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5 de Setembro de 1940
Uma pequena vila francesa, com pequenas crianças francesas.
Uma vila nas Ardenas, não muito longe da Alemanha, em guerra com a França.
Mas as coisas estão calmas.
Até agora.
Por isso as crianças continuam a arrumar os seus tamancos cuidadosamente...
e a professora delas diz:
Hoje vamos aprender uma canção, para devolver a paz a todos nós.
"Roda, roda, roda, vão as bonecas."
Esta será a sua última aula.
Apocalipse: A Segunda Guerra Mundial Parte 2
10 de Maio de 1940. Às 5:35 da manhã, os alemães
lançam a sua ofensiva.
O COLAPSO DA FRANÇA
Paraquedistas alemães são lançados na Holanda.
Eles são a vanguarda, os primeiros dos três milhões de invasores.
A Wehrmacht entra na Bélgica.
Este é o ardil de Hitler.
A Alemanha simula atacar a França através da neutra Bélgica,
como fez em 1914.
O General francês Gamelin, comandante em chefe das forças aliadas, está confiante.
Ele tem tudo coberto.
Refinou a sua estratégia durante a "guerra falsa".
Bélgica 10 de Maio de 1940
Gamelin move as suas melhores divisões mecanizadas,
a elite do exército francês para a Bélgica,
juntamente com toda a força expedicionária Britânica.
Estes são os soldados para combater com verdadeira garra
e irão parar o avanço alemão através da Bélgica.
Mas Hitler no seu quartel general está eufórico,
o seu ardil funcionou.
Ele exclama:
"Poderia chorar de alegria."
Ele instrui o marechal Göring, comandante da força aérea,
para não bombardear as colunas Francesas e deixá-las entrar bem dentro do território Belga.
E atacá-las pela retaguarda.
A sua verdadeira ofensiva
será pelas florestas das Ardenas.
De acordo com um oficial Francês do alto comando:
"Nenhum tanque consegue atravessar essas colinas com densa vegetação."
Mas nada os detém,
excepto os seus próprios engarrafamentos de trânsito.
Entretanto, na Holanda e na Bélgica,
as pessoas que têm automóveis são as primeiras a fugir.
Todo o mundo é suspeito.
Teme-se uma "quinta coluna",
espiões a trabalhar para os nazis.
As tropas alemãs continuam com as suas tácticas de diversão,
invadindo a Bélgica com tropas especiais aerotransportadas.
Os engenheiros de combate cantam as suas canções da campanha na Polónia.
"As raparigas têm que esperar camaradas. Está na hora de partir, camaradas".
No dia 11 de Maio, ao amanhecer, são lançados sobre a Bélgica.
O objectivo é capturar o posto chave do sistema de defesa Belga,
o Forte Eben-Emael, no canal de Albert,
cuja reputação é de "inconquistável".
Um intrépido soldado alemão, sobe para o topo de um torreão
com uma carga de explosivos.
Os conquistadores passeiam pelas ruínas do Forte Eben-Emael,
a chave da Bélgica.
Imagens como estas forjaram a reputação da Wehrmacht
de "invencibilidade".
Depois da queda do Forte,
as pessoas dispersam-se tratando de alcançar o último comboio para Paris.
Na capital francesa, a Cruz Vermelha está sobrelotada.
Refugiados belgas são transferidos em vagões de gado
para o Sul.
Quando as tropas alemãs entraram em Liège, o pânico cresceu e espalhou-se.
Enfrentando esta demonstração de força, só têm duas opções:
obedecer ou fugir.
Muitos dos refugiados são gente das zonas rurais.
Como muitas vezes na história, os agricultores serão os últimos a fugir,
incapazes de abandonar as suas culturas e animais.
O grande poeta belga Emile Verhaeren, escreveu:
"As pessoas daqui não têm absolutamente nada."
"Nada diante deles, a não ser uma estrada interminável."
