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- Os cavalos est�o prontos. - Espero que estejam bem.
Fique tranquilo, � o �nico trabalho que esse idiota sabe fazer bem.
Por que n�o diz que terminou,...
...em vez de deitar a porta abaixo com uma patada?
Porque al�m de idiota � mudo,...
...s� conhece a linguagem gestual. - N�o �, est�pido?
- Onde o pescou? - Chegou aqui e atracou-se a comer como um porco.
Como n�o tinha com o que pagar,
...mandei-o cortar lenha. - Ent�o voltou a comer,...
...e ap�s isso, deve-me sempre um prato de feij�o.
Estou certo, idiota?
� mesmo parvo, eh?
Bem, faz-se tarde. Vai sair a dilig�ncia, para Lougot.
...quem quer vir comigo que se apresse.
Mexe-te imbecil, vem a� mais clientes.
Bem-vindos.
Os cavalos, idiota.
N�o, n�o oferecem recompensa pela cabe�a dele, rapazes.
Sou o �nico interessado...deve-me sempre um prato de feij�o.
Onde fica o banheiro?
Especialidade da casa.
Repetir�o.
- Como correu a ca�a? - Mal.
Est�vamos na a pista de Mackoy mas os Rangers ca�aram-no.
Tirando-nos o p�o da boca.
Tenho a impress�o que j� vi esse idiota antes.
Eh tu, j� estiveste em Batton Rouge? Rondando pelo banco.
Deves dizer: "Sim Senhor" ou "N�o Senhor".
Ficar�o velhos se esperarem que ele responda... este idiota � mudo.
Souberam alguma coisa do bando do ingl�s?
- N�o. - Creio que o bando se dissolveu.
Dizem que o pregador foi para o Arizona,...
...torturar as almas com seus serm�es.
O Monkey est� na pris�o de Yuma. E o gigante desapareceu.
- Seguiram o ingl�s at� ao inferno. - Porqu�, fizeram-no secar?
N�o, encontraram-no morto a secar ao sol.
Logo se soube que tinha morrido num bordel...
nos bra�os de uma...puta irlandesa.
...e que o seu �ltimo desejo era ser sepultado..
...plena natureza para lhe agradecer o muito que lhe tinha dado.
Dar gra�as � natureza. Isso � coisa de maluco.
Que est�pido bastardo esse ingl�s!
- O ingl�s n�o era um bastardo. - Cala-te, mudo.
Um copo?
Quanto d�o por ti?
- Trezentos? - Mais ou menos, n�o me lembro.
Vivo ou morto?
� igual!
Se queres continuar com sa�de, vens connosco e portas-te bem.
Portanto
O ingl�s era meu amigo...e n�o era nenhum bastardo.
- Como queiras, n�o era um ingl�s. - N�o!
Disse que o ingl�s n�o era nenhum bastardo.
O ingl�s n�o era um bastardo. Est� bem assim?
N�o!
T�m que dizer: "O ingl�s n�o era nenhum bastardo, Senhor."
Assim est� melhor. Aguenta at� a� acabarmos de comer!
- Ol�.
O que quer?
D� uma vista de olhos nesta ferradura, acho que afrouxou um pouco.
Afrouxou...est� solta.
- Pode colocar uma? - Sim.
Sabe-me dizer se viu na cidade um sujeito estranho? Uma esp�cie de pregador.
Pecadores, prostitutas, b�bados, venham agora mesmo...
...para igreja. E arrependam-se dos vossos pecados.
J� o encontrei.
Sempre gentil com as mulheres.
Fora, fora. Todos para igreja. Infames pecadores!
Sobre Sodoma e Gomorra haver� fogo e gafanhotos.
Arrependam-se e as portas do Para�so se abrir�o.
Madalena, que diabo fazes a� no ch�o? Levanta-te e vai para a igreja
P�e-te em p�, pecadora! Para a igreja.! Eu vos obrigarei!
Apressem-se com esse piano.
Se cantarem louvores ao Senhor.
garanto-vos um bom desconto, no dia do Julgamento.
Vamos pecadores! Vergonha de gente!
Todos para a igreja cantar e rezar.
O castigo cair� sobre voc�s, malditos jogadores.
Logo v�o deixar de depenar os pais de fam�lia.
Jogar�o com cartas de ferro quente ...at� que fa�am um p�quer de ases.!
Mas, em que a do meio n�o ser� nenhum �s!
E aquelas cartas queimar�o, acreditem-me!
Usaremos luvas.
E voc�s... Olho e fico a pensar no que vos espera...
Acertar�o contas com os s�dicos dem�nios
que vos a�oitar�o com seu...incandescente rabo.
Treme, Madalena?
Talvez esse medo te salve, filha.
Eu tremo porque tenho frio.
Apressa-te. Tenho clientes � espera.
E asseguro-te que esses s�o t�o s�dicos como seus dem�nios.
E voc�s alco�licos viciados,...ser�o condenados a vaguear no deserto.
...toda a eternidade sob uma cont�nua chuva de excrementos.
E sem guarda-chuva, irm�os.
Isso seria o menos.
N�o acha que poderemos tomar uma bebida de vez em quando?
Uma bebida talvez sim. Sei que o Senhor � severo...
com os alco�licos, mas n�o acredito que privar� um pobre pecador de.
um bom u�sque do Kentucky de vez em quando!
Que acham?
OK, aceitamos a chuva de merda.
Agora cantemos louvores ao Senhor.
E agora v�o para o inferno!
Que sofrimento!
Ponham-se em p�!
V�s pecadoras voltem para saloon. que � onde devem estar!
Todos os dias t�m que levar de c� para l�, � um belo sofrimento!
Que Deus vos perdoe!
Com diabos, �s tu Holy Joe?
- Que me arranquem a cabe�a! - Seria a nossa sorte, irm�o!
Contente de te ver, Bull. N�o hav�amos combinado que..."
...nos ver�amos com o Ingl�s e o Monkey daqui a um par de meses em Abilene?
- Sim, t�nhamos combinado isso. - Ent�o?
- O ingl�s n�o vir� ao encontro. - Porqu�?
Meteram-no fora.
Quem foi?
- Outro de seus erros, Senhor? - Morreu num bordel em Tucson,...
....nos bra�os duma puta irlandesa.
Que morte t�o bela.
Um pouco contra a moral, mas de qualquer modo, muito bela..
Sabes alguma coisa do Monkey?
Onde diabo achas que pode acabar quando fica sozinho?
- Temos que tir�-lo de l�. - Que rem�dio.
Sorri, voluptuosa terra de respira��o fresca....
...Terra de exuberantes �rvores adormecidas....
...terra �rf� do acaso, terra de montanhas coroadas de n�voa.
Terra que jorra luz da lua cheia ...ligeiramente de azul matizado,
Sorri...porque o teu amante...
...porque o teu amante est� a chegar...
- � um poema. - Muito bonito.
- Walt Whitman, poeta... - Benny Dirman, governador.
- Olhem, dois cowboys. - Sim, � verdade, s�o 2. Sem d�vida.
- Montados em cavalos de verdade. - � o Oeste selvagem.
Olha a maldita ferrovia. At� aqui j� chegou.
Envolve os homens como uma teia de aranha.
Bom, vamos j�.
Yuma ainda est� longe e n�o acredito que o Monkey n�o esteja a passar bem!
Fora!
Vamos, toca a andar.
Alinhar.
Esquerda! Em frente!
Passo ligeiro!
Marchar...
Um, dois, um, dois!
Em frente!
Em frente, um, dois, um, dois!
Mexam-se.
Um, dois... um, dois!
Parecem meninas.
Alto!
Eh, Monkey...
- N�o achas que perdeste a cabe�a? - Acha?
Que dizes...
- ...a umas vinte boas chicotadas?? - Digamos dez.
- Dezoito! - Doze.
- Quinze! - Neg�cio fechado.
Est� bem.
Guarda!
- A camisa, Monkey. - Eh?
- A camisa, tenho que te chicotear. - Ah, sim!
- Liget! - Sim, senhor.
Traga o 1244, eh eh, O senhor 1244..
Traga, o Sr. Monkey Smith ao meu escrit�rio. R�pido!
