All language subtitles for Mildred Pierce (2011) E04-05

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Original subtitles

Tradução: eteduardo | alkmin

Tradução: Lord_suiciniv | Patrushka

Revisão: Geheimen | san.okeoman | Albergi

GRIOTS

Testemunhe um novo conceito em legendas

PARTE QUATRO

E por aqui.

-Então? -É alguma coisa. Gostei.

O aluguel é quase de graça, a praia não é boa para nadar.

A propriedade não é boa para uso residencial.

-É muito cara para manter. -Mas Laguna está ficando famosa.

Não é mais só para se passar o verão.

É para o ano todo.

Eu sei, fiz uma pequena pesquisa.

Mas tem certeza de que pode pagar isso?

Acabou de abrir outro ponto em Beverly,

sem mencionar quem contratou para gerenciar.

-O risco... -A ideia da lanchonete

era da Ida desde o começo.

Foi ideia dela expandir para uma confeitaria,

e foi ideia dela passar filmes lá...

Sei, já me disseram. Guarde isso pro tribunal.

Mas olhe para esse lugar, Lucy! Me diga que não vê algo.

30 dólares a semana e 1% dos lucros.

Você e Ike podem ficar com o segundo andar,

luz, calor, água, comida, mobília.

Poderia calar a boca, pelo amor de deus?

Isso é um sim?

Escuta, isso aqui fica entre L.A. e San Diego,

bem na principal,

e Ike continuaria tendo seu caminhão.

Essa é a nossa chance de recomeçar, de uma forma legal

desde... você sabe.

Você me quer chorando no seu ombro?

-Ótimo, está fechado. -Mas não vamos fazer galinha.

Não vamos? Como assim?

Acha que eles vêm só para comer galinha?

Se eu bem conheço, não.

Querem um jantar chique. Peixe, lagosta, caranguejo.

É isso que serviremos.

É aí que fazemos a massa, porque peixe é barato.

Mas também temos que variar um pouco.

Então oferecemos carne, direto do nosso querido forno à lenha.

Isso tudo parece bom, mas sabe fazer peixe ou carne?

Eu aprendo.

-Verá Ida em Beverly hoje? -Sim.

Diga a ela que ela tem concorrência.

Mildred, estamos dentro.

Primeiro, consegui um cardápio quase igual ao do Brown Derby.

As pessoas que não querem peixe branco

ou hambúrgueres especiais, querem pequenos lanches,

e salada de frutas. Precisa ouvir os comentários.

Depois disso, tenho que ir à faculdade

com jovens refinadas à caminho de WestWood.

Depois tomo chá com as senhoras,

em seguida, o jantar. Tenho uma agenda cheia.

Do amanhecer até meia noite, tenho o que fazer.

E ter que negociar com essas pessoas,

é o suficiente para tirar o seu fôlego!

-Então estamos bem essa semana? -Vou te mostrar o quão bom.

Aqui era o Corpo de Bombeiros,

mas meu objetivo foi comprá-lo assim que o vi.

Apresse-se! Isso não é brincadeira.

É incrível, Wally. Entre Glendale,

Laguna perto de abrir, e Beverly ao mesmo tempo,

são as tortas que fazem tudo fluir.

Nunca imaginaria isso.

Tem uma marca de qualidade. O que me traz ao ponto.

-Acha que devo incorporá-los. -Vamos dizer que,

Com tudo que você tem juntado,

aquela senhora em Long Beach

deve estar bem preocupada agora.

Conte-me de novo sobre aquela senhora.

Ela é uma das que cruzam o sinal fechado,

cujo motorista mal se machuca, então ela não se fere.

Mas quando ouvir que você tem três restaurantes,

você vai ter sua vantagem.

Sigred, com licença, Wally.

Preciso que fale com os reguladores municipais

sobre o anexo. Temos quer resolver isso.

Já falei com eles. Disseram que está tudo bem,

enquanto não houver nenhuma propaganda externa.

Obrigada.

-Pode avisar o contratante? -Sim, Sra. Pierce.

Sra. Jaeckel, desculpe. Veremos esses livros amanhã!

-Claro, Sra. Pierce. -Sigred?

Contenha-se, Wally. O que estava dizendo?

Isso beneficia os dois,

depois que as pessoas tiverem intoxicação alimentar

do peixe que comeram em seu novo ponto ou dizerem isso...

