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CAP�TULO I INSPETOR-CHEFE DE HOMIC�DIOS
- Issa, telefone! - J� vou.
Al�?
Sim, estou ouvindo.
Sim.
Ou�am todos!
Eu n�o sou boa em discursos,
ent�o simplesmente vou propor um brinde.
Para uma promo��o muito merecida.
Um tenente-coronel. Incr�vel!
Mas o que isso significa?
que ele vai usar duas estrelas em seus ombros,
mas, o que importa � que ele � um homem merecedor.
Voc�s est�o de acordo? vamos fazer um brinde. Levantem esses copos!
� isso a�.
Sa�de para todos!
Onde est� Issa? N�o, n�o jogue fora!
Vov�, brinde comigo.
Eles os colocaram na cadeia. Voc� foi promovido.
O que estamos celebrando?
Ela � uma sobrevivente. Uma testemunha.
At� agora, n�o havia nenhuma.
Vamos, venha ou vai ficar sem bebida.
- Sim, imediatamente. - Estamos chegando, sim.
Ent�o e se voc� cometeu um erro?
Voc� investiu dez anos nisso.
Tudo voltou ao normal. Esque�a isso.
- Issa, o que voc� est� esperando? Venha brindar. - Vou j� para a�.
- S� um momento. - Depressa, homem.
Voc� vai com ela?
Eu n�o vou com ningu�m.
Esque�a isso.
Confie em mim, por favor.
Eu n�o tenho escolha. Eu tenho que ir.
Eu tamb�m n�o tenho escolha.
Vou pedir o div�rcio.
Eu tenho que resolver isso.
Mas eu voltarei.
Iremos para as montanhas.
Para um lugar lindo, com ar fresco.
De l�, voc� pode ver o sol.
Ao amanhecer, parece t�o perto.
H� tamb�m uma queda d'�gua.
Iremos todos juntos.
Mas deixe-me ir.
Deixe-me ir.
Ela estava pegando carona e foi pega por um homem em um carro branco.
Ela n�o se lembra do modelo.
O cara parecia inofensivo, e bem-educado.
Ela adormeceu no carro.
Acordou, de acordo com ela, em uma casa no bosque,
sem ningu�m por perto. Foi quando ela suspeitou de algo.
Chefe, como � poss�vel?
Isto significa que condenamos um homem inocente?
N�s n�o condenamos.
Um tribunal o faz.
N�s investigamos.
E fizemos tudo certo.
Sil�ncio!
Ele me bateu...
E�
me arrastou para fora do carro.
Pelos cabelos.
Ele ficou em cima de mim.
E colocou terra na minha boca.
Eu�
tentei me defender.
Bati-lhe no rosto com a cabe�a.
Eu tentei ficar de p�, mas...
Ele me esfaqueou na perna.
Percebi�
algo frio.
Uma pedra.
Eu o atingi com a pedra.
E ele n�o tentou segui-la?
N�o sei.
Eu n�o olhei para tr�s.
Eu s� queria me salvar.
Seu rosto lhe pareceu familiar?
Ele estava no funeral da minha irm�.
Por favor, descreva-o.
Era alto
e�
magro.
Os olhos dele...
eram como vidro.
- Chegaremos l� por este lado. - Certo.
E bloquearemos todas as sa�das.
Vamos levar os c�es tamb�m.
Eu lembro a voc�s que ele � um criminoso muito perigoso.
Oficialmente n�o consta que ele tenha armas de fogo,
mas ele pode ter armas brancas.
Ap�s a pris�o, vamos deixar os forenses pentear a �rea.
N�o temos um corpo h� tr�s anos. Talvez haja alguns aqui.
- Nada mais da minha parte. - Obrigado.
Muito bem.
- Todos entenderam? - Sim.
Ent�o, vamos.
- Boa sorte. - Vamos l�.
- Ivan Savelyich? - Sim?
- Tudo pronto? - Ainda n�o.
Novas ordens.
teremos que deixar aqui todas as armas autom�ticas.
- Isso � suic�dio! - Cale sua boca!
Inspetor-chefe, com sua permiss�o.
Eu mesmo me encarrego do bastardo.
Mas n�o desarmado.
Precisamos de um elemento de persuas�o se ele tentar apunhalar voc�.
Mostre-me seu elemento de persuas�o.
Voc� se sente mais seguro com isto?
Esta � uma ordem final: Eu o quero vivo.
Eu n�o quero ningu�m apertando o gatilho.
No ch�o, esc�ria.
Voc� vai ver s�!
Voc� j� � nosso!
N�o resista, idiota!
Nome e sobrenome.
Andrey Valita Stepanovich.
Leia a ordem com aten��o.
N�o posso. N�o vejo nada.
Limpe a porra da lama e a leia.
- Voc� quer que eu te morda? - N�o, por favor, n�o o fa�a.
N�o cague em si mesmo.
Pare de choramingar.
Deixe-me em paz, por favor.
� um esc�ndalo.
Voc� conseguiu um apartamento e uma promo��o?
ao custo de enviar pessoas inocentes para a pris�o?
Voc� queria suspeitos. E eu os dei a voc�s.
Foi o tribunal que os condenou.
A Promotoria j� est� pedindo sua cabe�a,
e a minha.
Deixe-me interrog�-lo aqui.
Sem testemunhas indesejadas.
Est�o preparando tudo.
Vamos resolver isso de forma r�pida e discreta.
Sob minha responsabilidade.
Espero que sim, para seu bem.
Conte todos os corpos.
Para que ningu�m se atreva a nos acusar novamente.
Deixamos para voc� na pasta as fotografias de todas as v�timas,
junto com as datas e outros dados relevantes.
Se voc� precisar de mais fitas, deixamos um sobressalente para voc�.
Estaremos l� fora, avise-nos se voc� detectar algum problema t�cnico.
Savelyich. Mikhail quer falar com voc�.
- Vitaly. Bom dia. - Galina Brunovna.
Nosso convidado de Moscou.
Eles o est�o enviando para nos ajudar a resolver o caso.
Ter�amos conseguido por nossa pr�pria conta, mas os superiores
sempre com pressa.
O Sr. Davidov � muito experiente.
- Ele pegou o jogador de xadrez. - Sim, eu sei disso.
Ele recebeu amplos poderes. Tem carta branca.
Sim, eu li a ordem. Vamos come�ar?
Sim, por favor. Vamos come�ar.
As evid�ncias s�o um caos.
Elementos importantes foram ignorados.
Teorias que beiram a fic��o:
satanistas impotentes que comem �teros para se curarem,
ou transplantes clandestinos de �rg�os.
Veja os cad�veres.
Voc� acha que pessoas s�s fariam isso?
Pessoa. Singular.
S� o suficiente para n�o ser capturada.
Minha equipe tem trabalhado neste caso dia e noite.
E conseguiram grandes avan�os, n�o apenas fantasias.
Portanto, com o devido respeito, V� se foder!
Isso � o que voc� far�.
E sabe por que?
Tr�s anos de cad�veres bem debaixo do seu nariz.
E nem sequer teve ovos para unificar todos os casos.
A pior parte deste trabalho
s�o as tarefas rotineiras.
Todas suas,
Inspetor.
Material de chantagem?
N�o.
Somente material adicional.
Muito bem, cronista.
V� em frente.
Ent�o os rolos de filme s�o seus?
Por que n�o foram revelados?
- S�o das cenas dos crimes? - N�o h� fundos para revel�-los.
- Disseram que as fotos eram suficientes. - Vou conseguir fundos.
Est� fazendo uma limpeza?
Deixando espa�o para o caso.
Vou colocar tudo de volta quando estiver resolvido.
Levar� tr�s dias.
Eu os quero para amanh�.
Sim, senhor.
