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Lá longe bem no alto da Serra Nevada
Vales escondidos para onde quem tiver algo a esconder
Pode ir e viver por lá.
Um lugar para ir e se esconder
Se esconder nas colinas
Se esconder nas colinas
Lugar para ficar lugar para ficar
E nunca mais descer
Não tentei atirar nele.
Foi para assustar. Ele podia pisar em mim.
Eu... estou perdida.
Sabe o caminho de volta para Sierra Vista?
Dois dias a cavalo, no mínimo.
O que foi? Nunca viu uma garota?
Nunca vi você Em Sierra Vista.
Posso saber de onde você é?
Bom, há cavalos selvagens aqui em cima.
Sempre ouvi histórias sobre eles nestas montanhas,
mas nunca ninguém acreditou nelas!
- Como chegou até aqui? - Ora...
Então sabe falar.
Então podemos nos apresentar.
- O que faz aqui? - Já disse: me perdi.
- Está sozinha? - Sim.
Não há por que vir aqui sozinha!
- Pois é, havia sim. - O quê?
Encontrar um tal de Solitário.
Você o conhece?
É um tipo de eremita.
É um pouco explorador.
Esteve na cidade há uns dias tentando vender uns mustangues.
O xerife o fez fugir ao fazer perguntas sobre eles.
Foi injustiça do xerife então eu o segui.
Quando vi, fui longe demais e perdi o rastro.
Estou vagando faz dois dias...
Ontem, meu cavalo sumiu, então eu... eu...
- Me largue! - Estou com pressa!
Aonde vai me levar?
- O que é isso? - Ela se perdeu.
Quem é ela? De onde veio?
Meu nome é Riley Martin. Moro em Sierra Vista.
Meu pai Jeff. Meu nome é Ring
- Prazer em conhecê-lo, Ring. - Acabou o prazer.
- O que é isso? - Sossegue. Ninguém a machucará.
É melhor não saber o caminho da nossa casa.
Eu só estava...
- O que você teme que eu veja? - Se tentar de novo, vai andando.
Está bem, desculpe.
- Está com fome? - Você mora aqui?
- Venha comer, - Nunca responde a perguntas?
Parece que esqueceu como se conversa.
Talvez tenha razão.
Sente-se, vou preparar algo.
Cadê o seu pai?
Está de guarda.
Como assim?
Do que ele tem medo?
- Por favor, responda! - Sirva-se.
Seu pai age como se não gostasse de gente.
Não somos favoráveis a gente.
E se uma equipe de busca vier até aqui me procurar?
- O seu pai não... - Não se preocupe!
Ninguém jamais conseguiu achar o caminho até aqui.
Depois de comer, durma.
E a levaremos de volta
Tirei a sorte grande! Eles estão voltando.
Vai ver, só: deve ter mais de 100 lá em cima.
- E ela? - Vai ficar aí.
É, acho que está certo, Ring. Ela não vai tentar fugir à noite.
Só por conta dela.
Está bem, vamos ver a sua sorte.
Vamos lá!
- Espionando? - Não, eu só estava...
- Acho que sim. - E agora?
Se ela voltar para Sierra Vista, todo vaqueiro...
vai correr direto para cá. Adeus, segurança
- Ela terá que ficar aqui um tempo, - Não se atrevam!
Se me prenderem, eles virão...
- E não atrás de cavalos! - Não tem outra saída, Jeff
- Não gosto da ideia. - Não devia ter seguido vocês.
Fiquei curiosa. perdão.
Mas se me deixarem ir, prometo não contar para ninguém.
- Dou a minha palavra. - Como nos seguiu?
Ela sumiu!
E a tirei do celeiro!
A égua marrom? Você a montou?
Leva jeito com cavalos, pois a domamos semana passada.
- Ela ainda está cheia de manha. - Deve ter voltado para o bando.
Eles custam a abrir mão da liberdade.
- Perdoem tanta desatenção. - Vamos, Ring.
Vamos levá-la. Nos livramos dela amanhã.
- Obrigada! - Não, vou ficar aqui.
Quero olhar a manada de perto.
Ele está mal-humorado. Não suporta perder um cavalo.
Vamos tirá-la daqui assim que Ring chegar.
Ele está meio arredio.
Você o fez pensar em garotas, eu acho.
Ele só está com medo e desconfiado.
É muito estranho ver vocês dois aqui, sozinhos.
Agora é ele.
Olá Ring. Passou a noite com a manada?
Cheguei bem perto deles.
O mesmo bando do inverno passado.
Virão pastar por aqui um pouco.
- Ela vai embora? - Vou, sim.
E espero que esteja aliviado!
Vou com o seu cavalo, Ring.
Ela vai com o meu, É... é mais manso.
Está louco?
Se ela descer com o seu, só ficamos com um cavalo.
É melhor ela ficar uns 4 ou 5 dias até amansarmos um para ela.
Acho que ela pode partir à noite.
Avise se pensar num jeito rápido para se livrar de mim!
Não pode ser rápido demais!
Eu iria andando, se pudesse!
Com cuidado, garota, Ninguém vai te machucar.
Cuidado. Cuidado.
Calminha, calma.
Está tudo bem.
Vai ficar tudo bem.
Não precisa ficar com medo.
Opa, boa menina.
Opa. Ninguém vai te machucar.
Boa menina.
Boa menina. Vamos tentar num segundo.
