All language subtitles for The execution of private slovik 1974

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Original subtitles

O SOLDADO EDDIE D.SLOVIK FOI O �NICO HOMEM

FUZILADO POR DESER��O PELO EX�RCITO

DOS ESTADOS UNIDOS DESDE A GUERRA CIVIL.

ESTE FILME � A DRAMATIZA��O DOCUMENTADA,

E APRESENTADA DE UMA FORMA REALISTA,

DA HIST�RIA DE SUA VIDA E MORTE.

N�S SUGERIMOS QUE SEJA LEVADO EM CONSIDERA��O

SE O FILME DEVERIA SER ASSISTIDO POR CRIAN�AS

OU OUTRAS PESSOAS DE SUA FAM�LIA QUE POSSAM

FICAR TRANSTORNADAS COM O FILME.

FRAN�A JANEIRO DE 1945

Procedimento n�mero 54.

Execu��o da pena de morte imposta pela Corte Marcial.

O local da execu��o ser� preparado�

para comportar uma parede preta feita de material absorvente,

na frente da qual o prisioneiro ser� colocado.

Um poste vertical ser� colocado na frente da parede preta,

e ser� usado para apoiar o prisioneiro se for necess�rio.

Cara, eles n�o deixam passar uma v�rgula, n�?

Se, enquanto o prisioneiro estiver sendo preparado,

ou marchando para o local da execu��o,

houver um colapso ou ele for iminente,

o prisioneiro dever� ser amarrado � uma prancha

de colapso com as correias. - Oh! Para com isso!

T�.

A EXECU��O DO SOLDADO SLOVIK

O que eles faziam aqui antes da guerra?

Uma cidade de minera��o de carv�o.

Slovik � de uma cidade mineradora de carv�o, n�o �?

Eu n�o sei. Ah �! Algu�m me disse em Detroit.

Pobre diabo.

Mensagem do quartel general do ex�rcito.

Tenho uma entrega para o Major Fellman.

Voc�s ter�o que seguir a p�.

O mensageiro est� aqui, senhor.

Mande-o entrar.

Sargento Bowen, senhor.

� vontade, sargento.

Estes s�o os procedimentos?

Sim, senhor.

Tive que ligar para o quartel para obter algumas

instru��es avan�adas. Mas tamb�m preciso destes.

Isso ser� tudo, sargento.

Sim, senhor.

- Sargento. - Sim, senhor?

H� muito falat�rio sobre isto entre os homens?

Sim, senhor.

Como eles se sentem a respeito?

Bem, acho que eles pensam que ele fez por merecer, senhor.

Obrigado, sargento.

Voc� serve, soldado. Venha aqui.

Este homem � mais ou menos

do mesmo tamanho e altura do que o prisioneiro.

Poder� ajudar se voc�s pensarem no cora��o como um c�rculo.

� um �rg�o semi-circular e est� localizado na �rea

do ter�o inferior do osso do peito.

Em outras palavras, aqui,

n�o aqui em cima, como algumas pessoas pensam, mas aqui.

Senhor, ajudaria se afixasse um peda�o de papel,

em cima do cora��o do prisioneiro.

Nos daria um alvo para poder mirar.

� um pouco teatral, voc� n�o acha?

Voc�s s�o todos ex�mios atiradores,

ent�o n�o dever�o ter nenhuma dificuldade.

Simplesmente mirem todos nesta �rea espec�fica.

Alguma pergunta?

Ent�o est� encerrada a orienta��o m�dica.

Obrigado, soldado.

Eu creio que o capel�o quer dizer algumas palavras.

Isto n�o � necess�rio dadas as circunst�ncias.

Com licen�a, filho.

Acho que alguns de voc�s devem me conhecer.

Sou o padre Stafford.

Neste momento fui designado para isto, assim como voc�s.

Minha fun��o principal � ficar com o prisioneiro, mas...

eu pensei que at� que ele chegue,

alguns de voc�s podem...

podem querer falar comigo.

Hum?

N�o, n�?

� engra�ado, acho que nunca encontrei antes doze soldados

que n�o tinham nada para falar.

Bem, senhor, eu acho�

se o senhor quer saber a verdade,

todos n�s nos sentimos bastante mal a respeito.

Sim, � totalmente natural.

Senhor... quero dizer que tentei sair fora disto.

Fui falar com o meu comandante e lhe perguntei

se havia uma forma de eu ser dispensado.

Ele disse: "N�o, a n�o ser que voc� queira tomar o lugar dele".

Bem, voc�s j� viram combates.

Ent�o, n�o pode ser a ideia de matar um homem, n�o �?

N�o, senhor.

Mas eu n�o tenho muito est�mago para matar um de n�s.

Ele � um desertor.

H� muitos desertores, ningu�m nunca matou um antes.

Pelo menos n�o nesta guerra.

H� cat�licos aqui?

Algum rapaz � cat�lico?

E voc�, soldado, algum problema?

Bem, eu estive meio tentado a mirar um pouco acima.

O senhor entende, talvez errar. Mas acho que eu n�o farei isso.

Eu farei aquilo que me ordenaram.

Mas eu n�o vou gostar disso.

Esse � o ponto, n�o �?

Ningu�m est� pedindo a voc�s que gostem disso, n�o �?

Mas ter�o que fazer.

Ir�o desempenhar a tarefa usando o melhor de suas habilidades.

Eu sei que voc�s podem fazer isso.

Rapazes, nenhum de n�s tomou essa decis�o.

Mas somos os homens que receberam a ordem de realizar esta tarefa.

Porque uma autoridade maior�

aceitou a responsabilidade moral.

Bem, eu irei rezar uma missa para o prisioneiro.

Vou garantir-lhe absolvi��o.

E ent�o voc�s ir�o execut�-lo.

Quando voc�s estiverem l� fora, quando voc�s atirarem,

lembrem-se que ele j� estar� nas m�os de Deus,

e que voc�s n�o t�m nada com que se envergonhar.

Venham todos aqui.

Vamos l�, chequem as espingardas. R�pido com isso.

Ele n�o deu a m�nima para quantos de n�s levaram tiros.

Ent�o por que dever�amos nos importar com ele?

- Bom dia. - Bom dia, madame.

Eu estive aqui antes, lembra?

A senhora conseguiu o tecido?

Oh, sim. Eu o recebi esta manh� de Paris pelo correio.

Muito bonito.

Bom... bom.

Eu quero que a senhora fa�a... Eu quero...

um capuz� capuz Para o rosto� para o rosto.

Para o rosto?

- Oh! Um capuz. - Sim, um capuz.

Tem que ficar pronto esta noite... esta noite.

Para os olhos...

Para os olhos...

N�o, nenhum buraco para os olhos. Para esta noite.

Quando o capuz estiver colocado...

e o sinal for dado indicando que o prisioneiro est� pronto...

o pelot�o de fuzilamento ser� formado voltado para o prisioneiro...

e n�o menos que a vinte passos dele.

Os integrantes do pelot�o de fuzilamento�

estar�o armados com espingardas regulamentadas,

sendo que cada uma das quais ser� carregada e travada.

Uma das espingardas conter� uma bala de festim�

e a identidade desta espingarda n�o ser� revelada.

Cada uma das espingardas restantes

conter� uma bala com muni��o de servi�o.

O oficial encarregado da execu��o da senten�a...

assumir� o comando do pelot�o de fuzilamento.

Um: pelot�o, Dois: Preparar, Tr�s: Apontar, Quatro: Fogo

Ao meu comando: Fogo!

Cada integrante do pelot�o de fuzilamento

ir� descarregar sua arma diretamente no cora��o do prisioneiro.

Se na opini�o dos oficiais m�dicos,

o prisioneiro n�o tiver um ferimento mortal,

as espingardas ser�o recarregadas e o procedimento

ser� repetido at� que seja constatado um ferimento mortal,

a partir do qual a extin��o da vida � imediatamente iminente.

Por ordem do General Eisenhower.

Muito bem. Teremos um exerc�cio de simula��o.

As espingardas est�o descarregadas, tenente?

Sim, senhor.

Muito bem, aqui vamos n�s.

Pelot�o. Aten��o! Apresentar... Armas!

Pelot�o... Preparar� Apontar! Fogo!

Ordem� Armas! Descansar.

Alguma pergunta?

Muito bem.

Agora voc�s sabem o que se espera de voc�s.

Assegurem-se de que sua mira seja boa.

Fa�am com que um s� tiro realize o trabalho.

E n�o falhem.

Tenente, assuma.

Pelot�o, aten��o!

Direita volver!

Ombro direito, armas!

Esquerda volver! Marchem!

Esquerda volver, marchem!

Meia volta � direita. Marchem!

Voc� teve uma conversa com eles?

Eles ficar�o bem. S�o bons rapazes.

Alguma not�cia de quando ele chegar� aqui?

Bem, espera-se que hoje � noite. Eles j� sa�ram de Paris.

Conhecendo as montanhas, eles poder�o ficar retidos.

Eu tenho um monte de cartas da esposa dele,

espero que ele tenha tempo de l�-las.

�.

O que � esta coisa?

� uma prancha de colapso.

Prancha de colapso?

Bem, o homem � um condenado covarde, padre.

Pode n�o ser capaz de sair e andar at� aqui por vontade pr�pria.

Eles teriam que carreg�-lo?

Se for preciso.

Olhe padre, eu tamb�m n�o gosto. Mas tem que ser feito.

Bem, que tal um caf�?

Eles me disseram que dormiremos todos juntos em beliches esta noite.

Provavelmente n�o dormiremos muito.

Mas poderemos nos conhecer bastante bem.

Como Herodes e Pilatos.

Dois caf�s e alguns sanduiches.

- E voc�, Eddie, quer alguma coisa? - N�o, obrigado.

Voc� tem certeza? Talvez possamos conseguir uma sopa quente l� dentro.

N�o, est� tudo bem, n�o estou com fome

- Mesmo assim, obrigado. - OK!

Maldita neve!

Provavelmente n�o chegaremos l� at� amanh� de manh�.

Sim, se tivermos sorte.

Voc�s se importam se eu for esticar minhas pernas?

Acho que n�o tem problema. Mas algemado.

Sim, claro.

Eddie!