- Sim, senhor. - Que raio ele quer?
N�o perguntes e anda.
A nossa bandeira.
Reparem, 13 listas e 42 estrelas.
Bem, n�s estamos aqui.
Entre!
Acomodem-se.
- Tu, de p�. - Liget, comporte-se.
- Monkey, quero dizer, Mr. Smith, est� em liberdade... - Como?!
Foi perdoado por bom comportamento.
Bom comportamento? Sr. Director, esquece que este gorila...
...organizou ontem um motim. Pontapeou um guarda.
Colocou um escorpi�o no meu chap�u.
- Foi uma brincadeira. - Cala a boca.
- Sr. Director, este � o pior... - Basta, Liget.
Os senhores aqui presente trazem uma ordem de liberta��o legal.
� ultrajante!
Posso ver essa ordem?
- Com a sua permiss�o, claro. - Certamente que sim.
Senhores, querem-lhe mostrar a ordem?
- Mostra-lhe a ordem. - Ah, sim.
- Eu dei-te a ordem? - N�o, � que ta dei a ti.
Desculpem se me intrometo. Acho que a t�m mesmo a�?
- Oh, guarda! Estava mesmo aqui!
Bom, creio que est� tudo em regra? N�o achas?
Sim. Penso que sim, dadas as circuntancias.
Mas que fazem de p�
Sim, fa�am como se estivessem em vossa casa
Como tens passado, Monkey?
Nada mal... nada mal, podia ser pior
- E o Sr Director que tipo �? - Um bom homem, "um pouco pregui�oso ...
... Mas � Liget que faz tudo aqui dentro.
- E como � que ele se comporta? - Ainda que n�o seja mau.
usa o chicote com demasiada facilidade.
Bem tamb�m o posso entender.
Ouvi dizer que estes lugares s�o muito mal frequentados.
O seu �nico defeito � que chora sempre e n�o deixa um tipo dormir em paz!
- N�o! - Eh, sim.
Mas isso � muito mau.
- Bem, como � que estou? - Pareces um director duma pris�o.
Essa foi boa.
- Bem, vamos dar � sola. - Sim.
Qual � o problema?! N�o est�s a pensar em mat�-lo?
- Isso � que estou! - Mas n�o podes!
- Porque n�o? - Porque � domingo. N�o se mata no dia do Senhor!
- Tens a certeza que � domingo? - Eu disse-te ...
E agora que fazemos?
Aten��o, aten��o, por favor!
Aten��o, tenho uma boa not�cia para v�s.
- Monkey Smith... - Monkey Smith...
...o bom companheiro Monkey... ... o bom companheiro Monkey...
...foi perdoado por bom comportamento.
Foi perdoado por ser um exemplo de boa conduta.
Para comemorar o acontecimento, o sargento Liget...
...vai exibir-se para v�s no seu exerc�cio favorito.
Mergulhar� nas revoltas �guas...
...do rio a� abaixo.
Pronto, Liget?
Vamos, Liget, comece.
Vamos, homem.
�nimo, Liget. Vamos, Liget.
Os rapazes disseram que a �gua hoje n�o est� nada fria.
Verdade, rapazes? Veja?
Em frente.
"Liget est�s louco?" Cala a boca.
Afastem-se, para n�o molhar ningu�m.
Que comece o espect�culo.
Vamos, coragem.
- Sentes-te mal, Liget? - Claro que sim.
- Esperava algo melhor. - No seco � sempre dif�cil de fazer melhor.
Tesouro da mam�, que aconteceu?
A sua mam� n�o o quer ver t�o triste.
O que h� de errado? Em todo o dia n�o deu um sorriso se quer.
� que se aborrece na dilig�ncia.
Ela gosta muito de brincar, e correr,...
Jogue-o pela janela, que ele corre atr�s e j� fica descansada.
Que antip�tico.
Am�rica, Am�rica,...
...Este � realmente um grande pa�s.
N�o � mau.
Horace Greeley tinha raz�o quando disse: Vai para o oeste, jovem!
Ele disse isso?
Tornou-se uma frase hist�rica.
� o que eu digo tamb�m.
A que horas acha que chegaremos?
Penso que vamos chegar dentro de tr�s horas, se tudo correr bem.
N�o vejo porque n�o h�-de correr bem.
Porque h� sempre perigo de uma emboscada...
...nesta parte do pa�s.
- N�o me diga? - Pode acreditar no que lhe digo.
N�o sei porqu� mas nunca olham debaixo do chap�u.
N�o se preocupe.
Se eles se atreverem a nos assaltar,...
...farei com que se afoguem no seu pr�prio sangue.
Voc� � um homem decidido.
Eu n�o perd�o.
Mato!
Quais s�o os planos?
Tenho uma vontade louca de fazer um assalto.
Primeiro iremos tranquilamente a cidade procurar provis�es...
...ent�o ao para�so para descansar e meditar, depois vamos ver.
Para as provis�es � preciso dinheiro, e bastante.
Bull tem cem d�lares.
Ent�o passa c� para mim, irm�o.
Tudo o que tiveres, e nada de brincadeiras.
Larga o dinheiro.
D�-lho Bull, se n�o � capaz de n�o se calar toda a noite.
Toma.
Continua a ser emocionante. Faz muito tempo...
...que n�o assaltava ningu�m. - N�s tr�s andamos destreinados.
- Cuida desse feij�o. - Diz a esse teu amigo...
...l� de cima, que nos mande uma dilig�ncia para assaltar.
Verei o que se pode fazer.
Vejam.
Para ver quando se mete na cabe�a que os caminhos...
...do Senhor s�o infinitos.
Agora vamos parar para fazer um descanso.
Ficas aqui, nos bra�os da mam� que te faz carinhos.
N�o, n�o podes sair, porque h� l� fora aqueles enormes cavalos feios.
Preocupado?
- Francamente, n�o sei. - N�o tenha medo.
Quando tenho um rifle como este nas m�os...
M�os no ar.
As armas pr� ch�o...
...ou afogam-se no seu pr�prio sangue.
Isso tamb�m vale para ti.
E tu desce tamb�m, velha rameira.
Depressa.
- Segura no meu cavalo. - Vai l�.
O primeiro que se mover deixo-o seco.
- Escute, tenho fam�lia. - Cala a boca.
O que esperas? Passa para c� a grana.
A viajar com esta mis�ria, que merda!
N�o se pode reclamar, nos tempos actuais.
Sim, tem raz�o.
Os bolsos.
N�o me fa�am mal. Tenho fam�lia.
A tua mulher gastou tudo.
- Essas garotas do Leste... - Sim gastam como �gua.
Eu n�o a deixava fazer isso.
M�os no ar e d�-me o dinheiro.
Se levantar as m�os, n�o lhe posso dar o dinheiro.
Sim, claro. Bom, m�os para cima.
Essa roupa deve ter custado muito caro.
� tudo o que tem?
A roupa boa � cara, n�o tenho mais nada.
V� a� na dilig�ncia.
- Eu tenho fam�lia. - Sei, que tens fam�lia.
Que achastes?
N�o sei, isto pesa muito.
- N�o, � tudo o que tenho. - D�-lhe um pontap� nas canelas.
- Buddy, meu querido. - Cala o bico, bruxa velha.
Este � realmente um bom saque.
Coitada, com o susto perdeu a consci�ncia.
Assim fica calada.
- Se n�o tivesse uma fam�lia... - "Ele teria se afogado...
...no seu pr�prio sangue! - Sim, � isso.
Devia fumar menos na sua idade, bom homem.
O fumo danifica os pulm�es.
- Pelo menos � isso que dizem. - Deixe que digam.
Prove este, � tabaco ingl�s.
Muito doce.
Misture com esterco seco de cavalo, ficar� muito melhor.
Na falta de esterco de cavalo, eu fumarei
...tal como est�, por agora.
Est� certo de que h� uma cabana l� em cima?
Assim me disseram, porqu�?
Nunca ouvi falar dela.
Quem raio iria viver ali entre as nuvens e os ursos?
- Um novo Di�genes, por exemplo. - Quem � esse?
Um que procurava um homem...
- Um xerife. - N�o exactamente.
- Ent�o um vingador. - Tamb�m n�o.