Pronto. Vamos.
Assim é melhor. Calma.
Vamos mostrar ao Ring que não são 5 dias.
Jeff!
Velo tolo, não pode apressá-los.
Você mesmo me ensinou isso.
Minha espora,
prendeu no estribo.
Suas costas doem, não?
Ele precisa de um médico. Fico com ele, você vai à cidade.
Não, não lhe dê ouvidos.
Não quero um médico.
Não sei o que teme, mas não é pior que deixá-lo morrer!
- Você tem de ir! - Não quero ninguém da cidade.
Se eu sobreviver, continuarei livre;
se eu morrer, posso fazê-lo sem a ajuda deles.
Chame Solitário.
Ring, não me disse que conhecia Solitário.
- E como ele pode ajudar? - Se quer ajudar, fique lá com ele.
Dói? Solitário chegará logo.
Acho que ele não vai poder ajudar muito desta vez.
Talvez seja melhor se eu morrer.
Já penso no assunto há um bom tempo...
Isso não é vida para você.
Esteve amarrado a mim, filho.
Agora não terá mais nada a temer.
Não terá que se assustar com mais nada.
Não terá mais que se esconder.
Pode ir ande quiser, fazer o que quiser.
Fazer o quê? Aonde eu iria?
Para as planícies bancar o espantalho para as vacas?
Não, Jeff. Logo farão comigo o que fizeram com você.
Aqui é o meu lugar.
É aqui que vou ficar, haja o que houver.
Só não dê ouvidos ao que dizem sobre mim.
- Nunca acredite neles. - Não me diga isso.
Tenho de lhe dizer.
Precisa ouvir agora, para que não mais esqueça.
O que eu disse no tribunal há muito tempo atrás,
foi verdade.
Juro a você de novo:
eu não o matei, filho.
- Nem mesmo vi... - Eu sei, Jeff.
Fique quieto agora, Jeff. Não fale.
Há tanto a lhe dizer...
Agora, que parece que a grande manada está voltando.
Para quê? É só um sonho maluco com o qual eu me distraio.
Não é, não, Jeff.
Nós os alimentamos há anos, não?
Nós os achamos, perdemos, achamos de novo.
- Desde os meus 10 anos. - Para nada.
Mas, aos poucos, eles têm vindo,
e um dia vamos domá-los no maior curral do mundo.
E não farei sozinho, pois você estará aqui,
me ensinando, como sempre fez.
Você não vai morrer, Jeff
Você ouviu?
Você não vai morrer.
Está certo, filho.
Está certo.
Batendo prego batendo prego
Vou em frente caminhando
Caminhando caminhando pela trilha
Eu vou a cavalo
Deixem os abastados levarem a carga
Tudo o que quero foi providenciado
Há um amigo no fim da estrada
Fazendo a curva
No fim
Da estrada
Bem, me joga no chão e me deixa estatelado!
Está bem longe da corte, moça
Segui você e me perdi. Jeff está lá dentro.
Disse ao xerife:
onde arranjei os mustangues, é assunto meu!
Jeff se feriu.
Conheci seu pai quando era o melhor advogado.
E não acho certo você sair á cata de casos. Se fosse você...
- Jeff se machucou? - Isso!
Fique aí, Sarah.
Como chegou até aqui sem levar bala?
- Explico depois. Entre! - É só parar de falar.
Vá lá para fora...
e não se preocupe.
Dei jeito na Sarah quando ela foi condenada pelo veterinário.
Vou ver qual é o problema, filho.
Agora você sabe.
Não estou espionando, eu...
Não pense que eu...
Eu já sabia de algum modo.
Deduzi lá na cabana, pelo que seu pai disse.
Ouvi falar em Jeff Hassard a vida toda.
E nunca esqueceu, não?
15 anos tornam algo assim uma lenda, Ring.
As pessoas falam nisso como falam da primeira nevasca.
Ainda pensam se Jeff conseguiu fugir deste lugar.
Se ainda está vivo em algum canto.
Sua mãe?
Ela morreu no primeiro ano.
Sinto muito, Ring.
Os invernos são rigorosos aqui.
Ainda mais vivendo como um animal perseguido.
Ela estava habituada a um lar, conforto e amigos.
Amigos?
Os amigos dela a expulsaram.
Na cidade, há pessoas, mas não amigos.
- Já esteve em Sierra Vista? - Não, e não quero.
Nem se lembra da última vez que foi a uma idade, não é?
- Gosto daqui de cima, - Mas está sozinho.
Quando me achou, pensei na forma como me olhou,
como se nunca houvesse visto uma mulher de perto.
- Vamos voltar. - Ring.
Saiba que pode confiar em mim.
Jamais falarei deste lugar,
ou de você e do seu pai.
Ele é um fora da lei, você é de lá de baixo.
Sua gente o persegue, não o protege.
Mas acho que ele é inocente.
Você acha?
Por quê?
O que um homem diz perto da morte é verdade.
- Como ele está? - Eu não posso ajudar.
Ele precisa de um médico, muito.
- Muito mesmo? - Bem, ele não vai morrer.
mas pode ser pior: talvez não volte a andar.
- Vou buscar um médico. - Não, filho?
Nem que vá atrás de um que nunca ouviu falar dele!
Vai precisar de dinheiro.
É...
Tenho pó de ouro escondido a um dia de viagem.
