All language subtitles for BBC - A history of Christianity - 1 of 6. The First Christianity

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Original subtitles

Quando eu era um menino, meus pais costumavam passear comigo

em igrejas históricas, procurando o que quer que parecesse interessante ou estranho.

Mas logo eles perceberam que tinham criado um monstro.

A história da Igreja Cristã se tornou o trabalho da minha vida.

Para mim, nenhum outro assunto pode se equivaler em escala ou drama.

Por dois mil anos,

O Cristianismo tem sido um dos maiores participantes da história mundial,

..inspirando fé,

mas também políticas sórdidas.

É uma história épica estrelando um elenco de pessoas extraodinárias,

desde o próprio Jesus e seus primeiros apóstolos

a imperatrizes, reis e papas.

MULTIDÃO FESTEJA

Desde reformistas e campeões da consciência humana

a cruzados e sádicos.

A crença religiosa pode nos transformar em bom ou doente.

Ela tem levado seres humanos a realizarem atos criminosos

assim como às mais altas obtenções de bondade e criatividade.

Eu contarei a vocês a história de ambos os extremos.

O Cristianismo sobreviveu a perseguição,

separações,

guerras religiosas,

imitações, ódio.

Hoje existem dois bilhões de Cristãos - um terço da humanidade.

Protestante,

Católicos, Ortodoxos, Pentecostais e muitos mais.

Lá no fundo da fé cristã há um núcleo compartilhado, mas o que ele é?

Na Europa Moderna, o Cristianismo parece ameaçado

pela apatia de uma sociedade secular.

Será que sobreviverá?

É possível?

Eu estou perseguindo a história do Cristianismo pelo globo terrestre,

indo me encontrar cara a cara com pessoas que tem seus próprios papéis

nessa aventura de 2000 anos.

E onde melhor começar que não seja a cidade onde primeiro se conheceu Jesus, o Cristo??

Jerusalém.

RÁDIO TOCA MÚSICA POP

Estou em Jerusalém por uma razão muito boa,

mas ela provavelmente não é o que você pensa.

Todos nós já escutamos algo da história do Cristianismo.

Jesus, o andarilho professor Judeu, crucificado pelos Romanos.

Paulo, que tinha caçado Cristãos até que no caminho para Damasco,

experienciou uma visão cegante de Jesus Cristo ressussitado dos mortos.

O novo zelo de Paulo foi focado em pessoas além dos Judeos - os Gentios.

Isso o levou para longe de Jerusalém, a Roma, e seu zelo deu nova forma não apenas

a fé de Cristo mas no final, a toda a civilização ocidental.

Essa é a história que nos é familiar das origens do Cristianismo.

mas eu estou aqui em Jerusalém porque quero procurar por mais alguma coisa.

Você pode encontrar pistas aqui na Igreja do Santo Sepulcro.

Fala-se que essa Igreja foi construída no local onde Jesus foi crucificado e enterrado.

E seu coração é onde se acredita estar sua tumba.

De alguma forma os seguidores de Jesus se convenceram de que ele se levantou daqui para uma nova vida.

A crença de que Jesus pode superar a morte é

a afirmação mais difícil e perturbadora da fé Cristã.

Por 20 séculos, essa afirmação tem levado Cristãos a agirem de maneiras heróicas,

felizes, belas, terríveis.

Ela fez desse lugar um dos mais sagrados na Terra.

Veja bem, em seu coração, o Cristianismo é um culto de personalidade.

Seu núcleo é a imprecedente idéia que Deus se fez humano,

não em um faraó, em um rei ou nem mesmo em um imperador,

mas em um humilde trabalhador vindo da Galiléia

e a convicção de que você pode conhecer Jesus, o filho de Deus,

e transformar sua vida é uma mensagem persuasiva.

Isso é o que levou o Cristianismo a a uma expansão inevitável e intocável.

Mas a Igreja construída em volta da tumba de Jesus é também o ponto de início para uma história esquecida,

uma história que pode mudar suas pré-concepções sobre o início do Cristianismo.

O lugar mais importante desta construção vai se encaminhar para duas igrejas.

Essa capela pertence a Igreja Ortodoxa Grega.

A Ortodoxia é uma grande parte da história Cristã.

A outra igreja com forte presença aqui é na verdade

a maior no mundo moderno -

o Catolicismo.

PADRE RECITANDO UMA ORAÇÃO EM TOM MUSICAL

A Ortodoxia e o Catolicismo dominaram o Cristianismo na Europa,

no Oeste, pelos primeiros 1500 anos.

Mas conforme você caminha pelas bordas da Igreja é impossível não notar outras capelas, pequenas e curiosas.

Elas não são Ocidentais ou Européias,

Elas são do Oriente Médio ou Africanas.

E elas contam uma história muito diferente sobre as origens do Cristianismo.

Ao redor da parte de trás da tumba de Cristo está a Igreja Cóptica Egípcia.

Há muitas outras Igrejas representadas aqui, mas você precisa saber aonde procurar.

Agora esta é a capela da Igreja Ortodoxa Síria,

a qual a Igreja Ortodoxa Grega, claro, chamaria de não-ortodoxa.

De volta à saída e através de uma porta lateral que conduz até o sótão, encontra-se a Igreja Ortodoxa Etíope.

Muitas versões da história Cristã fariam desta igreja uma não-ortodoxa também

e ainda ela é muito mais velha do que versões melhores conhecidas do Cristianismo, como o Protestantismo.

É facil para turistas julgarem essas igrejas antigas como estranhas,

até mesmo irrelevantes, mas isso seria um grande erro.

Essas capelas contêm pistas vitais para a história que eu quero contar.

