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Original subtitles

UNITED Apresenta

Legenda: LagerthaL | Monk

Legenda: lucasregiis | Shiokata

Legenda: ZeitG3ist | Miss Piggy

Legenda: arthurdenner | lucasvsribeiro

Revisão: lucasvsribeiro

DESVIO

Um homem sufocou a filha dele

e pôs-a num saco fora da Estação de Houston.

Normalmente, isso teria sido um caso de pena de morte,

mas o assassino fugiu para o México.

Agora encara prisão perpétua sem direito a condicional.

Então, o que é que isso nos ensina?

Ensina-nos que nenhuma lei ou regulamento

é mais poderoso que o entendimento.

Conhece a jurisprudência e poderás contornar a lei.

Compreende o seu funcionamento,

e podes transformar um assassinato de primeiro grau

num assassinato de segundo grau.

Segundo grau, em homicídio culposo.

Harper! Espera!

Tenho uma história horrível para te contar.

Estava no depósito no fim de semana, com o chinês,

e bebi ácido líquido.

Sério? Como foi?

Terrível. Nada bom.

A viagem durou 18 horas, e quando acordei,

o meu cabelo estava branco.

Sim. Está branco.

Mas é o seguinte, não me lembro de ter ficado com medo.

Não entendas mal, foi intenso, mas divertido.

Fui ao médico perguntar o que achava.

Ele disse que pode não ter relação com o ácido,

que pode ser hormonal.

Se a glândula pituitária estiver fodida, liberto muito estrogénio,

e posso ter mamas ou virar gay ou algo assim.

O que é pior, ser heterossexual com seios

ou acordar e querer um pau?

Pior é quereres um pau e teu cabelo ficar cinzento.

Vou parecer um gambá gay.

Bem, qual é o teu problema?

A minha mãe está em coma.

Porra.

Harper. Sinto muito.

Claro que ela está. Que porra eu sou?

Sou o pior amigo do mundo.

Está tudo bem. Esquece isso.

Treta! Não posso. É imperdoável.

Estava focado na minha merda, o cabelo a mudar de cor.

- Deverias ter arranjado tempo. - Não, tudo bem. Estava ocupado.

Harper, o que é isso?

O que é que estás a fazer comigo? A culpar-me?

Vá lá, sabes que gosto da tua mãe.

Apenas me esqueci, só isso.

Sim. Eu sei.

Eu sei.

Vejo-te depois.

Tudo bem, amigo.

Até logo.

Chamando Dr. Holmer para a Neurologia.

Chamando o Dr. Holmer para a Neurologia.

"Um voou para o leste, um voou para o oeste,

um voou sobre o ninho do cucos."

A busca do sonho americano pode tornar-se um pesadelo.

E mesmo que este homem tenha corrido rápido o bastante

para escapar...

Foi para uma área muito arborizada...

Ele está a começar a sua nova vida nos EUA,

como um fugitivo.

- Golden, no Colorado. - Podes colocar mais...

Ele começou a ficar violento.

Já viste a minha Cherry?

Ela tem o cifrão do dólar onde as miudas têm um coração.

E o John percebeu isso.

Ele disse: "Gostas de dinheiro, não é, puta do caralho?"

Ela disse: "Eu gosto de dinheiro e de pau,

e daqui onde estou, vejo que não há nenhum deles."

Ela disse isso?

Então, o que é que ele fez?

Puxou de uma faca e cortou-lhe a bochecha.

Aqui.

Filho da puta, vai-me custar uma fortuna.

Enfim, Cherry ficou louca, como podem imaginar.

Eu conseguia ouvi-la gritar do corredor.

Gritava como se Fred Kruger estivesse com o dedo no cu dela.

Cheguei perto para ver que merda era aquela.

Cherry puxou da arma.

Estava parada ali. Pegou na Beretta

e apontou para a cabeça dele. Ela tremia.

Tentei falar com ela, mas...

E quem teve que limpar a merda do lixo?

Puta merda.

Quem é esse gajo?

Cuidado. Sai daqui.

A tua mãe não te disse que é falta de educação

ouvir a conversa dos outros?

- Ultimamente não. - O que é que disseste?

A minha mãe não está muito bem,

por isso não tem aperfeiçoado as minhas habilidades sociais.

Mas acho que estás a dizer que talvez ela nem deveria.

Estás a dizer muita merda.

- Johnny, ele está bêbado. - Ele é adulto, sabe o que diz.

Vai-te embora, amigo. Está tarde. Não queremos problemas.

Não está tarde. Ainda não são 22h.

E embora eu aprecie a tua preocupação,

amanhã de manhã, quando eu acordar

e me vir ao espelho,

prefiro ver um rosto cheio de hematomas...

do que um rosto cheio de vergonha.

E estou preparado

para pagar bebidas para os teus amigos.

Como pedido de desculpa.

E além disso, vão-se foder.

Deixa para lá, Johnny.

Podes pagar-me uma bebida.

Tenho uma garrafa de uísque, mas podemos beber juntos.

Não tenho clima para socializar.

Não estou a perguntar.

Ou bebemos juntos ou brigamos aqui.

- Vá lá, Johnny. - Cala a boca, gordo!

Estás a rir-te de mim?

Ele está a rir-se de ti.

- Segue-me. - Para onde vamos?

O quê? Está com medo?

Estás com medo de mim?

Se eu te fosse matar, já teria matado.

Confia em mim, vais gostar.

Gostad de sundaes de chocolate?

- Gosto. Para onde vamos? - Gostas de miudas?

