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DEUS EST� CONOSCO
As unidades dos ex�rcitos alem�es capitulam uma a uma,
deixando nas m�os dos aliados centenas de milhares de prisioneiros.
A Alemanha est� um caos
pior que no final da Primeira Guerra Mundial,
sob a apar�ncia de um Estado Alem�o, um governo legal,
uma administra��o em funcionamento
tentava sobreviver a cat�strofe militar.
O Terceiro Reich, ao contr�rio, vai se dissolvendo em nada,
intermin�veis colunas de soldados alem�es
s�o conduzidos para
seus pr�prios campos de prisioneiros,
onde recebem comida, �gua, rem�dios e alojamento.
A rendi��o do que foi o mais poderoso ex�rcito da hist�ria
j� � uma quest�o de horas.
Embora se embaralham v�rias hip�teses
sobre o que pode ter acontecido ao "F�hrer" Adolf Hitler.
Forma��o!
Vamos, vamos, depressa!
Aten��o!
Senhor,
comunica��o de Emmen:
O primeiro contingente de prisioneiros alem�es chega esta tarde.
- Sabe quantos s�o? - Tr�s mil, senhor. Talvez mais.
Obrigado.
O TRABALHO LIBERTA
Esta hist�ria � verdadeira. Isso aconteceu na Holanda, no primeiro dia de maio de 1945, o �ltimo dia da II Guerra Mundial.
- Mas o que � isso? - Latrinas?
Que fedor!
Ser�o necess�rio toneladas de desinfetante.
S�o celas de castigo, George.
Eu gostaria de jogar alguns alem�es a� dentro.
� um gosto que n�o vai ter.
N�o se iluda.
Forma��o!
Vamos, vamos, depressa!
COMANDO DA SS
- Queimem tudo. - Sim, senhor.
Por aqui.
Rapaz! Est� chegando a comida?
- Onde est� Joan? - L� atr�s!
- Levante-se! Levante-se! - Tenho fome. Tenho fome.
Nunca voltaremos para casa.
Nunca, nunca voltaremos.
Nunca. Nunca.
Cabo! Cabo, siga!
Para os barrac�es!
Que gloriosa carreira, promovido a carcereiro
por m�ritos na guerra.
- Tenente Carlisle, senhor. - Segundo-Tenente Renier, senhor.
Sou o Oficial M�dico destinado ao campo.
Certo.
Ter� trabalho aqui.
O que espera, Gleason?
N�o os amontoe a� fora. Leve-os para os barrac�es.
Sim, senhor. Sargento Malley.
- Ningu�m se mexe esta tarde. - Firme! Vamos!
Siga-me!
Senhor, desculpa. O coronel Staffel, Schtaefel. . .
N�o entendi direito,
quer falar com o Comandante do campo.
Como que quer falar com o Comandante.
Mande-o para dentro com os outros. Ouvirei o Coronel quando tiver tempo,
talvez amanh�.
Para os barrac�es!
Para os barrac�es!
- O que lhes daremos para comer? - Os caminh�es ainda n�o chegaram.
Por esta noite que esque�am o jantar. Amanh�.
Colocou uma caixa de u�sque a mais.
Me faz trabalhar � noite tamb�m.
Acha que fa�o porque gosto? O que voc� quer?
Que coloque uma caixa para mim tamb�m, est�pido.
Estamos prontos, Cabo?
Jellinek! Venha um momento.
Um momento.
Ei voc�s! Venham!
Leve-os para o campo. S�o soldados alem�es.
Soldados?
Marinheiro Bruno Grauber.
Cabo Reyner Schultz, de granadeiros.
284� regimento, segunda companhia,
- s�timo. . . - Desertores?
Chegaram famintos, nunca vi comer daquele jeito.
Uma tentativa de fuga! Atiramos!
Est� morto, senhor!
Uma pistola.
- Apaguem essa maldita luz! - Apaguen o holofote!
Apaguem o holofote, vamos! - Ningu�m pensou em revist�-los?
- Podiam levar um arsenal. - N�o houve tempo, senhor.
- N�o tiveram tempo? Fa�am agora. - Agora?
J�! Ou est� cansado, Tenente?
Sargento, reviste todos os barrac�es!
- Sim, senhor. - Gleason!
Barrac�o por barrac�o! Quero todos fora!
Revistem eles de cima a baixo, um por um! Entendeu?
- Sim, senhor. Revistem tudo! - Sim, senhor.
- Sigam-me! - Retirem o cad�ver.
Acendam a luz!
Mantenham a luz!
Fora!
Levantem, levantem todos! Vamos!
Cara para a parede! Com as m�os para cima!
Eu disse com as m�os para cima!
Vamos, em fila! Eu disse em fila!
Vamos, depressa!
Mexam-se, mexam-se!
Vamos, vamos!
Mexam-se, mexam-se!
- Os oficiais, senhor. - Os oficiais?
Os oficiais alem�es se negam em ser revistados.
Como se negam, Sargento?
- Volta. - Sim, senhor.
Todos deste barrac�o, saiam para fora.
Vamos, fora!
Vamos, vamos!
Os deste barrac�o. Saiam para fora.
Cento e trinta!
Cento e quarenta!
Cento e cinquenta!
Cento e cinquenta!
Cento e sessenta!
Cento e sessenta!
Coronel von Bleicher,
- oficial mais graduado. - Bem.
- Major Brandt. - Capit�o Bosch.
- Capit�o Werner. - Tenente Stern.
