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A CAMINHO DO OREGON
O Oeste - 1846
Nova Iorque - 1846
Jim Gordon Bennett fundou o "New York Herald" em 6 de maio de 1835.
O que lhe levou a provar a sorte no novo mundo foi
a autobiografia do Benjamin Franklin.
Voc� � nova aqui, n�o �, Srta. Shoemaker?
Eu n�o. Trabalho para o Sr. Bennett.
Eu mesmo escrevi esse discurso. Assim me economize tempo.
Mas o Sr. Bennett n�o quer ser incomodado quando escreve.
Eu volto depois de 3 semanas esperando os despachos.
la jantar com uma preciosidade, quando o Sr. Bennett me chamou
me ordenando que viesse aqui imediatamente.
� evidente que n�o o disse que me espera.
Seja uma boa garota e lhe diga que estou aqui.
Tudo bem... Desculpe Sr. Harris.
Sim?
Chegou o Sr. Harris. Disse que est� esperando por ele.
- Sim. Entre, Harris. - Obrigado, senhorita.
Que bom se voc� escrevesse t�o bem como se veste.
Tudo depende do incentivo.
Tenho que andar bem arrumado faz parte do meu trabalho.
Voc� teve tempo suficiente para ver o Polk?
- N�o. N�o, senhor. - Por que n�o?
Porque se negou a me receber.
Entendo...
O homem da Casa Branca tem medo de falar do assunto do Oregon.
Parece que sim, senhor.
Veja.
O caminho do Oregon por Francis Packman. E dai?
- Leia. - Agora?
Esse maldito livro tem feito que milhares de idiotas fracassados
deixassem suas casas e partissem para ser assassinados, queimados e roubados
dentro de suas carro�as no famoso caminho do Oregon.
Sabe qual � a quest�o do Oregon, Sr. Harris?
N�o, senhor. N�o pude perguntar ao Sr. Polk.
� uma quest�o de guerra.
Eu fui informado que Polk enviou ou vai enviar
grupos de soldados disfar�ados de colonos ao Oregon.
Quero verificar essa informa��o. Por isso vou enviar voc� ao Oregon.
A mim? Duvido que eu seja o que se chama um pioneiro. Eu...
Se Washington n�o da not�cias sobre o Oregon teremos que ir ate la.
V� para casa e fa�a as malas.
- Senhor, vou jantar... - Cancele.
Sim, senhor.
E � Srta. Shoemaker que me traga um arenque defumado.
- E um copo de leite. - E leite...
Garanto que essa fama que tem de homem ousado est� bem fundada.
Washington - 1846
...Onde voc� se reunir� com os homens a seu comando.
eles tomaram medidas necess�rias para viajar em
uma caravana de civis guiada pelo explorador do ex�rcito George Seton,
que partir� de West Point.
O grupo de confian�a ser� uma unidade cuidadosamente escolhida
para ocupar o territ�rio do Oregon.
Viajar�o como civis j� que esta miss�o deve ser secreta.
Repita isso: Secreta.
Terceiro: Ao chegar ao Fort Laramie deixar� o grupo nas m�os do major...
Dexter, que tomar� sob suas ordens.
Quarto: O prop�sito principal da miss�o � nos preparar para uma guerra.
Deus nos livre.
Eu... Desculpe, Sr. Presidente.
...Para uma guerra. - Sim, senhor.
E para defender os direitos de 6.000 cidad�os norte-americanos
j� assentados no Oregon...
- Chegou o embaixador brit�nico. - Bem, fa�a ele entrar.
Acrescente o que for necess�rio se precisar e despache isso logo
e depois v� levar ao capit�o Wayne em pessoa.
- No West Point, senhor? - N�o, no hospital militar.
- Ele est� se recuperando de um ferimento.
- Sim, senhor.
Sir Richard Wallingham, embaixador de sua Majestade, rainha Vit�ria.
Bem-vindo, Sr. Embaixador.
Quanto me alegra voltar a ver voc�. Sente-se.
Foi tudo bem a travessia da Inglaterra?
O Atl�ntico sabe muito bem quem governa sobre as ondas.
Sim, exceto alguma que outra ocasi�o.
Como 1812...
Espero que sua Majestade se encontre bem.