De agora em diante, iremos aos funerais de todas as v�timas para lembrar
que n�o s�o apenas arquivos, mas pessoas.
Eu revisei os arquivos, mas de nada adiantou.
Aqui est�o dois casos: de 79 e 80.
Eles n�o est�o na s�rie, eles ter�o que ser reavaliados.
Shevchuk morreu asfixiada, n�o apunhalada.
Mas tinha a boca cheia de terra e seu abd�men foi dilacerado.
� o nosso assassino.
Ele ainda n�o estava pronto e agiu espontaneamente.
Ah, o jovem Tarkovsky est� aqui.
Oh, ent�o havia uma raz�o para ele pisar em todas as provas!
Uma vez ele desmaiou ao ver um cad�ver.
Ao menos ele n�o se mijou.
O homem condenado neste caso foi fuzilado.
Eu ainda era um estagi�rio, mas eu vi como eles faziam as coisas.
queriam resolver o caso de qualquer forma.
Ela foi encontrada no in�cio de novembro de 78.
Zhurova Daria.
Uma mulher da rua.
Como sabemos que ela � uma das nossas?
Sua boca estava cheia. Pens�vamos que era lama.
Um especialista disse que n�o parecia lama, era mais como terra.
A coisa mais relevante est� na parte de tr�s.
Quando nosso assassino mata, ele enlouquece e corta tudo.
Suas costas estavam cheias de buracos.
Encontramos uma faca.
Uma impress�o pessoal pode ser mais valiosa
do que o relat�rio dos forenses.
Muito profissional, sim senhor!
A experi�ncia � um diploma.
Cabe�a para cima.
Isto � o que vamos fazer. Primeiro vamos registrar
todos os pacientes diagnosticados com um v�cio sexual.
- Ligue para as cl�nicas especializadas. - Sim, senhor.
Abaixe-se.
Testemunhas falaram de um carro Moskvich branco
Quero oficiais nas rodovias.
E as oficiais femininas disfar�adas como prostitutas.
Patrulhamento de todos os pontos de �nibus.
Nosso nome de c�digo ser� "Mortaja".
Nove feridas penetrantes de arma branca na regi�o abdominal
com danos nos intestinos.
Voc� o conhece de cor?
Com a m�o esquerda.
- M�o esquerda. - E com a direita segura-o.
Duas das feridas foram provocadas
pela penetra��o repetida da faca com rota��o
ao redor do eixo,
em diferentes �ngulos.
� um ritual.
Excita��o e cl�max.
Ele o faz repetidamente.
Ele gosta de fazer isso dessa maneira.
Um onanista?
� uma imita��o do coito.
Talvez ele seja impotente.
Tenha isto em mente ao ligar para as cl�nicas.
N�o se esque�a.
Ivan!
Vamos!
Fantasias de poder.
O jogador de xadrez deixava os sapatos nos cad�veres.
E n�s n�o sab�amos por que.
Um garoto enforcado na floresta,
totalmente despido,
mas com os sapatos.
Acontece que eram mem�rias de inf�ncia.
Ele viu um carro atropelar um jovem pioneiro.
E como puxaram o cad�ver debaixo do carro.
Suas roupas foram rasgadas.
Mas os sapatos estavam cal�ados.
A imagem o excitava.
� o pre�o do sucesso.
Tudo tem um pre�o.
Como voc� o encontrou?
Com uma lanterna.
Eu escrevi no jornal local
que o t�nhamos apanhado e que ele era um homem perturbado.
Isso o aborreceu.
Ele nos escreveu uma carta para protestar.
O laborat�rio encontrou a presen�a de um produto espec�fico,
que � comumente usado
nas f�bricas de produtos qu�micos...
para a produ��o de �cidos.
E o resto � hist�ria.
Issa.
Vou para a sala quatro.
Oh, vamos l�, Issa. Apenas uma colher, por favor.
Eu j� lhe disse Eu n�o quero comer agora.
- Mais tarde. - Sua boca diz uma coisa,
mas seus olhos dizem outra.
Venha aqui.
Seu marido no hospital e ela est� t�o feliz.
N�o seja bobo.
� hora da sesta. Volte mais tarde.
- Ele precisa descansar. - Espere, Nadya.
- Que enfermeira voc� �. - Onde voc� est� indo?
Voc� deveria ficar na cama.
Assim, voc� n�o vai ficar bem.
Vamos conversar em algum lugar.
N�o seja um idiota! Esses cad�veres n�o ir�o a lugar algum.
Eles encontraram o corpo na floresta, perto da esta��o.
Desmembrado. De acordo com os especialistas, � um dos nossos.
� de um m�s atr�s.
Com este clima, foi bem preservado.
Presente do departamento.
Feliz anivers�rio.
Aguardamos ansiosamente o seu retorno.
N�o era preciso, mas obrigado.
Veja,
eles v�o encerrar a opera��o.
Por falta de resultados.
Teremos apenas dois oficiais e guardas nos pontos de �nibus.
� um erro n�o esperar pelo menos seis meses.
Eu sei que haver� resultados..
N�o h� cad�veres recentes, ele est� encurralado.
Maldi��o.
Ela � uma parente da v�tima.
Senhora, por favor.
Eu disse a eles que n�o podem passar.
- Est� aqui para identific�-la. - Agora n�o.
Senhor, estou pedindo sua permiss�o para identificar o corpo.
Isso n�o � poss�vel agora. H� uma investiga��o em andamento.
� parente sua?
Poderia dizer que sim.
- Eu sou sua m�e. - Bem, voc� ter� que esperar.
Bastardo!
Algu�m matou minha filha! E voc� vai e me diz para esperar?
Esperar pelo qu�, seu bastardo? Minha filha vai voltar?
Solte-me, porra!
Soltem-me!
� melhor ele ser pego.
� melhor que ele seja pego.
N�o a deixe pisar nas provas.
Viu como ela ficou?
Por que voc� trabalha aqui?
Eu adorava detetives.
Por isso decidi me incorporar � pol�cia com um amigo.
E aqui eu fiquei.
No in�cio eu nem sabia o porqu�.
Agora eu sei.
E voc�?
Minha m�e cantava na Filarm�nica.
Um dia, tivemos uma discuss�o porque ela me pegou fumando.
Ela gritou comigo que eu era in�til e pregui�oso.
Fiquei bravo e queimei um buraco no vestido dela com um cigarro.
Era vermelho,
lindo.
Depois roubei a bicicleta do vizinho.
Eu queria me matar para que ela morresse de desgosto.
Indo na bicicleta,
Eu vi que havia algo vermelho na �gua.
Eu soube imediatamente que algo havia acontecido.
Desci da bicicleta.
E me aproximei da margem.
Era minha m�e.
Com seu vestido vermelho,
dos concertos.
N�o me lembro do corpo ter sido removido.
Tenho a impress�o de que passei anos
naquela margem
Agora devemos isso a ela...
e a todas as fam�lias, para que ningu�m mais tenha que sofrer desta maneira.
- Eles encontraram o culpado? - N�o.
Mas se eu o tivesse encontrado, Eu teria violado a lei.
- Voc� sabe o que � a execu��o Etrusca? - N�o.
Amarra-se o assassino ao cad�ver da v�tima
para apodrecer vivo.
Ele n�o est� desamarrado novamente at� que ambos estejam negros.
At� que os dois sejam um s�.
Assim o criminoso � punido por sua pr�pria v�tima.
Parece ser uma boa maneira de se fazer justi�a.
Eu gostaria de manter os sapatos cal�ados.
A morte deve ser bela.
Nisso reside a gra�a.
Pensei que voc� poderia ser de alguma ajuda para mim.
Tenho um caso.
V�rios homic�dios.
O assassino tamb�m � muito criativo.
Mais do que voc�.
Preciso entend�-lo.
N�o seja vaidoso.