"As pessoas que trabalham nos campos, as pessoas daqui,"
"apenas têm um infortúnio sem fim."
Os alemães lançam sua ofensiva aérea
destruindo estradas estratégicas,
pistas de aterragem...
refinarias...
e depósitos de combustível.
As cidades do norte e leste da França são bombardeadas.
A França enfrenta a realidade
da guerra moderna.
Na Holanda, o porto de Roterdão está em chamas,
resultado do bombardeamento de terror alemão,
como o que fizeram em Varsóvia.
Mas estas bombas foram lançadas depois de a cidade se ter rendido.
Outro dos crimes de guerra de Hitler.
Em Londres, Winston Churchill, é o novo Primeiro Ministro.
O seu primeiro discurso demonstra a sua determinação de continuar a lutar,
sejam quais forem as circunstâncias.
"Irei dizer...
sem qualquer dúvida...
que o destino...
da Holanda e da Bélgica,
assim como da Polónia,
Checoslováquia e Áustria,
será determinado pela victória do Império Britânico e da República Francesa".
Mas repentinamente as coisas tinham ficado muito sombrias em França.
Em apenas três dias,
os alemães tinham atravessado os bosques das Ardenas
e avançado até à linha de defesa francesa no Rio Mosa.
Estão a fechar a rede com o seu movimento "em pinça",
procurando encurralar as tropas aliadas massivamente na Bélgica.
A infantaria alemã derruba os franceses como que saídos de outro mundo.
Com as suas granadas de mão...
com as suas metralhadoras e as suas mangas arregaçadas,
ocuparão a cidade num dia.
Sedan, a chave para as Ardenas,
que também marcou terrivelmente a derrota da França em 1870.
Mas o verdadeiro obstáculo para os alemães é o Rio Mosa.
Na noite de 13 de Maio, trazem vigas para construir pontes.
Os Franceses contra-atacam.
Mas os alemães neutralizam a artilharia Francesa
a na manhã seguinte os seus engenheiros terminam a ponte.
Galvanizados pelo General Guderian, um Prussiano de 52 anos,
um grande especialista na estratégia com blindados,
utilizando tanques para golpear com força, atrevimento e velocidade.
A Blitzkrieg, a guerra relâmpago,
não deve dar tempo ao inimigo de reagir.
Primeiro os tanques, seguidos pela infantaria e apoiados pela aviação,
especialmente os aviões Stuka.
Os bombardeiros de mergulho Stuka, equipados com sirenes,
resistem à intensa pressão da descida, com os seus pilotos altamente treinados,
a soltarem as suas bombas no último minuto com uma precisão mortal.
O primeiro ministro francês, Paul Reynaud, telefona a Churchill alarmado.
"Fomos derrotados, perdemos a batalha."
Os generais Franceses estão perdidos,
não conseguem reagir a esta situação.
Com as forças aliadas presas na Bélgica,
como podem eles impedir os alemães de avançarem?
Em Paris, as autoridades enfrentam um número cada vez maior de refugiados.
Pessoas da Bélgica e do norte da França inundam a cidade.
Escolas, hospitais e quartéis enchem-se rapidamente.
As informações são escassas, os rumores abundam.
Terá o Gamelin se suicidado?
Não!
O alto comando francês apercebera-se de que os alemães se dirigiam para a costa
e que os aliados tinham caído numa armadilha.
Um contra-ataque é ordenado,
permitindo a um certo Coronel De Gaulle,
distinguir-se no comando da Brigada de tanques.
As tropas francesas têm mais tanques
e eles são de melhor qualidade que os Panzer Alemães.
Mas sem nenhuns reforços ou a ajuda de apoio aéreo,
os tanques Franceses convertem-se em presas dos Stukas.
Os combatentes franceses dão uma boa réplica, mas perguntam-se
o porquê de a força aérea não os estar a proteger.
