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Original subtitles

J� a seguir, temos a �ltima can��o gravada com Ben Gould.

Sim, � o novo single dos "Global Heresy", "Throw Me A Line".

HERESIA GLOBAL

Vossa senhoria.

Obrigado.

Vossa senhoria.

Produ��o

Bom dia, Charles. Obrigada, Benson.

- J� fizeste as malas, Margaret? - Sim, senhor.

E n�s, Benson, j� fizemos as malas?

- Sim, senhor. - Sim, senhor.

O t�xi ir� chegar durante a pr�xima hora.

- Sem d�vida, senhor. - Benson,

tu odeias-me com todas as fibras do teu corpo?

Sem d�vida, senhor.

V�s?! Surdo que nem uma porta!

N�o todas as fibras, vossa senhoria.

Argumento

Realiza��o

Voc�s v�o divertir-se imenso.

Disseram-me que � uma �ptima pens�o, Benson.

- A melhor em Middleton-on-Sea. - Perdoe-me a pergunta, senhor,

mas o que � que se faz nas f�rias? - Nada, Benson.

Esse � o objectivo, nada de nada.

E onde � que vossas senhorias ir�o ficar?

Com uns amigos.

Amigos, senhor?

Aqui t�m o vosso fundo de maneio para a semana.

- N�o o esbanjem. - Vamos tentar n�o o fazer, senhor.

- Adeus, Margaret. - Adeus, Benson.

Adeus, Benson. Adeus, Margaret.

Nos �ltimos tempos, o Benson tem-se tornado insolente.

Talvez suspeite de alguma coisa.

Reparei que esteve a espreitar,

quando veio c� aquela mulher da ag�ncia de aluguer.

Ele n�o sabe.

Ele n�o pode saber. Ningu�m poder� saber.

Credo.

Isto � fant�stico!

Os "Global Heresy" est�o a varrer o mundo

mas esta � uma digress�o que poder� nunca se realizar.

Ainda n�o te sabe nada do fundador da banda, Ben Gould,

que est� desaparecido h� mais de dois meses.

Na confer�ncia de imprensa de hoje, o mundo conhecer� pela primeira vez

a sua sucessora, Nathalie Bevan.

Porque � que o Ben o fez? Decidiu partir?

Voc�s anteciparam o que aconteceu?

- Ele estava com alguma depress�o? - Eis o que ele disse:

"Esta banda jamais conseguir� continuar sem um de n�s."

Encontr�mos algu�m que est� mais do que apto a ser nosso baixista.

Senhoras e senhores, a Nat.

O comunicado � imprensa � muito interessante de ler,

m�sico de est�dio, tocou com alguns dos melhores m�sicos,

primeira vez numa banda.

Mas afinal quem � Nat Bevan?

"Mas afinal quem � Nat Bevan?"

Como � ser uma mulher no mundo do rock?

Como � ser um homem no mundo do jornalismo?

- Tenho de trabalhar muito. - Ela � boa.

Tem uns "far�is" um pouco pequenos, mas podemos remediar isso.

- Os criados j� chegaram? - N�o, e eu j� paguei,

mas v�o ouvir quando chegarem.

Ent�o � melhor vires ajudar-me a descarregar o carro, Charles.

N�o sou um carregador.

Champanhe de primeira?!

Para qu� empurrar o barco quando o podemos afundar logo?!

H� um rumor que nem a vossa editora ouviu as vossas m�sicas novas.

� verdade, na realidade isto resume-se a algo muito simples.

N�o queremos interfer�ncias da editora enquanto criamos, certo?

Est� a perceber?

Isto n�o � bom.

- Seus idiotas! O que s�o voc�s? - Idiotas, senhor.

Nunca, nunca deixem o artista ter controlo da sua pr�pria m�sica,

acabam por tocar o que querem.

A condi��o que nos impuseram foi o controlo da sua criatividade.

Por isso � que lhes vamos dar um contrato de 90 p�ginas.

"O que as letras grandes lhes d�o, as pequenas tiram."

Ent�o vamos renegociar o contrato deles.

- Quem raios �s tu?! - James Chancellor. Hospitalidade.

O Jim vai cuidar da banda enquanto estiverem no retiro.

Neste momento eles est�o vulner�veis por n�o terem um agente.

Muito bem, meu filho, conta l� a tua ideia. Vamos.

Eu fazia o seguinte: Dava-lhes uma parte dos lucros da mercadoria.

Das t- shirts e cartazes. E enquanto eles esfregavam as m�os de contentes,

ental�vamo-Ios por tr�s com uma cl�usula t�o subtil

que nem nos lembramos que est� l�. - Sim, est� bem. Chega aqui.

Adorei! Adorei!

- Mas ser� que eles caem nisso? - Aposto o meu emprego nisso.

Ent�o acabaste de o fazer, meu filho, acabaste de o fazer.

Na pr�xima semana estar�o escondidos num local secreto em Inglaterra.

Vamos estar escondidos? Pelos vistos vamos estar escondidos.

H� quem diga que este "desaparecimento"

n�o passa de um golpe publicit�rio.

Tretas! Est� a custar-me uma fortuna!

- Jim, para onde nos levas? - Ao passado, para uma casa antiga.

Velha como o Keith Richards? - Mais velha que isso, mais velha...

...pensa nos "Pilgrim Fathers" e acrescenta-lhe mais uns anos.

A casa � de Lorde Foxley e sua esposa. No fim das contas uns miser�veis.

�ptimo, ch� no jardim com os "Huffington-Gruffingtons".

N�o se preocupem, eles n�o v�o estar l� no fim-de-semana.

J� n�o era sem tempo! � do "Recrutamento de Empregados"?

Como assim "era"? Quem fala?

O receptador dos pedidos? J� n�o operam? D�vidas?

Imposs�vel, na �ltima semana receberam um cheque de 2 mil libras!

N�o me fale em "queixa por escrito", seu homenzinho enfadonho.

Paguei por um cozinheiro e um mordomo e quero-os agora, ouviu?

Nat, tens algum homem na tua vida?

Uma mulher com a tua bagagem decerto tem um homem.

Ou uma mulher.

Agora s�o todas l�sbicas.

- Charles, n�o comeces. - Acabou tudo! Pronto, est� cancelado!

�ptimo, isso � espl�ndido.

Ent�o s� tens de acrescentar outras 6 mil libras �s 2 mil que j� perdemos.

- Seis mil libras?! - Tu �s o advogado, leste o contrato.

� a penaliza��o se n�o cumprirmos a nossa parte do acordo de aluguer.

Temos apenas uma hora para arranjarmos substitutos.

Talvez telefone � Sra. Mote de West Flaxington e ao marido dela.

Nunca! Ningu�m na aldeia pode saber da nossa posi��o.

Charles, vamos ficar 8 mil libras mais pobres se n�o acharmos duas pessoas.

Duas pessoas.

N�o.

Se achas que um homem na minha posi��o se humilharia

ao ponto de ser um criado na sua pr�pria casa, est�s muito enganada.

