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Original subtitles

NASCIDO A 17/11/1888 FALECIDO A 14/6/1930

Junte-se a nós.

Vamos cantar a canção dele.

Stennes!

A idade antes da beleza. Camaradas, vemo-nos lá fora.

Quer acompanhar-me pessoalmente lá fora, conselheiro?

Pelo contrário.

Queria ver melhor a sua residência

para as próximas semanas ou até meses.

Vou-me embora amanhã.

Para isso, as pessoas teriam de saber que está aqui. Que ainda está aqui.

Qual foi o objetivo do seu pequeno motim, Tenente Stennes?

Quero os traidores do movimento encostados à parede rapidamente.

Traidores como você.

Se as pessoas descobrirem o tarado que é,

deixará de ser o chefe da Polícia Política, Wendt.

E eu informarei as pessoas.

Esta condição...

Já a ultrapassei há muito.

Vamos lá!

Mexam-se, meus senhores.

O que disse o Stennes?

Contou algumas histórias antigas. Apenas isso.

Feliz Ano Novo, sénior.

Ora! Júnior. Para ti também.

- Diz alguma coisa? - Lê por ti próprio.

Página seis.

"A morte veio à meia-noite."

Os nacional-socialistas fizeram isto?

- O que foi? - Não fomos nós.

- Quem foi? - Dois marginais.

- Estavam no telhado. - Marginais. Um deles caiu.

Estão a culpar-nos. Não acredito nisto.

Lê isto. Isto já soa muito diferente.

Vocês é que são os heróis.

"Alemanha, acorda."

- Aonde foste depois? - A uma festa com os camaradas. E tu?

A mesma coisa.

- Este caso é teu? - O quê?

O rapaz morto. Da loja.

Não me parece. Os colegas do turno da noite tratam disso.

- Prenderam alguém? - Não sei.

- Agora queres ser polícia? - Nem pensar.

- Quando é o comboio? - Daqui a uma hora.

Posso tomar banho antes de ir?

Não há água no colégio interno?

Só há água fria.

- Não está aí. - Quem?

A ruiva. Ela viu tudo. Temos de a encontrar.

Eu vou ao canal, tu ao mercado negro e tu ao abrigo.

Cá estás tu, finalmente.

- Onde está o Benni? - Não há mais Benni.

Os sacanas da Esquadra 14 apanharam-no.

- O que significa isso? - O Benni está morto.

Durante o assalto?

- E o que trouxeste? - Nada.

O assalto não resultou.

Não acredito no que estás a dizer.

Não tenho nada, juro. Não tenho nada!

Voltaste de mãos a abanar. Quem pensas que és?

Ele não é o primeiro a bater a bota. Para de choramingar.

Agora, sou eu o paxá. Desaparece, cabra! Não te atrevas a voltar aqui!

Menina?

Maratona de dança no Moka Efti! Mil marcos de prémio em dinheiro.

Maratona de dança! Uma semana no Moka Efti.

Podes ganhar mil marcos.

- Lottchen, anda cá, olha. - Tens um emprego novo?

Maratona de dança.

- Prémio de mil marcos. - Mil marcos?

Para a que mais aguentar. Queres entrar?

- Quando é? - Daqui a uma semana. Tens tempo.

- Vou pedir folga. - Faz isso.

- O Buddha deseja-te felicidades. - Convido-o. Adorava voltar a dançar.

E com essa massa? Dividimos se eu ganhar, está bem?

- E se eu ganhar? - Setenta-trinta para ti?

Combinado.

Maratona de dança! Podes ganhar 1000 marcos.

Maratona de dança. Prémio de 1000 marcos.

- Rath. Muito bem. - Superintendente.

- Feliz Ano Novo. - Para si também.

- O que fez ontem à noite? - Porquê?

O presidente quer falar consigo. Parecia urgente.

- Agora? - Não, está no parlamento. Depois.

Venha, venha.

Com licença, cavalheiros.

É uma entrega para a brigada de homicídios.

- Lá em cima. - Quarto andar.

- Obrigado. - A propósito, há um novo caso.

O primeiro homicídio do ano.

- Sim? - Nunca estive aqui.

Posso conhecer alguém importante.

Mas que raio? Vamos pelas escadas.

O meu médico disse-me que preciso de fazer exercício.

