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Esta é a hora da partida...
Senhoritas.
Muito bem. O que me podem dizer sobre a conferência?
Vai ser amanhã, às 9h00 no quartel da Reichswehr.
O meu pai só fala nisso.
Será sobre as estratégias de defesa.
- Querem alterar o WH 808. - O WH 808? É o grande plano.
Exato, roubaram-me aquelas fotos. O nosso plano B.
O rearmamento ilegal generalizado,
terra, mar, ar e haverá algo novo.
Falam sobre um novo tipo de arma.
Está na muche. Está a ir bem. Qual é o plano?
Tomamos o WH 808.
- Como assim? - Arranjamos os documentos, plano C.
Como pretendem fazer isso?
- Fotografias não chegam. - Não.
Para exonerar o Katelbach e o Heymann, precisamos do original.
Já na próxima segunda-feira.
- Não ficarão satisfeitos com cópias. - Certo.
A acusação vai afirmar que podem ser falsificações.
Não acho que a Reichswehr entregará um documento ultrassecreto
se pedirmos com jeitinho.
- Não faremos cópias por essa razão. - E sem pedidos com jeitinho.
- Mas? - Arranjaremos o original.
E a Reichswehr nem se aperceberá.
Pelo menos até o entregarmos ao tribunal.
- Como pretendem fazer isso? - Faremos um duplicado.
- O quê? - A Sra. Behnke conhece o escrivão.
- Ele apanhará o comboio... - Posso ir buscá-lo.
Força.
- Dr. Gregorius, o escrivão... - Um velho admirador.
...apanha o primeiro comboio após a conferência.
Ele trará o documento original consigo.
Estaremos lá às 12h36, Schlesischer Bahnhof, plataforma 8.
E eu dou-lhe um encontrão.
- Peço desculpa, senhor. - Desculpe.
Dr. Gregorius? Elisabeth Behnke.
Sanatório Ahlbeck, 1920. Lembra-se?
Mononucleose infeciosa?
Que surpresa!
- Vai apanhar este comboio? - Para Breslávia. Também vai?
Não, temo que não. Vou para Erfurt daqui a meia hora.
Que pena.
Reencontrarmo-nos passado tanto tempo e termos de nos separar.
Há um quiosque na plataforma. A Sra. Behnke vai distrair o alvo.
E atraí-lo para o quiosque.
- Um café rapidinho, ali? - Muito bem.
Dez minutos, no máximo. Preciso estar no meu lugar às 12h35.
Enquanto isso, a Menina Seegers e uma terceira pessoa levam os documentos.
Já contactei o candidato ideal para isso.
- Aqui têm. Dois cafés. - Obrigado.
- Meu Deus. - Tenha cuidado!
Peço desculpa. Eu limpo.
Ele vai pegar nos documentos e passá-los a mim.
Nunca me esqueci de si.
Os dias tranquilos no mar, a forma como o meu coração ficou mais leve
e tudo porque estava lá, Anselm.
- Obrigada. - Não tem de quê.
Mas diga-me como passou os últimos dez anos.
Leva-o, rápido.
Mas onde é que eu entro nisto?
Estará noutra carruagem do comboio a produzir o duplicado.
Para os nervos?
Será apoiado por uma datilógrafa de topo à sua escolha, claro.
Assim que vos entregar o documento, tudo vai depender de vocês os dois.
Aqui está. Têm cinco minutos.
Aqui está a página, WH 808. Adenda, data de 18 de janeiro, 1831.
- Pronta? - Vamos lá.
Título, centrado, W maiúsculo, H maiúsculo, espaço, 808.
Parágrafo A. Primeiro nível de armamento, vírgula, aviação, mísseis.
E fui chamado para o conselho de especialistas da Reichswehr
e tenho aconselhado os militares numa missão secreta.
E a Elisabeth? Fê-lo uma segunda vez?
- O quê? - Casar com alguém?
Não. Onde estaríamos nós? Tive candidatos, não é por aí.
Parágrafo B, segundo nível de armamento,
as ações do governo lideradas pela Reichswehr, ponto final.
- Porra! Reichsmehr. - Não importa. Continua.
Estava no meu segundo ano de luto.
A minha perda ainda estava enraizada.
Meu Deus. Tenho de ir agora. Desculpe! Traga a conta, por favor.
"Ficai comigo, vós sois tão belo."
...deve ser usada.
- Ponto final. - Despachem-se, faltam dois minutos.
Nunca soube que os meus sentimentos eram correspondidos.
- Finalmente, estamos com pressa. - Um momento.
O seu troco.
Parêntesis, mísseis. Todo o tipo de tecnologia de ponta
destrutiva deve ser usada, ponto final.
Às vezes, um único olhar é suficiente para desnortear a nossa vida.