Voc� n�o consegue entender ningu�m.
Nem a si mesmo.
- N�o penso em ajud�-lo. - Voc� o far�.
Sei como posso convenc�-lo.
Conhe�o o melhor cirurgi�o pl�stico da Uni�o Sovi�tica.
Ele poderia operar voc�.
Para que?
- Serei fuzilado em breve. - N�o t�o cedo.
Talvez dentro de um ano,
ou talvez em tr�s.
Voc� gosta de se exibir.
Ent�o, pelo menos, voc� parecer� humano.
Eu li os jornais.
Aquele a�ougueiro.
� quem voc� est� procurando?
Voc� est� errado.
Voc� est� � procura de um monstro, mas ele � comum.
- O que voc� quer dizer com isso? - Ele n�o se esconde, n�o apaga seus rastros.
Ele nem sequer acha que deveria faz�-lo.
Ele s� tem sorte.
E voc� n�o.
CAP�TULO II NEGA��O
Todos para fora.
Antes de come�ar,
Eu gostaria de inform�-lo.
Em psicologia, h� cinco fases para aceitar o inevit�vel.
Seguiremos essas cinco fases.
O inevit�vel?
O que � isso?
Uma confiss�o.
Grava��o de Issa Davidov,
investigador s�nior da Promotoria da Uni�o Sovi�tica, interrogando
Andrey Stepanovich Valita, suspeito de cometer,
entre os anos 1978 e 1981,
36 assassinatos premeditados de mulheres e meninas,
acompanhados de estupro,
al�m de realizar outros atos depravados e s�dicos
contra seus cad�veres.
Andrey Stepanovich, por favor, confirme sua presen�a.
Eu n�o tenho nenhuma rela��o com o caso.
J� fui preso e liberado anteriormente.
Eu sou um cidad�o exemplar. O que est� acontecendo � um absurdo,
indigno de nossas nobres for�as policiais.
Andrey Stepanovich,
Visto que estamos h� bastante tempo o investigando,
coletamos uma grande quantidade de dados.
Eu ficaria muito grato a voc�
se me pudesse confirmar alguns deles.
Come�ando com sua inf�ncia.
Foi uma inf�ncia dif�cil.
Pouco normal, sem d�vida.
Sua m�e era uma pessoa complicada?
Ela era veterin�ria.
Meu pai bebia.
Ela se escravizava.
trabalhando.
E gritava com ele e comigo.
Ela era um pouco inst�vel
mentalmente.
Ela batia em voc�?
Sim, �s vezes.
Uma vez alguns parentes me deram de presente uma bicicleta.
Estava velha, enferrujada e meio quebrada.
Faltavam v�rios raios.
Mas, de qualquer forma, era um luxo.
Eu a consertei o melhor que pude.
E eu decidi sair para dar uma volta com ela.
Para me exibir um pouco.
Os valent�es da aldeia
queriam roubar minha bicicleta.
Eu era um fracote,
mas...
n�o desisti facilmente.
N�o.
Levei uma surra,
e me jogaram em um buraco,
onde havia um po�o,
inacabado.
Minha m�e me repreendeu por causa da bicicleta.
Ela me obrigou a ficar de joelhos.
E assim o fiz.
Nu.
Eu sinto isso.
Terra na boca.
Isso me incomoda,
mas n�o consigo
me limpar completamente.
Sua m�e ficou paralisada n�o?
Por um infarto.
Por que voc� escondeu o estado dela? Voc� estava se vingando?
Vingando-me?
� claro.
Todas as v�timas compartilham o mesmo padr�o.
Elas t�m a boca cheia de terra.
� um detalhe muito particular.
Muitas pessoas tiveram uma inf�ncia dif�cil.
Esta � a R�ssia.
Mas�
isso faz delas assassinos?
As v�timas s�o tamb�m do mesmo perfil.
Mulheres baixas e fortes.
Mulheres jovens que usam seus cabelos curtos.
Muitos deles se assemelham a esta mulher, com alguma varia��o.
Ela parece familiar?
Respondendo � sua pergunta anterior,
Fazia queimaduras chinesas.
- Em quem? - Na minha m�e.
Durante duas semanas.
Como eu gostava!
Queimaduras chinesas.
Voc� n�o sabe o que s�o?
Voc� est� com medo, Issa.
Voc� j� leu muitos livros, mas isso � tudo fic��o psicol�gica.
Eu n�o poderia fazer mal a uma mosca.
Sinto-me enjoado.
Mas voc� me considera um assassino.
Eu n�o lhe dei permiss�o para me chamar pelo meu nome, Sr. Valita.
Eu fa�o as perguntas.
Recobre a compostura.
J� � o suficiente.
N�o fa�a isso, por favor. Esse som.
� muito desagrad�vel.
Um Curr�culo interessante.
Fil�logo.
S� come�ou a dar aulas aos 30.
- Por que? - Eu pensei...
que me daria bem com as crian�as.
- Os adultos n�o eram o meu forte. - As crian�as de sua classe
- chegaram a apelid�-lo de "o assaltante de ber�os". - Isso chegou aos meus ouvidos.
- Coisas de crian�as. - Tenho aqui uma den�ncia,
- por se masturbar nos arbustos. - Mentira.
Voc� n�o teve sorte com as mulheres porque preferia as crian�as?
E quem disse isso?
Sua ex-esposa, por exemplo.
- Ela tamb�m diz que n�o se levantava. - Talvez n�o com ela.
Ent�o � verdade, n�o �?
Oh, meu Deus.
- Voc� n�o conseguia ficar com tes�o. - Essa informa��o n�o � relevante.
Claro que � relevante.
Devemos esclarecer se � verdade o que diz a testemunha.
Subia com as crian�as,
mas n�o com as mulheres.
Seu pau conhece sua verdadeira natureza.
N�o pode fingir que � um ser humano decente.
Voc� � o que seu pau �.
Como chamavam voc�?
Impotente? Fraco?
Punheteiro?
- N�o era capaz de transar? - Sim, eu podia! Eu era capaz!
As mulheres s�o umas s�dicas, umas selvagens,
umas vadias!
Elas s�o as culpadas por tudo.
Qu�o justa
� a nossa ira.
CAP�TULO III IRA
D� uma olhada.
� a bagun�a que seu parceiro fez.
Anda, encontramos Khamraev.
O isqueiro,
por favor.
Obrigado.
- Voc� est� em seu pijama? - Explique-me isso, mam�e!
Vamos, v� para a cama agora.
E o que aconteceu com o av� Zaur?
Falarei sobre isso em outro dia.
N�o, mam�e,
Hoje, por favor.
H� um lugar especial
onde eles levam crian�as �rf�s.
Quando a m�e do seu papai morreu,
o levaram para l�.
Eu j� estava l�, porque n�o tinha pais.
E o que aconteceu depois?
Diga-me, mam�e!
Mais tarde...
Papai e eu nos tornamos muito pr�ximos.
S� t�nhamos um ao outro.
Seu av� veio busc�-lo e juramos um ao outro
que estar�amos sempre juntos, n�o importa o que acontecesse.
O pai diz que voc� fez um corte na palma de sua m�o.
Durma, anda.
Mam�e?
Papai cumpriu sua promessa?
O que voc� acha?
Diga-me, Vera, qual � a sua especialidade?
Hist�ria da Arte.
Estudei em Moscou.
- Agora eu trabalho aqui, em um museu. - Eu n�o sabia que havia um museu.
Com retratos de dirigentes,
pioneiros, stakhanovistas...
Entendo.
Que altru�sta para se mudar de Moscou para c�.
Desterrada por parasitismo.
Algo me diz que voc� n�o abandonou seus velhos costumes.
Voc� nunca poderia se dar ao luxo de comer aqui com o sal�rio de um museu.
