All language subtitles for The.I.Inside.2004

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian Download
cs Czech
da Danish
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam Download
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Calma.

Diazepam, cinco miligramas.

Calma, Sr. Cable.

Voc� vai ficar bem.

Foi um pesadelo. Esque�a, Sr. Cable.

Seja o que for, esque�a.

Onde eu estou?

Est� no hospital St Jude's. Eu sou o Dr. Jeremy Newman.

Encarregaram-me do seu caso. Voc� chegou ontem � noite.

N�o se lembra?

Tudo bem.

� normal neste tipo de trauma.

O que aconteceu?

Chamaram a ambul�ncia, logo ap�s a meia-noite.

Encontraram voc� na frente de sua casa.

Tinha convuls�es abdominais col�ricas violentas.

N�s tivemos de esvaziar o conte�do de seu est�mago.

E da�?

Bem...

Desculpe.

Nunca tive de dizer isto a um paciente.

Somos um hospital pequeno, com uma equipe reduzida.

Eu sou formado em pediatria e, normalmente, as m�s not�cias...

sempre s�o acompanhadas de um pirulito.

Aceita um?

� de uva.

Doutor...

por favor.

O senhor morreu, Sr. Cable.

O seu cora��o parou de bater por quase dois minutos.

N�o, n�o, tudo bem.

N�s o ressuscitamos. Foi trazido de volta.

Est� como novo. Isto �, praticamente.

Por isso, eu estou aqui.

Nos pr�ximos dias, faremos uma s�rie de testes.

Meu nome � Simon Cable.

Eu nasci em 4 de julho de 1974.

Os meus pais eram Catherine e Leonard.

Meu pai tinha uma empresa editorial.

Minha m�e trabalhava com obras de caridade.

Tenho um irm�o mais velho, Peter.

Fa�a qualquer pergunta.

Eu estou bem.

Assim � que se fala. Isto n�o vai demorar.

Muito bem. Ent�o, lembra-se do meu nome?

Dr. Newman.

Justin?

Jeremy. Tudo bem, ningu�m se lembra do meu nome.

E a data?

Hoje �...

Perdi algum dia?

N�o, � sexta-feira.

Ent�o, hoje �...

Sempre fui p�ssimo para lembrar datas.

Tudo bem, n�o se preocupe.

E o m�s?

Em que m�s acha que estamos?

�...

ver�o...

talvez?

E quanto ao ano?

O ano passado foi 1999.

Ent�o, estamos no ano 2000.

� o ano 2000...

n�o?

O nome de sua esposa?

Simon...

hoje � 29 de julho...

do ano de 2002.

E sua esposa, que se chama Anna...

est� esperando l� fora.

Afaste esse caminh�o!

Tirem os carros daqui!

Vamos precisar de ajuda!

Ei, venha at� aqui.

Tudo bem? Est� ferido?

Calma, amigo. Vou lev�-lo para um passeio.

Tudo bem? Aguente.

N�o vai demorar.

- O que temos aqui? - Traumatismo.

Para o centro cir�rgico. Iniciem o soro.

Cuidado, vindo de tr�s.

Tenham cuidado.

Depressa!

Ele se chama Simon Cable.

Um, dois, tr�s.

S�o 20:00 horas.

Parou! Parou! Tragam o desfibrilador!

Iniciar compress�o tor�cica.

Um, dois, tr�s, quatro, cinco.

Um, dois, tr�s, quatro, cinco.

Pulso negativo.

Tragam algu�m da cirurgia, depressa.

Cem.

Carregado!

Afastar!

Sem altera��es.

Duzentos.

Carregando! Afastar!

N�o h� nada a explicar Dr. Newman.

A colinesterase sin�tica dele � praticamente inexistente.

N�o quero discutir isso, agora. Preciso de um caf�.

Os envenenamentos suspeitos devem ser comunicados � pol�cia.

� a pol�tica do hospital.

Vamos descobrir o que foi. � s� isso que digo.

Diazepam, cinco miligramas.

Tenha calma, Sr. Cable.

Estar� bem.

Foi um pesadelo, Sr. Cable. Esque�a.

Seja o que for, esque�a.

O que estamos vendo aqui, � amn�sia de grau arterial.

Basicamente, � perda de mem�ria de curto prazo.

N�o precisa se preocupar.

N�o preciso me preocupar?

Estas coisas se resolvem em alguns dias, ou semanas.

Est� dizendo que perdi dois anos da minha vida?

Pense como se sua vida fosse um quebra-cabe�a...

que foi desmontado.

Todas as pe�as est�o a�. S� temos de junt�-las de novo.

E coloc�-las em ordem, nos lugares certos.

Na verdade, Simon, eu adoro quebra-cabe�as.

E tenho uma mulher?

Sim, estas situa��es s�o dif�ceis para os casais...

mas sua esposa pode ajudar bastante.

Ela pode ser a chave.

Por isso, se n�o se importa...

eu vou cham�-la.

O que acha, Simon?

Posso chamar sua esposa?

Simon?

Puxa, Simon.

Eu fiquei assustada.

Liguei para todos os hospitais. Eu n�o dormi nada!

N�o se preocupe.

O m�dico disse que vou ficar bom.

Meu Deus, o que aconteceu?

N�o sabe como me assustou.

Cheguei a pensar que n�o o veria mais.

Eu imaginei coisas horr�veis.

Foi horr�vel.

