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" BEN E CHARLIE "
Tem tr�s dias que aquele homem te espera. Aquele l�.
- Ele quer te matar? - Ele n�o. Ele � um homem bom.
- Se quiser voltar? - Aquele homem � um amigo.
Tem muitos querendo te matar aqui no M�xico.
Ol�, Charlie.
Ol�, Ben.
- Talvez s�o amigos. - Ol� Ben, Ol� Charlie, s� isso.
Ent�o vamos fechar.
O que foi meu amigo.
Est� em forma, Charlie. Em excelente forma.
Parece que est� maior. Pode ser porque estou te olhando daqui de baixo.
Ainda me deve!
Bem, Charlie... N�o devia fazer isso.
Porque os amigos s�o para sempre...
Que amigo!
Levamos dois anos para conseguir todo aquele dinheiro. Mas...
...pois tudo a perder em dois dias! - Tentei fazer um investimento!
Poderia duplicar o montante quando vendesse o rebanho.
Sim, mas n�o vendendo a um homem da lei que te procurava por roubo!
Mas ele mudou a apar�ncia e eu n�o o reconheci.
Mas para de conversa. Eu que fa�o tudo! Fa�o tudo!
- Ainda n�o acabou de me pagar! - Desculpa, Charlie, vou pagar.
O cara conseguiu me enganar... Sabe como essas coisas acontecem.
Tem toda raz�o... Eu esperei dois anos por isso.
- Tira o cintur�o. - Por qu�?
Ah! Quer descarregar um pouco, porque n�o disse logo?
Espere! Vale lutar com os p�s?
Ah! Pare de enrolar!
Boxe � uma arte, Charlie.
O problema � que n�o tem reflexos.
Ser� que quando era crian�a bateu a cabe�a e ficou meio lerdo?
- Certo. Um... - Dois!
- Eu n�o entendo, Charlie. - J� vai entender.
- Voc� est� muito nervoso. - Levanta, seu in�til!
Charlie, isto � um desafio.
Ai vai uma esquerda! E uma direita!
- Um gancho! - Vou pendur�-lo na sua cabe�a!
Espere! N�o pode bater em algu�m ca�do.
- Ent�o levanta-te! - Vamos conversar um pouco, Charlie.
- Vem conversar! - Ent�o � um desafio.
- Eu te venci! - Voc� que pensa!
- Oh Suzana! n�o chore por de mim! - Para com isso.
Pensei que tinham te matado!
Sabia que na pris�o � um lugar onde se tem �timas id�ias.
Fique com elas.
Sei como poder�amos ganhar muito dinheiro, Charlie. Est� ouvindo?
Estou.
Podemos ganhar uma fortuna das grandes, tenho tudo planejado.
Nos vamos ser parceiros, vamos ficar ricos, Charlie. Pode ter certeza.
Cale a boca.
Olha, com a sua mira e as id�ias que tenho!
Ta tudo aqui na cachola. Sabe, Charlie...
Hei, Charlie! Onde vai?
- Quer me escutar parceiro? - Escute voc�, cabe�a de vento!
Se um de n�s for para o leste o outro vai para o oeste, entendeu?
Sim, eu entendi! V� para o inferno! Posso encontrar quatro igual a voc�...
Cinco! Seis!
Sete!
- Senhores, obrigado. - Fa�am suas apostas.
N�o acredito!
Sete.
Senhores! Eu ganhei novamente!
Aposta ou n�o?
Sete!
Onde ele foi?
Vamos atr�s dele!
Aleluia... Obrigado.
Como � agrad�vel por me dar abrigo. Aleluia...
Aqui n�o � hotel. Vamos l�.
At� breve.
Nos vemos por ai!
Todos a bordo!
Tudo bem. Est� pronto?
Voc� vai para o oeste e eu para o leste! Entendeu?
Me espera...
Adeus, idiota!
Agora uma pose! Pode sorrir!
- Ah! Vamos l� mocinha! Duas notinhas! - N�o, n�o quero.
N�o quer? Se n�o for com as minhas n�o vai receber nada mocinha.
N�o j� chega, foi um prazer meus amigos!
- U�sque. - Uma cerveja fria.
- Sem sorte amigo? - Estava olhando?
- Que sorte, fui com rei, ele com �s. - � o que voc� pensa, oh!
- Quero te falar uma coisa, venha. - O que?
Venha!
Hei, amigo! Tem gente, ainda n�o acabei!
Eu paguei pelos servi�os, voc�s n�o podem entrar!
- Ainda vou demorar! - N�o tenha tanta pressa.
Ainda vou demorar uma hora!
Um dos jogadores � trapaceiro, um verdadeiro bandido.
Espere, o que voc� est� dizendo?
Ele est� trapaceando com o baralho.
- Filho da p...! - Fique calmo! Vai com calma!
- Desse jeito n�o vai recuperar nada. - Bem, ta certo...
- Ainda tem dinheiro ai? - Ainda tenho uns 500 d�lares.
Me empresta, s� um minutinho!
Depois dividiremos os lucros em duas partes iguais.
Eu quero recuperar o que perdeu, certo?
