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FUNDAÇÃO FAMILIAR SYARIEF
Olá.
Um presente para um menino querido.
Obrigada, irmã. Vamos cuidar bem dele.
Que Jesus vos abençoe.
Abre a boca.
Ele pode ir primeiro.
Não!
Olá!
Que orfanato é este?
És tão ingénuo.
Mas não faz mal.
Não tenhas medo.
Mas tu pareces ter.
O que disseste? Tento na língua, miúdo!
Queres sobreviver?
Mas quem és?
Podes chamar-me
Pelor.
Porquê Pelor?
Ouve!
Enfrenta-o como um homem.
Não mostres medo!
Aquele primeiro. É demasiado velho e fala demais!
Eu?
Calma. És assustador…
Ahmad Dhani, acalma-te.
Olha! Espera, Golias!
Leva-o. O intestino dele é mais saudável.
Gosto de larvas! Como porco!
Como larvas num porco!
Sê forte, irmão Peler!
Não! Os meus órgãos não duram muito!
Peco muito…
Dorme bem, Peler.
Pelor…
- Já está, enfermeira? - Sim, doutor.
Deve ser nova aqui.
- Falamos depois, está bem? - Está bem.
Seu animal.
Vê por onde andas!
Desculpe. Só por precaução.
À vontade.
ATIVOS DE EMPRESÁRIO DE PAPEL INDONÉSIO, BOB HARTONO, ULTRAPASSAM 5 BILIÕES
Sim, senhor. Obrigado.
Por favor.
Passei no teste, Sr. Syarief?
Totalmente, senhor.
Confio em si. As minhas desculpas. É o procedimento de segurança.
Não esperava que viesse aqui, Sr. Bob.
Quem não quer uma vida mais longa?
Tem razão, Sr. Bob.
Aqui está.
Ele não é um pouco velho?
Os órgãos vitais dele estão saudáveis. É garantido.
Os mais novos nem sempre são melhores. Não é verdade?
Porque está a demorar tanto?
O cliente está à nossa espera.
Há quanto tempo está nesta área?
Tempo suficiente, senhor.
Algum arrependimento?
Claro.
Mas mudei de mentalidade.
Porque o arrependimento atrapalha o sucesso. Certo, Sr. Bob?
Não é verdade?
É verdade.
Enfermeira… Está a demorar tanto. Consegue fazer isto? Preste atenção!
Onde está o bisturi?
Isto é o bisturi. Não tem de ser esterilizado.
O importante é ser rápido.
Aqui está a linha. Vamos começar a cortar a partir daqui.
Tem razão, Syarief. Não adianta chorar sobre o leite derramado.
Quem é o senhor?
Os mortos não fazem perguntas.
- Enfermeira? - Mãos nojentas!
Desbocado!
Ei!
Pelor, onde está o isqueiro?
- Isqueiro! - Alerta de intruso!
Pelor, o isqueiro!
Aqui.
Despachem-se!
Despachem-se! Aqui!
Vão!
Tomem disto!
Alfa! Pelor!
Vocês estão bem?
Vá lá.
Estás bem?
Estás bem.
Levem os miúdos para fora.
Está bem.
Alfa. Bom trabalho.
Vamos.
Topan, é o Petrus.
Não mostres misericórdia. Faltam 15 minutos para o encontro.
Fica atento. O Syarief pode ter contratado pessoas de fora.
Foda-se!
Saiam!
Vamos. Querem viver?
Despachem-se!
Vamos!
És o herói!
Eu disse-te.
Chama-me Pelor.
Vamos.
Baixem-se, miúdos!
Tapem os ouvidos e a cabeça! Agachem-se!
Ligamos ao Jenggo?
Sim.
- O quê? - Sim.
Jenggo?
Chacra…
Jenggo!
Responde-me, idiota!
O Jenggo está aqui.
- Despacha-te! - Está bem.
Agora é a nossa vez.
Vamos, coisa linda!
Já te disse, a relação à distância é mais eficaz.
- Há crianças aqui. - Desculpa.
Topan, não sejas demasiado orgulhoso para pedir ajuda.
Exibicionista.
É o que os snipers fazem.
Uma entrada suave. Sem tiros irrefletidos.
Paz.
Harmonia.
Chacra.
Onde está o Chacra?
Porra!
Morre, idiota!
Topan, que estás a fazer?
Céus!
És um animal, Topan.
Vá, miúdos. Vamos reunir-nos lá em baixo.
O chefe vem aí. Vou a caminho!
Miúdos. Estão prontos?
- Prontos, senhor. - Ótimo!
Prontos.
Aqui vou eu!
Vamos!
- Espera aqui, está bem? - Está bem.
Se a polícia perguntar, diz-lhes que eles são os maus, sim?
Vão deixar-nos?
Precisam de heróis noutro sítio.
Obrigado. Vamos ficar bem.
Vais ficar bem?
Jenggo?
Vamos, Pelor.
Espera!
Quem são vocês mesmo?
4 CANALHAS
Porque vêm a passo de caracol?
Entrem logo!
Calma.
Primeiro, lamento…
Menina.
Não é a primeira vez.
Os homens são uma desilusão.
Percebo mesmo…
Percebe o quê?
Percebo que a menina, a senhora…
Que é polícia.
- Não se meta comigo. - Está bem.
E a Dina?
Sim… Estou atrasado.
Espere, o seu cabelo.
Está ótimo.
Um pouco para a direita.
- Ótimo. - Pronto.
Obrigado.
Pelor, vais para a frente? Dorminhoco.
Mas que… É o meu lugar!
Miúdos.
Hoje foi… ótimo.
- Obrigada, pai. - Obrigado.
Dina.
Desculpa.
Lamento muito…
Um, dois, três.
Pode aproximar-se do seu pai?
Mais perto. Até lhe tocar.
Pronto, boa. Um…
Sorriam. Assim…
Não façam cara amuada. Sim, isso! Continue a sorrir, senhor.
Um, dois, três. Boa!
Boa!
- Pai. - Sim?
Não podes subornar-me sempre com fritos.
O que devo fazer? Não posso deixar o meu emprego, Dina.
Tenho de o terminar para poder ir à tua tomada de posse amanhã.
Qual é o trabalho desta vez? Diz.
Bem, tu sabes. O habitual. Resolver uma confusão.
- O que foi? - Estou cheia.
Porquê?
Estou farta das tuas mentiras.
Sê honesto, para variar.
- Não é isso, Din. - Então, o que é, pai?
Tantas coisas…
- Que não posso dizer. - Que não posso dizer.
Como queiras, pai. É sempre assim.
- Din… - Tu é que sabes.
- Estou bem, pai. - Dina…
O que foi agora, pai?
Din, vá lá.
Vai tudo mudar amanhã, sim?
