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Original subtitles

No sistema de justi�a criminal, crimes sexuais

s�o considerados especialmente hediondos.

Na cidade de Nova Iorque os dedicados detetives

que investigam esses delitos b�rbaros

s�o membros do esquadr�o de elite

chamado Unidade de V�timas Especiais.

Estas s�o suas hist�rias.

DPNY, pare!

Pare!

Persegui��o a p�, rua 136 com a 12�, rumo ao sul.

Tenente, voc� est� bem?

Vai, vai, vai.

N�o me fa�a atirar em voc�.

Est� bem, eu estuprei aquela vadia!

Ajoelhe-se, agora!

Voc� est� bem?

Estou.

O que est� fazendo, lindo?

Tem mais um pouco daquele espumante?

Sim, tudo o que voc� quiser.

Voc� precisa de prote�na.

Vou fazer um omelete. Tem ovos?

N�o tenho ovos. S� espumante.

Algu�m disse ovos?

N�o tem ovos.

Gra�as a Deus.

Sou vegana.

Tudo bem. Desculpe, Amanda.

Tudo bem, est� de plant�o.

A partir de agora, estou de folga.

Voc� queria me dizer algo?

N�o, espere. Primeiro, quero dizer algo.

Eu sei que te magoei,

com aquela hist�ria das acompanhantes...

-Prostitutas. -Certo.

Quanto a isso, posso te garantir que eu mudei.

Perder voc�, me ensinou uma li��o.

Se puder me dar uma segunda chance,

farei tudo para te mostrar que eu mereci,

que voc� merece.

Eu j� volto.

Vamos l�, Sam. Atire.

-Vamos. -N�o consigo, n�o consigo.

-N�o posso. -Pode sim.

Voc� consegue. Vamos l�.

-Est� bem ali. -Estou tentando, est� bem?

Vai. Atire.

Atire de uma vez.

Quer saber? Voc� � p�ssimo.

-Eu mesmo atiro. -N�o, fa�o, eu fa�o.

Meu Deus.

-Vamos l�. -N�o, eu n�o...

Termine isso, vamos.

Vai logo, seu frouxo.

Vai. Puxe o gatilho.

N�o consigo.

Ele n�o consegue. Travou.

Deus, me desculpe, pai.

N�o � para mim que deveria de desculpar.

Este animal est� sofrendo.

Pronto, acabou seu sofrimento.

Sinto muito, pai.

-Eu realmente sinto muito. -Vai ficar tudo bem, filho.

Voc� s� precisa aprender. E ir� aprender.

Sam Conway, 15 anos.

O professor viu sangue atr�s de sua bermuda.

-O que o Sam disse? -Que caiu, mas esse sangue?

Parece ser um caso de notifica��o obrigat�ria.

Espero estar errada.

N�o, fez certo em nos chamar.

-Onde Sam est� agora? -Esperando a m�e na enfermaria.

Ele est� com seu irm�o, Brian.

Meu irm�o quer ir para casa.

Precisamos esperar sua m�e.

Voc� � o Brian, certo? Sou a detetive Rollins,

-e ele, detetive Carisi. -Pol�cia?

-Ele n�o fez nada. -Sabemos disso.

Seu irm�o n�o est� encrencado, certo?

Por que n�o nos conta o que sabe?

Ol�, Sam.

Pode nos dar licen�a, por favor?

Oi. Sou o Sonny.

Oi, eu...

-s� quero ir para casa. -E ir�, voc� ir�. � que...

muitas pessoas est�o preocupadas com voc�.

Sim.

Digo, eu cai, certo?

Estou... estou bem.

Isso � vergonhoso para voc�s.

N�o importa. Bato em qualquer...

-Brian, o que houve? -M�e,

Sam se machucou, mas est� bem.

N�o sabemos ao certo o que temos.

Sam?

Oi, m�e. M�e, estou bem. Estou bem.

Precisamos lev�-lo para o hospital.

Claro.

Ligarei para meu marido nos encontrar l�.

Tudo bem.

