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BERLIM - HOJE
Olhar � direita!
- Est� ficando muito esperta, heim? - Ol�, Johnny.
N�o amanh� n�o posso te ver, teremos muito trabalho.
Podemos fazer uma coisa.
Se no s�bado sair ao meio-dia, podemos ir nadar.
- Voc� gostaria? - Claro que sim.
- Mam�e. . . - J� era hora de voltar.
Sempre diz o mesmo, Sra. Gerhardt.
Porque sempre chega tarde. J� � quase meia-noite.
Seu rel�gio est� bem adiantado. S�o dez e meia.
N�o fique assim, mam�e. Subirei num minuto.
Mais voc� pagar�, Kathy. Boa noite, Johnny.
Boa noite, Sra. Gerhardt.
- Boa noite. - Boa noite.
- Voc� vai me ligar? - Sem falta.
- Ei amigo? - Sim, sim. - Tem fogo?
Voc� est� saindo do setor americano
* � SOMBRA DA NOITE *
Ligaram da sua casa, Sr. Leatherby. Sua esposa est� pior.
Continue jogando. Quem era?
O doutor. A telefonista disse que lhe daria o recado imediatamente.
O ministro do Ex�rcito pede para lhe informar sobre o seu filho, o cabo John Leatherby.
Como est�?
Apliquei um sedativo. Acaba de adormecer,
mas tenho que ficar aqui para o caso de repetir.
N�o a incomode agora, Sr. Leatherby.
Conseguiremos resgatar o John. Eu prometo.
Nosso filho n�o � s� um soldado. Temos amigos muito influentes.
Fletcher, prepare um avi�o manh� para Washington.
Se houver complica��es, ligue para o diretor e diz que � para mim.
Sim, � isso. Quero falar pessoalmente com o senador.
Quartel General dos Estados Unidos Berlim
- Volte as onze. - Sim, senhor.
- N�o vai gostar. - Bem, acho que sim.
Eu falava das meias.
- Guten Morgen, coronel. - Guten Morgen, sargento.
- Ligou para o Hoffy? - Hoffy?
Sim, deixei recado para vir. Espero que n�o lhe tenha acontecido nada.
- Por que? - Parece o nosso �ltimo recurso.
Se n�o descobrir nada do rapaz, a coisa se complicar�.
- O que � isso? - Mais telegramas sobre o cabo do comandante da �rea.
Quem se interessa por ele? Um banqueiro ou um senador?
Dois senadores e um governador.
Que somam um total, mais ou menos?
Tr�s governadores, sete senadores e quinze congressistas.
Sem d�vida, este homem t�m muita influ�ncia.
- Escrit�rio do coronel Van Dyke. - Pode me por com o coronel?
Aqui �, Frau Hoffmeir.
- Hoffy? Como vai, garota? - Bem. Lamento tudo isso.
N�o se preocupe. Algu�m te escuta?
Claro. � um telefone p�blico.
� o mesmo. Sabe alguma coisa do cabo Leatherby?
- Diga-me o que voc� ouviu? - Nada. O que a imprensa diz.
- Imagina, ent�o, o que nos espera? - N�o, o qu�? - A eterna contesta��o rotineira.
N�o viram nem ouviram nada do cabo Leatherby.
- Conseguir� descobrir alguma coisa? - Vou tentar.
- N�o se importa? - Nem um pouco.
Se n�o quiser se expor, ningu�m te obriga.
- Mas quero me expor. - Continua sendo a mesma, heim?
Se for sobre o que eu penso, sim.
Combinado. Tente n�o se arriscar muito.
- Vamos ver o que descubro. - Quando souber algo, me ligue.
- Farei na hora certa. - Estarei aguardando sua liga��o.
� uma mulher perfeita, de onde quer que a olhe.
Est� fazendo sua pr�pria guerra.
N�o lhe importa a assinatura de tratados ou acordos enquanto resta
um russo ou um nazista vivo.
- O que foi, Ricky? - Pare de se meter nas minhas coisas.
Lhe preocupa que n�o enforquem a Hoffy.
- O coronel sabe o que me preocupa. - Se refere a n�o jogar limpo?
Essa mulher � bebedora de losna. N�o confio em quem bebe isso.
- Te fez algo errado? - N�o tenho nenhuma queixa pessoal.
Mas qualquer dia a losna lhe subir� � cabe�a e descobrir�.
Se tivesse sofrido como ela, tamb�m precisaria ajuda para esquecer.
J� viu a cicatriz que tem no pesco�o?
Sim, uma boa lembran�a de Hitler e seu bando.
Pena que se detiveram. Quer alguma coisa, senhor?
Obrigado, mais nada.
- � uma criatura cruel, n�o? - N�o sei o que tem contra a Hoffy.
Acha que descobrir� o paradeiro do garoto?
- Quem sabe? - Faz uma aposta, se assim for. - O voc� diz?
- Aposto que faz at� de noite. - At� de noite, o qu�?
D� no mesmo, n�o importa para o caso.
Quer falar claro?
Esses r�pteis asi�ticos se amparam para tudo na escurid�o.
Como os ladr�es.
Escondem sempre suas m�s inten��es no abismo da noite. N�o tinha percebido?
A vida em Berlim o torna pouco a pouco um fil�sofo.
N�o me surpreende a sua opini�o. Por trabalhar � noite perdeu
uns assuntinhos que tirariam o sono de qualquer um.
Conhe�o uma garota, que n�o trocaria por ningu�m.
- Incomodo? - Entra, homem.
Estou terminando.
Escreva.
Caro senhor, aprecio o seu interesse pelo cabo John Leatherby.
Tomamos as medidas para descobrir onde est� e resgat�-lo.
Howard, Departamento de Estado. Sem mais. Obrigado.
Este homem conhece mais senadores que o Harry Truman.
O que foi?
Vim lhe trazer lembran�as do comandante-em-chefe.
Eu as devolvo.
E o recado que o Departamento de Estado recebe algu�m que chega esta noite.
Que ocorr�ncia. Arruinou o meu jantar. Quem �?
Nem mais nem menos que Charles Leatherby.
- Est� brincando? - N�o. � assunto oficial.
Por que o deixam vir? N�o conseguir� nada pr�tico.
Influ�ncia, amigo.
N�o me diga que neste departamento nunca ouviram essa palavra.
� uma pessoa muito importante?
Joga golfe.
- Sr. Leatherby? - Sim, sou eu.
- Sou Fred Hobart, do departamento. - Prazer. Tem novidades?
At� agora n�o. O Estado Maior garante que tomou medidas.
N�o tivemos mais informa��o oficial.
Isto �, a situa��o � t�o ruim quanto na noite que foi raptado.
Apesar do esfor�o que fazemos � verdade.
- Quero ver o comandante-em-chefe. - Acho que n�o ser� poss�vel.
- Por que n�o? - Tem uma entrevista com os russos.
- Sobre o Johhny? - H� coisas mais importantes. - Me explica.
Estamos diante de novas press�es. Se empenham em complicar nossas vidas.
Ontem interromperam o tr�fego urbanos e hoje cortaram o servi�o telef�nico com a Alemanha Oriental.
N�o se cansam de pensar em suas odiosas provoca��es.
O que pretendem com isso?
- Acima de tudo, nos expulsar. - Se querem isso, vamos embora.
Possivelmente logo nos pe�am para irmos.
Est� tentando ser engra�ado?
Estou falando s�rio, senhor.
Pretendo convenc�-lo do que acontece n�o � um caso isolado.
Sequestraram um garoto de 19 anos. Seu filho.
� dif�cil descobrir se � um incidente local ou outra coisa.
Tem certeza que n�o est�o ficando muito melodram�ticos?
N�o, senhor. N�o temos certeza. Voc� sim parece estar.
- Ol�, Hoffy. - Como vai, Steve?
- Est� bonita. - Obrigada.