- Fique onde possamos v�-lo, OK? - Sim, eu ficarei.

Cara, para que ele quer ir andar e se congelar?

E a� ele vai pegar um resfriado.

Isso n�o tem muita import�ncia, n�o �?

Vem c�, garoto. Vem c�, companheiro.

Bom menino, isso!

Est� com frio, n�? Bom menino!

OK, companheiro...

Voc�s poderiam me fazer um favor?

O que voc� quer, Eddie?

Deixem-me come�ar a correr.

O que voc� quer dizer?

Eu vou simplesmente fugir, entendem?

- Ter�amos que atirar em voc�. - Eu sei.

Pelo menos isso acabaria de uma vez.

N�s n�o podemos, eles tem um grande show

para voc� amanh�.

Que diferen�a faz se for agora ou amanh�?

Desculpe, Eddie, voc� sabe que n�s n�o podemos.

O que est� acontecendo?

Est� tudo bem, ele est� apenas tomando um pouco de ar.

Vamos, temos que ir embora.

Vamos nessa, Eddie.

Oh, ele era bem fraquinho.

Mas era um garoto amig�vel e de bom cora��o.

N�s o tivemos no reformat�rio estatal de Michigan por tr�s anos...

at� que deram-lhe a condicional em 1942.

Nunca tive um menino que eu gostasse mais.

Ele teve alguns problemas com a lei.

Coisas pequenas, fundamentalmente. Mas ele n�o era ressentido.

Quero dizer, ele n�o odiava ningu�m.

E com rela��o ao ex�rcito n�o havia nenhum problema.

Ele era automaticamente 4-F, como todos os nossos garotos.

- Cuide-se bem, Eddie. - Sim, senhor, eu me cuidarei.

H� muitas oportunidades l� fora hoje em dia.

A metade dos homens foi para a guerra.

- N�o dever� ter nenhum problema. - Eu ficarei bem, senhor.

Apresente-se � Comiss�o de Liberdade Condicional.

Encontre uma boa mulher para voc�.

Fique longe das m�s companhias.

N�o se preocupe, senhor, eu farei isso.

Somente um entre quatro dos nossos meninos conseguem.

N�o � uma estat�stica encorajadora,

mas acho que voc� tem uma boa chance.

Eu acho que sim, senhor.

Tem como ir para casa?

Sim senhor. Minha irm� veio me pegar. Est� ali.

- Bem, adeus, senhor. - Adeus.

Sr. Ernhardt, o senhor se importa se eu lhe escrever,

informando-o como estou indo?

Eu gostaria disso.

OK, eu escreverei.

- Fa�a-me um favor. - Sim senhor.

N�o volte.

Eu n�o voltarei, adeus.

Depois que ele morreu,

disseram-me que acharam meu nome com ele, num caderno.

� estranho, de certo modo.

Eu n�o vou criticar os Estados Unidos por t�-lo matado.

Quando voc� tem uma grande guerra para vencer...

voc� n�o tem tempo para dar muita aten��o a...

um pobre homem fraco.

Mas eu poderia ter falado isso a eles.

Eu poderia ter dito: Voc�s podem pegar Eddie Slovik

e ensin�-lo a marchar cadenciadamente.

E voc�s podem dar-lhe uma arma,

e voc�s podem lev�-lo ao campo de batalha,

e faz�-lo cavar um buraco.

Mas quando escurecer...

e aqueles primeiros proj�teis passarem por cima de sua cabe�a,

ele ir� ou congelar l� mesmo no fundo daquele buraco...

ou ir� pular para fora e correr.

E n�o h� nada que voc�s possam fazer para evitar isso.

A primeira vez que eu o vi, estava usando um terno cinza novo.

Ele estava com sua irm�.

- Bom dia. - Bom dia, Margaret.

Bem, este deve ser o Eddie.

Eddie, esta � Antoinette Wisniewski.

- Prazer em conhec�-lo. - Como vai voc�?

Sua irm� fala de voc� o tempo todo.

Sr. Sorelli?

Voc� n�o vai se sentar, Margaret?

Teve algum problema com o carro?

- Funcionou perfeitamente! - � uma maravilha!

Penso que deveria dizer-lhe qu�o agradecido eu estou...

por ter escrito � Comiss�o e me conseguido este trabalho.

N�o foi nada!

Voc� nem mesmo me conhecia. Voc� realmente se arriscou.

Bem, se algu�m tem que se arrepender, receio que ser� voc�.

Cinquenta centavos por hora n�o � grande coisa.

E voc� ganhar� cada centavo.

Joe Sorelli.

Como vai, senhor? Eddie Slovik.

Antoinette pensa que sou um homem muito agarrado ao dinheiro.

Mas se voc� trabalhar duro, eu posso te dar um aumento.

Faz alguma obje��o de cavar fossas?

N�o senhor. Eu farei qualquer coisa.

Bom!

Encanador � uma fun��o que te suja todo, mas se ganha bem.

Ent�o, quando pode come�ar?

Quando o senhor quiser.

Bem, agora � um bom momento como qualquer outro.

Vamos l� pra cima, eu vou te dar uns macac�es.

Voc� � a contadora, podemos dar a este

jovem rapaz um adiantamento do seu sal�rio?

Vou fazer alguns c�lculos.

Ela pensa que dirige este lugar.

O problema � que na verdade ela dirige.

Vamos l�!

Oh, desculpe. Obrigado.

Tchau mana.

Ele me disse que se apaixonou na primeira vez que me viu.

Voc� sabe, � engra�ado mas acho que j� sabia.

Eddie se tornou t�o �til que recebia aumento a cada duas ou tr�s semanas.

Ele foi de 0,50 para 1,50 a hora, ganhando 50% a mais por hora extra.

Mas ele n�o era muito do tipo de trabalhar at� tarde.

Ele me disse que isso interferia com a paquera.

Com licen�a.

Eu vou incluir na sua conta.

OK, obrigado.

Aqui est�.

Obrigada.

Como � que voc� se meteu em confus�es?

Bem, eu era ajudante numa drogaria em Detroit�

e� ent�o�

Eu peguei alguns chicletes, balas e outras coisas.

e, bem� eu costumava pegar alguns trocados de vez em quando.

Eu fui preso por apropria��o ind�bita.

Um brinde!

Muito?

De 6 meses a 10 anos.

- N�o, eu quis dizer em dinheiro. - Bem, hum�

A quantia na queixa era de 59,60 d�lares.

- Que idade voc� tinha? - Dezessete.

Balas, chicletes e cigarros. Eu era um grande fora da lei.

- E ficou preso por um ano? - N�o, nove meses.

Mas eu era realmente esperto...

Assim que eu sa� comecei a andar com os caras, e...

bem, uma noite n�s ficamos todos b�bados...

e roubamos um carro. S� para dar umas voltas.

Bem, n�s derrapamos no gelo e batemos num pr�dio.

Eu n�o estava guiando nem nada, mas eu me entreguei.

E desta vez eu peguei tr�s anos.

Mas acabou, eu juro, acabou.

Agora s� bebo no m�ximo duas dessas.

Por qu�?

Bem, onde eu morava voc� fazia aquilo que seus amigos faziam.

Todos estavam abandonando a escola, ent�o eu abandonei a escola.

Os pais de todos estavam desempregados.

Voc� sabe, a Depress�o e tudo isso. E nunca havia dinheiro suficiente.

E agora?

Sabe o que o Sr. Ernhardt do reformat�rio me disse?

N�o.

Ele disse que eu encontrasse um trabalho e uma boa mulher.

Por enquanto j� encontrei trabalho...

Eu estou realmente passando um �timo momento com voc�.

Eu tamb�m.

Quando tinha 3 anos de idade

tive que ser operado porque nasci com as pernas tortas.

- Oh. - �.

A maneira que eles fazem � quebrar suas pernas em

quatro lugares diferentes, e a� eles as desentortam.

Deve ter sido horr�vel.

Eu tinha apenas 3 anos e n�o me lembro.

Mas eu ainda sinto dor, mesmo agora, voc� sabe.

- Aqui. - Oh, obrigada.

Quando estava na cadeia costumava trabalhar na loja de m�veis...

e costumava pegar �lcool e esfregar nas minhas pernas para passar a dor,

e todos pensavam que o usava para ficar b�bado.

Como voc� machucou sua perna?

Oh, eu nasci com uma perna mais curta que a outra.

Eu n�o ligo.

E quando eu tinha doze anos, eu tive paralisia infantil.

- Bem� - � aqui?

Sim.

Seus pais j� pagaram o financiamento?

N�o vai acreditar, nunca estive numa casa

que pertencesse �s pessoas que moravam nela.

Voc� quer entrar?

N�o, talvez na pr�xima vez.

Foi realmente �timo, obrigada.

- Boa noite. - Boa noite.

Ei!

Oh, obrigada!

Voc� quer ir ao cinema de novo amanh� � noite? O filme vai mudar.

- Oh! J� tenho um compromisso. - Vou me casar com voc�.

- O qu�? - Eu vou me casar com voc�!

- Ela concordou com isso? - N�o senhor, ainda n�o. Mas ela vai.

Eddie, olhe para os fatos. Ela � mais velha que voc�.

Ela tem uma forma��o melhor, ela ganha mais dinheiro.

Eu sei, estou apenas come�ando.

Voc�s n�o t�m nada em comum.

� esta a base para um bom casamento?

Eu n�o sei, senhor.

Mas... eu realmente a amo.

Eddie, sou o seu agente da condicional.

� o meu trabalho mant�-lo longe de problemas.

Eu tenho certeza que ela � uma excelente mulher.

Talvez boa demais.

Voc�s dois vivem vidas diferentes.

� isso o que eu quero dizer, Sr.

Eu quero viver a vida dela a partir de agora,

ela � realmente boa para mim.

Por que n�o deixa passar um pouco de tempo?

Pense a respeito.

Sinto muito, senhor. Eu j� me decidi.

Est� bem.

S�rio?

- Mas eu tenho que conhec�-la. - OK.

E ela tem que concordar que investiguemos seus antecedentes.

Certo.

E depois, voc�s dois v�o receber not�cias nossas pelo correio.

Est� �timo.

Muito obrigado, senhor.

Eddie, ei!

Voc� n�o est� colocando a carro�a na frente dos bois?