LAW AND ORDER: SVU 20x01 Man Up

Equipe Queens Of The Lab -Diabolicamente Majestosas-

@Queens_OfTheLab

Kings: caio213 | TatuW

Queens: Carrolpatty | Lu Colorada

Queens: marisa | Nay

Queen: LaryCarvalho

Bom em ingl�s? Quer legendar conosco?

Inscreva-se no site www.queensofthelab.ga

Estamos lidando com abuso sexual?

O exame indica penetra��o anal,

-n�o com um objeto. -Ele foi estuprado.

Sem s�men, com sangramento, machucados, arranh�es,

aconteceu nas �ltimas 48 horas. Pode ser abuso ou sexo forte.

Ele tem 15, ent�o n�o � consensual.

Ele... ele tem 15 e n�o est� falando.

Carisi est� tentando, novamente.

Alguma coisa com a fam�lia?

Querem acreditar que ele caiu.

Certo, voltem para a escola,

vejam se h� outro aluno, professor, treinador.

Pode deixar, Liv.

Sr. e sr�. Conway, sou a tenente Benson.

Como est� meu filho? Quero v�-lo.

Ele est� conversando com meu detetive.

Dei permiss�o a eles, querido.

Claro. O que podemos fazer, tenente?

Se puder me falar dos �ltimos dias dele,

aonde foi, com quem esteve.

Esteve conosco. Com sua fam�lia.

N�o fui e n�o falei com estranhos.

N�o, n�o, e n�o.

Tudo bem, Sam, falei com seu m�dico,

ele disse que esses machucados n�o vieram de uma queda.

Seja o que for, n�o h� motivo para ter verg...

-N�o tenho nada para dizer. -S� me d� um nome. Quem foi?

Estou bem, certo? Precisava que isso acontecesse.

-O que precisava? -� assunto meu.

Tudo bem, veja, est� certo.

Seu corpo, seu assunto, mas se mudar de ideia

e decidir que n�o est� bem, quero que me ligue

a qualquer hora, certo?

Pai.

Estou aqui. Est� tudo bem.

Obrigado por cuidar do meu garoto.

Oi, Sam...

cuide-se.

Falamos com os amigos do Sam,

professores, com o time e treinadores.

Ele � querido, tem boas notas.

Est� viajando com o time de beisebol.

� volunt�rio em um abrigo de animais.

Sem hist�rico de bullying,

e os professores n�o oferecem risco.

E quando a fam�lia?

John � dono de uma empresa de bebidas.

Molly � m�e e dona de casa.

Casados h� 20 anos. Sem hist�rico de brigas.

Os vizinhos s� falam de coisas boas.

E o irm�o, Brian?

Esteve na deten��o algumas vezes. Brigas.

Todos dizem que ele e Sam s�o bem pr�ximos.

O pai disse que estavam juntos no fim de semana.

H� alguma chance

de Sam ter ficado sozinho em algum momento?

N�o sei. Estava com Brian e John

em Steuben County em uma ca�ada.

Tudo em ordem: Licen�as, registro dos rifles.

Ent�o, o que diabos estamos procurando?

Algo que Sam me disse no hospital,

que seja o que fosse, ele disse que precisava que acontecesse.

Talvez estivesse se aventurando sexualmente.

� poss�vel que tenha encontrado um agressor fora do estado.

N�o � incomum isso acontecer com um jovem garoto.

Mantive o olho na bola e rebati.

Quase um home run.

Quase um home run � bem espetacular.

Sim, queria que voc� estivesse l�.

Querido, tamb�m queria.

-Na pr�xima irei. -Promete?

Prometo.

Agora, v� dormir. Eu amo voc�, certo?

Tamb�m amo voc�.

Tchau, m�e.

Boa noite.

-Oi. -Oi.

Carisi disse que Sam tem uma namorada.

Ela est� a caminho da delegacia.

Uma namorada da qual n�o sab�amos.

Eu n�o sei.

A esposa do Tyree fez p�o de banana novamente.

Rollins, tem...

tem alguma coisa...

A namorada chegou.

N�o sou namorada dele exatamente.

Voc� � garota e uma amiga.

N�o est�o envolvidos sexualmente.

Por Deus, n�o.

N�s tentamos uma vez, mas ele...