- Vejo que n�o perdeu tempo. - Eu tive sorte.
Por nossa causa?
Certo. Por nossa causa.
- E agora, que not�cias traz? - Na verdade, n�o t�m.
- Quem o sequestrou? - Se importaria de n�o me fazer perguntas?
A pessoa que me disse, n�o gostaria de met�-la em confus�o.
N�o d� o seu nome, mas n�o podiamos chegar a um acordo com os russos?
Sim, mas tamb�m n�o vou ser muito expl�cita sobre o caso.
N�o lhe perguntarei nada. Mas explica.
- Querem. . . fazer um acordo. - O que quer dizer um acordo?
Demonstraram interesse por algu�m do setor americano.
Especificamente em duas pessoas.
Gostariam de saber se interessam as condi��es da proposta.
Pretendem fazer a troca de um soldado por estes dois!
- Pode me dizer quem s�o? - N�o sei ainda.
Como quer que responda se interessa ou n�o?
Podemos ser o general e eu.
N�o. Os deixaram para outra ocasi�o.
S� querem saber se interessa aceitar esta solu��o a princ�pio.
A princ�pio, sim. Sempre que n�o me comprometa com nada.
- Ent�o aceitaria a troca. - Que outra solu��o existe?
- � uma atrocidade. - Sim, eu sei. Essa gente o matar�.
O destino desses pobres � p�ssima. Tenho a obriga��o de resgat�-lo.
Ent�o est� disposto a negociar?
Sempre deve dar o primeiro passo.
Quando poder� me dar mais not�cias?
Possivelmente esta noite.
Te esperarei a qualquer hora.
- Quer que ligue no seu escrit�rio? - N�o. No outro n�mero.
O que sabe do garoto? Est� bem?
- Isso n�o me disseram. - Ou�a. . .
- N�o te acontecer� nada, certo? - Em absoluto.
Estou na medida do que eles procuram.
Uma mulher com boa rela��o em ambos os lados.
N�o exponha sua vida em v�o, entendeu?
N�o tenha medo, j� sofri muito para cair numa armadilha agora.
Bem, para dizer a verdade garota, vendo-a n�o acreditaria em nada.
� que o sofrimento s� deixa ferimentos internos.
N�o � capaz de liberar sentimentos?
Quer saber se me apaixonarei novamente?
- N�o. - Por que n�o?
O amor acabou para mim, Steve. Tentei uma vez com voc� e falhei.
Embora eu saiba que, naquela ocasi�o voc� tamb�m tivesse. . .
- N�o, Hoffy. Deixa eu me desculpar. - N�o. Te conhe�o bem.
Tentei me apaixonar por voc�. E eu tentei de verdade.
Mas voc� n�o fez nada para corresponder.
Est� muito enganada, Hoffy. Porque agora estou decidido. . .
N�o continue falando sobre isso. N�o houve sinceridade, ent�o. Nem agora.
- A ilus�o s� se perde uma vez. - Acho que n�o.
- Eu sei. - Posso lhe recordar uma coisa?
Acho melhor eu ir embora.
Como quiser.
- Hoffy, em todo caso, tenha cuidado. - N�o h� raz�o para isso, realmente.
N�o quer que te deixem outro sinal no pesco�o como lembran�a?
Logo vou te ligarei. Auf viedersehen.
- Sr. Leatherby? - Sim, sou eu.
Norman Lakeland, do United Press. Fred Hobart disse que viria mais tarde.
- Quer tomar uma bebida conosco? - Sim, claro.
- Vem a Berlim pela primeira vez? - N�o. J� estive v�rias vezes.
- Fez uma boa viagem? - Um v�o tranquilo.
O Sr. Whitey da Sociated Press. O Sr. Leatherby.
- Prazer, n�o se senta? - Sim, obrigado.
O que vai tomar?
- Pode ser um manhattan? - Sim, senhor.
- Est� no clube da imprensa. - O melhor bar de Berlim.
- Fez uma boa viagem? - Sim, muito boa, obrigado.
E uma vez aqui, acha que pode fazer algo para o seu filho?
N�o cometo a loucura de acreditar que farei qualquer coisa.
Eu vim para ter certeza que os outros fazem.
Desconfia que n�o fizeram o necess�rio?
N�o. N�o disse isso. Normalmente as autoridades cumprem suas obriga��es.
N�o vou descobrir agora que os militares caem na burocracia
que usa a pol�tica. Acima de tudo quando se trata de um soldado comum.
A vida de um dos seus homens n�o � motivo para criar novos conflitos.
- Me entenderam bem? - Acho que sim.
Exceto neste caso. Esse homem n�o � um ningu�m qualquer.
Seu pai � um magnata que costuma conseguir o que deseja.
E s� se consegue resultados se metendo com aud�cia no assunto.
- E dar um impulso no trabalho? - Isso mesmo.
Dir� essas impress�es ao coronel Van Dyke?
- Quem � Van Dyke? - O encarregado do caso.
Chefe do Servi�o de Informa��es.
Se tiver que enfocar assim, por que n�o?
Queria saber.
Vejo que o coronel inspira muito respeito.
Conhece o seu dever perfeitamente.
Obrigado.
Senhores, n�o se ofendam com o que vou dizer, mas
acho que est�o a muito tempo submetidos ao comando militar e
come�am sentir terror em tudo que se op�e �s suas ordens.
N�o entendo. Tenho quatro coron�is e um capit�o-general
trabalhando na minha f�brica e n�o me causa nenhum respeito a presen�a deles.
Vim aqui por algo. E se Van Dyke � o homem que
tenho que enfrentar, vou fazer com todas as conseq��ncias.
Bem, se fala assim t�o rotundo n�o ter� muita dificuldade
para faz�-lo reagir como sabe.
Rasys jogar� contra Boston amanh�.
Passo.
Abro.
N�o vou.
- Quem �? - Mata Hari.
- Ol�, Hoffy. - Tenho que v�-lo imediatamente.
Acho que deve vir me ver na minha casa.
Chegarei em 15 minutos.
Disse na casa dela?
Tenho um palpite sobre este caso.
Que palpite?
N�o sei, mas estou convencido que come�o me meter na boca do lobo.
- Outro neg�cio sujo? - Que diferen�a faz?
Estou disposto a me por a sua altura.
Joguei futebol muito tempo e sei que v�o jogar sujo.
- Do que se trata? - Ainda n�o sei.
Mas n�o h� d�vida que perseguem algo de grande significado para eles.
�s vezes suas palavras me assustam.
� in�til se preocupar.
A nova diplomacia � assim e devemos nos habituar.
Provavelmente vou me entrevistar com o representante de uma pot�ncia
e sabe onde? Numa rua escura. Como nos romances policiais.
- Voltar� logo? - � um mist�rio.
Me pergunto o que aconteceria se um oficial nosso endurecesse
com esses provocadores. De verdade, n�o como at� agora.
Com a energia que coloco na minha f�brica quando necess�rio.
Ficaria tudo melhor.
N�o tenho certeza, mas a id�ia pode funcionar.
N�o acha que teriam mais respeito? Apostaria nisso.
Bem, � f�cil saber. A� tem um sentado.
- Pergunte. - Um o qu�?
- Um russo. - Aqui?
Vou cham�-lo.
De nascimento. Nacionalizado americano. Professor da Universidade.
� um dos nossos oficiais de liga��o.
Sr. Leatherby, lhe presento o Sr. Petrochine.
- Muito prazer. - Como vai, Sr. Leatherby?
- Sente-se aqui. - Obrigado.
Lamento o contratempo com o seu filho.
Obrigado, mas gostaria de ver uma a��o mais eficaz.
Fazem tudo o que pudem, senhor.
Embora desta vez est�o menos inclinados a ceder que o habitual.
Teve algu�m que tenha tentado falar com os russos sobre o meu filho?
