All language subtitles for Puzzle.2018.1080p.WEB-DL.DD5.1.H264-CMRG

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali Download
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian Download
cs Czech
da Danish
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew Download
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese Download
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian Download
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi Download
qu Quechua
ro Romanian Download
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese Download
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish Download
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish Download
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Est�s a divertir-te?

Imenso.

-Obrigado, querida. -Ainda bem.

Vamos l� fora fumar.

Eu chamo-te para o bolo.

O que se passa?

Falta um peda�o do prato. N�o quero que ningu�m o pise.

V� l�, Agnes. Levanta-te.

Durante a festa, n�o. V� l�.

Hoje n�o.

Est�s t�o gira.

1000 pe�as

Sete. Seis.

Cinco. Quatro.

Tr�s. Dois.

Um.

Cinco. Quatro.

Tr�s. Dois.

Um. Agora.

Lou.

Querido.

Louie.

Hora de acordar.

-O qu�? -Hora de acordar.

"Mais cinco minutos."

Mais cinco minutos.

"Por favor."

Por favor.

Mais cinco minutos.

Mais dez minutos, m�e. Juro.

M�e, est� tudo preparado. Que apps queres?

Apps? N�o quero apps.

-Que granula��o usaste para lixar? -N�o quero isso. Est� bem.

N�o � um interrogat�rio. Vi-te a usar 1200 no outro dia.

-Nunca vai resultar. -Pai, preciso de uma folga.

Ter�s uma folga quando acertares.

Pus o meu n�mero, o do Ziggy e do pai na marca��o r�pida.

-O que mais queres? -Precisas de ajuda, m�e?

-N�o, querido. -A Ezster e as senhoras da igreja?

N�o sei porque n�o lhes posso ligar para casa.

Algu�m lhe pode explicar porque tem de parar de viver no s�c. XX?

Ao menos vais us�-lo, m�e?

Acho que posso us�-lo como o antigo.

-Obrigado. -Emerg�ncias.

M�e, experimenta. Podes pesquisar algo.

Podes pesquisar receitas, estudos da B�blia.

Tudo no mundo est�, literalmente, neste dispositivo.

-Olha. -N�o.

Basta escrever aqui.

� como andar com um rob� na bolsa.

Ou um amigo rob� extraterrestre.

N�o preciso dele.

-Ele tamb�m n�o precisa de ti. -Ent�o?

Vamos dar gra�as. Ziggy.

Montreal.

Desculpe. Desculpe.

Eu sei. Desculpe.

Aqui tem.

-Desculpa. -N�o faz mal.

N�o. M�e, s�o umas mil pe�as.

N�o demorei muito.

-O que se passa? -Nada. A m�e fez um puzzle.

O jantar est� quase pronto.

-N�o vais mudar de roupa? -A m�e pediu-me para p�r a mesa.

-Nessas roupas nojentas? -Eu trato disso.

-O frango est� recheado de alho. -M�e, a Nicki.

Pensava que apenas n�o comias carne vermelha.

Sou vegana.

J� discutimos isto, m�e.

Ent�o, nunca comes frango?

Ela espera que te esque�as. � uma vergonha.

Devia ter feito peixe.

-Desculpa. -N�o, m�e.

Ela n�o come animais nenhuns.

Mas precisa de prote�na. Ainda est� a crescer.

-M�e, n�o digas merdas est�pidas. -J� chega. Est� bem?

A s�rio, n�o faz mal. Posso comer a salada e o p�o.

Vou ficar bem.

Sempre foste assim?

A Nicki �...

Tamb�m � budista.

Isso parece interessante.

N�o fa�o ideia o que significa isso. "Budista."

Ou�o sempre falar de budismo e de celebridades,

-mas ningu�m diz o que �. -Certo. Bem,

a raiz do sofrimento � o nosso desejo de n�o sofrer.

-Temos de abdicar da ideia de ser feliz. -N�o te importas de n�o ser feliz?

Tento n�o pensar assim. A felicidade � uma ilus�o.

Li uma coisa sobre um mi�do

que se afogou porque s� um monge budista o viu.

E se fores budista, n�o podes salvar a vida de algu�m.

N�o deves interferir com o caminho deles.

-N�o podem salvar vidas? -Onde leste isso?

Foi num artigo. Um artigo a s�rio, no Huffington Post, ou assim.

Pois, isso n�o � budismo.

-O monge devia levar um tiro. -Pai.

-Louie. -N�o, ele tem raz�o.

Metaforicamente, claro.

Sim.

Metaforicamente. Eu percebo.

N�o sei o que fazer com o Ziggy.

� pregui�oso.

Agnes, est�s a ouvir-me?

Fala mais baixo.

O que est�s a ler?

Instru��es de puzzles.

N�o basta juntar as pe�as at� acabarem?

-Precisas de mais instru��es? -Estrat�gias, sugest�es.

N�o interessa.

As crian�as � que brincam com puzzles.

N�o acho que seja pregui�oso.

Fica l� sentado at� o mandar fazer algo.

Ele faz, quando eu mando,

mas n�o tem iniciativa. O dia todo.

Que foi?

Estavas a olhar para mim como...

-Tinhas um olhar qualquer. -N�o, n�o estava.

Eu conhe�o-te, Agnes.

N�o era nada.

-Diz. -N�o era nada.

Sabes, recusei um donut.

Certo? Um donut de geleia.

