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JOHNNY PALITO
Por favor! Faz qualquer coisa, mas n�o me deixes...
Pede-me qualquer coisa! E eu farei...
Adoro-te, amo-te... mas n�o me deixes!
Farei tudo o que quiseres...
Serei tua serva, serei tua escrava... N�o me deixes...
n�o posso viver sem ti! Tu ensinaste-me tudo. O que ? o amor, o que ? o sexo.
Responde-me!
Por que n�o dizes nada? N�o vas embora! Queres fazer amor comigo...
Agora? Neste momento?
...responde-me!
- E que disse ele? - Como?
Quando disseste essas coisas? O que disse ele?
Disse "chega, acabou, vou-me embora"! E bateu com a porta!
- A s�rio? Ja n?o estas com Rocco? - Nunca mais quero ouvir esse nome!
Ele merecia que me tornasse...
...numa vadia!
? isso que ele merece!
- Devia ir para a cama com todos! - Todos?
N�s, as mulheres somos est�pidas!
Vais para a cama com qualquer um?
Pensava que esta esta festa me faria bem!
- Desculpa se te envolvi nisto. - Mas Gianna, se estas mal...
...vamos para a tua casa!
Vamos para a tua casa, acompanho-te. Vamos os dois, eu e tu.
N�o, obrigada. Prefiro ir sozinha!
Ent�o, vamos fazer novamente...!
Aqui esta o ministro...o Assessor...o Bispo o Presidente e as eventuais mulheres!
Vamos, vamos jogar! Quem falta?
Quietos, quietos! Silencio, silencio!
- E tu? - Eu sou a mulher do Presidente.
"N�o quer nos mostrar nada." Silencio! Quietos!
E tu quem �s?
- Quem sou eu!? Sou a mulher do Ministro! - Ent�o me faz-me ver o teu Minist�rio!!!
Minist�rio! Minist�rio!
A mulher do Ministro! Minist�rio! Minist�rio!
- N?o te vas embora! - Mostra-nos o minist�rio!
Ei, foram-se todos... quem me leva?
Claudia, vem!
- Esta contigo, Ginetta? - N?o.
- Com quem esta? - N?o sei, vemos-nos em casa!
- N�o, vou com o Attilio, ciao! - Ciao!
Belo, vem aqui!
Como te chamas? Vem ca. Como te chamas?
Viste que bela festa. Ba, pra ba pra ba!!!
Belo, n�o tenho nada para comeres. N�o tenho nada para comeres.
Oh! Oh!
Santa Clespatra!
- Mafoou-se? - Eh! N�o, n�o, nada obrigado.
- Tem a certeza, esta tudo bem? - Sim, sim, tudo bem, bem!
Menos mal. Pe?o desculpa. ? tudo culpa minha, quase o matava!
Que se passa? Porque n?o pega?
Esta cidade ? deliciosa, mas ? dif?cil sair dela...
Vara ? direita, ? esquerda... depois da ponte. ? um labirinto...
- A propssito, voc? sabe onde ? a auto estrada? -Sim...
? aqui, a 200 metros.
- Posso dar-lhe uma ajuda? - Sim, por favor. Tente ligar o motor.
- Esta noite estou a aproveita-me de voc?. - N?o, n?o...
Sptimo! Que sorte! Obrigada!
B???! Que porcaria! Santa Clespatra! Estou cheia de sleo!
- Boa noite. - Boa noite.
Um sonho!
Eu estou sonhando. ? um sonho.
- Como se chama? - Dante.
- Onde mora? - Aqui, no condom?nio.
? maravilhoso.
?...?...
Ei, signorina! Signorina!
Desmaiou. Vamos la, signorina!
Ia eu desmaiar, desmaiou ela. Signorina! Signorina!
Desmaiou! Espere, vou chamar a ambul�ncia.
Espere signorina, vou chamar uma ambul�ncia.
Vou chamar uma ambul�ncia...
...signorina!
Espere, signorina!
Viva o professor!
Perdi-me no zto. Tenho de encontrar a minha mam? esta mesmo aqui.
- ? uma fera... - Arrrr!
? um le?o! - Arrrr!
? pesado... - Arrrr!
...o elefante! ? cretina...
- Cscorocs... ...a galinha! - Cscorocs!
- Quando brinca... - Qua, qua, qua!...
- com o ganso! - Qua, qua, qua!
? o zoo!
- Com o gato... - Miau!
...? o c?o. - Au!
- Au! - Au!
Vai-te mas ?...!
Vamos, vamos!
Entrem! Vamos!
Ciao.
- Vamos! - Ciao.
- Ei, como vais, Gianna? - Mal. Tu sabes...
?, vamos s? forte... ciao.
- Mas, Lillo, onde esta? - Ele esta al?m...
- ?, ele vai comer o lanche comigo. - Esta bem ent?o. Ciao.
- Dante, vamos lanchar? - Sim, Lillo, ent?o...
Tenho de te contar uma coisa que me aconteceu ontem ? noite.
Deixa-me, Lillo! para, vai! Vou-me despistar!
Vou-me despistar! Lillo, deixa-me!
"Mostra o teu minist?rio..." "Ela mostrou as nadegas nuas!
E que bochechas! E todos lhe tocaram! E com muitas mulheres!
Sinceramente, n?o percebi nada do jogo...
Quando sa?mos, acabei por ficar ss com um c?o...
Chegou um carro, Lillo. E sa?u uma mulher.
Era a mulher mais bonita que ja vi em toda a minha vida.
Sabes o que aconteceu? Parou e olhou para mim.
Olhou para mim, Lillo! Ela olhou para mim, oh!
Ela olhou-me e foi-se aproximando, e disse:
"?s maravilhoso"! A mim.
E BUM! Ca?u aos meus p?s.
Fez amor?
- N?o. - Hum!
N?o. Desmaiou. Desmaiou, mas...
...mas olha que era a mulher mais bela...
E olhou-me Lillo, como se eu fosse o homem mais belo do mundo.
Uma mulher inteligente, uma mulher com bom gosto, muito refinada.
Depois aproximou-se ainda mais como se quisesse beijar-me, quase me tocou...
e disse... e disse, "Voc? ? um sonho. Um sonho"!
A mim! Ainda estou perturbado.
Lillo! Lillo! Os doces n?o!
Tens os diabetes, n?o deves comer doces, porque tens diabetes!
T?m a??car. Podes morrer!
- Ss dois. - Ss dois, ss dois.
Sabes que te faz mal. E al?m disso s?o caros.
Podes comer fruta. Fruta n?o faz mal aos diabetes.
Mas esta ? cara na mesma.
Precisamos achar o modo de n?o a pagar. Espera aqui.
Deixe-me ver se ?... Sim! Espera, Lillo.
Bom dia. Queria saber...
quanto custam aquelas ma??s, al?m? E o pre?o daquelas peras ali?
Muito, muito, desculpe. S?o muito caras.
Talvez volte depois, obrigado, adeus. Lillo, s?o muito caras, vamos.
Adeus, adeus, obrigado...
Uma para ti e uma para mim.
N?o, uma e meia para mim e metade para ti.
Tens diabetes, n?o podes comer muitas bananas.
- Desculpe. - Desculpe voc?.
Bom dia. Mas, que esta fazendo por aqui?
Procurava algu?m, mora aqui?
N?o, n?o, n?o. Estou no Hotel Excelsior.
Eu estou aqui porque procurava...
...porque procurava... um bar.
Um bar? Um bar? Aqui n?o existem bares, sabe.
Mas se ? para um telefonema ou um caf?, posso ajuda-la.
N?o, obrigada, ? pre...
Diga.
Preciso fazer xixi.
- Fazer xixi? - Santa Clespatra!
Agora fiquei envergonhada... Tomei a estrada circular,
- como me perdi, procurei, mas... - Eu ja n?o fa?o isso...
- Voc? ja n?o faz xixi? - N?o, a circular.
Mas se ? assim urgente,
- pode vir ? minha casa. - Sim, obrigada!
- Aqui, ? esquerda, estamos quase la, aguente, por favor.
Aqui.
- Ca estamos. Casa de banho ?... - Ah, Santa Clespatra!
- A minha paix?o! - O bolo?
- N?o quer um pouco? - Sim, obrigada.
Humm... ? sptimo!
? realmente muito bom. Foi a sua mulher que fez?
N?o, eu n?o sou casado.
- F?-lo a sua m?e? - N?o, eu n?o nasci. Quero dizer... fi-lo eu.
- Parab?ns! - Obrigado.
Sptimo...
- Ent?o, voc? vive sszinho? - Sim!
Sim, mas de certa maneira, ? uma escolha. ? uma escolha assim...
se me apetece ficar em sil?ncio, estou calado.
Se me apetecer conversar, falo.
