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Original subtitles

VÉSPERA DE NATAL

VÉSPERA DE NATAL - 1977

Pai Natal?

Pai Natal?

Boa noite, jovem.

És o Marvin, certo?

É um prazer conhecer-te. O meu nome é Selwin.

Agente Selwyn Patterson.

A tua mãe e o teu pai estão

um pouco preocupados.

O teu irmão Linus está desaparecido.

Sabes onde ele pode estar?

Então, que tal te levarmos de volta para a cama?

Assim nós, os adultos, podemos começar a procurá-lo.

Tenta dormir um pouco. Está bem?

Vais encontrar o Linus, não vais?

Eu prometo.

Vão pela direita. Toda a gente...

SEDE DO GOVERNO

Então, Comissário, na noite em que o Linus Peters desapareceu

em 1977, o que, na sua opinião pessoal, aconteceu a ele?

A minha opinião pessoal e a profissional não são diferentes.

Que ele se perdeu no pântano

perto da casa da família e morreu lá.

O corpo dele nunca foi encontrado.

Na manhã após o desaparecimento do Linus, um furacão atingiu a ilha.

As buscas foram canceladas.

Quando recomeçaram, 48 horas depois, havia poucas

expectativas de que ele pudesse ter sobrevivido.

E o senhor encontrou uma...

...das sandálias dele.

E na ausência de qualquer provas que indicassem crime...

O Linus Peters foi dado como morto.

E mantém essa hipótese, não é?

Mantenho.

O podcast só sairá daqui a alguns meses.

Eu ainda tenho uma tonelada de entrevistas para fazer aqui.

Senhorita Langan, o que espera

conseguir desenterrando tudo isto de novo?

Eu não tenho um interesse escondido, eu juro.

Estou apenas tirando o pó a uma história que pode interessar aos meus ouvintes.

Nos últimos dois séculos, um punhado de pessoas

perdeu a vida no pântano onde o Linus desapareceu.

Um mito urbano local sugere

que se alguém for lá à meia-noite...

...e escutar atentamente o vento,

consegue ouvir as vozes dos mortos...

...a pedir ajuda.

Eu sou a Jennifer Langan.

Olá?

Há alguém aí?

Aqui é a Jennifer.

É pouco depois da meia-noite.

Eu estou no pântano.

Linus?

Estás aí, Linus?

Dá-me apenas um sinal para que eu saiba que estás aí.

DEATH IN PARADISE S12E00

"CHRISTMAS SPECIAL"

♪ You're wondering how

♪ You will pay for the way you misbehaved

♪ The first time I swallowed

♪ Now you're on your own

♪ I won't return

♪ Forever you will wait

♪ You're wondering now... ♪

Bom Dia. Feliz Natal.

♪ Now you know this is the end

♪ You're wondering how

♪ You will pay for the way you misbehaved. ♪

Tudo bem, árvore. Vamos levar-te lá para dentro.

Certo?

Bem, isto é o que eu chamo "timing" perfeito, Comissário.

Quer dar-me uma mãozinha?

O que é que te parece, agente Pryce?

Pela sua cara, parece-me que não.

E parece-te bem. Obrigada.

E a que horas aterras?

Ok. Sim.

- Bom dia, senhor. - Bom dia, sargento.

- Bom dia, comissário. - Senhorita Curtis.

Ok, mãe, bem, espero que tenhas um bom voo.

Vemo-nos em breve. Eu amo-te, adeus. Ah, e mãe...

Conseguiste empacotar aqueles... itens que eu te pedi?

Tu sabes, as couves de Bruxelas e as outras coisas?

Ok. Ok, eu amo-te, mãe.

Couves de Bruxelas, inspetor?

Bem, sim, senhor. Sabe, a minha mãe vem cá para o Natal e

eu pedi-lhe para trazer alguns itens festivos essenciais...

Couves de Bruxelas, algumas cherovias, pudim de Natal sem nozes.

Tudo o que é preciso para se ter um dia de Natal perfeito.

Esse é o teu dia de Natal perfeito, querido?

Tens de sair mais.

Detetive Sargento Thomas?

Senhor, queria alguma coisa?

Apenas mencionar que a época de cânticos de Natal de Honore aproxima-se rapidamente

e a nossa presença seria muito apreciada.

Eu adoro uma boa cantoria de Natal.

Com licença. Desculpem. Com licença.

Obrigado pela ajuda, senhor chefe.

Não me chames senhor chefe.

Comissário. Inspetor. Eram os paramédicos.

Temos uma suspeita de homicídio.

Uma mulher britânica chamada Jennifer Langan.

Não.

Conhece-a, Comissário?

Ainda ontem, entrevistou-me num podcast sobre crimes reais que ela apresenta.

Espera, não é a Jennifer Langan, a romancista policial?

Sabemos o que aconteceu?

Parece que ela foi baleada no pântano perto da baía.

Então, este podcast, é sobre o quê?

Em 1977, havia um menino chamado

Linus Peters que desapareceu.

Foi um dos meus primeiros casos.

Tinha acabado de sair da academia.

Após uma extensa investigação,

concluiu-se que o Linus

perdeu a vida neste mesmo pântano.

E agora a Jennifer Langan foi baleada aqui.

Uma única bala ao coração.

Os paramédicos acham que ela está aqui desde ontem à noite.

E a arma?

É um revólver. Calibre 35. Parece velho, enferrujado.

Bem, vamos levá-lo para o laboratório, confirmar se é a arma do crime.

É estranho que o assassino tenha escolhido

deixar uma prova tão incriminadora aqui.

Além disso, senhor, o telemóvel da vítima foi encontrado no chão

ao lado do corpo.

Verifiquei o registo de chamadas e ela recebeu uma às 20 para a meia-noite

mas foi de um número privado, então, vou uma verificar melhor

na esquadra.

O que é que ela estava fazendo aqui no meio da noite?

"Aparentemente a bem-sucedida escritora de crimes veio a Saint Marie para gravar"

"um episódio de "Unsolved", o podcast de crimes reais que ela apresenta."

"Até ao momento, nenhuma declaração foi feita pela polícia."

"Com milhões de livros vendidos durante a sua vida,"

"não há dúvida que a morte de Jennifer Langan"

"será um choque para muitas pessoas."

Bom dia, senhor.

Como posso ajudar?

Na verdade, sou eu quem pode te ajudar, querida.

- Tenho informações sobre a Jennifer Langan. - Ok.

Eu sei por que é que ela veio a este pântano ontem à noite.

- E? - Ela veio procurar um fantasma.

Se a Jennifer Langan estava revendo o caso do Linus Peters,

pensamos que talvez seja por isso que alguém a matou?

Porque ela descobriu algo novo?

Essa tem que ser uma possibilidade.

Ei. Vocês estão bem? Parece que viram um fantasma.

- Na verdade, até vimos inspetor. - O que queres dizer?

O Marlon estava verificando o telemóvel da

vítima, e há uma gravação de ontem à noite

à hora do homicídio.

Juro, senhor, é a coisa mais bizarra que já ouvi.

..aqui.

Passa pouco da meia-noite.

Eu estou no pântano.

Linus?

Estás aí?

Queres falar comigo, Linus?