Mal preparados e com poucos aviões,
os pilotos franceses são claramente superados pela Luftwaffe.
Mas lutam com valentia.
Dezenas de pilotos alemães são derrubados e capturados.
Alguns destes pilotos regressam à Alemanha quando o armistício é assinado
e mais uma vez irão juntar-se à batalha contra a Inglaterra.
26 de Maio de 1940
Os tanques alemães passam rapidamente através das cidades e aldeias no norte da França.
Valentemente, os Franceses tentam refrear o avanço das tropas alemãs.
Os alemães esmagam qualquer bolsa de resistência.
Os Alemães alcançam o Canal de Inglaterra.
A estratégia de Hitler, do movimento em foice, tinha funcionado.
A Força expedicionária britânica,
o exército belga e as tropas francesas estão cercadas.
28 de Maio de 1940
O rei da Bélgica rende-se juntamente com o seu exército.
A força expedicionária britânica retira para a costa,
levando ao colapso final das forças aliadas.
Em Paris, o primeiro ministro francês, Paul Reynaud, demite Gamelin
e procura um novo salvador, o general Weygand, de 72 anos,
um dos responsáveis pela victória aliada em 1918.
Para subir a moral, Raynaud nomeia outro herói de guerra como seu segundo.
O Marechal Pétain, com 84 anos,
que rápidamente vira as costas às políticas de Reynaud.
Weygand não tem nenhuma opção.
Também ele forçado a ordenar uma completa retirada para Dunquerque.
Hitler deixa-os irem.
Um acto de clemência para com a Grã Bretanha?
Ele ainda tem esperança numa paz em separado?
Ou Göring assegurou-lhe que a sua força aérea poderia
impedir uma evacuação?
400.000 homens amontoam-se na praia, indefesos numa total confusão.
Eles têm uma última hipótese de escapar:
por mar.
Churchill ordena que qualquer embarcação que consiga flutuar
os vá buscar.
Na periferia de Dunquerque,
os Franceses aguentam os Alemães
sofrendo pesadas baixas.
Göring envia os seus Stukas e bombardeiros da Luftwaffe.
218.000 soldados britânicos
e 120.000 soldados franceses
são evacuados com êxito.
As tropas britânicas estão a salvo,
mas destroçadas.
Os franceses serão enviados de volta para França,
numa tentativa final de defenderem o seu país.
Os Britânicos são enviados para centros de reequipamento.
Todos os Britânicos aplaudem Dunquerque como um feito extraordinário.
Churchill no entanto, poe-a na sua devida perspectiva.
Com a sua lucidez ele diz:
"A guerra não pode ser ganha através da evacuação."
Apesar disso, nos primeiros dias de Junho de 1940,
"o espírito de Dunquerque" tinha nascido.
A dureza desta guerra e o poder destrutivo do inimigo Nazi,
são agora claros para os britânicos.
Leviandade e humor dão lugar a frenéticos esforços para mobilizar a nação.
A 4 de Junho, Churchill, que também se bate contra os derrotistas do seu próprio lado,
discursa, o seu tom é inolvidável.
"Lutaremos nas praias,
em terra,
nos campos, nas ruas...
e nas colinas.
Nunca nos renderemos."
A 4 de Junho, os alemães ocupam Dunquerque.
Uma fabulosa recompensa espera-os,
luxuosamente filmada pela unidade de Propaganda da Wehrmacht.
As tropas britânicas tinham deixado para trás a maior parte do seu equipamento.
Os soldados alemães da Wehrmacht filmam-se bem-humorados.
Encontraram um gramofone francês com uma famosa gravação de Maurice Chevalier.
A ofensiva continua.
A França colapsa.
Mas Reynaud e De Gaulle, que é Secretário da Defesa e da Guerra,
querem continuar a lutar.
Em Roma, o ditador italiano Mussolini, "il Duce",
tem grandes notícias para o seu povo.