Se eu quiser daruns passos eu vou at? al?m, ao fundo,
depois volto aqui...
eu escolhi a liberdade.
- Bela esta fotografia! Que simpatica! - Sim!
Eu sou o da esquerda. Este aqui ? direita ? meu amigo, Lillo.
Ele ? louco por doces.
- Aqui esta. - Obrigada.
- Gostaria de mais um peda?o de bolo? - N?o, desculpe, eu tenho que ir.
At? � vista.
Signorina! Espere, signorina!
O xixi!
Doutor Randazzo! Bom dia.
Bom dia.
- Como vai? - Muito bem, obrigado.
- Posso? - Por favor.
Ent?o...
Aqui esta voc?, voc? precisa assinar...
- Assine, aqui. - Sim.
Maldi??o!
- Deixe-me ver o seu seguro. - Meu seguro? Sempre esque?o onde guardo.
Aqui est?o as despesas do condom?nio.
- Voc? ainda faz os check-ups mensais? - Sim.
- Daqui a um m?s devera fazer outro controlo m?dico. - Outro? Mas fiz um ha uns 15 dias.
Seja paciente, por favor. Voc? ? um caso particular.
- Dirigindo um caminh?o... - N?o, eu estava estacionando!
Coloquei minha m?o no descanso, continuei a manobra, ent?o parei.
Estava la tranq?ilo, quase dormindo quando "BUM"!
Algu?m me abalroou por detras. Ent?o bati com a cabe?a no vidro e desmaiei.
Quando voltei a mim, minha m?o estava desse jeito. As pessoas tentavam para-la.
Eu tentei amarra-la, mas n?o consegui parar os movimentos.
Ningu?m pode consertar um estrago no c?rebro, Doutor Randazzo.
Tive sorte tamb?m. Algumas pessoas ficam cegas, surdas, paralisadas.
Voc?s deveriam me pagar mais! Eu sou um homem arruinado.
Eu n?o posso fazer nada demorado, n?o posso comer, ler ou escrever.
- Eu ss posso fazer "omelete". - O qu??
Eu quebro os ovos e fa?o assim. Eu sou bom nisso.
Eu fa?o bolos o tempo todo. Deviam pagar-me o dobro, triplo, quadruplo,
- porque o seguro... - Esta bem, esta bem...
Eu ss quis dizer-lhe que encontro muitos trapaceiros,
voc? n?o ? um deles, claro,
mas quando encontro um, fico realmente feliz em arruina-lo.
Esses trapaceiros!
Trapacear contra o Estado ? um crime muito s?rio.
- ? uma viola??o do csdigo penal. - ? grave?
Sim, ?.
Em qualquer altura podia accionar um punhado de amigos astuciosos.
Doutor Randazzo, N?o lhe oferecereci nada...
O senhor quer alguma coisa? Quer uma "omelete"?
- N?o, obrigado. - De nada.
Adeus. Adeus.
Eh la! Ent?o esta quer entrar pela janela, hein?
Entra-se pela porta, h??
"Eu sou americano. Deixe-me, por favor!"
- "Deixe-me, eu sou americano!" - Americano? Que honra!
"Sim, muito perigoso para si, despedimento!"
Vem comigo, o diretor quer falar contigo. Ele tamb?m fala americano.
Aqui!
Surpreendi um americano.
Americano, Embaixada. Perigoso. Perigoso para si. Perigoso para Italia.
Perigoso. Sou americano. Sou americano.
Americano! Sim. Ola Johnny!
- Veja. Conhece-o? - Claro que sim. Certamente.
Johnny! Que estas a fazer aqui?
Que prazer ver-te aqui, querido!
Que aconteceu com as tuas cal?as?
- Ahm... "como"?
Que aconte... Consegue perceber se falo italiano?
Sim e n?o...
alguma coisa aqui e ali, mas n?o tudo de tudo.
O que aconteceu com a tuas cal?as?
Caiu um bot?o.
Nss temos que encontrar uma sa?da. N?o podes ir-te embora assim.
Mas que bela surpresa, Johnny! Eu n?o esperava ver-te aqui.
OK, esta pronto.
Foi uma bela surpresa da tua parte lembrares-te de mim.
- Fuma? - N?o, mas esta bem, obrigado.
- Voc? fala bem ingl?s. - Tamb?m tu, Johnny.
- Johnny! Eu gosto de Johnny... - Gostas?
Sempre te chamarei Johnny. Seras o meu Johnny.
E eu te chamarei... a propssito, como te chamas?
- Maria. - Maria, gosto. Chamar-te-ei sempre Maria.
Maria, onde me levas? Para onde vamos?
Trocar as tuas cal?as!
Espera!
Perfeito!
Santa Clespatra! Johnny!
- Eh! Mas n?o me trazem o gelado... - Ja o pediste?
Sim, ha meia-hora, ao outro criado.
? bonito isto. S?o todos t?o educados...
Maria, aqui todos conversam, mas n?o se ouvem.
Lembra-me daquele jogo que se faz em crian?a.
Tapam-se as orelhas e tem de se adivinhar o que o outro disse.
- Conheces? - N?o.
Vou-te mostrar. Taparei os teus ouvidos e tens de adivinhar o que eu disse.
Assim, ouves?
- "A capital da Fran?a ? Paris".
- Que foi que eu disse? - "Come Luis".
Faz-me a mim. Diz a primeira coisa que te vier ? mente...
"Nunca fui assim t?o feliz, Johnny".
Facil, "Nunca fui assim t?o feliz, Johnny". Va, ? a minha vez.
"Pro?bido estacionar". Que foi que eu disse?
- N?o percebi. - Esta foi facil, "Pro?bido estacionar".
? a tua vez. Diz uma frase mais dif?cil,
uma frase ainda mais longa tamb?m...
"Poderei apaixonar-me por ti, Johnny".
Disseste, "Poderei apaixo...
...nar-me por ti, Johnny."
Maria...
Esqueci-me de qualquer coisa no carro. Volto em seguida.
Esta a apaixonar-se por mim!
Criado?
- A conta? - N?o, n?o, n?o. Quero uma caneta, por favor.
- Faz favor. - Obrigada.
"?s lind?ssima!
"Teu, Dante. N?o. Johnny, Johnny."
- N?o bebeste demais? - N?o te preocupes, sou abst?mio.
Oh, n?o! N?o!
- Oh, desculpe. Sou um mal educado. - N?o, p?e-no de novo.
- N?o, aquele n?o. Este. - Sim.
Mas que imagina??o que tens!
?s incr?vel!
? esta imagem tua com que te quero lembrar sempre.
Vestido assim, com esse sinal, com este palito.
Johnny...
...Stecchino (Palito).
Vamos.
N?o, n?o, assim fazes-me cscegas!
Va!
Confesso-te eu tamb?m sou abst?mia.
Maria, Maria, queria tanto fazer amor contigo. Mas por que n?o ficas?
Johnny! Acabamos de nos conhecer!
Eu sei, eu sei. Desculpa. N?o te volto a pedir. N?o insisto mais.
O homem ? impaciente, deves compreender. Voltei a errar.
- Vamos, tira as cal?as! - N?o. AS cal?a n?o! Tenho vergonha.
Eu tiro-as sszinho. Para com isso!
Eu tiro-as. Devagar!
Maria! Gostaria de saber tudo sobre ti.
- sobre a tua fam?lia... - N?o tenho fam?lia.
- Vivo com o meu velho tio. - Um velho tio?
Que dia maravilhoso que eu fizeste passar, Maria!
A partir de amanh? quero ver-te todos os dias. Eu organizarei tudo.
Levo-te a passear pela cidade todos os dias. Como foi bom, hoje...
Faremos um jogo.
"Eu sou a mulher do Ministro!" "Mostra o teu minist?rio!"
? um jogo divertido Maria. Amanh? ensino-te, Maria.
Amanh? meto baixa por doen?a. Fico com todo o dia livre...
...para poder estar contigo, Maria.
Um homem n?o deve confessar, Maria, mas eu digo-te ? mesma.
Conhecemo-nos pouco,
mas amo-te muito, muito, muito mesmo.
? cretina a galinha... quando brinca... com o ganso!
Viste Maria? Um ponto para mim! Thank you!
- Mas quando partiu? - Foi-se embora esta manh?.
- Saiu a depois volta? - N?o, foi-se definitivamente, Sr. Johnny.
- Sr. Johnny, decerto esqueceu-se que perdeu isto. - Oh sim!
Sptimo.
- Mas deixou uma mensagem para mim? - N?o. Foi-se embora, fez as malas, pagou a conta...
...e foi-se embora. E agora partes tu!
E nunca mais voltes!
Johnny? N?o, sou Lillo.
Maria? Fez amor? Passo, Johnny? Eh, Dante, ? Maria ao telefone!
Se algu?m perguntar onde estou, diz que n?o sabes.