- Vou levar estas. - Não são tuas, Johnny.

São, sim.

Então...

O que queres ser?

Quando eu crescer?

Sim. O que queres ser quando cresceres?

- Advogado criminal. - Defesa, eu espero.

Sim, defesa.

O que acontece se libertares um culpado

e depois ele fizer de novo?

Culpa a acusação por não construir um caso sólido.

As pessoas têm direito a uma boa defesa.

As pessoas ricas, queres dizer.

Todas. Trabalho de graça dois dias por semana.

Então és um justiceiro?

Não uso capa, mas...

Acho muito difícil ignorar uma injustiça.

Dá-me o teu número quando te formares.

Sim.

E quanto a ti?

Tens alguma especialização.

- Queres que algo seja feito? - Não.

- Claro que não. Eu... - O quê?

Gosto de ouvir o outro lado.

Não.

A tua cara. Estava a pensar em algo.

Não estava mesmo.

Diz.

Eu não sei. Meu...

O meu padrasto é um otário, e...

E?

Às vezes penso se alguém...

O porrinhasse um pouco. Entendes o que digo?

Não, não entendo o que dizes.

Aporrinhasse? Tem a ver com porra?

Não... Tu sabes.

- Ensinar-lhe uma lição. - Ciências, matemática, o quê?

- Sabes o que estou a dizer. - Não sei o que estás a dizer!

Ensinar-lhe uma lição, quer dizer...

Para alguns gajos que conheço, isso significa matá-lo.

- É o que queres dizer? - Não, claro que não. Eu...

Talvez dar umas porradas.

Quando vais bater em alguém, tens que ter um motivo.

Não, chega de bebidas.

Termina a tua história.

Há três meses, a minha mãe teve acidente de carro.

Ela ía a conduzir, ele estava ao lado.

Estavam bêbados.

O carro saiu da estrada, bateu numa árvore, certo?

Ela está em coma desde então.

E tu culpas-o por isso?

Eu culpo-o

porque ele visitou-a uma vez no hospital em três meses.

Enquanto ela está lá a lutar pela vida, ele vai para Vegas foder uma...

empregada chamada Rosy Hills, que deve ter minha idade.

O teu velho gosta de uma cona adolescente.

Os exames da minha mãe foram maus hoje.

Se for assim amanhã, então...

Os equipamentos serão...

Enfim, ele sabe disso.

Mas amanhã vai fazer uma "viagem de negócios"

para ver a puta dele, em Vegas.

Agora...

se é assim que a mente dele funciona, se não se impora com ela,

quem garante... - Que ele não tem algo a ver

com a morte dela?

Certo.

Deixa-me perguntar-te uma coisa.

Se pudesses parar o tempo,

se cortar ao meio, um lado dele sairia e mataria esse maldito.

O outro lado ficaria em casa, sem saber nada disso.

Quando acabasse, os dois lados não falariam,

nem teriam ideia do que o outro fez.

Viverias a stua vida de mãos limpas.

Farias isso?

Farias.

Esse tipo de coisa pode ser feita.

Quanto?

Quer dizer, hipoteticamente falando, quanto algo assim custaria?

"Hipo-pateta" falando,

US$ 20 mil.

Vamos até Vegas, apanhamos esse gajo, ele acaba no meio do deserto...

Olá, rapazes.

- O que é que se passa? - Vai-te embora, Cherry.

Ela pode ficar. Tudo bem.

Não, ela não pode ficar.

Vai.

Onde estávamos?

Estou?

- É Harper James? - Sim.

Dr. Ulmer gostaria de falar contigo.

Está bem.

Vou transferi-lo.

Estás pronto?

- Seu velho? - Merda.

Não.

Meu Deus, não. Eu estava bêbado.

- Foda-se isso. - Eu esqueci-me.

- Deveria ter-te ligado. - US$ 20 mil,

vamos para Vegas, tu distrais-o, eu atiro.

Não. Isso não vai acontecer.

Vai acontecer sim.

Ontem eu disse muita coisa que não queria.

Tu falaste sério. Só estás assustado.

Não, ontem eu estava chateado por causa da minha mãe.

- E vamos a Vegas. - Não vamos, não.

Cala a porra da boca.

Só estás nervoso, porra.

Harper! Está tudo bem?

Sim, estamos bem, Sr. Parfitt. Obrigado.

- Tudo bem, amigo. - Olha...

Sinto muito, mas cometi um erro...

- Desculpa. - Não quero as tuas desculpas.

Quero que pagues o que prometeste.

Sinto muito, não posso.

- Vamos a Vegas. - Sinto muito.

Não fujas de mim, porra!

Queres saber? Vamos lá.

Vamos a Vegas.

Fizeste a escolha certa.

Se não tivesse vindo, estaria em casa

pensando no que poderia ter acontecido.

Eu tenho um lema.

Não te arrependas das coisas que fazes.

Só das que não fazes.

Não é verdade, Cherry?

Vais a algum lugar?

Sabes que dia é hoje, não é?

O hospital não terá notícias até ás 11h.

- Foste lá? - Liguei para eles.

Sim, porque não podes ir vê-la, não é?

Porque tenho negócios a tratar.

Negócios...

O que queres dizer com isso?

Não sei. Diz-me tu.

O trabalho que te vai dar um teto

se, Deus me livre, algo mal acontecer com a tua mãe.

Já aconteceu algo de mal à minha mãe.

Ela conheceu-te.

Acabaste de chegar, não é?

Sim, acabei de chegar. E depois?

Então acredito que ainda estejas bêbado.

Sim, estou bêbado.

