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OS FILMES DA MINHA VIDA AVENTURAS - 1956
RUMO AO SOL (1956)
Voc� chegou.
Muito obrigado. - De nada, senhorita Connors.
Ol� senorita.
Ela serve de t�xi?
Sim, senorita.
E o motorista?
Meu nome � Fernandez.
Encantado. Ent�o o motorista � voc�?
Sou eu.
Voc� me levaria para San Marcos?
Quando? Agora.
- Agora estou livre. Perfeito.
Eles parecem pesados.
N�o �?
Muito gentil!
Existem muitos americanos?
N�o. �s vezes eles v�m pescar, mas n�o neste momento.
N�o � um �nico americano? N�o.
Nem mesmo um Sr. Latimer?
Latimer? N�o ...
Sr. Michael Latimer?
Miguel!
Se todo mundo sabe o senor Miguel.
� o avi�o dele que vimos.
O que ele est� fazendo? Ele trabalha?
Obra, senor Miguel? N�o!
Pesca, voar, ca�a,
beba, ria, sim! Trabalhe, nunca!
Ele � esperto demais para isso. � um amigo meu.
N�o me surpreende!
Solte-os no corredor.
Um quarto, por favor.
Para voc�? Sim.
Existe outro cliente americano? Sr. Latimer?
Nenhum cliente Inquilino.
Ele est� aqui?
Ele foi pescar. Ele estar� em casa em breve.
Eu trago sua chave.
Obrigado.
Eu gostaria de um ferr�o.
Um ferr�o?
Eu gosto disso com 2/3 de conhaque e 1/3 de creme de menta branca.
Voc� esmagou gelo?
Bem abalado, por favor.
- O que voc� quer? - Eu j� pedi.
Eu sei, mas ele n�o entendeu nada.
Foi um ferr�o.
Um ferr�o?
Voc� n�o est� no clube da cegonha, mas � tentador.
- Americano, voc� tamb�m? - N�o podemos esconder nada.
Deixe-me adivinhar. Endere�o: Nova York.
Guarda-roupa: 5th Avenue. Fragr�ncia: Chanel.
Universidade: Barnard. Gostos liter�rios: nenhum.
- O que voc� liga aqui? Estou esperando.
- o que? - amigos.
N�o foi Barnard, mas no Kansas.
O pa�s do milho?
Estou incomodando? - N�o, sente-se.
Muito obrigado.
- Quando seus amigos chegam? - O iate deles deve ter estado l�.
Voc� vai pescar?
- eles. N�o eu. - Fascinante!
"Gostos liter�rios: nenhum"?
- Voc� gosta deste livro? Muito.
Voc� v�!
Acho que ele escreveu grandes romances.
Realmente
Mas a cr�tica estava certa descer naquele.
Eu n�o me importo com cr�ticas.
Bravo, gosto de cabe�as fortes.
- "Sight" dedica um artigo para ele. - N�o leia este pano.
� um rom�ntico.
Voc� acredita? Por qu�?
Famoso de seu primeiro romance ele viaja pelo mundo, faz guerra
saf�ris na �frica ... Eu acho �timo.
Ent�o ele desaparece em toda a gl�ria.
De fato, n�s nadamos em total romantismo.
Como desaparecer quando voc� � t�o famoso?
- Ele pode estar morto. - Voc� est� brincando!
- Isso � para o Sr. Latimer. Para quem?
Sr. Latimer, Pedro pergunta se voc� est� pescando amanh�.
Sim. Ao mesmo tempo. Que ele traz iscas.
Muito bom.
Esse � o seu nome?
O que � seu?
Isso deve ter divertido voc� para me ridicularizar tamb�m.
Voc� sabia quem eu era. N�s vamos pescar amanh�?
Espere, Sr. Latimer ...
"Mike". Vamos tomar uma bebida real.
Tequila, voc� vai gostar.
Pescar tamb�m, voc� vai gostar.
Deixe de lado a folga!
Agora por favor.
Bingo!
Noite maravilhosa.
Isso sim!
Voc� gosta daqui, n�o � isso?
N�s podemos dizer isso.
O que � essa bola?
Existe o meu nome, Katie.
� um amuleto da sorte.
Eu falo com voc� um dia.
Mike ...
Por que voc� n�o escreve mais?
Voc� pergunta, perguntas!
Voc� encontra?
Em uma semana: minhas opini�es, meus menus, minhas noites, minhas viagens
e minhas motiva��es. E o que eu sei sobre voc�?
Um nova-iorquino vindo pescar enquanto ela odeia isso.
Nada mais.
Desculpe. Estou interessado em voc�, � tudo.
Voc� tamb�m me interessa.
Mas vamos falar de voc� um pouco.
Katie ...
