All language subtitles for Gannibal.S01E05.Trace.1080p.DSNP.WEB-DL.DDP5.1.H.264-SMURF BR

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Original subtitles

O meu rosto

� a prova definitiva.

N�o pode ser...

Eu fui devorado...

por algu�m da Vila Kuge.

Aconteceu 18 anos atr�s.

N�o me lembro de nada,

exceto...

dos c�nticos bizarros

que os moradores entoavam...

do vulto de algu�m...

e do momento em que meu rosto foi devorado.

Quando acordei,

estava nos bra�os da minha m�e.

Depois daquele dia,

nos mudamos para longe da Vila Kuge

e passamos a viver escondidos.

Quando cresci um pouco,

descobri que n�o tinha

certid�o de nascimento.

Sendo assim,

meu palpite

� de que alguns rec�m-nascidos da vila

n�o s�o registrados de prop�sito.

Para que possam ser comidos?

Minha m�e morreu

sem revelar nada sobre o passado dela.

Mas eu queria saber sobre a vila.

Eu queria saber

por que...

meu rosto foi comido.

Por isso procurou o Sr. Kano?

Ei, espera!

E agora? O que quer que eu fa�a?

O Festival da Oferenda est� a�.

� poss�vel

que surja outra v�tima como eu.

Ei!

CANIBAL

SANTU�RIO KURUNOKAMI

Vamos come�ar!

Parem, pessoal! Ele chegou.

Que cara de pau chegar atrasado

para o primeiro ensaio.

Desculpe.

E ent�o?

Onde estava?

Resolvendo um assunto de trabalho.

� mesmo?

A prop�sito, seu guarda,

n�o estava falando ao telefone ontem � noite?

� mesmo? Com quem?

N�o pode contar?

Por favor, parem de interrog�-lo.

N�o devemos nos meter na vida dos outros.

Ol�, novi�o!

Por favor, n�o me chame assim.

O Masamune est� com voc�?

O vov� n�o vai participar deste festival.

Por acaso ele est� doente?

N�o.

Ano que vem, ele deixar� o cargo de sacerdote-chefe,

e eu assumirei no lugar dele.

- Puxa! Finalmente! - Pois �.

Mas, antes disso,

ficarei respons�vel

pelo Festival da Oferenda.

Parab�ns!

Que not�cia boa!

J� era hora.

- Ele est� crescendo. - � verdade.

Muito prazer.

Sou Munechika Kamiyama, do Santu�rio Kurunokami.

O prazer � meu.

Podemos conversar

mais tarde?

Claro.

Sobre o que quer conversar?

Vou direto ao ponto.

Voc� e sua fam�lia precisam deixar a vila.

Me pegou de surpresa.

Pode explicar?

Do jeito que as coisas andam,

vai acabar como o Sr. Kano.

N�o desejo isso para o senhor.

Tenho certeza de que percebeu

que esta vila � isolada,

e que os moradores

s�o ligados � terra e imp�em regras aos rec�m-chegados.

Seja sincero.

Est� farto, n�o est�?

Nem um pouco.

Depois que nos mudamos,

minha filha finalmente voltou a sorrir.

Estou feliz por termos vindo.

Entendo.

- De novo, desde o come�o. - Certo.

O tambor shime est� totalmente fora do tempo.

- Lento demais? - R�pido demais!

Quer dizer

que aceita todas as peculiaridades

desta vila?

No Festival da Oferenda,

j� foram feitos sacrif�cios humanos aos deuses.

H� centenas de anos, � claro.

As pessoas passavam muita fome,

pois as terras n�o eram adequadas para o plantio.

Ent�o, para reduzir o n�mero de bocas a alimentar,

eles matavam crian�as e as ofereciam aos deuses.

- Matavam? - Sim.

Horr�vel, n�o �?

S� matavam?

O que quer perguntar?

Est� insinuando

que elas eram comidas?

Onde est� o policial?

- Chegou a v�-lo por a�? - N�o.

Se precisar conversar, pode entrar em contato.

Obrigado.

Ah!

A� est� voc�, seu guarda.

Est�vamos te procurando.

Olha s�, o novi�o tamb�m est� aqui.

Nos esbarramos no banheiro.

� mesmo?

E sobre o que estavam conversando?

Nada importante.

Eu estava mostrando o santu�rio para ele.

- N�o �? - � isso mesmo.

Estava aprontando de novo?

Comporte-se na frente do novi�o, Jin.

N�o estamos desconfiados do senhor, seu guarda.

N�o nos leve a mal.

Al�m do mais,

nesta vila,

todo mundo sabe tudo sobre todo mundo!

Vamos voltar ao ensaio de tambores.

- Vamos. - Certo.

Mashiro!

Tchau, Mashiro!

- Tchau! - At�!

Do que estavam brincando?

Parecia bem divertido.

N�o vai me contar?

Estou curiosa.

Ol�.

Chegamos.

Ei! O que est� fazendo?

Sei que tem uma por aqui.

Uma o qu�?