Que espera encontrar l� em cima?
Tr�s anjos amigos meus, tr�s anjos.
Isso se n�o estiverem mortos!
N�o antes de eu chegar, espero.
- A� est�. Tinha raz�o. - Que esperamos? Vamos l�.
H� algu�m em casa?
- Acho que � melhor ir embora. - Porqu�?
Se o dono da casa tem mau g�nio,...
... arrisca um bal�zio na testa, garanto.
Ningu�m atira contra quem vem em paz.
Na sua terra talvez, jovem.
Deus nos salve da Rainha, meu filho.
Poucos viveram mais do que eu,...
...amo a natureza e admiro a beleza.
Inclusive eu, pap�.
Bom, o qu�...
J� veremos.
N�o acredito.
Adeus.
Levanta as m�os, boneco.
E vira-te lentamente ou te afogar�s no teu pr�prio sangue.
Esse veio c� para lhe devolvermos o dinheiro.
Mas n�o o devolveremos.
- Senhores, permitam me que... - Cala-te. Quem �s tu?
- Diz-nos quem �s? - Pois...
- Disse que te calasses. - Monkey, se te calares a boca,...
...talvez ele possa nos dizer quem raio �...
...e o que est� a fazer aqui.
Sou Sir Thomas More.
N�o o grande juiz, claro.
Eu s� sou Sir Thomas Patrick Philip More. Para ser mais...
...preciso deveria acrescentar Visconde
do Essex e Par da Inglaterra.
N�o acredito que isso tenha import�ncia.
Como te chamas? - Chamo-me Tom...
Smith, aposto que sim.
Chamo-me Tom More e sou filho do James More, o ingl�s.
Voc� � Bull Smith, certo?
Isso disse minha m�e ao meu pai, mas j� sabe como s�o as mulheres.
Vejam isto.
Aqui est� com o ingl�s.
N�o h� d�vida.
- Tom, meu querido rapaz. - Bem vindo.
Bem vindo � tua casa.
Como foi a viagem?
- Francamente, excelente. - Excelente?
Sim, uma viagem estupenda e emocionante, a s�rio.
- Emocionante? - Sim sim, incr�vel.
Inclusive nos roubaram. Fomos assaltados.
- N�o. - Sim, foi emocionante.
Tr�s patifes assaltaram-nos durante um descanso.
- V� l�, como � que eram os tr�s. - Sim.
Mas n�o deviam ser muito inteligentes.
- N�o? - N�o.
Est�pidos.
Tinha guardado aqui, olhem, todo meu dinheiro.
Oh tu �s muito inteligente.
E o outro passageiro, um rico comerciante,...
...escondeu a carteira debaixo do chap�u.
No chap�u?
Cada dia se aprende uma coisa nova.
N�o sei porque � que certas pessoas n�o olham para debaixo dos chap�us.
- Que bonito �. - Onde o encontrou?
Encontrei-o no bosque.
O bosque est� cheio de bichos.
� um magn�fico exemplar de Yorkshire.
Eu j� te tinha dito que n�o era um c�o.
Tens que beber alguma coisa para comemorar.
Vem rapaz, vamos entrar.
Que alegria te ver.
Achas que v�o aceitar a proposta do Osten?
� melhor pouco que nada!
- E se n�o estiverem de acordo? - Ser� pior para eles.
Ter�o que se haver com o Morton. E o Morton n�o � para brincadeiras.
Bem, vamos.
O que � isto?
Um ca�a borboletas.
- Para que serve? - Para ca�ar borboletas.
O que fazes com elas quando as ca�as?
Ver�s, sou entom�logo e agr�nomo.
Pobre rapaz, tamb�m � azarado t�o jovem e t�o carregado...
...j� tem a enfermidade. - � como seu pai.
O ingl�s s� era tuberculoso.
- Tom, sabes tocar esta coisa? - Mais ou menos.
- Ent�o, toca algo para n�s. - Uma coisa alegre.
Se fazem muita quest�o.
P�ra com isso, Tom. Tocas muito bem.
- O que h� aqui dentro? - Um par de espadas.
Mas como?
Isso eu montarei amanh�.
- Que raio �? - Uma bicicleta.
- Uma bicicleta? - Sim, uma bicicleta.
E com essa bi... o que seja, fazes alguma coisa?
Sim, monta-se em cima e come�amos a correr.
Sim.
- Queres beber? - Sim, obrigado.
- Mas, o que � isto? - � u�sque. O melhor do Kentucky.
- Sabe a petr�leo. - Petr�leo?
� petr�leo.
Enganei-me no cantil.
Toma, prova este.
Obrigado.
Sim, este � um pouco melhor.
- Meu deus, que jornada. - Est�s cansado?
Bom, dez dias de comboio n�o � pouco.
N�o est�s a dizer que vieste do Leste at� aqui s� em dez dias.
Sim, teriam que ver como corre a nova locomotiva Vanderbilt.
- Voa como uma flecha. - Gostas do caminho de ferro?
O Todo-Poderoso criou a terra sem caminhos de ferro, � verdade.
- E sabia muito bem que fazia. - Sim, claro, mas o progresso �...
...o progresso, n�o se pode parar.
- Mas pode-se evitar. - Como?
Cavalgando mais para o oeste onde a pradaria ainda � de todos.
Ali n�o h� essa maldi��o do caminho de ferro
N�o h� sequer arame farpado.
Assim pensava tamb�m o teu falecido pai.
Sim eu sei, mas ele era um sonhador.
Era um homem livre.
Bom, vamos sair um bocado. Tom est� cansado.
Boa ideia.
Vem, vamos tirar um sono.
- Aonde v�o? - L� para fora, dormir.
- L� para fora? - Sim, � Primavera rapaz.
Mas dormem com essas armas todas?
- N�s dormimos, elas n�o. - J� entendi.
H� bandidos por aqui.
Sim, ouvi dizer isso.
Est� cheio de bandidos foragidos, � verdade.
Boa noite.
Vai ser dif�cil parar de sonhar, pai.
Um, dois, tr�s, quatro. Um, dois, tr�s, quatro.
Um, dois, tr�s, quatro.
V�em o mesmo que eu?
Que deu nele?
Ser� que foi mordido por alguma tar�ntula?
O homem, n�o se esquece, que ainda � um animal.
Cuidado, agora vem a atr�s de ti.
Bom dia.
- Est�s bem? - Magnificamente.
- Est�s certo? - Claro.
'Mens sana in corpore sano. '
Provavelmente tens raz�o. Mas, que diabos significa isso?
Se o corpo estiver s�o, a mente est� s�.
N�o d�s aten��o a boatos, Tom. Conheci um monte...
...de loucos com uma sa�de de ferro e vice-versa.
Anda, veste-te que vamos a cidade.
Hoje � s�bado e estamos de folga.
- Mas hoje � segunda-feira. - N�o, � s�bado.
- Est�s errado, ontem era domingo... - E hoje � s�bado.
Bem, estou pronto num momento, vou-me lavar e vestir.
- Que vais fazer? - Lavar-me e vestir.
- Porqu�? - Porqu�?
- N�o o entendo. - Nem eu.
Tinha-me esquecido disto. � do meu pai para voc�s.
Enviou-me isto uns dias antes de sua passagem.
Podes ler?
Devias estudar.
Meus queridos amigos, chegou a despedida.
O m�dico disse que tenho crises de tosse cont�nuas...
...e tenho medo que seja verdade.
Porque j� n�o tenho f�lego nem para apagar um f�sforo.
O pouco que ainda ficou estou a gast�-lo com uma bela irlandesa.
N�o sei se l� encima encontrarei grama macia ou forragem.
Se for grama macia, louvado seja o Senhor.
Se for forragem...
...louvado seja o Senhor.
S� uma coisa me faltar�, a vossa amizade.
O resto n�o sentirei falta de nada. A v�s Senhor encarrego agora o...
...amparo de meus leais e queridos amigos.
Assinado, o Ingl�s.
H� um p�s-escrito.
Uma �ltima coisa. Meu filho Tom � ainda um fruto...
...verde. Fa�am dele um verdadeiro homem e logo...
...o deixem voar.
