All language subtitles for Truth.Be.Told.S03E07

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Original subtitles

Nunca contei isto a ninguém. Só ao Vince.

No meu desespero para provar o meu valor,

tornei-me tão má como ele.

Que significa isso?

O Andrew insistia que, para tratar do caso da minha mãe, era preciso mais.

Por isso…

É bom voltar a ver-te novamente, Lev.

Posso apresentar-te a umas amigas minhas?

Estas são a Cha-Cha e a Peaches.

Prazer em conhecê-las, belas senhoras.

Vamos?

Tamara.

O Lev é o cabrão mais rico da nossa turma

e pusemo-lo a comer-nos da palma da mão.

Vai ser valiosíssimo para a minha carreira, Tamara.

Que faria eu sem ti?

Trouxeste-me duas estrelas. Tudo para ser a minha miúda principal.

Então, eras a "chefe"?

As miúdas.

Onde as encontravas?

Eram minhas conhecidas.

Que tinham más situações em casa, como a minha.

A maioria só precisava de dinheiro e não sabia como obtê-lo.

Lembro-me de pensar, na altura: "Talvez esteja a ajudá-las."

Não está a ser nada fácil encontrar o tal Marv Lanelle.

Não teve mais contacto com o padrasto da Emily

e o último endereço conhecido não deu em nada.

É um traficantezeco, certo?

Posso pedir ao Dimitri dos Costumes

alguns contactos de gente metida na mesma merda.

- Que se passa? - De pé.

É alguma piada?

Detetive Sun, está detido

por adulteração de provas e obstrução da justiça.

Homem morto a caminho.

Não!

Está tudo bem. Tudo bem, amor.

Olha… Estamos aqui, está bem?

- Amor. - Não aguento.

- Não aguento. - Está tudo bem.

Foi só um pesadelo.

- Não. - Foi só um pesadelo.

Está tudo bem.

- Olá. - Parabéns, detetive.

Encontraste o nosso CUBO.

Obrigado.

Detivemos o Sun, mas ele chamou um advogado.

Não diz uma palavra.

O oficial da sala de provas lembra-se de o Sun levar a agulha e o fio.

E encontrámos algo na secretária do Sun.

Isto é do Centro de Detenção de Menores de Alameda.

Onde está o Aubrey.

- Talvez o Aubrey saiba algo. - E o Sun estava a obrigá-lo a calar-se.

Talvez agora que o Sun se foi…

- Achas que podemos confiar nele? - Não sei.

Quero dizer, ele é um predador.

E uma vítima.

Mas ainda assim, tem uma perspetiva de tudo isto

e acho que devíamos ouvi-lo.

Especialmente se ele souber algo sobre o Finney.

Certo.

Poppy, há mais uma coisa.

O Sun tinha uma cópia dos relatórios de detenção do Shreve.

Creio que ele planeava mandá-los para a imprensa,

para dar má imagem aos Capstones.

Sim, apostaria que sim.

Ele tinha sinalizado um ficheiro específico

de um incidente de agressão que pôs o teu pai na prisão

durante um ano, na década de 80.

Sim.

Foi por isso que fui viver com a Miss Shirley.

Certo.

Bem, o Shreve deve ter sido um grande pugilista

para fazer o que fez a este tal Alexander Michael Troy.

Quê?

É o nome do tipo que o teu pai quase matou à pancada.

Sei que odiaste o golpe na gala, mas o Finney deixou-me sem opção.

Os Caps ainda estão presos e agora vem atrás do The Knock.

Lamento, Shreve. A sério.

Então, põe uma trela no Finney e nos outros cães dele.

Com todo o respeito,

pensei que tu é que me devias um favor depois do teu último pedido.

Colocaste a Sybil, a mim e à empresa numa posição muito difícil.

Porque haveria de ajudar-te outra vez?

Vem comigo.

Prova de confiança.

Estás a falar a sério?

Nunca brinco quanto a motos.

Agradeço teres vindo, Leona.

A altura coincidiu com o meu regresso.

Desde a última visita, tenho pensado muito mais sobre a minha mãe

e na vida dela antes de conhecer o meu pai.

Queres dizer a maior parte da vida dela?

Estou só curiosa acerca de…

… como ela era nessa altura.

Tipo, o que é que ela queria ser?

Teve algum namorado importante antes de conhecer o meu pai?

- Não gosto de pensar nele. - Porquê?