Porque as origens da fé Cristã não estão no Oeste,

mas aqui nestas antigas igrejas do Leste.

Por séculos o Cristianismo prosperou no Leste.

E seguramente em certo momento assegurou seu triunfo na Ásia, até mesmo na China.

O quartel-general do Cristianismo pode muito bem ter sido Bagdá, ao invés de Roma.

E se isso tivesse acontencido o Cristianismo Ocidental teria sido muito diferente.

Eu traçarei essa imensa viagem...

..Desde Jerusalém to Síria,

através da Ásia Central,

até os confins do continente asiático.

Na minha jornada, eu descobrirei como a fé Cristã sobreviveu mesmo longe de Jerusalém.

Eu não estou dando a vocês a história da teologia Cristã, apesar de que eu

não terei medo de dar a vocês muitos argumentos antigos sobre a fé Cristã.

O personagem principal aqui não é Jesus ou os evangelhos.

De fato é a Igreja,

A instituição de fé Cristã que tem lutado por seu caminho através da história.

Tudo começou aqui em Jerusalém, quando os primeiros seguidores de Jesus formaram uma Igreja Cristã Judia.

Ela era liderada por Tiago, a quem os evangelhos chamam de "irmão" de Jesus.

Aqui na cidade velha está a Catedral Armeniana de São Tiago.

Fala-se que sua tumba se encontra debaixo do altar da igreja.

A igreja de Jerusalém provavelmente teria teria restado como o quartel-general de um Cristianismo único.

Mas no ano 70 DC, um desastre ocorreu.

Uma rebelião de Judeus contra os Romanos terminou em um cerco de Jerusalém.

Conforme as tropas finalmente entraram na cidade, o Templo foi incendiado.

Atualmente, apenas o muro do lado oeste sobrou.

Os Cristãos saíram da cidade antes do cerco.

Agora a jovem igreja teria que sobreviver fora de sua terra natal Judia.

Mas poderia ela se adaptar?

Esse é o grande teste que enfrenta qualquer religião do mundo.

Sem Jerusalém, para onde os Cristãos Gentios olhariam agora?

Bem, você pode pensar que obviamente eles iriam para oeste de Roma, porque foi para lá que Paulo tinha ido.

Mas naquele tempo essa idéia não pareceria tão óbvia assim.

Paulo havia sido assassinado em Roma. Então eles tinham o Apóstolo Pedro.

E se você pegar a outra estrada para fora de Jerusalém - Leste?

Hoje essa é Urfa, localizada no Sudoeste da Turquia.

No primeiro século Era chamado de Edessa,

capital de um pequeno reino,

rico porque controlava parte de uma rota principal de comércio do Leste.

Edessa é especial, porque seu governante, Rei Abgar, pôs um importante precedente aqui.

Ele decidiu mostrar a seu pessoal devoção a Jesus adotando o Cristianismo como a Religião

oficial do Estado, pelo menos 100 anos antes dos Romanos.

Pelos últimos 17 séculos, o Cristianismo tem sido repetidamente ligado ao Estado e seu governo,

então, no Reino Unido, o monarco ainda é o Governador Supremo da Igreja da Inglaterra.

E isso é onde tudo começou - no antigo reino Cristão do Leste de Edessa.

E Edessa foi pioneira em algo que se tornou inseparável do Cristianismo...

ELE CANTA

Música sacra.

A Edessa Cristã desapareceu há muito tempo.

Depois da Primeira Guerra Mundial ela se tornou uma comunidade em exílio, perto da fronteira da vizinha, Síria.

Essa é a única descendente que sobreviveu daquela antiga Igreja.

CONGREGAÇÃO CANTA

Mas seu canto litúrgico ainda é baseado na distinta tradição de Edessa.

Esses hinos são derivados da poesia do grande teólogo Sírio São Ephrem, que viveu no século 4.

E ele estava construindo uma tradição ainda mais antiga nestas terras,

fazendo ecoar a música do Império Romano.

Eu acho que esse serviço foi muito tocante porque o que estávamos ouvindo era

o fantasma da música das ruas e dos mercados,

possuída pela Igreja, transformada em Salmos e Hinos, tomada

através de todo o Mediterrâneo Ocidental,

transformada na música de toda a Igreja -

Canto Latino Gregoriano, Johann Sebastian Bach,

Até mesmo os tamborins e violões dos Pentecostais. Tudo veio daqui.

Mas no princípio do século 4, entoar hinos

era a útima coisa nas mentes dos Cristãos a metade Oeste do Império Romano.

BUZINA

No Oeste, a maioria dos Cristãos não cantaria em público

orações a Deus porque era muito perigoso.

Sucessivos Imperadores Romanos a partir de Nero em diante perseguiram o Cristianismo.

Eles odiavam o Cristianismo. Eu acredito que a maioria dos Romanos não concordava com eles.

No começo do seçulo 4, um apostador poderia ter colocado

seu dinheiro na idéia de que o Cristianismo se tornaria a maior religião aqui no Leste,

mas então algo completamente inesperado aconteceu no Oeste.

Um novo Imperador Romano, Constantino, fez do Cristianismo sua própria religião.

Pôs para fora os velhos deuses e deusas da Roma Pagã.

E pôs para dentro o único Deus dos Cristãos.

Esse foi o momento da virada na história da fé Cristã.

Foi mais de 100 anos depois que o Rei de Edessa tinha tornado o Cristianismo sua religião oficial.

Mas ser a religião oficial de todo um Império era uma coisa muito diferente.

A habilidade de se reinventar se tornaria a maior característica do Cristianismo.

E essa foi a maior reinvenção de todas.

