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Original subtitles

UM BEIJO ANTES DE MORRER

MIN�RIOS CARLSSON

Universidade da Pensilv�nia 1987.

"Deus est� morto", declarou Nietzsche.

Em seu lugar..

surge o super-homem amoral.

Suas a��es limitadas apenas pela for�a ou fraqueza de sua pr�pria personalidade.

Ent�o, quando consideramos as a��es

de Raskoinjkov em "Crime e Castigo"

nos questionamos se falhou por ser fraco...

ou porque h� de fato limita��es intr�nsecas no comportamento humano,

que fazem parte do esp�rito do homem.

Ol� Dorothy, como vai?

Bem, muito bem.

Que vestido lindo.

Quem � o sortudo?

Ora essa! Vou me encontrar com meu pai para almo�ar.

N�o � o homem misterioso que andam falando por a�?

Eu tenho que ir.

Como come�am essas fofocas?

Pode esperar um minuto?

- Como est�o? - Perfeitos. Vou levar.

Desculpe o atraso. Est� lindo.

Voc� tamb�m.

Vamos, antes que nos vejam.

Espere por mim!

Que paran�ia! Est� preocupado com meu pai?

S� estou sendo cuidadoso.

Ele n�o � membro da CIA, Jonathan.

Vai saber se n�o colocou outro detetive para nos seguir.

Relaxe, ele n�o far� mais isso.

A n�o ser que n�o queira mais falar comigo.

LICEN�AS PARA CASAMENTO.

Fechado!

N�o acredito. Fechado entre 13h e 14h, Jonathan.

Voc� n�o checou?

Olha, a mulher no telefone me disse que estariam abertos entre 12h30 e 13h30.

Temos 25 minutos.

E o que vamos fazer?

Que vista linda, d� pra ver o campus.

N�o te disse?

Vem c�, veja isso.

O que n�o daria pra ver a cara do meu pai quando descobrir.

N�o vai ser demais?

Chega de andarmos escondidos.

Voc� contou a algu�m? Sobre n�s?

Claro que n�o.

Nem para sua irm�?

Eu n�o contei a ningu�m.

Acho que estou mesmo paran�ico.

Quem n�o estaria, com um pai como o seu?

O que ele pode fazer depois do casamento?

Me deserdar? Grande coisa.

Falta 10 minutos. Vamos voltar.

Ainda temos tempo.

Cuidado.

O que foi?

Tem um palmo de largura. N�o se cai de um banco assim.

- N�o � a mesma coisa. - Claro que �.

Venha.

- O que? - Vamos, n�o seja boba.

O qu�?

N�o tenha medo, eu te seguro.

Jonathan.

- Deixa eu descer. - S� um minuto.

Sapatos novos?

Sim, comprei agora.

Posso descer agora?

- Sinto muito, Dorrie. - Por qu�?

A culpa � somente sua.

Senhor Carlsson, senhor Carlsson.

� verdade que sua filha se matou?

Nada a declarar.

Senhor Carlsson.

Alguma rela��o com o suic�dio de sua esposa?

Nada a declarar.

Ela deixou algum bilhete, senhor Carlsson?

"Quando eu morrer, meu querido..

n�o me cantes lamentos."

"Nem rosas em minha campa, plantes, nem sombrios ciprestes"

"S� tu a relva que cobre, e o orvalho me aquece"

"E se quiseres recorda...

e se quiseres esquece".

Sugere um estado de esp�rito um tanto m�rbido.

� a letra dela, n�o?

Sim, mas n�o significa que ela se matou.

Enviado ontem, talvez momentos antes de...

Endere�o datilografado.

Por que ela faria isso? N�o faz sentido.

Acalme-se.

Eu n�o quero prejulgar nada.

Mas suic�dio � a explica��o mais razo�vel, srta. Carlsson.

A imprensa nos sugou muito no passado.

Eu agradeceria se mantivesse as investiga��es ao m�nimo.

Senhor, eu farei o que puder...

mas tem que haver algum tipo de investiga��o...

Uma mera formalidade tenente, considerando os fatos.

N�o vejo raz�o para molestar a privacidade da fam�lia nesse momento.

Obrigado comiss�rio. Agrade�o a coopera��o.

10 anos ap�s chegar da Dinamarca, ap�s a Segunda Guerra Mundial..

ele transformou a Min�rios Carlsson em uma das maiores empresas da Am�rica.

Cara, com tanto p�o ela se matou?

Incr�vel.

Nada � t�o ruim, eu teria ajudado ela a gastar.

Cala essa boca.

O que te deu?

Eu quero escutar!

Me desculpe!

Com a aquisi��o das minas no Brasil, e a compra da sider�rgica em Jerusal�m..

Carlsson se tornou um dos homens mais ricos da Am�rica.

Dois hamburguers com batata frita.

Primeiro foi o suic�dio da ex mulher Louise...

seguido da morte do filho Bobby em um acidente de carro.

Me lembro dele.

Ele n�o namorou a Brooke Shields?

Isabella Gianelli.

Se quer mesmo saber.

Isabella Gianelli?

Que filmes ela fez?

Nenhum filme, Joanne.

O pai dela � dono de metade da It�lia.

�, o pai � dono de metade da It�lia, informe-se, Joanne.