Porque depois fico zangada com a Elinor e não quero dizer mal dos mortos.

Vá lá. Não é dizer mal dos mortos se for a verdade.

- Só quero sab… - Devia ter casado com o Alexander.

- Alexander? - Sim.

Quero dizer, ele já era basicamente parte da família.

Oferecia gelados às minhas miúdas.

Choraram durante semanas quando a Elinor terminou tudo.

Porque é que o fez?

Porque o Shreve chegou e engravidou a tua mãe.

Certo, e esse tal Alexander, como era ele?

Tinha interesse em tudo. Quero dizer, rivalizava contigo

em conhecimento de política mundial e atualidade.

Parece que teríamos muito em comum.

Interesses partilhados.

Trini, com que frequência tens tido estes terrores noturnos?

Todas as noites desde que voltou.

Mas nem sempre se lembra dos detalhes quando acorda.

O trauma pode manifestar-se de muitas maneiras diferentes.

Aconselho-vos a não pressionarem a Trini

a tentar recuperar essas memórias.

Se acontecer, vai acontecer a seu tempo.

Compreendo o que está a dizer, doutora, mas é uma situação singular.

Certo?

Precisamos de mais detalhes sobre a agressão para apresentar…

Quando é que ela poderá voltar à antiga rotina?

Talvez possamos fazer um calendário…

Zarina.

Gostava que não me interrompesses, está bem?

- Como disse, temos de… - A Trini disse que não se lembra.

Porque não esqueces isso

e agradeces por a tua filha estar aqui sentada connosco?

Sei que ambos querem ajudar a Trini.

- Sim. - Mas, para já,

temos mesmo de deixar a Trini liderar a própria cura.

Há algo que queiras dizer?

O meu pesadelo não foi sobre a agressão.

Foi…

Foi sobre o Aubrey.

Não suporto imaginá-lo na prisão ou no reformatório, ou lá o que é.

Fico doente só de pensar nisso.

Estou tão preocupada.

E eu só…

Eu amo-o.

Quando o dinheiro começou a entrar,

o Finney arrendou um apartamento para nós.

Comecei a passar muito tempo lá.

Sabes, a minha mãe andava tão assoberbada,

que acreditava em qualquer mentira sobre onde eu estava.

O Finney enviava-te para locais de recrutamento específicos?

Qual era a estratégia dele?

Eu fazia essa merda toda sozinha.

Esse vestido realça mesmo os teus olhos.

Sabes, quando disse que não me sentia bonita com as roupas velhas,

não esperava que tu…

Eu queria ajudar.

Quero que tenhas coisas bonitas.

Olha para este anel que eu comprei.

Pagaste isso sozinha?

É o que te tenho dito. Agora, sustento-me.

- Experimenta. - Jasmine, vai para o carro. Já.

- Vince, esta é… - Já, Jasmine. Temos de ir.

Sei o que tu e as tuas "amigas" andam aqui a fazer

e é nojento.

A predar raparigas? Aqui, ainda por cima?

Deviam ter vergonha.

Afasta-te da minha prima e desta igreja, ouviste?

Nunca tinha visto ninguém a proteger uma rapariga assim.

O Vince viu como eu era jovem. Eu só tinha 17 anos.

Ofereceu-se para me ajudar a sair.

Deu-me o cartão dele.

Disse para ligar quando quisesse.

Foi nessa altura que saíste?

Não.

Ainda pensava poder confiar no Finney.

E pensava, sabes,

que ele já tinha dinheiro e contactos para garantir o nosso futuro juntos.

Ainda estava tão apaixonada por ele.

Quem me dera ter ido embora nessa altura.

Como foram as tuas interações com o Sun?

Era alguém com quem o Trey me ameaçava. Mais ou menos.

Mostrava-me que tinha as autoridades no bolso.

Sabem, caso eu saísse ou o denunciasse.

Fez-me sentir que não tinha escolha senão fazer o que ele planeou para nós…

… e para a Trini.

Mas, no fundo, eu tinha escolha. E fiz a escolha errada.

Alguma vez viste o detetive Sun na casa das festas?

Não, senhor.

CENTRO DE DETENÇÃO DE MENORES

E este tipo?

Viste-o lá?

Não, nunca o vi.

Quero dizer, só na TV e em cartazes e assim.

Houve uma vez…

Estava com o Trey quando ele se encontrou com o Sun na Blade.

Era num motel, mesmo junto à avenida.