Apenas uma pergunta r�pida.
V� em frente.
Voc� � casado?
N�o, Mike.
� de fato uma noite maravilhosa.
Desculpe, eu n�o entendo.
Telefone. Nova York.
Nova York!
Por favor. Obrigado.
� mesmo Nova York?
Quem � isso?
Passe-me Katherine Connors.
Henry McCartin da revista "Vis�o". Quem � voc�
Fernandez, o taxista.
Quem?
Nova York.
� o Hank. � voc�, Katie?
Sim, � a Katie.
- Voc� achou? Sim.
O que?
Eu encontrei. Ele est� aqui!
Como?
Por que voc� n�o ligou?
A linha foi cortada.
Como est� indo l�?
Bem, exceto que j� faz tr�s dias Eu n�o o vi.
Ele n�o sai mais do seu quarto.
Eu n�o entendi.
Por que ele n�o sai?
Eu n�o sei.
Mas, Hank ...
Eu pensei.
N�o tenho mais certeza querer escrever este artigo.
Eu n�o te ou�o!
Ol�, Hank? Ol�
Que ferramenta maravilhosa!
Mike!
V�-se embora.
O que voc� tem?
Nada.
Nada. Eu n�o tenho nada.
Este � o seu m�todo de trabalho?
Eu sempre trabalhei assim.
Eu n�o deveria ter insistido, Katie. Quando perdemos isso,
n�s perdemos isso!
Perdido o que?
- Voc� n�o consegue entender. - Na verdade n�o!
Quando um cara gosta de mim n�o pode mais escrever
devemos terminar.
Por que eu arrasto esta bola por cinco anos, nunca vou saber.
Mike! Por qu�?
Voc� sabe porque meu �ltimo livro n�o � bom, Katie?
Porque � uma piada.
Voc� sabe quando Eu realmente comecei a escrever?
Quando eu descobri O que eu tenho em mim?
Quando me casei com a Connie.
Com Connie, sab�amos a verdade.
N�s vivemos isso.
N�s sentimos isso.
Connie, Connie ...
Voc� v� o personagem de Harrigan?
Eu n�o gostei disso.
Ele era um bom rapaz embora. Nome verdadeiro de Mallory.
Todos os tr�s n�s est�vamos em um saf�ri na �frica.
Connie n�o parecia gostar dele n�o mais. Ela evitou ele.
Que idiota eu era!
Eu n�o entendi nada.
Eu estava cego.
Eu pensei que eu conhecia ela
como ningu�m conheceu uma mulher.
No entanto, n�o vi nada.
Ela tentou me fazer entender
que ela queria deixar essa selva e v� para casa.
Isso me deixou furioso.
Est� dizendo se eu fui idiota!
Na noite seguinte, ela se juntou a ele.
Me desculpe. N�o me conte mais!
Eu tamb�m, eu estava t�o triste
que eu n�o me levantei.
Ent�o voltei.
Sozinho.
N�o � poss�vel escrever meu livro.
Eu terminei
- Onde ela est�? - eu n�o sei.
Talvez na �frica, ou eu deixei.
De qualquer forma, com ele.
Por que voc� me disse isso?
Eu n�o queria te infligir meu humor.
Mas eu n�o falei com uma garota como voc� desde um contrato de aluguel.
Quando um cara fala sozinho ele gira em c�rculos.
Voc� � uma boa menina.
Eu confio em voc�.
Uma menina corajosa.
Mexa, Maria. Criatura pregui�osa!
Sim senhor.
Voc� trabalha?
Como de costume, senhor Miguel. Voc� me conhece!
Para onde vais?
Estou voltando.
� bastante repentino, n�o?
Eu tenho que ir para casa.
A festa de pesca e seus amigos?
Eu n�o posso pagar esperar por eles.
Voc� est� com pressa, eu vejo isso.
Eu ia deixar uma nota para voc�.
Isso � legal
Como voc� volta?
H� um voo para o M�xico de Acapulco.
Eu vou l� de carro.
Quer dizer nessa pilha de lama?
Esta n�o � a porta ao lado!
Quantas vezes voc� j� saiu para Acapulco?
Setembro
Como � isso?
Eu n�o sei. Eu nunca estive l�.
Nunca.
Por qu�? Explique a ele.
A estrada � muito ruim.
Mas desta vez, vai ficar bem. Talvez.
Meu amigo, n�o Acapulco!
N�o Acapulco.
Estou te levando para a Cidade do M�xico de avi�o.
- Eu n�o posso aceitar. Eu gosto disso.
E ent�o voc� n�o tem escolha. Est� resolvido.
Mas antes, vamos tomar uma bebida. Ok, Fernandez?
Sim! Grande festa, muito vinho, musica!