Suas propriedades estarão seguras se incorporá-las,

de qualquer um.

Certo. Você me convenceu.

-Ligue-me amanhã. -Eu vou.

Tchau, chefe.

Olá? Sra. Hannen?

Está tudo bem?

Não!

Sra. Hannen, coitadinha.

Ela estava bem em um minuto e no outro...

Foi tão repentino.

Existe algo que possamos fazer?

-Não, obrigada, querida. -Melhoras para ela então.

-Claro. -Sim.

E muito obrigada por ligar, Sra. Hunnen.

O que aconteceu? Veda?

O Sr. Hannen... Ele teve uma hemorragia.

Voltando para casa.

E de alguma forma a ambulância confundiu isso,

pegaram-no pelos ombros ou algo assim

então é pior do que imaginei.

A Sra. Hannen se desesperou por causa disso.

Claro! Precisamos ir lá imediatamente.

Não, ele está no hospital, embrulhado em gelo.

Deram a ele um gás para inalar, um horror.

Sinto muito.

O que devo fazer agora, sem esse cara para me guiar?

Moire.

Sempre pronunciávamos Mo-ray. Antes do padre dizer isso.

A Srta. Hicks, a astróloga, tirou isso na carta,

como também fez com o seu nome.

Estávamos em Santa Bárbara naquele dia.

Que dia?

Veda?

Sei que gostava muito dele

e ele sempre foi um bom homem,

mas essas coisas acontecem, afinal...

Não era por isso que gostava muito dele.

Não é que eu não amasse aquele bruto peludo.

Para mim ele sempre vai ser o primeiro e único...

Esqueça.

-Mas ele me ensinava música. -Existem outros professores.

Sim, existem por volta de setecentos imitadores

e anunciantes apenas em Los Angeles,

e não conheço nenhum de outro lugar.

-Por outro lado... -Não podemos investigar?

Não.

Existe um homem,

apenas um, que Hannen respeitava.

Ele é maestro. Seu nome é Treviso.

Carlo Treviso.

Ele dirige óperas e outras coisas em Hollywood e no rádio.

Não sei se ele ensina piano, mas ele deve conhecer alguém.

Quer que eu ligue para ele?

Veda?

Pobre Charl.

Eu conheci Charl, em 1922.

Fizemos um tour na Itália, depois de Mussolini assumir.

Eu toquei o programa Respighi com a orquestra,

Charl tocou o concerto de Tchaikovsky.

O tom de Hannen, tão brilhante, tão sublime.

Você vem?

Há quantos anos você e Charl estão juntos?

-Há 4 anos. -Mais de 4 anos.

Algum recital? Performance?

-Não. -Ela é extremamente modesta.

Eu ouvirei você tocar.

-Agora? -Sim, agora.

-Claro. -Aqui.

Como você pôde?

Meu deus.

Veda?

Querida!

Meu deus, Veda.

Abra a porta!

Foi imperdoável o jeito que ele se comportou.

Por que não fala comigo?

-Qual é o problema? -Não foi nada.

Meu anjo!

Não precisa assustar todo mundo.

Mãe, se disser "meu anjo", mais uma vez, vou gritar.

Vou simplesmente gritar.

Veda, querida, ele é só um instrutor.

Pode acabar com isso, pode acabar com isso agora.

Pode enfiar uma faca no coração e isso acabará.

Pode esquecer que já tocou piano.

Pelo amor de deus.

O piano não é a única coisa no mundo.

Você pode tentar escrever uma música.

Até parece, ridícula...

Está tentando me deixar maluca?

Sim, posso escrever música.

Posso escrever qualquer música que pedir!

Um waltz, um motet, solo de corneta com variações.

Você fala, eu escrevo.

Mas seria a pior composição já feita.

Acha que sou grande coisa, não é?

Você se engana todos os dias, ao sonhar com arco-íris.

Eu não.

Eu sou só uma qualquer de Glendale.

E existe uma como eu em cada Glendale da terra.

Cada conservatório, cada cidade universitária,

cada banda de parque!

Podemos ler qualquer coisa,

tocar qualquer coisa, fazer arranjos.

Mas não somos suficientemente boas.

Somos inferiores, assim como você.

Agora sei de onde tirei isso.

Não é engraçado?