Eu fui convidada.
Para um ato civilizado.
T�o civilizado como uma luta de facas?
Eu tenho sido muito civilizada.
Ent�o, o que aconteceu?
Eu gosto de dizer a verdade.
Nem todos os homens sabem aceitar a verdade quando a escutam.
Seu colega tentou me defender.
Voc� vai me deter?
Talvez isso n�o fosse uma m� ideia.
H� todos os tipos de mulheres na pris�o.
N�o me diga que voc� me considera
- muito diferente delas - O que voc� quer dizer?
Todos
devemos nos vender para sobreviver.
Voc� ainda n�o teve que enfrentar essa decis�o.
Ei!
O que voc� est� fazendo a�?
V� se trocar.
Vou esquentar seu jantar.
O que voc� est� fazendo?
O que voc� est� fazendo?
Mas que mosca te picou?
Espere, homem.
Voc� vai ficar quieto?
Pare com isso.
Pare com isso, porra!
N�o � a primeira vez que o vejo aqui.
Eu s� queria observar voc�.
Isto n�o vai acabar bem.
Nunca acaba.
Voc� se sentir� envergonhado e eu me sentirei vazia.
H� cinco etapas para aceitar o inevit�vel.
A nega��o.
A ira.
A negocia��o. A depress�o.
E a aceita��o.
Podemos continuar com os rodeios ou passar diretamente para a aceita��o.
Voc� lembra dela? Segure-o.
Voc� est� sempre no comando,
mas n�o comigo.
Eu o matei, sim!
Ele me sacaneou tanto que tive que dar uns murros nele.
E ao cair, bateu em uma pedra.
E pensei: por que n�o fazer parecer um trabalho daquele assassino?
Idiota! Ele s� ataca mulheres.
Para imitar um serial killer, voc� tem que ser outro serial killer.
Quem � a jovem que est� com voc� na foto?
Sua irm�?
Ela � a inteligente.
Est� estudando medicina.
� uma futura cirurgi�.
Ela salvar� pessoas e ter� uma vida normal.
N�o como eu.
Teremos uma vida normal, tamb�m.
Eu vou pegar aquele bastardo,
e desistirei de tudo.
e n�s iremos embora.
Meu av� tem uma cabana.
� um lugar lindo.
O sol parece estar t�o perto.
E n�o apenas isso,
H� tamb�m uma cachoeira
Voc� vir� comigo?
Duvido muito disso.
Voc� n�o poder� sair.
� uma escada.
E agora mesmo voc� tem a op��o de subi-la
ou de desc�-la.
Se eu disser que vou, vou.
Voc� vir� comigo?
Por que tanto alvoro�o?
Estes s�o os resultados dos testes preliminares.
As facas coincidem.
S�o seus.
Que diferen�a isso faz?
S�o facas comuns, do tipo que qualquer um teria.
O assassino acerta-lhes na cabe�a.
Ele as mant�m vivas, para que sofram.
A v�tima cai de bru�os.
Ele a apunhala pelas costas.
Ele vira o corpo
e ele finaliza.
Torcendo a faca.
Todas as mulheres nas fotografias morreram da mesma forma.
Exceto uma.
Apenas uma mulher
foi esquartejada.
Nina Gribanova.
Voc� se lembra dela?
Ela trabalhava na mesma f�brica que voc�.
Eu n�o sei.
� poss�vel.
Eu n�o me lembro.
Um amigo meu disse que Gribanova
tinha um amante.
Mostrei a ele uma foto sua.
Ele tinha namorado Nina um par de meses, ver�o de 81.
Aplicamos o luminol no ch�o do apartamento de Gribanova
e detectamos manchas de sangue.
Ela foi assassinada e esquartejada no local.
N�s j� estamos negociando.
Mas para isso Devo receber algo em troca.
Mas voc� s� est� se fazendo de bobo.
Ele j� tirou as facas.
Ele desenterrou uma ex-amante.
Que outras evid�ncias s�o mantidas?
Uma impress�o de sapato.
Tamanho 43.
Com salto de ponta reta.
Voc� tem uns semelhantes.
A simples vista,
se parece com um 43.
Nina era...
uma garota muito boa.
N�s nos separamos...
de maneira muito cordial
Ent�o por que esconder o relacionamento?
Porque n�o t�nhamos nenhum motivo.
E tamb�m n�o tenho para negociar.
Eu prefiro cantar.
Vamos lutar bravamente�
Savelich,
- Sua vez. - J�, j�.
VADIA
O que voc� apostou?
Dez rublos.
Posso lhe fazer uma pergunta?
Nosso amigo�
- E quanto ao nosso amigo? - Ele � um pobre diabo. Inofensivo.
Ele n�o se parece com um assassino.
D�-me a faca.
Coloque as cartas de lado.
O diabo mata moscas com sua cauda.
- Voc� quer que tragamos a v�tima? - Ainda n�o.
� a palavra dele contra a dela.
Ela dir� que ele � um assassino, e ele...
que pegou uma garota na parada do �nibus
e que tudo estava indo bem at� que eles tiveram uma discuss�o.
Quem sabe?
N�o temos nenhuma prova s�lida.
E o que fazemos?
Re�na um monte de jornais, e fique ao lado dele
e fa�a avi�es de papel.
Rasgue as folhas com suas m�os.
- Quanto mais pap�is rasgados, melhor. - Mas por que?
S� fa�a isso.
Pare agora, por favor.
Por favor, eu lhe imploro.
Ningu�m quer me ouvir.
Quero contar a todo mundo a hist�ria da minha vida.
Para que todos conhe�am minhas humilha��es.
Os m�dicos me disseram:
"Voc� � mais mulher do que homem.
Tem cintura de mulher e leite nos seus seios."
No ex�rcito, ningu�m nunca me considerou um homem.
Eles sempre me agarravam pelas mamas.
Tanta humilha��o. E eu tenho sangue nobre.
Bata-me se quiser!
Seu show � in�til.
Voc� est� s�o
e � um s�dico.
Eu posso identificar caras como voc�.
Onde voc� est� indo?
Cale-se, cale-se! Cale a boca!
Cale-se!
Bastardo!
Assassino.
Deixe isso comigo!
Afastem-se!
N�o servem para nada! Deixem que eu o mato!
Mat�-lo n�o vai ajudar voc� a trazer sua filha de volta.
Isso � engra�ado para voc�?
Ei? Desgra�ado?
Do que est� rindo?
Eu a entendo, senhora.
Acredite em mim, eu a entendo.
Mas ningu�m provou que eu sou culpado.
Por enquanto, sou um suspeito.
Olhe para mim, Veja como tenho sido tratado.
Voc�s, policiais.
Em que s�o diferentes dele?
S�o todos iguais!
Solte-me! Deixe-o comigo!
Deixem-no comigo! Deixem-no comigo!
Vadia.
Cuidado.
VADIA
CAP�TULO IV NEGOCIA��O
- Bom dia, senhora. - Bom dia.
Voc� poderia abrir para n�s? Viemos nos encontrar com Grigorieva.
Eu estava esperando por voc�.
Vamos resumir brevemente.
Los sovi�ticos s�o retra�dos e inseguros na cama.
Qualquer pervers�o sexual � considerado tabu.
Muitos dos crimes violentos poderiam ser evitados
resolvendo as disfun��es sexuais.
Especialistas poderiam reduzir o problema
- da agressividade em nosso pa�s... - Fale baixo, sim?
Baixe a voz, baixe a voz, baixe a voz.
Baixe a voz.
Baixe a voz, baixe a voz!
Baixe a voz, baixe a voz!
Baixe a voz, baixe a voz!
� pura l�gica.
Os criminosos refletem as novas realidades em que vivemos.
E novas realidades trazem com elas novos crimes.
O que h� de novo em nossa realidade?