Esqueceste-te das luvas, ele usa sempre luvas.

- Usa? Nunca reparei nisso, Diana. - N�o � Diana, � Margaret.

Benson.

Charles, eles chegaram!

Pensa na casa, Charles, a vida como a conhecemos.

C�us!

Trouxeram os filhos, ningu�m falou em crian�as.

Eu sou James Chancellor e estes s�o os "Global Heresy".

Perd�o?

Pois, voc�s n�o s�o de todo o p�blico alvo deles, certo?

Alfred! Tens uma "batcaverna" muito gira, meu.

- Meu, isto � enorme! - Boa, Jeeves.

Carl. Carl.

- Ol�, eu sou a Nat. - A menina � a Nat.

Ol�.

Ol�.

Presumo que os pais deles v�m mais tarde?

Que eu saiba, n�o, amigo.

- Caixa para chap�us? - Pois.

Empregado, v� � carrinha buscar as outras malas que l� est�o, obrigado.

Ele chamou-me empregado?

- Boa! - Isto � o corredor.

Reparem na ac�stica, malta.

Vejam isto.

Pelo menos fiz alguma coisa bem.

En garde, meu amigo.

Meu jovem, exijo uma explica��o.

Disseram-nos que Foxley Hall tinha sido alugada por uma multinacional,

a ICI ou IBM ou algo parecido. - MGI.

- Exacto. N�o este bando de mi�dos. - Grupo de M�sica Internacional (MGl).

E o bando de mi�dos s�o a banda mais famosa dos EUA nos �ltimos 5 anos.

- Ent�o s�o m�sicos? - Dos melhores.

E vieram para c� para terem paz, sossego e algum tempo para eles.

Isso significa que ningu�m pode saber que est�o c�

pelo que n�o pude anunciar a sua chegada.

Ent�o sugiro que anuncie a partida deles, eu n�o aturo isto.

Agora estou preocupado, o criado est� a revoltar-se.

- Pois fique a saber... - Benson.

Estou a perceber.

Est� a pensar que os jornais adoravam saber onde eles est�o escondidos.

Quanto � que quer? Cem?

- Se pensa que estou... - Benson!

- Duzentos. - Trezentos.

- Trezentas libras? - Cada.

Bonnie.

Clyde.

Olhem por eles, s�o bons mi�dos.

Como queira, senhor.

- Isto � que � um quarto! - Flit, Flit, olha para este quadro!

Nem pensar, isso � pat�tico, meu. N�o podes fazer isso, � meu.

Anda!

Que se lixe!

Meu, esta casa seria espectacular se n�o fosse t�o velha!

- Este quarto � o meu. - Olha, est� ali uma f�!

- Flit! - Acho que o colch�o � um "Sealy".

A tua m�e n�o tem dentes, isso � �ptimo para a profiss�o dela.

O que se passa, meu bom homem?

Pode indicar-me onde � a sala de hidroponia?

- Igor, d�-me uma ajuda com o som. - Perd�o?

- Quando te fizer sinal, certo? - Perd�o?

D�-lhe um pouco de pulso. Um pouco de Townsend.

Ele quer que toques nas cordas.

Tocar nas cordas.

- Podia ser pior, o barulho. - Outra vez, amigo.

N�o te instales. Eles pediram bebidas e uma visita guiada pela casa.

Ent�o vai fazer-lhes a vontade.

De bom grado.

Os ingredientes para fazeres o jantar est�o no frigor�fico.

E aqui temos a galeria dos quadros.

O primeiro Conde de Foxley, foi ele quem construiu a casa.

Ent�o, rapazes, gostavam de descansar as vossas "bolas" naquele queixo?

Tal pai, tal filho. Vejam-me este tipo.

Vejam o tamanho do nariz dele!

- Que peda�o de mulher t�o nobre. - Anne Selway, mulher do 2� Conde.

- Que nobre sentimento. - O Conde devia ter um grande p�nis.

Est�s a brincar? O casamento era combinado, s� queriam algu�m bonito.

Pelos vistos n�o conseguem eliminar aquele gene feio.

- As apar�ncias n�o s�o tudo. - Isso � o lema da fam�lia, Benson?

Que caras t�o esquisitas.

Meu Deus, infelizmente esqueci-me de vos mostrar algo no escrit�rio.

Benson, este tipo tem uma cara mesmo feiosa, meu.

F-E-I-O.

Tu n�o tens um �libi, �s feio. �s feio, �s feio!

Estive a mostrar aos convidados os quadros dos parentes de Lorde Foxley

do s�c. XVII e XVIII. - Ent�o podes continuar, Benson.

Depois de um breve intervalo, voltamos para ver os dos s�cs. XIX e XX.

Margaret, n�o ficas feliz por n�o seres da fam�lia naqueles quadros?

N�o. Exactamente. Tenho o novo contracto comigo.

Sim, eu sei, cinco assinaturas, exactamente.

Eu arranjo-lhe uma cassete com as m�sicas novas.

Sim, senhor, todas as m�sicas que conseguir. Sim.

N�o, n�o me esqueci. Est� bem, adeus.

- Gordo de merda. - O que me chamaste?!

Nada, o carro � que estava a patinar na erva.

- Excelente. - Bravo!

Perdeste a no��o da realidade?

- Cala-te e vai fazer algumas tarefas. - Margaret, a sala tem um �ptimo som.

Meus senhores, diria que temos uma semana calma pela frente.

- Nat, foste o m�ximo! - Eu ouvi as cassetes.

Ouviram um som a destoar na sec��o do meio? Espalharam-se todos.

- No 1� concerto estavam tr�s pessoas. - E entre elas s� havia quatro dentes.

Guisado de carne.

- Guisado de carne da pesada. - � um 7.1 na escala de "Richtor".

Bon app�tit.

Obrigada, Margaret.

- Vamos experimentar. - Vamos nessa.

N�o se metam nisso.

Isto � uma amostra ou � a nossa comida?

Sabem que mais? Acho que esta noite vou ser vegetariano.

Este vegetal � s� um vegetal, n�o s�o v�rios, antes uma unidade coesa.

B�rbaros. N�o passam de uns b�rbaros.

- � assim t�o mau? - Pior.

Amanh� de manh� vou contratar uns substitutos para serem insultados

e ridicularizados por estas crian�as in�teis, b�rbaras e dipsoman�acas.

- Boa noite. - E a lou�a n�o se lava?

Acho que esse � o departamento da Margaret, o Benson vai para a cama.

- Charles... - O que foi?

Dorme bem.

Ol�, rapag�o.

- Ol�. - Ol�, Benson.

- Pensei que tinha encontrado algo. - Pois pensaste mal.

Pensei? Posso garantir-lhe que vai dormir muito confort�vel.

- Est� a ser gentil? - Gentil? Sim.

Fora.

- Est� um cabeludo na minha cama. - � claro que est�.

- E onde � que n�s vamos dormir? - Na ala dos criados, claro.