Começa como um prodígio e termina como uma inútil?

Se for esse o caso,

certamente parece peculiar que ele não soubesse disso.

O Sr. Hannen, quero dizer. E eu te avisei.

-Ao invés de passar... -Acha que ele não sabia?

E não me disse?

Ele me dizia isso toda vez que me via!

Meu tom é terrível, eu toco terrível,

tudo que eu fazia era terrível.

Mas de mim, ele gostava.

Porque ele viu como eu me sentia sobre isso.

Foi algo como viver com você toda minha vida!

Então continuamos com isso.

E só talvez, algum velho pudesse ajudar mais tarde.

Até parece que ele iria.

Não, nesse ramo ou você tem talento ou não tem.

E pare de fazer essa cara de estúpida

e pare de fingir como se isso fosse culpa de alguém.

Certamente parece.

Depois de todo aquele trabalho, sua dedicação.

Você não entende nada?

Não pagam por trabalho duro, pagam por talento.

Eu só não sou boa.

Não sou boa de jeito nenhum,

e não existe nada que possa fazer sobre isso!

Bert, ela estava devastada. Nunca a vi tão para baixo.

Ela mal conseguia me olhar nos olhos.

Ela foi rude. Depois de todo o tempo que gastou no piano.

Queria que existisse algo que eu pudesse fazer.

Ela vai se recuperar. Veda não é ingênua.

Ainda acredito que exista talento dentro dela.

Não ligo para o que falam.

Veda!

-Desculpe, Bert. Posso...?

Claro, vá em frente.

Sinceramente, Veda.

Você é perfeitamente capaz de seguir com a música,

os grandes mestres gostando ou não.

Batalhas não são vencidas por desistência, depois de tudo.

E você é talentosa.

Fazendo concertos no piano ou não, certamente tem talento.

E olhe, meu anjo!

Sempre teve um rosto adorável.

Ou pode entrar numa escola local, como Marborough

e se preparar para a faculdade.

Sou um pouco velha para isso, mãe.

Pelo menos, chame alguns amigos e dê uma festa.

Gloria Sedgewick ou Kitty?

Se não quiser fazer isso aqui, pode fazer em Laguna.

Posso pedir para Lucy preparar uma sala com uma mesa especial.

E existe uma orquestra que podemos contratar.

Pode dançar e fazer o que quiser.

Não mãe. Não quero uma orquestra.

Obrigado, por nada.

Ela não quer ver essas pessoas.

-Que pessoas? -Pessoas de Pasadena.

Por que não?

Depois de ela ser a favorita do Sr. Hannen?

A escolhida a ir para NY e tocar piano

onde todos clamariam por ela?

Acha que ela quer ver essas pessoas, agora,

sendo Veda?

Por que não? São os amigos dela.

Ela deveria visitá-los.

Não posso ficar sentada enquanto ela se exclui.

-Das pessoas que... -Por quê?

Por que não consegue deixá-la sozinha?

Olá? Elaine?

Ele não!

Não!

Está incrível, de verdade.

Lucy, as flores, estão incríveis!

Estamos servindo a alta sociedade.

Não entendo porque um cara com uma velha na mesa

gosta de ouvir as abelhas.

E como está o Ike?

Está aqui, dia e noite. Tudo que precisa é de uma chance.

Semana que vem ele pega um novo caminhão.

"Servido com gardênia". Pensa em por isso no caminhão.

-Vivemos de novo, isso é tudo. -Fico feliz.

-E o trabalho do Archie? -Melhor cozinheiro da cidade.

Qualquer um pode cozinhar peixe e fazer dinheiro com isso,

mas com carnes, não sem o Archie.

O Sr. Chris nunca saberá o que perdeu.

Não até contarmos para ele!

Olá, Archie.

Prazer em vê-lo novamente.

Vim de Denver, há 18 anos, se quiser ser precisa,

-E minha esposa é de Fort Worth. -Nasci em Fort Worth.

Mas moro em San Diego, desde então.

Sim. E nós gostamos, então está tudo bem.

Esperamos que volte, quando estiver por perto.

-Com certeza iremos! -Obrigada!

Olá!

Bem-vindo a Mildred's. Gostaria de um cigarro?

Espertinho, suponho que nos dirá qual é a boa.

Não me vesti assim por nada.