Ela significou o fim à perseguição. Trouxe poder e riqueza.

Deu à fé Cristã a chance de se tornar uma regilião universal.

A partir deste momento, a Igreja do Império Romano emergiu.

Na teoria, ela abraçou os Cristãos no Império Leste assim como no Oeste.

Mas no Leste, muitos Cristãos não se impressionaram com a nova aliança, ficaram até mesmo hostis.

À prova estavam desacordos fundamentais sobre a direção em que a fé deveria seguir.

Jesus tinha falado às pessoas para abandonar a riqueza, não se aliar com os ricos e poderosos.

Lembram de sua piada de que era mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha

do que um homem rico entrar no Reino dos Céus?

Alguns Cristãos realmente escutaram ao que Jesus tinha dito.

Foram os Cristãos do Leste aqui na Síria que lideraram o caminho...

..mostrando ao Cristianismo Ocidental um modelo para a vida espiritual.

Chamamos esse modelo de Monasticismo.

Um modo de vida que envolve a isolação do mundo,

austeridade,

e sofrimento.

No norte da Síria há um dos mais estranhos souvenirs do novo

movimento religioso do Cristianismo Oriental.

Por quase 40 anos um homem santo chamado São Simeão,

viveu no topo de uma coluna de pedra.

Ele é conhecido hoje em dia como o santo do pilar ou Estilita.

Eu na verdade estou excitado em estar aqui, porque eu vi pela primeira vez

uma foto disso quando eu tinha 8 anos e eu nunca pensei que viria aqui, e agora aqui estou. Eu estou aqui.

E lá está, a base do pilar de Simeão.

Entre todos os outros pilares, você pode ver.

É a coisa que parece sem forma.

Você tem que imaginar essa base com mais de 9 metros, ou talvez mais.

Uma visão muito estranha, realmente.

Ainda é muito estranho.

Multidões vieram para ver São Simeão sentado em seu pilar.

A igreja foi construída em volta do pilar, depois de sua morte.

E foram os peregrinos que fizeramo pilar ficar tão estranho.

Em sua busca por souvenirs de cura, eles tiraram pequenos pedaços

até que o pilar ficou parecendo um pirulito bem chupado.

São Simeão é o mais famoso de muitos eremitas Sírios

que tentaram chegar mais próximo de Deusatravés de punições a seus corpos.

Para eles, sofrimento era o caminho para a salvação e eles tentaram inpirar outras pessoas a seguirem eles.

De acordo com o entuasiasta Sírio da Igreja de São Simeão que eu conheci,

essa abordagem fez com que Cristãos Orientais fossem para o oeste.

São Simeão aqui,

ele estava no cruzamento de duas vias pricipais

entre Aleppo e Antioch, entre Apamea

e a Síria, então era um cruzamento onde muitas pessoas costumavam passar com suas caravanas ou o que quer que fosse.

Isso é interessante porque o estereótipo na Europa de um ermitão

é alguém que vai embora, se afasta do mundo,

ainda assim, esse homem está bem no meio das coisas.

Sim, apesar do que você disse, quando você vê esse homem

como um Estilita, - conexão vertical - ele está entre a terra e Deus.

Ele é igual a um farol. Exatamente. Aqui está um homem,

que tem sofrido mais do que a maioria das pessoas em toda sua vida. O que é isso que o faz querer sofrer?

Os Cristãos no princípio do Cristianismo

pensavam, "Nós estamos apenas passando por essa vida."

"Nós devemos sofrer. Aqui é o vale das lágrimas."

"Nosso dia será na próxima vida, quando veremos Deus."

"Nós estaremos no Céu, no paraíso."

"Nós devemos sofrer aqui para merecer a outra vida."

Uma divisão clara estava crescendo entre Leste e Oeste.

Mesmo se o Imperador Romano estava tornando o Cristianismo poderoso e abastado,

aqui nas fronteiras Orientais, muitos preferiram a fé que não permitia tentações do mundo.

Alguns começaram a se juntar em comunidades onde eles poderiam seguir Deus em pureza e simplicidade.

Eles criaram os primeiros monastérios.

A nova instituição de vida monástica eventualmente

remoldou o Cristianismo quando o Império Romano Ocidental caiu.

Monges transformaram sua santidade em poder,

e poder é sempre um problema para a Igreja.

Pessoas querem poder, e eles irão lutar para conseguí-lo.

E essa luta se mistura com o que eles acreditam sobre Deus.

Constantino pode muito bem ter pensado que o Cristianismo reuniria seu vasto Império.

De fato o oposto aconteceu. Ele evidenciou, aprofundou as divisões existentes.

Constantino fundou mais de quatro centros rivais de autoridade Cristã.

Antióquia, na moderna Turquia, era o ponto principal no Leste.

Ao Sul estava Alexandria, no Egito.

O Bispo de Roma era o Papa,

Honrado no Oeste como sucessor do apóstolo Pedro.

E tentando mediar entre esses centros rivais

estava a nova capital de Constantino,

Constantinopla, atualmente chamada de Istambul.

Desde o princípio, Cristãos tem argumentado sobre crenças apaixonadamente mantidas

Mas daqui em sua nova capital, O Imperador assistiu com horror

como a unidade dá fé era testada em seus limites.

Vieram a cabeça problemas sobre uma questão do coração da fé Cristã.

Quem exatamente foi Jesus e qual era sua relação com Deus?

Cristãos acreditam que Deus é o todo-poderoso, criador do universo,

e Jesus é o filho de Deus,

mas ele também é um homem de carne e osso que morreu numa cruz.