- Sim, eu. - E o que eles disseram?
Falei com o coronel russo segunda-feira passada.
J� n�o � mais segredo.
Negou ter noticias deste incidente.
E voc� aceitou a desculpa?
N�o tenho for�a para obrig�-lo dizer a verdade.
Est�o vendo?
Sr. Petrochine, n�o pensou em subornar essa gente?
Sim, com d�lares americanos. N�o pensou quando tez a entrevista?
- N�o, nem creio que aceitassem. - Como voc� sabe sem tentar?
N�o sou o mais rico, mas o suficiente para comprar um russo.
- Pode v�-lo novamente? - Acho que sim.
Por que n�o tenta?
Ponha de lado a diplomacia, t�o absurda como sua papelada in�til.
Ofere�a o dobro do que pedirem se assim devolverem o meu filho.
Desculpa, Sr. Leatherby, mas nesta situa��o o dinheiro n�o importa.
- Coronel Van Dyke? - Segundo andar. Sala 203, senhor.
Entendido. Vou dizer assim que ele acordar. Tchau.
- Sr. Leatherby, a Sra. Cate, secret�ria do coronel. - Muito prazer.
- O coronel est� nos esperando. - Querem se sentar uns minutos?
N�o sei se ouvi direito, disse que ele est� dormindo?
- Sim, senhor. - Trabalhou a noite toda?
At� bem tarde. Se levantar� imediatamente.
Srta. Cates.
Vou dizer-lhe que est�o aqui.
- Aquele senhor j� veio? - Sim, est� a� com o Sr. Hobart.
- Poder� se livrar do Fred? - Acho que sim.
- Cuide dele e me envie o outro. - Sim, senhor.
- O coronel, pede para vir depois. - Certo, entendido.
J� fiz o meu dever. Me ligar� mais tarde, certo?
- Claro. - Boa sorte. - Obrigado.
Quer entrar?
O Sr. Leatherby, coronel.
- Sr. Leatherby? - Sim.
- Charles Leatherby? - Sim, isso mesmo.
- Vem em nome de algu�m? - N�o.
- Ent�o porque � que. . . ? - Sabe perfeitamente porque venho.
Ah, sim. Caiu a ficha.
- Voc� � o homem que vem me dizer qual � o meu dever. - N�o, isso n�o � verdade.
Um homem que sempre se destacou no seu ambiente.
- Com uma intelig�ncia comprovada para os neg�cio, deve meter seu nariz. - Coronel, eu. . .
Tem a bondade de explicar qual � a minha posi��o aqui?
E ainda � amigo intimo do senador Eggelhoffer e tem uma carta dele
para o comandante-em-chefe.
Vem decidido a organizar o ex�rcito.
A imprimir movimento. Nossos homens t�m muita gordura, certo?
Por que n�o continua cuidando dos seus neg�cios?
O neg�cio mais importante � salvar a vida do meu filho!
Como? O que voc� pode fazer por ele?
Tenho o direito de ficar em Berlim. Sou mais um americano.
- Um americano que paga impostos. . . - N�o foi isso que perguntei.
Vem salvar a vida de um dos nossos homens e pergunto como.
Estou muito interessado nisso.
Eu o advirto, Sr. Van Dyke, n�o tolero ningu�m me falar nesse tom.
Colocarei as coisas de outra forma.
Est� equivocado se acha que a �nica maneira de salvar o seu filho �
vir incomodar todos n�s.
Nada me irrita tanto
quanto um amador quer ensinar seu of�cio a um profissional.
N�o tenho a inten��o de lhe ensinar qual � a sua obriga��o!
N�o, voc� vem me substituir. Tenta comprar a vida do seu filho.
Confrontou com um dos meus homens para me tirar essa responsabilidade.
Pretende se virar sozinho. Com dinheiro. D�lares americanos.
O dinheiro resolve tudo.
N�o v� que poderia ordenar a sua pris�o por isso?
Que � um crime tentar contatar o inimigo.
Infelizmente, nesta ocasi�o seu dinheiro n�o resolve nada.
N�o lidamos com gente normal. Estes s�o canibais.
Ca�adores de cabe�as e sedentos de sangue atr�s de nos comer.
- Quer uma bebida? - Sim, obrigado.
- Sente-se. - Obrigado.
Srta. Cates?
- O que � isso? - Cerveja.
- N�o, obrigado. - O Sr. Petrochine o espera.
Petey, o que tem sobre o coronel russo?
Voc� estava certo. Aconteceu algo estranho.
At� agora foi imposs�vel descobrir o que foi.
N�o aparece na sua casa nem no seu escrit�rio faz tr�s dias.
- Dizem alguma coisa? - Nem um leve o coment�rio.
- Onde est�o Nadia e os filhos? - Nem rastro. A casa est� vazia.
Um amigo averiguou.
- Continuar� investigando? - Assim pretendo, senhor.
Use todos os meios. Se precisar ajuda ligue para mim ou para a Srta. Cates.
- Farei isso. - Boa sorte.
- Bom dia, senhor. - Bom dia.
Se trata de um novo seq�estro?
N�o, � russo. Um bom amigo.
- N�o foi com quem discutiu o resgate? - Exatamente.
Ele disse que n�o sabia nada.
Cumpriu o seu dever. Tinha ordem para negar.
- Considera como seu amigo? - Um dos melhores.
Em todo caso, devo esclarecer uma coisa importante.
Talvez n�o sentimos tanto quanto voc� ou sua esposa o seq�estro do seu filho.
Mas queremos resgat�-lo tanto quanto voc�.
- Se me precipitei. . . - V�o nos complicar a vida.
Ainda n�o sabe nada?
Qual � a especialidade da ind�stria dos seus neg�cios?
Fabrica��o de v�lvulas.
Alguma vez contrabandeou seres humanos?
- Lhe atraem tais perspectivas? - Eu n�o entendo.
Bem. . . Tem uns alem�es deste setor que os russos querem.
Querem negociar, � melhor hoje do que amanh�, para trocar eles por Johnny.
Entregamos os alem�es e nos d�o o seu filho.
O que acha dessa realiza��o?
Se s�o alem�es e cometeram algum crime. . .
Quem disse que cometeram algum crime?
Por que iriam quer�-los, ent�o?
Em Ohio considerariam suas palavras como uma observa��o perspicaz.
Aqui � uma estupidez.
Seriam t�o inocentes quanto o seu filho e os iriam querer.
Suponha que fosse verdade e comprovada a sua inoc�ncia.
O que pensaria sobre o caso?
Ainda gostaria que devolvessem o meu filho.
- Onde pensa jantar hoje? - N�o tenho nenhum plano.
- Quer jantar comigo? - Se voc� quiser.
Certo. Nos veremos no Katacombe �s oito.
Est� tudo planejado pode perguntar para qualquer um.
Coronel?
- Meu garoto est� bem? - At� agora lhe tratam bem.
Obrigado.
Srta. Cates?
- J� chegou? - Est� esperando.
- N�o voltou a chorar? - N�o, senhor. Hoje n�o.
� possivel que n�o precise chorar mais.
- Viu o homem que acabou de sair? - Sim.
� o pai do Johnny. Um senhor muito importante.
Com muita influ�ncia. Fez a viagem at� aqui apenas para nos ajudar.
- Isso � maravilhoso! - Sim, n�s tivemos sorte.
Mas n�o penso lhe dizer nada ainda.
- Vou dizer quando souber algo definitivo, entende? - Sim, coronel.
Ent�o evite falar com algu�m deste assunto, heim?
- Farei isso. - Ligarei quando souber alguma coisa.
- Obrigada. - De nada, querida. Tchau.
Minha esposa sofre do cora��o desde a �ltima guerra.
- Tinhamos outro filho. - Eu sei.
Foi morto quase no final da guerra. Na Batalha do Bulge.