O que foi?

Est� ferido?

O Dr. Newman n�o lhe contou o que aconteceu, certo?

Agora est� me assustando.

Eu perdi a mem�ria.

N�o me lembro de nada dos �ltimos dois anos.

Nem sei como cheguei aqui ontem � noite.

N�o sei quem voc� �.

O que est� fazendo, Simon?

Dizendo a verdade.

Desculpe.

Eu n�o conhe�o voc�.

N�o mesmo.

Voc� est� falando s�rio?

Com tudo o que aconteceu, voc� fala assim comigo?

Espere a�, voc� n�o entende.

- Voc� est� louco, Simon? - N�o sei o que aconteceu.

N�o me resta mais nada.

Espere!

Por favor!

Anna!

Anna!

Dr. Newman, est�o chamando o senhor.

Sr. Cable, pare, o que foi?

Segurem aquela mo�a.

- Segurar quem? - Minha mulher!

- N�o h� ningu�m ali. - O que est� dizendo?

N�o deve levantar-se, Simon.

Doutor, pode deter minha mulher?

Ela n�o vai embora.

Precisa contar o que me aconteceu.

- J� contei, Simon. - N�o disse nada!

Ele me contou, Simon.

Gra�as � Deus est� bem.

As crian�as de quem cuido adoram isto.

Gosto de ver a express�o delas quando terminam.

� fabuloso.

Enfim...

para recuperar o que perdeu, Simon...

precisamos encontrar...

dois pontos no tempo...

e...

junt�-los.

Comecemos pela �ltima lembran�a...

que tem de dois anos atr�s.

Pode contar o que aconteceu ontem � noite?

Eu n�o estava com voc�, ontem � noite.

Ele n�o se lembra de nada.

O seu papel, Anna, � ajud�-lo...

a reconstruir sua vida.

Nossa vida.

Era nossa vida.

Claro.

Ontem � noite, eu estava em casa.

Voc� estava aqui. N�o sei o que aconteceu.

Peter.

- Acho que vim visitar Peter. - Peter?

Peter � meu irm�o.

Ele mora aqui. Mudou-se para casa...

dos nossos pais, quando mam�e morreu.

N�o nos damos muito bem, mas...

deve ser o motivo de eu estar aqui.

N�o �?

Simon, querido.

Peter est� morto.

Como?

Peter morreu, antes de nos conhecermos.

� imposs�vel.

Eu ia me encontrar com ele, ontem � noite.

Voc� n�o viu Peter, ontem.

Ele quer dizer a �ltima noite de que se lembra.

Chovia...

e havia uma luz.

Depois, o sil�ncio.

Nem chuva...

nem luz.

Ele est� falando do acidente de carro.

S� um vazio tremendo...

e eu perdido nele.

Foi antes de nos conhecermos, Simon.

N�o sei quase nada.

S� que voc� tinha vindo ver Peter.

Nem sei por qu�.

Nunca falava sobre seu irm�o.

Discutiram por causa da heran�a. Deve ter lido a respeito.

E veio para este hospital depois do acidente.

� s� o que sei.

Espere, eu estive aqui antes?

Eu preciso de um cigarro.

Ent�o...

temos nossos dois momentos, Simon.

Ambos foram acidentes, ambos o trouxeram a St. Jude's.

N�o me lembro.

N�o faz sentido. Nada disto faz sentido!

H� dois dias, veio vender a casa de seus pais.

Ela ficou vazia quase dois anos, desde que...

Finalmente, voc� concordou em vend�-la.

Ia guardar os m�veis...

consertar algumas coisas...

envernizar as escadas e...

Envernizar?

Interessante.

� uma �tima casa, mas est� caindo aos peda�os.

N�o, n�o, � outra coisa.

A contagem das enzimas de Simon est� abaixo do normal.

Mas disse que eu estava bem.

Eu disse, praticamente.

A contagem de enzimas mostra que, de algum modo...

seu sangue foi envenenado.

Diz que algu�m o envenenou?

Eu n�o posso afirmar isso...

mas � prov�vel que tenha passado mal...

por causa de vapores...

de algum produto de limpeza ou verniz...

liberados num espa�o fechado.

E agora, doutor?

Voc� vai ficar bom.

Est� tomando Atropina.

Reativamos sua colinesterase com doximas.

Quanto mais cedo voc� comer, melhor.

Marquei resson�ncia magn�tica para ver se est� tudo bem.

Agora, se me d�o licen�a...

acho que j� se cansou de me ver.

Falo com voc� mais tarde.

Anna?

Pode deixar de fingir, imbecil!

Eu sabia que era mentiroso, mas seu fingimento � incr�vel!

N�o sei do que est� falando.

Ent�o, � bom prestar aten��o.

N�o pense que vai ganhar este jogo...

porque sou muito melhor jogadora do que voc�!

� por causa dela.

Acha que sou cega?

Ela vale isto? Tudo isto?

De quem est� falando?

Falo de voc�.

Filhinho de pai rico, sem saber o que fazer.

Isto seria triste, se voc� n�o fosse t�o pat�tico.

Espere!

Voc� disse que Peter morreu.

Exatamente.

Voc� o matou.

Com licen�a.

Sr. Cable, est� na hora da resson�ncia.

O que houve?

Pergunte a ele.

Durma bem, querido.

Voc�... espere!

Venha, amigo.

Vamos dar um passeio.

