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Original subtitles

UNITED apresenta

Uma legenda lucasvsribeiro & Monk & ZeitG3ist

Certo, Nick

estamos quase terminando.

Vamos passar a uma nova seção,

chamada interpretação de texto.

Entendeu?

Sabe o que é interpretar um texto?

Não.

É só um jeito especial

para dizer o que as palavras significam para você.

- Certo. - Certo. Estas aqui

são expressões comuns

que as pessoas dizem às vezes.

Pode ter ouvido isso na rua,

ou na TV,

talvez de um amigo, ou de sua avó.

Vou ler algumas, certo?

- Certo. - Tudo bem.

A primeira é

"não conte com o ovo dentro da galinha".

O que significa para você?

"Não conte com o ovo dentro da galinha."

Não conte com o ovo.

Certo.

O que está escrevendo?

A razão de eu fazer as perguntas

é para escrever... sabe...

- respostas. - Foi o que eu disse.

Por que está escrevendo?

Para o caso de eu esquecer.

Não gosto que falem de mim depois que saio.

Não o culpo. Não vou falar de você.

Isso é só para mim. São minhas anotações.

Só eu as vejo.

- Não gosto, mas... - Tudo bem, aqui tem outra.

"Quem não chora, não mama."

O que significa para você?

Já a tinha ouvido?

Nick?

Quer saber, Nick?

Por que não vamos para a próxima seção?

É mais divertida e mais fácil.

Chama-se comparar palavras.

São duas palavras que parecem não ter conexão,

e aí você diz o que pensa

ao ouvir as duas juntas.

- Certo. - Tudo bem. As primeiras são...

gato e rato.

Em que isso o faz pensar?

Eles não gostam um do outro.

Certo. Eles são...

inimigos um do outro, certo?

- Foi o que eu disse. - Certo...

E que tal tesoura...

e panela.

Pode se machucar com as duas.

Certo.

Que tal sal e água?

A praia.

A praia. Boa resposta.

Se importa se voltarmos

para a tesoura e panela?

Falou sobre se machucar. O que queria dizer?

Já pensou em se machucar?

Por que pensou sobre ser ferido?

Porque toquei na panela e machuquei minha mão.

Isso faz sentido. O que aconteceu?

Lembra quando foi?

Não quer falar disso?

Eu estava sentado, tentando comer.

Ela começou a gritar comigo, a me empurrar,

dizendo que não consigo comer.

- A sua avó? - É, e aí me jogou umas coisas.

- Jogou em você? - É.

Aí peguei a panela e joguei nela.

Jogou na sua avó?

Joguei na parede.

Você não queria acertar sua avó?

Você se queimou quando jogou a panela?

Nick?

Nick, seria bom falarmos disso.

É bom estarmos falando.

- Pois não? - Você é o Peter?

- Sou. Estamos numa sessão. - O que está fazendo?

- Estamos no meio de um exame. - Vamos, levante-se!

- Nick... - Ele perguntou sobre a panela,

- o frango. - Quer que eu o faça chorar?

- Gostaria disso? - Não, mas...

- Me mandaram fazer isso. - Levante-se. Vamos.

Ele escreveu. Tem as minhas coisas!

Rasgue essa merda, então.

- É meu trabalho, minhas coisas. - Que vergonha, Connie.

- Vergonha é você. - Isso não ajuda.

Devia se envergonhar!

- Vamos. - Janice, chame Mark e Matthew.

É isso que você pensa que é?

O quê?

- Minha nossa! - Sinto muito.

É que a vovó falou...

Não quero mais ouvir falar dela.

Foda-se a vovó, Nick.

Somos só você e eu. Sou seu amigo, certo?

Amo você, certo?

"BOM COMPORTAMENTO"

Pare com isso. Pare de mexer nisso.

Próximo?

NÃO FALE... QUERO US$ 65 MIL... ESTOURO MINHA...

É TUDO QUE TENHO! POLÍTICA DE SEGURANÇA!

ESTAMOS ARMADOS PEGUE O RESTO

No que está pensando?

Nada.

Já está quase no fim.

Fique calmo.

Não. Não corra.

- A máscara. - O que tem ela?

A máscara. Quero tirar.

Quero tirar a máscara.

Vamos tirar em dois minutos, mano.

Está terminando e está tudo ótimo.

Nick.

- Onde? - Neste beco.

Comece a tirar suas coisas.

Não quer sair.

Não quer sair.

Connie, me ajude! Não consigo respirar!

Lembra como fizemos?

Dedos embaixo e puxar.

Empurre. Empurre.

Empurre.

Você foi incrível.

- Incrível, entendeu? - Sim.

Sério. Acha que eu teria conseguido

sem você ao me lado, sendo forte?

- Não. - Está sentindo, Nicks?

Está se sentindo tão bem como estou?

- É, estou com frio. - Com frio?

- É. - Foda-se.

- Vamos para a Virgínia, - Tudo bem.

Mas que merda!

Nick! Venha cá.

- Fique comigo. - Aonde ele foi?

- Onde você está? - Ele está no banco?

Fazendo a volta? Estou na esquina onde me deixou.

Tem que vir aqui já.

Estou em frente ao Mango Rico.

Sim, sim.

É ele ali?

- Entre no carro. - Certo.

Desculpe. Os tiras me fizeram sair.

- Não me queriam lá. - Esqueça isso. Vamos.

- Ainda vamos para o porto? - Vamos,

nada mudou, para o mesmo lugar.

Quer segurá-lo?

É, eu não ligo.

O que foi esse som?

Que merda você fez?

Meu rosto.

Meu rosto. Meu rosto está queimando.

- Está queimando. - Não está.

- Queimando. - Olhe para mim.

- Queimando. - Olhe aqui.

Ele não está queimando.

- Olhe. - Meu rosto.

- Meu rosto, Connie. - Respire, apenas respire.

- Vamos dar um passeio? - Não.

Acho que vou vomitar.

Você não vai vomitar. Vamos.

- Vou vomitar. - Não. O que eu disse?

- Não sei. - Disse que não vai vomitar,

então não vai, certo?

Não vai.

- Conte até 30. - 1, 2, 3...

- Continue. - ...4, 5, 6...

Emergência. Vou usar o banheiro.

Não. Os banheiros são só para clientes.

Vou comprar algo. Me dê 5 minutos.

Não. Abra agora!

É só lavar essa coisa do seu rosto.

Nick, que merda é essa? Venha para a pia.

Minha nossa!

- Levante as mãos. - Saiam!

- Tire. - Certo.

- Vou chamar a polícia! - Tire tudo que ficou vermelho.

Meu irmão é deficiente mental.

Um balde de tinta caiu de um caminhão na cabeça dele.

Sairei num segundo. É uma emergência, certo?

Me dê 5 minutos.

- Isso queima. - Pare com isso.

- As calças têm tinta, tire-as. - Gosto dessas calças.

Não interessa. Tem de tirar.

