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"SEMPRE NO MEU CORA��O"
Ol�, Joe.
Vicky, ol�!
- Marty! - Oi, mana.
Em que altura ela estava, quando apontou para o vento?
Cerca de tr�s pontos. Ele � muito bacana.
Prepare-se para se lan�ar agora.
Vamos l�.
Marty, temos que chegar cedo em casa.
Mudge vai viajar � noite, voc� sabe.
- Sim, eu sei, eu sei. - Certo.
Ent�o sua m�e viaja hoje � noite, de novo?
Bem, ela � uma mulher de neg�cios.
- Neg�cios s�o neg�cios, Joe. - Isso mesmo.
E, �s vezes, os neg�cios s�o bons; outras, ruins.
E ent�o? Como foi a pesca hoje?
Muito boa. Como est� a voz?
- Bem. - Bem? Deixe-me ouvir.
Meu pequeno barco Est� flutuando
Sobre �guas cheias E claras
A brisa do ver�o Est� levantando
E vou manobrando Pelo caminho
O sol que cai, brilha
Como um caminho no mar
Longe, atravessando a �gua
Algu�m espera por mim
Estou navegando no p�r do sol
Enquanto canto uma Can��o que amo
Uma serenata para me guiar
Enquanto o sol est� l� em cima
Meu pequeno barco Vai me levar
Enquanto eu navego Durante o dia
Aquele de quem eu preciso Espera
Ent�o navego para chegar l�
Esta � minha can��o
Uma can��o de amor
Ele vai ouvi-la na �gua
E eu sei que ele vai Esperar por mim
Gra�as a Deus que eles voltaram.
Booley, quer largar essa batedeira.
S� estou cuidando dela, vov�.
Booley!
Pare com isso garota travessa.
O que � que eu fa�o com voc�?
J� n�o era sem tempo de chegarem.
Opa, que legal! Morangos!
N�o mexa!
Tire as m�os! Tire as m�os!
Ponha-os de volta. S�o para o pav�!
Vamos, Angie. Deixe-me comer dois.
Estou morto de fome. O que acontece aqui?
Vamos, Vicky, devolva os morangos. Consiga os seus!
- Do que est� falando? - Consiga os seus.
V� se lavar, est� cheirando a peixe.
- Lavagem simples ou para visita? - Para visita.
- Quem vem? - O Sr. Ames.
- De novo? - E trouxe flores tamb�m!
Rosas de cabos longos. Sua m�e disse que s�o "extrelegantes".
A vov� as p�s com os guarda-chuvas, furou o dedo e disse um palavr�o.
- Calado! - Continue. Que mais?
N�o pode esperar? O jantar � em 10 min.
N�o, Angie, � jantar quando o Philip chegar.
O primeiro a chegar, consegue o chuveiro!
Saia, fora daqui. Largue isso!
V�o embora! Saiam daqui!
Traga a bagagem da sua m�e, ao descer!
- Boa noite, Sr. Ames. - Boa noite, Angie.
Largue minha perna! Seu traidor!
- Parece uma invas�o. - West, 64?
A crian�ada.
Estou acostumada com eles. Essa � outra coisa, Philip.
Eles n�o s�o crian�as calmas.
N�o, mas se os tivesse acostumado...
eu conseguiria. Posso lidar com eles, Marjorie.
O que eles precisam � de um pouco de autoridade masculina.
N�o tenho tanta certeza de que isso dar� certo.
Eu ganharia, se voc� n�o roubasse. E v� se n�o demora!
- Vicky? - O que voc� quer?
Eu peguei. Uma para voc� e uma para mim.
Obrigada, Booley, estou morta de fome.
- Sem sal? - Claro.
Vicky, o que � uma vi�va?
Algu�m cujo marido morreu, como minha m�e.
- Ele disse... - Quem disse?
Sabe, Philip.
Ele disse: "� vi�va h� muito tempo...
e eu gostaria de aliviar o seu fardo."
- O que � um fardo? - somos n�s, eu acho.
O que mais ele disse?
Ela disse que n�o ligava de trabalhar, e ele disse que...
ela era corajosa. E que se ela dissesse sim...
ela o faria o homem mais feliz do mundo.
- O que queriam dizer? - Esquece. E o que ela disse?
N�o ouvi o resto. A vov� me arrancou da porta.
E bateu em mim.
- Marty! - Calma, estou fazendo a barba.
Vista algo. Preciso falar com voc�. � importante.
Certo. O que � importante?
A l�mina esta cega, vou ter que comprar outra.
- � sobre o Philip. - O qu�?
- Pediu a Mudge em casamento. - E da�?
- Voc� n�o aprova, n�o �? - Como n�o? Ele tem dentes dele.
- E um monte de dinheiro. - N�o � isso.
Espera que Mudge fique na prateleira a vida toda?
Ela � muito bonita.
N�o � o tipo de homem que eu escolheria para pai.
Quem lhe pediu? Ele s� seria o marido de Mudge.
E �til de ter por perto, no come�o do m�s.
Como pode ser t�o mercen�rio?
- O que � mercen�rio? - Sai, baixinho.
Mas Marty, ele n�o se encaixa.
� grosseiro com Angie e odeia Booley.
E mais, ele n�o entende nada de m�sica.
Que p�ssimo!
Mas tem um barco veloz, parado numa doca seca.
N�o entendo como somos da mesma fam�lia.
Talvez eu tenha sido deixado na varanda numa cesta.
Mas sei como manter o senhorio calado. E n�o � com m�sica.
Tem que se limpar. E ande logo, certo?
Estou faminto.
E v� se n�o o trata como um leproso.
Se ele mudar de ideia, eu n�o vou para Dartmouth.
- Dartmouth! - Vicky, o que...
Por favor, v� embora! Tenho que tomar banho.
O que �: "Tratar como um leopardo?"
� isso!
Se mudar de ideia, ele n�o vai para Dartmouth.
Vou pegar o trem das 20h. Por isso jantaremos cedo.
Pare de se desgastar, decorando a casa de outras pessoas.
Quero que seja um ornamento da minha.
Deveria fazer o seguinte: Desistir do emprego...
alugar esta casa e casar-se comigo.
Podemos mudar para Oakdale. Comece dizendo sim agora.
Quer que eu diga sim pelas coisas que pode fazer por n�s?
Sim. Diga ao chefe que esta � sua �ltima viagem.
N�o posso fazer isso assim. Deixe-me pensar.
Se for pelas crian�as, eu posso conquist�-las.
Respondo ao voltar.
Bem, o que?
- Ol�. - Martin, como vai?
Bem, obrigado, Philip. Ol�, linda.
- Ele n�o � lindo? - Ela est� brincando.
Mudge, quando vamos comer? Estou faminto.
Vou ver com a Angie. Fique com Philip.
Certo.
- Como se saiu? - O qu�?
- Voc� sabe, com Mudge. - Achava que ainda era segredo.