Mas se um deles � trapaceiro, como vai ganhar?
Sou mais esperto!
Ai, ai!
- Certo? - Certo, tome cuidado.
- Mas � melhor ganhar! - N�o vou perder.
Vamos l�.
Olha, paizinho. N�o se trata de papel higi�nico, mas use como um milion�rio.
Tem alguma coisa contra se algu�m jogar no meu lugar?
Sente-se.
- Sinto muito, mas... - Com medo?
Ta achando isso �? Pois se � assim, vamos come�ar.
D� as cartas.
E ent�o, voc�s sempre jogam juntos? Tem algu�m roubando?
Frio, frio, quente, quente... Queimando!
- Todo mundo quer ter uma vantagem? - Ela deve ter escorregado.
D� cartas.
Corta. Obrigado.
Comece o jogo.
Est� aberto.
Entro.
100.
Mais 200.
- 200. - Eu jogo.
Eu to fora do jogo.
E a�?
- Cartas? - Uma. A primeira.
Certo.
Tr�s.
100.
- 300. - O dobro disso.
O que fazemos agora?
300.
O dobro.
� um rel�gio su��o.
- Eu tenho um amigo. - Eu tamb�m.
T�m dois �s!
Nossa! Cada um tem tr�s �s!
- Mas � imposs�vel ter seis �s. - Sim. Mas como?
- Como pode um ter tr�s �s? - Cale a boca! Ainda t�m uma carta.
Cada um t�m quatro �s!
- Parem! Somos os seguran�as! - Um momento.
Sabe muito bem que eu sai com os quatro �s!
Sim, mas sabe tamb�m que eu era um forte advers�rio?
Onde � que bateu?
Seguran�a!
Eu paguei pelo servi�o! E ainda n�o terminei!
Agora vai levar!
- Olha Charlie. - O que?
- � melhor dar o fora daqui. - � sim.
Eu tamb�m acho, vamos.
Fa�amos o seguinte.
Voc� vai pegar a dilig�ncia para o oeste.
Eu vou pegar a dilig�ncia para o lado contr�rio.
Sabe o que eu acho? O que eu acho, � que voc� n�o passa de um vagabundo.
Um vagabundo de segunda categoria, que n�o vale nada.
- � isso mesmo. - � s� isso amigo.
Eu acho melhor ser um vagabundo de segunda categoria...
...do que ser um espertinho, com uma bala na cabe�a.
Bem, bem, bem...
Vamos l� linda. N�s viajamos juntos os �ltimos 150 quil�metros.
e ainda est� longe de San Diego.
N�o tem nada de errado em eu querer te conhecer melhor, n�o acha?
Servem um p�o de especiarias aqui para conquistar a clientela.
Tenho algo pr� te dizer. Tenha mais cuidado.
Sim, mas...
N�o chame aten��o. Pode te acontecer algo.
� uma quest�o de vida ou de morte.
Vamos, mas isso n�o est� me cheirando bem.
Venha!
- Posso saber o que est� acontecendo? - Claro.
Socorro!
- N�o, espere! Ainda n�o tenho certeza! - Eu assumo o risco.
- Espere! - Eu sei. Certo, ela s� tinha jeito.
- � um belo dia, n�o �? - Seria, se n�o fosse essa parada aqui.
Olha, eu n�o mordo!
Pode n�o morder, mas foi mordido e por uma coisa bem ruim.
- � s� disfarce. - Meus cumprimentos, est� perfeito.
Exatamente igual um vagabundo brig�o que nunca teve sorte.
Pode ser verdade dona, mas
eu tenho a sensa��o estranha de que nos conhecemos.
Infelizmente tem raz�o.
Foi, com o juiz de paz, eu disse: Sim,
e voc� n�o disse nada. E quando virei minha cabe�a...
...tinha fugido da igreja.
Sarah, ainda est� com raiva de mim, n�o �?
Claro que n�o. Atualmente me considero com muita sorte.
Est� certa. Sabe, voc� n�o mudou em nada.
- E nem voc�, Ben. - Sem d�vida, estava fazendo um elogio.
Sem d�vida.
- E voc�, o que anda fazendo agora? - O mesmo que sempre fiz.
Lembra?
Sou uma prostituta.
Grande Ben Bellows...
...sou uma mulher de coragem, sem medo de homens e de armas, � verdade.
- N�o vamos come�ar de novo. - Claro, sempre foi assim.
Voc� nem notou, que eu nem perguntei o que est� fazendo?
N�o precisei, eu sei.
Est� fugindo, Ben. Pensa que est� atr�s de uma coisa muito importante.
Dinheiro, gl�ria, sucesso, nem voc� mesmo sabe.
N�o percebe que s� est� tentando fugir?
Sarah, voc� n�o entende o que eu quero.
Nem nunca tentou me entender.
� como uma nota promiss�ria que diz:
Ben Bellows voc� tem o direito de ser livre rico e feliz.
Eu tentei encontrar a minha chance, conquistar o que deve ser meu.
Pode encontrar � aquela capa preta que todos encontram no final da vida.
Prefiro me arriscar.
