All language subtitles for The_Boy_With_Green_Hair_[br]

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian Download
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

O MENINO DOS CABELOS VERDES

S� queremos saber seu nome, nada mais.

Digo meu nome aos outros v�rias vezes por dia.

N�o � nada de mais. Pergunte meu nome.

- Qual � seu nome? - George Bubsby.

Viu? N�o � nada de mais.

Qual � seu nome?

- Diga de que cidade vem. - Que escola voc� freq�enta.

Est� com fome, filho?

Talvez queira um advogado antes de falar. Ou comida.

Chegou na hora.

N�s o pegamos h� algumas horas.

Deve ser de outra cidade, n�o � daqui.

Essa � a �nica identifica��o que ele tinha.

Boa noite, doutor.

Esse � o Dr. Evans. Esse � o Sr. Ningu�m.

Sem casa, sem escola, sem pais, sem ningu�m.

- Obrigado. - De nada.

Pode sentar-se aqui?

Quero usar o banco.

Desculpe-me. N�o tive tempo para jantar, estou faminto.

� de chocolate, eu pedi de morango. Bem...

Com ou sem?

- Com ou sem o qu�? - Cebola.

Com, por favor.

O que houve com seu cabelo?

- N�o sou policial, sou m�dico. - De que tipo?

Do tipo normal.

Na verdade, especialista em meninos.

- O que houve com seu cabelo? - Eu o raspei.

- Como? - No barbeiro.

Por qu�?

- � uma hist�ria longa. - Gosto de hist�rias longas.

N�o ia acreditar.

Gosto de hist�rias longas dif�ceis de acreditar.

Eu tinha cabelo.

Eles n�o tinham de ficar l�, podiam ter voltado.

- Ent�o n�o haveria carta. - Que carta?

Havia uma carta. Sempre que eu me mudava...

eu tinha de lev�-la para mostrar �s pessoas.

Como quando fui morar com Gramp.

Ele a guardou num livro e eu a rasguei.

Espere. Se vai me contar...

tem de ser de um jeito que eu entenda.

Que tal come�ar do come�o?

- Do come�o, mesmo? - Por que n�o?

Est� bem. Eu nasci.

- Temos de voltar tanto assim? - Foi quando come�ou.

� dif�cil, mas eu me lembro...

Eu me lembro de um grande bolo de chocolate com velas...

e glac� branco.

Mam�e disse: 'sopre'. E eu soprei.

Depois chorei, pois as velas se apagaram.

O Dia das Bruxas era assustador, mas divertido.

Eu sentava sobre livros para alcan�ar a mesa.

Papai cortava o peru...

e mam�e dizia que ele fazia errado.

Mesmo quando eu acordava muito cedo na manh� do Natal...

meus pais abriam a porta e eu via a �rvore de Natal.

Naquele Natal, ganhei um tren� e um c�o.

Quando notei, j� era ver�o...

e eles estavam longe h� muito tempo.

Ent�o o telegrama chegou.

Hoje eu sei que ele falava sobre meus pais.

Eles morreram na guerra.

N�o pude ficar com tia Lillian.

Ela disse que n�o sabia lidar com crian�as...

e fui morar com os primos Clark e lsabel.

Mas eles viviam viajando. Tia Mary era legal.

Ela teria ficado comigo, mas tio Jim perdeu o emprego.

Tia Phiby e tia Gertrude, puxa...

Acho que tenho mais tios e tias que qualquer um.

Disseram que l� n�o era lugar para crian�a.

Ent�o fui morar com outro tio.

Tia Ella adoeceu...

tiveram de vender a casa e ir embora.

Qual � o problema?

Nada, s� estou pensando. Morei em muitos lugares.

Ent�o fui morar com Gramp.

- Gramp? Seu av�? - N�o � meu av� de verdade.

Mas gosta que o chame de Gramp. � muito famoso.

- Ele era do show business. - Show business? � ator?

Que tipo de ator? S�rio ou engra�ado?

Um ator muito famoso.

Ele me contou que conheceu um rei na Europa.

- Um rei de verdade? - Sim, senhor.

Ele estava no camarim e o rei entrou.

Maravilhoso! Adorei seu show!