N�o h� segredos nesta casa, com Booley por perto.
Sua m�e tem responsabilidades demais.
N�o precisava assumir os parentes da empregada.
Philip, � que Angie est� conosco desde que estamos na Calif�rnia.
E Mudge tem um fraco por �rf�os.
- Azeitona? - Vai estragar seu apetite.
N�o conhece meu apetite. Ela n�o disse sim?
N�o exatamente. Mas eu tenho uma chance razo�vel.
Melhor que razo�vel. Eu tor�o por voc�.
- Obrigado, Marty. - N�o h� de qu�.
Seu barco a motor, � uma pena deix�-lo no seco todo o ver�o.
Devia p�-lo na �gua. A madeira pode empenar.
Acha? N�o � m� ideia. Fa�a isso por mim.
- Use-o no ver�o. - Eu? Obrigado, Philip.
Espere um pouco.
Por falar em barcos, n�o acho necess�rio...
que trabalhe mais naquele barco de pesca.
� s� para ganhar uns trocos. N�o gosto de pedir pra mam�e.
Sabe, o cara precisa...
- E se eu cuidasse dos trocos? - N�o, n�o posso permitir.
V� ver meu alfaiate Wiggins, na rua Shaw.
- Mando um bilhete. - Obrigado, Philip.
E tem mais, estou procurando um carro.
Est� grande demais para andar de bicicleta.
Um carro? Philip, voc� � o m�ximo!
- Oi, mana. - Ol�, Vicky.
- Boa noite, Sr. Ames. - Tome, Marty.
- Obrigado, Philip. - Como anda a prima-dona?
Bem, obrigada, mas ainda n�o sou uma prima-dona.
Mas age como se fosse.
Pare de batucar no piano. Ele j� est� bem mal.
Isso pode ser resolvido.
Andei perguntando sobre escolas.
Tem uma �tima em Baltimore, com um curso de m�sica avan�ado.
Podia se inscrever, se fosse l� no m�s que vem.
Ir para Baltimore? Deixar Mudge?
Vou voltar para a minha velha escola aqui.
Se quiser ser cantora, precisa de treinamento...
- e esta escola �... - Ent�o, n�o vou ser cantora!
- Vou ser enfermeira. - Enfermeira? Desde quando?
Disse ontem que queria ser cantora de �pera.
- Se Mudge s� pode pagar... - Mudei de ideia!
Cantar n�o � �til nesta �poca.
Devo me preparar para servir ao meu pa�s.
- N�o �? - � claro, querida.
Mas n�o precisa desistir de cantar.
Pode ser leal e consciente e continuar com a m�sica.
- N�o vou para Baltimore, vou? - Claro que n�o.
- Vicky, quando vai fazer aquilo? - O qu�?
Trat�-lo como um leopardo.
Booley, v� ficar com sua av�. Anda logo.
Voc� � um leopardo!
Nada como uma opini�o honesta.
A sopa! Venham antes que esfrie!
- Eu desisto! - Tal vov�, tal neto.
N�o vejo nada engra�ado. Acho que foi rude.
- Angie. - Obrigado.
Pelo outro lado, Angie.
Booley!
Booley!
Pus no forte, mas est� indo devagar.
Manteiga s�lida!
Pessoal, v�o devagar no comum...
temos pav� de morangos de sobremesa.
- Angie? - Tinha.
Agora s� tem morangos e bolo...
e manteiga para o caf� da manh�.
- Eu n�o quero. - Tome toda a sopa. Faz bem.
E na pr�xima vez que tomar banho...
lembre que costas e pesco�o fazem parte do corpo.
Angie, por favor!
Est� tudo aqui. At� uma revista para ler.
Acho que n�o esqueci de nada.
Obrigada, querida.
Pode fech�-la e levar para baixo.
- Quanto tempo vai ficar? - Uma semana.
- Traz uma coisa para mim? - Claro, o que quer?
Um perfume com spray.
Como o meu? Est� bem, meu doce.
V� indo. Des�o num minuto.
"CARO MAC, ESTAREI EM CHICAGO PARA AS COMPRAS...
NA SEMANA QUE VEM E, ENT�O, O VEREI.
QUERO LHE FALAR SOBRE AS CRIAN�AS.
SEMPRE SU A, MARJORIE."
MACKENZIE SCOTT. N� 12021.
Passe para MacKenzie Scott. Deve ir � sala do chefe.
Muito bem, rapazes.
Quero ouvir os metais, compassos 32 a 35.
Oi, Mac. Sua esposa est� na sala do diretor.
Luke, assuma para mim, sim?
Hume, me d� a carta do governador...
quanto ao perd�o de MacKenzie Scott.
Sim, senhor.
Boa noite, Mac. Sua esposa est� aqui, espere antes de ir.
- Disse a ela sobre o perd�o? - N�o, mas ia dizer.
Achei que voc� preferisse dizer a ela.
Aqui est� a carta do governador, diretor.
Leve isso com voc�, Mac.
Se n�o conseguir, deixe que ela leia.
Acho que � melhor eu.
Ol�, Mac.
Voc� est� linda. � bom v�-la.
- Vicky e Martin est�o bem? - Est�o muito bem, Mac.
- Tem fotos novas deles? - Sim, est�o aqui.
- Marty construiu o barco. - Est� um homem, n�o?
E a Vicky cresceu tamb�m.
- Como est� a m�sica dela? - A voz melhora a cada dia.
Tem um g�nio t�o forte, que sei que ser� uma grande cantora.
� claro.
Mas sua forma��o vai exigir muito dinheiro.
Escolas, aulas e roupas. E tem o Marty.
Quero que v� para uma boa faculdade.
Sim, claro. � isso mesmo.
Ele tem que ir para uma boa faculdade.
Mac, eu vim para falar com voc� sobre isso.
N�o podia p�r isso numa carta. E agora est�...
igualmente dif�cil de p�r em palavras.
O que queria me dizer?
Bem, eu conheci algu�m que quer se casar comigo.
Claro que n�o fico surpreso. Uma mulher t�o bonita...
Sei que sempre quis que eu me casasse de novo.
Mas eu n�o achava certo.
N�o podia lhe dar a resposta, antes de falar com voc�.
- Voc� o ama, Marge? - Sim, acho que sim.
Ele � gentil, generoso.
Por que n�o se casa com ele?
Porque se houver uma chance de tir�-lo daqui...
a menor que seja, eu estarei disposta a esperar por voc�.
- E come�ar do zero. - N�o tem como, Marge.
Talvez uma condicional, daqui a alguns anos...
mas n�o tenho certeza.
Fora, que bem eu faria para voc� ou para eles?
Recome�ar a vida com uma ficha de pris�o?
N�o tem chance, Marge.
Parece t�o cruel. Terrivelmente injusto.
N�o � mais t�o ruim aqui.
Tenho uma orquestra e gosto de tocar com eles.
- As crian�as gostam dele? - Ele � bom para elas.