Apenas dá-me um sinal para que eu saiba que estás aí.

Ela está tentando comunicar com...? Com o fantasma do Linus Peters.

Senhor, isso é exatamente o que ela está tentando fazer.

- Isso é de loucos. - Mas nem sequer é o pior.

É difícil perceber o que é dito por, tipo, meio minuto ou assim...

É tudo abafado.

Mas depois há isto...

És tu?

És realmente tu?

Sou eu, o Linus.

Isso...

...não pode ser.

Há um tiro ali. Isso deve nos dar a hora da morte.

Dois minutos depois da meia-noite.

E a voz? Quem era aquele?

Bem, quero dizer... é bastante óbvio, senhor.

Marlon, aquele não era o fantasma de Linus Peters.

Os fantasmas não existem.

Sim, eu sei disso, Sargento.

É óbvio que não existem.

Mas, ao mesmo tempo, sabes... E se existirem?

Mesmo que os fantasmas existissem, eles não iam andar

com armas a dar tiros nas pessoas. A Noemi tem razão.

Precisamos ser lógicos sobre isto.

A Jennifer Langan não foi assassinada pelo fantasma de um menino de nove anos.

Não podemos deixar que isto nos faça tropeçar.

Senhor?

Está tudo bem, inspetor?

Eu estou bem. Eu estou bem.

Mas parece que há uma árvore de Natal atrás da minha mesa.

Sim, esqueci-me totalmente disso.

Desculpa, inspetor.

Eu apenas não sabia onde a colocar.

Bem... Vou tirar isto da tua frente.

Mas o facto é que o homicídio da Jennifer Langan

deve estar ligado ao caso do Linus Peters.

Sabes onde eu vou estar...

Se precisares de mim.

"Vais encontrar o Linus, não vais?"

"Eu prometo."

Acredita-se que naquela fatídica véspera de Natal em 1977,

o Linus Peters deixou a sua cama quentinha e saiu

na esperança de avistar o Pai Natal.

Ao entrar no pântano perto da casa

da sua família, ele rapidamente perdeu-se.

Não conseguiu encontrar o caminho de volta.

O pântano em si é um labirinto. Um labirinto

criado pela Mãe Natureza onde até um adulto teria dificuldade

para encontrar a saída...

...quanto mais um menino de nove anos.

Não é típico do Selwyn beber sozinho.

Acho que talvez este caso de homicídio esteja mexendo com a cabeça dele.

Não é apenas o caso.

É a filha dele, a Andrina.

Ele não disse nada desde que descobriu sobre ela.

Eu acho que é apenas a maneira de ser do comissário.

O Selwyn sempre "engarrafou" as coisas.

Ele precisa de uma boa mulher para tirar a rolha.

Olá, mãe.

Não devias estar num avião, agora?

Espera, no hospital? O que se passa?

Eu pensei que ela só ia nascer daqui a umas semanas.

A Izzy teve o bebé.

Já és tio. Isso é maravilhoso!

O bebézinho Arthur nasceu às 4h05.

Tanto a mãe como o bebé estão bem.

Dá-lhe os meus parabéns.

Ok. Mãe. Mãe!

A Catherine manda parabéns.

Sim.

Oh sim. Não. Ok. Claro que faço isso por ti.

Sim. Sim. Liga-me quando puderes falar.

Sim, mãe, eu disse que vou fazer isso. Não te preocupes. Ok.

- Adeus. - Um bebé no Natal, é simplesmente perfeito.

- Não? - Sim.

O que se passa?

Nada. A mãe...

A minha mãe estava prestes a fazer o voo de ligação em Paris quando

a Izzy ligou-lhe com a notícia, mas eles não conseguiram

tirar a mala a tempo, então tenho que ir buscá-la aqui, amanhã de manhã.

Então a tua mãe não vai poder vir visitar-te neste Natal?

Não, ela tem que apoiar a Izzy e o Mike.

Mas o que é que isso importa? Eu sou tio!

Sabes, acho que um rum caía bem.

Sim, vamos molhar a cabeça do bebé.

Ao pequeno Arthur, o meu sobrinho recém-nascido.

Ao Arthur.

Oh não. Desculpa.

Estás bem?

Eu estou bem. Mal me tocou.

Oh, não é isso que a tua cara está dizendo.

Quero dizer, talvez esteja a doer um pouco.

Oh não. Eu lamento mesmo muito.

Eu não te vi, mesmo.

Há alguma coisa que eu possa fazer?

Queres que eu o esfregue por ti?

Eu não quis dizer isso da forma como saiu.

- Não quis dizer da forma como saiu! - Não paras de te enterrar, hã?

- Não estou melhorando as coisas, pois não? - Não muito, não.

Deixa-me levar a tua mala enquanto entras no táxi.

Deixa-me fazer isso por ti.

Mais uma vez, as minhas desculpas.

Desculpa. Desculpa de novo.

- Realmente não é o teu dia, pois não? - Aparentemente, não.

Bom dia, a todos.

Oh, ótimo trabalho a decorar a árvore, Darlene.

Pensei em acabar de pôr este lugar mais festivo para nós.

Também fui buscar os arquivos originais do caso

do Linus Peters aos arquivos, e o relatório da autópsia chegou.

Excelente trabalho.

Embora pareça um pouco instável.

- Desculpa? - O anjo.

Está definitivamente inclinado para a esquerda.

A vítima morreu devido a um ferimento na aorta torácica.

Os resíduos de pólvora sugerem que o tiro foi disparado à queima-roupa.

Ok, então, e que tal assim?

Oh, bem, agora ficou muito para a direita.

E os suspeitos?

Os humanos, não os do fórum espectral.

Encontrei uma troca de e-mails entre a vítima e um homem chamado

Danny Sheridan, que, vim a saber, é um médium.

Claro que é.

Ele é britânico, mas mora aqui em Saint Marie.

Parece que trabalha em todo o mundo.

Este é o site dele.

“Deixem-me levar-vos numa viagem à mente.”

E o que diziam esses e-mails entre ele e a vítima?

Nada demais. Combinaram tempo para falar ao telefone.

Mas houve menções ao caso do Linus Peters.

Vou precisar de falar com ele, então.

- Vou tratar disso para ti, inspetor. - Obrigado, Darlene.

Além disso, e revendo as notas da Jennifer Langan, a única

pessoa com quem ela esteve desde que chegou, além do comissário,

foi com o Marvin Peters.

- E o Marvin Peters é... - O irmão gémeo do Linus.

Ele estava lá na noite em que o Linus desapareceu.

Há algo mais que tens de saber sobre o Marvin Peters.

Acabei de vir do laboratório e a arma que encontramos

na cena do crime está registada no nome do Sr. Peters.

E as únicas impressões digitais Presentes na arma são as dele.

Olá. O meu nome é Marvin e sou alcoólico.

É sempre difícil nesta altura do ano.

Vocês todos sabem por quê.

O que aconteceu pesa muito sobre mim.

Mas eu sei que a resposta não está numa garrafa.

Desta vez, estou sóbrio há dois anos, nove meses e quatro dias.

E é assim que está sendo.

Devias estar orgulhoso de ti próprio.

Quão bem conhece o Marvin, senhor?