N�o conseguiu. Ele est� bem?

N�o falou com o Sam hoje, n�o �?

-N�o. Estou brava com ele. -Por qu�?

Dever�amos estudar ontem � noite,

mas ele me ligou, parecia b�bado.

Acho que estava em um bar.

O que ele disse?

Ele estava rindo ou chorando, n�o sei.

Disse, "hoje eu virei homem".

Seja l� o que isso signifique.

Eu n�o o reconhe�o.

Sabemos que ele esteve aqui no domingo.

Rastreamos uma liga��o.

Voc� n�o pegou os documentos. N�o importa.

Mas ele pode ter sido estuprado.

Ele estava com algu�m?

Achei que era o pai dele.

-Pai? -Sim, mais velho, 50 anos.

Estava com os bra�os nos ombros do garoto.

� ele?

N�o. O cara usava �culos, cabelo branco.

Pegou o nome? Pagou com cart�o?

N�o, dinheiro.

Mas tenho certeza que sa�ram de UBER.

Gus Haverford, tem 55 anos,

vice-presidente s�nior na Morgan Stanley.

Disseram no escrit�rio que ele faz yoga todo dia.

Boa vida, almo�os longos, malhando.

Provavelmente faz massagem depois.

Massagem? N�o sei. Parece perda de tempo.

Voc� claramente nunca ganhou uma boa.

Voc� nunca ganhou nenhuma.

-Ai est� o nosso cara. -Gus Haverford, NYPD.

Precisamos conversar com voc� sobre Sam Conway.

Juro por Deus, n�o sabia que ele tinha 15 anos.

O garoto estava com problemas.

Mandei o UBER lev�-lo para casa.

Pergunte ao motorista.

O motorista disse que voc� estava agarrando ele.

Estava confortando o garoto. Ele estava chorando.

-Chorando por qu�? -N�o queria ir para casa.

Achei que era medo de ser pego pelos pais

-por estar b�bado. -Mas?

Ele parecia mais preocupado com o irm�o.

Ele estava hist�rico, resmungando.

Alguma coisa sobre um coelho.

Coelho?

Alguma coisa aconteceu na viagem de ca�a.

Brancos e rifles. Nem sei o que dizer.

-Ele n�o queria atirar. -No coelho?

-O que mais ele disse do irm�o? -Foi s� isso.

E se tiverem mais perguntas, vou chamar meu advogado.

O irm�o est� envolvido?

N�o seria a primeira vez.

Fale com ele.

Longe dos pais.

Oi, Brian, posso falar com voc�?

Tenho treino de baseball no Parque Riverside.

-O �nibus est� saindo. -N�o vai demorar.

J� contei tudo a voc�s. Respondi todas as perguntas.

-N�o podem nos deixar em paz? -N�o, n�o podemos.

Conte-me o que aconteceu na viagem de ca�a.

Nada.

�? N�o foi o que eu ouvi.

Sam pareceu chateado,

a ponto de ir para um bar e ficar b�bado.

N�o conte aos meus pais. N�o quero ele com problemas.

Voc� sabe que ele saiu do apartamento?

Eu fiquei preocupado.

Ele voltou, vomitou pelo banheiro todo.

Eu limpei e o coloquei na cama.

O que aconteceu com ele, Brian?

Nada, foi s� isso.

Veja s�, Brian. De homem para homem.

Qual �, cara. Os ferimentos, sangramento.

N�o aconteceram de uma queda

e n�o foi sexo que deu errado.

Seu irm�o foi estuprado. Sabe o que � isso?

Meu irm�o n�o � gay.

Voc� �?

O que est� dizendo, que eu...

que eu estuprei meu irm�o?

-Estuprou? -Voc�s s�o doentes.

Eu n�o...

E o coelho?

Como voc� sabe disso?

Seu irm�o n�o quis atirar?

N�o sei do que voc� est� falando.

N�o quero perder o treino. Tenho que ir.

O Fin falou com o Brian.

-Ele n�o admitiu nada. -Mas ele sabe.

Fin disse que sabe.

Chamamos o Servi�o Social para investigar.