- Por isso nos preocupamos tanto com o Johhny - Entendo.
Infelizmente, ca�ram muitos al�m do seu filho.
- Voc� gosta, heim? - De quem?
- Pensei que estava olhando a pianista. - N�o.
- � uma mulher muito atraente. - E interessante, se � o que insinua.
- Onde ele est�? - Est� l� na frente, coronel.
Ah, sim. Voc� v�?
- Se refere �quele de �culos? - � o marido dela.
- Por que ele usa? � cego? - Sim, uma lembran�a de Hitler.
- Agora ela trabalha para ele, n�o? - Exato.
S�o os alem�es que os russos querem trocar.
- Trocar? Por quem? - Pelo Johnny.
Pensei que eram homens.
E eu, no in�cio. Mas s�o estes.
Se dermos esta pobre mulher do piano e o seu marido
nos entregam o Johhny. Uma troca direta. Sem dinheiro.
Devem ter seus motivos para fazer esse pedido, n�o?
Sim, claro. S�o acusados de um crime ainda n�o especificado.
- J� analisou a sua documenta��o? - Sim, senhor. Claro que � falsa.
- N�o pode estar errado? - N�o. N�o h� d�vida.
Isso n�o significa nada. Se me dessem dez centavos por cada documenta��o
falsa em Berlim, poderia abrir o meu pr�prio neg�cio.
Deve ter a mesma idade da sua esposa.
Sim, parece que sim.
Como se sente agora?
N�o pretendo exercer nenhuma press�o. Muito menos incomod�-lo.
Nos fez participantes da sua experi�ncia.
Eu s� quero saber como iria gerir esta proposi��o.
Coronel, vou dizer exatamente como me sinto.
N�o preciso saber quem s�o ou o que fizeram.
Se entregar essas pessoas � ter o meu filho, n�o quer ouvir mais sobre isso.
- J� terminou? - Sim, senhor.
- Prossiga com a maior discri��o. - Farei isso.
- O que fazem agora? - Verificando a documenta��o.
- O que foi? - N�o gostaram da deten��o.
- Lhes disse os motivos? - Ela perguntou se eram os russos.
Esperavam ent�o. Aonde est�o agora?
Embaixo, pegando as roupas. Moram aqui mesmo, no por�o.
- Tem um segundo subsolo? - Mais parece um esgoto.
- Sem janelas nem nada. Acho que. . . - Est�o chamando.
- Conseguiram fugir? - N�o como sup�e, infelizmente.
Se envenenaram, coronel. Est�o inconscientes.
Ligue para o hospital e diga ao Dr. Foster para ficar pronto.
Que para n�s a vida dessas pessoas vale muito.
Vamos sair daqui, Sr. Leatherby.
O que foi? Est� p�lido.
- Ainda vivem? - Sim, senhor.
- Disseram alguma coisa? - N�o, senhor.
- Tem um cigarro? - Sim, senhor.
Obrigado. Fogo?
- Preciso de um relat�rio sobre eles. - Assim que puder.
- De onde posso telefonar? - Aqui tem um telefone, senhor.
- Ligue para a Srta. Cates. - Sim, senhor.
- Ocupar�o este quarto hoje? - Acho que n�o, senhor.
- Eu vou ocupar. - Tudo bem, senhor.
Coronel, o que prefere? Que eu fique ou v� embora.
Fique e reze. Se morrerem n�o poderemos fazer nada.
Aqui est�, coronel.
Estamos no hospital. Quarto 15.
Aquelas duas pessoas tomaram veneno e tentaremos salv�-las.
O que sabe da Hoffy? Localize-a rapidamente.
N�o ouvi uma palavra dela desde as oito e meia.
Disse para ligar a cada meia hora.
Sim, mas n�o ligou �s nove. Cumprirei suas ordens.
Sim, descubra o seu paradeiro. Preciso dela urgentemente.
Como dedicou esta noite � bebida vou esmagar sua cabe�a.
- O que faz aqui, Petey? - Lamento trazer m�s not�cias.
- Fala de uma vez. - O coronel Lodisensky est� morto.
- Como voc� sabe? - O r�dio da outra zona disse.
- Do que morreu? - Derrame cerebral.
- A desculpa de sempre. Disseram quando? - N�o senhor.
- O que sabe da sua fam�lia? - Voltaram para Moscou, dizem.
Sinto muito, senhor.
- Todos temos que morrer algum dia. - Estarei em contato com Ricky.
- Sim, muito obrigado. - Boa noite.
Que pena.
Devia ser uma boa pessoa.
- O que dizia? - Que devia ser uma boa pessoa.
- Sim, era. - Precisa de mim para algo agora?
No hospital tem um cara que me deve dinheiro e queria cobr�-lo.
Aonde est�? Na sala das enfermeiras?
- Sim, senhor. Se for agora. . . - Est� bem. Est� bem.
N�o v� longe demais. Se essa mulher s� fala alem�o ter� que ajudar.
Danke sch�n. Estarei l� embaixo no hall.
O campo est� completamente cheio.
- Quem ganha? - Rasys por tr�s a zero.
Neste momento come�a o jogo. Goodwyn est� jogando muito r�pido. . .
Poderei salvar a mulher. Mas n�o sei o que acontecer� com ele.
Tem que salvar os dois! Eu preciso de ambos.
- Vou tentar, coronel. - O que tomam? Estricnina?
Sim, como todos.
- Quando poderei interrog�-la? - Agora, se quiser.
O homem est� delirando, mas ela vai responder� a tudo.
- Fala ingl�s? - Comigo, nunca.
- Me chamo Foster, senhor. - Leatherby.
Tem um cigarro?
- Eddie. - Estou ouvindo, senhor.
- J� cobrou? - N�o, senhor. Ainda n�o.
Segundo o doutor, j� podemos falar com ela.
Quero que voc� diga o seguinte.
- Em primeiro lugar, garantir que n�o tem que se preocupar. - Sim, senhor.
- Que ningu�m pensou em entreg�-los aos russos. - Sim, coronel.
E que eles n�o insistir�o se deix�-los falar com o seu marido.
Que seu marido est� bem e concordou com isso se ela se salvar.
- Voc� entendeu? - Sim, senhor.
- Ent�o, v� em frente. Vamos ver como responde. - �s suas ordens.
O marido repete muitas vezes que � general. Von Kratzenow.
- J� ouviu esse nome? - N�o, nunca.
- Sabia que arrancaram seus olhos? - Uma cirurgia?
N�o. Arrancados.
Coronel. . .
- O que far� se um deles morre? - N�o sei.
Entregando um se conformar�o?
� in�til me perguntar qualquer coisa. Ainda n�o sei se discutir�o esta quest�o.
- Como vai fazer um futuro plano? - Quem falou de planos?
S� pretendo continuar o seu jogo e esperar um erro para us�-lo.
- Como est� a partida? - Acabam de conseguir uma corrida. . .
�timo. Esse cara � bom.
� melhor ir falar com ela. H� algo que eu n�o gosto.
Como eu fa�o? N�o sei alem�o.
� o que n�o gosto. N�o � alem�. � inglesa.
- O que est� dizendo? - Ela disse que quer falar com o servi�o de informa��o ingl�s.
N�o, nem pensar. O que mais disse?
Come�ou chorar quando eu disse que queriam o seu marido
e pediu para falar com um agente ingl�s.
S� nos faltava ter um amigo da fam�lia.
- Algu�m mais ouviu isso? - O comandante Foster. Estava l�.
Este assunto est� ficando cada vez mais feio.
� poss�vel afetar a situa��o por ela ser inglesa?
Posso acabar numa pris�o americana se souberem disso.
N�o reprovariam o meu comportamento sendo dois alem�es com documentos falsos,
mas se os ingleses descobrem que jogo com a vida de um s�dito
ingl�s s�o capazes de arrancarem a minha cabe�a.