O que vai mudar?
A primeira página. A aventura da Dina e do pai, está bem?
- Estou cansada. - Olha, Dina.
Din!
Ena…
Qual é o tema deste carro?
É o que é, pai. Estou a tentar dar um jeito a esta sucata.
Está bem.
- O que é isso? - Comida Padang. Vamos festejar hoje.
- Muito obrigado, pai. - Alfa, vamos comer.
Só um minuto.
Boa noite. Daqui a Ainanisa. Ao vivo com notícias de última hora.
Um incidente chocante no orfanato da Fundação Familiar Syarief
custou muitas vidas.
Ainda mais chocante é a revelação de que o filantropo,
Syarief, é o suposto líder de uma organização de tráfico de órgãos.
Isto já fez muitas vítimas, especialmente menores órfãos
levados pela Fundação Familiar Syarief.
Há especulação sobre quem está por trás do homicídio de Syarief?
Alguém como ele tem muitos inimigos, mas eu prometo
que vou descobrir quem foi o responsável por este crime.
Não quero saber. Vou prender esses vigilantes.
Na nossa jurisdição, ninguém…
Porque desligou?
Já vos disse que um dia me vou reformar, certo?
Já estão todos crescidos.
Senhor…
Já tomei a minha decisão.
Porque se reformaria?
Vai ficar em casa? A cultivar bonsais?
Logo quando as missões começam a ficar empolgantes.
Nem sei qual é o meu papel na equipa.
Não sei lutar, nem disparar uma arma.
Sou sempre o isco…
Filho, um dia vais encontrar-te.
- Encontrar como? - É por isso. Não se reforme.
- Não o pode fazer se estiver reformado. - Chega.
É a Dina, não é?
Tens razão, Alfa. Cumprimos sempre as nossas missões.
Mas raramente nos sentimos vencedores.
É o nosso destino. Os assassinos são pagos para matar.
Apesar de matarmos quem o merece.
Posso dizer uma coisa?
Vocês todos sabem…
Ironicamente, o nome "4 Canalhas" veio dos nossos inimigos,
e temo-los de sobra.
Foi por isso que vos treinei para serem os melhores.
A Dina não tem o que temos.
Ela só me tem a mim.
Meu Deus…
O que é isto, Topan…
Porquê agora? É tão repentino, senhor.
Topan…
És o único que sabe da minha amizade com o Hassan.
Sim, já me disse.
Imagina isto.
Sou um criminoso.
O Hassan, o meu melhor amigo, é agente da lei.
A Dina, a minha única filha, é mais próxima dele do que de mim.
Amanhã ela torna-se oficialmente agente da polícia.
A minha vida é complicada, não?
Só espero que ela possa viver em paz.
- Eu entendo. - Boa.
Só queria saber…
O que se segue para o Petrus?
Vês isto?
- Bersi. - Bersi!
É demasiado velho, senhor.
Porque achas que poupei este tempo todo?
Todas as moedas.
Um dia, quero voltar a Bersi,
reunir-vos a todos
e trabalhar convosco.
Topan, vamos começar um novo capítulo, está bem?
- O senhor criou-me. Eu sigo-o. - Boa.
Bem-vindos, senhoras e senhores, à Villa Bersi.
Por favor, deixem-me levar a vossa bagagem.
Força. Eu acompanho-vos.
Sim, miúdo?
CERIMÓNIA DE TOMADA DE POSSE AGÊNCIA DA RESERVA CRIMINAL DA POLÍCIA
O que se passa?
O teu pai está atrasado?
Que pai?
Não sejas assim.
Sr. Petrus.
Olá, Sra. Haji.
Como está?
Estou bem, senhora.
- Onde esteve? - Em lado nenhum.
Bem…
Alguém veio entregar flores.
Sim. Encomendei-as para a Dina.
- Hoje é a tomada de posse dela. - Pois.
- Desculpe, senhor. - Sim?
Onde ponho isto?
Ponha-o junto à porta.
Obrigado.
O teu pai virá.
Mais uma coisa. Não me chames de tio no escritório.
Chama-me senhor ou chefe.
Sim, senhor.
Sim…
Estas flores são especiais.
Céus!
Isto é enorme.
Sr. Petrus.
Inteligente. Apanhaste-me desprevenido.
A usar a fraqueza do inimigo como distração.
Ensinou-me isso.
És tu.
O que fazes aqui? Vieste prestar homenagem?
Não, senhor.
Não é isso que eu quero.
POLÍCIA METROPOLITANA
Mãos ao alto!
Eu disse, mãos ao alto!
Pai?
Pai!
Pai!
Pai! Acorda!
Crime violento resultante em morte ocorre de novo em Jacarta.
Um homem de meia-idade foi brutalmente assassinado no seu bairro.
A vítima foi encontrada pela filha,
que é, ironicamente, uma agente do Capitão Hassan Pratama.
Mais detalhes do nosso repórter no local.
- O que fazemos agora? - Boa noite. Daqui o Vicky, na cena.
Vamos sair daqui.
Para onde vamos?
TRÊS ANOS DEPOIS
CÂMARAS DE VIGILÂNCIA
RELATÓRIO
POLÍCIA METROPOLITANA
Dina.
- Sim, chefe? - Anda cá.
Com licença.
Senta-te.
Os teus.
E os deles.
O teu modo de trabalho fá-los parecer preguiçosos.
Ainda não tiraste licença, desde…
… o caso do teu pai?
Trabalhar mantém-me sã.
A minha mulher gosta de meter isto na minha pasta.
Precisas mais de férias do que eu.
Não é preciso.
Ou escolhe um parceiro, e trabalhem juntos nos relatórios.
Toma.
VILLA PARANAIS, BERSI
Villa Paranais…
RELATÓRIO DA POLÍCIA
Merda! Partiu.
Porra!
Dina. Devem ser só crianças da aldeia. Nada de preocupante.
Estás a brincar, tio? Não são só umas crianças.
O boné que o assassino usou naquela noite. Aqui.
É o boné do meu pai.
Então? Ele deve tê-lo roubado.
Tio! O assassino levou o boné!
Din. Bersi não é a tua jurisdição. Mas ouve-me bem.
- Vou resolver o caso do teu pai… - Passaram três anos!
Se não agora, quando?
Prometeste que me apoiavas. E agora?
- Mas não é assim tão simples. - Está bem.
- Vou de licença. - O quê?
Diz que estou de férias, a relaxar.
- Numa busca espiritual… - Din.
Sim, tio?
Desculpe, chefe. Tenho um relatório…
Vou de licença.
Isso é bom.
A partir de amanhã.
Com licença.
- Com licença. - Sim, isso é bom.
Desculpe, chefe. Trouxe um relatório…
- Rudha. - Chefe.