Sem a coopera��o do Sam...

seria um caso bem dif�cil, pessoal.

-Desculpa. -Farei umas liga��es.

Tem que haver algo.

Amanda,

o que quer que seja que est� acontecendo com voc�,

se voc� vai me contar ou n�o,

e eu n�o quero invadir a sua privacidade

ou perguntar algo, que como sua chefe,

eu n�o deveria estar perguntando...

Estou gr�vida.

Parab�ns.

-Ou... -A escola ligou.

Sam e Brian estavam brigando.

O que aconteceu?

Brian foi para cima do Sam. Tentamos impedir.

N�o diga nada.

Os pais n�o atendem, n�o sei para quem ligar.

Afaste-se dele!

Largue ele!

Sam, voc� est� bem?

-Acalme-se. -N�o fui eu!

-Ele age como um bebezinho. -Calma.

Eu pego ele, Tenente.

Meu Deus. Sinto muito.

N�o acreditem nele. Eu n�o o toquei.

-Acabou! Pare! -N�o toquei nele.

UVE, envie uma ambul�ncia para 1200� com a Madison.

Sinto muito. Tente n�o se mexer.

A ajuda est� a caminho.

Aguente firme. A ajuda est� a caminho.

Vai mesmo falar com ele sem os pais?

Ele tem 17 anos, e n�o pediu advogado.

Acha que ele vai confessar ter abusado do irm�o?

O que quer que aconte�a naquela fam�lia,

acho que o Brian est� no meio tamb�m.

Talvez ele esteja procurando por salva��o.

Eu deveria chamar meu pai.

Quer que seu pai escute o que vai dizer?

Achei mesmo que n�o.

Brian, queremos ajud�-lo.

�? Ele n�o quer.

Eu quero.

Sei que tem coisas que n�o quer falar.

E coisas que voc� n�o pode. Vamos come�ar com algo

que voc� pode falar. Certo?

Veja bem, eu amo o Sam.

Eu nunca o machucaria.

Eu sei disso.

Ele � seu irm�o.

Vou perguntar sobre a viagem do �ltimo fim de semana.

Voc�s e seu pai v�o muito ca�ar juntos?

Meu pai atirou em um javali uma vez.

Ele estava atacando. Meu pai poderia ter morrido.

E sobre o coelho?

Ele tinha um tiro limpo. Poderia ter...

Sendo o irm�o mais velho, teve que dar uma li��o?

Por isso fez com o Sam o que fez

e bateu nele, para mant�-lo em sil�ncio?

Meus meninos se amam.

Qualquer que fosse o motivo. Irm�os brigam.

Foi o que eu ouvi. Eu s� tenho irm�s.

Brian n�o fez nada.

Por que ele atacou voc�, Sam?

Pareceu para mim que ele tentava te matar

ou tentava fazer voc� ficar em sil�ncio.

O pai do Sam se juntar� � conversa.

Tudo bem para voc�, Sam?

Sim, est� tudo bem.

Molly, quer dar uma pausa?

Estou bem.

Tudo bem, ent�o.

Tenho algo a dizer para voc�s.

N�s temos algo para dizer.

Meu filho veio at� mim esta manh�.

-O qu�? -Ele � gay.

Ele conheceu um garoto na viagem.

Uma coisa levou a outra.

Mas n�s conversamos, eu e o Sam.

Eu estou bem. Ele tamb�m.

Temos que continuar conversando,

talvez terapia familiar, certo, Sam?

Mas, Sam, haviam hematomas.

Voc� estava sangrando, seja l� o que aconteceu...

Voc� disse que estava b�bado, filho?

� sim, eu estava,

e as coisas ficaram meio agressivas.

Mas n�o estava machucando nem nada.

Quem era o cara?

N�o peguei o nome.

Como ele parecia?

Qual a idade dele?

Onde aconteceu exatamente?

Meu filho n�o precisa ser interrogado,

a n�o ser que ser homossexual seja crime.

E n�o � isso que est�o dizendo.

N�o, mas estamos dizendo que seu filho

� muito jovem para consentir.

J� respondemos todas as perguntas.

Levarei minha fam�lia para casa.

