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Original subtitles

Verificámos todas as instalações para a ação de amanhã.

O local da sala de reuniões da brigada de homicídios

torna-o ideal para a reunião.

Controlaremos a entrada, desarmamos os participantes.

Terão todos de ser revistados.

Só há um ponto de acesso à sala da brigada.

A Inspeção A está fechada como uma fortaleza.

- E esta porta? - Sim, eu sei.

Atrás do gabinete do Superintendente Böhm há um arquivo.

Contém todos os casos da brigada de homicídios dos últimos dois anos.

A antiga entrada da sala foi bloqueada.

É óbvio que inspecionaremos tudo antes da reunião.

Os participantes chegarão sozinhos

ao pátio seis, em intervalos de cinco minutos.

Não quero que percam a calma no pátio.

Sim.

Vigiaremos a entrada e os corredores adjacentes.

- Ninguém entra nem sai. - Prefiro o último.

Depois, os participantes são acompanhados aos seus veículos

em intervalos de três minutos e levados das instalações.

De quantos homens precisa para este serviço?

Graças à localização especial, apenas quatro. Incluindo eu.

Parece que pensou em tudo, comissário.

Ainda me sinto apreensivo com isto.

A polícia de Berlim deve focar-se nas suas tarefas.

A pacificação do submundo não é uma delas.

Acho que está enganado, conselheiro.

Toda esta história tem o necessário para ser um golpe.

Para nós e para a cidade.

Muito bem.

Vou andando para o meu fim de semana prolongado.

E o senhor também, conselheiro.

Não estarei cá e o senhor também não. Se correr mal, é consigo, Rath.

- E se correr bem? - Então, sempre soubemos de tudo.

Boa sorte, Sr. Presidente.

Tenho frio.

Só termino quando conseguir um javali.

Volto dentro de uma hora.

Vou contigo.

Muito bem.

Vai. Foge, rápido.

Aqui?

Aqui. Ali, é ali.

Aqui. É aqui. Estava aqui, sim.

Mãe.

Alfred?

Alfred? A partir de agora, só pode melhorar.

A empresa. As plantas, a propriedade, agora, será tudo teu.

Nosso.

TESOURARIA

- Obrigado. - Próximo.

- Olá, superintendente. - O meu último salário não foi pago.

Não foi? Vamos ver isso.

- Böhm, certo? - Correto. Böhm. Wilhelm.

Sim, tem razão. O salário foi confiscado pelo banco.

- Não estou a entender. - Arrestado. Depósito obrigatório.

Mas o banco já me sacou tudo.

A diretiva do banco é inequívoca. Eles têm uma escritura.

Não pode fazer nada.

Mas tenho de receber o dinheiro pelo meu trabalho. Entende isso?

Peça algum subsídio, superintendente. Não é o único.

- Bom dia, superintendente. - Olá.

Que canalha. Um nojo.

SEDE DA POLÍCIA DE BERLIM

Superintendente Böhm?

- Conheço-o? - Não, quero fazer-lhe uma oferta.

Ponha-se a andar.

O que diria se as suas preocupações desaparecessem do nada?

A dívida, o apartamento...

A sua mulher e as crianças podiam voltar.

Quem é você?

Apenas quero ajudar.

- Está cá por algum motivo especial? - Sabemos movimentar-nos.

Espere!

- Então? O que faz aqui? - Espere.

- Saia! - Não mexa nisso.

- Não pode entrar aí. - Não mexa nisso.

Fora daqui, agora.

- Estou apenas a informar-me. - Ai sim? Podemos juntar-nos?

Chefe.

- Comissário. - Levem-nos e expulsem-nos daqui.

Não há problema. Tenham calma. Rapazes!

A confiança é boa, mas... Bem, você sabe.

Meus senhores...

Prossiga.

- O seu nome? - Behnke, Elisabeth.

Siga para a sala de visitas.

Parece que o fizeram com um objetivo.