- Amarre-se. Estou sentado em alguma coisa.
N�s n�o precisaremos disso.
N�o ao lado da b�ssola, Katie!
Volte em breve, senorita Katie. N�s vamos celebrar!
Voc� quer acabar comigo!
Tequila, por altitude!
Preveja o M�xico, ok?
Imediatamente. Boa viagem!
- N�o trabalhe demais. - N�o, n�o!
Sempre entre n�s?
Mais ou menos.
Onde estamos
De acordo com a b�ssola vamos direto ao M�xico.
- Ou escrever para voc�? - Voc� n�o � um epistol�rio.
Mas eu posso escrever um telegrama.
Contanto que eu tenha um endere�o.
Um gole?
Obrigado.
Eu come�o a descida. Pode tremer.
- Onde estamos? - Acima do M�xico.
O que foi?
N�o o M�xico, em tudo isso.
O que est� acontecendo?
Eles tiveram que mudar a cidade.
- Voc� conhece o bairro? - � a selva!
O que n�s fazemos? Retorno?
Negativo. - por qu�?
N�s estamos secos.
Oh n�o!
Tenha certeza, Eu conhe�o esse cuco.
A b�ssola � HS mas n�o o sol.
N�s estamos indo para a costa leste.
Me conte uma linda praia
e vamos mergulhar antes do caf� da manh�
Olhe!
Vai estar l�.
N�s n�o temos escolha.
Ele logo estar� de p�.
Voc� teve sorte.
Venha comigo.
Mike! Como voc� se sente?
Um pouco atordoado, mas tudo bem. E voce
Estou bem
- Sr. Brown. - Prazer em conhec�-lo
Ele nos resgatou.
Obrigado. Nos perguntamos onde precis�vamos estar.
De fato. Caso contr�rio, era a selva completa.
- Onde estamos? - Voc� n�o sabe?
Sente-se, por favor.
- Eu pensei que estava se aproximando da costa leste. Foi a dire�ao.
� uma grande chance ter voc� conosco.
O Sr. Brown leu seus livros. - Eu tenho todos eles aqui.
- Eu tamb�m conhe�o a �frica. - Safaris?
No Qu�nia. Eu conhecia bem o pa�s.
Tudo � explicado.
N�s n�o nos encontramos em Nairobi?
N�o.
Ou na Inglaterra. Eu estive l� durante a guerra.
Eu n�o penso assim.
Eu nunca teria esquecido esta reuni�o, Latimer.
- Vous avez compris ? - Pas un mot.
C'est pret. Vous devez etre affam�s.
Merci beaucoup. Je m'habille et je vous rejoins.
Vous venez, Mlle Connors ?
- Pardonnez mon retard. - Prenez place.
Dr Van Anders, Michael Latimer.
Enchant�, docteur.
C'est a vous que je dois ceci ?
Non, M. Latimer.
Van est docteur en arch�ologie, il nous vient d'Amsterdam.
Ce qui explique votre pr�sence ici.
F�ru d'arch�ologie, Latimer ?
Non, les civilisations anciennes, ce n'est pas mon rayon.
J'ai assez de mal avec le pr�sent.
Van ne s'int�resse a rien de moins de mille ans.
Qu'esp�rez-vous trouver ici ?
Les vestiges d'une civilisation pr�-maya.
J'ignorais qu'il y en avait une.
Qu'avez-vous trouv� ?
Vous ne le ferez pas parler
tant qu'il ne sera pas pret a publier.
J'ai fait une trouvaille int�ressante.
�a vient de votre civilisation, pas de la mienne.
Oui, en effet ! �a m'appartient !
Un des domestiques l'a trouv�e. Elle m'intrigue.
Ou est le fusil qui va avec ?
Fouillez-moi.
- Pas d'armes a feu ? - Juste un colt.
Pourquoi cette balle et pas de fusil ?
Il y a son nom dessus.
Exact.
Intelligent, courageux, mais superstitieux ?
Non. Ce que vous appelez courage n'�tait rien d'autre
que la conviction que mon heure n'�tait pas venue.
Alors pourquoi ce porte-bonheur ?
Cette conviction, je l'ai perdue. J'ai eu la trouille.
- Quand �a ? - Le 6 juin 1944.
Un soldat !
Correspondant.
On m'a largu� en Normandie six heures avant le d�barquement.
Je me suis persuad� que j'allais y passer.
J'ai d�tal� comme un lapin.
A la recherche d'un terrier ou me planquer.
Je l'ai trouv�, mais un Allemand m'y attendait.
Son fusil point� ici.
- J'ai entendu la culasse. - Et ?
Rien.
Je me suis retrouv� avec le fusil et cette balle �tait dedans.