...terminando de reportar mais um triste cap�tulo, da turbulenta vida

do bar�o do cobre, Thor Carlsson.

Sim, aqui � Thor Carlsson.

Sim, eu aceito a chamada.

Vou atender no quarto.

Volto em um minuto.

Carlsson e a filha Ellen, irm� g�mea da morta...

Sim?

Preferiria que mantivesse isso entre n�s, doutor.

Eu entendo sua situa��o.

Doutor Wilder, vamos ser pr�ticos.

Se h� algo que eu possa fazer...

para mostrar meu agradecimento, para voc�, ou sua cl�nica...

Obrigado doutor, voc� foi muito compreensivo.

Quem � o Doutor Wilder?

Ouvindo atr�s da porta?

Pai.

- N�o sou crian�a, o que houve? - Voc� n�o entende!

N�o entendo o qu�?

Dorothy estava gr�vida.

Gr�vida?

- Ela nunca falou... - Exato!

N�o quis te preocupar.

Me preocupar?

Voc� vivia ocupada, cuidando de mendigos e vagabundos...

e n�o tinha tempo para sua irm�.

Voc� � incr�vel, sabia?

Dorothy era uma puta, como a m�e.

THOR E LOUISE CARLSSON SE DIVORCIAM

"Magnata do cobre descarta esposa ad�ltera"

Pittsburgh, meses depois

"Thor Carlsson posa com o salm�o vencedor"

Jonathan?

Jonathan?

O que houve?

O que quer dizer?

O banco, voc� n�o apareceu para sua entrevista.

E por que vou querer trabalhar em um banquinho de merda?

J� faz 4 meses que voc� se formou. 4 meses!

16 semanas!

Voc� n�o pode passar a vida sentado.

�, eu sei, eu estou pensando nisso.

Muito bem! Enquanto isso, que tal fazer algo?

Cristo, eu disse que estou pensando!

Sai do meu p�!

Era o que seu pai me dizia.

Tal pai, tal filho, certo?

Jonathan..

Provavelmente vou ser um in�til como ele, v� se acostumando.

Eu n�o quero que desperdice o seu potencial.

Eu sou uma chata por n�o querer que voc� desperdice...

Jesus Cristo, n�o foi � toa que ele se mandou

com tanta enche��o!

Enche��o da porra!

Que decep��o!

Desculpe m�e.

Eu pedi desculpas.

M�e?

O que te atrai nos homens?

Eu gosto quando eles t�m pintinhas nas costas...

e na �rea dos ombros.

Desculpe.

Tudo bem.

Tudo bem.

Eu sei que algumas vezes eu insisto e insisto com voc�...

mas � porque eu te amo muito.

E eu quero que mostre a eles. Voc� me entende?

Todos os sacrif�cios que fizemos...

para que voc� conseguisse a bolsa de estudos.

De que v�o adiantar, se vai passar o resto da vida frustrado?

Confie em mim.

Voc� vai se orgulhar de mim, m�e.

� uma promessa.

- Pra onde vai? - Nova York.

- Deu sorte. Entre. - Puxa, obrigado.

Acabo de voltar de uma viagem de 2 anos.

�ndia, Tail�ndia, a rota dos hippies.

Viagem animal, fumo incr�vel.

Eu viajo desde pequeno. Meu pai era diplomata.

Nunca par�vamos em um lugar, est�vamos sempre mudando.

Legal.

Lembra-se do 747 coreano que foi derrubado pelos russos?

Meus pais estavam nele.

Me lembro disso.

Seus pais? Isso � terr�vel. Sinto muito.

Tudo bem.

Meu nome � Jay.

- Faraday. - Jonathan. Jonathan Corliss.

Prazer conhec�-lo Jay.

Nova York, 6 Meses Depois

Voc� n�o conhece algu�m com quem possa ficar?

Eu n�o vou voltar. Fujo de novo.

Mickey..

E vai viver de qu�?

Vai pedir esmolas, roubar, ou o qu�?

Quanto tempo acha que pode sobreviver assim?

Merda, eu sei l�.

Por que faz todas essas perguntas?

Porque s�o importantes, Mickey.

- Pega! - Obrigado.

- Amor, voc� est� um caco. - Estou mesmo.

�s vezes n�o tenho nada pra dizer a eles.

V� pra casa e durma um pouco.

N�o posso. Estou indo pra Filad�lfia.

Ellen!

Eu sei, eu sei.

Mas � algo que eu tenho que fazer.

O que acha que pode descobrir? Ela morreu faz um ano.

Se eu provar que n�o foi suic�dio, me sinto menos culpada.

Sei...

Mas n�o se abale se n�o descobrir nada.

Obrigada.

Sou bem grandinha.

Estarei no Marriott, se precisar de mim.

Obrigada por pegar o meu turno.

Sem problemas.

Pelo menos vou passar a noite com o "namoradinho".

At� Cathy.

Boa sorte.

Obrigada.

Tenente, obrigada por vir.

Voc� n�o me deu escolha, n�o �?

Devo dizer que � um local um tanto estranho para nos encontrarmos.

N�o se preocupe, n�o vai haver a mesma performance.

Olha, srta Carlsson, n�o tenho tempo para brincadeiras.

Tenho muito trabalho a fazer, e n�o � coisa f�cil, acredite.