Dava a sensação que ele passava muito tempo lá,

porque o pessoal do motel tratava-o como se ele mandasse ali.

Quando foi isso?

Na altura em que fui jantar a casa dos Killebrew.

Estava stressado porque o Trey disse que lhe faltava uma rapariga.

Lembro-me de o Markus me falar desse jantar.

Foi um par de dias depois de a Drea ser assassinada.

A Trini devia ser a substituta da Drea.

Lamento muito, Sra. Scoville.

Por favor, preciso de saber. Como está a Trini?

RECEÇÃO

Então, o Sun tinha ali o Sr. Motel sob controlo este tempo todo.

Criminalidade mutualmente benéfica.

O Sun evitava que outros polícias bisbilhotassem o motel

e davam-lhe um quarto sem registo.

Aames.

Acho que encontrámos a pasta do Pulp Fiction.

Conheces quem consiga abri-la?

Posso ter melhor que isso.

Pois. Estando ao lado de alguém num carro apertado

a vê-lo desbloquear o telefone vezes suficientes…

… apanhamos alguns detalhes.

Vamos para casa em carros separados.

O número de série foi apagado.

O agente da sala de provas tinha razão.

A agulha e o fio que o Sun tirou das provas da Drea.

Não é a única. Estas estão por utilizar.

Este tempo todo, presumimos que era o Trey que tatuava as raparigas.

E se era o Sun?

É muito pouco provável.

É?

Esta tem de ser a gravata do Bruno Pascal.

Certo. Sim, o cliente da Drea esqueceu-se da gravata.

E quando voltou para ir buscá-la, ouviu a discussão entre o Trey e a Drea.

Sabes, nunca fez sentido o porquê de o Trey matar a Drea.

Os chulos obtêm dinheiro das miúdas.

Talvez…

Talvez o Sun estivesse no quarto com o Trey ou chegasse depois.

Foda-se.

Sim. Então, como está a nossa miúda?

Sabes, voltou a falar sobre visitar essa serpente do Aubrey?

Não, mas está muito chateada.

Não sai do quarto há horas. Onde estás tu?

Estou no banco. Mas olha,

estou a falar com o caixa. Volto a ligar, está bem?

Falamos mais tarde.

CENTRO DE FITNESS BILL OCHOA - MEMBRO PREMIUM

DEPARTAMENTO DE VIDA SELVAGEM

LICENÇA DE CAÇA ANUAL

Detetive.

Já dissemos ao Fostokowski e ao procurador

que não conseguirão nada

com esta treta da obstrução à justiça.

Bem, eu discordo.

Sabem, falei com o agente da sala de provas.

Ele lembra-se de o Sun ter levantado a agulha e fio dental.

Não tens merda nenhuma, Aames.

Ambos sabemos que esses elementos violaram a cadeia de custódia.

Não terão relevância em tribunal.

Não, eu tenho merdas.

Sim, tenho merdas.

Estas merdas todas.

Tudo isto, daquele teu gabinete infestado de baratas.

Sabes…

Sabes, acho que tu és o músculo nesta operação de tráfico.

Sim, tu drogas as raparigas, marca-las,

talvez até metas uma bala em alguém que saia da linha…

Queres explicar-me o que tiveste a ver com o homicídio da Drea Spivey?

Isso deve ter irritado o teu chefe.

Reduzir-lhe assim o inventário, certo?

Quem é ele?

É melhor atinares e começares a falar como um golfinho de espetáculo,

porque posso acusar-te de homicídio.

Agora estás mesmo a sonhar.

Não. Uma das miúdas da Blade denunciou-te.

A palavra de uma prostituta contra a minha.

Não temos só a palavra dela.

Não, Sun.

Falámos com um dos clientes da Drea

e o que ele disse, em conjunto com o que sabemos da Drea,

bem, tudo isto… aponta para ti.

Eis o que eu acho que aconteceu na noite em que a Drea foi assassinada.

Estou cansada.

Snifa mais umas linhas. Ainda não acabaste.

Vá lá, meu.

Paras quando eu disser.

Estás em dívida, miúda.

Já não.

Isso já deve ser suficiente. Não quero continuar, Trey.

Já paguei o que devia. Porque havia…

Vou mijar e há logo confusão? Que raio se passa aqui?

A cabra não quer trabalhar.

Mas já nos entendemos.

Vai andando. Eu preparo-a para a festa.