Está com um moletom por baixo. Por isso que os vestiu.

Depressa. Procure qualquer coisa que...

- Certo, por favor. - Saiam já!

Mantenha a cabeça abaixada.

Vão nos abordar. Não diga nada, certo?

- Certo. - Não os encare. Não tenha medo.

- Tudo bem. - Deixe que eu fale.

Aonde vão, amigos? Podemos conversar um minuto?

- Poderia tirar seu capuz? - Por quê? O que fizemos?

Ei, você com o moletom preto.

Você, cara. Vire-se.

- Tudo bem. Não fizemos nada. - Ei, você! Volte aqui!

Polícia de Nova York! Parem!

Nick, vamos!

Nick!

Connie!

Pare! Você está...

Polícia! Levante-se!

Senhor, quero que se levante.

Obrigado pela recepção.

Você aí, chefe!

Quero falar com o porra do capitão.

Estou aqui há quatro dias.

- Desencostem das barras! - Merda!

Parem a briga!

Parem a briga! Chame o capitão.

Parem a briga!

Parem ou usaremos armas químicas.

Parem a briga!

O juiz vai perguntar a ela sobre Connie.

Se ela disser: "não posso falar sobre isso",

o juiz dirá: "vá embora, não vou ajudar o Nick".

Ela precisa deixar o juiz feliz, responder as perguntas dele.

Ela não fará isso se você não falar com ela.

Não gosto, não quero.

Não importa o que você me diz, o que você fala.

Nem o que estamos fazendo agora.

Nada do que fizermos aqui prejudicará seu irmão.

- Então, por que pergunta dele? - Quer saber?

Não acho que você seja tão responsável por isso

quanto você acredita ser.

O dinheiro era para nós.

Ele ia me comprar uma fazenda

e íamos morar na floresta.

Eu ia fazer o que quisesse, quando quisesse, viu?

Você não me ama, viu? Ele me ama.

- Connie me ama! - Não sai do telefone.

- Não sabe o que é amor! - Pode se apressar?

Não falo mais com você. Aquilo foi por nós.

- Ei, cara... - Ele fez por nós.

Estou falando com minha avó, está bem?

FIANÇAS

US$ 16.480. Precisa de mais dez mil.

Não pode fazer nada com isso?

Está sujo. É perigoso.

Não pode limpar, nada?

Não. É tudo lixo.

Arranje mais dez mil

e consigo a assinatura do juiz.

Terá a ordem judicial.

Seu irmão vai sair.

Vá atrás das dez pilas.

Vamos assistir "Empire".

- Que merda é essa? - Eu estava assistindo.

- Estava vendo antes. - Não manda nesta TV, cara.

Ei, cara. Se fosse você, não mexeria na TV.

- Esqueça isso. - Não fale comigo.

- Não gosto de você. - Esse novato...

Não tinha ninguém aqui.

Posso assistir o que eu quiser.

Cara, não toque nessa TV.

Cara, isso é algum...

Que merda está fazendo, cara?

Me dê isso!

Não está se divertindo?

Eu disse que ia pegá-lo,

seu filho da puta.

- Eu atendo. - Não, estou aqui.

- Quem é? - É o Connie.

- Con... - Não, não.

Mama, eu liguei para ele.

Espere um pouco. Como ele entrou no prédio?

- Eu o convidei. - Não interfonaram.

O porteiro me reconheceu.

- Ele não vai entrar. - Vai, sim.

Posso voltar depois, Loren.

Connie, estamos jantando.

- Acho que você poderia... - Posso ir embora.

- Não. Fique no meu quarto. - Não é uma boa hora para nós.

- Qual o seu problema? - Qual o seu problema?

Que grosseria! Eu nunca trataria seus amigos assim.

- Olhe só você! - O quê?

Por favor, cale a boca.

- Calar a boca? - Por favor...

Você poderia se olhar no espelho?

Olhe para si mesma. Estava bem esta amanhã.

Do que está falando? Estou bem agora.

- Esse é o seu problema. - Pode me fazer um favor?

- Quer saber? - O quê?

- Ligue para o dr. Klienman. - Ligue você.

Eu tenho um amigo.

Mãe, quero encerrar essa conversa.

- Certo. - Estou encerrando!

- Certo. - Acabou o assunto!

Vou sair com meu amigo.

- Certo. - Veja se se controla!

- Faça isso. - Maluca da porra!

Puerto Vallarta.

Tem os melhores hotéis. Adoro isso lá.

Tem um resort e spa Grand Miramar.

Pode beber dentro da piscina. Como se fosse um bar.

Dane-se. O voo é muito longo.

São umas oito horas.

Certo, tudo bem.

E a Flórida?

- Pode desligar isso um segundo? - Costa Rica.

Só um segundo. Preciso lhe contar algo.

O quê?

Já lhe falei do meu irmão, né?

Já.

Falei do programa

que ele tem de ir e que não deveria ir.

- Falou. - Como todos os envolvidos

não sabem o que fazem, e ele odeia isso.

Só quatro horas e meia até a Costa Rica...

Por favor, desligue por 2 segundos.

Ouça o que estou dizendo.

Olhe,

aconteceu algo, não sei bem o quê.

Um dos terapeutas abusava dele,

e acho que ele o atacou

e machucou bastante o cara.

Esse cara deu queixa.

Meu irmão foi preso. Está na Ilha de Riker.

Meu Deus, é horrível.

Eu sei.

Você nem faz ideia.

Tenho que soltá-lo antes que algo ruim aconteça.

Podem matá-lo lá.

Mas falta um pouco de grana para a fiança.

Quanto?

Uns poucos mil.

Isso não é tão ruim.

Eu esperava que o cartão de crédito de sua mãe

cobrisse o resto.

É só para tirá-lo da Riker. Um empréstimo temporário.

Você receberá de volta.

Qualquer juiz encerrará isso

assim que ele chegar ao tribunal.

É.

Certo?

E a nossa viagem?

Vamos depois?

Como é? Sério? Essa é sua resposta

para o que eu disse?

É sua resposta?

Também estou pensando no seu irmão.

Cara!

Temos que fazer uma parada. Ainda em Queens. É...

Rua 82 com Queens Boulevard.

Perto da Union Turnpike.

Eric, ele está vindo.

O que eu lhe disse?

Um par de horas, certo?

É. Conseguiu os dez?

10 mil?

- US$ 10 mil. - É.

- Aceita cartão de crédito, né? - Aceito.

Calma. US$ 10 mil?

É.

Disse que era uns poucos mil.

É um empréstimo. Terá de volta como se fosse 3 mil.

- Qual a diferença? - São US$ 7 mil de diferença.

É para o meu irmão. Receberá no mesmo dia. Certo?

- É, terá de volta. - Vai ter de volta.

Tudo bem?

- É para o meu irmão. - É, eu sei.

Tudo bem.

Pode ser já? Quero que ele saia esta noite.

Esta noite? São 20h35.