- Fique com ele, Ring. - Vai demorar muito.
Jeff precisa de cuidados, e você é melhor nisso que eu.
Vou vender alguns mustangues.
Deixe comigo. Afinal, você nunca...
- Posso negociar melhor que você. - Você fica, Solitário
Vou levá-la comigo, mas terá de cavalgar bem.
Acompanho seu ritmo.
- Ter de ser veloz, senhora, - Pode deixar.
Obrigado.
Quero lhe dizer o quanto eu lamento.
- Por tudo, seu pai não teria... - Foi um acidente.
Ninguém tem culpa.
Ring!
Uma cascavel!
Estava me lavando, nem vi e ela picou!
- Terá de usar a faca! - Não está afiada o bastante.
- Eu não aguentaria! - Vai aguentar.
A casa de Riley Martin, onde é?
Em frente, lá no fim.
Branca, com uma tabuleta.
Nossa, não é a Srta. Riley aí?
É ela sim!
RILEY MARTIN ADVOGADA
Quase morro de preocupação!
- Ela não a ouve. - O que aconteceu?
Quem é você? Onde a encontrou? Diga-me o que houve!
- Ela levou um tiro. - Um tiro!
Eu atirei nela.
Não fique parada. Chame um médico.
Depressa!
Está em casa agora.
Meu braço dói.
Então ficarei com ele, não?
Já salvou minha vida duas vezes.
Pare de falar, O médico não demora.
A dona foi buscá-lo. Sua mãe?
Minha tia.
Ela está no quarto, doutor!
Então, Riley, do que se trata?
- Uma cascavel, Dr. Robbins. - Cascavel?
Estou vendo.
Deve-nos explicações, senhor, e rápido!
- Nunca falo rápido. - Duke.
Ele salvou a vida dela.
Atirando, tirou-lhe o veneno do braço.
Agradeça os astros por ele ter tido coragem para tal.
Perdão.
Só ouvi que havia atirado nela.
Muito bem, saiam todos. Por favor.
Eu estava preocupadíssima com ela!
Depois de 3 noites fora, achei que nunca mais fosse vê-la.
Onde quer que a tenha achado, senhor...
Harris.
Harris de quê?
- Harris de nada, - Tem um primeiro nome?
O meu é Duke. Duke Lafferty.
- O meu é Ring. - Onde a encontrou, Ring?
O cavalo dela fugiu. Ela estava perdida.
- Muito lá para cima? - Depende.
Espere aí! Não pode sair assim.
Salvar a vida de Riley pede uma bebida.
- Não posso, tenho de ir andando. - Não entende?
A cidade estava em polvorosa.
As pessoas gostam da Riley. Querem lhe agradecer.
Será mais fácil com um copo!
Eu não bebo.
Pode ficar num bar com um copo na mão, não?
Não sei. Nunca tentei.
Aonde vão com esses cavalos?
Não é loucura percorrer meio campo...
para perguntar a alguém aonde vai com seus cavalos?
Meus cavalos.
Eu os achei vagando, sem marcas.
São meus cavalos, forasteiro.
Nunca soube que é assim?
Vagando, não: amarrados, sim. E um deles, selado.
Por chamar Matt Rangone de mentiroso!
Minha mula Sarah ela não é boba
Sabe contar, frequentou a escola
Sabe abanar o rabo, mexer as orelhas
E ela sempre arqueia quando as pessoas fazem festa
Vamos, Sarah não fique triste
Você é a melhor que eu já tive
Um homem roubou a Sarah para dar uma volta
Montou a Sarah com um pé para cada lado
Sarah deu uma olhada viu que não era eu
E o mandou vagar pela eternidade
Vamos Sarah não fique triste
Você é a melhor mula que eu já tive
- Solitário, e o Jeff? - Ele está bem.
Está mais preocupado é com você.
- E você o deixou? - Ele me mandou atrás de você.
Sabe como ele fica. Não deu paz, e finalmente cedi.
- Volte, Solitário. - Ele está bem.
Tem comida, água e uma arma.
Sabe se cuidar. Mas ele não sabe se você sabe.
- Achou um médico? - Não.
Só quando recuperar meus cavalos.
O que houve?
Foram furtados por um homem chamado Matt Rangone.
Big Matt?
Ora, aquele ladrão de cavalos metido e barato!
- Se ele os levou, não tem jeito. - Eu os terei de volta.
- Como? - Da melhor forma possível, acho.
O melhor seria falar como xerife.
Não lido com xerifes.
Ring, sei o que você pensa da lei,
e não vou dizer que está errado.
mas Big Matt é dos maus,
e os homens dele não passam de maritacas.
Esqueceu que Jeff está lá sem auxílio?
Você não tem direito de levar um monte de tiros.
É... tem razão, Solitário. Obrigado.
Encontro você na delegacia, vou no passo da Sarah.
Não adianta, filho.
Se os cavalos não estavam marcados, nada feito.
- Ele não teve tempo de marcá-los. - Talvez.
Mas quem acha animais sem dono, vagando, pode ficar com eles.
Não estavam vagando, eu os deixei amarrados.
- Pode provar? - Só mentirosos precisam provar.
Lamento, mas preciso de provas.
- Esta é a lei, e devo segui-la. - Não é o que eu sigo.
Desde quando se dá com gente assim?
Como "gente assim"?