Isto n�o est� acontecendo.

Amigo, precisa tomar mais sol.

Parece que viu um fantasma.

Vamos.

Deite-se aqui.

Ent�o?

Por que queriam matar...

algu�m t�o simp�tico como voc�?

O qu�?

Calma, meu amigo. S�o s� boatos.

Todo mundo gosta de boato aqui.

Especialmente, a enfermeira Clayton. Abaixe os bra�os.

Ningu�m tentou me matar. Foram...

os produtos qu�micos que usei na escada.

Sim, claro. O cheiro forte afetou voc�.

N�o mexa a cabe�a.

Bem, a quest�o � esta...

todos morrem.

N�o h� mist�rio nisso.

Mas como e por que morrem?

Isso sim � um mist�rio.

Talvez, o maior de todos.

N�o est� fazendo muito sentido.

N�o sou eu quem n�o lembra em que ano estamos.

- Como se chama? - Travis.

Est� muito apertado?

Travis, est� querendo me assustar?

Se quisesse assustar voc�...

diria quantos tumores a m�quina causa.

Firme, agora.

N�o quero estar perto, quando come�ar a vazar...

digo, a funcionar.

O Dr. Newman j� vem. At� mais.

Obrigado, Travis.

Ei, voc� a�!

Droga!

Quem �?

Dr. Newman?

Eu sei que parece mentira. Mas estou...

com coceira no nariz.

Quem �?

Ser� que pode afrouxar as correias?

Ol�?

O que est� fazendo?

Meu nome � Simon Cable. Por acaso veio me examinar?

Acho que n�o preciso disso!

Me deixe! Saia de cima de mim!

Socorro! Algu�m me ajude!

Algu�m me ajude!

Santo Deus!

O que aconteceu aqui?

Quem � voc�? Por acaso � maluco?

Quem �?

Isto � um hospital, amigo, n�o � um manic�mio.

Oi, doutor! Que bom que chegou. Temos um maluco aqui!

- Como cheguei aqui? - Fique na cama, Sr. Cable.

N�o deveria levantar-se.

Quem � voc�? Algu�m tentou me matar!

- Voc� � doido! - Sr. Travitt, j� chega.

Precisa refor�ar a seguran�a, doutor.

Este � o hospital St Jude's. Sabe por que est� aqui?

Estava amarrado numa cama. Estava amarrado!

N�o, Sr. Cable. Deu entrada neste quarto ontem � noite.

Sabe por que est� aqui?

Eu n�o estava aqui, ontem. Eu estava sozinho.

- Num quarto particular. - Entendi a ofensa.

Sr. Cable, olhe para mim.

S� quero que responda a uma pergunta.

Sabe por que est� no hospital St Jude's?

Sim...

por causa da escada.

Tenho de falar com minha mulher!

Sua mulher?

Chame o Dr. Newman. Ele sabe onde ela est�.

N�o h� nenhum Dr. Newman, neste hospital, Sr. Cable.

- Por favor, se n�o se acalmar... - Como n�o h� um Dr. Newman?

- Estive com ele, ontem! - Por favor!

O m�dico que esteve aqui, hoje. Ele � pediatra.

- Conversamos quase meia hora. - Por favor, escute.

Esteve inconsciente, desde o acidente de carro.

N�o foi um acidente.

Fui envenenado. Voc� devia estar de folga.

Esteve num acidente de tr�nsito grave...

e obviamente, o trauma afetou sua mem�ria.

Um acidente?

Foi uma sorte ter sa�do vivo.

Ontem � noite?

N�o � poss�vel!

Bom trabalho, doutor. Acalmou o rapaz direitinho.

Enfermeira?

Sim, est� tudo pronto.

De que est� fugindo, Sr. Cable?

O que esperava encontrar?

Sua mente lhe prega pe�as, Sr. Cable, � s� isso.

- N�o foi o veneno? - N�o, eu lamento.

E n�o h� nenhum Dr. Newman neste hospital.

Esteve inconsciente, e o oxig�nio em seu sistema...

Que dia � hoje?

- Como? - Que dia � hoje?

- � 29 de julho, por qu�? - De que ano?

- O ano? - Sim, em que ano estamos?

Dois mil.

Ent�o, est� me dizendo...

que estamos no ano 2000 e sofri um acidente de carro?

E que n�o fui envenenado?

E que n�o existe um Dr. Newman?

� isso mesmo.

E quanto a minha mulher?

- Sua mulher? - Sim, minha mulher.

Na verdade, seus documentos dizem que o senhor � solteiro.

Passei o dia inteiro, vagando por este hospital...

falando com um Dr. Newman...

minha esposa, uma mulher misteriosa...

e um enfermeiro, Travis. Nada disso aconteceu?

- Quer uma x�cara de caf�? - Eu n�o estou louco.

N�o posso estar.

N�o duvido que acredite no que acredita, Sr. Cable.

A mente � uma coisa extraordin�ria.

Sua mente pode estar mostrando algo que precisa ver.

Ser envenenado e quase morto, � o que preciso ver?

N�o cabe a mim dizer isso.

Eu j� estive neste hospital...

mas dois anos mais para frente.

N�o � a mente que prega pe�as. Isso aconteceu.

E foi aqui que conheceu o Dr. Newman...

e um enfermeiro chamado Travis?

Sim, eu vou conhec�-los.

Escute. � poss�vel que esteja sofrendo...

de uma preocupa��o ilus�ria, Sr. Cable.