- Portanto, se tiver algo a dizer... - T� bem!

Dorothy n�o se suicidou. Foi um assassinato.

Tem alguma prova para confirmar?

Olha o que encontrei.

Era de Dorrie.

Estava nas coisas dela.

E da�?

Est�o se casando, no desenho.

E mais, sabia que ela estava com sapatos novos?

Ela comprou numa loja a quatro quadras daqui.

E h� um cart�rio de licen�as nesse pr�dio, alguns andares abaixo.

Qualquer tira iniciante teria ligado as coisas.

Se acha muito esperta, n�o �?

Para sua informa��o, eu chequei o cart�rio.

Todas as pessoas marcadas para aquele dia compareceram.

Sua irm� n�o ia se casar.

Exato. Mas ela n�o sabia.

O fato de n�o terem marcado, s� mostra que o cara n�o queria casar.

Ent�o o cara n�o apareceu. Mais um motivo para ela pular.

E o bilhete?

Por que escrever um bilhete de suic�dio, se ela ia se casar?

Foi uma armadilha, e o bilhete � a prova.

Tenente, minha irm� n�o era suicida.

Eu a conhecia melhor do que ningu�m. �ramos g�meas.

N�o h� motivo. Pra que mat�-la?

N�o sei. Mas algu�m a engravidou.

N�o aconteceu por acaso.

Por que est� com medo?

Meu pai te subornou?

Pode ser um choque, mas o dinheiro do seu pai n�o compra todo mundo.

N�o, s� o departamento de pol�cia da Filad�lfia.

Adeus, srta Carlsson.

Tenho o pressentimento de que ela ia se casar.

- Ela te falou algo? - N�o, pra mim n�o.

Mas n�s nunca fomos amigas muito �ntimas.

Sabia que ela estava gr�vida?

N�o! Deus!

N�o tem id�ia de quem poderia ser o pai?

N�o.

Sab�amos que ela sa�a com algu�m, mas ningu�m chegou a saber quem era.

Ela ficou cautelosa, depois do lance com o seu pai.

Que lance?

No ano passado, ela estava saindo com um cara...

e disseram que seu pai contratou um detetive para investig�-lo.

O qu�?

Mas eles pararam de sair, de qualquer forma.

Talvez n�o tenham parado.

Pode ser que tenham continuado saindo, em segredo.

Sim.

Lembra o nome dele?

N�o.

Mas ele trabalhava na biblioteca daqui.

Ainda deve estar l�.

Era alto, moreno, bem bonit�o.

Algo errado?

Parece que viu um fantasma.

Voc� � a irm� de Dorrie, n�o �?

O que houve?

Ela n�o pulou, n�o �? Ela achava que ia se casar.

Casar? Com quem?

Voc� era o pai do filho dela, n�o?

Espera a� um minuto.

Eu n�o sabia que ela estava gr�vida.

Eu n�o a via h� 6 meses Nem estava aqui naquele semestre.

N�o estava? Onde voc� estava?

Fazendo terapia. Eu tive um colapso nervoso. Satisfeita?

N�s paramos de sair no outuno.

Foi quando tudo se complicou, seu pai contratou um detetive para nos seguir.

Dorrie insistia para nos casarmos.

Ela queria casar com voc� tamb�m?

Que obsess�o ela tinha com casamento!

Acho que era uma forma de escapar do controle do seu pai.

E quem era o outro cara, o que a engravidou?

Depois de terminar com ela, eu a vi com algu�m em um clube.

Que n�s frequent�vamos, longe do campus.

Quando ela me viu, foram embora. Pode ter sido ele.

Sabe o nome dele?

N�o, mas conhe�o de vista.

Acho que estudava aqui.

Tenho um anu�rio l� em casa.

Me espera aqui, t� bom?

Por que n�o posso entrar?

A senhoria n�o permite garotas nos quartos depois das 22h.

Credo, confie em mim. Acha que vou fugir pela janela dos fundos?

Jonathan Corliss. Baseball. Arte e poesia.

Christina Rossetti Poemas Selecionados.

"Sinto toda a dor que causei. N�o posso mais viver com isso.

Eu a amava e n�o pude perdoar sua trai��o".

Por que essa bate��o toda? Quer acordar a vizinhan�a?

Qual seu problema?

Desculpe, estou esperando Tommy Roussell.

- Pelo amor de Deus. - Ele entrou h� 10 minutos.

E n�o responde. O interfone deve estar com defeito.

Esse interfone nunca d� defeito.

Tommy.

Tommy.

Est� a�?

Tommy querido.

Est� a�?

Por favor, aconteceu algo.

Tenho chave de todos os quartos.

Regra da casa.

Se n�o gostam, que se mandem.

Ele deixou uma mensagem. Encontramos esse livro aberto da escrivaninha.

"Quando eu morrer, meu querido, n�o me cante lamentos".

Desculpe. Creio que lhe devemos desculpas.

Pelo menos provei que ela n�o se matou.

Muito bem, vamos.

Estou indo me deitar.

N�o, de verdade.

Sim.

Sim.

Tchau pai.

Al�.

Oi, pode subir.

- Ol�. - Jay.

Sabe, eu fiquei preocupado.

- Foi? - Viajando assim de repente.

Cathy me contou tudo. Meu Deus.