-Imaginas a dificuldade? -Devias estar orgulhoso.

Estou.

E reduzi o tabaco.

E o colesterol... � heredit�rio. N�o � culpa minha.

S� n�o te quero perder.

Ent�o, � bom que comeces a rezar.

Ol�, Lucy.

A Quaresma come�a em cinco dias. N�o vamos fazer a sopa dos pobres,

temos de organizar uma recolha de alimentos.

� verdade que o Padre Kutash s� faz confiss�es uma vez por m�s?

Ningu�m aparece.

N�o h� nada a fazer.

Temos de embalar os pecados em por��es mensais.

Desculpem. Era uma piada.

N�o sabia que estava a falar em voz alta.

Bingo!

Tia Emily?

Como est�?

Ouvi dizer.

Completamente partido?

Lamento imenso.

�ptima. �ptima.

Mas tenho uma pergunta.

O presente que enviou pelo Vlad...

O puzzle. Sim.

N�o, � muito agrad�vel.

Na verdade, gostaria de comprar outro. Onde o comprou?

Entre a Thompson e a Third.

� uma pena.

N�o.

N�o vou a Nova Iorque h� anos.

A chegar � linha quatro, o comboio para New Haven,

com paragens em Stratford, Milford, West Haven e New Haven.

A chegar � linha quatro.

-Um bilhete para Grand Central. -S�o 19 d�lares.

-Quanto? -Dezanove.

Pensava que eram oito.

S�o 19 d�lares, s� de ida, fora da hora de ponta, comprado a bordo.

Para a pr�xima, compre na gare. H� de dez viagens ou semanal.

N�o, obrigada. Acho que n�o haver� pr�xima.

Pode parar, por favor?

Vou a p�. Desculpe.

Avise se precisar de ajuda.

Est� pronta?

O que acha?

Qual deles?

Depende do que quiser passar dias a ver.

Como assim?

S�o umas mil pe�as cada.

Demoram imenso tempo.

Levo os dois.

O que � isso?

"Desesperadamente."

CAMPE�O PROCURA DESESPERADAMENTE PARCEIRO

N�o sei. Um tipo qualquer.

Normalmente, est� aqui o meu pai. S� estou de visita.

Envie SMS Para

Nova Mensagem

Ol�. Chamo-me Agnes.

Acho que posso ser boa nisto.

Nos puzzles, quero eu dizer.

Qu�o boa?

Porque �s p�, e ao p� tornar�s.

Porque �s p�,

e ao p� tornar�s.

Trezentos e vinte.

Trezentos e vinte e dois.

Sou a Agnes. Ol�.

Robert.

Entre.

As autoridades activaram a Lei de Aux�lio de Emerg�ncia

depois das cheias terem desalojado milh�es...

C�us.

Viu as not�cias?

O qu�? N�o. Vim por causa dos puzzles.

Cheias na �ndia e milhares de pessoas levadas pela �gua.

D� que pensar.

Houve um terramoto no norte do Ir�o e...

N�o quero ser deprimente, acab�mos de nos conhecer,

mas...

� demasiado, sabe.

N�o, n�o ouvi...

Desculpe.

Parece ter uma marca interessante na testa.

� Quarta-Feira de Cinzas.

� cat�lica?

Isso � um problema?

N�o, n�o. Nada.

Desde que n�o tenhamos de partilhar o pr�mio com o Papa.

Venha.

Qual pr�mio?

Casaco.

Falou em pr�mio?

Todas as competi��es t�m um pr�mio.

O an�ncio n�o falava de uma competi��o.

Pensava que era �bvio. "Campe�o procura desesperadamente parceiro."

Achava que procurava companhia?

N�o, claro que n�o.

Apenas um parceiro.

Para uma competi��o.

Entre. Entre.

Sente-se, por favor.

Muito bem.

Vejamos como trabalhamos juntos.

Isto � um teste?

Claro que sim.

Qual � a competi��o?

O Campeonato Nacional de Puzzles.

Venci os individuais no ano passado.

Pela primeira vez.

N�o sabia que tal coisa existia.

N�o diga a ningu�m, sen�o v�o invadir aquilo.

O que aconteceu ao seu parceiro?

Como sabia que tinha um parceiro?

N�o se teria inscrito nos pares se n�o tivesse parceiro.

Muito bem.

Ela foi-se embora.

N�o faz por cor primeiro?

Regra n�mero um das competi��es:

tem de organizar por cor antes de tudo o resto.

Eu fa�o os verdes e azuis.

-Fa�a o vermelho e castanho escuro. -Nunca o fiz assim.

H� quanto tempo faz puzzles?

H� algum tempo.

Quanto tempo � "algum"?

-Sou muito r�pida. -Disse-o na mensagem. Quanto tempo?

N�o me recordo.

Anos.

Sempre fui boa a matem�tica.

Padr�es. Formas.

Peguei num puzzle no outro dia e...

L� estava.

Como andar de bicicleta.

-Com licen�a. -Desculpe.

For�a. For�a.

For�a.

Cara�as.

Perdoe a linguagem.

De certeza que n�o tem de pensar?

N�o. Nem por um minuto.

� uma d�diva de Deus.

Estava destinado a ser.

Como lhe d� mais jeito? Temos de nos encontrar duas vezes por semana.

O torneio � num m�s. Mal temos tempo para nos preparar.

-N�o me diga que n�o pode. -N�o. Posso.

Eu fa�o-o. Quero faz�-lo. Eu...

