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- Legendas - Lu�s Filipe Bernardes
"E ser� dever do Promotor P�blico...
n�o s� processar dentro dos limites da lei...
todo aquele que for acusado de crimes neste pa�s,
como defender com igual vigor os direitos e privil�gios de todos os seus cidad�os.
Marian.
Marian.
Mulher na cama, morta por marido.
Vamos, George, n�o se pode ter tudo.
O motivo foi vingan�a.
N�o, George, nada de alta sociedade.
A mulher � fichada e o marido fugiu da pris�o.
A pol�cia o localizou e ele tentou escapar atirando.
N�o, n�o posso entrevist�-lo.
Primeiro, porque est� morto.
Se era bonita? N�o quando eu cheguei l�.
Claro, assim que passar os dados para o redator...
...procurarei a foto dela nos nossos arquivos.
E, George, v� se me arranja um dos redatores mais jovens.
Um que ainda ou�a bem.
PRESIDI�RIO FORAGIDO MATA ESPOSA
Foi horr�vel isso que aconteceu, Sr. Promotor.
Pode entender como me sinto, n�o?
Entendo sim, Srta. Manning.
S� n�o entendo por que me procurou por isso.
Se o jornal publicou sua foto por engano e deseja uma repara��o,
aconselho que entre com um processo contra eles.
N�o pretendo processar ningu�m, Sr. Warren.
Chega de publicidade.
- Ent�o por que me procurou? - Para saber de onde surgiu esta foto.
O jornalista o pegou por engano nos arquivos da pol�cia.
E o que fazia l�?
Voc� n�o tem ideia?
Por favor, Sr. Warren, n�o estamos num tribunal.
Desculpe, � for�a de h�bito.
S� sei que o Departamento recebeu a foto da pol�cia de Kansas City h� tempos.
Isso te diz alguma coisa?
Diz, sim.
Alguns anos atr�s fui inocentemente envolvida num acidente.
Acidente, Srta. Manning? Entendo.
Houve um julgamento e fui absolvida.
A meu ver, isso me inocenta de qualquer crime.
Esse engano me coloca numa situa��o horr�vel.
S� queria garantir que isso n�o se repetisse.
At� logo, Sr. Warren.
Me desculpe, Srta. Manning, n�o pense que esteja desconfiado.
Estou perdoado?
Claro que sim.
Ligarei para o Departamento de Pol�cia e falarei grosso com eles sobre o desleixo.
Acha que cometer�o um erro desses de novo.
- Muito obrigada, Sr. Warren, adeus. - At� logo.
Harrington.
� pra a mulher, n�? Com todo prazer.
Volte aqui.
N�o tenho raz�o alguma para segui-la.
Posso inventar uma, chefe.
Contate Kansas City e pe�a a ficha completa desse caso.
- Estarei na sala de audi�ncias 3. - T� certo, chefe.
- A causa estava no papo e voc� se retira. - Estou largando o caso.
Pedi o adiamento at� que encontre outro advogado.
Mas isso leva tempo. Voc� j� conhece o caso pelo avesso.
Sim, somado ao que eu descobri ontem por conta pr�pria.
J� tinha provas de sobra.
Tudo dela��es falsas pagas do seu pr�prio bolso.
- Isso n�o � verdade. - Todas elas fabricadas.
Armadas para lesar as fam�lias de 22 homens mortos...
...por neglig�ncia criminal na sua f�brica.
Resolverei isso com sua firma!
Ei, voc�.
- Como se chama? - Steven Bennett.
Venha at� meu escrit�rio, quero conversar com voc�.
- Perd�o, Sr. Warren, eu... - Sem discuss�o!
Vamos.
Voc� � maravilhosa, simplesmente maravilhosa.
Toca isso como se fosse um piano.
Eu tocava mesmo quando era crian�a.
Lembro que assassinei Chopin na minha formatura.
� mesmo? O promotor que n�o te ou�a.
Voc� � linda, mas n�o tem nenhum senso de humor.
Sente-se, Sr. Bennett.
Voc� conhece muita gente estranha no seu trabalho, n�o �, Sr. Harrington?
Hm, tem gente legal. Meio desonestos, talvez.
Tenho uma nova experi�ncia para voc�. Diz ser advogado.
Jamison, Watson, Harper e Bennett, ponto. Ele vem antes do ponto.
- E da�? - Ele � �tico.
- Ouviu bem, �tico. - N�o brinca.
Melhor segur�-lo sem direito a fian�a.
Pensei que fosse um homem ocupado.
Eu sou, mas quero que Harrington escute isso. � um c�tico de carteirinha.
Lembra daquela causa contra a f�brica Longfield?
Sim.
Envolve uns $100.000 em honor�rios para a firma desse rapaz.
Mesmo assim entregaram-na ao s�cio minorit�rio.
Talvez porque os s�cios majorit�rios n�o percam tempo com trocados.
N�o, entregaram para ele porque o caso era moleza.
Em trinta minutos o j�ri absolveu o r�u, simples assim.
E o que ele faz? Desliga-se do processo.
Complexo suicida. Conhe�o alguns casos.
E a raz�o para sua atitude? Escute bem, Harrington.
Ele acha que seu cliente � culpado.
- Como, se ele � advogado? - Ah, j� chega!
Sente-se, sente-se.
N�o quero me sentar. Nem devia ter entrado aqui.
Por qu�, falei alguma inverdade at� agora?
- N�o, mas... - Ent�o por que est� aborrecido?
- N�o gosto do seu sarcasmo. - Mas perdeu a paci�ncia.
- Sim tem raz�o, eu... - O que faz de voc� um ot�rio.
Enfurecendo-se, caiu no meu velho truque para desviar do assunto principal.
Li��o n�mero um.
O que mais deseja saber?
Tem provas do que disse ao Longfield l� no corredor?
Claro, n�o gostei de algumas provas ent�o comecei a investigar e...
Rapaz, voc� merecia ser empalhado e exposto num museu.
- Tem dinheiro? - N�o.
Vai fazer o qu�, abrir um escrit�rio pr�prio?
N�o sei, ainda n�o decidi.
Ent�o, por uma no��o absurda de justi�a por� fim a uma carreira que mal come�ou.
O que h� de absurdo em no��o de justi�a?
Voc� mesmo sempre foi conhecido por sua equanimidade com as pessoas.
Ou talvez seja s� parte do seu discurso de campanha.
Vamos, calma a�.
Que tal trabalhar no Longfield em vez de para ele?
- Como? - Neste escrit�rio.
Afinal, n�o est� desempregado?
- Sim, mas... - Tirarei o couro de voc�.
Ser� intimidado, xingado.
Exigirei trabalho minucioso sem exce��o.
Investigar� seus pr�prios casos e preparar� a maioria dos meus.
Dormir� pouco, comer� de p� e ficar� t�o esgotado que entregar� a alma a Deus.
Parece brincadeira... mas n�o �.
Acha que enfrenta?
Experimente.
�timo, quem sabe um dia fa�a de voc� um advogado.
Harrington, cumprimente Steve Bennett, meu novo assistente.
Esse � meu investigador, Harrington. Faz dez anos que parou de pensar.
Tem raz�o. Um dia eu me perguntei,
por que eu trabalho para esse feitor?
Deu um branco.
Volte pela manh�. Come�aremos com o caso Longfield.
A partir de agora, o caso � seu.
Disse que andou investigando, foi tudo por conta pr�pria?
- Sim, foi. - �timo.
Conquanto n�o infrinja nenhuma cl�usula de confidencialidade, estar� coberto.
Marcaremos o julgamento assim que pudermos.
Queria ver a cara dele quando souber que estou no campo oposto.
D�-se um jeito. Farei com que entregue a intima��o...
...em pessoa.
Obrigado, Sr. Warren.
Obrigado por tudo.
Ele te agradeceu?
Deve agradecer at� o barista que servisse um boa noite Cinderela.
LONGFIELD � PROCESSADO POR PROMOTORIA
O demonstrativo financeiro que acabam de ouvir...
...inclui todas as empresas Randolph exceto o Club Marigold.
E o Sr. Berotti apresentar� os neg�cios dos quais nos desligamos.
Jamison, e quanto ao processo contra minha companhia?
Indiquei Harper para substituir Steve Bennett.
� um dos melhores advogados nessa �rea.
Que tal ele � como criminalista?
- Do que est� falando? - Ele pegaria isso?
Bennett andou investigando por conta pr�pria.
Isso pode ir adiante.
Longfield, quero sua demiss�o imediatamente.
N�o pode me demitir s� por alguns problemas legais...
N�o percebe o que isso significa?