Fico feliz que tenha gostado, rei.

Iria ao meu pal�cio real no s�bado � noite...

para se apresentar?

Receberei uns reis e umas rainhas...

e alguns pr�ncipes, tamb�m.

Lamento, estarei ocupado no s�bado.

- Puxa vida. - J� sei o que farei.

Estou ensaiando um n�mero novo...

e irei ao seu pal�cio daqui a 15 dias.

Espl�ndido! Quinze dias?

Gramp, c� entre n�s, se n�o for pedir muito...

podia mostrar o n�mero para mim agora?

Bem, n�o costumo...

- Mas pelo senhor, eu fa�o. - Obrigado, � muito gentil.

Pelo menos foi o que Gramp me contou.

Gramp parece legal.

Ent�o fui morar com ele.

Eu lhe dei a carta, aquela da qual lhe falei.

Eu posso levar.

Luzes!

� melhor me dizer logo...

onde n�o posso entrar e em que n�o posso mexer.

Aqui � seu lar, rapaz.

Pode entrar em qualquer c�modo da casa.

Da casa toda?

N�o que seja muita coisa. Quanto a coisas intoc�veis...

n�o h� nada, na casa toda...

que n�o foi feito para ser tocado.

Quanto tempo vou ficar?

Quanto tempo quiser, rapaz. Quanto tempo quiser.

Largue essa mala, s� um pouquinho.

Vou lhe mostrar a casa. Primeiro, a cozinha.

Eu queria mesmo tirar isso do caminho.

Eu fiz de prop�sito.

Sei o que quer dizer.

- Gramp? - Sim, rapaz?

- Acho que vou ficar. - Mas isso � �timo.

Mas s� at� meus pais voltarem.

Pode escrever para tia Mary...

para ela dizer a meus pais onde eu estou?

Eles ainda acham que estou com ela. Faria isso?

Quero dizer, mandaria a carta?

Farei isso, rapaz.

Venha, vou lhe mostrar seu quarto.

- Ela morreu? - Ela morreu.

Puxa.

- Pensei que eles nunca ca�am. - Eles caem.

- E o que voc� fez? - Vim para os EU A.

- Sozinho? - Sozinho.

� s� o avi�o do correio. Deve estar carregado.

Vai ficar tudo bem.

N�o tem medo de ficar sozinho, n�o �?

Eu? N�o.

N�o tenho medo de ficar sozinho.

Uma vez, fiquei sozinho tr�s dias.

- Numa caverna, com um tigre. - N�o me diga, o que aconteceu?

Ele fugiu de um circo.

Eu estava numa caverna, com um tigre negro...

e por pouco n�o consegui sair.

Foi muito dif�cil sair daquela caverna.

� o que acontece com quem enfrenta um tigre.

� verdade.

Fico feliz de saber disso, Peter.

Pois quem enfrenta um tigre...

n�o tem medo de ficar em casa sozinho.

- Claro que se... - N�o tenho medo.

Isso � bom, rapaz, porque sou um gar�om cantor.

O que � um gar�om cantor?

O gar�om comum s� entrega a comida.

Mas o gar�om cantor entrega cantando.

- Viu? - Nossa!

� uma grande profiss�o.

Mas tenho de trabalhar � noite, ent�o...

Eu vou ficar sozinho?

S� eu, nessa grande casa escura?

N�o diga 'escura' como se fosse ruim.

Lembro que n�o gost�vamos da escurid�o na minha terra.

- Sabe o que aconteceu? - O qu�?

Foi proibido. Foi terr�vel.

Ningu�m sabia distinguir o dia da noite.

N�o sab�amos quando dormir, quando trabalhar ou rezar...

- ficamos esgotados. - O que fizeram?

Uma peti��o.

Devolvemos � escurid�o seu lugar de direito.

Portanto n�o diga nada contra a escurid�o.

Ela � �tima, principalmente � noite.

Eu n�o me incomodo, s� quando estou sozinho.

Ent�o � isso, n�o �? Vou lhe contar um segredo.

N�o h� nada na escurid�o...

que j� n�o existisse com as luzes acesas.

Nada mesmo.