Tenente Waschell.
Capit�o Miller.
Dei ordens para revistar os barrac�es e os homens
e essa ordem n�o exclui voc�s.
- N�o temos armas, Capit�o. - Sem exce��o, Coronel.
Tem a minha palavra de oficial.
- Desculpa. - Capit�o!
Devo lembr�-lo que temos o direito
de ser revistados por um oficial.
Tenente, quer cuidar disso?
Ei, est� b�bado?
- Que diabos acontece? - Vamos, para os barrac�es!
Vamos! Vamos, para os barrac�es!
L�! Para os barrac�es!
Vamos, mexam-se, mexam-se! L�, para os barrac�es!
Vamos, vamos! Depressa, depressa!
Me mandem homens para descarregar.
- Imposs�vel. - Como?
Os em servi�o foram refor�ar os postos de guarda. Desculpa.
Diabos!
Preciso de dez homens,
pe�o oito com esperan�a de conseguir sete, me d�o seis
e s� viro as costas me tiram eles.
Quer dar uma m�o?
- N�s somos motoristas. - Bom trabalho, Jellinek!
Muito bem, muito bem!
Ainda vir�o me pedir favores!
Filhos da puta.
J� tenho ajuda! Bons rapazes. O armazem fica l�, � direita.
Bem. Al�.
Todos para os barrac�es!
Eu disse depressa!
Um momento, Trevor. Escuta,
me entregaram dois alem�es l� embaixo, no dep�sito,
desertores ou algo parecido.
S�o estes.
E diz para mim? Envie-os para os barrac�es com os outros.
Espera um pouco. Eu queria eles comigo um dia ou dois,
preciso de algu�m para me ajudar, n�o aguento mais.
Vamos.
- Ok, ent�o pe�a para o Malley. - Ao Malley?
- N�o. - N�o pe�a autoriza��o para mim.
Trevor, espere! V� para o inferno.
Chuva, chuva.
Sim, sim.
Diabos,
estou arrebentado.
Deu uma olhada nos nossos compatriotas?
Esta noite dormir�o sobre um palmo de barro.
Sim,
podiamos estar pior.
Estas camas e este calor s�o inestim�vel.
E depois,
para casa, Schultz.
Voc� percebe?
Parece imposs�vel.
O que pensa? Diga alguma coisa.
N�o fala, nunca ri.
Acha que h� raz�o para rir, Grauber?
Bem.
Que tempo imundo.
Bem.
Aqui est�o algumas roupas.
Sab�o,
bucha,
l�minas de barbear.
Devem estar prontos �s cinco e meia.
O tio Jelly lhes d� boa noite.
Ei, Cabo.
Obrigado. Retribuiremos o favor na Terceira Guerra Mundial.
Quem autorizou vossa tentativa de fuga?
Ningu�m, senhor.
Foi coisa nossa.
S� queriamos ir para casa.
N�o me importa suas raz�es!
O chefe deste campo � o �nico que pode decidir
quando �
a hora certa para tentar fugir.
- Est� claro? - Sim, senhor.
Com vossa estupidez,
tornou mais dif�cil a situa��o dos seus companheiros.
J� pensaram nisso?
- Respondam! - N�o, senhor.
Soldados!
Que isto sirva para lembrarem
tamb�m que neste lugar,
tamb�m neste momento dram�tico,
Voc�s continuam fazendo parte da marinha alem�!
Ningu�m pode decidir por conta pr�pria!
Neste momento,
nosso senso de disciplina deve ser mais forte!
Nosso acatamento ao dever
absoluto!
Cantem! Cantem todos!
Canta.
Todos para tr�s!
Malditos alem�es, para tr�s!
Depressa, saiam todos!
Todo mundo cantando, vamos!
N�o fiquem aqui!
Todo mundo fora!
Para tr�s! Todos para tr�s! Vamos!
Para tr�s todos!
N�o ouviram? Para tr�s, patifes!
Apenas cantavam, Capit�o.
E seus homens fizeram uso das armas.
Isso � inconceb�vel e contradiz as normas internacionais
no tratamento dos prisioneiros de guerra.
N�o foram autorizados.
Precisa uma autoriza��o para cantar um hino militar?
N�o quer entender, Coronel,
se reuniram sem permiss�o.
N�o foi feita nenhuma limita��o
� liberdade de movimento dentro do campo,
mas se quer definir algum tipo de regulamento,
estou disposto a discutir.
- N�o tenho a inten��o. . . - Firmes!
. . . de discutir nada com voc�, Coronel.
Descansar!
Firmes!
Se insistir,
h� certos aspectos sobre as condi��es do campo
- sobre as quais havia pensado. . . - Fa�a uma lista de pedidos
e verei o que posso fazer.
J� est� feita, Capit�o.
Cal virgem, carriolas, ferramentas de carpinteiro,
desinfetante,
medicamentos,
linhas e agulhas?
Um soldado que n�o cuida do seu uniforme � um mau soldado.
Concorda com isso, Capit�o?
Sim.
Sim, � claro.
Sim, eu concordo.
Ter�o linhas e agulhas.
Bem.
Meu Oficial M�dico falar� com voc� amanh� de manh�
para estudar as necessidades.
Meu Oficial M�dico tem planos para organizar
uma enfermaria de emerg�ncia num barrac�o.
O que precisamos s�o medicamentos e bandagens.
Os canadenses
s�o os �nicos respons�veis pela sanidade do campo.
Amanh� de manh� receber� a visita do meu Oficial M�dico.