-Certo. -Sim.

-Ent�o... -Espere.

Porque o deixou? A sua �ltima parceira.

Limitou-se a deixar-me.

Sem explica��o.

Nem sequer um bilhete.

N�o era apenas a sua parceira de puzzles?

N�o. Era a minha mulher.

Era boa?

Nos puzzles.

N�o tanto como voc�.

Est� bem.

Segundas e...

Segundas e quartas? N�o tem de estar no trabalho?

N�o. Eu trabalho em casa.

Eu tamb�m.

Tenho m�s not�cias.

A tia Emily est� doente.

Partiu o p�, a coitadinha.

� uma pena.

Vou a New Rochelle duas vezes por semana para a ajudar.

Fazer as compras, cozinhar para ela.

Segundas e quartas, durante cerca de um m�s.

Isso � muito tempo, Agnes.

-Nem vais dar pela diferen�a. -Dev�amos visit�-la tamb�m?

-N�o � necess�rio. -Pois.

N�o posso. Estou ocupado no fim de semana.

Tenho de escrever porque quero ir para a faculdade

e tamb�m descrever uma experi�ncia transformativa na minha vida.

Que tal quando molhaste a cama nos Escuteiros?

Deve ter sido transformativo.

-Vai-te lixar! -Ent�o?

-Est� uma senhora presente. -Sejamos honestos.

N�o h� nada transformativo na minha vida.

Talvez nem deva ir para a faculdade.

Nem vamos falar disso.

"Transformativo" � uma palavra engra�ada.

Transformativo.

Transformativo.

Porque est�s t�o bem-disposta de repente, m�e?

Estou feliz por estarmos juntos.

Agora, assim.

Ela est� a usar-te.

Usam-te sempre e tu deixas.

-� minha tia. -Sim, mas tem a fam�lia dela.

Tens coisas a fazer aqui. Precisamos de ti.

Tenho facturas amontoadas na oficina. Precisava de ajuda.

Est� bem.

Talvez esteja a ser ego�sta, est� bem? Eu admito.

Amo-te demasiado.

Tratas t�o bem de n�s, eu...

Quero que v�s com calma. � assim t�o errado?

Deixa-me ligar-lhe.

N�o, eu ligo-lhe, digo que n�o posso ir duas vezes.

Nem uma vez por semana.

Pelo teu bem, Agnes.

Est� bem.

Um enorme tornado. Vejam. Est� a chegar ao centro...

-H� um tornado. Estava... -N�o tenho tanto tempo quanto pensava.

Temos de come�ar.

Est� bem.

Eles d�o-te o puzzle

e tu espalhas tudo de uma vez.

N�o espalhes m�os-cheias de pe�as pela mesa.

Reparei que fizeste isso no outro dia. Tamb�m te levantas.

E andas � volta da mesa algumas vezes antes de come�ar.

Assim, tens mais perspectiva.

V�s as pe�as sem o brilho.

V�s padr�es que podias n�o ver da cadeira.

Diferentes esquemas de cores.

Certo?

Agora, podemos sentar-nos.

E � mais r�pido dividir tarefas.

Eu...

Eu fa�o as bordas, tu as cores.

Muito bem.

O teu nome devia ser pronunciado "Agnes", certo?

Era assim que o meu pai dizia.

Sim.

Mas nasci aqui.

"Agnes" Oros.

Era Mata antes de Oros.

� o meu nome de solteira.

-Agnes Mata. -A s�rio?

Deves ter ouvido muitas piadas da Mata Hari, quando eras pequena.

Ch�, Maria.

� engra�ado.

O qu�?

Um homem cego no comboio estava a cantar "Ave Maria".

Qual � a piada?

"Ch�, Maria." "Ave Maria."

-N�o sei. � ir�nico. -N�o � ironia.

� uma coincid�ncia.

N�o quer dizer nada.

Tem de querer dizer algo.

N�o acreditas mesmo nisso, pois n�o?

Anda.

-N�o � preciso, obrigada. -N�o � preciso.

Obrigado, Maria.

Est�s muito mais confort�vel quando est�s focada nos puzzles,

n�o est�s?

Porqu�?

Fazes muitas perguntas.

Sim.

� assim que se conhece algu�m.

Mas eu n�o te pergunto nada.

For�a.

-N�o consigo pensar numa pergunta. -� isso mesmo.

Est�s desconfort�vel na minha presen�a.

Bem, n�o te conhe�o.

Mas n�o � s� isso. Eu...

N�o estou confort�vel, no geral,

porque eu...

Normalmente, a minha mente est�...

-N�o sei. -Porque, normalmente,

a tua mente move-se t�o depressa que n�o sabes para onde vai.

N�o tens onde expressar a tua mente.

Ningu�m a quem a expressar. Ficas nervosa.

Ent�o, concentras-te em tarefas simples.

Os puzzles s�o tarefas simples para ti, consegues concentrar-te.

Mas os resultados s�o esteticamente agrad�veis, tu gostas,

ficas excitada.

Que foi?

N�o sei se percebo bem o que acabaste de dizer.

Sinceramente, Agnes, se aprenderes as regras

e dominares a t�cnica, temos boas hip�teses de ir � B�lgica.

-B�lgica? -Se ganharmos o campeonato nacional,

vamos ao campeonato da Federa��o Mundial de Puzzles.

� em Bruxelas, mesmo depois do campeonato nacional.