E ent�o, vai viajar tamb�m?
- Bem, eu iria, mas... - Sim, eu entendo.
Ser� que poderia me ajudar?
Escuta, Ben...
Eu tenho 200 d�lares. N�o preciso deles. Talvez possa te ajudar.
Voc� � um anjo, Sarah. Mas n�o julgue um livro s� pela capa.
Segundo voc� a �nica coisa que eu n�o preciso � de dinheiro.
Sarah! Pode me esperar! Pode esperar!
Um dia vou parar na sua porta numa carruagem de dez cavalos brancos!
Estarei l� dentro! Com muito dinheiro! E uma por��o de vestidos de seda!
E tamb�m te levarei muitas flores! Sarah! Voc� vai me esperar?
O que aconteceu? N�o vai mais para o oeste?
Isso � problema meu, a n�o ser que queira arrumar encrenca.
Venha, vamos entrar, n�s estamos precisando de gente.
Voc� disse: "n�s"?
- O que esta pensando, Charlie? - Isso � problema meu.
- Est� procurando encrenca? - N�o, parceiro.
N�o.
A dilig�ncia! Cad�! Onde foi!
Minha dilig�ncia? Onde foi...?
A dilig�ncia! Onde est� a dilig�ncia?
V� aquela nuvem de poeira? � tudo que sobrou da dilig�ncia.
Obrigado, senhor. Pare!
Espere por mim! N�o v�! Por favor!
Red Rock! Parada de dez minutos! Red Rock!
�nica parada que t�m �gua e banheiro em toda viagem! Dez minutos!
Aproveitem agora, pessoal. A pr�xima parada � s� daqui a 300 quil�metros.
Certo, vamos tomar bebida.
Vou tomar um u�sque, e voc� que tal uma cerveja?
Sim, mal temos dinheiro para armar um golpe.
S� temos dinheiro para ir at� Phoenix.
Podemos roubar alguma coisa.
�, ai vamos pra cadeia.
Que mais podemos fazer nesta cidade, al�m de brigar?
Eu tenho palpite que isso aqui vai ser p�ssimo prepare para qualquer coisa.
- N�o vamos encontrar nada aqui. - Ah! Voc� n�o sabe de nada vou...
...pensar em alguma coisa, vai ver. - Acho bom mesmo!
Ou enfio uma bala nessa sua cabe�a. Onde voc� vai?
S� vou dar uma olhada naquela loja de armas ali. S� olhar.
S� vou olhar, nada de errado, nada de errado.
Ol�. Belo dia, n�o �?
Voc� vai pedir algo, senhor?
- O que foi? - O cano, com defeito.
Imposs�vel. Deixa eu ver.
- Est� vendo direito? - Sim, est� perfeita.
Posso ver a bala ai dentro.
Pois, continua olhando pra ela sem piscar.
Bem devagar, se n�o quiser que ela pare dentro de seu olho.
FECHADO
N�o se mexa! N�o se mexa!
Parados a�! Quietos!
Levante suas m�os!
De costas para a parede! Voc� ai! Venha pra c�!
Coloque o dinheiro na sacola! Voc�s ajudem ele!
Venha pr� c�!
R�pido! Apressem! Charlie!
Charlie!
Charlie!
Charlie!
- O que foi? - Eu roubei o banco!
Ladr�o! Roubaram o banco!
- Segura! - Segura voc�!
- Todo mundo entrando! - Saia da frente! Ele � doido!
- Obrigado, Charlie! Na mosca! - Sim, voc� ser� o pr�ximo.
Tirem as m�os de cima de mim! Vamos! Tirem as m�os!
Eu quero um grupo agora comigo.
- Eles levaram o nosso dinheiro? - �, eles levaram o nosso dinheiro.
Eu cato aqueles dois, mesmo que seja fora da cidade!
Agora me sigam, vamos!
Era a �nica chance que eu tinha. Se eu dissesse pra voc�, Charlie...
...que ia roubar um banco. Eu j� imaginava o que ia me dizer.
- �, que voc� � maluco! - Isso mesmo!
Por isso, eu quis fazer uma surpresa.
Deu tudo certo, Charlie. Tudo muito certo!
Tudo certo! Com sua jogada, em dois minutos, voc� me tornou um bandido!
Ah! Para de reclamar. Vamos, v� contar o que botei nessa sacola.
Metade dessa grana � sua, parceiro.
- Hei, Ben! - Oi!
- Acabou de contou? - Sim!
- H� mais de dez? - Cerca de 20!
- 20 mil! - N�o, 20 xerife!
N�o vamos conseguir, Charlie!
- Charlie! O que voc� est� fazendo? - Despist�-los, Ben. Despist�-los!
- Mas o que est� fazendo? - � para despist�-los!
Parem! Parem! Ajuntem o dinheiro!
- Era a �nica maneira de despist�-los. - Que id�ia, em!
Da pr�xima vez que tiver uma id�ia como essa, eu quero saber antes.
Isso vale pra voc� tamb�m, quando pensar em roubar um banco!
Na verdade, voc� ficou totalmente apavorado!
At� parecia, que toda cavalaria americana estava atr�s de n�s.