Est� bem, Gramp. N�o estou com medo.

Boa noite, Peter.

Boa noite, Gramp.

N�o h� nada na escurid�o...

que j� n�o existisse com as luzes acesas.

N�o h� nada na escurid�o...

que j� n�o existisse com as luzes acesas.

LATIC�NIOS ACME

- Bom dia, Sr. Davis. - Bom dia, Sr. Fry.

Meu neto, vai come�ar a escola hoje.

Belo menino.

Vou lhe dar um bom conselho: estude muito.

- Eu devia ter feito isso. - Sim, senhor.

Pode ser o que quiser, se estudar muito.

- O que voc� quer ser? - Leiteiro.

Meu neto, vai come�ar a escola hoje.

Belo menino.

- Bom dia. - Bom dia.

Meu neto, vai come�ar a escola hoje.

Belo menino. E que bela cabeleira.

Um dia desses ele vir� cortar o cabelo.

Quando quiser, Sr. Fry.

- Bom dia, Sr. Fry. - Bom dia.

Meu neto, vai come�ar a escola hoje.

Eu preferia pescar, num dia como o de hoje.

Ol�, Hogan.

Belo menino.

Jogue o chiclete fora, Peter.

Que escola grandiosa.

Gramp? Eu n�o lhe contei...

mas na �Itima escola, o professor me bateu.

- Com uma vara enorme. - Uma vara enorme, �?

Sim, com pregos.

N�o eram pregos grandes, eram m�dios.

Isso n�o acontece nessa escola, rapaz.

Eu estava com medo, naquele dia.

Mas Gramp tinha raz�o...

aquela professora nunca bateria em ningu�m.

Ela era bonita, a mais linda que j� vi.

Voc�.

Venha.

Ei.

- Quer jogar? - Eu? Tanto faz.

- Eu escolho voc�. - Vamos!

Agarre.

Depois disso...

puxa, como eu me diverti.

Gramp me comprou uma bicicleta famosa.

Ele a comprou de um belga famoso...

que a pedalou por 6 dias seguidos.

Comecei a entregar compras e a ganhar meu dinheiro.

O que isso quer dizer?

Na Irlanda, s�o cem mil 'obrigados'.

Vamos ver quanto eu tenho.

Eu n�o faria isso, dinheiro costuma sumir.

Eu vou lhe mostrar, observe.

N�o tire os olhos. Est� olhando?

Pode arrumar mais do que tinha no come�o?

N�o sei, n�o tentei ainda.

Ficar sozinho n�o me incomodava mais.

Eu n�o tinha mais medo do escuro.

Nem precisava do bast�o na cama para dormir.

Claro que ele ficava perto.

Eu j� achava que Gramp e eu ficar�amos bem juntos.

Havia uma campanha para os �rf�os de guerra na escola.

Gramp pegou um carro emprestado no trabalho...

para coletarmos roupas para mandarmos aos �rf�os.

Ele levava a mim e meus amigos do bairro.

Peter, voc� sentou no meu casaco.

Destruiu meu coelho.

Muito bem, cuide dele para mim.

AJUDE A ALIMENTAR AS CRIAN�AS IUGOSLAVAS

ELES DEVEM VIVER!

Ele se parece com voc�.

- Ele se parece com voc�. - Ele n�o se parece comigo.

Parece, sim.

- Ele � �rf�o de guerra. - Voc� tamb�m �.

- N�o sou. - �, sim.

Perguntamos � Srta. Brand onde estavam seus pais...

e ela disse que eles morreram na guerra.

- Mentira! - Voc� � �rf�o, sim.

Mentiroso!

Sim, seus pais foram mortos na guerra!

Mentiroso!

Calma, o que houve?

- Voc� disse isso? - O que, Peter?

Disse que meus pais morreram na guerra?

Disse?

V� lavar o rosto antes de voltar para a sala.

- Vamos � diretoria. - Eu quero saber agora.

N�o, rapaz. N�o � culpa dela, eu devia ter lhe contado.

Eu devia ter lhe contado no dia em que voc� chegou.

Mas eu s� queria que nos conhec�ssemos melhor.

Seus pais est�o mortos.