Concordamos que o pai � cheio de conversa.

Sam b�bado e conheceu um cara?

Est� protegendo o mais velho.

J� liguei para o Servi�o Social.

Temos que tir�-lo do apartamento.

Lev�-lo para longe do Brian.

Pedirei � Vara de Fam�lia um mandado.

Mantenho voc�s informados.

E agora?

Investigamos amigos, parentes?

Para ver se algu�m sabe de algo.

Coisas assim, ningu�m quer saber.

A m�e sabe.

Molly.

APARTAMENTO DOS CONWAY QUARTA-FEIRA, 12 DE SETEMBRO

N�o posso falar com voc�. Minha fam�lia voltar� logo!

Onde sua fam�lia est� agora, sr.� Conway?

John levou-os para comer pizza. Como se fosse celebra��o.

E voc� n�o foi.

S�o muitos jantares para compartilharem.

Seus filhos sair�o de casa em 3, 4 anos?

Fingindo que tudo est� bem.

-Superaremos isso. -Seu marido, talvez

e Brian, mas...

E o Sam?

S� estou curiosa...

sobre como voc�

passar� os jantares olhando nos olhos de seu filho

ou quando d� boa noite a ele,

sabendo que ele sabe que a m�e dele

n�o o protegeu, n�o o manteve a salvo.

Por favor.

O que eu posso fazer?

Conte-nos o que aconteceu.

Aquela noite...

ouvi sons vindo do quarto do Sam.

Eu estava ouvindo atr�s da porta.

Podia ouvir o Sam. Ele estava...

gemendo como um animal.

Partiu meu cora��o.

Certo. Tudo bem, o que voc� fez?

Chamei o nome do Sam, mas n�o obtive resposta,

ent�o abri a porta

e o Sam, ele estava...

na cama e ele...

estava parado fechando o z�per.

O Brian estava l�.

Meu marido!

John saiu como se n�o fosse nada.

Perguntei ao Sam se ele estava bem

e... ele s� gritou comigo.

"Deixe-me em paz. Saia!"

Mais tarde, na cama, John disse, "N�o diga nada. Nenhuma palavra.

O Sam est� bem."

No outro dia, os garotos foram ao col�gio.

John saiu para o trabalho normalmente.

Eu procurei no quarto do Sam.

E encontrei umas roupas �ntimas no arm�rio dele.

Estavam �midas e tinha sangue nelas.

Onde est�o essas roupas �ntimas?

John me mandou coloc�-las para lavar.

Eu fechei meus olhos.

Calei minha boca.

E fingi n�o ter visto o que vi.

Ele sempre... foi r�gido com os meninos.

Eles � rigoroso, mas isso...

Molly, querida, sentimos sua falta!

Mas trouxemos pizza.

Podemos comer juntos.

-Que diabos est� havendo? -Sr. Conway, vire-se.

-O que foi? -Voc� est� preso.

-Pelo o qu�? -Pelo estupro do seu filho.

Deixe-me dizer algo sobre minha esposa.

Ela tem tend�ncia a concordar com que falam.

Diz que sua esposa n�o tem opini�o pr�pria.

Digo que um de voc�s p�s essa ideia na cabe�a dela.

A verdade �, que nunca consideramos isso.

-Porque � doentio! -Acalme-se.

Calma! Ningu�m est� dizendo que voc�...

Droga, nem consigo dizer as palavras.

Voc� ca�a, sr. Stone?

-� irrelevante. -� a� que se engana.

Tem um momento, em que est� se escondendo nos arbustos,

e o veado come uvas da parreira a 45m de voc�.

Parece... que o mundo para.

Tudo que existe, s�o duas almas:

o ca�ador e a presa.

Voc� tenta n�o respirar, mas o veado,

ele escuta seu cora��o,

o sangue correndo em seus dedos envolvendo o gatilho.

Ele olha para cima.

Um instante de sil�ncio e c�mera lenta.

O primeiro a hesitar, perde.

Eu servi no ex�rcito.

Constru� um neg�cio do nada,

-sozinho. -J� chega, John.

O que quero dizer �,

eu n�o hesito.