Senhor?

N�s podemos dizer sim, mas e a mo�a?

Oh, n�o se preocupe! Ela vai concordar!

Ela ainda n�o sabe.

Edward Donald Slovik?

Sim, senhora.

Voc� cumpriu duas senten�as no Reformat�rio Estadual de Michigan.

Sim, senhora.

Ent�o porque voc� est� aqui?

Voc� sabe que voc� foi classificado 4-F.

N�s s� quer�amos ter certeza.

� um procedimento padr�o quando um homem tem um registro criminal.

Isso pode mudar?

Eu diria que � muito pouco prov�vel.

- Obrigada. - Sim, obrigado pelo seu tempo.

Eu n�o te disse?

Ent�o, o que voc� diz?

- Bem. Eu acho que � oficial. - Claro que �. Eles n�o me querem.

Tenho todo o tempo do mundo. Posso pegar,

um trabalho melhor, economizar algum dinheiro.

N�o significa nada se eu fizer isso s� para mim.

Eu quero que isso seja para n�s.

Olha Eddie, n�o precisamos ter pressa.

-Oh, sinto muito. - H� tantas considera��es pr�ticas.

Eu preciso de voc�. Eu realmente preciso.

Voc� pode me transformar em algo especial.

� melhor que voc� se case comigo. Todos os outros est�o partindo,

para o exterior. Eu serei o �nico cara por aqui.

OK, pessoal. Posso tirar mais uma foto?

Sorriam um pouco mais.

N�s nos casamos num s�bado.

A igreja foi "Our Saviour of Golgotha", em Detroit.

E depois todos vieram para a casa dos meus pais.

Eu devia estar maluca, mas paguei 700 d�lares

pelo vestido de noiva e pelo v�u.

Est� �timo, sorriam todos, vamos l�.

Obrigado.

Foi um casamento polon�s e durou dias a fio.

Decidimos contratar ajudantes para que todos n�s pud�ssemos estar livres

para dan�ar e se divertir com os convidados.

Eu queria que este fosse o melhor momento

que o Eddie tivesse tido na sua vida.

Ele poderia esquecer da pris�o e de cavar fossas,

e come�ar a se ver como um homem casado

com amigos e responsabilidades.

Um brinde, pessoal.

Um brinde para a noiva e o noivo.

Que eles vivam muitos anos juntos.

Ele prometeu trazer-me rosas

e pediu-me para fazer com que ele fosse um sucesso.

Eu lhe disse que eu faria.

Nos jornais estava escrito que o ex�rcito americano

estava come�ando a invas�o da �frica do Norte.

Mas aquele era o mundo de outra pessoa.

Fomos bastante ao cinema naquele ano. Tinhamos um apartamento

no subsolo e assistir filmes era uma forma de sair de casa.

E esta era a forma que fic�vamos sabendo sobre a guerra.

Nos notici�rios antes do filme. N�o era muito importante para n�s,

pois n�s tinhamos outras coisas com que nos preocupar.

Eddie, o que est� fazendo?

Nada, volte a dormir.

Eu n�o consigo dormir. Eu n�o dormi a noite inteira.

Eu s� vou sair para tomar um ar. N�o se preocupe.

S�o 2:30 da manh�.

Talvez eu v� tomar uma cerveja.

Eu tinha 5 d�lares no meu bolso. Voc� os viu?

N�o falou uma palavra o dia todo.

Por que voc� n�o me diz o que est� te preocupando?

- Nada est� me preocupando. - N�o � verdade.

Eu disse que nada est� me preocupando!

Voc� est� gr�vida, OK? Vai ter o beb� daqui a 6 meses,

e eu trago pra casa 40 d�lares por semana, 40 d�lares!

Os outros t�m casas, t�m dinheiro no banco. Eu n�o possuo nada.

Tudo o que eu quero s�o 5 d�lares para uma cerveja.

Onde est� o meu dinheiro? Voc� pegou?

- O que quer dizer se eu o peguei? - Aposto que voc� o pegou, n�o �?

Veremos, olha isso!

- Eddie! - Pare de falar Eddie! OK?

Olha s� para todo este dinheiro! Voc� tem 30 d�lares, 30 pratas aqui!

Voc� realmente toma conta do dinheiro!

Voc� me pediu para tomar conta! O que voc� espera que eu fa�a?

Eu n�o sei o que voc� tem que fazer, mas com certeza eu sei o que voc� faz.

O que, o que isso quer dizer? O que eu fa�o?

Voc� sempre pega o dinheiro, o tempo todo!

Eu nunca vejo um centavo!

Eu trabalho duro para contribuir com minha parte mas eu nunca vejo nada!

Voc� n�o d� a m�nima para mim! Voc� n�o d� a m�nima para nada!

Voc� s� se importa em ter o controle disso!

Eu n�o dou a m�nima para voc�? Eu s� me importo com dinheiro?

� isso mesmo?

Dinheiro, � s� isso que me importa. Aqui est� o quanto eu amo dinheiro!

Assim! Assim!

V� se danar!

Eddie, Eddie, Eddie! Eddie!

Desculpe!

Eu sinto muito!

- Voc� est� bem? - Sim, eu estou bem.

�s vezes me sinto t�o desencorajado.

Tudo o que quero � uma casa e um carro. Isso � pedir muito?

Leva tempo, Eddie. Leva tempo.

N�s teremos as coisas que queremos.

Levou uma eternidade para meus pais.

�s vezes eu desejaria estar de volta � pris�o.

Eddie.

Dessa forma, poderia encontrar um cara

que pudesse te dar as coisas que voc� precisa.

Voc� me d� tudo o que eu preciso.

S�rio?

- Tem certeza que voc� est� bem? - Sim, estou bem.

Vamos voltar para a cama, OK?

Oh!

Qual � o problema?

Temos que encontrar os n�meros de s�rie destas notas.

Para qu�?

Para poder envi�-las de volta e pegar notas novas.

Voc� quer dizer que elas ainda est�o boas?

Hum... hum.

- Como voc� sabe? - Eu sou contadora.

Voc� sabia disso o tempo todo, n�o �?

Voc� quer colar estas notas e ir tomar uma cerveja?

Ele costumava dizer que se tiv�ssemos dinheiro tudo seria perfeito.

Havia o aluguel, as presta��es do carro, o pagamento da su�te.

Mas ele sempre dava um jeito de me comprar coisas, pequenos presentes.

�s vezes joias ou cosm�ticos.

Eu perdi o beb�. Um aborto espont�neo.

Mas sab�amos que havia tempo de sobra para tentarmos novamente.

Eddie! O qu�?

Ele j� foi para casa.

O que voc� est� fazendo aqui?

- O que acha de 1,40 d�lar por hora? - O qu�?

1,40 d�lar por hora! Como soa pra voc�?

Bem, � Do que voc� est� falando?

Assinado, selado e entregue!

Eu fui � f�brica De Soto esta manh�.

Ent�o � por isso que voc� est� t�o bem vestido!

Pensou que eu tinha sa�do para ver alguma garota, n�o �?

Eu n�o sei�

A �ltima vez que eu te vi de terno e gravata foi no dia que nos casamos.

O que aconteceu?

Puxa! Foi incr�vel! Voc� deveria ter-me visto!

Eu me dirigi ao gerente de recursos humanos e disse:

"Senhor, gostaria de ter um ex-presidi�rio,

trabalhando aqui na sua folha de pagamento?".

- Voc� n�o disse isso! - Eu disse sim!

Eu disse: "Senhor, a minha esposa faz a melhor costela de porco,

e o melhor chucrute de toda a cidade de Deaborn, Michigan".

"E se o senhor quiser ser convidado � nossa casa,

pelo menos duas ou tr�s vezes por semana...

� melhor o senhor me oferecer um trabalho bem pago".

Oh, Eddie, voc� � maluco!

Minha cabe�a estava girando. Havia uma vaga para

funcion�rio do setor de expedi��o pagando 1,40 por hora.

E efetivamente ele deu o emprego para mim.

Ele deu o emprego para voc�?

Ele me deu o emprego pagando 1,40 por hora!

- Ele deu o emprego para voc�? - Ele deu o emprego para mim!

Eddie!

Acorde, h� muito trabalho a ser feito. Dia da mudan�a!

Feliz anivers�rio de casamento.

Para voc� tamb�m.

Nosso primeiro anivers�rio de casamento foi muito especial.

Tinhamos acabado de alugar uma casa nova, na parte de cima de um sobrado.

E aquela era a manh� que est�vamos nos mudando.

Querida, o caminh�o est� chegando!

Diga-lhes para tomarem cuidado! � tudo novo!

Tudo bem, OK! Estamos na parte de cima.

Tenham cuidado ao levar tudo para cima, certo?

Isso tudo ainda n�o � nosso.

N�o quebrou nada, n�o �?

N�o se preocupe, querida. Pedi para que eles n�o arranhassem nada.

Voc� cuida de tudo a� em cima. Eu ficarei de olho aqui embaixo.

- Bem vindo ao bairro! - Obrigado! Voc� mora por aqui?

Sim, logo ali atravessando a rua.

George Rollins.

Oi, Eddie Slovik. Aquela � a minha esposa, seu nome � Antoinette.

Sim, tenho voc�s dois na minha lista.

Que lista?

N�o � t�o ruim quanto parece. Sou o encarregado da defesa civil neste setor.

Ah, sim.

Terei que incomod�-los a respeito das cortinas blackout,

assim que estiverem instalados.

N�s as colocaremos.

Presumo que voc�s ouviram a r�dio hoje?

N�o, n�s est�vamos ocupados.

Come�aram a bombardear com tudo a Alemanha.

- �? - J� estava na hora, n�o acha?

Sim, claro.

McArthur est� a caminho das Filipinas.

Agora n�o vai demorar muito. Dou uns seis meses.

�, eu acho. Obrigado, at� logo.

Eu seguro a porta.

Nada demais para um jantar comemorando

nosso primeiro ano de casamento. - Est� tudo bem.

Vou te levar para jantar amanh� � noite.

Iremos ao Nick's, OK?

Oh! N�o consigo me mexer!

Eu tamb�m n�o. Minha pernas est�o dormentes.

Pelo menos terminamos quase tudo.