Então toma um banho e acalma-te,

antes que diga algo que te arrependas.

Posso fazer uma ligação?

- Para quem? - Para o hospital da minha mãe.

- Podes ligar. - Esqueci-me do meu telemóvel.

É melhor eu usar um telefone público.

Se eu usar o teu e der algo errado,

vão-nos ligar. - Não este telefone.

Este telefone está no nome de um velho merdas em Malibu.

Eu disse que cubro os meus rastos.

Protejo outras pessoas também. Não é verdade, Cherry?

O que é que está a esperar?

- É particular. - Não vou ouvir.

- Podes esperar. - Porra...

Estás bem?

Cherry?

- O que é que isso quer dizer? - Estou bem, Johnny.

Ela olhava para frente, então não pude ver-lhe os olhos.

Mas ela era jovem, não tinha mais que 24 anos.

Ela parecia ter acabado de cair do pior comboio de carga do mundo.

Mas, apesar disso, vi que era bonita.

Não como uma estrela de cinema,

ou as raparigas que pensas quando estás com a tua mulher,

mas uma beleza natural.

Uma beleza agradável, por ser tão real.

Bruscamente ela virou-se para olhar para mim.

Vamos até onde?

Até Los Angeles. De onde é que vens?

De lá de trás.

- Needles? - Não.

Já sei, Phoenix.

Pareces uma rapariga de Phoenix.

As raparigas de Phoenix são más assim?

A rapariga devia estar cansada

pois adormeceu logo depois de entrar no carro.

Recostou-se e apoiou a cabeça contra a porta.

Não gostei muito, mas não a acordei.

Ela já não me preocupava.

A sensação esquisita já tinha passado.

O que eu achava ser...

O táxi está marcado para depois das 11h.

Amo-te mais que qualquer coisa.

Tu és o meu mundo.

Harper acha que há algo contra mim.

Não sei o que ele acha que sabe, mas...

Não precisas de te preocupar com ele.

Vou cuidar dele.

Imagino nós dois juntos muito em breve.

Vamos ser tão felizes.

E deixaremos isso tudo para trás.

Onde é que está o teu velho?

- Em casa. - Ele ainda está lá?

Está, o voo dele é só mais logo.

Ele ia sair quando vocês chegaram.

Onde é que ele vai ficar?

- Tenho o endereço. - Para um trabalho assim

preciso de um adiantamento.

Não há problema.

Puta que pariu, ela está viva!

- Que bom ter-te de volta. - Vai-te foder, Johnny.

- O que é que disseste? - Tu ouviste.

Não me batas. Não me batas, porra!

- Parem, parem! - Disseste alguma coisa?

Não precisam brigar assim.

Assim? És o anjo da guarda

ou só a queres comer? - Não, claro que não.

- Achas que ela é feia? - Não.

Ela é a tua miuda.

- E se não fosse? - Johnny!

Não! E se não fosse?

- Comerias-a? - Mas ela é a tua miuda.

Sim, mas, filho da puta, e se não fosse?

É uma pergunta directa, porra! Quero uma resposta directa!

Tudo tem o seu preço, seu merdinhas!

Comerias-a, sim ou não?

Sim ou não?

Se ela não fosse a tua miuda, sim.

Sim, acho-a bonita.

Então estás com sorte porque ela não é a minha miuda.

Ela é uma puta.

Uma puta anti-ssocial que tem que rebolar o cu saloio dela.

E reconhecer quem são os seus amigos.

Senhora, onde fica a casa de banho desta casa de banho?

Estás bem?

O que é que estás a fazer?

- Como assim? - Por que é que estás aqui?

- Sabes o motivo. - Sei o que o Johnny me disse.

Tu não és do tipo que mata.

- Isso existe? - Existe, e tu não és.

Queres um conselho?

Apanha aquele autocarro e vive a tua vida chata e miserável

porque garanto que será melhor do que deveres ao Johnny.

Não vou dever porque irei pagar-lhe.

O que é que vai acontecer quando ele ficar sem dinheiro?

"Harper, o meu carro avariou

vou precisar de mais dinheiro." - Então direi não.

E ele vai lembrar-te que basta uma ligação e estás preso.

E ele também.

Não, Johnny podes ligar para 20 maníacos da prisão,

todos em condicional, que, por uma caixa de cigarros,

dirão que mandaste matar o teu padrasto.

Ele é especialista nessa merda.

Então estás com ele porque ele está a chantagear-te?

Ouvi-o a falar do teu rosto.

Ele disse que atiraste em alguém.

Isso! Come-me!

- Estou? - Olá. O que é que estás a fazer?

A masturbar-me.

Fiquei com medo da coisa dos hormónios,

entrei em sites gays para ver se me tinha transformado.

Há muita coisa louca.

Coisas horríveis. Grupal, orgias, musculosos.

Há até um chamado "primeira vez dos héteros".

Tentei tudo. Nada.

Brinquedos, bonecos e nada.

Pus o pornô hétero de novo...

Estou de volta. Fiquei mais duro que um coco.

Como vai a tua mãe?

Na mesma, valeu por perguntar. Ouve...

- Preciso de um favor. - Sim, podes pedir.

Preciso de arranjar droga.

Espera, queres comprar erva?

Quero comprar muito, não perguntes por quê.

- Por quê? - Paul.

- É para a tua mãe? - Quê? Não.

- Medicinal? - Não, a minha mãe está em coma!

Como é que ela vai fumar?

Tens razão. Foi estupidez.

Então, de quanto precisas?

O suficiente para, caso seja apanhado,

não ter como dizer que é para uso pessoal.

