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Zulu
Vamos.
POLÍCIA DE OKAYAMA
Sim.
É uma situação urgente.
É uma situação urgente. Escuto.
O corpo da vítima já é um esqueleto e não tinha roupa.
Não está completo. A localização dos ossos...
Não há bens pessoais nem artigos perto...
O depoimento está confirmado.
É quase certo que o Mutsuo Goto matou o Kano.
O Mutsuo entregou-se porque não me conseguiu matar...
... e para ilibar o resto dos Goto.
Não foi ele que me feriu.
Foi um tal de "Aquele Homem".
Quanto a isso...
Talvez estejas enganado.
Quem pode corroborar a tua história?
Desculpe?
Percorremos a zona.
Em Kuge, não há memória
de um gigante como descreveste.
Os Goto mandaram-nos dizer isso.
Basta.
Como eu disse...
Não te metas com a família Goto.
A solidariedade deles é inabalável.
Para trás!
Estão aqui.
Não temos de te ouvir.
A sério...
Não vos entendo.
Não espero que entendas.
Mas lembra-te
que nem todos pensamos como o Mutsuo.
Vamos.
GANNIBAL
Adeus.
Não acredito.
Dizem que não presta.
Quem me dera que fizessem algo.
-Vamos entrar. -Sim.
Olá.
Estou?
É o Agawa.
Podes falar agora?
Sim.
O teu pai...
Encontraram o corpo do Sr. Kano.
Pensei que ainda estivesse vivo.
Mas...
... estava enganado.
Lamento muito.
Eu compreendo.
Agawa.
Temos de falar de um assunto contigo sobre o teu futuro.
Claro.
O polícia da aldeia de Yata vai reformar-se.
Gostaria que o substituísses, se não te importares.
O que achas?
Já deves ter percebido
que Kuge não é uma aldeia normal.
Não te poderei proteger
se houver mais problemas.
Podes recomeçar
num sítio novo.
Posso pensar nisso?
Claro.
Acabou tudo, certo?
Sim.
O que se passa?
Não é nada.
O quê?
Então...
Ofereceram-me
um novo posto na aldeia de Yata.
Com tudo o que aconteceu,
pode ser boa ideia recomeçar num sítio novo.
O que queres fazer?
Eu...
Perguntamos à Mashiro?
Ela não responde.
Mashiro.
Mashiro,
queres voltar para Kuge?
VAMOS USAR ESTE CADERNO PARA FALAR MUITO!
Pronto.
Vamos para casa.
Está bem. Dá-me isso.
Mashiro!
Muito bem!
Então? Mashiro, acabaste de sorrir?
-Olha para mim. -Mashiro!
-Ela sorriu! -Sorriu!
-Sorriste? -Sorriste?
-Ela está a sorrir! -Ela está a sorrir!
Vamos.
Está bem!
Vamos a isto!
Boa!
Toki!
Já está!
Muito bem.
Ótimo.
Obrigada.
Obrigada pela tua ajuda, como sempre.
Leva isto contigo.
Toma.
-A sério? São tantos. -Claro.
A Yuki e a Mashiro vão ficar tão contentes. Obrigado.
Ligue-me se precisar de ajuda.
Obrigada.
-Cuida-te. -Está bem.
Obrigado!
-Obrigada mais uma vez. -Bolas!
Adeus!
Olá.
Senhor agente!
Para a próxima, ajude-me a mudar a porta de correr.
-Claro. -Obrigada.
Cheguei.
Olá.
O jantar está quase pronto.
A Toki voltou a dar-nos pêssegos.
Ena! Parecem deliciosos!
Mashiro, olha.
-Pêssegos. -Pêssegos.
Não têm bom aspeto?
O quê? Queres a caixa?
Não te importas
de pôr os pêssegos no frigorífico, por favor?
PÊSSEGOS OKAYAMA
Ela tem sorrido muito.
Sim...
-Pêssegos. -Pêssegos.
É um telefone por satélite.
A última chamada para o meu pai.
Tentei ligar, mas ninguém atendeu.
A sua chamada não pode ser efetuada
porque o número que marcou está fora da área de serviço
ou o telefone pode estar desligado.
O que é isto?
