All language subtitles for 9-1-1.S02E07.Haunted.1080p.AMZN.WEBRip.DDP5.1.x264-NTb

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Original subtitles

Uma coisa dif�cil que aprendemos nesse trabalho

� que, de um jeito ou de outro,

hoje ou amanh�,

eventualmente...

Tudo morre.

Para a maioria, a �nica coisa pior

do que perder um ente querido

� saber que um dia isso acontecer�.

M�e, pai,

quero que saibam que decidi vender a casa.

Sei o quanto ela significava para voc�s.

Significava muito para mim tamb�m.

Por favor, n�o fiquem com raiva.

| ManiacS | crolzinha

| ManiacS | Colorada

| ManiacS | alineana

| ManiacS | AriBoth

| ManiacS | EBennet

| ManiacS | Lucasilvz

| ManiacS | LauraA

| ManiacS | Frank

911, qual � a emerg�ncia?

- Tem mais um desaparecido? - Sim, foi horr�vel.

Eles estavam preparando a cova da sr� Mandechek,

- e foram sugados. - Certo.

Sr., pode me dizer o que houve?

Eu e Stavros est�vamos cavando...

quando fomos sugados.

Como se a cova estivesse cavando s�.

Um sumidouro. O terremoto moveu tudo por aqui.

Estamos pisando em cascas de ovo e pl�stico bolha. Est� vendo?

- Faz quanto tempo? - Eu n�o sei.

- Talvez meia hora. - Vamos, pessoal.

Calma, � como areia movedi�a.

N�o quero que caia e derrube 10 toneladas

de terra em cima de voc�s.

Ele est� respirando terra h� meia hora.

Talvez n�o.

- O que acha? - Casca de ovo e pl�stico bolha.

- Bolsas de ar. - �, s� temos que ach�-las.

- Isso n�o �... - Caix�es e cad�veres.

- A� est�o as bolsas de ar. - � perturbador.

Ol�, Stavros. Peguem as p�s e os baldes.

Vamos. Aqui est�.

Achei um.

- Est� bem? - Estou.

Isso n�o � bom.

- Onde est�o as chaves disso? - Devem estar nele.

Vamos tir�-lo da� de um jeito ou de outro. Saiam.

- Certo, pessoal. - Saiam, gente. Saiam.

- Eu o achei! - Calma, calma. Voc� est� bem.

V� devagar.

Tudo bem, estamos aqui.

- Calma, espere. - Estamos aqui.

- Estamos aqui. - Tente relaxar.

Respire, respire. Relaxe. Estamos aqui, relaxe.

Estamos aqui, tente relaxar.

Isso foi muito foda!

Voc�, literalmente, tirou um cara de uma cova.

N�s tiramos. S� espero que eles entendam.

- Quem entenda? - Os esp�ritos que perturbamos.

N�o preciso dessa confus�o na minha casa.

| ManiacS | Haters Gonna Hate!

9-1-1 - 2.07 Haunted

Oi, o que houve?

Sua liga��o foi bem enigm�tica.

� o seu pai.

Meu pai? Do que est� falando, Karen?

N�o falo com meu pai desde... Desde que eu tinha nove anos.

- Ele est� na UTI. - Nesse hospital? Ele est� aqui?

Chegou ontem, inconsciente.

Est�o tentando nos contatar desde ent�o.

Como sabiam como me achar?

Ele tinha seu nome e nosso endere�o na carteira.

Seu pai sofreu uma hemorragia intracerebral.

Isso causou sangramento no c�rebro.

Qual o progn�stico?

O dano foi severo e generalizado.

Ele s� est� vivo por conta das m�quinas.

E voc� quer saber se pode desligar os aparelhos.

Eu sinto muito.

Sem instru��es espec�ficas, nosso protocolo � tratar.

Mant�-lo vivo at� conseguirmos falar com um parente.

E o parente sou eu.

911, qual � a emerg�ncia?

Eu estava em uma trilha... Caiu... O penhasco cedeu.

- Consegue me ouvir? - Consigo ouvir. Sabe onde caiu?

Eu estava na trilha San Ramon, eu acho...