Toma, agarra nisto.

Ele tem cal�as de pl�stico, sabias?

- Bom dia. - Bom dia.

Isto aqui � t�o bonito. Deve dar tanto trabalho.

Sim, o Benson passa metade da vida dele aqui...

...n�o �, Benson? Sim, � verdade, pois passo.

Passo a maior parte da minha vida com as minhas flores.

- Como se chamam estas? - Essas s�o as flores bal�o brancas.

A s�rio?

- Ent�o e estas? - S�o camp�nulas cor-de-rosa.

- Camp�nulas rosa? - Sim.

Deixa-me adivinhar, essas s�o jasmins-da-virg�nia violetas?

- Pensei que n�o sabia nada de flores. - Aprendo depressa.

At� logo.

- O Benson n�o se tinha demitido? - Ap�s dormir sobre o assunto,

acho que � nosso dever civilizar estes selvagens.

- Eles v�o ficar mais ri�os por isso. - Sim, e n�s tamb�m.

Considera��es financeiras n�o tiveram nada a ver com a minha decis�o.

- Batatas. - Para o pequeno-almo�o?

Batatas fritas, � um pedido especial.

Batatas fritas?

Ontem � noite o Benson tentou "comer-me".

- N�o me gozes. - Estou a falar a s�rio.

- Obrigada. - Obrigada, Benson.

Ent�o, Benson, dormiste bem ontem � noite?

- Podia ter sido mais confort�vel. - Aposto que sim.

Batatas fritas, finalmente.

"Um cavalo! O meu reino por um cavalo!"

Por favor, sentai-vos, cavaleiro.

"A beleza � um estandarte que em vossos l�bios e faces � carmesim."

- Estaciona esse traseiro de metal. - Obrigada.

Dave, queres um pouco de a��car com o teu charro?

Benson, senta-te, come connosco.

N�o � adequado os criados conviverem com os convidados.

N�o, absolutamente. Vem, temos caf�, temos ch�.

N�o, obrigado.

- Sente-se. - Benson, sente-se.

- Batatas negras. - Tenta fazer um esfor�o, Charles.

E que se diz a um jovem debochado americano

com uma armadura preta do s�c. XVII vestida?

Ol�.

- O qu�? - Ol�.

S� estou a verificar a qualidade do som.

- Uma bebida? - Adorava um copo de vinho tinto.

- O qu�? - Vinho tinto.

- Onde est�? - Na cozinha.

N�o grites.

- Em que est�s a pensar, Nat? - N�o sei, o ritmo n�o tem alegria.

Nalgumas partes estive muito contida, senti que est�vamos todos contidos.

Mas a m�sica � boa, a s�rio. Os arranjos e as letras.

- � das melhores que j� escreveste. - Obrigado.

� s� a parte do baixo.

N�s n�o queremos reescrever a parte do baixo, apenas ensinar-ta.

- Ela tem alguma raz�o, Flit. - Calma,

se ela quer experimentar algo, deixem-na.

- Vamos tentar, est� bem? - Est�.

N�s vamos experimentar. Se n�o gostarmos, n�o o fazemos.

Credo, Benson, se essa coisa sai, nunca mais a consegues recuperar.

Tem cuidado.

Merda.

- Malta, ou�am isto. - Flit, o que diz a�?

- N�o te preocupes, n�o queres saber. - Ou�am isto.

"Nat Bevan, a �gil e nova baixista transmite um ar seguro,

"ar de quem j� viveu isto antes,

"a rapariga de quem todos gostam

"e que todos respeitam."

O meu coment�rio foi fixe, n�o acham?

- Cheiras aos meus sapatos. - Como queiras.

- Flit, o que tens a�? - Est� tudo bem, Jim, deixa.

- Vamos, l�. - N�o posso, sim? Estou disl�xico!

Disl�xicos Aletrados.

Disl�xicos Aletrados.

- Percebeste? Aletrados. Alterados. - Sim, Benson, acho que perceberam.

Vamos, deita isso para fora! Deita para fora!

Esta merda funciona! Chamam-lhe "Heimlich", Benson.

Acabei de salvar uma vida!

Queres 200 libras por seis copos de vinho?!

- Bens de fam�lia insubstitu�veis. - Parecem mais ofertas da gasolineira.

E temos o cinzeiro do s�c. XIV que partiram ontem, uma pe�a muito rara.

Est�s a dizer-me que surgiu 200 anos antes da descoberta do tabaco?

Que se lixe. Acho que temos de pensar no trauma emocional.

- Fico feliz por o ter mencionado... - Esquece, Benson.

N�o fa�as isso!

Precisas de ajuda, Margaret?

- Est� a tentar dizer-me algo, David? - N�o.

Bem, por acaso...

...�s a �nica pessoa que conhe�o que queima uma panela com �gua.

- O que � isto exactamente? - Isso eram batatas.

Porque n�o te sentas aqui,

temos aqui uma cadeira. Pronto.

- Vamos recome�ar? - Acho que � uma boa ideia.

Est� tudo a�, preto no branco. Cartazes, t- shirts, at� os crach�s.

- � muita mercadoria. - E quanto aos n�meros?

- Qual � a contrapartida? - N�o h� nenhuma contrapartida.

� a forma do Tony Manson vos dizer "obrigado".

Voc�s t�m sido muito, muito bons para n�s.

Est� bem, mas precisamos de algum tempo para pensar.

� claro que precisam, claro.

Por isso t�m at� ao fim-de-semana para assinarem.

At� ao fim-de-semana?

Acho que v�o acabar por o ofender se demorarem mais tempo.

Para qu� arrastar os p�s?

V� l�, � muito dinheiro.

Pois se ele gosta assim tanto de n�s agora, decerto esperar� at� segunda.

Exacto.

Senta-te. Senta-te.

- Senta-te. - Chancellor, tem calma.

O jantar est� servido.

De onde � que isso veio?

- Foste mesmo tu que fizeste isso? - Com uma ajuda do meu sous-chef.

- Acreditem, fiz tudo eu. - A era do cavalheirismo n�o morreu.

Pode ser que esta noite tenha sorte.

Romeu e Julieta?

Estava � procura daquela cita��o do David:

"A beleza � um estandarte que em vossos l�bios e faces � carmesim."

Achei que foi muito atrevido.

Teve a sensibilidade de omitir a �ltima frase.

"E a bandeira p�lida da morte n�o vem longe."

- Mas � verdade, Charles, estou velha. - Disparate.

S� somos velhos quando nos sentirmos velhos.

Sim, temo que tenhas raz�o.

Passa o charro, meu!

J� a seguir, mano!

Vou acender outro s� pelo gozo.

Tu �s uma �rvore-do-coral. Pois �s.

Sua coisinha linda, �s uma �rvore-do-coral.

Isso mesmo, exactamente. J� te encontrei no meu livro.

Louco.

Lindo c�ozinho. C�ozinho bom.

N�o sei onde � que ele est�, mas come�amos sem ele.