Estava com medo!
Voc� ficaria muito mais, se pegasse a gente.
Agora saia dai, � a minha vez.
- Lavando a ceroula primeiro, �? - E voc�, nem se lava direito!
- Lavou a ceroula primeiro, �? - Eu lavei, eu sempre lavo.
Ol�, boa noite.
Oh, meu Deus!
Olha, fica quietinho ai rapaz!
Cad� o seu amiguinho?
Olhem por ai, ele n�o pode estar longe. E voc� vai me contar tudo agora.
O que est� fazendo? � t�o r�pido, n�o espera eu nem me...
...preparar, estou de luto pelo meu marido.
- J� vai embora? - Est�, � a foto do falecido, �?
� por isso, que ele morreu.
Levanta, vamos!
Escuta, sou uma boa pessoa, mas quando uso isso!
N�o queira nem imaginar.
Tudo bem vagabundo, agora fala onde est� o seu amigo ou vamos te matar.
Sou eu que manda aqui, Walker!
N�o gosto de seus m�todos, nem do que vejo.
E eu n�o gosto de voc�.
N�o esque�a do que eles fizeram.
Eles roubaram um banco na minha cidade.
Muito bem, acho melhor nos dizer onde escondeu o dinheiro.
- Que dinheiro? - N�o venha bancar o espertinho.
Os 25000 d�lares que roubaram. Onde est�?
N�s n�o ficamos com o dinheiro...
- Onde esconderam? - Ent�o � isso? Querem nos culpar?
Acha que o dinheiro n�o fala, n�o �? Acha isso, n�o �?
- O que est� falando? - Nada. S� que o...
...xerife e os seus homens sabem onde est�o os 25000 d�lares.
Que pena que seu amigo n�o est� aqui rapaz, para te fazer companhia.
Sim, � uma pena, ele sempre fica longe quando h� enforcamento.
- N�o se preocupe, vou peg�-lo tamb�m. - Sim...
...mais vai ter muito trabalho, muito trabalho com ele, mentiroso.
Corrija. � bom corrigir.
Cidad�os respons�veis, muito respons�veis!
Eu pegarei voc�!
Eu pegarei voc�! E vou mat�-lo como um animal!
� um deserto horr�vel, irm�o Brawn! Quente como o inferno.
Mas o dia est� maravilhoso, irm�o!
N�o abre o seu cora��o, ver um dia t�o belo?
T�m que praticar o que prega.
Salmo 2, vers�culo 10.
Irm�o Charles... O que corr�i a sua alma Charles? Abra seu cora��o.
Eu queria era arrebentar a sua cabe�a para ver o que t�m ai dentro.
Agora sou um bandido, somos dois bandidos baratos.
Roubar um banco n�o era o bastante, tinha que matar um xerife!
Mas o dinheiro foi devolvido e matei em leg�tima defesa.
Sim, mas nunca vamos provar isso.
Tudo que sabem sobre n�s, � que somos dois bandidos perversos.
Sabe o que eu acho? Isso faz parte do seu destino, Charlie.
Obrigado, idiota.
J� que acham que somos bandidos, vamos aproveitar disso.
Testemunhas oculares descrevem Charlie como tendo cabelo e barba preta.
t�m cerca de dois metros de altura...
...t�m cabelo loiro e a mania de rir, muitas vezes sem raz�o.
Sua descri��o � muito boa. Enviarei para todas autoridades.
- Eu n�o acredito! - O que foi xerife?
Mandarei um recado para os federais sobre este caso.
Um assalto a banco, um xerife morto, um pregador atacado.
Em uma semana, estes dois jovens fizeram de palha�o as autoridades
deste estado, atacaram o poder econ�mico e a igreja.
Mas n�o v�o ter vida f�cil a partir de agora.
- Smith! - Sim, senhor, j� cheguei.
- Dez minutos atrasados de novo, n�o �? - Sim, senhor.
- Sabe onde trabalha e o que � isto? - Sim, senhor.
Agora v� para sua mesa! V� trabalhar! Que seja a �ltima vez, estou avisando.
- Sim, senhor! - J� deveria ter terminado o relat�rio.
- Mas j� terminei. - O qu�?
- Trabalhei neles a noite toda. - Mas, n�o vou tolerar seus atrasos!
- Fui claro Smith? Eu fui claro? - Sim, senhor.
- Bom dia, pastor. - Sim...
- Um bom dia, meu filho. - O que posso fazer pelo senhor?
Bem... decidi construir uma nova igreja.
E vim fazer... um financiamento.
Ah, financiamento...
Smith!
Quantas vezes eu j� disse que voc� n�o cuida dessas coisas?
Obrigado, Smith. O que precisa, pastor?
- 30000 d�lares - Ah, n�o � muito dinheiro.
Mas imagino que possa naturalmente nos fornecer uma boa garantia.
� claro.
Eu acho que n�o sabem o est� acontecendo, isso aqui � um assalto.
- Tenha coragem e abra o cofre. - E nos passe a grana!
- Caso contr�rio... - N�o! Me matem se quiser.
Se � assim que prefere.