Que cheiro bom. Que tabaco �?
Ei, n�o saia, por favor.
Continue fumando ao meu lado.
Venha.
Se aproxime, anda.
O que quer?
O cheiro.
Me deixa sentir o cheiro. Manda a fuma�a para c�.
Faz mais de tr�s semanas que s� fumo palha e grama seca.
- Eu te pe�o, amigo. - Espera.
Obrigado, obrigado. Mas como acender? Obrigado.
Ei, Schultz!
O que foi?
O que est� fazendo a�?
Ser� que n�o posso fumar um cigarro em paz?
Pare de fumar, seu idiota.
Vamos, o Cabo precisa dos dois. Venha.
Ei, seu nome � Schultz?
Ent�o � alem�o?
Vamos, Schultz! O que faz a�?
N�o me fa�a esperar!
Sim, sim. Sim, vamos.
Vamos, acorda.
Anda, sobe.
E diz que esses ferimentos foram produzidos por arame farpado?
Sim, � verdade.
Vi muitos ferimentos feitos por arame farpado
e s�o muito diferentes.
Schroeder.
- Diga, senhor. - Como fez esses ferimentos?
Com o arame farpado da cerca, senhor.
Tentava fugir com o cabo Oberg e outros quatro homens.
J� ouviu, Tenente.
Quero lhe agradecer, Capit�o.
Como v�, fazemos bom uso do que nos forneceram.
O �cio gera a reflex�o e a reflex�o a indisciplina.
N�o, Capit�o?
O que foi?
Est� ciente de uma tentativa de fuga realizado na outra noite?
Dei ordem para impedir,
- os homens foram punidos. - Sim, de fato foram.
- Mas com o que. . . ? - Os soldados internos
observam as regras da Marinha Alem�
- com todas as suas conseq��ncias. - Coronel,
exijo que isso n�o se repita sob quaisquer circunst�ncias.
N�o haver� mais tentada de fuga no campo.
Eu garanto, Capit�o.
Capit�o,
queria pedir ao comandante canadense
para fazer uma lista dos internos,
nome, grau, n�mero de identifica��o.
Caso tenha que enviar algum comunicado � fam�lia na Alemanha.
Como voc� sabe, Tenente,
as comunica��es com a Alemanha n�o s�o f�ceis.
Uma coisa de cada vez, Waschell.
Seria poss�vel obter da sua generosidade
uma bola de futebol?
De futebol?
Sim, Tenente. � muito praticado na Alemanha.
Que tal um jogo entre os canadenses e alem�es?
J� houve, eu acho e n�s ganhamos.
Ei, pega! Para voc�s!
O que est� fazendo, Grauber?
Vivi oito meses da caridade deles,
quero retribuir a generosidade.
Oito meses?
Quer dizer que j� faz meses que largou o uniforme?
Sim. Voc� v�, esperei um tempo.
Demorou um bom tempo.
Claro, como n�o nos avisou.
Se todos os alem�es fossem como voc� j� estariamos em casa.
E voc�, garoto, quando desertou?
- Eu n�o desertei, perdi o contato. - O contato com meu regimento.
N�o sou um desertor. Eu amo a guerra, senhor.
Minha m�e me alimentava toda manh� com p�o e guerra,
por isso sou t�o forte e t�o bonito. Heil, Hitler.
Mulheres!
- Canadenses! - Pare, pare.
- N�o temos nada a fazer. - N�o sabe como conhecer civis?
Pare!
Volta, volta.
D� alguma coisa, vamos!
- Quer subir? - N�o, obrigada, vou por perto.
- E voc�? - N�o posso, me esperam em casa.
N�s te levaremos.
Tem um cigarro, por favor?
Obrigada.
- S� tem estes? - Sim.
- Ent�o n�o. . . - Sim, sim. Temos mais. Pegue-os.
- O cara disse que sim. - E ainda te levamos para casa.
- Tem os olhos lindos, sabe? - O qu�?
- Me chamo Jellinek, e voc�? - Georgia.
Georgia, Georgia.
- Suba, Cabo. - E quem dirige?
Eu mesmo. Acha que s� voc� sabe dirigir?
Cafet�o tamb�m?
Ou�a, quer voltar para casa? Sim ou n�o?
O que voc� acha? Que ganhou a guerra?
- Voc� tem chocolate? - Sim, � pra j�.
- Ge�rgia, para voc�. - � muito.
Obrigada.
Tamb�m s�o canadenses?
Tchau.
Tchau.
Podemos nos ver amanh�,
se quiser posso trazer duas amigas, s�o muito bonitas,
trabalham comigo.
Sim, claro.
Claro, pode trazer.
Tchau.
- At� amanh�, Ge�rgia. - Tchau.
Canadenses, vamos.
Vamos, vamos.
- Boa noite, senhores. - Senhor.
Boa id�ia, Sargento.
Esta, sim esquenta.
N�o pode atender os nossos visitantes?
N�o querem falar comigo,
uma quest�o de hierarquia,
s� com o comandante de campo.
Muito bem.
- Voc� dir�o, senhores. - Trouxe a lista prometida.
Lista em menos de vinte e quatro horas.
Ent�o,
eu perdi.
2.727 soldados e 57 oficiais.
Nos permitimos guardar uma c�pia em nosso escrit�rio de filia��o
para eventuais confronta��es ou modifica��es.
Desculpa, senhor.
Sargento, verifique esses dados.
Imediatamente, Capit�o.