N�o foi uma ilus�o!

Pense bem. Enquanto esteve inconsciente...

criou uma hist�ria, que foi armazenada na sua mente.

Agora que despertou e lembra dela...

parece t�o real como qualquer lembran�a.

Foi t�o real como estas paredes, ou o senhor.

Mesmo quando est� inconsciente, seus sentidos est�o ativos.

Ouviu coisas e as incorporou na sua ilus�o.

Falou em Travis, o paciente em seu quarto se chama Travitt.

O doutor era Newman. Eu sou Truman.

� como num sonho.

Acha que ouviu uma sirene e ao acordar...

nota que era o despertador.

Sabe o que estive pensando?

Juro que j� vi voc� em algum lugar.

Alguma vez voc� foi not�cia no jornal?

Que me diz de Anna?

Ela tamb�m est� no pesadelo?

Sim, Sr. Cable.

Eu me ariscaria a dizer que sim.

S� quero me lembrar. Eu preciso.

Desculpe interromper, doutor.

Queria trazer uma aluna...

para conferir os sinais vitais do Sr. Hanan, se n�o se importa.

Tudo bem, enfermeira Clayton.

O que ela veio fazer aqui?

- � a enfermeira Clayton. - Mas estava no meu sonho!

No meu tamb�m. Que roupa vestia no seu sonho?

Como se sente hoje?

Temos de consultar a ficha deste paciente.

Ela...

Mas o senhor disse...

- O que aconteceu? - Ela... �... minha mulher!

Anna?

Sim?

Esteve neste quarto, nas �ltimas 24 horas?

N�o, est� tudo bem, doutor?

Sr. Cable, precisa deitar-se agora mesmo.

Como sei o nome dela? Como?

Eu sei quem voc� �, j� sei.

� filho do rica�o que morreu, n�o �?

Est�o todos metidos nisto. S�o todos loucos!

Sei que estive aqui! Estive neste maldito quarto!

Anna! Diga que me conhece!

- Dactil. - Diga que me conhece!

Sr. Cable, venha sentar-se.

- N�o foi um sonho! - Eu sei.

- Foi real, e isto n�o �. - Acalme-se.

- � uma ilus�o! - Calma!

- O que est� fazendo? - Calma.

Obrigado, enfermeira. � para o seu bem.

- Sente-se. - N�o, por favor!

Escutem!

Quem �?

O que quer de mim?

O que voc� quer?

Afaste-se de mim!

Doutor! Doutor, doutor...

Ol�, Sr. Simon.

Na porta!

- Vai se machucar. - Atr�s da porta!

- N�o mexa a cabe�a. - Escute...

- Tem algu�m atr�s da porta! - Enfermeira?

- Por favor, olhe l�! - Cinco miligramas de Diazepam.

Simon, escute o que digo.

Est� tomando um rem�dio...

que causa rea��es psiqui�tricas moderadas.

Ningu�m neste hospital quer matar voc�.

N�o tem ningu�m atr�s da porta.

- Se tem tanta certeza, olhe. - Simon, por favor.

Olhe atr�s da porta!

Est� bem, eu sei.

S� quero que olhe atr�s da porta.

N�o para ver se tem algu�m, mas para me provar...

que n�o tem ningu�m l�.

Isto vai acalm�-lo.

Ala C, estarei l�, num minuto.

N�o saia! N�o me deixe!

Simon, tenho outros pacientes que precisam de mim.

Mas n�o est�o morrendo!

Nem voc�.

Isso eu garanto.

Desgra�ados!

Sr. Cable, por favor, pense nos outros pacientes.

Ent�o, me tire desta coisa.

A ordem do m�dico foi clara.

Sim, eu sei, eu sei, mas sou claustrof�bico.

Solte uma faixa.

Est� bem, se isso vai acalm�-lo. Mas s� por um instante.

Sr. Cable, n�o vou discutir com o senhor.

Vou chamar a seguran�a.

Sr. Cable, precisa ficar aqui, at� terminarmos o exame!

O que estava procurando?

Ele estava aqui! Sei que estava!

Estamos em 2002.

Algu�m tentou me matar.

Dou minha palavra que n�o � verdade.

- A Pralidoxima... - Algu�m tentou me matar...

quando o enfermeiro me prendeu...

naquela maldita m�quina!

Tem de acreditar em mim! Algu�m entrou no quarto...

Tenha calma, sim? Procure relaxar.

Respire fundo.

Tenha calma. Vou mostrar algo que o ajudar�.

Sou eu, acordando voc�.

N�o mexa a cabe�a.

N�o h� intrusos mascarados.

N�o entendo...

Foi muito real. Eu pensei...

Por causa de algumas drogas psicoativas...

os pesadelos, �s vezes, n�o se distinguem da realidade.

- N�o acho que foi um pesadelo. - Viu com seus pr�prios olhos.

Estava sozinho naquele quarto.

Sei que vim aqui h� dois anos, depois do acidente.

�timo. Eu sabia que se lembraria.

E quanto mais r�pido se lembrar...

mais facilmente aceitar� o que aconteceu...

e mais r�pido vai se recuperar.

Mesmo assim...

n�o � como se eu lembrasse do passado.

� como se eu fizesse parte dele.

Eu interagi com v�rias pessoas.

Agora, eu entendi.