N�o queres uma viagem gr�tis � casa ancestral

da couve-de-bruxelas, Mata?

Acho que n�o temos tempo para ch�.

Vejam s� quem �.

A que devemos a honra?

O que � isto?

-Queres matar-me? -N�o. C�us.

-Mas andas a portar-te bem. -Estava s� a brincar.

Achei que devia ver as facturas.

Est� bem. Ziggy!

Anda c� fora.

-Zig! -Que foi?

-Ol�, m�e. -Ol�.

Onde estavas?

Estava na casa de banho.

-Mas vieste do exterior. -Estava a fumar.

Porque disseste que estavas no WC?

Era onde estava antes. N�o queres que fume l�, certo?

Vou come�ar.

Vamos fazer um diagn�stico ao carro,

verificar o sistema el�ctrico. Podemos encontrar danos.

-Vamos verificar tudo. -N�o sei, eu...

Esperemos que n�o seja preciso endireitar o chassis...

Os outros tipos namoriscam com as clientes e ele

s� diz que a mulher dele � incr�vel.

O teu pai � um bom homem, decente.

Sim. � o que ele diz de ti.

Isso � bom.

Est�s bem, Zig?

N�o sei.

Sou infeliz. Detesto a minha vida.

Querido...

O pai contratou-me por pena.

Isso n�o � verdade.

N�o tenho jeito para isto.

Fazes ideia do que � passar o dia todo

sem fazer algo em que �s bom?

O que preferias fazer?

Para que tens jeito?

Acho que n�o sou bom a nada.

Quero cozinhar, m�e.

-O qu�? -Vi-te cozinhar a vida toda.

Vejo programas de culin�ria quando n�o est� ningu�m em casa.

Ficaria feliz a fazer o que tu fazes, n�o o que o pai faz.

-Mas eu n�o fa�o nada. -Est�s a brincar?

Fazes um milh�o de coisas e �s boa em todas.

Sinto-me mal por o Ziggy nunca ter ido para a faculdade.

Teve notas terr�veis. O Gabe � o inteligente.

Ainda assim.

Talvez devesse ter tentado, ou dev�amos t�-lo ajudado.

Precisar�amos de dinheiro para isso.

Nunca desejaste ir para a faculdade?

Aprender algo, s� para saber?

N�o. Teria detestado a faculdade.

Acho que me teria licenciado em matem�tica.

Matem�tica?

Que querida.

J� pensaste como teria sido a tua vida se me tivesses conhecido mais tarde?

Ou se nem me tivesses conhecido?

Nem por um minuto. Agrade�o a Deus todos os dias por ti.

Todos os dias?

Sim. E noites.

Acho que dev�amos ver as not�cias.

-Agora? -N�o. Com mais frequ�ncia.

Porqu�? Nunca acontece nada de bom.

Ainda assim, n�o dev�amos saber?

Agnes.

-Ainda estou aqui. -Desculpa.

Quando estava no escrit�rio,

vi um extracto banc�rio.

Eu disse-te que foi um mau ano.

N�o disseste que foi assim t�o mau.

N�o chega para a faculdade do Gabe.

Ele vai precisar de uma bolsa completa.

O que queres que fa�a? Farto-me de trabalhar.

Podemos vender a terra em Ellenville.

Mas adoramos ir a Ellenville.

-N�o, � imposs�vel. -Porqu�?

Porque a pesca � a coisa mais importante na minha vida.

Que foi?

A pesca � a coisa mais importante na tua vida?

V� l�, Agnes. Sabes que n�o quis dizer isso.

Vais a algum lado?

N�o. N�s � que vamos.

Juntos? Onde?

� uma surpresa.

-N�o gosto de surpresas. -Vais gostar desta. Anda.

N�o entendo porque j� temos de competir.

Qual � o problema?

Quem s�o estas pessoas?

Pensei que fazer isto aumentaria a tua confian�a.

Pensaste mal.

Concentra-te no que estou a fazer.

Eu pesquisei-te.

No Google, no telem�vel.

�s um inventor?

Nem por isso.

Qualquer coisa com �manes?

Pois. N�o.

Tenho uma patente com o meu nome.

Uma inven��o, uma boa ideia que resultou. Mais nada.

Descobri-a quase por acidente.

N�o inventei mais nada desde ent�o.

-Deixou-te rico. -Foi um acaso. N�o sou um inventor.

Vamos fazer o puzzle.

Porque est�o a olhar para n�s?

Est� bem.

Isto foi m� ideia.

Desculpa.

Vamos sair daqui.

Afinal de contas, ela n�o gostava de mim.

Divorci�mo-nos.

E nunca quis filhos.

Porque n�o?

Francamente, n�o gosto de crian�as.

Como podes dizer isso?

Tu pr�prio foste crian�a.

Certo, e odiei.

Nem todos deviam ter filhos.

N�o apenas por motivos ego�stas.

Por vezes, para o bem das crian�as.

Nesta cidade,

as crian�as s�o um ornamento, uma tend�ncia de moda,

um acess�rio, ou...

...um objectivo atingido.

Sinceramente, nunca senti a necessidade.

Isso faz de mim estranho?

Est� tudo bem, Ziggy?

Sim. Assustaste-me.

� o meu telefone de emerg�ncia.

N�o estou em casa, de momento.

Sa�.

Sa�. Estou numa reuni�o da igreja.

Sim.

Vemo-nos mais tarde.

Igreja?

Tenho de ir.

-Era o teu filho? -Sim.