- E fa�a voc�. Voc�, pessoalmente. - Sim, senhor.
- Acho que surge algum imprevisto. - Por que, Capit�o?
Foi anunciado a chegada de um novo grupo de prisioneiros.
Posso pedir um esclarecimentos para estes senhores?
Est�o dispostos a responder todas as suas perguntas.
Queria saber se os dois prisioneiros destinados �s cozinhas
est�o na lista.
� a primeira vez que ou�o falar deles.
Tem certeza que s�o soldados alem�es, Sargento?
Estava ciente disso, Capit�o?
Bem, rapazes. Agora quietos.
Alto!
R�pido, para o posto de comando.
O que foi?
� por esses dois?
�s ordens, senhor.
Diga, senhor.
D�-lhes seus uniformes e que se apresentem imediatamente ao Capit�o.
Veja, eles n�o t�m uniforme, senhor.
Quando se entregaram se ofereceram para trabalhar e pensei. . .
Pois pare de pensar, Jellinek. Pode se retirar.
Sim, senhor.
Estavamos muito bem nas cozinhas.
Certeza que est� feliz de voltar ao rebanho?
Pol�cia.
Olhe para isso: Pol�cia Militar.
Acho que est�o todos loucos.
Nome, grau e regimento.
Cabo Reyner Schultz, 284� regimento de granadeiros,
- segunda companhia. - Firme enquanto lhe interrogo.
- Local e data de nascimento. - Hassel, 13 de fevereiro de 1928.
- Diga "senhor" quando responder. - Sim, senhor.
- Data de recrutamento. - 12 de outubro de 44, senhor.
Volunt�rio.
- Ra�a. - Ariana, senhor.
Aspirante Bruno Grauber, terceira divis�o da defesa costeira,
Terceiro regimento, 10� companhia.
Nascido em Bremen, 26 de dezembro de 1920.
Recrutado em 10 de Janeiro de 1939 pela junta.
Ra�a ariana.
Um momento.
O major Brandt quer fazer umas perguntas.
Vejo que n�o usa o seu uniforme.
Depois de que fato,
em que data e lugar deixou ele?
N�o me lembro.
A verdade � que n�o me lembro.
Ent�o n�o se lembra. Observe na sua declara��o.
E voc�, Cabo Schultz, quando deixou o seu uniforme?
Foi. . .
durante uma a��o na retaguarda,
perdi contato com o Comando por motivos alheios a minha vontade,
senhor.
Queimamos uma f�brica
- e depois. . . - Me fale do seu uniforme, Cabo.
Sim, foi para escapar mais facilmente do inimigo, senhor.
Eu entendo.
E para escapar mais facilmente do inimigo, Cabo, se entregou a ele.
Quando, exatamente?
Faz tr� dias, senhor.
O aspirante Grauber e eu
fizemos o imposs�vel para evitar, mas
estavamos morrendo de fome.
Conhece as ordens dadas em 5 de mar�o pelo general Blaskowiz?
"Todos os soldados encontrados longe da sua unidade
que n�o justifique sua situa��o, ser�o processados como desertores
e julgados conforme as leis de guerra".
Com base nesses preceitos
e o resultado do interrogat�rio tenho que sujeit�-los a julgamento
diante de um tribunal militar por crime de deser��o.
T�m algo a dizer?
A instru��o terminou.
Sim, eu tenho algo a dizer.
Instru��o,
tribunal militar,
onde? Aqui dentro?
Louco! J� n�o chega?
Idiota! Bastardo!
J� n�o chega? A guerra acabou!
- Acabou! - N�o sou um desertor!
- A guerra acabou! - N�o! N�o sou um desertor!
A guerra acabou!
A guerra acabou!
A guerra acabou!
Acabou!
Acabou!
A guerra! A guerra acabou!
A guerra acabou! Acabou!
Malley!
Diga, senhor.
- Tira minhas botas, por favor? - Imediatamente, senhor.
A guerra acabou!
Vamos, Schultz! Grita tamb�m!
A guerra acabou!
Basta! Basta!
N�o quero ouvir mais.
N�o quero ouvir mais.
Vamos, Schultz. N�o acredita nessa palha�ada, certo?
Amanh� nos soltar�o, voc� vai ver.
Bastardos.
N�o sou nenhum desertor.
Schultz,
o que foi?
Por que chora assim?
Eu n�o sou.
Eu n�o sou.
Falarei com os canadenses, eles mandam aqui dentro.
Quero falar com os canadenses!
Eles mandam aqui dentro!
Edwin, onde voc� est�!
- Acorda! - Vamos, vamos!
Vamos, acorda!
Vamos, L�der, acorda!
- Somos n�s! - Saia da�!
- Edwin! Onde estava? - Ol�!
- Eu estou aqui! - O que faz aqui?
� o inverno rigoroso.
- Ol�, Torney. - Como est�, Edwin?
- Entra. - Onde est�o as mulheres, Edwin?
Onde conseguiu isso?
Vodka russa aut�ntica.
� um presente do general Marinowski.
N�o comece fazer perguntas.
Beba, mas n�o fale, n�o � permitido.
Vamos, pega um copo.
Diga quem pensou em tirar da toca este
- emboscado. - Voc�!
Sim, eu.
- Senhores, pela paz. - Pela paz!
- Pela paz. - Pela paz.
Isso ressuscita os mortos.
- Rapazes, como na academia. - Vamos, vamos!
O que � isso? Ultra secreto?
Deixa isso!
Cadete, sente-se!