Se provarem neglig�ncia criminal, essa gente nos processa e vai ganhar.
- Mas n�o pode tirar o corpo fora. - Claro que n�o!
� meu dinheiro que vai pelo ralo, n�o �?
Quero sua demiss�o porque n�o podemos estar envolvidos nisso publicamente.
- Est� bem, entrego dentro de uma hora. - �timo.
Senhores, acho que � s� isso.
Melhor usar o elevador privativo.
- Sim, senhor? - Procuro o Sr. Longfield.
Disseram no escrit�rio que o encontraria aqui.
Pergunte � Srta. Manning se o Sr. Longfield est�.
Sim?
Tem um senhor aqui procurando o Sr. Longfield.
Obrigada. Pode encaminh�-lo.
- Fale com a Srta. Manning, por favor. - Obrigado.
Sou secret�ria do Sr. Randolph. Procura o Sr. Longfield?
Sim...
Sinto muito, o Sr. Longfield n�o trabalha mais conosco.
Hm, no seu escrit�rio disseram que o encontraria aqui.
Esteve aqui mais cedo, mas j� saiu.
Entendo. Bem...
- Sou da promotoria... - Posso dar-lhe o endere�o dele.
N�o precisa, eu j� tenho.
- Pode deixar que o encontro. - Ent�o para que o cart�o?
Ah, o cart�o?
� para voc� pessoalmente.
- Quem era? - Steven Bennett, assistente do promotor.
Procurava o Sr. Longfield.
Assistente, hein?
N�o perdem tempo.
Venha � minha sala, quero falar com voc�.
Cansado?
N�o se preocupe, j� acabou o expediente.
Sente-se melhor?
Bastante.
Tem raz�o, Marcia.
Chega de neg�cios, venha jantar comigo no meu apartamento.
- No terra�o. - N�o, obrigada.
Marcia, at� quando vai ficar me evitando?
At� quando voc� vai continuar me evitando?
N�o disse que era s� depois do expediente?
Desculpe, Jim, mas pra mim amor � um luxo.
Algo para esquecer at� que obtenha a seguran�a e o dinheiro para goz�-lo.
Parece uma corretora falando.
Espera que eu seja rom�ntica como nas can��es sobre amor eterno e luares?
� tudo baboseira, Jim.
Parece dar certo com algumas mulheres.
Sei como funciona, minha m�e j� passou por isso.
Minha inf�ncia toda ela lutou fome e mis�ria.
Com trinta e cinco anos j� era uma velha.
Ficou sem nada. Exceto o luar, claro.
Mas isso n�o acontecer� comigo, Jim.
N�o. Por isso eu quero o dinheiro e a seguran�a que s� um casamento traz.
A� eu...
A� poderei dar-me ao luxo de amar.
Desculpe se estou sendo fria.
Melhor ser franca com voc�.
N�o tenho nada contra.
Pelo contr�rio.
Me pergunto se voc� seria t�o fria a ponto de...
- De qu�? - De ser minha esposa.
Voc� � linda e inteligente, mas quero muito mais que isso numa esposa.
Por exemplo?
Estou mirando as estrelas.
Quero uma mulher disposta ao que for para me ajudar a chegar l�.
�s vezes os neg�cios precisam...
Bem, digamos um toque feminino.
Acho que sei o que quer dizer.
Pode ser que eu nem consiga.
Em alguns meses posso estar arruinado.
- � o processo contra Longfield? - �.
N�o me preocuparia com isso.
Como assim, a situa��o est� dif�cil.
Eu sei.
Mas acho que sei do que precisa para sair dessa.
- �? - Pode demorar um pouco.
O que �?
O toque feminino.
- N�o desperdi�a, Murphy. - Falou.
Pra voc�, Spike.
E pra voc�, Charles.
Valeu, Bud.
Todos de m�os ao alto!
Est�o todos presos!
Concluindo, senhoras e senhores jurados,
lembrem-se que o Estado provou sem qualquer d�vida razo�vel...
...que esses homens praticaram assalto � m�o armada.
E pe�o a penalidade m�xima de acordo com o C�digo Penal deste estado.
Acabou de chegar pra voc�.
Excelent�ssimo, h� uma outra quest�o que gostaria de apresentar ao j�ri.
Acredito que os acusados merecem um tratamento especial.
"Guardei seu cart�o para saber onde encontr�-lo." Marcia Manning.
Nada aqui foi dito que conteste tratar-se de cidad�os probos e honestos.
Nenhum possui antecedentes nesta cidade e s�o todos homens de fam�lia...
...ansiosamente aguardados de volta ao seio dos seus lares.
Obje��o, Excelent�ssimo.
As observa��es da defesa s�o improcedentes no momento.
O escrit�rio est� trabalhando naquele caso que lhe contei.
Est� investigando o cara.
Parece que n�o tinha duas mulheres.
Tinha tr�s.
- O que acontecer� com a mulher? - Leg�tima defesa.
Craig vai tentar a pena m�nima.
- Sabe o que vamos fazer esta tarde? - N�o, o qu�?
O que todo mundo faz num s�bado � tarde?
Assistir a uma partida.
- Sr. Bennett. - Sim?
- Um recado para o senhor. - Obrigado.
- M�s not�cias? - Sim.
Parece que ter� que ir sozinha.
Faz e seguinte, me encontro com voc� l� antes de acabar.
A conta, por favor.
Gallentyne, esta � a terceira liberdade condicional de seu filho...
...e no mesmo dia ele foi preso sob a mesma acusa��o, assalto.
E ainda pede que eu pegue leve.
Craig, eu fui decisivo na sua campanha. Sou presidente da...
Como se atreve! N�o admito politicagem neste escrit�rio.
Fora daqui.
Gallentyne � que devia estar preso, n�o o filho.
- Queria me ver, chefe? - Com certeza.
Esse sum�rio do seu caso contra Longfield n�o o condenaria nem que ele confessasse.
V� ao bairro da f�brica e descubra mais testemunhas.
- Agora? - J�.
Ah...
Estaria a fim de assistir... N�o, acho que n�o.
Oi, Steve, tudo bem l� na feitoria?
Sabe o que eu encontrei hoje? Um homem honesto.
- N�o acredito. - Sim, � honesto e incorrupt�vel.
- Nunca vi igual. - Devia p�r em exposi��o.
� o que farei. Como testemunha contra o Longfield.
O testemunho dele ser� a bala de prata.
Que maravilha, Steve. Quem � esse homem honesto?
- Por enquanto � segredo de estado. - Ah, desculpe.
Qual � a programa��o para hoje?
Passarei pelo escrit�rio para contar isso ao Craig...
depois pensei em jantarmos fora e...
Ah, Steve, os restaurantes devem estar apinhados de gente.
Vamos ficar aqui. Quero provar pra voc� que sei cozinhar.
Seria �timo, mas o patr�o est� esperando meu relat�rio.
� s� ligar e contar pra ele.
Bem, n�o custa tentar.
Enquanto isso estarei na cozinha preparando o jantar.
Est� bem, � mais que justo.
Al�, Craig? Sim.
Encontrei um cara que nos dir� tudo de que precisamos.
Nenhuma medida de seguran�a, risco de inc�ndio, tudo.
Sim, chama-se Stanley Blake, mora na Edgware Road.
Trabalhava na f�brica.
Acho que dessa vez pegamos o Longfield.
Sim, farei um relat�rio completo e te levo amanh�.
Muito bem, at� l�.
Boa noite.
Excelent�ssmo, a pr�xima testemunha de acusa��o seria o Sr. Stanley Blake,
cujo estranho sumi�o eu j� relatei.
At� o momento, todas as nossas tentativas para encontr�-lo falharam.
Como seria de import�ncia vital para nosso caso, pe�o adiamento da sess�o...
...enquanto a busca continua.
Excelent�ssimo,
j� se concederam dois adiamentos para apresenta��o desta testemunha.
Esses adiamentos s�o injustos para com meu cliente.
E pe�o que n�o seja concedido novo adiamento.
A corte tem sido mais que leniente atendendo aos seus pedidos anteriores.
Por isso, negarei sua mo��o...
...e pedir que prossiga com seu caso.
A defesa d�-se por encerrada.
- A defesa pode prosseguir. - Sim, Sr. Juiz.
Tem alguma coisa nesse livro dizendo que detetives n�o precisam ter modos?
- Eu tenho modos. - Ent�o tire os p�s da mesa.
E tire esse chap�u!
Gosto tanto de ti que n�o preciso ter modos na tua presen�a.
P�, at� teria tirado. Por que falou que ia passar um cortejo f�nebre?