É bom, não é?
-Então? -O que estás a fazer?
Espera.
Aqui tens!
-Toma. -Obrigada.
Obrigada! Já chega.
-Obrigado! -De nada.
Saúde!
-Saúde! -Saúde!
Isto é delicioso.
Não sei como te agradecer
por salvares o Daigo, no outro dia.
Não é preciso agradecer tanto.
Só fiz o meu trabalho como bombeiro.
Agradeço-te muito.
Na verdade,
pensei que estava morto quando o encontrei junto ao rio.
Tinha a cabeça aberta e montes de sangue.
-Sim. Deixou uma cicatriz. -Eu sei.
Mashiro! Vamos brincar!
Vai lá.
Ainda dói?
Sr. Sabu!
-A minha bebida... -Está bem?
-Está bem. -Já está.
Isso é meu.
-Eu sei! -É meu.
Este...
Ele é mais responsável
do que parece.
Sejam simpáticos com ele, está bem?
Bebeu demasiado, Sr. Sabu.
Como podem ver,
o envelhecimento da população nesta aldeia está a disparar.
Jovens como ele são muito valiosos
para a aldeia.
Ainda sou considerado
um jovem nesta aldeia.
Espere.
-Isso não é verdade! -Então?
Kunitoshi! Tu...
Já percebi.
Mas a maioria da família Goto é muito jovem.
Agente!
Não digas esse nome quando estivermos a beber.
-Sim! -Não...
Até pode ser boa altura.
Pessoal!
Silêncio.
Vou dizer algo importante.
Têm de compreender
que os Goto
não fazem parte de Kuge.
Eu sei.
São muito amáveis connosco
e estamos gratos.
Obrigado.
Quero perguntar algo, enquanto posso...
Sabem se o Sr. Kano tinha um litígio
com a família Goto?
Sim,
sentimo-nos responsáveis.
Para ganhar a vida aqui,
precisamos de madeira
da terra que pertence aos Goto.
A silvicultura mantém
a economia da aldeia.
Não nos podíamos dar ao luxo
de antagonizar...
... a família Goto
que nos emprega.
Por isso...
... ignorámos.
Sabemos que foi imperdoável.
Todos lamentamos profundamente.
Somos tão culpados
como o assassino do Sr. Kano.
Podes culpar-nos à vontade.
Estamos muito arrependidos.
Lamento imenso.
Obrigado.
Não fizeram nada de mal.
Ninguém na aldeia tem culpa.
Vá lá, pessoal. Vamos beber mais um copo.
O senhor também, Sr. Sabu.
-Esta é a única coisa que posso beber. -Muito bem!
Então? Porque estão tão tristes?
Bebam!
Sr. Sabu!
Sr. Sabu!
Sr. Sabu!
Isto sabe mal!
O que disseste?
-Bebe! -Que nojo.
Ouçam!
A partir de hoje,
o agente e a sua família
fazem oficialmente parte da aldeia!
Viva a Mashiro!
Não comeces! Jin.
Boa!
Tem cuidado!
Obrigado, Yuki,
por não me abandonares.
De onde veio isso?
Não teria aguentado sem ti.
Salvaste-me.
Para.
Igualmente.
Não teria aguentado sozinha.
Com o que aconteceu...
... à Mashiro...
Nunca te abandonaria.
Nós os três
temos de nos manter unidos.
És a minha salvadora, queiras ou não.
Correrá tudo bem, se estivermos juntos.
Sim.
Sim.
-O que foi? O que se passa? -Vi alguém.
O quê?
O que se passa?
Está tudo bem, entra...
ASSASSINO
Estás a gozar...
Mas que raio?
Sr. Sabu.
Isto é horrível.
Porquê?
Estamos todos a par
da tua situação.
Mas não acredito
que alguém da nossa aldeia
fizesse algo assim.
Vi o culpado a fugir.
Quem era?
Era um dos Goto
que anda com o Keisuke.
Um dos Goto...
Então?
Não me interessa quem foi. Limpa isto!
Está bem. Eu ajudo.
Obrigada.
Há quanto tempo.
Íamos agora visitar o posto.
O idiota estava a gabar-se do que fez.
Foi castigado. Vamos esquecer?