Dois, três, três e cinquenta, quatro, quatro e cinquenta.
Muito obrigado.
Acompanha-me ao comboio?
- O que faço? - Improvisa.
E, assim, no ano de 1939 retornaremos o Reich Alemão
à posição de grande poder de 1914, ponto final.
Feito.
- Não pode apanhar o próximo comboio? - Desculpe. Tenho de apanhar este.
Qualquer outro horário seria traição à pátria.
Anselm?
Eu... tinha esquecido o cheiro da sua pele, Elisabeth.
- Anselm. - Caí nas mãos de uma sereia.
Devolve-o, rápido. Espera. O carimbo.
ULTRASSECRETO!
É a minha carruagem. Adeus, Elisabeth.
- Esperarei aqui até partir. - Sim.
- Vamos sair daqui. - Onde está ele?
Ali. Mas ainda não tem a cópia.
Eu trato disso.
Está a brincar com os meus sentimentos novamente?
Nunca parei de pensar em si.
- Venha comigo para Breslávia. - Agora?
- Mas... tenho inquilinos. - Eu vivo sozinho, venha!
Está a pedir o impossível de mim.
- Sim. Venha. Sim! - Estou a ir.
- Temos o original. - Mas ele ainda precisa da cópia.
Dois B.
Um roubo!
- Anselm! - Fique onde está.
- O que se passa? - Cretino!
- O que fiz eu? - Polícia!
Passa-se sempre algo em Berlim.
- Um ladrão. - Ajuda!
- Deixe-me! - Vais para a esquadra.
- Deixe-me ir! - Vou entregar-te à polícia.
Polícia!
Empolgámo-nos demasiado, Anselm. É demasiado cedo.
Temos de fazer sacrifícios.
Atenção, o comboio vai partir.
- Mas encontrar-nos-emos outra vez. - Como?
Muito em breve.
Está tudo controlado, agentes. Foi um mal-entendido.
Vai embora.
- Charlotte? - Um segundo.
Pois.
- Levantaste-te. - Pois foi.
- Levante-se, Detetive. - Já?
Sim. Não temos tempo.
Nenhum? Ou pouco?
Pouco sem pressa. O que achas?
A acumular para o dia longo?
Não construas capitéis cubiformes, Helga.
Uma grade é suficiente Cada camada duas varetas e uma viga.
Alternadas. Não é assim tão difícil.
Diga-me onde está o diamante, Annemarie.
Diga-me onde está a pedra ou eu...
Ou quê? No que estás a pensar, mãezinha?
Estou aqui há dois dias por sua culpa.
Devias dizer "graças a si". Há tempo para isso.
A culpa é tua e da tua pomposidade burguesa.
O seu filho deu-me a pedra para mostrar que me ama.
Se o Alfred ama alguma coisa, é exclusivamente a si mesmo.
Liberte.
- O Alfred? Nunca. - Não, a pedra.
Não faço a menor ideia de onde está.
Não confio nada em si.
O sentimento é mútuo.
Espero que morra antes de mim.
- Ai é? Do que tens medo? - De si...
De se esgueirar para o cemitério de noite
e riscar o meu nome da lápide.
Essa é boa. Tenho de admitir, rapariga.
Vamos. Dá-mos cá, eu vou pondo.
Quero Liebenberg 20-57, por favor.
Um momento, por favor. A conectar.
Castelo Liebenberg, telefone do Alfred Nyssen. Fala o Wegener.
Ouça bem. Esta é a minha última chamada.
Ou me dão a pedra, ou as mulheres morrem.
Diga isso ao Sr. Nyssen.
Ouça. Temos o diamante.
O Azul Rothschild está... Foi redescoberto.
Isso é bom.
Hoje às 21h00, na Scheunenviertel.
- Morlack, esquina da rua Gormann. - Estarei lá.
Uma moeda, amigo. A minha vista foi-se.
- Seja bom, dê-me uma moeda. - Vá embora.
Hoje à noite é o sabat. É um de nós!
Não, não sou.
- E o senhor não é cego. - E então?
Cegueta.
Obrigado.
Será coincidência ou destino?
Estou a caminho da câmara municipal, Coronel.
Tem assuntos importantes à espera, jovem cavalheiro?
Espere.
Espere!
Inspeção A. Quero Wilmerdorf 14-02. Obrigado.
A conectar.
- Estou? Sim, o que é? - Sr. Weintraub, por favor.
Sr. Weintraub? Tenho algo que pode ser do ser interesse.
- O que se passa? Continuem. - Rath, detetive criminal.
Tenho uma proposta para vocês.
Adolf Leib, conhecido como Adolf-Músculo?
- Como posso ser útil, mestre? - É o Bob Cego?
Está tudo nos conformes. Tudo registado e em condições.
O que diria a uma reunião?