"A declaração de guerra
"acaba de ser entregue...
aos embaixadores da Grã Bretanha e França."
Mussolini aguarda pela sua parte do espólio.
O vale do Ródano, Marselha, assim como o desarmamento da Córsega e da Tunísia.
Os Franceses dizem, "É uma punhalada pelas costas."
A ofensiva de Mussolini é interrompida pelas divisões Alpinas Francesas.
As tropas do General Rommel invadem a Normandia
e chegam ao rio Loire.
Paris é declarada "cidade aberta",
por outras palavras, entrega-se ao inimigo sem luta,
de modo a evitar o destino de Varsóvia ou Roterdão.
O governo muda-se para Bordeaux.
As tropas alemãs aproximam-se da cidade.
Os rumores voam: eles matam e violam como os Prussianos fizeram em 1870.
Os Parisienses, abandonados pelo seu governo, fogem.
Toda a França está nas estradas.
Um cataclismo que irá ser conhecido por um nome bíblico:
o Êxodo.
Milhões de Franceses, homens e mulheres, dirigem-se para o Loire,
a última muralha.
Mas não há muralha suficientemente forte
contra os Stukas.
A 14 de Junho de 1940, ao amanhecer,
as tropas alemãs entram em Paris.
O emblema Nazi, a Suástica,
ondula sobre Paris.
Um dos primeiros actos da força de ocupação alemã,
é apreender todos os registros dos ministérios abandonados.
Listas de espiões, Judeus, Maçons livres
e inclusive uma cópia original do tratado de Versalhes,
que tanto humilhou a Alemanha em 1919.
É imediatamente enviada para Hitler.
O Êxodo atingiu um impasse.
As pontes sobre o Loire foram demolidas.
A única esperança agora,
é que parem os combates.
Pétain em Bordeaux, também quer pôr um fim às coisas.
Os alemãs continuam o seu avanço implacável para o Sul.
O que foi em tempos considerada uma "força formidável",
o exército francês está agora desmembrado,
e no entanto continua a dar maior réplica do que seria de esperar nesta altura.
Num mês 100.000 soldados franceses morrem,
mais do que no mesmo período de tempo durante a primeira guerra mundial,
a mais mortífera guerra até então.
1.850.000 soldados foram feitos prisioneiros,
juntamente com 36.000 oficiais e 176 generais.
Entre os prisioneiros há muitos soldados africanos das tropas coloniais francesas.
Os cineastas amadores da Wehrmacht filmam-nos, com um perverso sentido de auto-satisfação.
Famintos, estes soldados matam uma cabra.
Os filmes de propaganda alemães, insistem em mostrar repetidamente
grandes planos dos seus rostos.
As instrucções oficiais são as de retratar a degeneração dos Franceses,
ao serem obrigados a entrar na guerra com os escravos das suas colónias.
O comentário original alemão, é revelador.
"Os aliados dizem que estão a lutar"
"para defenderem a civilização"
"contra a nossa 'barbárie medieval'."
"Olhem só para eles, os guardiões da cultura!"
3000 oficiais e soldados da África francesa serão baleados
e mortos após serem capturados.
Depois de 7 anos de doutrinação Nazi, o racismo incutido é galopante
entre os soldados alemães.
Três datas serão agora decisivas para determinar o destino da França.
A 16 de Junho de 1940,
Reynault é confrontado pelo Conselho de Ministros em Bordeaux
e renúncia.
Como seu sucessor, Philippe Pétain, é declarado chefe do governo francês.
Paris 17 de Junho de 1940
Praça da Bastilha.
Os que ficaram em Paris, escutam o Marechal Pétain.
O herói de guerra em Verdun, anuncia que procura um armistício.
"Franceses...
pedi aos nossos inimigos
que cessem as hostilidades.
Tomei esta decisão dolorosa para o coração de um soldado,
porque a situação militar o aconselha".
A rádio alemã traduz este discurso anunciando a capitulação da França.