Esquecer?
Sim.
Escreveste aquilo na parede?
De que fala ele?
Eu também vi o que estava escrito na parede.
Dizia "assassino".
Filho da mãe!
Não fui eu.
-Então, quem foi? -Não faço ideia.
Só vocês o fariam.
Espera...
É tudo culpa nossa, não é?
És como o Kano. Só nos acusas.
Vais continuar a importunar-nos?
-Vocês é que começaram. -O quê?
Agente, acho que confias demasiado neles.
São um bando
de sacanas falsos.
Com licença.
Bom dia.
Não sabia que estavas cá.
Vamos começar a descarregar.
-Vamos. -Desculpa ter-te feito esperar.
Não devia confiar muito neles.
-Sr. Sabu. -Sim?
Muito obrigada.
Esquece. Não há problema.
Lembras-te?
Agora, a tua família pertence a Kuge.
Vamos proteger-vos sempre.
Não te preocupes.
Sim. Obrigada.
Obrigada.
Muito bem.
Até breve,
Mashiro.
Está tudo bem.
Mãe?
Mãe.
Quem és tu?
Querida? Onde estás?
Está cá alguém da aldeia outra vez,
mas não sei o que fazer.
Querida?
-Querida! -Mãe...
Vá lá. Está tudo bem.
Ele desapareceu, não foi?
Disse-lhe para fugir enquanto podia.
Foge!
Foge!
Foge!
Foge!
ASSASSINO
Foge.
Foge.
Foge.
Foge.
Foge.
Foge!
Sra. Kano.
-Tenha calma. -Foge!
Foge!
Foge!
-Foge! -Está tudo bem.
-Foge! -Acalme-se.
Vamos pô-la na cadeira de rodas?
Foge!
-Sra. Kano. Espere! -Foge!
Mashiro. Vais regar as flores?
Foge...
Foge!
Foge...
Foge...
Foge...
-Foge... -Sra. Kano!
-Foge... -Está tudo bem.
-Foge... -Acalme-se.
-Foge... -Está tudo bem.
Por favor, acalme-se.
Foge...
Foge...
Mashiro.
Obrigada por ajudares.
Para o almoço,
estava a pensar em fazer omeleta de arroz ou hambúrguer.
O que queres?
Queres omeleta com arroz?
-Ou queres hambúrguer? -Quero.
-Vamos comer hambúrguer. -Boa.
-Adeus. -Adeus.
Muito bem. Hora de trabalhar.
-Voltem aos vossos postos. -Está bem.
O que é isto?
As pessoas entram e saem facilmente, porque não há divisão.
Está bem.
É verdade.
O quê?
Vejo algo novo.
Pensei em construir uma cerca para ter mais segurança.
Que bom para ti.
Para ter paz.
Mas eu não faria isso,
se fosse a ti.
O quê?
É uma aldeia pequena,
onde a comunidade se baseia na confiança.
Não é boa ideia.
Mas todos têm uma.
Já as têm há anos.
Pôr uma nova é diferente. O que pensariam, de repente?
Foi uma boa rima.
A maioria nem tranca as portas.
Os recém-chegados devem mostrar-nos
que confiam em nós.
Em Kuge, é assim.
Cuidado, agente.
Que chato...
O quê?
O que disseste?
Sim. Tem razão, Sr. Sabu.
Paremos, Daigo.
Está bem.
Sr. Sabu, quer um chá?
Não posso ficar.
Tenho de ir ajudar umas velhotas.
-Volto em breve. -Compreendo.
É sempre bem-vindo aqui.
Sempre que fazemos algo novo,
aparece o Sr. Sabu.
Está bem, Mashiro. Vamos lavar as mãos,
gargarejar e começar os TPC.
Eu ajudo-te.
Agradeço.
Demorei quatro horas...
Olá.
Não deviam discutir.
É verdade.
Olá!
LOJA DE BRINQUEDOS SUGIYAMA PAPELARIA, MATERIAL DE PESCA
-Agente. -Sim?
Discutir não é bom.
Discutir?
Soube que agarraste o Sr. Sabu quando te deu um conselho.
E chamaste-lhe velho chato.