- Eu vou pegar a chave. - Ele est� enganando o senhor.
Esta � a gaveta que ele guarda a arma.
A chave fica aqui. Olha.
- O rapaz � honesto. - �, ele � um bom homem.
O nosso Diretor � um pouco esquecido.
- Pegue tudo. - Sim, mas fique de olho na porta.
- Vamos l� rapaz, pegue tudo. - Sim, senhor. Certo.
Vamos, vamos!
- Smith! - Sim, senhor?
- Voc� est� despedido! - Obrigado, senhor.
- Smith! - Sim, senhor?
- Est� contratado. - Obrigado, pastor.
- Quanto vai querer? - 3% est� bom, senhor.
- � o sal�rio normal de um banc�rio. - Fechado.
Vamos, pastor!
Smith! Smith! N�o pode me deixar assim.
Desculpe, senhor. Tem raz�o. Eu estava saindo sem dizer adeus.
- Espere por mim! N�o me deixe aqui! - Pegue o seu cavalo!
- Mas, n�o � o meu cavalo... - Mas quem vai ligar pr� isso?
- Eu nem sei montar. - Voc� tem muito que aprender.
Vamos embora!
Socorro!
Esperem por mim!
Esperem!
Pastor!
- Eu sei que v�o peg�-los. - Eram negros como carv�o,
igual o seu olho.
O pastor era um homem loiro e o mais alto tinha um olhar amea�ador.
Sim, senhor! Eram dois bandidos violentos e pareciam assassinos!
Seriam estes homens? Olhe com muita aten��o.
Sim, existe uma certa semelhan�a.
Mande fazer 2000 exemplares. Com nome desconhecido,
paradeiro desconhecido, 5000 d�lares de recompensa, vivo ou morto.
Com isso, vai chamar a aten��o dos ca�adores de recompensas, senhor.
� exatamente o que eu quero.
Sim, sei que quer pegar muito esses dois sujeitos...
...mas, tamb�m pode trazer muitas pessoas perigosas para nossa cidade.
O importante � que os dois possa estar entre eles.
�, tr�s por cento dos 45200 d�lares, d� uma boa quantia para mim.
Aqui est� a minha parte.
O que esta dizendo "tr�s por cento"? Est� reclamando de sua parte?
S� pode estar brincando! Nunca tive tanto dinheiro, sou um homem rico!
Era o dinheiro dos outros. Sim, isso me faz sofrer.
- Sofrer? - Naturalmente.
Quando tira dinheiro de um banco, ele fica sem render.
N�o recebe juros com ele parado, ele n�o te d� lucros!
Tem id�ia de quanto podem ganhar com todo esse dinheiro em um banco?
- Est� querendo depositar num banco? - Mas, � claro.
- Voc� � maluco, tr�s por cento! - Esquece, esse...
...dinheiro j� tem destino. Temos que gastar ele todo.
Est� lendo meus pensamentos.
N�o, cabe�a de vento! Precisamos de armas para come�armos.
E temos que parecer respeit�veis, temos que comprar uma casa.
J� que n�o temos fam�lia, temos que ter um lugar pr� viver.
T�m mais alguma coisa que n�s precisamos de fazer?
Sim, amanh� ao amanhecer...
Amanh� ao amanhecer?
� estamos perdendo muito tempo.
- O que acha disso? - Devem ser daqui.
- Esse cara parece amea�ador, Charlie. - T�m raz�o... parecem bem perversos.
Voc� est� com as armas?
- Voc� errou. - N�o achei gra�a!
5000 D�LARES PROCURADOS POR ASSASSINATOS E ASSALTOS
- Bastante semelhante, n�o acha? - Sim, s�o bastante semelhantes.
KURT VAN NIESSEM PROCURADO 3000 D�LARES
J� que nos apresentamos e mostramos nossas credenciais...
podemos agora ficar juntos.
N�o somos um bando de assassinos, n�o �, Charlie?
Sim.
N�s somos os maiores trapaceiros que j� conheceram.
Hei, ratinho! N�o quer beber uma tequila, ratinho?
- N�o, obrigado. Eu n�o bebo. - Voc� n�o bebe tequila, rato?
- Ele s� bebe �gua. - �gua!
Beba sua �gua, tr�s por cento!
Bobagem! Mas nada mau!
Ainda n�o viu nada! O que me diz, Charlie?
�, se der tudo errado, podemos entrar para um circo, n�o �?
Aten��o. Fim das apostas.
N�o, eu j� avisei, senhor. � o fim das apostas.
Zero! Zero! � tudo da casa.
O que est� fazendo?
Perd�o, mas o meu amigo � um pouco nervoso.
Infelizmente, ele nem sabe o que significa um zero.
O zero � da casa, senhor.
- N�mero da casa, senhor. - Olhem! Quietos!
Voc�s s�o surdos? Ele disse para ficar quietos.
Olhem!
Quietos, n�o tentem nada!
E mantenham as m�os para cima.
Vamos, encostem ali!
- N�o ouviu o que eu disse? - Mas eu sou o caixa!
N�o, agora eu sou o caixa.
