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- Art Subs - 11 anos fazendo Arte para voc�!
Legenda - Jh�Franchetti -
Legenda - chereguedel -
Legenda - Hirschen -
Legenda - Spa -
Legenda - Matvix -
Legenda - BethRockefeller -
Revis�o - Frederic -
TIVE MUITOS PROBLEMAS, ENT�O ESCREVO HIST�RIAS ALEGRES.
Com licen�a.
Estou procurando o escrit�rio do �Weekly Volcano�.
Gostaria de falar com o Sr. Dashwood.
Uma amiga minha deseja lhe oferecer sua hist�ria.
Ela a escreveu, e escreveria outras mais se lhe aprouver.
N�o � iniciante, certo?
N�o, senhor. Ela j� vendeu ao "Olympic" e ao "Scandal".
E foi premiada por um conto, no "Blarney Stone Banner".
Premiada?
Sim.
Sente-se.
Ficaremos com esta.
Ficar�o?
Com altera��es. � muito longa.
Mas, voc� cortou...
Cuidei para que alguns pecadores se arrependessem.
O pa�s acaba de sair de uma guerra.
As pessoas querem distra��o, n�o um serm�o.
Moralidade n�o vende, hoje em dia.
Talvez deva mencionar isso a sua "amiga".
Qual a remunera��o... Como voc�s...
Pagamos de U$25 a U$30 para pe�as desse tipo.
Pagaremos U$ 20 por essa.
Fique com ela. Fa�a as edi��es.
Digo � minha amiga que voc� aceitaria outra,
se ela tiver alguma melhor?
Leremos. Diga para faz�-la curta e provocante.
E se a personagem principal for mulher, que termine casada.
Ou morta, tanto faz.
Como?
Que t�tulo ela gostaria de dar � hist�ria?
Certo... Nenhum, se poss�vel.
Claro, como ela desejar.
Tenha um bom dia, senhor.
ADOR�VEIS MULHERES
Minha Beth adoraria voc�.
Isto � um pensionato, n�o um abrigo.
Preciso do aluguel em dia!
Boa tarde, Srta. March.
Boa tarde.
Voc� est� em chamas.
Obrigada.
Est� em chamas!
Obrigada.
Tenho o mesmo h�bito, veja.
Kitty e Minny est�o esperando.
- Minhas alunas aguardam. - Sempre trabalhando.
Dinheiro � o objetivo de minha exist�ncia mercen�ria.
Ningu�m se suja tanto de tinta s� pelo dinheiro.
Minha irm� Amy est� em Paris, e at� que se case com um rica�o
cabe a mim cuidar da fam�lia.
At� logo.
Os decadentistas arruinaram Paris.
Essas francesas n�o levantariam nem uma escova de cabelo.
Amy! Disse que as francesas n�o levantariam nem uma escova.
Sim! � a pura verdade, tia March.
N�o fale por falar, menina.
O que sua fam�lia problem�tica lhe escreveu?
A m�e n�o mencionou Beth.
Sinto que devo voltar, mas querem que eu fique.
N�o poder� fazer nada, se voltar.
A garota est� doente, n�o solit�ria.
E n�o deveria ir para casa antes de noivar com Fred Vaughn.
E at� que termine as aulas de pintura, � claro.
Sim, sim...
� claro.
Pare a carruagem! Laurie! Laurie!
Amy!
Voc� cresceu tanto!
Escreveu que me encontraria no hotel.
- Fui e n�o a encontrei. - N�o procurou o bastante.
Ou n�o a reconheci por estar t�o bela.
- Pare. - Achei que gostasse...
- Onde est� seu av�? - Na Alemanha.
Ainda viajando. Viajo sozinho, agora...
- Flertando, jogando e bebendo. - N�o conte para sua m�e.
Est� atr�s de uma garota pela Europa?
N�o.
N�o creio que Jo o recusou, sinto muito.
N�o sinta, Amy. Eu n�o sinto.
Amy! Amy March!
- Volte aqui neste instante! - � a tia March.
Venha. Vamos.
Tire-o de mim! Tenho que partir.
Venha � festa de ano novo!
Ser� um baile e todos ir�o, inclusive Fred.
Busque-me no hotel �s 20h, no Chavain!
Laurie, vista-se para a ocasi�o! Cartolas e sedas!
Vestirei minha melhor seda!
� o Laurie.
Eu sei.
Dezoito metros de seda azul e rosa.
Algu�m buscar� mais tarde.
Meg, ficaria lindo em voc�.
Conhe�o a costureira certa para voc�.
Ser� a mais bela esposa de Concord.
John precisa de um casaco para o inverno,
Daisy e Demi precisam de roupas...
E a esposa dele de um vestido novo.
N�o posso, �...
Apenas n�o posso.
Ele gostar� tanto de sua apar�ncia,
que esquecer� da despesa.
Suponho que n�o seja tanta extravag�ncia.
Dezoito metros s�o o bastante?
- Sim. - Tudo bem.
Cinquenta d�lares, no que eu estava pensando?
- M�e! - M�e!
Meus amores.
V�o brincar.
Beth?
Beth?
Vosso caminho � em dire��o do ocaso.
Que seja: rumo ao ocaso!
Gra�a e disposi��o vos acompanhem!
E para o meu senhor, n�o tendes nada?
Espera! Revela-me o teu ju�zo a meu respeito.
Que imaginais n�o ser o que sois mesmo.
Se penso assim, o mesmo de v�s penso.
Pois pensais certo, que eu n�o sou quem eu sou.
Perd�o?
Eu falo ingl�s apenas, desculpe-me.
- O que disse? - Venha dan�ar!
Sei exatamente com quem quero dan�ar.
7 ANOS ANTES
- Com quem dan�ar�, Jo? - Sabe que n�o dan�o.
Por que n�o podemos ir todas � festa? N�o � justo.
- Use o sapato de sempre. - Servia no inverno passado.
- Meu nariz n�o ser� refinado. - Gosto do seu nariz.
- Agora, Jo... - N�o, j� sinto-me rid�cula,
- n�o quero aparentar. - Seria bela se tentasse.
Eu n�o quero.
N�o quero ir, mas queria ouvir as m�sicas.
Vou decor�-las e cantarei para voc�.
- Devia esfuma�ar assim? - � a umidade secando.
Que cheiro estranho, parecem penas queimadas.
Vou tirar isto e voc� ver� um cacho perfeito.
Por que o cabelo dela caiu?
- Meg, desculpe-me. - O que voc� fez?
Desculpe!
N�o deveria ter pedido para eu fazer!
M�ezinha!
N�o posso ir! Arruinei meu cabelo!
N�o encare, n�o coloque as m�os para tr�s,
n�o diga Crist�v�o Colombo, nem Metr�pole,
n�o aperte a m�o de ningu�m, n�o assobie.
Meg March, est� t�o linda!
Desculpe, achei que estivesse vazio.
N�o foi nada, fique, se quiser.
N�o incomodarei?
N�o, n�o conhe�o ningu�m aqui, senti-me deslocado no in�cio.
Eu tamb�m.
- Srta. March, n�o? - Sim, Sr. Laurence.
Mas n�o Srta. March, apenas Jo.
E eu n�o sou Sr. Laurence, apenas Laurie.
Voc� n�o dan�a?
Ainda n�o sei como s�o as coisas aqui.
Passei boa parte da vida na Europa.
Europa? � a Metr�pole!
N�o deveria usar essa palavra.
Quem disse isso?
Meg, minha irm� mais velha. Venha ver.
Aquela � ela, v�?
A garota de vestido violeta?
� muito bonita.
Ela me lembra de ser boa
para meu pai se orgulhar quando voltar.
Onde ele est�?
� volunt�rio no Ex�rcito da Uni�o.
Queria ter ido lutar com ele.
N�o consigo superar minha decep��o por ser garota.
Jo, quer dan�ar comigo?
N�o posso, porque...
Por qu�?
N�o dir� a ningu�m?
Nunca.
Queimei meu vestido, v�?
Meg disse para eu ficar parada, para ningu�m ver.
Pode rir se quiser. Sei que � engra�ado.
Tenho uma ideia para isso.
Meu p�... machuquei o tornozelo.
Como voltarei para casa?
N�o h� outra sa�da sen�o uma carruagem,
- ou passar a noite aqui. - � caro demais.
Deixem-me lev�-las. � aqui ao lado.
N�o, obrigada, n�o podemos aceitar.
Levem minha carruagem, por favor.
N�o, � cedo demais, n�o pode sair ainda.
Sempre saio cedo, de verdade.
Que escolha voc� tem?
Eu disse que estes sapatos eram apertados.
- Por Deus, o que fizeram? - Ela n�o consegue andar...
- Voc�s voltaram! Como foi? - Saiam da cadeira.
Ajudem sua irm� e voltem para a cama.
Afastem-se, Meg � um soldado ferido!
Torci o tornozelo.
Meg, um dia desses voc� morre para manter a apar�ncia.
Hannah! Precisamos de gelo!
- Entre, entre. - Posso?
Desculpe o caos.
Gosto de assar biscoitos no meio da noite.
N�o ligue para a bagun�a, Sr. Laurence.
Laurie, por favor.
- Posso cham�-lo de Teddy? - Sim.
Voc� precisa participar do teatro delas! Precisam...
Sou a Amy.
- Ter� que lutar com a Jo - Ol�.
pelos pap�is masculinos ou fazer os femininos.
- Coma um biscoito. - Obrigado.
Gelo!
