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Original subtitles

O que faria para me ter de volta?

ANTERIORMENTE

Tudo.

Quem � ela?

Seu desafio.

Jacqueline de Montrachet.

Quero que a seduza. E preciso de provas.

Uma carta dela para voc�.

- O filho do seu marido. - Pr�van?

Pascal Valmont.

Aquele homem n�o pertence � minha fam�lia.

Ele foi deserdado e est� falido.

� Camille. Ela sempre usava.

- Cuide para que ningu�m a toque. - Se precisar...

Traga-me a carta que minha esposa deixou.

Esquece que sua reputa��o est� nas minhas m�os?

Por que n�o simplesmente expuls�-la?

� bem melhor que ela parta porque n�o suporta ficar.

Preciso ver a carta da Madame.

"Ariadne!"

Ela est� dizendo: "Perdoe-me."

- Sil�ncio! - Victoire!

Victoire!

Eu devo perdoar?

Para encontrar a luz,

sen�o a escurid�o daqui vai domin�-la.

Nem Deus perdoa.

QUER SE JUNTAR A N�S? E-MAIL | loschulosteam@gmail.com

Pediram-me que recomendasse uma garota deste orfanato.

Algu�m capaz de manter a postura em uma casa de renome,

capaz de servir a um casal nobre.

Sou a Madame de Montrachet.

Mas serei uma m�e para voc�.

No que estava pensando?

Foi um ato de caridade.

Agora mesmo, mendigos de toda a cidade est�o suplicando por um banho de sangue.

Isso n�o a jogou nos seus bra�os?

E dos meus bra�os para a casa dela, de onde ela ainda n�o saiu.

Parece preocupado com ela.

Ela n�o � nada para mim, Camille. O que � para voc�?

Uma hora, implora para que eu a seduza.

Logo em seguida, a mera vis�o dela a faz agir como uma louca.

� amiga sua, talvez?

Ningu�m fala sobre o que Jo�o Batista fez.

Soube que Salom� estava vingando a m�e.

Fracasse na sua tarefa, e nunca mais ver� suas cartas.

N�o seja irrespons�vel com minhas cartas.

Existem regras nisso.

Se eu n�o puder entender voc�, n�o posso ajudar.

Por que odeia a Madame de Montrachet?

Voc� n�o precisa entender, Valmont, s� fazer o que eu pe�o.

Vou colocar de outra forma.

Se n�o consigo entender, n�o posso confiar em voc�.

Estou farto disto.

- N�o vai dar as costas. - Por qu�?

Porque sonha com a devolu��o das suas amadas letras.

Valmont.

Valmont!

INSPIRADO NO LIVRO LIGA��ES PERIGOSAS

LIGA��ES PERIGOSAS

Por que t�o nervoso, Pascal?

� dinheiro...

ou mulheres?

Uma mulher.

Mas qual?

A que perdeu

ou a que busca?

- Bravo! - Quero repetir o refr�o.

Querida, precisamos nos apressar.

Um dia feliz!

Que venham muitos outros.

� revigorante encontrar uma mulher t�o repleta de felicidade.

N�s nos veremos em breve.

Camille!

Fiquei decepcionada com sua aus�ncia.

Estou ansiosa para passar mais tempo com voc�.

Diga: Sua criada se recuperou? Ela est� nos meus pensamentos.

Est� muito melhor. Obrigada.

Temos que ir. N�o podemos nos atrasar.

- � um prazer rev�-la. - At� logo.

O jogo acabou.

As coisas aqui v�o mudar.

Bom dia, marqu�s.

Deixe.

Haver� uma apresenta��o na Sociedade da Miss�o Estrangeira.

E quer que eu v�?

Talvez goste de me ver sendo atacada nas ruas, Henri.

O que houve foi um ato de viol�ncia indiscriminada.

Cresce o ressentimento dos pobres para conosco.

E quem n�s somos?