Mantivemos o contacto de forma Intermitente ao longo dos anos.

O Marvin perdeu o rumo durante algum tempo,

voltou-se para o álcool, mas depois, endireitou-se.

Esta é a Rakesha Lorde.

Eles conheceram-se nos AA. Ela é madrinha e amiga dele.

Eles tornaram-se bastante dependentes um do outro, ao longo do tempo.

- Comissário. - Marvin.

Estes são o Detetive Inspetor Parker e a Detetive Sargento Thomas.

Já se passaram alguns anos, mas não posso dizer que estou surpreendido por te ver.

É sobre a Jennifer Langan?

O que quer que tenham a dizer, quero que a Kesha esteja comigo.

Por que não nos sentamos todos?

Ainda ontem a Jennifer estava sentada aí onde tu estás.

Para o podcast dela, certo?

Ela queria falar contigo sobre o teu irmão?

Não que o Marvin tivesse muito a dizer.

Não quiseste falar sobre isso?

Eu queria ajudar, mas eu tinha apenas nove anos quando o Linus desapareceu.

Foi há tanto tempo.

Então não viste problema No facto da Jennifer Langan

estar investigando o caso do teu irmão?

Claro que não.

Não, se eu finalmente descobrisse o que aconteceu ao Linus.

Marvin, foi encontrada uma arma ao lado do corpo da Sra. Langan.

Ela está registada em teu nome.

- O quê? - E tem apenas umas impressões digitais.

As tuas.

Não, não pode ser a minha arma. A minha está aqui dentro.

Ele não fez isto.

Tu sabes disso, certo?

Estamos apenas fazendo as devidas diligências.

Alguém a deve ter roubado.

- Houve algum sinal de arrombamento? - Não.

Quem mais sabia que tu guardavas a arma aqui?

Ninguém. Só eu e a Kesha.

Têm que entender! Não fui eu, nem o Marvin quem matou aquela mulher.

É como ele disse. A Jennifer Langan estava a ajuda-lo.

Isso não dá a nenhum de nós um motivo.

O que fizeram ontem à noite, Vocês os dois?

Jogamos às cartas um pouco depois de jantar.

Sim! A tua sorte mudou.

Fui para a cama por volta das 11 e meia.

- Boa noite. - Não queres jogar mais uma?

Arrumei as coisas, lavei a louça.

Eu ainda estava aqui à meia-noite.

Vocês sabem a que horas isso aconteceu?

Pouco depois da meia-noite.

Bem, então é isso.

Devíamos ter-lhes contado o que se está a passar aqui com o Linus.

Eles não vão acreditar em ti, Marvin.

Esta é já a terceira mensagem que deixo desde esta manhã.

Estou começando a levar isto para o lado pessoal, Sr. Sheridan.

Por favor, liga-me de volta.

É o médium?

Está fazendo um bom trabalho a me ignorar.

É claro.

Sabes? Há uma maneira muito mais fácil de contactá-lo.

Qual?

Senhor Sheridan.

Consegues me ouvir?

Sim, isso mesmo.

A Darlene vai dar-te Um pontapé no rabo se tu

não atenderes o telefone e ligares de volta.

- O quê? - Eu disse...

Devíamos verificar os antecedentes de Marvin Peters

e da Rakesha Lorde. Ver se há algo que não nos contaram.

O que se passa aqui?

Alguma novidade?

Na verdade, tenho algo bastante saboroso para ti, inspetor.

Tive notícias da Sharonda.

Ela é a vizinha da tia da minha cabeleireira.

Espera. Quem?

A Sharonda trabalha no hotel em que a vítima estava hospedada.

A Darlene pensou que ela podia saber alguma coisa.

Ah, isso faz mais sentido. Continua.

A Sharonda trabalhou até tarde na noite do homicídio. Quando ela

estava entrando no carro por volta de um quarto para a meia-noite,

ela disse que viu um homem a se aproximar da Jennifer Langan.

Deve ter sido quando a senhorita Langan ia a sair para o pântano.

Quero dizer, estava um pouco escuro demais para se ver muita coisa.

Mas ela disse que ele parecia ser local, com roupas desajeitadas.

Há um homem no nosso conselho que se encaixa nessa descrição.

Liguei para o hotel.

Eles estão revendo as câmaras de vigilância.

Ok. Bom. Mais alguma coisa?

Não.

Na verdade, há mais uma coisa, senhor.

A tua mãe ligou e deixou uma mensagem.

Diz: "Não te esqueça de tirar as couves e as cherovias"

"da mala antes que se estraguem."

Ok, está bem.

Bem, obrigado, mãe.

Então, Sophie, o pequeno-almoço está incluído e é servido no bar.

O almoço e o jantar estão disponíveis, se tu quiseres.

Qualquer coisa que tu precises

saber sobre a ilha, é só vires cá e me perguntar.

- Obrigado, Catherine. -Vou mostrar-te o teu quarto.

O que...?

Quem diria que tu tinhas uma voz tão bonita, Marlon?

Desculpa, sargento.

Eu não vi te aí.

Bem, é a minha irmãzinha, Joycelyn.

Diz olá à Detetive Sargento Thomas.

- Olá. - Olá, Joycelyn.

Ei.

- Já te ligo, está bem? - Ok.

Prometi ajudá-la a praticar os cânticos para a missa de natal antes de ela ir dormir.

Ela vai fazer o solo.

Mas estivemos a trabalhar até mais tarde no caso do homicídio, sabes?

Eu vou voltar ao trabalho.

Marlon, quando eu tinha a idade dela, eu também

fiz um solo na igreja, e foi assustador.

Quero dizer, foi muito assustador.

Então, acho que se a Joycelyn precisa do irmão mais velho agora, então...

...nós tratamos do resto.

Marlon.

Tu realmente tens uma bonita voz.

- Muito bem. Vai lá. - É verdade.

Obrigado, Noemi.

- Boa noite, senhor. - Boa noite, sargento.

Boa noite, Marlon.

Então, em que estamos?

Há uma coisa que notei. Quando o pântano foi

revistado em 1977, nenhuma imagem foi feita.

Eles não tinham a tecnologia.

Tu queres fazer uma varredura no pântano?

Eu fiz um curso há alguns anos atrás com uma equipa

na Jamaica e, usando o kit de infravermelhos deles,

podíamos, finalmente, confirmar o que aconteceu ao Linus Peters.

Vamos fazer isso. Vamos chamá-los cá.

O Marvin e Linus eram gémeos idênticos?

Deve ter-lhe rebentado o coração.

Perder o irmão assim.

Sim, deve ter.

Pobre criança.

Olá?

O que...?

Linus.

Bom dia e bem-vindo de volta ao Saint Marie Live.

Estou acompanhado agora pelo Danny Sheridan, que é um médium

profissional, atualmente morando aqui em Saint Marie.

- Bom dia, Danny. - Bom dia, Alicia.

Bem, tu estás aqui hoje para nos falar sobre a Jennifer Langan

a escritora de novelas policiais que foi encontrada morta anteontem.

Sim.

Há alguns meses atrás, A Jennifer anunciou que

estava investigando o caso do Linus Peters.

Então, contactei-a, disse que podia ajuda-la.

Ajudar de que forma?