A desvaloriza��o da vida humana, crueldade, assassinos em s�rie...
Em s�rie? Esse � um termo especial?
Poderia ser.
� dif�cil vincul�-los �s v�timas.
Carecem de um motivo,
exceto o desejo de matar.
- Eles s�o quase indetect�veis. - Quase.
Existe um m�todo
experimental. Criado por mim.
Podemos tra�ar um poss�vel retrato do assassino,
com base em seus crimes,
e us�-lo como um filtro para eliminar os suspeitos.
Vamos tentar.
- Mostre-lhe os documentos. - Claro.
Aqui est�.
Doutora, eu n�o entendi a coisa das novas realidades.
Qual � a sua rela��o com aquele paciente violento no corredor?
Miron.
Sigam-me, sigam-me.
N�o sabemos seu verdadeiro nome, mas � um caso t�o fascinante.
Venham por aqui.
N�o tem identidade alguma.
E sempre est� procurando por uma, por assim dizer.
Ele encontra uma v�tima, tenta conhec�-la melhor.
e, quando ele v� que est� interessado,
ele se sintoniza com ela,
e acaba se transformando nela.
GRIGORIEVA - TESTE ''MIRON'' - DIA 1
N�s o levamos para fora do hospital, ele estava trabalhando como enfermeiro.
Embora ele n�o fosse m�dico, ele curava os pacientes.
Ele matou seu colega de apartamento e roubou sua identidade.
Para refor�ar essa identidade, ele se cercou de seus pertences.
Ele lia livros de medicina.
E foi descoberto pela irm� da v�tima.
Ele come�ou a bater nela e quebrou seu bra�o.
E foi a dor que o fez sair do personagem.
� um caso inacredit�vel!
Ele trabalhou em uma ambul�ncia por seis meses
e nenhum de seus colegas notou a mudan�a
E essas s�o suas novas realidades.
Senhor, houve muitos, muitos erros antes da minha chegada.
� um caso at�pico. Mas eu tenho meus m�todos.
Eu conhe�o seus m�todos. J� ouvi falar deles.
N�o temos experi�ncia na busca de assassinos em s�rie.
N�o faria mal nenhum montar um departamento separado.
E suponho que voc� tamb�m precise de especialistas?
Ve�culos e todo o tipo de equipamentos.
Era isso que eu queria dizer.
Voc� perdeu o ju�zo!
Era o que me faltava.
Inventou uma palavra tamb�m...
''Em s�rie.''.
- N�o tinha conhecimento de suas propostas... - Cale a boca, sua idiota.
Quem me disse para confiar em voc�?
Seu caso alcan�ou uma audi�ncia nacional.
E n�o houve um maldito avan�o.
Se n�o tivessem encerrado a opera��o
e negado os refor�os que eu pedi, teria dado resultados.
Ele � um novo tipo de criminoso.
Um assassino � um assassino, qualquer que seja a maneira como voc� olha para ele.
Eu dei uma olhada r�pida no caso.
E acho que voc� perdeu seu rumo. Ent�o simplifique.
Revise-o de novo.
Mas desta vez, com mais cuidado.
Voc� est� vivendo dos seus sucessos no passado, amigo.
Eu lhe darei tr�s meses para encontrar uma boa pista.
Encontre algu�m a quem culpar.
N�o vai ser f�cil.
Sabe o que acontecer�?
Diremos que voc� se perdeu diante de tanto trabalho.
"Ele era uma pessoa boa e honesta,
mas foi parar em um hospital psiqui�trico,
transformado em um vegetal''.
Sua esposa vai chorar sem para e lhe trar� comida.
Entretanto, ningu�m vai se lembrar mesmo por um segundo.
de seus perfis psicol�gicos e assassinos em s�rie.
Desapare�a daqui.
Ivan, entre.
Beba comigo.
Temos outro cad�ver.
Perto da �rea de floresta.
Estou reunindo o grupo de investiga��o.
Vamos l�.
Neste pa�s,
A justi�a � apenas um detalhe t�cnico,
sujeito � agenda pol�tica.
E o que diz a agenda?
Homossexuais, doentes mentais.
Sabe de uma coisa? V� em frente.
Vamos, voc� j� tem o seu grupo.
Comece a trabalhar.
E quanto � impress�o pessoal impress�o pessoal da cena do crime?
Eu j� vi cenas de crime em demasia.
Ningu�m no meu departamento entendeu porque eu segui voc�.
N�o sei como explicar isso.
Descobri que havia...
outra forma de trabalhar.
Um m�todo interessante.
Uma meta estabelecida.
Uma maneira de ser fiel aos nossos princ�pios.
Isso n�o importa para o sistema.
O sistema n�o precisa do assassino.
S� quer um culpado.
E o que voc� me disse que devemos isso a essas fam�lias?
Voc� j� se esqueceu?
V� se foder,
pirralho.
Ent�o, voc� n�o precisa do assassino.
Voc� s� quer...
um culpado.
O que voc� est� olhando?
Em tr�s dias eles v�o me matar.
Voc� vai sentir minha falta.
Ou eu vou comemorar.
Veremos.
Voc� me traz aqui para ser grosseiro comigo? Isso n�o � legal.
Preciso de um favor.
Preciso que voc� fale com uma certa pessoa.
Eu n�o fa�o favores a ningu�m.
Muito menos para voc�, como pode imaginar.
O que voc� quer em troca?
- Seu bastardo! - Eu vou matar voc�!
Eu n�o quero que isto seja gravado.
A conversa ser� privada.
Todos para fora.
Guardas, fora.
Eu quero jogar com as brancas.
Voc� conhece o jogo?
ouvi falar.
Ent�o voc� � branco?
e puro.
E quem � voc�,
se eu posso perguntar?
Um especialista em interrogat�rio.
Eu enforquei crian�as.
Mas me julgar por isso,
� quase como castigar um tigre.
por ter comido carne.
Acho que voc� n�o est� doente de cora��o.
Engane-me novamente,
e vou te envenenar.
Vou usar a sua garrafa t�rmica de caf�.
Sou farmac�utica.
Voc� esqueceu?
E sei como faz�-lo,
para que voc� n�o morra.
Eu deveria ter matado voc� desta vez.
Voc� est� se afogando e nos arrastando para baixo com voc�.
Covarde.
Covarde.
� isso a�.
Pense sobre isso.
� uma boa jogada?
O xadrez n�o � um jogo de azar.
� um jogo de estrat�gia.
� exatamente como eu imaginava. Ele se parece com um assassino.
Ele confessou?
Voc� quer que eu diga "sim", mas isso n�o vai acontecer.
Algo n�o se encaixa nele.
Ele me venceu no xadrez.
E isso � imposs�vel.
Foi como jogar contra a minha sombra.
- E ele j� matou muitas vezes. - Eu preciso de provas, n�o de hip�teses.
Eu sei que ele matou.
Voc� mudou.
Assim voc� nunca teria me apanhado.
Voc� est� desesperado.
Voc� n�o � mais um ca�ador,
Mas uma fera.
- Encurralada. - E voc� � mentiroso de merda.
- Ah, Talant! - R�pido!
Agarre-o!
Voc� quer voar? Vamos l�!
Venha aqui, venha.
Se voc� quiser conseguir uma confiss�o, voc� ter� que lhe prometer, pelo menos,
que ele n�o ser� condenado a morte.
- Ele � um covarde. - Como voc� sabe disso?
Todos somos iguais.
N�s far�amos qualquer coisa s� para sobreviver.
Diga-me a verdade.
Voc� j� amou algu�m?
Sim.
A mim?
- N�o! N�o v�. N�o v� embora. - O que voc� est� fazendo? Solte-me.
- Eu n�o vou deix�-lo. - Levante-se.
- Voc� � meu. - Voc� est� louca?