Melhores que eles.

E devemos agir como tal, meu amor.

Voc� n�o me chama assim h� muito tempo.

O erro � meu.

- N�o era ela. - Era ela.

- N�o era. - Eu a vi!

Eu vi o �dio nos olhos dela.

Era a servi�al.

Ela est� morta. Um fantasma apenas.

Jacqueline,

n�o posso perd�-la novamente para essa loucura.

Imploro que deixe isso para tr�s e volte a viver.

Voc� � aguardada no evento.

Tem um dever.

Ponto para Valmont!

Outro ponto.

O Visconde de Valmont vence!

Valmont!

Parab�ns, Pr�van.

Voc� � t�o incr�vel, querido!

Um filho que daria orgulho a qualquer m�e.

Parab�ns.

Valmont!

Bravo, Valmont!

Meus p�sames.

De volta a Paris h� poucos dias e j� � o assunto do momento.

Em algumas semanas, estar� de volta ao quartel.

Com sorte, haver� uma guerra, e uma bala de canh�o arrancar� sua cabe�a.

Vamos, Azolan.

Preciso que leve uma carta a Camille.

Senhor, em primeiro lugar, � uma honra servir sob o seu comando.

Espero que ser chamado aqui

signifique que meu trabalho faz diferen�a em Paris...

e ao rei.

N�o chamei voc� para elogiar.

Tenho reclama��es sobre voc�, Gabriel Carr�,

de que desperdi�ou tempo com uma quest�o pessoal.

Senhor, n�o � o caso.

� uma investiga��o,

embora a mulher morta fosse importante para mim.

Soube que era uma puta que fisgaram do rio.

Mais uma que n�o suportou a vida miser�vel na Terra

e decidiu se arriscar no al�m.

Investigue crimes reais, Carr�, n�o suic�dios de miser�veis.

N�o aceitarei um homem desobediente aqui.

Entendeu?

Minha cabe�a. Ela est� inteira?

Ela tem um novo amigo

e, lamento informar,

ele � mais bonito ainda.

Achei que estava curada,

da doen�a das quedas.

O que houve depois?

Nada importante.

Seu caldo.

Tem algo para me apresentar?

Espero que sejam desculpas.

N�o tenho por que pedir desculpas, mas tenho novos termos.

Acha que est� em posi��o de definir os termos?

Se deseja que continue cortejando Jacqueline de Montrachet.

N�o quer suas cartas de volta? Mas tamb�m achava que queria a mim.

Pare, Camille!

N�o sei em que tipo de conflito estou metido,

mas � bem diferente da aposta que me prop�s,

e voc� parece incapaz ou indisposta a me contar a verdade.

N�o lhe devo a resposta.

Vim buscar o que � meu.

- Quando fizer o combinado. - Por que tudo gira ao seu redor?

Estou falando da minha heran�a, do meu t�tulo de visconde.

Ambos foram tomados de mim pela minha madrasta e seu filho usurpador

quando meu pai morreu.

Voc� me poupou dos detalhes da sua vida.

Ent�o tem um t�tulo?

N�o tenho nada.

Por isso preciso

que use suas habilidades exemplares de manipula��o e fraude.

N�o perdeu o seu charme.

Descubra como essa viscondessa falsa

fez do meu pai um fantoche em seu leito de morte para me deserdar...

para que eu recupere o que � meu por direito.

Esses s�o meus termos, Camille.

Que bom que a diverti!

Voc� deve enxergar a ironia.

A mulher que deseja subjugar

� a �nica mulher de Paris que n�o pode seduzir.

Eu n�o devia ter vindo.

Eu sei como � perder tudo.

N�o � a perda.

Ent�o o que �?

Meu pai o escolheu.

O filho de outra pessoa, para amar mais que o pr�prio.

A vergonha n�o � sua, � dele.

Diga-me onde encontr�-la.