Na mesma altura, eu recebi

uma energia espiritual do Linus.

Há algo que, acredito eu, ele está tentando passar para mim.

Porque, estou certo em pensar que a polícia nunca

- resolveu totalmente esse caso? - Sim isso está certo.

E tendo feito algumas investigações sobre os eventos de 1977, o meu instinto

é que eles fizeram uma verdadeira confusão com toda a investigação,

o que me faz pensar que é por isso que o Linus está tentando fazer contacto.

Porque ele não está em paz.

Há algo que ele quer corrigir.

Os fantasmas não existem, Sr. Sheridan.

Não, mãe, a sério.

Não há sinal das couves.

Não, não, nem das cherovias. Nada de nada.

é só roupa.

Tens a certeza de que as embalaste?

Espera.

Mãe, estou recebendo outra chamada. Eu já te ligo de volta.

Comissário.

Está tudo bem?

Não vou tolerar que um, auto intitulado, médium

difame publicamente a reputação desta força policial.

Sim, senhor.

Pelo que a senhorita Curtis me contou, vocês já

sabiam da associação deste homem com a vítima.

Sim, sabíamos, senhor.

É como eu disse, senhor Comissário, o Sr. Sheridan não

atendeu as minhas chamadas nem respondeu às minhas mensagens.

Isso não é bom o suficiente.

A ligação do Danny Sheridan com a

vítima torna-o uma testemunha e um suspeito.

Há perguntas que ele precisa vir cá responder.

O Sr. Sheridan não está, imagino?

O carro dele está na garagem.

Vês?

Senhor Sheridan.

Sr. Sheridan, se estiver aí, por favor, responda!

É a polícia. É muito importante falarmos consigo.

Por que não fico aqui até ele aparecer?

Deixem-me ver se consigo emendar isto.

- Parece-me um bom plano. - Muito bem.

Bem, alguém está mal disposto esta manhã, não é?

Linus.

Linus.

Linus.

Sargento, tenho uma coisa.

Eles acham que o Linus não vai voltar.

Está começando a parecer que sim.

Mas tu disseste que ias encontrá-lo.

Lamento muito.

Olá, posso ajudar...?

- Espera um pouco. Foste tu que eu… - Quase bateste com o teu Jeep?

Sim.

Sim.

O que estás fazendo aqui?

Esta mala não é minha.

Acho que é da tua mãe.

Meteste a mala errada no porta-bagagens.

Oh, sim. Não, lamento muito.

A... Sim.

Ei, queres entrar e...? Eu tenho a

- outra mala aqui, se tu... - Sim.

Não...

Bem, pelo menos sabemos onde as minhas couves foram parar.

Na verdade, foi assim que te encontrei. Logo que mencionei couves de Bruxelas

A Catherine disse imediatamente: "Isso deve ser obra do Neville Parker."

- Ah, tu conheces a Catherine? - Estou aqui de férias,

por isso aluguei o quarto dela durante algumas semanas.

Cá está.

Obrigado. Finalmente posso vestir roupas limpas.

Estou usando as mesmas desde que cheguei.

Estava a me perguntar de onde vinha o cheiro.

Era só uma piada. eu não...

Tu cheiras muito bem.

Bem, eu vou... eu vou deixar tu continuares com o teu trabalho.

- Sim. - A propósito, eu sou a Sophie.

- Neville. - Sim, eu sei.

Oh, sim. A...

Bem, prazer em conhecer-te.

Lamento muito por arruinar o início das tuas férias.

É tudo uma aventura, não é?

Sim.

Muito bem, ora...

Certo… alguma novidade?

Sim.

Esta é a filmagem da câmara de segurança na extremidade norte do

estacionamento do hotel, na noite em que a Jennifer Langan foi assassinada.

O código de tempo mostra que faltavam 14 minutos para a meia-noite.

Ele está ficando muito zangado, não é?

E não é o Marvin Peters.

Como podes ver, ele sai por momentos depois, vai na mesma direção.

A senhorita Langan foi baleada apenas 15 minutos depois disso.

O que o torna no nosso principal suspeito, certo?

- Ampliamos e temos a captura de tela. - E lembrei-me de ter

visto a foto dele quando trabalhava com os arquivos do caso do Linus Peters.

O nome dele é Rodell Weekes.

Ele foi brevemente uma pessoa de interesse logo que o Linus desapareceu.

Com que fundamentos?

O Rodell trabalhava como mecânico na garagem do pai do Linus e do Marvin.

Ele foi despedido pelo pai naquela mesma véspera de Natal de 1977.

Aqui, vês?

Ouviram-no a falar mal do pai deles naquela mesma noite.

Bem, já se passaram alguns anos, mas definitivamente é o mesmo tipo.

E apenas 15 minutos antes da Jennifer Langan ser

assassinada, este homem foi visto a assedia-la.

Eu estava a embrulhar umas coisas enquanto

eles brincam na piscina. Desculpem a confusão.

- São teus netos? - Não, são meus filhos.

Estabeleci-me tarde na vida.

Mas funciona. Eles mantêm-me jovem.

Então, como posso ajudar-vos?

Uma mulher chamada Jennifer Langan foi assassinada há dois dias.

Eu suponho que tenhas visto as notícias.

Eu vi, sim.

Trágico.

Olha eu não vou negar ela e eu falamos.

Isso não significa que eu a matei.

Tu não paras de falar, pois não, Sr. Weekes?

As imagens da câmara de segurança mostram

claramente que tu estavas zangado com ela.

Não foi nada, realmente. Foi...

Olha, eu ouvi falar no que ela andava fazendo, desenterrando a

- história do Linus Peters, e queria saber. - Saber o quê?

Exatamente o que é que ela iria dizer

sobre mim, que mentiras ela iria lançar.

Quando aquele menino desapareceu e eu fui interrogado,

toda a minha vida virou de cabeça para baixo.

- Como assim? - Os amigos começaram a me ignorar.

As lojas recusavam-se a me atender.

Onde quer que eu fosse, as pessoas sussurravam nas minhas costas.

"É ele. É o tipo que queria o menino do Peters."

Mas tu foste descartado da investigação quase imediatamente.

Depois das pessoas se

decidirem, raramente mudam de ideias.

Levei tanto tempo para reconstruir a minha vida.

Eu não ia suportar ver o meu nome

arrastado pela lama outra vez.

Por isso é que eu fui falar com ela.

Mas juro, não fui eu que fui àquele

pântano e matei a Jennifer Langan.

O álibi está confirmado.

A esposa jura que o Rodell estava com ela à meia-noite.

Então, o único suspeito que ainda podemos colocar definitivamente na cena

do crime quando a Jennifer Langan foi baleada à meia-noite há duas noites...

É... Queres falar comigo, Linus?

Sou eu, o Linus.

O fantasma de um menino de nove anos.

Então isso foi deixado no chão do lado de fora do teu quarto?

- Então alguém deve ter colocado isso lá. - Não, eu tranco todas as noites.

Eu saberia se alguém andasse a se esgueirar por aí.

E quanto à Rakesha?

Tu disseste-nos que ela tem um molho de chaves.

Não foi ela. Ela não faria isso.

Ela está tão confusa com isto quanto eu.