Quem pode estar ruim aos 27 anos?
A nessa idade todos os problemas t�m solu��o.
Nesse caso, talvez uma jovem rainha e uma jovem na��o se entendam.
� meu desejo sincero.
Este � o territ�rio em que
acrescentaremos uma estrela a mais na bandeira.
Chegar� o momento em que vamos ter pelo menos 30 estados soberanos.
Talvez ate mesmo 32.
Nada poder� evitar que cheguemos at� o Oceano Pac�fico.
N�o olhe com essa cara.
A tr�gua que foi concedida durante 20 anos por nossos pa�ses
na disputa sobre a fronteira do Oregon terminou.
Me parece uma trag�dia.
Tanta gan�ncia por conseguir umas terras habitadas por peles vermelhas.
Se o problema fosse t�o simples,
o governo de sua Majestade n�o mostraria tanta oposi��o.
Nunca houve nada f�cil com o governo de sua Majestade.
Ainda assim, seu governo n�o pode se arriscar a provocar uma guerra
em um territ�rio habitado sobre tudo por selvagens peles-vermelhas.
Mas n�s sim.
Muito bem, senhor.
Me encarregarei de informar de seu ultimato a nossos ministros.
Bom dia, Sr. Presidente.
Muito bem, timoneiro.
Vire tudo a estibordo.
- Coloque a passarela, Sr. Scott. - Jovem, des�a da� agora mesmo.
Sim, vov�.
- Richard. - Sim, vov�.
- Em que carro�a ir�, Sr. Harris? - Na do Seton. Sabe onde est�?
- Pergunte ao Bowers. Ele sabe. - Obrigado.
- Posso ajuda - la, senhora?
- Retire suas m�os. N�o lhe conhe�o, me solte.
Bateram na nossa carro�a.
- Por que ocupa toda a rua? - O que aconteceu?
Esse b�bado bateu em nossa carro�a deliberadamente.
- Muito bem, senhora. - Por acaso � sua a carro�a?
A carro�a � minha. E espero que voc� pague os danos.
Esta certo. Olhe como eu pago.
N�o, papai. N�o.
J� ouviu o senhor. Ter� que lhe pagar os danos.
Brizzard!
- Pare. acabou a briga. - Ainda n�o.
Brizzard, volte para a carro�a.
- Sim, senhor. - Espere.
J� que � respons�vel por ele,
tamb�m ser� respons�vel pelo estrago em sua carro�a.
J� disse que v�.
Perdoe o comportamento de meu companheiro, senhora.
George Wayne. A seu servi�o.
- Quem vai arrumar a roda? - Eu cuidarei disso.
- Ellis... - Sim, senhor.
Espero que ningu�m tenha sa�do ferido.
- N�o, Sr. Wayne. Obrigado. - Adeus.
O que posso fazer, al�m de lhe agradecer?
Pode me dizer seu nome. O meu � Neal Harris.
- O meu � Prudence Cooper. - Prudence? Nome bonito.
Acho que isto � seu, sim? E muito obrigado.
Foi um prazer, senhor.
� melhor eu ir ver a vov�. Adeus e muito obrigado.
- O Sr. Bowers? - Sim.
- Pode me dizer onde? - Garrison.
Em seguida atendo voc�, senhor. Eu peguei voc�.
Cuidado, irm�o Bowers. Fa�a o favor de n�o me difamar.
- O que tem na m�o?
- O destino, escrito na palma da minha m�o vazia.
E na outra?
A linha da morte e o monte de Saturno.
- Me diga, pare�o um ladr�o vulgar? - Jamais pensaria que fosse vulgar.
Aqui um verdadeiro cavalheiro. De Londres ou de Paris.
De Nova Iorque. Escrevo para o Herald do Sr. Bennett.
- Um homem de letras. - Um jornalista. Harris.
� uma honra, Sr. Bennett, quero dizer, Sr. Harris.
Aqui tenho tudo o que precisa.
Se n�o vai comprar nada, quer sair, por favor?
E agora, por onde come�amos?
Vim lhe perguntar se pode me ajudar a localizar um tal Seton.
Naturalmente, mas se for na caravana o primeiro � o primeiro.
Acho que tropecei.