Ou ele sabe pouco sobre a lei, ou pouco a considera:
Hogan!
Vá até o Bar L.
Avise ao Big Matt que vem problema aí.
Chegamos. O Bar L.
Eu o aconselho a não fazer isso. É arriscado.
Voltarei com meus cavalos. Qualquer problema, suma.
Alguém tem que livrá-lo das encrencas.
São todos nossos!
Vá! Eu cubro você.
Ache a casa do médico. Te vejo lá.
Vá!
Anda, Sarah!
Vamos! Vamos. Sarah!
Às vezes, me dá vergonha de nós dois.
Vamos! Vamos!
Pare.
Não quer deixar gente honesta dormir à noite.
Depende do que seja "honesta".
- Foi bom não te acertarem, - Obrigado.
- Melhor enforcar ladrão de cavalo. - Não vou esquecer.
Calma!
Acaba tomando o enforcamento do xerife!
A pena para furto de cavalo é a forca,
e não quer o defendam na corte. Por quê?
As cortes não fizeram bem ao meu pai.
Não aprova os advogados, é isso.
Também não lhe fizeram bem.
E uma mulher não tem direito de ser advogada.
Achei que fosse diferente,
mas parece igual a todo mundo.
O xerife me disse, Solitário também:
"Riley Martin ainda está atrás do seu 1º caso."
- Ring, não confia em mim? - Não mandei chamá-la.
Não faz sentido estar aqui.
O que sabe sobre o que faz sentido?
O Bar L pertence a Duke Lafferty, não?
- Pertence, sim. - O que ele é seu?
- Aonde quer chegar? - O que ele é seu?
Nós estamos noivos.
É isso que quer saber?
O capataz dele furtou meus cavalos.
Por que eu confiaria em você?
Agora saia.
Ring,
vive a tanto tempo afastado das pessoas que tem medo delas.
como alguns animais selvagens temem outros.
Mas não pode continuar assim, não pode.
Um dia, é preciso ter fé nos outros.
e em você também.
Lamento, Srta. Riley, acabou o tempo.
Srta. Riley, não está mesmo só atrás de um caso?
Claro que não.
Os cavalos são do Ring, e não vou ficar parada...
enquanto o acusam de furtá-los.
Oi, Sr. Solitário! O senhor estava fora?
- Estava, Johnny. - Longe?
É!
- Longe que nem... a China? - Mais longe ainda!
Já ouviram falar em San Francisco?
Vai nos contar sobre San Francisco?
Vou, vou!
Na cidade de São Francisco vivia uma baleia
Ela comia costeletas de porco do balde
Da caixa de comprimidos, do carrinho de mão
Da banheira, da escuna
e ela era uma graça
Mas não se podia deixar comida ao seu alcance
Nem amas-secas, nem brinquedos
Nem chocolate nem sorvete com calda
O que se pode fazer num caso assim?
O que fazer além de sentar no chapéu?
Ou na escova de dente? Ou na sua avó?
Ou em qualquer outra coisa que seja inútil
Repito: quero o defensor público.
Não temos um bicho desses aqui, Riley!
Que horrível! A lei estadual diz...
Não conheço tanto as leis como você.
Afinal, eu não tive uma instrução elegante
numa das faculdades elegantes do Leste.
Terei de ir até Kingston...
e falar com o Delegado Federal.
Espere aí!
O que é um "defensor público"?
Em território federal,
se o preso não tem advogado,
a corte fornece um, de graça: o defensor público.
Onde acho um advogado para defender
esse Ring Harris por nada?
- O problema é seu. - Riley!
Você pode ser designada defensora pública?
- Eu aceito, Excelência. - Não precisa mais ir a Kingston!
- E obrigada. - Não agradeça a mim.
Agradeça por eu ser um juiz honesto,
mesmo sem instrução.
Eu sempre sigo a lei,
assim que sei do que se trata.
- Até logo! - Até logo!
Silêncio! Silêncio!
Prossiga.
Encontrou ou não 6 cavalos nas colinas há dois dias?
Encontrei, sim... madame!
- O que fez com eles? - Fiquei com eles.
Como qualquer um pode fazer com bicho se dono... madame.
Juiz, como se chama um advogado de saias?
Excelência.
Assegurei ao prisioneiro de que esta audiência seria justa.
Em vez disso, sua advogada é exposta ao ridículo!
A Dra. Riley tem razão! O tribunal não é circo!
Dra. Riley, ouça meu conselho: chame seu cliente.
Deixe-o contar a história dele, se tiver uma.
Que tal, filho?
Não sou cliente dela.
É melhor dar o seu testemunho.
De onde você vem?
- Quem são os seus pais? - Nada tenho a dizer.
Se não falar, terei que declará-lo culpado.
- Excelência... - E se eu falasse?
Me julgaria culpado de qualquer jeito.
Está pronto para a sentença?
A advogada implora à corte que considere...
que ele não está familiarizado com lei.
Ignorar a lei não é desculpa, Riley.
- Sabe disso. - Ele nunca teve contato com ela.
Ele cresceu nas montanhas...
- Só com o pai dele! - Cale a boca, madame!
Nas montanhas,
só com o pai dele...
Ring...
Ring Harris.
Ring...
Você é filho do Jeff Hassard!
Não nega que é Ring Hassard, nega?
- Protesto! - Negado!
Onde está seu pai? Ainda está vivo?