Agora, um homem que morreu numa cruz com certeza não pode ser a mesma coisa que o criador do universo.

Como então, eles dois são o mesmo Deus único?

De acordo com um padre Egípcio, um pensador independente, Jesus não era o mesmo que Deus.

O nome do padre era Arius. Ele dizia que era impossível para Deus,

que é perfeito e indivisível,

ter criado um humano, Jesus, que fosse ele mesmo fora de si mesmo.

Mas espere aí. Se Jesus Cristo não é totalmente Deus, então sua morte

na cruz é o suficiente para salvar você de seus pecados e te levar para o Céu?

Se você se preocupa com a vida após a morte, e eles se preocupavam, essa é a maior pergunta de todas.

O poder da crença Cristã descansa na promessa de Jesus de

varrer toda a miséria que os humanos sentem sobre o pecado e a morte, nossa culpa e vergonha.

Cristo morreu para nos dar uma chance de ter uma vida infinitamente melhor.

A visão de Arius poderia ser vista como um meio de destruir tudo isso.

E então ele foi condenado.

Ainda assim, o fato é que muitos Cristãostinham dito a mesma coisa nos últimos

3 séculos, nas margens do Estreito de Bósforo, assim como em outros lugares.

Mas Constantino não poderia permitir que essa idéia divisiva dividisse a Igreja, e, no processo, seu Império.

Ele tinha que pôr um fim nisso.

Apenas há algumas horas de Istambul está um dos lugares mais importantes

na turbulenta história do Cristianismo.

Bispos de todo o Império foram chamados para resolver a crise

em um Palácio Imperial o qual se acredita que está atualmente submergido neste lago.

Hoje a cidade aqui é chamada Iznik.

De volta ao século 4, essa era a cidade de Nicéia, o local do famoso Concílio de Nicéia.

Haviam acontecido concílios da igreja antes, mas esse era o primeiro que tinha a presença do Imperador.

E foi Constantino quem propôs uma declaração vital, esperando mandar todos para casa satisfeitos.

A idéia era que Jesus era "da mesma substância" com o Pai.

Em grego, isso quer dizer, "homoousios" (Consubstancial).

# Eu acredito em um Deus.. #

Depois de muitos argumentos, por pelo menos mais metade do próximo século,

essa frase permaneceu no coração

de um dos mais importantes textos Cristãos de todos os tempos.

# ..no Senhor Jesus Cristo... #

Nós chamamos isso de Credo Niceno, e ainda é recitada

em adorações cotidianas através de todo o mundo Cristão.

# ..sendo da mesma substância do Pai... #

Isso indica que Deus é igualmente o Pai, Jesus, o Filho e o Espírito Santo.

Eles são três em um,

a Trindade.

# Amém. #

O Imperador deve ter dado um suspiro de alívio.

Imperador duraram pela unidade.

Incovenientemente para eles, Cristãos repetidamente valorizavam a verdade ante outras coisas.

100 anos depois, em 428, um esperto mas indiscreto estudante

foi apontado como o novo Bispo de Constantinopla,

Nestorius.

Bispo Nestorius gastou pouco tempo para inserir na Igreja

um pensamento novo sobre a natureza de Jesus.

Esse pensamento terminaria com a unidade da Igreja de uma vez por todas no processo

e consolidaria o Cristianismo Oriental como uma força distinta e formidável.

Agora eu tentarei chegar no coração do que pode parecer um argumento muito técnico.

Depois de Nicéia, sabemos que Jesus Cristo é da mesma substância do Pai, então ele é divino.

Mas ele é também um homem. Então ele é humano.

Ele tem duas naturezas, mas ele é uma pessoa.

Como isso realmente funciona?

Nestorius entendeu as duas naturezas em Cristo

como sendo algo como azeite e água dentro de um copo.

Apesar de eles estarem no mesmo contenedor, eles permanecem separados.

Então em Cristo existem duas naturezas separadas - humana e divina.

Essa pareceu uma fórmula organizada e satsfatória,

especialmente para Cristãos que buscassem a salvação.

Se Jesus fosse parcialmente humano, as pessoas poderiam identificar-se com ele

e se ele fosse parcialmente divino, ele poderia garantir o presente da vida eterna.

Mas muitos acharam isso organizado demais.

O Bispo da Alexandria no Egito, Chamado Cyrill, ficou apavorado.

Separando as duas naturezas de Jesus separou o Cristo em dois.

Imagine um copo contendo água e vinho. Eles se misturam indivisivelmente.

Então, Cyrill falou que era o que acontecia com Cristo.

Sua natureza humana e divina estão juntas como uma.

Os seguidores de Cyrill ficaram prontos para lutar com Nestorius.

Essa foi realmente uma luta até a morte porque entender exatamente como Jesus era Deus

explicaria se ele era poderoso o suficiente para salvar você do Inferno.

Em um primeiro momento, Cyrill parecia ter a vantagem.

Ele conseguiu fazer com que Nestorius fosse perseguido em Constantinopla

e banido para uma prisão remota no Egito.

Mas os apoiadores de Nestorius permaneceram.

E então mais uma vez um Imperador Romano temeu que seu Estado se partisse.

Ele tinha que realizar mais Concílios.

Eventualmente em 451 os Bispos do Império se reuniram perto de Constantinopla

para outro Concílio que seria mais uma referência na história da Igreja.

O Concílio de Calcedônia se reuniu para definir o futuro da fé Cristã.

O Concílio se reuniu bem ali.

Ele tentou fazer o que todos os Imperadores querem, trazer todos para um acordo localizado no meio termo.

Quando você faz isso, sempre ajuda ter umas tropas por perto.

Então o Concílio decretou um compromisso.