Alguns franceses conseguem captar a BBC.
O general De Gaulle tinha chegado a Londres.
A 18 de Junho, denúncia o armistício.
Uns dias mais tarde, grava um novo discurso.
"Acreditamos que a honra dos Franceses,
consiste em continuar a guerra ao lado dos nossos aliados."
Hitler recebe um telegrama de felicitações de Moscovo.
A 22 de Junho 1940, Hitler chega a Compiègne, arredores de Paris.
O cenário está preparado para humilhar os perdedores.
Tinha trazido a mesma carruagem utilizada para assinar o armistício de 1918,
que selara a derrota da Alemanha.
A sua vingança é completa.
A delegação francesa é liderada pelo General Huntziger.
Um tradutor lê uma inventiva acusando a França
de ter declarado guerra sem qualquer motivo.
Hitler não diz uma única palavra.
Levanta-se e sai.
A delegação francesa foi informada dos termos do acordo de armistício.
Uma das suas condições é que a França entregará todos os alemães antinazis
que se tinham refugiado em França.
Huntziger tenta negociar.
Os alemães recusam-se.
Huntziger liga para o governo em Bordeaux.
Os serviços secretos Alemães gravam a sua conversa com Weygand.
- Fala o Huntzinger. - Sim?
Bem, está feito.
- Está feito? - Sim, meu General.
Perfeito! Gostaria de lhe agradecer a maneira como lidou com o assunto.
- Sim, meu general, compreende-me, não é? - Sim, sim. Compreendo-o.
Depois do encontro, Hitler leva a carruagem de volta para Berlim.
Nos últimos dias do Reich,
ele ordenaria às SS que a destruíssem com dinamite.
Em breve os grandes símbolos da victória Francesa da Primeira Grande Guerra
seriam ridicularizados.
Como aqui, em Verdun,
onde 500 mil soldados franceses foram mortos,
para se tornar nisto... 20 anos depois.
Hitler rejubila, enquanto visita os seus homens
que acabaram de capturar a linha Maginot.
Ele está mais solene ao entrar em Estrasburgo e na sua catedral.
A Alsácia e Lorena são alemãs de novo,
como tinha prometido que seriam.
Os espólios da campanha Francesa.
2000 tanques, 5000 canhões
300.000 espingardas e 4 milhões de caixas de munições.
Num depósito militar, a Wehrmacht encontra
um stock de cuecas compridas
destinadas ao exército francês.
Vestuário quente de lã,
que será guardado para futuras campanhas.
Outros espólios são as fábricas,
os portos e toda a riqueza de França.
Foram os Franceses que declararam guerra, como consequência, eles pagarão o equivalente
a 100 milhões de dólares diários
pelas despesas da ocupação.
O General Huntziger vai à Alemanha para a primeira reunião da comissão,
encarregado de diminuir os termos do armistício.
Para poupar tropas, Hitler decidi permitir à França uma soberania parcial,
dirigida por um governo fantoche,
e com restrições militares, sem armas pesadas, apenas para manter a ordem.
O país é dividido em dois.
Uma zona ocupada no Norte e ao longo de toda a costa Atlântica,
proporcionando acesso a todos os portos.
A Itália controla a área Mediterrânica e ocupa uma região estreita ao longo dos Alpes.
O resto é o que se chama de "Zona Livre" com uma nova capital,
Vichy.
Esta pequena cidade tinha sido escolhida em parte pelos seus muitos hotéis.
Em princípios de Julho, o Marechal Pétain muda-se para lá,
juntamente com os ministérios governamentais.
A atmosfera por todos os lados é péssima.
Ministério das Finanças
Serviços de Imprensa e Censura
Departamento do Chefe das Forças Militares
No entanto, este governo de Vichy continua a controlar um vasto império colonial.
E acima de tudo, uma ainda poderosa força naval.