Nat, podes experimentar a tua vers�o, certo? Estamos todos de acordo?

Foi mesmo bom!

Tu �s boa.

- Tens trabalhado nisso? - Simplesmente deixo sair.

- O que acharam? - O que ach�mos?

Bom? T�o bom quanto? Melhor que o Ben?

Pois, pois, foi muito melhor que o Ben.

At� acho que dev�amos esquecer o Ben e todas as coisas que ele fez.

- Ela �... vamos todos atr�s dela. - Ela tem um nome.

Queres mudar de ideias, Flit? Desistir? Baixar os bra�os?

A cassete est� a ir muito bem, chefe.

- J� assinaram? - N�o, ainda n�o, mas v�o assinar.

Tanto quanto sabem � dinheiro sem contrapartidas, porque n�o assinariam?

Porque dinheiro sem contrapartidas n�o existe.

As pessoas compram os vossos discos, n�o compram?

Cerveja?

No in�cio quando assin�mos o contrato com voc�s tentaram lixar-nos.

Para mim, se isto � mesmo a s�rio, porqu� tanta pressa em assinarmos?

O meu av� dizia: "No mundo h� que chegue para as necessidades de todos,

"mas n�o para a gan�ncia de todos." - Ele morreu indigente.

Com licen�a, j� terminaram? Obrigado.

- Cerveja? - N�o, obrigado.

- Queres uma? - N�o, obrigado.

- Cerveja? - N�o, obrigado.

Ent�o os outros concordam com o Leo?

Que bom, n�o �?

- Cerveja? - N�o, obrigado!

�ptimo. Isto � fant�stico. Quem quer uma democracia?

N�o, senhor, n�o assinaram.

O que posso dizer?

Sou um est�pido de merda. Sou um est�pido de merda!

- Chefe, se me ouvir. - Jimmy!

Se me ouvir, tenho um plano.

Sim, tenho a certeza que vai resultar.

Sim, fa�o uma ideia... a minha m�e j� morreu, senhor.

N�o a pode exumar, ela foi cremada. Com licen�a.

Vou cortar a relva do Benson.

- Viste a Margaret? - N�o.

- Queres uma passa? - N�o, obrigado.

Era um homem num cortador de relva.

Se, quando lan�ar a bola, puser o p� sobre a linha branca, n�o � v�lida.

Isto quer dizer que n�o podem ficar fora, ser atirados, apanhados

ou at� eliminados pelo �rbitro, mas � claro, podem ser expulsos.

O que quer que aconte�a, a bola n�o ser� uma das seis do conjunto final,

e ter�o mais uma ronda de b�nus, quer atirem a bola ou n�o.

Est� claro? Eu acho que est� muito claro. Perceberam as regras?

Antigamente percebia.

N�o se preocupe, � medida que formos jogando vai-se recordando.

Est�s fora!

Fora!

Como � que isto se chama?

Ouve, lan�a a porcaria da bola!

- Oh, n�o. - Oh, sim.

Vou buscar a minha carteira.

Credo!

Isto � uma estupidez, meu.

Depois de veres este, o "Monstro da Lagoa Azul" n�o passa de um girino!

- Tens de fumar menos alfafa. - Demasiada erva.

Quando se pensava que era seguro voltar ao lago eis o Girino Mutante 6.

Se est�s � procura da tua toalha, est� ali � esquerda.

Mais um bocadinho. N�o, para a esquerda. Est� quase.

- Est� mesmo atr�s de ti. - Esquerda, esquerda.

Isto � impudente, n�o devem olhar para aquela, aquelas...

N�o perturbem os peixes, � melhor voltarmos.

- Para tr�s, todos para tr�s. - Margaret, isto � t�o fixe...

Tenho sandes e bebidas � vossa espera no terra�o.

E o Sr. Chancellor est� � espera que v�o ensaiar.

Pois, o Sr. Chancellor est� � espera que v�o ensaiar.

Tens alguma com manteiga de amendoim e banana, Margaret?

Vamos, por aqui. Por aqui.

- Tio Charles, eu tinha... - N�o digas uma palavra.

Esqueci-me completamente que ela costuma vir nesta �poca do ano.

A �poca de acasalamento dos trit�es n�o vem propriamente no calend�rio

juntamente com o anivers�rio do Lent e da Rainha-m�e.

- O que lhe disseste? - Tudo, n�o tive outra alternativa.

Achas que ela vai entrar no jogo?

Disse-lhe que se ela se atrevesse a dizer a algu�m

dava uma dose letal de veneno aos peixes.

- Charles, n�o vais fazer isso! - � claro que n�o,

mas havias de ter visto a cara dela.

- Que estranho. - Estranho?

Ver-te sorrir novamente.

Parem! Parem! Parem!

Continuas a arrastar-te, Flit. Est�s a esfor�ar-te demasiado.

O qu�? A esfor�ar-me demasiado? Voc�s est�o a tocar pessimamente.

Podes ouvir os outros por um segundo?

Aqui h� um momento alto, deves evidenci�-lo.

- Ela estava a faz�-lo, Flit. - Cala-te, Dave.

- S� estou a experimentar uma coisa. - Sim? Porque n�o experimentas tudo?

Termin�mos! Pass�mos o dia inteiro a tentar acabar a m�sica!

N�o perdes uma oportunidade para fazeres um solo.

O que se passa, Flit? Isto n�o tem a ver com a m�sica, pois n�o?

N�o sei qual � o teu problema comigo.

Estou a ouvir, estou a seguir-vos, n�o estou a lutar contra nada.

H� um milh�o de pessoas que n�o se importavam de ter o teu lugar.

O que te magoa por dentro, � o facto de n�o teres chegado aqui sozinha.

- Est�s a apanhar a nossa boleia. - Flit.

A diferen�a entre ti e o Ben � � que ele gosta de n�s,

faz parte da nossa fam�lia e respeita-nos enquanto m�sicos.

Ele conseguia tocar connosco, n�o passava por cima de tudo.

Sabes bem que n�o estou a passar por cima de nada.

E o Ben n�o est� aqui para vos ajudar agora, pois n�o?

- N�o te preocupes, ele volta. - E ent�o eu passo � hist�ria, certo?

- Podes apostar, docinho. - �s um condescendente cretino!

Sabem que mais? Vamos a�almar.

Vamos fumar uns charritos e fazer ioga ou algo parecido.

S� estou a tentar tocar esta m�sica como eu sei.

Eu n�o sou o Ben nem estou a tentar ser ele.

Segundo a minha experi�ncia, se queremos fazer uma m�sica boa,

temos de brincar com ela, divertirmo-nos um pouco.

- � s� o que estou a tentar fazer! - A tua experi�ncia?! Em qu�?

Como prostituta de sess�es de uma hora?

- Vai � merda, Flit! - Ouve, Flit...

- Desaparece! - P�ra com isso, est� bem?

Vai-te lixar!

Seus cretinos de merda! Cretinos de merda!