-Iremos ao Croc ou ao Troc. -As garotas decidem.

-Dance, faça o que quiser. -Obrigada.

Mãe!

Veda, querida!

Que bom que veio. E com seus amigos.

Bom trabalho, mãe.

E a vista para o oceano? Espetacular.

Obrigada, querida. Isso é novo?

Deve me consultar antes de comprar algo assim.

Mãe, sabia que não ia reclamar.

E estava tão desesperada por algo novo.

Não é divino? Por favor, posso ficar?

Tudo bem. Só dessa vez.

-Você está maravilhosa! -Você é um tesouro.

Você tem que conhecer Elaine.

Mãe, Elaine. Elaine, Mãe.

Prazer conhecê-la, Elaine.

Igualmente. Bonito lugar.

Elaine mora em Beverly.

-O que você faz, Elaine? -Sou atriz.

-Em que filmes já atuou? -Só coisas simples.

Entendi.

-Vamos embora. -É, boa ideia!

Alguém decidiu para onde iremos?

Detalhes, detalhes.

-Mãe, vamos sair. -Divirtam-se.

-Foi ótimo te conhecer, Elaine! -Igualmente!

-Sei que não é da minha conta... -O quê?

Só acho que deve saber o que vem acontecendo.

O quê? Com Veda?

Diria que já foi seis vezes. Sempre com essa garota horrível.

Não só aqui. Lá em Ida também. Mas com homens, Mildred.

Todo tipo de homem.

Só são jovens.

Não tão jovens.

A noite é uma criança!

Boa noite.

Não seja tímida.

-Vamos lá, Veda. Só um. -Não!

Por que nem mesmo...

Já disse, não nessa condição!

Pare.

Para de chatice!

Mal pode ficar de pé. Vai acordar toda a vizinhança.

Você é patético, Sammy.

-Veda! -Boa noite!

-Olá? -Oi, Mãe.

Está tendo um ótimo dia, pelo que vejo.

Me sinto péssima.

-Chegou tarde de novo? -Creio que sim.

Eu estava falando com a Sra. Gessler há pouco,

e ela disse que você e seus amigos...

A Sra. Gessler?

Disse que tem ido muito ao restaurante com seus amigos.

Isso é tudo.

Não vejo como isso é da conta dela.

Ela está preocupada com você.

Ela te vê como uma filha. E nós...

Só queremos o melhor para você.

Foi você quem disse para eu não ficar parada o dia todo.

E só porque a Sra. Gessler diz que...

É inútil ficar falando disso.

O que importa, é que não há nada para se preocupar.

Nada mesmo.

-Não há? -Claro que não.

O que importa é que posso entrar em filmes.

Elaine, pode ser uma ordinária.

Não adianta pensar nisso.

Garanto que ela é uma desocupada.

Mas ela conhece diretores. Muito deles. Todos eles.

E tem que conhecê-los para conseguir um teste.

Filmes?

-Nunca disse nada sobre filmes. -É só uma ideia.

Acho isso ótimo. Uma ótima ideia.

Com o seu visual e talento...

Querida, se há algo que eu possa fazer,

qualquer coisa...

Não há nada que possa fazer.

Obrigada, mesmo assim.

Diga-me se houver algo.

Filmes. Novidade maravilhosa!

Uma Sra. Lenhardt está aqui pra te ver.

-Quem? -Sra. Lenhardt.

A que ligou ontem.

Tipo John Lenhardt, o diretor?

Não conheço nenhum Lenhardt.

Obrigada, Sra. Kramer.

Veja com Beverly e Laguna antes de pedir.

Sim, Sra. Pierce.

Soube que Bárbara Stanwyck

estava em Beverly semana passada.

Continue!

Sra. Pierce.

Estava querendo muito falar com você.

Sou a Sra. Lenhardt, Sra. John Lenhardt,

Certamente resolveremos nosso probleminha muito bem.

Por que tenho certeza de que já nos vimos antes?

Talvez num de meus restaurantes?

Duvido. Raramente vamos.

Há uma filial em Beverly.

Talvez parou para tomar chocolate quente.

Isso mesmo.

Posso ajudar em algo, Sra. Lenhardt?

Não, obrigada de qualquer forma.

Creio que já saiba que vim para falar de nossas crianças,

nossos bebês.

Nossos bebês?