Deita-te na cama.

Não vou a festa nenhuma. Já soube o que acontece lá.

Vais, sim.

Depois de me consolares a mim.

Deita-te.

Não.

- Que disseste? - Quero ir para casa.

Isso não vai acontecer.

Larga-me. Não…

Larga-me! Tu… Não! Para…

Para, por favor.

Tentaste fodê-la, não foi?

- Ela não quis. - Sai!

- Não. - Kevin.

Uma criança.

Ela era uma criança.

E tu dominaste-a.

Tentaste possuí-la à força.

Certo?

Ela era uma criança.

Dezasseis anos.

- Eu não faço essas merdas. - Pronto.

Kevin.

És um ex-polícia e vais preso. Vais preso.

Vais ser conhecido como violador de crianças.

- Do mais reles que há. - Não a violei!

Ela saiu da linha. Provocou-me.

Como?

Só estava a tentar marcá-la para a festa.

Sei que tens filhas.

Vi o teu protetor de ecrã.

Duas meninas.

Que raio de pai faz esta merda?

Cala-te!

Gostavas que as tuas filhas tivessem de levar no rabo

de um velho depravado…

- Não fales das minhas filhas! - Por favor!

Vá, miúda. Tens um cliente à espera.

Então?

Que fazes tu aqui?

Vim marcá-la para a festa, mas não acorda.

Merda. A sério?

Sim.

Que foi? Já não precisa disso.

Há alguma oferta na mesa, detetive?

De certeza que o procurador considerará reduzir-lhe a pena

se ele nos disser para quem trabalha.

E?

É melhor teres cuidado, CUBO.

E se foi um erro ter falado?

E se ela nunca me voltar a ver da mesma forma?

É com ela que estás preocupada?

A sério, como é que estás aqui comigo agora?

Estou aqui para te ajudar no momento em que te acalmares.

Não me devias aturar.

Sabes o que eu planeava fazer à Jasmine.

O quão perto eu estive.

Há muito que te perdoei pelo que fizeste quando eras um instrumento daquele cabrão.

Mas ouve-me, Eva.

Nada disso importa se não te perdoares a ti própria.

Vê isto.

Pedi que o desbloqueassem.

É o que dá usar telemóveis descartáveis baratos.

O que estou a ver?

O registo de chamadas.

Estás a ver, ali? O Ochoa fez uma chamada no momento da rusga.

Devia ser a avisar alguém ou a pedir ajuda.

Ainda não consegui identificar quem é.

Este número parece-me familiar.

ANDREW FINNEY - TELEMÓVEL

Cá está. O telemóvel privado do Finney.

O Ochoa ligou ao Finney quando a polícia invadiu a festa.

É quanto basta, não?

Claro.

Mostra que estamos no trilho certo, mas…

Isso não foi obtido de forma exatamente legal, certo?

Mas…

… se a nossa teoria estiver correta,

o Ochoa é um cliente e vai às festas que o Andrew Finney organiza,

o Sun é o músculo que marca as raparigas

e estes são os chulos.

Mas será esta a quadrilha toda?

Não sei.

Mas estes casos têm de avançar, Poppy.

Mas temos de ter cuidado.

Se o Sun tem medo de falar…

… os cabecilhas devem ser pesos-pesados.

Não quero saber, Pop. Está bem?

O Finney e o Ochoa têm de pagar.

Quero dizer, é tudo o que tenho.

Tu estás bem, Markus?

Há muito tempo que não te via assim.

Se estou bem?

Bem…

… a minha filha ainda não dormiu uma noite inteira

desde que foi raptada e traficada.

Não me deixa consolá-la.

Mas sabes de quem ela quer receber um abraço?

Do rapaz que a preparou para ser violada.

Então, não, Poppy. Não estou bem.

Lamento.

Não acredito que o Sun fazia isto debaixo do meu nariz.

Não tens culpa. Mas a Eva tinha razão.

O Ochoa tem ligações ao Finney.

Temos de o deter, Aames.

Bem, estou a tentar encontrar algo nos registos financeiros do Sun.

Mas até agora, todas as pistas morrem na Questeur.

Ele usava a app?

Diariamente.

Transações de entrada e saída.

Nem acredito que estou outra vez metido nesta merda.

Como assim?

Tenho provas de que o padrasto da Emily Mills contactou

um tipo que acreditamos ser traficante.

A minha teoria provisória é que o Peter deve dinheiro a este tipo.