Talvez, quem o perseguia...

fazia parte de sua mem�ria...

por isso, n�o aparece na grava��o.

Ficarei sentado, quieto.

Alguma vez, houve um Dr. Truman aqui?

Truman? Eu me lembro vagamente.

Eu me lembro bem da enfermeira Clayton...

e de um paciente chamado Travitt.

� mesmo? Tem um Travitt, no quinto andar.

O qu�?

Est� esperando um transplante de cora��o, h� dois anos.

- Posso ajudar? - Estou procurando um amigo.

�s duas horas da madrugada?

O que est� olhando?

Estou contente por v�-lo.

Escute...

voc� tem um cigarro?

N�o, ele n�o tem.

Tudo bem, doutor?

Sr. Cable, acho que deve deixar o Sr. Travitt dormir.

Tudo bem.

Terei tempo para dormir, quando me tirarem desta coisa.

Ainda se lembra de mim?

Anjo da Morte?

Estivemos juntos neste hospital, h� dois anos.

- Muitos v�m e v�o embora. - Por favor, Sr. Travitt, pense.

Por favor, tente lembrar-se, dois anos atr�s.

- Isso n�o interessa. - Interessa, sim!

Eu estive neste hospital, h� dois anos! Tenho certeza!

Ele estava aqui comigo!

� voc�...

maluco?

Tem certeza, Sr. Travitt?

Tenho certeza, claro que sim.

Ele gritou tanto, que quase derrubou o hospital.

Puxa.

Estou vendo que tamb�m n�o o deixaram escapar daqui.

Ent�o, n�o foi uma ilus�o.

Estive aqui h� dois anos. Foi real.

Isto � bom, n�o � doutor?

N�o �?

Quer responder a mais perguntas?

Simon Cable, nascido a 4 de julho de 74.

- Meu nome? - Dr. Newman.

Justin?

Jeremy. Errou por pouco.

E a data?

J� � de manh�?

Ent�o �...

30 de julho de 2002.

Estou impressionado. Quem � o presidente?

N�o se preocupe.

Vamos voltar ao seu quarto.

O Sr. Travitt vai sair daqui, algum dia?

S� h� uma regra inevit�vel no jogo da vida, rapaz.

Mais cedo ou mais tarde, o jogo acaba.

� para mim.

Acho que � melhor voc� ir dormir.

Obrigado, doutor.

Sei que n�o foi f�cil.

Ainda n�o terminamos.

Temos um quebra-cabe�a para armar l� embaixo.

Acho que estou pronto para isso.

Simon?

Por onde andou? Procurei voc� por toda parte.

Eu sei, desculpe. N�o devia ter fugido.

Mas voc� me disse palavras cru�is.

Precisa acreditar em mim. Eu n�o inventei isto.

E n�o queria mago�-la.

Mas ainda n�o me lembro de voc�.

O m�dico jura que minha mem�ria vai voltar...

mas pode demorar algum tempo.

N�o importa.

Eu vou ajudar voc�.

Se fiz algo que a magoou...

Claire.

Meu nome � Claire.

Claire.

Vai descer?

Lamento.

O elevador de servi�o parou. Isso nunca acontece.

N�o costuma acontecer.

Suponho que v�o subir de novo.

Sim, passamos o nosso andar.

Tem uma coisa que n�o entendo.

Como voc� e eu...

- Eu pensei que era... - Que era casado?

N�o me arrependo, Simon.

De nada.

Era voc�.

Anna sabia.

Acho que n�o. � imposs�vel.

Sim, ela sabia.

Ela disse algo...

ela sabia...

e ficou chateada...

muito chateada.

Voc� n�o a ama, Simon.

O que n�s dois temos...

� maravilhoso.

Anna n�o importa.

Eu sei quem �ramos...

e o que sent�amos.

S� falta voc� se lembrar.

H� coisas que n�o se perdem.

J� n�o sei em que acreditar.

Eu vou voltar, ent�o.

- Precisamos ir devagar. - Claire, espere!

Eu a amo, Claire.

Por fim, confessou.

Sim, mas n�o me deixe aqui exposto.

Eu tamb�m amo voc�, Simon.

Eu n�o queria...

mas amo voc�.

� meu aposento favorito, nesta casa.

Todas estas coisas crescendo.

Eu poderia morar aqui.

Volto num instante.

Assim...

Simon, o que dissemos um ao outro � s�rio.

Eu sei.

Eu n�o preciso de todo este drama.

N�s n�o temos escolha.

Sempre h� escolha, Simon.

Eu me lembro.

De qu�?

No sol�rio.

Voc�...

Lembrei que a amava.

Eu lhe disse...

que algumas coisas n�o se esquecem.

�s vezes...

eu penso que pagamos pelo que aconteceu.

O que quer dizer?

Eu voltarei.

Pense em mim.

Claire?

Claire?

Claire!

J� que est� acordado, que tal um copo d'�gua?

O que est� fazendo aqui?

Vai come�ar a falar comigo, desse jeito?

Como chegou aqui, embaixo? Estava l� em cima.

Vamos l�.

- � o ano 2000, n�o? - O ano todo.

Os eg�pcios t�m uma coisa que chamam de calend�rio.

- Voc� n�o quer um? - Sr. Travitt?

Por favor, pode parar de apertar o bot�o?

O maluco est� agitado de novo, doutor.

Aplique uma inje��o qualquer para que se acalme.

Precisamos conversar, Sr. Cable.