� do Sam.

� a cueca que ele usava

na noite em que o estuprou.

E deveria saber que temos o seu DNA nela.

Sem comprova��o, n�o serve para nada.

E, diferentemente, da minha esposa,

meu filho pensa por si s�.

Vamos.

O mais dif�cil nos esportes � acertar uma curva.

Quando voc�s v�o me deixar em paz?

Preciso me concentrar.

Eu costumava jogar. Anos atr�s, na pequena Liga.

Ainda sou um grande f�.

Amo a perfei��o desse jogo.

Legal, duas para fora do campo.

Est� perdendo seu tempo, certo?

Meu pai n�o fez nada comigo.

Sam, sua m�e disse que...

Eu n�o... ela se confunde.

Sabe, eu jogava basquete.

No ensino m�dio, eu era ponta.

N�o era bom arremessador, mas, cara, eu sabia servir.

N�o serviu para o meu pai. Ele me incomodava por passar a bola.

Sozinho na quadra e eu passava para esse garoto no garraf�o...

Ele n�o acertava o oceano dentro de um barco.

A verdade, metade das vezes eu fazia para irritar meu pai.

Seu pai n�o sabia nada sobre basquete.

N�o sabia nada sobre mim.

E eu menos ainda sobre ele.

Nenhum tinha coragem de perguntar.

Meu pai e eu n�o somos assim.

Como voc�s s�o?

Falamos de coisas. Eu...

Do que voc�s falam?

N�s...

�, acho que por isso inventaram esportes,

para pais terem o que conversar com seus filhos.

-Mas quando n�o falam, Sam... -Deixe para l�.

-Esque�a. -N�o posso. N�o posso, Sam.

Sua m�e viu seu pai no seu quarto.

Ela nos contou.

Est�vamos conversando. Eu te falei isso.

Algo que voc� n�o saberia.

Nem todas as vidas foram ruins como a sua.

-Sam, Sam. -Meu pai nunca me machucaria.

E nunca direi que ele machucou.

A crian�a est�, claramente traumatizada.

Carisi diz que ele quer dizer o que houve,

mas tem medo.

Que mundo � esse, Olivia?

Acho que tem que ter um inferno

para reconhecermos o para�so.

"Crian�as sofram para vir at� mim." Sempre me confundi.

Se crian�as t�m que sofrer para ver Deus, que mundo � esse?

Se elas t�m que sofrer que para�so Ele construiu?

Peter, se voc� quiser

ou precisar falar sobre a Pam,

estou aqui.

Ela est� morta. O que h� para dizer?

Vamos a julgamento contra John Conway.

Sem uma testemunha de acusa��o.

A guerra que n�o pode ganhar � a que vale a pena lutar.

SUPREMA CORTE SEXTA-FEIRA, 14 DE SETEMBRO

Um indicador de difenilamina confirma a presen�a

de dois DNA distintos nas roupas da v�tima.

Posso dizer que um dos DNA � do Sam?

Sim, foi extra�do de uma amostra de sangue.

E a outra amostra?

Foi extra�da de um amostra de s�men.

E combina com a do r�u, John Conway.

Sabia, sr. Fitzsimmons, que essa roupa �ntima

foi lavada antes de ser testada?

Sim, mas a ci�ncia afirma que em condi��es normais,

uma m�quina de lavar n�o destr�i DNA pr�-existente.

Sabe se alguma outra roupa estava na lavadora

junto com a Prova 1 da Promotoria?

Sim, acredito que tinham roupas

de outros membros da fam�lia.

Em sua opini�o profissional, sr. Fitzsimmons,

� poss�vel que o DNA do r�u

possa ter sido transferido durante a lavagem

para a roupa �ntima do filho?

Sim, testes mostraram que isso � poss�vel.

Poss�vel. Que tal prov�vel?

Sob certas circunst�ncias.

Obrigado.

O Povo chama Molly Conway.

Obje��o, privil�gio de c�njuge.

Faremos um recesso.

Advogado, juntem-se a mim no meu gabinete.

� o b�sico da lei. N�o pode chamar a esposa

-para atestar contra o marido. -N�o chamamos.

