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Retraindo.
Pin�a. Agora, retire...
Precisa retrair...
Desliguem a m�sica. N�o ou�o meus pensamentos.
Calma, Michael. N�o � uma cirurgia cerebral.
Bem...
N�o posso me distrair enquanto estou operando.
N�o est� distra�do. Voc� � o paciente.
-Devemos tentar ressec�-lo? -Ele � taquic�rdico.
Est� doendo?
-Sim. -Precisa contar para algu�m.
Gente, n�o sou deficiente.
-Press�o arterial est� subindo. -Olhe para mim.
-Est� com hemorragia. -Escutem, estou acordado.
O anestesiologista fez besteira. Posso sentir isso.
Voc�s, algu�m!
Todo o segmento est� come�ando a necrosar.
N�o podemos salv�-lo.
Anna!
A nevasca prevista para Nova Iorque
poder� chegar a 65 cent�metros em 24 horas,
com uma tempestade de vento como consequ�ncia...
Anna?
Os limites j� est�o fora de controle.
Agora est� invadindo meus sonhos?
-Voc� n�o � o Tavo. -Hector. Pode preencher isso.
-Pare�o um paciente da cl�nica? -Est� mancando.
Distendi jogando h�quei. Estou bem.
-Jogou bem, Dr. Holt. -Quando n�o jogo bem?
Quem � meu primeiro paciente?
Um momento. Tenho bem aqui.
Quem � o pr�ximo?
Desculpe, gente.
Todos sentados. Ser�o chamados pelo nome.
Quando descobrir,
leve-os � sala de exames, coloque a ficha atr�s da porta,
e venha me encontrar. Boa sorte.
-Como se sente, Srta. Polanco? -Senhorita?
-Voc� n�o parece a Mary. -Marty.
Com licen�a.
Hector.
Me deu a ficha de Mary Polanco ao inv�s de Marty Polanco.
N�o fui eu.
-Ent�o quem foi? -Autumn me ajudou, ent�o...
-Algum problema? -Ficha errada, acha que fui eu.
-Mas foi voc�, certo? -N�o coloquei.
-Eu tamb�m n�o. -Algu�m d� o correto, por favor?
Tudo bem. Qualquer d�vida, pergunte.
Gente, esqueceram seus...
Anna.
O que faria agora?
�timo, estou falando e voc� n�o est� aqui.
N�o sei o que � mais louco.
"Mary Polanco, perdeu 11 quilos."
"S�ndrome do X"?
Autumn, sabe o que � S�ndrome do X?
N�o acredito que n�o saiba.
� verdade, voc� s� trata
doen�as cerebrais raras e estranhas no lugar maneiro.
Engra�ado. � t�o ador�vel quanto �til.
S�ndrome do X s�o epidemias,
diabetes, obesidade e hipertens�o.
M�dicos familiares veem tanto isso,
-que deram taquigrafia pr�pria. -Entendi.
E caso precise aprender mais alguma coisa,
"VD" significa: Visita Domiciliar.
Entendi. Pode guardar para mim?
� algum jogo de dom�nio da mente?
Todas s�o visitas domiciliares.
-Ela tem fobia a multid�o. -Quem?
Deus.
Agora a sala de traumas est� livre de traumas.
Est� mancando.
-Quer ajuda com isso? -N�o.
Apenas m�dicos, Anton.
Prometo ficar atr�s da linha.
Algo o est� incomodando.
Seu poder sempre me surpreende.
Anna entregava pessoalmente benazepril e insulina
para uma pessoa com fobia, sem ajuda do sistema.
Quem assumiu depois que ela morreu?
Ningu�m, o rem�dio est� aqui h� tr�s meses.
E agora, irm�o?
N�o acredito que essa mulher passou despercebida.
Eu sei. Este lugar � t�o organizado.
-Algu�m precisa cuidar dela. -Eu indico voc�.
N�o. Pode chamar Zeke ou Kate.
Tenho um encontro com uma am�gdala rebelde no Holt.
Deve ser meu lembrete irado agora.
Estou a caminho, Rita. O que foi?
Como assim?
Ele n�o conhece a pol�tica de cancelamento?
Tudo bem. Inacredit�vel.
N�o pude deixar de notar que ganhou uma brecha.