O meu acess�rio mais velho.

E n�o, n�o faz de ti estranho.

Apenas diferente

de toda a gente que j� conheci.

Desculpem o atraso.

Ezster.

Faltaste � reuni�o da Guilda de Senhoras. Fic�mos preocupadas.

Era hoje?

Sim, era.

Estava com a minha tia Emily. Desculpa.

Ela teve um acidente.

Partiu o p�

e precisava de mim. N�o havia mais ningu�m.

Bem, fui � mercearia e a fila estava enorme.

N�o me podes dizer para recusar uma pobre mulher necessitada

e durante a Quaresma.

J� chega o mau-olhado da tua irm�

-por faltar � reuni�o da igreja. -Est�s a exagerar.

-A Ezster n�o estava... -Por uma vez, fica do meu lado.

H� tanta dor, a toda a volta.

Tanto sofrimento no mundo. Porque n�o deveria ajudar?

O que quer dizer isso?

Mentiste-me, como uma crian�a.

Tu negaste-me um ato de caridade

como um amo sem cora��o.

-O que quer dizer isso? -Sabes bem o que quer dizer.

Ol�.

N�o devias fumar.

N�o devias mentir.

Desculpa. Eu...

N�o, n�o me contes. N�o quero saber.

O que quer que seja,

espero que seja algo que te fa�a sentir bem.

N�o � nada disso.

Porque n�o te divorcias dele?

A s�rio, nunca foste feliz.

Acho que uma m�e e um filho n�o deviam ter uma conversa assim.

Como queiras.

D�s-me um?

Um cigarro?

Sim.

Credo, m�e.

Quando foi a �ltima vez que fumaste?

Este � o meu primeiro.

Obrigada.

Cinco. Quatro.

Tr�s. Dois. Um.

Mais cinco minutos, por favor.

Dorme uma hora ou duas.

O qu�?

Mata?

Cheguei cedo, desculpa.

-Posso voltar. -N�o, n�o.

Entra. Entra.

As elei��es est�o demasiado renhidas. Falam de um golpe de Estado.

For�a. Eu j� saio. Por favor.

ENERGIA

DISCOVER BUSINESS QUAL SER� O PR�XIMO AVAN�O?

Devia guardar isso.

� aqui que trabalhas?

Ch�?

Est� bem.

Mata, se pegaste numa pe�a e olhaste para ela,

n�o a ponhas no monte. P�e de lado. Poupar� tempo mais tarde. Lembras-te?

Com licen�a.

Tenho de ir.

Por favor, n�o te v�s embora.

J� s�o 15 horas.

N�o posso chegar tarde a casa.

Se quiseres,

eu vou a tua casa, para a pr�xima.

Vemo-nos na segunda, aqui.

E para a pr�xima, veste roupa a s�rio, por amor de Deus.

Que foi?

Que foi?

Est�s a ressonar.

O que queres que fa�a?

Para.

Como?

N�o sei.

Porque Quero Ir Para a Faculdade

Segundo par�grafo.

Certo, vejamos.

"A minha m�e n�o faz nada em rela��o ao mundo,

fora da nossa casa, da nossa igreja, das nossas tradi��es

e da nossa fam�lia.

Ela, como o meu pai e irm�o, nunca andaram..."

Diz "feculdade".

Escreveu mal "faculdade". Deve ter sido o revisor.

Continua.

"Adoro a minha m�e, mas tamb�m me sinto mal por ela.

� uma pessoa protegida e n�o pensa em nada

excepto servir os homens da sua vida.

Filha de imigrantes h�ngaros,

perdeu a m�e quando era nova

e cresceu a cuidar do pai.

Ainda vive na casa onde ele a criou.

Quero ser diferente. Quero ir para a faculdade

e descobrir outras culturas, n�o apenas a minha.

N�o quero ser como o meu pai,

demasiado assustado para fazer algo de novo,

ou a minha m�e, que n�o se permite viver."

Mas ele diz que te adora.

C�us. V� l�, Mata.

Para mim, parece tudo falso.

N�o se parece nada contigo.

Acho que se parece muito comigo.

-Discordo. N�o podes... -Tu n�o me conheces.

Ent�o?

Ent�o?

Sei que �s a melhor pessoa que j� conheci a fazer puzzles.

Sei que �s modesta e engra�ada.

E...

E linda.

E estranha.

N�o sei.

N�o sei porque algu�m como tu me acharia interessante.

� exactamente por isso.

"Agnes."

Posso...

Posso beijar-te agora?

Cheg�mos a New Rochelle. Esta��o de New Rochelle.

Sinto-me mal por n�o a ter visitado mais cedo, tia Emily.

Muita gente me vem ver.

Parece a Esta��o Grand Central,

com os netos e os bisnetos.

Estou sempre a enganar-me nos nomes. Isto ajuda uma velhota como eu.

Como est�s tu, Agnes?

Eu?

Estou...

Sinto-me...

Estou diferente.

Eu...

...n�o estou bem.

Mas n�o estou mal.

Estou no meio.

O Louie?

Ele est� igual.

Estou apenas...

De repente...

Isso acontece, por vezes.

Eu zanguei-me com o teu tio Laszlo por causa das mesmas coisas,

durante 50 anos.

Todos os dias, a mesma coisa.

E, um dia,

simplesmente parei.

J� n�o interessava.

Sempre achei que tinham um �ptimo casamento.

T�nhamos.

� isto que interessa!