Conta com isso, Ingl�s. Conta com isso!
� bastante veloz, n�o �?
Sim, e nunca caga.
� o progresso.
Se o progresso significa constipa��o, pr� diabo com ele.
Vem, �nimo.
- � aqui, Tom. - A� vou.
Ol�.
Que alegre � a gente deste lugar.
Sim, para mim at� � muito.
O que achas come�ar o dia com algumas bebidas?
- � um pouco cedo para beber. - N�o!
Nunca � muito cedo se estiveres sedento.
Escutem, tenho que fazer algumas aquisi��es...
...reuno-me com voc�s logo. - Tamb�m temos...
...de fazer umas aquisi��es. - Bem dito.
- Isto est� errado. - Voc�s, ol�.
- Olhem quem est� aqui. � o Tim. - Ol�, Tim.
Vejam quantas crian�as.
- Que h�, pequenos? - E o Ingl�s, onde est�?
Estamos esperando.
- Como vai a vida? - Como queres que v�?
A fam�lia aumenta e o trabalho diminui.
As pessoas cada vez atiram menos.
fazem-se poucos caix�es e at� os cowboys mudaram.
J� n�o destroem o saloon como noutros tempos.
O mundo est� a mudar.
Mas n�s n�o, velho amigo.
- N�o estar�o pensando em... - Como diz o Holy Joe...
...os caminhos do Senhor s�o finitos.
S�o infinitos, Bull, n�o finitos.
Bom, algo mais ou menos assim.
Obrigado, rapazes, obrigado.
Temos que lhe dar uma m�o. Tem oito bocas para sustentar.
Olhem ali que bom carregamento de progresso.
Vamos tomar um copo.
Bom dia, Miss Osten.
Bom dia, Jeremy. J� chegaram os meus livros?
N�o, Miss Osten. Sinto muito, mas...
em Tucson ningu�m ouviu falar...
...alguma vez desse tal, como se chama?
- Byron, George Gordon Byron. - Sim, isso.
- N�o � poss�vel. - Pois � sim.
Inclusiv�, perguntaram ao xerife.
Perdoe, senhorita, talvez eu a possa ajudar.
Agrade�o-lhe muito, mas n�o vejo como poderia nem porqu�...
- ...teria que faz�-lo. - � muito simples. Tenho quase...
- ...todas as obras de Byron. - S�rio?
- S�rio. Era um prazer emprestar-lhos...
Obrigado, mas antes terei de pedir permiss�o a meu pai.
Parece-me bem.
Vive aqui na cidade?
N�o, sou...
...h�spede de uns amigos que t�m uma cabana l� em cima da colina...
- ...no planalto. - No planalto?
Como gosto daquilo, � t�o lindo.
Sim, e al�m de muito...
- ...muito alto.
Sim, � verdade.
Deseja mais alguma coisa?
Sim, quando poderei voltar a v�-la?
Poderemos falar de Lorde Byron.
No domingo, se estiver bom para si.
Fant�stico, at� manh� ent�o, onde?
Mas amanh� � ter�a-feira.
- Ter�a-feira? - Sim, hoje � segunda-feira.
Tem raz�o. Hoje � segunda-feira, amanh� ter�a-feira, logo...
Onde?
Costumo ir no domingo ao bosque do...
planalto apanhar flores.
Vai, apanhar 'flores no bosque'.
At� domingo.
Quanto lhe devo?
Um d�lar e meio pela mercadoria e nada pelo conselho.
O qu�?
Deixe em paz a essa mo�a, ser� melhor para si.
Porqu�?
Se a hist�ria das flores chegar a Morton Clayton...
...o m�dico ter� de trabalhar bem para lhe colocar os ossos...
- ...s�tio, jovem. - Quem � Morton Clayton?
O capataz dos Osten. Est� de olho na garota.
E parece que o velho n�o desgosta de todo da ideia de ter...
...netinhos.
Agrade�o o conselho. Mas o caso � que n�o me interessa...
...o problema de descend�ncia do senhor Osten.
E n�o me preocupo com a ira dum capataz apaixonado.
Adeus.
Cuide da sua cabe�a, vai precisar.
Estava a falanr do Osten?
- N�o, da filha. - Como?
A mo�a deve ir buscar uns livros dele...
Tom...
...Agora tens idade suficiente e podemos contar.
Sabias que o teu pai sempre teve uma predilec��o grande por saias?
- A s�rio? - Diabo, podes acreditar.
Uma mulher foi a causa que...
abandonasse o seu pa�s com tanta pressa.
- N�o. - Sim.
Meteu-se num aperto com uma tal Vicky.
Acho que se chamava Vicky ou Regina
ou algo parecido.
Queres dizer Vit�ria Regina?
Sim precisamente, Vit�ria.
- Regina Vit�ria. - Isso mesmo, Regina.
Assim se chamava, conheces?
N�o, mas j� ouvi falar dela.
Parece que...
...se zangou, porque se casou com uma das suas damas...
...sem lhe pedir permiss�o, ent�o o velho mandou-a para o diabo.
Que mau car�cter t�m os chulos.
Assim que uma de suas garotas deixa o bordel...
Tom, n�o tem culpa de que sua m�e fosse uma...
N�o � o �nico. Olha o Bull e olha o Monkey, tamb�m as suas velhas...
...eram do of�cio, certo rapazes?
Acreditem meus amigos, o importante
� estar no mundo...
...e gozar de todas as boas coisas...
...que o bom Deus nos d� generosamente...
... como por exemplo, este... ... maravilhoso u�sque do Kentucky.
Que Deus te aben�oe.
Sa�de, rapazes.
Estamos aqui.
Ol�, Morton. O rev�lver, por favor.
- Ol�, rapazes. - J� era hora, Morton.
Osten vendeu 500 cabe�as e ganhou...
...um mont�o de dinheiro.
O dote aumenta.
- J� chegou o arame farpado? - 500 rolos.
H� tanto que d� para cercar todo o estado.
Descarreg�mos os �ltimos.
- Outras novidades? - Sim, s� uma, mas gorda.
Esteve a falar com Miss Osten.
- Esse cachorro? - Sim, esse.
Que te parecem estes feij�es, Tom?
- �ptimos.
O molho � delicioso. Tenho de felicitar o chefe.
O cozinheiro.
Aconselho que te apresses, amigo, sen�o perder�s a dilig�ncia.
Sai daqui a dois minutos.
Est� a falar comigo?
Sim, estou a falar contigo.
- Sim, est�s a falar com ele? - Sim, estou.
- Ele est� a falar contigo. - N�o tenho d�vidas.
Tenho uma vaga suspeita de que quer me provocar.
� isso mesmo, bastardo.
J� sabem que n�o quero lutas aqui dentro.
- Diz�amos... - ...que a suspeita era fundada.
N�o compreendo por que se incomoda tanto.
Mas suponho que seria in�til perguntar-lhe.
N�o queres comer isso?
N�o, obrigado.
- Outra bebida? - Sim.
Quieto, Monkey, ele tem que aprender.
- Bom, vais pegar a dilig�ncia? - O qu�?
- Vais pegar a dilig�ncia. - Nem sonhe.
- N�o? - N�o.
J� chega.
- Que disseste? - � um rapaz.
Tu est�s crescido. Porque � que n�o ocupas o lugar dele?
Um momento que j� vou de seguida.
N�o te podia ter ocorrido uma ideia pior.
Sim, mesmo a pior.
Quem perder paga os danos.
Concordo.
Vamos.
J� chega!
Vai para o inferno.
Queres mais?
Vou-te matar.
- J� tiveste o suficiente? - Sim.
Um momento.
Onde est� o rapaz?
- Est� a descansar. - Ali.
Vamos, Tom.
- Vamos. - Vamos, �nimo.
Tenho de p�r o chap�u.
Acho que n�o levaram a mal a brincadeira na mesa...
...que fiz com voc�s, certo?
- N�o, n�o somos rancorosos. - Isso agrada-me muito.
Tiveste not�cias dos teus amigos?
Se n�o me engano, devem estar...
...exactamente atr�s de voc�s.
Aconselho-os a que n�o se virem,...
...n�o ser� bonito.
Monkey, traz a mesa?