Os juízes jantam às 21h.

E daí? Qual é o problema?

- Não pode fazer uma ligação? - Eles vão jantar.

São só 20 minutos para o acordo,

- papéis. - Tem 20 minutos.

Pode ver o que é possível?

- Ela já está pagando. - Entendi. Está sendo agressivo.

Obrigada.

Oi, Bob, como vai?

É, eu sei.

Desculpe. Tenho um ciente aqui.

Quer que eu entre com uma fiança agora.

Pode checar, por favor?

O sobrenome é N-I-K-A-S. Nikolas.

Acha que o juiz vai esperar?

Vamos, pergunte.

- Tudo bem? - Está bem tarde para isso.

Está demorando. O novo sistema...

Eu sei. Esses chips são tão...

Eles são a desgraça da minha existência.

Espere. Ele não está na agenda desta noite.

O que é a agenda?

Onde ele está?

Tem algo aí, alguma anotação?

Ele está em Elmhurst.

- Beleza. Elmhurst. - Elmhurst, o hospital?

É, aonde vão pessoas doentes.

O que tem de errado com ele?

Não dirão. É confidencial.

- Quer dizer que não vamos? - Não irá ao tribunal,

- está no hospital. - Vamos pagar?

Até os médicos liberarem,

não entrará na agenda.

- Quando será? - Bob, espere. Tenha paciência.

Quando ele foi para o hospital?

- Recusaram o cartão. - Eu sei.

Acho que você colocou errado.

Eu acabei de usá-lo.

O que tem o seu cartão?

- Não sei. - Ligue para o banco, se quiser.

Eu quero ligar.

Vou ligar para você.

Espere, Bob. O que quer fazer?

Pode ligar para alguém?

Ligarei para a administração e tentarei descobrir algo.

Vou colocar os números, e aí...

Merda! É minha mãe.

Sinto muito.

Oi, mãe. Você cancelou o cartão?

Você...

Quer falar com eles?

Mãe! Desculpe.

- Mãe. Desculpe. - Acalme-se.

Não, é claro. Mãe, escute.

Estou num "legitimador"...

É um lugar para fianças.

- É o seguinte... Mãe. - Espere.

- O dinheiro será devolvido. - Ligo depois, Bob.

Caos. Espere um segundo.

- Pode resolver lá fora? - É um empréstimo.

Temos dez minutos. Decida.

- O que quer fazer? - É um desastre.

Não sabia que ela ficaria assim.

Não gosto de gritos no escritório.

Eu entendo.

Me devolva o dinheiro de antes e voltarei com tudo.

O dinheiro no meu cofre?

Não, ele fica no cofre.

Quer soltar seu irmão? Traga os dez mil.

- Funciona assim. - Cara, dê um tempo.

Estou dando.

O dinheiro fica no cofre. Ele é meu.

Consiga os outros dez, eu solto seu irmão.

Você é tão boa.

Por favor, não é culpa sua.

Eu só queria fazer uma coisa boa para alguém.

Ei, cara, por que tantos tiras?

Como assim?

Tem tiras em todo lado.

Tem tiras fora do quarto do meu pai.

Em que andar ele está?

Quinto.

Não deveria haver presos no quinto.

Deviam estar no sexto.

Deviam estar no sexto?

Isso é inaceitável.

6º ANDAR QUARTOS DOS PACIENTES

Com licença.

Onde é o banheiro?

Fim do corredor, à esquerda.

Obrigado.

Acabei de me assustar pra caramba, cara.

- Como? - Estava dormindo com meu pai,

no fim do corredor.

Ele está morrendo, então já estou meio apavorado.

E os canais da TV começaram a mudar sozinhos.

Levantei, e eles pararam. Sentei, e começou de novo.

Então eu...

Que merda é essa?

Não sei o que dizer, cara.

Foda-se. Acho que estou surtando.

Estou aqui há 48 horas.

Quer algo da máquina de venda?

Não, estou bem. Obrigado.

Olá?

Olá?

Vou pegar um café. Quer algo?

Quero, traga-me um café.

Volto já.

Com licença, senhora.

Posso pôr meu irmão antes?

Está tão frio, e ele não tem casaco.

- Tudo bem? - Importa-se?

Tudo bem.

Muito obrigado. Deus a abençoe.

Vire-o de lado. É isso aí.

Tudo bem.

Obrigado.

Pronto?

Ei, podemos ir agora?

Sim, podem vir.

Por aqui.

Certo.

Isso mesmo.

Tudo bem.

Empurre. Isso.

Rua Woodhaven, 6180.

Somos nós. Perto do prédio, por favor.

Certo.

- Regal Garden. - Somos nós.

Quarta Avenida, 220.

Certo. Muito obrigada.

Com licença.

Boa noite.

- Obrigado. - Espero que melhore.

A senhora também.

- E ele também. - Certo, agora...

Levante os pés.

Ei, você!

Eu só tinha três paradas. Não sei de uma quarta.

Estranho. Eu liguei, com certeza.

A expedição está me ferrando.

Tudo bem. São só uns quarteirões daqui.

Por isso achei que seríamos os últimos.

Uns quarteirões. Uns dois quarteirões?

Literalmente 2 quarteirões ou "15 minutos" 2 quarteirões?

Dois quarteirões. É logo ali.

Tudo bem, levo vocês.

Obrigado.

Certo, diga quando.

Ali, à direita. Aquela com a entrada de carro.

- Não precisa entrar. - É?

Eu o empurro daqui.

- Perfeito. Obrigado, cara. - É.

Crystal?

Veja quem é, não abra.

- Quem é? - Eu não sei.

Toda hora!

Posso ajudar?

E aí? Tem um casal idoso que mora aqui?

- Annie? - Acabei de sair

- da van do hospital. - Oh, Senhor!

O que aconteceu de novo?

Tem alguém na porta para você.

Quem é?

Não sei. Um cara branco.

Espero que me reconheça da van do hospital.

Sim.

O motorista nos deixou em casa, na rua 23,

mas não acho minhas chaves.

Meu irmão não tem casaco e está congelando.

Eu poderia usar seu telefone?

Só por dois minutos.

Tudo bem.

- Deus a abençoe. - Entre.

Está tão frio.

Está congelando.

Certo.

Este é o telefone. Se usar, não desconecte.

- Certo.. - A bateria não está boa.

- Está ruim, certo? - Certo.

Obrigado.

Droga.

Mãe, é o Connie.

Nick e eu estamos trancados fora de casa,

estou sem as chaves, sem carteira, sem nada.

Então, vamos esperar

no Dunkin' Donuts até você sair do trabalho.

Se pegar essa mensagem, pode me ligar no...

Qual é o número daqui?

- 917. - 917.

- 718. - 718.

- 63. - 63.

- 17. - 17.

Me ligue se receber isso nos próximos cinco minutos.

Certo.

Posso deixá-lo aqui dez minutos, enquanto quebro a janela.

Por quê?

