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Alex!
- O Que foi? - Eu te vi.
- E depois? - Posso ir contigo?
Vai embora!
Fique comigo.
- N�o funciona? - Como sempre.
S�o os outros meninos que est�o brincando com as torneiras.
- Quem? - Os outros meninos.
- O que est� dizendo? - Sabe os meninos que assustam.
- Isso s�o, hist�rias. - N�o, � verdade.
Alguma vez os viu?
E ent�o?!
- Espera. - Onde vai?
Volto j�.
Alex!
Alex!
Alex!
"SANTO ANJO"
- Est� tudo em ordem, menina? - Sim, senhora.
Senhora Francard, necessito dos seus servi�os.
H� quanto tempo.
Na segunda porta � direita. Encontrar� tudo que necessita.
ALPES FRANCESES
N�o � obrigada a se vestir j�.
N�o perde tempo, a madre Francard.
- O meu nome j�, o vi na placa. - Ilinca.
Sou a porteira. Tamb�m, me encarrego da limpeza.
Fica descansada N�o estar� sozinha.
Sabe que � muito bonita?
- Trabalha aqui a muito? - Quer saber de tudo, �?
Com o tempo saber�.
Estou aqui h� 23 anos.
N�o � grande coisa, mas...
..h� coisas piores.
Tem os ares da montanha que nos faz bem.
E voc�?
Como veio parar aqui?
Eu com esse sorriso...
.. dedicava-me a outra coisa.
Vai ficar aqui sozinha?
Quando me enviaram para este lugar, n�o me disseram nada.
Agora voc� aparece e diz que h� um problema com a casa?
� obvio que temos Um grande problema.
Um problema bastante s�rio.
Creio que temos que esperar mais um pouco antes de descobrir.
O que voc� sabe sobre as pessoas desta casa?
Diga me se alguma vez Ouviu alguma coisa.
Senhora, o que fazemos n�o � Por prazer. � por obriga��o.
Nadie, pode explicar o que est� acontecendo.
Preferiria que me dessem poder para por a casa a venda.
Evitaria muitos incomodos.
Senhora Francard!
Foi ela quem foi buscar o carro?
Tinha que ser. Foi para mostrar que ela � a patroa.
Ela � assim.
Venha!
Aqui � o corredor de servi�o.
No mesmo andar est�o os dormit�rios dos rapazes.
Por cima est� o das garotas.
O resto est� quase tudo fechado.
- Quase tudo? - Est�o a fazendo obras.
As canaliza��es est�o gastas. Detectamos umas infiltra��es.
� assim a vida em Santo Anjo.
O nosso quarto.
Meus queridos meninos.
Hoje dever� ser um Dia de festa.
V�o deixar esta casa, que os viu crescer.
Crescer com o amor e o respeito de Jesus.
Foram criados e amados...
Segunda as regras do santo evangelho.
E o ensinamento que tiveram...
Vai vos guiar l� fora...
Nos momentos mais dif�ceis.
Nunca esque�am, nesta nova vida que v�o ter...
Os ensinos de Santo Anjo.
e guardem todos no cora��o...
A lembran�a dos bons momentos que aqui passamos.
Eu sei que v�o merecer...
No meio das fam�lias de ado��o que os ir�o acolher...
O lugar de crian�a amada.
E que ir�o prestar...
Ao longo da nossa vida, de homens e mulheres...
Honra a Santo Anjo.
Ilinca?
Ilinca?
Posso entrar?
Vem me visitar?
Fez bem a musica. Era para ti.
Chega ao para�so.
- Santo Anjo � o para�so das crian�as. - Verdade?
Te vi com as crian�as.
Eles te amam.
Vamos deixar a casa brilhando pra quando voltarem.
Mais cedo ou mais tarde eles V�o ter que regressar.
Cortaram a agua.
Querem que mude de quarto Mas est� fora de quest�o.
- Est� aqui a muito tempo? - Eu sempre estive aqui.
Qual sua idade?
Para!
Voc� pergunta demais!
Mas est� morta para saber!
Como os outros. Mas as crian�as n�o.
Eles merecem tudo. - Vai embora.
Desculpa.
N�o entende nada. Sempre a julgarem.
N�o queria te magoar. Lamento.
Vai embora!
Acaba de conhecer a Judith.
Fez a cerim�nia de boas vindas?
- Est� completamente... - Ela perdeu a esperan�a.
V� porque continua aqui.
Penso que ela anda me espiando.
Isso � mesmo dela. Curiosa como uma porteira.
- Que idade ela tem? - Ela pode te dizer.
Fala normalmente como um adulto.
E pode ver que o que ela diz n�o faz nenhum sentido.