Quem � voc�? Uma policial?

N�o me sa� t�o mal.

Sim.

Da pr�xima vez, prometa que me leva junto.

Combinado?

Somos uma dupla, lembra?

Combinado, parceiro.

Agora durma.

Que est� fazendo?

Olhando voc�.

N�o quer entrar aqui?

Dormia t�o quietinha, n�o quis me aproveitar.

Venha, se aproveite de mim.

Ah, querido.

Eu estudei em Columbia.

Dorothy foi para Pensilv�nia.

Quase n�o nos v�amos.

- Da� meu irm�o morreu. - Sinto muito.

Eu virei um zumbi.

Passei semanas de cama.

O que me ajudou, foi trabalhar com as crian�as.

Eu entendo.

Nunca te contei isso.

Mas perdi os meus pais, em um acidente.

O que houve?

Eles estavam no 747 coreano, derrubado pelos russos.

Meu Deus.

Eu n�o tinha id�ia.

Tudo bem, tudo bem.

Eu era filho �nico, meu pai era diplomata, ent�o...

nos mud�vamos muito.

Eram meus melhores amigos.

Que bela dupla formamos. Predispostos a trag�dias.

Sim.

Uma dupla de azarados.

A noite est� uma loucura.

Jay, olha. � a Rose.

E l� se foi a Rose.

Muito bem, temos lanches, bolachas.

Temos sandu�ches.

Um pra voc�.

Temos laranjas.

Se precisarem de uma cama, podem vir conosco agora...

ou podem vir depois, as portas est�o abertas dia e noite.

� a Rose, n�o �?

Rose?

Rose? Tudo bem, estamos aqui.

Rose, deixe-me ver.

Meu Deus. Ela tem que ir para um hospital.

Dr. Shelly..

Dr. Shelly, comunique-se com a extens�o 411.

Ela tem algumas costelas quebradas, o maxilar deslocado e uma s�ria concuss�o.

Ter� que ficar em observa��o.

Ela tem seguro?

- N�o. - Eu imaginei.

Sem problemas. � por minha conta.

Outra vez? Deve ser bom ser a Madre Teresa.

Isso cobre?

Cobre sim, srta. Carlsson.

Obrigada.

Ela vai voltar para as drogas, assim que conseguir andar.

Fazemos o que podemos. �s vezes n�o � suficiente...

mas � melhor que nada.

Algu�m tem que cuidar desses garotos.

�s vezes eu fico deprimida.

Voc� se sente bem?

Sim.

Eu me refiro a n�s.

Eu sei que se referia a isso.

Eu me sinto �tima.

Eu tamb�m.

- Feliz? - Sim.

Voc� mudou, sabia?

N�o s� o cabelo, tudo.

Eu sei.

Que �timo. Encontrou a coisa certa, n�o?

- Encontrei, n�o foi? - Sim.

Voc� merece.

Era hora de algo bom acontecer, depois de tanta merda.

Nem me lembre.

H� quanto tempo j� est�o juntos?

6 meses?

Quase um ano.

Deve ser um recorde.

Jay � diferente de todos os outros. Ele tem car�ter.

Ele sabe quem ele �. E as crian�as o adoram.

Quem n�o adora? Estou morta de inveja.

Aposto que � bom de cama tamb�m.

- E n�o �? - Na verdade, � sim.

Te odeio.

- N�o odeia. - Odeio sim.

Suas orelhas devem estar queimando.

Falando bem, espero.

Com certeza.

Eu sou um cara legal. Mere�o que s� falem bem.

Que modesto!

E � isso o que eu gosto nele.

Por favor... Vou vomitar.

Temos que ir. Que horas s�o?

Pra que correr? Eu disse que chegar�amos as 20h.

Tenho que tomar banho, trocar de roupa.

- � s�rio? - Sim, vamos indo.

N�o sei porque insistiu em fazer isso.

Vou ter que conhec�-lo, cedo ou tarde.

Pra que?

- Ele � seu pai. - E da�?

Eu gosto de deixar tudo �s claras.

O que meu pai pensa, n�o me importa.

N�o nos damos bem, nunca nos demos bem e nunca nos daremos bem.

Sim?

Ellen, voc� veio.

Oi, pai.

Este � Jay Faraday.

Muito prazer, senhor.

- Como vai, Jay? - Muito bem.

Bebe algo?

Whisky com gelo, por favor.

- Ellen? - N�o.

S� vim apresentar o Jay.

Eu trabalho agora de noite.

- Tem certeza? - Sim.

Desculpe.

Vamos passar um fim de semana na casa de campo.

Se arrumar tempo.

Traga o Jay.

Claro. Tchau.

Tchau Ellen.

- Nos vemos mais tarde? - Sim.

Eu a pesquei no Maine.

� uma carpa dourada. N�o �?

Isso mesmo.

A chefe das �guas.

� meu v�cio, meu hobby. Como quiser chamar.

Eu entendo. Meu pai costumava me levar para pescar quando pequeno.

- � mesmo? - Sim.

Ele amava pesca. Me lembro..

que v�amos o amanhecer � espera da primeira mordida.

Ent�o...

de quem foi a id�ia desse encontro?

Significa o que estou imaginando?

N�s temos uma rela��o s�ria, senhor.

E eu queria...

posso ser franco?