- Isto vai ficar marcado. - Est�s bem?

- Estou �ptimo. - Margaret! Esta sala � uma merda!

Isto � o que d� ver os "Teletubbies", avisei-os.

Vamos procurar outro local para ensaiarmos.

Sabem que mais? S� levo isto. Tu levas o resto, Flit!

- Est�s bem? - Estou.

- Aquele rapaz est� muito perturbado. - Tens de compreender, Margaret,

o Flit e o Ben...

...eles eram muito pr�ximos, eram como irm�os.

- O que aconteceu ao Ben? - T�nhamos um concerto em Washington

o Ben apanhou um t�xi para a Ba�a Chesapeake, em Smith Point.

E bom, tudo o que encontraram foram as roupas dele na praia.

C�us!

Sabes, Margaret, sem querer faltar ao respeito, estou pedrado,

podemos falar de coisas alegres?

- O que � que ele quer? - N�o te preocupes, Nat.

Se fosse outra pessoa, o Flit chateava-a na mesma, n�o ligues.

- � rid�culo. - Tu �s �ptima, Nat. �s boa.

Pois, foste fant�stica.

Deixas o ritmo como que se soltar, andar � deriva.

Foi bom, foi como andar sobre �gua.

Eis um tipo da Hospitalidade a falar como um grande entendido em m�sica.

- J� tive uns tempos em administra��o. - A s�rio?

N�o prestavas?

- Quem quer estar na administra��o? - Todos os tipos da Hospitalidade.

E?

Eram uma banda de raparigas, jovens, bonitas,

totalmente desprovidas que qualquer capacidade musical. Iam ser famosas.

Mas perdemos a cantora principal durante um teste de som.

As colunas estavam ligadas no s�tio errado.

Ela ligou a guitarra, p�s uma m�o no apoio do micro e ficou agarrada.

Levou com uma enorme descarga el�ctrica.

Credo.

Que idiota � que ligaria mal umas colunas?

� a tua vez.

Bom dia.

A cura para a ressaca da minha m�e.

- O que �? - N�o pergunte.

Sei como se sente.

- J� bebeu o suficiente? - J�.

Meu Deus, ontem � noite fiz uma coisa muito m�.

O que quer que seja, n�o deixe que ganhe outra dimens�o.

Tente resolver tudo de uma forma mais calma...

...e aprecie o que tem aqui.

E...

quero que v� pedir desculpa aos seus amigos pelo seu comportamento.

Sim?

- Bolas, desculpa. - N�o, n�o te preocupes.

Ouve, pe�o muita, muita desculpa pelas coisas que disse.

Estava a ser um cretino, n�o volta a acontecer.

Est�s a ser bajulador, Flit?

Tens raz�o, estou a alterar demasiado as m�sicas, vou largar alguns sons.

N�o, na realidade acho que deves continuar a alterar as coisas,

acho que deves alterar as m�sicas tanto quanto consigas.

Acho que as m�sicas precisam disso.

N�o sei se alguma vez te vou perceber.

Se alguma vez perceberes, diz-me o que descobriste.

Podes enviar-me um postal, estou ao fundo do corredor.

- Continua a verificar o som? - Sim.

Bingo.

- Margaret. - N�o. Eu, n�o.

- Nunca fiquei bem nas fotografias. - Isso � disparate.

Tenho uma ideia. Tens rolos?

- Rolos? - Sim, aquelas coisas para o cabelo.

Acho que sim, j� n�o os uso h� uns anos.

Ol�.

S� vim pedir desculpa por ontem, por termos aparecido de surpresa.

- �s um dos m�sicos americanos? - Sim.

- Se calhar j� ouviste a nossa m�sica. - N�o, penso que n�o.

A s�rio? Eu sou letrista, escrevo can��es.

A Margaret disse-me que andas a escrever um livro.

A minha tese da faculdade.

Sobre os h�bitos de acasalamento das salamandras?

Trit�es. Podem ser anf�bios com cauda,

mas n�o fazem parte da classe urodelo das Salamandridae.

- � melhor ires. - O qu�?

Agora que nos est�vamos a conhecer um ao outro?

O que tenho de fazer para me livrar de ti?

Triturus Cristatus, o Grande Trit�o de Crista.

- O que est�o a fazer? - A acasalar.

- Aquilo � acasalar? - Agora j� podes ir. D�-me o remo.

Queres tomar um caf� quando voltarmos?

Achas que n�o se descolam? O que achas?

Talvez esteja um pouco exagerado.

- N�o, acho que o Benson vai adorar. - N�o tenho assim tanta certeza.

Pronto, perdido por cem, perdido por mil.

- Vamos a isso. - �ptimo.

�s uma senhora muito fixe, Margaret.

- Yo, Benson. - Yo, Carl.

- Est�s ocupado? - Agora j� n�o.

Vou dar-te cabo do canastro, chefe.

Tem de ser t�o vulgar? E porque � que o David n�o joga consigo?

- O David pescador? - O David pescador.

David, precisa de mais pulso.

Pulso, d�-lhe mais pulso. T�o vulgar.

A pesca com moscas � uma grande arte.

- Mmmmmaestro! - Isso foi muito bonito.

Como diabos faz isso?

Benson! Este lago � uma treta, meu.

� das chuvas �cidas, meu, � disso.

O Jimmi Hendrix teria prosperado no ano 2000.

- N�o te preocupes. - Olha para a Margaret.

Ena! Que boazona, Margaret! Isto � obra tua, Nat?

Obrigada, David.

- Gosta? - Adoro.

Que diabos fizeste?

- Vejam, � a rapariga nua. - Que faz aqui?

- A Georgia vem viver connosco. - Ele insistiu.

- Insistiu? - Leva as malas dela, Benson.

- Levar as malas dela? - Ou�am bem, a tia e tio dela...

...o Lorde e a Lady. Obrigam-na a acampar junto ao rio o Ver�o inteiro.

Nem a deixam ficar dentro da casa, e s�o do mesmo sangue.

Jimmy, tinhas raz�o, s�o dois velhotes malucos.

- Perd�o? - Pois, segundo a mulher da ag�ncia.

- Mulher palerma e desleixada. - Leva as malas, sim, Benson?

- Talvez isto n�o seja uma boa ideia. - Pois n�o, jovem, n�o � boa ideia.

A decis�o n�o � tua, Benson, ela fica.

Isso mesmo, Benson, a Georgia fica.

Olha para mim. O mundo est� a desabar-me em cima.

Quanto a mim, isso n�o � mau.

A filha bastarda da lou�a da minha irm� vem viver connosco.

Charles! Pelo amor de Deus, p�ra de falar assim da Georgia.

A minha casa est� infestada de delinquentes,

e a minha mulher anda aos saltinhos como uma velha corista curiosa.

Seu velho irritante temperamental!

- Aqui tem, amigo. - Uma cassete.

Adeus.

Cesto de vime feito � m�o por virgens,

duzentos e... n�o, 250 libras.