Ent�o, case-se com ele. � a �nica coisa a fazer.
Agora que est� come�ando uma vida nova...
- n�o precisa mais vir aqui. - Mac, n�o!
Adeus e boa sorte.
- Ela ficou surpresa? - Eu n�o lhe contei.
- N�o? - N�o queria que soubesse.
Tem a chance de ser feliz com algu�m...
- que vai lhe dar seguran�a. - Mas, Mac!
� como eu quero.
Sra. Scott, seu t�xi a espera l� fora.
Obrigada.
- O que est�o tocando? - Uma composi��o de Mac.
Ele a chama: "Sempre no meu cora��o".
"Sempre no meu cora��o."
- Boa sorte, Mack. - Obrigado, Tom.
Pena que esteja um dia horr�vel.
Horr�vel?
Que tal afinar aquela coisa, a troco de comida?
N�o, gostamos assim.
Mas temos uma pia cheia de pratos sujos. Quer tratar disto?
Quando se trata de pratos sujos, eu sou o melhor.
� aqui que eu viro. Sinto, mas n�o vou � Calif�rnia.
Obrigado pela carona.
LIMITE DO ESTADO D A CALIF�RNIA
A garotada costuma atracar seus barcos aqui?
Claro, muitos garotos ancoram aqui.
Outros, do outro lado do plano inclinado.
Que barco procura?
De um amigo meu. Obrigado.
Que esquentada, hein?
Voc�s t�m algo a�, rapaziada. Beleza de som.
Eu sou o melhor!
Eu tocava isso, quando era crian�a.
Tentou tocar uma m�sica de verdade nisto?
Aquela n�o foi uma m�sica de verdade?
Coisa grande, sabe, uma sinfonia.
N�o, tocamos quente e baixo.
Do jeito que tocam...
seu som pode ser a maior sinf�nica do pa�s.
Posso tentar?
Desculpe, temos que ir. Vai ficar por aqui, mo�o?
Eu estava de passagem.
Sabem onde fica a rua Maple?
Maple? � do outro lado da cidade.
Vire � esquerda na estrada, na rua Mission.
- Dois quarteir�es, n�o tem erro. - Obrigado.
- At� mais. - Tchau.
AVENID A MAPLE
Um para voc� e um para mim.
Da� n�o posso cantar.
Ele chegou! Ele chegou!
� Marty com seu carro novo!
Eu vou chegar antes. Vamos!
� Marty em seu novo carro!
Ande logo.
O que acham?
Aperte aquele bot�o.
Agora olha o que vai acontecer. Vai ser bom.
Design moderno. N�o � genial? N�o � o m�ximo?
Olhe o painel.
Afogador, far�is, isqueiro, r�dio!
Vou fazer um voo de teste. Querem vir comigo?
Voc� n�o vai. Saia da�!
- Voc� vai estudar. - Angie!
Vamos! Vai sair da� tamb�m.
Sua m�e n�o disse hoje para pintar os m�veis do jardim?
Preciso comprar a tinta, n�o? Ela disse verde?
- N�o, amarela. - Que seja amarela.
N�o dirija depressa. Chegue antes de sua m�e.
Marty, me espere na esquina!
Eu escapo e o encontro. Que tal, Marty?
N�o sabe que precisa de ar fresco, quando canta?
Quem me dera que j� fosse setembro.
Eu n�o. Vou come�ar a ir � escola em setembro.
V� tirar uma soneca, ou leva uns tapas no traseiro.
Fique no piano e n�o se levante at� sua m�e chegar.
- Quando a Mudge chega? - Em meia hora. V� estudando.
Desculpe, mo�a.
Lamento, n�o compramos de vendedores ambulantes.
N�o sou vendedor, eu afino pianos.
O seu est� precisando muito.
Eu sei. O sal do ar o afeta. � um piano t�o velho.
� pena praticar canto com as notas assim.
- Conserto num instante. - Est� certo.
Entre.
As que pegam mais s�o o d� e o sol.
- E o f�, eu acho. - Isso! Como sabia?
Nesta marca, s�o as que costumam pegar.
Eu a ouvi cantar. Planeja seguir carreira?
Ainda n�o decidi. Philip... � ele.
Vai ser meu padrasto e quer me mandar estudar no Leste...
mas eu n�o quero deixar minha m�e.
Est� certo. Mas ele tamb�m est� certo.
Devia estudar.
Vicky, n�o estou vendo nenhum estudo.
- Precisa consertar. - Precisa?
Espero que conserte melhor que o �ltimo afinador.
No dia seguinte estava pior que nunca.
Na minha opini�o, tem rato nele.
Acho que podemos tirar o rato.
Se ficasse consertado.
Ningu�m mais gosta dele, pois dizem que est� envelhecendo.
Envelhecendo? Este piano era velho, antes de voc� ter nascido.
Mas ainda � bom, n�o �?
N�o fazem mais t�o bons quanto este.
- � de pau-rosa, sabia? - Eu sei.
Mudge tentou vender uma vez...
mas o homem disse que t�nhamos que pagar para ele lev�-lo.
Fiquei contente. Foi do meu pai, ele era m�sico.
Ele morreu quando eu era pequena.
N�o pegam agora. Quer tentar?
Certo.
- "Viene sul Mar". - Conhece?
- Quem a ensinou? - Joe Borelli.
- � pescador, e entende de m�sica. - �timo.
E me ensinou muitas �peras tamb�m.
Mas n�o posso mais ver o Joe.
Philip n�o quer que nos misturemos com pescadores.
N�o sei porque o estou aborrecendo com tudo isso.
N�o est� me aborrecendo. Continue.
Estou feliz que tenha gostado do meu piano.
Meu irm�o Martin diz que sou uma sentimental.
- Tamb�m sou. - �? Martin � materialista!
Gosta s� de coisas novas.
� louco pelo Philip, porque ele lhe comprou um carro novo.
E ele vai deix�-lo usar seu barco...
vai lhe dar uma mesada e mand�-lo para Dartmouth.
Acho que tiramos o rato, por uns tempos.
Tomara.
- Quanto lhe devemos? - Nada. Nada mesmo.
Mas sempre pagamos.
Como somos sentimentais...
que tal fazer isso por uma can��o?
� um modo gozado de pagar por alguma coisa.
Nunca ouviu de pessoas que fazem coisas por uma can��o?
O que devo cantar?
Cante outra coisa que Joe Borelli lhe ensinou.
Lembrou do nome dele!
Vou tentar a �ltima coisa que ele me ensinou.
N�o sei se lembro toda, se errar, me perdoe.
Que beleza, n�o �?
- Gostou? Mudge! - Estava lindo, querida.
- Tem um p�blico l� fora. - Ol�, Vicky.
Aonde ele foi?
- Quem? - O afinador de piano.
Eu n�o chamei um afinador de piano, ou chamei?
Ele estava de passagem. Gozado, agora sumiu.