Por favor, v� em frente.

Sei que sua rela��o com Ellen n�o tem sido...

muito boa nos �ltimos tempos.

E sei que ela se arrepende disso.

E eu tamb�m.

� mesmo?

Bem, n�o sei se Ellen lhe disse mas...

eu perdi meus pais quando tinha 19 anos.

Eles estavam a bordo do 747 coreano derrubado pelos russos.

Sinto saber disso, Jay.

Eu tinha diferen�as n�o resolvidas com o meu pai.

E nunca pude resolv�-las.

Sempre lamentei isso.

E n�o quero que Ellen cometa o mesmo erro.

Sei quanto ela se importa com o senhor.

Ellen � meu tesouro mais preciso, Jay.

Ela � tudo o que me resta.

Ela � muito preciosa pra mim tamb�m.

E eu n�o quero que pense que vou passar o resto da vida...

fazendo o que fa�o agora.

Esse trabalho � muito gratificante,

mas a minha ambi��o � outra.

Ent�o se preocupa-se que n�o poderei manter Ellen

da forma como ela est� acostumada,

n�o t�m com o que se preocupar.

Sou ambicioso, determinado, e n�o temo trabalho pesado.

Bem, voc� me parece um rapaz muito s�rio.

Bem, eu sou.

E levo sua filha muito a s�rio.

Ol�, n�o estamos em casa agora, mas se quiser deixar uma mensagem para Ellen ou Jay...

fale depois do sinal. Obrigada. Adeus.

Ol�, aqui � Patricia Farren.

Espero que lembre-se de mim.

Acho que sei com quem Dorothy sa�a quando morreu.

Vou passar alguns dias em Nova York,

meu avi�o sai daqui a pouco...

Patricia. Oi, aqui � Jay, namorado de Ellen.

Ah, oi.

Escute, Ellen viajou por alguns dias,

mas sei que ela adoraria falar com voc�. Onde voc� est�?

Em Los Angeles, meu v�o sai �s 19h.

Vou ficar hospedada no Hobart.

No Hobart. Escute, voc� j� falou com a pol�cia sobre isso?

N�o, quero falar com Ellen primeiro.

�timo, � melhor n�o falar com eles por enquanto...

- Eles costumam n�o cooperar. - �, eu sei.

Escute, voc� estar� no hotel amanh�, �s 18h30?

Estarei sim.

Eu pe�o pra Ellen te ligar.

Est� bem.

Tchau.

Quem �?

Mensageiro.

N�O PERTURBE

Precisa de ajuda?

N�o, tudo bem. Eu levo.

- Deixe-me ajud�-lo. - Eu consigo levar.

Voc� levanta, eu empurro.

E passamos pela porta.

O que voc� tem a�? Um cad�ver?

Eu levo daqui.

- Tome. - Obrigado.

- Case comigo. - O que disse?

Eu disse para casar comigo.

- � s�rio? - Na igreja, com padrinhos, o pacote todo.

- Est� falando s�rio. - Muito s�rio.

Tenho que passar no mercado.

- Precisa de algo? - N�o.

- N�o demora. - Pode deixar.

Por que demorou tanto?

N�o encontrei vaga para estacionar.

Dei umas 30 voltas no quarteir�o.

Te amo.

Tamb�m te amo.

Que o Senhor os aben�oe e os proteja.

Que o Senhor ilumine-os.

Que o Senhor traga-os felicidade e paz. Am�m.

Pode beijar a noiva.

Eu lhes apresento, Ellen e Jay.

Linda cerim�nia.

Felicidades.

Sr. e Sra., Faraday. Por favor.

Divirtam-se. Aproveitem.

Amor?

Sim?

Querida?

O que � isto?

Eram de Dorrie. Ela usava quando morreu.

N�o est� na hora de jogar fora?

Eu n�o quero.

Amor, os maus tempos j� foram.

Certo? � tudo passado.

Est� bem?

N�o esque�a, jantar com seu pai hoje �s 19h.

Deus, temos que ir? N�o estou no clima.

� o m�nimo que podemos fazer.

Afinal, ele nos deu esse apartamento.

�.

Agora, com muito cuidado.

Vou deixar a isca cair da ninf�ia.

E deixar flutuar.

Isso � o mais incr�vel sobre as carpas.

Sabem que estamos aqui.

Tem que ser mais esperto que elas.

Elas vivem 40, 50 anos no mesmo lugar.

Conhecem cada canto daqui.

Podemos ficar aqui semanas, sem que elas mordam.

Espero que n�o esteja entediado.

Claro que n�o. Me fez lembrar os tempos com o meu pai.

Sabe?

Andei pensando sobre o que conversamos ontem.

Estamos modernizando duas f�bricas em Pittsburgh.

Se quiser mesmo trabalho Jay, posso te conseguir algo.

Voc� seria...meu assistente pessoal.

Soa interessante?

Seria �timo, mas preciso conversar com Ellen.

Claro. Eu entendo.

Sabe de uma coisa?

Voc� me lembra muito Bobby, meu filho.

Ele tinha o seu entusiasmo.

Obrigado. � um grande elogio.

Esperava muito dele.

Muito mesmo.

Mas as coisas andam ruins para essa fam�lia, Jay.

Falam at� que somos amaldi�oados.