- Correu tudo bem, chefe? - �timo.
Longfield era pra ter pegado 20 anos,
mas esse advogado a� pleiteia 90 dias por contraven��o.
Bem, tr�s meses s�o tr�s meses.
Ah, �? Pois nem isso ele conseguiu provar.
Ora, bem sabe que n�o tinha como eu prever o sumi�o de Blake.
Por que n�o? Intimida��o ou suborno de testemunhas � alguma novidade?
Mas s� n�s dois sab�amos de sua exist�ncia.
Quem deu sumi�o nele sabia.
Sinto muito, n�o teve outro jeito.
Ah, n�o, pois direi o que eu teria feito.
T�-lo-ia posto sob cust�dia e incomunic�vel at� a deposi��o.
Com essa gente deve-se pensar em tudo, sei do que estou falando.
E sabe mesmo, Steve.
Aconteceu a mesma coisa com ele h� cinco anos no caso Ferris.
- N�o me lembro disso. - Vai dizer que esqueceu?
- Posso pegar o arquivo. - N�o, esquece!
Voltemos ao trabalho.
Agora estudaremos o caso Murdoch pra desanuviar minha cabe�a.
Noventa dias.
N�o daria pra ver isso outra hora? � que...
Tenho um encontro.
Um encontro?
Um encontro?
Pode ser. Ele tem andando muito estranho ultimamente.
S� tem trabalhado seis dias por semana em vez de sete.
- Quem � ela? - Que tal jantar conosco e conhec�-la?
Vamos, est� mais sobrecarregado que a gente, vai te fazer bem.
O que acha, Harrington?
Sempre achei que devia fechar o escrit�rio pelo menos uma vez ao m�s.
At� os ratos t�m seus direitos.
Lamento pelo desfecho do julgamento, Steve.
�... levei uma surra.
N�o foi culpa sua.
N�o � o que o promotor acha.
O que ele acha de todos os processos que voc� ganhou?
Bem, atualmente n�o passa de uma lembran�a.
O que ele disse?
Disse que com um pouco de sorte e seguindo seus conselhos,
...algum ainda seria um bom advogado.
Daqui a uns dez anos.
Ou seja, com um pouco de sorte e voc� fazendo todo o trabalho,
ele pode se tornar governador.
Voc� se engana sobre Craig. Ver� isso hoje.
Vem jantar conosco.
- Vem? - Sim, queria que o conhecesse.
Acho que j� o conheci.
� mesmo, onde?
N�o lembro bem onde...
Deve ter sido no escrit�rio.
Ol�, Steve.
Ol�, Craig, sente-se.
- � aqui que passa seu tempo? - �.
Marcia diz que j� se conhecem.
�... tem raz�o.
Ent�o � voc� que anda desconcentrando Steve e prejudicando seu trabalho.
N�o exagere, Sr. Warren.
N�o fosse hoje um exemplo.
N�o � culpa dele se o homem desapareceu.
Seria se tivesse deixado vazar alguma informa��o.
Imposs�vel. Quem poderia ter sido?
N�o sei...
Aceita um drink, Craig?
N�o, obrigado, falo demais quando bebo...
...e acabo dizendo coisas de que me arrependo no dia seguinte.
Eu tomarei um, n�o tenho nada para esconder.
- Nem eu. - Dois do mesmo, por favor.
Quer saber, voc�s dois s�o estranhos.
Minha teoria � que a maioria das pessoas tem algum segredo escondido no passado.
Essa teoria � resultado dos cidad�os que voc� recebe no seu escrit�rio.
Sim, talvez s� se aplique a eles.
N�o � poss�vel que todos sejam culpados, Sr. Warren.
Boa noite, deseja fazer seus pedidos?
Obrigado, boa ideia.
Steve, recebi uma chamada assim que sa�a.
N�o me diga que j� vai embora.
- Hm-hmm. - E chama isso uma noite de folga?
N�o tive sa�da. Mas n�o deixe estragar sua noite.
- Pode deixar. - Boa noite, Steve.
At� amanh�, Craig.
- Gostou dele? - Hm.
Mas prefiro n�o dividi-lo com ningu�m hoje.
- Oi, chefe, n�o o esperava... - Lembra-se h� uns meses...
...que pedimos a ficha em Chicago de uma certa Marcia Manning?
Claro, chegou h� semanas, n�o sabia que precisava dela.
- Nem eu. - Ainda vai precisar de mim hoje?
- N�o, voc�s podem ir. - Aqui est�.
Obrigado.
Ei, que tal a gente comer um sandu�che na esquina...
...e depois tomar dar um passeio de �nibus por a�.
Que pena, n�o posso.
Meu m�dico mandou evitar emo��es fortes.
� disso que eu gosto, as coisas simples da vida.
- Eu tamb�m. - Dev�amos fazer isso todo domingo.
Na verdade, acho que demarcarei essa �rvore e comprarei o local.
Seria divertido. Nunca tive uma �rvore.
Nem nada que o valha, pra dizer a verdade.
Se acha mesmo, devia se olhar no espelho.
Obrigada, senhor.
N�o � sempre que me elogiam desse jeito � luz do dia.
E eu nunca me senti desse jeito � luz do dia.
E, j� que vamos comprar o terreno,
acho que o pr�ximo passo seria construir uma casa nele.
- Boa ideia. - Depois me casar e morar nela.
Parece uma proposta de casamento.
Devem ser os ares do campo.
S�rio, Marcia, quer se casar comigo?
Steve, voc� est� sendo t�o convencional.
Pode soar assim, mas n�o tem nada de convencional no que sinto.
N�o sei o que responder. Nunca tinha pensado em casamento.
N�o � o que pensa mas o que sente. Voc� me ama, me quer ao seu lado...
Quero sim, Steve, quero voc� ao meu lado...
- Amanh� tratarei dos detalhes... - N�o, Steve, eu...
Estou t�o confusa, eu...
- Preciso de tempo para pensar. - Sobre o qu�?
� que... estou com medo.
- Esquece... - N�o posso, Steve.
Medo � natural quando envolve algo que pode nos magoar... se o perdemos.
Voc� nunca me perder�.
E eu n�o quero, Steve.
� a �nica coisa de que tenho certeza.
N�o quero perd�-lo nunca.
Cada detetive est�pido...
- Cad� o Steve? - Ainda n�o chegou.
Ainda n�o chegou? Mas j� passa das duas.
- Mas hoje � domingo. - Que diferen�a faz?
Ligue pra ele e diga que quero v�-lo.
Sim, senhor.
E diga pra vir de capacete.
Que roupa � essa, n�o estamos no country club.
Acredite se quiser, estou vindo de um piquenique.
Steve, voc� est� negligenciando seu trabalho.
Interesses demais l� fora.
Calma a�, chefe, s� o decepcionei uma vez nesses quatro meses, n�o � nada mal.
E o depoimento do Murdoch, devia estar trabalhando nele hoje.
Preparei ontem � noite.
Algum problema?
Steve, voc� � o melhor assistente que j� tive.
E isso por uma �nica raz�o.
Dedica��o exclusiva ao seu trabalho.
Ultimamente tem andado desconcentrado por...
Bem, por essa jovem.
Ah, ent�o � a Marcia.
Quanto ela realmente significa para voc�?
Pedia-a em casamento.
Ela aceitou?
No momento ela...
Bem, acho fui meio s�bito.
Mas, a causa foi exposta e a...
...acusa��o est� confiante no desfecho.
N�o dar� certo, Steve.
� s� se casar e sua mulher come�a a reclamar que chega tarde em casa.
Diz a verdade e ela n�o acredita.
Fica preocupado, negligente no trabalho, e logo perde um caso, depois outro...
E acabo tendo que o despedir.
Ah, ent�o � isso! A quest�o n�o � a Marcia.
Apenas voc� � t�o fan�tico por seu trabalho que perdeu qualquer no��o de sentimento.
- Por que n�o diz logo? - N�o � isso, Steve. � s� que ela...
Bem, n�o a acho a mulher certa para voc�.
Escuta aqui, Craig.
Pode contar com cada segundo do meu tempo aqui no trabalho.
Mas ningu�m vai controlar minha vida privada.
Se � o que pretende, pe�o minha demiss�o.
Steve.
Steve, talvez tenha raz�o.
Talvez eu exagere na minha dedica��o ao trabalho.
N�o era minha inten��o meter-me na sua vida particular.
Tudo bem, chefe. Foi at� bom deixar em pratos limpos.
S� para que entenda como me sinto.
Quero que saiba por que meu interesse por voc�.
Imaginava que algum dia, quando me aposentar,
talvez voc� pudesse tomar meu lugar e...