E este não foi o único. Já aconteceu comigo antes.

E estas outras notas.

Quando é que elas apareceram?

De vez em quando, ao longo dos anos.

O Natal é a época mais comum em que isto acontece.

O que...?

Apenas finge que não estou aqui, senhor.

Vocês todos pensam que estou inventando isto.

Não. Não, eu não.

Mas questiono a noção de que foram

deixados lá por alguma entidade sobrenatural.

Então como é que explicas isto?

Não consigo explicar, mas gostava de tentar chegar

- ao fundo do que está acontecendo. - Como?

Bem, com a tua permissão, iremos a tua casa esta noite,

vigiaremos o local enquanto tu estiveres dormindo,

- ver se descobrimos o que se passa. - Desculpa.

Tu acabaste de dizer que queres que passemos

a noite numa casa assombrada?

Não é exatamente assim que eu o diria, mas na essência, sim.

Isto é uma má ideia.

Detetive Sargento Thomas para Detetive Inspetor Parker.

A câmara 1 está posicionada.

- Recebido. - O feed da câmara 1 agora está ativa.

Vou para o fundo da casa, agora.

- Aviso quando a câmara 2 estiver ativa - Entendido.

Marlon, estás pronto e em posição?

Estou aqui, senhor.

Dentro da casa...

...com o fantasma. E onde está o Marvin?

Ele está...

Ele foi para a cama.

Todas as portas estão fechadas e trancadas.

Ok, podes desligar as luzes agora.

Eu tenho que fazer isto no escuro?!

As condições devem ser exatamente as mesmas de

quando Marvin recebeu as notas anteriormente.

Apenas dizendo mais uma vez, caso não tenhas ouvido.

Senhor, não me sinto muito, muito feliz agora.

A sério, Marlon, tu não tens nada a temer.

Os fantasmas não existem.

Inspetor, abre a porta,

Estou ficando encharcado.

Graças a Deus que és tu, Naomi.

Está tudo bem aí, senhor?

A câmara 3 está em posição, senhor.

Senhor, tu sabes que acabaste de gritar como um bebé, certo?

Entendido.

Sei que estás aí dentro, Sr. Sheridan.

Tu não podes te esconder para sempre.

Bem, olha. Se não é o próprio Sr. Bisbilhoteiro.

Qual é o teu problema, mulher?

Sr. Sheridan, sei que tem tentado

me evitar, e isto tem que parar.

É com a polícia que tu estás lidando.

Sinto muito, mas tu não me pareces

muito com um agente da polícia, querida.

Trabalho para a esquadra local como civil.

Certo.

Então tu não tens nenhum real poder legal de jurisdição?

Não, dessa forma, não.

Sabes, estou percebendo que isto é novo para ti.

Estou certo?

Este trabalho, é uma... é uma mudança que tu tiveste recentemente na tua vida.

Não te atrevas a tentar usar os teus... os teus

poderes mentais especiais em mim, Sr. Sheridan.

Oh, eu não vou fazer isso, amor. É apenas óbvio.

Tu não és bom nisto.

Tem uma boa noite.

Senhor Sheridan...

Para!

Senhor Sheridan!

- Senhor! - O que aconteceu?!

Só não queria que adormecesses

e perdesses toda a ação, senhor.

Obrigado, Detetive Sargento Thomas.

- Então eu tenho algo interessante. - Ah, sim?

Estive revendo as anotações da Jennifer Langan.

Acontece que o interesse dela pelo caso do Linus Peters

surgiu porque o pai dela esteve ligado a ele em 1977.

- A sério? - Sim.

Ele trabalhava como cônsul aqui em Saint Marie,

e quando o Linus desapareceu, ele ajudou nas buscas.

Ela diz que o consulado ofereceu-lhe uma garrafa de bolso como agradecimento.

Aparentemente, há algum tipo de inscrição nele.

A cena é que a Jennifer dizia que sempre o trazia com ela.

Mas não estava nem hotel nem na cena do crime.

Não, não estava.

Isso é estranho.

Queres saber, Noemi?

Acho que o nosso suposto fantasma não apareceu.

Isto ficou oficialmente assustador.

Inspetor?

Há uma ocorrência paranormal aqui.

Há música a tocar na outra sala.

Alguém deve ter ligado, Marlon. Vai lá dar uma vista de olhos.

Eu sabia que tu ias dizer isso.

Não há ninguém perto do gira-discos, senhor.

Está a tocar sozinho.

Continua a verificar.

Oh, meu, o que...?

Há alguém aí?

Marvin?

Tu é que fizeste isto?

Não.

Fui eu. O Linus.

Senhor.

Acho que o Marvin foi possuído pelo fantasma.

Na verdade, nunca me deparei com algo assim, senhor.

Mas... quando o Marlon nos chamou àquela sala...

Ele está dizendo que é o Linus, senhor. não és?

Quando vi o Marvin se comportando de maneira tão diferente, tão infantil,

Suspeitei logo do que é que estávamos lidando.

Um transtorno dissociativo de identidade.

O que costumavam chamar transtorno de personalidade múltipla.

Falei brevemente com a consultora e ela disse que estas coisas

geralmente têm raízes num evento traumático na infância.

Quando o Marvin perdeu o irmão.

Ou, simplesmente, a sua personalidade dividiu-se em duas.

Enquanto o Marvin ficou com o coração destroçado,

parte dele retirou-se para o alter-ego do irmão. o Linus,

onde ele estaria a salvo de ter que enfrentar aquela tragédia.

E ele está inconsciente que isto acontece desde então?

Bem, quem sabe o que desencadeia esses episódios dissociativos?

Mas, do ponto de vista do Marvin, é possível que

ele não fizesse ideia do que lhe estava acontecendo.

Apenas a sensação de tempo perdido sempre que ele se tornava no Linus.

E as notas escritas? De acordo com o Dr. Vincent,

não é incomum que os "alters" escrevam notas

e as deixem aos seus anfitriões.

Então foi a voz do Marvin como o seu "alter", o Linus,

que ouvimos na gravação quando a Jennifer Langan foi baleada.

Nós perguntamos-lhe. Perguntamos ao Linus se foi ele quem disparou a arma

e matou a vítima.

Foste tu quem matou a senhorita Langan?

És realmente tu?

Sou eu, o Linus.

Mas por quê?

Por que é que o Marvin, como o seu "alter" de nove anos,

havia de querer matar a Jennifer Langan?

Isso ainda não sabemos, senhor.

Mas eles querem manter o Marvin aqui para observação.

Se eles tiverem oportunidade de falar com Linus

novamente, ainda podemos obter uma resposta.

Darlene, como estás te saindo com o Danny Sheridan?

Nada bem, senhor.

Ele fugiu naquele carro chamativo dele.

Fiquei sentada do lado de fora daquela "villa"

noite e dia, à espera que ele voltasse.

E antes que diga alguma coisa, Comissário,

realmente a culpa não foi minha.

Esse homem é um total e completo...

Estúpido?

Exatamente isso.

Bem, parece ser mesmo um... estúpido.

Comissário. Inspetor.

Acabei de ter notícias dos analistas da cena do crime no pântano.

Eles localizaram os restos mortais do que parece ser uma criança.

