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- Bom dia a todos. - Bom dia.
- Est�s a usar a tua gravata da sorte. - Qual � a ocasi�o?
Nada, na verdade. Um professor importante, Dr. Neesam, chega hoje.
O Reitor pediu-me para mostrar o s�tio, por isso, quero ter uma boa apar�ncia.
S� para que ele saiba que est� no meu territ�rio.
Porque � que n�o baixas as cal�as e urinas nas paredes?
- Os gatos fazem isso. - A s�rio?
- Vou pensar nisso. - Fa�as o que fizeres,
volta cedo. Preciso do carro, tenho um encontro.
Sobre isso, ele ligou, ele n�o vem.
O qu�? Porqu�?
Disse que tem medo de ti.
� por causa da chave da morte?
Como se ensina a chave da morte, se n�o fizer a chave da morte?
"Tenho medo da chave da morte."
Esta � a porta, o cabideiro, a lareira, os arquivos
e, por �ltimo mas n�o menos importante, a minha secret�ria.
Dr. Neesam?
D� para acreditar que deixam isto para que qualquer um pegue?
Sim, a quem o diz.
Sim?
Podias trazer ao Dr. Neesam e a mim uma ch�vena de caf�?
Claro, como gosta do seu, Dr. Neesam?
De qualquer maneira que me der.
O que acha de quente no seu colo?
Pare�o uma barman acad�mica? N�o vou trazer nada!
Ela estava a namoriscar comigo?
Nunca consigo saber, � melhor ignorar.
O que o trouxe a Pendleton?
Um avi�o. Foi horr�vel.
Concordo. O seu destino est� nas m�os de
dois porteiros e uma empregada de uniforme.
E as sinaliza��es intermin�veis!
Deus, sim, as sinaliza��es. Sinalizam onde est� a porta...
- E acaba de passar por ela. - Exactamente.
Ao meu entender, se o avi�o aterra na �gua,
o meu flutuador � a pessoa que est� ao meu lado.
Est� absolutamente certo.
Parece-me presun�oso, cr�tico e egoc�ntrico.
Quer ser meu amigo?
Vamos ver.
3� Calhau a Contar do Sol S03E23 - Dick and the Other Guy
Desculpe, estou � procura do Dr. Dick Solomon.
Dr. Neesam, ele vai voltar logo. Pode esperar aqui.
Obrigado. Poderia trazer-me um caf�?
N�o se lembra que j� nos conhecemos? Sou a Dra. Mary Albright.
Oh, Dra. Mary Albright. Poderia trazer-me um caf�?
N�o acho que o Dr. Solomon gostaria que mexesse na secret�ria dele.
Pensei que havia pedido para me trazer um caf�.
Sou a Dra. Mary Albright, professora doutorada de Antropologia!
As tuas bochechas ficam encantadoramente avermelhadas quando grita.
Isso complementa o cristalino dos teus olhos.
Gera um belo conjunto com a tua cara em forma torta.
Perd�o?
Tens cara de bolinho. Quero com�-lo!
- V�-se embora! - S� uma mordidela.
- Fique longe de mim! - S� uma mordidela.
Est�s aqui, que bom.
Vejo que voc�s os dois j� quebraram o gelo.
O que acham de sa�rmos hoje � noite para nos conhecermos melhor?
Boa ideia.
N�o gosto desse homem, n�o me reconheceu e perseguiu-me pelo escrit�rio.
A s�rio?
Tinha acabado de te conhecer quando te persegui pela primeira vez.
Tu disseste-me isso na cama.
- Sim? - Ela aceitou!
� a tua vez.
Tr�s vezes seguidos na mosca! Tu �s bom.
Na verdade, n�o estou muito preciso esta noite.
Gostaria de poder fazer isso.
- Tu jogas como uma rapariga. - N�o sejas tolo.
Qualquer um pode aprender. Vem c�.
Segura isto, vem para aqui, para tr�s, respira profundamente,
relaxa e atira.
Acertei no tabuleiro, nunca havia feito isso!