Obrigado, Craig. Mas n�o se preocupe comigo.
�timo. Bem, voltemos ao caso Angelini.
Quero que localize sua ex-mulher e a traga aqui para o julgamento.
Caso contr�rio, nunca confirmaremos um motivo.
Por que n�o manda o Harrington?
Porque quando a localizar, pode ser dif�cil convenc�-la a vir.
Ainda h� a quest�o da extradi��o, providenciar passaportes, transporte...
Espera a�, onde essa mulher est�?
Ah, esqueci de dizer, est� em Roma.
- Roma, na It�lia? - Sim.
Vai arriscar de perder o caso s� por causa de uma viagem?
N�o � isso, mas...
Est� bem, come�arei a tra�ar meus planos.
Melhor dizendo, mud�-los.
- Boa noite, Srta. Manning. - Ol�.
Pode entrar.
- Que surpresa. - �, n�o tenho sa�do muito ultimamente.
- Soube do Steve? - N�o, mas quero falar sobre ele.
Estou meio preocupado com voc�s dois.
Isso n�o foge um pouco � compet�ncia de um promotor?
N�o, isso � assunto particular, nada de oficial.
Fiquei curioso com sua foto nos arquivos policiais,
assim eu contatei Kansas City.
Precisava? J� n�o fui perseguida o suficiente por causa daquele acidente?
Estudei o relat�rio m�dico no tocante as circunst�ncias...
em que o corpo foi encontrado. Acho dif�cil acreditar em morte acidental.
- Fui absolvida, n�o fui? - Isso n�o muda certos fatos.
Na ocasi�o da morte voc� n�o era apenas sua secret�ria particular.
N�o posso impedir que se apaixonem por mim.
Voc� exigiu uma soma consider�vel quando ele se recusou a divorciar-se da esposa.
Isso voc� podia ter impedido.
Era um direito meu.
Pode ser.
Na noite em que lhe deu o cheque, ele descobriu que a esposa j� sabia de tudo,
...o que o desobrigaria de pagar.
N�o fosse pelo seu... acidente no dia seguinte,
ele poderia ter sustado o cheque.
J� disse que me declararam inocente.
Sim, por um j�ri s� de homens.
A transcri��o do julgamento n�o convenceria nenhum advogado.
N�o como o Steve.
Diz isso para me separar dele.
Tem medo que deixe de trabalhar a semana toda dia e noite.
Quero que desista dele, mas n�o por essa raz�o.
Steve � brilhante e vai longe, mas n�o se estiver casado com voc�.
Sua ficha seria um empecilho para ele.
E se o amo?
Se o ama, renunciar� a ele pelo seu bem.
Steve s� voltar� daqui a dois meses e...
- Planejou tudo muito bem, n�o �? - N�o planejei nada, � o trabalho dele.
Ter� tempo para esquec�-lo.
Se voc� concordar, n�o vejo raz�o alguma para que ele saiba desse assunto.
Se isso significa arruinar sua carreira,
acho que n�o tenho outra sa�da.
N�o fique t�o triste.
Muita coisa pode acontecer em dois meses.
Talvez tenha raz�o.
Boa noite, Srta. Manning.
Al�, Jim? Tudo bem. A que horas partimos na sexta?
Esses congestionamentos se concentram na minha jurisdi��o, o distrito de Westgate.
Capit�o, n�o tenho tempo a perder com problemas de tr�nsito.
Com licen�a.
N�o foi ao cais esperar o navio?
- Sim, acabei de voltar. - Onde est� o Steve?
Foi deixar a bagagem em casa, disse que viria mais tarde.
Desculpe, onde n�s paramos, George.
Em Westgate. N�o faz nenhum sentido, Sr. Warren.
De uma hora pra outra tem mais acidentes e congestionamentos nesse distrito apenas...
...do que em todo o resto da cidade.
Que tipo de congestionamento?
Ontem um caminh�o engui�ou na esquina de 4th St. na hora do rush.
Levou 50 minutos para desimpedir a via.
Algum aumento de inc�ndios ou crimes no distrito?
Alguns assaltos, nada fora do comum.
Qual a extens�o desse projeto de via expressa em constru��o?
Termina aqui, chegando a Westgate.
Muito bem, George, e obrigado por me alertar.
Entregarei o caso ao Steve Bennett imediatamente.
- Obrigado, Sr. Warren. - At� logo, rapazes.
Adeus, Sr. Warren.
Duas horas para deixar as malas, tr�s meses para encontrar uma testemunha!
O que Steve fez com ela?
Ele a passou pra mim e eu passei pra superintendente.
Milagre que n�o tenha morrido de velhice.
Mas, chefe, ele teve que vasculhar a It�lia toda para encontr�-la.
E hoje qual � a desculpa?
Deve estar penando pra encontrar o pr�prio apartamento.
Mas depois de tanto tempo fora,
ele deve se achar no direito de resolver alguns assuntos pessoais.
Vai a algum lugar, Sra. Randolph?
Steve! H� quanto tempo voc� voltou?
Hoje de manh�.
Passei pelo seu trabalho.
A nova secret�ria disse que tinha se casado com seu chefe.
Dinheiro compra qualquer coisa, n�o?
Steve!
Voc� se deu bem, hein?
Steve, desculpe.
Quando a pedi em casamento disse que tinha medo de alguma coisa.
Agora sei o que era.
Que eu n�o poderia te proporcionar tudo isso.
Mas era em mim que eu pensava, e sim em voc�.
- Claro. � verdade, Steve!
Craig Warren disse que tinha grandes planos para voc� e eu s�...
Craig? O que ele tem a ver com isso?
Steve, tem uma coisa sobre mim que voc� n�o sabe.
H� muito tempo em Kansas um homem morreu num acidente e eu me vi envolvida.
Fui absolvida, claro, mas...
...� o tipo de coisa que podem desenterrar a qualquer hora e usar contra mim.
E contra voc� se eu fosse sua esposa, para mancharem sua reputa��o.
Craig sabia dessa hist�ria em Kansas?
Claro, foi por isso que ele...
Steve, eu tive que deix�-lo, n�o tive escolha.
Ent�o foi isso.
Aonde voc� vai?
Oi, Steve, como foi a viagem?
Espl�ndida.
Steve, que bom que voltou, sentimos sua falta.
Aqui est� seu relat�rio. Entreguei sua testemunha para o Harrington.
E aqui est� a �ltima coisa que receber� de mim, meu pedido de demiss�o.
Que isso, ficou maluco?
Sabia que Marcia se casou com Randolph?
- Sim, mas o que isso tem... - Sabe por que se casou?
Porque a convenceu a n�o se casar comigo.
Por isso me mandou pro exterior.
Do que est� falando, isso fazia parte do seu trabalho!
- Mandou Marcia me esquecer? - Bem, se fosse o caso...
- Mandou? - Sim, mas tinha uma raz�o.
Sei tudo sobre a Marcia, inclusive o caso em Kansas City.
E n�o importa o que tivesse encontrado, devia ter falado comigo!
Em vez disso, fez tudo pelas minhas costas.
Apavorando-a com pasquins sensacionalistas que poderiam arruinar minha carreira.
- Era mais s�rio que isso! - Me poupe dos detalhes.
N�o tinha o direito de se meter.
Disse para n�o se meter na minha vida pessoal sen�o pediria demiss�o.
Pois bem, pedi!
Ora, Steve. Steve, escuta!
- S� pensei no seu futuro. - Sei o que pensou.
Em Craig Warren, o grande promotor.
Viu em mim o ot�rio que faria todo seu trabalho e pudesse concorrer a governador.
- Acredita mesmo nisso? - N�o ficou provado?
E ainda tem o desplante de me pedir pra ficar.
N�o eu. Procure outro ot�rio!
Doravante trabalharei para Steve Bennett.
- U�sque e �gua. - Sim, senhor.
Por conta dele.
Obrigado. Eu pago os meus.
N�o leve a mal. Achei que tomaria um trago com um amigo.
Estou vendo o drink, cad� o amigo?
Talvez tenha amigos que nem imagine.
Ou alguns que imagino e n�o s�o.
Seja como for, mano.
Mas se estiver procurando emprego, eu...
...posso te encaminhar pro lugar certo.
Obrigado, mas acho melhor procurar sua turma.
Muito bem, mano. Mas pense com calma.
Quem sabe muda de ideia?
D� o fora.
Steve, querido, por favor aceite. M.
Ol�, Steve.
Ora, Sr. Jamison. - Estaria me procurando?
- Por que eu faria isso? - Soube que deixou o promotor e supus...