- Recomendaste-lhe a licença? - Sim.
Don, acalma-te.
Antonio… Para!
Seu louco de merda!
Confiei em ti, seu traidor!
Culpa-te por isso, Don.
Confiaste num homem com um escorpião…
… nas costas.
E chamas-me de canalha?
Destruíste-me, Antonio…
Don.
Os teus homens foram mortos pela minha secretária.
O que te faz pensar que tens hipótese?
Olha.
Neste mundo, amo duas coisas. Sou louco por elas.
A primeira…
… salsa.
A segunda…
Don, acalma-te.
Se o Inferno existir,
voltaremos a ver-nos.
Vê isto, Alo.
Tens de atender.
És uma seca.
Estou?
Sim?
Relatório! Tomamos o território do Don.
O trânsito estava terrível, então…
Está bem.
Merda, Lengko…
Que horas são?
És ex-militar. Devias ser pontual.
Pega nas minhas facas.
Sim, chefe!
Então, boas notícias?
Depende.
Gostas de praia?
Limpa-a e não a risques.
Sim, chefe!
Peguem nas facas! Não as risquem!
ILHA BERSI
AEROPORTO DA ILHA BERSI
TÁXI
Villa Paranais, por favor.
VILLA PARANAIS
- Senhor. - Espere.
Olá, senhor. Aonde vai?
Bem-vinda à Villa Paranais, onde as coisas não são banais.
Como posso ajudar?
Porque saiu?
Fui vestir o uniforme.
Então, Sr. Topan…
Como sabe o meu nome?
Pensei que fosse pela reputação.
- Como assim? - Veja.
Pois…
Na verdade, estou à procura de uma pessoa.
O meu pai. Já o viu ou…
- Este homem. Já? - Não.
E estas crianças?
Não tenho filhos.
O que quero saber é se já as viu algures?
Népia.
Fico cá esta noite. Talvez amanhã se lembre de algo.
Estamos cheios.
Está bem…
Não estou a subornar.
Vou ficar.
Desculpe, menina.
O hotel está fechado. Vou chamar-lhe um táxi, então…
É impressão minha ou está ansioso por se livrar de mim?
Tão agressiva.
Está pesada. O que tem aqui, menina?
Roupa.
Pensei que fossem pecados.
Chega.
Quer mesmo ficar?
- Claro. - Está bem.
O meu pai era um cliente habitual?
Não o conheço.
Está bem. Avise-me se se lembrar de algo.
Veio sozinha, menina?
Sim, sozinha. Porquê?
Nada. Aquele é o meu cão.
Ele morreu.
De quê?
Desgosto.
Tem identificação?
- Para quê? - O registo.
- Vai devolvê-la? - Sim.
Como se chama o cão?
Hassan.
Bem-vindos. Fizeram uma reserva?
- Reserva, o tanas! - Que rabugentos…
Estamos cheios.
O quê? Cheios, o tanas!
- Não brinque connosco! - Calma…
Senhor, passou por cá uma senhora?
- Desta altura? - Sim, ela!
Cabelo curto, gira, cara determinada?
- Sim! - Sim, isso!
Népia.
Está a brincar connosco? Onde está ela?
Céus. Não seja tão rude, senhor. Calma…
Porque ligou o rádio?
Céus, isso dói…
Desculpe… Não sei.
- É a minha camisa nova. - Está suja.
Olha!
Calma…
Espere.
Espere, senhor.
Não façam isso!
Chega, senhor!
Não o faça, senhor! Pare!
Perdoe-me! Perdão! Por favor! Não, senhor!
- Sr. Topan? - Sim, menina?
A villa é de um habitante local?
Sim!
Quem?
O meu pai, menina!
- Desculpa! - Ei!
Sr. Topan!
Sr. Topan!
Posso conhecer o seu pai?
O meu pai faleceu, menina.
- Desculpe! - Sim…
- O que está a fazer? - Tenho comichão…
Está bem.
E agora, idiota?
São os 4 Tralhas?
Não 4 Tralhas. 4 Canalhas. Começa com "can".
- Com um C, certo? - Com um T. De "treta"…
Tanto faz, idiota.
- Senhor. - Os outros?
Não faço ideia. Calma, senhor.
Mas aquela miúda sabe, certo?
Sr. Topan!
Preciso de falar consigo agora!
Porra!
Sim?
O que se passa?
O que é?
Há três anos.
- O quê? - Trabalhou aqui há três anos.
CALENDÁRIO 2019
Correto?
Sim. Algum problema nisso?
Este é o meu pai.
Ele morreu há três anos. Pode explicar?
- Está bem! - O quê?
Ele também é meu pai!
- O quê? - Sim.
O Topan está nesta foto, certo? Explique!
- Faz-me lembrar do passado. Estou triste. - E?
- Dê-me espaço. - Explique primeiro.
Dê-me espaço.
Não me quer ver a chorar. Dê-me espaço.
O trauma regressa. Não quero chorar à sua frente.
Imploro-lhe…
Saia.
O que significa isto?
Temos o mesmo pai? É isso?
Ele cuidou de mim desde pequeno.
Agora faz sentido. A sua ausência constante.
Ele nunca esteve por perto. E era por isso.
Sabes que foi assassinado?
Ele não merecia partir tão horrivelm…
Podes parar com as mentiras?
O teu javanês é obviamente falso.
Este sítio abriu há três anos. Porquê?
- Responde! - Agora sou o suspeito?
Vocês encerraram o caso quando não encontraram o assassino.
Agora estás aqui a abrir feridas antigas. Deixa-nos viver em paz.
- "Nos"? - Nada.
Disseste "nos".
As outras crianças ainda estão cá?
Não sei onde estão.
Está bem. Eu própria as encontro.
Porque pensas que te vão ouvir?
- Mais do que tu! - Dina.
Quero encontrar o assassino do meu pai!
Entendido?
- Espera. - O que foi agora?
Dói…
Eu levo-te.
Por favor, espera.
Mantém a mente aberta. O Jenggo é especial.
Ou seja?
Queres vê-lo, certo?
Usa isso. Há muitos mosquitos aqui.
CAPITÃO HASSAN
Então,
o Baba Jenggo ensina harmonia nesta Cabana do Amor.
Não há violência aqui,
em termos de alma, corpo e palavras.
Aqui, servimos uma poção para eliminar qualquer aura negativa.
Por favor, bebe, Mina.
Dina.
Estou a ver.
Porque a trouxeste, idiota?
Passaram-se anos, e agora chamas-me de idiota.
Já eras um idiota antes.
És bom a aliciar turistas sem noção.
As folhas de Moringa são curas mágicas?
- Ela sabe de nós? - Só o necessário.
É seguida por homens armados.
Homens armados?
Tem calma.