Sua pequena Veda, claro, e meu Sammy.

Sammy Forrester, devo dizer.

Desculpe, mas não sei do que está falando.

-Veda não te contou nada? -Sobre o quê?

Bem, dá para ver.

Nesse caso, tentarei começar pelo começo.

Por favor.

Conheceram-se... Até parece que foi ontem.

Mas foi há alguns meses em minha casa.

Meu marido, claro, é diretor,

e pensou em chamar a Veda para fazer uma participação.

E, como ele geralmente faz, quando temos uma festinha,

ele a convidou. Veda e a amiga Elaine,

outra criança adorável que meu marido...

Sim, conheci Elaine.

Veda conheceu Sam e foi amor à primeira vista.

Deve ter sido, porque esse meu garoto é tão... sério.

Quer dizer que eles estão noivos?

Não.

Não diria que estão noivos.

Estou certa de que meu Sammy não tinha nada disso em mente.

Mas, Veda...

Veda teve a ideia de que...

Entendo isso, claro. Toda garota quer se casar.

Mas te asseguro, Sra. Pierce, que Sammy não tinha a intenção.

Então estou certa de que irá concordar comigo,

que qualquer conversa sobre casamento seria indesejada.

E por que, precisamente?

Porque ainda são crianças, claro.

-E de mundos bem diferentes. -Que mundos diferentes?

Comunidades diferentes, digamos.

Cenários diferentes, ideais diferentes, outros amigos.

Sam, sempre foi acostumado com a bonança..

E acha que Veda não?

Não compreendo bem, Sra. Forrest... Sra. Lenhardt.

Então me permita ser perfeitamente clara.

Se Sammy se casar, terá que se virar sozinho.

E duvido que eles estejam acostumados a essa realidade.

Bem,

por que Veda se sentiria assim sobre isso e seu filho não?

Não leio mentes, Sra. Pierce.

Mas deixe-me dizer algo.

Se você, essa garota ou qualquer um fizer mais algum truque,

Tentando chantagear meu filho...

-Chantagear? -Que fique bem claro,

irei evitar esse casamento. De qualquer maneira que puder

e por meios judiciais, se necessário.

-Arline, derramaram algo na 6. -Derramaram?

O que dizia?

Digo que se houver mais alguma ameaça,

mais algum oficial em minha porta,

mais algum dos truques dela, não só a farei ser presa,

mas também processada por chantagem.

Não hesitarei nem por um momento,

pois já estou atingindo o limite de minha paciência!

Escutou isso, Arline?

-Procurava o derramamento. -O quê ela disse?

Disse que Veda chantageou o filho dela para se casar com ele

e que se ela continuasse, chamaria as autoridades.

Lembre-se disso, Arline, caso precise de você.

Veda?

Onde você está?

Mãe!

-Você me assustou! -Desculpe, querida.

Veda, algo aconteceu.

Tenho que falar com você.

Pelo menos me deixe tirar meu chapéu.

Pessoalmente, acho filmes uma chatice. E você?

Especial os Nelson Eddy.

Mas creio que a culpa não é só dele.

Veda, uma Sra. Lenhardt veio me ver hoje.

-Uma Sra. John Lenhardt. -Sério?

Ela disse que deseja se casar com o filho dela,

ou tem a ideia de casar com ele ou algo assim.

Ela é de conversar muito.

Veda, querida,

do que ela falava?

Por que não soube de nada disso?

Acho que ela foi um pouco exagerada,

dizer que foi ideia minha que o Sammy e eu nos casássemos.

Depois do grande apoio que me deram,

com Pa quebrando o pescoço pra me conseguir um teste,

e Ma me vendo de manhã, de tarde e de noite,

e Sammy ligando e escrevendo, dizendo que se não me casasse

ele acabaria com a própria vida.

Pessoalmente, acho que isso foi uma armadilha.

Certamente não disse nada sobre isso, nem pensei ainda

até parecer oportuno.

O que quer dizer com oportuno?

Bem, mãe, certamente ele era um doce,

ou parecia ser.

E todos eles eram bem encorajadores.

E certamente fui imprudente.

Mas depois de todo o rebuliço,

a atitude deles mudou totalmente.

E aqui estou, carregando o peso.

Talvez digam até que sou ingênua.

Só queria que sentisse...

Carregando o peso? O que quer dizer?