Autumn, qualquer um pode cuidar disso.
-Se for tumor cerebral, sou seu. -Fala s�rio, Mary est� vindo.
Est� na dire��o contr�ria.
Se for vontade da Anna, o final poder� ser cat�rtico.
Quer saber? Sempre cedo e digo "sim".
O que acontece se eu dizer "n�o"?
Bem no "neg�cio".
Falava de uma resposta c�smica imediata.
S01E10- In Case of a Bolt from the Blue
SubsOTF: Bah, eFujino, Lenon, MiSummers e Rai.
Revis�o: B�.
onetrueforum.net Twitter: @onetrueforum
Mary, est� a�?
Ela n�o sai de casa h� 3 anos. Onde mais estaria?
-Viemos pela Cl�nica Sanando. -V�o embora.
Trouxemos seus rem�dios.
Robert?
N�o. � o Dr. Michael Holt.
Onde esteve, Robert?
-Quem � Robert? -Ex-marido.
Tenho as prescri��es que a Dra. Anna Paul trazia.
-N�o conhe�o nenhuma Anna Paul. -Claro que conhece.
Temos uma foto que ela tirou de voc�s.
Ela era a �nica pessoa em quem eu confiava.
Costumava me trazer deliciosas alfarrobas.
Era muito bom, nem sentia falta do chocolate.
Ela estava tentado ajudar. Depois parou de vir.
Bem, ela n�o queria. Anna nos enviou.
N�o disse que traria algu�m para o jantar.
Cheque o arquivo. Deve ter familiares que ajudem.
O contato de emerg�ncia est� em branco.
E n�o h� nada aqui sobre dem�ncia.
-O que ela tem? -Est� sem rem�dios faz 3 meses.
Pode ser cetoacidose diab�tica ou encefalopatia hipertensiva.
Est� mancando. Se machucou?
N�o, estou bem. S� preciso tirar sua press�o.
Ela nem sempre foi eremita. Ano novo, 2006.
-Ela parece �tima. -Por favor, n�o fa�a isso.
Fique comigo. Est� tudo bem.
A press�o est� 150/93.
As prescri��es acabaram.
Qual foi a �ltima vez que mediu a glicemia?
O Dr. Holt quer medi-la agora.
N�o. Esperem a Anna para medi-la.
-Sou m�dico. -N�o � n�o.
-N�o! Onde ela est�? -Precisa ficar parada.
Onde ela est�? O que fizeram com ela?
Onde ela est�?
-Onde Anna est�? -Anna est� morta.
Era a �nica pessoa que me restava.
Sinto muito.
� por isso que ela n�o veio mais lhe visitar.
Glicemia alta demais para registrar.
Preciso de uma composi��o para examinar o sangue.
Precisamos lev�-la � cl�nica.
N�o. N�o posso sair do apartamento.
-Por favor, Robert. -Ser� um exame r�pido.
Agora lhe darei um pouco de insulina.
Acabar� logo.
N�o suporto multid�es.
N�o haver� muita gente por l�, haver�?
Com licen�a.
Preciso passar.
Com licen�a.
Anton? Preciso de ajuda.
As suas aulas de medita��o n�o o acalmaram.
Dante? H� algo errado com voc�.
Ei, a tatuagem do meu irm�o est� infectada.
-Quanto demora? -Desculpe interromper, irm�o.
Dante precisa de um m�dico.
Est� bem. A m�e dele precisa...
N�o d� tempo de preencher formul�rios.
-Estou tendo um infarto. -Est� sempre morrendo de algo.
Pergunte aos m�dicos. J� o conhecem.
Isto � real.
Meu bra�o esquerdo est� formigando.
Parece mesmo um infarto.
Dra. Sykora!
Certo.
Dante, vi em sua ficha,
que j� esteve aqui por causa de uma bact�ria.
Leu na Internet sobre um surto de bact�rias de mel�o.
Fico feliz por ter sido um falso alarme.
Queria isso tamb�m fosse, mas n�o �.
Tudo bem. Vamos conferir.
Na verdade, seu cora��o est� bem.
� imposs�vel.
Veja aqui.
Seus Segmentos T est�o normais.
Se estivesse enfartando, estariam elevados.
Por que o meu bra�o est� formigando?