Laurie, e seus tornozelos? Precisa de gelo?
N�o, obrigado, senhora.
Pode me chamar de m�e. Ou M�ezinha. Todos chamam.
Meg, por que n�o usou o sapato rosa...
Est� gelado!
Mas eles eram t�o lindos!
Sinto-me como uma abastada, voltando para casa de carruagem
e sendo atendida por criadas.
Para a escritora do s�t�o.
Por ter gostado tanto da pe�a esta noite,
quero que tenha isto.
Ajudar� voc� a estudar as personagens,
e a pint�-las com sua caneta.
Adoraria ler o que est� escrevendo,
se confiar em mim.
Prometo honestidade na opini�o que eu formular.
Seu, Friedrich.
- Fred, gostaria de uma ta�a? - Sim, obrigado.
Com licen�a, s� um segundo...
Laurie.
Amy.
Esperei uma hora por voc�.
Sinto que fui pego.
Amy, por favor!
- Quer saber o que acho de voc�? - O que acha?
- Desprezo voc�. - Por qu�?
Por que quando tem a chance de ser bom, feliz e �til,
voc� � pregui�oso, falho e desprez�vel.
Isso � interessante.
Ego�stas gostam de falar de si mesmos.
- Sou ego�sta? - Sim, muito.
Com seu dinheiro, talento, sa�de e beleza.
- Acha que sou belo? - Gosta disso, seu vaidoso.
Com tantas coisas a aproveitar, n�o faz nada al�m de vadiar.
Serei bom para voc�, Santa Amy! Serei bom!
N�o se envergonha de uma m�o dessas?
N�o.
Parece nunca ter trabalhado na vida, e esse anel � rid�culo.
Jo me deu este anel.
Sinto pena de voc�, de verdade.
Queria que lidasse melhor com isso.
N�o sinta pena de mim. Um dia sentir� o mesmo.
N�o, eu seria respeitada, se n�o pudesse ser amada.
E o que fez ultimamente, � grande artista?
Talvez fantasie sobre gastar a fortuna de Fred Vaughn?
Fred Vaughn, senhoras e senhores!
Fred...
sinto muito.
S�o apenas hist�rias, � claro.
Mas estou trabalhando em um romance.
E seu romance seria assim?
Sim... ao menos at� agora.
Com tramas assim?
- Duelos e mortes? - � o que vende, ent�o...
Por que n�o assina com seu nome real?
Minha m�e n�o gostaria.
� sangrento demais para ela.
E quero ajudar com o dinheiro, n�o preocup�-la.
Quer saber, n�o gostei delas.
Honestamente...
Digo, acho que n�o s�o boas.
Mas...
Foram publicadas nos jornais,
e as pessoas dizem que sou talentosa.
Acho que � talentosa.
E por isso fui t�o direto.
N�o posso passar fome por elogios.
- Est� chateada? - Claro que estou!
Disse que n�o gosta do meu trabalho.
Pensei que quisesse honestidade.
Sim, eu quero!
Ningu�m havia falado assim com voc� antes?
Sim, fui rejeitada v�rias vezes.
Tem algu�m que a leve a s�rio, Jo, para discutir seu trabalho?
Quem morreu e o nomeou rei do que � bom ou ruim?
- Ningu�m, nem eu. - Ent�o por que age assim?
Jo, sua rea��o indica...
Minha rea��o indica que voc� � um pomposo arrogante!
Shakespeare escreveu para o povo.
Ele foi o maior poeta vivo,
porque contrabandeou sua poesia em obras populares.
- Mas n�o sou ele. - Gra�as a Deus, j� o temos.
Se sabe tanto sobre isso, por que n�o faz voc� mesmo?
Porque n�o sou um escritor.
- N�o tenho os dons como voc�. - N�o, voc� n�o tem!
Voc� sempre ser� um cr�tico, n�o um autor,
e o mundo esquecer� da sua exist�ncia.
- Tenho certeza que sim. - Mas, eu...
Ningu�m esquecer� Jo March.
Acredito nisso.
Ou�a, n�o somos amigos. Voc� n�o � meu amigo.
N�o quero sua opini�o, porque n�o gosto muito de voc�,
ent�o, n�o fale mais comigo, obrigada.
- Josephine, chegou para voc�. - Obrigada.
JO, VENHA PARA CASA, BETH PIOROU. M�E.
Beth.
Feliz Natal, mundo.
- Feliz Natal! - Feliz Natal!
- Jo, estamos de p� h� horas. - O que tem escrito?
Empolguei-me com a pe�a sobre vingan�a de ontem. Veneno.
- N�o, sem veneno, � Natal! - N�o h� Natal sem presentes.
- � p�ssimo ser pobre. - N�o � justo.
Por que algumas t�m v�rias coisas boas
- e outras n�o t�m nada? - Temos pais.
N�o temos pai, e n�o o teremos enquanto essa guerra durar.
Gostaria de ter muito dinheiro e muitos servos,
- para n�o trabalhar mais. - Voc� poderia ser uma atriz.
- Nem todas s�o marginalizadas. - N�o posso ser atriz.
Tenho desejos, mas o principal � ser uma artista em Paris,
pintar belas imagens e ser a melhor pintora do mundo.
A Jo quer ser uma famosa escritora, n�o �?
Sim, mas soa t�o grosseiro quando ela diz.
- Voc� tem vergonha? - N�o.
Meu desejo � que fiquemos juntos com o pai e a m�e nesta casa.
- � o que eu quero. - Beth � perfeita.
E a sua m�sica, rainha Bess?
Fa�o por n�s, n�o preciso que mais ningu�m ou�a.
N�o se limite.
A m�e prop�s n�o ter presentes neste Natal,
porque os homens est�o na guerra.
N�o podemos fazer muito, exceto nosso sacrif�cio de bom grado.
N�o imite a m�e s� porque ela n�o est� em casa.
- Jo, isso � t�o homenzinho! - Por isso que fa�o.
- Detesto garotas n�o femininas. - Odeio fofocas.
Meu nariz! Ele j� n�o � muito bom!
Sei que n�o se importam com o que acho,
mas n�o querem que a m�e as encontre assim, n�o?
- Nos importamos sim, Hannah. - � mais tia que a tia March.
- N�o, Jo. - Cad� a M�ezinha?
S� Deus sabe. Uma pobre criatura veio mendigar
e sua m�e foi ver o que estavam precisando.
Gostaria que ela ajudasse num momento f�cil para n�s.
- Joanna e eu estamos famintas. - Bonecas n�o sentem fome, Beth.
Reescrevi o cl�max e precisamos memoriz�-lo.
Amy, leve o figurino.
Fiz a coroa mais divina, e pintei meus sapatos de azul
para que pare�a uma princesa.
Acho que a pe�a melanc�lica que compus � boa.
Meg, espere para ver esta fala.
N�o sei como pode escrever t�o bem, Jo.
- � quase um Shakespeare. - Nem tanto.
Srta. Michelangelo, pode ensaiar a cena do desmaio?
- Voc� � muito r�gida. - N�o posso.
Nunca vi algu�m desmaiar,
e n�o quero ficar cheia de hematomas.
Se eu puder cair, tentarei.
Se n�o, cairei graciosamente em uma cadeira,
e n�o me importo se o Hugo vir at� mim com uma pistola.
- Hannah... - N�o irei atuar.
- Mas nem disse nada! - Mas pensou. N�o irei atuar.
- Feliz Natal, meninas! - M�ezinha!
- Feliz Natal! - Fico feliz em v�-las felizes.
Jo, parece cansada. Ficou a noite toda escrevendo?
- Claro. - Amy, venha me dar um beijo!
Feliz Natal. Como voc�s est�o?
- Que fome! - Que caf� da manh�!
- Comeria at� um cavalo. - N�o diga isso, Jo!
O qu�?
O que aconteceu?
Perto daqui mora uma jovem pobre, a Sra. Hummel.
Os cinco filhos dela est�o em uma cama para n�o congelar,
e eles n�o t�m nada para comer.
Filhas, dar�o seu caf� da manh� como um presente de Natal?
� aqui que diz que o papai gostaria disso tamb�m?
Sim.
Obrigado.
E obrigado, Sr. Laurence, por me incluir.
N�o h� de qu�.
Talvez voc� possa ensinar boas maneiras ao meu neto,
al�m de matem�tica.
Meu Deus! � bom que os anjos nos visitem!
Voltei! E trouxe comida, cobertores e casacos.
E trouxemos alguns rem�dios.
Estas s�o as minhas meninas.
- Diga "oi". - Ele n�o est� bem.
Meninas, por que n�o desembalam a comida...
Gostaria de alguns destes?
� um conto de fadas?
- Papai Noel. - N�o, � a velha tia March.
- O Sr. Laurence enviou. - O av� do Laurence?
- Sim. - Por qu�?
Ele viu voc�s dando o caf� da manh�,
e queria que aproveitassem o dia.
Mas achei que ele era malvado.
� t�o generoso da parte dele.
O neto dele, Laurie, deu a ideia a ele.
Sei que foi. Dev�amos ser amigas dele.
Garotos me assustam, e aquele velho casar�o tamb�m.
Jenny disse que o Sr. Laurence deserdou o filho
depois que ele saiu com uma italiana,
e agora, seu neto � �rf�o
e fica o dia todo trancado l� com o tutor dele.
Ele � um homem muito gentil que perdeu a filha ainda crian�a,
- e agora o filho tamb�m. - A filha morreu? Que triste.