Não quer dizer... Você não está...

Veda?

Não conseguia acreditar.

Mas como você sabe? Como pode ter certeza?

Só se passaram alguns meses,

mas a essa altura, parece ser a única explicação.

Meu bebê.

-Por que não me disse antes? -Eu estava com medo.

-De mim? De sua mãe? -Não, claro que não.

De fazer você sofrer.

Sabendo que ficaria desapontada.

Não consigo suportar te ver triste comigo.

Mas o que ela quis dizer com oficiais na casa dela?

-A polícia? -Não sei. Creio que sim.

Isso é engraçado.

O quê?

Pelo que sei do Sammy,

me parece que qualquer garota

de Central Casting poderia tê-los enviado.

Aparentemente, ele possui um gosto bem democrático.

Oh, querida.

Pobrezinha.

Veremos se eles farão o que é certo e apropriado.

A primeira coisa que farei amanhã

é ligar para Wally Burgan.

Mãe, concordo totalmente.

Eu queria te dizer. Espero que esteja tudo bem.

-Já falei com Wally. -Você o quê?

Não se preocupe, mãe. Ele vai vir aqui amanhã

e vai poder explicar tudo.

Falou com Wally Burgan?

Fiz minhas próprias investigações

e resolvi algumas coisas.

Ele herda o dinheiro no 21º aniversário.

Não sei exatamente o quanto, mas algo em torno de 6 dígitos.

E quando morrer, com quem tiver casado, pega uma boa parte.

É o que importa.

Não há nada a ver com eles serem novos

ou o que a mãe disse.

Não é nada além do dó-ré-mi. O velho jogo do exército.

Por isso que estão com pressa para resolver isso.

Não temos interesse no que ele vai herdar ou em quanto.

Uma solução apenas ignora o fato de que criou-se uma situação.

É uma situação terrível para a Veda!

A única coisa que esse garoto pode fazer, a única coisa certa,

é casar com ela.

Vou prendê-lo se for a única forma.

Prendê-lo pode não ser tão fácil.

Não há leis?

Pode dizer a ela.

Levei Veda ao escritório do Xerife na outra semana

para jurar um mandado para Sam.

Nada demais, só um sermão.

Na mesma tarde, alguns dos rapazes foram cuidar disso.

Acontece que saiu da cidade. E até agora não conseguimos...

Isso que ela quis dizer com oficiais!

Disse que não fazia ideia do que...

Tudo que disse, é que nessa hora não sabia

que oficiais tinham sido enviados.

A simples ideia...

de atitudes terem sido tomadas sem que eu soubesse...

-É simplesmente... -Mildred, se acalme!

Eu pretendia falar com você.

Mas quando uma cliente diz que não quer contar...

Já está na hora de por na sua cabeça

que é sobre mim, e não sobre você,

essa "situação", como você a chama.

Não me orgulho disso. Eu admito que fui tola.

Mas não contei para tentar te proteger do aborrecimento,

você poderia me dar créditos por isso.

-Mocinha... -Em vez de ficar gritando

-Desta maneira idiota! -Não me disse nada!

-E me recuso a aceitar isso. -Wally, eu sinto muito.

Estava discutindo um acordo?

Eles serão acusados moralmente, e você tem 17 anos,

isso é tudo que o júri precisa saber.

Vamos nos encontrar às 6h e acertar o valor.

Se é assim que querem, é bom irem.

Esse não é o jeito que queremos agir!

Eles não têm permissão de comprá-la.

Não na condição dela. Quero aquele garoto preso.

Entendo você. Mas deve considerar...

Já me decidi, mãe. Obrigada mesmo assim.

Eu o verei às 6 horas. Obrigada pela visita.

Nem sobre o meu cadáver irá se encontrar com eles.

Ligarei para o escritório do xerife.

E se não funcionar, contrato um detetive particular.

Não vai fazer nada disso!

Pare com isso! Me escute, mocinha!

Ainda sou sua mãe, você goste ou não.

Se ligar para o xerife, eles só o trarão de volta.

E ele vai querer se casar comigo.

Isso não é o que eu tinha em mente!

Ele é louco por mim.

Ele é até doce, às vezes, de um jeito meio Buster Brown.

Mas quanto à matrimônio, eu dispenso.

Eu prefiro pegar o dinheiro.

Você...