O que é que se passa?

Disse para não perguntares.

Vá lá, dividimos tudo. Quebra o teu voto de silêncio.

Vincent vai para Vegas, e vai enfrentar problemas no aeroporto.

- Sim, estou nessa. - Porreiro.

Certo. Obrigado. Adeus.

Olá, o que trago para ti?

Duas cervejas, água com gás para a menina

e um milkshake para o rapaz.

- Qual é o sabor? - Banana.

Já nos vimos antes?

Eu... acho que não.

Eras da minha turma em Fairpoint.

Sou Claire Wiseman, lembras-te?

Sim, lembro-me. Como vais?

Estou bem. Nossa, é muito bom ver-te.

O que tens feito?

Nada demais.

O que houve com a tua cara?

- Foi um acidente de carro. - Sinto muito.

Mas continuas linda.

- Obrigada. - Por que não contas à tua amiga

com que trabalhas? - Vá lá?

Ela é cantora.

Tem uma grande voz. Não é?

Sabes, pensando bem, lembro-me de ti a cantar na escola.

Eras óptima. Onde cantas agora?

- Às vezes canto em... - Vegas.

Que bom para ti! É para onde vão?

Isso mesmo.

- Queria poder ir também. - Bem, não podes.

Então por que não mexes esse rabo bom

e fazes o nosso pedido?

Acho que vou. Volto num minuto.

Achaste que eu ia contar que és prostituta?

- Não sou prostituta. - Ele não se importa.

Eu, sim.

Não é prostituta.

Não vais fazer aquela ligação?

Vou.

Queres continuar com isso?

Está cansado, sabes?

Se estiveres a olhar para o retrovisor, vais bater.

Que porra há de errado contigo?

Juro por Deus, parece que invadiram o teu corpo.

Um alienígena.

O que queres de mim? Eu avisei que era louco,

e tu ficaste toda: "não te preocupes, gosto de loucos."

Onde é que está aquela miuda?

Aquela miuda tinha 16 anos.

Olá. Posso falar com o Dr. Ulmer? É Harper James.

- Vou-lhe já passar. - Obrigado.

Harper. Já te ia ligar.

Como estão as coisas?

Esperava ver-te pessoalmente.

Apenas me digas.

O segundo conjunto de exames voltou,

e, sinto dizer, não há actividade cerebral.

Sinto muitíssimo.

Tens que buscar conforto no facto de que fizeste tudo que pudeste por ela.

Estiveste ao lado dela o tempo todo.

Algumas pessoas nunca vivenciam esse tipo de amor.

Como médicos, percebemos muito cedo

que não podemos salvar todos, mas temos que tentar.

Não poderias ter feito mais por ela.

Não temos que decidir agora, só...

Acho que deverias vir ao consultório para conversarmos.

Harper? Estás aí?

Harper?

- Senhora. - Olá.

- Olá, Claire. - Olá, Mikey, o que te posso trazer?

Traz um bagel com queijo e mostarda, café e um sumo.

- Tudo bem. Está a sair. - Como está o Pete?

O de sempre. Ele perguntou por ti.

- Esteve doente? - Sim.

Aquela virose que todos estavam a apanhar.

Pareces melhor. Vou fazer o teu pedido.

Está bem, obrigado.

Está tudo bem com aquele policia?

Não, acho que ele é um idiota,

mas não fizemos nada de errado, então tem calma.

Vamos ter que fazer um desvio.

- Vamos ver o Frank. - Por quê?

Não podemos ir à Nevada sem o ver.

- Sim, podemos. - Se passarmos por Nevada

sem ver o Frank e ele descobrir, isso vai dar problema.

- Não precisamos de problemas. - Quem é esse Frank?

- É um amigo nosso. - É, certo.

Frank é...

Imagina isso,

da última vez que fomos à Nevada, Cherry estava com 1 kg de pó.

Ela escondeu-a, se é que me entendes.

A maioria estava no meu sutiãn.

Pararam-nos... cinco vezes? No mínimo, cinco vezes.

E em todas as vezes não tinham motivo para buscas.

Mas na quinta vez, trouxeram um cão despistador.

Aquele...

Pensei que estávamos fodidos, mas o cão, apenas passou.

Eu pensei: "A Cherry deve ser bem apertada".

Enfim...

Descobrimos que não estávamos a traficar.

Estávamos a levar fermento em pó.

Era tudo mentira. O gajo fodeu-nos.

Não sabíamos se haviamos de rir ou chorávamos.

Se fosse pó, apanhavamos 20 anos.

- Prisão federal. - Espera,

vocês não verificaram antes de levar?

Era um tipo do Frank. Não precisávamos.

- O que é que aconteceu? - Quando?

Esse Frank não ficou zangado por terem levado drogas falsas?

Como eu disse, Frank é um amigo meu.

- A vossa conta. - Não pedimos a conta.

O POLICIA ESTÀ A FAZER PERGUNTAS POR TI

Obrigado.

TESTAMENTO

Tudo bem. O que vês é um vídeo,

provando que Vincent Reed, o marido da minha mãe,

convenceu-a a dar o controle total da casa,

em caso de morte ou incapacidade.

Apesar disso, na data em que ela, supostamente, assinou,

ela estava em Nova York comigo.

Eu tenho as passagens.

E uma foto nossa na ponte do Brooklyn.

- Harper! Harper! - Vejam a data.

Merda.

Harper, anda cá agora! Mexe esse rabo!

O quê?

Anda cá.

O que é isso?

- Uma faca. - Eu sei, espertinho!