A decomposição de longo prazo sugere que provavelmente é o Linus Peters.

Eles estão exumando os restos mortais e vamos leva-los para o laboratório.

Parece que o Linus Peters se afogou no pântano.

Então... então, então...

Depois de tudo, temos quase todas as nossas respostas.

Sabemos o que aconteceu ao Linus Peters na véspera de Natal de 1977.

E sabemos quem matou a Jennifer Langan.

Então, por que parece ser tão dececionante?

É a missa de Cânticos.

Oh, meu.

Eu realmente não posso perder a minha irmã a cantar.

Bem, queres saber, Marlon? Tu não vais perder.

Só temos a papelada disto para fazer e isso, certamente,

pode esperar até amanhã. Vamos.

Boa noite a todos, e bem-vindos a esta especial

missa de cânticos de Natal.

Temos muitos mimos para vocês, o primeiro dos

quais são as crianças da Escola Primária Honoré

que vão cantar para nós.

Lá está ela. Lá está ela.

Força.

Acho que estou mais nervoso do que ela.

- Tenho certeza que ela vai safar-se. - Sim.

- Ela arrasou, certo? - Ela arrasou, totalmente.

Arrasaste!

Era para te ter dito que convidei a Sophie para esta noite.

Achei que daria a vocês os dois uma oportunidade para conversarem.

Por que é que eu ia querer fazer isso?

Porque ela é solteira, Neville.

Ah, não, não. Não, acho que não.

Por que não?

Acho que não lhe causei uma primeira impressão lá muito boa.

Oh, tu causaste uma péssima primeira impressão.

Mas não te preocupes.

Eu falei-lhe muito bem sobre ti.

"Eles acham que o Linus não vai voltar."

"Parece que é assim."

"Mas tu disseste que ias encontrá-lo."

"Lamento muito."

Está tudo bem, senhor?

Sabes? Este trabalho que fazemos...

...somos lançados nos momentos mais devastadores da

vida das pessoas, e nenhum treino pode nos preparar

para o que isso, realmente, é.

Na noite em que o Linus desapareceu...

...Fiz uma promessa ao Marvin de que ia encontrar o irmão dele.

Uma promessa que eu nunca ia poder cumprir.

Todos nós já passamos por isso, senhor.

Só temos que absorver a experiência,

tentar aprender com os nossos erros.

Exatamente o que eu disse a mim mesmo,

e pensei que tinha feito as pazes com isso.

Exceto que aqui estou eu, tantos anos depois

e ainda sinto-me mal com isso.

Sim?

Posso entrar?

Marvin.

Lamento muito por tudo o que tu estás passando agora.

Tu não mereces nada disto.

A culpa não é tua.

Tu fizeste tudo que podias por mim.

Eu só preciso saber que tu entendes.

Que eu entendo?

Que eu não tinha intenção de matar aquela mulher.

Eu juro-te, Selwyn...

- Eu não queria fazer aquilo. - Eu sei, eu sei.

Eu sei. Eu sei que não tinhas.

Está tudo bem.

O que foi que eu fiz?

E estou aqui no pântano onde a Jennifer Langan

foi assassinada há poucos dias.

Mais tarde, terei a companhia do médium local Danny Sheridan,

que afirma ter algumas novidades reveladoras para partilhar.

Vais sair agora para brincar, não é, Sr. Sheridan?

Bem, então, o jogo começou.

Estás a ouvir?

Vamos a isto.

Marlon?

Levanta-te da cama.

Temos negócios para tratar.

Sim, mãe, sim, recebi todos os presentes,

mas vou esperar até amanhã para abri-los.

E tenho o prazer de informar que todos

os vegetais chegaram e estão presentes e corretos.

Não tenho certeza se o Harry já tinha visto uma couve de Bruxelas.

Oh, mãe, eu... ligo-te de volta. Ok, adeus.

Comissário.

Passei a noite no hospital

a conversar com o Marvin...

...e também, em certo ponto...

- com o "alter" dele. - Falou com o Linus?

Ele contou-me por que matou a Jennifer Langan.

E?

Porque a Rakesha Lorde disse-lhe para o fazer.

Tinha a sensação de que viriam me procurar.

Vocês sabem o que eu fiz, certo?

- Ele disse-vos? - Porquê?

Por que fizeste com que o Marvin matasse a Jennifer Langan?

Bem, depois da primeira entrevista que ela fez ao Marvin,

percebi que ela estava tramando alguma coisa.

Tinha algum interesse, certo?

Então...

... eu confrontei-a.

Eu disse que não a ia deixar falar com o Marvin novamente,

a menos que ela me dissesse qual era o interesse dela.

Jennifer.

Estou falando a sério.

Não te vou deixar aproximar dele novamente,

a menos que tu me digas o que está acontecendo aqui.

Fez-me jurar que eu ia guardar segredo.

Disse que eu não podia contar a ninguém.

Eu sei como isto soa, mas é verdade.

Mas ela tinha evidências que provavam...

"O irmão do Marvin, o Linus,"

"Ainda está vivo."

- O quê?! - Ela disse-te isso!?

Ela disse-me que acreditava que o Linus ainda estava vivo.

Disse que tinha certeza disso.

E eu sei que deveria ficar feliz pelo Marvin

depois de tantos anos, mas senti-me mal

quando a ouvi dizer aquilo.

Porquê?

Porque não tenho ninguém além dele na minha vida.

Ele é a única coisa que me impede de fazer isto.

Eu sabia.

Eu apenas sabia que, se ele tivesse o irmão de volta...

Deixava de haver espaço para mim.

E eu não podia voltar à minha vida como era antes.

Vazia. Sozinha.

Só eu e uma garrafa de bebida.

Um dia após o outro, após o outro.

Então foi por isso que eu convenci aquela criança no Marvin,

o Linus...

...a ir lá e matar a Jennifer Langan.

Rakesha Lorde, vou prender-te por conspiração para cometer homicídio.

Não tens de dizer nada,

mas pode prejudicar a tua defesa se não disseres...

Senhor, eu não entendo.

Por que é que a Jennifer Langan diria que o Linus ainda está vivo?

Desculpe.

Olá, Darlene.

Inspetor, estou com a Alicia McCoy das noticias da televisão.

Ela devia entrevistar o Danny Sheridan esta manhã

- mas ele não apareceu. - Continua.

Tu precisas ouvir o que a senhorita McCoy tem a dizer.

Vou pôr a chamada em mãos livres.

Olá, Alícia.

Espero que esteja sentado, Sr. Parker, porque vou lhe dizer,

isto é mesmo muito picante.

- Continue. - O Sr. Sheridan ligou ontem à noite.

Disse-me que estava tendo mais visões sobre o Linus Peters e disse

que acreditava que o Linus ainda está vivo.

Era isso que ele ia anunciar ao vivo esta manhã.

Só que, ele nunca apareceu.

É por isso que a Jennifer Langan disse à Rakesha que o Linus ainda estava vivo.

"O irmão do Marvin, o Linus..."

"Ainda está vivo."

Porque o Danny Sheridan lhe disse.

Senhor.

Senhor, já está aberto.

Polícia. Está alguém aí?

Oh, não.

Tenho pulsação.