- � estranho. - � uma quest�o de costume.
- Que teve com ela? - Ela pensa que a vou levar comigo.
Est� fiada na minha sensibilidade, j� a estou vendo.
Imagina a chatice.
Tirei-o da arrecada��o.
Tenho a certeza que nunca foi utilizado.
Toma.
- Musica, Musica! - Sim, sim. Vamos por m�sica.
Desculpa.
Desculpa.
- Dormiu bem? - Mais ou menos.
- Pesadelos? - Como sabe?
A casa � grande Acabar� se acostumando.
Olha. � o Daniel. Ele vai me levar.
Necessita de alguma coisa? Fica bem sozinha?
N�o chegaremos tarde!
- Agora de manh� vou lavar a entrada? - Fa�a o que quiser.
A patroa foi para F�rias de Inverno.
Tome cuidado com as crian�as que metem medo.
Meu deus, Judith, ajude-me!
Vamos a por na cama.
Calma, Anna!
Judith, sai daqui.
Anna est� tudo bem.
Anna, Anna, acalme-se!
Est� tudo bem, n�o se passa nada. Estamos aqui.
Est� tudo bem! Est� bem querida!
Sossega, sossega!
Calma.
N�o se mexas, pequena. Est� quase terminado.
Ai est� � s� mais uma voltinha:
N�o tenhas medo
Quando ele nascer vamos fazer uma festa. Haver� m�sica.
- Para! - Porqu�?
Para, j� te disse!
A� est�. Ficou muito bem.
Meus deus, o que fizeram!
Foram eles que fizeram isso?
Os caras para quem trabalhava?
N�o diga nunca, a ningu�m nunca.
Chora pequena.
- O que est� fazendo? - Nada.
S� estava a ver.
Aqui s� encontrara ratos e lembran�as que n�o lhe dizem respeito.
- Chegou esta noite? - N�o se preocupe. N�o vou ficar.
Alguns assuntos pessoais.
Se n�o tiver nenhum inconveniente.
Esta me lembrando m�s recorda��es.
Viemos aqui dentro.
Pequenas v�timas.
Dez em cada semana.
Crian�as?
Prostradas. Aqui atr�s.
Calados como mudos. Nem os beb�s choravam.
Cinco anos de guerra.
O que fazer com eles?
Quando vinham ao meu escrit�rio, estavam sempre a mexer em tudo.
Isso era mau. N�o acha?
Voc� tamb�m? Agrada-lhe mexer aqui nisto?
N�o.
N�o diga nada a Ilinca.
Ela tenta esquecer. Entendido?
Conheci raparigas como voc�...
Que n�o sabem ficar onde devem.
A rondar, a escutar atr�s das portas.
A meter o nariz em tudo.
Est�o a procura do que lhes possa acontecer.
Voc� foi dizer.
- Voc� foi dizer. - O qu�?
- Como sabe da minha gravidez? - � evidente que sabe.
- Basta te olhar. - N�o me venha com est�rias.
- N�o s�o est�rias. - Por qu� foi dizer?
N�o era necess�rio. Est� escrito nos seus olhos.
Desde sempre que sab�amos, estava a espera de qu�?
O importante � voc� aceitar...aqui.
Pequena ing�nua. Que obscuro � o seu mundo!
N�s sabemos pequena, n�s sabemos.
Boa viagem, senhora Francard!
N�o se preocupe com nada, Eu tomo conta disto.
Judith!
- Judith, escuta-me! - Qu�, que foi?
Preciso que me conte.
Vi crian�as na capela.
- As crian�as que assustam. - As crian�as.
Vi as fotos deles na capela.
Eles est�o sempre a falar comigo.
Os meninos que assustam.
Por vezes ele vem me ver. De noite.
Quando durmo, escuto-os.
Eu penso que sinto a presen�a deles.
- Vou buscar os gatos. - Vai. Depois tamb�m irei.
- Nunca nos encontrar�. - Veremos.
Que mentirosas.
Judith!
Estou aqui.
Que querem?
O que foi?
Anna, o que foi?
Acalme-se! Falaremos depois. Est� bem?
Descansa, depois vem falar comigo.
E isto foi inven��o minha?
A guerra. Sabes o que �?
Ou vive no mesmo mundo que Judith?
Escuta Anna. Se quer problemas � s� falar com ela.
N�o est� assim t�o disturbada.
Ela chegou aqui em 1946 numa ambul�ncia com os outros.
Onde est�o os outros?
Quantos pensa que sobreviveram?
Dois m�dicos para, ajudarem 300 crian�as.
Quantos, pensas que salvamos?