Me explique isto. Peguei voc� com a prova do crime.
Entende por que meus pre�os t�m que ser altos?
N�o ter�o essas coisas se metido dentro do len�o por acidente?
Isso foi o que aconteceu, senhor. De repente.
Voc� vai se ver com o delegado. Seu ladr�o descarado.
Voc� n�o levante falso testemunho, irm�o Bowers.
Se me disser quanto custam as coisas do len�o, eu mesmo pagarei.
E depois espero que me diga onde encontrar o Sr. Seton.
Quanto �?
- Cobrarei a metade. 15 $ por tudo. - Ent�o isso � a metade?
Fuja dele, irm�o Harris, como o faria da peste.
J� que estas ninharias, adquiridas por acidente, n�o valem nem meio d�lar.
- Voc� n�o se meta, irm�o Garrison. - O pagamento Sr. Bennett. 15 $.
E n�o se esque�a de dar alguma coisa � igreja.
Darei, naturalmente.
Obrigado.
Agora vejamos o que precisa para a viagem.
Este bom homem n�o quer nenhum de seus antigos artigos.
Fora de minha loja. Agora.
Conceder� me a honra de lhe guiar at� o Sr. Seton, irm�o?
� muito gentil, Sr. Garrison. Acho que precisarei de algumas roupas.
Que o comprador tome cuidado...
Primeiro, um cintur�o para o dinheiro.
Para o dinheiro? Quer dizer se por acaso quiserem me roubar.
Sim. E umas camisas e um par de cal�as.
Minha carro�a.
Permita que lhe diga que embora sua roupa seja algo r�stica
tem a �urea de um pr�ncipe.
E voc� de um aficionado por �rvores.
Voc� � perspicaz. S�o macieiras.
�rvores que povoar�o os long�nquos campos do Oregon.
Suba a bordo.
As carro�as s�o muita altas, certo?
Assim se v� tudo melhor.
Movam as patas. Ate sa�rem fa�scas de seus cascos. Arre!
Irm�o Seton, Neal Harris, distinto escritor.
Quer se unir a nossa caravana.
- Tem carro�a?
- Ter� que lhe arrumar um lugar em alguma.
- Pagarei a viagem.
- Pagar? Aqui n�o vale o dinheiro e sim o trabalho.
Essa � minha carro�a. Guarde a� suas coisas.
Verei se posso lhe conseguir um cavalo amanh�.
Onde dormirei?
No lugar onde dormir� nos pr�ximos cinco meses.
Se � que aguenta tanto tempo. debaixo da carro�a.
- A� debaixo? - Sim.
- Sr. Harris? - Boa noite, Srta. Prudence.
Agora que se uniu � caravana, talvez queira jantar conosco.
E como n�o? E como descobriu?
O irm�o Garrison espalhou a conversa.
- Ah, bom. Aceito o convite. - Bem. Vamos.
Jeremiah, foi um desastre toda sua vida.
Agora se empenha em percorrer 3.000 milhas para continuar sendo.
Temos outro convidado.
- Me alegro de que tenha vindo. - Foi um prazer. Boa noite.
- Boa noite, Sr. Harris. - Senhor Wayne.
De onde tirou essas roupas de combate?
S� uso em atos sociais.
Querem trazer a comida para � mesa, por favor?
Voc� entende muito de fogos e de acampamento.
- E quem n�o? - Eu.
- Sr. Harris. Voc� � um desastre? - Acho, que � porque sou jornalista.
- Meu filho sim que � um desastre. - N�o me parece.
N�o deve dizer essas coisas, mam�e, sobre tudo diante de estranhos.
N�o fa�a caso da vov�. Ela quer muito bem a todos.
Sentem-se, cavalheiros. Estamos em fam�lia.
Quer jantar comigo, vov� Cooper?
Galanteador, n�o me venha com
essas historias. Sou muito velha para isso.
Por que n�o se senta onde ia sentar no princ�pio?
- Tirei o seu lugar? - N�o, sente-se. Sentarei aqui.
- Gostaria de se sentar em meu lugar? - Sim. Eu gostaria.
- Papai, deveria presidir a mesa. - Claro, Prudence.
Obrigado.