- Os m�veis da sala n�o s�o lindos? - S�o maravilhosos.

Simplesmente adorei esses m�veis. Todos clarinhos e novos.

� o que quer�amos, n�o �, mam�e?

Os ovos est�o realmente �timos.

Sua l�ngua n�o est� funcionando. Eu acho que queimei os ovos.

- Ol�! - Aqui, Margret.

Oi, mana.

A porta estava aberta, eu trouxe a correspond�ncia.

- Voc� gostou da casa? - Adorei!

E j� desembalaram tudo!

- Deixa eu te mostrar a casa. - N�o, fica sentada!

Voc�s dois parecem que v�o cair de tanto cansa�o.

- Quer um caf�? - Aceito.

Voc� tem que comunicar ao correio o novo endere�o de voc�s.

OK!

Eu n�o acredito no que voc�s fizeram com este lugar!

- Voc� s� p�e a��car, n�o �? - S� creme, obrigado.

E h� uma varanda ensolarada na frente,

onde o Eddie pode alimentar seus pombos.

E durante o dia voc� deveria ver a luz que inunda este lugar.

Eddie, qual � o problema?

Maldi��o!

Mas isto � imposs�vel!

- Eles nos disseram... - O que �?

� da junta de recrutamento.

Eles mudaram sua classifica��o para 1 A. Ele tem

que se apresentar para fazer o exame m�dico.

Mas ele � 4 F!

Eddie?

Voc� n�o podia imaginar?

Voc� n�o podia imaginar que eles,

iriam escolher justamente este momento?

H� um ano e meio quando eu sa� da pris�o, eu...

n�o tinha nada e eles n�o teriam me tocado.

Agora que estou casado, tenho tudo isto e eles

me querem no ex�rcito. Voc� n�o poderia imaginar?

Tem que ser um erro...

Vou ligar para a junta de recrutamento amanh�. Eu irei at� l�.

"Mam�e, eu me sinto perdido sem voc�. Eu acho que terei muitos problemas.

A vida no ex�rcito n�o � para mim.

Eu acabo de chegar a Camp Walters.

O nome da cidade mais pr�xima � Mineral Weels, Texas.

Poder� localiz�-la no mapa. E ver� qu�o longe estou de voc�.

Todos t�m que ter 17 semanas de infantaria.

� o que chamamos de treinamento b�sico.

O pessoal est� ca�oando de mim porque eu te escrevo tanto.

Esta � a terceira carta que eu te escrevo hoje.

� a �nica forma de me sentir perto de voc�.

N�o tenho ningu�m que esquente meus p�s quando vou para cama.

Voc� se lembra, querida, qu�o juntinhos costum�vamos dormir?

Se alguma coisa acontecer com voc�, eu vou sair daqui sem permiss�o.

E � isto o que sinto que estou fazendo agora.

Esta vida no ex�rcito n�o te d� tempo de fazer nada para voc� mesmo.

Voc� tem que estar ocupado o tempo todo.

Voc� sabe o que eu sinto vontade de fazer, n�o �?

Eu n�o tenho que te dizer. Mas tentarei fazer o melhor poss�vel.

Hoje sa�mos para o toque de alvorada. A banda estava l� fora tamb�m.

Tivemos que saudar as bandeiras. Foi �timo.

Queria que voc� estivesse aqui para ver isso.

Quando penso em todos os momentos que tivemos juntos, mam�e,

isso me deixa furioso.

N�o posso entender por que eles fizeram conosco.

Sinto falta dos teus bolos e tortas caseiras.

E sinto falta da fruta que voc� sempre punha no meu prato.

Sinto falta do bom caf� que voc� faz.

E principalmente, sinto falta de dormir com voc�".

Voc�s cavalheiros, est�o no n�vel mais baixo.

Voc�s ser�o substitutos.

Voc�s ser�o treinados com um grupo.

Enviados com outro.

Designados para um dep�sito de substitui��o.

Voc�s ir�o ao campo de batalha e receber�o ordens para cavar trincheiras.

Voc�s nem mesmo v�o saber os nomes dos homens que estar�o ao seu lado.

A maioria de voc�s acha que n�o deveria estar aqui.

Voc�s imaginem que s�o o fundo do tacho.

Bem, a situa��o est� fervendo.

O ex�rcito precisa de corpos quentes agora.

Mesmo o fundo do tacho parece bom.

E eu vou dizer-lhes algo.

Voc�s ser�o uns soldados danados de bom.

E sabem por qu�?

Porque eu vou arrebent�-los.

Da alvorada ao toque de recolher, da luz do dia at� o escurecer. Dia ap�s dia.

Estamos entendidos?

Bom velho sargento, nos faz sentar na

chuva e nos diz que somos um monte de lixo.

Ou�am, eles chegaram ao ponto de recrutar an�es

de tr�s anos de idade agora.

Eles n�o est�o mais examinando os olhos, apenas contando-os.

Como � sentir-se sendo o fundo do tacho?

Querem saber? Eu poderia ter escapado!

Ah, t�! Voc� poderia ter beijado o m�dico.

N�o, n�o estou brincando. Ainda tinha 6 meses de liberdade condicional faltando.

E da�?

Da� que uma viola��o da condicional seria tudo o precisaria acontecer.

Eu poderia ter sido pego por guiar sem carta de

motorista, estar b�bado, perturbar a paz, qualquer coisa.

Eles teriam me mandado de volta ao reformat�rio por 6 meses.

Puxa, voc� poderia ter se safado.

�, eu sei.

"Cada vez que atiro com minha espingarda,

ela pula e bate na minha bochecha.

Minha pontua��o � bem ruim. Eu n�o acho que vou conseguir.

Voc� n�o se importa que minha pontua��o seja ruim, n�o �?

Voc� ainda me amar�, n�o �?".

- Um outro fiasco, Slovik. - Bem, estou realmente tentando.

- Mantenha a arma para baixo, filho! - Sim, senhor.

- Sargento! - Sim, sargento.

Acho que � este maldito desvio do proj�til.

Parece que eu n�o consigo pegar o jeito da coisa.

Bem, voc� ter� que voltar e treinar tiro ao alvo de novo no domingo.

De uma forma ou outra, voc� ser� um atirador.

Sim, sargento.

"Eu finalmente consegui, meu bem.

Voc� sabe como?

Eu trapaciei.

Fui ver o comandante esta manh� para pedir uma dispensa.

Ele � um cara bem legal.

Mas disse que n�o podia fazer nada at� que ele tivesse

tr�s declara��es juramentadas e um relat�rio da cruz vermelha.

Agora � com voc�, mam�e.

V� v�-los. Talvez voc� consiga tirar-me daqui".

Eu sinto muito, Sra. Slovik. N�o h� nada que eu possa fazer.

Mas ele tem direito a uma dispensa de depend�ncia.

Seu comandante disse-lhe que se conseguisse os pap�is adequados...

Receio que n�o seja t�o simples.

A senhora precisa de mais? Eu posso conseguir mais.

Mais quantas cartas de m�dicos a senhora precisa?

Eu tenho estado doente. N�o tenho estado em condi��es de trabalhar.

Tenho tido problemas com a minha vista e...

Est� tudo a�.

Devo pedir que eles liguem para a senhora?

- Senhora Slovik� - Desculpe, eu tenho um...

Eu tenho um hist�rico de ataques epil�pticos.

Se eu pudesse voltar a trabalhar, eu voltaria.

Mas como posso viver com os 55 d�lares mensais do Eddie?

Estou segura que � dif�cil para a senhora.

Mas estamos em guerra e todos n�s temos que fazer sacrif�cios.

Sugiro que a Sra. fa�a cortes no pagamento do aluguel.

Ter� mais dinheiro para comida.

- Mas ent�o teria que me mudar. - Talvez n�o seja uma m� ideia.

Poderia vender alguns de seus m�veis e pegar um quarto de solteira...

ou mudar-se para a casa de sua fam�lia, ou de outros parentes.

Mas que casa meu marido teria para morar quando voltasse?

N�o pode imaginar o que este apartamento significa para ele.

Ele esteve na pris�o por cinco anos. Nunca tinha tido um lar antes.

Sinto muito, senhora Slovik, mas n�o h� nada que eu possa fazer.

Senhora Slovik.

A senhora est� se sentindo bem?

Voc� tem certeza que est� bem?

Eu fico t�o furioso �s vezes porque eu sei que voc� n�o me conta tudo.

Hum... hum.. OK!

E como foi na junta do recrutamento?

Eu tentei l�, e na previd�ncia social,

e at� voltei � cruz vermelha.

Eu n�o acho que vai funcionar, Eddie.

Deve haver algu�m que se possa ir falar.

Se eu n�o sair daqui logo, eles v�o me mandar para o exterior.

Eu serei morto e voc� vai se casar com outro.

- Eddie, n�o diga isso. - Eu queria estar de volta � pris�o.

Eu disse: eu queria estar de volta � pris�o.

Voc� estar� logo em casa de licen�a.

Eu farei com que voc� se sinta melhor.

Eu prometo.

Eu realmente sinto tua falta. Voc� sabe disso.

Eu te amo tanto.

"Todos os outros caras foram pra casa de licen�a.

Eu n�o sei por que eles est�o me segurando aqui.

Talvez estejam processando minha dispensa. Realmente espero isso.

Tudo o que eu sei, mam�e, � que desde que eu nasci tive m� sorte.

Da� morei quinze meses com minha querida esposa,

e era muito feliz com ela.

Agora eles quebraram minha felicidade

e tentam nos matar e tirar tudo o que temos.

Por que n�o nos deixam em paz? N�o fizemos nada a ningu�m.

Fizemos?"

Eddie veio pra casa em julho. Passamos 12 dias juntos.

- Eddie. - Venha.

� isso a�, garoto. � isso a�, garoto.

Venha c�.

Venha c�.

Esta � toda uma gera��o nova de p�ssaros.

Como sabe disso?

Eu simplesmente sei.

Eu n�o vi nenhum dos antigos a manh� inteira.

Venha c�.

Depois que eu for embora, continue alimentando-os, OK?

Eu n�o trabalhava desde fevereiro, ent�o eu penhorei alguns an�is

para poder comprar ingressos de cinema e pagar alguns jantares.