Eles foram mortos em Londres. Mas deve se orgulhar deles.

Eles podiam ter fugido, mas ficaram e morreram...

tentando salvar outras crian�as.

Como voc�, como eles.

Eu devia ter lhe contado antes.

Eu sabia que meus pais morreram.

Eu s� fingia que estavam viajando. Mas eu sabia.

Claro que sabia. � claro, sempre soube.

E a carta que trouxe...

escrita por seu pai antes de morrer...

um dia vai poder l�-la.

� melhor devolver o carro ou meu chefe me mata.

- Quer ir comigo? - Tenho de ficar na escola.

Acho que tem raz�o.

Bem, tenho de ir.

Eu o vejo mais tarde...

em casa.

Srta. Brand?

Elas s�o crian�as de verdade ou de mentira?

Elas s�o de verdade.

Ser� que as crian�as dos cartazes...

receber�o as roupas que mandamos?

- Elas ou outras como elas. - Acha que gostar�o das roupas?

Elas precisam das roupas, por isso gostar�o.

Se pudessem falar, diriam como � importante para elas.

E agradeceriam por se lembrarem delas.

Veja as manchetes, s� se fala da guerra.

Chegou na hora para ajudar com a entrega da Sra. Hamel.

- Meu filho est� l�. - Uma lata de feij�o.

Leram a coluna de Robert Wilson hoje?

Diz para nos prepararmos, pois n�o poderemos evitar.

Uma lata de feij�o, Peter.

Os cientistas dizem que explodiremos em peda�os.

N�o sei o que ser� do mundo.

Matar parece fazer parte da natureza humana.

Se matar faz parte da natureza humana...

melhor nos prepararmos antes que algu�m comece.

Sophie, se o ser humano � assim, temos de mud�-Io.

Ou n�o restar� nada para se mudar.

Ningu�m quer a guerra.

Seja l� o que nos aguarda, � melhor estarmos prontos.

Temos de estar prontos no modo de pensar, tamb�m.

N�o s� nas armas.

Temos de parar de pensar em nos enfrentar...

e come�ar a pensar em nos entender...

e eu falo de todo mundo.

Se s� se fala em guerra pelo mundo...

� isso que teremos, guerra.

� melhor pensarmos em nos preparar...

para podermos falar em paz e compreens�o depois.

Dizem que outra guerra ser� o fim do mundo.

A guerra acontecer�, queiramos ou n�o.

S� n�o se sabe quando.

Bem a tempo de pegar mais jovens como Peter.

Gramp?

O mundo n�o vai explodir e todos v�o morrer...

n�o �, Gramp?

Muitas vezes achei que sim.

Principalmente numa noite como a de hoje...

quando tudo parece triste e cinzento.

Por isso eu sempre tenho uma planta.

Aprendi com Ilene.

Ela n�o aguentava viver sem uma planta por perto.

Em noites solit�rias, dizia que a primavera chegaria.

Eu me lembro como ela me olhava...

toda m�stica e meiga, e dizia...

'O vento n�o sabe o que eu sei.

Ele gira como um louco, assustando a todos.

O vento n�o sabe que a primavera voltar�.

Mas eu sei.

Eu sei.'

Um pouco de verde sempre a ajudava.

� a cor da primavera.

� a promessa de vida nova.

Quieto, vento. Voc� n�o me engana tamb�m.

Acredite, rapaz...

n�o importa o que digam...

o mundo continuar� girando por muito tempo.

Sabe de uma coisa? Com toda essa conversa...

esqueci de contar o mais importante.

Haver� uma grande surpresa para voc� de manh�.

Era assim que Gramp fazia...

tentava distrair com surpresas.

Mas eu sentia que algo terr�vel ia acontecer.

E aconteceu, na manh� seguinte.

Eu tomava banho, foi quando aconteceu.

De que adianta? Voc� n�o acreditar� mesmo.

O que aconteceu?

- N�o adianta, n�o acreditar�. - J� disse que sim.

Claro, adultos dizem muita coisa.

Ou�a...

voc� comeu meu hamb�rguer e tomou meu milkshake.

� maluco se pensa que n�o me contar� o que houve.

E voc� � especialista em meninos?