Senhor, ao inicio de nossa longa viajem para uma nova terra
nos agradecemos os presentes que recebemos de ti.
Esta noite nos agradecemos pelo p�o que compartilhamos.
N�o conhecemos, Senhor, as dificuldades que nos esperam.
Mas lhe pedimos que olhe por n�s e que nos proteja. Am�m.
A chincha vai ao redor. Se aperta bem e isso � tudo.
- Obrigado, Sr. Seton. - J� montou a cavalo alguma vez?
Sim. Faz muito tempo. Em um belo cavalinho de madeira.
Seton, que dem�nios � que nos ret�m aqui?
- Acho que sou eu, sinto muito. - Sou eu quem manda aqui.
A caravana sair� quando eu disser.
N�o seja t�o arrogante. N�o sou um lacaio, sabe?
Sim, e sei algo mais. Que sua caravana leva sobrecarga.
- Eu acho que n�o. - N�o, hein? Lembre que lhe avisei.
- Monte pelo lado esquerdo, filho. - Sim, obrigado.
- Vamos, menino. - Homens "squaw...
E isso � ruim?
Voc� se casaria com uma mulher a �ndia?
N�o sei. Bom, depende.
Eu n�o gosto de fazer julgamento precipitado
sobre uma quest�o que n�o me interessa.
Bom, l� vamos. Vamos. Arre cavalo.
Jesse, velho amigo. J� estamos outra vez de viagem para o Oregon.
Levamos muita vantagem. N�o temos com que nos preocupar.
Todos em marcha!
Acaba se acostumando.
Alto!
O cavalo pisou em uma pedra. Olha.
J� vi. S�o arapahoes.
- Aconteceu algo? - Um cavalo manco. Vamos, menino.
Montar a cavalo � mais duro do que parece, n�o �?
- Como est�o suas arvores? - Florescentes e verdes como louro.
- Como esta meu amigo escritor? - Sou jornalista.
N�o menospreze seu talento.
No Oregon vir�o bem seus talentos.
O Oregon espera gente de todas as classes.
Semeadores e colhedores.
Madeireiros e extraidores de �gua.
Trabalhadores e sonhadores.
O que far� voc�? Trabalhar ou sonhar?
Eu sou quem levara �rvores, macieiras ao Oregon.
O poeta que faz odes aos futuros pomares cantar� a minhas �rvores.
S�o �rvores de sa�de e beleza.
Eu as plantarei e voc� escrever� sobre elas.
E um dia, dar�o de comer a seus filhos.
- Parece apaixonado por elas. - Voc� � perspicaz.
- Voc� reparou a minha roupa? - Seria dif�cil n�o notar.
- Este � meu casaco de casamento. - Meus mais sincero parab�ns.
Sim. me parabenize por escapar das garras de uma diabra.
Fui abandonado diante do altar. Desprezado como um animal doente.
Tra�do por um amigo �ntimo.
Levo este casaco na viagem, em parte para aproveit�-lo,
Quem me fez foi um grande alfaiate.
E em parte para me lembrar que jamais devo falar de amor a uma mulher.
- As �rvores s�o minhas mulheres. - E inspiram mais confian�a...
Carro�as! Adiante!
Abby, olhe o que encontrei.
O caminho do Oregon.
Voltaremos para casa se... quiser.
N�o. N�o. Esta velha �rvore n�o poderia criar ra�zes aqui.
Tem um sonho. � algo que jamais tinha tido.
- J� sei, mam�e, mas... - Agora cale a boca.
Eu gostaria de ouvir essa can��o.
- Posso ir? - Sim.
- Eu posso ir tamb�m, tio? - Sim, claro.
Voc� procura algo?
- N�o acreditei que me ouvisse. - Sim, eu ouvi.
- Bonita noite, hein? - Sim.
Ao ir beber �gua, Jesse me tirou a chaleira e me golpeou com o barril.
- Por que fez isso? - � um de seus velhos truques.
Quando joga o barril os girinos v�o para o fundo com toda pressa.
Girinos?
V�...
- Tem saudade das montanhas, n�o? - Sim, tenho saudade. Sim, senhor.
Nelas me criei. Nelas me casei. E nelas nasceram meus filhos.
Onde est� sua fam�lia?
Mo�o, sou o que chamam um homem "squaw".