Hitler simplesmente exige que os navios sejam desarmados e permaneçam nos portos,
porque tinha medo que se pudessem unir aos britânicos.
Churchill temia o contrário, que caíssem em mãos alemãs.
Ele ordena à Marinha Real que os neutralize.
Uma força naval britânica navega para uma das grandes bases navais Francesas.
Mers el-Kebir, na Argélia.
Churchill não quer correr riscos e um ultimato é enviado.
"Podem juntar-se a nós, dispersar os vossos navios
ou navegarem sob escolta para desmilitarização nas Caraíbas".
Os Franceses rejeitam todas as propostas.
Os britânicos abrem fogo.
Dois navios de guerra franceses são severamente danificados
e um, o "Brittania", é afundado.
1.297 marinheiros franceses são mortos.
Procurando mostrar ao seu povo, ao mundo e sobretudo aos EUA,
a sua determinação,
Churchill golpeia os seus velhos aliados,
cuja frota poderia ajudar os alemães a desembarcar na costa de Inglaterra.
Dois dias depois do ataque, Vichy rompe relações diplomáticas com a Grã Bretanha.
Berlim 9 de Julho de 1940
Toda a Alemanha aclama Hitler.
A sua brilhante conquista da França subjuga os seus Generais.
Ele vê-se a si próprio como o maior líder militar de todos os tempos,
comparável com Napoleão.
E como com o imperador, ninguém se atreve a contradize-lo...
nunca mais.
Os Alemães ocupam as ilhas do Canal da Mancha, Jersey e Guernesey,
os primeiros passos visando a invasão da Grã Bretanha.
Grã Bretanha Julho de 1940
Os Britânicos preparam-se para uma invasão Alemã,
tomando medidas que podem parecer triviais.
Outra medida urgente
é enviar as crianças para as zonas campestres por segurança.
Sempre um momento doloroso.
As suas irmãs mais velhas, as suas mães e avós juntam-se ao esforço de guerra.
Todas as mulheres têm de defender as suas casas da ameaça dos para-quedistas alemães.
Os homens participam nas associações de voluntários para defender a sua pátria,
incluindo veteranos da Primeira Guerra Mundial.
Os voluntários e capacitados são mobilizados,
enquanto as forças militares resgatadas em Dunquerque se reforçam.
Os EUA fornecem espingardas, metralhadoras e artilharia antiaérea.
E toda a gente aperfeiçoa as suas capacidades.
Churchill dirige um muito inspirador discurso ao povo britânico:
"A batalha de Inglaterra está prestes a começar."
"Vamos entretanto preparar-nos para o nosso dever,"
"e tenhamos em mente,"
"que se o Império Britânico e a sua Commonwealth"
"durar mil anos,"
"as pessoas ainda dirão..."
"este foi o nosso melhor momento."
Uma das principais armas de Churchill é a Força Aérea Real, a RAF,
juntamente com a sua memorável aeronave, o Spitfire,
com o seu motor Rolls-Royce,
um dos melhores aviões de combate do mundo.
Os britânicos também se destacam no campo da electrónica.
Os britânicos foram os primeiros a usar o radar com o intuito de defesa.
Nas salas de operações, o radar é utilizado para detectar aviões,
e guiar os pilotos até aos seus inimigos.
Aos pilotos de todo o Império Britânico,
juntam-se pilotos de outros países, que escaparam à ocupação alemã,
ou cujos governos estão no exilio em Londres:
polacos, holandeses, checos...
e os primeiros da Forças Francesas Livres, com De Gaulle.
Muitos dos pilotos Britânicos são estudantes de Oxford e Cambridge.
Um deles, Richard Hillary, escreveu mais tarde:
"Éramos conhecidos como os 'meninos de cabelos compridos'."
"Éramos deslumbrados e mimados. A imprensa chama-nos 'a geração perdida'."
"Superficialmente, éramos egoístas e egocêntricos."