"Declarações dos agentes da Esquadra 14

sobre uma desconhecida no local."

Hagedorn: "Bem, a ruiva."

Kuschke: "Não, ela não faz parte disto."

- Podemos almoçar? - Bom apetite.

- Olá, cavalheiros. - Olá para si também.

- Vamos almoçar, sente-se lá fora. - Esperem!

- É suposto entregar isto. - O que é?

Um cliente encontrou-o na secção de senhoras,

onde o rapaz caiu do telhado.

Estou a ver. Obrigado. Podes ir.

Cheira mal.

- Quem era? - Um rapaz dos Armazéns Tietz.

- Eu levo-o à sala de provas. - Não, nós levamos.

- Sim, tenho de ir à patologia. - Obrigado.

- Vão lá almoçar. - Bem, estamos com fome.

- Mas temos de ir à Esquadra 14. - Lamento.

Sim. Obrigado, igualmente. Igualmente.

Como um bêbedo, estava sentado no banco do parque, a dormir.

O morto já foi identificado?

Segundo a sua identificação,

chama-se Friedhelm Oelschläger, 59 anos, funcionário público.

A família já foi notificada?

A mulher dele está à sua espera na Patologia.

- Certo. Tenho de voltar a descer? - Obrigado pela companhia.

Tenho de ir à brigada de costumes.

Sra. Oelschläger?

Venha comigo.

Este é o Dr. Schwarz, diretor da patologia.

Estou pronta, pode começar.

É ele.

- O seu marido? - Sim.

Friedhelm Oelschläger, 59 anos, ao serviço do município de Berlim.

Os meus pêsames, Sra. Oelschläger,

Os meus colegas estão à sua espera. Vão recolher o seu depoimento.

Dirija-se à sala A, por favor.

- Qual foi a causa da morte? - Antes de mais, ele bebeu demasiado.

Taxa de alcoolemia de 2,3. E comeu demasiado.

No estômago, ovos mexidos, manteiga, pão, caviar...

Malossol, do bom. E tudo em grandes quantidades.

Menina Ritter. Feliz Ano Novo para si.

- Teve uma noite agradável? - Muito agradável.

Estou a ver.

Lottchen! Bom dia. Feliz Ano Novo.

Olá, Rudi. Para ti também. Estás muito adiantado?

Comecei agora.

Não é fácil com um rapaz que caiu de um telhado a 15 metros.

Ouça... Antes de chegar com a Sra. Conselheira...

- Não trabalhávamos juntos há muito. - Sim.

Relativamente à causa da morte. Um corte preciso na garganta.

Alguém sabia exatamente como se faz.

- Mais alguma marca? - Receio que seja obra de um artista.

Está bem. Obrigado por agora.

Sexo masculino, idade compreendida entre os 16 e os 18 anos.

Traumatismo craniano. Vários ossos partidos nos braços e pernas.

Edemas de fome, que indicam subnutrição.

Ténias e sarna. São as chamadas cicatrizes da rua.

Deve ser sem-abrigo há anos. Além disso, sífilis. Já secundária.

- Porquê? - É quase inevitável.

Parecem coelhos na sarjeta.

A queda pode explicar os ossos partidos.

Mas estas lesões, nem por isso.

Provocadas por força externa.

- A sério? - Sim. Diria que sim.

- Estou a ver. - Bem, quer dizer... Sim.

Importa-se que eu dê uma vista de olhos, Sr. Assistente?

Claro que não.

Entraremos em contacto quando tivermos novidades, menina.

- Em vez de especulações. - Muito bem.

Charlotte?

- Charlotte? - O quê?

Tem de falar comigo.

Adoro falar com o Rath que conheço.

- Se o vir, avise-me. - O que é isto?

Eu ter uma certa visão política não muda quem eu sou.

O que tem bater em inocentes na rua a ver com ideais políticos?

- Os judeus não são inocentes. - O que fizeram eles?

São os únicos que lucram com a crise.

Enquanto os alemães passam fome e frio no seu próprio país.

Não queremos tolerar isto.

Já não o reconheço.

É polícia. É suposto garantir a ordem e a segurança.

E é o que estamos a fazer.

Mas a segurança certa, a ordem certa.

De dentro, não ditadas pelo exterior.