Tem raz�o.

Est� bem, n�o conte nada.

N�o estou interessado, nem ia ouvir mesmo.

Est� bem. Onde eu estava?

Tomando banho.

Eu tomava banho...

e me limpava muito bem.

N�o queria que Gramp dissesse...

'N�o poupe sab�o, rapaz. O racionamento acabou.

Debaixo do queixo, vamos! E atr�s das orelhas! '

Eu n�o esperava nada.

- Gramp! - Sim, rapaz?

Meu cabelo est� verde.

- O que, rapaz? - Cabelo verde.

Que bom. � hora de se vestir.

Bela surpresa.

Gramp? Quantas pessoas no mundo t�m cabelo verde?

Nenhuma.

O caf� est� pronto. Vamos, temos muito a fazer.

N�o � todo dia que o cabelo fica verde, Gramp.

N�o � mesmo, rapaz?

- Deve ser o leiteiro. - Eu pego.

- Bom dia. - Bom dia, Peter.

Vejamos, hoje � quinta. Um leite e um creme.

- Oi, Peter. - Oi.

O que aconteceu com seu cabelo?

N�o queremos creme hoje. Ficou verde durante a noite.

- S� uma garrafa de leite? - Sim, s� uma. Legal, n�o �?

Sim, � demais!

O que foi isso?

Acho que o leiteiro caiu da escada.

- O que voc� fez no cabelo? - Ele ficou verde.

- Sozinho? - Sozinho.

Voc� o tingiu.

- Como voc� se sente? - �timo.

Est� com dor de barriga, febre, alguma coisa?

Eu me sinto �timo.

Talvez seja melhor voltar ao que era.

- Voltar? - Para a cor que ele tinha.

Essa n�o � a surpresa que voc� me prometeu?

N�o, rapaz.

Esta � a surpresa que eu lhe prometi.

Obrigado, Gramp.

Era tudo que eu queria.

Pode fazer isso passar?

Talvez passe sozinho.

N�o quero cabelo verde, quero a cor de antes.

N�o se precipite, � uma bela cor.

Por que sempre pensa o pior? Talvez seja algo bom.

Algo bom?

Como uma condecora��o, uma medalha.

Por que eu ganharia medalha? N�o fiz nada.

Tem raz�o, n�o fez nada. Mas ainda � jovem.

Talvez a medalha seja por algo que far�.

E o que eu farei?

Isso ainda veremos, e ser� interessante descobrir.

Mas escreva o que eu digo, ser� algo grandioso.

Voc� acha mesmo?

Sim, eu acho. Venha tomar seu caf�.

Aproveite, rapaz.

Peter, estava pensando...

talvez dev�ssemos visitar o Dr. Knudson.

Para qu�?

Para garantir que cabelos verdes s�o �timos.

Todos vieram ver O garoto do cabelo verde

- Espere, Peter! - Veja s� o Peter!

Mostre o cabelo, Peter.

- Por que quer ver meu cabelo? - Porque eu quero, por favor.

- Minha nossa! - Viram? N�o � demais?

�!

Vamos, ou nos atrasaremos para a escola.

Tchau, Peter, at� depois.

- E o menino? - Ele tem cabelo verde.

N�o h� nada errado?

N�o que eu saiba, fiz todos os exames.

Tem algum rem�dio para meu cabelo voltar ao que era?

N�o que eu conhe�a.

O senhor j� atendeu um caso assim?

N�o e n�o conhe�o ningu�m que tenha atendido.

Ele � um marco da medicina.

Peter, voc� � um marco da medicina.

Sim, senhor. Mas prefiro meu cabelo como era antes.

N�o � qualquer um que vira um marco da medicina.

N�o h� nenhuma les�o?

Acho que n�o, mas n�o posso afirmar.

Quero meu cabelo como era antes.

- Talvez possamos tingi-Io. - Pintar, como as mulheres?

Ningu�m vai pintar meu cabelo, quero que volte ao que era.

Pode rasp�-Io.

Todo ele? Ningu�m vai cortar meu cabelo.

Quero que volte ao que era, quero ser como todo mundo.

Sinto muito.

N�o vou � escola com o cabelo verde.

