talvez noutro dia. - N�o fa�as isso.

- O qu�? - "Talvez noutro dia".

N�o te quero sobrecarregar, Portia.

N�o sobrecarregas.

- N�o sabes o peso disto. - N�o.

Sei que o carregas sozinho e n�o tens de carregar.

Quero conhecer-te, Philo.

E eu estou a dizer-te que poder�s ser mais feliz na ignor�ncia.

Compreendo.

Sim.

Certo.

Esque�o-me do que isto �.

- N�o queria... - Est�s a proteger-me.

Agrade�o-te isso.

Continua e avisa-me quando quiseres uma queca r�pida.

- Portia... - Boa noite, Sr. Philostrate.

Seu mentiroso de merda.

Est�s vivo.

A Mima Roosan veio at� mim com sangue nas m�os.

Disse-me que lhe morreste nos bra�os.

Porque me mentiu?

Porque eu lhe pedi.

Diz�amos tudo um ao outro.

N�o te podias ter despedido de mim?

Queria t�-lo feito.

Nunca te quis magoar.

Magoar-me?

Destru�ste-me.

Esperei por ti e deixaste-me nas cinzas da minha terra natal,

a sofrer durante sete anos.

Devia ter feito isto quando nos conhecemos.

F�-lo.

F�-lo.

N�o vales a pena.

Oxal� tivesses morrido.

H� mais aqui do que pode imaginar.

E enquanto vive a sua vidinha,

t�o seguro de que este mundo ainda � seu,

um deus sombrio desperta.

Legendas: L�gia Teixeira

Supervisor Criativo Hern�ni Azenha

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