N�o pode incomodar os outros, devido �s suas experiencias

Devia deixar-nos auxili�-lo a superar isso.

Depois de traumas assim, � comum ter sensa��es estranhas.

Como se sente hoje?

Tem tonturas? Dificuldade para respirar?

Eu tenho uma...

not�cia ruim para voc�.

� sobre seu irm�o.

Fizemos tudo que pod�amos por ele.

H� algu�m que devemos chamar? Seus pais...

Meus pais j� faleceram.

N�o conhe�o os amigos dele por aqui.

Nos �ltimos anos, n�s dois n�o conversamos muito.

Se quer sentir-se melhor...

doou sangue para seu irm�o, ontem � noite.

E para que precisava de meu sangue?

Ele precisou de transfus�o, depois do acidente.

Ele estava comigo?

Eu pensei que o acidente...

foi antes.

�timo.

H. G. Wells de volta do futuro.

Foi uma longa noite.

Voc� � louco de verdade, sabe?

Quer falar sobre corridas de cavalos?

O qu�?

Amanh� cedo, v�o me abrir e tirar meu cora��o.

V�o instalar uma bomba...

que me manter� vivo, at� conseguir um transplante.

Adoro corrida de cavalos.

E as apostas.

Se esta � a �ltima conversa da minha vida...

eu gostaria...

Esque�a.

Voc� n�o vai morrer.

Agora, tamb�m � m�dico?

N�o.

Eu sou um viajante no tempo.

Como voc� disse.

Eu vi o futuro.

Confie em mim.

Voc� n�o vai morrer.

- Est� pronto para v�-la, agora? - Quem quer que eu veja?

A noiva de seu irm�o.

Por que n�o?

Obrigado.

Ol�, eu sou Simon. Prazer em conhec�-la.

Meu Deus!

Como?

N�o acho que seja noiva dele.

Nem na minha mente confusa.

S� estou tomando um caf�.

Na verdade, nem pensei em me casar.

J� que est� aqui, queria fazer umas perguntas.

Sim?

Sobre o qu�?

O acidente de carro, ontem � noite.

E sobre seu irm�o.

Precisa vir � UTI, Srta. Hathaway.

- Bem, terminamos isto depois. - Terminamos o que depois?

Simon?

Claire?

Tudo bem?

- Tenho pensado em voc�, mas... - � verdade sobre Peter?

Estava noiva dele?

Meu Deus!

Por que aconteceu isso?

Voc� estava com Peter, e eu sabia?

Pare, Simon! O que h� com voc�?

Est�vamos tendo um caso?

Ele era meu irm�o, Claire!

- N�o fa�a isso, agora n�o. - Voc� n�o o amava?

Pare com isso.

Alguma vez o amou?

Claro que o amei.

As coisas mudaram, e voc� sabe disso.

E n�s?

Por qu�?

Acho que estamos num daqueles momentos.

Sabe?

As pessoas sempre falam neles.

De algo que aconteceu, no passado.

Um momento em que desejamos poder voltar atr�s.

Algo que gostar�amos de dizer ou de fazer diferente.

Voc� gostaria?

De mudar o que aconteceu?

Voc� n�o?

Que bom ver voc�, Si.

Era a noiva de seu irm�o?

O que deseja, Srta. Hathaway?

Sabe? Pode me chamar de Anna, se quiser.

Eu gostaria de dizer uma coisa.

O qu�?

Acho que vai gostar. � sobre seu irm�o.

Eu estava com ele na UTI, quando acordou.

Como assim? Quando acordou?

Foi bonita sua luta pela vida, antes de morrer.

Confira sempre a press�o arterial do paciente.

Sr. Cable.

Enfermeira Clayton!

Ele recobrou a consci�ncia! Seus sinais vitais est�o caindo!

Simon fez isso comigo.

Simon me matou.

Deixei ligado por engano, no bolso.

Odeio quando fa�o isso.

Aceita um caf�?

N�o, isso est� errado.

Eu nunca faria nada que o ferisse.

Eu amava meu irm�o!

Tem certeza?

- Por que se preocupa com isso? - Acho que est� mentindo.

Eu n�o estou mentindo.

Como sabe? Sua cabe�a est� confusa.

Com isso, n�o. Eu saberia se o tivesse matado.

Est� vendo?

- N�o tem certeza, n�o �? - O que voc� quer?

Muita coisa pode ter acontecido, e voc� n�o saberia.

Quem � voc�? Quem �?

Acho que n�o sou ningu�m.

Eu n�o sou de fam�lia rica, poderosa.

Eu sou s� uma garota que quer ser notada.

- Acho que agora me notou. - Quer me chantagear!

Voc� quer me chantagear!

Adoro suas fotos nas revistas.

Indo a festas, vivendo a vida.

Voc� � louca!

�s vezes, penso que seria lindo, ser parte disso.

Escute!

Eu jamais magoaria meu irm�o! Est� entendendo?

Se quiser, eu posso ir � pol�cia.

Eles resolveriam logo, esse assunto.

Eu posso cham�-lo de Simon...

j� que vamos nos ver muito, a partir de agora?

Voc� � maluca!

Espere! N�o pode fazer...

Voc� n�o entende.

Escute, Simon. Estou farto disto!

Espere, Peter! Juro que n�o queria isto!

- N�o entende? - Escute, Simon.

Nunca terminar� com ela.