Mas...

Se ele ficar em casa algum tempo...

- o verde desaparecer�? - Talvez.

Ent�o � o que faremos.

Quem sabe? Talvez de manh� a cor antiga tenha voltado.

N�o vou raspar nem pintar. Quero que volte ao que era.

Est� bem, vamos para casa.

Veremos como estar� amanh� de manh�.

N�o se preocupe, n�o h� nada errado com voc�.

Eu sei, senhor.

S� o cabelo verde.

Peter?

Observe.

Preste aten��o.

N�o pode ficar escondido aqui para sempre.

Eu sei.

N�o ser� nada de mais. Eu o levarei � escola.

Depois dos primeiros minutos...

ningu�m mais prestar� aten��o a voc�.

� como um remendo que eu tinha na cal�a.

Eu tinha medo de sair na rua.

E, na verdade...

quase ningu�m reparou.

Est� bem, Gramp.

- Fal�vamos dos novos impostos. - � mesmo?

Quanto aos novos impostos...

o menino n�o tingiu o cabelo de verde.

Quem tiver alguma pergunta, fa�a logo.

- Ele n�o tingiu? - Foi o que eu disse.

Nunca ouviram falar de cabelo que fica cinza de repente?

- O dele ficou verde. - N�o � contagioso?

Ser� que � o leite?

Todos bebem nosso leite h� anos, deve ser a �gua.

A �gua? Sou respons�vel pelo fornecimento de �gua...

N�o � a �gua. E n�o � o leite, tamb�m.

O menino � saud�vel e n�o � contagioso.

- Ora, ora, ora. - Ora, ora, ora, o qu�?

Nada, imagino.

'Nada', ele diz. Claro.

Voc� acha que � a coisa mais estranha.

Voc� n�o sabe se gosta. N�o sabe se deve fazer algo.

- � meio peculiar, mesmo. - Muito estranho.

� estranho, mesmo. Pois eu lhes digo...

que meu neto ter cabelos verdes...

� t�o natural quanto o nascer do sol.

E ele vai sumir como o sol. Certo, rapaz?

Acho que sim.

Muito bem, vamos. Com licen�a.

Isso me deixa irritado! N�o gostam!

O m�dico diz que � um marco da medicina.

Agora tenho certeza de que h� uma raz�o para o cabelo verde.

- Algo de que nos orgulharemos. - Claro.

- Mas, Gramp? - Sim, rapaz?

Se n�o sumir sozinho, vamos dar um jeito, n�o �?

Bem...

Oi, Peter.

Peter Fry tem cabelo verde!

Oi, Peggy.

Mam�e est� com medo.

Ela diz para n�o chegar perto para n�o pegar.

Diga-lhe que n�o se preocupe. Ele n�o pode ir � escola.

- Por que n�o? - Porque n�o.

- Ah, �? - �.

N�o o deixar�o entrar com o cabelo verde.

- Ter� de rasp�-Io. - N�o terei!

Quem sabe, talvez isso at� pegue.

Qual � o problema de ter cabelo verde?

E se sua irm� se casasse com algu�m de cabelo verde?

- Bom dia, Srta. Brand. - Bom dia, Danny.

- Bom dia, Srta. Brand. - Bom dia.

- Bom dia, Srta. Brand. - Bom dia, Jane.

Quantas crian�as t�m cabelos negros?

Quantas crian�as t�m cabelos castanhos?

Loiros?

Cabelos verdes?

E cabelos vermelhos?

Quatro crian�as t�m cabelos negros...

onze t�m cabelos castanhos, nove t�m cabelos louros...

uma tem cabelo verde e uma tem cabelo vermelho.

Alguma pergunta?

Nenhuma pergunta.

Vamos continuar com a li��o de hist�ria.

Eu sabia que a Srta. Brand queria me ajudar...

mas n�o adiantava.

Tudo come�ou quando eles foram embora...

e deixaram aquela carta.

'Para meu filho Peter.

Para ser lido quando fizer 16 anos.'

Eles n�o ligavam para mim.

S� queriam salvar outras crian�as.

N�o ligavam para o que seria de mim.

N�o adiantava.