- Não falta nada, exceto... - Precisamente aquilo que precisamos.

Primeiro, o assalto à minha casa. Agora, ao nosso advogado.

Isto é o fim, Mna. Elisabeth.

Vou apodrecer aqui como o Conde de Monte Cristo no Château d'If.

- Apodrecer? Ele não saiu? - Sim, mas só no final.

Catorze anos depois, cosido ao corpo de outra pessoa.

Acho que encontraremos outra forma. E mais rápida.

Assim que a Mna. Seegers voltar, poderá esclarecer tudo.

SNRE. Só nos resta esperar.

Sr. Katelbach. Samuel.

Prometo-lhe, enquanto aqui estiver, não irei alugar o seu quarto.

- E areje-o uma vez por dia. - Tratam-no bem aqui?

Dentro do expectável nestas circunstâncias. Mas agora que eu...

Dezoito meses!

Não pode perder a esperança. Vou continuar a lutar por si.

É o meu pilar, Mna. Elisabeth.

Faz ideia que...

Faz ideia que nós os dois estamos a comunicar

como Orfeu e Eurídice? - Sou o seu Orfeu.

Elisabeth.

Vou perguntar-lhe novamente. Quer casar comigo?

- Acabou, minhas senhoras. - Não, isso é impossível!

- Protesto! - Eu também.

- Estou a meio de um pedido. - Acabou.

Um simples sim ou não.

- Sei que não é romântico... - Também se aplica a si.

O que diz, Mna. Elisabeth? Sim ou não? Por favor, rápido.

- Sim, bem... - Então?

Parabéns, Katelbach. Aceite. Tabaco é tabaco.

Com o devido respeito, Heymann, cigarros seus são pregos no caixão.

Lamento, mas não lhe posso oferecer um Monte Cristo.

- Não me venha com essa. - Mas a sua viúva disse que sim.

Já não tenho tanta certeza.

Tem medo da sua coragem? Devia estar feliz com a sua idade.

Toda esta situação era volátil em termos de tempo.

Por isso, estou tão inseguro.

- Devo felicitá-la ou... - Foi tudo muito repentino.

- A hora da visita estava a terminar? - Exato.

E depois o Katelbach perguntou-me outra vez, lembro-me disso, e...

Era suposto dizer alguma coisa e...

Não sei o que disse, Sr. Litten.

Ai sim? Qual foi a resposta dela?

A questão é essa. Não tenho bem a certeza.

- Foi um sim ou um não? - Ou um "nim"?

- Não se lembra? - Isso é possível?

É possível, sim, mas tem de admitir

que é pelo menos pouco usual para uma questão tão básica.

Foi tudo tão impetuoso. Parecia um relâmpago.

Certo. Ele vai ficar na prisão uns tempos, se bem entendi.

Sim. A extensão do prazo foi declinada, ponto final.

Pelo menos, dá-nos algum tempo para pensar no assunto.

Tudo tem de ser bem ponderado.

Espero que isto seja aceitável para si, mas recorri da decisão.

- Sim, claro. - Não há mais nada a fazer para já.

- Ainda nada da Mna. Seegers? - Não.

O que farias, Edgar?

NASCIDO A 17/11/1888 FALECIDO A 14/6/1930

- Vou utilizar todos os meios legais. - Muito bem.

- Wegener. - Karl.

Olá, meu velho. Sente-se aqui.

Para mim, uma chávena de chá frísio, a infusão...

Tretas. Se conseguiste contacto, temos de celebrar. Champanhe.

E queria uns ovos.

Parece lucrativa, a tua empresa de leilões.

Sim, é verdade, Wegener. É verdade.

Formidável. Colossal, para ser sincero.

Os abutres lutam por tudo de que os cordeiros se querem livrar.

Pagam-se preços bizarros por obras de arte banais.

- Por jóias também, certo? - Sim, claro.

- O ouro nunca falha. - E os diamantes?