Os alicerces estão corruptos e podres.

Temos de os fazer ruir e reconstruí-los de novo.

- Para quem? - Para os cidadãos decentes.

- E ele ali dentro? - Quem, o rapaz?

- Sim. - Para ele, não.

Mas gente como ele rouba porque têm fome. Não são criminosos.

Sim, são escumalha.

O quê?

Pronto. Para mim, morreu, Sr. Rath.

Está morto e enterrado.

Imploro-lhe. Depois de ter sido informado ontem,

consegui conduzir calmamente até à cidade onde vi a Polícia fardada

chegar finalmente ao local do crime uma hora depois para repor a ordem.

De que está a falar?

Porque não estou a par do que diz respeito ao meu departamento?

Sr. Presidente?

Senhor Conselheiro. Interrompo?

Não. Entre.

- Queria ver-me? - Sim. O que é que lhe deu?

Se fala do meu envolvimento ontem...

Deve ser do conhecimento de um agente da sua patente

que é absolutamente absurdo

assumir-se como membro das Sturmabteilung.

- Sr. Presidente... - Não me interrompa!

Foi visto a assediar cidadãos inocentes

e a destruir ativamente as suas lojas.

Conhece bem o Walter Stennes?

Conheço-o, claro. Mas não somos próximos.

Nem por isso. Porque pergunta?

Porque o seu compromisso político ser-nos-ia pelo menos útil.

O detetive terá de limitar em grande escala o seu envolvimento político

ou terá os dias na Polícia de Berlim contados.

Os sociais-democratas são um caso perdido.

Não aproveitam a hipótese de trabalhar à paisana,

mesmo quando está à vossa disposição.

Não vamos antagonizar as SA.

O Stennes é arraia-miúda.

O verdadeiro problema está em Munique.

Acho que se trata de um erro crasso, senhor.

Vou-me embora.

Venha.

Fui responsável por algumas operações secretas,

mas uma ação como a de ontem...

Estar mesmo no meio dela...

Era mesmo necessário expor-se de forma tão flagrante?

Não tive outra alternativa.

Não podia ter ficado na retaguarda numa ação assim.

O Stennes teria desconfiado.

Era a única forma de manter a confiança dele.

Era um local difícil. Agradeço-lhe.

Toni, pareces um miúdo. Tens sarna?

Não, é só por precaução. Contra ratazanas como tu.

O que tens aí?

Algo brilhante.

- Onde arranjaste isso? - Só estou a vender. À comissão.

- Estás a enganar-me? - Fazemos negócio ou não?

Esquece, não é do meu calibre.

- Ainda fazes anúncios? - Talvez.

- Algo em particular? - Claro. As viúvas são as melhores.

Encontra-se de tudo na casa delas. Massa, pratas.

Procura nos jornais quartos para arrendar.

Muito bem, minha menina, agora vens comigo.

Alto!

Alto! Alto! Para!

Alto!

Alto!

Agarra que é ladrão! Alto! Agarrem-na!

Obrigado. Então, então!

Pronto, rapariga, agora apanhei-te.

Agora vamos para a esquadra.

Se o Kuschke te apanha, parte-te o pescoço, cabra.

E eu fico a assistir. Com prazer.

Com todo o prazer.

E inclinei-me para a frente,

estiquei-lhe a minha mão e ele tentou alcançá-la e...

- Com que mão? - A direita.

E depois escorregou.

Agora vais ficar a conhecer-nos.

É a ruiva dos armazéns?

- Bem, é? - É difícil dizer.

REDAÇÃO DA "TEMPO" MITTE, BERLIM

Perdão, Sr. Editor-Chefe. Estão todos à sua espera.

Está bem, Potocznik.

Estão a debater há dois dias e duas noites.

Deve ter saído algo dali.

Desde que não fechem esta espelunca...

É agora.

O que se passa com ele?

Muito bem.

O meu discurso será breve e doloroso.

Sei que esperavam que as negociações produzissem algo positivo,

mas receio que seja o oposto.

Há um ano, a economia colapsou, à escala global.

Durante muito tempo, tentamos evitar as ondas destas deslocações.

Serei breve. A editora tem de reduzir custos e drasticamente.

O número de funcionários será reduzido em 50 %.

Ou seja, metade do pessoal será despedido.