Eu sabia que n�o podia ficar l� tamb�m.

N�o havia lugar para um �rf�o de guerra ficar.

Peter?

Peter?

Vejam, � o menino do cabelo verde.

- N�s o esper�vamos. - Ent�o era para eu vir?

- Esper�vamos que viesse. - Para qu�?

Seu cabelo verde � muito bonito.

Bonito?

Verde � a cor da primavera, significa esperan�a.

Uma promessa de vida nova.

Quanto ao seu cabelo, as pessoas o notaram?

Se me notaram?

Achamos que notariam. Mas por que chora?

- Porque... - Por qu�?

Porque sim.

N�o choraria se acordasse um dia de cabelo verde?

- N�o, eu n�o choraria. - N�o?

N�o, porque h� um motivo para seu cabelo ser verde.

- Um motivo? - Sim.

Um motivo de verdade?

Ele n�o sabe.

Pode me contar?

� a marca de algo bom, como uma medalha.

Uma medalha?

N�o h� mais ningu�m no mundo com cabelo verde.

Eu sei. Sou um marco da medicina.

� dif�cil ter cabelo verde.

N�o quero ser diferente, quero ser como todo mundo.

Se for muito dif�cil ter cabelo verde...

voc� n�o precisa ter.

Mas ent�o ningu�m o notar�...

ningu�m perguntar� por que seu cabelo � verde.

Em todo lugar que for, as pessoas dir�o...

'L� vai o garoto do cabelo verde.'

E perguntar�o: 'Por que ele tem cabelo verde? '

E voc� dir�: 'Porque sou �rf�o de guerra.

Meu cabelo verde � para lembr�-Ios...

de que a guerra faz muito mal �s crian�as.'

Deve contar isso a todos, russos, americanos...

chineses, brit�nicos, franceses...

a todos os povos do mundo...

que nunca mais deve haver guerras.

Nossa.

Se acreditarem em voc�, nunca mais haver� guerra...

e nunca mais haver� �rf�os de guerra.

Mas eles n�o sabem disso.

Acham que todos t�m de ser mortos.

O mundo n�o precisa explodir.

Preciso correr.

Eu direi a todo mundo.

N�o � culpa do menino, ele n�o fez nada.

N�o digo que fez, mas mesmo assim...

Deve ser ele. N�o diga nada.

Bom dia, Sr. Davis, Dr. Knudson. Ol�, Gramp.

- Ol�, Peter. - Ol�, Peter.

- � melhor eu ir. - Espere um pouco.

Est� doente, Gramp?

Doente? N�o, nunca me senti melhor.

Vieram falar sobre o que ando contando?

De certo modo.

Algum problema?

Parece que a cor do seu cabelo � o problema.

Dizem que � o leite, estou perdendo os clientes.

Claro que n�o � o leite, mas isso n�o importa.

O Sr. Davis pode perder seu neg�cio.

Querem que eu raspe a cabe�a.

Voc� quer, Gramp?

N�o, se voc� n�o quiser.

Mas o m�dico diz que se raspar...

- crescer� na cor original. - Eu disse que � poss�vel.

N�o quero cort�-Io, quero-o assim. � importante.

Isso tem um motivo.

Muito bem, Peter.

Ent�o � assim que ser�.

Eu precisava me afastar para pensar.

Voltei �s ru�nas.

Achei que as crian�as dos cartazes me ajudariam.

- Quem trouxe a tesoura? - Eu.

Vamos peg�-Io.

Socorro! Perdi meus �culos!

N�o enxergo sem eles, me ajudem!

Quem est� a�?

N�o me deixe sozinho, onde est�?

Estou aqui.

Peter, perdi meus �culos.

Est�o comigo.

D�-me os �culos. Por favor, Petey.

Eu n�o o machucarei, juro.

Eu o peguei!

- Estamos indo! - Voc� prometeu!

Achou que eu era fracote porque uso �culos?

Achou que eu o deixaria fugir?

Peguem as bicicletas.

Gramp?

O que foi?

Eu fugi. Tentaram cortar meu cabelo, n�o deixei.

Quem?

Jimmy e Joey, com uma tesoura. Mas eu fugi.

Sente-se um pouco, recupere o f�lego.