A saia que comprei para a ca�ada,

quero um robe � l'anglaise que combine.

Claro, Viscondessa, como desejar.

� minha filosofia.

A Viscondessa de Valmont?

Dizem que o Visconde morreu com um sorriso no rosto.

Agora ela passa os dias colecionando roupas... e fofocas.

- Mangas estreitas? - Exatamente.

- E o cabelo, Leonard? - Uma peruca?

Como a que fez para Madame Vauqueline usar

na Com�die-Fran�aise semana passada?

- Sim. - N�o.

Deveria ser como a da rainha.

- Penas verdes de avestruz. - E quem � voc�?

Mademoiselle Camille.

A saia deve ser em cor s�lida.

A esposa do meu guardi�o era uma grande admiradora sua.

A esposa de quem?

Do Marqu�s de Merteuil.

Ela era?

Ouvi um boato de que n�o foi acidente.

O que pensa do marqu�s?

� um homem n�o apenas de grande bondade,

mas de bom gosto

e generosidade de esp�rito.

Ele � um homem, nisso concordamos.

E logo, todas as mulheres dispon�veis da cidade

estar�o na porta dele.

Vamos marcar um ch�.

Podemos discutir as muitas qualidades e planos futuros do Marqu�s.

Mal posso esperar, Viscondessa.

Plumas verdes de avestruz, Leonard.

Como a rainha.

A carruagem dela.

Ela deve estar dentro.

Fez bem em encontr�-la, Azolan.

Espere aqui.

Na Cochinchina,

os Tay Son emitiram decretos de persegui��o

contra todos os crist�os.

Crian�as foram mortas e tornadas �rf�s.

A minha ordem recebeu muitas jovens.

Oferecemos abrigo e a educa��o que podemos.

Agradecemos qualquer contribui��o.

- Para as crian�as. - Deus aben�oe.

Deus aben�oe.

Deus aben�oe.

Madame de Montrachet.

Se recuperou?

Por favor, monsieur Lucienne, n�o desejo pensar naquilo.

Tem meu apre�o por sua gentileza naquela noite.

N�o tenho mais a dizer.

S� quero devolver isto.

- Mas dei � irm�. - Perdoe-me, mas ficam melhor em voc�.

Eu doei o dobro do valor.

N�o me envergonhe recusando-os.

Eram para as crian�as.

Por favor, devolva � salva de coleta.

A senhora tem, como eu, uma afinidade especial pelas crian�as.

Elas s�o inocentes de pecado.

O sofrimento delas n�o � merecido.

"Pois o Reino de Deus pertence a elas."

Conhecem apenas a honestidade, e esse � o caminho do Senhor.

O senhor � um homem de f� genu�na em Paris, monsieur Lucienne.

� raro ver coisas boas.

Em outra vida, eu mesmo teria adotado a batina.

Tenho quatro irm�os.

Sou o ca�ula.

- N�o acredito nisso. - � verdade.

Todos homens,

determinados a entrar para a Ordem de S�o Bento.

Imagine o prazer do meu pai.

Quando os quatro se tornaram padres,

fui instru�do, como o mais jovem, a levar adiante o nome da fam�lia

e herdar a fortuna que o acompanha.

- Para muitos, � um sortudo. - Ou um tolo.

Falhei com meu pai ao n�o me casar.

E por qu�?

Nenhuma mulher compreende

que meu amor por Deus est� acima do meu amor por ela.

A senhora perdeu um bot�o do casaco. Atr�s do assento.

Posso ajudar? Tenho m�os pequenas. N�o � inc�modo.

Esque�a.

Eu pensei em orar.

A senhora me acompanha?

Pois bem.

Ave Maria, cheia de gra�a, o Senhor � contigo,

bendita �s tu entre as mulheres e bendito � o fruto do teu ventre.

Santa Maria, m�e de Deus.