- Boa menina! - Sim, boa menina!
A Sally e o Harry n�o me querem pagar uma cerveja.
Harry, Sally, n�o sejam t�o forretas!
Liam, quero apresentar a minha fam�lia.
Sim, o irm�o idiota e o adolescente mal educado.
Ele conhece-nos.
Esta � a minha irm�, Sally. Est�s com sorte, ela est� dispon�vel.
A s�rio?
Como � que uma bela mulher como tu est� dispon�vel?
Deves ter um s�rio transtorno de personalidade.
Este homem � incr�vel!
Dick, � a tua vez.
Transtorno de personalidade... Dou-lhe um pontap� no rabo!
O que se passa? O que est�s a fazer aqui?
Temos informa��es sobre alguns contrabandistas de armas sul-americanos
que trabalham nos fundos. - Mas n�o est�s de uniforme.
Oh, sim. Estou a trabalhar disfar�ado.
Isso faz a minha hist�ria mais convincente.
Fico contente que estejas aqui. Gostaria de companhia esta noite.
Podemos sentar, pedimos uma por��o de frango e dizes-me que sou bonita.
Tu foste maravilhoso ontem � noite.
- Quem � ela? - Tenho que ir.
Pela dist�ncia mais curta, comparada com o comprimento de onda conhecido
que EW � igual a 1 sobre o cubo e...
Ol�, Liam, posso ajudar?
N�o, mas posso-te ajudar, isto � interessante.
Tens cinco passos desnecess�rios.
- Dr. Neesam, esta � a minha aula. - Sim, mais vai ver...
Aqui e aqui, entre par�nteses e claro,
estes termos s�o todos iguais e aqui tamb�m.
- Voil�! - Mas isso n�o funciona.
- Claro que sim. - Claro que n�o.
Claro que sim.
Oh, meu Deus, agora eu percebo! Sim!
M�e de Deus, pela primeira vez, vejo como alguma coisa funciona!
Cala-te, Leo!
Ou�a-me, agente, preciso de falar com Don Orville.
Claro que n�o o viu, ele est� disfar�ado, seu idiota!
Sally, temos visitas.
Lembras-te do Larry da escola nocturna?
Como est�s?
N�o t�o mal.
Gostas de filmes?
Um pouco.
- Sabes, a Sally gosta de esparguete. - Eu tamb�m.
- O Larry tem um carro. - Eu gosto de carros.
Temos uma combina��o.
Desculpa, meu...
T�nhamos um acordo, seu desgra�ado!
Droga, faltou-me 70 cent�metros.
Isto significa que eu vou para o final.
O qu�?
- O que foi isso? - O qu�?
- Esse barulho. - Que barulho?
N�o ouvi nenhum barulho. Talvez um p�ssaro?
Um pequeno roedor?
Talvez tenhas um tumor cerebral.
- O que foi isto? - Ah, isto?
� uma experi�ncia, queria ver como reagirias.
Eu sou bi�logo, lembras-te?
Vais fazer isso outra vez?
Provavelmente n�o.
Que m� sorte!
Espero que te saias melhor no pr�ximo buraco.
J� sei, o que achas daquele homem da revista de neg�cios?
Frank Diggen. O que achas dele? Parece apresent�vel.
N�o.
V� l�, Sally, ele vive numa casa flutuante.
Est� no jardim da m�e dele!
N�o preciso de um encontro. Se quiserem ajudar,
ajudem-me a descobrir qual � o problema com o Don.
Vou dizer como resolver um problema amoroso.
Deves convid�-lo para um pequeno-almo�o informal.
Quando ele chegar, fritas os ovos nua.
- Gostaria de ver isso. - Mas voc�s n�o estar�o l�.
N�o nos v�o dar o pequeno-almo�o?
Comprem um donuts.
Espera, n�o espirra gordura para as mamas?
- Um donuts n�o � pequeno-almo�o. - Os ovos s�o.
- Sabes o que � um bom pequeno-almo�o? - Calem-se!