- Obede�a! - �s suas ordens.
Major McDowell, leia
o boletim de not�cias, come�ando pelo mais importante.
Acreditava, traidor, que tinha nos enterrado sob um palmo de terra
embaixo, na Floresta Negra e no entanto estamos aqui
- vivos, saud�veis e vitoriosos. - E promovidos, pilantra.
Espera, me deixa falar. Sou eu quem deve contar.
O Dirk foi promovido por causa de um glorioso ferimento no bra�o. . .
- Sim? - Sil�ncio.
feito numa queda na escada de comando numa noite como esta.
Quanto a n�s dois, n�s dois fomos promovidos, por. . .
- Por que nos promoveram? - Pela simpatia do general Snow.
Por que fizeram tantos quil�metros s� para me dizer isso?
Rapazes! em frente!
Um, dois.
N�o est� feliz com esta not�cia?
Com nossa promo��o a velha Europa n�o tem nada a temer.
Vamos, junte-se a n�s,
capit�o canadense. Ouviu?
Ou prefere
acabar na pris�o?
J� estamos na pris�o.
Tem inveja. N�o se alegra com nossa promo��o.
- Meu Capit�o. - O que n�o sabe,
o que ainda ningu�m sabe e que deve ser mantido
no maior rigoroso segredo militar
� que a paz
� s� uma quest�o de horas.
Os soldados nunca morrem,
nunca morrem, nunca morrem.
Os soldados nunca morrem.
Os soldados nunca morrem,
nunca morrem, nunca morrem.
Eu vi.
Vi dois carros oficiais com quatro estrelas nas bandeirinhas
e num um general da Marinha Alem� dirigido por russos.
Depois chegou o Gesminder, o General encarregado das assinaturas,
tudo em grande segredo.
Talvez a esta altura j� est�.
Os problemas vir�o depois,
Alemanha,
oitenta milh�es de pessoas, ou pelo menos
o que resta.
O que faremos com eles?
E as divis�es blindadas russas em Viena e Berlim.
e se nos derem ordens para continuar?
Senhores! Troca de inimigo, em frente!
Mas que diabo acontece?
O que foi?
N�o diz nada?
Fariamos o que ordenassem.
Em frente!
Canadenses! Canadenses!
- Vamos! - Aqui!
Canadenses!
R�pido!
Abra a porta!
Est�o presos.
- N�o abre sem chave. - Quebre a porta.
� proibido danificar as instala��es, s� por motivos muito graves.
� o regulamento.
Bem, quer um cigarro?
N�o fumo.
Sargento.
Tenho que falar com seu Comandante. Por favor.
� in�til. Ordem taxativa.
Esse problema t�m que resolver entre voc�s.
- Est� de guarda, deve dizer. - Dizer o qu�?
V� em frente, fale.
Estamos aqui para nos controlar.
Tenho que falar em voz baixa, aproxime-se.
Eu
sei certas coisas que eles querem saber, s�o segredos, entende?
Vou quebrar sua cabe�a!
Agora j� tem motivos para explodir a fechadura!
Vamos! Fa�a o seu dever e chama os outros, Sargento!
Por mim pode apodrecer a� dentro!
O depoimento do Cabo, daquele Jellinek.
Se entregaram sem uniformes.
Bem. Sem d�vida eles s�o desertores.
A dez passos de dist�ncia. R�pido!
R�pido!
Protestei contra essa ofensiva em medida de seguran�a.
No entanto, est� bem,
� como se colaborassemos.
Isto pode ser um precedente importante.
� verdade, Coronel. Perfeito.
Pedimos uma coisa, coronel, trate-os como merecem.
Que sirvam de exemplo.
N�o permitirei qualquer intemperan�a.
O trabalho deste tribunal deve acontecer num clima de ordem
e disciplina.
Com pleno respeito ao c�digo penal militar.
� um processo,
n�o um linchamento.
Est�o um pouco nervosos,
- mas tudo sob controle. - Bem.
- D� a sua m�o. - Obrigado.
N�o nota nada estranho?
N�o. Nada.
Mas tem raz�o,
nenhum avi�o.
O que isso significa?
Talvez signifique
a paz.
N�o se alegra?
Sim, mas � claro.
Diga-me, George,
o que fazia antes?
Antes da guerra.
Era arquiteto.
Lembre-se disso quando quiser fazer uma casa.
Sim.
Quando chegar a General.
- Mas ser� dif�cil em paz. - � verdade.
Vou igar para o QG para ver se me dizem alguma coisa.
Depois lhe digo.
Fique de olho.
A acusa��o exp�e:
os chamados Reyner Schultz e Bruno Grauber,
ambos pertencentes �s For�as Armadas Alem�s,
abandonaram por iniciativa pr�pria suas respectivas unidades,
se livraram das armas e uniformes confiados pela P�tria
e abandonaram a luta vestindo roupas civis.
Depois, num ato de extrema vileza e trai��o,
se entregaram �s tropas inimigas,
se oferecendo para trabalhar nos servi�os do ex�rcito canadense,
para obter vantagens pessoais.
Somam como agravante
que tais atos foram realizados antes de 04 de maio,
quando o Alto Comando fez p�blico suas disposi��es gerais
sobre a rendi��o das for�as que se encontrassem
em dificuldades t�ticas insustent�veis.
Os acusados t�m algo a dizer?
Claro que tenho algo a dizer.
O que � toda essa palha�ada?
Acham que ainda podem dar ordens?