Esqueci as chaves. Aqui est?o.
Se queres dormir na minha casa. Mas tudo limpo. Limpo.
- Toma aten??o a tudo, paga o condom?nio. - Olhe!
Ei, n?o te distraias!
Se n?o te concentras roubam tudo rouba-lo e n?o das por nada.
N?o comas muitos doces, podem fazer-te mal. Vais lembrar-te?
N?o abras a porta a ningu?m. Ciao.
Ciao, Lillo. Ciao.
Deixa-me. Vou perder o combsio!
Ciao.
- Porta-te bem, percebeste? Ciao. - Ciao.
Volte depressa. Mande-me um postal!
Traga-me um presente!
Trago-te um bonito. Esta bem. Ei, Limpa tudo, eh? Ciao!
Ciao.
- A mala! - Ciao Dante!
Lillo, a mala!
Lillo! A mala!
A mala! Lillo!
Johnny!
Esta ca... Johnny! Onde estas exactamente?
Esta bem, mando buscar-te pelo meu tio.
Vais gostar dele! ? uma pessoa excelente.
Vinte minutos, um quarto de hora...
Tamb?m eu. Tamb?m estou impaciente para voltar a ver-te, Johnny.
Ciao, ciao espero-te.
- Ele ja chegou. - Estou indo.
Rapido!
- Para a esta??o... - Mas na esta??o, onde se encontra exactamente?
- Plataforma n?mero oito. - Oito?
Oito!
N?o se esque?a, seja amavel com ele.
Santa Clespatra!
Palermo, esta??o de Palermo.
Merda!
- Johnny? - Tio!
- Vim para leva-lo para casa. - Obrigado. ? mesmo uma boa pessoa.
- Por favor. Vamos. - Obrigado.
Isto era uma bela cidade, mas agora ? belliss?ma.
O sol, o mar, os figos da India, Emp?docles, Archimedes.
Infelizmente, somos famosos no mundo por algumas coisas negativas,
como por exemplo aquilo a que voc?s chamam "Praga"!
Uma praga terr?vel, sabe bem do que falo, o vulc?o "Etna".
Um vulc?o que quando lhe apetece tem caprichos, destrsi as cidades e as aldeias.
Mas ? uma beleza natural.
Ha tamb?m uma outra coisa. Esta ? realmente uma praga grave...
que ningu?m consegue resolver.
Voc? ja me compreendeu.
Que ? a s?ca.
No ver?o esta zona da terra ? muito quente,
e fica s?ca. Uma coisa terr?vel.
Sim, ? uma coisa terrivel, ja ouvi falar.
Mas ? a natureza, n?o podemos fazer nada.
Mas o que podemos fazer e n?o fazemos...
porque em resumo n?o depende da natureza mas do homem...
? a terceira e a mais grave destas pragas.
Uma praga que difama a Sic?lia em particular Palermo,
diante dos olhos dos homens.
Voc? ja percebeu, n?o ? preciso que lhe diga.
Tenho vergonha em diz?-lo.
? o trafico. Aqui ha demasiados carros.
O trafico tentacular, que nos impede de viver...
e nos torna inimigos, fam?lia contra fam?lia. Muitos carros!
Desculpe se o fiz enfreentar este trafico. ? ss um minuto para saudar Maria...
-...e vou para um hotel. - N?o, ? um prazer.
Maria preparou-lhe um belo quarto. Voc? pode ficar o tempo que quiser.
Mais, deve ficar. Maria esta a espera-lo.
- Maria esta a esperar-me? - Sim.
- Tio, voc? tem uma esferografica preta? - Esferografica preta?
Uma esferografica preta.
- N?o, tenho uma, mas ? azul. - Esta bem ? mesma.
Maria fala sempre de si. "Johnny para aqui, Johnny para ali"...
Nunca tinha visto a Maria assim. Esta mudada.
Praticamente, posso dizer que Maria esta apaixonada por si.
Confesso que eu tamb?m estou...
Mamma mia!
Merda!
Esteja como se fosse a tua casa. Vou chamar Maria.
Maria, Maria! Johnny chegou!
- Maria, que fazes aqui no jardim? - Ele ja esta aqui?
- N?o os ouvi chegar. - Esta ? tua espera.
- Onde esta? - No sal?o.
- Johnny! - Maria!
Finalmente estas aqui!
Fizeste-me tenta falta! Deixa-me olhar-te.
- Que bonito! - Vem para dentro. Vem comigo.
Sim.
- AQui tudo ? uma beleza! - N?o penses ir-te ja, porque eu n?o deixo.
- Fico se isso te agrada. - Espero que estejas bem aqui.
Se eu gosto de ficar aqui? Mas Maria, mas qu?, eu...
- Vem, vou mostrar-te o teu quarto. - O meu quarto! Onde ??
Por ali.
N?o se assemelha nada a mim!
- Que disseste, Johnny? - Disse que n?o se parece comigo.
- E n?o me fa?as repetir as coisas. - ? tal e qual tu!
At? enganava a tua prspria m?e.
Minha m?e!
- Johnny! - Nunca fales na minha m?e!
Mas ? a tua cspia! Quando o vi, at? disse "Merda"!
Fiquei espantado.
Chama-se Johnny, tem o sinal e o palito.
A tua mulher fez-lhe uma lavagem ao c?rebro! F?-lo acreditar que sou tio dela.
Em resumo, Maria ? um g?nio. E aqui estamos, Johnny!
Aqui estamos, esta pris?o acabou. ? uma quest?o de horas.
Hoje, amanh?, basta leva-lo la fora, "pum", "pum". Matam-no.
Maria finge que chora muito, e acabou.
Advogado...
aviso-o pela ?ltima vez, mas se esta histsria n?o der certo...
V? este palito?
Enfio-tee pelas bolas e fa?o uma espetada com elas!
Que nojo!
No entanto, fa?amo-lo depressa. Eu, aqui dentro, n?o ficar mais.
Que porcaria! Olha onde cheguei!
Se a minha m?e me visse!
Minha m?e...
- Johnny! - O que ??
Falaste na tua m?e.
Daqui a pouco acabou! Precisamos brindar.
Pelo contrario, damos uma "snifada"...
Merda! A coca!
Deixei no quarto! Vemo-nos depois. Precisamos de algo?
Diz ? minha mulher para me trazer algo que comer.
Sim, esta bem. Fica tranq?ilo! Johnny. Fica tranq?ilo!
- Gostas? - Sim.
Esta ? a casa de banho.
E esta porta da para o quarto do meu tio.
Maria, confesso-te que estou mesmo muito emocionado.
Merda!
- Esta noite dormimos aqui juntos? - N?o. Eu durmo no meu quarto, do outro lado.
- Mostra-mo. - Depois. Agora vou-te fazer o jantar.
Tu descansa. estas cansado, foi uma viagem muito longa...
Ciao.
- Tio!
Viu? Somos vizinhos.
- Que esta fazendo? - Que fa?o? Isto n?o sabes o que ??
Claro como pode saber?
- ? uma medicina, medicinal. - Medicina?
Sim.
- Voc? esta doente? - Sim, infelizmente. Estou condenado.
Tenho que toma-la 3 ou 4 vezes ao dia. Quatro. Sem esquecer.
Acidente!
- Que doen?a tem? - ?...
Tenho a...
os diabetes. - Que desgra?a!
N?o pode subir nem descer.
- Da-me uma dor aqui. - Eu sei, ? tremendo. ? tremendo.
Desculpe, tenho um horario muito preciso, n?o posso atrasar.
Continue, continue...
- Tio! Como esta? - Melhor, sinto-me mais...
Nunca tinha visto tomar um rem?dio assim com o nariz.
? moderna. Vem do estrangeiro.
- Titio, este ? o meu quarto? - Sim.
Qualquer coisa, mesmo de noite...
se se sentir mal. Estou ali. Bata e eu acordo.
Obrigado, Johnny!
- Em resumo, consigo a?, dormirei mais tranq?ilo. - N?o tenha vergonha!
Se algo estiver mal, bate, e eu...
Obrigado.
Ciao. Seja a que hora ftr!
De Palermo para Cat�nia. De Palermo para Trapani!
Ja n?o percebia nada. Fazem-nos dar a volta ? Sic?lia!
O que ? isto?
- Oh Deus! O que ?? - ? um c?o.
- Veio dal?m. - Um c?o! Onde?
- Vem la de baixo, decerto tem fome. - C?us! ? verdade! O c?o tem fome.
- Qual c?o? - Aquele la de baixo, o pobre Bobby.
- Levo-lhe algo para comer. Aqui esta a maionese. - Vinho tinto.
- O "molhinho", o p?o, - O doce, a garrafa.
- Falta a massa. - A massa ja a comeu.
Desculpa Johnny, volto ja.
Como pude esquec?-lo!
O vinho tinto? A maionese?