Me casei com uma �ndia sioux.
Uma noite, enquanto eu estava ca�ando,
um grupo de arapahoes invadiu a nossa aldeia.
Quando voltei, o �nico que encontrei vivo foi o velho Jesse.
Cortaram sua l�ngua para que n�o pudesse dizer nada.
Aconteceu faz muito tempo. Sim, faz muito tempo.
Mas v� onde quer que eu v� sempre levo as montanhas dentro de min.
Um homem leva muitas coisas em seu interior. Muitas coisas.
Maldito insensato!
Quieto! Baixe a arma.
Quer ver como queimam nossas carro�as, Sr. Wayne?
Por que vieram em plena noite?
S� para dar uma olhada.
� uma sorte que seja um in�til com o rifle.
Por que n�o responderam ao tiro do Decker?
Para os �ndios atirar ao ar � um sinal de paz.
Assim a arma fica descarregada. acreditaram que eu atirei.
Jesse. Coloca os cavalos dentro do c�rculo.
- Acompanho a sua carro�a? - Obrigado, Sr. Wayne.
Sr. Harris... Sr. Harris.
- Eram �ndios selvagens? - N�o, Richard. Eram nossos amigos.
- Posso ajudar, senhor? - J� disse que n�o me chame de senhor.
� o costume. Perd�o.
COMPANHIA DO EX�RCITO DOS E.U.A
- Algum doente, senhor? - A vov� Cooper.
Teve febre antes?
Esta j� � a terceira vez.
Bem, senhora... Tome isto. Ajudar� a ficar curada.
Ficar� bem?
Mais claro que sim.
Voc� costumava cantar essa can��o, lembra?
- Sim, mam�e. - Canta para mim.
Procurando uma estrela cadente?
Acho que sim.
- E j� encontrou alguma? - Sim. E fiz um pedido.
Ela vai morrer.
- Obrigado por sua companhia. - Eu gosto de estar contigo.
N�o s� quando chora.
CENTRO SECO.
N�o h� nenhuma nuvem no c�u.
- N�o estamos perto de um rio? - Aqui n�o h� rios. S� arroios.
- Quanto falta? - Tr�s ou quatro dias.
- A �gua come�ar� a escassear. - J� escasseou.
Obrigado por me dizer isso. Arre.
A chuva sempre me faz sentir saudade de meu jardim na Inglaterra.
- Mas... - As vezes sim. Eu gostaria de voltar
a Lonesville para exercer a advocacia.
Bem, voltando para nosso assunto...
Seu governo fez uma proposta sobre o assunto do Oregon inaceit�vel.
Por que voc� est� t�o interessado em uma fronteira t�o longe?
Por que interessa ao governo da Inglaterra se fica ainda mais longe?
Atuam assim por tradi��o, Sr. Presidente.
E eu por meu pa�s, Sr. Embaixador.
Pode transmitir a seu governo a minha contra proposta.
A fronteira do territ�rio do Oregon situar-se-� a uma latitude de 54� 40".
� minha �ltima palavra.
- N�o h� outra op��o? - 54� 40, Sr. Richard.
- E se n�o? - A guerra.
- Desta �gua que falava, Seton? - Cale a boca, Decker.
Calar a boca? Calar a boca?
Pagamos muito para que este desgra�ado nos guiasse atrav�s da plan�cie.
Tudo isto � culpa dele.
A que distancia est� o pr�ximo arroio?
A cinco dias de viagem, talvez seis.
Reuniremos toda a �gua que h� na caravana.
Eu me encarregarei de racion�-la.
Como pode aguentar tomar u�sque com esse calor?
- Com u�sque voc� pode aguentar sempre. - Talvez voc� possa.
H� um m�dico no Fort Laramie.
Quanto tempo demoraremos para chegar?
Umas duas semanas.
Duas semanas...
Quatro... E cinco.
- Quatro. - Um...
- Como est� a vov�? - A febre n�o baixou.
D� isso a ela.
- Mas � a sua ra��o. - Faz mais falta a ela que a mim.
Seton disse que h� um riacho perto daqui.
Se tivermos sorte voltaremos com �gua.
Esse, senhor, era minha melhor esp�cime. O �nico com folhas.