Para acabar a guerra.
Eu diria que a guerra é má para o negócio.
Está mau. As miúdas não fazem nada.
- Nós queremos uma reunião. - Vocês quem?
Nós. Eu. A polícia de Berlim.
Desculpe, Detetive. Ninguém vai cair nessa.
Ninguém confia nos outros depois do que aconteceu.
- Trataremos da segurança. - Vocês?
É do nosso interesse que façam tréguas.
- Sem mais sangue. - Sem sangue em Belim?
Dependerá das letras pequenas.
Se todos os outros estiverem de acordo, irei considerar.
- A Else de Ferro alinha. - Aquela cabra.
Não direi que não. Mas... sim.
- Também não direi. - Certo.
- Onde? - Num local neutro.
- Onde seria isso, Detetive? - Deixe comigo.
- Patologia, fala o Dr. Schwarz. - Fala a Menina Schulz, finanças.
- Queria falar com o Sr. Malzig. - Está fora da cidade há uns dias.
- Fora da cidade? - Deverá estar no turno da noite.
- Percebido. - Ninguém me diz nada.
- Eu tentarei mais tarde. Obrigada. - Sim, tente.
- Sim? - Sou eu.
- Onde estás? - Na entrada. Desce.
Gereon! Gereon.
- Precisava de te ver. - És louca.
Liguei ao Dr. Schwarz.
Por causa do Rudi?
Para a patologia. Disseram que ele está fora da cidade.
- Ele contou-me outra história. - A sério? Porquê?
Estava a dançar.
Pelo menos uma é mentira.
- Logo à noite? - Veremos.
- Sr. Gräf. - Fiz o que me pediu.
- Hoje? Conseguiu hoje? - Sim.
Venha.
Bom. Muito bom.
Sr. Gräf. Obrigado. Era importante.
O que é? Diga.
Para um homem com...
...com as minhas inclinações, o trabalho nem sempre é fácil.
Mas tenho de lidar com isso.
- Desculpe, não quero... - Reinhold. Sou o seu superior.
Além de ser seu amigo. Pode falar abertamente comigo.
Com todo o respeito, Detetive. Não posso.
É impossível livrar-me de si, até nos feriados.
Sabia que o encontraria aqui.
- Como é que reagiram ao plano? - Positivamente.
- Olá, Chavez. - Olá.
Todos aceitaram.
Sob a condição de ir também.
A minha proposta mantém-se.
Uma reunião dos responsáveis num local seguro.
- Não existe tal lugar. - Existe, sim.
Onde?
A esquadra da polícia de Berlim.
- Todos concordam. - O Weintraub também?
- Sim. Ele também. - Quando?
No próximo fim de semana. No Castelo Vermelho.
Abraham. Abraham Goldstein!
A porta está aberta.
Anda, Abraham.
Boa tarde.
Estou tão feliz por teres vindo!
Também estou surpreendido.
Obrigado.
Anda. Todos te querem conhecer.
Todos?
Deverias conhecer as tuas raízes alemãs.
Pessoal, este é o Abraham Goldstein da América.
Filho do falecido Moses Goldstein e meu sobrinho.
- Bom sabat. - Boa semana!
Vamos lá.
Amém.
Walther Stennes?
Está libertado da prisão com efeito imediato.
Rath.
Obrigado.
Como conseguiu? Fazer o Wendt mudar de ideias.
Usei uma certa persuasão.
Vamos, chefe. Vamos recuperar a nossa SA.
Pensava que era empurrar, mas era puxar.
Abraham, onde está a tua esposa? Porque não a trouxeste contigo?
- É uma de nós ou americana? - É americana.
- Qual é o nome dela? - Rosie. Somos divorciados.
- Divorciados? - É a América.
São mais modernos do que nós.
Divórcio? Céus!
- Diga-me, tio, o que faz? - Negócios.
- Transações? - Sim.
- Que tipo de transações? - Coisas.
- Um pouco de tudo? - Sim. Pode dizer-se isso.
Não é alfaiate, de certeza.
Que tipo de negócios?
Trabalho com pastilhas elásticas.
- É um negócio judeu? - Não é judeu. Pastilhas de mascar.
Isto.
Sabes?
Queres algumas? Queres provar?
Aquele é o David. É meu cunhado.
Filho de Mordechai e Yara de Chernivtsi.
Não te preocupes, é kosher.
São parentes do teu pai, do teu lado da família.
Não faço ideia do que falas. Sim?
- Iídiche? - A que sabe?
Mastiga, mastiga. Não engulas. Continua.
Devagar.
Dá aos outros.
Esta noite, é o julgamento.
E depois?
E ainda não libertaste as mulheres?
Não te preocupes, Jakob. Tudo se resolverá.
- Tens de as libertar. - Libertarei.