Ave Maria, cheia de gra�a, o Senhor � contigo,

bendita �s tu entre as mulheres e bendito � o fruto do teu ventre.

Santa Maria, m�e de Deus.

O Senhor � contigo,

bendita �s tu entre as mulheres e bendito � o fruto do teu ventre.

Santa Maria, m�e de Deus.

Ave Maria, cheia de gra�a, o Senhor � contigo,

bendita �s tu entre as mulheres e bendito � o fruto do teu ventre.

Santa Maria, m�e de Deus.

O que est� fazendo?

O cora��o incorrupto do Santo me impeliu a isso.

Eu ofendi a senhora?

Madame de Montrachet, por favor!

Madame de Montrachet � mais fechada que o casaco que usa.

Agora est� mais aberto.

O casaco. Perdeu um bot�o.

O cocheiro e a aia estavam procurando,

durante a sua reuni�o.

Procurando onde?

Na carruagem.

Juntos?

Sim.

- O que � isso? - Eu que pergunto.

Ele � um cavalheiro!

E voc�s s�o fornicadores.

O que sua senhora diria se soubesse que copulam aqui?

- Seria nossa ru�na. - Quanto pelo seu sil�ncio?

A sugest�o de que pode me comprar � ofensiva.

A agress�o vai doer mais em voc� do que em mim.

V� esfriar sua cabe�a quente.

Por ela,

n�o voc�.

Sim, sim, n�o temos o dia todo.

Monsieur, n�o pode contar � senhora. Por favor.

Fa�a exatamente o que eu digo,

e ela nunca ficar� sabendo.

O que est� fazendo?

Madame, n�o me sinto bem. Posso?

Era s� dizer!

N�o � o homem da Sociedade da Miss�o Estrangeira?

Olivier, pare a carruagem!

Traga aqui aquele rapaz.

Agora, Suzette, antes que ele v�.

O que houve com sua perna?

Esmagada pelo cavalo de um nobre, madame.

H� coisas piores na vida. Meus pais foram levados pela peste.

- Pobre crian�a. - N�o preciso da pena de ningu�m.

Olivier, d� ao garoto todo o dinheiro que tiver.

Obrigado, minha senhora.

Diga-me, do que estava falando com o monsieur Lucienne?

Jurei n�o contar,

mas, como me pagou,

vou estudar na escola dele para �rf�os

quando ele tiver fundos.

Obrigado.

Ela acreditou em voc�.

Eu mesmo acreditei.

E o mundo � um lugar cruel para �rf�os.

Devia achar algum e lhe dar o dinheiro.

Que ideia excelente, Azolan!

Um pouco para voc�,

um pouco para mim.

Estamos no jogo.

Como acaba de chegar a Paris, n�o conhece meu filho, Pr�van.

Ele era, at� recentemente, o solteiro mais cobi�ado da cidade.

Mas vai se casar!

Com C�cile de Volanges, a filha do duque.

Ent�o...

diga-me, agora que estamos a s�s.

Foi o casamento com Jean o motivo para a esposa dele se matar?

H� boatos de que ele nunca foi fiel a ela.

Como eu disse, viscondessa, o marqu�s � um bom homem.

N�o foi o que sugeriu quando nos conhecemos.

Posso ser direta?

Eu deixei que acreditasse,

para ser sua amiga.

Achou que tal alian�a seria vantajosa?

Eu me sinto ing�nua. Exposta aqui.

E agora n�o tenho uma guardi� para me guiar.

Voc� e eu somos muito parecidas.

Para obter o que realmente quer nesta cidade, deve destruir a tudo

e a todos que estiverem entre voc� e sua meta.

Como, viscondessa?

N�o mostrando piedade.

Fala por experi�ncia?

Camille, assim voc� me ofende!

Deve encarar minhas palavras como as de uma mentora.

Exemplos te�ricos.

Deixe-me encerrar com um conselho, se deseja prosperar aqui.