- N�o lhe pagou? - N�o.
Tudo bem. Ele manda a conta.
Philip tem uma surpresa maravilhosa para voc�.
Talvez ele n�o tenha gostado do meu canto.
Mocinha, n�o est� nem um pouco curiosa?
Certo. Estou pronta. Devo fechar os olhos?
Na hora certa.
Agora queremos que se sente. Aqui est� bom.
Agora, feche os olhos...
ponha as m�os no colo e n�o olhe. Est� pronta?
1, 2, 3, olhe!
Que doce! Philip, que maravilha!
N�o vai agradecer ao Philip?
Claro. Muito obrigada, Philip.
Agora, v� devagar.
Estou contente de que tenha me procurado.
Quem � amigo de Vicky, e meu amigo.
Sabia que t�nhamos muito a nos dizer.
Ela o acha um bom m�sico.
Claro que sou um bom m�sico. �timo!
Eu pesco para ganhar a vida. No que voc� trabalha?
Servi�os avulsos, aqui e ali.
Tem muito servi�o avulso por aqui, n�o?
Eu s� estava de passagem...
e afinei o velho piano para Vicky.
Ela me falou de voc� e eu quis conhec�-lo.
Vicky, palavra de honra, vai ser uma prima-dona.
De primeira classe.
Ent�o, � musico? Por que n�o fica por aqui?
N�o posso. Eu preciso voltar.
Eu moro no Leste, Joe.
Que h� de errado na Calif�rnia?
Ol�, Martin. Este � o irm�o de Vicky.
- Ganhou um calhambeque? - Ganhei numa rifa.
Eu o vi por a�, no barco a motor com o Sr. Ames.
Deve ter ganhado na rifa, tamb�m.
N�o perde nada, n�o �, Joe?
N�o. E o que faz com Lolita no carro?
Meta-se com sua vida!
Est� tudo bem. S� estamos passeando.
Passeando. Passeando. Cuidado!
Cuidado!
N�o se preocupe comigo.
Eu n�o me preocupo, voc� que deve se preocupar.
Vamos nos livrar deste cara. Ele me d� enjoo.
- Pise fundo. - Calma!
Vim devolver as duas pratas que lhe devia.
Lembra? N�o tinha troco quando me pagou.
Tudo bem, Joe. Tenho muito dinheiro, v�?
O que acha? Vivia me pedindo empr�stimos.
E agora, cuidado! � s�!
"Agora, cuidado. � s�." Cara de peixe!
Joe, � s� farra!
Vamos embora, Marty.
Joe, quero v�-lo em breve. Tenho que ir agora.
Importa-se, mo�o?
Passeando. Passeando.
Martin � um bom garoto.
Trabalhou duro para mim, no �ltimo ver�o...
agora, o carro novo, o barco a motor...
dinheiro no bolso e a Srta. Lolita.
Palavra de honra, se fosse meu filho...
Tudo bem. N�o � da minha conta. Vou ficar de bico calado.
Professor, gosta de peixe? Claro. Vir� comer conosco.
Obrigado, Joe, acho que vou ficar mais uns tempos.
�timo. Quer trabalhar para mim? Tenho montes de servi�os avulsos.
Voc� escreve m�sica, eu gosto de m�sica. Vamos nos dar bem.
N�o posso pagar muito, mas olhe...
Tenho um bom barraco aqui. Olhe!
Bem aqui. Na frente da minha casa.
Pode morar l�. O que me diz?
Rosita, minha esposa � uma �tima cozinheira.
Ela...
Chega! Chega!
Chega! Chega!
Chega!
Rosita, este � um amigo da Vicky.
Professor de m�sica. Vai ficar conosco.
E agora, tem toda a minha fam�lia. Olhe.
Minha esposa, Marie, Gino, Nino, Vincentino.
Onde est�, Vincentino? Ele est� aqui.
Rosie, Josie e Angelino. Vem com o papai.
Podia ensinar um pouco de m�sica aos meus filhos.
- S�o todos seus? - Claro. S� sete.
No Natal ser�o oito. Vamos, professor.
Ela vem vindo! Ela vem vindo!
Marty, ela vem vindo!
- Madame? - Tudo bem, Marty?
Tudo bem. Feliz anivers�rio.
Parab�ns a voc�
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
Querida, parab�ns. Que acha do novo piano?
� um presente de Philip.
Sente-se e prove. Pronto.
- Gostou? - � lindo.
Mudge, o que fez com o outro piano?
Aquela velharia vai para o cara da sucata.
O sucateiro?
Mas Mudge, eu queria ficar com ele.
Mas o que vamos fazer com dois pianos?
N�o v�? Era um piano especial.
- Por Deus. - Eu desisto!
N�o se incomode. � coisa da idade.
Vou falar com ela.
Ela � uma crian�a, N�o pode contar com crian�as.
Vicky, querida, n�o est� sendo tola?
- E est� magoando Philip. - Ele n�o tem sentimentos.
Como pode dizer isso? Ele � t�o bom e generoso.
Como p�de deixar que ele desse meu piano ao sucateiro?
Era de pau-rosa! N�o fazem mais pianos assim.
E era do meu pai! Sabe como sinto...
Querida, h� coisa que n�o entende.
Mudge, me desculpe.
Vicky...
n�o abriu os pacotes que estavam no piano.
E tem outro que acaba de chegar.
Vai queimar as m�os. Venha, Vicky.
Vejamos o que �, querida.
"Feliz anivers�rio, do seu amigo, Joe Borelli."
� um presente de Joe! � um presente de Joe!
Mudge, olhe.
� uma bela cole��o de can��es velhas.
Foi bacana da parte dele, n�o?
Deve ter levado um m�s para achar tudo.
Posso ir l� lhe agradecer?
- N�o pode escrever um bilhete? - Eu preferia ir para l�.
Se isso a fizer feliz.
Marty pode lev�-la na semana que vem.
Lave o rosto e des�a para se desculpar com Philip.
E agrade�a direito. E depois veja os outros presentes.
- Sen�o, eu que ficarei magoada. - Mudge, o que comprou para mim?
V� ver.
Mudge, eu sou um problem�o, n�o sou?
N�o �. Todos ficamos sentimentais, �s vezes.
Mas n�o devemos nos deixar levar pelas emo��es.
Eu a amo tanto!
Mas Philip quer mudar tudo! Vive falando de me mandar embora.
- N�o vai deixar, vai? - Como se isso fosse poss�vel.
"Dove la luna che luccieva"...
o que quer dizer isso, Joe?
Quer dizer: "Onde estava a lua que estava brilhando?"
"Onde est�o as estrelas l� em cima?"
"Onde est� a can��o neste meu cora��o?"
"Tudo partiu, quando voc� se foi, meu amor."
- Bonito, n�o? - S�o todas lindas, Joe.
Eu tenho um bocado de coisas a aprender.
- Venha. - � um r�dio?