- Para entrar em casa. - Que janela?

Minha janela. A minha, não a sua.

Por que não chama um chaveiro?

Não tenho dinheiro. Estou sem carteira.

Também não tenho dinheiro.

Não, eu entendo.

Pode emprestar umas roupas para ele? Porque eu...

Até que hora sua mãe trabalha?

Ela sai às 7h, chega às 7h30, mas...

- deve receber a mensagem. - Se quiser,

posso dar-lhe um quarto, não por você, pelo seu irmão.

Esperem até sua mãe voltar do trabalho.

- É? - É.

Vai demorar muito, umas sete horas.

- Tudo bem? - Vou mostrar o quarto.

Muitíssimo obrigado.

- Isso é... - Deixe-me mostrar o quarto.

Venha comigo.

Desculpe, a luz não funciona.

Tem a TV, certo?

Certo. Deixe-o aí.

Venha comigo.

Eu estava no sofá,

assistindo TV.

O controle não funciona. Não está bom.

Se você quiser mudar o canal, vá até a TV.

Posso ficar aqui. Muito obrigado.

Tudo bem, é o bastante. Crystal?

- Sim? - Venha cá, querida.

Escute.

Tenho que trabalhar amanhã.

Vou tomar o remédio para dormir, certo?

Desligue seu telefone, Crystal!

Sempre me dando problemas com o telefone!

Pare com o telefone, certo?

Faz isso comigo o tempo todo.

Quando falo com você, não olhe para o telefone.

Tem que olhar para mim, olhos nos olhos.

Certo.

Merda.

POR QUE NÃO ATENDE? LIGUE PARA ESTE NÚMERO JÁ!

Desculpe, preciso procurar uma coisa rapidinho.

Tudo bem. Só tente não acordá-lo.

O que é isso no seu cabelo?

Achei uma tintura de cabelo no seu banheiro.

Você pintou o cabelo?

É.

É meio estranho.

Espero que não seja o que está embaixo do armário.

- Não sei que cor vai ficar. - Espere um pouco.

Desculpe, peguei o telefone da sua mãe.

Ela não é minha mãe, é minha avó,

e não me importo com esse telefone,

- desde que o devolva. - Desculpe, é a minha mãe.

Preciso atender.

Certo.

- Ei, disse para esperar. - Esperar o quê?

Está tudo desmoronando.

Não! Pare com isso.

Parar o quê? Onde você está?

- Estou com o Nick. - O quê?

Ótimo. Já tem seu irmão e não precisa de mim?

Não, calma.

- Não tem com que se preocupar. - Desculpe.

Não queria falar isso. Só...

Não, espere um segundo.

Quero que pegue um táxi e venha nos buscar.

Não entende. Estou presa. Minha mãe disse ao porteiro

para chamá-la se eu tentar sair.

Quando muda o turno dos porteiros?

- Às 5h ou 6h. - Às 5h da manhã,

desça, pegue um carro

- e venha nos pegar. - Sei lá, Connie.

Não posso falar muito.

- O telefone não é meu. - De quem é? Onde você está?

- Qual é o endereço aqui? - 4ª Avenida, 220.

Connie, quem é essa?

Com quem está falando?

Connie? Alô? Alô?

Mandei o endereço. Recebeu?

Recebi.

Venha nos buscar o mais rápido possível.

Amo você. Até já.

Sabe, minha avó mandou eu não falar com você.

Não ligo para o que ela diz, mas...

Se importa se conversarmos lá fora?

Não quero acordá-lo. Vamos sair.

Vou fazer algo para meu irmão comer. Quer?

Eu não faria isso.

O que é toda essa merda?

Não vai achar nada aí.

Eu tenho nuggets de frango.

- Deve estar bom. - É.

Qual sua idade?

16 anos.

Dezesseis?

Parece mais velha.

Eu sei.

E aí, fica acordada a noite inteira?

Vou voltar ao meu quarto.

Ficar acordada, comer, ver uns filmes, fumar.

- É erva? - É.

Não faz efeito em mim. Sou imune a isso.

Meu namorado vende isso.

Por US$ 30.

Qual a idade do seu namorado?

Não é meu namorado. É meu ex.

- Ele é traficante? - É.

Onde ele mora?

Não posso revelar isso.

Por que não?

Porque "queimaria" a casa dele.

- Não posso fazer isso. - O que, eu?

Qualquer um.

Vamos ver uma senhora

que ameaça suicidar-se.

Quem ligou foi o marido, que está em outro local.

Parece que ela está com uma faca

e tomou uns antidepressivos.

É a segunda vez que vamos a esse apartamento hoje.

Parece que...

ela está aí na frente, no carro dela.

A minivan vermelha.

Merda.

Sharon. Pare com isso!

Ele tentou chutá-la?

- Quero ajudá-la. - Não, não quer!

- Quero, sim.. - Mentiu para mim.

Não estou mentindo.

Vamos, tem que sair. Vamos!

Me dê a faca!

- Afaste-se! - Senhora...

Minha nossa!

- Afaste seu braço. - Tire isso daí.

- A faca está aí. - É, tudo bem.

- Meu Deus. - Você devia mudar.

Não quero vê-los justificar isso.

Ela está bem. Não podemos fazer nada.

Deixe a faca aí.

Olha o cachorrinho!

...ele criava pitbulls

e promovia lutas de cães.

Isso é muito errado. Eu adoro cães.

Uma das amigas da minha prima, Tiara,

tem um cachorro. O nome dele é Blade.

É um dinamarquês. Meu Deus!

Acho que fui um cachorro em outra vida.

Na verdade, sei que fui.

Por isso eles me amam tanto.

Você está assistindo o Time Warner Cable News

Nova York 1.

Últimas notícias sobre o roubo ao banco em Flushing.

Ainda estão à procura de Constantine Nikas,

suspeito de realizar o roubo junto com seu irmão.

Nikolas Nikas foi preso perto do banco

após atravessar uma porta de vidro

no New World Mall. Hoje, a avó dos irmãos

falou com exclusividade a Tara Lynn Wagner, da NY1.

Ela está em Flushing, de onde dá os detalhes.

Certo, Lewis. Com exclusividade à NY1,

Agapia Nikas conta o complicado relacionamento com seus netos.

Ela pediu uma ordem de restrição contra Constantine, este ano,

após ele ameaçá-la e persegui-la.

Ela o responsabiliza por uma briga com Nikolas

que deixou seu braço quebrado.

Não quero ligar para ele.

Não quero falar com ele.

Não quero...

É tudo porque ele trata o irmão dele tão mal.

Mas que merda!

Onde eu estou, porra?

Aonde está indo?

Merda!

Onde estou, cara? Você fez isso no meu rosto?

- Cale a boca. Fale baixo. - Não. Afaste-se!

- Pare com isso! - Afaste-se!

- Cale a boca! - Meu braço, porra!

Minhas mãos, as algemas...

Cale a boca!