-Ela quer testemunhar. -Entusiasticamente.

-Vamos. -Releia a cartilha, advogado.

A pol�tica p�blica desse privil�gio

� promover a comunica��o livre e aberta entre o casal.

Ou seja, � uma via de m�o dupla.

Independentemente dela, ele pode faz�-la calar a boca.

N�o quando h� crime contra o filho.

Que crime? Eu n�o vejo crime nenhum. Nem a pr�pria v�tima v�.

-O filho vai testemunhar? -Ele est� com medo do pai,

-juiz. -Ou isso n�o faz nenhum sentido.

De qualquer forma, se a sr.� Conway testemunhar,

ser� mais prejudicial do que probat�rio.

Sinto muito, sr. Stone.

Sem uma testemunha, sou for�ado a manter esta obje��o.

A sr.� Conway n�o pode testemunhar contra o marido.

Que bom que conversamos.

Acabei de falar com o hospital.

A mulher na bicicleta, que Brian derrubou,

-recebeu alta. -Ela est� bem?

Fora ter que usar gesso por 3 meses?

Fin, eu sou policial e m�e. � isso o que eu sou.

� mais do que a maioria.

E o que acontece quando eu acordo pela manh�

e n�o consigo ser um dos dois?

Isso faz de mim metade da pessoa que eu era na noite anterior?

Desculpe por repetir, mas voc� ainda � mais do que a maioria.

Voc� est� sendo gentil.

Mas a verdade �...

que eu perdi o f�lego.

Estava perseguindo o garoto Conway

e tive que parar.

E agora uma mulher inocente

quebrou a perna por culpa...

-por culpa minha. -E n�o importa

o quanto voc� inspirasse, n�o conseguia

-sentir seus pulm�es? -Isso.

E suas pernas estavam pesadas?

-Bingo. -Bem-vinda ao clube. Liv.

Ningu�m espera que voc� seja a Mulher Maravilha.

Eu espero.

-E eu pensava ser o Super Homem. -Ent�o, o que aconteceu?

A vida.

O tempo.

O que voc� vai fazer?

Oi. Quer companhia?

-Sirva-se. -Achei que n�o bebia em servi�o.

Esse julgamento j� est� acabando.

Foi previs�vel o juiz n�o a deixar

testemunhar contra o marido.

Nunca subestimo o preconceito ou burrice de ju�zes.

E n�s conseguimos um honesto e inteligente.

Isso � uma droga.

Quer me falar sobre o Sam?

Ele est� com medo e com vergonha do pai.

-Previs�vel. -Sim.

Nem me fale.

Se eu conseguir fazer Sam depor

e falar com ele, como homens...

Mas sem a m�e dele depor, Karey n�o tem por que cham�-lo.

� tarde demais.

Talvez eu consiga reverter isso.

Deixe comigo. V� para casa.

Quanto isso vai me custar?

Quanto tempo ele ficou aqui?

O povo chama Molly Conway.

O qu�? Algu�m deu replay

quando eu n�o estava vendo?

Sou muito novo para ter Alzheimer.

Sei que neguei isto ontem, sr. Stone.

As circunst�ncias mudaram, Merit�ssimo.

Eles se divorciaram rapidinho? N�o que fosse fazer diferen�a.

Sr.� Conway adulterou evid�ncia e despistou a pol�cia,

progredindo para uma conspira��o criminosa m�tua.

Voc� teria que acus�-la de algo.

Acusei-a de co-conspira��o n�o indiciada.

A comunica��o deles n�o est� mais protegida.

Muito inteligente.

-A sr.� Conway pode testemunhar. -Merit�ssimo.

E o que voc� viu, sr.� Conway?

Sam correndo em dire��o � cama.

O rosto branco como o de um fantasma.

L�grimas escorriam pelo seu rosto.

Algo mais?

Meu marido

estava em p� � beira da cama.

Parecia que ele estava afivelando o cinto.

Ele te disse alguma coisa?

Mais tarde, na cama,

ele mandou eu n�o contar � ningu�m

o que vi.

Bela hist�ria, sr.� Conway.