Tens algo em mente?

O solteirão já escolheu uma mulher?

Não.

- À tua saúde. - Obrigado.

À nossa Germânia. À Nação da Germânia.

Um canalha se não for sincero sobre isto.

Quantos corações se partem quando vejo o fundo do copo.

Agora, o essencial. Duas cervejas.

E se alguém te abordar com uma verdadeira raridade?

- Uma peça famosa. - Jóias? Depende.

- De quê, exatamente? - Do quanto famosa é.

Digamos que é um diamante, o...

Rothschild Azul.

Espera lá. Para além dessa pedra estar perdida há mais de 10 anos,

mandaria quem ma oferecesse para um manicómio.

- Ou ainda melhor, para a cadeia. - Porquê?

Sou um leiloeiro e não lido com furtos.

O que aconteceria se a minha casa

colocasse a leilão bens de fama questionável?

E que colecionador prudente estaria interessado?

Também não pendurarias a Mona Lisa na tua sala.

Deus nos livre. Esquece. Foi só uma ideia entre amigos.

Uma ideia estúpida. Wegener.

- Claro. Obrigado. - À sua saúde.

Até a água sabe bem quando misturada com malte e lúpulo.

Como vão a tua mulher e filhos, Karl?

Qual o teu nível de conhecimento? No segundo ou terceiro?

- Três. - Formidável!

O progresso também impera aqui, Wegener.

O homem na lua olha para mim cá em baixo. Brilha na minha alma.

Lua, deixas-me confusa.

Seja qual for o segredo que tente esconder, tu antecipas tudo.

E agora ainda mais.

Brilha, vê-me, torna a vida mais difícil para mim.

Mesmo quando durmo, brilhas através dos meus sonhos,

mas isso não me dá luz. Não, a minha alma está mais pesada.

Subo aos telhados e às árvores.

E depois não subo mais. Caio.

Lua, estou a cair, a bater.

A calçada da Potsdamer Chaussee.

Lua. Não vejo nada.

Já não vejo.

Bravo, Sra. Korda. Soberbo.

E, depois, vem a música. E o número com a traça ferida.

Sim, sim. Muito bom.

Desculpe?

Quando posso começar?

Por mim, posso começar esta noite, sem problema.

Sra. Korda, desculpe.

Já não estamos à procura de uma cantora.

Quem disse?

Esther, espere por favor. Esther.

Lamento imenso.

Mas, aparentemente, algumas pessoas não querem que seja contratada.

Se fala do meu marido, Heinrich, ele está morto.

E o outro também. Para mim, pelo menos.

E agora, vocês os dois morreram também. Adeus.

Deixe a boneca.

Ainda me sinto apreensivo com isto.

A polícia de Berlim deve focar-se nas suas tarefas.

A pacificação do submundo não é uma delas.

- O rapaz do telhado, pois. - Benni.

Era teu namorado?

Lamento. Podes ficar aqui, Toni.

Mas não sei quanto tempo mais posso pagar isto, porque estou falida.

- E sem trabalho... - Não tem mal. Não fico muito tempo.

Encontrarei algo, não te preocupes.

Assim sem mais nem menos?

Olha para ti. Alta como és, precisas de alugar uma torre.

Pensei na torre da água.

- Pensei que não fumavas. - É para mais logo.

Falei com uma pessoa da previdência. Chama-se Helfers.

Eu conheço-a.

Falou-me de uma escola rural, chique. No lago Tegel, numa ilha.

É muito popular. Além de estudares, podes tocar e cantar.

- Sim, claro. Eu a cantar. - Ela poderá arranjar-te uma casa.

Não irei para uma casa. Para nenhuma delas.

- Nem que seja popular. - Não é uma casa. É uma oportunidade.

- Não vou para uma oportunidade. - Eles podem fazer melhor do que eu.

E poderás conseguir ser alguém a determinada altura.

Como o quê? Presidente da polícia?