"A guerra não exigia heroísmo."
"Mas dava-nos a oportunidade de provarmos a nós próprios e ao mundo,"
"que por mais indisciplinados que pudéssemos ser,"
"éramos tão capazes quanto os doutrinados jovens de Hitler."
Estes pilotos alemães foram treinados pela "Hitlerjugend",
a juventude hitleriana, com o ideal de vingança.
Sentem que são invencíveis.
O seu líder, Göring, é uma figura popular do regime.
Göring, que é um homem de luxos,
fica frequentemente no hotel Ritz em Paris
e converte o Palácio do Luxemburgo,
no quartel general da Luftwaffe.
Ele prometeu a Hitler, que a Luftwaffe
podia aniquilar a RAF em dias.
Assumir o controle do ar,
e permitir à Wehrmacht a invasão da Grã Bretanha.
A Luftwaffe tem à sua disposição todos os aeródromos Franceses,
as suas instalações e os seus equipamentos.
Os seus pilotos estão bem treinados,
como Adolf Galland com o seu característico charuto,
que lutou contra os republicanos em Espanha.
Ou Werner Molders, um às dos campos de batalha franceses.
É um dos pilotos que foram derrubados, feito prisioneiro e regressou à Alemanha.
Faz agora parte da ofensiva aérea contra a Grã Bretanha.
Descolando destes aeródromos da França ocupada, os alemães podem
atacar comboios navais no Canal da Mancha,
portos e aeródromos no Sul de Inglaterra.
Eles derrubam 500 aviões Britânicos
com um custo de 1.000 dos deles próprios.
Os pilotos britânico aguentam,
dando tudo o que têm.
Churchill declara:
"Nunca na história dos conflictos humanos,
se deve tanto, por tantos, a tão poucos".
Hitler decide adiar os seus planos de invadir a Grã Bretanha.
Este é o seu primeiro recuo.
A sua táctica baseia-se agora mais nos bombardeamentos nocturnos.
Ele diz:
"A Grã Bretanha render-se-á quando as suas cidades forem destruídas."
Bombardeiros alemães atacam cidades britânicas como Coventry e Londres.
Isto é a "Blitz",
os bombardeamentos diários.
No entanto, os Britânicos aguentam de uma maneira admirável.
Cavam refúgios nos jardins das suas casas.
E em Londres, dormem nas estações do metro
e vão trabalhar no dia seguinte.
Eles nunca perdem a sua confiança ou o sentido de humor.
Churchill diz aos franceses:
"Aqui em Londres,
que Herr Hitler diz que irá converter em cinzas,
a nossa gente está a resistir sem vacilar."
Hitler está enfurecido.
Mais tarde chamará a Churchill,
"um judeu montado, meio Americano bêbado".
A partir de agora, sempre que está frustrado,
ela irá dirigir a sua raiva contra os judeus.
A 10 de Dezembro de 1940, no dia do Yon Kipur,
aos Judeus de Varsóvia é dito que um gueto irá ser construído.
Um muro de 3m de altura é erguido,
prendendo 500.000 judeus, homens, mulheres, crianças e anciãos,
que sofrem horrorosamente de fome, de frio e de pobreza.
No seu chalé nos Alpes da Baviera, o "Berghof",
Hitler é filmado pela sua amante Eva Braun,
enquanto celebra o ano novo,
rodeado pelos filhos dos altos dignatários nazis.
Ele tinha outro plano na manga, outra grande aposta.
A sua missão agora é conquistar novo "Lebensraum",
"espaço vital" a Leste.
Ele aliou-se com Estaline,
apenas para melhor o poder atacar depois.
O seu fracasso em invadir a Inglaterra, impulsiona-o a agir com maior rapidez,
antes que Churchill seja capaz de atrair
os americanos a entrar na guerra.
Isso, colocaria o mundo em chamas.
Revisão, adaptação e sincronia CUESTA
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