Se quiseres saber o que se passa com o Don, deves faz�-lo da maneira antiga.
Queres dizer, persegui-lo?
N�o.
Disfar�a-te e segue-o.
- Vou p�r a mesa. - Vou ajudar.
N�o, n�o, a Mary prefere que se fa�a bem.
N�o quero que o convides outra vez!
N�o �s meu dono, posso convidar quem eu quiser.
Bem, mas eu n�o gosto dele!
- N�o tens que gostar. - N�o gosto!
- O que � o jantar? - Torta de legumes e lagosta.
- Parece delicioso. - Foi o Liam que preparou.
Droga!
N�o toquem, eu pego.
- Como � que ele fez isso? - N�o est� quente?
Sim, muito.
- Gelo? - O que � isto?
Escargot, foie gras, champignons, salada grega, experimenta um.
Isto � a melhor coisa que j� pus na minha boca.
Fiquei em segundo lugar outra vez.
- Experimenta um. - N�o!
N�o tenho fome, mas... Cheira muito bem.
- N�o � magn�fico? - �.
- Podias levar a salada? - A salada parece perfeita.
Obrigado. Dick, ent�o nunca cozinhaste?
Sou um excelente cozinheiro. Mas n�o cozinho � frente da Mary
porque ela n�o gosta que fa�a... Como posso dizer?
...coisas de mulheres.
Gosto de cozinhar ao ar livre, � claro.
Junto com outros homens machos.
Mas acho que nos confins da cozinha,
sinto que os verdadeiros homens tendem a evitar tais
actividades femininas. - Claro.
Onde � que est� o Dick?
Fartou-se do jogo. Est� a dormir uma sesta.
- A concha caiu. - Eu apanho.
Gostaria que n�o fizesses isso.
Porqu�? N�o fiz direito?
Na verdade, foi perfeito.
Mas estou envolvida com algu�m. N�o oficialmente, mas...
A Mary est� com medo.
A Mary n�o quer agitar o barco da sua pequena vida.
N�o quer descontrolar-se e ser arrastada por uma torrente de prazer.
- Excelente! - Mary...
Onde est� o Don Orville? Vi-o entrar aqui.
Don Orville?
N�o brinques comigo, menina. Eu vi-o a falar contigo na outra noite.
Est�s a falar do Donny Orvellini?
- Dick, tu est�s bem? - Onde � que ele est�?
J� foi embora.
- Bem, expulsaste-o. - Bem, ele saiu.
Quanto tempo estive inconsciente?
- N�o sei. - Durante 10, 30 minutos?
N�o sei, tirei o rel�gio.
S� tiras o rel�gio quando n�s...
N�o!
- Desculpa. - Como foste capaz?
N�o sei porque o fiz. J� viste como ele �.
N�o aguento mais que me tenha ganho outra vez.
J� viste como ele � bom em tudo?
Oh, sim.
Quero dizer, sim.
Percebo porque � que n�o consegues resistir.
Ele � como eu, mas � d�cima pot�ncia.
Sim, por isso eu fiz! Ele � igual a ti!
Eu sei!
Somos ambos brilhantes, lind�ssimos, somos...
Meu Deus, � claro...
Somos ambos...!
Isso foi f�cil.
- Ele esteve bem? - Oh, ele foi �ptimo.
Foi bom ao n�vel de lhe atirarem as cuecas.
Porque � que te preocupas? Pelo menos n�o h� outra mulher.
N�o, mas devias ter visto aquelas mulheres todas a olharem para ele.
Ele � uma estrela do karaoke, Tommy!
N�o tem maior fama que essa.
Deixei uma mensagem, de certeza que me vai ligar.
N�o te preocupes, n�s seremos o teu encontro.
Sim, o Harry e eu, o que achas?
Vamos fritar alguns ovos para ti.
� o Don! J� chega, saiam.
- Recebi a tua mensagem. - Estou feliz que tenhas vindo, Don.
Ou deveria dizer... Donny Orvellini?
Ent�o tu sabes?
Sim, sei. Porque � que n�o me contaste?