E trouxeste-a para aqui?
Queres destruir o meu negócio?
Olha, construí este império com o meu sangue e lágrimas.
Nem penses em estragar tudo por causa daquela mulher.
Não admira que estivesses a sorrir antes.
É um progresso para ti.
Normalmente, a tua aura negativa mata a…
Ela está a desenterrar coisas sobre o pai. Mantém a nossa história, sim?
- Topan. - Bebe.
- Não, obrigada. - Bebe.
Baba Jenggo.
Bebe, por favor. Está tudo bem.
É uma poção para eliminar qualquer aura negativa.
Bebe, Doni.
Dina!
- Que rabugenta… - É Dina.
Espera só.
O que é isto?
- Tão amargo. - O que lhe deste?
Amargo?
Não.
Muito bem, pessoal.
Saiam!
Saiam, por favor. O Baba Jenggo…
Fora, vá lá. Saiam. Pronto.
- Adeus, Baba. - Abençoo-te. Sim.
- Obrigado. - Sim, obrigado. Abençoo-te.
Abençoo-te.
- Céus. - Sim. Vai embora!
Abençoo-te.
Jenggo! Anda cá!
Din?
O que leva essa bebida? Faz algo!
- A poção foi misturada com… - Leva-a para o hospital já!
Dina?
Desapareceram, senhor.
Sim?
Está bem.
E aí em cima?
Livre. Em baixo também.
Onde estão?
Topan…
- Descobriste a localização deles? - Sim. Vamos lá agora.
Despacha-te!
Vamos!
Isto nunca aconteceu.
- A culpa é tua! Faz alguma coisa! - Espera!
É pele de rã. Ela está pedrada.
- Continua bonita… - Ei! Calem-se!
Então, o meu pai
só adotou
miúdos talentosos.
- Atleta. - Atleta?
- Sim. - O quê?
Judo.
- Arco e flecha. - Tiros.
Tiro com arco.
Tiro com arco…
Isso não faz sentido nenhum.
Dá-lhe uma bebida.
- Bebida? - Dá-lha.
- Bebe. - Só um pouco.
Bebe para refrescar.
- É só água. - Sim.
Ela vai ficar sóbria.
- Ela tem sede. - Porquê um caldo? Que nojo!
Vou comer-te viva!
Dina?
Estás bem…
Dina. Muitos bolinhos fritos de banana no Céu.
Deus!
Não grites o nome de Deus. Deus não…
Assédio! Baba Jenggo! Assédio!
Tocaste nela!
- Não o fiz de propósito! - Tarado!
Não toquei em ninguém!
- Tem calma! - Sim, tem calma!
Bom dia, velho vigarista. Onde estão os teus discípulos?
Topan.
Merda, há quanto tempo!
Agora, estás bonito!
Olha, uma arma.
Da mesma cor do meu grill.
Cala-te!
- Quem te disse para te equipares? - O quê?
- Quem lhe deu uma arma? - Eu não!
Pelor, porque vieste?
Mano, banshee!
- Pelor, não… - Banshee!
- Pousa-a! - Banshee!
Lor!
Não dispares!
Não!
Mas que…
Dina.
Para!
Para com esta loucura!
Criatura miserável!
Lembra-te…
O maior poder é o amor!
Paz.
Conforto.
Harmonia.
Chacra.
Rasa!
Sayange…
Dina!
Chega, Dina. Ele está acabado.
Olha para mim, Dina.
Topan, não largues!
Dina! Não!
Dina!
Estou tão morto.
Pai nosso, que estais no Céu, santificado seja o Vosso nome.
Venha a nós o Vosso…
Merda! Esqueci-me… Topan, Jenggo, socorro!
Lei do assédio…
A pena máxima é de cinco…
Estás acordada?
Dina, espera.
Socorro!
Céus!
Céus!
Desculpa.
Desculpa.
Au…
Que dor…
Sem dúvida.
Sai da frente!
- Vamos, malta. Mexam-se! - Sim, senhor!
Mano.
Nós reformámo-nos.
Isso mesmo.
- Quem anda atrás da Dina? - Sei lá eu.
Devia ter vendido telemóveis em Jacarta.
Faz isso. Estou feliz aqui em Bersi…
Quem te disse para trazeres uma arma? Quem queres matar?
- Queres matar alguém? - Sim.
- Quem te disse para matares? - Ele pediu-me…
Olha!
Podemos focar-nos no nosso problema principal?
Os homens armados perseguem a Dina!
Concentrem-se!
O meu terceiro olho treme desde ontem.
Disseste-lhe?
Olha!
A Dina! Topan. Pensa!
Tenho de pensar em tudo? O que devemos fazer?
Sim, espera… Deixa-me pensar.
- Vamos protegê-la. - Sim.
Prometi ao pai que ia cuidar da Dina.
- Todos prometemos fazer isso. - Sim…
Olhem! Tenho uma ideia.
- Vamos contar-lhe tudo. - Idiota!
- Iletrado! - Porquê?
Também é filha dele. Porque não pode…
Não podes ter uma arma porque és ingénuo!
Não entendes a vida real!
Ela é polícia!
Olá?
Mano, a Dina desapareceu!
- Dá para ver, idiota! - Estou só a dizer.
Jenggo, Pelor…
Não me respondas!
Cuidado!
Quem são eles?
Para baixo!
Jenggo, para trás!
Pelor!
Armas! Onde estão as armas?
Harmonia!
Paz! Harmonia!
As nossas armas?
- Chacra! - Imbecil!
- Ainda sabes usar? - Não sei! Foi há muito tempo!
Fica com o Pelor. Vou procurar a Dina.
Topan! Se sobrevivermos, vais pagar por isto!
Vai-te lixar!
Topan!
Topan! Não, estamos mortos.
Não há esperança nenhuma!
Olha!
Não contas comigo?
Ale! Atravessa a porta!
Pelor! Está na hora de cresceres.
- Está na hora de agir. - Agir?
Estiveste à espera deste momento. Pega na arma!
- Isso mesmo! - Arma! Depressa!
Aponta!
Duas mãos!
Segura-a direito, idiota!
Ale! Rebenta a porta!
Espera.
Espera.
Espera.
Espera.
Dispara!
Morre! Sua aberração!
Porra! Estamos mortos!
Desculpa!
Paz, mano!
Miúda!
Identifica-te! O que fazes aqui?
Quem és tu?
- Dina… - Responde-me!
Topan!
Quem são eles?
Pessoas perigosas.
Não és rececionista.
Acredita, estamos do mesmo lado. Calma.
- Explica-me, Topan! - Acalma-te.
Estou farta disto tudo!
- Espera, tenho de ajudar os meus irmãos. - Olha! Topan!
- Pelor! Acorda! - Sim, estou acordado.