- Eu n�o vou deix�-lo. - Nadya, levante-se!
- Por favor, por favor... - Voc� est� fazendo papel de tola.
Fique tranquila.
Acalme-se.
Arthur, o que houve? O que aconteceu com voc�?
Maldi��o!
Alto l�!
Aonde voc� vai, seu bastardo? Pare a� mesmo!
Saia desse carro!
Saia desse carro!
Espere, que se foda!
Saia!
Arthur!
Arthur!
Cuide dele.
Bastardo!
Teremos que pentear a floresta inteira.
O tiro veio da floresta.
Com uma arma de longo alcance.
N�o fomos n�s. Est�vamos todos desarmados.
Descubra quem fez isso.
Fique de olho e informe os outros.
Entendido.
CAP�TULO V DEPRESS�O
Issa. N�o � ele. E voc� sabe disso.
Ele � apenas um idiota, � f�cil de ver.
Nenhum diagn�stico.
Ele � s�o.
Mas como � que ele sabe onde estavam as feridas,
se ele n�o as matou?
Eu n�o entendo.
Est� tentando impressionar seus chefes?
Eu trabalho no caso.
Procurando pistas.
O que est� acontecendo?
Outro corpo foi encontrado.
O suspeito est� aqui. E as pessoas continuam morrendo.
- Como � poss�vel? - Porque s�o dois!
Ele tem um irm�o g�meo!
Ele mesmo disse!
Um destro e outro canhoto!
N�o h� mais o que falar
N�o tenha medo.
Voc� est� ferido.
Tenha calma,
predador.
N�o se preocupe.
N�s vamos curar essa perna.
Voc� fica aqui.
Eu n�o deveria ter entrado aqui.
Que estupidez.
� melhor eu descer.
assim voc� pode ir pedir ajuda.
N�o, espere.
Talvez pud�ssemos continuar caminhando.
- Precisa de ajuda? - Sim, se voc� puder.
Estou preso.
Estava levando esta senhora.
Estou vendo. Uma dama.
Teremos que descarregar o carro.
Por que voc� n�o sai por um momento?
Que diabos?
Voc� deveria ter aparecido antes que eu entrasse no carro.
Ele fez alguma coisa com voc�?
De jeito nenhum..
Olhe para ele.
� um t�pico nerd.
Pise fundo.
Nada.
N�o tem jeito.
Leva alguma coisa no porta-malas?
Permita-me.
Vou abri-lo para voc�.
Est� certo.
Deixe isso comigo.
Ele est� fugindo.
Pare a� mesmo!
Bem?
Eu lhe disse para deix�-lo ir.
N�o posso.
� ele.
tenho certeza..
Saia daqui, voc� n�o trabalha mais para mim.
- Saia daqui! - Espere.
Ela se encaixa no perfil de Grigorieva.
Carregava facas e cordas no bagageiro do carro.
Ele tem o tamanho de p� que estamos procurando.
Encontrei algo de seu passado. Leia o arquivo.
O sangue n�o coincide!
Temos um suspeito
que confessou parte dos crimes.
- E seu tipo de sangue corresponde. - Com o que?
Com o que dizem os superiores?
Voc� sabe por que aquele tolo est� disposto a confessar?
Porque estava entre os espectadores na cena do crime!
Meu suspeito trabalhava com seu irm�o.
Seu irm�o estava em um asilo. de loucos. Voc� sabe por que?
Por estripar uma mulher com suas pr�prias m�os.
E esteve em fuga durante seis anos!
Voc� usa uma prostituta como isca,
voc� tortura o suspeito, o sangue n�o corresponde.
Voc� quer que eu continue?
Aquele cara!
Ele se enforcou!
Venha, venha, r�pido.
Eu preciso dele vivo! Vivo!
Vamos prender seu irm�o e encerraremos o caso.
� nossa �nica op��o.
Merda!
Se ele morrer, Vou tranc�-los.
Voc� vai me pagar?
Ou voc� me usou como isca por nada?
- Acho que n�o sou confi�vel. - E � por isso que voc� foi demitido.
A decis�o foi minha.
Eu me tornei grande.
Querido, pare de beber.
Isso n�o est� de acordo com voc�.
Voc� ainda � jovem, h� muito outros trabalhos que voc� pode fazer.
Havia uma vez um artista
que tinha uma casa e telas.
Mas ele amava uma atriz
que adorava as flores
Vendeu sua casa,
seus quadros e o teto sobre sua cabe�a
e usou todo o dinheiro para comprar
todo um mar de flores.
Um milh�o, um milh�o, um milh�o de rosas.
De sua janela, de sua janela voc� pode ver
um homem, um homem apaixonado de verdade
que gastar� tudo em flores para voc�.
Um milh�o, um milh�o, um milh�o de rosas
De sua janela, de sua janela voc� pode ver
um homem, um homem apaixonado de verdade
que gastar� tudo em flores para voc�.
- Sevastyanov, voc� est� a�? - Quem �?
Voc� pode me trazer uma bebida?
Acima.
Vamos dar um passeio.
Desculpe, Sveta.
Voc� n�o tem que se preocupar com nada.
Eu sei quem a matou.
Eu me encarregarei disso.
Ele tem um �libi, uma viagem de neg�cios.
Voc� tem um �libi?
Pergunte a seus g�meos.
Ou a ela.
Ela lhe dir�.
Retirem-se.
Voc� me perguntou que mais provas eu tinha.
O corpo do meu parceiro.
E sua tentativa de fuga.
Voc� n�o vai se livrar da cadeia.
Parece que sim.
Por que fugiu?
Se � inocente.
Pelo meu estado mental.
Encurralado.
Entre as provas indiretas
as datas de suas viagens de neg�cios,
que coincidem com as datas dos assassinatos.
H� uma sobrevivente que ser� capaz de identific�-lo.
E isto...
''Altura entre 1,70 e 1,81.
Idade: entre os 50 e os 60 anos.
Robusto. Altamente instru�do.
Poss�veis profiss�es: professor, zelador de um col�gio interno,
funcion�rio de uma escola profissional ou instituto de treinamento vocacional.
Conduta p�blica aparentemente normal. Heterossexual.
Suas v�timas se tornam objetos simb�licos
utilizadas para projetar as humilha��es
sofridas na inf�ncia e na idade adulta.
Padece de uma disfun��o sexual.
As repetidas facadas
t�m por finalidade penetrar a v�tima.
A faca ou navalha cumpre a fun��o do p�nis.
Enche de terra a boca das v�timas
com um prop�sito cerimonial.
Pode parar de matar por um tempo caso se sinta em perigo.
Mas n�o vai parar at� ser pego.
ou fale�a.
O assassino est� consciente de seus atos.
No entanto, dever� ser declarado parcialmente louco,
para que seja poss�vel o tratamento obrigat�rio''.
Andrey Stepanovich,
� muito simples.
Se voc� aceitar sua culpa,
Eu ajudarei que o reconhe�am
como parcialmente insano
e receber� tratamento.
Mas se voc� se recusar a fazer isso,
recorrerei a testemunha.
Ela o identificar�.
Ela tinha vest�gios do sangue do assassino,
que coincidem com seu grupo sangu�neo.
Acrescente a isso a coisa do atropelamento e fuga.
Voc� receber� a pena de morte.
E ir�o fuzilar voc�.
N�o. N�o.
Olhe-me nos olhos.
- Voc� matou aquelas mulheres ou n�o? - N�o!
- Voc� odeia as mulheres? - Elas s�o vadias!
Responda sim ou n�o!
- Voc� as odeia? - Sim!
- Voc� quer castig�-las? - Sim!
- Voc� se arrepende disso? - Sim!
Mas n�o � culpa sua. Voc� n�o pode se controlar. � como uma doen�a.