Maldito coiote. A gente morrendo de sede e voc� rouba a �gua.
- Usei da minha parte. - � um sujo coiote ladr�o.
Era minha ra��o. S� usei minha ra��o.
Quieto! Deixe minhas �rvores em paz.
Ei, Prudence. Uma briga.
Chove. Chove! Chove!
Chuva!
Vov�. Est� chovendo.
Traga seu balde, filho.
Pensam continuar at� que um dos dois se afogue?
Bom, acabaremos outro dia.
Agora tenho uma entrevista com um gole de �gua.
Algum dia matarei voc�.
Est� chovendo, mam�e. Acorde. Me ouviu?
MARIA COOPER. 1776- 1846 DESCANSA COM DEUS.
- Am�m. - Am�m.
- Que manada. - Sim, mas est�o se extinguindo.
Agora coloca a p�lvora.
Se monta a arma.
Se ajusta com isto.
Agora, a muni��o.
Coloco todas as balas.
- Tem um grande p�blico, Ellis. - Sim.
Nunca tinha visto uma arma t�o impressionante como essa.
Porque esta vale por seis armas.
Em vez de disparar um tiro, se pode disparar seis.
� nova. Invento de um tal Sam Colt.
Como funciona?
Puxa para tr�s o percussor e o tambor prepara a coisa.
- A coisa? - A bala.
Olhe isto. Fique de lado, John.
- Pode fazer outra vez, Sr. Ellis? - O que me pedir, Lucy.
Boa pontaria, Ellis. E boa arma.
- Quer sair agora? - Sim, senhor.
Sr. Wayne, vi que nessa arma tem gravada a inscri��o "Companhia B".
O que a faz propriedade do governo. Estou errado?
Seu erro � perguntar.
- Incomodam as perguntas. - S� o homem que as faz.
Que pena, porque meu trabalho se ap�ia nisso.
Sugiro que voc� v� para o leste fazer perguntas.
No oeste poderia lhe custar a vida.
- O que � isso? - Uma advert�ncia.
Velhos amigos, Jesse. Arapahoes. Querem alguma coisa.
E o que querem? Cavalos? Comida? O que?
Querem eu.
N�o h�... n�o h� mais que um.
- Tem certeza? - Claro que sim.
Assuma o comando e dirijam-se a aquela depress�o nas colinas.
Poder�o ver Fort Laramie de la.
Obrigado, Harris.
V�, Jesse. voc�... se vingou. Finalmente.
E eles tamb�m. A vingan�a n�o � boa.
N�o � boa para ningu�m. N�o � boa.
Jesse, coloque sua carro�a atr�s. A partir de agora, eu irei no comando.
Voc� tamb�m ir� atr�s.
J� n�o tenho d�vidas sobre quem � voc� e por que faz esta viagem.
Dei uma ordem a voc�, Sr. Harris.
Vou enviar um despacho a meu jornal assim que tenha oportunidade.
Tenho a inten��o de explicar em meu artigo que, evidentemente,
voc� est� no comando de um destacamento.
- Posso impedir seu despacho. - E eu enviarei outro, capit�o Wayne.
Porque � um direito meu, n�o �?
- Brizzard. - Sim, senhor.
Vigie o Sr. Harris. lhe conven�a de que fique dentro de sua carro�a.
N�o o perderei de vista.
Depois de voc�, Sr. Harris.
Voc� n�o, sua irm�.
- N�o estava sob cust�dia? - Uma carro�a n�o � uma pris�o.
Sinto hav�-la acordada, mas queria dizer adeus.
- Adeus? - Sr. Harris.
Sr. Wayne, n�o deveria estar na cama?
- Disse para ficar na carro�a. - S� queria tomar um pouco de ar.
Irei fazer companhia ao Sr. Brizzard. Que deve estar roncando.
� um homem encantador. Boa noite, Prudence. Sr. Wayne.
Capit�o...
- Est� b�bado. - N�o, capit�o.
E sua arma? E sua faca?
- E seu cavalo? - E obrigado por seu cavalo.
Meu cavalo n�o est�.
- Daisy... - Daisy seu cavalo foi com o Harris.
Sob o regulamento militar voc� seria fuzilado.