Transformar este campo num quartel?
A guerra acabou. Acabou!
Isso � um campo de prisioneiros,
s�o como eu,
com a diferen�a que eu sou civil.
Veja, veja minha roupa!
N�o tem direito a me por em posi��o,
voc�s devem ficar em posi��o.
Eu vi seus rostos!
Me lembrarei at� morrer!
Quando voltarmos eu juro que buscarei um por um!
Juro que pagar�o, palha�os, bastardos!
Bastardos, bastardos.
E voc�?
N�o sou um desertor.
- Tenente. - O que foi, Malley?
Mais tarde. V� ver o Comandante do campo.
Mais tarde?
Quando?
Quando terminar aqui, senhor.
Not�cia importante.
E esses caras com sua palha�ada.
Este processo se realiza em condi��es excepcionais
e � imposs�vel para a defesa
obter todos os elementos necess�rios
para desenrolar o cometido,
portanto, devo confiar ao juiz do tribunal.
La vela, Waschell.
Examinados os registros do processo
o tribunal aqui reunido
considera os acusados
Bruno Grauber e Reyner Schultz
culpados do crime que s�o acusados,
e os condena � morte
- por fuzilamento. - S�o um bando de pilantras!
- Pilantras, palha�os, covardes! - N�o sou um desertor!
- Est�o equivocados! - Palha�os!
Est�o equivocados!
Para tr�s! N�o me ouviram?
Sigam-me!
Rapazes!
O Capit�o quer nos ver!
Boas not�cias! Vamos!
Acabou! A guerra acabou!
Canadense!
Cabo.
Voc�, condenado � morte.
N�o ouve? Responda-me. Sabe por que os canadenses cantam?
Porque eu estava certo, a guerra acabou.
N�o podem nos fazer nada. Todos para casa para beber cerveja e ver as garotas!
E aquele fan�tico,
se o encontrar a paisano juro que o arrebento,
ou n�o me chamo Bruno Grauber,
massacro ele.
- Obrigado. - Senhor.
Obrigado.
- Pode deix�-lo entrar. - Sim, senhor.
Coronel.
Bom dia.
Voc� v�, estamos prestes a sair.
� uma quest�o delicada, Capit�o.
N�o vai demorar muito.
Malley, veja se o jipe est� pronto e me espere l�.
Sim, senhor.
Diga, Coronel.
O tribunal presidido por mim
esta noite emitiu uma senten�a de morte
para os desertores Grauber e Schultz.
Eu sei.
Bem, Capit�o.
N�o podemos executar a senten�a sem fuzis.
Ent�o?
Eu pe�o a voc�, Capit�o.
Falar em garantias pode parecer rid�culo, ofensivo entre soldados,
- mas dou a minha palavra de honra. . . - Coronel!
Quem diz que os alem�es n�o t�m senso de humor?
Temos que cumprir essa senten�a, Capit�o.
Tem um general me esperando,
n�o posso me atrasar.
Abram a porta!
Capit�o,
n�o posso com sua recusa humilhar o prest�gio de um tribunal militar.
N�o � voc� quem me diz o que posso ou n�o posso fazer.
Por que n�o?
Somos soldados. Sabe que o decidido por um conselho de guerra
- n�o se questiona. - N�o?
N�o.
Capit�o, a minha condi��o de vencido e a sua de vencedor
nada tem a ver com o caso,
� uma quest�o de princ�pios.
Voc� vem me falar de princ�pios?
Um homem que serviu Hitler fala de princ�pios.
Capit�o,
como eu disse antes,
sou apenas um soldado, como voc�.
Fa�a o favor de n�o entrar em
pol�tica.
A senten�a deve ser cumprida,
servir� para restabelecer a ordem e a autoridade neste campo,
no que voc� e eu
estamos igualmente empenhados, Capit�o.
Ou�a agora, Bleicher,
quando foi
para desinfetar e arrumar o campo
ou pregar bot�es, lhes ajudei como pude,
mas agora querem voltar a matar
e ainda com nossas pr�prias armas.
Estarei de volta pela tarde.
N�o haver� armas.
Neste grande dia,
a cidade de Emmen est� feliz
honrada e orgulhosa por saudar o general Snow,
representante de todas as tropas,
de todos os uniformes,
de todas as na��es que lutaram para devolver
o nosso pa�s martirizado ao mundo da liberdade e esperan�a
na luta pelo destino da humanidade.
Me desculpem se respondo
estas palavras generosas e calorosas
moderadamente.
Sou um soldado
e os soldados
n�o est�o acostumados com discursos.
No entanto quero dizer
que lutei e lutaria novamente
para defender a liberdade.
O maior bem do homem
pelo qual deve dar
inclusive a vida.
- Muito obrigada. - Obrigado a voc�.
A guerra foi terr�vel,
mas j� acabou, gra�as a voc�s.
Desculpem, mas o tempo � um tirano,
j� deviamos estar a duzentos quil�metros daqui.
Levo uma agrad�vel lembran�a desta cerim�nia.
General Snow! General.
Mas, como? Estava aqui?
- N�o te vi. - Sim, estava no fundo do sal�o.
Talvez n�o seja o momento, General, mas quero aproveitar a oportunidade
para pedir transfer�ncia, senhor.
Para onde? J� n�o h� frente para te enviar para morrer como um her�i.
N�o gosta de ser carcereiro, eu vejo.
No fundo ainda � um alvo militar.
Voc� enfrenta aqueles bolcheviques,
mas eu tenho outros problemas.