Tenha equil�brio:

A combina��o de beleza,

intelig�ncia

e um marido rico e poderoso.

Estou quase me repreendendo

por n�o ter avan�ado sobre o seu marqu�s.

� pouco prov�vel que se case. A esposa dele se foi recentemente.

Este � meu segundo conselho:

Fique com o ouvido em todas as portas.

Est� dormindo, Camille.

Jean de Merteuil j� acertou seu casamento com Emilie de Sevigny.

Aquela hiena que ela tem como m�e j� o agarrou pelo pesco�o.

Ataque logo e sem medo.

Ou perca.

� preciso admir�-la.

� dist�ncia, � claro, ela � muito letal.

Nunca tinham me dado um vestido.

O que acha?

Vai ficar linda, mademoiselle.

Certo, � este.

Embrulhe.

N�o sei como lhe agradecer.

Cinco livres.

Quando posso pegar?

N�o � para voc�.

- Mas mandou... - Escolher um vestido.

O que voc� fez.

Se n�o fui claro,

aceite minhas desculpas.

N�o foi claro.

Que Deus esteja convosco.

E convosco.

Madame de Montrachet.

Queria me desculpar pelo meu comportamento na capela.

Aquilo n�o � do meu feitio.

- Nunca imaginei... - Acredito.

Que encontraria uma mulher que amasse nosso Salvador...

Acredita?

Eu queria v�-lo.

Est� tentando abrir uma escola para os pobres �rf�os da cidade.

N�o importa como eu sei.

Posso sugerir que, como teve sua voca��o negada,

sente-se impelido a servir a Deus

ajudando aqueles menos afortunados que o senhor?

Em especial as crian�as.

O Reino de Deus pertence a elas.

Providenciarei os fundos.

N�o posso aceitar.

Ent�o n�o posso aceitar suas desculpas.

Estaremos unidos no empreendimento.

Pois que seja.

Vejo que est� bem, novamente.

Ao contr�rio.

Estou enjoada.

Gosta de coisas belas.

Posso providenciar mais.

Agora, pensando bem,

um passarinho na cozinha me disse que gosta de bombons.

� por isso que est� aqui, monsieur?

Para oferecer coisas belas e bombons?

- Deve querer alguma coisa. - Pelo qu�?

N�o � ing�nua, n�o aja como se fosse.

A carta.

Isso.

Viu?

Mais esperta que sua senhora.

Diga seu pre�o.

Por trair minha amiga ou desonrar a mim mesma?

Talvez tenha dinheiro para ambos.

Quem � Ariadne?

Ariadne era uma menina como voc�.

Desamparada, �rf�.

Sem amor ou aten��o.

O tipo de garota que n�o faria falta ao mundo.

Minha esposa a adotou para lhe fazer companhia, como um gato.

E, quando se cansou dela,

p�s o gato para fora.

D�-me a carta ou eu a arrancarei de voc�!

Crian�a, qual � o problema?

� o Jean!

Est� vasculhando nosso quarto em busca da carta.

N�o vai descansar at� encontrar. Temos que ir agora, Camille!

V�! Para qualquer lugar!

Ele a machucou?

Podemos entrar?

Tenho visita.

Mas juntem-se a n�s.

Azolan.

Como vai?

Obrigado por perguntar.

Estamos comendo cereais fervidos e esquilo ensopado, se quiser.

Imagino que ela j� tenha comigo.

J�, sim.

Talvez, a ladra tenha fome.

Antes ladra que chantagista desleal.

Agora n�o sei se fala de mim ou da sua senhora.

Victoire, por favor, espere l� fora.

Leve ensopado para ela.

Fez algum progresso com minha madrasta?

H� um assunto mais urgente.

A Madame deixou uma carta.

� como tenho mantido meu lugar em Saint-Honor�.

N�o mexa com as palavras alheias ou se engasgar�.

Algo que aprendeu por experi�ncia.