Mas Laurie n�o parece rom�ntico? Ele � meio italiano.
Como sabe? Quase nunca fala com ele.
N�o sou respons�vel por esse banquete,
mas tenho uma surpresa.
Nosso pai est� voltando para casa?
Quem me dera poder ir...
Jo, n�o podemos desistir do nosso irm�o.
Deve ser horr�vel dormir em uma barraca.
Jo senta atr�s para n�o v�-la chorar.
- E se eu chorar? - Quando ele voltar�?
Ele ficar� e trabalhar� fielmente enquanto puder,
e n�o pediremos que ele volte antes de sua dispensa.
"D� a elas todo o meu carinho e um beijo.
Diga que eu penso nelas de dia,
oro por elas � noite,
e encontro meu conforto na afei��o delas o tempo todo.
Um ano parece muito tempo para esperar para v�-las,
mas enquanto voc�s esperam, tentem trabalhar
para que esses dias dif�ceis n�o sejam desperdi�ados.
Sei que elas ser�o filhas amorosas para voc�,
cumprir�o fielmente os deveres delas,
lutar�o bravamente contra os inimigos,
e conquistar�o a si mesmas maravilhosamente...
"A Maldi��o da Bruxa", uma pe�a de Jo March.
Torna doce, r�pido e forte...
E quando eu voltar,
talvez eu esteja
mais apaixonado e orgulhoso do que nunca
pelas minhas mulherzinhas."
Bravo!
Com licen�a.
Com licen�a. Sua parada, senhora.
Obrigada.
Ela foi embora? Por qu�?
N�o sei, ela simplesmente se foi.
Mas n�o disse se ia voltar?
N�o t�nhamos conversas s�rias, professor.
Por que est� a� sentada? V� limpar algo, por favor.
E as meninas? Ela foi a melhor professora que j� tiveram.
Eu sei.
� t�o dif�cil trabalhar depois de bons momentos.
Queria que fosse Natal todo dia.
Ou ano novo, n�o seria �timo?
Somos um bando de ingratas.
- N�o diga essas coisas! - Gosto de palavras fortes.
Tenho que voltar para a escola e n�o tenho limas.
Todas trocavam limas em conserva e eu n�o.
Devo limas a todas.
- Isto chega? - Por que fez isso?
Meg, obrigada!
Sei o que � querer algo e me sentir menos que as outras.
Seria isto ou os desenhos para quitar.
- Que desenhos? - Nenhum.
Fico feliz que a m�e n�o me faz ir � escola...
Depressa, vou me atrasar!
Beth, depois das compras, preciso que verifique as somas
e a ortografia, e verei tudo quando eu chegar.
- Est� bem. - At� logo.
- Josephine! - Sim?
- Josephine. - Sim, estou aqui.
H� alguma raz�o para ter parado de ler o Belsham?
Desculpe-me, vou continuar.
Tenha cuidado. Um dia precisar� de mim,
e desejar� ter se comportado melhor.
Obrigada, tia March, pelo emprego e suas gentilezas,
mas pretendo trilhar meu pr�prio caminho no mundo.
Ningu�m segue o pr�prio caminho, n�o de verdade.
Muito menos uma mulher. Voc� precisar� casar bem.
- Voc� n�o � casada, tia March. - Isso � porque sou rica.
E cuidei para guardar todo o meu dinheiro,
diferentemente de seu pai.
Ent�o s� � poss�vel ser solteira sendo rica?
Sim.
Mas h� poucas formas de ganharmos dinheiro.
Isso n�o � verdade.
Pode administrar um bordel, ou subir em um palco.
Praticamente a mesma coisa.
Fora isso, est� certa,
h� poucos meios para as mulheres.
Por isso deveria me escutar.
- Para que eu me case? - N�o,
para que tenha uma vida melhor que sua pobre m�e.
- M�ezinha ama a vida dela. - Voc� n�o sabe o que ela ama.
Seu pai se importava mais em educar os filhos de libertos
do que cuidar da pr�pria fam�lia.
Sim, mas ele estava certo.
� poss�vel estar certo e ser um tolo.
- Acho que n�o. - Voc� n�o � paga para achar.
Sei que n�o se importa muito com casamento agora.
N�o posso culp�-la.
Mas pretendo ir � Europa mais uma vez,
e preciso de companhia.
Gostaria de ser a pessoa que eu levaria?
- Mais do que tudo. - Est� bem, ent�o leia.
E n�o fique se esgueirando por a�.
N�o gosto de pessoas sorrateiras.
Presidente Lincoln.
N�o! Meu pai est� lutando por ele.
Meu pai diz que a guerra � um desperd�cio,
e dev�amos deix�-los trabalharem.
Susan, � imoral.
Todos beneficiaram do sistema, incluindo voc�s March.
- Por que s� o sul � punido? - Todos devemos ser.
Os March amam uma causa.
Est� bem, fa�a apenas o Sr. Davis.
N�o sei se devo.
Perdoarei a sua d�vida e lhe darei mais cinco limas.
Srta. March.
Sente-se.
Sente-se, Laurie.
Latim � um privil�gio. Voc� precisa aprender isso.
N�o posso perder esta posi��o,
- volte ao C�cero... - H� uma garota l� fora.
- N�o, n�o h�. - H� sim, Sr. Brooke.
N�o, n�o h�.
- H� uma garota mesmo! - � uma garota.
- Ol�! Est� machucada? - Eu sou a Amy.
- Oi, Amy. Sou o Laurie. - Eu sei,
voc� trouxe minha irm� depois do baile.
Nunca teria torcido o tornozelo. Tenho p�s lindos e pequeninos,
os melhores da fam�lia.
Mas nunca mais voltarei para casa,
porque estou em apuros.
Veja.
O Sr. Davis me bateu.
Diga aos criados que quero este quadro para mim!
- Agora! - Amy, est� a�?
Meg! Minha m�o, veja.
- Jo... - Quanta riqueza!
Est� doendo muito.
Theodore Lawrence, deve ser o garoto mais feliz do mundo!
- Ningu�m vive de livros. - Eu poderia. O que fez?
N�o fiz nada. Fiz um desenho e o Sr. Davis me bateu.
Crist�v�o Colombo, veja s�!
� o meu av�, est� com medo dele?
N�o tenho medo de nada! Ele parece austero,
mas meu av� era muito mais bonito.
Jo, n�o comparamos av�s.
Acha que ele � mais bonito?
N�o, na verdade, voc� � muito bonito.
- N�o quis dizer... - Eu conheci o seu av�.
Voc� tem o esp�rito dele.
Obrigada, senhor.
Voc� n�o frequentar� mais aquela escola.
Bom, pois ele sempre foi um idiota.
- Jo a ensinar�. - Eu? J� ensino a Beth!
- Voc� � uma boa professora. - Sim,
ensinar as mulheres em casa � mais apropriado.
S� porque escolas para mulheres s�o p�ssimas.
De fato, tem toda a raz�o.
Queria que meninas sa�ssem de l� e ele morresse.
Amy, voc� errou, e haver� consequ�ncias.
N�o errei. N�o fiz nada, s� estava desenhando!
- Obrigada por cuidar da Amy. - Sim, claro.
Minhas meninas t�m jeito para meterem-se em travessuras.
Eu tamb�m.
Quando for sua vez, cuidaremos de voc�.
Voltem quando quiserem. Convidem sua irm� Beth.
Sim! Beth adoraria o piano!
Ela � a quietinha?
- Sim. - Essa � a nossa Beth.
Digam a ela para usar o nosso piano.
E, Jo, pegue o livro que quiser.
- Posso olhar as pinturas? - Sim.
Tamb�m temos uma bela estufa.
Temos que ir, meninas.
Vou levar este.
E, se puder, vou levar este.
Devolverei logo, prometo.
- Obrigada pela minha m�o! - Obrigada, at� logo!
Srta. Meg! Esqueceu sua luva!
De volta ao trabalho. De volta ao trabalho.
Ordem! Ordem!
Ordem!
Uma nova pe�a, escrita pela Srta. Jo March,
estrear� no Teatro Barnville.
E nas pr�ximas semanas, ela superar�
tudo o que fora visto no teatro americano.
Estrelando a melhor atriz, daqui
at� o rio Mississippi, Srta. Meg March.
Cr�tica semanal: Meg: boa; Jo: ruim...
Beth: muito boa, e Amy: meio que med�ocre.
Sr. Presidente e cavalheiros,
gostaria de propor a entrada de um novo membro.
Algu�m que ficaria profundamente agradecido,
e agregaria muito � alma do clube.
Eu proponho...
o Sr. Theodore Laurence!
- De jeito nenhum! - N�o!
O qu�? Ora, vamos deix�-lo entrar!
Ele � um menino de verdade.
N�o queremos meninos. Este � um clube de damas.
Acho que devemos fazer isso, mesmo se tivermos receio.
Eu digo "sim". � o Laurie!
- N�o! - Isso mudar� tudo!
Est� bem. Pe�o uma vota��o.
- Levante a m�o. Sim! - Abaixe a m�o!
Levante a m�o. � o Laurie.
Est� bem! Sim!
E, como n�o h� tempo como o presente...
Senhoras, por favor, � o meu artif�cio,
eu mere�o a culpa:
Jo s� cedeu ap�s muita tenta��o. Sim.
Eu apenas gostaria de dizer,
como um pequeno sinal de minha gratid�o...
e como forma de promover rela��es amistosas
entre na��es adjacentes...
E, assim, proponho este conjunto de chaves
para uma pequena ag�ncia postal
que constru� na floresta, perto da lagoa. Sim.