-� verdade. -Voc� a contou � enfermeira

-quando foi chamada na escola? -N�o.

-Ao diretor? -N�o.

� pol�cia, pela primeira vez?

Tudo aconteceu t�o r�pido. Eu precisava de tempo.

-Para criar uma hist�ria dessas. -Obje��o.

Retiro. Contou essa hist�ria � pol�cia

na primeira vez que falou com eles?

N�o.

Segunda vez?

Eu s� queria que isso passasse.

Voc� lhes contou

na segunda vez que falou com eles, sr.� Conway?

N�o.

Na verdade, voc� nunca

contou � pol�cia que John estuprou Sam, certo?

S� os contei o que vi.

Ent�o, voc� n�o sabe o que de fato ocorreu naquele quarto?

N�o.

Obrigado.

Eu a amo.

Mas, �s vezes, minha m�e...

Ela n�o sabe o que est� dizendo.

Estava apenas conversando com meu pai.

-Sobre o qu�? -Ele estava...

Ele tentava me consolar.

Sabe, eu estava me sentindo triste

porque n�o consegui atirar no coelho

e ele s� me dizia que estava tudo bem.

Que alguns caras n�o servem para ca�ar.

Ele te estuprou, Sam?

N�o, isso � rid�culo.

Ent�o como voc�...

conseguiu os ferimentos...

que o sr. Stone chamou repetidamente

de ind�cios de estupro?

Eu preciso contar?

Sim, precisa.

Eu conheci um homem.

E...

foi a minha primeira vez.

Eu queria que ele... Voc� sabe.

N�o foi estupro ou algo assim.

Obrigado.

Como ele homem se chama?

-N�o me lembro. -Estranho.

Sua primeira vez, achei que lembraria de tudo.

Advogado, ningu�m liga para o que voc� acha.

Isso � uma obje��o?

Mantida.

Conte-me sobre a viagem para ca�ar.

Certo, o que quer saber?

-O que voc� se lembrar. -Lembro-me de tudo.

Certo, porque foi sua primeira vez.

A primeira vez na floresta com seu pai,

seu irm�o e um rifle. Algo importante.

Assim como a primeira transa.

-Obje��o. -Meu ponto �...

ele lembra tudo sobre a viagem de ca�a

e nada sobre a primeira transa

-que aconteceram juntos. -N�o � t�o importante.

Todo mundo faz parecer que � algo que n�o �.

� apenas sexo. Todo mundo faz.

N�o com o pai, n�o fazem.

-Obje��o. -N�o � sexo, Sam. � estupro.

-Merit�ssimo. -� suficiente, sr. Stone.

Ca�ar com o seu pai foi importante?

Foi para o meu pai.

Mas n�o para voc�.

Bem...

Papai matou um alce quando tinha 12 anos.

Brian matou um veado quando tinha 15.

Na sua fam�lia, � um rito de passagem?

Sim, � como se torna um homem.

Como voc� se sentiu

antes de tentar atirar naquele coelho?

Naquela fra��o do tempo

em que era apenas voc�, o coelho

e seu rifle.

N�o sei.

Estava com medo?

Sim, talvez um pouco.

-De um coelhinho? -N�o, n�o, claro que n�o.

Do qu�? Tinha medo do Brian?

Havia s� mais uma pessoa l�, Sam.

Estava com medo do seu pai?

Ele que colocou o rifle

na sua m�o, n�o foi?

Queria dar orgulho a ele, n�o � mesmo?

N�o precisa ficar envergonhado.

� tudo que qualquer filho quer.

Eu s� queria ser um homem.

Como ele?

Acho que sim.

Mas estava com medo.

Um homem com medo n�o � um homem, n�o �?

Um homem com medo, um menino com medo

� uma fraude.

Ele precisa ser punido, humilhado.

E � por isso que seu pai te estuprou, n�o foi?

-Obje��o. -Negada.

N�o, n�o, n�o.

Meu pai nunca faria...

Meu pai nunca faria isso.

Ele nunca faria.

O j�ri chegou a um veredito?

Sim, merit�ssimo.

Qual?

Na acusa��o �nica de estupro,

consideramos o r�u

inocente.

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