Soit il s'�tait enray�, soit le gars a eu plus peur que moi.
En tout cas, cette balle a mon nom �crit dessus.
Je ne veux pas qu'on y touche.
Tu devrais lui rendre.
Bien sur.
Merci, docteur. Vous me sauvez la vie.
Des chiens ?
Oui, ce sont nos chiens.
- Une meute ! - On ne les sort que la nuit.
Ils ont l'air f�roces.
Ils le sont.
A quoi servent-ils ?
Nos Indiens avaient la f�cheuse habitude de dispara�tre.
Deux ou trois semaines. �a ralentissait notre travail !
Maintenant, le soir, ils rejoignent la hutte et y restent.
Il fallait y penser.
C'est efficace.
Tu effraies Mlle Connors.
Rassurez-vous. Il suffit d'�viter de sortir le soir.
C'est Jan, l'assistant de Van. Hollandais, lui aussi.
Costaud et taciturne.
J'aurais jur� qu'il �tait ici.
- Vous vous trompez. - Non, regardez !
Voici nos traces.
J'y comprends rien.
Bonjour.
Vos sacs �taient chez les Indiens. V�rifiez qu'il ne manque rien.
Il manque surtout l'avion.
L'avion ?
Je doute qu'a d�faut de voler, il puisse courir.
Etes-vous sur d'avoir regard� au bon endroit ?
J'ai regard� au bon endroit.
On le trouvera. Les Indiens ont de dr�les d'id�es.
Mais ceci n'a rien de dr�le.
J'allais le r�parer pour partir.
Vous partirez, ne vous inqui�tez pas.
Mais apres un tel choc, il vous faut du repos.
Personne ne sait ou nous sommes. Peut-on envoyer un message ?
Je regrette, on ne peut qu'�couter la radio.
Qu'allons-nous faire ?
Prenez vos aises et faites-nous confiance.
- Vous disiez avoir un revolver ? - Oui.
Il n'est pas la.
Je retourne inspecter les huttes.
Qu'en dites-vous ?
Que ces types sont bizarres.
Leur bibliotheque ne l'est pas moins.
- Pourquoi ? - Pas un ouvrage d'arch�ologie !
Qu'est-ce que �a cache ?
Si seulement je me rappelais ou j'ai vu ce M. Brown...
A chaque fois qu'il ouvre la bouche, je...
- C'est ridicule. - Quoi ?
Rien, rien...
J'aimerais savoir ou on a atterri.
Un doigt de cognac local ?
Non, merci.
Et vous, Latimer ?
Non, je n'ai pas fini mon verre.
Elle fonctionne ?
Dans une seconde, nous verrons �a.
Vous cherchez un livre ?
J'en ai trouv� un.
Vous lisez Nietzsche dans le texte ! Ou est-ce vous, Docteur ?
Tout Europ�en civilis� conna�t l'allemand.
- Je ne suis ni l'un ni l'autre. - Les Anglais non plus, selon Van.
- Vous parlez allemand ? - Non.
Latimer �tait �m�ch� lorsqu'il a d�coll� de San Marcos.
Ce personnage romanesque a r�apparu brievement
pour dispara�tre de fa�on dramatique.
Il ne reste que peu d'espoir de le retrouver vivant.
- S'ils savaient ! - Votre situation est in�dite.
Demain, votre n�crologie fera la une. Vous etes mort !
Vous pourrez fuir votre pass�. Je vous envie.
Qu'avez-vous a fuir ?
Une d�peche nous apprend
qu'une femme accompagnait Latimer :
Katherine Connors,
r�dactrice au grand magazine "Sight".
Selon Henry McCartin, son r�dacteur en chef,
elle avait d�busqu� Latimer
et esp�rait d�couvrir les raisons intimes
qui ont pouss� le c�lebre romancier a cesser d'�crire.
A "Sight" depuis un an, Mlle Connors est r�put�e
pour sa plume acerbe et ses portraits de personnalit�s.
Vous etes un sacr� num�ro, Katie.
Je vous en prie, essayez de me comprendre.
Je comprends tres bien.
Il semble, comme on dit,
qu'elle ait men� ce cher Latimer en bateau.
Mike...
Mike, �coutez-moi.
C'est vrai, je ne vous ai pas tout dit.
C'est vrai, j'�tais charg�e de vous trouver.
Pire : c'�tait mon id�e.
Je voulais savoir pourquoi vous aviez cess� d'�crire.
Vous avez trop de talent pour �a.
�pargnez-moi la critique litt�raire.
- Que pouvais-je faire ? - Me parler.
De l'article ?
Vous m'auriez envoy�e pa�tre !
- Votre article est pret. - Et sensationnel !
Mais vous savez quoi ? Je ne vais pas l'�crire.