Vim falar com O Randolph.
- Randolph? - Sim.
- Ainda o representa? - Em alguns casos, sim.
- Hm-hmm... - Steve.
Randolph te chamou?
Sim.
Assim o clube ter� um lucro l�quido de vinte e dois mil...
Com licen�a.
Sim? Mande-o entrar.
Steve Bennett.
N�o gosto dessa sua ideia.
N�o � minha, � da Marcia e at� hoje ela nunca se enganou.
Prazer em v�-lo, Bennett.
- Conhece o Sr. Berotti? - J� estive em seu clube.
Seu rela��es p�blicas me entregou seu cart�o.
Do que se trata?
Tenho uma proposta a fazer.
Sente-se.
- Havia uma anota��o no verso. - Sim, eu sei.
Como sua esposa se encaixa nisso?
Ela me disse que tinha deixado o escrit�rio do promotor.
E da�?
Meus neg�cios est�o em expans�o e os assuntos legais est�o se acumulando.
- Tem o Jamison. - � coisa demais para ele.
Pensei em transferir os casos excedentes para seu escrit�rio.
Que escrit�rio? A menos que seja a espelunca onde seu capanga me encontrou.
Bem, h� um escrit�rio aqui no edif�cio, por que n�o se instala l�?
N�o teria como pagar nem pelo meu nome na porta.
Claro, por isso mesmo lhe pagaria um adiantamento polpudo.
Ademais, poder� aceitar quantos outros clientes quiser.
Sei que isso � meio repentino. Que tal jantar conosco hoje � noite?
Haver� mais gente, mas poderemos escapulir para tratar dos detalhes.
Marcia tamb�m gostar� muito de v�-lo.
- A que horas. - L� pelas oito.
- At� ent�o. - �timo.
N�o estou gostando. Vai trazer problema.
Deixe nas minha m�os, Berotti.
Por sinal, seu bilhete funcionou. Steve Bennett me procurou hoje.
- Ah, �? - Ele vem ao jantar.
Que bom.
N�o sei se gosto muito dessa sua ideia.
�? Por qu�?
Bem...
Para come�ar, trabalhava com o promotor.
N�o seja por isso, eu cuido do Steve.
- Tem certeza? - Absoluta.
Est� apaixonado por mim.
Entendi...
N�o seja tolo, se eu quisesse a ele, n�o teria me casado com voc�.
- Ele gostou da proposta? - N�o sei.
Nem sei se me importa.
Precisa de um advogado como Steve, e muito.
Prefiro Jamison, suas paix�es se resumem a beber e jogar golfe.
E autopreserva��o. Jamison est� amedrontado, pode ser perigoso.
� s� a press�o do momento. Ficar� bem quando isso tudo passar.
N�o esteja t�o seguro. At� l� pode abrir o bico e estaremos perdidos.
Isso ele pode fazer se achar que inclu�mos Bennett no esquema.
N�o, Marcia, acho que Bennett n�o vai nos servir.
N�o se preocupe. Ficarei de olho no Jamison.
Esse bairro de Westgate � de embrulhar o est�mago.
O que se aplica a mim.
O problema est� aqui.
Ficaremos aqui at� ver o que acontece.
J� n�o bastam os problemas que temos e ainda procura outros?
Fique aqui e n�o esquenta com nada.
Vamos, sai da frente!
Passa por cima!
- Queria problema, encontrou. - V� dar uma olhada.
Tudo parado at� o pr�ximo quarteir�o.
Ligue o sinalizador e passe pela contram�o.
Sou um cidad�o americano, vendo quando quero.
E se n�o quero, n�o pode me obrigar.
Temos te tratado muito bem, Lantz.
Na pr�xima vez talvez nem tanto.
A gente se v�... em breve.
Tira esse carro da�!
Vamos, vamos!
Siga aquele carro.
- Sa�ram daquela casa de penhores. - Vamos ver o que faziam l�.
- Ele vai ficar bem. - Obrigado.
- Foi muito am�vel... - Sr. Warren.
- Que tal? - Sinto muito, o perdemos.
Eles colidiram ap�s uma derrapagem e fugiram entre os carros pela Breemer St.
- E o carro. - Roubado, nenhuma pista ali.
N�o adiantou nada. Espere no carro, vou falar com este senhor.
Certo.
S�rio, Randolph, o tr�nsito em Westgate est� intoler�vel.
Com certeza e precisamos que resolver isso.
Todos n�s aqui temos neg�cios em Westgate.
Pensei se n�o seria poss�vel persuadir a prefeitura...
...a estender a nova via expressa de forma a cruzar Westgate.
O valor dos im�veis dispararia.
Mas n�o baixaria a criminalidade presente em Westgate.
Quem sabe, lembre-se que pobreza gera criminalidade.
Em havendo valoriza��o imobili�ria, o perfil de Westgate mudar� junto.
- Nisso voc� tem raz�o. - � o que sempre pensei.
Some a pobreza, some o crime.
Verdade.
Randolph, preciso falar com voc�, n�o pode esperar.
Vamos at� o terra�o.
- Boa noite, Sr. Jamison. - Boa noite.
O carro capotou, a pol�cia atirou e eles fugiram.
- Ent�o n�o h� com que se preocupar. - Ah, n�o?
N�o se trata de uma infra��o de tr�nsito, � crime e n�o quero ver meu nome envolvido.
- Fale baixo. - Est�o chamando voc� l� dentro.
Como vai voc�, Sr. Jamison?
Desculpe, mas n�o o vi chegar.
Estando todos de acordo, a proposta ser� apresentada por unanimidade.
Com certeza.
Randolph, est�vamos discutindo submeter nossa ideia ao conselho de supervisores.
�tima ideia.
E se algu�m aqui tiver acesso a algum dos diretores,
quem sabe possamos refor�ar nosso pedido com uma press�ozinha discreta.
Eu jogo golfe com o presidente do conselho.
Caso eu perca s�bado que vem, quem sabe ele concorda conosco?
- O jantar foi lindo, Sra. Randolph. - Obrigada.
- Pensei que estivesse no terra�o. - Estava.
O Sr. Jamison pediu um licor.
N�o est� passando bem.
Ent�o vou com voc�.
- O que foi? - O Jamison.
Levei um licor para ele e... o terra�o estava vazio.
Olhei para baixo, o corpo est� na cal�ada.
Vou chamar a pol�cia.
Que horror!
E esse seria meu plano, Sr. Lantz, se puder cooperar.
O senhor aceita?
Meu filho.
Voc� entende?
N�o deixou nenhum nazista ou fascista o intimidar.
Eu tamb�m lutarei.
�timo. Parece que essa � a nossa chance.
Sr. Warren.
Aconteceu um acidente no Edif�cio Emmerdale.
Um advogado chamado Jamison se jogou do terra�o.
Ed Jamison? Cuidarei disso pessoalmente.
At� mais tarde, Sr. Lantz. Vamos, Harrington.
Ol�, Steve.
O que est� fazendo aqui?
Estava jantando l� em cima com os Randolph.
� l� que ele estava?
Sim.
Como aconteceu?
O Sr. Jamison parecia aflito, pediu � minha mulher que lhe levasse um licor no terra�o.
Eu fui com ela e... ele tinha desaparecido.
Por que estava aflito?
N�o disse, s� pediu o licor.
Nessa hora estava sozinha com ele?
Steve, tenho mesmo que...?
A Sra. Randolph est� abalada demais para responder perguntas agora.
Qual � seu interesse nisso tudo, Steve?
Sou advogado da Sra. Randolph.
Entendo. Ent�o n�o insistirei...
Por hoje.
Na pr�xima vez que ocupar o lugar de um homem morto, Steve,
espere o cad�ver esfriar, d� uma impress�o melhor.
Aberto ao p�blico?
N�o podia ser um pouco mais simp�tico?
N�o � bem pra isso que seu marido me paga.
Acha que ele pode comprar o que quiser, n�o �?
Pois n�o pode, pois ainda te amo.
Claro, por isso mesmo se casou com ele.
Sabe muito bem que casei com ele porque achava que n�o podia ter voc�.
Ora, que belo escrit�rio, hein, Steve?
Completo com arm�rios para arquivos, refrigerador...
...e a mulher do patr�o.
N�o fa�o parte das instala��es, Sr. Warren!
Dos acess�rios, talvez?
Entenda isso, Craig, Randolph n�o � meu patr�o.
- Trabalho por conta pr�pria. - Ah, voc� pagou por isso tudo.
� impressionante o quanto se junta com sal�rio de assistente.
Minha fonte agora � outra, e n�o estou mais � sua disposi��o.