A maionese agrada-lhe muito. Ele ? um mastim palermenho.
Caramelos, past?is, licores, "Cointreau".
em resumo come de tudo. O pobre ? um c?o doente, pobrezinho.
- Tio! - Que ??
Que esta a fazer?
- Come doces com doen?a que tem? - Que doen?a?
- A diabetes! - Obrigado, Johnny.
Estava distra?do!
A torta ? boa?
Johnny n?o lhe resisto.
Agora tomo mais rem?dio...
e assim posso comer toda a torta que quiser.
Boa tio, assim agrada-me. Viva o rem?dio.
- Isso ? terr?vel! - Vamos, nada de cenas. Tome-o todo duma vez.
- Tudo? - Sim.
Ja te esqueceste de mim.
N?o, Johnny. Esta noite n?o conseguirei nem dormir sem ti.
E tu, amor, conseguiras dormir sem mim?
Maria, dormir sem ti...
Olha onde estou, acabado...
eu!
Eu, Johnny Stecchino! O n?mero um!
Que ss de pronunciar o meu nome tremiam os msveis!
Que quando de Nova York me mandaram a Palermo...
todo se escondiam como ratos!
Agora o rato sou eu.
Fechado nesta casa ha 18 meses! Neste esconderijo!
Obrigado a latir como um c?o!
Mas Johnny, Johnny, falas como se n?o tivesses visto o que aconteceu hoje.
- Viste o milagre? - Vi-o.
N?o se parece comigo em nada.
Vem e v?. ? impressionante. Vem ver!
Esta bem. Mostre-mo.
- Olha para ele. - Estava transformado num cretino.
N?o compreendia nada.
Na verdade...
Alguma coisa aqui, ou ali...
Mas tem...
uma cara de parvo.
? insignificante...
e est?pido.
Maria, ? assim que me v?s?
N?o! Eu sei que ?s diferente.
- Mas Cozzamara pensara que ?s tu. - Cozzamara!
Cozzamara!
Maria, isto ? intoleravel! Por ainda n?o o prenderam?
Explicas-me por que ainda n?o o prenderam?
Foi o primeiro nome que eu disse ao juiz.
Insisto, prendam primeiro o Cozzamara!
Depois dei-lhe os outros nomes. Renta, Caporetto, Lozzo.
Em Washington prenderam Vicky Bloom. Por que ? que Cozzamara ainda esta livre?
Tive de arrepender-me por culpa dele!
Atrai?oou-me!
Eu, devo acabar? Bem, ent?o se devo acabar eu,
que morra Hercules com todos os "Fariseus"!
S?o um bando de ignorantes!
Cozzamara...
A ?nica satisfa??o ? que lhe matei a mulher.
Que foi que fizeste?
Lembras-te dquela vez quando matei Giacomo Melino?
Usei uma metralhadora F 44.
A F 44 tem amplo poder de fogo.
N?o se controla. Disparei no Melino e apanhei tamb?m a mulher do Cozzamara.
Por engano. Na verdade telefonei-lhe imediatamente.
E disse-lhe: "Desculpa, Cozzamara. Ha 10 minutos matei a tua mulher."
"Paci?ncia, desculpa, desculpa!" Pedi-lhe desculpa. Ficou "chateado"!
Fez uma grande cena! E evidentemente tamb?m me ofendeu!
N?o se pode trabalhar assim. N?o era uma coisa t?o s?ria.
Por qu?? Matei-lhe a mulher, n?o a m?e! Minha m?e...
- Johnny? - Sim.
Percebeste? Pedi-lhe desculpa. Eu sou educado.
A minha m?e ensinou-me a educa??o. Minha m?e... Sim, eu sei.
Maria...
Vem ca, Maria.
Vem ca...
Vem, Maria. Vem!
Vem, amor.
Vem, Maria.
Vem! Oh, Maria!
Sabes que em toda a vida, me importa ss uma pessoa.
E essa pessoa, Maria...
?s tu e a minha m?e.
Minha m?e...
Johnny...
Sim, fiz tudo por ti, Maria.
Trouxe-te para cima com as minhas m?os, n?o posso permitir...
que algu?m, que se chama Cozzamara... - Amor, basta com isso do Cozzamara!
- Sim. Num dia ou dois, levarei o teu sssia ao Cozzamara. - Sim.
Ele ira mata-lo, chorarei no seu funeral e Johnny Stecchino estara morto.
Estaras morto para todos. Ningu?m mais te perseguira.
Agrada-me. Para todos estarei morto.
E depois... depois, gozaremos tudo aquilo que temos. ? isso.
Santa Clespatra.
O Sol.
O mar. A noite.
Johnny!
Maria! Nada de me beijar!
Sabes que n?o me agradam os beijos.
Os beijos d?o-nos as mulheres e os "homens sexuais".
- Eu sou um homem, Maria! - Desculpa, amor. Senti vontade de te beijar.
Olha para aqui! Tens batom!
Que nojo!
N?o resisto mais!
Quando o faras matar, aquele idiota?
At? amanh?. Assim que ponha os p?s fora de casa, esta morto.
Bobby.
Bobby.
N?o me diga que estou louco, que sou idiota... Vi o Johnny Stecchino!
- Mas estas parvo? Onde? - La adiante.
Merda! Mas n?o ? poss?vel! Mas como? Esta protegido pela pol?cia, ? certo. Mas ningu?m o encontra.
entretanto o sacana passeia tranquilo pela cidade. - Vamos telefonar ao Cozzamara!
N?o!
Sabes o que digo? Fazemos-lhe um presente, nss. Vamos eentrega-lo empacotado.
- Mas tens a certeza que era ele? - Digo-te que sim!
Tu estas doido!
N?o sou doido. N?o acreditas em mim? Agora vou mostrar-to "de caras".
? incr?vel! ? ele de verdade!
Cuidado. ? uma serpente cascav?l.
Bom dia. Muito prazer. Dante.
- Nicola Travaglia. Diga. - N?o quero comprar nada.
Ss quero saber alguns pre?os.
- Por exemplo, quanto custam aquelas cebolas? - Johnny!
Socorro!
Ajudem-me! Socorro!
Pol?cia! Socorro!
- Socorro! Pol?cia, la, la! Socorro! Perseguem-me! - O que ?? Que se passa?
- Nada. N?o ha ningu?m. - Esteja calmo. Esteja calmo.
- Esta bem. - Sim, sim!
Que foi que aconteceu? Pode-se saber?
- Menos mal. - Por que tem essa banana na manga? - Sptimo!
Aconteceu tudo por causa desta banana, Coronel! Tudo por causa desta!
Eu. Eu ent?o, bem n?o sou de Palermo. Cheguei ontem, n?o sou de Palermo.
Esta manh?, sa? cedo. Queria uma banana para o pequeno almo?o.
Fui at? ao vendedor...
o vendedor que se chama...
Nicola Travaglia.
- Nicola Travaglia. Conhe?emo-lo. - Peguei nesta banana. Ia compra-la,
pego nas moedas...
Coronel, n?o a queria comprar.
Digo-lhe a verdade. Estamos na pol?cia, homens sem m?do...
queria rouba-la.
Grave! N?o sabia que em Palermo se irritavam tanto...
pelo furto duma banana.
N?o por roubar. Divirto-me fazendo isto. Pego a banana assim, n?o me sa?u bem...
O vendedor viu, e "Eh", fez ele! Eu disse "n?o"!
Chamou 3, 4 guardas, que protectores da lojeca, todavia, em suma, ta-ta-ta-ta...
eles come?aram a atirar. Fiquei cheio de m?do. Fugi! Sa? correndo.
Eles seguiram-me. Ta-ta-ta-ta... Todo o Palermo!
Um m?do tremendo! Estou vivo por milagre.
- Como se chama, se me permite? - Eu? O meu nome prsprio ? Dante.
Pois, senhor Dante, aqui temos muito que fazer.
- Voc? disse que n?o ? daqui! - N?o.
Em Palermo os problemas s?o muito grandes.
- Eu sei, eu sei. ? um trafico... - Ora voc? fez uma coisa muito feia.
Roubar uma banana ? um crime.
- Vou ser condenado? - Sim.
- Mas voc? encontrou-me. - Por sorte!
Esta contente do que fez numa cidade desconhechida?
N?o, Coronel. Desagrada-me t?-lo feito.
- Prometo que nunca mais o farei. - Sptimo.
- Vejo que esta arrependido do que fez. - Sim. Estou mesmo muito arrependido.
Ent?o, deixe aqui o corpo do delito. Restituiremos nss, ao legitimo proprietario...
...o vendedor Nicola Travaglia, a referida banana.
- O importante ? que esteja arrependido. - Sim. Mas...
mas tem a certeza que esta tudo resolvido, posso sair tranquilo?
Tudo resolvido.