N�o se trata de terminar ou n�o!

Escute, eu acho...

- Eu estraguei tudo, Peter. - Sempre, voc� estraga.

Mam�e o mimou muito.

Que bom que n�o viram no que se tornou.

Eu estou cansado de ouvir isso.

E como acha que eu me sinto? Estou cansado de tudo!

- Saia da minha casa! - Sua casa?

- Nossa casa! - � minha casa!

Fora, Simon. Desta vez, voc� perde!

N�o pode me expulsar daqui, Pete.

Aonde � que eles v�o?

Afaste-se de mim!

Afaste-se de mim!

Muito bem, Sr. Travitt. � hora de...

Eu disse que algu�m queria me matar.

Eu disse! Mas ningu�m me escutou!

Sr. Cable.

Pode deixar que eu...

N�o tive op��o.

Sr. Travitt!

N�o, n�o � Travitt! � o outro!

O que estava atr�s da porta! O que tentou me matar!

Disse para olharem!

Implorei para olharem!

Bem, eu...

Deixe-me ir.

Socorro!

Ajudem-me!

Seguran�a ao segundo piso.

N�o fa�a isso comigo!

N�o, n�o fa�a isso!

- Ele est� naquele quarto. - Vamos.

Nas escadas!

Droga, ainda estou aqui.

SA�DA

Meu Deus!

Outra vez?

Voc� o matou.

N�o, isto n�o � real! Entendeu?

Isto n�o pode ser real.

N�o se mexa!

- Simon, calma. - � voc�?

Da �ltima vez que vi, era. Tudo bem?

Venha comigo.

Olha, eu n�o quero ser inconveniente...

mas est� come�ando a me assustar...

entende?

Tudo bem?

Espere!

Cable!

Outra vez?

Gra�as a Deus!

Est� vivo.

� quest�o de opini�o, maluco.

O que houve? Est� bem pior do que eu.

Sr. Cable, saia, por favor.

Ele est� bem.

Viu s�? Ele est� bem!

Foi s� minha imagina��o.

Des�a e volte a seu quarto.

Fale o que sabe sobre a morte de meu irm�o...

Peter Cable, h� dois anos.

- Como? - Preciso saber o que houve!

- Que sopa horr�vel. - Mas comeu ontem, Sr. Travitt.

Deve ser a mesma sopa.

Voc� estava aqui. Tem de contar o que aconteceu.

O Dr. Newman disse que deve lembrar-se sozinho, Sr. Cable.

Mas eu n�o posso! N�o tenho tempo!

A sopa est� salgada.

- Por favor! - Minha mulher punha sal em tudo.

Sr. Travitt, � pena a comida n�o estar a seu gosto.

Tenha calma! Tenha calma!

Calma! Calma, tenha calma! Deus! Est� tendo hemorragia!

- O que foi? - Traga uma maca!

E chame Newman!

Preciso que me ajude!

N�o tenho culpa!

D�-me uma m�o, agora!

Aperte com for�a aqui!

Sr. Travitt, com as duas m�os!

Est� perdendo sangue.

Eu n�o tive inten��o. Eu...

Afastem-se! Vamos!

Enfermeira, d�-lhe oxig�nio!

Tragam-me os f�rceps! Agora!

Fa�am press�o no peito.

Precisa hiperventilar.

Meu Deus! Eu disse que a culpa � minha!

Eu o matei!

N�o tem nada a ver com voc�.

Eu o matei!

Nossa!

Droga.

Solte meu bra�o, Sr. Cable.

Por favor, fale sobre Peter Cable, dois anos atr�s.

Pode chamar o Dr. Seymour, por favor?

O que aconteceu a meu irm�o?

Ele chegou numa ambul�ncia.

Acho que estavam em tr�s.

A ambul�ncia chegou. Dois feridos. Outro a caminho.

Os ferimentos de seu irm�o eram t�o graves, Sr. Cable...

que depois da cirurgia...

ele foi internado na UTI.

E morreu ali?

Sim.

Eu lamento.

A Srta. Hathaway estava na UTI, nessa noite?

Por que n�o pergunta a ela?

Eu sei que ela esteve aqui.

- Claire, no hospital. - O que voc� quer?

S� quero ter certeza de que segue as regras do jogo.

Entreguei-me a voc�.

Voc� se lembra.

Que surpresa!

Est� completamente louca!

� o velho Simon que eu conhecia.

Vem para casa, querido?

- N�o com voc�. - Quer apostar?

Est� sangrando.

N�o sei o que houve.

Bateu a cabe�a, enquanto me lembrava...

agora, sangra.

Matei Travitt, e agora, ele est� morrendo.

N�o importa. Agora que se recuperou...

est� tudo claro em rela��o ao nosso acordo?

- Acabou. - Eu decido quando acaba!

N�o, n�o decide!

Acontece, Anna, que nada disto vai acontecer!

Acontece, Simon...

que j� aconteceu!

Eu mudarei os fatos...

ser� tudo diferente!

Voc� n�o muda nada.

Isto n�o vai acabar assim!

N�o vou deixar!

Leve-me de volta!

Um, dois, tr�s, quatro!

Droga.

Que idiotice.

Simon?

Eu amo voc�, Claire.

Finalmente confessou.

Eu tamb�m amo voc�, Simon.

Eu n�o queria...

mas amo voc�.

� meu aposento favorito, nesta casa.

Todas estas coisas crescendo.