Uma escuta!

- Daigo, pare. - Aqueles canalhas...

Est� me ouvindo?

Ei! Daigo.

Voc� perdeu o ju�zo?

Eles perderam, n�o eu.

Pare com isso.

O que deu em voc�?

Est� me assustando.

O que foi?

O que aconteceu?

- Seis. - Seis.

At� a� tudo bem.

Yuki!

Estou indo.

Com licen�a.

Cheguei!

- Por favor. - Pode deixar.

- Com quem estava falando? - Aqui est�.

- Conte. - Com ningu�m.

- Sei... - Sa�de!

Sua esposa est� pegando o jeito da vila.

Ela precisa mesmo fazer isso?

Qu�? Disse alguma coisa?

- Vou tirar �gua do joelho. - Certo.

Quer dizer xixi.

Ah, isto aqui

� leite de aveia.

VILA KUGE VOLTE SEMPRE

V� ao quarto 801 esta noite.

Tem algo que precisa saber

sobre o motivo do assassinato do Sr. Kano.

Perd�o.

Que bom que veio, Sr. Agawa...

Entre.

Quem � voc�?

Meu nome � Utada.

Eu estava ajudando o Sr. Kano.

Entre.

Com licen�a.

Quer beber alguma coisa?

N�o, obrigado.

Nunca estive em um motel com um homem.

� mesmo?

Fa�o isso o tempo todo.

Conheceu um homem com o rosto devorado, correto?

Ele entrou em contato comigo

e disse que posso confiar em voc�.

Eu tenho

um site chamado Cr�nica.

� sobre ocultismo e outros...

assuntos controversos.

CR�NICA

Ultimamente, o que mais me interessa...

� o canibalismo.

O homem sem rosto

postou um texto sobre o segredo sombrio da Vila Kuge.

Tamb�m foi ele

que me apresentou ao Sr. Kano.

Ele afirma

que h� uma vila no Jap�o que pratica canibalismo.

Por isso ele veio falar comigo.

No come�o, n�o acreditei,

mas ele mostrou o rosto

e disse que aquela era a prova.

N�o existe um jornalista

que n�o ficaria intrigado com o rosto dele.

Pedi a ele para escrever um artigo.

Quando me dei conta, eu j� estava ajudando

na investiga��o do Sr. Kano.

Afinal, quem � ele?

N�o sei.

� sempre ele que entra em contato comigo.

Como ajudou o Sr. Kano?

Come�amos a procurar

ind�cios de canibalismo na vila.

Ind�cios?

Como assim?

Crian�as.

Crian�as?

O homem do rosto devorado contou, n�o contou?

Que h� beb�s

sem certid�o de nascimento

que, como ele, nascem para serem comidos.

� dif�cil acreditar.

Eu tamb�m n�o acreditava.

No entanto,

a morte do Sr. Kano

me convenceu de que � verdade.

H� uma crian�a

em algum lugar do vilarejo

que ser� devorada no festival.

Voc� � um anjo, Mashiro.

Um anjinho.

No come�o,

o Sr. Kano tamb�m n�o acreditava.

Mas um dia

ele percebeu...

que a taxa de natimortalidade na Vila Kuge era alarmante.

Durante os dois anos e meio em que trabalhou em Kuge,

e at� antes disso,

a m�dia era

de um natimorto por ano.

A escolinha da vila

tem menos de dez alunos.

N�o acha uma coincid�ncia estranha?

Com licen�a...

Desculpe!

Eu estava... Me desculpe.

Eu sinto muito.

- N�o precisa... - Desculpe!

Desculpe.

Por favor, me desculpe.

Me perdoe.

Eu sinto muito.

O que est� fazendo, Kanako?

Por favor, pare de se desculpar. Est� tudo bem.

Desculpe. Por favor, me perdoe.

- Desculpe o que minha filha fez. - Est� tudo bem.

A vida dela � sofrida.

H� cerca de tr�s anos,

ela deu � luz um beb� morto.

N�o � verdade.

Meu beb� est� vivo.

Ele ainda est� vivo!

Tenho certeza!

Ai!

Me solta!

Sr. Sabu.

Ela levou um tombo um dia desses.

- Ele n�o morreu! - Hora de ir pra casa, Kanako!

Ele se mexeu!

Voc� disse que ele n�o respirava,

mas eu vi quando ele se mexeu!

A Gin Goto pegou o meu beb�!

- Pai... - J� chega!

Traga o meu beb� de volta! Por favor!

Est� dizendo

que eles declaram os beb�s mortos para com�-los?

Mas como eles forjam o �bito?

Isso eu n�o sei.

Certo.

Cerca de um m�s

antes de desaparecer,

o Sr. Kano parou de me ligar.

Um m�s?

Ent�o n�o foi voc� que fez a �ltima liga��o para ele.

Como assim?

O Sr. Kano recebeu uma liga��o

logo antes de desaparecer.

E n�o foi do homem do rosto devorado.

Interessante.