- Pode estar tranquilo. - Ent?o rapazes vou-me. Muito obrigado.
Vou andando. Posso ent?o estar tranquilo, n?o?
Obrigado. N?o sabia que roubar uma banana em Palermo era t?o perigoso.
- Doravante ent?o, pagarei todas. - Sim.
Johnny!
Johnny.
Bom dia.
Mas tu, estas passeando assim tranquilamente, depois do que aconteceu?
- Como ? voc? sabe? - Eu tenho seguido, meu filho, tudo desde o princ?pio.
N?o me reconheces? Sou o Cataratta. E esta ? minha senhora.
O Juiz do Supremo. Bernardino Cataratta.
- Acompanhei passo a passo, toda a tua histsria. - Acompanhou toda a minha histsria?
Pois claro!
Meu filho, estas envolvido num beco, de n?o conseguiras mais sa?r.
Mas por que o fizeste?
Apeteceu-me, sabe...
Mas esta tudo resolvido. Sim, porque eu fui ? pol?cia.
E arrependeste-te.
- Mas quem lhe disse? - Mas nss sabemos todos que te arrependeste. - Ja?
Mas sim. E este ? o maior erro. Por que tu, n?o te devias arrepender.
- Ent?o n?o me devia arrepender? - N?o.
- Falaste-lhes em algum nome? - Nome? Nome de pessoas?
- Sim, um. - De quem?
Nicola Travaglia.
O vendedor?
Sim, ele.
Nicola Travaglia, o vendedor. Parecia-me uma pessoa de bem.
Tamb?m a mim.
Afinal! Que ? que estas preparando, Johnny?
N?o devias falar nesses nomes! Por que agora te revolta toda a tua fam?lia.
- A fam?lia do vendedor? - A fam?lia do vendedor!
- Contra mim? - Claro!
Mas eu... eu n?o sabia que era uma coisa t?o perigososa.
Juiz Bernardino, esta tudo resolvido. Devolvi-lhes tudo a eles.
- A quem? - ? pol?cia. Disseram que lhes devolveriam tudo.
Foste enganado. Dividem-no. Partilham tudo.
Que ali, meu caro, ? um "come-come" geral.
- Comem-na eles? - Se n?o o fizeram ja.
- Mas que safados mentirosos!
Ouve Johnny, queres um conselho paterno?
Vai imediatamente ? pol?cia.
Primeiro, fazes restituir tudo aquilo que lhes entregaste. Exacto!
Segundo, e esta ? a coisa mais importante,
deves dizer que n?o te arrependes nunca.
Deves dizer textualmente, estas palavras: "Eu n?o me arrependo nunca!
"e esta not?cia, amanh? quero-a em todos os jornais,"
"na primeira pagina, "sen?o... 'Crrr'! Kaputt?"
Claro? "Crrr!"
"Kaputt para voc?s e toda a vossa fam?lia!"
Faz-lhes ver quem ?s, Johnny. Ja ? uma vergonha, que te tenhas vendido.
E fa-lo ao menos por Maria, que ? uma boa rapariga.
Juiz, Maria n?o deve saber de nada.
Ent?o rapido, rapido vai ? pol?cia. Rapido.
Marechal! Marechal!
Que ??
Voc? outra vez? Voc? roubou desta vez? uma lata de atum fresco?
N?o, n?o Coronel.
N?o ? ainda hora da brincadeira!
Esta aqui guardo-a eu. Porque aqui ? tudo um "come-come".
Segundo, n?o sei como ? que fez para espalhar esse rumor em t?o pouco tempo.
Mas uma coisa ? certa:
Voc?s s?o um bando de parladores!
Mexeriqueiros! Blah, blah, blah!
Ja todos sabem que me arrependi.
Ja n?o me arrependo por esta banana.
E amanh?, quero-o escrito na primeira pagina de todos os jornais.
Devem escrever em letras gordas: "Dante, Dante n?o se arrepende nunca!"
Se amanh? n?o leio esta not?cia, Coronel, volto aqui e..."Crrr"!
Kaputt Para si e toda a sua fam?lia!
"Crrr"! Kaputt!
Para voc?s e suas fam?lias!
- Voc? n?o tem que sair! - Ent?o voc? encontrou com algu?m?
Que lhe dizia eu? Que n?o se parecia nada comigo!
? cedo.
N?o, havia ningu?m a passear. Era muito cedo.
Muito cedo, uma merda!
Foi dar uma volta turistica pela cidade, tranquilo, sem ser incomodado.
Se fosse eu, n?o seria nunca muito cedo para me matarem.
Dev?amos leva-lo ao lugar certo. Tu sempre estiveste em Nova York.
Aqui ningu?m te conhece. Na verdade...
Na verdade esta foi a gota de agua, advogado!
Basta! Esque?a! N?o se parece comigo. N?o se parece comigo!
Nunca mais me respeitar?o. Voc? n?o conhece o Cozzamara.
Aquele n?o lhe escapa nada.
Meu amor, meu amor...
Precisamos leva-lo ao lugar certo, e com a pessoa certa.
- Comigo. - Contigo!
E onde voc? queres leva-lo? ? spera?
Merda!
Ao Teatro da Spera, levava-o eu. De verdade. Aqui todos la v?o.
- Vamos ver se eles o reconhecem. - ? uma grande id?ia.
Isso. ? uma bel?ssima id?ia, mas foi minha.
Ent?o esta bem Maria, leva-o ao Teatro da Spera.
Se o reconhecerem, tudo bem. Sen?o devolvam-no para casa, pontap? no c?.
Johnny Stecchino!
- Todos nos olham. - ? nossa primeira sa?da em p?blico.
- ?s a mais bela de todas. - Tamb?m tu estas lind?ssimo.
- Vamos ao bar tomar qualquer coisa? - Sim.
- Maria! - Dona Emanuela, como esta?
Bem.
- Apresento-lhe as irm?s Pitr?. - Boa noite.
- Johnny querido, junto-me a ti no bar. - Sim. eSta bem.
Ha muito tempo que n?o nos v?amos.
- Por favor. O que toma? - Sim. Dois sumos.
Signorina desculpe. Tenho pagar esta banana.
Tenho de pagar a banana que tirei.
- 20 mil liras? - Thank you.
Voc? me viu, hem? Tirei a banana dali E quando for a minha vez...
N?o quero passar adiante de ningu?m. Quando ftr a minha vez, dou 5.000 liras,
e pago a banana que tirei.
- Bem, at? ? vista. - At? breve, Maria.
- Boa noite. - Boa noite.
- Johnny? Esta para come?ar. Vamos. - Tenho que pagar a banana.
- Pagaras no fim do primeiro acto. - ? perigoso!
- Johnny! - Quem ??
Sou o Juiz Cataratta, lembras-te?
- Ent?o n?o percebeste nada daquilo que disse. - Por qu?? - Como porqu?? E tu insistes, meu filho!
Aqui, no teatro, diante de todos. E todos te viram. Ja me constou.
- Se ja se espalhou o boato? - Claro, porque a coisa ? perigosiss?ma.
Tens de fugir imediatamente. Rapido. Rapido. Vai-te embora.
Juiz, resolvo tudo no fim do primeiro acto.
Mas que fim do primeiro acto sera demasiado tarde. Aqueles matam-te antes.
- Johnny! - Foge. Foge, meu filho. Foge! Foje!
- Johnny vem, que esta para come?ar. - Eu sabia!
Eu sabia! Eu tinha que pagar esta banana!
Vem e v? quantas pessoas est?o aqui.
Basta!
Este espectaculo n?o pode come?ar!
N?o fico com certa gente no teatro!
Querida, vamos!
- Mas querido que fazes? - Esta calada!
Vamos. Vamos embora!
Mas querido, que se passa?
- Quem ? este homem? - Mas que homem ?? ? Johnny Stecchino, o arrependido.
Tem raz?o, o notario! Tamb?m eu me vou embora.
E n?o adianta fingir que n?o o vimos, vimo-lo todos.
Querem que o mostre? Al?m esta! Fuuu!
N?o ? poss?vel! Mas n?o me podem ter visto todos. Como fizeram para me reconhecer?
Sete ou oito pessoas no bar. Deve ter sido a caixa, a caixa, a bruxa!
- Tens de paga-las! - Velhaco!
N?o devias vir a Palermo!
Assassino!
- Tens de pagar por tudo! - Fora. Fora de Palermo, canalha!
- Deste o nome do meu irm?o! Arruinaste a minha fam?lia! - At? a irm? do vendedor!
- Toda a fam?lia esta contra mim! - Assassino!
N?o devias ter vindo a Palermo! Velhaco, vai-te embora!
Cedo ou tarde teras de pagar por tudo isto, mas sera demasiado tarde.
Assassino!
Velhaco, onde esta tua bela senhora?