M�os para cima agora. Mais pr� cima.
Esse � o nosso capit�o!
Quem derrubar uma vela, ganha um buraco na cabe�a.
Capit�o, o ouro � seu.
O rel�gio � para o General.
- Ouro puro! - N�o h� nenhum General aqui.
Tamb�m n�o h� nenhum Capit�o.
Vamos embora, General.
A banca faliu. Ningu�m aposta mais.
Eles se juntaram ao Honeken e seu bando. Estranho.
- Pensei que fossem mais inteligentes. - O que quer dizer?
A vantagem era toda deles. N�o sab�amos os seus nomes...
Nem t�nhamos retratos deles. Mas agora...
se juntaram a tr�s bandidos bastantes conhecidos...
os nomes deles constam em todas as cidades deste estado.
Ser� que n�o perceberam que se meteram numa grande confus�o?
- As partes de voc�s. - Voc� � um especialista?
- Senhor "dedos �geis". - Obrigado.
Mas desta vez conte as notas devagar e bem...
e na minha frente.
Sim, mas n�o t�m necessidade.
Devagar e na minha frente. Est� entendendo?
Sim, senhor.
Hei, calma. Eu confio nele.
Mas eu n�o.
Olha, a sua opini�o n�o vale muita coisa.
N�o!
- Para mim o assunto est� encerrado. - N�o est� n�o!
Est�o vendo, acho que agora deu pr� ver quem � o chefe.
Acho que est� na hora de nos separarmos, montem seus cavalos.
T�m dez minutos pr� desaparecerem daqui.
E d� pr�xima vez que vierem, marquem uma hora para apanhar.
Certo.
Nos vemos por ai.
- Bem, disse tudo. - Para onde v�o?
Est�o indo para o norte, � melhor irmos para o sul.
- Voc� fez uma coisa inteligente, Ben. - N�o saia, temos que conversar.
Sabe que eu n�o gosto muito de andar em bando.
- Descobri isso h� muito tempo. - Sim.
Pobre Ben, � um coitadinho.
Se continuar se associando com esse tipo de gente, logo vai virar defunto.
Voc� tem medo de se machucar.
- N�o entendi o que est� dizendo. - Eu vou explicar.
Eu quase morri lutando com aqueles dois caras...
e n�o me ajudou, Charlie, porque estava morrendo de medo.
Sim...
eu achei que poderia se virar sozinho.
- E eu sei me virar. - Seu babaca.
Porque est� com minha arma, Charlie?
Sabe, Ben, eu n�o posso dizer que eu tenha tanta experi�ncia quanto voc�...
mas quando se � o chefe, tem que ter regras.
Por exemplo?
Primeira regra: Quando se � o chefe, tem que cuidar bem de sua arma.
Obrigado. Agora me d� a arma.
Segunda regra: Se quer ser o chefe n�o d� as costas para seus inimigos.
Contador, me d� a grana!
- Pensei que fossem meus amigos. - N�o deve confiar nos amigos.
Um chefe n�o pode confiar em ningu�m, principalmente quando...
t�m dinheiro envolvido.
- � um covarde! � isso que �. - E voc� � um idiota.
Espero que tenha aprendido a li��o, porque a partir de agora vai ter...
que fazer tudo sozinho.
Um covarde faz isso, Charlie. Se quer encontrar com eles, v� � Silvertown.
Certo, Charlie! Pare ai!
Mais uma coisa, t�m de ficar de olho pr� ver se ningu�m mexeu na sua arma.
� outra regra, se quiser ser o chefe.
Essa tamb�m � outra li��o.
Miser�vel, traidor, ego�sta.
Deus esteja com voc�. Poderia trocar pr� mim?
- Est� aqui pastor. - A paz, irm�o.
Ben, est�o espalhados por toda cidade. Todos no banco est�o usando armas.
- Vamos ficar quietos por um tempo. - N�o podemos viver s� com isso!
- Ainda temos 50000 do �ltimo trabalho. - E dever�amos coloc�-los num banco...
e viver de juros? - N�o � uma m� id�ia t�o ruim.
Escute, Ben...
se colocarmos esses 50000 d�lares num banco, com juros de...
tr�s por cento.
- Olha, temos um g�nio em matem�tica. - Acha que vamos concordar com isso?
N�o, mas podemos armar um golpe.
Est�o nos esperando nas grandes cidades, nas cidades mais importantes.
E se ao inv�s disso, roubarmos os banco menores, nas cidades pequenas.
- Nestes lugares os cofres est�o vazio. - Mas � dinheiro, e n�o t�m riscos.
Se � o melhor que pode fazer, n�o conte comigo.
Que bando de idiotas...
Os dep�sitos federais s�o sempre em bancos que est�o nas cidades pequenas.
N�s podemos pegar meio milh�o de d�lares.
�... t�m um lugar...
que todos falam...
que � muito bom!
- Silvertown. - E por que escolheu Silvertown?
Porque � uma cidade que � uma droga!
� um horror! � a pior cidade que criaram em todo o oeste...
os agentes federais sabem o que est�o fazendo...
colocam o dinheiro onde ningu�m vai procurar.