N�o demorarei. Estava pensando no Jamison.
Importa-se que fale dele, ou ainda est� muito abalada?
O que tem Jamison?
Pensei na possibilidade de ele...
...ter se jogado do terra�o antes de a Sra. Randolph sair.
Ah, claro. E ap�s uma queda de oito andares ela achou que ele precisaria de uma bebida.
Tem raz�o. Esqueci da bebida.
N�o desperdi�aria um licor t�o delicioso sem mais nem menos, n�o �, Sra. Randolph?
O que me intriga � por que ele estava aflito quando chegou.
Ele falou o que o preocupava?
N�o.
Quem sabe n�o teria sido aquele tiroteio que ocorreu em Westgate?
N�o vejo a conex�o.
Bem, o escrit�rio dele cuidava daqueles processos contra as f�bricas em Westgate.
Est� procurando pelo em casca do ovo. N�o tem nenhuma prova.
� bem verdade. Parece um caso que me chamou a aten��o em Kansas City.
- Tamb�m n�o havia provas. - N�o adianta tocar nesse assunto de novo.
Se tiver mais perguntas, traga um mandado.
Muito bem, Steve. Mas o caso n�o est� fechado.
Algum dia tudo ficar� explicado.
Lidou muito bem com ele, Steve.
Queria te perguntar umas coisas, Marcia.
Para com isso, querido, parece at� o Craig.
Foi pra isso que subiu aqui?
N�o exatamente. Vim perguntar uma coisa a voc�.
Vai, pergunta.
J� respondeu quando me beijou.
A pergunta era se ainda me amava.
A resposta... sim.
Pessoal, ele chegou.
Ol�, Sr. Warren.
Obrigado, Sr. Warren.
CONGESTIONAMENTOS AUMENTAM EM WESTGATE
E pelas raz�es expostas,
o r�u � acusado de perturba��o intencional da ordem p�blica...
...ao estacionar seu caminh�o num cruzamento movimentado em Westgate.
Excelent�ssimo, eu protesto.
Mesmo que meu cliente seja culpado de estacionamento ilegal,
este caso seria da al�ada do tribunal de tr�nsito.
N�o nego que o incidente tenha causado um grande engarrafamento,
como alega o Sr. Warren.
O que afirmo � que n�o houve nada de intencional no seu ato.
� claro que foi intencional.
- O caminh�o funcionava perfeitamente. - Verdade.
Mas ao atravessar o cruzamento, ele ouviu uma mulher gritando por socorro.
Ele desceu do caminh�o e dirigiu-se ao edif�cio de onde partira o grito.
Protesto, n�o h� provas de uma mulher gritando.
Assim como inexistem provas de que n�o gritou.
Seria impens�vel condenar algu�m que, por mais que tenha se enganado,
...tentou salvar uma mulher em apuros.
Sr. Warren, recomendo que o pleito seja encaminhado...
que o pleito seja encaminhado ao Tribunal de Tr�nsito para que se d� provimento.
Caso arquivado.
- Parab�ns. - Pelo qu�?
Por absolver um culpado.
Meu dever como advogado � defender meu cliente da melhor forma poss�vel.
Sabe o que est� por tr�s desses incidentes de tr�nsito?
Metade dos im�veis em Westgate mudou de m�os nesses meses.
E da�?
Algu�m est� for�ando o valor dos im�veis para baixo e comprando-os com outra.
Tudo atrav�s de empresas de fachada.
Se a extens�o da via expressa for aprovada, essa pessoa ganhar� $1.000.000.
- N�o h� lei contra isso. - A menos que seja de forma desonesta.
Ultimamente voc� adquiriu um p�ssimo h�bito, Craig.
Fazer acusa��es sem provas.
Desculpe o atraso.
- Estou vindo do tribunal. - Como foi?
- Caso arquivado. - �timo.
N�o sei se � t�o bom.
Acho que n�o estamos enganando o promotor a contento.
Pode ser, mas somos mais r�pidos que ele.
Amanh� o conselho votar� a extens�o da via expressa.
Depois disso eu vendo tudo, dissolvo a organiza��o...
...e n�o sobra nada para ele investigar.
Exceto sua consci�ncia.
Que at� merece uma investiga��o.
Falta outro im�vel que pretendo comprar.
O dono � um penhorista estrangeiro chamado...
Peter Lantz.
- E? - Est� quase fechando neg�cio.
Redija o contrato de venda.
- O que � isso? - Contrato de venda deste im�vel.
� nossa �ltima visita. Assine ou pode se arrepender.
Deixa dar um jeito nesse velho...
Meu amigo est� a fim de se exercitar. Assine ou ele come�a.
N�o venderei!
Chega! M�os ao alto!
Abaixe-se!
- Sabe o nome disso? - � Franzin, trabalha pro Berotti.
O velhinho morreu.
Ajustaremos as contas para ele.
Comece a falar, Franzin, s� tem poucos minutos.
Quem est� por tr�s disso?
B. (Particular) MA. 6539
Pegaram o outro capanga, ele n�o sabe de nada.
- Tem certeza? - Sim, me lembro dele.
Disse que fazia qualquer servi�o por $50, sem perguntas.
- Prenda-o por tentativa de homic�dio. - Certo.
- Parece que o cara n�o est� bem, n�? - Morreu antes de dar o nome do chefe.
Como se eu n�o soubesse.
Tiroteio em Westgate! Reportagem completa!
Dois mortos em Westgate! Extra! Extra!
Tiroteio em Westgate! Dois mortos em Westgate!
Ei, garoto! Me v� um jornal.
- Toma. - Obrigado.
Extra! Extra! Reportagem completa!
Tiroteio em Westgate! Dois mortos em Westgate!
Avisa ao chefe que o promotor acabou de chegar.
Esqueceu de me mencionar. O nome � Harrington.
Aqui dentro.
Procura alguma coisa?
- Berotti. - Ele n�o est�.
- Verei com meus pr�prios olhos. - Ei, n�o pode ent...
Oh... Sr. Warren.
- Que prazer. - Foi o que percebi pela recep��o.
Ah, fica frio. Revistei teu gorila a� fora peguei como suvenir.
� que ele n�o os conhecia. �s vezes guardamos muito dinheiro aqui.
Melhor arranjar um capanga novo, Berotti.
Algu�m inteligente.
Pensando bem, melhor arranjar dois.
Dois novos...
Chama-se Franzin, conhece?
E da�? Meu neg�cio � leg�timo. Se Franzin arrumou encrenca...
Estava a seu servi�o, Berotti.
O que Franzin faz nas folgas n�o � de minha conta.
De quem �? Do Randolph, que voc� suborna?
� muito esperto, conhece todas as respostas.
Quase todas. Vindas de Franzin.
Sim, ele falou tudo antes de bater as botas.
E assinou.
Isso vale 70.000 votos pra qualquer um.
E para mim tanto faz quem saia chamuscado.
- Pense bem. - Como vou saber se isso � verdade?
Foi o telefone. � s� atender e dizer al�.
Deve ser engano. � minha linha particular, s� para fazer chamadas.
Al�.
Sim, ele est� aqui.
� pra voc�, chefe.
Sim? Sim...
J�?
Obrigado, Tenente. Acho que isso fecha o caso.
Deixe de se iludir, Berotti.
Sabemos tudo a seu respeito, come�ando pelo telefone privativo...
...e por a� adiante.
Logo fale tudo e fale r�pido ou responder� pelo seu chefe.
- O que voc� quer? - Randolph.
Quero toda a informa��o que tiver. Provas concretas.
- O que eu ganho com isso? - Sua vida pela dele.
� uma barganha, Berotti.
Porque pelo que vejo, suas opera��es s�o migalhas perto das do Randolph.
Tenho papeis assinados por Randolph, mas tudo num cofre no banco.
S� poderia peg�-los pela manh�.
Posso esperar. Te pego �s 9:30 em ponto.
E n�o tente nenhuma besteira.
Providenciei um guarda-costas para voc� esta noite.
O cara ficou assustado, hein?
Agora � s� esperar pra ver quem vai trair quem.
Trair?
Isso mesmo. E parece que ser� mais cedo do que pensava.
Ligue pra chefatura e mande algu�m seguir Berotti.
- Vou assistir ao show. - Mas s� come�a � meia-noite.
� o que pensa.
Ent�o?
Ent�o o qu�?
Estamos a s�s, tem m�sica, estamos apaixonados...
E ainda pergunta por qu�.
Estamos a s�s, temos m�sica... ponto final.
N�o se fa�a de bobo. Eu te quero, Steve. E...
E o que voc� quer, voc� consegue.