Não o agarrei nem lhe chamei velho chato.
-A sério? -Sim.
Ele tende a exagerar.
Mas chamaste-lhe chato, certo?
Isso não é bom.
Devias respeitar os mais velhos.
És novo aqui.
Uma palavra em falso pode virar toda a gente
contra ti.
Seja como for...
Pede desculpa quando o vires.
A sério... Que chatice.
Voltei!
O que se passa?
Vamos pedir desculpa ao Sr. Sabu.
O quê?
Não é preciso.
Lá estás tu outra vez, só a pensar em ti.
Alguém disse algo?
"Nada de discussões"
"Se querem viver aqui..." Coisas assim.
Parecia um sermão.
Saí pouco, mas muitos me repreenderam.
Ignora-os.
Decidimos viver nesta aldeia pela Mashiro, não foi?
Sim.
Então, não te metas em sarilhos.
Entendido?
Estou a tentar!
Não discutas com a tua mulher, agente.
Sr. Sabu...
Aparece sempre na altura certa.
Estás a espiar-nos ou quê?
É mesmo isso que me queres dizer,
neste momento?
Daigo.
Vou pedir desculpa.
Perdi as estribeiras.
Fui rude quando teve a gentileza de me aconselhar.
Desculpe, por favor.
Ainda bem que compreendes.
Todos se tornam
um verdadeiro membro
de Kuge, um passo de cada vez.
Ouve,
vamos começar a preparar-nos
para o festival de homenagem, amanhã.
-Festival de homenagem? -Sim!
Faz-se todos os anos
e é o maior evento da aldeia.
É um festival importante
para Kuge há muito tempo.
É uma tradição que dura há centenas de anos.
Atinge um clímax entusiasmante
com a queima
de uma boneca com forma humana.
Está bem?
-Olá. -Olá.
Olá.
Senhor agente, ouvimos dizer que o senhor e a sua mulher andaram ao murro.
Não foi assim tão mau.
-A sério? -Que alívio.
É uma esposa dedicada.
Tome bem conta dela.
Olá.
Olá.
-Então? -Olá.
Agente,
soube que pediste desculpa ao Sabu.
-Fizeram muito bem. -Obrigada.
Adoram coscuvilhar. Havemos de nos habituar.
Tens razão.
-Vai! -Vamos!
-Olá. -Olá!
Mesmo a tempo. Podes levar isto para dentro?
-Está bem. -Mashiro, as flores ficam aqui.
Obrigada.
Vai lá. Eles ensinam-te.
Pode ser aqui?
OUTROS
Yuki,
tenho de atender.
Está bem.
Já podes ir.
Olá! Estás aqui.
Leva isto lá para trás.
Está bem.
BOMBEIROS DE KUGE
Estou?
Onde arranjou este número?
O quê?
Quem é você?
Agente Agawa, do posto de Kuge.
É o senhor
com o telefone por satélite que ligou ao Kano?
Está sozinho?
Espere.
Diga.
Sim, eu e o Sr. Kano
falámos por um telefone desses que lhe emprestei.
Para quê?
Prefiro...
... contar-lhe pessoalmente.
Encontramo-nos amanhã?
Mas tem de vir sozinho.
Espere.
O Sr. Kano foi morto na propriedade dos Goto
depois de ligar para este telefone.
Não posso correr esse risco.
Mas não fui eu
que atendi a chamada.
Então, quem foi?
Tenho de desligar.
POR FAVOR, VENHA CÁ AMANHÃ ÀS 11:00.
Vire à esquerda.
Vire à direita ao fundo
e desça.
Continuamos a conversa,
Sr. Agawa?
O que se passa?
É para fugir de si, se for preciso.
Também ainda não confio em si.
O sentimento é mútuo.
O Sr. Kano...
... confiava em mim.
Por isso, assassinado.
Não...
Foi canibalizado.
Quem raio é você?
Diga-me.
Alguém que não devia existir na aldeia de Kuge.
Eu próprio sou a prova
do segredo
que tentam tanto esconder.
Vai direto ao assunto?
Como assim?
Esta minha cara...
... prova tudo.
Está a gozar...
Fui comido.
Por alguém de Kuge.
Legendas: Dina Almeida
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