Sei que tal vos afeta muitíssimo e lamento profundamente.

Gostava de ter algo diferente para vos dizer, mas...

É isto.

Talvez o mundo esteja melhor daqui a um ano.

O Sr. Potocznik irá agora dar-vos os pormenores.

A Menina Sommer vai afixar uma lista.

Se o vosso nome estiver lá, estão dispensados.

Contactem os recursos humanos nos próximos dias

para obterem a certidão de emprego. Mas não todos ao mesmo tempo, sim?

Façam favor.

- Menina Ritter? - Sim?

Precisamos de si na sala de interrogatórios quatro.

- Eu? E o Böhm? - Ninguém sabe dele.

Além disso... Acho que é a pessoa certa.

A rapariga estava com os colegas da Esquadra 14,

mas ela não fala, nem um pio.

Pensamos que ela falaria se uma senhora a interrogasse.

Faça favor.

Pelo menos, sente-se.

Esta é a Menina Ritter.

Ainda bem que chegou. Ela é mesmo teimosa.

Nem sequer me diz o nome.

Acho melhor deixarem-me a sós com a testemunha.

- Esperamos lá fora. - Sim, no corredor.

Pode deixar os cigarros? Por favor.

Mas não se esqueça, a reunião importante é a horas.

Ou haverá problemas com o Buddha.

Estás alta. Cresceste muito num ano.

O que fizeste ao cabelo?

- Queres um? - Não fumo.

Toni, o que aconteceu?

Nem tentes, não te vou dizer nada.

É melhor contares-me ou ficamos as duas em apuros, percebes?

- Tu? Não me faças rir. - Sim, eu.

- Tu és um deles. - De quem?

Da Polícia. Da bófia. Estão todos de conluio.

- Arrisquei o pescoço por ti. - A sério?

- Sim! - Como?

Escondi provas e falsifiquei um depoimento para os distrair.

- Estão todos a tramar isto, certo? - Para!

Toni!

Assassinos! Mataram-no!

Toni! Larga-me, Toni!

Toni!

- Então? - Calma, calma.

Menina Ritter! Acalme-se.

- Não era isso que tínhamos em mente. - Eu sei.

- Acho que estávamos errados. - Eu trato disto.

Peço desculpa. Renate.

Ela quer pedir-lhe desculpa. Aceite, menina.

- Estamos atrasados. - Vamos ter problemas.

E de que maneira. Anda.

Sente-se e espere.

Esperem. Acho que tenho de...

- Bem, se tens de ir... - Mas já te recompuseste?

- Sim. - Vemo-nos lá dentro.

Ano novo, caso novo.

Quer pôr-nos a par, detetive Rath?

Senhores, o falecido chama-se Friedhelm Oelschläger.

Tem 59 anos, é administrativo.

Deu entrada cá esta manhã, às 7 horas.

A mulher diz que o marido era responsável por clubes e associações.

O seu trabalho era determinar

se um clube tem ou não fins lucrativos.

- E mais? - Encontramos isto no corpo.

Sete candidaturas ao estatuto de ONG para o ano de 1931.

Nenhum ainda finalizado.

Seria invulgar um funcionário municipal lidar com candidaturas

no dia de Ano Novo, quanto mais com várias.

O Oelschläger não era um funcionário típico.

O salário que ganhava não justifica o estilo de vida que levava.

Só o estômago dele continha comida no valor de 700 reichsmark.

- Suspeita de algo? - Sim.

Todos os candidatos são nossos conhecidos.

São os cabecilhas dos maiores gangues da cidade.

Immergrün, Berolina, os Rixdorfers, Libelle, Apachenblut,

Deutsche Eiche e Mitteldeutsch.

É quase a coleção completa de gangsters.

Menina Charlotte. Dormiu bem?

- Peço desculpa. Eu... - Sente-se, por favor.

Também é bom tê-la connosco no Ano Novo.

Muito bem, Detetive.

Dará aos presidentes destas chamadas associações

um valente raspanete e interrogá-los-á.

Os agentes sabem onde encontrar esses cavalheiros.

Muito bem, próximo. O gangue dos armazéns Tietz.

Um morto nos armazéns Tietz.

- Onde está o Böhm? - Não sei.

- Ninguém sabe. - Ninguém.