Quatro chaves. Para voc�, querida.
- E para voc�. - Muit�ssimo obrigada.
E esta � minha. Sem mais delongas,
agrade�o a gentileza. Tomarei assento como parte do clube.
Ol�!
Daisy e Demi!
Voc�s cresceram tanto!
Queria que estivesse aqui para ensin�-los...
Eu sei. Estou aqui agora.
� t�o bom t�-la em casa.
Acho que a solid�o pegou a Beth,
embora ela n�o tenha dito nada.
Onde est� a Beth?
Est� l� em cima. Minha Jo...
Achamos que havia melhorado,
mas a febre enfraqueceu o cora��o dela.
Pegue isto e encontre o melhor m�dico que puder.
N�o, precisa dele para viver em Nova York.
Eu n�o vou voltar.
Usarei o resto para lev�-la ao mar e fortalec�-la.
Quando Amy chega?
- N�o quer�amos preocup�-la. - Ela n�o sabe?
Beth insistiu para n�o contarmos,
pois n�o queria estragar a viagem da Amy.
Amy sempre teve talento para evitar
as partes mais dif�ceis da vida.
Jo, n�o fique zangada com sua irm�.
Jo! Jo, onde voc� est�?
- N�o acho minha outra luva. - Pegue a minha.
Jo, vamos nos atrasar!
- Aonde v�o? - Voc� n�o est� convidada.
Voc� vai a algum lugar com Laurie, eu sei!
Sim, vamos. Pare de perturbar.
- Est� com os ingressos? - Sim! Anda!
Voc�s v�o ao teatro com Laurie.
Meg, posso ir, por favor?
Lamento, mas n�o foi convidada.
N�o pode, e n�o aja como um beb� choramingando.
Fico encerrada aqui e nunca vou a lugar nenhum.
Beth tem o piano dela, e eu estou t�o sozinha!
Posso te ensinar acordes.
N�o quero acordes, Beth, quero ir.
N�o. Acho que odiaria se meter onde n�o � chamada.
J� temos que lidar com o chato do Sr. Brooke.
Eu gosto dele, ele � gentil.
- Eu posso pagar a minha. - Voc� n�o vai!
Lamento, querida, mas a Jo est� certa. Da pr�xima vez.
Venha, Meg, pare de mim�-la.
Por favor! Por favor!
Voc� vai se arrepender por isso, Jo March!
Voc� vai! Voc� vai se arrepender disso!
Pare de me olhar desse jeito!
Jo!
Meg, voc� � um milh�o de vezes melhor do que ela.
Embora ela fosse muit�ssimo fraca.
Como ela conseguiu ficar t�o branca?
Aquele Sr. Brooke, ele poderia ser mais obsequioso?
Eu o achei muito polido.
Espere, deixe-me anotar essa ideia.
- Que cor de olhos mais gosta? - Roxa.
O Sr. Brooke tem olhos azuis e uma alma velha,
o que � muito mais importante que dinheiro.
Algu�m pegou meu romance?
- N�o. - N�o, por qu�?
Amy, voc� pegou.
N�o peguei.
- � mentira. - N�o �.
N�o peguei, n�o sei onde est� e n�o me importo.
Diga-me ou vou obrig�-la!
Eu queimei o seu livro!
Disse que ia fazer voc� pagar, e eu fiz!
Jo! Jo!
Eu sinto muito, Jo.
Amy.
� que a �nica coisa com que se importa � com sua escrita.
N�o � como se pudesse machuc�-la destruindo um de seus vestidos.
E eu queria muito machuc�-la.
Sinto muito por isso agora. Eu sinto muito.
Jo.
N�o permita que sua raiva a domine.
Perdoe-a. Ajudemos umas �s outras.
E amanh� voc� recome�a.
Ela n�o merece meu perd�o.
E eu irei odi�-la! Irei odi�-la para sempre!
Bom dia, senhoritas! Est� um dia lindo l� fora,
�ltimo dia no rio, pegue seus patins!
Jo, da �ltima vez voc� prometeu que eu poderia ir!
Ela vai ficar assim para sempre?
Foi uma perda muito dif�cil para ela.
Tem algo que eu possa fazer?
V� atr�s dela.
N�o diga nada at� que Jo esteja de bom humor com Laurie,
e depois diga algo gentil. Sei que ser�o amigas de novo.
Jo! Espere! Estou indo!
Da �ltima vez voc� disse que eu poderia ir.
Jo, Laurie! Esperem! Estou indo!
Espere! Jo!
Fique perto da borda, n�o � seguro no meio.
Entendido.
Jo!
Jo, estou indo!
Jo!
Jo, vamos.
Jo, espere!
Jo!
- Voc� est� bem? - Estou.
Socorro! Ajudem-me!
Amy! � a Amy!
Jo!
Jo!
Jo, pegue um galho! Pegue um galho!
Amy! Amy!
Por favor, ajude-me!
Jo, ajude-me a puxar.
Amy, agarre o galho! Agarre-o, Amy!
Eu sinto muito! Minha irm�! Minha irm�!
Ela est� dormindo.
Se ela tivesse morrido, teria sido culpa minha.
Ela vai ficar bem.
O m�dico disse que acha que ela nem ficar� resfriada.
O que h� de errado comigo?
Firmei tantas resolu��es, escrevi notas tristes
e chorei por meus pecados,
mas parece que isso n�o ajuda.
Quando me encolerizo, fico t�o selvagem
que eu poderia machucar algu�m e gostar disso.
Voc� me lembra a mim mesma.
Mas a senhora nunca fica com raiva.
Tenho raiva quase todos os dias da minha vida.
Tem?
N�o sou paciente por natureza, mas com quase 40 anos de esfor�o
estou aprendendo a n�o deixar que isso leve o melhor de mim.
Ent�o farei o mesmo.
Espero que fa�a muito melhor do que eu.
Existem naturezas nobres demais para refrear,
e muito elevadas para se curvar.
Jo.
Beth! Minha querida!
N�o precisava ter vindo.
N�o deveria ter ido. Precisa de alguma coisa?
Beba um pouco d'�gua.
� t�o bom ver o seu rosto.
Vamos para perto do mar para que melhore e fique forte.
Para o mar?
Quero que voc� dance quando a Amy voltar.
Ela n�o est� abreviando a viagem, n�o �?
- N�o. N�o. - �timo.
Alguma novidade? O que ela diz?
Escreveu dizendo que o Laurie est� l�.
Que bom que ele est� com ela.
Ele n�o respondeu a nenhuma das minhas cartas.
Sente falta dele?
Sinto falta de tudo.
Eu sei.
Andem, Meg ficar� fora
- por uma semana. - Estamos indo.
Pegue a outra carruagem
e espione Meg. Garanta que n�o se apaixone.
- Certo. - Gentileza da Annie
me convidar para o baile.
Obrigada por me deixar ir, M�ezinha.
Seja voc� mesma.
E use isto no baile. Era meu quando tinha sua idade.
Nunca entendi por que guardar joias at� o casamento.
Voc� deveria ter algo s� seu.
Coisas bonitas devem ser aproveitadas.
Sim, coisas bonitas devem ser aproveitadas.
Eu gostaria de poder ir ao baile de debutante.
Acha que � uma boa ideia ela se afastar desse jeito?
Meninas precisam enfrentar o mundo
e tomar suas pr�prias decis�es.
N�o esque�a de n�s.
N�o esquecerei, Jo. � s� por uma semana.
- � lindo. - N�o � seu.
Ficaria muito bem em mim.
Ela precisa ter sapatos decentes.
Obrigada pela carruagem, Sr. Laurence.
N�o sei como lhe pagar.
Que bobagem!
Mas h� algo que voc� pode fazer.
Hoje me ocorreu que o piano da minha filha
sofre de falta de uso.
Alguma das garotas poderia vir praticar de vez em quando,
apenas para mant�-lo afinado?
Se elas n�o quiserem vir, n�o h� problema.
Senhor, elas querem sim, e muito.
Voc� � a menina musicista?
Eu amo muito m�sica, e virei se tiver certeza
de que ningu�m me ouvir� e ser� perturbado.
Nenhuma alma, minha querida.
- Sentirei saudades. - Adeus.
- Adeus. - Divirta-se no baile.
- Logo estarei de volta. - Cuide para n�o se casar, Meg!
N�o se apaixone!
- Pelo menos, n�o agora. - Neste segundo.
Obrigada.
Estou t�o empolgada para esta noite.
Que vestido vai usar, Meg?
- Vou usar este. - Esse?
N�o pode ir em casa pegar outro?
Eu n�o tenho outro.
- S� tem um? Que engra�ado. - N�o mesmo.
N�o precisa ir para casa, Daisy.
Agora vou cham�-la de Daisy.
Tenho um lindo vestido rosa,
e voc� me dar� o prazer de v�-la com ele, n�o, Daisy?
- Se n�o houver problema... - � claro que n�o h�!
Todas te adoraram, Daisy.
- Fique com meu vestido. - N�o posso ficar com ele.
Fique, por favor.
- Divirta-se, pequena Daisy. - Laurie.
- N�o sabia que voc� viria. - Era para ser uma surpresa.
E que surpresa ador�vel!
Por que a chamam de Daisy?
Foi o apelido que me deram.
Meg � um nome perfeitamente bom.
� como representar um papel, ser Daisy por um tempo.
O que a Jo diria?
Voc� n�o se casaria com um desses homens, n�o �?