Quase o invejo, descobri que a paz � ainda mais dura que a guerra.
Acredite, filho, acredite.
Diga voc� o tipo de programa que nos espera.
Comiss�es de reconhecimento, necessidades dos pa�ses libertados
B�lgica e Holanda numa semana.
E em cada cidade receber delega��es, cerim�nias,
discursos.
Tem algum conflito no campo?
N�o, n�o, General. Est� tudo bem,
- s� que. . . - S�, o qu�?
Bem, n�o est� muito claro que tipo de rela��es devemos
- estabelecer agora. . . - Que rela��es quer estabelecer?
Eles perderam a guerra, n�o devem esquecer.
- E nem voc�. - Sim.
Aonde est� o problema?
- N�o quero incomod�-lo. - Nenhum inc�modo, filho.
Lamento ter tanta pressa agora,
mas nos veremos logo
e terei algo para te dizer.
Certo, Lorien?
Uma grande surpresa.
Um momento.
Que diabos acontece?
Vamos.
Dura h� horas e n�o sei porqu�.
Eu sei.
- Senhor. - Sim.
Coloca al�.
Sim, senhor.
Senhor. O que vamos fazer?
Dobre as guardas. Guarni��o em estado de guerra.
Eu vou dormir.
Boa noite, senhor.
Grauber.
O qu�?
Disse que quando
sairmos dessa bagun�a
vai quebrar a cara dele.
Claro que vou
e de todos aqueles que est�o l� batendo.
Vou te dar uma m�o.
Bem. Me deu raiva que baixou as cal�as na frente daqueles caras.
Eu sei.
Estava com medo.
N�o se preocupe, eu tamb�m estava com medo.
Todos n�s temos.
E tamb�m. . .
Tamb�m, o qu�?
As mulheres, Grauber.
Me sinto intimidado.
Fico sentimental e
nunca consigo nada.
Preste aten��o ao tio Bruno.
Tenho uma regra com as mulheres:
leva a m�o onde o olho n�o chega
e depois da m�o, voc� sabe.
Em p�! Em p�, levantem!
Vamos, depressa! Todos em p�!
Todo mundo fora!
Segundo grupo!
Sentem-se!
Trocar! Substituir os outros!
Bem. Tudo como de costume, entenderam?
- Como se fossemos surdos. - Acabaremos sendo de verdade.
- O que voc� disse? - Nada.
Revistaram o rancho, o que fazemos?
Dar esta tarde.
Se organizaram em turnos, n�o ter� fim.
- Vamos ver o quanto resistem. - Eu informaria ao comando.
O comandante aqui sou eu! P�e isso na cabe�a!
Voc�s dois, v�o para a outra porta. Depressa.
Est�o chegando.
Pega o megafone, Sargento e ordene que todos entrem nos barrac�es.
- Me d� os fuzis, Capit�o. - � uma ordem.
Me d� os fuzis.
Sargento Trevor.
- Sim, senhor. - Vai me levar ao barrac�o, Capit�o?
Coronel,
vou ordenar que o levem para uma cela. Voc� est� preso.
- � uma viola��o de direitos. - N�o me fa�a rir, Coronel!
- Vou fazer um relat�rio. - Muito bem. Fa�a!
Vou ler com prazer.
- Tenente Romney. - Sim, senhor.
Todos os homens a seus postos.
Prenderam o nosso Coronel! Prenderam o nosso Coronel!
Prenderam o nosso Coronel!
Des�am dos caminh�es! Des�am dos caminh�es!
Todos a seus postos!
O megafone.
Preparados.
Aten��o!
Aten��o!
Uma rajada para o ar. Fogo!
Alem�es!
T�m exatamente trinta segundos
para deixar o p�tio
e se retirarem em sil�ncio aos vossos barrac�es!
Se n�o obedecerem abriremos fogo!
Fogo!
- Vamos! - Vamos, r�pido!
Atire!
Atire!
Eu aviso
se fizerem mais desordens
atiraremos diretamente em voc�s!
- Sargento. - Diga, senhor.
Amanh�
- me chame �s sete. - Certo, senhor.
- Boa noite. - Boa noite, senhor.
- O General est� aqui? - Est� no seu escrit�rio, senhor.
- Quando chegou? - Faz quinze minutos, senhor.
J� est� aqui.
Se tivesse me avisado, General, teria ido receb�-lo.
Calma, Edwin, n�o � uma visita oficial.
Tenho que estar em Paris amanh� de manh�
e vim por acaso
e a tempo de ver os fogos de artif�cio.
Um belo espet�culo.
- Feridos? - N�o. N�o, senhor.
Foi s� um aviso,
houve uma esp�cie de motim.
- Quis ser razo�vel e eles. . . - Fizeram um pouco de m�sica, eu sei.
N�o achei necess�rio relatar.
A coisa n�o tinha
- muita import�ncia. - Se refere aos dois desertores?
Se refere a isso?
Como sabe, General?
Acha que chegaria aonde estou
se n�o soubesse sempre o que acontece?
Que tranq�ilidade.
Tem um charuto?
Deixei os meus no carro.
N�o, senhor. Desculpa, s� tenho cigarros.
N�o importa. Deixa.
E est� tudo em ordem agora?
Sim. Sim, senhor. N�o h� nenhum problema.
O Coronel von Bleicher foi preso.
Sim? Ou�a, filho,
entendo que aqueles rapazes lhe d�o pena, � compreens�vel,
mas,
j� pensou por um momento o que representam nossos uniformes?