Agora sei o que aquela mulher quis dizer com...

Você está apenas tentando extorqui-la,

tentando abalar a família toda, por dinheiro!

Você ao menos está grávida?

Ah, mãe.

A essa altura, é mais uma questão de opinião.

Veda, como pôde?

Se tivesse amado esse garoto...

Mas fingiu amá-lo para conseguir dinheiro.

Como você pôde?

Estou seguindo os passos da minha mãe.

-O quê? -Pare de ser tão cansativa!

Preciso soletrar para você?

Há a data do seu casamento e há a data do meu nascimento.

Compreenda você mesma.

Suponho que seja um hábito de família.

Por que acha que casei com seu pai?

Prefiro imaginar que ele se casou com você.

Mas se diz, por que você ficou grávida,

suponho que tenha sido pelo mesmo motivo que eu.

Pelo dinheiro.

-Que dinheiro? -Estou ficando irritada.

É claro que ele não tem dinheiro agora.

Mas naquela época, era rico. E seu pai tinha uma oficina.

Mas por que, Veda?

Não te dei tudo que sempre quis?

Se havia algo que precisava,

porque não pediu a mim em vez de recorrer a isso?

A chantagens?

Quer saber por quê? Vou te dizer o porquê.

Com dinheiro suficiente, posso sair de perto de você.

Você...

E das suas tortas, frangos

e tudo que cheira a gordura.

Posso sair de Glendale, do pagamento precário daqui,

e dessas fábricas de móveis,

e das mulheres de uniforme, e dos homens de jaleco!

Posso sair de perto das coisas fedorentas que me lembra daqui.

Ou de você.

Entendo.

Foi bom descobrir logo seu esquema.

Porque se tivesse ido adiante com ele,

teria ido embora daqui, bem mais cedo do que imaginava.

Não cabe mais a você tomar essas decisões.

Não pode dizer o que devo ou não fazer!

Então saia daqui! Agora!

Isso é inaceitável!

Inaceitável? Vindo de você?

Não faço ideia do que está falando.

Vejamos!

Papai, Monty, Wally.

-Você pega o que precisa. -Isso é tudo.

Pegue suas coisas e saia daqui, agora,

ou irá encontrá-las no meio da rua, quando voltar.

Mãe, não precisa ser tão dramática.

Eu disse agora!

Sua bruxa! Sua megera!

Sua vaca horrível!

Não volto para esse barraco enquanto eu viver!

Se eu voltar para cá em mil anos, ainda será cedo.

Veda. Aonde acha que vai?

Veda?

No Victor Hugo, isso é novidade.

Foi o que ela disse.

Ter o restaurante mais chique da cidade

não foi suficiente, parece.

Eles precisam de um aqui em Laguna, também.

E onde, exatamente?

Um quilômetro e meio, ela disse.

Perto do Texaco.

Engraçado que Ida ligou para você.

Queria ter certeza e me dar as boas noticias.

O Victor Hugo, aquilo é competição.

Acho que estamos fazendo algo certo.

Devíamos cobrar comissão.

Não se preocupe, querida.

O brilho daquele lugar vai acabar logo. Você verá.

-Não é isso que me preocupa. -Não?

Não.

Não tem ouvido de Veda?

Não. Há meses.

E Bert? Ele a vê?

Ele disse que ela está vivendo em Hollywood.

Em algum lugar em Franklin.

E isso é tudo.

Olha, querida.

Talvez faça bem a ela se sustentar por um tempo.

Os jovens aprendem logo que isso não é tão bom quanto dizem.

Não.

Certamente não é.

E nossa próxima atração, aqui no

Buzz Winston Family Hour,

a mais talentosa dessa temporada,

ela que tem uma voz de anjo.

Não vai acreditar nas notas que essa garota local alcança!

Quando eu estiver abatido, e o mundo estiver frio

Sentirei um ardor apenas por pensar em você

E no jeito como você se parece esta noite.

Está encantadora.

Com seu sorriso tão caloroso

e as maçãs do seu rosto tão suaves.

Não tenho alternativa a não ser te amar.

E o jeito como você se parece esta noite.

A cada palavra sua ternura aumenta,

retirando meu medo.

E aquele riso que franze seu nariz,

toca meu tolo coração.

Graciosamente...

Nunca, jamais mude.