Talvez.
Ter� uma dor de cabe�a terr�vel amanh�.
Gosta da minha apar�ncia?
N�o, n�o gosto.
Por que n�o?
Eu n�o gosto de espalhafatos e penas.
Voc� � o garoto mais rude que j� vi!
Por favor, perdoe-me e venha dan�ar.
Receio que seria muito desagrad�vel para voc�.
N�o gosto do seu vestido, mas...
acho que est� espl�ndida.
- Mesmo? - Mesmo.
Sei que � bobagem, mas por favor n�o conte a Jo.
Quero me divertir esta noite.
Serei desesperadamente boa pelo resto da vida.
Desculpe-me, John.
A seda foi a primeira grande despesa.
Embora seja muito, 50 d�lares n�o �,
imagino, t�o caro para um vestido,
com todo o material necess�rio para produzi-lo hoje em dia.
N�o � exatamente o vestido ainda...
� apenas o tecido.
Entendo.
Sei que est� zangado, John.
N�o quero gastar seu dinheiro,
mas n�o resisto quando vejo Sallie comprar o que quer
e sentir pena de mim por eu n�o poder.
Eu tento me contentar, mas � dif�cil.
Estou cansada de ser pobre.
Eu temia por isso.
Fa�o o melhor que posso, Meg.
John, meu querido, bondoso rapaz trabalhador.
Fui t�o ingrata e perversa.
Como pude dizer isso?
Talvez o sentisse dessa forma.
N�o! N�o foi!
Daremos um jeito de conseguir seu casaco tamb�m,
e ficaremos imponentes, n�s dois...
N�o posso pagar por isso, querida.
- John... - Preciso ir para a cama.
John...
E lamento muito que tenha que ter vivido
sem tantas coisas bonitas.
E que tenha casado com algu�m que n�o pode d�-las a voc�.
- Ol�, Amy! - N�o quero v�-lo.
Amy, n�o fique brava.
Desculpe por meu comportamento.
- Andou bebendo de novo? - Por que est� sendo t�o dura?
- S�o 16h, sim... - Algu�m precisa ser.
Quando come�a sua grande obra de arte, Raphaella?
- Nunca. - Nunca? O qu�? Por qu�?
Sou um fracasso.
Jo est� em Nova York, escrevendo,
e eu sou um fracasso.
Que declara��o para se fazer aos 20 anos!
Roma me tirou toda a vaidade,
e Paris me fez perceber que nunca serei um g�nio.
Ent�o desistirei dessas tolas aspira��es art�sticas.
Por que, Amy? Tem tanto talento
- e energia... - Talento n�o � g�nio!
E n�o h� ac�mulo de energia que o fa�a.
Quero ser espl�ndida, ou nada.
N�o quero ser uma pintora crua, e n�o pretendo tentar mais.
E que mulheres pertencem ao clube dos g�nios mesmo?
As Bront�?
- � isso? - Acho que sim.
E quem declara quem � g�nio?
- Homens, imagino... - Eliminam a concorr�ncia.
� um argumento complicado pra me fazer sentir melhor.
E voc� se sente melhor?
Acho que, homem ou mulher, eu tenho um talento med�ocre.
Talento med�ocre?
Posso pedir que seu �ltimo retrato seja de mim?
Est� bem.
Agora que desistiu das tolas aspira��es art�sticas,
o que vai fazer da vida?
Cultivar os outros talentos e virar ornamento da sociedade.
� a hora em que entra Fred Vaughn, suponho.
- N�o deboche! - Apenas disse o nome dele.
Espero que n�o esteja comprometida.
N�o.
Mas ficar�, se ele vier a seus p�s?
Muito provavelmente, sim.
Ele � rico, at� mais do que voc�.
Sei que as damas da sociedade n�o passam sem dinheiro,
embora soe estranho vindo de uma das filhas de sua m�e.
Sempre soube que casaria com um rico.
Por que me envergonhar disso?
N�o h� do que se envergonhar, contanto que o ame.
Acredito que temos certo poder sobre quem amamos,
n�o � algo que simplesmente ocorre a uma pessoa.
Acho que os poetas devem discordar.
Bem, eu n�o sou poeta. Sou apenas uma mulher.
E como mulher, n�o h� como ganhar meu pr�prio dinheiro.
N�o o suficiente para ganhar a vida ou sustentar minha fam�lia.
E se tivesse meu pr�prio dinheiro, o que eu n�o tenho,
esse dinheiro seria do meu marido assim que nos cas�ssemos.
E se tiv�ssemos filhos, seriam dele, n�o meus.
Seriam propriedade dele.
Ent�o n�o venha me dizer
que casamento n�o � uma proposta econ�mica. Porque � sim.
Pode n�o ser para voc�, mas certamente � para mim.
� Fred, pode desabotoar?
Obrigada.
Como estou? Estou bem?
Est� linda.
Voc� � linda.
Fred! Senti sua falta.
Este � Fred Vaughn, e sua irm� Kate.
Claro que conhecem o Sr. Brooke.
Estas s�o Meg, Amy, Beth e Jo.
Prazer conhec�-las.
Que elegante...
Sou Amy March. Lembre-se desse nome,
um dia irei procur�-lo em Londres.
Certamente lembrarei!
Sei de algo que voc� n�o sabe.
- Conta logo! - Meg perdeu uma luva?
- Est� com o Sr. Brooke? - Sim.
- Como sabe? - Eu vi.
- Onde? - No bolso dele.
- Esse tempo todo? - Sim, n�o � rom�ntico?
- N�o, � horr�vel. - Achei que a agradaria.
Com a ideia de algu�m vindo para levar Meg? N�o, obrigada.
Vai se sentir melhor quando vierem para levar voc�.
Gostaria ver algu�m tentar.
Eu tamb�m gostaria de ver.
"Jamais haver�amos amado tanto a Terra
"se nela n�o houv�ssemos passado nossa inf�ncia,
se n�o fosse a terra
onde as mesmas flores surgissem a cada primavera,
as quais colh�amos com nossos dedos pequeninos.
Que novidade vale essa doce monotonia,
onde tudo � conhecido e amado por ser conhecido?"
N�o � lindo?
Amo escut�-la ler, Jo,
mas amo ainda mais quando l� as hist�rias que escreveu.
N�o tenho novas hist�rias.
Por que n�o?
N�o escrevi nenhuma.
Voc� tem l�pis e papel. Sente-se e escreva algo para mim.
N�o consigo.
N�o acho que consiga mais.
- Por qu�? - � que...
ningu�m se importa em ouvir minhas hist�rias mesmo.
Escreva algo para mim.
Voc� � uma escritora.
Antes mesmo que soubessem ou que lhe pagassem.
Estou muito doente e precisa fazer o que eu digo.
Fa�a o que M�ezinha nos ensinou. Fa�a por outra pessoa.
Se est� indo para Vermont,
h� a Sra. Sewell, em Keene, New Hampshire,
que lhe dar� quarto e alimenta��o.
Pronto.
Precisa voltar para casa, para as meninas, eu assumo.
N�o, preciso ficar aqui.
Passei a vida inteira com vergonha do meu pa�s.
Sem querer ofender mas ainda deveria estar.
Sei disso, e estou.
- Ol�, senhor. - Ol�, senhora.
Tem filhos no ex�rcito?
Sim, senhora, eu tinha quatro. Mas dois foram mortos,
um foi feito prisioneiro. Vou visitar o outro,
que est� muito doente num hospital, em Washington.
Fez muito pelo seu pa�s, senhor.
Eu mesmo iria, se fosse �til, mas...
como n�o seria, mandei meus garotos.
Senhor, vou lhe dar uma coberta
para mant�-lo aquecido.
Obrigado. Deus a aben�oe.
Deus o aben�oe, senhor.
Sra. March?
Telegrama de Washington, senhora.
- Jo j� voltou da Tia March? - N�o, ainda n�o a vi.
Quer outro par de sapatos?
Obrigada. N�o posso perder o �ltimo trem.
- Hannah, pegou o pijama do pai? - Sim, peguei.
- O que fa�o para ajudar, Beth? - Muito obrigada por estar aqui.
Acharam a coberta quente?
Se precisarem de ajuda, me chamem.
Olharei as meninas todos os dias, sem falta.
Obrigada por tudo.
Sempre admirei seu marido, rezo por uma pronta recupera��o.
Encontrei estes len��is.
- Hannah, rem�dios? - Est�o embalados.
Perd�o.
Vim me oferecer para acompanhar sua m�e.
O Sr. Laurence tem tarefas para mim em Washington,
e seria um prazer servi-la por l�.
- Obrigada. - Claro...
Enquanto estou fora, Hannah fica encarregada.
Lembre-se de checar os Hummel, ser� um inverno duro para todos.
� suficiente para o trem?
25 d�lares?
N�o � normal a tia March ser t�o generosa.
N�o fui at� a tia March, n�o suportaria.
Onde arranjou o dinheiro?
Vendi o que era meu.
Jo, seu cabelo!
- Era t�o bonito! - Est� parecendo um garoto.
N�o altera o destino da na��o, ent�o n�o lamentem.
Tenho tanto orgulho de que seja minha filha.
Eu estava louca para fazer algo pelo Pai.
Ser� bom para minha vaidade tamb�m.
- Pode ser bom. - Jamais fa�a isso.
N�o � o que eu queria.
Teddy...
Jo.
Amo voc�s mais do que as palavras podem dizer.
Sejam boas umas com as outras. Rezem pela recupera��o do Pai.