E Eddie trabalhou um pouco na loja de suprimentos para encanamentos...

para ganhar algum dinheiro.

E o resto do tempo ficamos juntos.

Nem mesmo conversamos muito.

Voc� quer dan�ar?

- Aqui? - Hum hum.

- N�o! - Vamos l�.

Na manh� seguinte ele partiu para o Forte Mead, em Maryland.

Eu nunca mais o vi.

Eles me disseram que ele morreu sob circunst�ncias desonrosas.

Mas eu n�o soube at� 8 anos depois que eles haviam-no matado.

Eu encontrei Eddie Slovik no Acampamento Kilmer.

�ramos poloneses, por isso era natural que fossemos parceiros.

Que diabos est� acontecendo?

Slovik, v�o nos explodir e voc� est� escrevendo uma carta.

N�o v�o nos atingir, estamos andando em zigue-zague. Voc�s n�o sentem?

N�s podemos sentir, Slovik, e tamb�m o babaca que est� atirando em n�s.

Bem, n�o h� muito que possamos fazer a respeito.

Eu achava que ele era um cara legal.

Ele nunca falou sobre desertar.

Com certeza nunca pareceu ser algu�m que ia amarelar.

Eddie era como todos n�s.

Reclamava por ter sido recrutado, como um monte de caras.

A �nica coisa que me preocupou foi algo que ele disse um dia.

Voc� quer saber, Jim?

N�o sei porque a limpo, nunca vou atirar com esta espingarda.

Voc� n�o sabe o que voc� vai fazer.

Tome cuidado, voc� pode se meter numa enrascada dessa forma.

Me empresta esse paninho?

Tinhamos vindo da Esc�cia e Inglaterra, para Omaha Beach.

E agora est�vamos a caminho de juntar-nos

� companhia G numa pequena cidade francesa chamada Elbeuf.

E finalmente hav�amos chegado nela.

- Algum dos nossos? - N�o, alem�es.

O 7� ex�rcito americano bombardeou esta �rea intensamente.

- Ei, por que os cavalos? - Talvez tenham ficado sem gasolina.

Algu�m ouviu algo sobre a companhia G?

- N�o pergunte! - Por que n�o?

Parte da 28�. divis�o.

A divis�o de suporte de treinamento.

Perderam muitos homens?

Algu�m me disse que eles tiveram tr�s

generais diferentes no comando em 12 horas.

- At� que somos sortudos, n�o �? - Mais sortudos do que aqueles caras!

Sim, at� agora!

Para baixo do caminh�o! Protejam-se! V�o para baixo do caminh�o!

O que diabos fazemos agora, sargento?

Fiquem juntos, agora! Fiquem juntos!

Temos que encontrar nossa unidade!

Vamos l�, Eddie, vamos l�! Vamos l�!

V�o nos matar, Jimmy!

Abaixem-se, protejam-se!

Vamos l�! Vamos sair daqui!

Vamos subir a colina! Aqui em cima! Venha!

Eu estou bem!

H� umas cavernas. Venha! Venha. Levante-se.

Eddie e eu n�o encontramos a companhia G.

Por volta da meia noite n�s acabamos ficando dentro de umas cavernas.

Foi a pior noite da minha vida.

Ouvindo esses proj�teis passando e deitado ali,

esperando que um desses nos acertasse.

Acho que aquilo realmente afetou Eddie.

Talvez ele tenha se decidido naquela noite, eu n�o sei.

Mas depois daquela primeira vez, eu acho que ele realmente

decidiu que uma vez sob fogo cerrado era o suficiente.

De alguma forma, enquanto ainda estava escuro,

a maioria dos outros caras deslocou-se e achou a companhia G.

Eu e Slovik fomos os �nicos deixados para tr�s.

Eu acho que segundo as regras, n�s �ramos desertores.

Ei! Est� tudo bem! N�s somos americanos.

Slovik!

Eddie, Eddie, Eddie.

Ei, vamos! H� canadenses l� fora! Venha!

Oi, pessoal! Que bom ver voc�s! Que bom ver voc�s!

N�s estamos com a 109� infantaria, 20� divis�o,

estamos procurando pela companhia G.

- Venha tomar um caf�. - OK!

Slovik, voc� quer uma x�cara de caf�?

Sim.

Eu sou Eddie Slovik, 109a, como v�o voc�s?

Ei! Feedek!

Os canadenses meio que nos adotaram. Ficamos com eles durante 45 dias.

O trabalho deles era seguir tropas de combate�

e dar informa��es explicando os dispositivos da lei marcial.

N�s os ajud�vamos cozinhando e encontrando comida para eles.

Eu acho que fomos os mascotes deles por um tempo.

Vamos l�, voc� consegue. Sei que consegue, � como uma tercina.

� tipo da-da-da, da-da-da, da-da-da-da. Da-da-da, da-da-da, da-da-da-da.

Voc� apenas d� uma quebrada.

Willie, Joe, venham, vamos.

- Coloquem estes posters. - Est� bem.

Estivemos em muitos lugares, Calais, Boulogne e ent�o fomos � B�lgica.

Mas no que nos dizia respeito, est�vamos,

"ausentes sem permiss�o oficial".

N�s continuamos enviando cartas e radiogramas � 19�.

OK.

Vamos pedir ao Sargento Major para colocar a sua

assinatura na carta e vamos mand�-la em seguida.

Escreveu meu nome direito?

Quantas vezes tenho que te dizer que escrevo o teu nome direito?

Muitas pessoas escrevem-no "AK" ao inv�s de "IK".

- Eu pus "IK". - Deixe-me ver.

�s vezes eu acho que eles n�o est�o recebendo estas cartas.

N�s vamos conseguir contat�-los.

Muitos caras est�o separados de suas unidades.

Al�m disso, n�s estamos ajudando, n�o �?

N�s dever�amos estar matando alem�es, meu velho camarada.

Ningu�m nos designou para ficarmos cozinhando permanentemente.

Ei, Jimmy! Voc� tem papel de carta sobrando?

Sim.

- Tome. - Obrigado.

Com todas as cartas que escreve para sua esposa,

precisa de todo o papel que possa conseguir.

O que est� fazendo? O que aconteceu com a sua muni��o?

Eu me livrei dela.

Voc� o qu�?

Eu simplesmente me livrei dela.

Voc� simplesmente se livrou dela?

Suponha que sejamos encurralados,

vai atirar bolinhas de papel neles?

Eu n�o vou atirar de jeito nenhum.

Muitos ovos.

J� posso sentir o gosto dessas panquecas de batatas!

� isso a�, ovos! Muitos ovos.

Tudo estava bem, exceto pela comida. Era carne enlatada o tempo todo.

Ent�o Eddie e eu, como bons poloneses, decidimos que ir�amos

fazer para os canadenses algumas panquecas de batatas.

O problema era que ningu�m na Fran�a

tinha ouvido falar sobre um ralador de batatas.

Ele pensa que n�s queremos fazer a barba.

De todo jeito, provavelmente eles n�o t�m um ralador.

De volta � carne enlatada, droga!

Espera um minuto! Eles podem n�o ter um ralador,

mas com certeza t�m uma lata de caf�.

Senhor, at� logo, obrigado.

Pega um martelo e um prego e me encontre na cozinha.

Martelo e prego e me encontre na cozinha.

Martelo e prego.

Me d� aquela batata.

Pronto!

O ralador de batata.

Quando a guerra acabar, teremos o bastante para o jantar.

Pare�a estar ocupado. Eu estou ocupado.

Pode um homem tomar um ch� neste hor�rio?

- Bem, n�o, senhor. - Mas n�s temos caf�.

Est� bom.

O que � aquilo?

Algo novo para o rango, o senhor vai adorar.

Vamos sentir falta de voc�s, ianques.

Por que, n�s estamos indo a algum lugar?

N�s finalmente recebemos uma mensagem da unidade de voc�s.

Eles querem que voc�s se apresentem ao quartel do regimento.

- Quando, senhor? - O mais breve poss�vel.

O relat�rio diz "por volta do dia 7 de outubro".

J� estamos providenciando seu transporte para Rocherath.

N�s gostamos de t�-los conosco, mas estou certo

que voc�s querem voltar para seu pessoal, n�o �?

J� estava na hora, n�o �?

� melhor come�ar logo, se quisermos que estas batatas

estejam prontas para o jantar.

Eddie estava voltando para a guerra, a coisa que ele mais temia.

Mas ele estava ainda preocupado em fazer

aquelas panquecas de batatas para seus amigos.

Como voc� pode matar um cara como aquele?

N�s nos apresentamos ao quartel do regimento.

Tinhamos sido considerados como desaparecidos�

ou ausentes sem autoriza��o nos registros da unidade.

Mas nenhuma acusa��o tinha sido apresentada.

Eles nos mandaram diretamente � companhia G.

Soldados Feedek e Slovik apresentando-se para o dever.

Voc�s rapazes ficaram perdidos por um tempo, n�o �?

Sim, senhor.

N�o me chame de senhor. Me chame de sargento. Ainda n�o aprendeu isso?

Sim, sargento.

Venham por aqui.

Deixem que eu lhes diga uma coisa antes que voc�s vejam o capit�o.

Um monte de rapazes pensa que a guerra acabou.

N�o acabou. Para esta unidade est� apenas come�ando.

Voc�s rapazes s�o inexperientes.

Se ouvirem seus colegas poder�o ficar vivos por um tempo.

Mas enquanto voc�s estiverem respirando,

n�s esperamos que voc�s sirvam como soldados, ficou claro?

Sim, sargento.

Sim?

Aqueles dois substitutos est�o aqui, senhor.

Fa�a-os entrar.

Soldados Feedek e Slovik apresentado-se para o dever, senhor.

� vontade.

- Voc�s j� comeram? - Sim, senhor.

Eu... n�o darei um discurso animador.

Simplesmente direi que esta � uma boa companhia.

Tudo que esperamos � que voc�s v�o ao campo de batalha,

e expulsem os malditos inimigos, assim todos podemos ir para casa.

Estou designando voc�s dois para o 4� pelot�o. O sargento,

ir� conduzi-los ao seu pelot�o mais tarde. Dispensados.

- Desculpe, senhor. - Sim.

Eu tenho algo para dizer-lhe.