Ouve, vou distraí-los enquanto foges!
E tu? Estamos nisto juntos!
Se morrermos juntos, a Alfa mata-me!
Assim morremos os dois.
Por isso não morrerei duas vezes.
Tens a certeza?
Tenho. Não te preocupes.
Olha, Pelor.
Sou o segundo irmão mais velho.
O meu dever é proteger-te. Fica calmo. Vou dar cabo deles.
Quando éramos pequenos, sempre te protegi.
Desta vez, vou…
Cobardolas.
Morram, idiotas!
Referias-te a este sniper?
O melhor da Ásia,
disseram. Ele está sozinho?
Sim.
Deixa-me desfrutar.
Vá lá, fica calmo.
Meu, ela é tão gira.
Vou matar aquele idiota de bigode.
Morre!
És bom, Jenggo!
Sr. Tiro na Cabeça a 2000 metros.
2040, idiota. Para de inventar merdas.
Porque me procuras?
Dizes o meu nome sem modos!
Vou dar-te uma lição.
Sem modos!
Reformei-me pacificamente.
Estou a desfrutar da vida aqui.
Vieste cá e perturbaste a minha paz.
Vais sentir a minha raiva.
Chacra.
Céus.
Pensei que estávamos reformados. Mas que raio?
Olha! Para, ratazana!
Poupem-me…
Mamã… Merda, não tenho mamã…
Este não é importante. Matem-no.
Então?
Parem!
Olha!
Olha! Tu!
Paz…
Fica!
Mexe-te!
Não resistas.
Qual é a sensação?
Deixa-o ir!
- Topan! - Ninguém lhe toca!
Ele é humano. Tira os pés da cabeça dele.
Preocupas-te com o teu amigo, e não com a tua vida.
- Daí seres o favorito do Petrus. - Quem és?
Ele nunca te falou de mim?
Tudo girava à tua volta.
Topan…
Os 4 Canalhas…
Anormal! Matas o teu próprio homem!
Não és humano!
Prefiro ser um animal. Os humanos são… fracos!
Vá lá, dispara!
Dispara!
Dispara. Não tens coragem.
Topan! Ouve-me!
- O quê? - Não me deixes, sim?
Que desilusão.
- Vá lá. Preparem-se, palhaços. - Raios te partam.
Estou pronto para morrer.
Não estás!
Este é o melhor filho do Petrus?
Sim, sou filho do Petrus.
Mas eu sou o primeiro filho dele,
e serei sempre o número um!
Topan, sai daqui!
Sou o teu irmão mais velho, por assim dizer.
Devias ter orgulho disso.
Sou bonito e bom a dançar salsa.
Acham que eram os únicos alunos que ele tinha?
Ei! Não!
De todos os filhos do Petrus,
sou o mais eficiente.
Não! Olha!
Então, porque me descartou? Sabes porquê?
Responde-me!
Tu mataste-o.
Porquê?
É pessoal.
Mas relaxa. Os teus irmãos vão juntar-se a ti.
Quanto à Dina, os meus homens vão revezar-se com ela.
Bem…
Manda cumprimentos ao nosso pai, o maior idiota do mundo.
Adeus, Topan.
Até nos vermos de novo.
Pantura?
CORAÇÃO PARTIDO
- Mana! - O quê?
- Agarra na bazuca. - O quê?
- Agarra na bazuca! - Qual delas?
Esta?
Depressa, mana!
Espera, raios!
Está ao contrário!
Para o céu! Ela vai matar todos os macacos em Bersi.
Qual deles? Não dispara…
O botão "Explosão de Sol", mana…
EXPLOSÃO DE SOL
Alo?
Porra
Alo!
Alo, onde está o Topan?
O Topan?
Encontrem-nos! Agora!
Encontrem-nos!
Topan, seu idiota!
Anda, despacha-te.
- Merda. - Anda.
- Topan! - Subam!
- Mano, espera por nós! - Ótimo.
Topan, cuidado! Baixa-te!
Porra!
- Despacha-te! - Subam, depressa!
Aquela cabra. Foge!
Vai, Pelor!
Mais rápido!
Mais rápido!
Cuidado! Baixem-se!
- Mais rápido, Pelor! - Mais!
Mamã!
Pelor! A arma!
Não a tenho! Quem é ele?
Baixa-te!
Raios partam!
Vou matar-vos a todos!
Aguenta.
Deve ser tratada com álcool. Este álcool limpa a ferida.
Depois, bebes um pouco para aliviar a dor.
LÍQUIDO DE LIMPEZA CONCENTRADO
Mas acabou-se…
Deixa-me fazê-lo.
- Vou buscar água. - Sim.
Desde o início, tudo o que fizeste foi mentir.
Todas estas feridas e ainda estás consciente.
Quem és realmente?
Não há resposta fácil.
Mãos ao alto!
Topan.
Há três anos, em casa do meu pai,
estavas lá.
Ele está a morrer no chão, sem respirar,
sem vida!
Ele está morto por tua causa! Assassino!
Assassino!
Mataste-o! Porquê?
Então? O que se passa?
O meu saco de sementes…
Merda! O que aconteceu?
Dina!
- Dina! - Pelor!
Dina!
Dina!
- O que foi agora? - Aonde vais?
- Esta estrada é perigosa! - Cala-te!
Somos todos filhos do Petrus. Vá lá, confia em nós.
Como posso confiar em vocês?
Confiar em ti? Um mentiroso? No Topan? Um assassino?
Tento na língua, mana!
O Topan nunca mataria o pai! Nunca!
Ele morreria por ele, por todos nós. Somos família!
Então, porque me estão a mentir?
Vamos ver a Alfa.
Também é filha dele. Ela vai explicar tudo.
É tarde demais.
Eu quero ir à esquadra!
Por favor, não. Vais condenar-nos…
Mana…
Não sou um bandido, nem mentiroso.
Olha-me nos olhos. Eles não mentem.
Nunca menti…
Tens a certeza de que a Alfa não vai mentir?
A Alfa vai explodir,
mas nunca mente.
Vem comigo. Ela vai explicar tudo.
- O quê? - Nada. Estou só a limpar.
Não te disse para destruíres toda a Ilha Bersi,
mas para matares os 4 Canalhas.
Controla-te.
Calma… Tenho a certeza de que o Pelor está a levar a tua paixoneta até à Alfa.
Não penses nisso. Pensa antes na tua habilidade.
Estás a ficar enferrujado!
Perdeste para o idiota do bigode. Imagina se ele o fizesse.
Ainda bem que as tuas piadas são péssimas. Dói quando me rio.
Ele matou o pai.
Ele matou o pai?
Ele matou-o?
Acho que ele matou o pai.
Então, temos de o encontrar!