Oh, lugarzinho miser�vel onde ningu�m quer morar!
Ou ent�o os que est�o l� s�o medrosos ou s�o muito burros pr� sair de l�...
a prata acabou e a mina foi fechada...
mas o pessoal ficou l� em Silvertown, sem fazer nada.
- Xerife, chegaram dois forasteiros. - E eu com isso, devem estar perdidos.
Anda, jogo logo!
Ol�, como est�o? O que v�o beber?
Espera ai, � preciso fazer uma limpeza.
Isso aqui ta pior que um chiqueiro.
Sobrou, pode trazer que eu bebo.
� o que sempre fa�o.
Dois copos limpos, senhor.
Bravo.
Se puder nos servir dois u�sques, ficaremos grandemente agradecidos.
Ent�o vieram para Silvertown?
Sim, e acredito que vamos voltar uma segunda vez.
- Tenham boa estadia. - Embora n�o seja um grande hotel.
N�o posso dizer isso, mas a riqueza daqui se esgotou, se entende o que...
eu quero dizer, n�o temos muito conforto, mas se n�o ligar s� pr� isso.
N�o � o estou querendo. Mas � que t�m muita gente estranha andando por aqui.
E eu, n�o ando armado.
- Ouviu essa? Ele n�o anda armado. - Eu n�o me importo.
Esta cidade est� acabada mesmo. Sua vez de jogar.
Se est� querendo um bom rifle, posso conseguir um pr� voc�.
- Tenho uma loja ali ao lado banco. - Ao lado do banco?
- � o �nico de Silvertown. - Ah, que bom.
- Em que horas o banco abre? - O banco � aberto as tr�s horas.
- Incr�vel, um rel�gio que toca m�sica? - �, e � de ouro tamb�m.
- Recebeu de heran�a? - Presente de um amigo.
S� Deus sabe onde ele est� agora.
- Quanto eu devo? - 1 d�lar.
- Tr�s por cento! - Sim, senhor.
- Fique com o troco. - Ele tem uma maleta cheia de d�lares!
- N�o me diga que estou ficando maluco. - E o que posso fazer? Quer que eu...
continua jogando.
Jogo 1 d�lar.
N�o.
Dois d�lares.
Eu ganhei! Eu consegui ganhar!
Uns ganham, outros perdem. N�o se pode fazer nada.
Hei, palha�o!
Com os cumprimentos da casa.
52300 d�lares, diz que quer depositar tudo isso aqui?
Seu banco � seguro?
- Sim, senhor, mas geralmente... - O seu cofre � seguro?
Claro senhor. � o famoso modelo 86 da Henschel Schuster, aprovada pelo...
sociedade banc�ria do estado... - Com todos estes roubos...
Eu vou me sentir melhor quando... Quero dizer...
Um segundo, seu dinheiro est� sobre a prote��o deste banco de Silvertown...
e do estado da Calif�rnia.
Com este recibo poder� retirar dinheiro de qualquer lugar que desejar.
Em Nova York, em San Francisco. Mesmo viajando, em qualquer cidade.
Parece ser bem eficiente.
- Tamb�m acho. - Colocarei o dinheiro imediatamente...
em minhas m�os.
O plano de nossa chefe foi perfeito, n�o �, rapazes? S� teve uma falha.
Foi s� um pequeno deslize.
Malditos...
Ben! Ben...
- Smith! - Est�o fugindo!
Espere!
Os bandidos v�o fugir, s� t�m uma bala nesse rifle.
Cale a boca!
O dinheiro! O dinheiro!
Vou pegar! Vou pegar a maleta, idiota!
Xerife, eles est�o atirando l� fora!
- Sim, senhor! - Espera ai.
Vou p�r a minha estrela e vou fazer o meu trabalho, n�o sou xerife h� muito...
tempo. Etc. etc. etc. Mas, estou muito b�bado, pr� colocar uma estrela.
Coloca voc�.
� melhor mandar um telegrama, n�o �?
Ben! Cad� voc�?
Ben, Onde voc� est�?
Ben!
Smith!
Ainda bem que n�o morreu, Ben. Eles n�o fugiram, n�o �?
N�o, eles n�o v�o fugir.
Ainda est�o l� fora. E n�o v�o a lugar nenhum.
- Eu gostaria muito de ajudar voc�. - Voc� j� ajudou...
poderia ser pior. - N�o, n�o...
Foi bobagem minha, eu s� queria depositar o dinheiro e ter minha...
fam�lia e viver...
de rendas.
- Dos juros... - Aqueles tr�s por cento?
Sim...
Foi bom conhecer voc�...
Silvertown. Nunca ouvi falar. Onde fica Silvertown?
Fica aqui, senhor. Cerca de 50 quil�metros daqui.
- � uma cidade fantasma. - D� para chegar l� em duas horas.
Re�na os homens. Vamos partir agora.
Vamos l�.
Xerife! N�o vai acreditar!
Eu consegui enviar uma mensagem. Os xerifes chegar�o aqui em duas horas.
Calma, sou eu!
O dinheiro! O dinheiro!