Esconde-se. N?o se mostra. Tem vergonha, a tua senhora.
Senhora? Mas qual senhora? Senhora? Aquela ? sua c?mplice.
? tudo obra sua. Tamb?m devia ir para a pris?o!
O que ? querido? Que est?o a dizer?
Se n?o estivesse com ele, seria uma morta de fome!
Isto ? demais!
Est?pidos mendigos, mal educados, maltrapilhos, miseraveis...
fedorentos, nojentos, mesquinhos, malditos, vagabundos!
Maria ? uma inocente de tudo!
O primeiro que falar no nome de Maria, Kaputt para ele e toda a sua fam?lia!
Fui claro?
Vamos ent?o esclarecer isto!
Quanto ?? N?o suporto mais esta histsria. ? justo. Errei, e devo paga-la!
Queria paga-la no fim do primeiro acto, mas n?o confiam em mim...
pago-a imediatamente.
Mas que esta para a? a dizer? Esta a querer roubar-nos?
Estou a querer roubar? Est?o a querer roubar-me voc?s! Pensam que n?o tenho o dinheiro?
A? est?o 5.000 liras. A? t?m! Esta paga!
- Esta ? a ?ltima afronta que nos faz. - Eh! Quanto querem?
N?o tem pre?o, aquilo que fez!
N?o tem pre?o, mas quanto custam bananas em Palermo?
- O que ? que querem de mim? - Sabe muito bem o que queremos!
Dei-vos o dinheiro e agora restituo-a a voc?s.
- Esta armado! - Tem uma bomba!
N?o sai, esta banana, Maria.
Ca esta ela! Agora est?o contentes?
Onde v?o? Ningu?m nunca me chamou "velhaco"!
N?o ? verdade que seja um velhaco, Maria.
Malditos! Espera-me um segundo. Vou resolver uma coisa... espera-me.
velhaco, esperem...
Velhaco, na frente de Maria!
Irei at? ao fim. Apanho-as mesmo todas!
Pronto. E n?o as pagarei nunca!
Obrigado. Vou fazer um "batido" com todas as bananas de Palermo.
- Que ?? - Assassino!
Mas... vai tomar no c?!
- Johnny Stecchino! - Quem ??
- Johnny Steccchino! Venha! Venha! Sou o Chefe de Pol?cia.
- Protegemo-lo nss. Venha! - Obrigado.
Largue essas bananas.
Precismos de ir buscar Maria. Maria!
Voc? provocou toda esta confus?o!
Todos urlavam gritando: "Assassino, ladr?o!"
"Tens de as pagar! Vai-te embora de Palermo!"
Merda. Uma obra prima. Na realidade...
Percebi! Advogado. Percebi! Foram enganados.
Ent?o, em que ficamos assim? Se como diz, se parece comigo...
- Igualzinho! - Igualzinho...
Ent?o amanh? Maria o levara mesmo diante dos vigias do Cozzamara.
Brindemos!
- Perdi-o. - Perdeu-o? A quem?
O idiota?
Ha imenso tempo que saiu de carro com o Chefe de Pol?cia.
Com o Chefe da Pol?cia! Merda Ent?o, esta tudo tramado.
Mandou-o prender, o Ministro.
Esta noite ha uma festa na "Villa Caputo" com o Ministro. Ele quer falar comigo, porque...
tem medo que d? o seu nome no Processo.
Mas tu, com o Ministro, travaste conhecimento?
Pessoalmente, n?o.
Mas de New York, por telefone, fizemos varios negscios com o Ministro.
E agora esta com medo. Sabia que se queria encontrar comigo.
Merda, mas isto ? uma chatice! Deves despcha-lo antes que se encontrem.
Se o Ministro aperceber que aquele ? um idiota, estas tramado.
Corre Maria, corre. A "Villa Caputo"!
- Sei que o chamaram infame, e espia... - ...e ladr?o. - E ladr?o.
Muitos pensam e sugeriram que ? velhacaria. Eu penso que ? coragem, todos deviam...
fazer como voc?. E n?o penso ss eu, como tamb?m pensa a parte s? da cidade. A parte s? da Italia toda.
- Tenho eu raz?o? - Sim. Ainda que estejamos longe de ptr fim...
a esta praga que desonra a cidade de Palermo no mundo inteiro.
Este n?o ? desculpe, o momento prsprio de nos pormos a falar de trafico!
- E Maria, onde esta? - N?o se preocupe. Voc?, divirta-se um pouco.
Maria manda-la-emos buscar imediatamente. Daqui a pouco estara aqui.
Obrigado, Chefe.
Da-me a honra de apresentar a minha mulher? Gelsa?
Venha, venha...
Apresento-te Johnny Stecchino.
- Desculpem. - Com licen?a. - Boa noite.
Tudo preparado, senhor Ministro, Johnny Stecchino esta aqui. Trouxe-o eu.
Qual ??
Aquele al?m. Sentado com a minha mulher.
Quer o encontro imediatamente?
Daqui a pouco. N?o tenho pressa.
Senhor Johnny, este nome sbviamente deram-lhe na Am?rica, os americanos?
N?o. Mas que americanos? Foi uma id?ia de Maria no Hotel Excelsior.
Pts-me esta pinta aqui e zas, chamou-me "Johnny".
Assim, Johnny foi uma id?ia de Maria...
- Sim. - Que mulher!
Obrigado.
Fa?o-lhe uma pequena confid?ncia, muitos homens a desejam.
Mas sabem que ? um sonho imposs?vel e assim, contentam-se em falar-lhe.
- ? realmente uma rapariga delicada... e sensual. - Sim.
Isso ? verdade, Maria realmente ? muito delicada. Muito.
Muito delicada e muito...
Muito sensual.
Mas muito...
Doutor Randazzo!
- Boa noite. - Boa noite para si. Mas como esta aqui?
N?o, como esta voc?, aqui? Que belo encontro.
Estava mesmo a sa?r, quando o vi entrar.
- Me... me viu entrar? - Sim.
- E... e que viu? - Vi que voc? esta tramado. Pare!
Ent?o, ? um homem que me engana ha um ano. A omeleta!
Senhor Randazzo, n?o va para o Tribunal, por favor!
- Randazzozinho! Devolvo-lhe o meu seguro. - O seu seguro? Nesta situa??o pode guarda-lo.
Agora vai tratar directamente com o Estado. Com o Minist?rio.
- Enganar o Estado ? um crime graviss?mo. - Senhor Randazzo! Senhor Randazzo!
O senhor esta a brincar. Dou-lhe uma parte do meu seguro...
Randazzozinho, Randazzinho pequenino.
- Por favor... - Basta!
Eu vi-o.
E n?o nego um certo prazer por ter pescado mais um outro.
- Agora ficara nas m?os do Estado. - Do Estado? E... quando?
Antes do que possa imaginar. Esta ac??o ? muito rapida. Mas, ? tard?ssimo, eu...
- Boa noite. - Muito rapida?
Mas que chatice! E o seguro! Tinha logo que o encontrar esta noite!
Sera poss?vel? Enganar o Estado, um processo, crime grav?ssimo, que vira mais?
- O Ministro quer encontra-lo, imediatamente. - O Ministro? Ja?
- Venha. - Grande merda! Que rapidez!
Mandei-o chamar com urg?ncia, mas era necessario. Voc? agora esta "apanhado".
Mas pode salvar-se.
O importante ? n?o perder a cabe?a num momento t?o delicado.
? facil cair numa armadilha como aquela em que voc? caiu.
Eu sei. Tem muita raz?o, mas quem ? que esperava?
Eu, ss reparei no ?ltimo momento, tentei...
mas a sorte, que desgra?a...
Precisamos sempre de ter quatro olhos e quatro ouvidos.
- Alias, at? eu temo todos os dias de ser descoberto. - Como?
Consigo posso falar livremente. Estamos no mesmo barco.
At? eu, ha 20 anos que engano.
Vinte anos! E ningu?m nunca reparou?
- Brav?ssimo! - Ajudemo-nos. Estamos no mesmo barco.
Posso ajuda-lo a sair desta bronca do modo mais subtil. Do modo mais elegante.
Mas voc? tem de me prometer que n?o falara no meu nome.
- Quando? - No julgamento.
Ah, pois, ? o julgamento...
Sim, mas como o iria fazer, at? porque o seu nome...
Eu sei, eu sei, mas quero ter a certeza. Nesta quest?o voc? deve dar-me a sua garantia.
- A minha garantia? - Claro, foi por isso o mandei chamar.
Mas agora isto. Esqueci-me de onde esta. Que chato, onde a meti? Talvez na gaveta...
Sim mas desculpe, mas se eu lhe der a minha garantia...
Se voc? me der a sua garantia, eu dar-lhe-ei a minha garantia.
Eu dou-lhe a minha garantia e ele da-me a sua garantia...