� parestesia. � inofensivo. Talvez dormiu de mal jeito.
N�o. N�o acordei assim.
Certo, �s vezes... Entre.
�s vezes, n�o h� causa espec�fica.
Olhem, � o meu paciente favorito.
Mas prometo que passar� sozinho.
S� isso? N�o descobrir� o que h� de errado comigo?
Sabemos que n�o � nada urgente.
Preciso examinar pacientes que chegaram antes de voc�.
A Internet diz que formigamento pode ser um sinal de infec��o,
exposi��o � toxinas ou isquemia.
Com certeza n�o � nada disso,
mas se esperarem at� o meu pr�ximo paciente,
-faremos um check-up completo. -Sem chance, Dante.
Faltei ao trabalho e voc� s� desperdi�ou o tempo deles.
Por favor, m�e.
Tudo bem. Com uma condi��o.
Sem mais pesquisas online.
Obrigado, Dr. Zeke.
Aguente firme. N�o vou demorar.
-S� mais um pouco, Mary. -N�o consigo.
Sim, consegue. Consegue sim, Mary.
Vamos.
Meu Deus. � a minha Mary?
Exato. Est� se saindo bem.
N�o consigo!
-Michael, o que aconteceu? -Olhe para ela.
Eu sei. Precisamos acalm�-la.
E ent�o?
-Como faremos isso? -N�o fa�o ideia.
Nem eu.
Nunca a vi assim antes.
Tudo bem, tudo bem. Est� pronta?
Certo. Vamos.
Mary tem Agorafobia severa,
mas a diabetes e a hipertens�o est�o sob controle.
Ela n�o � demente.
H� quanto tempo estou morta?
Faz 3 meses que Anna n�o a visita, certo?
-J� sabe disso. -Tr�s meses?
N�o acredito que estou longe h� tanto tempo.
-Robert, quero voltar! -Apenas...
-Conte-me sobre Robert. -Sabe tanto quanto eu.
Hist�ria triste. Ele era charmoso,
engra�ado e muito bonito.
Tiveram um casamento de conto de fadas
e um apartamento no Central Park West.
Tenho uma reuni�o com o contador na IPO. Ande logo.
-O que foi isso? -Pois �.
Ela foi vice-presidente de opera��es globais
em uma grande empresa.
Ent�o, Mary era uma manda-chuva?
S�rio? Como sabe disso?
Certo. Mary, precisa se apressar.
Sabe onde ser� a reuni�o?
-N�o, n�o fa�a... -Siga a rota...
Estas s�o rotas para os Resorts de Esqui ao norte.
-O que foi, Mary? -� a Agorafobia.
-Um ataque de p�nico. -N�o.
Parece Respira��o de Kussmaul, por causa da diabetes.
-Deve ser isso. -Qual delas?
O que estamos esperando?
Precisamos lev�-la � cl�nica, mas a Broadway congestionou.
Vou cortar pela Bowery.
Qual o problema do seu pequeno paciente Dante?
J� o examinei umas outras doze vezes.
Ci�tica, L�pus, Doen�a de Lou Gehrig.
� o nosso hipocondr�aco.
Sim. J� tinha percebido.
-Por que ser�? -Darei um palpite.
� pequeno, inteligente e ruim nos esportes.
-Sofre bullying. -As doen�as o afastam da escola.
A m�e dele sabe?
� m�e solteira, trabalha o dia todo e faz o que pode.
-O que seria? -As mesmas coisas que eu fiz.
-Contatei o diretor da escola. -Ent�o?
Se fosse abuso f�sico, expulsariam os imbecis.
Mas � abuso verbal, humilha��o.
Ent�o supostamente est� tudo bem?
Faz ideia de quantas crian�as se suicidam por causa disso?
Desculpe deix�-lo esperando, Dante.
Dante?
Oi, Zeke.
N�o ouviu a Dra. Kate?
N�o.
-Por que n�o ouvi? -N�o sei.
O que h� com seus ouvidos?
O direito est� doendo.
Deve ser apenas cera. Vou tir�-la, est� bem?
Dr. Zeke, pode dar uma olhada?
O que foi?
A membrana do t�mpano est� rompida.
-O que quer dizer? -O t�mpano estourou.