- E usou a filha como garantia. - Sim.

Temos de encontrar o traficante, mas a Questeur está a impedir-me.

Estás tão perto, mas porque soas tão derrotado?

O Fostokowski pôs-nos a trabalhar a dobrar neste caso.

E entretanto,

vim a saber posteriormente que…

… o Max deu os primeiros passos.

És um ótimo pai.

Não te recrimines tanto.

Bem, olha posso ter maneira de furar as barreiras da Questeur.

Só que… não queria nada usá-la.

Olha, então, ainda bem que gostas tanto de mim.

Não és mau de todo.

Novidades, Pop?

Digo-te quando as ouvir.

- Olá, pai. - Olá.

Ocupada com o caso, Popsicle?

Bem, é…

É por isso que estou aqui.

Esperava que pudesses conseguir-me uma reunião com o Lee Hackman.

Preciso de aceder a contas Questeur privadas.

- Ele não vai gostar. - E nem vais tentar?

Ena. De onde vem esse tom?

Quando o Aames deteve o detetive Sun,

encontrou alguma informação sobre ti, que o Sun se preparava para divulgar.

Sobre a tua detenção.

Depois da morte da mãe.

Não paras de tentar pintar-me como um monstro.

Eu só…

Nunca pensei nem por um momento na real vítima dessa luta.

Um homem que quase mataste à pancada.

Escuta, depois da morte da tua mãe, o Alexander apareceu.

Queria a custódia.

- Ele queria-me? - Não tinha direito.

- Nem a conhecer-me? Porque não? - Porque o teu pai sou eu.

Podia ter ficado com ele quando foste preso

e não sofrer abusos da Miss Shirley. - Fiz um pacto com a Elinor

no leito de morte dela para afastar esse homem da tua vida.

- Porquê? - Não perguntei.

Não foi preciso. Acreditei nela.

- Então, mandaste-o embora, simplesmente? - Ele disse que não partiria sem ti.

- Exaltámo-nos. Fiz o que tinha de fazer. - Podias ter matado o meu pai, pai.

Estava a proteger-te.

A proteger-me? A proteger-me de quê?

A Leona acha o Alexander ótimo.

Falaste com ela? Antes de falares comigo?

Não te preocupes.

Não lhe contei nada.

Suponho que é algo que aprendi contigo.

Marca a reunião com o Hackman, por favor.

Certo, então, o Finney limitava-se

a traficar mulheres,

ou metia-se noutras coisas?

- Como o quê? - Como drogas. Jogo.

Estou só à procura de dados concretos

ou algo com um rasto de papel que possa corroborar a tua história.

É a verdade, não é uma história.

Não é preciso dizê-lo, Eva.

O Finney nunca lidou com drogas. Era demasiado arriscado.

As drogas só se vendem uma vez.

As mulheres podem vender-se uma e outra vez.

É notável que tenhas conseguido manter-te limpa.

Algumas miúdas não tiveram tanta sorte.

- Tuesday! Acorda! - Meu Deus!

Vai buscar água.

Nadia, liga para as emergências. Diz que é uma overdose.

Certo.

Devemos virá-la de lado?

Larga o telefone.

Não podemos chamar a atenção.

Mas sou responsável por ela.

Então, tomasses conta dela.

Que fazemos?

Temos uma emergência.

Protegeste-a.

Ela não se safou.

O Finney pisgou-se e prenderam-nos como se as criminosas fôssemos nós.

Como saíste?

Quando perceberam que eu era menor, contactaram a minha mãe.

Ela foi à esquadra e pagou a fiança.

Não a via há semanas.

De certeza que ficou aliviada por te ver.

Não sei se queria abraçar-me ou bater-me.

Depois, um dos agentes começou a fazer perguntas

sobre eu ser menor de idade e estar num apartamento com drogas.

Acabaram por detê-la e deportá-la.

Morreu nesse mesmo ano.

Nem me pude despedir.

Lamento imenso.

Tive de perder tudo para conseguir ver a verdade.

Ele nunca me quis ajudar.

- Olá, Vince. - Ainda bem que ligaste.

Por isso é que não há provas do meu tempo com o Finney.

Tive de deixar tudo para ele não perceber que eu ia embora.

Alguma vez te tentou encontrar?

Fui viver com a família do Vince noutro condado.

Mudei de nome, de visual, voltei a matricular-me na escola…

Seguiste em frente.