Eu sou muito nervoso

e tenho muito medo de servir numa companhia de atiradores, Sr.

O qu�?

Eu realmente apreciaria se eu pudesse ser mantido na retaguarda.

- Qual � o seu nome, soldado? - Slovik, senhor. Eddie Slovik.

Soldado Slovik, voc� vai se apresentar ao 4� pelot�o

e eu vou esquecer que n�s tivemos esta conversa.

N�o faria um bom trabalho l�, senhor. Eu sou nervoso demais.

Depois que n�s fomos encurralados em Elbeuf,

acho que nunca mais serei capaz de atirar, senhor.

Soldado, isto n�o � f�cil para ningu�m,

principalmente para quem est� na linha de frente,

mas eu n�o posso abrir exce��es,

ou dar tratamento especial. Voc� sabe disso.

Bem, ent�o eu vou fugir, senhor.

Soldado, estou lhe dando ordem de pris�o.

Apresente-se a seu pelot�o!

Eddie, Eddie. Venha! Vamos!

Senhor, n�s estivemos com os canadenses por um tempo,

no 13� Corpo da Pol�cia Militar.

E da maneira que eu vejo, eu tinha que estar aqui.

Ent�o posso ser julgado por ser "ausente sem permiss�o"?

Eu n�o sei, eu teria que checar.

Bem�se eu for embora agora, isso seria deser��o?

Sem d�vida alguma!

Bem, eu acho que � isso que eu vou ter que fazer, senhor.

Soldado, apresente-se ao seu pelot�o! Isto � uma ordem!

Sinto muito senhor, eu n�o posso!

Soldado, � melhor que voc� impe�a seu amigo.

Ele est� se metendo numa enrascada muito s�ria.

Sim, capit�o.

Eddie, Eddie, volte! Voc� n�o quer fazer isso.

Eu sei o que estou fazendo, Jimmy.

Eddie.

Eddie, volte.

Aquela foi a �ltima vez que eu o vi.

Um m�s depois eu fui atingido por estilha�os na Floresta Hurtgen,

e eles me mantiveram num hospital por quase um ano.

Foi s� em 1953 que eu soube o que tinha acontecido com ele.

Eu n�o podia acreditar.

Mesmo depois de todo aquele tempo,

aquilo me deixou muito mal por dois dias.

Eu fui recrutado como cozinheiro naquele dia,

para o destacamento das autoridades militares, 112� infantaria.

Era por volta das 8:30h da manh�.

Este cara veio para perto de onde estava o rango.

Me olhou como se tivesse passado a noite dormindo ao relento na natureza.

Bom dia!

Posso pegar alguns destes ovos?

� para isso que eles est�o a�.

Obrigado.

Eu te darei uma m�o com a limpeza se voc� quiser.

Para qu�?

Sei l�, parece que voc� pode precisar de ajuda, n�o �?

Sim, acho que sim.

Qual � o seu nome?

- Brockmeyer. - Eu sou Slovik.

Prazer em te conhecer.

- Voc� pode me fazer um favor? - Sim.

Voc� pode entregar isto a algu�m em meu nome?

Para que voc� me deu isto?

Entregue-o a um oficial. Ele saber� o que fazer com isso.

Olhe, Slovik.

Por que voc� n�o rasga isto e volta para sua unidade?

Eu acho melhor voc� entreg�-lo a algu�m.

Voc� deve estar louco. Eles v�o te prender.

Eu sei.

Voc�, v� chamar o tenente!

Ele deve estar assinando o relat�rio matinal.

Vai r�pido!

Eu, soldado Eddie D. Slovik,

confesso a deser��o do Ex�rcito dos Estados Unidos.

Na �poca da minha deser��o n�s est�vamos em Elbeuf, na Fran�a.

Eu vim a Elbeuf como substituto.

Eles estavam bombardeando a cidade,

e foi-nos dito que cav�ssemos trincheiras � noite.

Na manh� seguinte estavam bombardeando-nos de novo.

Eu estava t�o amedrontado, nervoso e tremendo�

que quando os outros substitutos come�aram a sair n�o podia me mexer.

Eu fiquei l� naquele buraco at� que tudo

estivesse calmo e que eu fosse capaz de me mexer.

Na manh� seguinte eu me entreguei ao Corpo da Pol�cia Militar Canadense.

Depois disso eu contei minha hist�ria ao meu comandante.

Eu disse que se eu tivesse que ir de novo ao campo de batalha eu fugiria.

Ele disse que n�o havia nada que ele pudesse fazer. Ent�o eu fugi de novo�

e eu fugirei de novo se tiver que voltar l�.

Assinado: Soldado Eddie D. Slovik, A.S.N. 36896415".

- Voc� � Slovik? - Sim, senhor.

Voc� tem certeza que quer que fiquemos com isto?

Sim, senhor.

Tem ideia de qu�o prejudicial uma confiss�o por escrito pode ser?

Sim, senhor.

Vou dizer-lhe uma coisa.

Por que n�o pega esta declara��o e a destr�i?

N�o, senhor, eu n�o posso

Est� certo.

Voc� pode ler isto, soldado?

Sim, senhor.

Em voz alta.

Sim, senhor.

"Fui informado que esta declara��o pode ser usada contra mim e que eu

a fa�o de minha livre e espont�nea vontade, e n�o sou obrigado a faz�-la".

Se estiver de acordo, assine, por favor.

Sim, senhor.

Tenente, n�s dois dever�amos assinar esta declara��o como testemunhas.

Sim, senhor.

Sargento, coloque este homem sob cust�dia.

Ele ser� aprisionado na divis�o de confinamento.

Obrigado, senhor.

Slovik foi transferido para a divis�o de confinamento em Rott, Alemanha.

Foi onde o conheci.

N�o era bem uma pris�o, s� uma velho celeiro.

Mas era uma tarefa f�cil e eu n�o me importava.

Slovik era apenas um daqueles rapazes almejando a Corte Marcial,

para que ele pudesse ficar longe da linha de frente.

Tivemos a nossa quota deles

Ele era um rapaz de bom cora��o. Faria qualquer coisa que eu lhe pedisse.

O que o Sr. est� fazendo, sargento?

Uma bengala de passeio dos militares.

Eu gostaria de ter uma dessas.

T� bom! Eu vou te dar esta.

Mas eu n�o acho que voc� ficar� aqui por tanto tempo.

Voc� quer dizer que eu n�o vou voltar aqui depois do meu julgamento?

Depende da senten�a.

Eles podem te mandar para um lugar de confinamento em Paris.

Paris?

O senhor est� brincando, sargento?

Aposto que � o Ronnie voltando!

Venha Mannie, Ronnie est� de volta!

Ei Ronnie, o que aconteceu?

Qual foi a senten�a? Quanto voc� pegou? Quanto voc� pegou?

- Ronnie, quanto tempo eles te deram? - 20 anos!

20? Cara, por 20 anos eu concordaria j�.

Aposto que voc� concordaria, Slovik.

Quanto tempo ter� que ficar preso depois que a guerra terminar?

Talvez seis meses.

Seis meses? Seu sortudo de uma figa!

Eu me lembro do dia que Slovik voltou depois da sua Corte Marcial.

Ele n�o estava t�o feliz. Ele e aqueles rapazes

achavam que ele ficaria preso por 2 ou 3 anos.

Claro que nunca ocorreu-lhe, mesmo ap�s ter sa�do sua senten�a,

que ele seria realmente fuzilado.

"Querida, estou numa pequena enrascada.

Por favor, n�o se preocupe comigo porque eu estou bem.

Por favor, mam�e, eu te imploro que espere por mim.

Eu vou te informar assim que eu souber quanto tempo eu vou pegar.

Se for muito tempo, ent�o eu vou te pedir que voc� pe�a o div�rcio".

Eu fiz que o trouxessem para me ver.

Era um caso pouco comum e eu senti que deveria falar com ele.

- Voc� � o soldado Slovik? - Sim, senhor.

- Voc� sabe quem eu sou? - N�o, senhor. Desculpe.

Sou o coronel Leacock. Advogado Juiz da Divis�o.

Sim, senhor.

- O senhor gosta de p�ssaros? - Sim.

Eu tamb�m.

Tenho certeza que percebe que est� com um problema enorme.

Sim senhor, eu sei.

Bem, parte do meu trabalho � ajud�-lo se eu puder.

N�o gostamos de mandar ningu�m para a Corte Marcial.

S� fazemos isso apenas como �ltimo recurso.

Eu entendo, senhor.

Talvez possamos resolver isto sem um julgamento, n�o �?

Isso seria �timo, senhor. Como?

Se voc� voltar � sua unidade,

eu perguntarei ao general se ele suspender� o processo.

Vou at� tentar te conseguir uma transfer�ncia para

um outro regimento, no qual voc� poder� recome�ar do zero.

N�o, senhor. Simplesmente n�o posso servir numa companhia de atiradores.

Por que pelo menos voc� n�o tenta?

Voc� n�o esteve com a sua unidade o suficiente para saber como �.

Eu sei como �, senhor.

Eu j� havia dito que queria ter um trabalho longe da linha de frente.

Servi�o de intend�ncia ou algo assim.

Mas se eu n�o posso, ent�o me levem � Corte Marcial.

N�s n�o podemos transferir todos da companhia de atiradores

para um dep�sito de suprimentos, s� porque eles n�o v�o lutar.

Eu sei disso, senhor.

Voc� se d� conta que vai pegar no m�nimo

uma senten�a de pris�o pesada se voc� for a julgamento?

Sim, senhor.

Voc� pode at� pegar a pena de morte.

A deser��o em tempo de guerra � uma ofensa capital.

Eu receio que voc� ir� incorrer num erro grave

se voc� n�o voltar l� e tentar de novo.

Sinto muito, senhor, eu j� tomei minha decis�o.

Eu quero ser levado � Corte Marcial.

OK, levem-no de volta.

De qualquer modo, obrigado, senhor.

Eu n�o fiquei particularmente surpreso com sua atitude.

Tinha ouvido muitos como ele dizerem: "Eu quero ser levado � Corte Marcial".

E por que eles n�o deveriam?

Nenhum soldado americano tinha sido executado desde a Guerra Civil.

A pergunta �: por que ele fez isso?