Dr. Knudson tinha raz�o.

Ele disse, no seu jeito estranho de falar...

'Peter aprender� que � perigoso ter cabelos verdes.'

N�o � poss�vel.

Quer que eu corte o cabelo?

N�o sei o que � melhor.

Todos falam que � a �gua, o leite...

os pais se queixaram na escola...

Peter...

A �Itima coisa que quero no mundo � mago�-Io.

Mas at� o m�dico acha que crescer� na cor normal.

Voc� tamb�m n�o acredita em mim.

N�o � isso, rapaz.

Mas voc� anda com umas id�ias engra�adas.

Quero que voc� seja feliz como os meninos da sua idade.

O barbeiro nos espera, far� uma grande diferen�a.

Voc� se sentir� um novo homem.

Quando era menino...

eu raspava a cabe�a no ver�o at� ela brilhar.

E era fresco, tamb�m.

Ningu�m acredita em mim. Ningu�m me ouve.

N�o pense assim, menino. � s�...

- Est� bem, eu vou. - � simples, ser� para melhor.

- Est� bem, eu vou. - N�o � nada de mais.

Peter, eu...

Algu�m quer um suvenir?

N�o quer de lembran�a, Sr. Fry?

A id�ia n�o foi minha.

Tome.

Todos zombam de mim por causa dos �culos.

Est� feito, rapaz. Tudo ficar� bem agora.

N�s resolveremos tudo.

Beba este leite quente e durma um pouco.

N�o vou trabalhar essa noite. Ficarei em casa.

Voc� tem de falar comigo.

Peter...

n�o ligo se n�o comer ou falar comigo...

Talvez seja tarde demais.

� que... Desculpe.

Desculpe por me envolver com o corte do seu cabelo.

Estou envergonhado.

Queria que voc� soubesse disso.

Voc� pode beber o leite ou n�o, fa�a como quiser.

Isso foi ontem � noite.

Mas parece que faz muito tempo.

E ent�o, acredita?

Foi o que eu pensei.

Por que eu acreditaria? Voc� n�o acredita.

Claro que eu acredito, aconteceu comigo.

Quando cremos em algo...

n�o fugimos s� porque n�o convencemos logo.

Mas obrigado pela hist�ria.

Aonde vai?

- Embora. - Embora?

- Est� escuro e frio l� fora. - Voc� vai deixar?

Dr. Knudson nos trouxe. Gentileza dele, n�o?

Peter, rapaz...

� a carta do seu pai.

Ele queria que a lesse quando fizesse 16 anos.

Acho que j� tem idade para isso.

Quer ouvir?

'Querido Peter...

sua m�e n�o est� aqui e eu n�o demorarei muito mais.

Ela tinha muita coisa para lhe dizer.

Eu tentarei dizer por n�s dois.

N�s o deixamos porque t�nhamos de vir.

T�nhamos um dever a cumprir.

Tente entender, foi por amor a voc�...

e por todas as crian�as do mundo.

J� tem idade para saber que a morte � triste...

porque ela tira a grande d�diva da vida.

Mas n�o precisa ser triste...

se a d�diva foi bem usada.

N�o fique triste por nossa causa, Peter.

Lembre-se que morremos com milh�es de pessoas...

por algo que valia a pena.

Ter� valido a pena...

se os que n�o morreram n�o se esquecerem.

Se eles se esquecerem...

lembre-os.

Lembre-os, Peter.'

A carta termina a�.

Acredita no que a carta diz, Gramp?

Eu acredito, rapaz. Eu acredito.

Vou guard�-la, Gramp.

Eu vou col�-la de novo.

Adeus, Peter.

Gostei de conhec�-Io.

Quando meu cabelo crescer...

ele vai crescer verde.

- Grande menino, n�o �? - Muito.

- Um caso interessante. - Muito.

Alguma pergunta?

N�o me importa se o cabelo dele � verde ou n�o.

Mas acredito no que ele quer dizer.

- Acho que eu tamb�m. - � isso que importa, n�o �?

- Boa noite. - Boa noite, doutor.

- Boa noite, senhor. - Boa noite.

Boa noite e obrigado.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.