Especialmente se ele morrer.
Diga ao Foster que lhe ordenou manter sua boca fechada.
- E a ordem tamb�m � para voc�. Obede�am ou vou reagir. - Fica tranquilo, senhor
Eu sabia. Suspeitei desde o in�cio disso, cada vez fica pior.
Maldita burocracia!
Tem certeza que quer que eu fique?
Claro. Para isso veio aqui. Para ver se est� tudo bem.
Sou o coronel Van Dyke, senhora.
� meu dever inform�-la que tudo que disser pode ser usado contra voc�.
- Voc� entende? - Eu entendo.
E quero ver um oficial brit�nico do servi�o de intelig�ncia.
- Por qu�? - Porque eu sou inglesa.
N�o � isso que diz os seus documentos.
Eu sei. Posso explicar tudo.
Muito bom. Ent�o suponho que podem explicar para mim.
- O que quer saber? - Seu nome n�o � Schindler, certo?
- N�o. - Qual �?
Cameron, Rachel Cameron.
- Inglesa? - Sim.
- Qual � o nome do seu marido? - � o general Gerd von Kratzenow.
- Quando se casaram? - Em 1931.
- Onde esteve durante a guerra? - Com ele.
- Na Alemanha? - Sim.
Ao lado contra do seu pa�s, heim?
- Ao lado do meu marido. - E tamb�m dos nazistas.
- Ele n�o era nazista. Eu juro. - Eu sei. N�o tinha nazista.
Algu�m come�ou correr o absurdo boato que havia nazista na Alemanha.
Mas ele n�o era. Eu juro.
Justamente eles arrancaram os seus olhos.
- Os homens de Himmler. - Por qu�?
Fez parte do compl� contra Hitler.
- Por que n�o o mataram? - Eles iam mat�-lo, mas
escapou quando os americanos bombardearam a pris�o de Munique.
N�o entregar�o o meu marido aos russos, certo?
Desculpa, senhora. Vim para perguntar, n�o para responder.
- Ainda est� vivo? - Sim, ainda est�.
Responda a �ltima pergunta.
Qual o interesse dos russos em voc� e o seu marido?
N�o s�o eles. S�o os homens de Himmler.
Trabalham para os russos. Ainda querem nos matar.
Por que n�o nos deixam morrer em vez de mandar para eles?
- Ricky est� no telefone, senhor. Disse que � urgente. - Vou imediatamente.
Senhora, fique calma.
- Al�? - Desculpa se lhe incomodo, senhor.
Mas o tenente-coronel Stanways quer v�-lo. Disse que � importante.
- Stanways? Quem �? - Servi�o de intelig�ncia brit�nica.
Servi�o Secreto? Por que diabos veio?
N�o sei, mas mostra grande interesse em v�-lo.
Lhe digo para ir?
N�o o deixe vir ao hospital. N�o disse onde eu estou?
N�o, mas lembrei de cara que era amigo do coronel Lodisensky.
� isso. Nos conhecemos a�.
Diga-lhe para esperar um pouco. Vou imediatamente.
- Pegue a pasta, sim? - Sim, senhor.
- Fique com ela. Volto j�. - O que fazemos?
Mantenha essas pessoas vivas, entendeu?
Coronel. . . Acho que � melhor eu ir para o hotel.
- O que disse? - N�o precisam de mim. Vou para o hotel.
- Desiste, heim? - N�o, nada disso.
- Come�a ficar com medo. - N�o precisam de mim. . .
- Quer recuperar o seu filho? - Claro que sim. - Ent�o n�o saia daqui!
Vai continuar para ver quanto custa sua devolu��o. Exijo muito?
- N�o, claro que n�o, mas. . . - � um neg�cio sujo e lhe conv�m
que fa�amos sozinhos porque n�o quer se ver misturado nisso.
Deveria ter pensado antes de sair da Am�rica!
Ou�a. Quero v�-lo aqui quando voltar. Entendeu?
Onde pode ver para o que serve os impostos que voc� paga.
- Quem est� ganhando? - "Yankees". Seis a quatro. - Obrigado.
Achei que aquele homem estava meio louco.
Mas acabo de mudar de opini�o. Est� completamente louco!
- N�o se importar� de me dar outro cigarro? - Sim.
- Sabe alguma coisa sobre a Hoffy? - Nem uma palavra.
Como vai? H� muito tempo n�o nos viamos.
Indo de um lado para outro. F�rias do outro lado da cortina de ferro.
� verdade. Voc� fala russo.
N�o o suficiente para encontrar o Lodisensky.
O que aconteceu?
- Sabe que morreu. - Sim, mas como?
Se suicidou.
Depois de matar Nadia e as crian�as.
Pelo visto nunca foi para Moscou.
- N�o sei por qu�. Talvez voc� saiba. - N�o.
De toda forma ter�a-feira lhe ordenaram se apresentar em Moscou.
Naquela noite, quando seus filhos dormiam, atirou neles.
Depois em Nadia e nele mesmo.
Demorou dois anos para ele tirar a Nadia e seus filhos da R�ssia.
Eu ouvi isso.
Sabe para onde queriam ir? Para Paris, Texas.
A escolha era um pouco estranha.
Durante a guerra pilotou um B-27 da base do Alasca.
Fez amizade com um companheiro do Texas que lhe ofereceu sua casa.
Ele n�o hesitou em aceitar.
Eu tinha tudo preparado para ele e sua fam�lia.
-- Saiam amanh� � noite. - Tinha entendido isso.
Sabe quem �?
N�o. Quem?
Chama-se Stamm.
Vivia em Liverpool antes da guerra e trabalhou para Himmler na mesma.
Agora para os sovi�ticos. � o seu principal agente.
E ent�o?
Essa pessoa descobriu os planos do Lodisensky e o denunciou.
- Posso ficar com ela? - Como n�o? - Pressinto que vou precisar.
Espero que sim.
Lamento ter sido portador de not�cias t�o ruins, coronel.
Mas achei que lhe interessariam.
- Era um grande homem. - Dos melhores que j� conheci.
- Boa noite. - Boa noite.
- Espere. - Diga.
Conhece uma mulher chamada Rachel Cameron?
Acho que sim. Lembro dela perfeitamente.
- Quem �? - Est� morta, voc� sabe?
Sim. Ela e seu marido morreram num bombardeio em Munique.
Viveu aqui durante a guerra?
N�o h� raz�o para ocultar a verdade.
Foi uma inglesa casada com um oficial alem�o antes da guerra.
Decidiu n�o abandonar o seu marido.
Nos enviava informa��es do inimigo de vez em quando.
- A prop�sito, lembro. . . - Sabe quem me daria detalhes?
� muito dif�cil sua pretens�o.
Destru�mos tudo o que possa levantar suspeitas sobre nossos informantes.
Especialmente se continuam vivendo aqui ou t�m familiares. Por qu�?
� um nome que vi num registro e pensei que voc�. . .
- Era muito atraente. - Bem. Muito obrigado.
Desculpa, poderia me dizer o que tinha na garrafa?
Cerveja preta.
Tem um gosto especial, certo?
Cerveja preta. . .
Por que n�o chamou?
Vamos ver.
O que foi, coronel?
D� uma olhada nessa pasta.
Verifique se a documenta��o do Lodisensky est� nela.
Est� toda.
- N�o entendo como pode conseguir. - Quem?
- Suspeita que a Hoffy o denunciou? - Parece que sim. O Stanways garante.
Como p�de fazer isso?
N�o entendo.
Tenho o hist�rico dessa mulher desde que ela nasceu.
Conhe�o todos os lugares onde viveu, os sofrimentos que a vida lhe deu
e n�o vejo raz�o para suspeitar de nenhuma das suas a��es.
Absolutamente de nenhuma.
Tem mais c�pias destes documentos?
Nada que possa identific�-la.