- Se quiser vou-me embora, tio. - N�o, por favor fica.

Estou a ganhar uma boa soma pela tua estadia e pens�o.

Porque me odeia tanto?

Eu n�o te odeio. Deixo-te usar o meu rio para os teus estudos, n�o deixo?

Sabe o que quero dizer. Toda a vida s� me tolerou a mim e � m�e.

A tua m�e � uma desgra�a para a nossa fam�lia.

- A minha m�e cometeu um erro. - Eu sei, estou a olhar para ele.

Uma pessoa n�o pode andar a ter filhos fora do casamento. N�o � justo.

Justo? Que tem a justi�a a ver com isto?

Certo! Eu queria dizer certo. N�o est� certo.

Como te podes ter comportado daquela forma? Est�s a ouvir-me?!

Sim.

Tive de usar de todos os meus poderes de persuas�o para a impedir de partir.

�s um velho mis�gino, embirrento e intolerante de primeira ordem!

- "Mis�gino" � uma palavra? - Agora �, deste-lhe vida.

Tenho uma oferta a fazer ao nosso estimado letrista, Leo.

Esses s�o os teus direitos de autor do primeiro �lbum, vendas na Europa.

A s�rio?

Quanto fizeste?

Acho que na Europa nos adoram.

Quanto � que nos adoram na Europa?

Acho que isso � entre o Leo o seu contabilista, n�o acham?

- 400 mil d�lares?! - Est�o a gozar comigo?

Dividir e mandar, � o truque mais velho do livro.

Conquistar e mandar?

Pois, essa tamb�m j� existe h� uns anos. Pode esperar s� um segundo?

Pe�o desculpa, chefe.

Recebeu a cassete? S�o �ptimas, n�o? Mais maduras e menos revoltadas.

Ai gostava delas revoltadas?

Pois, realmente soam...

O qu�? Nada, s� tropecei numa coisa.

Bom, odiar � uma palavra muito forte, chefe.

Pois, desprezar e detestar s�o mais fortes.

Adeus.

- Quatrocentas notas. - Quatrocentas notas.

- Quatrocentas beija-me o cu notas - Quatrocentas beija o meu cu notas.

Exactamente.

Este � grande.

Malta, isto est� a fazer-me comich�o, 400 mil d�lares.

Os letristas ficam ri�os, voc�s sabem disso.

Eu compreendo isso.

Mesmo se este contrato nos lixar, isto j� � dinheiro adiantado.

Xeque-mate.

Sabe-se muito sobre uma pessoa a partir da forma como jogam xadrez.

- Achas que sim? - Acho, e sabes que mais?

Tens uma ponta de maldade.

- Achas que aquilo foi mau? - Sim, acho.

Se calhar apare�o no lago, para ver aqueles malandrecos fogosos.

Boa noite.

Boa noite.

- David Bowie. - David Bowie? Essa � f�cil.

- David Jones. - Est� bem, � a tua vez.

Que tal o amigo do David? O Iggy Pop.

James Osterberg.

V� l�, neste jogo tens de saber desafiar.

Ent�o aqui vai uma boa.

Capit�o Beefheart. Esmaguei o Dave com esta.

- Achas que n�o sei. - Acho que n�o.

Ser� que � o meu primeiro grande ponto?

- Don Van Vliet. - Caramba, como sabias?

Charles, est�s a ir longe demais!

Meu Deus.

Georgia.

- O que foi aquilo? - Gra�as a Deus.

Apanhei-o, seu macaco!

Tenta faz�-lo outra vez e dou-te um tiro na cabe�a.

Fora!

Credo, o Benson passou-se! Ele tem uma arma!

- Algu�m quer o "Telegraph"? - O que se passa?

Falamos contigo depois de falarmos com o nosso advogado.

Muito inteligentes.

- Voc�s v�m? - Vamos j�.

- De quanto estamos a falar? - As percentagens v�m na p�gina 50 C.

As assinaturas s�o na �ltima p�gina.

Parece-me tudo legal, meu.

Toma.

Muito obrigado. Boa.

Eu sei que n�o � poss�vel retirar coisas j� ditas.

Mas gostava que fosse.

Rapazes, olhem para isto.

� t�o giro. N�o � espantoso?

- N�o foste tu que o fizeste, certo? - De onde � que aquilo veio?

Foi o Lorde Foxley que o fez.

- A s�rio? - Para o seu filho.

- Pensei que n�o tinham filhos. - E n�o t�m.

Queres dizer que n�o podiam?

A Lady Foxley n�o p�de ter filhos.

Que chatice.

Sim, o Lorde Foxley ansiava por um filho e herdeiro.

O Lorde Foxley? Ent�o e ela? Como � que ela se sentiu?

Acho que ela se sentiu muito... inadequada, um fracasso.

Incompleta.

Sim, incompleta.

N�o fazia ideia.

Eu fico bem.

Tem-me a mim.

Ol�, Margaret.

Ol�, Flit.

Aquele piano de cauda � s� para decorar?

- A Lady Foxley costumava tocar nele. - Costumava?

- Importas-te se o experimentar? - Deve precisar de ser afinado.

Consigo p�-lo a tocar como no dia em que foi feito.

� algo na qual estou a trabalhar sobre as m�scaras que todos usamos

para impedir que as pessoas vejam como somos realmente.

N�o estou certo que seja assim t�o simples.

"O Homem � menos verdadeiro quando fala da sua pessoa,

"d�em-lhe uma m�scara e ele mostrar� o seu verdadeiro ser."

- Isto � Oscar Wilde. - Pensei que era uma zo�loga.

Pensei que era um mordomo.

- Bravo! - Encore.

Boa, faz uma v�nia, Margaret.

S� queria pedir desculpa.

Sim, desculpa pelo que disse sobre a tua apar�ncia.

Acho que ficas muito bem... � extremamente cativante.

Boa noite, Charles.

Diana.

Dorme bem.

Devo dizer que as coisas est�o muito diferentes por aqui, n�o?

N�o te preocupes, Charles, dentro de uns dias tudo voltar� ao normal.

Diana, quero dizer-te uma coisa...

Sim?

N�o achas que o ar esta manh� est� um pouco fresco?

- Aqui tens. - Obrigado, Nathalie.

- J� �s um menino feliz? - Sim, sou um menino muito feliz.

- Est� tudo bem, eu cheguei. - Gra�as a Deus.

Flit, chegaste mesmo na hora. Queres acrescentar o teu nome a esta lista?

Est� ali uma caneta. O Dave falou com o vosso advogado, est� tudo bem.

- Bom dia, dormiram todos bem? - Pelo menos eu dormi alguma coisa.

- Acho que eles dormiram coisa pouca. - Bom dia, Georgia.

- Bom dia. - Bom dia.

- Leo, toma, falta apenas um nome. - Falamos disso mais tarde.

O que � a "Dan�a Morris"?

� a reuni�o Morris em West Flaxington.

- Acontece uma vez por ano. - Ent�o parece que vai acontecer hoje.