Pensei que n�o perceberias. Os pol�cias n�o cantam.
Pensei que estavas com outra mulher.
A m�sica � a minha mulher.
Quero estar contigo... e com a tua outra mulher.
Cantas para mim?
Oh, meu amor, minha querida.
Eu estou esfomeado pelo teu toque.
Nesse tempo sozinho.
E o tempo passa t�o devagar.
E o tempo pode fazer tanto.
Tu ainda �s minha?
- O que est�s a fazer? - Estou a levar algumas coisas.
Essas s�o as minhas teorias sobre o alinhamento gravitacional da Terra.
Sim, algumas s�o boas, por isso, estou a levar.
Servir�o para provar alguma coisa aos meninos da casa.
N�o precisas dessas teorias.
Podes descobri-las. Podes descobrir tudo.
E acho que sei porqu�.
Bem, diz-me. Porqu�?
Tu �s um alien.
- Muito bem, Dick. - Eu sabia!
�s uma criatura humana not�vel.
Bem, concordo com o not�vel.
Depois de tudo, descobri quem tu �s.
Mas, meu amigo, deixaste passar algo muito �bvio sobre mim.
- Queres adivinhar? - N�o.
Vim a este planeta com um objectivo: destru�-lo.
- O qu�? - Oh, sim!
Uma explos�o grande, destro�os, coisas a voarem por toda parte,
logo, uma segunda explos�o mas n�o t�o grande quanto a primeira,
mas igualmente grande e cheia de fa�scas. Vai valer a pena assistir.
Mas tu n�o vais ver, porque vais ser vaporizado pela primeira.
- Porqu� a Terra? - Porque bloqueia-nos a vista!
N�o te vou permitir!
Quando cheguei, procurei algum sinal de intelig�ncia.
Mas encontrei uma coisa que me impedia de explodir o planeta.
Ent�o, Dick, eu conheci-te.
Sim, eu, h� uma raz�o por eu te ter impressionado.
- � que n�o sou de Ohio. - Est�s a ver, Dick,
provaste-me que os seres humanos podem ser brilhantes.
De uma maneira como seria um menino de dois anos.
- Sim, mas... - Isto �, se durante dois minutos
puder deixar de pensar em salva-vidas de peitos grandes,
bolos que n�o engordam e a Celine Dion.
Algu�m deveria dizer o termo: o barco afundou, j� chega.
Eu n�o percebo.
Tu e s� tu convenceste-me de poupar a vida da tua ra�a.
Eu?
Eu?
Estou a ver.
O que h� de t�o importante sobre ti que eu deveria saber?
O qu�?
Oh, sim, isso. Bem, eu...
Eu sou... canadiano...
Sinto muito.
No entanto, farei algo que preferia n�o fazer.
- O qu�? - N�o posso deixar que contes isto,
ent�o vou apagar a tua mem�ria.
Este dispositivo � muito eficiente, mas derrete metade do c�rebro humano.
No Canad� nunca far� a diferen�a.
Como n�o vou explodir o lugar, tenho tempo para comprar lembran�as.
Talvez uma massagem. � isso.
C�rebro humano...
Alguns de n�s n�o tem um c�rebro humano.
Voc�s est�o a ver? Eu, um alien, salvei a Terra,
sendo melhor humano do que um humano poderia ser.
Sim, Dick, percebemos a ironia. � bastante �bvio.
Eu gostaria de dizer �s pessoas que as salvei.
- Sim, mas n�o podes. - Eu sei.
Mary Albright e outro alien. Quais s�o as probabilidades?
- Cala-te. - N�o, a s�rio.
Quais as probabilidades de uma mulher terrestre ter uma rela��o
com um extraterrestre? Isso deve ser uma num bili�o.
- Mas com dois? - Cala-te!
E se todos os outros homens fossem aliens?
Que outros homens?
Tradu��o NUNO COBAIN
Sentem-se! Ningu�m vai sair at� que...
Wotan roube o anel de Alberich. Sentem-se!
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