Aqui é o Detetive Inspetor Parker. Precisamos de uma ambulância.

Larga-me.

Isso doeu...

...querido?

Ok, então o Danny Sheridan não pode estar mais relutante em falar.

Não quer dizer quem o atacou nem por quê.

Acho que posso ter uma ideia quanto ao porquê.

Todo este arquivo estava cheio de pesquisas que o senhor Sheridan

- estava fazendo sobre o Linus Peters. - Pesquisas?

É uma coisa que os, chamados, médiuns fazem. Desenterram montes de coisas sobre alguém

e fingem que intuíram isso com poderes psíquicos extra-sensoriais.

Então, queres dizer, que ele é uma farsa?

Um absoluto charlatão.

Eu já disse ao vosso agente, que não sei quem invadiu a casa.

Provavelmente foi apenas algum ladrão.

Sr. Sheridan, o que é que sabe?

Eu não entendo o que quer dizer.

A Alicia McCoy disse que você acredita que o Linus Peters ainda está vivo

e agora alguém invade a sua casa à procura daquele arquivo.

Então, eu pergunto-lhe novamente.

O que é que sabe?

Tomei conhecimento do caso do Linus Peters há cerca de cinco anos.

Achei que podia gerar algum trabalho com isso.

Então entrei em contacto com o Marvin Peters.

Ofereci-lhe os meus serviços.

Mas não deu em nada.

Ele não estava interessado?

Uma amiga dele, uma mulher...

- A Rakesha Lorde. - Sim, foi ela.

Ela não me deixava aproximar dele.

Disse que o Marvin precisava de proteção.

Que remexer no passado não era saudável para ele.

Então eu deixei ficar.

Esqueci-me de tudo sobre isso.

Então, quando eu estava em Trinidad, há seis meses atrás.

Eu tinha um espetáculo nessa noite e estava apenas a almoçar.

Foi quando eu o vi.

O gémeo do Marvin Peters.

Mas você decidiu não notificar as autoridades naquele momento?

Não. Em vez disso, você decidiu tentar convencer todos que

tinha encontrado o Linus Peters usando apenas as suas habilidades psíquicas.

É o meu ganha pão. É assim, inspetor.

E teria sido um grande golpe.

Sabe como é que ele foi parar lá?

Eu segui-o durante alguns dias.

Descobri o nome dele, ou melhor, o nome que ele recebeu

desde que desapareceu.

Tremayne Dyer.

Onde é que ele viveu, onde é que ele cresceu.

E, finalmente, encontrei o homem que o criou.

Winston Dyer.

Ele estava muito doente.

Acamado, morrendo.

Eu disse-lhe que sabia que o menino que ele criou como seu, não era dele.

Eu disse que, se ele me contasse a verdade, eu esperava até ele falecer

para revelar o que ele tinha feito.

Se não contasse, eu telefonava à polícia ali mesmo.

E ele contou?

O Winston Dyer era um pescador, um traineiro.

Ele estava trabalhando naquela véspera de Natal em 1977.

Ele ia para casa para passar a noite quando se

deparou com um menino, inconsciente, flutuando na água.

Ele o puxou para o barco e o levou de volta para Trinidad.

O que é que o Linus estava fazendo no mar?

O Winston nunca soube.

Mas ele e a esposa não podiam ter filhos.

Então, quando o Linus acordou sem se lembrar de quem era ou de onde vinha

eles decidiram ficar calados e criar a criança como se fosse deles.

E foi por isso que você procurou a Jennifer Langan.

Porque, para causar o maior impacto possível, era preciso alguém que

- pudesse conseguir a publicidade adequada. - E a Jen estava a alinhar nisso.

O verdadeiro médium do crime que resolve o caso de 45 anos

caso de uma pessoa desaparecida.

Teria dado um grande podcast...

E quanto à invasão da casa?

Eu juro que não sei quem foi.

O que é que, exatamente, está faltando?

Todas as evidências que eu tinha e que provavam que o Linus Peters ainda está vivo.

Agente Pryce, precisamos que vá a Trinidad

para localizar um homem chamado Tremayne Dyer.

Ok. Obrigado.

Senhor.

Era do laboratório.

Os restos mortais humanos retirados do pântano?

Os resultados iniciais datam de há cerca de um século atrás.

São de uma jovem menina.

Certo.

Acho que devíamos ter considerado a possibilidade.

O Linus não foi a única pessoa a se perder naquele pântano.

Sim.

Não haviam registos de nascimentos ou de mortes na altura,

então não haverá nenhum registo a sugerir que ela estava desaparecida.

Não.

Está tudo bem, inspetor?

Sim. É a garrafa de bolso que falta.

Aquele que pertencia ao pai da Jennifer Langan?

Sim, senhor. Olhe, cá está.

"Ela diz que o consulado ofereceu uma garrafa de bolso como agradecimento."

Aparentemente, há algum tipo de inscrição nele.

Leia a inscrição.

"Mantém a tua cabeça erguida e o teu coração forte."

É isto, não é?

Quero dizer, é mesmo isto.

Mantém o teu coração forte.

"Eu sei por que é que ela veio a este pântano ontem à noite."

"Os resíduos de pólvora sugerem que foi disparado à queima-roupa."

"É estranho que o assassino tenha"

"deixado uma prova tão incriminadora aqui."

"O irmão do Marvin, o Linus... ainda está vivo."

"O que é que o Linus estava fazendo no mar?"

Nós...

Nós entendemos tudo mal! Este tempo todo!

Nós entendemos tudo mal.

O Marvin Peters pode ter disparado contra a Jennifer Langan, mas...

Ele não a assassinou.

O assassino ainda anda por aí?

Sim.

Sim.

Podes queimar esses papéis se quiseres, Rodell.

Não fará nenhuma diferença.

Nós já sabemos o que é que eles dizem.

Ou podes, finalmente, fazer a coisa certa e ajudar a corrigir o maior erro

que cometeste na tua vida.

Eles merecem melhor do que eu.

E a garrafa de bolso, tu é que a tens?

Lá dentro.

Eu vou vos mostrar onde.

Este caso começou quando fomos levados a acreditar

que a Jennifer Langan foi morta a tiro por um fantasma.

Bem, embora eu não acredite que tais coisas existam, eu sei

que alguns de vocês que estão aqui hoje foram, genuinamente, assombrados

pelos acontecimentos da noite de Natal de 1977.

Então, espero que agora, finalmente,

possamos pôr esses fantasmas a descansar.

Dois minutos depois da meia-noite, faz uma semana esta noite,

o Marvin Peters acreditou ter dado um tiro na nossa vítima, mesmo no coração.

E largando a arma, ele virou as costas e fugiu do local.

Mas o que o Marvin e na verdade, a própria Jennifer Langan

não sabiam, era que o Rodell Weekes também estava presente

na altura do tiro, tendo seguido a senhorita Langan até lá

depois de ele a ter confrontado no hotel dela

apenas um quarto de hora antes.

Escondido fora da vista nas árvores...

...ele testemunhou

a senhorita Langan a se levantar, ilesa pela bala.

Como?

Porque a Srta. Langan trazia

uma garrafa de bolso metálica no bolso do casaco.

Eu não a matei?

Não, tu não a mataste.

