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Original subtitles

Tomaz?

Seus idiotas! Porque n�o voltam para casa?

Primeiro dia?

Cuidado com os dedos.

� um trabalho perigoso, meu.

HANNAH ARENDT SOBRE A VIOL�NCIA

Alto!

Alto!

Sai daqui, j�!

Fogo! Por toda a parte.

Fogo! Fujam!

Corram! Depressa!

Corram! Fogo!

Quem o amarrou?

Amigos.

Foi uma brincadeira.

H� quanto tempo est� aqui?

N�o sei bem.

Dois anos?

Eu tinha um saco.

Fale com a assistente. Disse que tem uma mensagem para si.

Como o cordeiro, ele voltou para o rebanho.

Para a luz aben�oada.

Espero ter apanhado todas.

Obrigado.

H� muitos iguais a ti que procuram ref�gio aqui.

A guerra acabou.

Podia ter regressado.

Porque n�o regressaste?

Obrigado por isto.

�s fil�sofo?

N�o, sou pedreiro.

A s�rio?

Falta alguma coisa?

Tinha algum dinheiro.

Lamento, mas infelizmente n�o encontrei nenhum dinheiro.

Obrigado.

Seguir em frente n�o � o �nico caminho, Tomaz.

H� outras alternativas.

RUA BASKERVILLE

Anda da�.

Magda.

Minha querida crian�a, j� passou tanto tempo.

Passou um m�s, irm�.

J� te disse, Magda.

O meu trabalho na igreja...

N�o �s a �nica crian�a que sofre.

De qualquer modo, venho com presentes.

Quem � ele?

Este � o Tomaz.

Ele veio ajudar-te, n�o vieste, Tomaz?

N�o precisas de ter medo dele, minha querida.

Est� na hora.

Cometeste aqui o teu primeiro erro, Tomaz.

Vais aprender a n�o recusar a comida da Magda.

� carne.

Ela comeu hoje?

N�o comeu nada a semana toda.

Alguma coisa a deixou chateada?

Ela sabe que o fim est� a chegar.

A m�e da Magda vive no �ltimo andar.

Infelizmente, � uma inv�lida.

Est� muito doente e em grande sofrimento.

Incapaz de sair de casa.

A Magda � a �nica respons�vel pelos cuidados dela.

� uma tremenda press�o.

Especialmente porque a m�e n�o gosta que a Magda socialize.

O Senhor ir� lev�-la em breve.

Paz, tranquilidade, comida caseira.

O que mais um solteiro poderia querer?

Quanto?

N�o precisamos do seu dinheiro.

Claro que n�o.

� como eu disse. Sem custo nenhum!

Basta ajudares um pouco com a casa porque est� a cair aos peda�os!

Tenho de a ir ver.

Ela n�o me quer aqui.

O que queremos nem sempre � o que precisamos, Tomaz.

N�o irei onde n�o sou bem-vindo.

� justo.

Est� a ficar tarde. Temos de ir.

Tu...

Vai falar com a crian�a, vais?

N�o temos electricidade.

S� g�s para aquecer a �gua.

N�o h� electricidade.

Certa vez, a dor da m�e era t�o intensa,

que tentou p�r os dedos nas tomadas.

� um ensopado.

N�o quero que sejas minha criada.

N�o � por isso que estou aqui.

Porque est�s aqui?

Para te ajudar.

A m�e n�o vai gostar.

METAF�SICA: A COMPREENS�O DA TEORIA ABSTRACTA

Foge, se quiseres.

N�o vou atr�s de ti.

A aldeia mais pr�xima fica a dois dias de caminhada por ali.

Mas acho que n�o queres ir para l�.

Serve-te.

Se te diriges para a fronteira, nunca conseguir�s atravessar.

Matam-te no momento em que deixas as �rvores.

Porqu� tentar?

A minha filha est� l�.

Dizem que est� a sair um acordo de paz.

� uma quest�o de meses.

Podes ficar aqui e esperar.

Ent�o poder�s atravessar.

A minha m�e � dentista.

O Capit�o que veio com a primeira brigada,

ela fez um bom trabalho nos implantes dele.

Foi assim que fui enviado para c�.

Ela n�o queria que fosses soldado?

J� partiram.

Pequeno-almo�o.

Obrigado.

Talvez mais tarde. O meu est�mago est�...

N�o comia uma refei��o assim h� muito tempo.

O que comes normalmente?

Para ser sincero, n�o estou com fome.

O que � aquilo?

� para fazer ch�.

Isso acalma-a.

N�o toques nisso!

S� quero ajudar-te!

N�o fiques assim. Isso � natural.

E h� aqui um problema com a �gua.

N�o pedi para vires aqui.

LIX�VIA

Um rato?

Rato com asas...

Claro que � um morcego.

Nunca viste nenhum?

Dentro de casa?

N�o.

Passei um ano na floresta.

Costumava v�-los a toda a hora, mas nunca vi um como este.

Podes tir�-lo daqui, por favor?

L� para fora?