- Foi ao seu apartamento alguma vez? - Nunca.
E voc� ao dela?
- Fui um est�pido. - Isso complica ainda mais sobre o Leatherby.
Sinto muito, Steve.
Jurou sobre a B�blia que era sincera.
Escrit�rio do coronel Van Dyke. Sim, est� aqui.
Petrochine, senhor.
- O que h�, Petey? - Sabe onde Frau Hoffmeir est�?
- N�o. Onde? - Acabam de det�-la.
Est� no escrit�rio do comandante Burns.
� intoler�vel! Como puderam deter um dos meus agentes?
Desconhe�o o porqu�. Foi presa e est� l�.
- Onde a detiveram? - Perto de Katacombe. �s 8:30hs.
Obrigado, Petey.
Est� no andar de cima. Ricky, des�a e espere no carro.
Eddie, venha comigo.
- Vamos evitar que o assunto pare. - N�o a usar� de novo, coronel?
Que rem�dio temos? � a �nica com quem contamos.
Como eu avisei, lembra? S� � noite se encontram as feras.
As horas extras ser�o pagas.
Pensando bem, eu tamb�m devia reclam�-las.
- Burns? - Quem �?
Coronel Van Dyke, deixe-me entrar.
- O que pretende, Burns? - Cumpro ordens. Estava na lista.
- N�o disse que trabalha para mim? - Sim, senhor.
Por que n�o levou em conta, ent�o?
Em outras circunst�ncias, sim. Mas tinha ordens do coronel Henderson.
- A que lista se refere? - A de suspeitos.
O que pensaria o Henderson se eu fizesse o mesmo com um dos seus homens?
Certamente falaria em sabotagem do seu trabalho. Voc� sabe disso.
H� obje��o em falar com ela um momento a s�s?
Acho que n�o.
Steve, tenho medo. Tenho muito medo.
Calma, querida. N�o acontecer� absolutamente nada.
- Vai me tirar daqui? - Vim para isso.
Anda, venha um momento. Sente-se aqui.
Primeiro me diga, O que t�m contra voc�?
Mas o que eu fiz? Voc� conhece a minha vida.
Lutei contra os nazistas, depois contra os vermelhos. Me arrisquei. . .
Agora me diga, o que fa�o com os dois alem�es?
- J� sabe de alguma coisa? - Queria falar disso.
Nesta noite querem fazer uma troca.
- Esta noite? Por que a pressa? - Querem envi�-los para a R�ssia.
- Se esperarmos at� amanh�. . . - Sabe onde est� o garoto?
Levam ele � Pra�a Potsdam se levar os dois alem�es.
S� posso levar um.
- Por que? - Voc� n�o soube.
- Tomaram estricnina. - Pelo amor de Deus, n�o.
Ela ainda est� viva, mas ele possivelmente morreu.
- Como os russos reagir�o? - � horr�vel. Aqueles coitados.
N�o h� tempo para lamentar. S� quero saber se aceitar�o
- s� a mulher. O que voc� acha? - N�o sei. Teria que perguntar.
Mas estando presa. . . N�o me deixam sair daqui.
Estou com medo, Steve. N�o sei o que esperam de mim.
Por favor, me livra desta situa��o. Me ajuda.
Vou ajudar. Prometo te tirar daqui imediatamente.
Mas antes escute com calma um minuto.
V� e fa�a uma nova oferta.
Coloque o problema como est�.
Com a promessa de que se o homem se salvar, o entregaremos tamb�m.
Se ele morrer, s� entregaremos a mulher.
- E ela n�o vai morrer? - J� tomou estricnina? - N�o.
Sabe tanto quanto eu sobre os efeitos que ela pode ter.
S� sei que se ela se salvar, a enviarei para l�. Est� claro?
- Sim, entendo. - Ou�a isso.
�s onze e meia.
Quero que me tragam o garoto. Deve estar no hospital � uma.
Numa ambul�ncia.
Esperarei na entrada de tr�s. Sabe de onde digo.
O motorista da ambul�ncia e os acompanhantes n�o deve deixar
o carro sob qualquer pretexto.
N�o quero que coloquem os p�s em Berlim Ocidental.
A troca ser� feita pelo nosso pessoal. Est� claro?
- Quem verificar� sua identifica��o? - Voc�.
Voc� ser� a representante neutra dos dois lados. Identifica��o, troca, etc.
Se n�o gostarem disso, eu lamento. N�o penso mudar a minha proposta.
- Voc� vai dizer? - Com as mesmas palavras.
Certo. Parece que o assunto anda.
- Eu posso. . . sair daqui? - O que eu disse?
Nunca vou esquecer voc�.
Obrigada, querido.
Vai se apaixonar?
Vou deix�-la em liberdade, comandante.
- Sob minha responsabilidade. Diga ao coronel Henderson. - Como disse, coronel.
Pode ir, Hoffy.
Suponho que desaprova minha conduta.
- N�o, senhor. - Bem, esta noite era necess�rio.
Tenho uma miss�o muito delicada para ela.
Supondo que seja Frau Hoffmeir.
Quem disse o contr�rio?
� um impostora que matou Frau Hoffmeir para substitu�-la.
Lembra da cicatriz do pesco�o? Ela mesma fez isso.
Prevendo tudo porque sua v�tima tamb�m tinha.
Coronel, desta vez cometeu um erro grave.
Obrigado pelo seu aviso. Algum dia vou retribuir o favor.
Vamos, Eddie.
A situa��o se torna cada vez mais embara�osa, coronel.
Para ver se era capaz de encontrar outra melhor.
E muito menos exposta, se eu puder.
Lembra da �ltima vez que tentaram nos trapacear?
Como se chamava aquele cara?
Blarsky? Drusky?
Coronel!
- Onde est� o velho soldado? - Ficou preso no elevador.
� a terceira vez que acontece esta semana.
Vamos ter que jogar sujo?
S� em caso de extrema necessidade.
O que pensa fazer se n�o aparecerem?
O que posso fazer? Tocar meu plano pra frente.
- Chama o Foster e pergunta como est�o os alem�es. - Sim, senhor.
Ponha-me com Toledo, Ohio. Ligue para qualquer um.
Sim, j� sei que demora. Fa�a essa liga��o o mais r�pido poss�vel.
- Conhece uma enfermeira aqui, n�o? - Sim, senhor.
Procure imediatamente dez gramas desta porcaria.
- O que � isso? - Qual a diferen�a? Pare de perguntar.
- Tome nota. Enviar um buqu� de rosas � esposa do comandante Burns. - Sim, senhor.
Se importariam de me deixar s� por alguns minutos, senhores?
- Quero saber qual � o seu plano. - Por qu�?
Embora sinta antipatia pelo governo comunista,
n�o pode fazer tratos sujos com ele.
- Quem trata com um governo? - N�o tenta?
Fred, lembra que perguntamos pelo cabo Leatherby uns dias atr�s?
- E a resposta? - Nem a menor id�ia do seq�estro.
Sabendo disso, como posso tratar com um governo que n�o tem nem id�ia?
Sabe que � uma das suas inesgot�veis desculpas.
N�o para mim. Se uma pot�ncia amiga como a R�ssia me garante que n�o ouviu falar
do cabo Leatherby, � mais que suficiente.
- Quer me deixar seguir com meu plano? - Com quem est� negociando?
Ou�a, n�o acha que os russos gostam de trabalhar por conta
sem a interven��o do seu governo?
Quanto a mim, estou em contato com um grupo de
homens de neg�cios de l�. Que os americanos chamariam de desiludidos. Tem algum mal nisso?
- Sim, senhor? - Como est�o os alem�es?
A mulher est� bem melhor. O homem desenganado, mas com esperan�as.
Fred, esta noite jogo p�quer ganhe ou perca, entende?
Ent�o convido voc�s para jogar uma partida no clube.
Prometo contar tudo do jeito que acontecer.