O que faz na minha bagagem?

- Não faço ideia. - Tu colocaste-a lá.

- Por quê? - Eu não sei.

Para me prejudicares, provavelmente.

É. Isso mesmo. Eu esqueci-me.

Vais para uma viagem.

Uma viagem para inspeccionar a expansão do cassino Davis.

Só que o cassino Davies

não está em expansão. - Não é uma expansão!

Estamos a construir apartamentos.

És um mentiroso, porra!

Tudo que sai da tua boca é mentira!

Tudo bem.

Por quê não me dizes o que achas que sabe?

Tu falsificaste a assinatura da minha mãe no testamento.

E fizeste um bom trabalho, Vince,

só que ela estava comigo em Nova York na data que ela supostamente assinou!

E adivinhas? Isso porreiro, amigo.

Eu falsifiquei a assinatura dela

para que pudesses pegar no dinheiro sem passar por cinco anos de litígio,

se tivermos má notícias hoje. - Então, falsificaste?

E depois?

Isso tudo por mim, Vince?

De certa forma, sim.

Que bom. Anda a foder com a empregada por mim, também?

- O quê? - Eu não sou idiota, Vince!

Eu sei sobre a Rosy Hills.

Rosy Hills? Sim, sim, estás certo!

Eu estava com Rosy Hills enquanto a tua mãe estava a morrer!

- Mas isso não é tudo. - Não?

Acho que estavas a conduzir o carro na hora do acidente!

Tu querias-a morta!

Como te atreves?

O que há de errado contigo? Merda!

Harper.

Deixa-me falar.

- Tu não vais parar, não é? - Não fizemos nada de errado.

Não fales, percebeste? Não digas nada.

Puta de merda.

57, podes falar.

Controle, Sierra Madre a falar. Policia Andrews.

Controle de matriculas de Nevada, 1-2-3-1-9, matriculas da Califórnia.

Algo errado, policia?

O meu instinto diz que sim.

Saiste do restaurante.

Esqueceste-te disso na mesa.

Sério?

Sério.

Não faço ideia o por quê dela escrever isso.

Ela é uma empregada de mesa.

- Achou que fazia parte do serviço. - Não importa.

Seguiste-me com esses olhos de porco desde que cheguei aquele lugar.

A questão é, por quê?

Uniformes deixam-me nervoso.

- Estás nervoso, agora? - Sim.

Eu lutei no Afeganistão, fui para terapia.

- És veterano? - Sou.

Mundo pequeno. Eu servi também, em 2002.

- Operação Anaconda. - Fizeram um bom trabalho.

Obrigado, senhor. Qual era o nome da tua missão?

Chamávamos-a de Vai-te Foder Bin Laden.

Vai...

Vai-te Foder Bin Laden?

Eu gostei dessa. Foi engraçada.

Qual era o nome real da tua missão?

Eu não me lembro.

Poderias sair do veículo?

Põe as tuas mãos no capô.

- Vá lá. - Põe as tuas mãos no capô!

A missão de um soldado está gravada no seu cérebro.

Seu pedaço de merda sem respeito.

Achas que és um herói de guerra?

Abre as pernas!

Está bem.

Está bem.

O que é que temos aqui?

O que é isto? Coca, metanfetamina, óxi?

Sei como vocês saloios gostam de óxi.

Não, isto é Viagra moído.

Vou precisar disso se for foder a tua mulher.

Vai-te foder!

Queres-te rir agora?

Sai do carro!

Sai do carro agora mesmo!

Sai desse veículo! Levanta as mãos!

Vamos, mexe-te, Irmã Maria!

- Anda cá. - Sim, senhor.

- Mãos no capô! - Sim, senhor.

- É preciso algemar-te? - Não, senhor.

Óptimo.

Porque só tenho braçadeiras e não preciso de outra acusação

de brutalidade policial. - Sim, senhor.

Olha para aqui, ouviste?

Olhas para aqui e mãos no capô.

- Ouviste? - Sim, senhor.

- Pára de chorar. - Sim, senhor.

- Como está, senhorita? - Estou bem.

Sim? Ver os seus amigos serem presos não a incomoda?

Tecnicamente, não são meus amigos, Sr. policia.

Contrataram para o dia todo.

- És prostituta? - Sou dançarina.

Prostituição é legal no Nevada, mas aqui não é o Nevada.

Ainda não fudi com eles.

Sim, não te posso culpar.

Quero que saias do carro

e me leves para dar uma olhada. Tudo bem?

- Claro. - Tudo bem.

Começa a abrir o porta-bagagens, certo?

- Certo. - Tudo bem.

Olha para mim!

Sim, senhor.

- Meu Deus! - Larga a arma!

Está a cometer um grande erro, senhora!

Não me ouviste, parvalhão. Larga a arma.

- Atira nesse gajo! - Não!

- Mata-o! - Não o mates!

Ouve-o. Não me mate, senhora. Por favor!

- Larga a porra da arma! - Está bem, está aqui, senhora.

Por favor! Tenho mulher e filho.

- Só quero ir. - A chave das algemaa.

Toma as chaves e vai, certo? Toma as chaves.

Estão aí. Tudo bem?

Tenho mulher e filho em casa.

Só quero ir para casa, certo?

Dá-me a porra do rádio.

Toma, fica com ele.

Não quero problemas.

- Baixa a arma. - Entra no porta-bagagens.

Não vou entrar aí.

Entra nessa porra.

Entra na porra do porta-bagagens!

- Entra no porta-bagagens! - Está bem.

Merda.