Em essência apoiou a ênfase de Nestorius sobre o azeite e a água -

que enquanto aqui na Terra, Cristo era divino e humano

"reconhecido em duas naturezas, sem confusão, sem mudança".

Mas em concordância com os seguidores de Cyrill, o Concílio adicionou "sem divisão, sem separação".

e Esse compromisso é como as Igrejas que descendem do Cristianismo do Imperador,

a Católica, Protestante e Ortodoxa,

entenderam o mistério de Jesus desde então.

Mas francamente, foi um acordo injusto que deixou muitas pessoas insatisfeitas.

Os apoiadores de Cyril ficaram naturalmente zangados,

mas os seguidores de Nestorius também se sentiram marginalizados e insultados.

Nestorius morreu como um herege em exílio.

E apesar de Calcedônia ter usado algo de sua idéia teológica, isso não ajudou em nada no sentido de restaurar sua reputação.

Os perdedores do Concílio de Calcedônia se recurasaram a dar o braço a torcer.

Foi um banho de água fria. O Cristianismo Imperial e o não-Imperial nunca mais se reconciliariam.

Ao invés disso, algo novo aconteceu.

A igreja se dividiu pela primeira vez, algo que aconteceria muitas outras vezes em sua história.

A Igreja Imperial agora se encontrou focada somente no mar Mediterrâneo.

Ela não tinha opção.

Cristãos Orientais não seriam mais manipulados pelo Imperador.

Mas diferente de seus primos ocidentais, os Cristãos Orientais agora teriam que sobreviver

no meio de religiões diferentes e hostis, sem o apoio de um Imperador.

Você pode pensar que seria o fim deles.

Mas em qualquer religião, um azar aparente pode ser um incentivo,

até mesmo estimular uma expansão.

Para Cristãos Orientais isso foi o inicío de uma grande aventura,

para levar o que eles acreditavam que fosse a verdade e o primeiro Cristianismo para os confins da Ásia.

No século 6, nas bordas orientais do Império Romano,

a Síria estava emergindo como um centro Cristão alternativo de gravidade em relação ao Oeste.

ELE CANTA

ELES RESPONDEM

Padres simpáticos à visão de vinho e água misturados de Cristo, criada por Cyrill de Alexandria

foram secretamente consagrados Bispos.

Uma nova Igreja Oriental foi criada.

Era chamada agora de Igreja Ortodoxa Síria.

Hoje seus padres são treinados em seu quartel-general fora de Damasco.

O seminário oferece um relance de como o Cristianismo Imperial Ocidental

poderia se parecer se Calcedônia tivesse escolhido em favor de Cyrill.

Ao invés do Cristianismo racional e organizado do Oeste,

essa é uma fé que se glorifica dentro do mistério.

Presta uma atenção meticulosa ao ritual...

..em particular à qualidade da performance.

HOMENS CANTAM EM UNÍSSONO

Um ds tutores no seminário, Padre Fady,

sugeriu a mim que o Cristianismo Oriental está mais próximo de suas origens que o do Oeste.

O que você acha que está faltando na tradição da Igreja Ocidental?

Bem, você encontra a liturgia no Leste muito mais rica em simbolismo.

A maneira como as pessoas se comunicam não é somente através de palavras, mas através

de gestos, através da maneira que a pessoa está se expressando,

através de seu corpo, ou voz, tom ou o que quer que seja.

Agora isso é muito diferente de como a espiritualidade Ocidental se desenvolveu,

A qual sempre foi através de filosofia, então você sempre tem teólogos que

são filósofos, mas no Leste, você sempre tem teólogos

que são ou poetas, ou talvez desenhistas, ou outra coisas.

Toda a adoração Cristã é feita de drama, cheia de simbolizações e símbolos.

Mas o que Padre Fady está clamando é que o Cristianismo Oriental criou

uma prioridade de passar adiante gestos,

que te levam exatamente ao princípio da Igreja.

Quando o padre levanta o pão da comunhão, por exemplo, isso simboliza Jesus se levantando dos mortos.

Você poderia dizer que a declaração mais importante

da Igreja Ortodoxa Síria é clamar por sua autenticidade.

Partes-chave desta declaração estão na antiga língua chamada Siríaco.

É um dialeto derivado do Aramaico,

na verdade a língua que Jesus falava.

O que me faz tão entusiasmado sobre minha Igreja é que

a Igreja fala a língua do Cristo,

então se você quer ler a história da Igreja ou da espiritualidade

da Igreja, você realmente precisa falar Siríaco para ter acesso a todos os manuscritos

e você conhecerá as escritas da Igreja em seu início.

Aqui, nas bordas do Império Romano,

existia um Cristianismo agora totalmente responsável por seu próprio destino.

Esses Cristãos Sírios honraram a memória de Cyrill

e outros Cristãos se sentiram da mesma maneira.

Vá à antiga Igreja do Egito, dos Cóptos, ou à antiga Igreja da Etiópia,

e você descobrirá que eles ainda não se esqueceram do Imperador Romano pelo Concílio de Calcedônia.

Mas já que a confiança estava crescendo entre os Cristãos Orientais,

no século 7 todo o Cristianismo,

Leste e Oeste, se encontraram em perigo.

Tiveram que encarar um rival,

um novo militante na fé...

Islã.

Seguidores do profesta Maomé começaram sua investida

desde a península Arábica em 632,

conquistando muito do mundo conhecido com uma velocidade incrível.

O Islã trouxe um dano enorme ao Cristianismo Imperial.

Conforme viajava para o Oeste, ele varria a maioria das províncias do sudoeste do velho Império Romano,

Alcançou o norte da África,

adentrou na Espanha, e também na Sicília e Itália.