Vamos caçá-lo e vingar o pai!
Por onde começamos?
- Bunglon! - Bunglon!
Topan, não devíamos lidar com ele.
Ele é sorrateiro!
Ele roubou a Siska. Ele é um vigarista!
Mas aprendeste tudo com ele.
Olha, um carro. Pare!
- Chefe! - Pare.
Cuidado.
- Chefe! - Pare!
Atira-lhes uma pedra, se não pararem.
Não me deixes.
Desculpa.
Pensei que ele nos ia deixar. Espere por nós!
Pai?
Papá?
Dina!
Dina!
- Sou eu. - És tão irritante!
Está prestes a começar. Vamos!
Olá.
Esta canção é especialmente para ti.
Querido, canta comigo.
Sou uma mulher
Também sou uma sereia do pôr do Sol
Sou uma mulher
Também sou uma sereia do pôr do Sol
Porra! Merda!
- Olá, avô. - Olá, Alfa.
Mas anseio por ser cantora
Adorada por todos
De cada lado, somos mimadas
Sou a sereia do pôr do Sol
Anseio por ser cantora
Adorada por todos os homens
Anseio por ser cantora
Anseio por ser cantora.
Avô, anseio por ser cantora.
Cantora? Meu Deus!
Sim.
Combinado. Uma via segura para a minha mercadoria.
Concordámos nisso.
Está bem.
Mas não te esqueças de abanar as barbatanas, está bem?
Sem problema.
Obrigada, avô.
O que faz ela aqui?
É uma longa história. Como num filme de ação.
Começou quando…
BAR DO BUNGLON
Topan, espera. E se o Bunglon apoiar o inimigo?
Ele é leal ao Petrus. Entra.
Espera. Há algo suspeito. Talvez ele esteja morto.
Ninguém quer lidar com ele.
- Sinto perigo. - Pelo menos, tentámos.
Sai da frente, anormal!
Bunglon?
BAR DO BUNGLON
É o Topan e o Jenggo.
Sua criança perdida.
Após estarem desaparecidos por muito tempo, vieram causar confusão.
Vocês estragaram esta ilha.
É verdade. Vamos conversar.
Antonio Sandoval.
- Conhecem-no? - Não.
São civis há demasiado tempo. Ficaram estúpidos.
São os homens dele?
Muitos rufias querem ser contratados.
Ele é conhecido como o maior traficante de armas do Sudeste Asiático.
Mas estragaram tudo quando se meteram comigo.
- Qual é o vosso problema com ele? - Nenhum.
- Nenhum. - Dívidas antigas?
Nunca devo a ninguém. Enganam-me sempre.
Tal como o Petrus.
Petrus, mesmo morto, deixas uma confusão.
O Escorpião do Sudeste Asiático.
ALVO: ANTONIO
Se ele quiser que morras,
morres.
Mas aqui estamos, vivos. Porque é que nos está a perseguir?
O Topan disse que ele matou o pai.
É verdade?
Quem fez isto, senhor?
Suranto…
Suranto.
Suranto. Já ouviste esse nome?
Um de cada vez. Ainda estamos atrás dele. Quem é…
Fiquem aqui. Não roubem a mercadoria.
Vejam.
São os nossos dados.
O Petrus pediu-me para criar a vossa identidade.
Foste o primeiro. Mas antes de ti…
- Quem é este monstrinho? - O Suranto.
Pensaram que o Petrus só vos treinara aos quatro?
Foi antes de vocês.
Vais emprestar-mo.
Olhem.
Isto está um caos. Têm de me compensar.
Fica com a minha Cabana do Amor.
Aquela armadilha turística?
Toma.
Acabou-se a harmonia em Bersi.
Olhem.
Soube que os homens do Antonio sabem da Alfa.
Podias ter-nos dito! Velho idiota, Bunglon.
É uma questão de vida ou morte!
Topan!
Ontem, eras uma fraude, agora és um ladrão?
Carma! Ele roubou a Siska!
Finalmente.
Então, és gémeo do Lengko? Como te chamas?
Lengki? Lekong?
Vinsen, senhor.
Bem, quanto ao Lengko…
Tentei salvá-lo, mas o Topan…
Porque ficámos presos no trânsito,
chegámos tarde demais. Porra!
Topan!
Topan.
Vou esfolar-lhe a virilha.
Vou puxar-lhe as calças para baixo e amarrá-lo por trás…
Vou arrancar-lhe as cuecas
muito lentamente…
Depois, tiro uma navalha.
Corto-lhe os tomates.
E depois, engulo-os aos dois.
Olha!
Não toques no Topan.
Ele é meu.
Percebes?
Antonio!
Vamos ver da rapariga.
Agora já sabes.
Já percebeste porque é que o Topan não pode responder?
Homens típicos. Estúpidos, feios, burros!
Desculpa.
Não estejas tão taciturna.
Porque não?
É muito tarde. Já passaram três anos.
Procurei durante três anos. Mas o que consegui desde que cheguei?
Quase morri envenenada por rã, fui perseguida e caçada.
Agora, o meu pai é um assassino. Sabes como é?
Como te atreves a chamar-lhe assassino?
É o que ele era!
Não era, idiota!
- O quê? - Sua cabra!
Mana!
O Topan e o Jenggo podem estar à nossa procura. Vamos.
Sai daqui.
Quando era nova, os meus pais morreram num atentado à igreja.
Sabes quem me salvou dos escombros, debaixo dos cadáveres?
Chama-nos o que quiseres. Assassinos, criminosos ou vilões…
Mas o teu pai? Um assassino?
Isso justifica o que têm feito?
Morto.
Criminosos.
Olha para ti, todo-poderosa. Problemas com o pai.
Bruxa malvada.
Miúda idiota.
- Desculpa? - Miúda idiota!
Cabra de dangdut!
Baixo nível!
Amante do avô!
Porra! Merda!
Polícia de peito liso!
Peito lisinho.
Cabra sereia vadia!
Vai-te lixar! Cabra!
Mana!
- Ouviste? - O quê?
Cuidado!
A mesa!
Se disser para correr, corram, sim?
Corram!
Salva-os primeiro, e encontramo-nos no barco, sim?
Cuidado.
- Fica atrás de mim. - Certo.
Preciso de uma arma.
Pega nessa.
Vamos.
Agora.
Ajuda-me!
- Vou pelo outro lado. - Cuidado.
Vai-te lixar! Anormal!
Toma isto, idiota!
Bravo 23! Alvo encontrado!
Bravo 23…
Anormal!
- Larga! - Larga-me, cara de rato!
Qual cara de rato?
Que dramático.
Aqui.
Escondam-se aqui até ser seguro, sim?
Não tenho medo de ti.
Estás tão morto. Catatua de um olho só!