Pegue meu cavalo e v� atr�s dele.
- Agora? - Agora.
Sim, senhor.
- Se for necess�rio, atire nele. - Ser� um prazer.
Se voc� voltar a fugir te pegarei como a �ndia de sua m�e.
Des�a e de �gua aos cavalos.
E n�o tente voltar a fugir.
- Ol�, Gabe. - Onde est�o os soldados?
- Isto est� morto, Clayman - N�o estou certo.
sa�ram cavalgando para o sul.
Ah, sim? E v�o voltar?
Levaram tudo. Incluindo parte de meu neg�cio.
N�o ir� me dizer que isso baixa o pre�o de minhas peles?
As peles s�o boas, mas... Quem vai querer comprar?
Voc� mesmo.
Ol�, como vai? Sou Neal Harris, e minha companheira de viagem, Daisy.
N�o fala meu idioma, Daisy.
Eu tamb�m n�o falo o seu assim estamos quites.
Embora n�o acho que isso importe muito. Aqui estamos n�s.
Voc� n�o entende meu idioma nem eu seus relinchos, mas nos damos bem.
Sabe? Nunca tinha visto uma �ndia at� agora.
Claro que tinha visto nos quadros, mas nunca uma de verdade.
N�o sabia que eram t�o belas. Voc� � muito bonita.
Obrigado, Sr. Harris.
Oh, me enganou.
Sabia que ia me acontecer isso. Sabia.
Vamos?
Agora pegue suas peles e saia daqui.
N�o vai atirar em ningu�m, Clayman. E menos em mim.
Esperava que ele tivesse coragem para matar a seu pai, n�o �, Shona?
Algu�m te matar�. Antes ou depois.
Ver� o que � bom quando voltarmos �s montanhas. Pode se preparar.
- Me d� 100 $. � um pre�o justo. - Disse que n�o tenho.
Ent�o tirarei de voc� a golpes.
Ei, um momento, cavalheiros.
N�o � minha inten��o me intrometer no que
pudesse ser sua forma de fazer neg�cios,
mas queria sugerir uma forma um pouco menos sanguin�ria.
- Quem � voc�? - Neal Harris, jornalista.
Tenho que enviar uma
correspond�ncia a Nova Iorque
E esta � minha proposta.
Darei a voc� 100 $ pelas peles e mais 100 se conseguir
que meu despacho chegue at� o telegrafista de West Point.
Me encarregarei de lev�-lo at� la. Me d� o dinheiro.
Pagarei assim que escrever. Demorarei um minuto.
Um momento. Qualquer neg�cio feito em
minha loja, me d� o direito a uma comiss�o.
Pode ficar com as peles.
- O papel e a tinta est�o aqui. - Obrigado.
N�o demoraram para me alcan�ar.
SEDE
H� uma porta traseira?
Por uma comiss�o extra, h�.
Por mais $100 esconderia voc� na aldeia de Shona.
Acho que Bennett pode pagar. Bem, darei mais $100.
N�o ir� esconder ele entre os peles vermelhas, n�o �?
O que ha de errado?
Traga os cavalos na parte de atr�s.
Isso parece abandonado. Muito quieto, sim senhor.
- Seis, sete... - Onde est�o os soldados?
Partiram todos. Huit...
- Alguma mensagem para George Wayne? - irei ver.
S� uma carta para o capit�o George Wayne.
- Eu sou o capit�o Wayne. - N�o parece um capit�o.
Eu informo que E.U.A entrou em guerra com M�xico e ordeno que
v� com seus homens a Buenavista e fique �s ordens do General. Taylor.
Foi muito estranho. Quando os soldados partiram, alguns deles disseram.
Lembrem do "�lamo".
O que � um �lamo?
- Olhe, balas. - Tenho que falar com voc� a s�s.
Olhe, papai, balas.
Quer umas quantas balas, filho?
Me diga, por favor, quanto custam?
- Um centavo, quantas eu coloco? - � o mais barato que tem?
Pode haver alguma coisa que custe menos de um centavo?
Pelo menos poderia dar ao menino uma de presente, n�o acha?
O que esta acontecendo? N�o tem um centavo?
- N�o, senhor. - E por que pergunta o pre�o?
N�o sabia o que lhe dizer.