Obrigada.

Ela bate-te?

Est� em sofrimento.

Isso n�o � desculpa.

Quando eu era jovem...

lembro-me de estar...

sempre a sentir...

que ela n�o me queria.

Que ela fugiria se pudesse.

E, no entanto,

alimentou-me...

tomou conta de mim.

Tamb�m vais tomar conta de mim?

Encontrei-o na floresta.

Deve ser antigo.

Guardi� das mulheres.

Um amuleto.

Talvez me proteja.

Bom dia.

Vou ao mercado.

Queres vir?

E o que � isso?

Veste esta coisa velha.

H� quanto tempo vives aqui?

H� muitos anos.

A casa pertencia a um homem que conhec�amos.

Mas um dia partiu, de repente.

E deixou-a para ti?

N�o sei.

Acho que descobriremos se algu�m a vier reclamar.

Muito bem, obrigada. Tenha um bom dia.

Estes.

E...

este.

Este aqui.

Gostas disto aqui?

N�o sei.

Aqui � o mais longe que estive desde o dia em que cheg�mos.

Nunca sais?

Porque est�s a olhar para mim?

� uma hist�ria de amor.

Podes levar emprestado se quiseres.

J� o li v�rias vezes.

N�o, obrigado.

N�o gosto de romances.

Os homens pensam que romance � uma tolice, n�o �?

Acham que n�o � amor verdadeiro.

Mas o que � o amor?

Sacrif�cio.

Ningu�m � um romance.

� uma oferenda.

O que escreves?

No teu quarto?

Consigo ouvir-te � noite.

� a minha tese.

Para o meu doutoramento.

E do que se trata?

Filosofia, o estudo das ideias.

Sei o que � filosofia.

"Atreve-te a declarar quem �s."

"N�o � longe das margens do sil�ncio"

"at� aos limites do discurso."

"O caminho n�o � longo, mas o caminho � profundo."

"N�o deves apenas andar por l�,"

"deves estar preparado para saltar."

Est�s a sangrar.

Est�s a v�-la?

N�o vejo nada.

Aquela concha...

Em tempos idos,

era pintada nos cantos das casas como um aviso contra o mal.

E na guerra,

eles voltaram a utiliz�-la.

Mataste pessoas na guerra?

� pecado desperdi�ar a vida.

Se estivesse livre, dan�aria todas as noites.

Iria a discotecas.

Tem de se ter prazer onde puder.

Certo?

M�e?

M�e!

M�e!

Havia fios na parede.

Pensei que os tinha tirado todos.

Est�s chocado por a veres assim?

N�o � uma escolha minha.

Tem de ser assim, caso contr�rio ela magoa-se a si pr�pria.

O que se passa com ela?

N�o ias perceber.

Ela era t�o bonita.

Est�s a ver?

Porque n�o me contaste?

Isto � loucura.

Por favor, n�o v�s.

Porque � que n�o foste com ela?

A tua filha?

O pai dela levou-a para o outro lado da fronteira em seguran�a.

Ele n�o conseguia esconder as duas no carro.

�s casada?

N�o.

Divorciada.

Porque continuas a usar a alian�a?

Voltei a usar a alian�a quando chegaram os soldados.

Pensei que me protegia.

Trabalhaste na C�mara.

Tive de arranjar os documentos para a minha inscri��o na faculdade.

Esperei uma hora naquela fila.

Nunca tiraste os olhos do teu trabalho.

Queria que olhasses para cima,

mas todo o tempo que estive l�,

nunca o fizeste.

A minha filha.

Tinha de sair �s cinco em ponto.

Nunca me viste?

N�o me lembro de ti.

Voltaste.

A casa precisa de arranjos.

Podes fazer um pouco de ch� esta noite?

Porqu�?

N�o quero voltar a comer sozinho.

Ela est� a dormir.

Tamb�m fiz um bolo.

Ainda bem que sou guloso.

Tens outros sapatos?

Sapatos?

N�o podes dan�ar com esses.

Obrigado.

Onde � que a arranjaste?

A casa tem muitas coisas.

Poucas delas s�o nossas.

Andas a fugir.

Porqu�?

Se pensas que n�o sei nada do mundo, est�s enganado.

Os piores problemas, os segredos.

As dores mais profundas da exist�ncia chegam a estas paredes.

Isto aqui n�o � um santu�rio.

� um mart�rio.

Podes contar-me.

Cometi um erro.

Todos cometemos.

Tentei ajudar algu�m.

Acabaram por se magoar.

Talvez precises de ir para casa.

H� outras maneiras.

Tenho medo.

H� coisas piores.

Antes do seu Deus...

os Antigos, n�o acreditavam que pudesse.

O qu�?

Perdoar-se a si mesma.

N�o era seu para dar.

No que acreditas?

N�o, n�o, n�o...

N�o. N�o posso.

Do que est�s a falar?

Por favor, n�o.

Tomaz, o que se passa?

N�o tenhas medo.

Ela consegue ver-nos.

M�e, n�o te zangues.