Ele não está sendo julgado pelo pai!
Ótimo! Então admite que ele é Ring Hassard!
Leve-o de volta para a cela! É o lugar dele e da gente dele!
Não tem direito de fazer isso!
Eu digo quem tem direitos aqui, Srta. Riley!
É nova demais para se lembrar-se de Jeff Hassard!
Mas todos nós aqui, nós nos lembramos!
E há quem, na cidade, se lembra tão bem,
que é melhor para ele ficar preso!
A audiência terminou, pessoal.
- Você aqui de novo - É, até você me deixar vê-lo.
Solitário, não é bom ter ligação com um ladrão de cavalos.
Ele me deve dinheiro, Tom, e quero receber antes da forca.
Vamos, deixe-me falar com ele.
Ele disse para você deixá-lo em paz...
e cuidar da sua vida.
Ele é pior que Black Angus McDougal.
- Quem? - Black Angus McDougal.
- Já ouviu falar nele, não? - Não ouvi, não.
Homem mau! Um matador.
Há uma canção sobre ele. Vejamos...
Eu vou contar a história de Angus McDougal
Que atirou em dois homens pelas costas pela correspondência
A multidão prendeu o Sr. Angus McDougal
E o arrastou até a prisão de Jericó
Marcaram a data do enforcamento
Mas Angus fez um juramento:
''Que caia no esquecimento
Eu não pretendo estar lá"
E embora tenham vigiado bastante McDougal
Uma noite o companheiro abriu-lhe a cela
"Como conseguiu?" perguntou Angus McDougal
"Afanei a chave mais rápido do que você imagina"
Era tarde da noite e o xerife auxiliar
Ele fechou os olhos só para descansar um pouquinho
As horas são longas quando se é xerife auxiliar
Cuidamos para que ele sempre durma bem.
- Bonita. - Quer ouvir mais?
Deixe-se levar para longe
Deixe-se levar jovem errante
Ao fim do dia
Deixe-se levar para longe
A escuridão da noite está caindo
As nuvens já ficaram cinzentas
Nesse momento você me ouvirá chamar
Deixe-se levar para longe
Deixe-se levar jovem errante
Ao fim do dia
Deixe-se levar para longe
Deixe-se levar para longe
Deixe-se levar jovem errante
Ao fim do dia
Deixe-se levar para longe
Para longe para longe
Deixe-se levar
Nossos cavalos estão nos fundos.
Sim, sim.
Estou indo.
- Olá, Solitário! Entre. - Boa noite, doutor!
Quem é o paciente há esta hora, você ou Sarah?
É um chamado profissional ou um assalto?
Um homem nas montanhas machucou-se feio. Suas costas.
Não posso pagar agora, mas poderei mais tarde.
O que o senhor quiser.
Tento ajudar quem precisa, podendo pagar ou não.
- Quem é o paciente? - Prefiro não dizer.
Não me importa quem ele é. Mas, se for fugitivo...
terei que denunciá-lo ao xerife, você sabe.
Solitário, sele o cavalo do doutor. Esperamos aqui.
Então, Hank?
A vida aqui em cima lhe fez bem, Jeff.
Está em perfeita forma
É, perfeita... Deitado de costas.
E agora me amarrou como um saco de batatas.
As costelas quebradas tem de ficar no lugar, Jeff.
- Até a cura. - Temos muito trabalho à espera.
Estamos com poucos recursos. Quando poderei montar?
Montar?
Sobre isso, teremos que esperar.
Talvez leve algum tempo.
Sou veterano em dar más notícias,
mas ainda não sou bom nisso.
Se saiu bem, Hank. Obrigado, mesmo assim.
Mantenha-se animado, Jeff.
Talvez ande mais cedo do que pensa.
- Está indo agora? - Precisam de mim na cidade.
Solitário, cuide para o doutor regressar em segurança.
Pode deixar, Jeff.
- Eu vou; você fica. - Não, Ring.
Desta vez, fique comigo. Confiamos no Dr. Robbins.
Vai guardar nosso segredo não vai, Hank?
Sobre eu ainda viver?
Se eu não guardar, posso nem chegar em casa.
É isso que quer dizer?
Sou médico. Respeito lei e ordem no corpo humano,
e respeito a lei e ordem na sociedade.
Se quiser atirar em mim por isso...
Hank, eu gostaria de falar com o Ring... a sós.
Venha cá, filho.
Você mataria o Dr. Robbins, não?
É ele ou a gente. Ninguém virá atrás de você.
Somos só você e eu, Jeff, mais ninguém.
- É isso que importa. - Sei que te disse isso mil vezes.
- Mas eu me enganei, Ring. - Não.
As pessoas lá embaixo são podres.
Você e eu não podemos viver perto delas.
Assim que erguermos a fazenda,
eles respeitarão o nome Hassard.
Como fará isso sozinho?
Acho homens que montem para nós.
Onde? Quem montaria para nós?
Nos entregariam, mas não montariam para nós.
Você conhece toda Sierra, Solitário.
Sabe quem vive à margem da lei.
Pode encontrá-los e trazê-los aqui?
Marginais trabalhando honestamente?
Muitos talvez o preferissem, não fossem caçados sem parar.
É igualzinho a você, só mais louco.
Consigo mão de obra de outro jeito?
- Bom, há os Coulter. - Quem são eles?