Eu fui um dos m�dicos que o examinou.

N�o era meu trabalho determinar seus motivos,

mas quando voc� examina o corpo de um homem,

�s vezes voc� gostaria de poder entrar na sua mente.

Eu n�o pude deixar de fazer especula��es.

Eu acho que ele queria desesperadamente voltar � pris�o.

Era o lugar que tinha sido um porto seguro para ele,

um ref�gio. Era quase como um �tero.

Naturalmente, havia uma estrat�gia envolvida em benef�cio pr�prio.

Mas em �ltima an�lise, ele devia estar dizendo a verdade.

A verdade, a qual os militares por suas pr�prias raz�es necess�rias,

foram compelidos a ignorar.

Talvez ele apenas fosse, f�sica e mentalmente,

incapaz de voltar a uma situa��o sob fogo cerrado.

No meu relat�rio eu disse que ele estava com boa sa�de.

A divis�o neuropsiqui�trica tamb�m apresentou um relat�rio.

Um relat�rio muito mais importante.

Afirmava que o prisioneiro era sadio e respons�vel por seus atos.

A Corte Marcial Geral, no caso Slovik,

foi um dos procedimentos mais curtos da nossa hist�ria.

A Corte foi convocada para as 10h da manh�,

do dia 11 de novembro de 1944.

E �s 11:40h da manh� o veredicto

tinha sido dado e a sess�o da Corte encerrada.

Eu estava presidindo. �ramos todos homens do Estado-Maior.

N�o havia sequer um de n�s que fosse um oficial de combate.

Havia uma raz�o para isso.

Todos os oficiais de combate da 28� divis�o estavam no campo de batalha.

Alguns sentiram que isto seria vantajoso para o r�u.

Os oficias do Estado-Maior s�o tidos como mais indulgentes.

Tenente Kramer, como membro representante da lei,

o Sr. poderia informar o acusado sobre seus direitos?

Sim, senhor.

Soldado Slovik,

o prisioneiro n�o bate contin�ncia.

Soldado Slovik, voc� tem o direito de contestar

qualquer membro desta Corte por justa causa,

e tamb�m o direito de uma contesta��o perempt�ria

contra qualquer membro, exceto o membro representante da lei.

Voc� � acusado de violar o 58� artigo da guerra:

deser��o para evitar dever perigoso.

As duas especifica��es s�o Elbeuf e Rocherath.

Como o acusado se declara?

N�o culpado para cada uma das especifica��es,

da mesma forma que para a acusa��o geral.

A acusa��o chamar� sua primeira testemunha.

Ouvimos o comandante da Cia. G, um sub-oficial que estava

presente no epis�dio de Elbeuf, o cozinheiro e dois outros oficiais.

A confiss�o de Slovik foi admitida como evid�ncia sem obje��o.

N�o, eu n�o farei isso.

O acusado entende seus direitos como uma testemunha,

mas escolheu permanecer em sil�ncio.

Entretanto, a defesa solicita que o membro representante da lei

informe o acusado sobre seus direitos.

Tenente.

Soldado Slovik, voc� tem o direito legal de:

1) ser juramentado como testemunha e testemunhar em benef�cio pr�prio,

e assim voc� estar� sujeito a um interrogat�rio.

2) fazer uma declara��o n�o juramentada,

na qual voc� n�o pode ser interrogado.

3) permanecer em sil�ncio. Neste caso,

nenhuma infer�ncia de culpa ou inoc�ncia ser� feita pela corte.

Tome seu tempo, soldado.

Consulte seu advogado. Decida o que voc� quer fazer.

Voc� entendeu tudo, Eddie?

- E a�? - Vou permanecer em sil�ncio.

A defesa terminou.

N�s achamos o soldado Slovik culpado de ambas as especifica��es.

Assim como da acusa��o.

Uma outra vota��o secreta foi feita para a senten�a.

Bem, � un�nime cavalheiros. Morte.

N�o tenho obje��es, sugiro que estiquemos nossas pernas,

fumemos um cigarro e fa�amos uma 2� vota��o.

Ele tinha confessado. Fugiu das suas obriga��es como atirador,

e declarou que fugiria de novo.

Morte.

Uma vez que a divis�o estava no meio de uma batalha sangrenta,

Morte.

e sofrendo muitas baixas,

Morte.

n�s n�o achamos que tinhamos o direito de deix�-lo sair dessa.

Morte.

Morte.

Cavalheiros, teremos que conviver com isto pelo resto de nossas vidas.

Vamos fazer uma terceira vota��o.

Novamente a terceira vota��o foi un�nime.

Morte.

Soldado Eddie D. Slovik, estas s�o as decis�es desta corte:

Sobre a especifica��o um da acusa��o: culpado.

Sobre a especifica��o dois da acusa��o: culpado.

Sobre a acusa��o: culpado.

Voc� est� pela presente sentenciado a ser desonrosamente exonerado,

a perder o direito a qualquer pagamento

e ajuda de custo que n�o foram ainda acertados,

e a ser executado por tiros de espingardas.

Esta corte encerra agora a sess�o.

Entraremos com um recurso.

Honestamente, eu n�o acho que um s� membro da corte,

realmente acreditava que Slovik seria executado.

Eu sei que eu n�o acreditava. Eu n�o tinha nenhuma raz�o para acreditar.

Eu sabia qual tinha sido a pr�tica.

Eu achei que a senten�a seria reduzida.

Eu n�o digo que � isto o que eu pensava que deveria acontecer.

Eu digo que isto era o que eu sentia que ia acontecer.

E eu pensava que depois que a guerra terminasse,

talvez dois ou tr�s anos, Slovik seria um homem livre.

9 de dezembro de 1944

"Caro Gal. Eisenhower: Eu, Eddie D. Slovik,

fui condenado pela Corte Marcial a ser executado por deser��o.

Eu n�o tenho nada contra o ex�rcito dos Estados Unidos.

Eu s� queria ser transferido da linha de frente.

Tinha medo das tarefas perigosas, e medo por causa dos meus nervos.

Eu vou admitir que sou muito nervoso,

e sem d�vida na minha maneira de pensar todos somos".

Como advogado juiz da divis�o, fui a primeira autoridade da revis�o legal.

O FBI me forneceu a ficha criminal civil do soldado Slovik.

Foi uma das raz�es pela qual eu n�o recomendei clem�ncia.

O General Cota, comandante da 28� divis�o, aprovou a senten�a.

Eu suponho que eu fui o primeiro a acreditar que ele seria executado.

Mas se eu n�o tivesse assinado,

se tivesse deixado Slovik realizar seu prop�sito,

ent�o n�o sei como poderia ir � linha de frente e encarar um bom soldado.

"Eu suponho, que o senhor tenha minha ficha criminal.

Depois de ter sido solto da pris�o,

foi-me dada liberdade condicional por 2 anos.

Nesse per�odo de 2 anos eu consegui um bom trabalho.

Eu tenho uma excelente esposa agora e um bom lar tamb�m".

Eu estava com a Se��o de Justi�a Militar em Paris,

dirigida pelo General Betts,

a autoridade legal mais pr�xima do General Eisenhower.

Minha responsabilidade era ler e revisar casos

para analisar a sufici�ncia legal.

"N�o havia nenhuma recomenda��o para clem�ncia neste caso,

e portanto nenhuma clem�ncia � aqui recomendada".

Eu acho que isso encerra a quest�o, n�o �?

A menos que eles revertam minha decis�o.

Por qu�? Voc� acha que ele merece clem�ncia?

Eu n�o sei, Frank.

Mas aposto que a corte que o sentenciou

sup�s que ele n�o seria executado.

N�o � uma suposi��o perigosa?

Se soldados fisicamente aptos souberem

que eles podem evitar miss�es perigosas,

como voc� faz uma guerra?

N�o vem com essa, Frank! Homens fisicamente aptos

t�m evitado miss�es perigosas ao longo dos anos.

N�s n�o executamos nenhum deles.

Talvez esteja na hora de come�ar.

Bem, eu suponho que facilita as coisas

o fato de ele ser um criminoso confirmado.

Ele n�o �. Era um pequeno delinquente.

Do tipo menino levado, rebelde. Muitos deles d�o bons soldados.

Eu achava que sua ficha criminal estava depondo contra ele.

Como achou isso? Isso n�o foi nem mesmo mencionado na Corte Marcial.

Isso n�o tem nada a ver com o tema. Voc� sabe disso.

Todas as outras autoridades que fizeram a revis�o sabem disso.

Quero dizer�

Sua ficha criminal n�o me influenciou.

- E aos outros? - Ter�o que falar por si mesmos.

"Como posso dizer-lhe qu�o humildemente

eu lamento os pecados que cometi?

Eu lhe imploro profunda e sinceramente, por causa de minha

querida esposa e m�e que est�o em casa, que tenha piedade de mim.

At� onde eu sei, tenho uma ficha limpa

desde o meu casamento, e como soldado.

Eu gostaria de continuar sendo um bom soldado.

Aguardo ansiosamente pela sua resposta,

a qual eu sinceramente rezo para que seja favor�vel.

Deus o aben�oe e ao seu trabalho pela vit�ria.

Na express�o das minhas mais sinceras considera��es, pela vit�ria,

soldado Eddie D. Slovik, A.S.N. 36896415.

O soldado Slovik acabou de chegar.

Sim, senhor. Obrigado, senhor.

Ligo de volta daqui a algumas horas. Sim, senhor.

Soldado Slovik?

Sim, senhor.

� vontade.

Eu sou o Major Fellman. Este � o capel�o Stafford.

- Voc�s ficaram presos na neve? - Sim, senhor.

- V�o tomar um caf�. - Obrigado, senhor.

O senhor tem que assinar pelo prisioneiro.

Est� bem.

- Enquanto isso tirem as algemas. - Sim, senhor.

- Voc�?... - Voc� tinha as chaves.

Talvez tenha deixado no caminh�o.

N�o, devo t�-las deixado no local de confinamento.

Sinto muito, senhor, eu n�o tenho as chaves.

Nenhuma c�pia?

Acho que n�o, senhor. Mas elas devem estar em Paris.

Tudo bem. Algu�m ache uma serra.

Mexa o bra�o para a direita.

Voc� est� bem, Slovik? Sim, senhor.