Dentro em pouco ter�o uma tremenda dor de cabe�a.
Deve ter a porta nalgum lado.
- Cuida do Terry. - Vem, Terry.
- Tens a bicicleta? - Sim, vamos.
- Obrigado, amigos, obrigado. - Que Deus os aben�oe.
- Voltem logo. - Adeus Tim, passa bem.
Mas � a coisa mais f�cil do mundo.
� como montar um cavalo.
Um corno.
- Empurra. - Sim, empurro.
Anda com isso.
Agora est�s indo bem?
Bom.
Tens de usar os pedais.
N�o se pode soltar as r�deas.
Que merda.
� mais dif�cil do pensei.
O que esperavas?
- D�-me isso. - Eu disse que � muito f�cil.
Tudo fica mais f�cil com um pouco de boa vontade.
At� aprender a ler e a escrever.
Voc�s sabem ler e escrever, n�o?
Eles s�o analfabetos, Tom.
E desde quando sabes escrever?
N�o, n�o sei escrever mas sei ler.
Se sabes ler tamb�m sabes escrever.
- Como � que sei? - Pois, claro.
Como?
L� uma frase qualquer.
O rei Salom�o reinou sobre a terra de Israel.
Exacto.
Se tivesses que escrever essa frase, como farias?
N�o sei como ia fazer.
Copiarias exactamente como est� escrita no livro.
- Claro, tens raz�o. - V�?
Sim, mas se tivesse que escrever por exemplo...
...est�o a chegar cinco homens a cavalo, como farias?
Depende de muitas coisas. Se tivessem...
uma estrela na camisa talvez...
Do que est�o a falar?
- Ol�, podemos descer? - N�o.
Sou Osten, Frank Osten. Fico feliz em v�-los.
N�o me parece motivo suficiente para nos alegrar com a visita.
Queria pedir desculpas pelo que aconteceu ontem no saloon.
Morton � um tipo impulsivo e �s vezes sai um pouco dos limites.
Tudo esquecido, certo Morton?
De qualquer maneira, ele pagar� os danos.
Veio at� aqui para nos dizer isso?
- Bom, n�o � s� isso. - H� algo mais?
Qual de voc�s � Thomas More?
- Sou eu. - Esta terra � sua, certo?
- Sim, nossa. - Sua e de quem mais?
- Nossa. - Como est� registada...
...no seu nome, sim eu digo-lhe. - O qu�, Mr Osten?
Que me venda.
Parece que voc�s n�o a trabalham.
Isso � algo que n�o acontecer� nunca, pode estar certo.
Ent�o venda-me
N�o est� � venda, senhor.
Ofere�o 20.000 d�lares.
- � uma oferta vantajosa, mas... - 30.000.
- Queres vend�-la, Tom? - N�o.
Meu pai comprou-a para que continuasse assim.
Um prazer para os olhos que d�o paz ao esp�rito, disse ele.
- Exacto. - Sim.
- Boa viagem, Mr Osten. - Pense bem, More.
Pode-se arrepender de rejeitar a minha oferta.
Se mudar de ideias, avise-me.
Adeus, senhor.
Para que diabos quer esta terra, j� tem tanta.
Osten � o rancheiro mais rico do estado.
- � ambicioso. - N�o, � inteligente.
Sabe que esta terra � f�rtil.
Eu entendo disto, sou agr�nomo.
Olhem que esponjosa e que rica que �.
Bastar� remov�-la e dar� frutos maravilhosos.
Tom, pegaste uma bosta de cavalo.
Um verdadeiro perito.
Vai levar muito tempo para fazer dele um homem.
Que turma de bastardos.
Que turma de bastardos.
Aqui fala de um tal Paulo, um sujeito
que passou a vida a escrever...
...cartas ao pr�ximo, sem que ningu�m se dignasse...
...a lhe responder.
Pode ser que os que escrevia s� soubessem ler.
Pode ser.
D� uma olhada.
� curioso, n�o �? Mas, � uma formiga.
- N�o me digas que... - Vai l� fora, Tom.
- Quero que vejas uma coisa. - Um momento.
J� faz dias que est�s a escrever essa carta.
N�o � uma carta. � um relat�rio para meu professor de hist�ria natural.
Sobre a pouca laboriosidade das formigas de...
...destes lugares.
N�o, n�o s�o t�o laboriosas como noutras partes.
Bem, queres ser um espi�o.
N�o se trata de espiar, � uma observa��o cient�fica.
Pois diz que as formigas
daqui s�o mais inteligentes que...
...nos demais lugares. E agora venha c� fora.
Est� bem.
Olha.
Isso, como se deduz pela forma da cabe�a,...
...das patas e da cauda, � um cavalo, e � teu.
- Meu? - Sim, absolutamente teu.
Monkey queria marc�-lo com as tuas iniciais, mas...
...sabes, n�o tivemos tempo.
Rapazes, mas porqu�? Deve ter custado uma fortuna.
N�o, foi de ocasi�o. Uma verdadeira ocasi�o.
Bom, o que te parece?
� magn�fico.
Agora vamos ver se consegues manter-te na sela.
Aos dez anos na Inglaterra j� ia � ca�a da raposa.
Sabem como se faz, n�o? Com c�es, batedores e corneteiros.
Acho que deve haver alguma raposa por estes lugares...
o problema � que n�o temos corneteiros.
Poder�amos tentar com o violino, se quiseres.
Anda monta, rapaz.
- Que aconteceu? - N�o tem buraco.
Os estribos s�o um pouco compridos mas n�o importa.
Em trote.
Ele cavalga como um cavalheiro.
Monta a cavalo no estilo do oeste!
Como n�s fazemos!
Est� bem, est� bem melhor.
Bom rapaz, vamos.
Bom, sa�-me bem?
N�o est� mal.
Agora vejamos com te sais com isto.
Obrigado.
Que tenho de fazer com isto?
Ver�s, pode-se fazer muitas coisas com um rev�lver.
Se algu�m te aconselhasse a tomar a dilig�ncia e tu...
...n�o quisesses. - Deveria disparar?
Se ficar complicado, sim.
Por nenhuma raz�o faria valer meus direitos com um rev�lver.
Tom, n�o podes andar desarmado. Um homem sem rev�lver,...
...n�o � um homem. - Exactamente.
- N�o? Ent�o, o que �? - Pois um sem...
...como queres cham�-lo. - Compreendi.
Mas eu acho que ele precisa de mais coragem para ir ...
Quem �?
Parece ser a filha de Osten.
Onde vais? Hoje � s�bado. Vamos a cidade.
- � domingo. - Que lhe aconteceu?
N�o sei.
� volta falaremos do vosso estranho calend�rio.
De que � que ele fala?
N�o sei.
Para que leva livros se vai ca�ar borboletas?
Talvez se n�o conseguir ca�ar com a rede, tente atirando um livro.
J� vi mulheres conseguidas ao pontap� e � bofetada,...
...mas com livros, nunca vi nenhuma.
- Aonde vais? - Atr�s da casa.
Tu, monta guarda.
N�o quer lutar, mas pelo menos gosta das mulheres.
- Sim. - Melhor isso que nada.
Este � o teu �ltimo concerto!
Onde est� o pregador?
Tinha um assunto importante.
Bem, vamos ter que esperar.
� o melhor que podem fazer.
N�o passou muito tempo.
- H� alguma maneira de... - Os rev�lveres.
Dar conselhos � do esp�rito de boa gente.
D�-lhes for�a e coragem.
D�em c� o que tiverem nos bolsos...
...e v�o embora daqui ou eu vou quebrar-vos o pesco�o.
Obrigado,rapazes.
Vamos.
Adeus.
Bem, de certa forma eles s�o bons rapazes.
Boa cabe�a sobre os ombros.
C�ndida, C�ndida Osten.
- Bonito nome. - O seu tamb�m � bonito.
E distinto. Thomas Patrick Philip More.
- Visconde de Essex e Par Brit�nico. - Chame-me Tom.
Sim, Tom � mais bonito.
Sim, Tom � melhor.
Sentamo-nos?
Aqui mesmo.
Escute, C�ndida,...
...n�o me julgue atrevido ou pouco respeitoso...