Bem, como? O que colocou no ouvido?
Nada, eu juro.
Por que isso aconteceu?
O t�mpano pode romper devido a uma infec��o,
mas n�o vi pus ou inflama��o.
-Vou ficar surdo? -N�o.
Cura-se em um m�s ou dois.
Dante, algu�m fez isso com voc�?
Foi isso? Algum garoto da escola bateu em voc�?
-N�o. -N�o teria como.
A escola n�o abriu hoje por causa da neve.
Ele estava em casa.
� tudo recente. Aconteceu hoje.
E n�o � psicossom�tico.
Primeiro o formigamento, agora isso. O que est� havendo?
Achei que fossem os valent�es,
at� saber que n�o houve aula.
Ele estava em casa. S� restou a m�e.
Est� cansada por todas as vezes que veio at� aqui.
-Acha que ela bateu nele? -A teoria da hipocondria j� era.
E se ela o convenceu quanto �s doen�as,
-para tirar vantagens disso? -M�nchausen por procura��o.
Depois de alarmes falsos,
precisou convencer com les�es verdadeiras.
Se isso for isso, s� ir� piorar.
Temos que separ�-los.
Diga � m�e que quero v�-la na sala 2.
Que diabos, irm�o. Ele est� l� h� 3 horas.
-Preciso de uma sala. -Est�o todas lotadas.
Fique de olho nela. Vou pegar a insulina.
-N�o vou perguntar de novo! -Autumn!
-Senhor, algum problema? -Sim, estou aqui faz tempo.
S� quero que algu�m v� checar meu irm�o.
Se voc� se sentar...
-O que houve? -N�o sei. Me distra� um segundo.
Certo. Para tr�s.
Mary, n�o se mova. Fique calma, est� bem?
Quero garantir que n�o quebrou nada.
-Fa�a-os sa�rem daqui! -Deem espa�o! Liberem a sala.
Tudo bem. Vou te levantar.
-Robert, por favor. Ajude. -Est� bem.
Me tire daqui. Me tire daqui!
-Tudo bem? -Sim.
� um ataque de ansiedade.
Encontre meu kit e pegue lorazepam.
Dante, � comum proteger as pessoas que o machucam.
Especialmente, se for algu�m pr�ximo, um parente.
N�o � isso.
-Sua m�e o machucou? -N�o.
Vai me dizer quem fez isso?
Eu n�o sei!
Estava andando sozinho e a �ltima coisa que me lembro
� que acordei com a cara na neve.
Espere. Ficou inconsciente?
Por que n�o falou?
Minha m�e estava no trabalho.
Eu n�o deveria estar fora de casa.
Ela se preocupa comigo.
Qual � a �ltima coisa de que se lembra?
De um estalo forte. Igual a uma arma.
-Algu�m atirou em voc�? -N�o estou inventando.
Por favor, n�o diga a minha m�e que inventei coisas.
Querido, isso n�o � sua culpa.
� sim. Ela costumava me levar em hospital de verdade
e agora n�o consegue pagar as contas, por isso viemos aqui.
O que houve comigo?
N�o sei. Mas prometo que vou descobrir.
Preciso continuar te examinando.
Por que n�o se senta?
Vou levantar sua camisa para ouvir seus pulm�es.
Dante, de onde veio isso?
N�o sei. � c�ncer de pele?
Tenho um caso de um garoto de 12 anos, hipocondr�aco...
Estou meio ocupado com meu pr�prio paciente.
S�ndrome X, com andar arrastado,
ent�o talvez deva acrescentar Parkinson � lista de problemas.
E definitivamente, dem�ncia.
Embora Anna tenha dito que n�o haviam sinais
-h� tr�s meses. -Quando Anna falou com voc�?
Ela anotou isso na ficha da Mary.
O que h� de errado com voc�?
Nada. S� a dor em perceber
que nunca vou jogar hockey profissional.
Pelo menos Mary n�o tem ceto�cidos,
ent�o sabemos que n�o � cetoacidose.
-O que foi? -Abaixe as cal�as.
-Como �? -Est� machucado.
E pela �rea onde tem pressionado,
suponho que seja h�rnia inguinal.
-Ergueu algo pesado? -N�o perca seu tempo.
Esse � meu trabalho.