Mantenha aquele encanto ofegante.

Por favor, não vai arrumá-lo?

Porque eu te amo.

Exatamente do jeito como se parece esta noite.

Bom trabalho hoje à noite.

Alô? Bert?

Estou tão feliz que ligou.

Não, eu estava...

Estava mexendo no closet uma noite dessas

e eu...

achei algumas coisas da Veda que ela gostaria de ter.

-Da Veda? -Sim.

Apenas algumas roupas de inverno.

Claro.

Não sabia se você tinha planos de vê-la...

-Mas se você tem... -Não.

Achei que talvez...

Não a vejo há um tempo, aliás.

Poderia ligar para ela?

Bert?

Claro, posso ligar.

Sei que ela irá querer o casaco de inverno.

E o piano.

Mildred, escute.

É claro que posso ligar pra ela.

Sei que você a vê, Bert.

Sei que vocês conversam.

Eu só... não aguento isso.

Tenho que saber como está minha garota.

Tem algo que preciso te mostrar.

O quê?

Pode vir aqui?

O que, você diz, agora?

Bert...

Olhe só.

Mas... Eu não compreendo.

-Cantando? -É isso que diz. Soprano!

"Programa Hank Somerville, conduzido por Carlo Treviso?"

Foi ele que a dispensou daquela vez.

Eu me lembro.

Há quanto tempo isso tem acontecido?

Não sei ao certo. Mas pelo que parece, Veda está sempre no ar.

Em programas à tarde, que ninguém presta atenção.

Foi assim que ela conseguiu uma transmissão nacional.

Eu estou chocada.

Isso apenas prova que ela sempre teve talento,

para conseguir uma posição assim,

com uma grande banda de jazz, sozinha, sem ajuda de ninguém.

-Ela parece adorável. -Claro que parece.

Ela estará ao vivo, nacionalmente.

do estúdio NBC em Hollywood.

Como você descobriu?

Ela te ligou?

Me ligou e contou a boa noticia!

E ela ligará para você. É claro que vai.

-Ela não irá me ligar. -Claro que ela vai!

Sei como se sente, mas essa é a primeira chance dela.

E é uma boa chance.

Se as cantoras de ópera se dão bem na primeira noite,

podem fazer sucesso da noite pro dia.

Não fique assim.

Por que não a ouvimos juntos?

Será a nossa noite. Que tal, Mildred?

Nem conheço seu restaurante em Laguna.

Acho que você está certo.

Obrigada, Bert.

Você vem pra Laguna e faremos uma noite especial.

É assim que eu gosto.

O que é isso tudo? Veda vai cantar no rádio?

Sim. Acontece que ela tem feito sucesso nos canais locais.

Uma das garotas a ouviu cantando no rádio.

Não acreditei. Mas não estou surpresa.

Deve estar ansiosa!

-Espero que dê tudo certo. -Isso é gentil.

Venham, os ajeitarei lá fora.

Pessoal, apenas ponham ali no canto onde eu disse.

Cuidado.

Foi um ótimo jantar, Mildred. A carne estava perfeita.

Ouviu isso Lucy? Você tem um fã.

Tem mais algum de onde ele veio?

-Você ouviu a conversa deles. -Receio que sim.

-Já está na hora? -A qualquer minuto agora.

Nossa próxima atração na rádio...

-Ouvi que ela tem estilo. -Pode apostar.

Se talento é o que é preciso, essa jovem tem.

É esse o programa?

Sempre começam desse jeito.

A Hank Somerville Music Hour,

Patrocinada pelo presunto Snack-O-Ham.

Hoje à noite, nossa convidada é Veda Pierce!

Esse é mesmo seu nome, Srta. Pierce?

Sim, é.

Quero saber. Sua voz é muito aguda?

Não, mas meu grito é,

como ouvirá, se não me deixar cantar.

Ela disse bem!

E o que irá cantar, Srta. Pierce?

The Bell Song, de Delibes' Lakme.

Qual?

Ele caiu, garotos! O que faremos?

Rápido, peguem os sais para espirrar.

-Qual é a grande ideia? -É sobre o quê?

É uma grande música de ópera.

A ideia é que é um pouco sobre o Kaydets cabeças.

-Ela vai começar. -Agora eu entendo.

Não se preocupe! Vai dar tudo certo!

Mildred?

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