�s vezes acho que est�o certos.

As coisas mudam.

Talvez.

Mas eu aprecio a forma como tenta nos reaproximar, Jay.

Curar as feridas.

Eu acredito em fam�lia.

Pra mim � o mais importante.

Tem raz�o, Jay. Tem toda a raz�o.

Eu s� quero fazer algo diferente. S� isso.

Fazer algo por minha conta.

N�o pode entender o meu ponto?

Estou tentando, Jay. Estou mesmo.

Ellen, tudo o que n�s temos, tudo o que � nosso...

esse maldito carro...

tudo vem do seu dinheiro.

Como acha que me sinto?

E vai trabalhar pro meu pai? N�o vejo diferen�a.

Amor, tem muita diferen�a.

Ent�o venda o apartamento, eu nunca quis.

Eu n�o quero vender.

Eu gosto do apartamento.

Isso me torna uma pessoa ruim?

S� n�o imaginava que voc� almejava isso...

N�o tem nada a ver com o que eu almejo.

E a hist�ria do seu pai com a sua m�e?

Ele teve o lado dele.

Ela foi infiel.

Voc� n�o sabe de nada.

Os anos que ela sofreu com aquele homem.

Fique fora disso. Entendeu?

T� bem, entendi.

Desculpe. E eu nunca me comprometi a aceitar o emprego.

- Ellen Faraday? - Sim?

Detetive Michaelson. Homic�dios.

Homic�dios?

Tem id�ia de onde ela pode ter ido?

- N�o, nenhuma. - Entendo.

- Voc�s eram amigas �ntimas? - N�o.

Ela era �ntima da sua irm�?

N�o sei.

Acho que n�o. Dorrie nunca me falou dela.

Quando a viu pela �ltima vez?

A �ltima vez, foi na Filad�lfia.

- H� mais de um ano. - Entendi.

Ent�o essa foi definitivamente a �ltima vez que falou com ela.

Sim.

- Oi. - Oi.

O que est� havendo?

Esse � o detetive Michaelson.

Esse � meu marido Jay.

- Detetive Michaelson. - Sr. Faraday.

Estou investigando o desaparecimento de Patricia Farren.

O nome de sua esposa estava na agenda dela.

Quem � Patricia Farren?

Ela conhecia Dorrie.

Foi uma das �ltimas pessoas a v�-la com vida.

Lembra-se de uma mulher ligando pra c�, atr�s de sua esposa?

H� 4 meses atr�s.

7 de Maio, especificamente.

N�o, desculpe.

Eu nunca conheci a garota.

Agrade�o por isso.

- Obrigado por me receber. - Sem problemas.

Se voc� lembrar de alguma coisa...

Mas � claro. Desculpe n�o poder ajudar.

Adeus.

- Boa noite sr. Faraday. - Cuide-se.

- N�o � estranho? - O qu�?

Patricia Farren, desaparecida, talvez morta.

� muita coincid�ncia.

Pessoas somem todos os dias.

Meu nome estava na agenda dela, no dia que sumiu.

Com meu telefone, para me ligar.

Mas ela n�o ligou.

Talvez ela descobriu algo sobre Dorrie.

Ellen, j� sabemos quem matou Dorrie.

O rapaz que se enforcou. Qual era o nome?

E se ele n�o se enforcou? E se n�o foi ele?

Amor, assim voc� fica louca, voc� vive andando em c�rculos.

Tem que enterrar o passado.

Mas se estou certa, o assassino est� solto.

Matou Tommy Rousell,

e depois Patricia Farren.

Se vai se sentir melhor, pega o telefone e liga

pra pol�cia de Filad�lfia.

Isso � perda de tempo.

Meu Deus! Quando voc� vai parar?

Estou cansado das suas fantasias neur�ticas!

Por Deus, cres�a!

Desculpe, n�o sei o que me deu.

Tudo bem.

N�o devia ter gritado com voc�.

Me perdoa?

Te perd�o.

- Al�? - Ainda a�?

Sim, vai demorar um pouco.

E o filme?

Deixa eu ver.

Podemos ir �s 22h.

T� bom.

Voc� vem me apanhar?

Claro.

N�o me deixe esperando.

N�o vou deixar.

At� j�. Te amo.

- T� bom, tchau. - Tchau.

Merda!

MIN�RIOS CARLSSON

Chegou tarde.

Ela j� foi.

Ela cansou de esperar...

e foi pro cinema sozinha.

Cristo!

Como voc� est� Cathy? Parece bem.

Vamos marcar um jantar, todos n�s, qualquer dia.

L�gico.

Oi amor.

Desculpe, acabei dormindo no escrit�rio.

Pepe voltou a urinar aqui.

Dev�amos mudar o nome do gato para Pipi.

Sabia que isso ia acontecer.

- O qu�? - Aceite, Jay.

Voc� passa todos os dias no escrit�rio, quase todas as noites.

E eu trabalho de noite. Vivemos vidas separadas.

N�o � verdade.

�, sim.

Ellen, pendura o casaco?

Pra que toda essa merda?

Olha.

Seria muito mais f�cil, se parasse de trabalhar.

Parar de trabalhar? Eu amo meu trabalho.

Por que eu tenho que parar? Voc� que mudou.

Eu n�o mudei.

Claro que mudou.