N�o, � o professor, o homem que vai ver.
Ele pode lhe ensinar algo sobre m�sica.
Vamos.
� meu! � o meu piano!
� voc�!
Estou t�o feliz. Estava t�o preocupada!
Achei que iam fazer dele lenha para fogueira.
- Como o conseguiu? - Atrav�s do Joe.
Bozzarella, meu cunhado, est� no ramo da sucata.
Um dia veio aqui e me disse:
"Joe, consegui um bom piano da casa dos Scott".
O professor ouviu isso e lhe perguntou quanto ele queria.
N�o acredito. E ainda est� afinado!
Eu o ouvi tocar. Estava maravilhoso.
Toque mais, por favor.
Eu todo, se cantar para mim.
Vicky, ele tem uma bela can��o, que ele mesmo escreveu.
Professor, toque para ela. Ela aprende na hora.
- Por favor. - Est� certo.
� uma linda can��o. Maravilhosa!
S�rio?
Por que saiu antes de eu terminar de cantar?
Tinha outros servi�os.
Achei que n�o tinha gostado do meu canto.
- Imagine. - Ele conhece a boa m�sica.
Lembra dos garotos da f�brica de conservas que tocam gaita?
Ele fez uma orquestra como uma sinfonia!
- Adoraria ouvi-los. - Eles logo vir�o para o ensaio.
Vai p�-los no concerto para os Estados Unidos.
- Para os acampamentos. - Um show beneficente?
Isso mesmo.
Se o comit� de programas aprovar.
Se cantar antes, eu aprendo mais depressa.
Certo.
Voc� est� sempre No meu cora��o
Mesmo estando distante
Posso ouvir a m�sica Da can��o de amor
Que cantei com voc�
Voc� est� sempre No meu cora��o
E quando os c�us Em cima est�o cinza
Eu me lembro De que gosta de mim
E da� e ent�o
O sol aparece
Antes de eu ir dormir
Tenho um encontro Que eu mantenho
E o sonho que sempre Encontro
Ajuda-me a esquecer Que estamos longe
N�o sei exatamente Quando, querida
Mas estou certo De que voltaremos a nos encontrar
At� nos encontrarmos
Voc� est� sempre
No meu cora��o
ESCRIT�RIO
Vicky, � o Johnny.
Artie, Benny, Charlie.
Danny, Eddie, Francis.
Georgie, lzzy, Terry...
Jackie.
Saiam do meu piano, seus vadios.
N�o s�o m�sicos, s�o palha�os!
- Eu os acho maravilhosos! - Voc� tamb�m n�o � m�.
Por que eu n�o posso cantar com eles no concerto?
Claro. Que acha, professor? Vamos nos divertir com palha�adas.
- Por favor! - Claro. Venha hoje � noite.
Vamos ter... como o chama, maestro?
Vamos fazer um teste no col�gio.
- Um teste. Voc� vem? - Adoraria!
Esteja aqui �s 19h, e iremos juntos.
Vicky, como vai? Por que n�o vai?
Joe e eu dizemos todo dia:
"Onde est� a Vicky? Ela n�o gosta mais de n�s."
Rosita, sempre vou amar voc�s. Sabe disto.
- Ent�o, fique para o jantar. - N�o posso.
Meu irm�o vai me levar para casa.
Vi todo o propulsor, n�o ter� mais problemas com isso.
Que bom, capit�o.
Direi ao Sr. Ames que bom trabalho voc� fez.
Filho, voc� tem o melhor barco de Santa Rita.
Ouviu o que ele disse, Lolita? Tenho orgulho dele.
- O que acha dele? - N�o estou pensando nele...
seu tonto!
Pare com isso, Lolita, por favor!
O que foi? N�o gosta?
- Tenho que ir agora. - Venha c�.
Est� com batom em todo o rosto.
Leve-me ao Lucky Seven hoje e vamos dan�ar.
Eu ainda n�o sei dan�ar direito.
Eu lhe ensino. Marty, por favor.
O que foi? Est� com medo de sua m�e?
N�o � isso. � que o cara n�o pode ficar grudado com uma garota.
Isso n�o leva a nada. Fora que n�o vou me casar...
- por muito tempo ainda. - Quem falou de casar, seu tolo?
S� disse para vir dan�ar comigo � noite.
H� algum mal em se divertir?
N�o, mas eu tenho que ir embora, agora.
Vicky, ande logo, sim?
Ei, voc�. Onde est� a Lolita?
- Como vou saber? - Como vou saber?
- E da�? - Escuta, seu panaca...
- Tire as m�os da�! - Fique longe dela.
- Achar que eu estou brincando... - Marty, o que aconteceu?
Fique longe daquela garota, filha. N�o � do seu tipo.
Quem lhe perguntou? Quando eu precisar de conselho, eu pe�o.
Marty, isso n�o � jeito de falar com ele.
Que direito ele tem de se meter na minha vida?
Ele n�o quer a sua namorada. Ela que d� em cima dele.
Claro, e n�o tem carro o suficiente para se afastar dela.
E o que voc� tem com isso?
� uma crian�a. N�o o quero em confus�o.
Ela � muito mais velha que ele.
- Por que n�o fala com ela? - Meta-se com sua vida.
Se eu o pegar perto dela de novo...
arrebento a cara dele.
S�rio, Sra. Scott, ele quer tudo diferente.
Voc� sabe que cuida das coisas com a m�o pesada.
S� quero que seja feliz.
Obrigada. Tente lembrar das novas regras.
Certo, vou tentar me lembrar.
Vejamos se lembra. O que eu disse?
Quando a campainha tocar, eu lavo as m�os...
ponho um avental limpo, vou at� a porta...
abro devagar e digo: "Boa noite, Sr. Ames".
�timo.
E se n�o for o Sr. Ames?
Se for, pega seu chap�u e casaco.
- Ele n�o pode pendur�-los? - N�o pode.
Depois disso, coloca-os na arm�rio do corredor.
Depois voc� diz...
Eu direi � Sra. Scott que est� aqui, sir Philip.
N�o sir Philip, apenas senhor.
Largue isso. Vamos, v� para l�.
Depois de dizer isso a ele...
"Eu direi � Sra. Scott que est� aqui."
Sobe e me avisa que ele est� aqui.
N�o pode me ouvir se eu gritar?
� ao que o Sr. Ames faz obje��es. �s suas gritarias.
Ele diz que devia falar com as crian�as, n�o gritar com elas.
Ele entende muito de crian�a, mesmo.
- Booley! - L� vai voc� de novo, Angie!
Tudo bem.
Srta. Beulah, por favor, afaste-se da batedeira.
Booley, afaste-se da batedeira, sen�o lhe arranco o couro!
Estava cuidando dela, vov�, sua gracinha.
Viu? Tenho que gritar com eles.
Acha que n�o tenho mais o que fazer...
do que subir as escadas como um mordomo?