Ela lhe contou de uma garota que abrigou?

Merteuil nunca foi de ter amigas.

O nome dela era Ariadne.

Valmont, vejo que conhece o nome.

E se conhecer?

Podemos trocar.

Trocar o qu�?

Tomei ch� com Ondine de Valmont esta tarde.

Progrediu rapidamente.

E?

J� revelei minha primeira carta.

E eu posso saber quem � Ariadne.

E?

J� sou amiga da sua madrasta.

Preciso de tempo para me tornar sua confidente.

Uma cartada e j� perdeu o jogo.

Ainda n�o.

Ondine � ambiciosa.

A riqueza n�o basta.

Ela quer poder.

Est� em busca de um marido que possa lhe dar o que deseja.

Ela n�o tem vergonha?

Ariadne.

Uma garota que a Madame levou para casa e encheu de ideias incompat�veis?

Duvido que a Madame quisesse passar um segundo com ela,

muito menos lev�-la para casa.

Ent�o, onde pode ter ouvido falar de Ariadne?

H� um clube privado.

Do tipo que um homem n�o pode admitir que frequenta na...

alta sociedade.

� O Labirinto.

J� esteve l�?

N�o, mas me falaram dessa Ariadne.

Nunca esqueci o nome. � incomum.

Onde fica?

Qualquer homem pode entrar.

Ent�o ter� que me ajudar.

Por favor.

Fez progresso na sedu��o da Madame de Montrachet?

Fiz.

Acredita que voc� ama a Deus?

E a convencerei de que ela importa mais para mim do que Ele.

E, depois disso, ela se abrir� para voc�?

Como uma flor se abre para a luz do sol.

E agora?

A gravata.

O que mais?

� claro.

Onde conseguiu?

Esqueci.

N�o importa.

O toque final.

Gosta da sensa��o?

Sim.

Imaginar que o mundo e tudo que h� nele est�o ao meu alcance.

Ou n�o.

Como eu quiser.

Gostaria de conversar.

Marqu�s?

Acha que eu n�o a amava. Minha esposa. N�o �?

- Vejo nos seus olhos. - N�o cabe a mim ter opini�es.

Mas voc� tem. Escondeu a carta de mim. � uma opini�o.

Eu tive tempo para refletir e... Voc� agiu bem.

Obrigado, Majordome.

Honrou a mem�ria da minha esposa.

Voc� a protegeu quando eu n�o o fiz.

E devo conviver com isso.

Serei melhor em meu novo casamento.

Vai se casar?

E voltarei � ilha.

Mas estou indeciso.

Fecho esta casa...

ou a deixo aos cuidados do homem que mais a ama no mundo?

Ou seja: Confio em voc� como minha esposa confiou?

E por que ela confiava em voc�?

Porque eu cuidava dela.

E dos desejos dela?

A �ltima coisa que ela fez foi me escrever.

Ela queria que eu visse a carta.

E essa � a verdade, n�o �?

Sim.

Vai trair o �ltimo desejo dela?

JEAN, MEU MARIDO...

� meu Majordome no fim das contas.

Se valoriza sua vida, cuide para que ela saia a salvo.

Seu charme discreto a levar� a lugares que nem imagina.

Ache uma carruagem. Diga para esperar.

A convite de quem?

Seu nome, monsieur.

Valmont.

- O filho da viscondessa? - Do visconde.

Com Pr�van, meu irm�o posti�o.

Quem deseja?

Ariadne.

O visconde a escolheu, Ariadne.

Estamos juntos.

O homem nasce e morre sozinho.

No meio-tempo, deve percorrer o labirinto... sozinho.

N�o permita que os dois saiam do clube.

Como v�o os neg�cios?

Precisa trancar a porta?

O confinamento me incomoda.

E preciso ver meu irm�o.

Irm�o posti�o.

S� depois de se amarrar.

Sinto um leve frio. Vou me aquecer primeiro.