- Sim! - Voc� puniu aquelas mulheres?
Voc� fez ou n�o fez?
- Sim! - Como?
- Como? - Eu as matei!
Escreva-o.
''Eu,
Valita
Andrey Stepanovich,
nascido em 1936,
Morando na rua�''
escreva seu endere�o.
- N�o o lembro. - N�o importa.
Continue.
''Declaro-me
completamente culpado
de cometer
os crimes
descritos na declara��o''.
E agora, com suas pr�prias palavras, diga que est� arrependido
e quer cooperar
com a for�a policial.
Assine.
E date.
E agora?
- Voc� identificar� os cad�veres. - E depois disso?
Interrogat�rios.
Investiga��es experimentais.
Investiga��es experimentais.
E o tratamento?
Sim.
Sim.
E o tratamento.
Sim.
O que voc� est� esperando?
Vista-se, vamos.
Anda.
Voc� � a �nica que o viu agir e que sobreviveu.
Voc� tem que ter certeza.
Voc� e seu corpo
s�o a prova de que ele � o culpado.
N�o tenha pressa.
Lembra-se dela, idiota?
- Acalme-se. - Voc� se lembra de tortur�-la,
- seu filho da puta? - Pare com isso.
Bastardo!
Bastardo!
Voc� tem que se acalmar, por favor!
H� um problema aqui.
Esta n�o � minha.
Eu n�o a matei.
Leve-a embora.
- Como assim que n�o a matou? - Que outro a matou.
Eu me lembro das minhas. Mas este aqui
n�o � o meu tipo.
- Gribanova tamb�m n�o era seu tipo. - Acredite em mim. Eu n�o matei esta aqui.
Voc� estava na floresta,
perto dos trilhos ferrovi�rios.
Setembro de 1988.
A golpeou na cabe�a por tr�s.
Em duas ocasi�es.
Encheu sua boca de terra.
E depois disso voc� a apunhalou.
Um cad�ver � um documento E este tem a sua assinatura.
Um documento pode ser forjado.
Voc� est� mentindo!
Quem era? Algu�m especial para voc�?
� isso?
Voc� vai confessar tudo.
Responder� por todas.
Por ela tamb�m.
� disso que se trata.
N�s fazemos tudo isso por ela.
Eu fa�o isso por ela.
Eu fa�o isso por ela.
Baixe a voz!
Baixe a voz!
Baixe a voz! �Por favor!
Baixe a voz!
Baixe a voz!
Baixe a voz!
Mais baixo!
Mais baixo, mais baixo.
Mais baixo, mais baixo.
Baixe a voz, baixe a voz.
Baixe a voz.
Baixe a voz.
Baixe a voz.
Cale a boca, cale-se, cale-se.
Cale-se.
Onde est� a verdadeira Valita?
Voc� o matou?
Eu n�o me lembro.
CAP�TULO VI ACEITA��O
Vou fazer um interrogat�rio exaustivo.
Vou lhe perguntar por todos os cad�veres.
Por que?
Para a posteridade.
Eu n�o tenho nada a dizer
para a posteridade.
Declara��es obtidas mediante tortura...
O que?
N�o. Voc� n�o vai me matar.
Voc� n�o tem coragem.
Tive uma inf�ncia dif�cil.
Minha m�e era veterin�ria.
Meu pai bebia.
Por isso que a pobre...
trabalhava como uma mula.
E gritava com a gente.
Era�
um pouco inst�vel
mentalmente.
Sentia tanta vontade de ir embora.
Tremia
Eu tinha que ir de qualquer jeito. Eu me sentia vazio por dentro.
A terra era...
Eu a enfiava nessas mulheres at� a garganta.
Era minha vingan�a.
Eu guardava as facas debaixo da pia.
Eu tinha tr�s ternos:
branco, cinza e marrom.
Cada um com sua pr�pria faca,
para n�o a mover.
Foi um dia horr�vel, todos no trabalho me humilharam.
Fez-me sentir como se todas as pessoas odiosas,
com as quais cruzei, rodeassem a minha cama.
e me insultassem de todas as formas imagin�veis.
Foi por isso que fiquei louco!
Comecei�
a despi-la, mas ela n�o se levantava.
E de repente,
ela come�ou a rir. Gargalhando.
Os m�dicos me disseram:
"Voc� � mais mulher do que homem".
Voc� tem uma cintura de mulher e leite em seus seios.
Eu estava tremendo. Bati nela e a joguei no ch�o.
Comecei a apunhal�-la.
Queria despeda��-la com meus dentes.
Acho que eu at� a mordi.
Sim, eu admito.
Como estava contando,
De todas essas mulheres.
Eu me lembro de cada uma.
Elas pagaram pelas minhas humilha��es.
O que vai acontecer agora?
Eu lhe contei tudo.
O que voc� acha?
Bom,
voc� deveria me entregar ao estado.
Eu preciso de tratamento, n�o da morte.
Eu n�o sou o culpado. Eu sofro de uma doen�a.
Voc� n�o est� doente.
Voc� gosta de matar.
Colecionar seus trof�us.
Sua hora chegou.
� o melhor para...
Com cuidado, com cuidado.
Tragam um Kit m�dico de primeiros socorros
Tragam um Kit!
N�o se mova, n�o se mova.
Ele me atacou.
Mas ele confessou.
Finalmente o temos.
Veja.
Viktor, venha aqui!
O casaco do chefe. - Leve-o, vamos.
Vamos, suba com ele.
Deixe-o a�.
Devemos ir?
Chefe, n�o h� mais nada a fazer.
Savelyich, voc� vai na frente. Eu quero ficar por um tempo.
para ordenar minhas ideias.
Devemos selar a casa.
Ent�o fa�a-o. Vamos.
Onde? Onde?
Venha aqui.
Um cad�ver
� um documento e tem sua assinatura.
Um documento pode ser forjado.
Voc� confessar� tudo.
responder� por todos elas.
Por ela tamb�m.
Eu fa�o isso por ela.
Baixe a voz! Baixe a voz!
Baixe a voz.
Baixe a voz. Baixe a voz
Baixe a voz, sim?
Cale a boca! Cale-se, cale-se!
Onde est� o verdadeiro Valita?
Voc� o matou?
Eu n�o me lembro.
Onde est� o verdadeiro Valita?
Voc� o matou?
Eu n�o me lembro.
CAP�TULO VII EXECU��O
Ol�.
Soy Khamraev, Estou trabalhando no caso de sua irm�.
Vera!
Voc� j� ouviu falar dos a�ougueiros? Os irm�os assassinos?
N�s temos um e estamos procurando o outro.
Minha "lib�lula".
Sua irm�
foi encontrada morta ontem na floresta.
Eu lamento.
Fomos at� a casa da v�tima e encontramos voc� ferida.
Descobri o corpo dela na cozinha.
Coberto de sangue.
Em sua regi�o, opera uma quadrilha de ladr�es.
- O mais prov�vel era que fossem eles. - Eu me lembro muito bem do que vi.
Foi isso que voc� viu?
Uma vez,
Fui atingido na cabe�a com a coronha de uma arma.
Eu pensei ter visto minha m�e morta. Essas coisas acontecem.
Devo perguntar-lhe.
Quando voc� viu sua irm� pela �ltima vez?
H� cerca de meio ano ela veio me ver.
Eu estudo em outra cidade.
Sua irm� era uma mulher libertina?
Como voc� pode me perguntar isso?
Gr�vida e solteira.
Ent�o voc� n�o sabia.
Eu sinto muito.
Ela namorava um homem h� v�rios anos.
Como ele se chama?
N�o sei.
Nunca cheguei a v�-lo.
Minha irm� n�o falava muito dele.
Entendo.
Um amante, sem d�vida.
Voc� se lembra de mais alguma coisa?