Ele ameaçou até mesmo a poderosa Constantinopla.

Essa luta entre o Cristianismo Imperial e o Islã

pela alma da Europa continuou por séculos.

Mas o conflito também possuía uma face Oriental.

Essa é uma das mais velhas mesquitas do mundo, a Grande Mesquita Umayyad.

Ela foi construída no coração de um novo Império Muçulmano

dominado pela Dinastia Umayyad a partir daqui, em Damasco.

Versões modernas e cruas da história veem a vinda do Islã

como uma "colisão de civilizações", na qual o Islã rapidamente tirou do mapa o Cristianismo Oriental.

Mas a verdade é bem diferente.

Aqui houve mais que um encontro de civilizações.

Parecida com a destruição de Jerusalém no século 1,

a chegada do Islã foi realmente um ponto de crise para os Cristãos.

Mas o Cristianismo provou que poderia conhecer seu novo desafio e sobreviver.

Os Umayyads não possuíam os recursos ou a inclinação para forçar uma conversão aos Cristãos.

De fato, eles fizeram acordos com os líderes locais.

Cristãos se tornaram cidadãos de segunda-classe e depois os governantes

até os forçaram a se vestirem de maneira distinta, com roupas amarelas.

Muito tempo depois, Cristãos Europeus fariam o mesmo com os Judeus.

Apesar disso tudo há evidências de que o Cristianismo influenciou o Islã.

O Cristianismo teve um papél no sentido de moldar a adoração Muçulmana.

Afetou até mesmo sua doutrina.

A Mesquita Umayyad está em um lugar onde antes havia uma Igreja Cristã

e ainda contém um santuário onde dizem conter a tumba de João Batista,

Esse santo Cristão é honrado como um profeta no Islã.

Mas talvez o mais notável é a maneira como os Muçulmanos se prostram durante suas orações,

que é originalmente inspirada pela tradiçao do Cristianismo Oriental.

Eu discuti tudo isso com o estudioso Islâmico e político Sírio Mouhammad Habash.

De acordo com nossa fé no Islã.

Nós acreditamos que todos os profetas

são profetas e mensageiros de Deus, mas acreditamos que Jesus Cristo é anormal.

Em nossa fé, acreditamos que ele é como um espírito de Deus

e acreditamos que ele voltará exatamente naquele minaret branco. minaret = (torre da mesquita com estrela)

Oh, esse minaret branco. Esse minaret branco -

É chamada de Minaret Jesus, porque o profeta Maomé disse:

"Por Deus, Jesus Cristo voltará a vocês

exatamente neste minaret branco em Damasco."

E aqui estamos neste grande espaço, e é realmente muito natural que tiremos nossos sapatos

mas eu também vi a mesma coisa no santuário de uma igreja Cristã durante a Santa Eucaristia.

então você acha que é possível que todos esses padrões

são na verdade emprestados do Cristianismo pelo Islã nos seus primeiros dias?

Meu colega do parlamento, ele mencionou esse padrões de tirar seus

sapatos e de como rezar. Ele disse que em todas as igrejas,

em todas as facções Cristãs, você pode encontrar a mesma forma de orar do Islã, cinco vezes por dia,

e você pode encontrar pessoas que rezam no chão, não em uma igreja. Acredite em mim, há

mais em comum do que você pensa entre o Islã e o Cristianismo.

Conforme os Cristãos aqui aprenderam a viver lado a lado com o Islã,

um grupo de Cristãos Orientais estava prestes a conseguir uma inesperada nova oportunidade de melhorar de vida.

Lembram de Nestorius, o Bispo que venceu no dia de Calcedônia, mas ainda saiu como perdedor?

Bem, adaptar-se ao desafio do Islã

providenciou justamente o incentivo que seus seguidores precisavam para embarcar em sua própria aventura Cristã no Leste.

Nestorius morreu em exílio no Egito, mas seus apoiadores

ajudaram a construir uma igreja independente do Cristianismo Imperial

e a Igreja Ortodoxa Síria.

Eles basearam seu quartel-general longe ao Leste, no moderno Iraque.

Eles se chamaram,

apropriadamente, a Igreja do Leste.

ELES CANTAM

Essa é uma das congregações de Igreja Iraquianas.

Teve uma presença no que agora é chamado de Iraque por mais de anos 1500 anos.

Apenas as guerras recentes conseguiram forçar essa congregação a adorar em exílio através da fronteira da Síria.

Ela é naturalmente orgulhosa de sua linhagem antiga.

Mas de fato ela tem um significado muito maior dentro da história do Cristianismo.

Isso acontece porque esses Cristãos Orientais persuadiram seus governantes Muçulmanos que eles

tinham habilidades únicas para oferecer.

Habilidades obtidas durante o tempo que eles gastaram

debatendo sobre a natureza de Cristo.

Eles trouxeram teologia Grega, literatura e filosofia para o Siríaco nativo para assim argumentar o caso.

Tornaram-se os pensadores do Oriente Médio.

Então, quando o novo Império Muçulmano quis traduzir em Árabe a ciência e filosofia Grega

foram os ancestrais destes Cristãos que naturalmente fizeram o trabalho.

Nós do Oeste temos com a Igreja do Leste uma grande dívida.

Muito do que sabemos sobre o conhecimento Grego,

da medicina a astronomia e até mesmo o sistema numérico Arábico que usamos hoje em dia

tudo veio a nós como cortesia daqueles tradutores Cristãos.

O valor dos pesquisadores para seus governantes Muçulmanos garantiu que aquela igreja prosperasse.