Tudo bem.

Recompõe-te, Harper. Vamos.

Recompõe-te.

Tu não és um gajo que desiste.

Não está na hora de entrar em pânico.

Ele matou-a.

Ele matou a tua mãe.

Harper!

- Está tudo bem? - Está.

- Dia bom para um mergulho. - É.

Posso limpar estas folhas, se quiser.

- Já tens com que te preocupares. - Não, gosto de me distrair.

Tudo bem.

Porra.

Tem uma nova chamada.

Olá, Harper, é o Paul. Tenho uma coisinha para ti.

Vou para aí.

Não, não. Porra!

Olá, Paul. É o Harper.

Olha, não importa o que seja, não podes mesmo vir aqui agora.

É que... Não venhas.

Apenas não venhas.

Porra.

Porra.

- Olá, Paul... - E então?

Espera, não podes ir lá.

- Por quê? - Não podes. Anda cá.

O que é que se passa?

- O meu padrasto está lá. - Merda. Tudo bem.

Ainda queres a erva?

Quero. Fico com ela.

Houve um probleminha com a erva.

Lembras-te das minas onde fomos quando crianças?

Onde o Reece se perdeu durante três dias?

Estão a fazer um festival de música lá.

Imagina um desses drogados a perderem-se nos túneis.

Não encontram o corpo nem daqui a cem anos.

Mas foi por isso que não consegui a erva.

Tudo bem. Fico com o que tiveres.

Harper.

Passei o dia a procurar que nem louco.

Ao menos escuta-me. Queres beber um café?

Sabes o que é?

Não posso.

Tenho que ir ver a minha mãe.

Merda. Sinto muito.

Não arranjei a erva,

mas lembras-te daquilo que embranqueceu o meu cabelo?

Ácido líquido.

Merda "Categoria 1" do DEA.

Se encontram isso com alguém, o gajo está fodido.

Mas se estás com pena de ti,

ou queres só curtir uma realidade alternativa,

põe umas pingas de gotas nos olhos.

Vais acabar num hospício.

Tudo bem. Obrigado.

- Está bem? - Estou. Tudo bem.

Amigo.

Sabes que eu gosto de ti, de ti e da tua mãe.

Quando fores ao hospital, dá-lhe um grande abraço, está bem?

Anda cá, amigo. Anda cá.

Vai ficar tudo bem. Prometo.

- Sim. - Ligo mais tarde, certo?

Certo. Obrigado.

Vamos ter que o matar.

E livrar-nos do corpo.

Matar a porra de um policia? Estás doido?

Queres o quê, deixá-lo ir?

Não vamos matá-lo.

Meu Deus! Foda-se.

Tudo bem. Preciso de confessar uma coisa.

Não há nada para confessar.

Confia no Johnny. Sabe o que faz.

Confessar? Que merda é essa?

- Nada. - Diz o que ias dizer.

Tudo bem. Estou com medo, certo?

Confesso que estou com medo.

Sentir medo é normal,

mas não te sintas mal por nenhum policia.

Viste o que ele fez.

Algumas pessoas merecem o que recebem.

Tem de haver outra maneira.

- Não precisas de o matar. - Não vou matá-lo.

- Tu vais. - O quê?

Preciso de saber de que lado estás.

Pode parecer difícil, mas conforme envelheces

percebes que a vida não é o que escolhes.

É o que recebes.

Não se vive no passado, não é, Cherry?

Eu disse "não é, Cherry?"

É isso mesmo, Johnny.

Sim, é isso mesmo.

Então, podes escolher

matar o policia e aí ir ao banco buscar o meu dinheiro,

ou ir ao banco, buscar o meu dinheiro,

e aí... Acho que entendeste.

O que vai ser, então?

US$ 20 mil neste envelope, cinco no outro.

Mais alguma coisa, senhor?

Moraste sempre aqui em Barstow?

- Sim, morei. - Sim?

Gostas disto aqui?

- Na verdade, não. - Por quê?

É muito chato.

O que é que vocês conversaram no restaurante?

Quando?

Como assim "quando"?

Quando estavam no restaurante e eu estava a drogar-me.

Nada.

Os teus lábios estavam a mexer-se. E não saía nada?

Ele perguntou se eu estava bem.

Por quê?

Porque me bateste.

O que é que disseste?

Que eu estava bem.

- O que mais? - Mais nada.

Eu demorei um pouco.

Deves ter falado alguma coisa.

Não.

Tinham só cinco disponíveis.

Dou-te o restante em Vegas e mais para comprar o policia.

O policia não está à venda.

Disseste que tudo têm o seu preço.

Quanto?

Se o policia viver, dou-te US$ 10 mil.

Suponho que tenhas um plano

que não me envolva passar o resto da vida na prisão?

- Sim, eu tenho um plano. - Queres dizer-me qual é?

Há uma mina perto daqui.

Leva-me até lá e eu mostro-te.

Tudo bem.

Primeiro, temos que ir ver o Frank.

Se descobrirem que há um policia na bagageira,

vão matar-nos a todos. Se fizere um único barulho,

vou explodir-lhe a porra da cabeça.

- Ele está aí? - Está.

Que tipo de humor?

Ele nunca está de bom humor.

Bem...

Entendi tudo mal, não é?

Não.

Estavad certa sobre mim.

- Olá, Cherry. - Olá, Frank.

Sonhei contigo ontem à noite.

- Sério? - Sim.

É tão estranho que você está aqui.

Importas-te se eu te der o meu número?

- O meu cartão. - Claro.

Mesmo? Pode ser?

Espera um minuto.