Certo. Mas vou fazer uma advert�ncia.
Se procura uma complica��o, n�o conte comigo para nada.
Veja como queira, sua conduta n�o tem desculpa nem justificativa.
A menos que resgate o rapaz.
- Al�? - Coronel?
- Certo, qual � a resposta? - Concordam.
- Bom trabalho, querida. - Mas insistem nos dois.
Se continuam vivos, ser�o entregues. Eu disse antes.
Mas e se um deles morrer, continuaria o acordo?
S� posso dizer pessoalmente. Quando te ver a�.
- N�o est� sozinha? - N�o.
N�o ficarei a noite toda a c�u aberto esperando se decidirem.
Ou a ambul�ncia vem � uma em ponto ou vou jogar p�quer.
Certo? Ei? A que horas pensa chegar?
Estaremos no hospital de meia noite e meia a uma hora.
Certo. Te vejo mais tarde. Boa noite.
Estava certo. A situa��o se torna cada vez mais embara�osa.
- Acontece alguma coisa? - N�o sei ainda.
- Ou�a. � importante. - Sim, senhor.
Avisa todos os controles.
Que uma ambul�ncia vindo da zona oriental cruzar� o ponto zero
entre meia noite e meia e quinze para uma desta noite.
- A ambul�ncia deve passar sem ser submetida a nenhuma revista. Certo? - Sim, senhor.
- A identifica��o do pessoal da ambul�ncia este departamento far�. - Sim, senhor.
Passa esta ordem para a pol�cia. Que montem guarda nas estradas.
Que avisem quando a ambul�ncia passar.
Bem, senhor. Mais alguma coisa?
N�o. Me faz o favor de trazer uma garrafa de absinto.
- Absinto? - Sim. Pode conseguir?
- Vou tentar. - Traga-me. � muito importante.
Acontece que conhe�o uma mulher que. . .
Certo. Agora v� prevenir a sentinela.
Para quando chegar uma mulher chamada Hoffmeir, envi�-la diretamente aqui.
Sim, coronel.
- Doutor, tenho grande interesse que me explique uma coisa. - Ent�o, diga.
Gostaria de saber, em detalhes,
o que fez aos dois alem�es quando os trouxemos esta noite.
- A que se refere? - Ao tratamento.
- Sargento. . . o coronel Van Dyke est� ocupado? - No momento sim, senhor.
- Queria alguma coisa? - Sim, falar com ele um momento.
Eu vou dizer-lhe.
- Faz id�ia do que pensa fazer? - Absolutamente nenhuma, amigo.
Est� completamente louco. Eu reconhe�o um quando vejo.
� bom?
- N�o experimentou? - A cerveja n�o me deixe tempo.
Eu dou a minha parte para ela.
Coronel?
- Sim? - Estou pensando. . .
O que est� pensando?
Veja, a garota que me deu isso, falou disso elogiando tanto. . .
Tanto o qu�?
- Me disse que cozinhava com isso. - S�rio?
� desagrad�vel quando se sai com uma garota e ela sabe mais que voc�.
Especialmente de coisas prim�rias.
- Como � o �lcool. - Quer um gole?
S� o suficiente para saber o gosto, coronel.
Est� bem empregado pelo forte.
Essas mulheres. . . devem ter o est�mago blindado.
E quanto a ambul�ncia? Est� acertado?
Fique colado ao telefone atento a qualquer aviso.
Eu tinha esquecido. Aquele rica�o quer v�-lo.
- Para qu�? - N�o sei. N�o me disse.
Mas tinha a cara ruim e faz�-lo esperar deve desconcert�-lo.
- Diga-lhe que pode entrar. - Sim, senhor.
- Entre voc�, est� esperando-o. - Obrigado.
Entre.
Est� com dinheiro? Quero dizer dinheiro americano.
- Quanto precisa? - Tudo que voc� tiver.
Bem o que preciso. Devolverei um dia, se eu puder.
Mas se tivermos sorte, n�o espere.
- Isso � o de menos. - Ah, sim. Tinha esquecido. � rico.
- O relato daquela mulher � verdade? - Os fatos mostram que � verdade.
Se os entregassemos aos russos, que destino teriam?
- Se importa? - Me sinto respons�vel.
A menos de quatro horas estava indiferente ao que lhes acontecesse.
Segundo voc�, s� se preocupava com sua esposa e seu filho.
Agora sei muito mais do que ent�o.
Acho que v�o mat�-los. Primeiro ser�o torturados e depois os matam.
Ela informava os brit�nicos durante a guerra e exigir�o
que pague a conta que tem pendente com eles.
T�m boa mem�ria nestes casos.
Sabe que horas s�o?
Sim, meia noite e vinte e cinco.
Soldado, veja se encontra a Srta. Cates. Pergunte a qualquer um.
Coronel. . .
- O que os russos far�o com o meu filho? - N�o sei.
�s vezes aplicam drogas para interrog�-los.
Outros, no entanto, desaparecem e n�o se sabe mais nada.
- Os matam? - Isso eu n�o posso dizer.
Por qu�?
O que pensar� se disser que mudei de opini�o sobre este assunto?
Sobre que assunto?
Devo deixar o Johhny sair por conta pr�pria.
N�o quero enviar aquela mulher l� sabendo o que a espera.
Tem certeza do que diz?
Sim.
O que dir� a sua esposa?
Tenho certeza que tamb�m falo por ela.
Embora vivesse cem anos, nunca diria nada t�o maravilhoso e enobrecedor.
Mas seus desejos n�o influenciariam no assunto, nem influenciar�o agora.
Estas s�o decis�es que correspondem a um soldado.
- Bem, j� era tempo. - N�o foi f�cil de conseguir.
Wunderbar.
- Agora s� falta a Hoffy. - N�o sabe quanto custou encontrar.
- O que � isso? - Um explosivo.
Est� louco?
N�o se assuste. Assim tem um gosto melhor.
- Ei, voc�. Aonde vai? - Ao hospital. Ver o coronel Van Dyke.
Bem. Siga-me.
A ambul�ncia atravessou a fronteira.
Se aquela mulher me deixa esperando. . . Tem certeza que vigiam a entrada?
Vou verificar.
- O meu filho vem nessa ambul�ncia? - � na que sopomos que vem.
De onde �, coronel?
De Wisconsin, de uma cidade que n�o conhece. Predity Shane.
Est� enganado, n�o tem uma escola superior l�?
� verdade, Campion College, uma escola cat�lica.
Joguei no time de futebol antes de me meter nessa confus�o.
Ainda jogam.
Campion College. Toledo, Ohio. Como estamos longe disso!
Me chamo Hoffmeir. O coronel Van Dyke me espera.
Siga em frente at� o final e vire � direita.
- Obrigada. - De nada.
- Voc� � Frau Hoffmeir? - Sim.
O coronel Van Dyke est� esperando no quarto 15.
Entre.
Pensei que o coronel Van Dyke estaria aqui.
Ele desceu para ver como est� o alem�o. Voltar� num instante.
Quer por favor dizer-lhe que estou esperando?
Com muito prazer.
- Temi que algo tivesse acontecido. - N�o.
- Contudo estou desejando acabar. - Quem n�o est�?
- Continua em p� o nosso acordo? - Me disseram isso.
A ambul�ncia j� saiu da sua zona.
�timo. E o homem? Est� a salvo?
Aparentemente, sim. Os m�dicos garantem.
Tudo isso me enoja como voc� n�o pode imaginar.
- N�o quero fazer novamente. - Esque�a, querida.
Voc� faz por uma boa causa.
A ambul�ncia cruzou a linha, senhor.
- Ol�, Hoffy. - Continua no telefone, sim?
N�o me separei um instante.
Bem. N�o resta mais que esperar tranquilamente.
Acho que sim.
Tem raz�o. O que pensou fazer depois?