Não. Chefe daquilo tudo.

Perdeste o emprego por minha culpa. Nunca me irás perdoar, pois não?

Isso são águas passadas.

- É melhor assim. - Vá lá. E o teu lindo detetive?

- De que estás a falar? - É claro como a água.

- E se for? - Conta-me.

- Ainda é tudo inconnu. Incerto. - Como sempre, certo?

Não.

De alguma forma, é diferente.

Vamos lá abaixo ao Jackie.

- Come esses restos. - Sim.

Lotti?

Obrigada.

- Boa noite, meu anjo. - Como correu?

Não perguntes.

- Comeste? - Sim.

- Sim. - Boa.

Chegou um telegrama. Dos EUA.

Bellmann?

"Hollywood é ótimo, stop. Precisam de artistas como tu, stop.

Consegues imaginar mudares-te para cá?"

O que diz?

Vamos lá.

Böhm.

- Inspeção de armas. - Coloquem-nas aqui.

Pousem as armas.

- Vou revistá-lo na mesma. - Calma.

Inspeção de armas.

- Coloquem as armas aqui. - Não tenho.

Tira-me essas patas.

- Inspeção de armas. - Têm armas?

Sigam-me por favor.

- Coloquem as armas aqui. - Pousem as armas aqui.

Vamos lá. Rápido.

Senhoras e senhores.

Agradecemos terem aceitado este invulgar convite.

Antes de vos deixar, deixem-me clarificar a posição da polícia aqui.

Nenhuma das altercações violentas e criminosas dos últimos dias e semanas

passarão impunes,

independentemente de qualquer possível acordo que façam hoje.

Iremos, de forma diligente e severa,

resolver cada morte e cada crime.

Agora, aproveitem esta oportunidade única para alcançarem a paz.

Têm três horas para tal.

Vamos verificar o espaço mais uma vez, está bem?

Muito bem. Vamos começar.

Colegas, companheiros, amigos, inimigos. Reis de Berlim.

O facto de estarmos aqui esta noite para negociar é algo único.

É um momento que devemos levar a sério. Bob.

Else. Adolf. Ede.

Como é possível as coisas terem escalado a este ponto?

É tão irracional, lamentável e desnecessário.

Todos nós...

Não nos prejudicamos só a nós,

estamos a destruir um sistema que foi meticulosamente construído.

Se alguém me dissesse há um ano que estaríamos aqui hoje,

na Fortaleza Vermelha, a ver as nossas esperanças goradas,

nem o teria matado.

Há muitas oportunidades,

mas uma como esta, talvez seja só hoje.

O que estou a tentar dizer é que todos perdemos neste jogo.

Todos nós aqui sentados. E perder não é o nosso ponto forte.

Muito menos o meu.

Começaremos com quem matou o Oelschläger.

- Também gostaria de saber. - Não fomos nós.

- ...que o matou de certeza. - Calma, Else. Estamos cá por isso.

- E tu, Bob? - Não fui eu.

Mas parece o teu modus operandi.

Isto é um ultraje. O que se passa?

Sr. Gräf! Quem organizou isto?

- Não posso deixá-lo entrar... - O que se passa?

Não posso explicar agora, mas tem de acreditar em mim...

Para que são essas armas todas?

- O presidente... - O presidente.

- Eu já saberia! - Böhm!

O que se passa?

- Uma ocupação hostil do Ringverein? - Não entre.

Deixe-me passar.

Isto é uma ação concertada. Está tudo controlado.

Não acredito. Não me deixa entrar no meu gabinete

porque estão criminosos lá dentro.

Como se atreve?

- Largue-me! - Não pode entrar lá agora.

- Não vou contar a ninguém. - O quê?

Ninguém vai saber por mim que dorme ali dentro.

Que já não tem casa onde viver.

Vamos lá acabar com isto.

Fazer o quê? Eu amava-o.

Legendas: Joel Amorim Iyuno-SDI Group

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