Caneta.

Liga para mim.

- Obrigada. - De nada.

Mulheres.

Anda cá.

Que estejaa acordada da próxima vez que eu entrar.

- Frank. - O que é que está a acontecer?

Cherry está á espera no carro lá fora.

Não a trazes aqui para dizer olá?

- Ela está cansada. - Cansada?

- Sim. - Estamos todos cansados.

- Quem é o rapaz? - Um amigo.

- Que tipo de amigo? - O tipo que paga a conta.

Aqui estão US$ 5 mil. Trago-te o restante amanhã.

Por que não hoje?

Tenho algo a acontecer em Las Vegas.

- Queres uma bebida? - Claro.

O que te disse da última vez que vieste aqui?

Para não voltar de mãos vazias!

Errado! Levanta o queixo. Fica quieto.

- Frank, por favor. - Levanta o queixo!

Não partiu. Não vale, pois não partiu.

- Frank, vou ter teu din... - Cala a boca!

Dizes mais uma palavra,

e o Ralph pôe-te num caixão, entendeste?

Foda-se!

O meu ombro.

O meu ombro. Já não posso atirar tão forte.

É o teu dia de sorte.

A última vez que estivees aqui...

Eu disse, que preferiria que viesses de mãos vazias

do que com outra desculpa.

E o que é que trouxeste?

Comprei um quilo...

de fermento em pó para ti...

E ainda estás a respirar.

Por quê isso?

O quê? Vamos! Vamos. Fala!

- Sei que tens sido bom comigo... - "Bom comigo."

És um néscio, sabias disso?

Sabes o que é um néscio?

Um néscio é alguém desmiolado, infantil, desprovido de inteligência,

dizes asneiras que só outros néscios conseguem entender.

Estás a dar duro para me reembolsar. Por quê?

Porque tens sentimentos por esta rapariga.

Esta rapariga que tratas como uma prostituta.

E eu? Tenho sentimentos por ela também.

Mas parece que sou o único homem em todo o mundo,

que não consegue a foder!

Então...

Farei a mesma oferta que fiz da última vez.

A rapariga fica aqui comigo e a dívida está paga.

Podes até levar os teus US$ 5 mil contigo.

Cherry fica aqui, e tu podes visitá-la.

Não posso fazer isso.

Levanta-te.

Há uma coisa...

em que meu sucesso é baseado...

E é a minha palavra.

É tudo o que tenho.

Amanhã... quando o sol nascer sobre essas colinas,

se eu não vir os US$ 50 mil na minha mesa,

eu virei, encontro a Cherry, e vou vendê-la para algum barbudo,

um parvalhão que use joelheiras, que a ponha numa tenda,

e a usará como uma espécie de tapete de foda saloio!

Eu fiz-me absolutamente claro?

Sim?

Agora pira-te daqui.

- Ralph? - Sim, chefe.

Fica de olho nesse degenerado. Liga para os rapazes em Vegas.

Não quero aquele néscio à solta.

Não estamos no momento,

mas deixe uma mensagem e retornaremos em breve.

Esta mensagem é para o Vincent.

O teu táxi está a caminho.

Estou?

É o Harper James?

Sim.

Dr. Ulmer gostaria de falar consigo.

- Está bem. - Vou transferi-lo.

Está tudo pronto?

- Seu velho? - Merda.

Não, não, não.

Meu Deus, não. Estava bêbado ontem.

Foda-se.

Não, eu estava chateado ontem à noite.

Chateado por causa da minha mãe.

- Vamos para Vegas. - Não, não vamos.

Cala a porra da tua boca, está bem?

Estás apenas nervoso, é só isso.

Harper. Está tudo bem?

Sim, estamos bem, Sr. Parfitt. Obrigado.

Tudo bem, amigo.

Sinto muito, mas cometi um erro, certo?

- Desculpa. - Não quero as tuas desculpas.

Quero que pagues o que prometeste.

Sinto muito, não posso.

Não fujas de mim, porra!

Lembras-te das minas que visitávamos quando crianças?

Que Reece ficou perdido durante 3 dias?

Está a acontecer um festival de música lá agora.

Imagina se um drogado se perder num dos túneis.

Vão procurar o otário durante uns cem anos.

Certo, queres saber?

Vamos fazer isso. Vamos nessa.

Vamos para Vegas.

Mas vamos com o carro do meu pai.

Por quê?

Por que não?

Saiam do caminho, veganos malditos!

Meu Deus!

O que é que está a girar, um pedaço de madeira?

Aqui ficam os detectores de metais.

Encosta ali, perto da entrada de mina.

Qual é o plano?

Dá-me uma garrafa de água.

Não vais deixar esse gajo fugir.

Ele provavelmente morreu desidratado.

E se não morreu, isso é ácido líquido, certo?

Ele ficará a ter alucinações pelas próximas 48 horas.

Não saberá distinguir a verdade de ficção,

pode esquecer ser uma testemunha confiável.

Certo.

Mas se não conseguires domar esse porco, eu vou.

Senhor? Olá?

Acho que ele morreu.

Senhor.

Espera! Estou a tentar ajudar!

Toma, bebas isso! Bebas isso!

É água!

Espera! Vai para aquele lado!

Para o festival.

Vamos para Vegas.

Bem-vindo ao cassino, Senhor.

- Alguma bagagem na mala? - Não. Nada.

Não vamos ficar muito tempo.

Tudo bem.

Dois quartos. Os maiores.

E coloque-nos na taxa complementar.

Preciso de um cartão de crédito.

- Qual é o seu nome? - Peters.