Voltarei assim que puder. Amo voc�s.
Jo.
O que foi? � o Pai?
N�o.
� o meu cabelo.
Eu me sentiria assim tamb�m.
Sei que sentiria.
Laurie, quando vai voltar para o seu av�?
Em breve.
Disse isso uma d�zia de vezes no m�s passado.
Respostas curtas evitam confus�o.
Ele o est� esperando, por que n�o vai?
Pervers�o natural, imagino.
Indol�ncia natural, voc� quer dizer.
Se for, vou apenas atorment�-lo.
Melhor ent�o ficar e atormentar voc�, que suporta melhor.
De fato, acho que combina com voc�.
Pare... Pare.
- O que est� fazendo? - Olhando pra voc�.
Quis dizer: o que pretende fazer?
- Da vida? - Sim.
Estou escrevendo uma �pera. Serei o protagonista...
Isso � perda de tempo.
O que gostaria que eu fizesse?
Que fosse trabalhar com seu av� e cuidasse de si mesmo.
N�o est� sendo sincera.
Pronto.
Est� muito bom.
Quando fez este?
No dia na praia.
O primeiro encontro com Fred.
� mesmo.
O que ele est� fazendo?
Est� em Londres a trabalho.
Voltar� em algumas semanas.
N�o case com ele.
O qu�?
N�o case com ele.
Por qu�?
Por qu�? Voc� sabe o porqu�.
N�o. N�o.
- Sim. - N�o.
- Laurie. - O qu�?
Est� sendo cruel. Pare, pare!
Fui a suplente da Jo a vida inteira, em tudo.
E n�o serei a pessoa com quem se arranjar�
s� porque n�o pode t�-la.
N�o farei isso.
N�o quando passei a vida toda amando voc�.
Estou fazendo um molde do p�
para lembrar Laurie que tenho um p� bonito.
Sr. Brooke disse que o Pai ainda est� bem doente, mas melhorando.
Tamb�m diz que a m�e � a melhor enfermeira
que um homem pode ter.
Queria que as cartas fossem dela, e n�o do Sr. Brooke.
Sou grata por qualquer carta.
Acho que o roxo combina com o Sr. Laurence. Concorda, Amy?
Sim, o desenho � muito habilidoso.
Tenho que agradec�-lo de algum modo
por me deixar tocar piano l� o tempo todo.
Vou � vila fazer compras.
Jo, pode dar uma olhada na lenha?
Ningu�m foi ver os Hummel. Dever�amos ir.
Bethy, mal temos com que nos alimentar.
Preciso terminar esta hist�ria.
- M�ezinha disse... - M�ezinha disse muitas coisas,
n�o podemos fazer tudo.
Mas sempre fa�o sozinha, e voc�s n�o fazem suas tarefas.
- N�s trabalhamos. - N�o se preocupe,
- arranjaremos tempo. - Mas j� faz semanas.
- Logo iremos. - Meu p� est� preso,
n�o consigo tirar!
Pare, Jo! N�o consigo sair! Voc�s querem que eu perca o p�!
Est� bem, vou sozinha.
- Ol�. - � para o Sr. Laurence.
L� vem ela!
Beth veja o que elas...
� uma carta do velho cavalheiro.
Abra a nota!
Beth, veja!
Jo, leia a carta. Eu n�o consigo.
"Srta. Beth March, j� tive v�rios pares de chinelos,
mas nunca algum que servira t�o bem quanto o seu.
Eles sempre me recordar�o a gentil presenteira.
Gostaria de saldar minha d�vida,
e espero que aceite este presente.
Seu grato amigo e humilde servo, James Laurence."
Meu Deus. T�o fofo. "Humilde servo".
- N�o � lindo? - Veja como � brilhante!
- Tem ouro por todo o entorno. - Todo o entorno!
- A letra dele � t�o bonita. - E tem uma gaveta aqui.
Senhor, eu gostaria de agradec�-lo...
Voc� me lembra tanto da minha garotinha.
O piano � seu.
Eu devia t�-lo dado a voc� h� muito tempo.
Obrigada.
Minha menina...
voc� est� queimando.
Os Hummel est�o muito doentes.
- Ela est� descansando. - Como ela est�?
- H� algo que eu possa fazer? - O que �?
- Escarlatina. - O que � escarlatina?
Visitei os Hummel, o beb� morreu.
Todas voc�s j� tiveram?
Meg e eu tivemos, mas Amy n�o.
- Teremos de afast�-la. - N�o quero me afastar.
- Verei se fica com a tia March. - N�o gosto dela!
- � para seu pr�prio bem. - Devemos avisar a m�e?
N�o, n�o dever�amos preocup�-la.
Nunca quis dinheiro tanto quanto agora.
Escute, vamos cuidar dela, e ela vai melhorar.
Vai melhorar.
"A ag�ncia postal, na floresta,
era uma pequena institui��o fundamental,
e prosperou maravilhosamente,
pois muitas coisas passaram por l�:
poesia e picles, m�sica e p�o de mel,
convites, reprimendas e at� mesmo cachorrinhos."
- � tudo sobre n�s. - � mesmo.
- Eu amei. - � s� uma historinha.
- N�o � o que costuma escrever. - Achou entediante?
- � minha favorita at� agora. - S�rio?
- Escreva outra para mim. - Sim!
- Continue escrevendo. - Eu vou.
At� quando eu n�o estiver aqui.
- N�o diga isso. N�o... - Jo, preciso te dizer.
- N�o, n�o precisa. - Pensei muito sobre isso...
e n�o estou com medo.
N�o...
� como a mar� baixando. � devagar, mas irrefre�vel.
Eu irei fre�-la!
J� freei antes.
Voc� vai melhorar. O pai vai melhorar.
E ficaremos todos juntos em breve, certo?
N�o podemos impedir a vontade de Deus.
Deus n�o viu a minha vontade. Seja feita a vontade da Jo.
Amy. Venha at� aqui.
- Sim? - Venha, sente-se.
Se voc� for boa, um dia este anel pertencer� a voc�.
- Mesmo? - Se continuar uma boa mo�a,
pode ter certeza.
Voc� � a esperan�a da sua fam�lia agora.
Beth est� doente, Jo � uma causa perdida,
e soube que Meg foi corrompida por um professor pobre, ent�o...
cabe a voc� dar apoio a todas elas,
e a seus pais indigentes na velhice.
Ent�o precisa de um bom casamento.
Salve sua fam�lia.
Muito bem, � o que eu gostaria de dizer.
Pode voltar para suas pinturazinhas.
Ol�, tia March.
Aquele garoto, Laurence, estava aqui.
- Estava? - Ele se tornou uma decep��o.
Deve ser o italiano nele.
Quando ele voltar�?
Ele foi embora... para Londres.
Por qu�?
O que precisa discutir com ele?
Acebei de dizer a Fred Vaughn que n�o casarei com ele.
Meg.
Irei para casa ajudar com as crian�as. Sinto muito.
- Temo pela Beth. - Fique.
Pedi uma licen�a. Vou cuidar das crian�as.
John.
E tem mais uma coisa.
Mande seu tecido para a costureira o quanto antes.
- N�o posso... - Nem mais uma palavra,
quero que tenha aquele vestido.
Meu casaco velho servir� para o inverno.
- John... - J� est� arranjado.
N�o posso mesmo. Vendi o tecido para a Sallie.
Vendeu?
N�o quero que seja infeliz.
N�o tem como eu ser.
John Brooke � meu marido...
e eu sou a esposa dele.
Hannah! Est� tudo bem.
O que faremos?
Dev�amos chamar sua m�e.
- M�ezinha! - Deus te aben�oe.
M�ezinha, ela piorou. N�o sabia o que fazer.
- Jo, como ela est�? - Minhas meninas.
Minha doce Beth. Hannah, fa�a um caldo.
Jo, pegue gelo. Precisamos esfri�-la.
Quem est� com o pai?
John ficou com ele.
Precisamos trocar a roupa de cama.
Vamos mov�-la, meu docinho.
- Olhe para ela. - Calma. Est� tudo bem.
Por favor, lute.
N�o v� resignada, lute!
Por favor. Apenas lute at� o fim, e seja intensa.
N�o v� resignada, Beth.
M�ezinha!
M�ezinha! M�ezinha!
Feliz Natal, Beth.
Tem que ficar no meio.
Est� fazendo os lados antes,
e eles n�o ficam bem com a minha pipoca.
� importante. Est� desperdi�ando decora��o,
e elas n�o est�o certas.
O lados n�o s�o o mais importante.
Aqui vai outro presente de Natal para a fam�lia March.
- Meu Deus! Pai! - Pai!
Pai!
Minhas mulherzinhas.
Como voc�s cresceram.
Beth. Feliz Natal, minha querida.
- Feliz Natal para todas voc�s. - Feliz Natal, pai.
Pai, feliz Natal.
Gra�as a Deus. Gra�as a Deus est� em casa.
Gra�as a Deus por voc�.
Agora posso ficar com raiva de voc� pessoalmente.
N�o acredito que hoje � o dia do meu casamento.
O que houve?
Nada.
Jo.
Podemos fugir. Podemos fugir agora.
Posso ganhar dinheiro, vendo hist�rias, fa�o o que for.
Eu cozinho, lavo, trabalho em uma f�brica.
Posso construir uma vida para n�s.
E voc� devia ser uma atriz, ter uma vida no palco.
- Vamos apenas fugir juntas. - Eu quero me casar.
- Mas por qu�? - Porque eu o amo.