Sou o mesmo de sempre.

Tem raz�o, estamos afastados.

Mas vai mudar. Eu prometo.

Sempre fazendo promessas, Jay.

Agora � s�rio.

Voc� � a coisa mais importante da minha vida.

Nada vai ficar entre n�s.

Nem a minha carreira.

Sua carreira. Nunca te imaginei como um homem de carreira.

Venha c�, Sam.

O que encontrou?

O que � isso, garoto?

Sam, j� chega.

O caso da mulher decapitada. A pol�cia identificou a v�tima...

como Patricia Farren.

A srta Farren desapareceu de seu hotel, no ano passado.

Al�?

- � a sra. Roussell? - Sim.

Desculpe incomodar, peguei seu n�mero na universidade Pensilv�nia.

Fui amiga de Tommy.

De Tommy?

O que quer?

Uma pergunta.

Tommy sofreu...

um colapso nervoso, 3 anos atr�s?

SERVI�O DE SEGURAN�A CORELLI

Posso ajudar?

Ellen Faraday.

Te retorno daqui 20 minutos. T� bem?

Eu ligo de volta.

Como est�? Entre.

A prop�sito, parab�ns pelo casamento.

Obrigada.

O que houve? Achei que estaria no departamento de pol�cia.

Me demiti. Cansei de toda aquela pol�tica.

O que te traz aqui? Minha secret�ria disse ser urgente.

Eu n�o acho que Tommy Roussell matou minha irm�.

Ele n�o estava aqui.

Sofreu um colapso nervoso.

Falei com a m�e pela manh�.

Talvez ela n�o queira admitir que o filho seja um assassino.

Ele poderia ter viajado para c�...

para cometer o crime.

N�o estava internado.

N�o acho que ela mentiu.

Ent�o a sua irm� se matou?

N�o, foi morta por outra pessoa.

O rapaz se enforcou. Como explica isso?

Se estou certa, ele foi morto.

Bem, digamos que...

Roussell n�o matou sua irm�.

Quem foi?

O namorado de Dorothy. O verdadeiro.

O que a engravidou.

Tommy Roussell sabia quem era, mas foi p�go antes de falar comigo.

E agora Patricia Farren est� morta.

E acho que ela tamb�m sabia algo.

N�o acha que s�o muitas coincid�ncias?

Bem, a fase 3 est� em dia.

Semana que vem vamos ligar os novos computadores.

A viagem continua de p�.

�timo trabalho, Jay.

Compensou minha f� em voc�.

Obrigado, significa muito pra mim.

Ellen vem conosco?

N�o tenho certeza. Estou tentando convenc�-la.

Somos uma empresa familiar.

� importante enfatizar isso.

Bem, n�o vejo nenhum problema Thor.

Boa tarde, sr. Faraday.

Ningu�m a viu com outro cara?

Depois de Roussell, n�o.

N�o acredito.

Ela ficou cuidadosa, depois do detetive que seu pai contratou.

E agora?

Francamente, n�o sei.

Eu j� fiz o que podia.

N�o posso mais aceitar seu dinheiro.

Bem, obrigada de qualquer forma.

Quanto lhe devo?

Pode deixar, eu envio a conta.

N�o vai passar de $1500.

Incluindo o cheque que lhe dei?

N�o.

T� bem, eu mando pelo correio.

Obrigada Dan, n�s tentamos.

Sim.

- At�. - Est� bem, at�.

Oh, Jay.

N�o te esperava t�o cedo.

O que � isso? Seu cabelo.

Ah, n�o gostou?

N�o, n�o, � que...

est� diferente.

Ficou bom.

Queria mudar.

Dizem que as loiras se divertem mais, n�?

N�o, ficou �timo.

Muito bom.

Vamos sair hoje.

Jantar fora.

Eu trabalho.

Eu liguei para Cathy e disse que voc� n�o iria.

- � mesmo? - Sim.

S�o lindas. Obrigada.

Quem era no telefone?

Ningu�m, foi engano.

Servi�o de Seguran�a Corelli $1000

Eu e seu pai vamos para a f�brica semana que vem. Venha junto.

Eu vivi muito bem at� hoje sem conhecer a f�brica.

Bem, o processo que empregamos � um dos mais modernos do mundo.

� especial, voc� tem que ver.

Me manda uma foto.

Isso me lembra algo.

Tenho algo pra voc�.

O que �?

Abre.

Olhe dentro.

Adorei.

Vamos, coloque.

O que fiz para merecer isso?

Voc� me aguenta.

Por isso, mere�o a loja toda.

Voc� n�o � t�o ruim.

Eu adoraria se fiz�ssemos uma viagem bem longa.

Um lugar bem ex�tico...

tipo o Amazonas.

Jura?

Acho uma �tima id�ia.

� s�rio?

Vamos indo.

N�o terminei meu drinque.

Vamos agora. N�o me sinto bem.

Espera mais 20 minutos.

N�o, agora, n�o me sinto bem de est�mago.

O que h�?

Preciso de ar fresco.

Jonathan. Jonathan Corliss, ol�.

Acho que se enganou.

Sou eu, Terry. Terry Dieter.

N�o me recordo.

Jonathan e eu estudamos juntos na Pensilv�nia.

Trabalhamos em uma lanchonete.