Graças a Deus. Quando?
Hoje. Amanhã. Ainda não tenho a pedra.
Claro que não. Como poderias ter?
Tenho a certeza de que o Nyssen já não tem o diamante.
Então, porque é que o mordomo me vai dar a pedra?
- Hoje. Daqui a duas horas. - Num sabat?
Para ti, é sabat. Para os alemães, é sexta à noite.
Já chega de sussurros.
Deve ser uma armadilha.
Não vás, está bem?
Estás a ouvir? Não vás, está bem?
Um brinde ao nosso convidado de honra.
Ao Abraham, nosso irmão, sentíamos a sua falta.
Voltou a casa, finalmente.
Querido Abraham, uma vida próspera e tudo de bom!
- E à sua ex-mulher. - E a todos nós!
- Saúde! - Saúde.
Família, muito bem.
Muito obrigado a todos.
Obrigado, Liwi. Foi fantástico.
Miriam, Joseph, Berta.
Todos vocês.
Mas tenho de ir. Tenho outro compromisso.
Queres ir já? Ainda nem cantámos.
Não te safas disso.
Vamos a isso.
Olha para o céu Andorinhas voltam todos os anos
Trazem a primavera e a sorte
Não sabem Se o ninho ainda está no telhado
Mas voltam sempre
Mas se pensares no passado
Diz-nos o que te vai na cabeça
O destino favorece-te, querido
Senta-te comigo um pouco
O fogo no fogão é só para ti
O pão é um pouco velho O vinho ainda é novo
Sorte
Podes levá-la contigo amanhã
Uma andorinha sempre volta
Sorte Olha em volta, tudo é teu
Deixa o vento cantar Uma canção para ti
Vês as andorinhas voar? Elas não te conhecem
Voam para casa, voam de volta
Não faças nada estúpido Quando correres pela vida
Senta-te comigo Esquece as tuas preocupações
Põe os teus sapatos no canto
Pendura o teu casaco
Procuravas sorte e amor
- Não encontrarás, está tudo aqui - Não vás. É uma armadilha.
O fogo no fogão é só para ti
O pão é um pouco velho O vinho ainda é novo
- Posso ajudar? - Não, obrigado.
Ia embora agora.
Vê? Chamou a polícia.
Os nossos antepassados não eram burros.
No sabat, fica-se em casa.
Esqueceste-te de mim?
Deixa o vento cantar por ti
CABARÉ DOS ANÓNIMOS
Um Mampe Halb + Halb, uma garrafa pequena.
Obrigado.
- Aqui estás. - Cavalheiros, pago esta rodada.
Um brinde ao novo Oberführer, Wolf-Heinrich von Helldorf!
- Saúde! - Saúde!
Calem-se.
O que dizem, pequenas piranhas?
- Não estão satisfeitos? - Não!
- Não gostaram? - Não!
- Devemos chamar a mão? - Sim!
A mão, a mão...
O que se passa?
O destaque da noite. Espera, Hermann.
A mão, a mão...
E um... e dois...
E três!
Au revoir! Adeusinho.
Nunca mais será vista! Minha querida.
Passe-me aos Homicídios A, Detetive Rath.
Sim, eu espero.
Acho que foi em 1882. O Wilhelm Bartlemann inventou-a.
- Estou a ver. - Muito confortável.
- Certo. - É uma viagem de 3h30.
- Boa cadeira. - Assustou-me.
- Há eletricistas ao fim de semana? - Sempre.
Não quero incomodar.
- Boa noite, cavalheiros. - As visitas são às 7h30.
- Gerhard, não me reconhece? - Menina Ritter.
- Desculpe, não a via há algum tempo. - Estive doente.
O que aconteceu?
Acidente no trabalho, nos homicídios. Caí e torci o tornozelo.
Já me aconteceu. Ficou azul e verde, semanas a fio.
Foi igual. Mas já está melhor.
Ainda preciso de ver o seu distintivo.
É por isso que cá estou. Deixei o distintivo na minha mesa.
- Pois, faz sentido. - Obrigada.
SALDOS
Subam as cortinas
para o nosso convidado especial da Baviera.
O Rei da Tirolesa!
Heil Hitler, Tenente-coronel. Quer parabenizar o seu sucessor?
Homens, agarrem o sacana!
A SA marcha!
O que esperam, camaradas?
Fora a SS e os traidores de Munique!
Heil o Oberführer de Berlim!
Heil Stennes!
- Camaradas, Heil... - Stennes!
Pancada nesses boinas pretas!
Rudi?
Dr. Schwarz?
Olá?
Rudi. Rudi.
Rudi, meu Deus.
Não quero.
- Não quero ir para aí! - Cala-te!
Olá?
Charlotte, estás aqui?
Gonçalo Correia Iyuno-SDI Group
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