J� pensou que nossos gal�es e princ�pios, na honra militar?
N�o valem mais
a vida de dois desertores? Acredite,
se o mundo perde o respeito por isto,
ser� um mundo sem esperan�a,
sem ordem, sem valores.
N�o precisa correr o risco, meu amigo.
N�o � suficiente ganhar a guerra,
agora � preciso ganhar a paz.
Vamos enfrentar
outro inimigo,
um inimigo que n�o tem rosto, mas que existe
e nos amea�a.
Sabe o que quero dizer, n�o � possivel ignorar.
Est� forte,
cada vez mais.
E quem voc� acha, quem acha
que ter� que travar essa nova batalha?
N�s.
Os soldados guardi�es da paz.
Teremos que proteger e nos proteger.
N�o se esque�a, meu filho,
que a paz pertence a n�s,
que tamb�m pertencemos ao mundo.
Ent�o,
como acha que devo resolver esse problema, senhor?
O inimigo de hoje pode ser o aliado de amanh�.
Me acompanha, est� ficando tarde.
Um oficial pode ganhar ou perder a guerra,
mas n�o pode perder o respeitar dos homens que comanda.
� o princ�pio da autoridade que sai prejudicado.
Entendeu?
Se um oficial � humilhado,
o seu grau � humilhado,
voc� tamb�m
e eu tamb�m,
seremos ofendidos e humilhados com ele.
Diga o que tenho que fazer, senhor.
Isso voc� deve decidir.
� o chefe do campo, n�o �?
- O seu pai est� na escola militar? - Sim, senhor.
Quando escrever para casa, cumprimenta o seu pai por mim.
Faz tempo que n�o sei dele. Como est�?
Na minha �ltima licen�a achei ele muito envelhecido.
- Estou preocupado. - Diga-lhe que foi promovido.
N�o acha que se alegrar�?
Major.
Vamos.
A comunica��o oficial j� est� a caminho,
ent�o j� pode mandar costurar os gal�es na sua t�nica.
- Eu autorizo. - Obrigado, senhor.
Canadenses!
Amigos!
Acha que somos seus amigos canadenses?
Tenho cara de canadense? Piolho sujo!
Aposto que j� n�o quer m�sica.
Pedia os fuzis e deram s� as balas.
Aonde estava o her�ico Coronel enquanto atiravam?
Debaixo de um barrac�o?
- Sargento. - Sim, senhor?
Perfeito, Malley.
Obrigado, senhor.
Espero que saiba
apreciar toda esta tranquilidade, Coronel.
Um oficial alem�o no seu lugar
n�o teria feito melhor.
Acho que isso � um elogio.
Muito bem. Agora est� claro
quem manda neste campo.
Voc�. Tem as armas e est� disposto a us�-las,
Major.
Meus parab�ns.
Vejo que tamb�m tem a estima dos seus superiores.
Bem, pode retornar ao seu alojamento,
meu jipe o levar�.
Ainda h� um problema.
O jipe espera, Coronel.
- Voc� tem que dizer. . . - N�o tenho nada a dizer.
Recuso voltar ao meu alojamento antes de saber
o que voc� decidiu, Major.
Eu tamb�m gostaria de saber o que o Major decidiu
sobre o problema.
Traga-os.
- Alguma novidade? - Nada ainda, senhor.
Abram a porta!
Se quiserem dizer algo, fa�am agora.
N�o sou um desertor!
N�o sou um desertor!
Assine, Schultz.
N�o quero morrer.
N�o quero morrer.
Assim, n�o.
Assim, n�o.
Assina, Grauber.
Grauber.
POL�CIA MILITAR
A c�pia do resumo. Uma formalidade, Tenente.
Vamos.
Abram a porta!
- Este � o lugar, Tenente? - Sim, � esse.
V�o saindo!
Vamos, mexam-se!
Dirijam-se para a entrada!
Em linha!
Forma��o! Preparar!
Meia volta! Parem!
Esquerda! Dois, tr�s, quatro! Esquerda!
Dois, tr�s, quatro!
Aten��o, parem!
Forma��o, preparar!
Preparar!
Aten��o, esquerda!
Marchem!
Em fila, em frente!
Em fila!
Meia volta! Marchem!
Os fuzis s� t�m uma �nica bala no carregador,
s� precisa destravar,
mirar e puxar o gatilho.
Pelot�o, esquerda!
Em fila de um! Marchem!
Aten��o, parem!
Direita! Firmes!
"Procedemos esta execu��o
para proteger o Estado dos crimes graves
que estes dois homens cometeram.
Foram condenados com base no artigo 32
do C�digo Militar".
N�o! N�o!
Pelot�o, preparar!
Porcos! Assassinos! Bastardos!
- Primeira linha do pelot�o! Apontar! - Assassinos! Assassinos!
Bastardos! Assassinos!
Bastardos! Assassinos!
- Fogo! - Bastar. . . !
Sua pistola, por favor.
Ou voc� prefere dar o tiro de miseric�rdia, Tenente?
Divis�o de Comando, por favor.
Al�?
Aqui � o Major Miller,
do campo de Emmen.
Gostaria de deixar uma mensagem para o General Snow.
Quando ele voltar diga que aqui no campo
est� tudo
em ordem.
Obrigado.
05:33 hs do dia 13 de maio de 1945: Quinto dia de paz
LEGENDAS : Laercio GRUPO ALLIED FORCE Tradu��o da legenda em Espanhol
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