- Mordomo? - Mordomo.
Voc� est� sempre no meu cora��o
Canto com voc�
Voc� est� sempre no meu cora��o
E quando os c�us Em cima, est�o cinza
E da� e ent�o O sol aparece
Antes de eu ir dormir
Oi, Mudge, voc� est� deslumbrante!
Philip vai lev�-la ao Clube de Campo?
A um jantar. Vicky, onde aprendeu esta can��o?
Um amigo do Joe escreveu. N�o lembro dela inteira.
N�o � bonita? Chama "Sempre no meu Cora��o".
- Quem � este amigo do Joe? - N�o sei o nome dele.
N�o � terr�vel? Esqueci de perguntar.
Chamam-no de professor.
Ele tem uma orquestra com os rapazes da f�brica de conservas.
Vou cantar com eles na festa beneficente U.S.O.
Tenho que fazer um teste hoje. Vai me deixar ir, n�o?
- Vicky, de onde veio o professor? - Eu n�o sei.
Ele mora ao lado do Joe, em Fishtown.
Ele � muito legal. Gostaria dele. E um excelente m�sico.
Foi o homem que afinou meu piano naquele dia. Lembra?
E adivinhe. Ele est� com o meu piano.
Ele o resgatou da sucata. N�o � uma maravilha?
Fiquei t�o aliviada!
Vicky, quando Philip chegar, pe�a que espere. Preciso sair.
- Posso ir com voc�? - N�o, querida.
- Vai sair? - Por alguns minutos.
- Posso lhe fazer algo? - N�o, obrigada.
- Venham e... - Angie, por favor!
Desculpe, madame.
Srta. Vicky, o jantar est� servido na sala do caf� da manh�.
Sr. Martin!
- O jantar est� servido. - Bacana.
- Permita-me, duquesa. - Encantada, meu lorde.
- Tudo bem, Marty? - Tudo bem!
Professor, venha jantar!
Andem logo. Lavem as m�os e os rostos.
Vamos, o jantar est� pronto.
Vou lavar minhas m�os e rosto e vou indo, tamb�m.
- Ande logo, professor! - Eu n�o demoro.
- Oi, Marge. - Como chegou aqui, Mac?
Fui perdoado. Lamento que descobriu que eu estava aqui.
Um perd�o?
Ent�o, sabia disto, quando estive l�.
Disse que n�o havia chances. Por que n�o me avisou?
- Disse que amava esse homem. - E da�?
- N�o v� que isso muda tudo? - Por isso n�o lhe disse.
Quero que prossiga exatamente como planejou.
Como posso agora?
Eu n�o devia ter vindo para c�.
Era demais para mim querer ver as crian�as.
N�o pretendia me demorar.
Eles n�o sabem de nada. S� voc�.
Seja sensata. Eu parto esta noite.
Mac, devia ter sido mais honesto.
N�o foi justo me deixar continuar com os planos.
- �amos nos casar hoje � noite. - Vai se casar hoje � noite.
N�o. Deve haver algo que possamos fazer...
um modo de voc� e eu e as crian�as prosseguirmos juntos.
E se eu dissesse que n�o quero assumir a responsabilidade?
Que n�o poderia? Que estou esgotado por dentro?
Que algo me aconteceu, nestes anos, naquele lugar.
S� quero vagar, sem la�os, nem problemas.
Por isso n�o lhe contei.
Estava feliz com sua chance de felicidade e seguran�a...
sem mim.
N�o fala de cora��o, Mac.
Ama as crian�as e sei que me ama.
Sim, e devemos deixar voc� assumir o que me tornei.
N�o deixe um senso exagerado de lealdade acabar o futuro deles...
ou o seu.
O que est� feito, est� feito. N�o adianta olhar para tr�s.
Pode ficar bem sem mim e eu sem voc�.
Sabe o que est� fazendo?
Marge, quero que se case com esse homem. Entendeu?
Eu quero.
- Mac, espere! - Professor, venha...
a sopa est� esfriando. Todos est�o esperando.
Certo, Joe, mas vamos r�pido. Eu vou embora esta noite.
Hoje � noite? Por que t�o depressa?
Por que est� tirando a roupa?
N�o estou. S� estou atendendo a campainha.
Boa noite, senhor. O jantar est� servido.
Estou indo. Estou indo.
Boa noite, senhor. O jantar est� servido. Estou indo!
- Boa noite, Angie. - Boa noite, sir Ames... Sr.
- A Sra. Scott est� pronta? - Ela nem est� aqui.
Mam�e teve algo a fazer. Pediu para que esperasse.
- Vicky! - � para eu pegar isso.
Qual � a pressa, Vicky?
Estou com pressa. Tenho que ir a uma prova.
E pode haver um bis, se nos sairmos bem.
N�s? N�s quem?
Os rapazes da f�brica de conserva t�m uma orquestra.
Vou cantar com eles.
Vicky! N�o vai cantar em p�blico com a orquestra de Fishtown!
Vou, eles s�o �timos. Tocam qualquer coisa.
- At� logo! - Vicky!
- Sua m�e est� sabendo? - Eu lhe contei.
- E ela aprovou? - Ela n�o proibiu.
Eu preferiria que n�o fosse.
Eu prometi e, fora isso, Angie disse que eu poderia.
A permiss�o de Angie n�o basta!
- � melhor esperar sua m�e chegar. - Mas isso vai me atrasar.
- Joe vai achar... - Joe, de novo.
N�o h� mal dela ir cantar com aquele pessoal.
Pe�o que n�o interfira.
Agrade�o se n�o falar comigo assim.
Criei estas crian�as e sei o que � bom ou mau para elas...
melhor que o senhor. Tem minha permiss�o.
E ela ainda vale.
Angie, � bem intencionada, mas as crian�as cresceram.
Por mais que as ame, ter� que se separar delas...
mais cedo ou mais tarde.
Registramos Vicky numa escola do Leste. Parte semana que vem.
� coisa sua. A Sra. Scott n�o os mandaria embora nem pelo senhor.
Isso s� vai faz�-las sofrer.
Vov�, temos que dar um jeito!
V� pra cama. Ouve demais para o seu bem e o dos demais.
- Chegou, querida! - Ol�, Phillip.
Estava come�ando a me preocupar com voc�.
Tive um problem�o com Angie, Vicky e Booley, querida.
Apesar de ser leal, a velha � imposs�vel.
Tem que se dar um jeito nela.
H� algo muito mais importante a se falar agora.
O que foi?
Receio que isso v� choc�-lo, Philip. Nem sei como come�ar.
- O que foi? - H� 13 anos meu marido foi preso.
Preso?
Fez com que eu me divorciasse imediatamente.
Deixei que as crian�as acreditassem que ele morrera.
At� voc�.
Ele foi inocentemente envolvido por um homem em algo ilegal.
Houve uma luta. O homem morreu.
Mac recebeu pris�o perp�tua.