Duvido que gostem, � um grupo de pobres almas aos saltos

com sinos nos p�s e flores no cabelo

a acenar com lencinhos e a bater com pauzinhos.

Ent�o, o que me dizem? Vamos para a festa com os habitantes de c�?

N�o, lamento, n�o vos posso deixar ir, ser�o reconhecidos.

Exactamente. N�o podem ir, pois ser�o reconhecidos.

Que grande ideia, Benson, vamos disfar�ados.

- � muito gentil. - � muito gentil.

- Muito leal. - Muito leal.

- Todos. Muito bem e gracioso. - Todos. Muito bem e gracioso.

Isso � atraente, Jim.

Foi uma coisa em que estive a trabalhar.

- O que achas? Vejam! - N�o, n�o, n�o.

- Sem d�vida. - N�o, n�o.

Vem, precisamos que tu e a Margaret nos mostrem o caminho.

- N�o, n�o. - Tem de ser.

Vamos vesti-los de Lorde e Lady Foxley.

- N�o podemos fazer isso. - N�o vamos com voc�s.

- N�o podemos. - Jim.

Est�o a ouvir-me? Nunca. N- U-N-C-A.

- D-I-N-H-E-I-R-O! - Quanto?

A caminho.

Benson.

S�o os "Batstones".

Charles, temos de aceitar o facto de que vamos ser reconhecidos.

Jim, Jim, Jim.

- Cinquenta libras. - O qu�?

50 libras, � o valor da entrada. V� l�, temos 20 minutos para ensaiar.

Agarra a�.

Senhoras e senhores, os "Guardas-Florestais Foxley".

Sem d�vida que alegraram um pouco as coisas, Charles.

- Quem � o senhor? - Ningu�m.

Irm�os e irm�s e v�rios convidados.

Tu n�o ca�ste de um precip�cio.

Irm�os.

Como est�s?

- Que raio de roupas s�o essas? - Por onde raio andaste?!

Por a�, mas agora voltei.

Francamente, esperava uma recep��o mais calorosa num dia t�o frio.

Pois, s� bem-vindo.

� o que queres ouvir? S� bem-vindo.

� o que quero ouvir. Tu deves ser a Nat.

- Sou o Ben, � um prazer conhecer-te. - Igualmente.

A editora disse que t�m m�sicas fant�sticas, gostava de as ouvir.

O que achas?

Uma grande parte � da Nat, mas sentimo-nos coesos.

- Querem saber o que acho? - Sim.

Eu digo-vos.

Acho que voc�s s�o estrelas!

� uma m�sica fant�stica! � uma grande m�sica, grande m�sica.

Material do bom. �s o m�ximo, irm�o.

Olha s� para ti. Que bom.

Carl. "Pipes". Vamos chamar-te "Pipes".

Tocas bem.

E tu... foi muito bom. �s �ptima.

Podes ficar com o meu lugar. Estava a brincar.

Mas entre o Chancellor e eu, garanto que ser�s bem paga pelo teu esfor�o.

Quer dizer, esta musica ser� tua.

Podias vend�-la para um filme ou algo parecido.

O dinheiro que se lixe e tu tamb�m! Sei que sou melhor que tu.

Disse algo que n�o devia? Fiz algo que n�o devia? Que se lixe!

Nat, isto � muito injusto.

N�o quer pelo menos tomar uma bebida de despedida connosco?

N�o posso.

N�o pode sair assim sem nada.

Posso, fui tola em pensar que isto iria durar.

Eles � que s�o tolos em a deixarem ir.

E depois de tanto trabalho. Mas tamb�m vou sentir saudades suas.

P�e isto no caixote do lixo, sim?

Adeus, rapazes.

N�o acredito que a tenham deixado ir assim. Porque n�o faz alguma coisa?

O que queres que fa�a, Margaret? O Ben � a banda.

Voc�s s�o mais do que ele alguma vez ser�.

S� para que saibas, foi um privil�gio ver-te trabalhar.

S� para que saibas.

A situa��o � esta.

De Wembley vamos para Paris, Berlim, Atenas e a Europa est� feita.

Depois da Europa, Banguecoque.

Depois de Banguecoque voltamos aos EUA, voltar aos EUA significa...

- Mais cerveja? - Obrigada, Margaret.

Eu s� as bebo totalmente geladas at� ali.

Se estivesse totalmente gelada estaria congelada, logo imposs�vel se beber.

Traz-me outra cerveja, mais fresca.

Hoje!

- Obrigado, Margaret. - Pensei que isto era de 5 estrelas.

Obrigado, Margaret.

N�o gosto do que est� a acontecer, n�o est� certo.

Aquele jovem n�o � uma p�ra doce, mas n�o podemos fazer nada.

N�o tenho assim tanta certeza.

Algu�m tem de fazer alguma coisa.

Achei que dev�amos beber champanhe.

Quando um amigo desaparecido surge s�o e salvo � uma ocasi�o especial.

- Eles pensavam que estava morto. - Obrigado.

As roupas na praia e tudo, teria sido simp�tico dizer-lhes que estava vivo.

Quem � esta mulher? Adoro-a. Contratem-na.

N�o sei, a Margaret tem raz�o, podias ter telefonado.

Leo, decerto tamb�m j� fez coisas infantis e para chamar a aten��o.

Repita l�, minha senhora!

Em primeiro lugar, Ben, ela chama-se Margaret.

- Margaret, deixa-me ajudar-te. - Obrigada.

Est� bem, meninas.

O que se passa?

Tu desapareceste sem dizer nada.

Acho que todos temos o direito de saber porqu�. � o que se passa.

�s muito esperto, tens raz�o.

- Queres saber porqu�? - Porqu�?

Pergunta ao Flit.

Vamos, diz-lhes! Vamos, Flit!

Est� bem, vai-te lixar! Eu digo! Foi tudo planeado, est� bem?

- De que est�s a falar? - Somos os "Eddie e os Cruisers"?!

Estou a falar de sensacionalismo, Leo. Sensacionalismo gr�tis.

- Sensacionalismo? - Sim.

Ben Gould desaparece. Ser� que a banda sobrevive?

Viram a corrida ao �lbum? Eles est�o a desaparecer!

Flit.

Tu sabias?

N�o foi ele.

Deixem-no em paz. Obriguei-o a jurar segredo pois sabia que n�o aprovariam.

Achas?

Est� bem, fiz asneira,

mas fi-lo por ti, e por ti, e por ti e por ti.

Fi-lo por n�s.

Parece-me a mim que o fez s� por sua causa.

"Ben Gould desaparece. Ser� que a banda sobrevive?"

Como v�, sobreviveu. Mais ainda, eles mudaram para melhor.

E todos o sabem.

Que merda est�s a fazer, minha grande cabra?!

O que � que lhe chamou?

Queres bater-me, avozinho? Vem c�!

- Larga isso! J�! - Podes vir!

V�o-se lixar, est� bem?! V�o-se todos lixar!