-Deixe-me checar. -N�o.
-Boa tentativa. -S� me deixe sentir.
N�o. O que est� fazendo?
-Tire suas m�os! -Pare de ser idiota!
-Deixe-me sentir, tire o cinto. -Oi, rapazes.
O que est� acontecendo?
-Acho que Michael tem... -Distens�o muscular.
Estou bem.
N�o h� pacientes l� fora que realmente precisam
dos cuidados m�dicos maravilhosos do Zeke?
Sim. Houve uma evolu��o no quadro de Dante.
Quando a briga acabar, quer vir dar uma olhada?
Sim, me d� um minuto.
-Tem febre? N�usea? -N�o.
Se for h�rnia e estrangular,
pode perder parte do seu intestino, ou pior.
-Sabe os sintomas, certo? -Sim. Eu sei.
Sabe. Tudo bem.
O que houve com Michael?
Depois te conto sobre isso.
Acabei de ver o Dante.
O que diabos � aquilo nas costas dele?
Esperava que soubesse. Nunca vi nada parecido.
Ele disse que � doloroso. Tem que ser Eritema.
Sim, pude ver os capilares quebrados, mas por qu�?
-Foi a m�e? -Acho que n�o.
O que � aquele desenho?
Uma Figura de Lichtenberg.
Olhe isto.
Figuras de Lichtenberg apresentam vermelhid�es,
que surgem a partir da ruptura de pequenos capilares
causados pela onda el�trica de uma descarga de luz,
como flashes sobre a pele.
Tamb�m s�o conhecidos como flores-rel�mpagos.
Dante foi atingido por um raio.
Atingido por um raio,
em meio ao Central Park,
durante uma nevasca? � loucura!
� raro, mas acontece. Uma nevasca de rel�mpagos.
Claro. E ningu�m viu.
A neve abafa o som e a luz dos trov�es e dos rel�mpagos,
ent�o � praticamente silencioso e invis�vel.
Como ele sobreviveu?
N�o deve ter sido certeiro.
Pode ter atingido primeiro uma �rvore ou algo do tipo.
Achamos que o raio o pegou de rasp�o.
O que explica a falta de queimaduras.
O que acontecer�?
Ele foi atingido por 30 mil volts.
Podem existir complica��es neurol�gicas.
Precisa ser avaliado por um especialista.
Por sorte, hoje temos um na equipe.
Rita, ligue para o Mendelssohn,
e agende uma herniorrafia urgente.
-Quem � o paciente? -Eu.
Diga que, pela n�usea e febre, � um estrangulamento.
Michael! Isso pode matar!
N�o seja est�pido. Venha para c� agora!
N�o. Esque�a.
Vou chamar uma ambul�ncia privada.
-N�o fa�a isso, Rita. -Sim, claro. J� fiz.
O que planejava?
Sair da� andando, como se estivesse bem?
Fa�a isso e eu mesma te mato.
A� est� voc�. Ei, olhe,
sei que est� indo, mas tenho um paciente que precisa ver.
-N�o posso agora. -Por favor.
Achar� este fascinante.
Hector, cad� o Dante?
Sra. Crim perguntou o mesmo.
Ela foi ao banheiro e quando voltou,
Dante tinha desaparecido.
Disse que ele estava assustado.
Ent�o, ela foi atr�s dele.
N�o, n�o. Localize-a,
fa�a-a traz�-lo de volta.
Viemos buscar o Michael Holt.
Sim. Sou o Dr. Holt.
-O paciente est� l� dentro. -Achei que fosse voc�.
N�o. Se enganou.
Por aqui. Zeke?
Pode ajudar a locomover a Sra. Polanco, por favor?
O que est� havendo?
Tentei te dizer.
Quadro de dem�ncia, v�rias outras doen�as e incapacidade.
N�o h� apoio do sistema. N�o posso dar alta.
Pediu uma ambul�ncia para lev�-la ao Holt?
Sim, preciso fazer testes em local apropriado.
Fant�stico. O que deu em voc�?
Anna a ajudava, portanto, preciso ajud�-la tamb�m.
Tenho certeza de que n�o foi um bom marido,
mas ganhar� o pr�mio de melhor ex do mundo.
� melhor acompanh�-la.