Bien sur que non !
C'est la v�rit� !
Que connaissez-vous de la v�rit� ?
Ou de l'honnetet� ?
Savez-vous obtenir quelque chose sans faire les yeux doux ?
Ne vous congratulez pas trop.
N'importe lequel de vos fouineurs m'aurait perc� a jour.
J'�tais pret.
Vous faites �a pour l'argent ou pour le plaisir ?
Un nouveau journalisme est n� : le voyeurisme !
Je vous f�licite.
Vous avez fait du beau travail.
Vous irez loin.
Qu'y a-t-il ?
Les chiens sont nerveux.
- Ou est Jan ? - Dehors.
On ferait mieux d'aller voir.
Tu as v�rifi� si Latimer �tait la ?
On devrait aller voir.
Pourquoi toute cette agitation ?
Les chiens ont du voir un puma. Je venais vous rassurer.
J'ai cru qu'ils en avaient apres moi.
Je ne vous le souhaite pas.
Bonne nuit !
Posez �a. J'ai a vous parler.
Je ne parle pas aux malappris.
J'ai fait une d�couverte hier soir.
Moi aussi.
Nous nous chamaillerons quand on aura fichu le camp.
Si on y arrive un jour.
Que de mysteres !
Ces types ne sont pas hollandais, mais allemands !
Vraiment ? M. Brown, allemand ?
Non, mais il ment. Il parle allemand comme les autres.
Parler fran�ais ferait de moi Mata Hari ?
Je vous dis que ces zigues ne sont pas r�glo.
Vous etes plus clair a l'�crit.
Ils ont un atelier secret.
Des outils, des armes, des pieces d�tach�es, mon h�lice
et mon arme soi-disant vol�e par les Indiens.
- �a veut dire quoi ? - A votre avis ?
Je ne sais pas encore, mais leurs bobards,
leur pr�sence en pleine jungle et leurs chiens des Baskerville
me disent qu'on est tomb�s dans un dr�le de guepier.
Vous me faites peur.
Tant mieux ! On a int�ret a se serrer les coudes,
d'accord ?
- Alors ? - D'accord.
Bien. Venez marcher un peu, mais n'en faites pas trop.
�a, �a ne risque pas.
Ou va-t-on ?
On va d'abord chercher l'avion.
Il faut aller de l'autre c�t�.
Pas si on veut vraiment le trouver.
Ils l'ont surement planqu� quelque part.
Ne vous retournez pas, imb�cile.
- Ils nous suivent ? - Non.
- Vous avez peur ? - Non.
Alors souriez, petite. Souriez !
Le voila !
Katie !
C'est pas le mien.
Quoi ?
Que fait-il ?
Il cafarde aupres du ma�tre.
Et si le ma�tre se f�che ?
Je crois que j'ai trouv�.
Ce serait dingue.
Il vient !
Qu'il vienne.
- Faites-le parler. - Quoi ?
Faites-le parler.
- Comment ? - Vous savez comment !
Ou est Latimer ?
Il me rapporte un verre.
L'alcool est ici.
Juste un verre d'eau !
- Je vois. - Il revient.
Vous avez d�couvert notre petit secret.
Je ne sais pas. Quel secret ?
Notre avion.
Ah oui ! Pourquoi nous l'avoir cach� ?
C'est idiot, mais je voulais vous faire une bonne surprise.
Vous nous disiez isol�s du monde.
Et nous le sommes ! L'avion est en r�paration.
Oui. Nous avons vu votre m�canicien.
Jan ? Un excellent pilote, mais ce n'est pas une lumiere.
Il a pens� que vous alliez prendre l'avion.
On a cru retrouver le n�tre.
Il craint justement que celui-ci ne disparaisse comme le v�tre.
Je l'ai dit, nos Indiens sont �tranges,
tres superstitieux.
Une l�gende dit qu'un jour,
leur tribu sera massacr�e par un oiseau mal�fique.
Ceci explique cela.
Que faites-vous la ?
Docteur ! Vous m'avez fait peur.
Fascinante, cette l�gende indienne.
Ils auraient pris mon avion pour le grand m�chant zozio.
Ils l'ont brul� ou enterr� ?
Je ne sais. Mais c'est la seule explication.
�a me pla�t. Puis-je l'utiliser ?
Bien sur, si vous r��crivez un jour.
N'�coutez pas Mlle Connors.
J'�cris de nouveau.
Ce pourrait etre mon chef-d'oeuvre.
Si j'arrive a le terminer.
Vous n'alliez pas chercher de l'eau ?
Si, mais je r�fl�chissais a votre l�gende
et le verre d'eau m'est sorti de la tete.
Vous pourriez m'aider a �crire.
�a ne m'int�resse pas.