Levaram o nosso dinheiro! Capit�o!
- N�s podemos acabar com eles, eu sei. - Cale a boca.
Presta aten��o! Em duas horas os xerifes v�o estar aqui.
Agora j� est� com o seu dinheiro! Por que n�o vai embora daqui?
Porque eles mataram tr�s por cento.
Ele era nosso amigo, imagino que n�o liga pra isso!
Por que n�o vai embora, Charlie! De uma vez! Para sempre!
Eu s� n�o acabo com voc� agora, porque ia fazer muito barulho...
e acabariam ouvindo!
Vai embora, vai morrer l� fora, com esse seu c�rebro vazio.
Charlie...
voc� estava certo sobre os tr�s, agora eu sei.
Mas se voc� me ajudar Charlie, n�s podemos vencer os tr�s.
Estou chateado, � porque eles mataram o tr�s por cento.
- Entende, Charlie? - Claro.
Charlie, voc� sempre foi muito bom para resolver as coisas.
Eu acho que vai poder resolver isso tamb�m.
Vai embora Charlie, ainda tem tempo. Vai, anda!
Mas eu vou at� o final.
N�o importa o pre�o.
Certo, Ben. Adeus, cabe�a de vento.
O que � isso vencedor! Falo s�rio, vou conseguir.
Eles n�o fugiram. Devem estar em algum lugar, escondidos.
�, n�o fugiram. N�o foram a lugar nenhum, est�o aqui.
Est�o escondidos em algum buraco desta cidade.
Hei, Charro!
Estou aqui!
Charro, eu estou � aqui!
� aqui! Charro!
� aqui, seu idiota! Vire!
Charro!
Me solta!
Hei, Honeken!
J� estou cansado dessa situa��o!
- Est� ouvindo? - O qu� voc� quer?
Em 10 minutos os xerifes v�o chegar aqui com um grupo de lobos famintos.
E dai?
Que tal, se n�s cheg�ssemos a um acordo?
S� sobrou n�s dois! Voc� t�m o cavalo e eu tenho o dinheiro!
Que tal uma negocia��o?
- J� esperava por isso, Ben! - Como assim?
Por que voc� n�o t�m mais balas.
Estou esperando uma resposta!
Ai t�m a minha resposta.
Vamos l�, Ben. Fica com o cavalo e eu com o dinheiro.
Que cara de mau.
Por que n�o soltamos as armas.
Vamos logo com isso.
Sabe, o meu amigo Charlie dizia que voc� t�m o veneno de uma cascavel...
mau como nunca.
Mas, eu sempre dizia ao Charlie...
que voc� era s� um verme, um covarde...
um cara que pode atirar na gente pelas costas.
Mas ele estava errado, n�o �, Honeken?
Os xerifes est�o vindo! Eles est�o chegando!
S�o muitos xerifes, ouviu? Venha aqui ver!
Eu telegrafei, eu consegui!
Venha! Temos convidados!
Eu que avisei voc�s! Eu, Eddie Fogerthy!
Fui eu que mandei o telegrama!
- Vamos r�pido! - Venha por aqui!
Eu disse, venha por aqui! Pode confiar em mim, eu sei o que estou fazendo.
Vamos l�! Eu conhe�o esse lugar como a palma da minha m�o!
- At� que aqui � bonito, n�o �? - � bem espa�oso.
Vamos l�! Para com isso! N�s fugimos deles, n�o foi?
N�s livramos deles, Charlie. O que acha?
Estamos no meio de um deserto, mas � bom para um rato como voc�.
Cara, n�o precisa exagerar, � s� um pouco seco.
Mais uns cem quil�metros e sa�mos daqui.
- Nada de mais, temos 50000 d�lares. - E vamos morrer.
E mais 50000 d�lares se conseguirmos trocar aquele recibo do banco.
Vamos! N�o vamos perder tempo! Levante e vamos seguir em frente.
- Nunca vamos conseguir sair daqui! - Que est� falando? Estou em forma.
- Cale a boca! - Eu sempre estive em boa forma.
Charlie!
Charlie! Uma dilig�ncia! Venha, Charlie!
Conseguirmos, Charlie! Venha!
- Hei, espera a�! - P�ra!
Espere!
- Agora, vai conseguir! - Vamos l�, Charlie!
- O qu� aconteceu? - Eu consegui, venha!
Esperem!
A nossa maleta!
- Foi sua id�ia, n�o �? - N�o.
- O que voc� acha? - Vai dar tudo certo.
Ta certo.
- Eu sei. Est� zangado, n�o � isso? - Sim, estou muito zangado.
Mas, voc� � t�o legal, Charlie. E bonzinho!
Sim...
Charlie...
Eu sou legal, n�o sou?
Vou mat�-lo!
Tenha calma, Charlie. Vai dar certo...
d� pr�xima vez, vai dar certo, eu falo s�rio, Charlie...
escuta, eu tenho um plano perfeito agora, Charlie. Vai ser infal�vel.
Olha Charlie, se chegarmos na pr�xima cidade, te garanto, vai dar certo.
N�o podem nos parar, Charlie? N�o conseguir�o nos parar!
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