S� soube hoje que ele foi perdoado.
Ele est� aqui. Acabo de estar com ele.
Ele deveria ter tido a dec�ncia de ficar afastado.
N�o o culpo. N�o tem onde se segurar.
Voc� ainda o ama?
Estou t�o confusa, Philip.
Claro que n�o espero que continue com nossos planos.
Se disse isso tudo porque achou que faria diferen�a...
nos meus sentimentos, enganou-se.
Tudo o que sei � que significa mais para mim.
Eu a amo, Marjorie. N�o quero perd�-la.
Se eu tivesse tido tempo para pensar.
Tudo parece t�o imposs�vel.
Lidou com realidades feias por muito tempo. Eu decido.
Vamos nos casar, conforme o planejado.
Sei que � a melhor coisa para voc� e para as crian�as.
Tamb�m achava. Agora estou na d�vida.
- Philip, n�o posso ir ao jantar. - Claro que n�o.
Vou ligar para eles j�.
Depois iremos dar uma volta. O ar lhe far� bem.
Depois disto, talvez possamos ir para o Norte...
e esquecer esta confus�o.
- Oi, Rosita. - Vicky, que bom v�-la!
Duas vezes num dia.
Se eu continuar a cantar com a banda, eu a verei sempre.
- Onde est� Joe? - J� vai voltar.
Mandou voc� esperar.
E � noite, quando voltarem, vamos jantar um espaguete.
Certo. Vou � casa do professor, quero ensaiar.
Professor?
Voc� est� sempre no meu cora��o
Mesmo estando distante
Eu ou�o a m�sica tocar
Eu ou�o a m�sica
DE N�S PARA O PAPAI
PIANISTA EMOCIONA P�BLICO DE TOWN HILL
SR. E SRA. MACKENZIE SCOTT
Caiu. Vim buscar Joe.
� voc�, n�o �?
�! Por que n�o me disse? Por que todos mentiram para mim?
Sil�ncio, Vicky.
Por que disseram que tinha morrido?
Deve ter havido uma raz�o.
Que raz�o pode ter havido para uma coisa destas?
Controle-se, que vamos conversar.
Pronto, n�o chore.
H� coisas que n�o tem idade para entender.
Tenho sim.
Suponha que um homem tenha feito algo...
de que seus filhos se envergonhassem.
Isso n�o seria uma boa raz�o?
Eu n�o me envergonharia de nada que meu pai fizesse.
� bom ouvi-la dizer isso, mas pense em Martin e sua m�e.
Talvez Mudge n�o se casasse com Philip, se soubesse.
Ela sabe. N�s nos divorciamos h� anos.
Quero que ela se case com Philip.
Por qu�?
Porque ela o ama e pelas coisas que ele pode fazer por voc�s.
Ele nos d� coisas, mas n�o gosta de n�s.
Quer se livrar da gente para ficar s� com a Mudge.
Por isso vai mandar Marty para a faculdade.
E quer me mandar, tamb�m, mas Mudge n�o deixa.
Claro que n�o, e voc� vai ficar com ela.
E voc�?
Eu parto no Barco de Callahan, hoje � noite.
Aonde vai?
San Diego.
N�o volta mais?
Eu lhe escrevo, a cuidados de Joe. Voltaremos a nos ver.
N�o v�, deixe-me pedir a Mudge para aceit�-lo de volta.
N�o fa�a isso. N�o pode contar a ningu�m...
nem a sua m�e, entendeu?
N�o entendo. Acabo de descobrir...
e tenho que perd�-lo de novo.
Nunca deveria t�-la deixado me ver.
Quer dizer que n�o o verei mais? Mas � meu pai.
N�o pode voltar na sua palavra. Disse que nos reencontrar�amos.
Se prometer n�o contar isso a ningu�m...
Certo.
V� indo, Vicky. Ter� not�cias minhas.
� terrivelmente duro lhe dizer adeus.
Eu sei que �, Vicky.
Diga a Joe que n�o estarei aqui hoje � noite.
Acho que n�o quero mais cantar.
Ou�am, hoje � noite, todos terminamos juntos.
E voc�, lembre-se: Nada de "pizzacato" entendeu?
O que eu disse?
Agora eu lhe dou.
Oi, professor.
Eu pedi para os outros rapazes buscarem o senhor.
N�o demore, professor.
Johnny, caso eu n�o consiga ir, assuma sem mim...
- pode fazer isso? - Sem o senhor? Como assim?
E o piano?
Chame o Danilovich. Ele tem querido vir conosco.
Puxa, professor, n�o ser� o mesmo sem voc�.
E n�o espere a Vicky. Ela n�o ir�.
O que foi? Algum problema?
N�o. V�o em frente e fa�am a coisa.
Certo, se quer assim.
Mas n�o vai ficar bom, professor.
Puxa, Vicky, devia ter estado aqui.
O Philip disse � vov� que ela n�o vai ter mais autoridade.
E que voc� vai para a escola na semana que vem.
E sei de outra coisa.
Sua m�e e o Sr. Ames v�o se casar hoje � noite.
E s� voltam no domingo.
Est� com sono, Kelly.
Posso cuidar da Kelly, quando estiver na escola?
- Eu n�o vou a escola alguma. - Vai sim, o Philip disse.
Ele disse: "Inscrevemos Vicky" e voc� vai semana que vem.
E minha m�e disse que n�o permitiria.
O que � inscrever, Vicky? D�i?
Deixa pra l�.
Vai hoje � noite para a escola, Vicky?
N�o vou.
Ent�o, para onde vai? Posso ir com voc�?
N�o, volte para a cama.
Mas eu quero ir com voc�. Eu quero ir!
N�o pode! Vou embora com meu pai!
- Com seu pai? - Booley! Ou�a-me, querida.
Se for dormir e ficar quietinha e n�o contar a ningu�m...
- eu lhe dou Kelly. - Para sempre?
- Sim, para sempre. - E quando volta?
Eu n�o sei. Agora, corra, sen�o eu tiro a Kelly.
- Certo, eu vou. - Nem uma palavra, ouviu?
Grande palha�o!
Acho melhor n�o sairmos.
A guarda costeira est� enviando sinais de tempestade o dia todo.
Do que est� falando? Est� uma bela noite.
Est� agora, mas ela vai estourar a qualquer minuto.
Vamos voltar ao carro e ir para o Blue Spot.
Certo.
Eu preciso aprender a rumba.
Certo.
Tudo bem.
Tentando sair de mansinho? O que foi, est� com medo?
De quem?
V� embora, Frank. Est� b�bado. Vamos, Marty.
Solte-me. Est� me machucando.
Vamos, Marty.
� o barco de Callahan. Ele n�o espera. Vamos logo.
- Joe! Joe! - O que foi?
Frank est� com uma faca. Est� lutando com Marty!
Marty!
Socorro!
- Por que a gritaria? - N�o sei.
De onde parte o barco de Callahan?