�a va vous int�resser !
Surtout vous, Brown. Le h�ros est anglais.
Vraiment ?
Les romanciers am�ricains cernent tres mal les Anglais.
Mais ils essaient tous.
Van, �coutons un peu �a.
Tres bien.
Voyons...
Mon h�ros est n� en 1908, bonne famille, pere g�n�ral.
�ducation.. traditionnelle.
Disons universit�s de Winchester et Cambridge.
- Vous etes dou�. - Merci.
Beau gar�on, brillant, charmeur,
mais...
plut�t impopulaire.
Peut-etre est-il...
trop ambitieux.
Oui, voila son grand d�faut : l'ambition.
Il lui faut mieux qu'une carriere militaire,
mais quoi ?
La diplomatie, voila son dada !
Il a le bras long. Il entre aux Affaires �trangeres.
Les ann�es 30 lui r�ussissent.
Vous vous rappelez les ann�es 30 ?
Ch�mage en Angleterre,
corruption et �meutes en France, guerre civile en Espagne.
Un monde pourri par la politique. Il est aux premieres loges,
et ce qu'il voit le d�goute.
Jusque-la, �a va, M. Brown ?
Tout a fait. Fascinant personnage !
Et tres malin. Il voit dans le jeu des politiques.
Maintenant, que se passe-t-il ?
Ambassade de Grande-Bretagne a Berlin !
Disons...
1937.
Ni greves, ni ch�mage, ni �meutes et les trains sont a l'heure.
De l'ordre et de l'autorit�. Il jubile !
D�tail tout aussi important : il tombe amoureux.
Tres amoureux.
Elle est blonde, belle, aristocratique.
Une digne h�ritiere de la race des seigneurs.
Et puis...
La, je n'aurai pas de mal.
Il lui fait la cour, et pas n'importe quelle cour !
L'Angleterre courtise l'Allemagne pour diriger le monde !
Les amants sont r�unis, mais leurs deux pays se brouillent.
La perfide Albion largue Adolf devant l'autel, �a la fiche mal.
N'oubliez pas que notre h�ros
est ambitieux, fou amoureux,
et d�cid� a etre du c�t� du vainqueur.
Il va prendre des risques insens�s
en d�missionnant de l'ambassade,
publiquement !
J'en ai assez entendu !
- Le roman se termine ainsi ? - Non.
Encore une minute.
Notre h�ros est propuls� au rang
de patriote qui tente d'�carter son pays du conflit.
Il �pouse la fille.
Quand la guerre arrive, il reste a Berlin.
Les cartes s'abattent selon ses calculs.
Pologne, France, Belgique, Hollande, Norvege.
Une seule reste debout.
L'Angleterre.
L'heure est venue pour lui.
D�termin� a raisonner le peuple britannique, il lui parle.
Par la radio.
Il plaide, met en garde, menace.
Chaque soir, sa voix suave envahit les ondes.
Et peu a peu,
il devient le plus m�prisable des hommes :
le tra�tre.
Le mot tra�tre est d�nu� de sens,
on ne l'applique qu'aux vaincus.
Washington fut un tra�tre a nos yeux,
mais sa victoire en fit un patriote.
Votre h�ros pouvait sauver
l'Angleterre. - De la victoire ?
Encore un mot vide de sens.
Si l'Allemagne a perdu, qu'a gagn� l'Angleterre ?
Si le haut commandement...
Un instant, Van.
Latimer n'a pas achev� son r�cit.
Ou serait-il d�ja fini ?
Non.
Il me faut un �pilogue.
Mais...
je ne sais pas encore lequel.
- Le h�ros meurt, bien sur. - Non, il est coriace.
Quand tout s'�croule, il prend la tangente.
Euh, voyons...
J'ai une id�e.
Avec deux acolytes de son espece, il s'enfuit
via l'Espagne et le Portugal. - A pied ?
Non, l'un d'eux est un pilote de la Luftwaffe.
Ils disparaissent.
Et vivent heureux jusqu'a la fin de leurs jours ?
Qu'en pensez-vous ?
Qu'il �tait insens� de nous d�voiler votre roman.
Je ne crois pas.
Il n'est pas encore publi�.
Je ne l'�crirai peut-etre pas, si nous trouvons un accord.
Vous n'avez rien a offrir.
D�trompez-vous.
Il y a son �pouse en Allemagne.
�pargnerait-il Mlle Connors... Silence !
...si je promets de lui retrouver sa femme ?
- Mike... - Silence !
Ma femme a �t� tu�e dans un bombardement.
Britannique !
Excusez la colere de Van.
Ma femme �tait sa soeur.
Je vois.
�a change tout.
Je ne puis plus vous laisser partir, vous comprenez.