Que est� procurando, meu Deus?
"Chegou aqui em 1946."
"Numa ambul�ncia com os outros."
"N�o est� assim t�o disturbada"
"Onde est�o os outros?"
"Quantos pensa que salvamos."
Os gatos, desapareceram!
Acalme-se Judith, por favor!
- Onde est�o? - N�o sei.
- Onde est�o? - N�o sei. N�o sei nada dos gatos.
N�o sei nada.
Os gatinhos desapareceram.
Onde est�o?
Por favor? Apare�am, por favor.
Judith, venha ver.
Nunca imaginei que ela ficasse assim.
Tenho que os esconder imediatamente.
Eis a hist�ria do que aconteceu.
Lembra-se da hist�ria?
Ai, minha pequena!
- Foi voc�? - N�o.
- Voc� n�o querias que ficasse com eles. - Judith.
Voc� era a �nica que sabia onde estavam.
N�o, escuta.
N�o o queria!
Ela foi ao tanque. Como se j� soube.
Ela sabia, foi ela que o fiz.
A sua bondade engana. Ela � como as outras.
Uma mentirosa.
H� muito que te engana, tenta adormecer.
Diz mentiras.
Voc� vai encontrar, Judith. E ver de novo o que j� viu.
O qu�?
Os meninos.
Teus irm�os e irm�s.
Fizeram-lhes muitas coisas.
Pior do que te fizeram.
Mas eles est�o aqui.
Numa parte qualquer da casa.
- Eu os sinto? - Eu penso.
Onde est�o?
Pode-me dizer, Judith.
Ainda est� sentida comigo? � por isso que n�o abre.
Voc� e a outra est�o contra mim.
Eu n�o queria que ela Ficasse com os gatos.
Mas eu n�o lhes faria mal.
Sabes como vai acabar?
No hospital, isoladas.
Eu espero.
Eu lembro-me de um lugar.
Faz muito tempo.
Convidaram uns meninos.
- Como eram os meninos? - Diferentes.
Diferentes?
Tudo era diferente.
Tenta lembrar-se.
Era muito bonito. Como um para�so com meninos.
Onde era esse lugar?
Eu brincava com eles. Era muito lindo.
Abaixo de voc�?
N�o.
- Na grande entrada? - N�o.
Lembre-se.
Acho que tinha um corredor.
Talvez n�o.
Era nos lavat�rios?
Era nos lavat�rios?
Nos lavat�rios.
- Est�o ai? - Algures por tr�s do muro.
V�o querer brincar de certeza.
Judith, d�-me a lanterna.
A lanterna, Judith.
Os viu?
Eu disse-te que queriam brincar.
Est�o ali?
Est�o a�?
S�o eles?
Calma, calma!
Meu deus!
Se entrares ai ficas passada.
Ai � s� podrid�o.
Pensa no teu filho.
Fica comigo!
Para! Estou dizendo pra parar!
Meu deus, Meu deus!
- Os viu? - O que est� falando?
- Os viu? - Acalma-se, acalme-se.
- N�o desenterre o passado. - Que lhes fizeram?
Acalm-se. Ja morreram h� 15 anos.
- Era um groupo muito grande. - Solte-a!
Mentirosa, mentirosa!
Seria melhor se n�o estive aqui.
Est�o aqu�.
Consigo os ver.
Era aqui que brinc�vamos.
Anna!
N�o se v�.
Acabou Anna. N�o tem mais nada.
Est� tudo podre.
- Tem uma alavanca para por a trabalhar. - Por favor n�o entre a�.
- Que vai fazer?
- Para. - Por favor. Deixa me!
N�o funciona.
N�o tem ninguem aqui.
Anda vamos. Vamos embora!
Vamos.
N�o!
N�o!
Desculpa, mas tinha que fechar a porta.
N�o!
N�o v� embora. Fica, por favor.
Se correr mal sabe o que fazer.
O qu�?
Vai saber. � uma menina crescida.
O que ser� que est� fazendo aqui dentro?
Senhora Francard.
Est� aqui.
Que vamos fazer?
N�o toque em nada.
S� nos resta chamar a pol�cia. Vamos embora.
- Nunca deveria deix�-la. - Que mais poderia ter feito?
Sen�o ir buscar-me, Foi o melhor que podia ter feito.
Deveria ter feito antes dela ter afogado os gatos.
- A pequena n�o se revoltaria comigo. - Ela est� tomando os medicamentos?
Eu tive cuidado. Acredite em mim!
Est� pronta?
Vamos.
- Vem? - Vou levar uma recorda��o.
Judith.
Judith!
Tradu��o por: scorpio. Revis�o: biggy
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