Em 200 anos de ascenção do Islã, o Patriarca Timothy I da Igreja do Leste

presidiu desde a capital Abbasid em Baghdad

sobre uma área que se extendeu desde Jerusalém a Ásia Central

até a Índia, que era o lar para uma prosperante Igreja.

Seus descendentes ainda estão lá.

Em todos os lugares nesta vasta área, Timothy era conhecido pelo antigo

título Siríaco de respeito por um líder religioso, "Mar".

Talvez um quarto de todos os Cristãos viam Mar Timothy como seu líder espiritual -

provavelmente o mesmo número de fiéis que assim viam o Bispo que era o Papa em Roma.

Então aqui na Síria e na Ásia Central, o Cristianismo tinha passado por um teste crucial.

Em contraste com o Oeste, ele não pôde contar com força militar

e então aprendeu a fazer o melhor da persuasão,

negociação.

Mas o Cristianismo em seu coração possui uma fé missionária,

e no Império Abbasid, conversão do Islã para outra religião era proibida.

Então a Igreja Oriental tinha que encontrar outras maneiras de se expandir.

A solução era tão radical quanto a futura expansão do Cristianismo Ocidental dentro das Américas.

A Igreja do Oriente Médio decidiu se espalhar para o longínquo Leste.

O Cristianismo é agora tão identificado com o Oeste que nos esquecemos

que há muito tempo atrás Deus se tornou homem em Jesus e encontrou terreno fértil no Leste.

E foi exatamente isso que aconteceu no século 7 na China.

E estamos começando a entender como o Cristianismo pode ter conseguido sobreviver em uma cultura tão diferente.

Eu conheci Martin Palmer, um escritor do início do Cristianismo Chinês que acredita ter encontrado o gatilho inicial.

A evidência que faltava da presença Cristã na China no século 7.

Isso é mais ou menos a mesma época em que o Cristianismo começava a converter Anglo-Saxônicos na Inglaterra.

Martin encontrou um mapa da atual província de Shaanxi,

onde pensava-se que haveria um monastério Cristão do século 7, há muito tempo perdido, chamado Da Qin.

Para encontrá-lo ele precisaria comparar com um identificável ponto de referência Chinês.

Esse mapa era feito à lápis, estava muito apagado. Então eu

peguei um grande e magnífico vidro, coloquei uma forte luz sobre ele,

olhei para o mapa, li as informações e de repente percebi que eu sabia exatamente onde estava o monastério...

... porque o templo próximo no mapa era o templo de Lao Guan Dai

e aquele é o templo, bem ali.

OK. Bem, naquele monte, aquele com várias árvores bem lá.

Lao Guan Dai era o mais importante Templo Daoísta da China durante a Dinastia Tang.

GONG RESSONA

E agora numa encosta, bem depois daquele Templo,

Martin procurava por evidências de um monastério Cristão.

O monastério parecia ter uma aparência alta tipicamente Chinesa,

uma "pagoda".

E isso foi exatamente o que Martin encontrou, há apenas 1,6 km de distância.

Estava em péssimo estado.

Os Chineses cuidaram com carinho do lugar,

porque apesar de tudo incrivelmente a edificação sobreviveu ao tempo.

Nós chegamos e encontramos uma freira de 115 anos, e eu sei que está começando

a soar como Indiana Jones, mas ela preparou chá para nós

e eu estava desesperadamente procurando para ver se encontrava alguma coisa com uma cruz nela,

então eu subi na colina só para olhar de cima para baixo

e foi quando eu percebi que esse era um lugar Cristão.

Como?

Todos os templos Daoístas, Budistas e Confucionistas têm sua face para o Sul,

essa é a geomântica, a direção feng shui dos tempos Chineses. Sim.

Todas as igrejas históricas Cristãs têm sua face em direção ao Leste, como você já sabe.

..melhor que ninguém. Esse terraço corta pelo lado da colina e têm sua direção vai do leste para o oeste.

Então eu desci correndo da colina, gritando "Isso, isso, eu sei que é verdade, eu sei que é verdade!"

E a freira budista me encarou

de joelhos e falou, "O que está acontecendo?" Então eu disse,

"Bem, nós achamos que esse templo pode ter sido há muito tempo atrás

"uma igreja Cristã muito antiga", e ela levantou e disse,

"Bem, claro, essa é a mais famosa igreja Cristã da China. Você não sabia disso?"

ELES RIEM

Há momentos, Diarmaid, quando você apenas pensa, "Obrigado, Deus!"

O monastério Cristão parece ter adotado a típica arquitetura Chinesa.

Dentro da construção há esculturas, as quais Martin acredita

que tenham sobrevivido desde os dias Cristãos da "pagoda". Mas quando tentamos dar uma olhada, há um problema.

ELA GRITA

ELE GRITA

Hoje o térreo da "pagoda" é um Templo Budista.

E alguns locais já tiveram o suficiente do interesse do mundo na construção

sendo um ponto histórico Cristão.

Ao invés de longas negociações, eu decidi que não iria entrar.

Eu tenho uma certa simpatia pelos moradores bravos.

Quando meu tipo de cultura Cristã Ocidental forçou sua entrada na China

no século 19, isso humilhou os Chineses.

Eles não se esqueceram disso.

Mas muito antes disso, A Igreja do Leste

chegou na cena, e isso foi muito diferente.

E Martin estava ansioso para me mostrar mais sobre as diferenças.

Há uma hora de lá está a capital da Dinastia Tang, Chang'an, atualmente Xi'an.

É o lar de um respeitável museu que guarda antigas memórias gravadas em pedras, conhecidas como Stelae.