O velho Coulter tem 4 filhos.
Vivem do outro lado do Clay Cânon desde que Brent,
o caçula, se meteu num assalto a banco em Clifton.
Todos teriam vida regrada se a lei perdoasse Brent.
- Mas a lei não perdoa. - Você pode trazê-los?
Talvez.
- Eles devem ter alguns amigos. - Que tragam quem for possível.
- Vou negociar com eles. - Está certo.
Mas não diga que não avisei.
Será como dormir num ninho de cascavéis.
Ring.
Não me respondeu sobre o Dr. Robbins.
Terá de me deixar decidir sobre ele, Jeff;
É, acho que é você quem decide agora.
Mas se eu voltar a andar,
eu o farei pagar por tudo que decidir errado.
- Pode seguir sozinho daqui. - Obrigado, filho.
Você é tão criminoso quanto o seu pai foi...
Se quiser limpar a memória de Jeff Hassard,
veio ao lugar errado.
Não quero fazer isso. Só quero ouvir a sua versão,
do jeito que aconteceu.
Vasculhei os autos da prefeitura, mas há pouca coisa.
Era uma sexta-feira.
Foi à noite que o incêndio começou.
A montanha inteira parecia queimar.
Ninguém podia chegar perto, até que se queimou toda.
Então...
então encontraram o Harvey.
Ele estava preto de queimado.
Quando o ergueram, havia um buraco de bala nas costas.
Depois encontraram o cavalo e o rifle do Jeff.
com uma bala faltando.
E o Jeff?
Tiveram que prendê-lo para que não fosse linchado.
Ele explicou alguma coisa?
Dava para ver que ele estava mentindo.
Quer chá?
Obrigada, eu adoraria.
- O que ele disse? - Só mentiras.
Acertaram-lhe a cabeça, e ao voltar a si,
viu um homem arrastando o corpo do Harve para a fumaça.
- Ele descreveu esse homem? - Disse que não o viu de perto.
Quando perguntaram por que o homem faria isso,
ele endoidou, contou uma história maluca...
de como Harve e ele viram cavalos selvagens...
e vinham à cidade buscar ajudar para cercá-los.
Mas a cidade sabia que não havia cavalos.
Talvez uns aqui, outros ali, mas centenas,
como Jeff Hassard disse?
Obrigada.
O que as pessoas acharam do motivo do Jeff?
Ele não precisava de um. Não com o gênio dele.
Harvey deve tê-lo irritado.
É um caso muito circunstancial. Sra. Jonas.
Que diferença faz se todos sabem que é verdade?
Já não era sem tempo!
Está atrasada para o jantar. Por onde andava?
Depois da casa da Sra. Jonas, fui ver o Dr. Robbins.
- Ele voltou. - Sim, e, por sorte, inteiro.
Isso não é justo, tia Susan.
Não me venha com linchamentos.
Esse assunto não é da sua conta, Riley.
- Mas eu acho que é. - Vamos, faça a sua refeição.
Deus sabe que eu a avisei.
Tem que parar com essa tolice de advogada.
Jeff Hassard atirou no parceiro pelas costas.
E tentou por fogo no corpo para ninguém saber.
Mas isso foi provado?
Mas ele fugiu, não foi?
É o mesmo que admitir.
Se foi tratado injustamente como Ring,
ele não tem culpa de fugir.
Jante, querida. Vou ver quem é.
- Boa noite, tia Susan. - Duke!
- Chegou a tempo de jantar, - Já comi, obrigado.
Olá, Riley.
Desculpe vir assim mas tinha de falar com você.
O que foi, Duke? Quer café?
- Não, obrigado. - Sente-se, Duke.
Riley.
Foi falar com a viúva Jonas hoje, não?
Se for sobre Ring Hassard, não quero saber.
Tem de saber, Riley. É o mínimo.
Não foi fácil para mim, com a cidade toda...
rindo da minha namorada, mas eu não interferi.
Agora, tenho de fazê-lo.
Eles não estão mais rindo, Riley.
Estão ficando furiosos. Não gostam do que está fazendo!
Ainda mais depois que o doutor disse que Jeff ainda vive.
Jeff Hassard? Vivo?
Sei disso desde que Ring me encontrou.
E tem mais: acho que ele é inocente. E pretendo...
- Peço que pare com tudo isso! - Pede ou manda?
- Depende de como se sente! - Não vou parar!
Não entende que devo algo a Ring Hassard?
Sei o que aconteceu. Você o conheceu...
Foi romântico. Ele salvou a sua vida.
Mas ele é diferente da gente, Riley.
Acha que está apaixonada, mas não!
Pare de se enganar! Quero que recobre o juízo.
Lamento. Duke.
Ring está em apuros porque é um Hassard,
e vou tentar limpar o nome dele!
Perde o seu tempo, Riley.
O xerife está montando um grupo agora...
que só voltará com os Hassard,
Jeff e Ring, vivos ou mortos!
- Férias? - Você e os rapazes.
Quem sabe uma viagem de caça até as montanhas?
Viagem de caça?
Não há animais nos ameaçando.
Lá em cima, talvez esbarre com outros seres.
Ring Hassard, por exemplo.
O xerife e 50 homens não estão atrás dele?
Se o xerife o pegar, vai trazê-lo aqui vivo.
O que não é bom, com a sua garota...
- Nada disso, Matt! - Claro... Claro!