Barney Peters.

- Certo, Sr. Peters, podem ir. - Obrigado.

Obrigado.

Vai arranjar o meu dinheiro, depois encontramos o teu velho.

Tenho as chaves, caso penses em ir a algum lugar.

O que vais fazer?

- Vou para o quarto. - Fica lá.

Posso precisar de ti.

Vou alugar um carro...

E vou-me embora.

E continuarei a conduzir.

Se quiseres vir, que estejas fora do cassino às 22h.

Podes dar-me um isqueiro e um bourbon?

Acredito que sejas um vencedor.

Por que achas isso?

Por causa da pilha de fichas.

Achas que aposto para vencer?

Então por que apostas?

Por que é que um boxer luta se tem mais dinheiro do que gasta?

Porque é idiota.

Ele luta para se sentir vivo.

Prefere arriscar tudo...

Do que morrer aqui e aqui.

Para realmente estar vivo...

precisas de apostar mais do que podes perder.

Só precisas saber quanto.

Ou o que não pode perder.

Podes levar um telefone pré-pago?

Estou, polícia? Aqui é o manobrista do Collinen.

Estava a levar um Mustang para a garagem,

acidentalmente abri a mala e...

Há algo que precisam de ver aqui.

Certo. Obrigado.

Gostaria de um seguro extra?

Não, obrigado.

Aqui está.

Qualquer veículo do Lote D. Mostra isso no portão.

Obrigado.

- Vais a algum lugar? - Não.

Olá, querido.

Entra.

Consegues identificar um Mustang azul?

Conduz.

O que houve?

Idiota do caralho!

Ele trouxe um gajo para o quarto.

Os policias invadiram, prenderam-no por assassinato.

Como é que fugiste?

Pensaram que eu era prostituta.

Escutem-me. Ele vai matá-la!

Ele vai matar a Cherry!

- Do que é que estás a falar? - Frank Malone!

- Se eu não juntar o dinheiro... - Entra aí!

Ele vai matar a Cherry.

Por favor!

Poderás fazer uma ligação. Queres um conselho?

Esquece a miuda e chama um advogado.

Vou ver se eles têm um quarto.

Eu não matei o gajo que cortou o meu rosto.

Eu atirei nele.

Eu e o Johnny, dopamos os gajos.

Não me orgulho disso, mas levamos-os para o quarto,

o gajo dorme, Johnny entra e nós roubamos-o.

Mas dessa vez o ele não dormiu e Johnny não apareceu.

Aquele idiota. Ele bateu-me.

Ele estava em cima de mim. Eu lutei, gritei, chorei...

e o Johnny não apareceu.

Ele partiu uma garrafa e disse

que ou seria o pau dele ou essa garrafa dentro de mim.

Eu tentei correr, ele cortou-me a cara,

ouvi o som de uma arma, e atirei nele.

Então Johnny apareceu.

Ele sobreviveria, mas o Johnny não o socorreu.

Ele atirou-o para uma valeta.

E quanto a ti?

Por que é que o mataste?

Cherry...

Frank vai atrás de ti.

Eu não te queria assustar.

Eu só...

Vamos.

Ralph.

Vai buscar a minha Cherry.

Por que é que não ligaste para um advogado?

Em vez de fugires para o México como todos os outros idiotas?

- Eu surtei. - Mas ainda há tempo.

Tu tens dinheiro. Contracta um bom advogado.

É a única forma de me manter fora da prisão

é alegando insanidade, e eu acabaria num hospício.

Eu seria que nem o McMurphy de "Um Estranho no Ninho".

É.

A enfermeira recomendaria-me uma lobotomia.

Tudo bem,Sr. Nenhuma Esperança.

Bom, eu já vi esse filme. O índio foge.

É quase um final feliz, ao menos para um deles.

- Queres um refrigerante? - Claro.

CORPO ENCONTRADO!

São US$ 5,48, por favor.

O que é que estás a fazer?

- Fica com o dinheiro. - Eu não quero o dinheiro.

Quero ir para o México contigo.

- Tu não podes. - Por quê?

Porque eu vou ser preso.

Qual é a razão para ir ao México, Senhor?

Férias.

- Posso ver a sua identidade? - Claro.

Onde vai passar as suas férias?

Baja.

Tem um endereço?

Eu vou ficar no Four Seasons.

É o aniversário de casamento da minha mãe.

Pode passar.

Está tudo bem contigo?

Eu pareço bem?

Dá-me a tua mão?

Onde estamos?

Algum lugar do México.

Por que é que voltaste?

O que é que aconteceu?

Olá, querida.

Pedi para o pessoal levar-lhe essa gravação.

Lamento-me não ter estado aí por um bom tempo.

Eu só...

Eu não suporto vê-la deitada aí.

Não lido bem com emoções, tu sabes.

O táxi está reservado para logo após as 11h.

Eu amo-te mais que tudo neste mundo.

Tu és o meu mundo.

Harper achas que tens algo contra mim.

Eu não sei o que ele achas que sabe, mas...

não precisas de te preocupar.

Eu cuidarei dele.

Sabes, penso em nós dois juntos...

Muito em breve.

E estaremos muito felizes.

E todos esses problemas ficarão para trás.

Johnny costumava dizer que o azar me seguia

como um depravado segue um autocarro escolar.

Mas Johnny podia estar errado, como qualquer um.

No entanto, ele dizia algo, que parecia verdadeiro...

Quando um homem tem um assassinato em mente,

ele deve cavar duas covas.

Uma para a vítima.

E outra para si mesmo.

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