�tima ideia.
Ele roubou meu dinheiro.
A cl�nica � gratuita. N�o pegamos seu dinheiro.
Tudo bem. Assumirei daqui, Autumn.
De onde eles vieram?
O marido nos parou na vinda para c�.
As contra��es est�o a 2min de intervalo,
e esperaram por um t�xi durante meia hora.
Senhor, esta � uma �tima cl�nica.
Um dos m�dicos pode realizar o parto.
Corinna teve complica��es na �ltima gravidez.
Precisar� de ces�ria.
N�o sab�amos que seria voc� e a paciente.
N�o temos muito espa�o.
Voc� decide, Dr. Holt.
Certo.
Leve Mary ao Holt e os dois ao hospital.
Pegarei o carro e os encontro l�.
N�o fui muito esperto.
Podem voltar?
Certo, eu consigo.
Estou ferrado.
Meu Deus! Michael!
Michael!
Tudo bem? Bateu com a cabe�a?
N�o. N�o.
Certo. Est� tudo bem?
O que houve?
H�rnia estrangulada.
Por que n�o disse nada?
Devia ter deixado eu te examinar.
Sabia e n�o me contou?
Bem, eu tentei.
E voc� espera entrar em risco para pedir ajuda?
-Pior paciente do mundo! -E a ambul�ncia?
N�o vir�o por causa da nevasca.
Esquece. Vamos operar aqui.
Diga-me que h� outra op��o.
N�o h�.
Se me der um par de luvas, poderei ajudar.
Dev�amos ter enfiado os analg�sicos goela abaixo.
O local est� �timo.
O canal est� quase aberto.
N�o perfure o intestino.
E cuidado com o nervo inguinal.
Olhem s� o carona dirigindo.
N�o vai querer que eu me distraia
e acidentalmente fa�a uma vasectomia.
Certo. Aqui vamos n�s.
O intestino est� se acomodando � cavidade abdominal.
-Est� sentindo a press�o? -N�o, estou bem.
Ainda d� tempo de ficar doid�o, cara.
Estou bem.
Estrangulamento da h�rnia?
Tudo bem?
�timo.
O que houve?
Um ferimento no h�quei.
Nunca entenderei em nenhum plano de exist�ncia,
por que trata t�o mal seu belo corpo.
Est� doendo?
Sonhei com isso.
-Sonhou comigo? -Sonhou comigo?
Na verdade, parecia um pesadelo.
Mas voc�s dois n�o estavam nele.
Sobre o que foi?
Eu estava sendo operado.
Sem anestesia.
Um neurocirurgi�o m�dium.
Minha mente deve ter incorporado a dor
do m�sculo torcido no sonho.
N�o foi clarivid�ncia.
Pode ter sido um aviso do seu anjo da guarda.
Devia ter escutado.
Sou um fantasma, n�o uma adivinha.
Tudo bem.
Estamos quase terminando.
Quero costurar os pontos.
-Muito engra�ado. -N�o quero uma cicatriz.
Pontos subcut�neos s�o minha especialidade.
S�rio, Michael?
Pior paciente do mundo.
Desculpe, n�o atenderemos mais hoje.
Sra. Crim, finalmente recebeu meus recados.
-Dante voltou aqui? -N�o que eu saiba.
Fui para casa e n�o o encontrei.
Acha que se perdeu na nevasca?
Rezo para que ele n�o tenha sa�do. Dante!
Est� aqui? Responda!
Michael?
Onde diabos voc� est�?
Michael.
Teve sua cirurgia aqui?
Avise-me antes da pr�xima vez e arrumarei um bar qualquer.
Rita, o que faz aqui?
Voc� n�o me deu escolha.
Imagine a minha surpresa quando a ambul�ncia chegou.
Parecia vinda do circo.
Param�dicos, uma louca, uma gr�vida e nada de Michael.
Acomodou a Mary no Holt, n�o �?
-Claro que sim! -Certo, certo.
� a primeira vez que vem aqui.
O que acha do lugar?
Adorei a decora��o.
� infec��o bacteriana?
N�o deixarei voc� se recuperando aqui.
Vou descan�ar por uma hora e depois irei para casa.
Dante?
Perdemos um paciente.
Viram um garoto dessa altura, que usa �culos?