Meu Deus, com certeza quebrei a perna.

- Consigo ver o osso. - N�o consigo ouvir direito.

Pode me dizer onde, exatamente, est� na trilha?

Na Vista Point, Ba�a Abalone.

Estou sangrando. Por favor, Deus, me ajude.

Al�?

Estou olhando para esse estranho na cama, com tubos saindo dele.

Eu n�o conhe�o ele. Como posso tomar decis�es

de vida ou morte para um estranho?

Hen, voc� sabe que isso n�o �

um caminh�o do correio, n�o �?

Toma decis�es de vida ou morte

para estranhos todos os dias. Como isso � diferente?

Os estranhos n�o me abandonaram quando eu tinha 9 anos.

Olhe, n�o quero parecer frio,

mas h� mesmo uma decis�o a ser tomada aqui?

Digo, aquele progn�stico...

as pessoas normalmente n�o se recuperam disso.

E n�o sobrevivem a um vergalh�o atravessado no c�rebro, tamb�m.

Mas ent�o, eles te surpreendem.

Touch�.

A antiga trilha deve ser por aqui.

O guarda disse que a fecharam h� uns anos.

De vez em quando, um aventureiro ignora as placas.

N�o localizaram o telefone?

N�o. Sem contato desde que caiu a liga��o.

- Capit�o. - Sim.

Acho que foi aqui que ele caiu.

Tudo bem, preparem-se.

Hen, Chimney, guincho e linhas guia.

E o cesto, se for preciso.

Vou chamar o Reconhecimento A�reo.

Entendido.

Aqui � o Capit�o Bobby Nash. T-118.

Reconhecimento A�reo, Ba�a Abalone, Palos Verdes.

Entendido, T-118.

Tudo bem, pulo grande, Eddie. Vamos.

Buck, Eddie, veem algo a� embaixo?

N�o. S� uma vis�o de tirar o f�lego.

- Cap., encontrei algo. - � nosso andarilho?

Um andarilho. N�o acho que � o que procuramos.

S�o restos humanos, Cap.. Restos de esqueleto.

Certo, marquem, mas n�o mexam. Vamos reportar.

A menos...

Acha que um fantasma ligou para o 911?

- S� estou dizendo. - Socorro!

Certo. Ent�o, sem fantasma.

O que est� havendo a�, rapazes?

Acho que ouvimos algo, Capit�o.

Calma, amigo. Estamos aqui.

Cap., achamos um vivo.

- Pode dizer seu nome? - Ian.

Ian, certo. Vamos tir�-los daqui, certo?

Minha perna est� quebrada.

Tudo bem, rapazes, enviaremos o cesto.

- Como me acharam? - N�o foi f�cil.

N�o ficou muito na linha para localizarem.

- Na linha com quem? - Com o 911.

Derrubei meu telefone quando ca�.

Eu n�o liguei para o 911.

Ainda est�o decorando essas ab�boras?

Quantas est�o fazendo?

E por que tantos fantasmas?

S�o para o Buck. Colocarei em todo o posto.

Ele acha que um fantasma ligou para o 911.

Ia ser legal se acontecesse.

- Buck acha que sim. - Fantasmas n�o s�o reais.

Tommy Sheridan morava em um apartamento

onde uma velhinha morreu

e as luzes piscavam quando usavam a chaleira.

Aquele pr�dio n�o foi condenado ap�s o terremoto?

- Sim. - Sim.

Parece mais fia��o ruim do que sinais de outro mundo.

Harry, mais de 100 bilh�es de pessoas viveram no planeta.

Com certeza uma velhinha morreu em todo lugar.

Provavelmente, at� aqui nesta casa.

Tudo bem, tudo bem. Chega disso, certo?

O pai de voc�s est� vindo peg�-los.

Por que n�o v�o arrumar suas coisas.

Obrigado pela ajuda. Aviso como ficou.

Um fantasma ligou para o 911, ent�o?

Est�vamos em um chamado em Vista Point.

Um andarilho caiu do penhasco. Mandei Buck e Eddie procur�-lo

- e eles encontraram ossos. - Humanos?