Eu poderia morar aqui.

Volto num instante.

O que confessamos um ao outro...

� s�rio...

muito s�rio.

N�s temos escolha.

O que est� dizendo?

Eu estou dizendo...

que por mais que ame voc�...

ele � meu irm�o.

N�o posso fazer isto com ele.

Mas pode fazer comigo?

Eu preciso.

Peter.

Peter, espere!

Peter, por favor, podemos conversar?

N�o quero conversar, Claire. Nem quero olhar para voc�!

Peter, espere!

Claire!

Saia j� daqui!

Droga!

Espere! Claire!

Claire, n�o v�!

Precisamos conversar, Pete.

N�o temos nada a conversar, Simon.

Peter, por favor.

Ela era minha noiva!

N�o aconteceu nada entre n�s.

Precisa acreditar em mim. Ela o ama.

- Ela est� apaixonada por voc�. - N�o sabe disso.

Simon, quero que v� embora.

Pete, eu n�o queria que isto acontecesse.

Voc� me d� nojo!

N�o vai terminar com ela.

Peter, n�o suba. Eu cometi um erro!

Sua vida toda � um erro, Simon!

Mam�e mimou voc�. Ainda bem que n�o viram no que se tornou.

- Porque � sempre assim? - Pois � assim, e cansei disso!

- Agora, fora da minha casa! - � nossa casa!

- � nossa. - Fora, Simon!

Desta vez, voc� perde!

Espere! N�o! N�o saia!

N�o saia!

Peter!

Nossa!

Peter!

Meu Deus...

Aguente firme, cara.

Peter, continue respirando.

Tudo bem?

Eu vou mudar, prometo. Vai ser tudo diferente.

Vou levar voc� ao hospital.

Voc� vai ficar bom.

Vai ficar bom, Pete.

Vou levar voc� ao hospital.

Ande, passe logo!

Vai ficar bom, Pete. N�o vai haver acidente.

Afastem o caminh�o, agora!

Masculino, caucasiano.

Cortes na cabe�a e pesco�o. Deve ter uns trinta anos.

Tirem estes carros daqui!

Tudo bem? Est� ferido?

Calma, amigo. Vou levar voc� para um passeio.

Peter?

Simon?

Estou aqui.

Lareira no ver�o?

Eu queria acender, e pensei, por que n�o?

Estou aprendendo a viver.

� bom ver voc�, Si.

Eu tamb�m estou feliz de v�-lo.

Venha c�.

Tudo bem?

N�o sei.

Ningu�m disse que tinha de saber.

N�o importa.

Eu sei que gosta de tinto.

Obrigado.

Estava pensando em como senti sua falta...

como quando �ramos crian�as.

N�s pass�vamos horas brincando no s�t�o.

Sabe? N�o me lembro por que deixamos de nos falar.

Agora n�o importa.

Voc� est� aqui. Estamos conversando.

Era isso que eu queria.

N�o sei se me lembro do que aconteceu, Peter.

Sua mem�ria outra vez?

Eu s�...

queria saber o que aconteceu.

Por que quer falar nisso outra vez?

Voc�...

caiu pela claraboia?

Foi o que aconteceu?

Eu acho que voc� sabe o que aconteceu.

S� n�o quer aceitar...

e eu entendo.

Bem, e quanto a Claire?

Ela ia voltar para voc�, Simon.

Voc� estava dirigindo e no penhasco...

s� h� uma estrada.

Voc� n�o podia ter visto.

Ver o qu�, Peter?

Penso que estamos pagando pelo que aconteceu.

N�o devia ter sido assim.

Agora, n�o importa.

S� h� uma regra inevit�vel no jogo da vida, rapaz.

Mais cedo ou mais tarde, o jogo acaba.

N�o, espere um minuto. H� algo errado, Peter!

Algo est� errado!

Eu ia mudar tudo.

Foi o que decidiu, Simon.

Eu pensei que podia.

Deve deixar isso para tr�s, Simon.

Por Claire...

por mim...

por papai.

Voc� morreu.

Todos morremos.

E n�o pode seguir, se n�o deixar isso para tr�s.

Deixe para tr�s.

Preciso de outra oportunidade. Sei que posso fazer melhor.

Simon, quantas oportunidades acha que deve ter?

Tudo bem? Est� ferido?

Calma, amigo. Vou levar voc� para um passeio.

Dr. Truman, a ambul�ncia chegou.

- Quantos s�o? - Dois, outro a caminho.

� o Sr. Simon Cable.

- Press�o arterial 110 por 40. - Cuidado!

Ambul�ncia, precisamos de ajuda!

Um, dois, tr�s.

S�o 20:00 horas.

- Parou! Desfibrilador! - N�o tem pulso.

Um, dois, tr�s, quanto, cinco.

Cem.

- Carregando. - Pronto?

Duzentos.

A decis�o � sua, Simon.

Seu destino � sua decis�o.

Hora do �bito.

20:02.

Calma.

Diazepam, cinco miligramas.

Calma, Sr. Cable.

Vai ficar bom.

Foi s� um pesadelo.

Est� no hospital St Jude's. Sou o Doutor Jeremy Newman.

Foi admitido, ontem � noite.

N�o se lembra?

Simon...

hoje � 29 de Julho...

do ano de 2002.

e a sua esposa, que se chama Anna...

est� esperando l� fora.

O senhor morreu, Sr. Cable.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.