Eu aque�o o senhor.

Estou com muita sede.

Vamos pedir vinho.

Um dos meus talentos � satisfazer expectativas.

Creio que todo o prazer est� na expectativa.

N�o todo o prazer, certamente.

Por que est� aqui, visconde?

Por que as pessoas a procuram?

Bem...

os homens querem me foder.

E, embora, claramente tenha colh�es...

n�o est�o no lugar certo.

E, se fosse o visconde,

teria escolhido Teseu,

n�o Ariadne.

Pr�van gosta de corpos duros.

Quem � voc�?

E n�o minta, ou o monsieur Darcque far� picadinho de n�s duas.

Sou amiga de uma amiga.

Que amiga n�s temos em comum?

A marquesa de Merteuil.

Ela n�o era amiga nossa.

Capriche mais, amiga.

Ou n�o sair� deste quarto.

Eles podem nos ver, pelas paredes.

Beije-me.

Vou precisar de ajuda com isso.

Ainda n�o estou convencida.

Eu imploro.

Parece que peguei o jeito.

Perdoe-me.

Se eu n�o estivesse com tanta pressa...

� o que todos dizem.

Feche os olhos.

Conte at� dez.

Ei!

Ela queria o seu perd�o,

Ariadne.

"O fruto amargo que nosso casamento nutriu. Perdoe-me."

Foram as �ltimas palavras dela.

O que significam?

Somos n�s que dev�amos pedir perd�o a ela.

As coisas que fazemos aqui nos condenam ao inferno.

"N�s", quem?

Ela s� falou de voc�. De Ariadne.

Por que eu confiaria em voc�?

Porque eu j� estive no seu lugar.

Somos todas Ariadnes aqui.

O marqu�s.

Ele as procura?

N�o.

Ele � nosso dono.

Merteuil.

Arrancamos segredos como beijos, dos homens que v�m aqui.

Para o marqu�s.

Que segredos?

Todas as pequenas indiscri��es que um homem revela quando goza...

s�o passadas a ele.

Segredos a serem usados no futuro.

Quanto mais, maiores as chances de sermos libertas.

N�o atraia mais suspeitas do que j� fez.

Camille?

Camille!

Mais forte!

Quem � voc�?

Guarda!

Saia daqui.

Camille!

Temos que ir.

Camille, agora!

� ele!

A escada de servi�o. V�o!

Aqui!

V�!

Eu n�o sabia que era t�o r�pida!

� mais f�cil correr como homem.

Estou falando da garota. Estavam se beijando.

� o mais educado, n�o? Dar um beijo depois.

Quem era o homem nu?

N�o fomos apresentados.

Era muito parecido com o arcebispo de Paris.

- Meu Deus! - E ent�o?

Sei o segredo de Jean. Sei o que significa Ariadne.

Obrigada.

Ao seu dispor, como voc� est� ao meu.

Visitarei Ondine outra vez.

E teremos mais aventuras.

N�o � o que irm�os fazem?

O mundo foi mais gentil conosco esta noite, meu amigo.

N�o pude impedi-lo.

Do que est� falando?

Ele exigiu a carta.

E simplesmente a entregou?

Ele � o mestre desta casa.

Onde ele est�?

Saiu, para a festa de noivado.

Vai casar com Emilie de Sevigny.

E me deixou instru��es para garantir que voc� deixasse esta casa.

Lamento, mademoiselle, era a carta ou minha posi��o aqui.

Ele vai se arrepender de como nos tratou.

Mademoiselle,

eu aconselho que deixe esta casa.

O marqu�s poder fazer o que bem entende sem consequ�ncias.

N�o se pode vencer contra esse tipo de poder.

Voc� n�o me conhece.

N�o me conhece, Majordome.

QUER SE JUNTAR A N�S? E-MAIL | loschulosteam@gmail.com

Legendas: Gustavo Sobral

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