Sim. Tamb�m achamos o andarilho, vivo,

mas ele derrubou o telefone quando caiu

e agora Buck acredita que foi o esqueleto que ligou.

E o que voc� acha que foi?

Acho que gostam de caminhar l�,

mesmo sabendo que n�o deveriam.

Algu�m o viu cair, usou o telefone dele para ligar

para que n�o os vissem l�.

O que voc� sabe sobre os ossos?

N�o muito. Ele est� l� h� algum tempo.

- Ele? - Havia uma alian�a.

Baseado no tamanho, Eddie achou que era masculina.

Vista Point. Palos Verdes, certo?

Sim. Por que entrou no modo detetive?

N�o � sua �rea.

Sou Sargenta Externa. Vou aonde quero.

- Tudo bem. - Athena Grant. Oi, Randy?

Sim, como est�?

Soube que pegaram um caso bem antigo hoje.

O qu�?

Quer me ajudar a limpar isso?

Nossa �rea incluem duas quadras externas,

gin�sio de �ltima gera��o,

m�sica, teatro, a linha completa de ofertas acad�micas,

assim como programas comportamentais e cognitivos.

Olhe...

Os programas parecem bons,

mas a felicidade do Christopher � o que importa para mim.

Quero que ele se sinta normal,

n�o um caso de necessidades especiais.

Toda crian�a � especial.

E sim, alguns t�m necessidades adicionais,

mas s�o igualmente nossas crian�as.

Aprendem tanto um com o outro quanto conosco.

Acho que Christopher seria bem tratado aqui.

Certo. Vamos ficar.

S� falta a entrevista com a fam�lia.

- O que disse? - Christopher � �timo.

Temos todos os seus dados. S� precisamos conhecer a m�e.

N�o ser� um problema, ser�?

Com certeza ser�.

Sei que o assunto � delicado para voc�,

mas podemos achar uma solu��o se explicarmos tudo ao diretor.

Voc� tem uma c�pia do acordo de guarda?

N�o existe. Ainda somos casados.

N�o entendo o porqu� de pagar por isso.

As pessoas s�o pagas para usar m�scaras e falar "bu".

Estou pagando para rir de voc� gritando.

Meu Deus.

Chris, diga que est� vendo aquilo.

Caramba, os efeitos est�o �timos.

Eu n�o acho que sejam efeitos especiais.

- 911, qual � a emerg�ncia? - Os morcegos s�o reais!

Sabemos se algu�m foi mordido?

Quer dizer algo como Count Orlok em Nosferatu?

Cerca de 10% dos morcegos transmitem raiva.

Preciso saber se h� gente com espuma na boca.

Acho que n�o. A maioria dos ferimentos foi pelo tumulto.

- Ainda h� gente l� dentro? - Talvez sim.

Mas ainda temos gente presas nos cen�rios.

Buck, Eddie, v�o l� atr�s, e tentem ligar a energia.

- N�o d� para ajudar no escuro. - Certo.

Mas n�o � uma fobia, n�o � nem medo.

� s� que, ratos est�o no topo da minha lista

de coisas que n�o deveriam ter asas.

Como algo assim acontece?

F�cil. Constru�ram uma casa assombrada

no habitat deles durante a epidemia de mosquitos.

Bom trabalho, pessoal.

- H� algu�m aqui? - Gra�as a Deus.

Meu namorado bateu a cabe�a quando os morcegos atacaram.

A pancada foi forte.

Foi mesmo.

Ele est� aqui.

- Senhor, consegue sentar? - Certo, muito bem.

- Senhor, sabe que ano �? - 2018.

- Sabe quem � o presidente? - Sou obrigado a dizer?

Ele ficar� bem.

Athena. O que est� fazendo aqui?

Eu ouvi sobre a sua liga��o fantasma.

Nossa, Buck n�o esqueceu.

Parece que a pessoa ficar� bem.

Sim. Na verdade, estou aqui por causa do outro.

Pesquisei um pouco sobre o caso.

Separei as chamadas referentes ao local.

Pensou em uns sete anos atr�s?

O esqueleto tinha um celular. Pense nisso.