On ne va pas vivre ici !
Non, en effet.
Laissez-la partir.
On n'est pas idiots !
- Elle ne parlera pas. - En etes-vous sur ?
Elle saura que ma vie est en jeu.
Jamais je ne vous...
- March� conclu ? - Non !
Fort chevaleresque de votre part !
Nous t�cherons d'y r�fl�chir.
Vous devez �galement convaincre Mlle Connors.
Plus question de sortir, ni l'un ni l'autre !
Joli travail, n'est-ce pas ?
J'aurais mieux fait de la fermer.
- Comment l'avez-vous reconnu ? - En entendant sa voix sans le voir.
Elle m'�tait familiere pendant la guerre.
Je n'arrive plus a penser.
C'est un cauchemar.
Qu'allons-nous faire ?
Le tout est de savoir...
ce qu'eux vont faire.
On n'a pas le choix.
Tu �tais sur qu'on nous avait oubli�s.
C'est toi qu'il a reconnu !
Imb�cile ! Il te fusillait du regard.
Il sait que tu n'es pas simplement mon beau-frere.
- Il ne fallait pas le dire. - Mais je l'ai fait.
Il a de la m�moire. Il aura vite fait de te remettre.
On perd du temps.
- Qu'a-t-on d'autre a perdre ? - La vie.
Tu n'appelles pas �a une vie ?
- Moi aussi, j'ai pass� 10 ans ici. - Et ce n'est pas fini.
- Je m'en fiche. - Moi pas !
10 ans a converser avec une poign�e de sauvages
et un militaire de carriere !
C'est cher pay� pour survivre.
�coute-moi, Brown.
Si j'ai support� �a, ce n'est pas pour rien.
Je compte rentrer.
- Toi, tu as l'Allemagne. - Comprends-moi bien.
Rien ni personne ne se dressera entre mon pays et moi !
Suis-je clair ?
Oui, je crois saisir le fond de ta pens�e.
Ils me manqueront. Leur pr�sence m'avait diverti.
- Il faut agir. - Pas de panique !
- S'il filait ? - Ou irait-il ?
- La fille le retarderait. - En tout cas, il essaiera !
Nous n'avons qu'a nous pr�parer a cette �ventualit�.
Qui...?
- Taisez-vous ! Habillez-vous. - Pourquoi ?
- On part. - Maintenant ?
- C'est maintenant ou jamais. - Je reste.
Ne discutez pas.
Laissez-moi ici.
Je n'ai pas le choix. Habillez-vous.
On n'y arrivera jamais.
Si on reste, on est morts. L'avion est notre seule chance.
Ils ne nous tueraient quand meme pas !
Vous croyez ?
Vous savez qui est le bon docteur ? Le colonel Wilhelm von Andereg.
Il a ras� un village, tu� hommes, femmes et enfants.
Il ne s'arretera pas a vous.
Donnez-moi une seconde.
J'ai cach� un fusil quelque part et j'ai ma balle.
- �a va ? - Non, mais je viens.
Il a disparu.
On ne peut plus reculer. Venez.
Il a fil� !
- Bravo ! - Il n'ira pas loin.
Lui vivant, nous sommes en danger !
Pas autant que lui. Il ne sait pas ou il est.
Gr�ce a la fille, nous le suivrons a la trace.
Il doit etre midi.
- Notre trace est un boulevard. - On ne va pas tres vite.
Tenez.
Mangez. �a vous fera du bien.
Vous savez ou nous allons ?
Le soleil se leve a l'est. La c�te est la-bas.
A quelle distance ?
On verra quand on y sera.
Je veux dire combien de...
La chasse est ouverte.
Debout !
- Des cochons ? - Sauvages et dangereux.
Ne gesticulez pas.
Ils vont dans la bonne direction.
Pourvu qu'ils soient aussi m�chants qu'ils en ont l'air.
Venez.
Ils �taient plus m�chants encore.
La chance est avec nous.
- Je dois me reposer. - Impossible.
Avan�ons jusqu'a la nuit. Chaque minute compte.
Il fallait avancer, les prendre par surprise.
Ce sont eux qui nous surprendraient, vu le raffut qu'on fait.
Si nous voulons descendre Latimer,
on attendra le lever du jour.
Repose-toi. Tu auras besoin d'�nergie.
Des chiens ?
Non.
Ce feu, c'est de la folie.
Il faut manger. �a va, le poisson ?
Tant que vous n'en parlez pas.
Quoi ?
Ils ont du avaler leur cognac de travers
quand ils ont su qui vous �tiez.
Pas autant que vous.
Ce feu est vraiment d�raisonnable.
Vous avez beaucoup a apprendre.
Ils sont trop surs d'eux pour risquer de tomber dans un piege.