...mas eu... - Sim?
- Ver�, que eu... - O que?
Eu,...
...eu n�o uso rev�lver mas asseguro-lhe que tenho...
n�o queria parecer desajeitado, mas eu ...
- Eu tamb�m, Tom. - A s�rio?
- Desde o primeiro momento que te vi. - Ou ainda mais cedo.
"Mesmo antes? - Sempre, Tom.
Estava � tua espera!
- Est�s certa? - Duvidas?
Ver�s, poder� parecer-te estranho, mas � que eu tenho princ�pios.
Eu decidi ser monog�mico, bom quero dizer que...
...quero ter uma s� mulher em minha vida. e...
...n�o quero quebrar... - Quebrar?
N�o tens que quebrar nada Tom, porque...
...eu serei a �nica mulher da tua vida.
Eu sinto...
Que sonhei contigo, toda a minha vida.
Sabia que um dia chegaria o meu principe encantado...
...montado num magn�fico cavalo branco e...
- Tenho um cavalo branco. - S�rio?
Vamos chamar este lindo dia o dia dos cavalos brancos.
- Porqu�? - Porque tamb�m sonhei ...
...sobre um cavalo branco, tu tens um cavalo branco...
...e esta noite roubaram ao meu pai um cavalo branco.
- Com a sela e tudo? - N�o.
Mas, que import�ncia pode ter um cavalo?
O importante � que tu est�s aqui comigo.
Sim, isso � muito importante.
Mas o cavalo...
- O cavalo roubado... - Oh, j� � tarde.
Meu pai j� deve ter mandado algu�m para me buscar.
Quando voltarei a ver-te? Se me permitires?
- Quando volto a ver-te? - N�o sei, no domingo talvez.
- Estarei aqui � espera. - Eu tamb�m.
- Sonharei contigo. - E eu.
- Adeus. - Cuida-te.
Adeus.
Menina bonita.
Fascinante.
Passava casualmente por aqui e...
pensou em dar-me o hor�rio da sa�da da dilig�ncia.
- Exacto. - Pois n�o vou.
- Sim vais. - N�o, n�o vou.
N�o?
J� esperimentaste alguma vez andar numa cadeira de rodas?
N�o, mas eu imagino que deve ser bastante desconfort�vel.
Se perderes a pr�xima dilig�ncia,
a cadeira de rodas sou eu que ta dou de presente.
Ser� que lhe atiraram um livro?
Parece ter perdido a dilig�ncia.
Parece que sim.
Vamos Tom, que se passa.
Estava a apanhar borboletas ...
Ele deve ter perturbado algumas pessoas
que tinham uma boa raz�o.
A final de contas o rapaz tem car�cter..
Se continuar a provocar o Morton manter� o seu valor para sempre.
Sim, o velho j� lhe tinha metido uma bala entre os olhos.
O caso � que o rapaz vai ter que acordar.
Melhor que o fa�a j�. Isto n�o pode durar eternamente.
Bem j� est�s recuperado, meu filho.
Foi Morton?
� um velhaco esse Morton. Toma-me por um mi�do.
S� est� com ci�mes.
- � ca�a da mesma borboleta? - Sim.
Digo-te que chegou a hora de empunhares o rev�lver.
N�o, prefiro ser assassinado do que ser um assassino.
Morton estar� de acordo com isso.
Talvez.
A prop�sito, amanh� devolver�o o cavalo branco e a...
...sela ao seu leg�timos dono.
- Quem � o leg�timo dono? - O leg�timo dono.
N�o est�s a imaginar que a roub�mos?
Sim, ou que a tenham desviado.
N�o sei o que isso significa, mas garanto-te que ela foi...
Roubada.
Compraram a sela?
N�o, achas que eu sou doido?
- Ol�. - Ol�.
- � voc�? Fico feliz em v�-lo vivo. - Obrigado.
- Esta sela � sua?? - Sim.
N�o exactamente, � de um cliente. Roubaram-na faz alguns dias.
Encontr�mo-la fora da cidade. Talvez o ladr�o a tenha perdido.
� dif�cil perd�-la sentado em cima dela.
Suponho que n�o o mataram.
- N�o, mat�-lo n�o, mas faltou pouco.
Um cavaleiro veio a cavalgar e obrigou a desmontar...
...rapidamente o meu cliente, suponho que para salvar sua pele.
Onde posso comprar um cavalo?
Aqui mesmo. Entre e d� uma olhadela.
Desde quando se compra cavalos?
Olhe este baio, n�o � bonito?
Deixe-me ver. N�o est� mal.
Sim, � um bom cavalo.
- Acredito, mas quero um branco. - Branco?
Porqu� branco?
Porque eu quero branco. Tem algum?
- Sim, tenho um, mas � um pouco... - Um pouco o qu�?
- Est� um pouco... - Um pouco...?
- � muito... - O qu�?
Eu mostro.
- Ele quere-o vivo. - Est� vivo.
Quanto quer por ele?
Tom, est� a agonizar.
Se lhe fizer uma caricia, mata-o.
N�o exagere, est� um pouco cansado. � um bom cavalo, inteligente.
Columbus, quieto a�. Viram?
Se fosse inteligente j� haveria se suicidado h� dez anos atr�s.
Quanto pede por ele?
- Selado? - Claro.
A sela custa 40 d�lares e inclui o cavalo.
Por 10 n�s o enterramos.
Esta certo, 30 d�lares sela e o cavalo.
Deixem isso. Suspendam o funeral.
- Servir� para dar sabor ao tabaco. - Para isso � �ptimo.
Est� um pouco constipado por isso d� pris�o de ventre.
- Logo passarei para recolh�-lo. - Bem.
Os cavalos sempre fazem-me tossir.
Coragem, velho amigo, tenta fazer um �ltimo esfor�o.
Ent�o ele agarrou-o e disse...
- Ol�, pessoal. - Ol�.
Como est�o?
- Quem �? - � Tom Smith. nosso amigo.
- Tudo bem? - Tudo bem, senhor.
Tim � o carpinteiro da cidade.
Vejo-te ocupado.
Tim, porqu� tanto movimento no saloon?
Chegaram putas novas.
Sim, uma bela Irlandesa com os cabelos ruivos.
- Chegaram ontem de Tucson. - E a Speedy tamb�m?
Como n�o.
Tom h� uma garota que tens de conhecer.
S� sabe uma coisa mas...
...que coisa!
Estou indo. Bem, vejo-os mais tarde.
- Aonde vais? - Ao banco.
- Espera, vamos contigo. - N�o obrigado, irei sozinho.
Viste os homens do Osten na cidade?
- Sim, andam por a�. - Por a�.
N�o est�o a pensar em...?
As crian�as, estava a pensar que aos seus lindos p�s fazem falta os sapatos.
Bom dia, senhor Osten.
- � voc�? - Sim, sou eu.
- Faz um dia lindo, n�o � verdade? - Lindo.
Um pouco quente mas bastante agrad�vel.
- Sim. Vou lhe dar um conselho. - Obrigado, senhor.
Se for um bom conselho agrade�o.
Deixe em paz a minha filha ou se arrepender�.
N�o � um bom conselho. Sinto muito.
Ser� melhor que tome essa dilig�ncia enquanto esteja a tempo.
- Senhor Osten. - Como foi, Morton?
Levou algum tempo, mas conseguimos.
Desculpa, estou verdadeiramente desolado.
Depois...
...o ingl�s pegou a cabe�a de Maureen entre as suas m�os,...
...beijou-a na testa, e disse,...
...'Obrigado'.
- Tossiu um pouco e morreu. - E Maureen?
Foi um golpe tremendo para ela.
Amava-o loucamente.
Disse que n�o voltaria mais a lavar-se...
...para conservar o perfume do ingl�s sobre a sua pele.
E a pobre coitada empesta.
Levanta o �nimo que est� a chegar o rapaz
Senta-te connosco.
Apresento-te � Irlandesa e � Speedy.
- Senhora. - Onde estava escondido?
- Ol�, Tom. - Como vai?
Ainda em p�.
Vamos Speedy, vou precisar de ajuda.
Speedy, traz-nos de beber e depressa?
Eh Speedy, encontrei o teu sapato debaixo da cama.