Então, Menina Charlotte?

É a única que pode reportar diretamente do local do crime.

Sim. Bem, não exatamente.

- Desculpe? - O Detetive Rath também lá estava.

- Mas não nas suas funções oficiais. - Ai sim?

Foi um dos líderes das SA durante os motins em Ku'damm.

É membro das Sturmabteilung, Detetive?

Sim.

Tinha coisas mais importantes a fazer do que apoiar a Menina Ritter

com a investigação sobre os armazéns Tietz.

Portanto, assalto que resultou num morto.

- Ouviu os agentes da... - Esquadra 14.

Sim. Os depoimentos coincidem com os do Agente Ku...

Kuschke. O rapaz escorregou quando tentou fugir.

Ainda falta o relatório da autópsia.

- Ele foi identificado? - Ainda não.

Mas... temos uma testemunha sob custódia.

Esperamos obter mais informações sobre o que se passou.

Detetive Böhm, já não tem interesse em discutir os seus próprios casos?

Pelo contrário, senhor.

Consegui resolver o caso dos armazéns.

Então, vá, força.

Esta manhã, foi-nos entregue um casaco dos Armazéns Tietz,

deixado no local do crime pelos ladrões.

Certo, sim...

Levamos... Quer dizer, levei o casaco para o departamento de provas.

Claro que era a sua intenção. Mas o casaco nunca lá chegou.

Talvez a Assistente Criminal nos possa elucidar sobre isso?

- O que é isto, Böhm? - Eu sei defender-me, obrigado.

Não diz nada porque não pode dizer nada.

Concordo com o Detetive Rath. O que se passa consigo, Böhm?

Menina Ritter, este é o casaco que foi entregue?

- E? - Böhm, modere o seu tom.

Nós conhecemos este casaco.

Todos aqui conhecemos este casaco, não?

A Menina Ritter usava-o quase todos os dias.

Isto é um casaco banal. Restos de coleção da Tietz.

Muitas mulheres compraram um. Conheço pelo menos duas.

É seu ou não?

Não.

Se a Menina Charlotte diz que não, é porque é não. Certo?

Mas talvez também queira dizer sim.

Um recibo da estação de higiene em Berlim-Wedding.

Fumigação por infestação de lêndeas e piolhos, em nome de...

Antonie Ritter.

A Antonie Ritter não é sua irmã, Menina Ritter?

E é possível que a sua irmã seja ruiva?

Charlotte?

Como a testemunha que levaram para a sala de interrogatório 4,

se percebi bem.

- Era a sua irmã? - Sim, devia ser.

Mas a pergunta mais importante é: onde está a sua irmã agora?

Segundo o agente de serviço, ela conseguiu libertar-se,

sozinha, da sala trancada, depois de falar consigo,

Assistente Criminal Ritter, confidencialmente.

Por isso, volto a perguntar. Onde está a sua irmã?

Com o casaco, ocultou, claramente, provas incriminatórias

para desviar as suspeitas da sua irmã, o que provei.

E garanto-lhe que também irei provar que ajudou a sua irmã a fugir.

Pode ter a certeza absoluta.

Isso é verdade?

Escondeu este casaco?

Tinha conhecimento disto?

Espere no meu gabinete.

Cavalheiros, é lamentável, mas temos de fazer o nosso trabalho.

Obrigado.

- Senhor, eu... - Por favor, sente-se.

Menina Ritter...

As suas ações não me dão outra opção.

O seu emprego não está sujeito à lei da função pública.

Uma suspensão com ação disciplinar não é possível no seu caso.

A gravidade da sua má conduta é conclusiva.

- Tenho de a dispensar. - O quê?

Ser-lhe-á impossível voltar a trabalhar para a Polícia Criminal.

O seu salário será suspenso a partir de hoje.

Não esconderei o facto

de que também estou desiludido consigo.

Acreditava que se tornaria numa boa detetive.

Mas parece que me enganei.

Adeus.

- Só mais uma coisa. - Sim?

O seu distintivo, por favor.

Quero que assuma as tarefas da Menina Ritter por agora.

Essa... é mesmo a decisão final?

Parece que sim.

Então? Conseguiste uma folga?

Não... Mas agora tenho tempo.

Tradução: Adriana Veleda Iyuno-SDI Group

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