É marado.

Por vezes… tenho saudades dele.

Toda a manipulação fez-me esquecer que ele era meu chulo…

… não meu namorado.

Que é feito da Nadia?

Não a vejo desde o dia em que parti.

Nem sequer sei o apelido dela.

- Mas tentaste contactá-la? - Não, não podia.

E se o Finney a usasse para me atrair de volta?

Mas tu meteste-a na vida.

Não podias tê-la ajudado a sair?

Desculpa. Eu corto essa parte.

Não. Deixa ficar.

Sou uma cobarde.

E seria um alívio parar de fingir que não sou.

- Até para a semana. - Certo, obrigada.

Precisa de uma ajudinha?

Está sempre a acontecer.

Obrigada…

Markus. Killebrew.

Soa-me familiar. Já nos conhecemos?

Não, não propriamente, Olivia.

A minha filha, a Trini, foi…

… salva, na noite em que o seu marido, o Bill, foi preso.

Não tenho nada a dizer-lhe.

Por favor, ouça… Ouça-me, apenas. Parece ser boa pessoa.

Está bem? E…

… de certeza que não aprova o que o seu marido fez.

Então, por favor, ajude-me a encontrar paz para a minha filha.

Quereria a mesma coisa para os seus filhos.

Os meus filhos nunca acabariam na prostituição.

Desculpe?

O seu marido violou a minha filha.

Por favor! Ele foi a uma festa.

Não sabia de nada

sobre miúdas menores de idade. - Céus.

- E não dormiu com ninguém. - Abra os olhos, porra!

É louco.

Fique longe de mim e da minha família.

Muito bem, amor, anda.

Fora da cama. Vamos lá.

- Só quando puder ver o Aubrey. - Não.

Nem pensar, amor. Esse rapaz fez-te mal.

Pessoas feridas ferem pessoas.

Tens de seguir em frente, Trini.

E não esperar por pessoas que não merecem o teu amor.

Como tu fizeste com o pai?

Não há comparação entre o teu pai e o Aubrey.

Achas que não me lembro de como era quando ele bebia?

Antes de se ir embora?

E quando ele furou a parede com um martelo

porque o alarme de incêndio não parava de apitar?

No dia seguinte, tentaste fingir que foi uma brincadeira,

mas eu lembro-me de te ver chorar.

Desculpa não te ter protegido disso melhor.

Mas isso não muda a minha decisão.

O teu pai tem uma doença.

Que tratou durante anos antes de eu o aceitar de volta.

E durante esse tempo, eu aprendi a valorizar-me,

independentemente de qualquer homem.

Tu tens de aprender a colocar-te em primeiro lugar.

Porque não me dizes como vais fazer isso?

Talvez pudesse ir dar uma corrida lá fora, esta tarde?

- A sério? - Sim.

Já vai sendo hora de ficar em forma para a equipa.

Tenho saudades da água.

Claro.

Muito bem.

- Vai mandando mensagens. Sim? - Claro.

Muito bem.

Consigo ver que recaíste.

- Contaste à Rina? - Não é da minha conta.

Não quero que ela me veja assim, sabes?

Não há nada pior que o que sentes agora.

Quando estás nesse lugar, não vês saída além da destruição.

Sabes, a Poppy falou-me da gravação que fizeste,

com o Joshua.

Como lidaste com a morte da Elinor.

Já te arrependeste disso?

Tive a vida de um homem nas mãos e quase acabei com ela.

Ainda sinto as reverberações das minhas ações.

E não sei se isso significa que não deveria tê-lo feito…

… ou se devia tê-lo matado quando tive oportunidade.

Eu levo-te a uma reunião.

Não, há uma aqui perto. Vou a pé.

Markus, escuta-me bem.

Por muito negras que sejam as sombras que te rodeiam, continua a falar comigo.

- Está bem? - Está bem.

Adoro-te, irmão.

Também te adoro.

Olá, Cooper. Obrigado por vires.

Olá.

Olha…

Olha, eu lamento o que aconteceu.

Tentei ajudar a senhora do podcast e a diretora Pierre, mas…

… talvez pudesse ter feito mais.

Ainda queres ajudar?

De que precisas?

Quero mandar uma mensagem ao Aubrey.

Então, eras a "chefe"?

As miúdas. Onde as encontravas?

RECONSIDERADO - EP. 16

Eram minhas conhecidas. Que tinham más situações em casa, como a minha.