Bem Tom, que achas?
Gostava de conhec�-las melhor.
Sim, isso � �ptimo.
Sobe agora, que � mau pensar em falso.
Vai a jogo, Morton?
Tom, vais ficar aqui ou voltas para o Leste?
- Decidi ficar. - Fazes bem.
Arranja uma pombinha e forma uma fam�lia.
- Sim. - Isso � o que eu pretendo.
E a pombinha, j� a encontraste?
Sim, mas n�o � uma pombimha.
� um cisne. Um lindo cisne branco.
- Um cisne soa como... - Algo suave e c�ndido.
Especialmente se for o que pensamos.
Olha-me, olhos do c�u. �s muito bonito.
O que n�o faria uma mulher para sentir-se em seus bra�os.
- Obrigado. - Cala-te!
Quantas vezes tenho que dizer que n�o
quero lutas aqui dentro?
Eh tu, levanta-te.
Estou a falar contigo.
- Falou para mim? - Sim.
N�o � t�o feroz o le�o como o pintam.
Esse n�o est� pintado, Tom. Ele espera por ti...
l� fora, se por acaso n�o percebeste.
Vamos, rapaz!
Ele quer provoc�-lo, n�o se mexa.
- Sai c� fora, covarde! - N�o lhe d� ouvidos.
Est� a chamar-me covarde. N�o posso ignorar.
Mais vale um covarde vivo que um valente morto, rapaz.
Estou � tua espera!
Sinto muito. Volto j�.
Sim.
Foi o que disse o meu pai � minha m�e um dia antes do casamento.
N�o o torn�mos a ver.
Toma.
Para dentro, meninos, depressa.
- T�m de fazer alguma coisa. - J� � tarde demais.
Acredita em mim, ele � uma besta. Eu conhe�o-o.
Estou � espera.
Pega o rev�lver.
Porqu�?
- Que queres dizer porqu�? - Porqu�?
N�o �s um cavalheiro?
Espera, Tom. Morton, esqueceu-se duma coisa.
Explica-lhe como � o jogo, ele n�o o conhece.
- Diz-lhe tu. - Est� bem.
� muito simples, Tom.
Logo que tocares nesse rev�lver, ele mata-te.
- N�o � verdade, Morton? - Sim, � assim.
- Sem me dar tempo de peg�-lo? - Assim que o toques, atirar�.
� rid�culo, nunca empunhei um rev�lver.
Seria t�o est�pido em matar-me.
- Est�s com medo? - O que disseste?
Gostava de saber se est�s com medo.
Claro que tenho medo.
Ent�o foge depressa.
Isso podes tirar da ideia.
Bravo, Morton, bravo.
�s um grande atirador, bravo.
Terminou o espet�culo?
Disse para pegares esse rev�lver.
- Nem que estivesse louco. - Morton!
Vamos, j� chega.
- Na pr�xima vez mato-te. - Anda, deixa-o.
O rapaz teve medo e se intimidou.
O que aconteceu?
Nada, esse idiota disse que estavas com medo.
E � verdade.
Vamos? � constrangedor, mas tenho...
...que mudar as cuecas.
- Ele n�o tinha medo. mas sim p�nico. - Sim, isso.
Adeus. Vamos, cachorrinho.
Fazes trapa�as at� a jogar o solit�rio.
Ent�o, eu sou assim, � o destino dentro de mim.
Deverias pensar nos teus problemas em vez de espiar...
...as formigas. Est�s em apuros.
Grandes apuros.
As formigas s�o mais importantes que Morton.
- Ensinam a viver e a trabalhar. - E sobretudo n�o disparam.
Estou a tentar concentrar-me.
Um homem t�o perto do Criador n�o se deveria enganar.
Que noite.
E olha que lua.
Sim, � uma noite ideal para dar um golpe.
- N�o disse nada de mal? - Tamb�m temos que viver.
Por que n�o tentam trabalhar...
...como todo mundo?
Agora, a falar a s�rio, que pretendes fazer?
Ficarei aqui.
Montarei um rancho e voc�s v�o-me ajudar a dirigi-lo.
D�-me a fera.
At� o Morton trabalha.
Ser� um filho de pai inc�gnito...
...mas trabalha.
Esse n�o trabalha. Est� a prepar-se para o...
grande golpe da sua vida,...
...e n�o deixar� que lhe tirem a presa da boca.
- A presa � um c�ndido cisne branco. - Exacto.
Mal se apanhe casado, o velho tera um acidente ...
...e ele vai-se tornar no patr�o. - Que tolice.
Acorda, rapaz. � tarde.
- Boa noite. - Vamos dormir.
Ouve, eu...
Anda, est�pido jumento, anda.
- Tom. - Ol�.
Logo mas pagas por isso.
Desculpa-me o atraso, querida. N�o sei o que se passa hoje.
Vamos-nos sentar?
O que aconteceu, C�ndida?
Tom, o que, infelizmente, eu temia tornou-se realidade.
O que aconteceu?
Vamos, diz-me.
Meu pai quer...
...quer que me case com o Morton.
Mas isso � horr�vel.
� pior que isso, mas que posso fazer?
Ele disse que est� velho e cansado e precisa de um homem em casa.
Um homem forte e decidido que leve em frente o rancho.
E que esse homem, al�m disso deve ser um bom administrador...
...fosse tamb�m meu marido, morreria em paz.
- Podes contar com isso. - O qu�?
Nada.
Falarei com o seu pai e o convencerei.
- Depois do que aconteceu? - Claro.
Ele deve ter notado como sou.
N�o, Tom, n�o compreendeste nada.
Olha, para ele um homem que n�o masca tabaco...
...n�o cospe longe ou n�o atira em latas...
...que encontra no seu caminho, n�o � um homem.
E Morton diverte-se a atirar contra latas?
Atira estupidamente contra tudo. At� lagartixas,...
os grilos assim que o v�em, calam se aterrorizados.
E no outono n�o h� folha que chegue ao ch�o...
...sem um buraco no meio.
Imploro-te Tom, vamos fugir.
Nisso nem pensar, minha querida.
Ent�o, vamos dizer adeus. N�o quero chorar no teu funeral.
C�ndida, deve haver alguma sa�da.
Sei que a h�.
- Sim. - Qual?
A sa�da est� na �ltima estrofe da poesia que n�o terminou...
...quando nos conhecemos no trem.
Sorri...
...porque seu amante inegavel.
Pr�digo te entregarei todo o meu amor.
Te entregarei a flor da minha juventude.
Meu inexprim�vel apaixonado amor.
Pr�digo te entregarei todo o meu amor.
Te entregarei a flor de minha juventude,
meu inexprim�vel apaixonado amor.
Meu inexprim�vel apaixonado amor.
Lorde Byron ele sabia tudo, n�o?
N�o tudo.
Que tarefa chata que nos destes, Ingl�s.
Tens raz�o.
Est�s bem?
Meu inexprim�vel apaixonado amor.
Que diabos lhe aconteceu?
O que est�s a fazer?
- Como funciona esta maldita coisa? - Cuidado!
Queres fazer-nos em peda�os.
N�o sei o que provocou essa mudan�a, mas deve ser...
...uma raz�o poderosa.
Tu o disseste, rapaz. Maldito ladr�o.
Deixarei o Clayton Morton...
...como uma violeta em num livro de poesia.
Para o diabo com os livros, acabaram-se todas essas porcarias.
Quando come�amos?
- Quando come�amos, o qu�? - Agora.
Para come�ar, tira duma vez essa roupa rid�cula.
Que tolice, n�o vou a um...
...baile de m�scaras. - Tom.
Tom, veste esta roupa.
Pertenciam ao teu pai.
Ele as usava no �ltimo golpe que demos juntos.
Que diabos o ter� feito mudar de ideias?
Gostaria de saber.
V�, �s igual ao teu pai.
Vem c�, Tom.
O ingl�s voltou.
Essas cal�as fica-te muito bem.
Est�o um pouco largas atr�s.
Para te sentares, � melhor largas que apertadas.
E agora m�os � obra.
Vou-te ensinar a rachar lenha, Monkey te explicar� porqu�...
...as fossas est�o cheias de optimistas...