- Afaste-se de mim! - Pare de gritar!

- Cale a boca! - Meu corpo inteiro dói!

- C, tem analgésico, por favor? - Você fez isso comigo, mano?

- Agora! Já! - Fez isso comigo?

Cale-se. Se acordar a avó,

- juro que te fodo. - Que porra de avó?

Está na casa de uma velha em Rego Park.

- Vai ficar quieto? - Como cheguei aqui?

- Acalme-se. - Tudo bem. Estou calmo.

- Acalme-se. - Certo. Saia de cima de mim.

Obrigado. Cara, tome isso.

- Que merda é essa? - O que é isso?

- Óxi. - Tome.

Vai se sentir melhor.

Vai ficar calmo?

Dá um tempo, por favor?

Cara, estou com algemas.

Vá para seu quarto. Feche a porta.

Feche a porta!

- Porra! - Juro que, se acordar a avó,

- vou te foder! - Certo, já ouvi, mano.

- Merda! - Vai ficar calmo?

Vou, estou calmo.

- Merda! - Nossa, cara.

Que merda está acontecendo? Por que estou algemado?

Foi algemado numa cama, no hospital.

- Eu peguei o cara errado. - Hospital?

É. Tinha um tira fora do seu quarto.

- O quê? - Eu fodi tudo.

Não sei o que te dizer.

Tinha um tira no quarto e você é o cara errado.

E que merda eu faço agora?

Faça o que quiser.

Só não pode é me foder,

agindo como idiota, fazendo me expulsar.

Certo, me dê um telefone.

- Preciso ligar. - Não tenho.

Pegue o da garota, então.

Precisamos voltar ao hospital.

Seu irmão está bem?

Não é meu irmão. O hospital fodeu tudo.

Quem é aquele?

Não sei.

É culpa do hospital, não minha.

O carro aí na entrada funciona?

- Funciona. - Sabe das chaves dele?

- Não. - Onde podem estar?

Podemos procurá-las, já?

Rápido, encontre as chaves.

Que merda, cara.

Não fique confusa. Isso só pioraria para mim.

Merda!

- Cara! - O quê?

Estou indo, você também deve ir.

- Vamos. - Me dá uma carona?

- Dou, tudo bem. - Preciso telefonar, mano.

- Por favor. - Tudo bem.

- Olha o que diz diante dela. - Não sou bobo.

- E limpe seu rosto. - Acha que não estou tentando?

- Vai assustá-la. - Me dê o telefone!

Foda-se, cara.

Merda!

Provavelmente, é só uma bobagem.

Ei, Ron, sou eu.

Explico depois. Está com a mamãe?

Certo. Tem mais alguém na sala com você?

Merda!

Escute, quando eu desligar,

finja que era um amigo seu, ou algo assim.

É muito importante.

Ligo mais tarde de um outro telefone.

Vou explicar tudo, certo? Amo você, mano.

Tchau.

Por que estamos voltando ao hospital?

- Achei que queria ir lá. - Você está maluco?

Tudo bem.

Deixarei você no White Castle.

Preciso mesmo comprar algo para meu irmão.

Pode pegar um número 5, seis pedaços de frango?

Certo.

Traga-me algo também. Estou faminto.

Alguns mini-hambúrgueres, por favor.

Pode ir.

Dê meu telefone.

- Tome. - Não, deixe aqui.

Vou usá-lo.

Certo, mano, ela já foi. Vamos dar o fora.

Com um carro roubado? Não seja idiota.

Vamos esperá-la.

Então, acho que também ficarei no carro.

Viu como está cheio de tiras por aí?

E tem tiras na minha casa! Acho que não entendeu, cara.

Saí da prisão ontem.

Estou em condicional.

Estou fodido. Acabarei voltando à prisão.

Não vou voltar à prisão!

E essas malditas pílulas não fazem nenhum efeito.

Cara, isso tudo é uma grande merda.

Cale a boca. Estou tentando pensar.

- Certo? - E acha que eu o quê?

Esto tentando ajeitar meu lado, também.

Não sei que merda eu faço.

Não me lembro da metade do que aconteceu ontem.

Não sei se fui parar antes no hospital...

ou na delegacia. Não sei se pegaram minhas digitais.

Não sei que porra está acontecendo.

E não me lembro porque estava muito chapado.

Lembro de ter pegado um ônibus.

Saí da prisão, peguei o ônibus,

desci em frente a uma loja de bebidas.

Depois de dois anos preso,

que merda acha que vai fazer, cara?

Eu queria a porra de uma bebida.

Peguei uma garrafa de conhaque.

Fiquei praticamente quebrado, minha conta estava quase vazia.

Aí, liguei para meu amigo Caliph.

Ele trouxe mais bebida.

- O garoto voltou, cara. - E uns Frontal.

- Meu irmão! - Ele tomou uns, tomei outros.

E ficamos chapadões.

Me sentia tão bem que não estava nem aí.

Então, fomos à casa de um amigo dele, Trevor.

Esse cara tem um lance de levar ácido

de um cara do Bronx para outro em Long Island.

Mas eles separam umas folhas para eles,

para ganhar uma grana por fora antes de fazer a entrega.

Bells, Belvis, quanto foi isso?

Ei, filho, deixe para mim.

Acabe logo. Você é rapidinho, mesmo.

Foda-se, me deixe em paz, cara.

Fui com ele para Long Island, pensando o tempo todo,

esse cara vai me dar uma dura

porque já estou chapado, mas, quer dizer...

Me sentia tão bem, e estava chapado.

Não estava nem aí. Estava comemorando.

Não vou derramar isso. Quanto vale essa merda?

Aí eu estava nos videogames com o Trevor.

Sabe, fazendo nosso lance com o ácido.

Tomamos conta do lugar.

Como se fosse nosso escritório.

De vez em quando, aparecia alguém

e fazíamos uma venda, entende?

Uma venda aqui, outra ali.

Vinte? Você sabe...

Vá ficar ligadão, garotinho.

Espero que seja melhor do que o último.

Mas aí chega um amigo do Trevor,

um palhaço chamado Donnie.

Estava chapadão, Ficava contando

que roubou uma Radio Shack ali na rua.

Dê uma olhada nisso.

Foi aí que o ácido bateu em mim,

e não conseguia entender mais nada.

Não conseguia acompanhar a história,

e comecei a me assustar.

Bam! Bem na cabeça dele.

E adivinhe o que aconteceu? Os porras dos tiras apareceram.

Aí, lembro do Trevor me segurar

e corrermos para o estacionamento.

Lembro que pensei que poderia correr uns 30 Km.

Aqui, por aqui.

Segui o Trevor, e estava um frio da porra.

Ele nos levou a Adventureland, um parque de diversões.

Aí, já não sabia mais o que estava acontecendo.

Donnie nos levou a um brinquedo,

e tentavam esconder a merda deles, mas estava escuro.

Não via nada. De repente, eles foram presos,

e fiquei sozinho no escuro.