Ir para a cama. No momento que terminarmos.
N�o � f�cil adivinhar o medo que passo.
Tinha pensado tomarmos juntos uma bebida para comemorar.
- N�o. - � para voc�. O Eddie trouxe.
Ele pediu a uma das suas namoradas.
Obrigada.
Eu agrade�o muito, mas esta noite n�o quero.
- Pelo menos por hora. - N�o fale bobagem.
Se n�o quer agora, Quando ser� o momento certo?
Bem.
- Mas s� uma. - Sim, apenas uma.
N�o sei que diabos o comandante Burns pensa de voc�, Hoffy.
- Deve me confundir com outra pessoa. - Eu concordo.
� um homem de ideias fixas e insiste que voc� trabalha para os dois lados.
Eu sei. Ele me disse.
O ruim desses cabe�a-duras � que acham que todos est�o errados, menos eles.
- O que voc� respondeu? - Se lembra da minha pasta?
Sim.
Quando lhe mostrei todas as informa��es que tenho sobre voc�,
esteve prestes a desmaiar.
Tenho alguns documentos que nem voc� sabe que existem.
- N�o duvido. - Conhe�o passo a passo toda a sua vida.
- Voc� sabia? - Tenho certeza que sim.
N�o existe ningu�m. . .
que te conhe�a como eu.
Por nossa sorte.
Te aborre�o, mas. . .
O que foi? N�o quer brindar?
� melhor esperar at� ao final.
Nem mesmo uma? Pelo final da miss�o.
Antes de fazermos a troca, n�o.
Entre. Pode falar. � um dos nossos.
Lamento informar que piorou repentinamente e. . .
- Est� morto, certo? - Sim, senhor.
- Mas n�o disse que o salvaria? - Pensei que sim.
Voc� garantiu. Disse que o cora��o normalizara e que n�o havia perigo.
- Que tipo de m�dico � voc�? - Coronel, lhe demos oxig�nio.
- Acabo de lhe aplicar adrenalina. - N�o prossiga.
- V�. - Lamento, senhor.
Voc� j� n�o ouviu. Pode fazer o que achar mais apropriado.
E a mulher est� bem?
Para se convencer, vai tomar seu pulso. Fa�a se quiser.
N�o acho necess�rio.
O problema � se eles insistirem em ver o homem.
- Mas se ele est� morto. - Disseram-me para comprovar.
- Para que vai fazer? - � necess�rio, Steve.
Ou n�o poderei continuar trabalhando com eles. S�o muito desconfiados.
Sim. Est� certo. Acaba sua bebida. Te levo para v�-lo.
Vou tomar quando voltar.
N�o seja est�pida. Vai ver um cad�ver com o est�mago vazio?
Pode ser melhor. N�o passarei bem de qualquer forma.
Coronel. J� est�o aqui.
Ei, voc�. Volte para dentro. N�o sprechen ingl�s?
Diga-lhe que se n�o obedecer todas as minha instru��es o expulso aqui.
Eu lhe disse.
- N�o tomou? - N�o. Mas eu sim.
Est� trancada.
N�o trancaram com m� inten��o. S�o tolos.
Abra essa porta.
Querem dizer o que eles pretendiam?
- Deixa eu falar com ele primeiro? - V� em frente.
Qual � o seu nome? N�o pode me ouvir?
Sim, senhora.
- Ent�o me diz o seu nome. - Leatherby. Cabo John Leatherby.
N�mero de identifica��o?
- Aonde a Ricky est�? - Com a alem�, senhor.
- Diga para trazer a garrafa aqui. - Sim, senhor.
- E volte imediatamente. - Pode me dizer o que acontece?
Ainda n�o, mas come�o a ver claramente.
- Voc� quer falar com ele? - Vai, Leatherby.
Ol�, Johnny.
Pai, o que est� fazendo aqui?
Agora j� est� a salvo, filho.
Ol�, rapaz.
- Ol�. - Est� feliz em voltar?
Ah, garoto!
- A mulher est� a� dentro. - A verei ao coloc�-la na ambul�ncia.
Como quiser. N�o ia comprovar a morte do alem�o?
Aonde est�?
Ordenarei ao Foster que o traga para este andar.
N�o sabe o quanto lamento tudo isso.
- Mande o Foster vir. - Sim, senhor.
Sabe o que aquela bebida tinha?
- Me d� a garrafa. - Sim, senhor.
Fa�a-a engolir uma boa dose.
- O que aconteceu? - J� disse que jogariamos sujo.
- Cubra-a bem. - Com voc� nunca se est� seguro.
- Preparada a escolta? - Sim, senhor. Esperando o sinal.
Certo. Para ver como explica essas notas na outra zona.
Te presenteio, rapaz.
Ei, Tovarich. V� para o inferno.
Fora daqui! Fora daqui, j�!
Sargento, que saiam imediatamente.
- Vamos, coronel. J� foram embora. - Por favor.
- Aonde est� aquela mulher? - Est� aqui. N�o se preocupe.
Leve-a com o seu marido para acordarem juntos.
Aonde faremos a lavagem do est�mago?
Na sala de cirurgia. Por favor, se apresse.
- Ricky. - Oi?
- Quer dizer � Kathy para vir? - Imediatamente.
- Vai doer muito? - Ou�a, coronel. . .
Eu sei, eu sei! Mas n�o suporto a dor.
Por favor, Ricky. � um leve envenenamento.
Como terminou o jogo?
Os "Yankees" ganharam de sete a seis.
Botava f� na minha equipe.
Coronel, o Sr. Leatherby quer v�-lo.
- Aonde ele est�? - No terra�o.
- Diga-lhe para esperar um momento. - Bem, senhor.
Essas cartas. Passo.
- Tem um cigarro? - N�o. Faz tempo que n�o compro.
� o �nico meio de acabar com o v�cio, dizem. Quantas?
Nossa, toda a fam�lia. Como vai, cabo? Est� recuperando as for�as?
- Obrigado, senhor. - Bom dia.
Como vai Kathy? Como se sente agora?
Me sinto muito feliz, gra�as a voc�.
Como vai, coronel?
Este trabalho � o mais chato.
Come�o ficar cansado e n�o consigo dormir.
N�o queria interromper, mas o meu filho veio lhe dizer uma coisa.
- Com sua permiss�o, coronel. - Toda, rapaz, mas seja breve.
Vim dizer para voc�, coronel, que. . .
meu pai me disse que prop�s a voc�. . .
Como tem feito muito por n�s, Voc� aceitaria. . . ?
N�o devia quebrar a cabe�a, te falta a flu�ncia.
Mas como fala sobre isso, sou eu que devo dizer que seu pai
fez ontem � noite algo extraordin�rio. Tomou uma decis�o que saiu daqui.
Foi um ato magn�fico que lhe honra.
Mas voc� n�o sabe uma palavra disso porque ningu�m nunca vai mencionar.
- Voc� manda, coronel. - Ah, sim?
Agora que foi tudo dito, palavra que n�o nasceu para homem de neg�cios.
At� logo, Johnny. E muita sorte.
- Posso fazer algo mais por voc�? - Mais nada, coronel. Obrigado.
Se perder o seu filho novamente, me avise.
Adeus, garota. Que seja muito feliz.
- Boa sorte. - Obrigada, senhor.
Vejo voc� em Toledo.
Interrompemos nossa programa��o, para informar que conforme not�cias
recebidas do quartel general, o cabo John Leatherby, de Ohio,
que foi sequestrado pelos russos h� dez dias, foi devolvido.
A boa vontade que os russos demonstraram durante as negocia��es
diplom�ticas em rela��o a este incidente,
� interpretada como mais uma prova do seu desejo sincero
de reatar suas rela��es de amizade com as pot�ncias ocidentais.
LEGENDAS : Laercio GRUPO ALLIED FORCE Tradu��o da legenda em Espanhol
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