N�o rastre�vel, mas o n�mero foi redistribu�do h� seis anos,

ent�o achei que talvez ajudasse a filtrar a pesquisa.

- E isso � tudo o que tem? - Bem, isso e isto.

Iniciais dentro da alian�a.

Seis letras do alfabeto. N�o ajuda muito.

Mas o celular ajuda.

Tenho uma chamada aqui. 29 de outubro de 2011.

- 911, qual � a emerg�ncia? - Estava em uma trilha. Caiu...

O penhasco cedeu. Consegue me ouvir?

A liga��o est� falhando. Onde est�?

N�o. Isso est� errado.

Parece com a chamada de ontem. Vamos ouvi-la.

911, qual � a emerg�ncia?

Consigo ouvir. Sabe onde caiu?

Eu n�o entendo. Existia uma voz do outro lado.

A mesma voz de sete anos atr�s?

- Sim. - Ent�o um fantasma pediu ajuda?

Esteve l� por sete anos. Deve ter cansado de esperar.

Ent�o foi um fantasma.

Por que est� sussurrando? O que acabei de falar?

Sim, mas o t�cnico disse que foi uma falha no sistema.

Parece que h� problemas em v�rias chamadas.

Ent�o como explica o fato de ter sido a mesma chamada?

Eu disse que parecia. Muitas chamadas se parecem.

Se isso te faz se sentir melhor,

mas n�s dois sabemos que um fantasma ligou.

Eu continuo pensando sobre a alian�a.

Quer dizer, voc� viu, n�o viu?

Quantas noites algu�m passou em claro esperando por not�cias.

Ouvi em algum canto falando que a pessoa � declarada morta

depois de sete anos.

Parece que precisa assinar algo.

Deus, isso � horr�vel.

Ter que admitir que voc� perdeu as esperan�as.

Sete anos � bastante tempo.

Provavelmente desistiu muito antes.

Ningu�m espera para sempre.

A esperan�a � algo estranho.

Deixa voc� continuar por um tempo, mas...

depois de um tempo, se o que quer n�o acontece...

Ela te faz perder tempo da sua vida.

�, mas � dif�cil de saber, n�o �?

Se est� esperando por muito tempo ou...

- Se est� desistindo muito cedo. - Acho que voc� sabe.

Pode levar um tempo at� admitir para si mesmo.

Bem, ao menos est� arrumado.

N�o sei se ele tinha mesmo um testamento em vida.

N�o parece que h� muito dinheiro para advogados.

Voc� pode encontrar formul�rios online.

Talvez ele tenha feito isso.

Vou checar a escrivaninha.

- Como est� a�? - Venha ver isso.

- O qu�? Encontrou o testamento? - N�o.

� aquele artigo sobre param�dicos.

Aquele com uma foto horr�vel minha?

Eu amei essa foto sua.

Isso � de tr�s anos atr�s.

H� quanto tempo meu pai est� aqui?

- Oi. - Oi.

- Obrigado por vir. - Claro.

Ele cresceu tanto.

Ele... perguntou de mim?

Por um tempo, n�o.

Ele ficou muito ocupado com a mudan�a, escola nova,

- cidade e gente nova. - Sim, claro.

Ele deve ter se abalado quando disse que se mudariam.

Certamente foi quando voc� ligou ontem.

- Shannon... - Ent�o, me conte da escola.

Querem te conhecer.

Bem, eles precisam. � um requisito para a admiss�o.

Parece sofisticada.

N�o � o tipo de lugar que imaginei.

As turmas s�o menores. 10 crian�as, ao inv�s de 30.

- Em artes, voc� tinha que ver. - Posso?

Ver ele? � um momento importante.

Mudando de escola, quando acabou de chegar aqui.

Eu poderia conversar com ele?

Saber se � isso que ele quer.

N�o acho uma boa ideia. Pode deix�-lo confuso.

Confuso como? Sou a m�e dele.

A qual ele n�o v� h� quase dois anos.

Minha m�e estava doente. E sozinha. Eu...

Voc� sabe por que eu tive que ir.

Sim, mas esper�vamos que voc� voltasse.

- E n�o voltou. - Podiam ter ido comigo.