Vai se cansar dele em dois anos,
e n�s seremos interessantes para sempre.
S� porque meus sonhos s�o diferentes dos seus,
n�o significa que n�o s�o importantes.
Eu quero um lar, uma fam�lia.
E estou disposta a trabalhar e lutar,
mas quero fazer isso com o John.
Apenas odeio que esteja me deixando.
- N�o me deixe. - Jo.
N�o estou te deixando.
Al�m disso...
um dia ser� sua vez.
Prefiro ser uma solteirona livre e remar minha pr�pria canoa.
Prefiro.
N�o acredito que a inf�ncia acabou.
Ia acabar de um jeito ou de outro.
E que final feliz.
Que grande promessa...
se doar em prol do outro.
Que presente... sempre dado antes de se saber
o custo ou a recompensa.
Eu vos declaro marido e mulher.
Pode beijar a noiva.
N�o precisa fazer confus�o.
N�o precisa me levar � carruagem.
- Fa�o com prazer. - Espero que seja feliz agora...
que arruinou sua vida da mesma forma que sua m�e,
ao casar com seu pai.
Minha querida irm�, voc� � muito gentil.
E obrigado pelas festividades de hoje.
- N�o h� de qu�. - Obrigada, Tia March.
N�o gosto de ser beijada.
Sinto muito.
Vai sentir mesmo, ao fazerem amor em uma cabana
e acharem um fracasso.
N�o ser� pior do que alguns encontram em casas grandes.
Entendi o que quis dizer, senhorita.
- N�o sinto falta nenhuma. - Sabemos disso.
E voc� n�o est� totalmente errada.
Posso n�o estar certa sempre, mas nunca estou errada.
Aqui est� a �nica integrante s� da fam�lia.
N�o aguento mais isso. Est� na cara.
M�ezinha! M�ezinha!
M�ezinha!
Tia March vai para Europa...
E ela quer que eu v� com ela?
Que incr�vel!
Explica por que passei tantas horas chatas lendo para ela.
N�o, ela quer que eu v�.
Como sua acompanhante.
Europa? Com voc�?
Sim, ela quer que eu trabalhe na minha arte e no meu franc�s.
Voc� nem gosta de franc�s, n�o �?
Que incr�vel, Amy.
Pai, eu vou para a Europa!
Meg se casou, Amy vai para a Europa.
E agora que voc� se formou, vai embora para longas f�rias.
N�o sou t�o boa quanto a Beth, ent�o estou brava e inquieta.
Voc� n�o precisa ficar aqui, Jo.
Por qu�? Devemos fugir e embarcar num navio pirata?
- N�o, n�o. - N�o adianta, Jo.
Jo, precisamos p�r para fora.
Eu te amei desde que te conheci. N�o pude evitar.
E tentei mostrar, mas voc� n�o deixou. Tudo bem.
Mas preciso que escute agora e me d� uma resposta,
porque n�o posso mais continuar assim.
Desisti dos bilhares e de tudo que n�o gosta.
Estou feliz com isso. Tudo bem. Eu esperei, nunca reclamei,
porque eu...
imaginei que voc� me amasse, Jo.
E sei que n�o sou bom o suficiente,
- e n�o sou um grande homem... - Sim, voc� �.
Voc� � bom at� demais para mim, e sou muito grata a voc�,
e tenho muito orgulho de voc�, e eu apenas...
N�o sei por que n�o consigo te amar como voc� quer.
N�o sei o porqu�.
- N�o consegue? - N�o.
N�o consigo mudar como me sinto.
E seria mentira dizer que te amo se eu n�o amo.
Sinto muito, Teddy.
Sinto muito, mas n�o h� como evitar...
N�o consigo amar mais ningu�m. Eu s� amo voc�.
Nosso casamento seria um desastre.
- Mentira! - Ser�amos infelizes.
- Eu seria um santo! - N�o d�! Eu j� tentei e falhei.
E por que todos esperam isso? Sua fam�lia e meu av�?
Por que diz isso? Diga sim e sejamos felizes juntos.
N�o posso dizer sim de verdade, ent�o n�o direi nada.
Com o tempo ver� que estou certa,
e me agradecer� por isso.
Prefiro me enforcar a aceitar isso, Jo.
- Teddy! - Prefiro morrer.
Teddy, n�o diga isso!
Teddy!
Voc� encontrar� uma garota ador�vel e bem sucedida
que ir� am�-lo e adorar�-lo,
e ela ser� uma �tima dona da sua �tima casa.
Mas eu n�o seria, certo?
Olhe para mim. Sou simples e estranha...
Mas eu te amo, Jo.
- E teria vergonha de mim. - Eu te amo.
E n�s brigar�amos, porque eu n�o consigo evitar, como agora.
Eu odiaria a sociedade elegante, voc� odiaria minha escrita,
e n�s ser�amos infelizes, e desejar�amos n�o ter casado,
e tudo seria terr�vel.
Mais alguma coisa?
- N�o, nada mais. - Tudo bem.
Exceto que...
Teddy, n�o acredito que eu v� me casar.
Estou feliz como estou.
E amo demais minha liberdade para desistir dela sem mais.
Acho que est� errada, Jo. Acho que vai se casar, Jo.
E encontrar� algu�m que vai amar
e viver� e morrer� por ele, porque � assim que voc� �.
E eu irei assistir.
N�o queria incomodar sua escrita.
N�o escrevo mais.
N�o a salvou.
Voc� est� muito solit�ria aqui, Jo.
N�o gostaria de voltar para Nova York?
E seu amigo, Friedrich, n�o era esse o nome?
N�o.
Arruinei nossa amizade com meu temperamento,
assim como arru�no tudo. Aposto que nunca mais o verei.
Duvido que um amigo sincero seria dissuadido.
Gostaria que isso fosse verdade.
Se fosse uma menina em um livro, tudo isso seria t�o f�cil.
Desistiria de tudo de bom grado.
Laurie est� voltando, sabia?
Est�?
Tem uma carta da Amy, ela est� voltando para casa.
Est� devastada pela Beth.
Tia March est� muito doente, ent�o...
Laurie ir� acompanh�-las.
Que bondade a dele.
- O que foi? - N�o sei.
Ele sempre ser� condescendente com minha fam�lia.
Eu n�o entendo.
Talvez...
Talvez eu...
tenha sido precipitada ao rejeit�-lo...
o Laurie.
Voc� o ama?
Se ele perguntasse outra vez, acho que eu diria sim.
Acha que ele perguntar� outra vez?
Mas voc� o ama?
Importa-me mais ser amada.
Quero ser amada.
Isso n�o � o mesmo que amar.
Eu sei.
Apenas sinto... Sinto que...
As mulheres...
Elas t�m mentes e almas, e n�o apenas cora��es.
E t�m ambi��o e talento, n�o apenas beleza.
E estou farta das pessoas dizerem
que a mulher s� serve para o amor.
Estou t�o farta disso!
Mas estou t�o solit�ria!
Eu n�o podia deixar voc� viajar sozinha,
com a tia March t�o doente.
Mesmo que me despreze.
N�o desprezo voc�, Laurie.
Beth era a melhor de n�s.
N�o vou casar com Fred.
Eu soube disso.
E voc� n�o tem nenhuma obriga��o
de dizer algo, ou fazer algo.
Eu apenas n�o o amava como deveria.
N�o precisamos falar disso. N�o precisamos dizer nada.
"Meu querido Teddy,
sinto mais saudade de voc� do que posso exprimir.
Costumava pensar que o pior destino
seria ser uma esposa.
Era jovem e tola.
Mas agora eu mudei.
O pior destino
seria viver minha vida sem voc� nela.
Errei ao recusar voc� e fugir para Nova York."
Jo... Jo.
Jo...
Jo.
Acorde. Acorde.
Teddy! Voc� voltou!
Ent�o est� feliz por me ver?
Estou.
Eu estava preocupado.
Venha, sente-se.
Como est� Amy?
Aborreceu voc� da Europa at� aqui
- com a gabolice dela? - Sim, mas gostei disso.
Onde ela est�? N�o veio direto para casa?
Sua m�e est� com ela na casa da Meg. Passamos l�.
N�o h� como tirar minha esposa das garras delas.
Sua o qu�?
Agora est� feito. Era para ser uma surpresa.
Ficamos noivos e pretend�amos esperar.
Quer dizer, agora somos marido e mulher.
- Voc� e Amy? - �.
- Est� apaixonado? - Estou.
Jo, quero dizer algo e ent�o esqueceremos tudo para sempre.
Sempre amei voc�.
Mas o amor que sinto por Amy � diferente.
E acho que voc� tinha raz�o sobre isto.
Acho que ter�amos matado um ao outro.
Ter�amos.
Acho que era para ser assim.
Teddy...
Voc� � a �nica que ainda me chama assim, Jo. Teddy.
Como Amy chama voc�?
"Meu Senhor".
� bem coisa dela.
Bem, voc� parece merec�-lo.
Ainda podemos ser amigos, Jo? Por favor.
Claro, meu menino, sempre!
- Laurie contou? - Contou, sim.
Amy, estou t�o feliz por voc�!
Tinha quer ser assim.
Fico t�o aliviada, obrigada.
Eu queria escrever, Jo. Queria escrever
e explicar tudo, mas tudo aconteceu t�o depressa,
e fiquei preocupada que se zangasse comigo.
N�o, n�o.
N�o, n�o est� zangada comigo?
A vida � muito curta para ficar zangada com uma irm�.