Sei que d�i, mas quem cuidar� de mim depois de partires?

Deixa.

M�e.

O fim est� a chegar.

Vou chamar a pol�cia.

N�o!

Mais ningu�m!

Promete.

Promete-me.

Jura.

Jura...

� sempre assim, perto da hora dela.

Eu devia saber.

Jesus Cristo.

Tem de ser.

Nascem com dentes.

Um dem�nio.

Sabes o que � um dem�nio?

A ess�ncia do dem�nio � o mal.

Puro mal.

Mas o mal n�o � simplesmente uma ideia, Tomaz.

Atrav�s do seu corpo, liberta o mal.

Torna-se palp�vel.

Morde.

A Magda � escrava dele?

Estas criaturas podem viver s�culos.

Precisam de cuidados.

Precisam de...

companhia.

Mas agora est� a chegar ao fim.

Est� a morrer.

Finalmente.

Ent�o a Magda ser� livre?

Nenhum Mestre deixar� o seu escravo sobreviver.

Esse � o meu dever.

Tem sido o nosso dever atrav�s dos tempos.

Dever?

O mal deve ser contido, Tomaz.

Ent�o deu-a �quela coisa?

Tentei tornar as coisas suport�veis para eles.

Porque � que estou aqui?

� o teu destino.

Vais proteg�-la, n�o vais?

Voltaste.

Outra vez.

Porque est�s aqui?

Para te libertar.

E como vais fazer isso?

Vou mat�-lo.

E se te matar primeiro?

Est� fraco.

A morrer, disse ela.

�s um cobarde.

N�o me conheces.

N�o sabes nada de mim.

N�o.

Deixa-o em paz.

Pertencemos um ao outro.

N�o h� como escapar.

Tomaz.

Tens de ir agora.

N�o vou.

Deixa-nos.

O que est�s a fazer?

Vais morrer na floresta.

Ou v�o apanhar-te.

Obrigada por tudo o que fizeste por mim.

�s um bom homem.

N�o podes ir.

Porqu�?

Precisas de mim.

N�o fujas.

N�o...

H� quanto tempo � que eu...

Dois dias.

Falhei contigo.

Disse a mim mesmo,

que se conseguisse libertar-te,

ent�o eu teria o direito de voltar a ser feliz.

Ouve-me.

H� uma coisa...

dentro de mim...

e � mais forte do que eu.

Nem sempre...

fiz...

o correcto.

Mas...

Sou um bom homem, Magda.

Sou um bom homem.

Dormiste como um beb�.

N�o sonhei.

Perdoaste-te.

Agora vais sentir-te melhor.

Melhor fora do que dentro.

� o que dizem, n�o �?

Sim, gostaste?

Que al�vio!

Nunca me senti muito convincente como freira.

Nunca consegui...

N�o consegui andar.

Quem �s tu?

Algu�m que vais conhecer muito bem.

O que me est� a acontecer?

Vamos dar uma olhadela.

Como disse, a ess�ncia de um dem�nio � o mal.

Porqu�?

Acho que sabes a resposta para isso, n�o sabes?

Ent�o...

vamos come�ar.

Quem ser� a rapariga sortuda?

O que pensas que vais querer nas tuas candidatas?

Candidatas?

Companhia, claro.

Quero-a a ela.

Ela cumpriu a sua pena.

De qualquer forma, pensei que a querias libertar.

Quero-a a ela.

Ainda est� comprometida.

Quero-a a ela.

Bem!

Ent�o � melhor acabares o que come�aste.

HOMEM ACUSADO DE ASSASSINAR A MULHER,

M�E DE SEIS FILHOS PARA CASAR COM A FILHA.

A casa era de um homem que conhec�amos.

Mas um dia partiu, de repente.

Onde � que a arranjaste?

GENERAL CHRISTOPHER, DECLARADO DESAPARECIDO

DEPOIS DE N�O APARECER EM TRIBUNAL.

A casa tem muitas coisas.

Poucas delas s�o nossas.

A concha...

era um aviso contra o mal.

Bem-vindo, Tomaz.

J� n�o me achas bonita?

Costumavas achar-me bonita, n�o era?

N�o era isto que querias, Tomaz?

Veio t�o depressa.

Ele estava maduro.

Escolheste bem.

Escolheram o pr�prio caminho.

Tiveste todas as oportunidades, rapaz.

Por favor.

Comeste bem, n�o comeste?

Agora est� hora de pagares a tua refei��o.

N�o tenhas medo, Tomaz.

Vais ser uma m�e maravilhosa.

Tem a certeza que quer isso?

N�o os dava a um porco.

Bem...

Detesto cozinhar.

Est� bem.

Turista?

Mais ou menos.

H� muito tempo que n�o t�nhamos turistas.

Mas agora est�o a voltar.

Isso � bom.

Sim, acho que sim.

Todos temos de seguir em frente, certo?

Esquecer e seguir em frente.

Esquecer nunca.

Come tudo, querido!

imfreemozart an�nimo / explosiveskull

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