Mas voc� n�o queria sair do Texas

e deixar seus pais, suas irm�s.

Ao menos at� ter algo que importasse para voc�.

N�o � justo. Fiz o melhor para Christopher.

Certo. O Eddie sempre sabe o que � melhor para todos.

� imposs�vel voc� parar um segundo

e perguntar realmente do que precisam.

O que precisava que n�o te dei?

Voc�! Eu precisava de um marido e um pai.

Em vez disso, fiquei sozinha no Texas com um beb�

e voc� em outro continente.

- Precisava de apoio. - Eu sempre te apoiei.

N�o. Voc� estava no Afeganist�o.

Obrigada novamente por vir.

�s vezes gosto do sil�ncio sem as crian�as.

�s vezes, n�o muito.

Estes s�o os restos mortais que encontramos em Palos Verdes?

Estou tentando identific�-los.

Notificar os parentes pr�ximos, com esperan�a.

- Esse � seu trabalho? - O qu�? Ajudar pessoas?

- Gosto de pensar que sim. - Os detetives n�o fazem isso?

Certamente eles largar�o todos os casos quentes

com v�tima recente e pistas por toda parte,

para investigar uma pilha de ossos

que estava esquecida � c�u aberto.

N�o digo que n�o se preocupem. Mas eles s�o t�o ocupados.

Ent�o mandou fazer um teste de DNA?

Mandei, mas o resultado leva um tempo.

A an�lise dent�ria provavelmente voltar� antes.

De repente h� pressa?

J� te contei sobre quando decidi me tornar uma oficial da lei?

Eu tinha 9 anos.

No meio da noite, acordei e vi meu pai se vestindo.

Pegando uma lanterna, a arma dele.

Olhei pela janela e vi toda a vizinhan�a l� fora.

Uma menininha...

Um ano mais nova que eu, tinha desaparecido.

Algu�m pegou ela da cama e a levou.

Que pesadelo.

Eles a encontraram?

Apenas o prendedor de cabelo, na floresta.

Mas foi s� isso, ela simplesmente sumiu.

Minha m�e ia na casa dos pais dela

duas vezes por semana, levava comida e outras coisas.

Eu quase n�o os via, apenas na igreja.

Era o �nico momento em que eles sa�am.

Mas eu me lembro o quanto eles mudaram.

Uma semana sem saber onde a filhinha deles estava

bastou para envelhec�-los.

Levou por volta de seis meses para que estivessem destru�dos.

Prometi a mim mesma que eu me tornaria policial,

e encontraria aquela garotinha para eles.

Para aliviar a dor deles.

- Voc� a encontrou? - N�o.

Mas algu�m...

Amou este homem.

Est� pensando no seu pai?

Ele � o fantasma que me assombra.

Tem alguma ideia do que vai fazer?

N�o deveria ser t�o dif�cil.

Acho que uma parte de mim espera que...

Ele acorde.

Para que eu possa conhec�-lo, finalmente.

Eu nunca me permiti...

sequer imaginar como ele era, durante todo esse tempo.

Seria muito doloroso

torn�-lo real na minha mente.

O que significa que...

Eu nunca o odiei o suficiente para me sentir bem

tirando-o dos aparelhos.

Pelo menos agora sabe que ele era um homem assombrado.

Buscando pelos pr�prios anjos.

Como todos n�s.

Maldita boca.

O cl�nico j� tem uma pista.

- Conseguiu um nome? - Pris�o Estadual da Calif�rnia.

Alex Armando Perez, tinha s� 22 anos.

Fazia seis meses que estava solto.

Voc� seria algum tipo de pirata?

Snake Plissken?

Fuga de Nova York? Kurt Russell?

- Obra-prima de John Carpenter? - Isso, certo.

Eu prefiro Tango & Cash, mas...

Voc� est� uma gra�a, eu aprovo.

Mas fico frustrada pela fantasia n�o vir com um sorriso.

Eu briguei com a Shannon.

Quando pedi para ajudar com Christopher e a escola...

- Ela pediu para v�-lo primeiro. - E voc� negou?

Olha, se voc� a quer na sua vida

vai ter que facilitar um pouco para ela.

