All language subtitles for FANNY . ALEXANDER (1982) CD01

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Original subtitles

Fanny!

M�e!

Siri!

Maj!

Vov�!

Alexander, o que esta fazendo?

Quer jogar antes do jantar?

FANNY E ALEXANDER

- � meu 43� Natal aqui. - Tem certeza?

Sim, 43. Contei e recontei.

- Passa depressa nesta idade. - �, bem depressa.

Minha boa Esther.

- Boa noite, madame. - Boa noite, meninas.

- Alida, junte-se �s outras. - Sim, senhora.

- Por que esta cara, Vega? - Que cara?

- Toda v�spera de Natal, � assim. - N�o estou entendendo.

Sabe bem o que estou dizendo.

Bruxa velha!

Bom Jos�, nada temas.

Sou teu anjo e velo por ti.

Teu Criador me envia e a ti fala, atrav�s de mim.

Desperta tua mulher, Maria, e teu filho, Jesus, e foge.

Herodes, assassino, amea�a tirar a vida dos inocentes.

Anjo, tu falaste e eu ouvi. Sigo teu conselho, obedecerei.

Gl�ria a Deus nas alturas que a meu filho protege.

Assim, termina nossa hist�ria. Ao mal a derrota, ao bem a vit�ria.

O filho de Deus esta salvo. O reino de Jesus, garantido.

Que jamais o Senhor se afaste de n�s.

Ele vela por nossas vidas, e almas.

Vela pelas crian�as, pelos homens e mulheres.

Espantemos nosso medo e nosso temor...

e abramos � alegria os nossos cora��es.

Separemo-nos, amigos, num voto fraternal...

e desejamos a todos um feliz Natal!

J� � tradi��o nossa festa de Natal aqui no teatro.

Os convidados n�o s�o como os fregueses habituais.

Mas, n�o quero ver ares de superioridade ou desprezo!

Quero ver bondade e calor humano!

- Entenderam? - Sim, Senhor.

Alma e Petra, os presentes. Eu cuido do ponche.

Prontos?

Em frente!

Vamos, Carichen. Chegaremos � festa atrasados de novo!

Vamos, r�pido!

Venha r�pido!

Vamos, mexa-se!

Venha, vamos logo.

Feliz Natal!

Feliz Natal, Oscar!

Aproximem-se! Sirvam-se! Nada de timidez!

Aproximem-se! Vamos!

Meus caros amigos.

Ap�s 22 anos...

Ap�s 22 anos, como diretor deste teatro...

vou fazer um pequeno discurso...

sem ter o menor talento para isto.

Improvisar n�o � meu forte.

Diferente de meu pai, que era um brilhante orador...

meu �nico talento, se � que se pode chamar assim...

� o afeto que tenho ao nosso pequeno mundo...

�queles que trabalham no teatro, entre estas paredes.

Sim, s�o caros a mim todos eles, como eu a eles.

L� fora, esta o grande mundo e sua realidade...

que nosso pequeno mundo reflete fugidiamente...

e nos revela um pouco de seu mist�rio.

Proporcionamos �s pessoas que aqui v�m...

por um breve instante, uma chance de esquecer...

por alguns segundos, o rosto severo...

O rosto da realidade.

E a dureza do mundo exterior.

Nosso teatro � um ref�gio...

do triunfo, do fazer bem, da consci�ncia profissional...

e do amor.

N�o sei por que me sinto t�o comicamente solene...

Logo nesta noite.

Ap�s dar comida a Ismael, apague e tranque tudo.

Estou com minha chave.

- Boa noite, Aron. - Boa noite, Tio Isak.

Feliz Natal!

N�o sei onde est�o todos. J� deveriam estar aqui.

Oscar deve estar fazendo um de seus longos discursos.

- Acho que est�o chegando. - Esther, meu casaco de pele.

A� vem minha fam�lia.

Mam�e! Como esta bonita!