Se você e os rapazes derem com ele,
a cidade ficará tão aliviada com a morte dele,
que ninguém perguntará nada.
- São seus amigos, Solitário? - São.
- Que bom que veio! - Este é Ring.
Sam Coulter, Brent.
Little Sam, Jed e Jim Coulter...
- Este é Snake Willens. - Quer que trabalhemos para ele?
Se não vieram para isso, podem ir já.
Solitário disse que sabe onde há cavalos selvagens.
- Negociamos depois de vê-los. - Negociamos antes de vê-los.
Não que fossem fazer alguma coisa,
mas não quero que tentem.
- Novo e confiado, não é, Pai? - Você disse Jeff Hassard!
- Por ali. - Vamos, rapazes!
Sua fama não é má o bastante, só isso.
- A de Jeff é. - Vão negociar comigo.
Lembre-se do que eu disse sobre as cascavéis!
- Este é o Jeff - Ouvi falar de você.
- E eu, muito de você. - Como vamos dividir?
Pergunte ao meu filho. O negócio é dele.
Dele? Como assim?
Se ele me tira e me leva a minha cabana, ele é que manda.
Acho que deve haver uns 500 cavalos.
Cercar todos não vai ser fácil.
- Vai ser perigoso. - Nada fizemos que não fosse.
Você se gaba demais.
Se toparem e conseguirmos, vendemos a metade.
A outra metade fica para a fazenda,
Nos vendidos, todos ganhamos igual.
Se quiserem trabalhar na fazenda, vale o mesmo.
Que tal, Snake?
- Parece bom. - Bem.
Se tiver papéis, Ring, faço o meu "X" neles:
se não terá de aceitar minha palavra,
que nunca valeu nada para gente decente!
Mais uns dias, e teremos a maioria deles no vale.
Não podem ficar lá, há muitas saídas.
Mas, ao leste há um vale que é um curral natural.
Nem precisamos erguer cercas.
Mas teremos de levar todo o bando pelas colinas,
e descer do outro lado.
Por que resolvi trabalhar honestamente de novo?
Porque você jamais gostou de trabalhar desonestamente!
O que é isso?
- Grupo da cidade? - Não sei.
Podemos passar por trás e voltar à cabana.
Não. Não adianta esperá-los aqui.
Vamos expulsá-los de volta à cidade.
Sam, vá com Little Sam, Jim e Jed.
Circundem aquela colina ali. Nós vamos por aqui.
Quando entrarem no meio, mande-os dar o fora ou atiramos.
Certo!
- Xerife! - O que foi agora?
Vale a pena continuar? Estamos subindo há 3 dias.
Ele tem de estar em algum lugar.
Se não virmos sinal dele até à noite, voltamos pela manhã.
Longe das armas!
Este lugar não é bom!
Caiam fora agora, ou vão se machucar!
- Se assustam facilmente, não? - Tomara que fiquem assustados.
O que houve? Parecem ter vindo a toda!
- Acharam-no? - Ele nos achou.
- Demos numa emboscada. - Emboscada?
A bala é dele ou de Sam Coulter.
O que o verme tem a ver com isso?
Hassard e o diabo velho se juntaram.
- O que vão fazer? - Nada de bom!
Não vamos prendê-los falando aqui.
O xerife mandou pegar mais homens e voltar.
Vamos cobrir a montanha até acabarmos com eles.
É melhor irmos ver o Dr. Robbins.
- Mudou de ideia? - Não.
Ele se meteu com um bando ruim, os Coulter.
Por que será?
Eu não sei por quê. Nem se fez isso mesmo...
ou como os Coulter surgiram.
Só sei que ele não fez nada para ser caçado assim!
- Não chegue mais perto! - Ring!
Sou eu, Riley!
- Tenho que falar com você a sós. - Não é uma graça?
- Volte. - Apresente-a para todos nós.
- O que você quer? - Calma, vim sozinha.
Deixei a cidade há dois dias. Vim lhe contar:
vão reunir homens de toda a área...
porque você se juntou aos Coulter.
- Até Big Matt está atrás de você. - Big Matt?
Eu tinha de avisá-lo, Ring.
Afinal, tudo aconteceu por minha causa.
Cansada, aposto, e com fome?
Obrigado, Riley.
Ring, pare. Está me deixando nervoso.
Os guardas estão à postos. Não há o que fazer.
E os cavalos? Com metade dos homens de vigia, como...
- Você vai me ouvir um pouco? - Tente, moça. Deixe comigo.
Não tem homens suficientes. Nem terá com grupos vindo aqui.
Mas porque você está encrencado, afinal de contas?
Porque todos em Sierra Vista acham que seu pai é assassino.
Vamos provar que ele não é.
Não!
- Ele está errado. - Bem...
Está!
Poderíamos tentar encontrar o desconhecido que você viu.
Então a cidade teria de nos ouvir.
- Ninguém o achou em 15 anos. - Ninguém procurou.
Se você pudesse me ajudar... Conte-me...
Ring manda agora.
Faremos do jeito dele.
Você o treinou para ser teimoso ou está no sangue?
A moça parece um bocado brava também!
O que aquelas criaturas estão tramando?
- Tem gente no desfiladeiro. - Onde?
- Vamos achá-los! - A ideia é afobada, pai.
- Antes que achem o Jeff. - Sam, Jed, fiquem com a manada.