Talvez...

ele tenha continuado a investiga��o

e tenha encontrado as crian�as.

- Por isso foi assassinado. - Sim.

Ser� que, naquela liga��o, algu�m revelou a ele

o paradeiro das crian�as?

� poss�vel.

Tem ideia de quem possa ser?

Infelizmente n�o.

Mas talvez exista

um delator na vila.

S�o dois?

Eu n�o sabia.

M�nage custa o dobro.

Est� bem?

Ele n�o vai ficar.

Pode ir.

Certo.

- Cortou o cabelo? - Deu pra perceber?

Deu. Ficou bom.

J� acabou? � cedo.

Onde voc� se enfiou?

- Hein? - Calma, Jin.

Ele � policial.

Esque�a isso e v� pra casa.

N�o vai escapar de nos dar uma explica��o.

Voc� est� bem?

O que aconteceu?

O Sr. Sabu ergueu a m�o para a filha.

S�rio?

A Gin Goto pegou o beb� dela.

Ela disse isso mesmo?

Disse.

Ela estava muito abalada.

YAMAGUCHI

Pois n�o.

Quem �?

Ol�, Sr. Sabu.

� o Agawa, da subdelegacia.

O que quer?

Tenho umas perguntas

sobre a sua filha.

N�o acredite nas invencionices da sua esposa.

Por favor, abra a porta.

Est� � uma investiga��o oficial.

O senhor foi acusado de agredir sua filha.

N�o agredi ningu�m!

N�o tenho nada a dizer.

V� embora!

Espere!

Se n�o agrediu, ent�o colabore comigo!

Kanako.

Ouvi dizer que a Gin Goto levou seu filho.

Quer me explicar melhor?

Kanako.

Bico fechado.

Venha!

Estarei na subdelegacia.

Estou disposto a te ouvir.

GIN GOTO

O festival est� chegando, vov�.

M�e,

o Keisuke se tornar� o chefe

da fam�lia Goto na semana que vem.

Com orgulho,

ele perpetuar� o sangue da fam�lia Goto.

Por favor, olhe por ele.

SUBDELEGACIA DE KUGE

Bem-vindo!

O jantar est� pronto. Vai trabalhar mais?

- Vou. - Est� bem.

Vamos comer sem voc�.

- Yuki. - Diga.

Preciso de um favorzinho.

Como posso ajud�-lo?

Desculpe o inc�modo.

Preciso perguntar uma coisa.

Posso passar a�?

Pode. Venha quando quiser.

CENTRO COMUNIT�RIO DA VILA KUGE

O que voc� quer?

Nada...

Voc� parece fumar com prazer.

Qu�?

Voc� fuma?

Fumava.

- Quer um? - N�o, obrigada.

Voc� que sabe.

� gostoso fumar em meio � natureza.

Como � que dizem

quando algo faz mal, mas � bom?

Ah, sei. Como era mesmo?

- Era... - N�o lembro.

Ah...

- O que � proibido � mais gostoso! - Isso!

Exatamente.

Obrigada.

- Espera! - A bola � minha!

N�o � assim que se brinca.

Entenderam?

- Quem vai me ajudar? - Eu!

Vacas.

Elas deixam as crian�as perto de mim, mesmo sabendo que fico triste.

N�o precisa fumar se n�o quiser.

Ent�o...

Sabe...

Aquilo que voc� disse...

Que a Gin Goto

levou seu beb�.

Meu marido quer saber mais.

Me proibiram de falar sobre isso.

Espere.

Acho que ele pode te ajudar.

Anos atr�s,

tinha um stalker atr�s de mim.

Meu marido foi encarregado do caso.

Eu nunca pedi,

mas ele vigiou meu apartamento por horas.

No fim, era dif�cil dizer quem era o stalker,

mas ele me fez sentir segura.

- Ent�o, se voc�... - Desculpe, tenho que ir.

O motivo para os moradores evitarem a fam�lia Goto?

Sim.

Por que eles t�m tanto medo?

H� muito tempo,

a fam�lia Goto detinha quase todas as terras.

Durante a guerra, os moradores arrendaram as terras dos Goto para se sustentar.

Naquela �poca, os moradores j� tinham medo deles.

De qual guerra est� falando?

� irrelevante.

O medo da fam�lia Goto

passou de pai para filho.

Nesta vila isolada,

a tradi��o perdura.

Mesmo em tempos mais recentes,

houve problemas entre os moradores e a Gin Goto.

Que tipo de problema?

Algumas mulheres alegaram

que a Gin roubou ou matou os beb�s delas.

Estou entendendo.

Mas...

como ela pegaria as crian�as sem ningu�m ver?

Na vila...

ela era a �nica parteira.

Parteira?

Ela prestava aux�lio

em todos os partos da vila.

Certo...

Ent�o � por isso...

No entanto,

acredito que as alega��es das mulheres

s�o infundadas.

� claro.

Ela n�o seria capaz de algo t�o vil.

Kanako!

Kanako!

Legendas: Eduardo Godarth

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