Isso te espanta? Afinal, n�o sou de se jogar fora.
N�o �, n�o.
Se fosse, talvez facilitasse as coisas.
Quer saber, Marcia?
Tudo bem, sou louco por voc�, sempre fui.
Trabalho para o Randolph, voc� � casada com ele, portanto...
- E se eu n�o fosse? - Mesmo assim, nada feito.
N�o?
Ser�?
Consegui algumas das coisas que eu queria, Steve,
Mas as que eu achava importante n�o eram.
Sei disso agora. E enquanto eu...
- Importam-se se me sentar? - Sim, me importo muito.
Com licen�a.
Bem, o que foi?
J� ouviu falar em Peter Lantz?
O que houve com ele?
Foi morto hoje mais cedo.
Assassinado por um marginal chamado Franzin.
Franzin tamb�m morreu, mas isso n�o ajuda Lantz.
Logo, vou atr�s do cabe�a, aquele que provocou isso tudo.
- Quem? - Randolph.
- Se est� t�o certo, por que... - Eu pego ele mais tarde.
Antes disso, queria te dar uma chance para sair limpo.
Ele � culpado, Steve, e voc� n�o ir� defend�-lo.
Nem que para isso eu tenha que mandar prend�-lo.
Por que esse interesse s�bito em mim?
- Digamos pelos velhos tempos. - Ah, me poupa.
Randolph est� sabendo?
- Que est� atr�s dele. - Ela n�o � burro.
Contei para o Berotti e ele o chamou correndo.
Cuidado onde pisa, Steve.
Jim pode demorar um pouco. Vamos dan�ar.
Disse vamos dan�ar.
Marcia, preciso fazer uma coisa e quanto mais cedo melhor.
- Aonde voc� vai? - Isso � da minha conta.
Vai falar com o Warren?
- E se fosse? - N�o v�, Steve, por favor.
Se for, qualquer coisa que aconte�a com ele...
Tenho um recado para voc�s do Sr. Randolph.
Disse que surgiu um imprevisto e pediu que levasse a Sra. Randolph para casa.
- Onde ele est�. - N�o saberia dizer.
Steve!
Chamarei um dos rapazes para lev�-la em seguran�a.
Fique com seu rapaz. Irei da maneira mais f�cil.
Sozinha.
Mais cedo ou mais tarde ele ter� que ir para casa.
V� l� se n�o erra, Berotti, sen�o estamos ferrados.
� s� isso.
Steve, � voc�.
Cancele isso, Jim.
- Cancelar o qu�? - N�o enrola, cancele o Berotti.
O que foi, perdeu a cabe�a?
N�o imaginava assassinatos, ainda mais do Craig Warren.
Vamos, ligue pro Berotti e diga pra n�o se meter.
Pegue esse telefone.
O que voc� quer, Steve?
Uma parte? Ou � a Marcia?
Diga. Vamos, diga.
Tudo que eu quero � que pegue...
Seu idiota!
Tudo saindo como planejado, e voc� estragou tudo.
Atirei antes dele, s� isso.
S� isso? Acha pouco ser processado por homic�dio a troco de nada?
Me d� essa arma. Essa zinha realmente te fez de palha�o.
- Por que a demora? - Estava no m�dico legista.
Seria demais saber onde voc� estava enquanto eu levava pancada?
Tentei te contar ontem quando voltou a si, mas o cara disse...
Desculpe, doutor...
O doutor recomendou sil�ncio.
Vamos l�, fale dos �libis.
Depois que voc� deixou o Marigold Club, esperei o detetive chegar para me render.
Mas antes que ele chegasse, Berotti se escafedeu.
Voc� o seguiu ou ofereceram drinks de cortesia?
Claro que segui, at� o edif�cio do Randolph.
�? Continue.
Parece que o pr�dio tem uma entrada lateral que eu n�o conhecia.
D� para um elevador privativo.
E o perdeu.
Fui pra entrada principal, subi ao escrit�rio do Randolph...
...e encontrei voc�s dois estirados no ch�o.
- E o Berotti? - Sumiu.
A� pensei, mano, voc� est� desempregado. O promotor j� era.
- N�o sabia que era t�o sentimental. - Ah, sim, sim... muito sentimental.
A� chamei uma ambul�ncia, mas antes de te levarem,
voc� recobrou os sentidos e me mandou emitir um alerta contra Steve Bennett.
- E emitiu? - Claro, est� toda a pol�cia atr�s dele.
- Obrigado, doutor. - V� se descansa esses dias.
Tentarei.
O que o legista encontrou?
A bala no corpo de Randolph era calibre .22, nada de s�rio.
- Claro, s� acabou matou. - N�o, n�o, ele morreu de...
perfura��o aguda do cerebelo, vulgo buraco na cabe�a.
O m�dico disse que Randolph quebrou a cabe�a na queda.
Hm, muito interessante.
Pode entrar.
Mais tarde, mais tarde.
� a primeira coisa inteligente que fez em meses.
Desculpe t�-lo agredido ontem, Craig.
Teria evitado muitos problemas se n�o tivesse.
- �, seu sei. - O que o fez cair em si?
Que melhor seria assumir.
Por que voc� fez aquilo, Steve?
Leg�tima defesa.
Os rep�rteres est�o enlouquecidos, querem uma declara��o sobre o Steve.
Darei uma entrevista daqui a uma hora. At� l� nenhum coment�rio.
Vamos pro escrit�rio do Randolph, voc� tamb�m, Steve.
Por que n�o me prende logo e acaba com isso?
Ainda n�o estou preparado.
Antes quero saber se essa alega��o de leg�tima defesa se sustenta.
Muito bem, mostre-me onde voc� estava.
Eu estava aqui, e Randolph diante da gaveta.
Ponha-se ali, Harrington.
Tudo exatamente como estava?
Sim, s� que... tem algo de errado com a mesa.
O que a mesa tem a ver com isso? Mostre como aconteceu.
Bem, est�vamos discutindo e...
Sobre o qu�?
Ele planejava te eliminar, Craig.
- Mandei ele mudar de plano ou... - Ah, ent�o foi isso.
Bem, continue.
Ele sacou uma arma da gaveta, mas eu atirei antes.
Que arma?
Tem certeza que era uma arma, Steve?
Claro, estava apontada para mim.
Ontem a pol�cia n�o encontrou nada e tamb�m n�o vejo nenhuma aqui agora.
Ser� dif�cil provar leg�tima defesa, Steve.
�, s� que extra�mos uma bala daquele arm�rio ali.
Hm, talvez isso explique o tiro que ouvi ap�s Steve me derrubar.
A pol�cia diz que veio da dire��o da mesa.
Se Randolph errou a pontaria, isso j� ajudaria na sua alega��o.
Ajudaria, sim, s� que ele n�o errou porque nem atirou.
Em outras palavras, algu�m entrou mais tarde,
pegou a arma de Randolph, atirou e levou a arma junto?
- N�o faz sentido. - Para mim faz.
Ent�o por que deram o tiro?
Bem, de arma em punho, de frente pra essa galeria de tiros, quem resistiria?
Temos que nos ater ao que sabemos que aconteceu.
Harrington, fique ali e leve um tiro.
Posso dizer minhas �ltimas palavras?
- Anda logo, cai! - Essa n�o...
Nunca vi cad�ver t�o cuidadoso.
- Foi ali que Randolph caiu? - Aproximadamente.
Pode ter batido com a cabe�a no pedestal.
Sim, mas acho que n�o bateu.
Harrington, voc� pediu o mandado de pris�o contra Berotti?
- Pedi. - �timo. Agora falarei com os rep�rteres.
- O que vai dizer? - Que n�o acho que foi voc�.
Espera a�, e atirei e ele est� morto.
N�o pode por a cabe�a a pr�mio diante desses fatos.
Voc� apenas o feriu. Se ele bateu com a cabe�a na queda,
voc� n�o � respons�vel por sua morte.
Meu palpite � que essa fratura craneana n�o foi nenhum acidente.
Se estiver errado, passo a ser o ex-investigador do ex-promotor.
Escutem aqui,
sempre disse que nunca condenaria um inocente ou defenderia um culpado.
Esta � a hora de prov�-lo, n�o importa o que aconte�a comigo.
Ei, esse discurso me valeria uns 10,000 votos...
...e desperdicei em dois pamonhas como voc�s.
Vamos, rapazes.
O que est� fazendo aqui?
- Est� sozinha? - Sim.
- Nenhum empregado? - N�o.
- Por que veio aqui? - N�o tive escolha.
Do que est� falando?
Escute, Marcia.
O promotor me deixou sem sa�da.