Tia Ema! Que prazer em v�-la!

Ema, seja bem-vinda!

- Agora, s� faltam Carl e Lydia. - Ter�o confundido a hora?

A ceia de Natal sempre foi �s 16:30h. � estranho!

Alexander, v� ver se seus tios est�o em casa.

- Carlchen, ande depressa! - Cale a boca!

Estamos t�o atrasados! Todo ano � a mesma coisa.

N�o beba mais, Carlchen.

- Mam�e! - Boa tarde, Carl.

Finalmente, podemos comer.

Maj, que diria de uma visita ao quarto?

- O Senhor se sente bem? - Estou bem.

Vou ajudar as meninas com a arvore.

Viu o meu velho dando em cima da Maj?

- N�o fica zangada? - Acho bonitinho.

Crian�as, venham!

Chegou a hora dos fogos de Natal do Tio Carl.

Fiquem aqui.

Aten��o!

O primeiro!

Agora o segundo!

Agora...

v�o ver o terceiro!

Venha c�.

E, naquele tempo, houve um decreto...

de Augusto, determinando que todos fossem recenseados.

Foi no tempo em que Quirino era o governador da S�ria.

Todos deviam voltar �s suas cidades para isto.

Jos� tamb�m foi, desde a cidade de Nazar�, na Galil�ia...

para chegar � Jud�ia, � cidade de Davi...

chamada Bel�m, pois ele era da casa de Davi...

a fim de se registrar, com Maria...

sua mulher e sua esposa, que estava gr�vida.

Desculpe. Esta um pouco bagun�ado aqui.

- Suba depois e pegue seu regalo. - Sim, obrigada, Sra. Ekdahl.

Crian�as, para cama!

Vamos, Alexander! Para a cama, crian�as!

Agora, vamos rezar.

Bom Deus, fazei de mim um bom menino e protegei-me.

Aben�oai papai, mam�e, vov�, meus irm�os, primos, tios...

Vega, Esther, Maj, Siri, Berta e Tio Isak. Am�m.

Boa noite, Alexander.

Ele beija como um homem!

Alexander, veja o que eu ganhei!

A Sra. Ekdahl, me deu. N�o � lindo?

N�o estou estonteante? Pare�o uma dama, n�o?

Hoje voc� n�o pode dormir comigo, porque terei visita.

Maj n�o pode ter dois homens na cama.

Mas sempre ser� meu queridinho.

Meus caros, boa noite. Temos que levantar cedo.

Carlchen, acorde! Vamos para casa.

- Boa noite, Gustav. - Boa noite, mam�e.

Carl esta cansado. Vou ajud�-lo.

- Boa noite. - Boa noite.

Boa noite, mam�e.

- N�o esta cansado, Isak? - N�o, foi tudo muito bom.

- Ent�o... - Acho que vou ficar um pouco.

Eu sabia que n�o iria.

L� esta ela, em seu leito. � jovem, bela. Pobre Arabela!

Ignora seu destino.

Esta s�, em sua grande casa vazia.

Sua m�e morreu e seu pai esta em ma companhia.

Que vulto � este que surge no meio da noite?

Eu tremo de medo!

O que � esta forma branca e silenciosa...

que flutua sob a lua e se aproxima do leito.

� o fantasma de minha m�e.

Chega! N�o quero mais brincadeiras.

Agora durmam. Boa noite!

Sente cheiro de querosene?

- Querosene? - �, querosene.

- N�o h� lampi�o l�. - Mas senti o cheiro!

Veja, Isak, preparei um caf� preto e bem forte.

N�o aquela �gua suja da Vega. Prove!

Que horas s�o? 3:10h? Ainda temos duas horas.

Depois devo me vestir para a missa.

Que bom voc� estar aqui!

� meu melhor amigo. O que faria sem voc�?

Gostei do Natal passado. Neste ano, s� quero chorar.