A conhecida Floresta de Stelae é na verdade uma antiga biblioteca

de escritos clássicos Confucianos, poesia e história chinesa.

E existem outras Stelae adquiridas da capital imperial.

Uma destas grandes pedras tira seu fôlego quando você percebe o que ela é,

nada menos que uma antiga comemoração

da Igreja do Leste na China datada de 781.

E é isso. Essa é a pedra Da Qin. Há as palavras "Da Qin".

Da Qin significa um grande império no Oeste.

Os Chineses sabiam que havia um grande Império arrasador em algum lugar ao Oeste.

Agora, se eles estavam se referindo a Roma ou ao Império Bizantino

ou ao Império Sírio, não temos certeza, mas o que eles dizem é,

"Essa é a religião brilhante do Império do Oeste".

Há a palavra para a religião, Há o brilho,

e esse foi o nome que os Chineses Cristãos deram

a sua própria religião, a religião da luz.

Mas posso te mostrar uma outra coisa que vai fazer uma conexão de volta a Síria onde você estava agora há pouco

com a China, porque por aqui, nessas paredes,

você consegue ver como temos alguns textos em Siríaco...

Oh, sim.

..e então, abaixo estão os nomes em Chinês. Sim.

E cada um destes nomes Chineses começa com o mesmo caractere

e esse é o caracter que significa "Mar"...

Oh, Padre! Exatamente. Sim, sim.

E o que me impressiona quando olho para todas essas

grandes pedras é que esse Cristão é igual a todos os outros.

Exatamente, exatamente. Então aqui estamos no ano de 781

no maior império no maior período

da Civilização Chinesa que já existiu

e nós temos o Cristianismo chegando, orgulhoso de suas raízes,

mas também capaz de se misturar e se mover entre os Chineses

com grande facilidade.

Definitivamente, em qualquer lugar que eles foram,Cristãos Orientais parecem ter encontrado simpatia

em sociedades muito diferentes da deles.

Então o mistério é o que aconteceu com a Igreja do Leste?

Sabemos que no século 9 um novo Imperador Chinês se virou contra todas as religiões estrangeiras.

A Igreja aparentemente desapareceu.

Essa era a sala de examinação, mas tinha também sua função religiosa.

Mas o Martin tem uma intrigante teoria de que a igreja, ao invés de desaparecer, pode ter se tornado secreta.

Nós temos um registro. Marco Pólo, que veio para a China no fim do século 13

não gostou da Igreja do Leste. Ele era um bom Católico, odiou a eles.

Ele fala que 700.000 Cristãos escondidos reapareceram.

Ele provavelmente subestima seu número, porque ele não gostava deles.

sim, ele está falando sobre um número enorme. Número enorme.

Então se as pessoas Chinesas estavam preparadas para pôr todo esse esforço no Cristianismo,

o que é isso que fez o Cristianismo Chinês?

Bem, eu penso que enquanto a Igreja do Oeste, uma vez que tinha conquistado o Império Romano, não conheceu outra

cultura, a não ser o Islã com quem tinha alguns problemas até o século 15,

a Igreja do Leste era engajada com os maiores centros intelectuais que o mundo possuía.

E apesar do tipo de Cristianismo que eles desenvolveram ser um Cristianismo de diálogo,

não de conquista. Eles nunca... nunca foram a Igreja Imperial do Leste.

Era uma Igreja de mercadores, não de militares,

e essa é uma enorme diferença, poque mercadores gostam de cumprirseus compromissos.

A habilidade do Cristianismo Oriental de se adaptar e se espalhar sem nenhum exército para apoiá-lo

pode ter ajudado com que sobrevivesse na China pelo menos até o século 9.

Nessa época o Cristianismo Ocidental tinha apenas começado a fazer seu caminho dentro da Europa Central e Nordeste.

Esse é um ponto que normalmente se deixa passar.

Você poderia dizer que a Igreja do Leste falhou na China.

Ela nunca ganhou favores permanentes de Imperadores.

Ela adorava em uma língua estrangeira, o Siríaco. Parecia que desapareceria.

Mas se Martin está certo, não desapareceu completamente.

E talvez o Cristianismo que conhecemos precise recuperar sua antiga habilidade de escutar.

Hoje em dia, O Cristianismo é visto como uma fé Ocidental.

Realmente, muitos no mundo Muçulmano enxergariam o estilo de vida "ocidental" como o estilo de vida "Cristão".

Mas o Cristianismo não é originalmente uma religião "ocidental".

Ela começa no Oriente Médio, onde ainda existem

Igrejas que tem sido Orientais desde o princípio da era Cristã.

A história do primeiro Cristianismo nos conta que a fé Cristã

é de fato enormemente diversa e tem muitas identidades.

E nos mostra que longe de ser um "conflito entre civilizações",

no Leste, o encontro entre o Islã e o Cristianismo enriqueceu ambas as fés.

E ainda, por toda a habilidade do Cristianismo de se reinventar,

ele cruzou definitivamente através da maior parte da Ásia.

Sofreu muitos imprevistos - massacres, pragas, perseguições.

O Islã as sofreu também,

mas o Islã tinha amigos poderosos o suficiente para sobreviver.

No próximo episódio de minha história do Cristianismo, eu seguirei

a estrada ocidental para fora de Jerusalém para Roma e depois.

E lá veremos o que acontece com o Cristianismo quando ele tem amigos poderosos.

Por que não tomar parte na Enquete Aberta Online da Universidade -

"O que significa ser um Cristão hoje?"

no site...

..e siga os links.

Legendas em PT-BR por kurtfoz versão 1.3 05/03/2010 Espero que tenham gostado! ;)

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