Isto quer dizer que trocamos as garan... Hem? Esta bem!
- M?o na m?o! - Para o barco!
Estamos no mesmo barco. E agora, que fiquei um pouco mais descansado...
- Da-me licen?a? - Por favor.
- Tamb?m voc? sofre tem esta doen?a? - Tem raz?o.
Tem raz?o,
esta ? uma doen?a terr?vel, mas n?o consigo mesmo reduzi-la.
- Uma fungada? - N?o, obrigado, eu estou bem.
Maravilhosa! Sptima.
Em Italia n?o se encontra. Vem da Am?rica do Sul.
Voc? n?o acredita, hem?
- Mas sabera dizer... Pegue. - N?o! - ? para si.
- N?o! - Pegue-a!
- N?o! - ? milagrosa, ? milagrosa. - N?o! Ministro! N?o...
- Ent?o obrigado, eu agrade?o-lhe, mas n?o devia... - E agora vamos curtir a festa.
Fa?o-lhe lembrar, hem? Nss n?o nos conhecemos.
- Por qu?? - N?o nos conhecemos.
Voc? por aqui e eu por al?m.
- N?o nos conhecemos. - N?o nos conhecemos. "Voc? por aqui, eu por al?m.
- Chefe, desculpe se eu o disturbo. Sabe se Maria ja chegou? - Maria?
- Sim, Maria. - Maria estara quase a chegar.
Entretanto, prove estas delicias.
Obrigado.
- Hummm... ? dulc?ssimo. Doce! - N?o, obrigado. Isso para mim ? veneno.
- Como veneno? ? dulc?ssimo! - Precisamente por isso, demasiado a??car.
? uma enorme tenta??o...
mas a doen?a obrigou-me a renunciar a esse prazer.
A doen?a? Mas tem diabetes, tamb?m voc?? Mas ? uma epidemia na Sic?lia?
O facto ? que n?o tem cura. Ainda n?o se encontrou o rem?dio certo, pelo menos na Italia.
?, sim, infelizmente.
Cardeal! Voc? ? um homem de sorte.
Tenho aqui uma coisa que fara voltar aos velhos tempos! Guloso!
Ela aqui esta!
Com isto aqui, podera comer... podera comer todos os doces quiser, Cardeal.
Vejamos se me recordo... Aqui esta.
Ei-la v?? Esta aqui, sabe que tinha raz?o, voc?? Esta aqui em Italia n?o se encontra.
Esta vem da Am?rica do Sul. Pronto!
Precisa corta-la.
- Esta pronta. - Jesus! Um pouco de agua...
N?o! N?o, pare com isso!
Cardeal, n?o ? com agua. Esta medicina toma-se com o nariz! Com o nariz ? que se toma esta, aqui!
- Mas isto... - N?o!
N?o ? assim, n?o se toma directamente com o nariz assim.
Precisa de uma coisa para tomar com o nariz.
Mas agora basta! N?o quero saber nada desta coisa!
Quero uma explica??o Onde a arranjou?
? verdade. Parece que ? m?rito meu, todavia, n?o.
N?o ? tudo m?rito meu.
Posso? Deu-ma o Ministro.
Mas que esta a dizer? Mas voc? ? louco? Eu n?o o conhe?o.
N?o nos conhecemos, mas ? m?rito dele. Foi-me dada por ele, ? justo. O m?rito ? dele e n?o o quero.
Quem tem uma nota de 10 mil liras?
Dez mil liras! Mas que s?o...? Senhora, 10 mil liras, para...
Ja sei quem as tem ja prontas! Cardeal, espere um segundo. Um segundo, hem?
Vou busca-la enrolada e pronta.
Eh? Onde esta ela, aqui? Desculpe, posso, Ministro, n?o queria... eh?
Deve t?-la aqui. Eu vi-o met?-la ali.
Ela aqui esta! Ela aqui esta!
Ela aqui esta, enrolada para cheirar. Obrigado Ministro, ela aqui esta Cardeal, enrolada e pronta para cheirar.
Precisa de tapar uma narina e cheirar com a outra. For?a!
Baixe-se... Quer que fa?a tudo eu? Uma narina... Cardeal, vamos, for?a! Baixe-se!
Esta narina... Baixa-se! Cardeal, baixe a cabe?a.
Ministro, mostre-lhe a ele como se faz.
- Que repugnante! - Senhores, senhores, pe?o-vos.
Por favor, tentemos todos manter a calma.
Creio que ? claro para todos que estamos em presen?a de um idiota criminoso!
Basta! Criminoso!
E eu, eu que passo a vida a combater gente como ele,
todos os dias a trabalhar, com os cidad?os contra a corrup??o...
a hipocrisia, a imoralidade.
N?o posso sofrer a afronta deste vulgar far?ante.
- Eu n?o o conhe?o! - Mas Ministro, porqu?? O rem?dio deu-me voc?.
Chega!
Voc? ? na verdade um idiota. Como se atreve a ofender o meu marido?
"Meu" marido. O Ministro, Cardeal, e isto.
Mas desculpe-me, voc? quem ??
Quem sou eu? Eu sou a mulher do Ministro!
? facil de ver o teu minist?rio!
Basta! Deste jogo ja eu vi demasiado!
Ah, este jogo! Eu ja conhecia este jogo.
- Quem ? esse idiota? - Quem ?, quem ?? ? Johnny Stecchino, um homem morto.
Leopoldo!
Maria!
Maria, mesmo na altura que me estava a divertir tenho de me ir embora, Cardeal.
Cardeal agora de Ministro, fa?o eu. ? a minha vez.
O Estado, a Constitui??o! Ha 20 anos que finjo que sou coxo.
Ele foi por ali? Ent?o eu vou por aqui. Voc? por ali, e eu por aqui!
Mas, entra Johnny, que fazes ? porta?
Entro? Mas, este ? o teu quarto de dormir, n?o?
Sim, mas n?o estou com sono. Entra. Fica um pouco comigo.
Entro, eu...
Maria, mas eu... eu tenho de te falar muito a s?rio.
- De qu?? - De ti.
Ah, de mim!
N?o sei ja te ocorreu, por exemplo, que nss dois nunca fizemos amor.
Eu sim. Reparei nisso.
Tu decerto talvez te tenhas distra?do e penses que sim, mas...
n?o. Estou mesmo certo que nunca aconteceu.
Talvez tu Maria, n?o me pe?as que o fa?a porque tens medo da minha recusa.
Bem, sobre isto, quero tranquilizar-te. Maria, deves saber...
que se decidires fazer amor comigo, sabes que encontraras uma porta aberta.
Boa noite, Maria.
Como ? bela! Como ? bela!
Tio?
Tio!
Ah, o jantar para o c?o? Bem me parecia que tinha ouvido ladrar. Eh, Bobby?
Vou-lhe levar... mas falta um monte de coisas. Faltam os caramelos, o licor, as nesperas, para Bobby.
Preparo-lhe uma bela salada. O lim?o, o alho...
Aqui esta o alho, bastante as favas, as favas para o Boby, os pimentos, um tomate.
Fa?o-lhe um jantar que nunca mais esquecera. O vinagre! ? um c?o siciliano!
A maionese! A maionese que lhe agrada tanto.
Onde esta ela, a maionesa?
A maionese... Esta aqui...
a maionese...
A maionese... a maionese mas... Salame! Levo-lhe o salame.
Vai bem com isto, o salame. Aqui esta a sobremesa.
Aqui esta, Bobby! Aqui estou! Aqui vai um belo jantarinho para o Bobby.
Para, Booooo... by!
Onde esta? Aqui!
Bobby?
Como ? escuro! Aqui esta uma escada.
Deixo-lhe a comida na escada.
Boa noite, Bobby.
Este cornudo arranjou-me uma grande merda!
Porra! ? demais...
? um al?vio para mim, senhora.
N?o nego que poderia sofrer as consequ?ncias tamb?m voc?, de morrer nesta luta.
Alguns, como voc? sabe, n?o t?m escr?pulos em matar as mulheres.
Mas... n?o eu, Filippo Cozzamara.
Esta decis?o que voc? tomou, senhora, ?-lhe honrosa.
N?o se deve envergonhar. Posso fazer mais alguma coisa por si?
A ?nica coisa, queria que n?o sofresse.
Minha querida senhora, quando se dispara na cara, morre-se imediatamente.
? a morte mais bela...
porque as balas...
Esta bem. Esta bem, senhor Cazzamara. Agrade?o-lhe.
Sou eu que lhe agrade?o a si, senhora.
Agora, voc? sera uma mulher rica, livre, jovem e bel?ssima.
? pena que eu tenha ja tantos anos. O tempo sim, ? um assassino.
- Desculpe-me senhora. - Bem. Ent?o, no barbeiro.
Sim, traga-mo ao barbeiro. Ignazio.