- Vou tirar umas f�rias. - O que te impede?
- Preciso de dinheiro. - Posso te arranjar uns duzentos, vou pegar.
Pra que a pressa, e por que t�o pouco?
Esquece que pode vir a herdar cerca de $1.000.000?
Talvez. E pretendo ficar com tudo.
- Se ficar, Steve vai pra cadeira el�trica. - N�o pega, n�o.
Jim estava armado, Steve atirou em leg�tima defesa.
Sim, mas n�o pode provar.
Porque quando a pol�cia chegou, Berotti j� estava com ela no bolso.
Voc� pegou...
Pegou essa arma para incriminar Steve.
Ah, n�o, peguei para servir de moeda de troca.
Esta arma vale uns 50.000, n�o?
Ser� f�cil para voc� convencer o promotor de que Steve carregava esta arma ontem.
Por qu�?
Porque h� um bala no arm�rio do escrit�rio...
...que pode provar ser desta arma.
Uma bala? Como voc� sabe?
Ah, esqueci de dizer.
Ontem eu subi l� pelo elevador privativo...
Berotti, � muito cuidadoso.
Antes de entrar no escrit�rio, olhei pela janelinha da porta.
- Vi umas coisas interessantes. - Viu o qu�?
V� pra biblioteca. Tem uma porta que d� no hall.
Pode sair por l�.
Fico na biblioteca, mas n�o irei a lugar algum at� receber minha grana.
- Seja l� quem for, livre-se dele r�pido. - Entre a�.
Estarei escutando.
- O que voc� quer? - Ajuda.
Estaria interessada em tirar Steve de um aperto?
- Claro. - �timo.
Steve alega que Randolph o amea�ou com uma arma.
- Eu sei... - Como voc� sabe?
Seria natural, sei que ele guarda uma na gaveta.
Pois sumiu.
- Como eu posso ajudar? - Dizendo onde posso encontrar Berotti.
Sabemos que ele esteve l� ontem.
Se algu�m levou a arma, foi ele.
Talvez possa te ajudar a encontr�-lo.
Estive no escrit�rio do Berotti ontem.
Ele disse a Jim que estava em apuros e que ia viajar.
Faz ideia pra onde ele ia?
Ele deu um endere�o confidencial ao Jim.
Jim prometeu que o guardaria num local seguro.
Onde seria?
Talvez em seu arquivo pessoal no escrit�rio.
Posso te dar as chaves.
Toma.
Pedirei � secret�ria do Jim que te mostre o arquivo.
Pode ir logo para l�.
Tony's Delicatessen, bom dia.
Al�, Srta. Stewart?
O Sr. Craig Warren est� a caminho da� para investigar os arquivos do Sr. Randolph.
Aqui s� vendemos salame.
J� dei a chave para ele.
� s� para dizer que est� tudo bem.
Trapaceando Berotti, hein? Muito bem.
Ontem voc� me prop�s um acordo. Hoje quem prop�e sou eu.
Esque�a, Berotti. N�o farei nenhum acordo com um assassino.
Assassino? Mas isso n�o � verdade.
Voc� entrou l� ontem, encontrou-o ferido, matou-o com uma pancada na cabe�a...
...e levou sua arma para incriminar Steve Bennett.
N�o, n�o foi assim!
Ent�o fale r�pido.
Est� bem. Ontem eu subi pelo elevador privativo.
E vi um...
Continue.
Antes de contar, quero saber o que far� por mim.
Fale logo, Berotti, n�o est� em posi��o de barganha.
Por que n�o?
Quer viver, n�o quer?
Ele ia te matar.
Sua preocupa��o comigo � meio repentina, n�o?
Como assim?
Berotti estava pra me contar algumas coisas que eu queria saber.
Voc� � desumano. Salvei sua vida e agora quer fazer parecer...
Quero falar com o Harrington.
Harrington? Escute.
Tenho muitas coisas para voc� fazer.
Preste bem aten��o.
Primeiro, chame o destacamento de homic�dio.
Sim.
Sim.
T� certo.
Para o apartamento do Randolph.
Certo.
Ela matou Berotti?
Sim... certo.
Sim.
Deixe falar com ele.
Imediatamente. Um momento, chefe.
O que aconteceu, Craig?
Ligue para homic�dios, do�ura.
- Aonde voc� vai com a arma secreta? - Ao apartamento de Randolph.
Diga pra me encontrarem l�, mas n�o conte pro Steve que estou levando isso.
Certo.
Craig, quero tratar disso pessoalmente.
Sim, sei que vai ser duro, mas...
Acho que finalmente entendi toda a arma��o.
Sabe onde quero chegar, n�o �?
Quanto tempo levar� para e destacamento chegar?
Est� bem, esperarei at� l�.
E, Craig...
Obrigado.
Steve.
Estava esperando voc�.
N�o sei por qu�.
Sabia que viria, Steve.
Tinha que vir.
N�o se esque�a.
Devia se comportar como uma vi�va de luto.
Espera que v� chorar pelo Jim?
Descobri o tipo de homem que ele era da mesma forma que voc�.
Era vil e corrupto, igual ao Berotti.
N�o posso lamentar que tenham morrido.
Vamos esquecer o que aconteceu, Steve.
Falemos do futuro, de mim e de voc�.
No momento meu futuro est� meio complicado.
Mas voc� est� livre, Craig sabe que Berotti � o culpado.
N�o percebe, querido? N�s dois nunca fizemos parte de nada disso.
Agora que acabou, vamos esquecer e come�ar tudo de novo.
Tem algumas coisas que n�o consigo esquecer, Marcia.
- Conseguiu? - Sil�ncio.
N�o entende, n�o existem mais obst�culos, teremos tudo que quisermos.
N�o, obrigado.
Seu plano deu certinho pra voc�, n�o �, Marcia?
N�o planejei nada, Steve.
Mas j� que acabou desse jeito, por que n�o tirar proveito?
Querido, por que voc� est� t�o...
Era disso que eu senti falta na mesa do Jim.
Esta estatueta.
T� ouvindo o qu�, o resultado das corridas?
N�o, mas vou ganhar minha aposta na est�tua.
� nesse tipo de cavalo que eu aposto.
Est�tuas.
- Ent�o como veio parar aqui? - Jim trouxe para casa.
Estava na mesa dele ontem e ontem ele n�o voltou pra casa.
Voc� o matou, Marcia.
- Eu matei... - Sim, encontrou-o l� ferido e o matou.
Atirou contra a parede para que eu pudesse alegar leg�tima defesa.
Com ele fora do caminho teria tudo que queria.
- Inclusive eu. - Voc� est� maluco!
Voc� o matou com isto, e por isso trouxe do escrit�rio.
N�o, Berotti deve ter trazido!
Sim, essa era a outra coisa que ele tinha para...
Para chantage�-la, Marcia?
Ent�o Berotti sabia que foi voc�. Por isso o matou.
Aceito aquele licor agora.
Est� se afastando demais do microfone.
Estar� perto de outro. Plantei v�rios pela sala.
�timo.
Diga, Marcia, isso te lembra alguma coisa?
Como assim?
N�o te lembra uma outra noite que veio aqui trazendo um licor?
- Para um homem que j� sabia morto? - Isso n�o � verdade!
Est� mentindo. Lembra desse broche de brilhante?
Disse que estava l� dentro quando Jamison caiu.
Encontrei debaixo do corpo dele.
E n�o falou nada esse tempo todo?
Steve, querido, escute.
- Se me ama a esse ponto... - Sim, eu a amava a esse ponto.
Ent�o � tudo que importa. O resto n�o faz diferen�a.
Suponha que tenha matado Jamison, suponha que tenha feito tudo que voc� diz.
- Fiz porque te amo. - Chega, Marcia.
J� se foi o tempo em daria ouvidos a isso.
Estava t�o apaixonado que decidi esconder isso.
At� de mim mesmo.
Bem, acho que j� basta.
Agora sei o que voc� �, Marcia.
E sei o que precisa ser feito.
Vamos descer e falar com Craig.
� duro, Steve, mas talvez tenha sido melhor assim.
Quero ficar sozinho, estou bem.
Precisa continuar lutando.
Continuar trabalhando.
Precisa agora mais que nunca.
Venha comigo, Steve.
Vamos seguir nosso caminho.
Farei voc� ralar, ser� intimidado, xingado,
investigaremos todos os seus casos e leremos todos os meus.
Dormir� pouco e ficar� t�o esgotado que entregar� a alma a Deus.
E se conseguir enfrentar, um dia ainda farei de voc� um advogado.
- Legendas - Lu�s Filipe Bernardes
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