J� lhe contei tudo.
Agora v� embora.
Muito bem, ent�o.
Minhas sinceras condol�ncias.
Sou o capit�o Tarasov.
Fui enviado para lhe fazer algumas perguntas.
H� algumas pontas soltas na investiga��o.
Posso entrar?
Sinto muito por sua irm�.
Eu a conheci.
Em uma ocasi�o.
Ela era uma mulher linda.
Era minha "lib�lula".
Sua irm�...
n�o era�
como dizer isto?
N�o se encaixa no perfil.
As v�timas s�o geralmente mulheres de rua.
Ela n�o era uma vagabunda, isso � um boato.
Eles n�o sabem nada sobre ela.
E ela tamb�m teve um namorado por v�rios anos.
Algu�m s�rio, mesmo que ela o escondesse.
S�rio?
Qu�o s�rio?
Isso � s�rio.
Eu sei o que vi.
A ''Lib�lula'' foi morta aqui.
Eu vi o corpo dela e vi o assassino.
Ele me bateu na cabe�a.
Eu o reconheci no funeral, com suas m�os queimadas.
Se voc� n�o acredita em mim, Tomarei provid�ncias.
Falarei com o Minist�rio P�blico em Moscou. Vou me vingar de voc�, voc� entende?
Por que eles acreditariam nela?
Ningu�m o faz.
Eu conhe�o o sistema de tr�s para frente.
A execu��o etrusca.
Uma solu��o muito po�tica.
O culpado � punido por sua v�tima.
Eu chamei a pol�cia e eles n�o conhecem nenhum Tarasov.
Quem � voc�?
Sevastianov.
Ivan.
Fui investigador neste caso por oito anos.
Depois tive que partir.
Eu o matei.
O verdadeiro assassino est� morto.
Vera foi morta por outra pessoa.
E eu quero que ele pague por isso.
Precisamos de provas.
� mais f�cil para eles culparem os g�meos.
Isso � o que preferem os que est�o no topo.
Eu n�o sei como fazer aut�psias.
Eu sou cirurgi�.
Mas ainda n�o me formei.
Eu a ajudarei. Eu conhe�o os m�todos do assassino.
Devemos examinar o cad�ver.
Procurar por qualquer pista.
- Temos que acabar com isso. - N�o posso! N�o posso!
- Mantenha a compostura! - Eu n�o posso!
Sim, voc� pode.
Foram dois golpes.
Um diretamente no cr�nio. E o outro...
foi com algum tipo de objeto afiado.
Valita o fazia diferente.
Golpeava uma vez a v�tima,
para desorient�-la.
Ele precisava que estivesse viva e sofrendo.
Ele se excitava,
com a agonia.
Aqui o segundo golpe
com a inten��o de mat�-la.
O que eu fa�o agora?
Se Vera estivesse no meu lugar,
ela se vingaria.
Voc� nunca ser� capaz de fazer isso atrav�s dos canais oficiais.
Issa vai virar seu testemunho contra voc�.
Se a mim mastigou e cuspiu,
ir� esmag�-la sob os p�s, completamente.
Ao sistema n�o importa,
um cad�ver a mais ou um cad�ver a menos.
Os g�meos ir�o para a cadeia,
os culpar�o por todas as v�timas e caso ser� encerrado.
Issa jogou bem suas cartas.
L�, no banco.
� uma institui��o s�ria que exige um trabalho ingrato e sacrificante.
- Voc� n�o est� qualificada. - Por favor, d�-me uma chance.
Aceitarei qualquer tarefa.
� o meu ano sab�tico, Eu quero me especializar em psiquiatria.
VALITA. INF�NCIA
Minha inf�ncia?
Sim.
Tive uma inf�ncia dif�cil.
Pouco normal, sem d�vida.
Minha m�e era veterin�ria.
Meu pai bebia.
CASSETE 1. INF�NCIA Minha inf�ncia?
Sim.
Tive uma inf�ncia dif�cil.
Pouco normal, sem d�vida.
Minha m�e era veterin�ria.
INF NCIA. Uns parentes me deram uma bicicleta.
Estava velha, enferrujada e meio quebrada.
Mas, de qualquer forma, era um luxo.
Eu a consertei o melhor que pude.
V�TIMA 8, V�TIMA 9, V�TIMA 10
guardava as facas debaixo da pia.
Tinha tr�s ternos: branco, cinza e marrom.
Cada um com sua pr�pria faca,
para n�o termos que mov�-la de um lado para o outro.
Eu tamb�m tinha v�rias no porta-malas.
Eu me lembro de cada uma, sim.
Elas pagaram por minhas humilha��es.
Conte-me sobre sua inf�ncia.
Foi uma inf�ncia dif�cil.
� a hora de agir.
Voc� � a principal testemunha.
Vamos inventar uma hist�ria
sobre como voc� fugiu
e como voc� chegou l�.
Devemos fazer isso.
CORREIO URGENTE
PROCURADOR GERAL DA URSS, MOSCOU
Caso contr�rio, tudo isso ter� sido em v�o.
Sua hist�ria sobre os g�meos funcionou muito bem, n�o foi?
E que oportuno que voc� conseguiu culpar o segundo irm�o
pela morte de Vera.
A morte de Vera.
Eu o planejei em detalhes.
E quando est�vamos prontos,
Kira o levou at� Miron.
S� lhe restava uma �ltima tarefa:
mostrar a ele a foto de sua irm�,
para que chamasse sua aten��o entre o resto das mulheres assassinadas.
Mas Vera n�o estava na lista do verdadeiro assassino.
Eu n�o lhe contei nada sobre ela.
Por isso, Miron n�o a reconheceu.
E o que voc� vai fazer?
Voc� matou Vera.
Precisamos que voc� confesse.
Lamento muito,
mas n�o fui eu quem a matou.
Voc� tem que escolher.
N�o seja boba.
Um div�rcio seria�
Vou fazer com que funcione. Voc� vai ver.
E ent�o iremos.
Como eu prometi a voc�.
Um tr�gico acidente.
Voc� tem mais algu�m?
Voc� est� com algu�m?
Voc� � minha.
- Eu a procurei e a encontrei. - N�o seja vulgar,
n�o tem vergonha de si mesmo?
- � assim que as coisas s�o. - Ela amea�ou.
contar � minha esposa..
Eu n�o podia deixar as crian�as.
Finalmente.
Enfim voc� fala a verdade.
Voc� quer me irritar?
O que � isto?
Algum tipo de jogo?
Solte-me! Eu disse para me soltar!
Por que eu deveria pagar por algo assim?
J� apanhei muitos assassinos.
Eu n�o sou como eles.
Eu tenho uma fam�lia.
Filhos.
Ela estava gr�vida.
Sim, eu sei disso.
Na floresta, ela disse algo sobre isso.
Na floresta?
Ela ainda estava viva?
Ela n�o tinha mais pulso.
Havia sangue por toda parte.
Ela acordou de repente
quando�
eu enfiei uma faca nela,
nas suas costas.
Coloque a arma no ch�o.
Largue!
Para cima.
Para cima.
Pegue essa lata.
Esvazie-a.
Voc� a matou e a seu filho tamb�m.
Voc� n�o entende isso?
Vamos, para cima, para cima. Aguente firme.
Deixe-me.
Deixe-me aqui.
Voc� n�o me ouve?
V� embora agora.
N�o, voc� vem comigo.
Certamente algum carro ir� passar.
V� agora.
N�o.
E quanto �s fitas?
Temos que envi�-las para a promotoria.
Esse era o nosso plano.
Diga que fui eu quem libertou Miron.
Eu queria verificar se ele estava pronto ou n�o.
E que eu fiquei
e assisti...
como ele tentou matar voc�.
V� embora!
Legendas PtBr: RC *Para Sonata Premi�re*
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