Est� bem.

Eu penso nisso.

Obrigada.

N�o estou a dizer que vamos vender.

Mas vou pensar nisso.

Ao meu ritmo.

�s o chefe.

Que foi?

Nada.

Est� tudo perfeito.

Assim mesmo.

-Que foi? -As minhas costas, o ch�o.

Agnes...

Vamos trocar.

-Sim? -Sim.

Deixar entrar o ar fresco.

Est� melhor assim?

Um concurso de puzzles?

A s�rio?

� grande?

-Quinhentas pe�as. -N�o � o puzzle.

O concurso.

Cerca de 360, na competi��o individual.

N�o me parece boa ideia.

-Vou faz�-lo. -Querida...

N�o estou a pedir. Estou a dizer.

Estou finalmente a fazer algo sozinha e podes apoiar-me, ou n�o.

Mas vou faz�-lo, seja como for.

-Queres que o fa�a contigo? -N�o.

Vou faz�-lo sozinha.

Nem tentes. Ainda n�o vai encaixar.

Est�s a desperdi�ar tempo.

Talvez s� te deva observar.

Est� bem.

-Estava a brincar. -Fizeste mal.

N�o tenho sentido de humor.

Nunca tive nem nunca terei.

� por isso que nos damos bem.

S� queres saber de desastres.

Isso tem piada.

Que foi? Fica.

Bebe um copo comigo.

Tenho de ir antes do tr�nsito.

Vemo-nos na pr�xima semana.

Sentirei a tua falta, Mata.

Porque disseste isso?

Porque foi sentido.

Como pode ser sentido?

N�o sei.

Como p�de isto acontecer?

N�o sei.

Porque estamos a desperdi�ar tempo a fazer puzzles?

O que mais h� para fazer?

� um passatempo infantil para pessoas aborrecidas.

Sabes que n�o � verdade.

Diz-me que n�o �s um tipo rico aborrecido.

-Que n�o sou uma dom�stica infantil. -N�o, n�o somos isso.

Tens coisas muito mais importantes para fazer.

�s um homem de ideias.

Porque fazes estes puzzles est�pidos?

� uma forma...

...de controlar o caos.

Isso � rid�culo.

V� l�, Mata. N�o est�s a perceber a ideia.

Est� bem.

Qual � a ideia, Robert?

A vida � complicada. N�o faz sentido nenhum.

Desculpa dar-te a not�cia. A vida � aleat�ria.

� tudo aleat�rio.

O meu sucesso, tu aqui, agora.

N�o podemos fazer nada para controlar seja o que for.

Mas quando completamos um puzzle, quando o terminamos,

sabemos que fizemos todas as escolhas certas.

Por mais pe�as erradas que tenhas tentado encaixar

no s�tio errado, no final,

tudo forma uma imagem perfeita.

Que outras actividades nos podem dar essa perfei��o?

A f�?

A ambi��o? A riqueza?

O amor?

N�o.

Nem o amor consegue fazer isso, Mata.

N�o completamente.

Confiss�o, Agnes?

E a senhora? Confiss�o?

Os pais dela s�o parvos.

Puseram-na de castigo e foram num cruzeiro.

Agora o padrasto vigia-a como um director prisional.

O director n�o vigia os presos. Isso s�o os guardas.

� a mesma coisa. Ela est� presa e tenho de a tirar de l�.

O meu manchego n�o est� na gaveta do queijo.

N�o fui �s compras hoje.

-Desculpa. -O qu�?

� uma pena.

Estava ansioso por isso.

J� pedi desculpa.

Compro amanh�. Jesus.

Para onde est�s a olhar? N�o podes fazer algo?

Como o qu�?

Porque n�o p�es a mesa, uma vez?

O Ziggy ajuda, quando pode. Quem fez de ti o pr�ncipe desta fam�lia?

Est� bem.

Entrei no torneio.

Inscrevi-me.

�ptimo. Seguiste o meu conselho.

A vossa m�e vai entrar numa competi��o.

Uma competi��o de puzzles.

-Fixe. -Porreiro.

O que acontece se ganhares?

Como assim?

Se ganhares, o que recebes? H� um pr�mio?

N�o sei.

Acho que recebes um trof�u, algo assim.

Algo pequeno.

-� m�e. -� mam�.

� m�e e � competi��o.

Eu e a vossa m�e tamb�m queremos falar de outra coisa.

Vamos vender a terra em Ellenville.

Est�s a brincar.

� para voc�s. Para o Gabe

ter dinheiro para os estudos

e para ti, Ziggy, para te arranjar casa pr�pria,

quando estiveres pronto, dar entrada numa casa.

-Lou, quando � que... -Espera. A s�rio?

-Isto � uma piada? -N�o, n�o � piada.

N�o querem gastar o dinheiro em voc�s?

Tirem umas f�rias. M�e, tu mal sais de casa.

V�o a Montreal. Sempre quiseram l� ir.

N�o, est� bem? � um presente para voc�s. Acabou.

Acho que � uma grande ideia.

N�o entendo como pudeste tomar uma decis�o assim sem mim.

Foi ideia tua.

Mas da �ltima vez que fal�mos disseste que ias pensar.

E pensei.

Mas nem sequer o discutimos.

O que h� para discutir? Era o que querias.

Que foi? N�o entendo qual � a merda do problema.

A merda do problema � a merda do meu marido achar que n�o h� problema.

Fogo!