Sai de l�, mas acaba de ancorar.
Ei, Donovan, ande logo!
Pedro, por favor, eu preciso pegar o barco de Callahan.
Eu pago. Tenho US$ 5,00.
� melhor que v� para casa, Vicky. Isso n�o � lugar para voc�.
- Quem se machucou? - Coisa de gangue.
Ou�a, Gus, eu s� queria assust�-lo.
- Tomei uns dois drinques. - Dois gal�es.
Vai curar a ressaca na cadeia.
Vem, papa, a mama est�o esperando. Isso n�o � da conta de voc�s.
Voc� vai, tamb�m, anda!
Est� tudo bem? Como est� o bra�o?
Certo, Joe, este cara daria um bom m�dico.
Foi por pouco, hein, Joe?
Ele me pegaria, se n�o tivesse pulado sobre ele.
Voc� acabava com ele, se ele n�o tivesse uma faca.
Claro, mas estou contente que voc� estivesse l�, assim mesmo.
� p�ssimo se misturar com uma dupla destas.
Eu sei. De agora em diante, vou ficar longe deles.
�timo.
Engra�ado como pode se enganar com uma pessoa.
A primeira vez que o vi, o achei convencido.
Que tal tomarmos um refrigerante?
- Bem... - Tem um lugar para ir?
Receio que sim, mas perdi o barco.
Tudo por minha causa.
Que diferen�a faz? N�o precisa ir hoje.
Tenho que ir. Tem trem ou �nibus para San Diego?
Tem um �nibus que p�ra em Vinedale. Levo-o com meu carro.
- �timo, Marty. - Veja como ficou minha camisa.
Derramou muito sangue por mim.
Nunca imaginou que haveria tanta encrenca por aqui, n�o?
Marty, vi sua irm� nas docas.
Ela queria que a levasse ao barco de Callahan.
Ao barco de Callahan? Quando?
Passei pelo seu barco, ao chegar.
Vicky est� nele, est� indo para o quebra-mar.
Ela sabe andar no barco a motor?
S� lhe mostrei uma vez, mas se o vento come�ar a soprar...
Para o que ela quer o barco de Callahan?
Como est�o os far�is neste barco?
N�o muito bem. S� tem um feixe de luz.
D� a partida, Marty.
Pedro, chame a guarda costeira.
Pe�a para que chamem a patrulha.
- Certo. - R�pido, rapazes.
Ele � meu. Vicky deu para mim!
Sua vil�zinha, por que n�o me disse antes?
Voc� sempre diz outra coisa.
Ainda bem que chegaram. La telefonar para voc�s.
- A Vicky foi embora. - Ela falou de um ensaio.
Ela voltou e saiu de novo, e levou sua mala.
Mala?
Booley lhe disse que ia mand�-la para a escola.
Ela disse que achou o pai.
Acha que ele a levaria embora com ele?
Eu n�o sei, Philip. Vamos.
Nunca a alcan�aremos. Aquele barco � muito r�pido.
Continue usando o feixe de luz.
Est� l�.
Ela est� l�.
Mas as ondas est�o levando-a em dire��o �s pedras.
Vicky! Vicky!
- Posso descer agora? - Certo.
Obrigada.
Onde est� Marty?
Est�o cuidando dele. Ele estava na �gua, tamb�m.
Venha c�.
Vicky, venha comigo. Oh, minha querida.
- Mudge, voc� n�o foi. - Por que fez isso?
Voc� ia me mandar embora.
N�o � assim.
Eu nunca teria deixado voc� ir. Nunca.
N�o vai deix�-lo ir embora, tamb�m, vai Mudge?
N�o � melhor lev�-la para casa?
Leve-a � sua casa, Mac.
- Mudge! - Marty!
Ela est� bem, Mudge. Ele a salvou em tempo.
Nossa! Ele � o m�ximo!
Ele luta, nada. Mudge, que homem!
Marty, tenho que lhe contar algo sobre ele.
Claro. O que �?
N�o podemos deix�-lo partir.
Talvez Martin o conven�a. Eu tentei, querida...
mas ele insiste em partir.
Mudge!
Vou trazer um caf� fresco.
- Mais caf�? - Claro.
Com licen�a, o professor perdeu sua mala.
Acabo de ach�-la. Vou lev�-la at� ele.
Obrigada.
- Ol�, Joe. - Sim, senhor.
N�o consigo convenc�-lo a ficar, Mudge.
Ele quer que se case com Philip.
- Oh, Mudge. - N�o chore, querida.
N�o consigo controlar.
Porque eu sei porque quer se casar com Philip.
Mas eu n�o quero mais ser um fardo.
- S�rio, Mudge. - Meu doce.
Eu vou trabalhar e quem sabe acharemos um outro jeito...
para mandar Marty para Dartmouth.
Quem falou que eu vou para Dartmouth?
E eu sou muito mais capaz de trabalhar do que voc�.
- Oh, Marty! - Sente-se, miolo mole.
Quer pegar uma pneumonia?
- Entende, Philip? - Sim, querida.
Obrigada por tudo.
Espere, Sr. Ames.
Eu andei causando muitos problemas por aqui e...
Eles n�o acham isso.
� um homem de sorte, Scott.
Adeus, Marjorie e boa sorte para todos.
Agora olhe aqui, Marjorie...
N�o adianta, Mac. N�s vamos recome�ar.
N�s quatro, quer queira, quer n�o queira.
- Mas quer, n�o, pai? - N�o quer?
Sabe no que est�o se metendo?
Acho que sabemos. N�o, crian�as?
- Tudo bem, Marty? - Tudo bem!
Parem, parem, parem.
N�s os encantamos, professor!
O chef�o da f�brica de conservas estava l�...
e quer nos patrocinar na r�dio. Mas quer coisa de classe...
e n�o podemos fazer nada sem o senhor.
Venha falar com ele.
Rapazes, entraram numa reuni�o de fam�lia.
- Esta � minha esposa. - Como vai?
Minha filha.
Pare de brincar, chefe. Isso � importante.
Temos um contrato preparado, mas tem que trabalhar nele.
- O que diz? - Tudo bem, rapazes.
� a chance de voc�s. N�o esque�am disso.
Toquem direito, hein? Prestem aten��o.
Vamos come�ar com a raps�dia e Vicky. Assim.
Toque aquela raps�dia m�gica
Que canta sua melodia para mim Cada manh�
SIL�NCIO
H� m�sica
Que paira quando outras Melodias se foram
A m�sica
Que vive eternamente Para todo o sempre
Quando eu ou�o Uma batida r�tmica
A melodia, eu devo repetir
Voc� est� sempre no meu cora��o
No meu cora��o vai sempre ficar
Eu posso ouvir a m�sica
Da can��o de amor Que cantei com voc�
Apesar de n�o saber quando
Estava certo que voltar�amos A nos encontrar
Pois hoje, querida, como antes
Sempre est� no meu cora��o
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