Lembra? 3 hamburgueres, sem picles, com chilli?

Desculpe.

Esta � Pam, minha s�cia.

Escuta, eu nunca te vi mais gordo.

Jonathan, qual �. Pare de brincar.

Tira a m�o de cima de mim, cretino.

A quem chamou de cretino, babaca?

�timo, espere o meu processo.

Vamos.

Te vejo no tribunal, Jonathan.

Nos formamos juntos, senhoras e senhores.

- Tudo bem? - Estou bem!

Mas o que � isso?

N�o suporto imbecis.

- N�o precisava agredir. - Eu n�o agredi.

Desculpe, n�o vamos arruinar a noite por causa de um cretino.

A prop�sito, o cabelo. N�o gostei. Voc� fica vulgar.

Obrigada, muito obrigada.

Jonathan Corliss. Baseball. Artes e poesia.

Al�?

Al�. � a sra. Corliss?

Falando.

A m�e de Jonathan?

Sim.

Sou amiga dele, estudamos juntos na Pensilv�nia.

Tem o endere�o atual dele? Queria entrar em contato.

Al�? Est� a�?

Jonathan est� morto.

Morreu h� 3 anos.

Oi.

- Tudo bem? - Deus, que susto.

Pensei que ia jantar com meu pai hoje.

Te liguei no trabalho. Disseram que voc� n�o estava bem.

Liguei pra c�...

ningu�m atendeu.

Me senti melhor. Fui fazer compras.

O que comprou?

Nada, n�o achei nada que queria.

Que fome.

Teu cabelo ficou bom.

Ficou?

Sim.

Desculpe por ontem. Sei que ficou magoada.

- N�o fiquei, juro. - N�o?

Voc� parece...distante.

S� estou cansada.

Droga, acabaram os pretzels.

Que vontade de pretzels.

Vou comprar. Quer alguma coisa?

N�o.

Ellen, o que acontece?

Nada, Jay.

Te amo muito, voc� sabe.

E preciso de voc�.

Est� tudo bem, n�o se preocupe.

- Tudo bem. - V� pro seu jantar.

Al�, aqui � Dan Corelli.

Estou fora da cidade por alguns dias...

deixe um recado, ou ligue para meu escrit�rio, 5552929.

Obrigado.

Dan, aqui � Ellen.

Preciso que volte no caso.

Acho que sei quem matou minha irm�.

S� encontraram um bilhete e a roupa dele.

Foi nadando para alto mar e n�o voltou mais.

Ele pedia desculpas.

N�o queria que eu sofresse.

Mas disse que era um fracassado...

e n�o tinha for�as para continuar.

Nunca encontraram o corpo.

Isso me deixa agoniada.

Queria dar um enterro bonito para ele, sabe?

Malditos trens.

A gente se acostuma.

Sinto muito.

Deve ser terr�vel para a senhora.

Foi um desperd�cio.

Ele era um garoto bondoso e amoroso.

O pai dele era um diplomata?

Diplomata?

N�o.

O pai dele era um contador.

E certo dia, n�o voltou pra casa.

Faz 16 anos.

Ele nunca aceitou. Que o pai o abandonasse assim.

E este...

este � o quarto dele.

Desculpe sair assim, mas tenho que mostrar a casa �s 14h.

Muito obrigada por me receber.

Eu agrade�o muito.

Bem...

eu � que agrade�o.

Sabe...

ajuda conversar com algu�m que gostava tanto dele.

Eu gostava.

Gostava muito.

Adeus.

"Carlsson n�o vai a enterro"

Meu Deus!

MIN�RIOS CARLSSON

Ent�o, como vai minha m�e?

Muito triste, muito sozinha.

O que fez com ela foi imperdo�vel, Jonathan.

Eu sei.

Mas foi necess�rio.

Necess�rio?

Ellen, eu tinha um sonho.

Fiz o que tinha que fazer.

N�o vacilei.

Carnegie, Rockefeller..

homens como seu pai.

Acha que chegaram l� sem derrubar alguns castelos?

E Dorrie?

Por que foi necess�rio?

Dorrie e eu t�nhamos tudo.

Mas ela estragou tudo ficando gr�vida.

N�o podia arriscar que seu pai a deserdasse.

Ela destruiria os meus planos.

Como fez que ela escrevesse o bilhete?

Ela sempre me mandava poemas.

Era muito rom�ntica.

E Tommy Roussell?

Patricia?

Jay Faraday?

Voc� o matou tamb�m?

Destino, Ellen.

Foi tudo destino.

L� estava eu, sem futuro.

E surge esse cara. Um �rf�o.

Filho �nico.

Ningu�m sentiria falta dele.

Uma nova identidade.

Eu n�o sou religioso.

Mas �s vezes fica dif�cil n�o acreditar em uma for�a superior.

Fez tudo por dinheiro?

N�o.

N�o foi o dinheiro.

N�o tem id�ia do que o nome Carlsson significa pra mim.

Poder�amos ter sido felizes, se n�o tivesse se metido.

� do seu pai que tenho pena.

Ele n�o merece isso. Outra trag�dia.

Choraremos juntos.

Serei �timo consolo.

Ellen!

Ellen!

Ei, mo�a!

Volte!

TRADU��O E SINCRONIA Thiago Rezende

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