...e o Holy Joe far� o resto.
Estou pronto.
Primeiro de tudo um conselho,...
...lembra-te sempre o motivo porque lutas.
Do que est�s rir?
Escuta, nunca confies em ningu�m...
...nem no teu melhor amigo.
- Entendido? - Entendido.
- Tens a certeza? - Tenho.
Aperta aqui.
- Isso � desleal. - Exacto.
Tom, n�o � necess�rio parar com o queixo,...
...Podes faz�-lo com os bra�os.
- N�o exageres. - Tudo bem.
Cuidado com isto.
Vamos, tenta outra vez.
Preparado?
Vamos, porta-te como um homem.
Isso, est� melhor.
Faz o que eu te disse.
- Bom golpe. - N�o confies em ningu�m.
Vamos comer.
Como est�s?
Estarei bem quando acabar com ele.
Agora se encarreguem voc�s.
Aonde vais, Bull?
Estarei fora alguns dias,...
...voltem para trabalho, o tempo � curto.
Essas formigas est�o a trabalhar como formigas.
- De que formigas est�s a falar? - Das da pior esp�cie.
Ser� in�til perguntar do que est�o a falar.
Cada dia que passa est�s mais inteligente.
- Adeus, rapazes. - At� � vista.
Boa sorte.
Bem, vamos come�ar.
- Sabes o que � um optimista? - Claro.
Um sujeito num caix�o com as m�os cruzadas na barriga.
Ent�o abre bem os olhos e os ouvidos.
Em primeiro lugar o coldre
deve estar amarrado na perna com o cord�o.
Tenho do amarrar?
Sim, tens que o amarrar.
Pronto.
Por que me olhas desse modo?
Existem duas formas de meter medo ao advers�rio.
Ou o olhas assim fazendo-o compreender ...
que seus minutos est�o contados,...
...ou sorrindo.
Sorrindo tranquilo e confiante da tua capacidade.
Est� claro?
- Sim sim, est� claro - Vamos ver, faz.
Ser� melhor sorrires, Tom.
Sim, talvez seja melhor.
Vou ensinar-te a sacar.
Enquanto sacas...
...levantas o gatilho... - Para ganhar tempo.
Exacto...e atiras.
- Bom, � simples. - Achas?
Se velocidade mais ac��o � igual a x + y,...
...pot�ncia que n�o estabelecemos, por...
...ignorar o factor energia.
Sim, mais ou menos isso.
Anda tenta, atirar contra esse tronco.
N�o, apontarei para aquela lata.
- Sim? - Sim.
Foi pura sorte.
Tom, escondestes-nos alguma coisa.
- N�o acho que � f�cil. - S�rio?
- F�cil? - Sim.
Agora tenta sacar e atirar mais r�pido.
Teoricamente deveria acertar.
- Sim? - Teoricamente sim.
Apontando o dedo para um objecto ou dire��o,...
...tenho o dedo exatamente na dire��o indicada.
Em nosso caso o revolver substitui ao dedo, entendido?
Anda tenta, aponta com o dedo para a lata.
Comprova-o.
- Raios, � verdade. - V�s?
Sim, � verdade.
Enfim, s� preciso de muito treino.
Claro, � o que te disse.
Estes sapatos matam-me.
- Como est�s? - Ol�, garotas.
- Que tal um copo? - Vamos sentar-nos.
Estou morto de cansa�o.
- Que me devolva o meu dinheiro. - O que aconteceu?
Estive l� em cima com a Maureen.
Coitado.
Como foi em Phoenix?
Na verdade, tinhas raz�o.
Eu reconheci-o apenas o vi. N�o tenho a menor d�vida.
Fugiu sem pagar � Irene...
...e dois dias depois vi sua porca cara estampada ao lado de um bando.
Est� descansada. Tentarei recuperar o dinheiro.
Esquece. Como vai o rapaz?
J� deve estar pronto, tendo em conta quem s�o os seus professores.
Serve-me uma bebida.
- Ele vai partir? - Sim.
Uma s�bia decis�o.
Ele se deu conta de que n�o havia nada que fazer e se decidiu.
Virei despedir-me quando se for.
N�o faltes.
Quando diabos sa�mos?
N�o podemos ficar � espera a seu desejo.
Cale-se e espere.
O que � que ele disse?
Cale-se.
A� est� o passageiro.
Vamos, despacha-te, h� pessoas � espera.
Bem, decida-se.
Cale-se e espere.
Vamos, todos pra dentro.
Vamos, amigo, est�o � tua esperao.
�s tu que vais, eu fico aqui.
Que disseste?
- J� me ouviste. - Ouviste, Morton?
� engra�ado.
Pai, pare com isso.
- Morton mata-o. - N�o se subir nessa dilig�ncia.
Tens 10 segundos para mexer os p�s e te pores a andar.
Desta vez vou-te matar.
Vamos ver.
Tenta.
Vou voltar-me, ser� mais f�cil.
Boa pontaria.
Coragem, Morton, atreve-te. S� me resta uma bala.
Vais tomar essa dilig�ncia, ou n�o?
Vamos l� ver se este joguinho consegue persuadir-te.
Atira-lhe o revolver ao sinal.
Sabe pap�, Tom � um visconde.
Cuidado Morton, � um visconde.
Voc� velhote cale essa boca.
N�o queres ir, Morton?
Sem o rev�lver, se tiveres coragem.
Morton, vai fazer-te aos bocados.
Gostarias de tentar outra t�ctica.
Essa n�o funcionou.
Velocidade mais ac��o, igual a energia.
- Podemos ir? - N�o.
- O que disseste? - Disse n�o.
N�o fa�as nada errado rapaz.
O que disse.
Tom, n�o se esque�a da li��o n�mero 3.
- N�o, aqui n�o. - Sinto muito.
- Disse que aqui n�o. - Pare.
Repito que n�o quero luta aqui dentro.
Quietos fiquem onde est�o ou n�o voltar�o a mover-se.
Onde est� o meu sapato?
Coragem, Tom, o bar esta aberto se voc� ganhar.
Rendo-me, de acordo?
- Est�s a pedir perd�o? - Sim.
- Quanto lhe deve? - 10 d�lares.
Mas esquece.
disse que esque�as.
Vai ver o que fazem.
- Estou a dizer a ti. - A mim?
Sim, a ti.
- Est�o a abra�ar-se. - Volta para o teu lugar.
Deverias ter feito um acordo.
Est�s a irritar-me.
Pronto. Em guarda.
Em guarda.
Aprende a li��o.
- Isso, Tom. - Muito bem, Tom.
- Muito bem. - Obrigado.
- Vamos agora? - N�o, des�am todos da�.
Temos um novo passageiro.
Coloquem-no a�, n�o temos o dia todo.
Tenho um presente para ti.
- � um bilhete de ida. - O que � isso?
Algo que anime nosso amigo a desaparecer.
Sabiam que o procuravam?
- Bom, procuram tantos. - Sim.
Por que n�o me disseram?
Pois quer�amos ver se...
...te saberias arrumar com as tuas pr�prias for�as.
J� sei.
Andando.
Bom, eu mudei.
Agora tratem de mudar. Vamos voltar para casa.
N�o Tom, n�s vamos embora.
- As formigas est�o a chegar? - Sim, � assim, rapaz.
Deixem de sonhar.
Estamos em 1880, n�o podem evitar o progresso.
O Oeste terminou.
Enquanto vires o sol...
...ali estar� o Oeste.
E n�s seguiremos o sol.
Espero que tenham raz�o.
Estou certo de que voltar�o e trabalharemos juntos.
Deviam p�r um prego na cabe�a por isso.
- Estarei � vossa espera. - Anda, vamos.
Segura a fera enquanto monto a cavalo.
Adeus.
- Adeus, Tom. - Adeus, Tom.
Boa sorte.
Estarei aqui � vossa espera.
Vamo-nos ver na terra prometida, Tom.
Vamos pegar flores.
Agora n�o.
Senhor, como sois grande. Obrigado por teres feito o Oeste.
- V�s que h�... - Cala-te.
Parece que o garoto tinha raz�o.
Os caminhos do Senhor s�o infinitos. - Vamos voltar.
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