Nunca tinha ouvido uma tolice igual.
Por que eu deveria dar alguma coisa a algu�m quem jamais tinha visto?
N�o sei que tipo de gente chega ao oeste ultimamente.
Como seus filhos querem balas pretendem que se de sem cobrar.
- Olhe, preciso lhe falar. - J� resolveram o problema
do Oregon e eu... recebi novas ordens.
- Tem que retornar ao leste? - Leste, n�o. Ao sul.
Estamos em guerra com M�xico.
Prudence, eu...
Ningu�m sabe quanto vai durar esta guerra e...
Bem, ver�. Bom, eu...
N�o importa quanto dure. Esperarei voc�.
- No Oregon? - Ou em qualquer outra parte.
O que eles fizeram a este homem? T�m que soltar ele, Hasting.
- N�o acredito que estejam dispostos. - Fa�a alguma coisa. Est� muito mal.
- Peguem ele! tirem sua roupa! - Quietos. Diga que me soltem.
Isso n�o vai fazer falta.
Coloquem junto com o outro.
Amarrem.
- Maldito renegado. - Sim, retor�a-se.
Vai ter muito tempo para se retorcer.
Como os homens das montanhas, quando os carniceiros matam
nossos b�falos e nossa ca�a.
E os soldados expulsam os �ndios de suas pr�prias terras.
Para que morram de fome.
Se quiser alguma coisa... de um grito.
O que?
O que acha que nos far�o?
Pergunte ao chefe Chap�u Alto.
- N�o estou para brincadeira. - Acha que eu sim?
Estou aqui ha dois dias.
Voc� ver� amanh� quando inchar sua l�ngua.
Talvez n�o duremos tanto.
Talvez gostaria de um gole.
Gostaria que tivesse meu chicote e n�o estivesse amarrado.
Agora me pe�a perd�o, soldado.
Vai pedir perd�o?
Vai me pedir perd�o, soldado?
Pe�a, Brizzard. A sede n�o � uma desonra.
- Eu pe�o perd�o. - Bem. Assim que eu gosto.
Agora quero ouvir outra vez e te deixarei livre.
- Quantas tenho que pedir? - Quantas eu quiser.
Perd�o.
Se levante, soldado.
- O que vai fazer a ele? - Se preocupe com que farei a voc�.
Por que faz isso por mim?
- Uma boa resposta. - V� depressa, eles se foram.
Meu pai e os guerreiros se
dirigem para o forte. Ter� que avisar eles.
- Como faremos? - Cavalgando depressa. Venha.
Os �ndios v�m atacar o forte.
- Quem lhe deu essa informa��o? - A garota.
Capturaram o Brizzard e a mim. Ela me soltou.
� verdade, capit�o.
pegue as novas armas. E distribua entre os civis.
Ensine eles a carreg�-las e a atirar com elas.
- Sim, senhor. Traga essas armas. - Sim, senhor.
Os homens que tenham os colt se colocar�o nessas paredes.
Se os �ndios derrubarem a porta ou escalam as paredes
retrocedam at� estes dois barrac�es e continuem atirando.
A� est�o!
E lembrem. Essas armas s�o de seis tiros.
Contem. Tomem posi��es.
- A� est�o. Eles vem vindo. - Ei, papai, j� estamos vendo.
- Rapazes, des�am da� agora. - � que chato.
Se aproxima uma carro�a, capit�o.
- Quantos s�o? - S� vejo o condutor.
� Brizzard.
Abram as portas e deixem ele entrar.
Como ter� escapado? E a carro�a?
A� vem o primeiro grupo!
Fechem essas portas.
- Est�o na carro�a. - Atirem!
Agora vai ver.
Tome! Tome!
O segundo grupo, capit�o!
Leve essa carro�a � entrada e depressa.
Jackson, leve as mulas para � entrada.
Rapazes, venham para dentro!
Saiam da�!
Papai, papai!
Eu odeio voc�, odeio voc�, odeio voc�!
Vamos sair daqui!
Por esta raz�o renego meu povo.
Em frente!
Acabo de falar com o Clayman para que envie meu despacho ao West Point.
E tamb�m a minha demiss�o.
Tradu��o: Elton Junho 2010
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