Attendez un peu...
Voila...
Voila une id�e !
Que diriez-vous si...
Du calme, du calme. Tout va bien.
Allez, debout !
Il faut avancer.
C'est pour quoi ?
Pour quelqu'un de trop press�.
Et maintenant ?
On est bons pour un bain de pieds.
- Ne buvez pas la tasse. - On pourrait...
Reposez-vous.
Je vais tres bien. Avancez !
Levez-vous.
Vite, avan�ons !
L�chez-moi !
Pas par la ! Vous retournez dans le marais !
Katie !
Laissez-moi ici. Partez.
�a, c'est une id�e !
Ils ont travers�.
Ils ne sont pas loin. Ces traces sont fra�ches.
Allez !
Katie.
Ils viennent de nous d�passer.
On a de la chance.
Laissez-moi la. C'est votre seule chance.
C'est �a, continuez a me contredire.
Je ne veux pas.
Mais tout �a, c'est a cause de moi.
�coutez-moi bien.
Quoi qu'il arrive nous arrivera a tous les deux.
Je veux que vous viviez.
Vous pouvez faire �a pour moi ?
- Allons-y ! - Mais ils sont devant nous.
Non, on retourne vers l'avion.
On a une bonne longueur d'avance !
Comment �a va ?
�a va.
Vous etes parfaite. On est arriv�s par ici.
Ce ne sera pas aussi dur. Il n'y aura qu'a suivre nos traces.
�a va aller vite.
Prete a y aller ?
Fichons le camp.
Katie, �coutez.
Notre fin stratege est si sur de lui
qu'il n'a pas fait garder l'avion.
Si on y arrive a temps, plus rien ne nous arretera.
Qu'est-ce qu'on attend ?
Mike.
Dormez, Katie.
J'ai un aveu a vous faire, au cas ou on ne r�ussit pas.
On r�ussira.
Juste au cas ou.
Vous devriez apprendre les vertus de l'optimisme.
- Je sais, mais Mike... - Dormez.
A vos ordres, monsieur l'optimiste.
Mike.
Elle �tait tres belle ?
Qui ?
Votre femme ?
Je ne sais plus, j'ai oubli�.
Katie !
Katie, pardonnez-moi !
- On n'y arrivera jamais. - Il le faut !
Prenez �a, et foncez.
Vite !
Mike !
Mike !
Votre �paule !
Attention ! Les chiens arrivent !
Maintenez-la.
Attention.
Venez.
Pas d'issue.
Latimer !
Inutile de vous obstiner !
La course est termin�e.
Ouvrez cette porte et sortez !
�coutez-moi, Latimer. Vous etes coinc�s.
Mais on vous laissera partir,
si vous nous jurez d'oublier ce que vous avez vu ici.
Vous m'�coutez, Latimer ?
J'�coute.
Tres bien. Alors ouvrez !
Vous etes la, Latimer ?
Je suis la.
Mlle Connors ?
Mlle Connors !
Aucun de vous n'a ses chances.
Les malappris, c'est pas son genre.
Je reviens avec des Indiens.
Alors enferme les chiens.
D'accord. Attends-moi la.
Que se passe-t-il ?
Van va chercher de l'aide.
On est perdus ?
Je le crains, Katie. Je suis d�sol�.
�a m'est �gal.
Du moment que je suis avec toi.
Tu as fait le mauvais choix.
Non, j'ai fait le bon choix.
Tu le sais tres bien.
Latimer !
Latimer, j'ai ici une balle a votre nom.
Bien �pel�, au moins ?
On risque de blesser la fille en enfon�ant la porte.
"Les femmes et les enfants d'abord" ? �a ne vous ressemble pas.
J'essaie de vous donner une chance.
Van va arriver, et cette porte sera enfonc�e.
Il vous abattra tous deux sur place.
Je ne pourrai rien y faire. Je vous propose un march� :
je vous sauve la vie...
et vous m'emmenez en Am�rique du Sud.
Qu'en dites-vous ?
Et votre compere ?
Il mourra avant. Mais d�cidez-vous, il va arriver.
L'espace d'un instant, j'y ai cru.
Comment nous fier a un type pret a tuer son ami ?
Vous n'avez pas le choix !
Je ne marche pas.
Tres bien. Je vous laisse ma�tre de votre sort.
Comment faire en sorte qu'il approche ?
Laisse-moi faire.
On va sortir d'ici.
Mike, fais-moi sortir d'ici !
Je n'en peux plus !
Fais pas l'idiote !
tu dois accepter sa proposition !
J'en ai assez.
Je veux sortir. Ouvre la porte !
Je veux sortir.
Mike, fais-moi sortir !
Mike !
On a r�ussi.
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