- É o Big Matt! - É!
Acho que a maioria está cochilando!
Dividam-se, venham pelos dois lados.
Ninguém se mexe!
- Esta noite, não! - Tome as armas deles.
De pé!
- O que faz aqui? - Só estou de visita.
- Nunca vi um legar tão bonito... - Está ficando infestado!
- Esta terra é minha. Fora dela. - Não tem escritura dela, tem?
Não, como não tenho marcas na manada.
- Mas luto por ambos. - Resolvo isso uma hora dessas.
Resolva agora!
Com as nossas armas, você fica muito valente!
Bom, a briga é entre nós dois.
O vencedor fica, o perdedor cai fora.
- Que tal? - Quer me enfrentar, moço?
Na última, seus homens lutaram por você.
Fiquei curioso para vê-lo se virar sozinho.
Será um prazer.
Agora caia fora e fique fora daqui.
E não volte!
Façam-nos entrar!
Entrem logo, seus preguiçosos!
Deixou-me esgotado, filho! Isso nunca aconteceu antes.
Também estou exausto, Sam.
Vamos dar uma olhada.
- Acho que valeu a pena. - Ring, é uma bela visão.
Com a minha parte, vou aprontar em dobro.
Tem uma moça aqui, Little Sam.
E você apronta quando e onde eu mandar!
Posso descansar meus ossos cansados agora?
Voltem para a cabana.
Quem "desentortar" volta e assume.
Contem para o Jeff que conseguimos.
Vamos, rapazes!
Fico com você, Ring.
Você achou ouro nos cascos!
Que tal só os contarmos depois da doma?
- Será mais fácil. - Que tal os afugentarmos à noite?
Não dá. Duke subirá com o grupo pela manhã.
Vamos ver o que o xerife vai fazer.
- Cadê o bando do xerife? - Do outro lado do vale.
Eles vão subir assim que eu der o sinal.
- Não é bom, vão nos ver. - Não vão, não.
Eu deveria ter dado o sinal logo que vi Hassard.
E sua vista não é mais a mesma, é isso?
É o Matt, afugentando-os!
Olha a Riley!
Faça-os voltar antes que a pisoteiem!
Você está bem, Riley?
Vamos ver o que houve.
Não teremos mais problemas com Big Matt, estatelado no chão.
- Morto? - Falta pouco. O do lado já era.
Vou ver o que posso fazer.
Não, Riley. Eu dou uma olhada.
- É o grupo. Dispensar! - Não adianta.
Certo, não vão atirar nas minhas costas.
Estão presos, todos vocês! Tomem as armas deles.
Começamos a enforcá-los já, xerife?
Aonde vai, Srta. Riley?
O que lhe importa é quando começar a enforcar os outros,
mas um homem está morrendo... Matt Rangone.
Não sabia que Matt estava tão longe.
Vá dar uma olhada, Al.
Companheiros, querem Jeff Hassard?
- Aqui está ele! - A tempo de enforcá-lo também!
- A corda está aqui, xerife. - Vai deixar que façam isso?
- Não esperem! - Esperamos há 15 anos.
Então esperem mais um pouco e me escutem:
todos acharam que Jeff mentiu ao falar de uma grande manada.
Nunca acreditaram que havia cavalos aqui.
E há!
Não pode ter falado a verdade...
ao mencionar um desconhecido atacando ele e Harvey Jonas?
Agora dirá que Ring não é culpado por Big Matt caído lá...
nem pela morte do Duke.
Duke morreu?
Esperem até eu voltar. Joe, Frank, venham.
Matt.
Matt!
O que Duke fazia aqui com você?
Ele é meu patrão, não?
Ou era.
Viemos tomar a manada dos Hassard.
Acho que também estou de partida, moça.
Matt, dirá ao xerife o que queriam aqui em cima?
Tragam água, por favor!
Está queimado.
É uma queimadura...
Matt, há quanto tempo sua pele está queimada assim?
Por favor, Matt, pense 15 anos antes:
Harvey Jonas e Jeff Hassard!
Você matou Harvey Jonas, não?
Não estou acusando você, só peço que me diga.
Pode me responder?
Eles vão enforcar Jeff e o filho.
Não ia querer levar essa culpa também.
Diga ao Jeff Hassard...
que eu o teria matado também para ficar com aquela...
manada para mim,
mas achei que ele tivesse morrido no incêndio.
Matt Rangone, acabou de morrer,
mas antes confessou ter matado Harvey Jonas.
Você vai voltar a andar, Jeff.
Al. leve-o para baixo. Devagar e com calma.
Fico feliz por você, Jeff.
Quase fui enforcado tantas vezes que já me acostumei!
Chega de forca para os Coulter, Pai.
Devo confessar também: nunca assaltei aquele banco.
Foi um caso de falsa identidade, como diz a Srta. Riley.
Foi bom as pessoas acharem que eu era um homem mau.
Você nunca assaltou aquele banco?
Seu fracote de meia-tigela...
Se for verdade, é a coisa mais surpreendente...
que já aconteceu à lei.
Mas você terá chance de provar sua inocência.
Lá longe bem no alto da Serra Nevada
Há um vale para onde um rapaz que eu conheço e sua noiva
Vão e vão viver por lá
Estão felizes cavalgando
Estão indo para as colinas
Para lá ficar
E raramente descer
Legendas: Kilo
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