A próxima coisa de que me lembro

é de estar correndo numa rua qualquer.

Aí vi a porra de um táxi.

Fiz sinal e fui entrando.

E o motorista começou a falar comigo,

falava sem parar, e eu doidão.

E eu dizia, "por favor, me dê um pouco de paz

- "ou eu vomito". - Se vai vomitar,

dê meu dinheiro e desça do carro.

E eu disse: "Não se preocupe. Vou em casa

"pegar o dinheiro na minha bolsa".

Saí da cadeia hoje, cara. Não tenho nada.

Assim que ouviu "cadeia", o cara surtou.

E dizia: "Não vou ser roubado por um malandro de novo".

- Não vai me foder. - E ele só fodendo,

pisando fundo, e continuava. Ia mais rápido.

Eu pago. Minha mãe vai pagar. Ela tem dinheiro.

Vou até a polícia.

Cara, ouvi falar "polícia" e fiquei doido.

Tinha que sair dali.

- Pare! - Você é louco!

Não vou voltar para a prisão, cara.

- Não vou voltar para a prisão. - Que droga!

Abri uma porta, antes que ele as travasse.

Ele era doido, dirigia como louco.

Ele acelerou, ia a 50, 70 Km/h.

Estávamos nos aproximando da delegacia.

Sei onde fica a delegacia do meu bairro.

E eu não ia voltar para a prisão.

Então, olhei para a pista e pulei.

E agora, olhe a porra da minha cara.

Não posso andar por aí assim.

Cara, está me ouvindo?

Está me ouvindo?

ADVENTURELAND

Cara.

- Sério? 21 METROS

Olá!

Olá!

Pensei o seguinte.

Vamos para lá agora mesmo,

procuramos e dividimos o que acharmos.

- Certo? - No Adventurers? Agora?

É.

Está falando sério?

Eu devia estar numa cama em algum lugar.

Você não tem aonde ir. Não tem nenhum plano.

E ela está voltando.

Viu o movimento em frente ao hospital quando passamos?

Vi, a polícia?

É. Liguei para lá, e teve um caso policial.

Não darão alta a ninguém por uma hora e meia.

E o seu irmão?

Não sei, é um pesadelo.

Estou meio fodido. Vou levá-lo para casa

e depois voltar ao hospital.

Deixo você em sua casa, certo?

É, é uma boa.

Isso, me leve para casa.

- Por onde vou? - Por aqui mesmo.

Mas pare nos fundos.

- Ali? - É, mas pare atrás.

Não quero ir pela frente porque os cães latem

e acordam todo mundo. Então...

Saia um pouco. Preciso falar com ela.

Quer saber? Esta noite está foda.

Eu acho...

que está acontecendo algo importante

e muito ligado ao meu objetivo.

E acho que, de algum modo, você também está ligada a ele.

Entende o que eu digo ou parece coisa de veado?

Não, eu entendo.

Certo, vou pegar uma coisa na casa desse cara.

Vamos tentar o hospital em um minuto.

- Me espere aqui, certo? - Tudo bem.

Podemos cortar por aqui.

Merda!

Merda, meu ombro!

Faça força com as pernas. Não use os braços.

- Porra! Que merda! - Cale a boca!

Não consigo, cara.

Diga onde está. Eu já volto.

- Não vou dizer. - Pode esperar no carro.

Isso é tão meu quanto seu.

Não, mesmo. Vamos entrar de outro jeito.

Se eu tiver que ir aí,

vou chutá-lo até você se cagar.

Fique pressionando, mano,

e vou esquecer que meu ombro está fodido.

Filho da puta.

Tem que me ajudar, mano.

Vamos.

Me dê um impulso.

Vá.

Lá vamos nós.

Vá.

Está bom.

Porra, mano!

Merda!

Porra!

Lá vamos nós.

Está vendo esse trilho?

- Estou. - Siga-o.

Cheque esse caixão.

- Onde? - Tudo. Atrás, embaixo.

- Não tem nada. - Tente levantar a tampa.

Está presa.

Não vou passar a noite

olhando tudo aqui, então pense.

Estou tentando pensar, mano.

Estava escuro como agora.

Deve estar mais para lá, vamos.

Merda.

Certo. É isso.

Essa coisa egípcia.

Sei lá. Talvez essa lápide, cara.

Acho que esconderam aqui.

- Merda! - Achou?

É. Achei a porra do ácido.

Não ligo para o ácido.

Você é idiota? Sabe quanto vale isto?

Encontre o dinheiro.

Lembra de algo aqui?

Já disse, cara. Eu estava chapado.

- A polícia chegou de repente. - Merda!

Ei!

Saiam daí.

Parem de me foder.

Já liguei para os tiras.

Cara!

Chega de brincadeira!

Saiam daí agora!

Se eu encontrar vocês,

encho de porrada.

Não estou brincando.

Deixe eu ver sua cara.

Porra!

Merda! Porra!

Ei, calma!

- Porra! - Ei!

Fui espancado! Sou a vítima aqui, cara.

Merda!

- Cadê seu amigo? - Não tem amigo.

Vi vocês no monitor.

Tem câmeras aqui, certo?

Fui espancado. Sou a vítima. Olhe para mim, cara.

- Qual é mano? - Vou achar seu amigo, agora.

Não quero causar problemas, cara.

Certo. Vamos esperar seu amigo sair.

Me deixe ir. Juro que nunca mais me verá.

- Vamos esperar seu amigo. - Por favor. Qual é, mano?

Cale a boca!

Lá vai ele.

Cara!

Puta merda!

Vamos!

Me tire daqui!

Cara!

Abra a porta!

Me tire isso. Deve haver uma tesoura aqui.

Deixe-me ver.

Merda.

Vamos sair daqui.

Vamos deixá-lo aqui.

Continue procurando. Encontre isso.

Quero checar tudo aqui.

Porra, você fodeu o cara.

Cada coisa, certo? Cada espaço daqui.

Lembrou de algo com essa luz negra?

Sei lá, cara. Olhe por aí. Procure embaixo,

procure atrás, como estou fazendo.

Os policiais chegaram muito depressa, cara.

- E aquele barco? - O quê?

O barco. Procurou dentro do barco?

Ainda não.

Olá!

Olá! Polícia de Nassau. Tem alguém aí?

Porra!

Polícia do Condado de Nassau.

Porra!

Merda, cara. Tire os sapatos dele!

Vá se esconder. Não saia daqui.

Espere aí.

O filho da puta não lembrará de nada quando acordar.

Abra a porra da boca.

- Está aí. - O que houve? Nós gritamos.

Desculpe, não ouvi. Ele está lá dentro.

Cuidado com o trilho.

- Ele está aqui. - Merda.

O que aconteceu com ele?

Não sei. Ouvi um barulhão lá fora.

Entrei aqui e ele estava deitado assim.

- Inconsciente, eu acho. - E o outro?