Cabrão!
Olha!
Para de fingir, idiota!
Quem te mandou? Responde-me, idiota!
- Alfa. - O que foi?
Ele está morto.
Vamos. É perigoso aqui.
Dina!
Merda!
Din, acorda!
Dina!
Dina!
Jenggo! Alfa! Retirem-se agora!
Desculpa. Tem calma.
Calma.
Estás bem? Estás ferida?
Pousa a arma, estúpido!
- Estás bem? - Pelor! Porra!
Seus sacanas! Pelor!
Porra! Vou matar-vos a todos!
Têm o Pelor!
Eu sei. Tem calma.
A sério?
- Deixa-me atender. - Olha!
Deixa-me atender.
Atende!
Topan, aonde vais?
Se continuares, partirei todos os ossos do corpo dele, a começar pelos dedos.
Vinsen.
Onde?
Onde tudo começou.
Malditos sejam!
CERTIDÃO DE NASCIMENTO SURANTO
CERTIDÃO DE NASCIMENTO TOPAN GEMURUH
Topan, já estamos muito longe. Onde paramos?
Vou procurar um ancoradouro.
Alfa.
- Alfa! Olha! - O quê?
O Pelor é tua responsabilidade. És a melhor.
- Devias tê-lo vigiado! - Se ele é a minha, qual é a tua?
Porque é a minha? Tenho uma vida!
A responsabilidade é tua! Pões-nos em perigo!
Tal como o pai. Pões o fardo em mim.
És o nosso irmão mais velho!
Porra! Merda! Cabrão!
Controla-o. Controla-te.
Porra! Cabrão!
Alfa! Para!
A Dina está aqui.
Eu assumo a culpa.
Apesar da confusão que causei, deviam estar a discutir?
A culpar-se uns aos outros.
Esqueceram-se de que são irmãos? Uma família?
Têm-se uns aos outros.
Podemos concentrar-nos em salvar o Pelor?
O que ganhas com isso? És polícia, e nós somos criminosos, certo?
Mas temos o mesmo inimigo.
Queremos salvar a mesma pessoa.
Nós os cinco…
… adoramos o mesmo pai.
Não me toques.
Acorda, miúdo.
Ou devo acordar-te com uma faca na rótula?
Por favor, poupa-me…
Nem te conheço.
Que tal nos conhecermos?
- Calma. - O que dizes?
- Calma… - Calma, o tanas.
Muito antes dos 4 Canalhas,
fui o primeiro filho.
Mas porque é que o Petrus me descartou?
É por isso.
Ele disse-me que eu era ambicioso demais.
Imprevisível.
Fui abandonado na rua como um cachorrinho.
Mas quem o matou nesse dia
é um escorpião.
Então, foi tudo por vingança?
A vida ou a morte de uma pessoa
é determinada por aqueles
que têm poder!
E eu,
Antonio Sandoval,
Príncipe de 1001 Facas,
sou mais poderoso do que os 4 Canalhas.
- O Escorpião do Sudeste… - Escorpião?
O Topan pode pisar um escorpião.
Ele vai vencer-te.
Em que te baseias?
Vejo-o nos teus olhos.
Há medo aí.
Os olhos não mentem.
O que quero dizer é que este sítio vai ser o teu túmulo, idiota!
Ena! Que mercadoria incrível, Alfa!
Ser uma sereia vadia compensou, não foi?
- Não. Isto é ilegal. - Cabra faladora!
Isto viola o artigo dois da Lei de Emergência 12.
Quem possui, armazena, distribui…
Distribui ou usa para salvar o Pelor…
Escolhe…
Então, é disto que a Dina gosta.
Grande, comprida e negra. Parece que somos compatíveis.
- Topan! - Calma…
Topan.
Uma é grande, a outra é pequena. Tal como os teus tomates.
Tens uma mente suja, Jenggo. Merda!
Sim, não tão suja como a tua boca.
Topan.
A Dina e eu…
- O boné do pai! - Certo.
- Ele ainda tem um fraquinho por ela? - É a crise da meia-idade.
Eu ouvi isso.
Toma.
- O que é? - Queres explodir-nos?
Explodir?
Sabes quanto nitrato de amónio há aqui?
Uma botija de gás de alta pressão?
Cheia de explosivos?
- Fixe! - Vê a minha nova criação.
Peido de Lúcifer 3000!
- Peido? - Peido.
- Lúcifer? - Lúcifer.
Não, obrigado.
- Porquê? É um nome durão. - "Peido" é durão?
O que foi agora?
Não sei. É como se nada me chamasse a atenção.
Tens saudades da tua namorada?
- A Siska? - Sim.
- Jenggo. - Sim?
- A Siska? - Sim.
Isto mostra o quanto te adoro. Estou a devolver-te a Siska.
Compraste-a ao Bunglon?
Levei-a emprestada.
Sem ele saber.
Astuta!
Ótimo.
O que é agora?
Passou muito tempo.
A verdade é que muitos tocaram na Siska.
Tento na língua!
Mas ela só anseia por ti.
E só o teu dedo…
Dedo! Onde está o teu dedo?
Só o teu dedo cabe no buraco dela.
Está tudo bem. Enfia devagar.
- Não olhes. - Está bem.
Ela tem vergonha.
Imaginei que ela tivesse saudades tuas. O Bunglon trancou-a durante três anos.
Está tudo bem. Enfia.
Com cuidado, devagarinho… Não hesites.
Enfia!
Siska! Tenho saudades tuas!
Anormal!
Siska…
Siska!
O sangue é meu.
Naquela noite, ao lado do pai,
eras tu?
Sim.
Alvejei-te?
A dor não é nada comparada com a minha incapacidade de o salvar.
Perdoa-me.
Ele só tinha olhos para ti.
Se não tivesse morrido naquela noite, ele teria deixado aquele trabalho.
O que disse ele?
Ele queria cuidar de ti, perto ou longe.
Mas, sabes,
quando isto acabar, e tivermos salvado o Pelor,
o que devo fazer?
Vais entregar este caso à polícia.
Assim, saberão que és filha do Petrus, o assassino.
Não.
Estás errado.
Sou a Dina,
a filha do Petrus,
um homem que amava os filhos com todo o seu coração.
Fica-te bem.
Saúde.
Alfa, devias ser mais como a Dina. Alguém que dava uma boa namorada.
Em vez de brincares com o peido de Lúcifer.
Cara de cu, olha para ti e para a tua Siska.
O que sabes sobre o amor?
Olhem.
Isto vai ser perigoso. O Antonio é duro.
Já passou muito desde que voltámos à ação.
Mas tenho a certeza
de que o Petrus nos preparou para um dia destes
e fez de nós uma família.
Peler, ainda achas que o teu irmão te vai salvar?