Como est� indo?

Est� quase no final, senhor.

Sinto muito sobre isto, Slovik.

Est� tudo bem, senhor.

N�o h� nenhuma raz�o para ficarem por aqui. V�o comer algo.

Sim, senhor.

Senhor, eu realmente gostaria de me desculpar.

N�o, estamos todos bastante nervosos nesta manh�.

Desculpe, senhor.

O major disse que o senhor � um capel�o?

� isso mesmo.

- O senhor � um padre? - Sim, eu sou.

O padre foi enviado aqui no caso que voc� o quisesse.

Oh, sim senhor. Eu penso que quero.

O senhor ouvir�

O senhor ouvir� minha confiss�o, padre?

� claro.

Posso ter uma missa e comunh�o tamb�m?

Estarei com voc� o tempo todo, se voc� quiser.

Sim, senhor, isso seria...�timo. Obrigado.

Quanto tempo eu tenho, padre?

Por volta de duas horas.

Obrigado, senhor.

- Se sente melhor? - Sim, senhor.

Quase me acostumei com elas.

H� algum lugar onde o soldado Slovik

e eu possamos ficar a s�s, sargento?

Sim, senhor. H� um quarto em cima.

Bom. Acabamos?

Eu devia ler para ele as ordens da Corte Marcial Geral,

mas imagino que j� as ouviu uma d�zia de vezes.

Sim, senhor, ouvi.

Bem, vou esquecer disso por agora. Voc� pode ir com o padre Stafford.

Ele tem algumas cartas para voc�.

De sua esposa.

- Posso l�-las, padre? - Claro, temos muito tempo.

Eu estava t�o feliz que quando acordei�

- O senhor quer saber, padre? - O qu�?

O qu�, Eddie? O que �?

Esta garota foi a �nica pausa que eu tive na minha vida.

Mas agora eu a perdi.

Eles simplesmente n�o nos deixaram ser felizes.

Eddie, gostaria de poder dizer algo que te servisse de consolo.

Eu n�o posso.

Pense sobre estas cartas.

Pense sobre sua esposa, hum?

- Isso ajudar�. - Sim, senhor.

Eu quero que voc� fa�a algo para mim hoje, hum?

O que seria, padre?

Eu quero que voc� v� l� fora...

...e morra com coragem.

- O senhor estar� comigo, padre? - Eu estarei do seu lado.

OK, ent�o eu vou ficar bem.

- Acabo de pensar em algo. - O que �?

Bem, eu estou tendo um tempo que�

muitos caras n�o t�m.

O senhor entende, est�o me permitindo sentar aqui e conversar com o senhor.

Eu sei o que vai acontecer comigo.

Quero dizer, eu sei que vou morrer daqui a alguns minutos.

Mas na linha de frente a gente nunca sabe quando vai acontecer.

Mas �...

o n�o saber...

que mexe com a gente.

Eu acho que � realmente... o que eu n�o podia suportar.

O n�o saber.

Quanto tempo falta agora, padre?

Ainda falta um pouco. Falta um pouco.

Minhas m�os est�o dormentes, padre.

O senhor...

se encontrou com os rapazes do pelot�o de fuzilamento?

Sim.

Como eles s�o?

Quero dizer, o que eles sentem a respeito?

Eles est�o cumprindo ordens, Eddie.

Eles prefeririam estar em outro lugar nesta manh�.

Eles t�m um trabalho a fazer. E eles far�o o melhor poss�vel.

Diga a eles que eu n�o tenho nada contra eles. Dir�, padre?

Oh, claro. Certo.

E o senhor poderia pedir-lhes que por favor atirem com precis�o,

de modo que eu n�o tenha que sofrer?

E padre...

O qu�?

Eu quero que o senhor fale aos rapazes do regimento

que Eddie Slovik n�o era um covarde,

pelo menos n�o hoje.

O senhor lhes dir�, padre?

O senhor acha que eu tenho que fazer a barba, padre?

O que � isso?

O que voc� acha que �? � o pelot�o de fuzilamento.

Por estes e todos os pecados que eu n�o consigo lembrar-me,

eu pe�o penit�ncia e absolvi��o do senhor, padre.

- Para sua penit�ncia, reze um ros�rio. - Est� bem, padre, eu rezarei.

Eu vou te ajudar, Eddie.

OK, padre.

Reze um bom ato de contri��o.

Oh meu Deus, eu lamento sinceramente por t�-Lo ofendido�

e eu detesto todos os meus pecados por causa dos Seus castigos justos�

mas acima de tudo porque eles ofenderam-No,

Deus sumamente bom e merecedor de todo o meu amor.

Eu firmemente decido, com a ajuda de sua Gra�a,

de n�o mais pecar e evitar a proximidade da ocasi�o de pecar.

V� em paz. Deus te aben�oe.

Obrigado, padre.

Sargento!

O sargento vai rezar a missa.

Em nome do Pai, do Filho e do Esp�rito Santo.

Am�m.

O tenente e eu vamos carregar suas armas

enquanto voc�s estiverem fora do quarto.

N�s vamos usar uma bala de festim,

para que haja uma d�vida razo�vel na cabe�a de cada um de voc�s...

se participaram ou n�o na real execu��o do prisioneiro.

Alguma pergunta? Esperem l� em cima.

O que voc� est� pensando?

Eu n�o sei.

Pensando se eu vou pegar a bala de festim, eu acho.

N�o h� nada com o que se preocupar.

O que voc� quer dizer?

Simplesmente espere pelo coice da arma.

Se for uma bala de festim, n�o haver� nenhum coice.

Sim.

Aquele que atirar hoje com uma bala de festim, vai saber.

Homens, podem pegar suas armas agora.

Todas elas foram travadas, mas verifiquem de novo.

B-14789. Minha, senhor.

L- 60251. Sou eu.

Siga-me em dire��o � porta da frente, senhor.

Os oficiais est�o no segundo andar.

Bom dia, Coronel.

- Bom dia. - Bom dia.

- Quer um caf�, coronel? - N�o, obrigado.

- Bom dia. - Bom dia.

Cavalheiros, posso ter sua aten��o, por favor?

Eu sou o major Fellman, come�aremos em alguns minutos.

Por favor, dirijam-se todos ao p�tio.

O senhor me acompanha?

Fique calmo, Eddie.

Pode segurar o ros�rio para mim?

Oh, claro.

Tente facilitar as coisas para voc� e para n�s.

Eu estou bem.

Estou quase acabando.

Querem saber?

Eles n�o est�o me executando por deser��o.

Muitos caras fizeram isso. Eles precisam apenas dar o exemplo.

E eu sou o exemplo, porque sou um ex-presidi�rio.

- Como est�o seus pulsos? - Hum?

- Eu n�o cortei a circula��o, n�o �? - N�o, os pulsos est�o bem.

Eu costumava roubar coisas quando eu era um garoto.

Esta � a raz�o pela qual eles est�o me matando.

Eles est�o me matando pelo p�o e chiclete

que costumava roubar quando tinha 12 anos.

Temos que ir, Eddie.

Onde est� o padre?

Bem aqui.

Receio que terei que ler a ordem quando estivermos l� fora.

E est� um frio de lascar.

Est� bem, major.

Mas o senhor poderia l�-la rapidamente, por favor?

Vamos.

Pode me dar meu ros�rio?

Eddie,

isto vai te manter aquecido.

Obrigado.

Ave Maria, cheia de gra�a�

Soldado Eddie D. Slovik, � meu dever como oficial chefe,

ler para voc� a ordem da Corte Marcial Geral.

"Ordem da Corte Marcial Geral n�mero 27.

A a��o da autoridade convocada � o quartel da 28� divis�o de infantaria�

no caso supra citado do soldado Eddie D. Slovik,

36896415 companhia G 109a infantaria.

Nunca pe�a uma espingarda emprestada a um cozinheiro.

Hum?

Eles nunca limpam as malditas coisas.

Comando Geral, local europeu da opera��o e artigo de guerra 50 e meio,

tendo sido cumprido, ser� realizada a execu��o no dia 31 de janeiro de 1945,

na �rea da 109� infantaria, Fran�a, por ordem do General Eisenhower.

Soldado Slovik, voc� tem uma declara��o a fazer,

antes que a ordem instruindo a sua execu��o seja realizada?

N�o, senhor.

Soldado Slovik,

voc� tem uma �ltima declara��o

a fazer para mim como capel�o, antes da sua morte?

N�o, senhor.

Pre... Prepare o condenado para a execu��o.

Quando voc� estiver l� em cima, fa�a uma prece para mim.

Eu vou, padre.

Eu rezarei para que o senhor n�o parta cedo demais.

Em frente, marchem!

Meia volta, esquerda! Marchem!

Pelot�o, alto!

Esquerda, volver!

Apresentar armas!

Pelot�o, preparar!

Apontar�

Fogo!

Ordem... Armas!

Ele ainda est� vivo?

Apenas.

Eles deviam estar nervosos, fizeram um trabalho p�ssimo.

Nem uma s� ferida no cora��o.

Eles devem atirar novamente?

Eu n�o sei.

At� l� provavelmente ele j� estar� morto.

Recarregar!

Deem outra saraivada de tiros, j� que voc�s gostaram tanto!

V� com calma, padre! Nenhum de n�s est� gostando disto.

Cuidado, tenente!

N�o vamos matar um dos nossos acidentalmente nesta manh�.

Sim, senhor.

Desculpe, senhor.

Declare-o morto ou afaste-se para a segunda saraivada de tiros.

N�o ser� necess�ria uma segunda saraivada de tiros, major.

O soldado Slovik est� morto.

A senten�a foi cumprida.

Dispensados!

Direita volver!

Ombro direito, armas!

Em frente, marchem!

Coluna � esquerda, marche!

Coluna meia volta � direita, marche!

Poderia tirar o sapato dele para que eu possa ungir o p� dele?

Eu n�o consigo entend�-lo.

Se ele era um covarde, n�o se mostrou como tal.

Eddie Slovik, foi o homem mais corajoso daqui hoje.

Tradu��o: Daniel Slon danielslon@uol.com.br

Sincroniza��o: Lucia Moretzsohn luciamoretz@gmail.com http://baixeagoraeja.blogspot.com/

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