- Quem disse que eu quero? - Me poupe.

Voc� decidiu sair do Texas,

e por coincid�ncia encontrou um emprego

a 30 minutos de onde sua ex mora?

CBLA � o melhor do pa�s. Do mundo.

Se ela j� se recomp�s, voc� sabe o que � melhor para seu filho.

E � ter a m�e na vida dele.

- O quanto antes. - E se ela fizer de novo?

Voc�s amadureceram muito com o tempo.

- E o menino precisa da m�e. - Papai?

Voc� est� t�o fofo que eu poderia despeda��-lo.

- Qual � o nome dele? - Oi, � Vigarista.

- � um cavalo de quartel. - Ele � seu?

N�o, ele � da pol�cia, mas eu cuido dele.

E treino para ser um bom cavalo de guarda.

Quer dar uma ma�� para ele?

- 911, qual � emerg�ncia? - 911, qual � emerg�ncia?

Um cavalo est� solto, parece muito assustado!

Policial ferido. Repito, temos policial ferido.

Solicitando assist�ncia imediata.

Calma, Vigarista. Ele nunca fica assustado.

Tinha muita coisa acontecendo.

N�o sei se a tala que temos caber�, eu...

Posso tentar arrumar alguma coisa.

N�o � s� a perna dele.

Devo chamar o Servi�o de Animais?

V�o demorar uma hora para chegar, ele est� com dor.

- Um veterin�rio pode ajudar. - Cavalos se infeccionam f�cil.

O organismo deles n�o responde aos antibi�ticos.

� dif�cil que sua resposta imune funcione efetivamente.

- Quanto ele pesa? - Cerca de 450 kg.

N�o temos barbit�rico suficiente para abat�-lo.

- Precisaria de sedativo antes. - Abat�-lo?

Sen�o ele se debater� at� o cora��o parar.

Tem certeza que quer fazer isso?

Podemos... tentar outra solu��o.

Ambos sabemos que n�o funcionar�.

Ele � um bom garoto.

S� quero que ele pare de sofrer.

Est� tudo bem, camarada.

Est� tudo bem.

Aplicando sedativo.

Obrigado, camarada. Por me fazer companhia.

Por me manter a salvo.

Agora voc� vai dormir, certo? Quando acordar,

estar� em um campo de s�lvia e poder� correr para sempre.

Mas n�o precisa mais ficar em posi��o e alerta.

N�o precisa ser forte, calmo ou valente.

Pode apenas ser livre.

Ser apenas um cavalo de novo.

Morfina.

Bobby?

- Quer que eu aplique, Hen? - N�o, eu consigo.

Hen.

Ele � meu amigo.

Ele � meu amigo.

Alana Perez?

Sou a Sargenta Grant. Vim aqui por causa de Alex.

- Quando? - Identificaram o corpo ontem.

Mas est� morto h� um tempo.

Sete anos.

Eu vi o boletim de desaparecimento.

Todos insistiam que ele tinha desistido de mim.

Que ele tinha voltado � vida antiga.

Eu ficava t�o...

irritada.

N�o por n�o acreditarem em mim.

Mas por n�o acreditarem nele.

N�o h� evid�ncia de crime.

Parece que ele estava apenas caminhando e...

e a estrada desabou sob ele.

O m�dico legista entrar� em contato sobre os restos.

Por enquanto, achei que gostaria de ficar com isso.

- Mam�e, podemos ir? - Claro, querido. S� um minuto.

S� um minuto.

Obrigada.

Obrigada.

Obrigada por vir, sr� Diaz Foi um prazer.

- Eu que agrade�o. - Tenha um bom dia.

- Oi. - Oi.

A escola me avisou sobre a reuni�o com voc�.

- Achei melhor vir. - N�o se preocupe.

N�o falhei na entrevista, est� bem?

- Ao menos acho que n�o. - Deve ter ido bem.

Cristopher e eu agradecemos.

Voc� veio aqui para agradecer pelo meu filho?

Quando voc� foi embora...

eu entendi.

Eu tentei. Voc� cuidava de sua m�e,

e eu tentava cuidar de Cristopher...

e n�s acabamos nos afastando.