O Finney enviava-te para locais de recrutamento específicos?

Qual era a estratégia dele?

Eu fazia essa merda toda sozinha.

Raios.

Que é feito da Nadia?

Não a vejo desde o dia em que parti.

Nem sequer sei o apelido dela.

Mas tentaste contactá-la?

Não, não podia.

E se o Finney a usasse para me atrair de volta?

Raios.

Raios.

Não posso usar isto.

Vão crucificá-la.

ENTREVISTEI EVA PIERRE, DIRETORA DA SECUNDÁRIA DE OAK CREEK.

Obrigado novamente, Sr. Hackman.

Não me agradeça ainda.

Vim a pedido do Shreve e não sei bem como posso ajudar.

E a privacidade é um princípio fundamental da minha empresa.

O que me pede para fazer, para violar, é algo sem precedentes.

Talvez para a Questeur.

Mas não para a Noveur, a sua primeira empresa.

Eis um nome que não ouvia há muito.

Sim. Fundou-a em Stanford, certo?

A primeira empresa no espaço dos quadros de mensagens.

Fundei-a com o dinheiro da minha bolsa de engenharia.

Falava-se principalmente de episódios de Ficheiros Secretos e desporto.

Era muito fixe.

Sim. Se bem me lembro, algumas utilizadoras eram alvo de assédio

e de ameaças de morte.

Pediram proteção, restrições ao discurso de ódio,

mas a maioria dos utilizadores votou contra.

Queriam manter o statu quo,

uma meca de privilégios sem lei.

Mas o senhor defendeu os membros mais marginalizados.

Sim.

Mas, depois… Termine a história.

A Noveur foi à falência pouco depois.

Mas arrepende-se?

Nem por um minuto.

Está bem. Eu faço-o, mas não podem dizer uma só palavra sobre isto a ninguém.

Ninguém sabe que estou aqui. Nem a minha mulher, a Sybil.

Se algo alguma vez se souber,

terei de negar ter-lhes dado acesso, sequer.

- Nós compreendemos. - Obrigado, Sr. Hackman.

Bem, agradeçam ao pai dela.

O Shreve é um homem extraordinário.

Parece que a Poppy tem o mesmo dom.

Muito bem.

Portanto, isto são transações.

Então, por exemplo,

isto é um pagamento do Andrew Finney a… Kevin Sun.

Olhem, ali está o Trey. O Roger Errons.

Pagamentos dos clientes detidos.

Feitos na véspera da festa.

Estavam a pagar a entrada.

Temos de arranjar forma de isto ter peso legal.

Certo. Se eles pagavam para entrar,

porque é que o Finney pagou ao Bill Ochoa?

Ele fez pagamentos para ele durante meses, talvez mais.

Talvez o Ochoa não seja só um cliente. E se ele fizer parte da quadrilha?

A fazer o quê? Quero dizer, ele não é investidor de risco?

Sr. Hackman, há mais um nome.

Um tal Marv Lanelle.

Pode estar ligado ao caso Emily Mills.

Certo. Então… vão receber uma mensagem anónima

com um documento em texto simples das contas desbloqueadas

do Finney e desse tal Marv Lanelle.

Mas terá elementos de identificação

que impedem que seja associado à Questeur.

E lembrem-se, nem uma palavra.

- Nem uma. - Obrigado.

Obrigada mais uma vez.

Não tem de quê.

E mande cumprimentos ao Shreve.

Mandarei.

Que foi?

Falei a sério sobre a Emily Mills.

Ela merece ser encontrada.

Pois merece.

Marv Lanelle?

Tenho um mandado de revista.

Controle o seu cão ou usaremos o taser.

Gage, vai.

Gage, vai!

Muito bem, vamos lá.

Marv, que temos aqui?

Tive… Houve uma… Sabe…

- Foda-se. - Farran!

Alto! Quieto!

- No chão! - Não.

No chão!

Calem-se.

Algemem-no.

Emily Mills?

Por favor, ajudem-me. Por favor.

Por favor.

Por favor.

Por favor. Por favor, ajudem-me. Por favor.

Por favor, ajudem-me.

- Pronto. Está tudo bem. - Ajude-me. Por favor.

Deixe-me sair. Por favor.

Está ferida?

- Obrigada. - Está tudo bem. Está a salvo.

Está a salvo.

Vamos ajudá-la.

Legendas: Henrique Moreira

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