Ag,

um par de pessoas n�o receberam o convite para a festa da P�scoa.

Estranho. Enviei-os todos.

-Vou ajudar a cozinhar para a festa. -Est� bem.

Podes...

...n�o te esquecer do meu queijo?

Ou�am...

Sabem que mais? Tenho boas not�cias.

Decidi o que fazer com o dinheiro de Ellenville.

-Para com isso. -O dinheiro � para a faculdade.

Vou tirar um ano.

Vou para o Tibete com a Nicki.

Acho que vou para a faculdade, mais cedo ou mais tarde,

mas quero tirar algum tempo para descobrir o que fazer.

O pai disse que o dinheiro era para uma casa e para a faculdade.

N�o. Ele a modos que disse que era uma prenda.

Vais dizer alguma coisa?

Viajar � uma esp�cie de educa��o por si s�.

Louie?

Eu disse que era uma prenda.

O fluxo de lava do vulc�o Kilauea continua a aumentar

e os habitantes locais esperam que n�o engula a cidade.

Alguns habitantes dizem que mesmo que n�o atinja as casas...

Estou?

-O que est�s a fazer agora? -O que estou a fazer?

N�o estou a fazer nada.

Como de costume.

LAVA AMEA�A CASAS

Feliz Quinta-Feira Santa.

J� � quinta?

Quinta-feira Santa.

Amanh� � Sexta-Feira Santa e domingo � a P�scoa.

A ressurrei��o.

Sei o que � a P�scoa, Mata.

Tamb�m sei que n�o �s a crente que j� foste.

E n�o faz mal.

Gosto quando me chamas Mata.

� quem tu �s.

Era.

Costumava ser.

C�us.

-� a pior coisa que j� fiz. -Espera, o qu�?

O que aconteceu?

Beijar-te.

Se isso � a pior coisa que j� fizeste, Agnes,

tens muita sorte.

N�o fui � confiss�o.

N�o sei como confessar isto.

Tenho andado a contar mentiras.

Amo-te.

Ol�.

Est�s bem, m�e?

Onde est� o jantar?

Acho que me esqueci.

Esqueceste-te do jantar?

De que mais te esqueceste? Esqueceste-te de n�s?

Desculpa.

S� demora um minuto.

Compraste o meu queijo?

Tamb�m te esqueceste disso?

Sim.

Achas que tem piada?

-Qual � o teu problema? -V� l�, pai.

Mato-me a trabalhar para a fam�lia. Chego a casa e est�s a fazer puzzles?

Eu fa�o o jantar para todos.

Pai, vai tomar um duche. Eu trato disto.

N�o, isto � uma treta.

Se te fores embora, n�o voltes.

Acabei.

Vou fazer o jantar agora, querido.

Um ter�o da popula��o, acho que � algo como 34 por cento,

no Tibete, vive abaixo da linha de pobreza.

Isso � um d�lar e 25 c�ntimos por dia.

Como se espera que algu�m sobreviva assim?

C�us, as necessidades b�sicas.

Abrigo, comida, roupa.

Estive a pensar.

Ziggy, talvez em vez de teres uma casa pr�pria,

pudesses voltar para a escola.

Talvez para a escola de culin�ria.

Escola de culin�ria?

Queres que seja cozinheiro?

Ele � obviamente bom.

-E depois? -Achas que � m� ideia?

Francamente, acho que n�o � muito masculino.

Todos os grandes chefs s�o homens.

-A maioria. -Ningu�m te perguntou.

A maioria dos grandes chefs s�o homens.

-Muitos. -Como sabes isso?

Procurei, na Internet.

-Boa. -N�o te metas.

Acho que se este bandalho quer ir ao Tibete,

o Ziggy devia fazer o que quisesse com o dinheiro.

"Bandalho"?

N�o queres trabalhar na oficina?

Queres estudar...

...cozinha?

N�o tens l�ngua?

-Viraste o meu filho contra mim. -N�o, pai. � o que quero.

-� ideia minha. A m�e s� quer ajudar. -N�o fiques � minha espera.

Disse-te para n�o esperares por mim.

Est�s b�bedo. Vai para a cama.

Raios, Agnes.

Esqueceste-te de como ouvir.

Nunca te tratei mal.

Nunca.

-Esta merda deste puzzle. -Louie!

Meu Deus. Olha para ti. O que...

O que se passa?

Quem te anda a encher a cabe�a com estas ideias?

Vender a terra e escola de culin�ria?

Esta merda de concurso?

Sabes o que o meu pai faria � minha m�e nesta situa��o?

N�o sou o meu pai.

N�o sou.

Surpresa.

Ao nosso �ltimo treino juntos.

A ti.

A ti.

A encaixar todas as pe�as erradas.

Certo. C�us, �s t�o bela.

Adiante, vamos come�ar.

Temos uma ca�a aos ovos da P�scoa.

A fam�lia do Louie vem mais cedo

e as senhoras da guilda.

O que aconteceria se n�o fosses?

N�o sei.

As pessoas iriam na mesma, certo?

E o teu marido teria de as receber.

E talvez n�o houvesse problema.

N�o o consigo imaginar.

N�o v�s. N�o v�s � festa. Fica aqui.

Fica aqui.

N�o posso ficar.

Eu sei.

C�us.

Que horas s�o?

-Eu... -N�o arranjes desculpas, Ag.

Por favor.

Sei que n�o estavas com a Emily.

Eu liguei-lhe.