Esta garrafa de bolso salvou a vida dela, mas depois,

alguém apareceu e o tirou dela.

Porque, naquele exato momento, quando a Jennifer estava se recuperando...

Apenas, fica onde estás.

O Rodell pegou na arma que o Marvin deixou cair.

O primeiro tiro foi praticamente à queima-roupa,

então tudo que ele precisava fazer era apontar a arma

exatamente para o mesmo local em que a primeira bala foi disparada.

Para completar a ilusão, tu recolocaste a arma onde

onde o Marvin a tinha deixado, retiraste a garrafa de bolso e saíste de cena.

Então, para dar um floreio final e fornecer a si mesmo um álibi,

suponho que a tua esposa estava dormindo quando chegaste a casa,

então voltaste a pôr o relógio de cabeceira dela para a meia-noite.

A mesma hora a que o Marvin deu o tiro na Jennifer Langan.

Depois, tu voltaste a entrar no quarto, fazendo o barulho suficiente

para que a tua esposa acordasse.

Deves ter reajustado o relógio para a hora certa

depois de ela voltar a adormecer.

Agora, para entender porque é que tu escolheste fazer isto

por que é que escolheste matar a Jennifer Langan, tu já respondeste

respondeu quando te interrogamos pela primeira vez.

"- Eu queria saber! - Saber o quê?"

"Exatamente o que é que ela ia dizer sobre mim."

Tu estavas preocupado com o que o podcast ia revelar.

Que tu mataste o Linus Peters

na véspera de Natal de 1977.

Porque era nisso que tu acreditavas, não era, Sr. Weekes?

Naquela véspera de Natal, quando íamos a sair do trabalho, o teu pai...

... ele mandou-me embora.

Despediu-me. Eu estava furioso.

Eu não pensava noutra coisa.

Naquela noite, entrei na minha carrinha e

decidi ir e dizer-lhe o que realmente sentia.

Eu...

...fiz aquela curva na estrada na costa, perto da vossa casa,

e eu, simplesmente, não o vi.

O Linus.

Achamos que ele saiu,

como sempre acreditamos, à procura do Pai Natal,

mas ele não foi para o pântano.

Ele desceu pela floresta

até a estrada onde foi atropelado pela carrinha do Rodell.

O corpo dele foi projetado para a praia

estava caído ali...

...todo tranquilo.

De olhos fechados.

Sem se mexer.

Eu entrei em pânico.

Eu só queria que tudo desaparecesse, então...

O que é que tu fizeste?

Eu levei-o para o mar.

Deixe que as ondas o levassem embora.

Quando voltei para a minha carrinha,

Vi a sandália dele na beira da estrada

e peguei nela e levei-a comigo...

... para que ninguém jamais soubesse que ele tinha estado lá.

Quando descobriste que a polícia suspeitava que o Linus havia desaparecido

no pântano, tu atiraste a sandália para lá, sabendo que isso ia nos despistar.

e fazer-nos procurar em outro lugar.

Então, quando tu soubeste que o Danny Sheridan tinha mais revelações

para fazer na televisão naquela manhã,

isso deve ter causado um arrepio na espinha.

Foi por isso que tu invadiste a casa dele e vasculhaste à procura dos arquivos

para descobrires o que é que ele sabia.

E dentro daquela pasta, encontraste não as provas da morte do Linus

como previas, mas provas de que o Linus Peters...

...ainda estava vivo.

Desculpa, o quê...? O que foi que ela disse?

Achamos que o Linus, o teu irmão gémeo...

...ainda está vivo.

Naquela noite de véspera do Natal de 1977, o Linus foi apanhado por um barco de pesca

levado para Trinidad, onde foi criado por outra família.

como se fosse filho deles.

Estas páginas de anotações... Nomes, endereços...

provam que o teu irmão ainda está vivo, Marvin.

Ele vive sob o nome de Tremayne Dyer.

Temos um agente, neste preciso momento

a trazê-lo para Saint Marie para vir ter contigo.

Obrigado por encontrares o meu irmão, Selwyn.

Tu disseste que ias encontrar. Tu prometeste.

E tu encontraste-o.

Tu encontraste o Linus.

Obrigada.

Marvin?

Marvin.

Obrigado, inspetor.

Marvin!

Bem, acho que estamos todos prontos para o Natal, então.

O que é um timing perfeito porque tenho uns 20 minutos

para apanhar o meu voo de volta para St. Barnabas.

Eu consigo pôr-te lá em dez.

Eu vou buscar as minhas coisas.

Senhores, antes de irem de férias, gostava de saber se podíamos

ter uma conversa rápida sobre este trabalho.

É só que acho que não está a funcionar lá muito bem para mim.

Nos últimos dias, sendo ignorada e correndo de um lado para outro...

Sei que o Danny Sheridan só fez isso porque não sou

- uma agente qualificada. - O que estás dizendo, Darlene?

Acho que está na altura de eu encontrar um novo papel para mim

onde eu seja mais do que uma peça sobressalente.

Há alguma coisa que possamos fazer para convencer-te a ficar?

Ah, eu não me vou embora. Não.

Vou me inscrever para o treino para ser uma agente de pleno direito.

Isto é, se vocês me aceitarem.

Eu acho que é hora de fazermos as coisas como deve ser, não é?

Fico muito feliz por ouvir isso, Senhorita Curtis.

Enquanto isso, gostava de vos desejar aos dois, um feliz Natal.

Obrigado, Darlene.

Boas festas, senhor. Comissário.

Feliz Natal, Noemi.

E um feliz Natal para si também, senhor.

E para ti, inspetor.

Aproveita as tuas couves, senhor.

Sim, a Catherine conseguiu convencer a chef dela a cozinha-los para mim,

já que vou estar sozinho.

Sim.

Oh, na verdade, mãe, está saindo agora, então é melhor eu ir.

Eu... te vejo em alguns dias.

Sim, para ti também. Adeus

Aqui está, Neville.

Aqui está o teu almoço de Natal inglês.

Catherine, isto parece incrível.

Não podíamos deixar-te sozinho. Não no dia de Natal.

Não.

Sabes, Neville, não estou certa que a Sophie esteja gostando do marisco.

Pergunto-me se ela não preferia um almoço de Natal inglês.

Sophie.

Ei, há demasiada comida para mim aqui.

Talvez tu possas me ajudar com isto.

Seria a minha forma de te compensar.

Pensava que nunca mais convidavas...

Não te esqueças do teu "craker".

Então, tudo a que temos direito?

Tudo a que temos direito.

Nunca tinha comido lagosta antes.

- Acho que não gosto muito. - Eu também não.

Bem...

Bom apetite.

Como dizem em Wythenshawe.

- Feliz Natal, Neville. - Feliz Natal, Sophie.

Então, força, diz-me.

Como é que vieste aqui parar?

Trabalhando nas Caraíbas.

Bem, eu nunca teria vindo para cá

se dependesse de mim, mas...

...agora que estou aqui, não me mudava por nada no mundo.

Quero dizer...

...é um paraíso, não é?

Sim.

Sim, realmente é.

Um dois três. Puxa.

Aqui está o chapéu. Mete a tua coroa.

Vá, então, passa aí o molho.

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