Mas sempre pensei que voc� voltaria.

Que ter�amos uma chance de fazer tudo dar certo.

Mas n�o voltou.

Ent�o acho que eu s� precisava saber.

- Por qu�? - Eu n�o sabia como.

Quanto mais tempo ficava fora, mais dif�cil era voltar.

Encarar voc� e encarar Christopher...

- Ele deve me odiar. - Do que est� falando?

- Por que ele te odiaria? - Porque eu fiz isso a ele!

Eu revivi cada momento daquela gravidez,

por tantas vezes, s� tentando descobrir

como aconteceu e o que eu fiz de errado.

Achei que poderia compens�-lo, ent�o fiz muitas pesquisas,

buscando novos tratamentos e diferentes terapias.

Mas foi tudo t�o pesado e exaustivo...

eu s� precisava de um tempo.

Ent�o a m�e que machucou ao filho o abandonou.

Desculpe.

N�o fez nada de errado. O que aconteceu...

n�o foi culpa sua.

Eu sei disso...

eu s� n�o sinto isso.

Christopher ama voc�.

E sente sua falta.

- Eu sinto sua falta. - Senti sua falta.

Todos na minha vida. Minha irm�, minha equipe...

est�o do meu lado.

Mas o que preciso agora � conversar com algu�m...

- do lado da Abby. - Sabe que n�o tomo partido.

- Mas voc�... a conhece. - Eu amo voc�s dois.

Talvez melhor do que eu a conhe�o agora.

N�o falo com ela h� semanas.

Os intervalos entre conversas ficam mais longos,

e as conversas mais curtas.

Tem essa voz na minha cabe�a que fica falando:

"Supere, Buck. Ela nunca vai voltar."

Ela ainda gosta de voc�.

S� n�o est� pronta para vir para casa ainda.

Pelo menos, n�o para esta aqui.

- O que isso significa? - O irm�o dela tem insistido

para ela morar com eles um pouco.

E acho mesmo que vai ser bom para ela.

Ela precisa acordar para o mundo real.

Para que ela n�o tenha medo

de ser sufocada por todas essas mem�rias.

Nem me fale.

Tudo aqui neste lugar � dela.

A cada dia, ela parece cada vez menos parte disso.

Esse tempo todo, eu me senti assombrado

por essa mem�ria dela,

mas talvez eu seja o fantasma.

Me arrastando por aqui, quando...

deveria ter seguido em frente h� muito tempo.

Provavelmente n�o sabia disto,

mas quando eu era pequena, costumava te escrever cartas.

Mam�e dizia que as enviar�amos

quando tiv�ssemos seu novo endere�o.

Nunca aconteceu, mas continuei escrevendo.

Escrevi sobre minhas bonecas Cabbage Patch.

Sobre o dia que fui condecorada na Sociedade Nacional de Honra.

Sobre aquele momento...

em que vi minha melhor amiga...

e percebi que queria beij�-la.

Voc� se tornou como um di�rio.

Confiss�es para um papai imagin�rio.

N�o sei o que voc� iria querer, porque n�o conhe�o voc�.

S� posso partir do que eu iria querer.

Eu n�o iria querer viver assim.

Um fantasma em uma cama de hospital.

Ent�o vou te perdoar, pai.

E te deixar...

E te deixar partir.

Somos todos assombrados.

Por aqueles que amamos e aqueles que perdemos.

Pelas escolhas que fizemos e as com que ainda sofremos.

Nossas vidas s�o como uma s�rie de hist�rias de fantasmas.

�s vezes, s� podemos virar a p�gina.

Deixar partir.

� o que preciso fazer agora.

N�o tenho certeza se voc� voltar�

ou como eu me sentiria se voc� voltasse,

mas tenho certeza que n�o posso mais esperar.

Abby, voc� � minha hist�ria de fantasma.

� o esp�rito maravilhoso que surgiu em minha vida,

virou-a do avesso e desapareceu na noite.

Estar com voc� me fez um homem melhor,

e por isso sempre amarei voc�.

Agora � hora de eu descobrir

quem eu sou... sem voc�.

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