N�o.
Tudo bem.
Vamos fazer assim.
A caminhonete do Len est� l� fora.
Colocarei o cinto e o levarei de volta � civiliza��o,
onde poderei vigi�-lo, antes que o percam tamb�m.
Dante?
Olharei na entrada de novo.
Dante? Pode sair.
Est� tudo bem, pode sair.
Zeke! Aqui.
Ei, amig�o. Tudo bem?
Minha cabe�a d�i muito.
Vem aqui.
Voc� ficar� bem.
N�o vou.
Acho que o raio fritou meu c�rebro.
As crian�as da escola n�o foram o suficiente.
Agora Deus quer mexer comigo tamb�m.
N�o quer n�o. Ele o escolheu.
Levante-o. Deixa-me v�-lo. R�pido.
Como est�, amig�o?
N�o muito bem. Estou com uma forte dor de cabe�a.
Quando voc� e Dra. Kate sussurravam para a minha m�e mais cedo,
estava dizendo a ela que eu ia morrer?
N�o.
D�i tanto assim?
Deixe-me ver. Olhe para mim.
Abra.
Como ele est�, Zeke?
Pupilas dilatadas.
V�tima de raio mostrando sinais de aumento de press�o intracranial.
Nem pensar, Michael.
Ele est� convulsionando. Vire-o de lado.
D� cinco miligramas de midazolam.
Oh, inferno. Vou procurar.
Abra espa�o para mais um no caminh�o.
Remo��o do retalho �sseo.
Pronto para evacuar o hematoma.
Caut�rio bipolar para mim.
Dante teve uma hemorragia epidural.
Nossa, esse garoto n�o tem um descanso. Vai ficar bem?
O que est� acontecendo?
-Est� tudo bem vai, Dr. Holt. -N�o soa bem.
S� um pouco de ressangramento.
-Estamos cauterizando agora. -Fa�a algumas durotomias
para verificar se h� sangue subdural antes de fechar.
Sei que voc� � o chefe, mas acha mesmo que deve ser consultado
-neste caso, estando sob medica��o? -Se n�o quer a minha consulta,
-ache outro lugar para trabalhar. -Ele recusou qualquer analg�sico.
Exceto ibuprofeno.
Vamos tentar isso de novo.
O que quiser, Dr. Holt.
Isto n�o � sobre mim, Oscar. � sobre o paciente.
-O paciente ficar� bem. -O que est� fazendo fora da cama?
Vou ficar at� a cirurgia acabar.
Falem comigo.
-Voc� precisa dormir um pouco. -Tenho que fazer minhas rondas.
Tente e vou encher seu soro de propofol.
Pelo menos, deixe-me verificar a Mary. Ent�o terei uma noite.
Ela est� descansando confortavelmente.
Entre as trocas de len��is.
-Como assim? -Um detalhe que esqueceu
de por no hist�rico m�dico... Incontin�ncia.
Enfermeira Colette est� irritada com isso.
Molhada, louca e selvagem.
Parece que algu�m tomou seus rem�dios.
N�o, n�o, os sintomas de Mary...
Incontin�ncia, dem�ncia e caminhar inst�vel.
Molhada, louca e selvagem.
Sorte que eu estava aqui para cobrir o seu chefe, Rita.
Certo, isso deve resolver.
Oi, Mary.
Lembra-se de mim?
Rita.
Estava gritando com todo mundo quando cheguei aqui na ambul�ncia.
Bem, bem-vinda de volta.
O que eles fizeram comigo?
Apenas a retirada de fluido espinhal
para aliviar a press�o do seu c�rebro.
Com base em qu�o l�cida ela parece,
diria que o diagn�stico do Dr. Holt est� correto.
O que h� de errado comigo agora?
Hidrocefalia de press�o normal.
� uma condi��o muitas vezes mal diagnosticadas
como Alzheimer ou Parkinson.
� causada por um ac�mulo do l�quido cefalorraquidiano
dos ventr�culos do c�rebro.
Mas, ao contr�rio de Alzheimer ou de Parkinson,
HPN � completamente revers�vel.
O que vou fazer com voc�?
-Obrigado por ajudar, Zeke. -Mandarei minha conta.
A clareza que est� experimentando agora n�o vai durar muito.