Acho que estou ficando velha.

- O que acha? - Esta ficando com mais idade.

Era o que eu pensava.

S� queria chorar. Mas gosto de ver os netos.

Achei Oscar cansado. O teatro o esgota.

Por que insiste em fazer o fantasma? Devia se poupar.

E o teatro n�o perderia nada, ele � um p�ssimo ator!

Emilie n�o v� que ele tem que descansar?

Seria bom que eu lhes dissesse.

Mas Oscar tem consci�ncia. E � um bom diretor.

O teatro vai indo bem e tiveram at� lucro!

Ha pouco tempo, eu tinha que ajudar com meu dinheiro.

Oscar detesta recorrer a mim.

Carl, n�o.

Pediu dinheiro de novo, mas eu neguei.

Se pedir a voc�, negue. Prometa-me!

N�o entendo. Ano ap�s ano, eu o tiro de dificuldades...

mas ele torna a cair.

Diz que n�o vai a agiotas. Mas n�o tenho certeza.

- Sabe algo? - Nada.

E a infeliz esposa alem�! O que Carl viu nela?

Deve ser algo er�tico. O que voc� acha?

Er�tico? Acho que sim.

- Nem esta me ouvindo. - Estou, sim!

N�o faz mal. O importante � sua companhia.

Carl e Gustav s�o insaci�veis. Puxaram ao pai.

�s vezes, ele abusava, mas nunca recusei.

Gustav Adolf � o pior. J� falei com Alma...

mas ela diz que � o melhor marido e pai do mundo.

Sorte que Alma seja t�o paciente!

Talvez eu fale com aquela menina, Maj.

Ela � bonita. Boa com as crian�as.

Tem boa sa�de e � limpa. Pena que seja manca!

Fica triste por ter envelhecido, Isak?

N�o mesmo. Tudo vai de mal a pior...

os homens, as maquinas, as guerras...

at� o tempo. Ser� bom morrer!

Voc� � um velho pessimista. Discordo totalmente.

Eu sei.

Mesmo assim, quero chorar.

Posso chorar um pouco?

N�o adianta. N�o vem nada.

Vou ter que beber mais.

Por que esta rindo?

Lembra-se do dia que nos beijamos no sof�?

Voc� tinha desabotoado minha blusa. E algo mais.

E o pior � que, de repente, meu marido apareceu.

Como numa pe�a de Feydeau!

Eu comecei a gritar, voc� corria...

ele dizia que ia pegar a pistola!

Ele dava medo a todos!

- E voc�s se tornaram amigos. - Ele era excepcional!

Agora estamos chorando!

Acabou a vida bela e feliz.

Restam apenas dias tristes.

S� isso nos espera!

N�o, n�o abuse, meu senhor. Agora vou me arrumar...

me pentear, p�r o corpete e um vestido de seda.

Uma mulher sedenta de amor volta a ser a av� digna.

Interpretamos nossos pap�is. Uns sem amor...

outros, com muito afinco. Eu sou dessa categoria.

Boa noite, bela Helena.

Voc� era um doce amante. Tinha gosto de morango.

A senhora queria ajuda com a toalete. S�o 4:50h.

Uma confeitaria, na rua do castelo.

Com bolos e doces finos. Tortas e bolos de mil folhas.

Que me diz, Maj?

Ser� gerente, claro. Todo mundo falara com voc�!

Ontem mesmo disse a Alma. Maj parece uma princesa.

Que lindos seios voc� tem! Deixe-me v�-los melhor!

N�o tenha medo!

Dizem que sou o amante ideal.

Quando me deitar, esquecera a confeitaria.

N�o, juro! Espere!

Venha! Um l�pis...

O que vou escrever?

Maj Kling...

gerente de minha confeitaria.

Assinado, Gustav Adolf Ekdahl.

Natal de 1907.

Isto � um contrato. Mostre ao advogado se n�o cumprir.

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