Eu criei esta banda! � a minha banda e voc�s sabem-no!

Podes ter-nos juntado, meu amigo,

mas n�s somos a banda.

Eu fiz-te, Flit.

N�o �s nada sem mim.

J� n�o posso ser a tua marioneta, Ben.

Sabes, Ben, acho que estamos todos cansados de ser as tuas marionetas.

Chancellor.

� o Flit.

Sim, est� bem. Adeus.

180 graus?

Pelos vistos, sim!

Benson.

Aparentemente � hora da festarola, meu.

Obrigada.

Vitamina E!

- D�o energia? - Sim, uma colher cheia dela!

Carl!

Benson.

- D�-me a tua l�ngua. - O que �?

D�-me a tua l�ngua!

Ouve, acho que tenho de te explicar uma coisa.

- N�o tens de explicar nada. - Preciso mesmo de te explicar algo,

porque n�o quero que penses que sou dado a actos isolados de maldade.

Estou nesta banda h� muito, muito tempo.

Tempo suficiente para esquecer como � ser apenas uma pessoa.

E quando come�aste a tocar connosco e fazias aquilo percebi que...

...que aquilo era algo que eu queria mais do que tudo.

- Gostaria de ir para a cama? - Que boa ideia. Sim.

Merda. Espera.

O que foi?

- A Margaret e o Benson. - D� para acreditar?

- Eles s�o... - Lorde e Lady Foxley, seus atrasados.

S�o casados?

- Ela saber� que ele � homossexual? - Ele n�o � homossexual.

Na primeira noite c�, ele saltou para a minha cama.

- Estavas no quarto dele. - Porque fizeram isto?

- Para qu� serem Margaret e Benson? - Porque precisam do dinheiro.

E s�o pessoas orgulhosas, demasiado at� para vos dizerem quem s�o.

Anda, Charles, levanta-te. J� dev�amos estar l� em baixo h� horas.

Toma, veste a camisa. Aqui est� o meu outro sapato!

Charles.

J� n�o temo pelo nosso futuro.

Anda tratar das tuas fun��es de mordomo.

Desculpem, com licen�a. Pronto, aqui est� na �ltima p�gina.

Bom dia a todos. J� vi que se serviram.

N�o tivemos grande escolha, pois n�o, Margaret?

Pe�o perd�o, infelizmente adormeci.

- Onde est� aquele mordomo vigoroso? - Perd�o?

Pelos vistos, ontem � noite n�o foi s� a mim que ele se atirou.

Tamb�m se atirou a mim.

Aquela vitamina E deu-te uma energia extra, n�o, Margaret?

Se calhar foi por causa disso que n�o consegui dormir.

Deve ter sido.

- Est� a escapar-me alguma coisa? - Talvez.

N�o escreve.

- Como acham que foi a noite deles? - Talvez muito parecida com a tua.

Mais caf�?

Talvez seja melhor encheres aquilo, sua pequena raposa (Fox)...

..."Ley".

- Benson, est�s bem? - Benson, como est�s, garanh�o?

P�ra!

Benson, h� alguma caneta que escreva nesta casa?

Tenha cuidado antes de assinar, pode estar a colocar-se em perigo legal.

Perd�o, Benson Conselheiro Real, desde quando �s o perito?

O Lorde Foxley, quando jovem, estudou direito,

e com os anos passou grande parte dos seus conhecimentos legais para mim.

Estou a dizer-vos que nesse contrato h� uma cl�usula, 2 para ser preciso,

que se forem juntas, e podem ser,

dar�o o controlo total da vossa m�sica � editora. � o que desejam?

- O qu�? - A s�rio?

Seu filho da m�e!

Aquelas tretas para confiarmos na nova ger�ncia, que gostavam do nosso som.

E gosto, a s�rio que gosto!

Tretas! N�o te preocupas, nunca te preocupaste!

Eu acho que ele se preocupa.

Est� sempre a controlar a qualidade do som com uma m�quina.

- Estavas a gravar-nos? - Isso viola o contrato.

Seu filho da m�e contrabandista.

N�o conhecem o Manson como eu, ele � um canalha!

Disse-me que n�o voltava a ter emprego nesta profiss�o.

Ouve-me, cretino!

Porque n�o sais daqui antes que te d� um enxerto de porrada?!

E � assim. 15 anos neste ramo pela sanita abaixo.

- O que esperas? Compreens�o? - N�o, a s�rio que n�o.

N�o passas de um rato da ger�ncia, disseste que eras nosso amigo!

�s um lambe botas de duas faces!

� verdade! N�o, na realidade sabes o que �s? Um cretino de 10 caras!

- E s�o muitas caras. - Tens tudo para ser o nosso agente.

- O qu�? - O qu�?

Pensem, ele tem tudo. Ele sabe o que fazer.

Est�s a falar a s�rio?

N�o, ouve-me bem, palha�o,

tenho-te totalmente entalado e se n�o assinares isto, est�s tramado.

Depois telefona-me.

Pronto, Dave, ela n�o consegue respirar.

Desculpa, Margaret. Lembra-te, corta para longe do dedo e n�o o dedo, sim?

- � uma pessoa engra�ada, David. - Obrigado, Margaret.

Adeus, Margaret.

� melhor ir antes que eu fa�a algum disparate.

Bem dito, Jeeves.

Vem, Carl.

- Fica com ela. - Obrigado.

Quase me esquecia, onde � que se compram daquelas vitaminas?

Continuem, � tudo por uma boa causa.

SALVEM A MANS�O FOXLEY

- Benson, queres? - J� agora.

Quase me esquecia,

isto chegou para si esta tarde. - Obrigado.

O que � isso?

Um cheque bastante chorudo.

Querem que seja o seu advogado permanente.

Isto n�o devia vir dirigido ao Benson

em vez do Lorde Foxley?

Diana, quero dizer-te uma coisa.

Sim?

Se no passado te fiz pensar, isto �,

sei que houve algumas alturas em que te fiz sentir algo...

Ol�, Roma!

Queremos dedicar esta m�sica a uns velhos amigos nossos em Inglaterra.

O Sr. Heywood U. Blowme fa�a o favor de vir ao escrit�rio!

O que � que o caracol disse quando saltou para as costas da tartaruga?

- Turco? - Turco? N�o, meu, colombiano.

Chancellor, porque n�o saias daqui...

Sabes que mais, filho da m�e, porque n�o sais daqui

antes que te enfie o p� no...

Corta.

N�o, n�o, n�o. Isso � meu.

Parece que tens um monte de excrementos na bo�a.

- Fazemos assim. - N�o mandes a bola para o ch�o!

Sabes que mais, cretino,

porque n�o sais daqui antes que...

Porque n�o levas o teu cu daqui para fora...

Manteiga de amendoim � moda antiga.

N�o consigo dormir, Benson.

- J� foste a Berlim, Benson? - Margaret, j� foste � Col�mbia?

Tradu��o e Legendagem Ana Heleno / CRISTBET, Lda.

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