O Ronnie esteve aqui. Disse que te viu na esta��o de comboios, no outro dia.

Fiquei presa. Eu...

Por favor, n�o me mintas. N�o me mintas, est� bem?

Tens de me contar, Agnes. Tens de me contar tudo.

N�o tenho de te contar nada.

N�o sou tua criada.

N�o mandas em mim.

Est�s a ter um caso?

Sim, estou.

Acho eu.

Achas que est�s a ter um caso?

Tenho um parceiro de puzzles.

� um homem.

Somos uma equipa.

Vamos competir como uma equipa.

Fizemos sexo uma vez

e n�o foi bom, mas n�o foi mau.

Podes dizer alguma coisa?

Come��mos a nossa celebra��o de hoje com uma missa de luz,

que representa Jesus Cristo a levantar-se dos mortos

e trazer a luz at� n�s.

A luz de Cristo brilhou no mundo,

dispersando as trevas para sempre.

Esper�vamos por esse momento desde o in�cio.

Ouvimos, nas nossas leituras de hoje,

um relato da cria��o do homem e da mulher,

parte do plano eterno de Deus para a humanidade.

Mas o ponto alto � a ressurrei��o.

A maior d�diva de Deus para a Igreja de Deus.

E este � o dia mais aben�oado,

como ouvimos no Exultet, a Proclama��o da P�scoa.

Vou � oficina trabalhar.

Queres boleia?

N�o � preciso.

O que est�s a fazer acordado?

O que parece?

Eu ia fazer isso.

Hoje, sou eu a fazer.

Podes descansar.

� o teu grande dia.

Tens de poupar a energia para pegar em pe�as de puzzles.

-Est� muito bom. -Sim, � o �leo de trufas.

Isso n�o � chocolate?

-N�o, s�o cogumelos. -Seja.

M�e, acho mesmo que vais ganhar isto.

For�a. Vai l� vencer isso.

Muito bem, est� na hora.

Chegou o momento da verdade.

Prontos?

� minha contagem.

Cinco. Quatro. Tr�s.

-Dois. Um. -Aqui vamos!

Comecem.

O que est�s a fazer? Levanta-te.

Lembra-te, � importante que te afastes e olhes.

Estou a trabalhar.

Certo, quase a meio.

N�o est�s a fazer por cor.

Est�s a fazer � antiga. O que est�s a fazer?

Est�o todos a fazer por cores e bordas.

-Sim, foi como trein�mos. -Se o fizermos assim, n�o venceremos.

Ficaremos em segundo ou terceiro. Vou � moda antiga.

-Ouve, ouve... -Se discutirmos, n�o ganhamos mesmo.

�s um raio de uma rebelde.

�s uma rebelde.

Estou? � uma emerg�ncia?

Sim. Ol�.

O que aconteceu?

-Eu venci. -O qu�? Ela ganhou.

-Ela ganhou? �s t�o boa! -� demais!

-Parab�ns. -Deixei um frango assado no frigor�fico.

-Podem aquecer... -M�e, n�o te preocupes.

Conseguimos tratar de n�s.

Est� bem.

Adoro-te, querido.

Queres falar com o pai?

N�o.

-N�o � preciso. -Est� bem.

-Parab�ns, m�e. -Estou orgulhoso, m�e.

Adoro-te.

Obrigada.

Adeus.

Estou? Truz-truz. Mata, est�s a�?

Preciso da data de nascimento.

Para qu�?

Estou ao telefone a reservar bilhetes para Bruxelas.

Tens n�mero de passageiro frequente com a American, Mata?

O que aconteceu?

-Foi uma farpa, ou algo assim? -D�i.

Deixa-me ver.

Sim, � um peda�o de vidro.

-� min�sculo. -N�o.

Desculpa, desculpa.

Acho que � a �ltima pe�a.

De qu�?

Do prato que partiste.

Anda c�. Deixa-me ver.

Est� bem.

Diz-me se doer, est� bem? Caramba.

D�i?

Certo. Estou quase l�.

Certo. Est�s pronta?

Para qu�?

Vou pux�-lo para fora.

Pode doer, est� bem?

Est�s pronta?

Certo.

Vou ter saudades disto.

Lembro-me do dia em que o teu pai chegou a casa e disse:

"Sabem que mais?

Comprei um terreno.

Tem uma casa, um lago.

Nunca mais teremos de pensar onde ir de f�rias."

� por isso que nunca fomos a lado nenhum.

� ir�nico.

T�nhamos para onde ir, portanto nunca fomos a lado nenhum.

E agora n�o temos para onde ir. Teremos de ir algures.

Fazer algo.

Ser algo, ou algu�m.

N�o sei do que est�s a falar, m�e.

� sobre ti e o pai?

Ol�. Tens as malas feitas?

Estou com a minha fam�lia.

Mata, tens de chegar ao aeroporto

tr�s horas antes para um voo internacional.

Tens de chegar �s 13 horas. A seguran�a demora imenso.

Disseste ao Louie?

Eu n�o vou.

Mata...

Por favor,

n�o fa�as isso.

N�o me fa�as isto.

Eu amo-te.

Tenho saudades tuas.

Lamento.

Eu tamb�m te amo.

Tamb�m tenho saudades tuas.

Este comboio para em Poughkeepsie, Albany,

Saratoga e Whitehall.

O destino final � Montreal.

Para a minha m�e, Beatrice Ann

Tradu��o das legendas: Lu�s Perat

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.