- Sinto muita saudade dela. - Eu sei.
Obrigada.
LAURIE
Sr. Laurence.
Jo!
Jo...
N�o consegui me fazer...
A casa parece estranha sem ela.
N�o consegui entrar, sabendo que ela n�o estaria.
Sei que n�o sou t�o boa quanto minha irm�,
mas serei uma amiga em que pode se apoiar,
se me permitir.
PARA BETH
"Caro Sr. Dashwood,
em anexo, os primeiros poucos cap�tulos
de uma obra em que comecei a trabalhar.
Talvez pudesse ser uma hist�ria para jovens,
mas acho que � provavelmente bem entediante.
Contudo, mando-a para o senhor,
para o caso de ela ter algum valor,
embora eu duvide. Jo March"
Pensei que ela me odiasse.
Podia odiar e e ainda assim lhe deixar a casa.
E quanto a voc� e John?
N�o damos conta de uma casa como esta, � grande demais.
Dev�amos vend�-la, mas eu adoraria fazer algo
que faria Tia March se revirar no t�mulo.
N�o me importaria com isso.
Uma volta leve, uma rota��o, nada terr�vel.
O que voc� far�?
Gostaria de abrir uma escola.
Nunca tivemos uma escola adequada,
e agora, com universidades femininas,
deveria haver uma escola. Para Daisy.
E o que Demi far�?
Abrirei uma escola mista.
E quanto a escrever?
O que tem isso?
Em que est� trabalhando?
Comecei algo, mas n�o creio que seja muito bom.
Todos gostam do que voc� escreve.
N�o, n�o gostam.
Eu gosto.
� sobre a nossa vidinha.
E da�?
Quem se interessar� por uma hist�ria
sobre lutas e alegrias dom�sticas?
Isso n�o � importante de verdade, �?
Talvez n�o pare�a importante
porque n�o escrevem sobre isso.
N�o, escrever n�o confere import�ncia, mas a reflete.
N�o penso assim.
Escrev�-las as tornar� mais importantes.
Quando se tornou t�o s�bia?
Sempre fui. Voc� estava ocupada notando meus defeitos.
Os quais nunca existiram, claro.
"Cara Srta. March, li os cap�tulos que enviou,
e devo concordar que n�o s�o muito promissores.
Mas, por favor, mande mais hist�rias escandalosas,
se tiver alguma.
Ou devo dizer, se sua amiga puder.
Pe�o desculpas pela brincadeira.
N�o pude evitar.
Jo, des�a!
Estou indo!
Estou morta de fome!
Jo, talvez queira esperar...
Estou esfomeada.
Jo, querida, voc� tem visita.
N�o conhe�o ningu�m.
Desculpe por importunar.
� voc�!
Ol�.
Ol�. Sou Josephine March. Sou Jo.
Josephine, � voc�? Bem-vinda! Bem-vinda!
Estas s�o Kitty e Minny.
Vejo que j� conheceu nosso professor.
Ele � um homem muito bem sucedido.
Sua m�e disse que voc� � escritora.
Eu tenho um di�rio, sabe?
H� muita gente interessante aqui,
intelectuais e europeus.
Jo, espero que n�o se importe,
peguei seu endere�o com a Sra. Kirke.
Quem � esse? Quem � voc�?
Desculpe importunar.
Eu estava aqui perto e pensei em...
- Mas irei embora. - N�o, n�o!
Por favor, fique. Temos lugar de sobra.
Algu�m pode me dizer quem � esse homem?
N�o quero ser um fardo.
- N�o � um fardo! - Claro. Por favor.
- Sou Laurie. Quem � voc�? - Sou Friedrich Bhaer.
Estivemos juntos na mesma pens�o em Nova York.
Jo, ele � muito bonito.
Pretende ficar em Nova York?
N�o. Ofereceram-me uma c�tedra na Calif�rnia.
E como nada me prende aqui,
pensei em ir para oeste.
L� � novo,
e s�o menos exigentes com imigrantes.
Talvez eu deva ir para oeste.
Voc� n�o � imigrante,
ent�o talvez deva ficar em casa.
Eu vou!
Que belo instrumento! Quem de voc�s toca?
Era minha irm� Beth.
Todos n�s tocamos um pouco.
Mas n�o t�o bem quanto ela.
� muito duro perder uma irm�. Lamento.
- Voc� toca? - Sim, eu toco.
Voc� nos deixaria feliz se tocasse.
Ela n�o gostaria que o piano ficasse silencioso.
N�o gostaria de ofender.
De forma alguma.
- Prazer conhecer voc�. - Prazer conhecer voc�.
Adeus.
- Adeus, Laurie. - Adeus.
Obrigado por tudo.
Foi um prazer receb�-lo.
Se um dia for � Calif�rnia, eu adoraria v�-la.
N�o sei se irei, mas obrigada.
Bem... Adeus.
Adeus.
O que �?
Por que me olham desse jeito?
Que homem maravilhoso!
Espero que ele volte.
Seria um amigo fabuloso para mim.
Papai, ele n�o veio aqui por voc�!
- N�o? - Jo, voc� o ama!
Qu�? N�o, n�o amo.
Ama, sim! N�o sou t�o inteligente quanto voc�,
mas vejo claramente que voc� o ama.
- Ela n�o o ama? - Bom instinto. Voc� o ama.
Nunca a vi t�o feliz! Que mais � o amor?
V� atr�s dele! Laurie, apronte os cavalos,
o pegamos antes de embarcar.
- Tamb�m vou! - N�o, eu n�o vou!
- Vai, sim! - Amy tem raz�o!
- Exato! - Vou aprontar uma carruagem
para Jo March perseguir um homem!
- Gostei! - Ele vai para a Calif�rnia.
Isso foi fic��o! Ele quase implorava
- por um motivo para ficar! - Mas est� chovendo!
N�o importa! Venha comigo, preciso arrumar voc�.
Laurie, v� aprontar os cavalos. Obrigada!
Voc� nunca pergunta pela minha m�e,
nem mesmo quando sabe que fui v�-la.
Presumo que ela ainda esteja viva.
- Mas eu pergunto pela sua. - Nem desconfio por qu�.
Voc� est� se fazendo de desentendido.
� verdade.
- O que eles querem? - N�o fa�o ideia.
Papai, vai publicar isto?
O que acontece com as mulherzinhas?
Diga-me que voc� tem o resto do livro!
Qu�?
S� estou tentando arrumar seu cabelo.
Pare a carruagem! Pare a carruagem!
Muito bem! V�! Saia! Saia!
V�! V�!
Francamente, n�o entendo por que ela n�o casou com o vizinho.
Porque o vizinho casou com a irm� dela.
- Certo, certo. Claro! - �.
Ent�o com quem ela casa?
Com ningu�m. Ela n�o casa com nenhum deles.
N�o!
N�o! N�o! N�o! Isso n�o vai funcionar!
No livro todo ela diz que n�o quer casar.
Quem se importa?
Garotas querem ver as mulheres casadas.
- N�o coerentes. - N�o! N�o � o final certo.
O final certo � aquele que vende.
Confie em mim. Se decidir terminar seu delicioso livro
com sua hero�na solteirona, ningu�m o comprar�.
N�o valer� a pena public�-lo.
Creio que o casamento sempre tenha sido
uma proposta econ�mica. Mesmo na fic��o.
- � um romance. - � mercen�rio.
Termine o livro desse modo, sim?
Est� bem.
V�! V�! Beije-o, Srta. March!
Jo!
N�o quero que voc� v�! Quero que fique!
- Quer? - Quero!
Nunca partiria se quisesse que eu ficasse.
Quero que fique.
- N�o tenho nada a lhe dar, Jo. - N�o importa!
- Minhas m�os est�o vazias. - Elas n�o est�o vazias.
Adorei. � rom�ntico.
� muito comovente, muito sentimental.
Obrigada.
Podemos chamar o cap�tulo de...
"Sob o Guarda-chuva".
- �timo. - Perfeito.
Agora h� a quest�o do contrato.
Estou disposto a lhe dar 5% dos royalties.
Ent�o ganho 5% do lucro?
5% do lucro l�quido. Ap�s eu receber.
Que tal um pagamento adiantado?
Eu � que corro risco ao publicar esse livro.
Sim, mas � o meu livro.
E se ele for bem, n�s dois ganharemos dinheiro.
Se n�o for, poderei manter o neg�cio.
Ent�o n�o ganho nada se ele fracassar?
N�o, lhe darei 500 d�lares j�,
para comprar os direitos autorais.
Direitos autorais?
� o direito de reimpress�o, essas coisas.
Continua��es, personagens para outras hist�rias...
Isso n�o valeria algo?
- S� se for um sucesso. - Entendo.
Parece-me algo que eu gostaria de possuir.
N�o disse que sua fam�lia precisava do dinheiro j�?
Precisa, por isso eu queria pagamento adiantado.
N�o. � muito arriscado.
S� pagarei pelos direitos autorais.
Fique com seus 500 d�lares,
e eu fico com os direitos autorais.
Tamb�m quero 10% de royalties.
5,5%, � muito generoso.
- 9%. - 6%, e s�.
Sr. Dashwood, se vou vender minha hero�na
em um casamento por dinheiro,
eu bem poderia ganhar um pouco dele.
6,6%.
Feito!
E n�o precisa decidir j� sobre os direitos autorais.
N�o, j� decidi.
Quero ser dona do meu pr�prio livro.
- Art Subs - 11 anos fazendo Arte para voc�!
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