O l�quido lentamente vai voltar de novo.
Mas em um dia ou dois, quando o Dr. Holt voltar � ativa,
ele pode realizar uma ventriculostomia
e voc� ficar� nova em folha.
Vai curar a diabetes e agorafobia?
N�o.
Mas n�o mais confus�o.
A cl�nica a ajudar� a lidar com as outras condi��es.
E tamb�m podemos te ajudar.
H� algu�m que possamos chamar?
N�o.
Eu n�o tenho ningu�m.
Como voc� est�?
Se lembra quando voc� estava tentando explicar
com tem sido para voc� desde que morreu?
Como seria para voc� estar preso atr�s do vidro
e vendo algu�m quem precisa de cirurgia?
Isso me aconteceu ontem � noite.
Eu entendi.
Sinto muito.
N�o tomou nenhum analg�sico, hein?
Claro.
N�o tomei.
-E vou trabalhar hoje. -Ah, sim, veremos.
-Obrigada por ajudar Mary. -Obrigado voc�...
por enfrentar uma nevasca por mim. S�rio.
Sempre que precisar.
S� vim aqui checar o pior paciente do mundo.
-Como voc� est� indo? -Gra�as a voc�,
estou mais uma vez perfeito.
Sabia que ele tentou assumir a sua pr�pria cirurgia?
-Quem faz isso? -N�o me fa�a come�ar.
Tantas hist�rias que eu poderia contar.
-Eu deixei voc� fechar, n�o foi? -Voc� me deixou?
Como voc� lida com este man�aco controlador?
-Precisamos de um longo almo�o. -Eu adoraria participar.
O que voc� est� fazendo aqui, Mary?
Aquelas enfermeiras n�o paravam de entrar e sair do meu quarto,
n�o aguentava mais.
Este foi o �nico lugar que achei para ficar sozinho.
Gostaria que eu tentasse localizar Robert para voc�?
Ah, sim, isso seria �timo. Assim poderia mand�-lo para a pris�o.
Por que falou nesse desgra�ado?
Dr. Holt disse que voc� estava falando o nome dele ontem.
Ent�o eu devia estar muito...
fora de mim.
Talvez a confus�o tenha sido uma b�n��o.
O que ele fez para voc�?
Ele fez eu me apaixonar por ele, casar com ele.
E depois ele me tirou tudo que eu tinha no mundo.
Foi t�o humilhante.
Ent�o voc� cavando um buraco para morrer.
Querida, voc� n�o sabe uma boa vida � a melhor vingan�a?
Tarde demais para isso.
Nunca � tarde demais.
Eu posso gritar 'joie de vivre' agora,
mas eu tenho lutado mais do que minha cota de dem�nios
e posso fazer melhor.
Voc� tamb�m pode.
N�o vou deixar voc� rastejar de volta para aquele buraco.
Zeus, Thor,
J�piter, Apocatequil. Em cada cultura
-o Deus Rel�mpago tem sido o rei. -Anton.
-O que est� fazendo aqui? -Voltou ao seu velho eu.
- Dr. Little Creek... -N�o um m�dico.
Xam�. N�o sou um m�dico.
S� estava ajudando Dante a ir para casa.
Ele estava s� explicando para Dante
por que isso aconteceu com ele.
E por que ele acha que foi?
Ele disse que h� muitas maneiras de um xam�
ser chamado para o seu caminho, mas o mais direto � um raio.
H� uma hist�ria documentada
em cada tradi��o xam�nica.
Agora, voc� j� foi atingido por um raio, Anton?
N�o, mas foi meu mentor.
Na verdade, quando ele tinha a idade de Dante.
Antes do raio, ele era um agricultor analfabeto,
mas depois se tornou um grande estudioso.
Bem, ser um xam� n�o � sua �nica op��o, Dante.
Sei de um caso em que um homem que nunca tocou piano antes
de ser atingido por um raio, e, desde ent�o,
ele tem composto sinfonias inteiras.
Acha que posso tocar piano agora?
H� um em meu escrit�rio, se voc� tiver vontade.
Seja o que fizer, Dante,
-garanto que vai ser especial. -Com certeza.
Esperamos grandes coisas de voc�.
Obrigada.
De nada.
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