Sim, estou?
Porque está isso a descontrolar-se?
Sabes qual é o custo de estares comprometido?
Se queres tanto matar os 4 Canalhas,
porque não o fazes tu?
Tento na língua. Lembra-te de para quem trabalhas.
Porquê?
Queres meter-te comigo? Anda, então!
Vou destruir-te, tal como fiz com o Petrus!
Achas que tenho medo de ti? Idiota de merda!
ALFA
Topan. Como estás?
Só quero perguntar uma coisa.
Sim? Força.
Porque te chamas Antonio se o Petrus é o teu pai adotivo?
Como assim?
O teu nome. Não faz sentido.
Podemos falar em privado. Vamos encontrar-nos.
Já estou aqui.
Vão para lá!
Sim, chefe!
Alo. Ficas aqui comigo.
Não fiquem aí parados! Disparem!
Depressa! Vê lá dentro!
PEIDO DE LÚCIFER 3000
Meu Deus!
Confiem no Jenggo. Em frente.
Jenggo, vamos entrar. Cobre o exterior.
Entendido. Vamos ficar aqui. Tudo bem.
Certo, Siska?
À minha contagem! Matem todos!
Merda.
- Misericórdia! - Morre.
Sou muito fixe, não?
Como queiras. Não deixes que te suba à cabeça. Entra.
- Prontas? Lado direito. - Está bem.
- Segundo andar. - Sim.
Um, dois, três… Esperem!
- Tinhas razão. - O quê?
Abandonei-vos. Lamento muito por isso.
- Na boa. Vamos. - Certo.
- Sim. - Preparem-se.
Um, dois, três… Ei!
Assim que entrarmos, o sonho do pai será destruído.
Sim, para salvar o Pelor! Vamos!
Desculpa, pai.
Tenho de salvar o Pelor. Agora é real.
- Está bem. - Vamos. Um, dois, três…
- Ei! Esperem! - O quê?
- Quando era novo… - Vai-te lixar!
Alfa, cuidado! Em cima!
- Apanhem-no! - Matem-no.
Livre?
- Livre. - Livre.
- Alfa, cobre a porta. - Certo.
- Dina. Segundo andar. Vai. - Estou a ir.
Vai!
Confia em mim! Vai!
Vai!
- Vai. - Sim.
Vamos!
Vê nos quartos. Encontra o Pelor.
Estou a ir.
Dina!
Din, estás bem?
Estou bem.
Morre, porco!
Foca-te. Encontra o Pelor. Vai à frente.
Desculpa.
Dina!
Dina!
- Então? - O quê?
Esquece isso.
Deixa-a em paz. Ela deve conseguir lidar com ele.
É a filha do Petrus.
Mas… Tu. Estás pronto para morrer?
Topan!
Vá, sai.
- Misericórdia! - Levanta-te!
Ei! Filho da…
- Merda! - Raios!
Sua vadia! Morre! Raios!
A macaca é veloz.
Cabra magricela! Luta corpo a corpo, se tens coragem!
Agora sabes porque me chamam Escorpião do Sudeste Asiático.
O meu signo chinês é um cão.
Alfa, o nosso pontapé feroz secreto!
Cabra astuta.
Siska…
Jenggo, acorda.
Acorda.
Mantém-te forte! Acorda!
Vá lá, acorda!
O quê?
Alfa!
Siska!
Seus imbecis!
Siska…
Alfa, a Siska foi-se…
Arranja um buraco real.
Escorpião, o tanas! Estamos em Bersi!
Raios partam!
Bem-vindo à Villa Paranais, onde as coisas não são banais.
Mata-me, e nunca saberás quem está por trás da morte do nosso pai.
És tu, idiota.
Topan…
O nosso mundo não é assim tão simples.
Pensas que agi por vontade própria?
Quem o matou?
- Diz-me! - Tu!
Olha!
Dina?
Não queres saber quem matou o teu pai?
Porra.
Pelor! Salva o Pelor! Depressa!
- Salva o Pelor! - Está bem!
Escorpião Asiático.
Vá lá!
Escorpião Asiático.
Mano!
O que queres?
Vou matar este miúdo, tal como matei o teu pai!
E levarei o nome do meu patrão para o túmulo!
Ganhei!
- Queres matar-me? - Sim!
- Anda. Foca-te em mim. - Focar-me em ti?
- Ouve. - O quê?
- Ganhaste. - Certo.
Suranto.
Suranto?
O que me chamaste?
Suranto que gosta de picar. Anda cá.
O meu nome é Antonio Sandoval.
- Suranto. - É Antonio Sandoval!
- Antonio? - Príncipe de 1001 Facas.
O Escorpião do Sudeste Asiático.
Suranto. Brinca com as suas faquinhas.
- Suranto. - Não te rias.
- O Suranto não tem amigos. - Tenho muitos amigos!
Ele quer juntar-se aos 4 Canalhas.
Vou matá-lo.
Por favor, poupa-me.
- Vou matá-lo. - Anda.
- Suranto. - Antonio Sandoval, idiota!
Não estou sozinho. Tenho tantas miúdas!
O que estás a fazer? Vai-te foder!
Vou foder o teu irmãozinho!
É bom? Sabe bem, certo? Queres mais?
Foda-se! Vai-te foder!
Pelor, levanta-te!
Que se lixe isto.
- Raios me partam! - Suranto!
Topan.
- Estás bem? - Estou bem.
Também estou bem. Obrigado por perguntares.
O Antonio?
Pelor, vê dos outros. Tem cuidado.
Sim.
- Cuidado. - Estou bem.
- Pelor. - Sim?
Podes fechar a porta?
O quê?
- Olha… - Pelor…
- Sim. - O quê?
Pelor.
Vou cumprir a minha promessa, Topan.
Que promessa?
Liguei para a sede.
Pedi-lhes para tratar de tudo.
Não te preocupes. Prometo que tu, o Pelor, o Jenggo, a Alfa,
todos serão tratados com justiça…
- Topan? - Cuida do boné do pai.
Topan!
- Um dia, explico tudo. - Explica isto, Topan!
Não me deixes assim!
Topan!
Senhora polícia.
Adeus.
Dina, desculpa. Adeus.
Pelor, ajuda-me.
Vê no boné.
Vê no boné.
Não me deixem!
Vamos.
Olha.
Maninho.
Vamos.
O Antonio falhou.
E os 4 Canalhas escaparam.
Fugitivos.
A filha do Petrus?
Está viva.
Mas, por favor,
não a magoes.
Hassan.
Se eu quiser matá-la, podes impedir-me?
Relaxa.
Não estou interessada na culpa que sentes por trair o Petrus.
Qual é o plano?
Tenho assuntos pendentes.
Topan.
Legendas: Maulana, Lara Brito
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