Todos os meus respeitos, senhora.
Maria, a mim o cabelo demasiado curto fica-me mal. Um corte aqui, ss, ss aqui...
Acredita em mim, Johnny. ? o melhor barbeiro de Palermo. At? la vai o tio.
Ent?o vamos a este barbeiro.
Neste envelope esta, o bilhete. O passaporte do idiota...
os cart?es de cr?dito etc. etc. - Esta bem.
Assim que volte Maria, tu partes imediatamente.
Ela acompanha-te ao aeroporto.
E depois do funeral, junta-se a ti em Buenos Aires.
Bel?ssimo. A partir de agora Johnny Stecchino esta morto. Para todos.
Isso! Estas morto, Johnny. Estas morto, mas estas na Am?rica do Sul a dan?ar o samba.
Advogado!
Johnny Stecchino esta morto. Meto-o bem na cabe?a!
A saber a verdade, somos ss tr?s pessoas. E estas tr?s pessoas somos eu e Maria.
E eu.
Isso. E tu.
- Bom dia. - Bom dia.
"Bon Giornu".
Sente-se.
Johnny eu vou-me, Volto a buscar-te.
Esta bem.
Quanto tempo leva?
Para o senhor? "Tratamo-lo" imediatamente.
- Sente-se. - Ciao, Johnny.
Ciao.
- N?o corte muito, porque o cabelo curto fica-me mal. - Pouco.
- Pouco, pouco, pouco. Eh? Pouco! - Pouco!
Desculpem-me, esta luz faz-me mal aos olhos.
- Posso fechar? - Por favor.
Obrigado.
Ola, Johnny. Bom dia. Como esta a tua m?e?
- Minha m?e? Bem, por qu?? - Hmmm! Disse "bem".
Por qu?? Aconteceu alguma coisa ? minha m?e? N?o me metam medo!
Deixa-me ver este sinal.
- Oh, Ja n?o o tem! - Ei, mas o sinal agrada muito a Maria.
Mas... Desculpa...
Se agrada muito a Maria, refazemo-lo imediatamente.
- Esta mais bonito! - Obrigado.
Quanto mais bonito ftr, mais agrada a Maria.
Esqueci-me de trazer os sapatos castanhos. Aqueles que me ficam muito bem.
- Levas-mos tu? - Sim, amor. Eu levo-tos.
Santa Clespatra... Nem parece verdade!
Devo dizer Maria, que te portaste sptimamente.
Para mim, amor, agora vem a parte mais engra?ada. O funeral.
Isso, o funeral! Tinha-me esquecido do funeral daquele idiota!
Maria, pe?o-te, faz-me fazer boa figura.
Grita, lacrimeja, chora muito.
Na verdade, amor, tenho medo de n?o parar de rir.
Fingirei que choro no ombro do advogado.
Sim, mas... decerto Maria, o advogado n?o estara naquele funeral.
- Por qu?? - Porque deve estar noutro funeral.
- Em qual? - O dele.
- O qu?? - Porque praticamente esta morto.
- Eramos muitos a saber desta histsria. - Mas, Johnny!
Ei! Tu, mas onde vai? Mas que esta a fazer?
Desculpe, esta a acabar a gasolina. ? ss um instante.
Que cabe?a de merda, este taxista. A gasolina! N?o podia pensar antes?
Amor...
- Ah! Ah, sim! Ah! - Amor, estas nervoso. Temos tempo.
Estamos quase a chegar ao aeroporto.
Ah, sim, Maria!
Maria... Maria!
- Pe?o-te, vem depressa ter comigo. Tenho desejos de... - Sim, amor.
Mas, Maria. Outra vez com estes beijos!
Maria, mas quando ? que aprendes a comportar-te como um homem? Ahn?
Depois sempre com este batom. Agora tenho de ir-me lavar. Estas satisfeita?
Desculpa, amor.
Amor desculpa. Vou contigo.
Acompanhas-me? Mas onde me acompanhas? Aos urinsis dos homens?
Desculpa Maria, faz-me um favor. Vai tomar um caf?.
Johnny!
Puta! Tra?u-me.
E eu, que a mandei estudar em Detroit!
Johnny, cumprimenta-te o Cozzamara.
Deixem-me acabar.
Johnny, volta-te.
Volta-te, Johnny!
Sempre disse a todos que n?o se parecia nada comigo!
- Bela f?mea. - Sim, Johnny gaba-se que sempre lhe era fiel.
- ? a primeira vez que ela o tra?u. - E o idiota parecido com ele, que lhe fazemos?
Sem aquele idiota, como tu dizes, Johnny Stecchino nunca seria descoberto.
? incr?vel. Que piadas que a natureza pode fazer. ? mesmo igualzinho a ele.
Era uma pena, que se a senhora n?o tivesse decidido assim, ter-me-ia enganado at? a mim.
- Sim, mas que lhe fazemos? - A esse restitui-lo-emos ? senhora.
Espero que os meus rapazes, no barbeiro, n?o lhe tenham feito muito mal.
- E no zoo... - Qua... qua... qua...
- Ha um galo... - Chicchirich�!
- E no zoo... - Au... au... au...
Bravo, esperem. N?o t?m talento para a m?sica. T?m de lhe ptr mais paix?o.
Ali ao fundo. O que faz a ovelha... mais B???! T?m que fazer "b??, b???", mais forte. Va, va...
- La no zoo... Tem um le?o! - Rauuu... rauuu...
No zoo... ha um per?!
- "Cls, cls, d?. Cls cls d?"? - Como "cls cls d?? Um per?? Isso ? uma galinha.
Per?, disse eu. Quem ? o per?? Quem faz o per??
- S! Quem ? o peru? - Eu? Sou o c?o.
- Ent?o? Esse per?? - O c?o. Au... au... au...!
Maria!
- Vamos. - Eles est?o cantar, mas n?o percebem nada.
Temos que ir.
- Onde? - Para o aeroporto.
Desculpem-me! Pode-se saber quem era o parvo que fazia o peru? Ahn?
Nem mesmo apenas um segundo? Tomamos um caf? e depois vai-se embora. Um segundo, mais nada.
Dante, ja te disse que tenho de partir imediatamente. Desculpa Dante.
- Dante! Mas Dante como? Ja n?o sou mais o teu Johnny? - Chega aqui. - Sim.
- Assim estas mais bonito, Dante. - Na verdade, a mim n?o me agradava muito. Sinceramente. - Dante!
- Fi-lo por ti. - Olhe quem ?.
Sim, eu sei. Eu vi-o. Ja vou! Ja vou!
Maria...
- Eu vou-me. - N?o. Maria, o xixi! Queres entrar para fazer xixi?
Tenho de ir. Ciao.
Santa Clespatra!
- Dante! - S! Lillo!
Eh, Lillo! Ent?o? Ent?o, como vais?
- Bem. E tu? - Bem.
- Eh, viste como ? bela? - Fizeste amor?
N?o, tinha que fazer. N?o tivemos tempo.
Mas esta mesmo apaixonada. Disse que vai voltar. Ss n?o percebi quando.
Vamos, vamos tomar pequeno almo?o. Tenho de contar-te muitas coisas.
E Palermo devias ver como ? linda a cidade. Os palermianos divertem-se muito.
Brincam muito. Mesmo gente simpatica. S?o "catitas" percebes? Tratam-te bem.
A ?nica coisa, pe?o-te, se fores a Palermo, n?o toques nas bananas!
Deixa-as. N?o as comas. Percebes? N?o se podem tocar. s?o palermosianos, se as tens disparam.
Matam-te por uma banana. Mas para o resto s?o muito bons. Vem ca, vem ca, vou-te contar tudo muito bem.
Depois, levaram-me a passeios, a festas, ao teatro, deram-me prendas...
eh, a propssito, ja me esquecia! Fecha os olhos, olha o que te trago.
Abre os olhos...
Isto ? um rem?dio. Um rem?dio que te vai tirar os diabetes completamente.
Percebes? Mas em Italia n?o ha...
- Tens 10 mil liras? - N?o.
Esta bem. Isto toma-se com o nariz.
Tens de tomar 4 vezes ao dia. N?o podes esquecer. Corta-se com uma faca.
Toma. Cheira. Depois poderas comer quantos doces quiseres.
Cheira, depois vamos ao pequeno almo?o! Depois, vamos. Maria levou-me para...
fomos para um quarto lindo... devo dizer que era lindo! Uma casa era bel?ssima!
Depois tinha um jantar ? luz de velas com o tio.
E ela olhou para mim, estava mesmo apaixonada, Lillo.
Veio cumprimentar-me, deu-me um beijo na m?o...
Jantamos com um tio simpatico, um autentico senhor.
- Ahhhhhhhhhhh! - Lillo!
Lillo!
Lillo!
Tradu??o de Italiano: blueindigo
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