- Chame uma ambulância... - O outro...

Quando acendi as luzes, todos fugiram.

Ele ainda está no parque?

- Talvez, não sei. - Tem previsão de chegada?

Acenda todas as luzes do parque.

- Entendido. - Me dê uns minutos.

Espere. Eu ligo depois.

Acabei de ver algo.

Você aí.

Pare! Vire-se!

Vire-se.

O pulso está forte. Boa expansão do tórax.

Está oxigenando bem.

Mas os golpes na testa são muito feios.

Ei, cara. O que está havendo?

Está acordado? Olá? Olá?

Está um pouco agitado. Segure-o.

Tudo bem, cara. Relaxe.

Parece um caso de drogas, não?

Segure as pernas dele.

Segure as pernas.

Tudo bem.

- Vou algemá-lo. - É, vamos contê-lo.

Relaxe, você vai ficar bem.

- Relaxe. - Tudo bem, peguei os braços.

Pegue por baixo.

Sem pressa. Um, dois, três.

Certo, vamos colocá-lo numa maca.

Certo.

Me solte. Por que o senhor está me segurando?

Me solte!

Me solte! Afaste-se de mim!

Acabei de explicar para o senhor.

- Eu nem devia. - Não está sendo clara.

Esta é a garota.

Ei!

É esta que estava correndo?

Não era uma garota, mano.

Não sei quem é essa.

Olhe para mim, não para ele.

Olhe para mim. Quantos anos você tem?

- Tenho 16 anos. - Cadê sua identidade?

O que está fazendo aqui?

Você não quer... Você não sabe,

e não quer falar comigo? Saia daqui.

Não tenho tempo para essa merda.

Acharemos alguém que nos diga por que está aqui.

Tire-a daqui. Começarei pelo código 61.

Elmhurst, posso ajudá-lo?

Estou procurando um paciente que está no hospital.

Só quero saber se ele está bem.

- Nome, por favor. - Nikolas. Nikolas Nikas.

N-I-K-A-S.

N-I-K-A-S.

Sabe o andar, ala ou alguma coisa?

Não. Não sei nada.

Certo. Por favor, aguarde.

Alô? Sinto muito.

Não tenho permissão para dar informações desse detento.

Por quê não? Sou da família.

Como disse, não tenho permissão

para liberar ou divulgar informações sobre...

Ei!

- Ei! - Sim?

Vamos embora.

Está tranquilo, mano? Eles foram embora?

Ei, espere!

Deixe-me entrar.

- Está com o ácido? - Estou.

Entre atrás.

Preciso de um celular. Tenho que avisar minha família.

Se ligam para aquela garota idiota,

se ela estiver com os tiras, estou fodido, mano.

Podem enganar minha mãe dizendo algo,

como eu liguei para ela antes.

Merda.

Deite.

Vamos para a casa dele.

Deite. Fique invisível.

- Qual apartamento? - 12B.

Olá?

Olá?

Venha aqui.

Cheire o casaco.

Cheire.

Cheirou?

Venha aqui.

Vamos.

...obtendo US$ 46 milhões em financiamento

para melhoria de infraestrutura.

11.000 m de novos esgotos, rede de água e calçadas.

Caramba, foi disso que eu falei.

Aqui é muito maneiro.

Gostaria de ter uma casa maneira assim.

Quanto você consegue por isso esta noite?

- O quê? - Pelo ácido.

Para quem pode ligar e conseguir dinheiro hoje?

Eu quero isso agora.

Isso não é meu. É do meu amigo Caliph.

Então ele pode me pagar por isso.

Foda-se, cara. Eu encontrei, não você.

Você não encontraria nada sem mim.

Estava algemado na cama num hospital.

Por que acha que fiz isso? Por caridade?

Certo.

Você está certo. Entendi.

Meu amigo irá procurá-lo.

Ele vai conseguir o dinheiro.

Mas isso não é comigo. Tenho que ligar para ele.

- Não é comigo. - Certo. Não é com você.

Então, pegue o telefone e ligue para ele agora.

Conecte o telefone. Carregue.

- Dê-me um minuto. - Não precisa carregar.

Quero relaxar. Foi uma longa noite.

Foda-se o relax. Garanta que o telefone esteja conectado,

- senão não funciona. - Me dê um minuto. Droga!

Ligue para ele agora.

Um homem no Bronx é acusado de maldade com animais.

Polícia diz que uma denúncia anônima sobre cães magros

levou a uma investigação.

Logo eles estarão disponíveis para adoção.

Novidades sobre o assalto ao banco em Flushing.

Autoridades ainda procuram Constantine Nikas,

suspeito de realizar o assalto junto com seu irmão.

Nikolas Nikas foi preso perto do local

após atravessar uma porta de vidro

no shopping New World.

Ele está no Centro de Detenção de Queens,

aguardando audiência no tribunal.

Hoje, a avó dos irmãos...

Há quanto tempo está encarando isso?

Ela fala de Flushing, com os detalhes.

Vamos, olhe para mim.

...exclusiva com Agapia Nikas.

Eu não ligo. Não dou a mínima.

Sua situação não pode ser pior do que a minha.

Todos passam por merdas. Sou o último a julgar.

Ela o culpa por uma briga com Nikolas

que a deixou com um braço quebrado.

Já esteve preso?

- Está brincando comigo? - Só fiz uma pergunta.

Por que você tem que ser um babaca o tempo todo?

Olhe para você. Está bêbado,

e quer falar sério comigo?

Não fique se gabando, mano.

Não estou tentando falar sério com você.

Quer saber? Eu sou sério.

- Porra. - Estou tentando falar com você.

Vá se foder. Você acha que é melhor do que eu.

- Eu sou melhor do que você. - Você é um ignorante.

Ninguém é melhor do que ninguém, está bem?

Não me conhece só de olhar.

Assim que chegou aqui, foi se ferrar na bebida.

- Mas tudo bem. É quem você é. - E daí?

Você é um fodido. É isso. Não me importo. Tanto faz.

Não devia. Quem se importa?

Eu, definitivamente, não me importo.

Um perdedor como você não é capaz de se cuidar.

Ou suga a sua mamãe ou a assistência social

ou o governo o sustenta na cadeia.

Isso é você!

Não sabe nada sobre mim.

O que tem para saber?

Você não tem nenhuma ocupação.

É patético.

Provavelmente ganhei mais nos últimos dois anos

do que você na sua vida inteira.

Vamos ver, daqui a alguns anos,

vai me ver dirigindo minha Lamborghini.

Vai ter que engolir cada palavra, mano.

Você não sabe mesmo do que estou falando.

Já era hora.

Olá.

Olá.

É o Caliph. Abra.

Certo, já vou abrir.

- Venha. Entre. - O que houve com seu rosto?

- Eu falei. - Mas não que estava assim.

Mas está.

Eu nem consigo olhar para você.

- É nojento. - Então não olhe.

Cadê a garrafa?

No quarto, com o porra.

Por que está sussurrando?

Escute. O cara está drogado.

- Quero acabar logo com isso. - Foda-se.

- E aí? - Feche a porta!

Não me disse que tinha um cachorro ali.

- Esqueci disso. Foi mal. - Mas que porra!

Quanto você trouxe?

Acalme-o.

Quanto você trouxe?

Pensei que iríamos conversar e depois decidir.

Então não trouxe nada.

Preciso saber pelo que estou pagando.

- Esse cara é sério? - Sou, muito sério.

Podia ter ido com meu carro pegar essa merda eu mesmo.

Certo, os dois, caiam fora. Terminamos.

Dê a ele o que tiver, e vamos dar o fora daqui.

Vou sacar US$ 1 mil no caixa eletrônico.

Eu quero 15 mil, não mil.

Como é que vou sacar US$ 15 mil, filho da puta?

Essa conversa acabou. Podem ir embora.

- Esquece. - Que tal fazermos isso?

Eu vou ao caixa agora,

e saco US$ 1 mil, três vezes.

- 3 mil para você... - Não.

- ...em 30 minutos. - Não. Não é o bastante.

Tudo bem, eu vou na porra do banco.

Vai me custar três horas para arranjar os 15 mil.

- Quer esperar como um idiota? - Quero.

Tudo bem. Ótimo.

Ótimo.

Esse cara é um completo babaca.

- Viu o que aturei a noite toda? - É, percebi.

Eu vou agora. Volto às 9h30.

Fique de olho nele, certo?

Eu vou ao BX.

Vou arranjar com a Tasha.

- E então, volto. - É isso aí.

Fique de olho nele. Vejo você mais tarde, certo?

O quê?

O que está fazendo?

- Já disse. Acabou. - Ele vai pegar a grana, cara.

- Cai fora. Estou indo. - Vamos esperar,

- Vamos esperar, porra. - Esperar pelo quê?

Nós vamos esperar!

Eu não vou deixar você ir com essa garrafa, cara.

Esquece essa merda.

Me solta! Seu idiota!

Me solta!

Que merda! Droga!

Merda.

Cara, sou eu. Volte aqui, agora.

Volte. Ele foi embora. Levou a garrafa.

- O que estava pensando? - O cachorro, cara!

Escute, você precisa vir.

Eles estão cercando o prédio.

Espere aí.

Pare!

Pare!

Pare!

Pare! Você está preso.

Deitado, porra!

Merda!

Ele está sendo preso, cara.

Está no estacionamento. Numa poça d'água.

Não tem erro. Está bem na frente.

Não tem erro. Eu tenho que ir.

Ligo depois. Você nunca falou comigo.

Polícia!

Saia com as mãos para cima. Abra a porta.

Fique de olho nessas pessoas.

Eles estão começando a montar um perímetro.

Ele saiu pela janela!

Vejam!

Todas as unidades! Ele está no prédio!

Todas as unidades! Chamem uma ambulância!

Aí está ele.

É bom ver você, Nick.

Fico feliz que esteja aqui.

E, olhe só, seu cabelo está com um corte legal.

Você parece bem esperto.

Sra. Nikas, é bom vê-la também.

- Como vai? - Obrigado por trazê-lo.

- Obrigado. - Muito obrigada por tudo.

Tudo bem. Escute, quero que venha comigo.

Inscrevi você num curso fantástico.

Vou levá-lo lá. Você vai adorar.

Sabe, Nick, eu tenho que dizer.

Connie fez a coisa certa.

Fez a coisa mais sensata.

E a boa notícia é que ele está onde merece.

E você está onde merece.

E este lugar onde estamos agora

pode ser muito divertido, se você deixar.

Sabe disso, não é?

Energia, energia. Ela está em minhas mãos.

Energia, energia Ela está em meus pés

- Olá, Peter! - Olá, Samantha. Olá.

Perdoe-me pela interrupção.

Eu só quero que conheçam meu amigo, Nick.

Nick, cumprimente o pessoal.

Olá, Nick!

Esta é Samantha. Esta é Aubrey.

Aubrey dá as aulas. Assisti algumas. São ótimas.

- Acha que vai gostar. - Eu não conheço ninguém.

- Não, não conhece. - Tudo bem.

Tem muitos novatos. Não está só.

Você vai se divertir. E eu vou ficar bem.

- Vou esperar por você. - Tudo bem.

Obrigado, pessoal. Prazer em vê-los.

- Tchau, Peter! - Tchau, Samantha.

Prazer em conhecer. Posso pegar seu casaco?

Eu tive um dia longo.

Pessoal, digam oi ao Nick mais uma vez.

- Façam ele se sentir bem-vindo. - Oi, Nick.

Certo. Já que Nick chegou,

vamos nos conhecer um pouco mais

e brincar de "Atravesse a Sala".

Gostaria que se dividissem, indo para cada lado da sala.

Nick, para lá. Obrigada.

Rodney, você pode ir para lá. Backari, perto de Andrew.

Perfeito.

Tudo bem. Eu vou dizer uma coisa.

Vou dizer:

"Atravesse a sala se você gostar de algo."

"Atravesse a sala se quer fazer algo."

"Atravesse a sala se você já fez algo."

E se concordarem ou fizeram o que eu disse,

devem atravessar a sala. Agora,

você decide se quer atravessar ou não.

Você não precisa, se for um segredo seu.

Vocês escolhem as suas verdades. Tudo bem?

- Tudo bem. - Vamos começar com algo fácil.

Atrevesse a sala se você gosta de doce.

Mikey e Michael não gostam de doce?

Tudo bem. Que tal algo mais difícil?

Atrevesse a sala se você já se apaixonou.

- Acho que eu já. - Você acha?

Tudo bem.

Atrevesse a sala se você já mentiu.

Atrevesse a sala...

se você já se aborreceu com um familiar.

Teve problemas familiares.

Problemas na família. Nenhum problema na família?

Alguém tem alguma sugestão?

- Eu tenho. - Claro.

Atrevesse a sala

se você já foi acusado de algo que não cometeu.

Muitas vezes.

Atrevesse a sala se você já passou o Réveillon em Nova York

e o Natal no Rockefeller Center.

Travis?

Atrevesse a sala se já fez...

algo estúpido com os seus amigos.

Atravesse a sala se já fez algo estúpido

com seus amigos.

Mikey, alguma sugestão?

Sim, atravesse a sala...

se você não esteve na Dream Street.

Atravesse a sala se você não esteve na Dream Street.

- Samantha? - Atravesse a sala...

se gostaria de trabalhar com educação especial para crianças.

Atravesse a sala se você já cuidou

ou quer cuidar de crianças especiais.

Tudo bem.

Atravesse a sala se você tem um amigo.

Megan?

Atravesse a sala se já se sentiu só.

Atravesse a sala...

se você gosta de musicais.

Uma fácil.

Atravesse a sala se você já se sentiu

passando muito tempo em casa.

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